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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Tríade Selvagem

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MensagemAssunto: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptyDom 5 Jul 2020 - 14:46

Tríade Selvagem

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Shaanti Mochan. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySeg 6 Jul 2020 - 9:15





Hora de cuidar do Barco.

1


Shaanti senti algo atrás de sua cabeça… Era fofo e quentinho… - Eu dormi? - Pensou, mas ainda sem desejar abrir os olhos, estava afinal bastante confortável… Mas… O que era aquele peso em cima dela? Bom, esse também era confortável já que a estava deixando quentinha. Mas porque parece que tem alguém dormindo em cima de mim?  - Com esforço começou a lentamente abrir os olhos para entender o que havia acontecido enquanto também começava a lembrar do dia anterior.

Citação :

Haviam aportado no final do dia anterior em um local afastado da cidade, onde haviam encontrado uma casa solitária de um senhor . Ele tinha uma personalidade zangada e difícil o que fez Shaanti imediatamente simpatizar com ele, era assim afinal que as pessoas deveriam ser.

A marinheira Nanika havia seguido com ele para fazer reparos na casa enquanto parecia aprender algo, enquanto Shaanti havia ficado para administrar uma seção de treinamento Espartano para Gutinho o qual ela já havia mandado dormir. Gutinho aparentemente havia se esquecido do medo e do respeito que devia ter por Shaanti e isso não pode deixar a tritão mais feliz, pois teria grande satisfação em gravar novamente naquele corpinho mirrado esse respeito.

Então haviam comido e ajudado a cortar lenhas e…


As lembranças da tritã voltavam até mais ou menos esse ponto. Bem havia acontecido muitas outras coisas no dia anterior isso sem sequer contar aquela festa na piscina. - Ahh… Eu prometi ficar até o navio ser consertado. - Terminou de abrir os olhos agora vendo finalmente o que havia acima de si, o que pressupunha eram ser duas crianças irritantes a usando de colchão… Sim, provavelmente era isso…

- AHNNNNNN? - Começaria agressiva se esse fosse o caso. - O QUE OS DOIS PIVETES ESTÃO PENSANDO?   - Bem, não era como se ela não estivesse fazendo possivelmente algo parecido com o pato ao usá-lo de travesseiro?

- ACORDEM SEUS MALDITOS, É HORA DE TRABALHAR. - Ao menos era essa a intenção dela, já que quanto antes terminassem o barco antes poderiam sair por ai.

Talvez você esteja se perguntando porque Shaanti havia se oferecido pra ficar até terminar o barco? Bem, essa é uma história antiga que remonta da primeira viagem que havia feito junto a Emily. Na época os magníficos conhecimentos de navegação da tritã, ou o que ela supunha serem magníficos, não haviam sido o suficiente para a embarcação não naufragar… Obviamente algo que havia sido exclusivamente culpa da embarcação a qual Shaanti na época garantiu que se houvesse sido ela a fazer o barco o mesmo não teria jamais afundado…. Bem, Emily tinha outra opinião na época e garantiu que sequer teriam conseguido zarpar. Você acha que Shaanti seria capaz de esquecer essa afronta? A resposta era, OBVIAMENTE QUE NÃO.  

- É HOJE PIRRALHA, HAHAHAHA, EU VOU FAZER O BARCO MAIS FODA DE TODOS OS TEMPOS E VOCÊ VAI TER QUE ADMITIR QUE EU SOU FODA EM TUDO QUE FAÇO E QUE ESTAVA CERTA E VOCÊ ERRADA, HAHAHAHAHAHA, COMO SEMPRE.   - Já em pé ela fazia uma pose maligna enquanto gargalhava muda para o céu apenas imaginando essa cena e a perfeição que seria quando concretizada.

- EIIIIII, OOOOSSSSAANNN-YYYOOO. - Estaria rumando para a casa do velho mal-humorado, haviam afinal combinado em começar a restauração do barco hoje. - Espero que a nanika já tenha deixado pago. - Um arrepio percorreu o corpo de Shaanti ao lembrar-se de que provavelmente o serviço seria pago e torcia para não ter que restar para si. - Se não eu mato ela.   - Então velho, vamos começar? Se puder me ensinar algumas coisas eu te ajudo, HAHAHAHAHA. - Era uma proposta estranha, mas é de Shaanti que estamos falando.




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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySex 10 Jul 2020 - 18:16



Shaanti dormia tranquilamente com a cabeça apoiada na plumagem macia do pato e as duas crianças que lhe aqueciam. - Só mais cinco minutinhos… - Emily resmungava ainda com os olhos fechados travando uma árdua batalha com o sono, a garota que deitava sobre a barriga da tritã virava sua face para o outro lado, Gutinho por sua vez seguia roncando deitado com as costas no chão e também com a cabeça apoiada na barriga da tritã. - Aaaaaarrr… QUAQUAQUAQUAQUAQUACK! - O heróico pato Rogers possuía um ronco peculiar, e ainda dormindo moveu sua asa, acidentalmente acertando um “tapa” Shaanti. E logo em seguida o pato levantou-se assustado após o segundo grito de Shaanti. - QUAACK! - Rogers batia continência, demonstrando estar pronto pro batente, porém o levantar brusco da ave fazia a cabeça de Shaanti deslizar e acertar o chão, produzindo um barulho oco. **POFF!!**

Devido a gritaria da tritã, Emily levantou-se coçou os olhos por alguns segundos e permaneceu estática, encarando Shaanti com o canto dos olhos, a menina estava bem desconfiada, ela não estava assustada, ou não parecia levar as palavras de Shaanti como uma piada, na verdade era justamente o fato da tritã parecer tão obstinada que preocupava a menina. - Ainda bem que o Rogers bóia. - Emily comentava sem demonstrar muita confiança nas habilidades de construção naval da tritã, e também por querer provocar um pouco a ruiva, enfatizando o pato conseguir nadar para caso a embarcação afundar. Gutinho parecia concordar com Emily, mas o garoto não queria expressar isso para a tritã cruel. - Se algo acontecer eu ainda posso curar dos feridos. - Ele evitava caçoar de Shaanti mas essa provavelmente não era a melhor escolha de palavras que agradaria a tritã, devido a falta de confiança ser mútua.

Shaanti deixava o cômodo em que estava e partiu na direção da galeria junto da dupla de criança e Rogers, não demorava e logo chegaram até a galeria, onde encontraram com o idoso de máscara. - Quanta demora. - O velho rabugento estava com ambas as mãos prostradas na cintura e um martelo de madeira preso no cinto, ele batia o pé impaciente, mesmo ainda sendo o começo da manhã, ele agia como se Shaanti estivesse atrasada, provavelmente ele é do tipo que acorda ainda de madrugada.

Ao lado do mascarado estava o ajudante abraçando algumas tábuas de madeiras, ele estava com olheiras abaixo dos olhos, mas não demonstrava sinais de cansaço, talvez por ter se acostumado à rotina de seu mestre. - Bom dia. - Ele cumprimentava de maneira educada o quarteto composto por Shaanti, Emily, Gutinho e o pato. - Huunpf! - O senhor ranzinza produzia um ruído coçando a garganta, considerando a proposta inesperada de Shaanti. - Tome cuidado para não pregar os dedos. - Sua voz grave soava de de maneira rude, então o carpinteiro mascarado virou as costas e começou a caminhar na direção do navio. O aprendiz por sua vez observava o mestre caminhando, e então voltou seu olhar na direção da ruiva. - Isso quer dizer que ele aceitou. - O rapaz dava um pequeno sorriso alegre, e suas sobrancelhas estavam erguidas demonstrando uma certa surpresa, tanto por encontrar alguém interessado em aprender mais sobre construção e conserto de navios e também por seu mestre ter aceitado.

