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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 1º Ato - O Despertar

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AutorMensagem
ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySab 13 Jun 2020, 12:38

Relembrando a primeira mensagem :

1º Ato - O Despertar

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Chaitanya Mahaprabhu. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
K1NG
Narrador
Narrador


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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySeg 06 Jul 2020, 18:24




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 09:58 ~ 18º



Chaitanya Mahaprabhu

A garota se encolhia em frio, mas era acolhida por Chaitanya, que a tratava rapidamente. Sua proposta de voltar a fogueira dentro do casebre era bem duvidosa, mas relutantemente ela aceitava. – Mas ele está mesmo morto? – Indagava, tendo sua resposta ao ver o corpo morto tanto dele como de um ser anormal coberto por uma lona casa a fora. O cheiro podre tomava conta do ambiente, mas as portas e janelas abertas ajudavam a amenizar o fedor. O careca em seguida cremaria o corpo como um ritual para seu Deus, o fazendo impecavelmente. O corpo carbonizado de Jac era envolvido pela lona, para evitar transtornos futuros. A dupla se aquecia dentro da casa antes de enfim sair.

Eles tiveram uma descida até a cidade tranquilo, tirando pela maior parte do tempo o ar gélido que cortava suas narinas, congelava as cartilagens e tremia as mandíbulas, ainda assim a descida fora tranquila. A trilha estava mais vazia do que antes, talvez pelos gritos dados no árduo combate que correu por longas distâncias devido o vento e afins. A mão da garota segurava firme a mão de Chaitanya. – Você é meu herói! Eu achei que nunca mais veria a minha mãe novamente. Você salvou minha vida! – Disse com os olhos cheio de lágrimas.

Eles conseguiam chegar até a praça, porém não viam a mãe da garota. Chegavam até o Chisanvine. Um funcionário recolhia xícaras e talheres de uma mesa ao lado de fora, vendo a chegada do careca e da garota vestida com trapos, ficava paralisado de surpresa e dúvida. Os dizeres de Chaitanya eram respondidos por respostas frias e diretas, como que reativas. – Sim, sim, pode entrar! – Ele guiava a garota pela loja de vinhos até uma porta aos fundos. Outro funcionário, o mesmo que atendeu o monge anteriormente, voltava em sua direção. – E não é que você conseguiu! Que herói! – Batia palmas em agradecimento. As pessoas que olhavam pela janela sussurravam entre si sobre a figura carregando uma lona com um visível corpo morto e ficavam assustadas, além do cheiro de podre que vinha do mesmo. A recompensa de Chaitanya o aguardava no quartel da marinha da cidade.

Histórico:
 

Khan Hammurabi

O dia começava agora, principalmente para Khan. Ele tinha pontos específicos em seu trajeto e não demonstrava mudar isso. Abordando um transeunte ele perguntava sobre um ferreiro, recebendo uma resposta direta apontando as direções que passavam pelo porto até uma loja de armas. – É uma que fica uma criança na frente da loja jogando bola. Não tem erro! – Indicou enquanto apontava a direção do local. Para lá então ele ia. Passavam pelo distrito comercial, vendo atrativos bem interessantes, além de bugigangas aparentemente sem sentido servindo apenas para serem vendidas a turistas desatentos. Via também no distrito comercial, em um beco afastado, um loiro alto e uma mulher voluptuosa trocando carícias escondidos pelo escurinho dos prédios adjacentes. Ele olhava para Khan e cuspia insultos. – Sai daqui, merdinha! Tá olhando o que?

Não demorou muito para ele chegar ao ferreiro, como indicado pelo rapaz anteriormente, que tinha uma criança na frente jogando bola. O garoto via o rapaz de cabelos negros a sua frente e só apontava para a porta da loja. – Meu pai está lá dentro. – Nem mesmo olhava para o rosto dele, apenas apontava e respondia rispidamente. Ele adentrava o local muito bem ambientado com várias armas de vários tipos expostas em prateleiras, e vitrais. Além de ver também caixas douradas com armas claramente mais caras e especiais. – Hahahahaha! Não se deixe abater por isso, meu amigo! O Vampiro só pega garotas, um bonitão como você não faz o tipo dele! Hahahahaha – Respondia o vendedor com o maior alto astral imaginável. – Você está quase certo, parceiro. Aqui você vai encontrar o par de pistolas mais em conta e com o MELHOR PREÇO da região! – Dizia novamente o vendedor guiando o rapaz para uma prateleira com várias armas de fogo como rifles, revólveres e pistolas. Todos impecavelmente limpos e bem feitos. – São trinta mil berries cada pistola, você usa uma ou duas? – Indagou com o mesmo sorriso simpático e animado.

Fora da loja um garoto de voz esganiçada gritava: - EXTRA, EXTRA! EDIÇÃO EXTRA DO JORNAL DE MICQUEOT! – A criança ao lado de fora corria loja adentro e passava pela porta atrás do balcão, sua bola ficava na metade do caminho. – O que será que aconteceu? – Se perguntou o vendedor enquanto limpava uma pistola para entregar ao rapaz.

Histórico:
 

OFF:
 

NARRAÇÃO - XIV
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Chaitanya Mahaprabhu
Civil
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Chaitanya Mahaprabhu

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySeg 06 Jul 2020, 20:15





Sempre avante!

Micqueot (Budou Island) ~ 09:58 ~ 18º




– Você é meu herói! Eu achei que nunca mais veria a minha mãe novamente. Você salvou minha vida! Diz a garota emocionada, corando meu rosto. Não respondo. "Mereço esse título, Agni?" Indago com os olhos semi-abertos, mas também fico sem respostas. O mestre costumava dizer que somos todos heróis, e em contra-partida, somos todos vilões. Ele tinha essa mania quase irritante de sempre falar em paradoxos, mas ao menos ainda me servem de combustível para entender a vida. "Acredito que depende do ponto de vista..." Cogito, mas não compreendo a imensidão do ensinamento. Dizem que o frio costuma nos introverter; e talvez seja essa a razão dos pensamentos. Me sinto emocionalmente esgotado após tudo que presenciei; não consigo conceber o estado da garota.

- Sua mãe estava aqui... mas não está mais. Quer comer algo antes? Eu estou morrendo de fome! A Chisanvine é aqui perto; e depois vamos até sua casa. Que acha? Você sabe o caminho? Diria, descontraído. O pior já havia passado, e não tinha por quê prolongar o clima pesado. Ao chegar na adega, me surpreendo com a reação do funcionário; não são todos que nos aceitariam nesse estado. "Deve ser porque eles tem relação com a Marinha... estão acostumados com a morte." – E não é que você conseguiu! Que herói! - Por favor... nós, caçadores de recompensa, precisamos intervir quando a Marinha se faz omissa. Apenas cumpri meu papel. Enquanto respondo, tenho um raro momento de clareza; intervenção quase divina. - Digo, nós... piratas. "Por que eu disse isso?!?! Eu não sou um pirata!" O crescente ódio pela Marinha começa a dar sinais ocultos. Inconscientemente, não aceitei agir pela Marinha; agi por princípios, e não apenas por Jac ser um procurado da corporação. Me incomoda pensar que posso estar acatando ordens sem perceber. "Ou será que eu sou? Certamente, não quero ser um cão de caça deles; mas pirata?" Ao perceber o mal-estar que minha presença causa nos clientes, procuraria me retirar. - Garota, eles vão cuidar de você, tudo bem? Pode confiar! Coma, e vá para sua casa. Qualquer coisa, grite por mim; que eu volto! Infelizmente, tenho um compromisso e não vou poder comer com você... Desisto de acompanhá-la, pois penso que devo pegar minha recompensa o quanto antes. E se o funcionário os avisassem da minha falsa confissão? Falar sem pensar costuma ter suas consequências. Será que eles poderiam barrar meu dinheiro? Isso, eu não permitiria. "Funcionário, ainda vai; escravo, não. O dinheiro é direito meu!"