A embarcação estava em uma doca presa por cordas nas paredes do deck e com grossas vigas de madeira abaixo do casco, deixando o navio suspenso por alguns metros, permitindo assim que o reparo completo fosse feito com maior facilidade. O local de trabalho possuía muitas ferramentas, materiais como placas de ferro e outras peças maiores de madeira para substituir aquelas que haviam sofrido danos irreparáveis.

Ali Shaanti poderia auxiliar o carpinteiro mascarado e seu ajudante a consertar a embarcação, o velho teria sido bem rigoroso durante todo seu trabalho, e também orientaria a tritã, explicando o motivo de cada atitude tomada, assim a mesma saberia o que fazer no caso de precisar lidar com uma situação parecida no futuro, e devido aos danos sofridos da embarcação e necessidade de substituição de algumas peças, Shaanti também poderia ter uma maior noção prática para se construir um navio, e quando o trabalho fosse terminado, o mascarado passaria mais algumas horas com a tritã explicando o necessário para se construir uma embarcação desde o início, como a escolha dos materiais poderia influenciar na flutuabilidade de um navio. Claro que boa parte de suas palavras, se não a grande maioria delas, seria "traduzida" pelo ajudante, tornando assim o aprendizado mais didático.

Rogers por sua vez fingia que nada disso era com ele, e já começava a caminhar sorrateiramente em direção ao mar, onde provavelmente ficaria nadando sem nenhuma preocupação ou obrigação. Emily por sua vez optou por acompanhar todo o reparo reparo do navio. - Só tenta não quebrar ainda mais o navio. - A garota parecia querer fiscalizar o trabalho de Shaanti, e as palavras de Emily não eram totalmente sarcástica, era até mesmo um elogio pela capacidade que a tritã possui de quebrar navios em alto mar. Enquanto Gutinho compartilhava do mesmo interesse de Rogers. - Eu vou tomar conta do pato, vai que ele afunda ou cai daqui do céu. - Era claramente fingimento, ele não fugia do trabalho mas sim dos possíveis acessos de fúria que Shaanti poderia ter.


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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySex 10 Jul 2020 - 19:18





E nasce a maior de todas as carpinteiras

2


**POFF** …. A cabeça de Shaanti ressoou contra o chão levanto o rosto de Shaanti a torcer-se em uma feição de ódio. - É melhor estar preparado para assumir a responsabilidade. - Falou entredentes baixo e com um tom frio enquanto virava os olhos para cima para olhar o pato que batia continência.

Mas aquele realmente não parecia ser o seu dia, bem… Emily provavelmente sabia de seus planos e conseguia entender que ela pretendia ajudar no conserto do barco, mas aquelas palavras…. Aparentemente a pirralha maldita também tinha uma boa memória daquele fatídico acontecimento. Estava em meio a seu alongamento, espreguiçando-se, quando as palavras de Emily a atingiam como uma facada no abdome. - Ma….di...ta… vou te fazer engo… - E então entrava o pirralho. Aquele realmente não era um bom dia para Shaanti, rugas e mais rugas de irritação formaram-se em sua testa. - Estejam todos preparados. - Ameaçou-os. - Vou arrancar esses sorrisos das caras idiotas de vocês dois. E NÃO PENSA QUE EU ME ESQUECI DE VOCÊ. - Virou-se na direção do pato com o queixo erguido, a mão apontando e um sorriso cruel que chegava aos olhos. - Vou deixar o pior pra você

- Culpo eles. - Obviamente, afinal ela nunca admitiria própria culpa, nem que fosse por algo pequeno como um atraso que… - Quando que combinamos algum horário?

- Nem tanto. - Respondia ao bom dia do aprendiz enquanto seguia para alcançar e falar com o velho e logo, como previsto, seu pedido era aceito. - Isso é óbvio. - Olhou com estranheza para o aprendiz que estava a lhe "traduzir" o que o velho dizia. - O que mais poderia ter acontecido? AHNN? HAHAHAHA. - Não é como se Shaanti acreditasse que alguém poderia negar os seus pedidos… Bem… Tinha uma certa pirralha, mas…

>><<

Esse aqui. - Shaanti já dentro do navio seguiu em direção às ferramentas, onde é claro, teria procurado pelo maior e mais ameaçador martelo. Naquele momento, já tomada pela excitação, havia já em partes esquecido os maus agouros da manhã e por tanto ela teria deixado as crianças relaxar e brincar, mas… - Eles realmente não sabem quando se calar. - Certo, talvez fosse o momento ideal para ensinar quem é que manda.

- O CARALHO QUE VOCÊS VÃO IR NADAR, SE COLOCAREM UM PÉ NESSA ÁGUA EU MESMO CHUTO VOCÊS DAQUI DE CIMA. - Apontava para eles com o martelo em sua mão próxima a amurada da embarcação. - EIII, PIRRALHO 2. - Virou-se para o aprendiz do carpinteiro, um sorriso de êxtase. - Que tal me fazer um favor. - Aproximava-se dele como alguém que desejava fazer muito mal a alguém, mas para o pirralho 2, ele felizmente não era alvo dessa intenção. - Acha um trabalho para aqueles dois, talvez carregar algo pesado pra cima e pra baixo, qualquer coisa que leve muito tempo. - Teria lançado seu braço sobre os ombros do aprendiz como se fossem desde sempre grandes companheiros. - Eu lhe pago. - Sim, esse sim seria um dinheiro bem gasto.

- E… - Virou-se para Emily que estava, na sua opinião, muito à vontade. … você pirralha. Parece que está com bastante tempo livre não é? Otimo, Otimo, é bom ter tempo livre, sim hehehe, muito bom. - Ia crescendo para cima de Emily, sabia que a pirralha já não possuía qualquer medo por ela e que por tal não poderia apelar para isso e então estaria a abandonar essa estratégia, pois sim, era uma estrategista. - Mas, ainda não comemos nada não é? Sei que enquanto eu trabalho duro aqui, mesmo que sejam coisas simples você bem sabe… mas porque não arruma algo para nós comermos? E talvez você consiga encontrar algo pela casa com algum informação sobre a ilha? Ein? Você é muito boa nisso não é? - Apoiaria a mão sobre a cabeça da garota. - E o mais importante. - Abaixou-se até que seus olhos se alinhassem com os dela. - Sua boca vai ficar bem longe dos meus ouvidos e esse martelo aqui bem longe dessa cabecinha preciosa. - Falava com um sorriso simpático. - NÃO, NÃO, NÃO ERA ISSO, HEHEHE, ESQUECE ESSA ULTIMA PARTE EU QUERIA DIZER QUE ESSA TRITÃ AQUI IRIA FICAR MUITO FELIZ … HEHEHE, COM MAIS INFORMAÇÕES SABE, HEHEHE, EU NÃO TAVA PENSANDO NADA ESTRANHO, NADA, TA OUVINDO? - Conforme falava ia se afastando e rindo sem graça de volta ao local onde as ferramentas estavam expostas, dessa vez procurando por um martelo menor. - Só por garantia.

Início do aprendizado


Como Shaanti diria… Aquele sem dúvidas era o melhor professor que poderia ter, falava pouco. Bufava quando algo estava errado e limpava a garganta quando queria que ela prestasse atenção em algo… Por outro lado… - O que esse pirralho maldito tá pensando? Porque ele tem que ficar tagarelando?

Aquilo era irritante para Shaanti, era quase como ter uma Emily a lhe ensinar…. Afora isso Shaanti sentia que estava indo muito bem… Sim… bem… algumas madeiras foram realmente quebradas, mas era um engano sabe? Shaanti havia entendido que precisava trucidar com elas, mas logo depois descobria que aquelas eram algumas das tábuas novas que haviam colocado. - Essas tábuas que são muito frágeis. - Sim, obviamente só podia ser isso.

Bom, houveram alguns outros acidentes, a maioria devido a força exagerada ou a empolgação de Shaanti que saia fazendo as coisas antes de observar o velho, mas com apenas um ou dois HunHun o velho conseguia novamente chamar sua atenção o que lhe fazia parar e observar… Observar enquanto era metralhadas pelas instruções do aprendiz as suas costas lhe explicando o que o velho estava fazendo. Na opinião de Shaanti isso apenas atrapalhava mais do que ajudava.

Devido as tábuas que quebrou ela teve a oportunidade de aprender a fabricá-las…. Bom, levou algum tempo essa parte, pois devido a ela estar se divertindo muito com a plaina ela acabava por remover lascas em demasia e acabava deixando as tábuas muito mais finas do que deveriam, ou por vezes escapava apenas um local as deixando encanoadas e o Pirralho 2 a estar corrigindo só a deixava ainda mais irritada e a fazia errar mais. Até que com um único: "Faça mais devagar", vindo do velho ela foi capaz de entender que estava fazendo rápido de mais, na volta quando ele passou na frente de novo e falou um: "Mais longo", também foi capaz de entender que devia ampliar o movimento o que fez com que as próximas tábuas que produziu saíssem muito melhores.

Durante o tempo trabalhando a tritã obviamente se manteria atenta a dupla de trapalhões, Gutinho e o Pato e se os visse vadiando não perderia tempo em arremessar algum resto de tábua na direção deles enquanto ameaçava dizendo que a próxima certamente não erraria.

Então com algumas horas, suor e obviamente devido a sua perfeita ajuda estava pronto.

FIM


Teria parado do lado de fora do navio com as mãos apoiadas na cintura enquanto mantinha o peito estufado olhando para aquele trabalho bem feito. - HAHAHAHA, PODE FALAR OSSAAN, NUNCA ANTES TEVE UMA AJUDA COMO ESSA NÃO É? - Acenava afirmativamente para si mesma. - Acho que com isso terminamos o que tínhamos pra fazer aqui, obrigado pelo serviço velhote, mas temos que ir andando. - Sim… Obviamente ela esperava que a Nanika houvesse pago o velho, afinal haviam ficado trabalhando juntos na noite anterior.




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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySeg 13 Jul 2020 - 10:26


- QUAAACK! - Rogers exclamou desesperado ficando com o bico bem aberto de medo, enquanto algumas lágrimas escapavam por baixo dos olhos, o pato então correu para trás de Emily e se agachou usando as asas para cobrir a cabeça abaixada. Não era o melhor dos esconderijos, afinal a garotinha era pequenina, e as penas volumosas do pato escapavam para os lados enquanto ficava atrás de Emily, mas ele seguia a lendária lógica, "se eu não posso ver ela, ela também não pode me ver". - Oohh! Onde será que o Roger foi parar. - Emily por sua vez levava a mão acima da testa e olhava ao longe, fingindo estar procurando o pato, mas na verdade era apenas uma brincadeira infantil e ao mesmo tempo a garotinha tentava encorajar que a ave estava muito bem escondida, não demorava muito até Emily começar a rir com a brincadeira, cobrindo sua boca com as mãozinhas e fechando os olhos, enquanto soltava uma risada abafada com seus ombros tremendo de rir. - Milylyly! Milylyly! -

Naturalmente a culpa era total e exclusiva dos pirralhos e pato que a tritã "gentilmente" acolheu e trata com muito "carinho" e "amor", e claro já que a culpa era deles, Shaanti tinha de repreendê-los, os proibindo de nadar enquanto ela ficava trabalhando. - Na verdade é sempre bom ter mãos extras. - O jovem aprendiz sorria de maneira simpática para tritã, ele não possuía maldade em suas palavras, apenas acreditava que ter mais gente para carregar os materiais seria útil. - Gluup! - Gutinho por sua vez engolia a seco, interrompendo o passo que daria na direção do mar e voltando com o pé, não era como se ele pudesse ir contra os argumentos tão bem estruturados da tritã.

Emily cruzava seus braços e encarava Shaanti de canto com a boca torta. - Trabalhando duro… Ahaam! Sei. - As palavras concordavam com Shaanti, mas a entonação sarcástica e olhar desconfiado deixavam claro que a garota estava sendo irônica. - Claro, claro, vai que esse martelo escapa da sua mão quando você for pregar alguma coisa, é um perigo para todos. - Novamente Emily concordava com sua mentira, e reconhecia os riscos que Shaanti oferecia ao mundo por empunhar um martelo.

- Mas você quer mandar uma criança sozinha andar por aí nessa ilha cheia de criminosos malvados!? - Emily elevou o tom de voz fazendo drama, fingindo estar amedrontada e surpresa com o quão Shaanti era desnaturada, e então rapidamente a encenação péssima de Emily obteve sucesso, com ele, o heróico, o próprio, o único Pato Rogers vinha correndo se prostrando ao lado da garotinha "amedrontada". - QUACK! - Ele batia no peito peito estufado irradiando orgulho, com seu bico empinado e olhar de determinação, sua capa avermelhada esvoaçava heroicamente ao vento. - Meu herói. - Um segundo depois toda a insegurança de Emily simplesmente desparecia e a garotinha abraçava a ave sorrindo alegremente, então o pato se abaixou deixando Emily subir em cima de si. - Nós já voltamos. - - QUACK QUACK! - A sinergia da dupla era perfeita, o valente guerreiro e sua princesa, ou no caso seria correto dizer, o medroso que queria fugir de Shaanti e do trabalho pesado, e a garotinha que não queria se dar o trabalho de ter que andar por toda a ilha. - E e…- Gutinho nem teve tempo de terminar a fala, pois o pato logo virou-se de costas e seguiu caminhando com Emily acima de si. - ...eu. - Ele ficava totalmente desamparado, pois agora precisa trabalhar dobrado, o que deve ser satisfatório para a tritã que deseja fazer o pobre garoto passar por algum tipo de treinamento infernal.


- Parem de perder tempo Pirralhos 2 e 3. - O carpinteiro Ranzinza chamava a atenção de Shaanti e de seu aprendiz, usando o adjetivo da tritã para se referir a ela própria, enquanto o mascarado murmurrava alguns resmungos incompreensíveis.

>><<

Mesmo com a mais nobre das intenções o aprendiz apenas tornava a experiência de Shaanti mais irritante, ao menos toda a empolgação da tritã sobrepujava a frustração de ter alguém ali lhe dizendo tudo que havia feito de errado, porém o mesmo não pode ser dito das tábuas frágeis que se quebravam praticamente sozinhas, não tendo nada haver com a força exagerada da tritã…

- Cansada? - O carpinteiro comentava desgosotoso com a tritã, pois esperava um pouco mais de Shaanti, a ajuda no barco não havia sido suficiente para pagar os reparos, além da tritã ter quebrado alguns materiais o que aumentou os custos. - Ainda precisa pagar, tenho alguns móveis para entrega. - O carpinteiro mascarado tocava no assunto que até então era evitado, a dívida, mas tinha uma outra sugestão de trabalho Shaanti, apesar de seu jeito carrancudo de falar parecer mais como uma ordem sendo dada. - Mas sem quebrar. - Ele relembrava o destino que algumas tábuas tiveram diante a ferocidade da tritã.

Se Shaanti aceitasse. - Por favor me acompanhe. - O aprendiz então teria levado Shaanti até a oficina do carpinteiro, onde teria mesas, cadeiras, estantes, guarda-roupas, os mais diversos móveis, todos de madeira maciça e sendo bastante pesados para pessoas "normais" carregarem sozinhas além de um caderno com anotações dos nomes dos clientes e endereço para entrega, enquanto isso o carpinteiro tomava uma xícara de café e comia pão, para logo em seguida começar a construir outros móveis.

Quando deixasse o local avistaria Emily e Rogers retornando, ambos com a barriga estufada de comer, e a garota ainda teria um bolinho de chocolate nas mãos que comia aos poucos com mordidas pequenas. - O povo daqui é bem legal sabia? - - QUACK! QUACK! - O pato acenou positivamente com a cabeça concordando com Emily, porém a garotinha havia conquistado a simpatia dos bons habitantes da ilha, ganho doces, e descoberto algumas coisas sobre a ilha, principalmente sua história, geografia, e locais importantes, pois esses habitantes se comoveram ao ver a garota sozinha na ilha e ficaram com vontade de cuidar dela. Emily também possuía uma troncha de pano com alguns pães caseiros e fatias de bolo.

Nesse momento os olhos de Gutinho brilharam e sua barriga roncou o fazendo babar, afinal o garoto franzino ficou encarregado de transportar materiais pesados da oficina até o navio, e sem a ajuda de um certo pato. - Comida… - Ele caminhava arrastando os pés no chão em direção a Emily e Rogers.



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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySeg 13 Jul 2020 - 15:48





Pagamento? Não me recordo de nada disso!

3


….. - Shaanti havia ficado sem reação devido a afronta de Emily com toda aquela encenação, a sua falta de palavras não era devido a boca suja da menina e sim ao espanto que vinha de perceber que a mesma acreditava que iria conseguir enganar alguém com aquela lorota. - Se ela pensa q… - Já foi… - No tempo que havia perdido distraída e pasma com aquele teatro a pequena pirralha havia partido. E era assim que Shaanti ficava junto a gutinho enquanto compunham um dueto embasbacado com a audácia da pirralha. - Ahhh. Ela vai ver quando voltar. ERA PRA PEGAR COMIDA NA CASA MERDA.  - Mas já estava longe a essa altura. - Maldito pato… queria que ele fosse rápido para outr… - Parou ao ouvir o carpinteiro lhe chamando. - COM QUEM VOCÊ PENSA QUE TA FALANDO MALDITO? - Ainda assim se via seguindo para começar de uma vez deixando Gutinho com seu mais novo treinamento de fortalecimento muscular.

>>Fim do aprendizado<<


A tática de Shaanti, de tentar sair de fininho sem tocar no assunto do pagamento havia sido frustrada. Aquela maldita Nanika. - Irritou-se com Alipheese que havia passado todo aquele tempo com o velho e não havia pago pelo conserto do navio. Ahh, ela vai me pagar. - Mas que merda era aquela… Teria que trabalhar para aquele humano…

- HAHAHA, Cansada? Hahaha, claro que não, mas tenho muitas heheheh, coisas, sabe? Compromissos hehehe, na ilha, pessoas pra rev rev rev rever e esse tipo de coisa - tentava ainda se livrar do compromisso monetário do conserto do navio, mas… - Err… Carregar móveis? Isso é um desperdício dos meus talentos, ainda se fosse fazer, HAHAHA, EU IRIA FAZER UNS MÓVEIS FODAS. - Sim, sim, claro, claro. Obviamente ela acreditava nisso, mas quem poderia falar de todo o resto. Pensando bem… poderia ser uma boa vingança…. - Um pensamento perturbador, ao menos para Aliphesse, passou pela cabeça da tritã. - FEITO! MAS VOCÊ VAI ME ENSINAR A FAZER UMA ESTÁTUA DEPOIS! - Para Shaanti esse seria o pagamento que o velho deveria lhe dar por toda sua excelente ajuda.

>><<

- Então quais vão primeiro? - Shaanti perguntaria ao aprendiz agora que estavam na oficina. Até então havia se esquecido da fome inicialmente sentida, distraída pelos afazeres no navio e pela irritação que havia tido até então com o aprendiz, ainda que seu coração ficasse um pouco mais leve ao perceber o estado de Gutinho.



- ………. - Seu olhar parava na dupla que retornava após horas do que provavelmente havia sido diversão, pois Shaanti duvidava muito que houvessem "trabalhado" durante todo aquele tempo, pressentimento esse reforçado pelas guloseimas que Emily comia.

Esse era na verdade algum tipo de poder especial dela, era difícil lembrar de algum momento que alguém não tenha dado comida para a pirralha. Ela deve parecer um filhotinho com fome para os outros.

- É claro que eu sabia, é só ver o velho ali. - Cada um tinha sua opinião e para Shaanti aparentemente o velho rabujo era alguém que ela gostava de conviver. - Ele parece com meu antigo professor, hehe. Espero que aquele desgraçado ainda esteja vivo.

De toda forma agora que via a comida a sua frente o estômago da Tritã fazia-lhe questão de relembrar que ainda não havia comido. - Sabe. - soltaria, dessa vez com cuidado, o móvel, ou móveis no chão e arrancaria de Emily a trouxa com comida. - Você bem que podia ter trazido antes a comida. Eu e o pirralho aqui. - Shaanti morderia um pão, mas ainda sem entregar comida para Gutinho enquanto seguia falando enquanto usava o pão mordido para gesticular na direção do pirralho. - Ficamos trabalhando todo esse tempo sem comer. - daria mais uma mordida e seguia falando de boca cheia. - Olha para ele, parece que vai desmaiar. Você devia se desculpar. - engoliria. - Sim sim, comida. Está muito boa na verdade. - Shaanti diria algo assim caso estivesse ouvindo o pirralho balbuciar sobre a mesma. - Ah.. sim. Pega. - Retiraria mais um pão para si segurando o outro com a boca e então amarraria o saco e jogaria para o alto. - Se deixar cair. - Começou ao tirar o pão da boca. - Não vão poder comer. - olhou para a trouxa que devia ainda estar subindo, pois teria se empenhado na força. - E se errar eu te arrebento. - Na frente do pirralho a Tritã iria assumir uma postura de ataque para incentivá-lo mais um pouco.


Bem, não iria dar nenhum soco nele, e sim apenas ameaçar, mas iria realmente deixá-lo sem comer se errasse a apanhada, mas sendo aberta a negociações se ele propusesse alguma outra coisa que lhe interessasse.

>><<

- Mostre o caminho Pirralho 2. - Shaanti supunha que seria o aprendiz a guiar, mas caso não fosse iria olhar para Emily. - Já que passearam até agora pelo local você deve saber onde essas coisas aí ficam. - Shaanti ergueria mais uma vez os móveis e esperaria que alguém fosse a frente lhe mostrando o caminho.

Daria Emily ir junto de toda maneira, tendo ela que guiar ou não, afinal era mais fácil não ser perseguida por tochas e forcados quando tinha a pequena pirralha sorridente para distrair os aldeões.

- O que achou do lugar? - Questionaria Emily durante o caminho. Já que demorou tanto deve ter visto a ilha toda. - Emendou uma reclamação a sua pergunta.





- Entrega especial do velho Rabujo. - Seria a frase dita assim que chegassem em cada cliente para deixar o móvel




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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptyQua 15 Jul 2020 - 20:33




- Mas sem enrolar. - O carpinteiro murmurou concordando de imediato com a proposta da tritã, de alguma maneira Shaanti e ele pareciam ter desenvolvido alguma simpatia, como se o excesso de grosseria por parte de ambos somado ao fato de terem se comunicado evitando palavras desnecessárias os aproximasse um pouco, por mais que essa situação pareça totalmente irônica, a mensagem era clara para Shaanti, ela não deveria demorar na entrega de móveis se quisesse aprender como esculpir estátuas.

Emily que havia seguido as orientações retornava com a comida a tempo de ser terrivelmente injustiçada pela tritã ruiva que usa da crueldade para se alimentar das desgraças e sofrimento dos outros seres vivos. - Você também deve ter feito o gutinho trabalhar até quase desmaiar. - A troca de implicâncias pelas duas poderia se tornar algum tipo de esporte, considerando a quantidade de vezes que se alfinetaram apenas nesta manhã, mas agora em especial a afronta de Emily não era apenas implicância, a garotinha olhava brava para Shaanti com seus olhos ardendo de raiva, então os ombros de Emily se encolheram e suas mãozinhas tremiam um pouco, a fagulha da irritação logo se apagou e então a garota se via triste, a menina se sentiu culpada por ter os deixado sem comida, Especialmente Gutinho que a tritã fazia questão de deixar isso bem claro.

O olhar marejado de Emily caiu entristecido até seus pés enquanto fazia beicinho. - Gutinho, me descul.- Antes da garota terminar de falar, Gutinho estava recomposto diante de Emily, e afagou os cabelos da menina. - Não foi nada, a Shaanti só ta implicando com você, não fica triste se não eu vou abrir o berreiro também. - Gutinho se forçava a esboçar um sorriso bobo de orelha a orelha, e atitude do garoto reconfortou a pequena Emily, que esfregou os olhos nos ombros para enxugá-los. - Ta bom! - Emily então ergueu novamente o rosto e voltou a sorrir de maneira adorável, com uma sutil coloração rosada em suas bochechas rechonchudas. Era inegável que Gutinho estava faminto, seus olhos fundos e a boca seca o denunciavam, mas ainda sim ele gastava as poucas forças que lhe restava para animar Emily.

Em poucos instantes a seguir Gutinho era novamente dominado pela fome, Shaanti arremessou sacola de pano com os pães por dezenas de metros ao céu, apenas para atormentar a mente do rapaz com ameaças de deixá-lo sem comida, mas tais ameaças eram praticamente ignoradas por Gutinho, a barriga falava muito mais alto do que qualquer intimidação, com agilidade e reflexos “felinescos” Gutinho saltou enquanto a trouxa com a comida caía, apanhando-a no ar e rolando algumas vezes no chão, parando sentado com o embrulho no colo. - Como é bom estar vivo? - Ele segurava um pão numa mão e uma fatia de bolo na outra e comia intercalando as mordidas, provavelmente havia sido uma das melhores refeições de sua vida, afinal nada como a fome e o cansaço para deixar uma refeição mais saborosa. - Irrngh! - Gutinho que comia rapidamente havia ficado entalado. - Beba isso. - O aprendiz do ferreiro retornava com um bule de chá e algumas xícaras, servindo primeiro Gutinho devido a necessidade do mesmo, e então serviu uma xícara para Emily e outra para Shaanti. O carpinteiro resmungão não se importava com eles comendo, afinal era melhor do que precisar carregá-los se eles desmaiassem de fome.

Após todos terminarem de comer ainda haveria a sensação de que caberia algo a mais no estômago, pães e bolos não iriam saciar Gutinho e Shaanti, mas seria suficiente para suportar até a próxima refeição. Emily por sua vez usou as mãos para partir o pedaço de bolo de chocolate com cobertura. - Guardei esse pra vocês, é muito gostoso. - Ela oferecia uma metade para Gutinho e Shaanti. - Mas o cheiro tava tão bom que eu comi um pouquinho no meio do caminho. - Emily estava sendo excessivamente sincera apesar de sorrir um pouco desconcertada por ter caído na tentação de dar pequenas mordidas naquele bolo doce feito com chocolate ao leite e granulado, aumentando a doçura mas sem deixar enjoativo, Emily manteve seu olhar voltado para  dupla esperando que aceitassem, com um sorriso pequeno porém sincero na face, e alguns farelos de bolo ainda presos nas bochechas. Gutinho pegaria o pedaço de bolo se Shaanti não interferisse e o comeria com grandes mordidas mas mastigando bem para sentir o sabor do chocolate por mais  tempo. - Gostoso! - Disse enquanto mastigava com as bochechas cheias de bolo e os olhos castanhos brilhando de felicidade.

>><<

Shaanti precisaria ajudar a transportar os móveis para cima de uma carroça se quisesse agilizar o serviço do ajudante que teria tomado a iniciativa sem pedir ajuda, mas ainda sim era perceptível que essa tarefa iria consumir quase meia hora de tempo visto a dificuldade que o aprendiz tinha de transportar os móveis de madeira maciça, Gutinho vendo o quanto o aprendiz se esforçava optou por ajudar sem que Shaanti o ameaçasse, afinal o garoto havia tido uma experiência recente do quão problemático é carregar peso. No total seria uma mesa com 4 cadeiras, um armário pequeno, a carroça não era muito grande e ao terminar de colocar todos os móveis a "caçamba" ficaria com todo o espaço ocupado. - Vou pegar o Pegasus. - O ajudante então se afastou indo até atrás da oficina e não demoraria mais do que 5 minutos até ele retornar puxando um cavalo branco pelo cabresto, o animal teria uma sútil peculiaridade, pequenas asinhas saindo do lombo, aproximando do tamanho dos celestiais. E em poucos minutos Pegasus seria colocado para puxar a carroça, havia espaço para mais uma pessoa além do condutor no banco a frente da caçamba, o aprendiz quem iria guiar a carroça, Emily novamente montaria em Rogers mas dessa vez junto de Gutinho.

Pegasus não tinha problema em puxar a carroça e mantinha um galopar constante apesar de lento, com suas asas pequenas batendo enquanto marchava.

Emily então começou a contar o que havia descoberto da ilha, e como se a paisagem ilustrasse as palavras da garota ao saírem da floresta próxima a cabana do carpinteiro, diversas montanhas eram vistas ao longe, o que poderia causar estranhamento na tritã, afinal eram imensos amontoados de terra acima de nuvens, e as construções eram em suma maioria de feitas de pedra e mármore, com entalhos cuidadosamente feitos, parecia ser uma civilização antiga pelas construções não muito diferente de Panthenon, assim como os habitantes se vestiam de maneira parecida, o diferencial é claro a presença de pequenas asas nas costas dos moradores de Olympo.

A medida que avançavam a presença dessas construções aumentava assim como o fluxo de pessoas, Shaanti notaria olhares de estranheza dirigidos a sua pessoa, não eram olhos de desprezo ou repúdio, eram olhares de surpresa e um pouco de medo, provavelmente muito dos habitantes nunca se encontraram com alguém da raça de Shaanti, e sua aparência naturalmente causava receio neles. Também não haveria muitas árvores na cidade, porém em alguns quintais das residências era notável a presença de jardins e hortas, indicando que aquelas nuvens tinham uma composição semelhante de um solo de terra fértil.

Então a empolgação de Emily aumentava agora com ela não conseguindo conter um largo sorriso e seus olhos reluziam com um brilho cativante, a garota agora começava a contar sobre a história da ilha, que antes haviam vários deuses no céu mas que agora Magnos reinava como soberano em seu castelo conhecido como Panteão, e que também é uma ilha praticamente movida pela fé mas que não há uma religião dominante, a história da ilha poderia não ser bonita ou romantizada, mas ainda sim Emily estava feliz ao relatar essas descobertas para Shaanti, sua paixão arqueológica havia a dominado durante aquele período.
**Considere que você sabe o que está no tópico da ilha, menos sobre o submundo. Porque não acho que falariam disso pra uma criança.

- Hã!? - Uma celestial de meia idade com cabelos castanhos abria a porta ao escutar o grito de Shaanti, a princípio ela expressava irritação, mas ao ver o aprendiz do carpinteiro a mulher logo se recompôs agindo de forma mais amigável. - Claro, podem colocar nos fundos da sala. - A celestial abriu a porta e deixou que entrassem em sua casa para a entrega da mesa e cadeiras, no interior da residência não havia nada que realmente se destacasse por luxo, mas Shaanti veria muitas conchas de cores diferentes, uma tocava uma melodia calma, algum tipo de mantra religioso, outra soltava fogo que a celestial usava para cozinhar naquele momento e também uma dessas conchas era usada para encher um copo com água. Shaanti reconheceria essa conchas, era como o Lamp Dial que possuí, porém alguns eram maiores e com formatos distintos e provavelmente o maior destaque são as multifunções que essas conchas possuem.

Dali iriam para outra residência não muito distante, menos de 10 minutos com pegasus puxando a carroça, no total teriam gasto pouco menos de duas horas para fazer a entrega de todos os móveis e retornar, mas a tritã poderia prolongar seu retorno se tivesse algo mais interessante que gostaria de fazer.



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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptyQui 16 Jul 2020 - 14:22





Nova profissão x Treinamento Espartano

4


- É claro que sim, é parte do treinamento dele, ele teria trabalhado menos se vocês não tivessem fugido. - Era algo cruel de se dizer, mas Shaanti o estava fazendo agora não por isso, mas sim porque amava Emily. A tritã havia se firmado naquela resolução, sabia que a partir dali se quisessem continuar viajando teria que fortalecer não só Gutinho, mas também Emily. Ainda assim, ela não era muito boa nisso e nem sabia como alcançar o que desejava esperando assim apenas poder contar com a sorte para que no fim tudo desse certo.

Desejava que Emily aprendesse um pouco mais sobre a dureza para que não se magoasse ou decepcionasse por quaisquer coisas, desejava também que a jovem alcançasse algum poder, não o de uma grande guerreira, mas algo que lhe fosse o suficiente para se defender sem se tornar um fardo para os outros como havia acontecido em Mawakun com o Comodoro Ryan que precisou lutar enquanto a defendia, mas Shaanti acima de tudo desejava que Emily continuasse sendo Emily apesar de tudo, que continuasse a manter aquela luz brilhante que ela possuía.


Olhou para ambas as crianças, deixando que Gutinho a reconfortasse, sabia que não atingiria o resultado que desejava de uma hora para outra, teria que ser paciente e escolher a melhor forma de agir. Não era boa nisso, boa em revelar seus sentimentos e isso tornava as coisas somente mais difíceis. - Sim Sim, implicando. - "Concordou" com Gutinho embora talvez Emily percebesse que a verdade não era aquela, mas deixando isso de lado tinha um pouco mais de treinamento especial.

- HAHAHAHAHA, BOA PEGADA PIRRALHO. - Naquele momento Gutinho talvez não devesse estar tranquilo, não ao menos se soubesse o que se passava na mente cruel da tritã. Talvez seja um bom método, dar comida só depois de alcançar um bom resultado. - Aparentemente Shaanti começava a considerar Gutinho como um projeto de Doma.

Teria aceitado o chá, embora preferisse saque, mas neste momento teria guardado o comentário para si. Por outro lado teria declinado o bolo que Emily oferecia. - Pode comer a minha parte. - Era uma forma de Shaanti pedir desculpas por tê-la feito chorar. - Valeu pela comida. - Viraria as costas para a garota indo ajudar a carregar os móveis só podendo esperar que a jovem fosse capaz de lhe traduzir com aquelas poucas palavras.

>><<

- Óhhh, isso vai ser ótimo. Bem que eu queria um cavalo para montar…. Mas… - Shaanti olhou para Emily. - Nas histórias as asas são maiores não são? - Bem aquele era um Pegasus não era? - É meio… hnmm.. Decepcionante? - Talvez esperar um cavalo voador fosse realmente demais.

- Ei, Ei, Ei, o que pensa que está fazendo? - Interromperia o ajudante ao ver que o mesmo pretendia atrelar o pegasus para puxar a carroça. - Não, Não. Eu tenho uma ideia melhor, vamos deixar o pobre cavalinho descansar. TEM UM CERTO PATO QUE FUGIU DO SERVIÇO MAIS CEDO, AHNNN? Você achou que eu me esqueceria? - Os olhos vis de Shaanti focaram-se no pato enquanto um sorriso crescia em seu rosto. - Claro, o pirralho pode te ajudar. Vamos começar a parte dois do treinamento de hoje. - Com isso o Aprendiz e Emily poderiam ir sentados no banco enquanto Shaanti iria montada sobre o pegasus andando pacificamente ao lado de Emily pela estrada.


- Eu não estava implicando. - Começou após algum tempo de cavalgada. - Mas também podia ter falado de um jeito melhor. - Cedeu, admitindo que havia errado. Havia nesse momento abandonado o deboche, mas também falava baixo o suficiente para que Gutinho e o Pato não pudessem ouvir. - Eu pego um pouco pesado com ele, mas… - Moveu a mão para coçar a cabeça. - Foi o jeito em que fui treinada. - Era como ela havia aprendido e por tal era quem era. - Então não é por maldade, mas para o bem dele, ao menos do sonho dele. Se ele me disser que desistiu de capturar os pais, que não quer mais treinar, ou qualquer coisa assim eu irei parar, mas até lá… - Olharia para os dois puxando a carroça. - O mesmo vale pra você tampinha. Os lugares que nós vamos não serão todos passeios no parque. Você gostaria de Perder o Rogers? - Era uma retórica e por tal Shaanti não aguardará resposta antes de continuar. - Não o ajude a escapar. Se você gosta mesmo dele ache outras formas de demonstrar, ajude o treino a ficar mais fácil, mas não a fugir do mesmo. O mesmo vale pro Gutinho. Eu sou o martelo, mas preciso que você seja o alento. Somos uma dupla não somos? - Essa havia sido a abordagem escolhida por Shaanti, queria que Emily crescesse, que abraçasse responsabilidades e achou essa resposta enquanto pensava.

Após dizer isso esperava que a garota fosse capaz de lhe entender e se assim parecesse esticaria a mão com o punho fechado para ela socar ali. - Você também vai precisar se esforçar. - Esperava que ela aceitasse isso com mais facilidade agora.


>><<

Durante o caminho ficaria de olho no condicionamento de Gutinho e o pato, atenta a perceber se aquilo talvez estivesse sendo demais para eles, pois se assim se mostrasse iria descer do Pegasus e se juntar a eles para empurrar a carroça após amarrar o cavalo na traseira. Não os teria informado que iria ajudar, iria o fazer silenciosamente apenas pondo a força necessária para aliviar e tornar a carga suportável para que eles conseguissem descansar mesmo enquanto continuavam a puxar e assim que percebesse que eles haviam se recuperado iria mais uma vez voltar para o lado de Emily para continuarem a conversar sobre a ilha.

Por fim haviam chegado a cidade e começado a entregar os móveis conforme o velho rabujo havia pedido. - Parecem ser bem comuns aqui. - Apontou para Emily a direção dos dials após ter solto os primeiros móveis. - Aquele ali de fogo parece bem útil pra acampar. Ei velha, onde que posso conseguir essas conchas? - O que foi??? - Indagava após a provável reprimenda de Emily. - Ela é velha. - Tentava… Como sempre…. Se justificar, aparentemente Shaanti jamais aprenderia. - AAAfff.. Certo. Ei Adorável Velha Senhora, onde consigo essas Adoráveis Malditas Conchas. - Teria falado dando clara ênfase em cada uma das palavras.

Após terminarem as entregas a tritã pegaria algum dinheiro. - Aqui. - Poria-o na mão de Emily. - Leva o pirralho pra descansar um pouco, mas não demorem. - Seria o jeito dela recompensar o pirralho e o pato pelo treino duro que haviam feito até ali, ela por sua vez voltaria com o ajudante. - Vou ir lá receber meu pagamento, hehehe. - Shaanti realmente parecia não ter entendido direito o conceito daquilo tudo. - Pro bem de vocês é melhor que eu não tenha que vir buscá-los. - Com essa ''despedida'' ela sentia-se bem em partir.

- Vamos lá pirralho 2. - Teria agora ajudado a prender o cavalo na carroça antes de voltarem.

>><<

- EIIII VELHO, VOLTAMOS. - Seguia direto para a oficina, animada com o que estava por vir, afinal… Vai ser foda, minha estátua vai ficar foda.





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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptySab 18 Jul 2020 - 13:17


Emilly ficou com seus olhos bem abertos refletindo a felicidade de poder comer o bolo que Shaanti recusou-se a comer, a garota abriu boca como se fosse comer tudo numa só mordida, mas parou, segurou novamente o pedaço em ambas as mãos, então olhou para as costas da tritã. - Espera Shaanti. - Emily partiu o pedaço em dois e foi correndo com suas perninhas até se aproximar. - Fica mais gostoso quando divido com você. - Emily erguia o pedaço de bolo para a tritã, a garota realmente queria que Shaanti também provasse, não era exatamente sake, mas Emily parecia querer brindar com a tritão ruiva. A garotinha esperaria Shaanti pegar o pedaço de bolo para comer junto.

- Não, não, Pegasus é o nome dele. - O aprendiz corrigia a tritã, ele não soava grosseiramente apenas queria esclarecer os fatos, querendo dizer que o cavalo não era da espécie contada nas lendas.

Talvez o maior talento de Shaanti seja encontrar possibilidades e métodos inusitados de executar o treinamento infernal, antes com Gutinho ela teve a brilhante idéia de usar a fome para melhorar o progresso do treino, e agora pretendia fazer Roger pagar o pato (péssimo trocadilho, eu sei)… - QUAAA!? - O pato ficou boquiaberto, ele estava realmente tranquilo, e não esperava ter de puxar a carroça, devido a persuasão de Shaanti o pato apenas aceitou seu destino, pois a carroça não parecia tão ruim comparado o que a tritã cruel poderia fazer. O aprendiz tinha dúvidas se aquela era uma boa idéia, afinal Rogers não aparenta ser muito apto ao serviço, mas acreditando que Shaanti não mudaria de ideia e com Gutinho ajudando a empurrar, o aprendiz considerou a possibilidade como plausível.

O grupo seguiu para a cidade num ritmo equivalente se fosse o cavalo puxando a carroça, porém o esforço realizado por Roger e Era mais do que o dobro, não era fácil para nenhum deles caminhar pelo terreno, principalmente por serem o "motor" da carroça.

Shaanti estava montada no cavalo que por sua vez era bem dócil e marchava devagar, as asinhas do animal moviam-se com fluidez e calma, aquilo era um indicativo de que Pagusus não estava se esforçando. A tritã então abaixou sua guarda para conversar um assunto delicado com Emily, a garota ficou em silêncio até que Shaanti terminasse de falar, ela haveria mantido contato visual durante toda a explicação. - Sim! - Emily ficou de pé na carroça com um sorriso largo estampado na face e cerrou seu punho pequeno, a pequena garota parecia determinada, porém o maior motivo de sua felicidade era ser a dupla de Shaanti, Emily então socou o punho da tritã e ficou com sua mão junto a de Shaanti por segundos, e ficava sorridente observando a tritã ruiva. - Eu não quis ajudar o Roger fugir, só não quis ir sozinha até a cidade. - Ela ainda era uma criança no final das contas, que gostava de estar na companhia dos amigos, e se sente mais segura na presença deles. Emily havia entendido a mensagem que Shaanti desejava transmitir, porém precisava ficar algum tempo em silêncio para absorver toda a informação.

>><<

Emily cruzou os braços e fez beijinho olhando torto para Shaanti, repreendendo a tritã pela maneira grosseira de agir, essa situação parece ter se repetido tantas vezes a ponto da pequena garota poder se comunicar de maneira não verbal e mesmo assim deixar suas intenções claras. - Os dials você encontra por toda a ilha do seu, são utensílios bem comuns, até mesmo da para achar alguns deles nas praias. - A "velha" como disse Shaanti respondia a pergunta sobre as adoráveis malditas conchas, porém ela não falou com a tritã e sim direcionou sua atenção para Emily que demonstrava ter uma educação melhor.

Emily apanhava o dinheiro entregado por Shaanti com as duas mãos e o dobrou/amassou antes de guardar no bolso e acenou de maneira positiva com a cabeça levando Gutinho para passear na ilha. - Senhorita Shaanti… Na verdade… Essa entrega não cobre os custos totais do reparo, ainda ficaria faltando pagar 2 milhões de bellys.- O jovem aprendiz coçava uma das bochechas com o dedo indicador, muito envergonhado por ter de tocar nesse assunto.

Shaanti por sua vez retornava até a cabana do carpinteiro, finalmente dando alguma folga para as pobres vítimas de seu treinamento infernal, houveram poucas vezes que a tritã precisou dar uma mãozinha para eles, pois a fadiga do pato e do garoto era tanta a ponto de fazê-los empurrar a carroça com toda a força mas seus pés e patas não saiam do lugar, talvez este tenha sido um resultado satisfatório para a tritã/treinadora que não precisou interferir muito no treino de suas pobres vítimas, que se esforçaram para atender as expectativas de Shaanti, principalmente devido ao medo de serem repreendidos.

O carpinteiro mascarado estava esperando Shaanti e seu aprendiz, ele segurava suas mãos nas costas e permanecia imóvel até os "pirralho" soltarem Pegasus atrás da oficina. - Está na hora. - O carpinteiro não demonstrava sinais de ansiedade, talvez o tempo da entrega estava dentro do previsto por ele, assim o carpinteiro virou de costas e caminhou na direção da oficina já conhecida por Shaanti, os mesmos materiais e ferramentas estavam ali, porém o carpinteiro moveu sua bancada de trabalho assim como os móveis incompletos, criando uma área mais aberta no centro da oficina e assim aumentar a comodidade para que Shaanti possa aprender a construir uma estátua. O aprendiz dessa vez ficaria calado, deixando Shaanti desfrutar da maravilhosa experiência de aprender com os ruídos que o carpinteiro faz para instruir, o aprendiz iria apenas responder se fosse perguntado.






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MensagemAssunto: Re: Tríade Selvagem   Tríade Selvagem EmptyQua 22 Jul 2020 - 12:01





Presente de despedida X Vingança

5


Shaanti olhava para o pedaço de bolo que Emily mais uma vez lhe oferecia, agora para partilharem e sentiu que não havia qualquer maneira de poder recusar uma oferta feita daquele jeito. - Certo. - Pegou o pedaço jogando-o para dentro da boca em uma única e nada educada ''mordida''. - Pareceu ter o mesmo gosto de sempre. - Tinha um sorriso cheio de dentes pontudos de alguém que divertia-se ao implicar com a pequenina. - Afinal sempre como com você. - Assim que disse isso daria as costas a Emily para poder apreciar o momento de talvez ter conseguido deixá-la sem resposta.

>><<

Mantinha o punho encostado ao de Emily. - Na verdade quando falei aquilo era pra pegar comida na casa do velho e importunar o pirralho 2 ai sobre a ilha e não para ir até a cidade, hehehe. - Shaanti afastou a mão em punho e levou-a para trás de sua cabeça coçando-a sem graça por ter causado tal confusão ao não se expressar direito. - A Marreta deve ter atrapalhado. - Sim, obviamente a falta de coesão em explicitar seus desejos podia ser muito bem atribuído a marreta.


Assim havia podido tranquilamente terminar o serviço e até mesmo descobrir algumas coisas sobre os dials. - Nas praias é? - Seria como caçar tesouros e isso fez Shaanti lembra-se de uma conversa antiga que havia tido com Emily sobre o X marcar o local do tesouro. - Será que eles ficam enterrados embaixo de um X na areia? - Virou-se para Emily lançando-lhe a pergunta antes de cair na risada.


- HAHAHAHAHA, POR UM MINUTO EU ACHEI. HAHAHAHA. - Estava agora de saída junto ao ajudante do carpinteiro preparando-se para voltar a doca. - QUE VOCÊ DISSE. HAHAHAHA. - Estava rindo de nervosa. - Que eu tenho que pagar dois milhões? - Seu tom de voz agora havia se abaixado e ela olhava fixamente para o aprendiz. - Mas eu devo ter ouvido errado não é? - Shaanti estava assim por na verdade estar com "pouco" dinheiro. - AHHHHH, MALDITOS. DEIXEI O DINHEIRO QUASE TODO NO BANCO E DUVIDO QUE TENHA UM BANCO AQUI. - Não, não, tenho certeza que você disse um milhão não disse. - Shaanti continuava a tentar aplicar suas "táticas de barganha" com o aprendiz enquanto voltavam pelo caminho e teria sido realmente chata nisso. - A certo, certo, agora tenho certeza de que ouvi direito. Você disse quinhentos né? Hehehe, foi quinhentos né? - E assim continuou tentando negar-se a verdade.


>>Inicio do aprendizado de Marcenaria<<


Talvez você se pergunte porque de Shaanti ter resolvido aprender isso. Bem, já que estava pagando mesmo ou teria que pagar pelo conserto do barco ela havia achado que nada mais justo que o barco possuir uma grande estátua sua de madeira. Ela também tinha certeza de que a frota da marinheira iriam sentir tanta falta dela agora que não estaria mais a viajar com eles e esse pensamento a comoveu de tal maneira que achou que era assim o seu dever fazer algo a respeito e… que melhor forma do que uma estátua gigante sua no meio do convés principal?

Shaanti iniciaria seu aprendizado inicialmente indo até a floresta circundante para arrumar uma árvore. Afinal não queria usar o material do velho para fazer algo e ainda ter que pagar por tal. Para tal tarefa teria arrastado dessa vez o aprendiz para lhe mostrar o melhor tipo de árvore para usar.

Era provável que a escultura que desejava não fosse ser possível fazer com apenas uma, mas também não planejava aprender fazendo-a e sim iria produzir algo menor para seu aprendizado. Por via das dúvidas levaria 3 árvores imaginando que essa madeira, assim como as do navio, iriam ser frágeis de mais.

Cortaria as árvores em blocos e então os levaria para a oficina sentando-se próxima ao rabujo para observá-lo e começar a repetir os seus movimentos. Pouco tempo depois a tritã havia percebido que o real problema não estaria a ser o domínio das ferramentas. Havia tido alguma prática com elas no navio agora a pouco ao ter que fazer tábuas. O problema em si se mostrava quando a sua veia artística para criar as formas.

- Parece um barco? - Shaanti perguntaria ao aprendiz após ter terminado. Essa era já sua quinta tentativa e dessa vez havia optado por esculpir um barco que era algo que conhecia bem, já que o cachorro parecia um revólver, o peixe parecia uma tábua de carne e ela não queria nem lembrar do dragão que fora descrito como uma minhoca.

- Hunn. - Foi o único aceno concordante do rabujo. Shaanti olhava para o barco em suas mãos, ainda não estava perfeito, mas era realmente parecido. Umas lixadas aqui, uns detalhes ali e ficaria realmente bom.  

- Certo, agora o cachorro de novo. - Passaria a um novo bloco de madeira e voltaria a tentar criar o cachorro, o peixe e o dragão.

>>Fim do aprendizado<<


Teria dado-se por satisfeita quando houvesse atingido os resultados ao menos medianos na criação daquelas três formas e estaria agora procurando pelo trio. Para irem embora. Bem… É claro. Havia pago os 2kk ao aprendiz do velho.

- Podemos deixar o navio por aqui? A Nanika deve vir buscá-lo alguma hora. - Falaria com o aprendiz. - Vou armar umas barracas por aqui, amanhã partimos. - Falou também para o mesmo. - Alias…. Ouvimos umas histórias de que existem grifos por aqui… É verdade? Algo similar também serve.



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