Caminharia em direção ao quartel-general, com a lona e a evidência. Caso nada me impedisse no caminho, e eu chegasse; diria à primeira pessoa fardada que visse: - Olá marinheiro! Sabe onde posso pegar a recompensa por ele? Apontaria para o Vampiro. Em seguida, seguiria suas diretrizes e diria para o encarregado: - Olá! Vim aqui coletar minha recompensa por ele! E então, colocaria o cadáver frente à moça/ao moço. Caso me entregassem o dinheiro, pegaria; e sairia. Se tudo parece corrido, é porque não quero estender minha presença no centro das atividades da Marinha. Preciso aliviar a tensão, descontrair. "As memórias da Floresta dos Anjos ainda estão muito frescas... esses marinheiros me lembram o homem que matou meu pai..." Caso se recusassem a entregar, diria: - Vou espalhar para todos os caçadores que a Marinha é caloteira; sem eles, acredito que vocês vão ter muitos problemas aqui no norte... No entanto, acho difícil recusarem; visto a forte dependência com os caçadores que a Marinha do North Blue tem.


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- Eeeeeeeeu não quero voltaaaar pra casa! Eu viiiiiim, lá das montaaaanhas. Queeeeeero viajaaaaaar, e esse maaaaar; percorrer! Cantaria desafinado pelas ruas, para me aliviar de tudo que aconteceu; mas ainda sem saber quais seriam meus próximos passos. - Vamos ver, já não vou passar fome com esse dinheiro! Mas se eu quero viajar, pra onde vou? Posso comprar uma passagem de zepelim; mas será que já não consigo comprar um barco com esse dinheiro? Conversaria comigo mesmo em voz alta, e em volume moderadamente elevado; suficiente para os pedestres escutarem. Claramente, não tinha muita noção monetária; sonhando com os navios luxuosos que minha recompensa compraria.  - Mas Chaitanya! Você acabaria perdido em alto-mar, sozinho! Não sabe nem navegar! E será que é tão difícil assim? Aaaaaaah, por que você foi me ensinar a ser curandeiro, e não navegador, mestre? Por favor, Agni, me ensine a pilotar um barco; ou pelo menos, me envie alguém que saiba! Os horrores que vivi atiçam meu ardente desejo em abandonar a ilha. Acostumado a olhar para frente, faço exatamente isso.

Caminharia em direção ao porto; para observar as embarcações e conversar com os possíveis especialistas da vida marinha. "Será que eu devia checar a garota? ... Não, ela está em boas mãos." Minhas ações e decisões refletiam a vontade intensa de fechar o capítulo do Vampiro; e não revisitá-lo tão cedo. Certos eventos combinam mais com a sombra do esquecimento, e esse certamente é um deles. Pois então, diria para a primeira pessoa, de semblante amistoso, que encontrasse beira-mar: - Prazer, meu nome é Chaitanya! Algum desses barcos é seu? Por quanto você venderia? Caso não queira vender; por quanto consigo um igual, usado? Minha inexperiência financeira não permitia que eu já abordasse um barco pequeno; para mim, um milhão de berries seria suficiente para meus sonhos. E se não fosse, talvez daria vida ao desejo secreto que brotava lentamente em mim: roubar um navio da Marinha. "Não seja estúpido, Chai! Você jamais conseguiria sozinho." Infelizmente, sonhos não desaparecessem apenas por serem estúpidos.

Histórico:
 

Objetivos:
 

OFF:
 

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Hammurabi
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySeg 06 Jul 2020, 21:34

EXTRA, EXTRA: A AVENTURA COMEÇA!

Caminhava pelas ruas daquela cidade, ainda em busca de uma loja de armas. A ideia de perguntar a alguém sobre a loja se fazia cada vez mais presente, pelo fato de já me sentir um pouco perdido e acreditar que estava gastando tempo e energia, e mesmo que estivesse observando um ambiente novo, o fato de não estar com uma arma para me defender era desconfortável. O clima apesar de tudo me era favorável. Considerava-o ameno, nem frio como já tinha sentido em outras ilhas, nem um calor no qual pudesse me desgastar ainda mais em minha andança.

Clima... O simples fato de notar como estava o tempo daquela cidade era o suficiente para encher meus pensamentos. "O North Blue é conhecido pelo seu frio, mas mesmo entre as próprias ilhas do North, há inúmeras diferenças climáticas! Imagina na Grand Line... Furacões, redemoinhos, tempestades, o clima das ilhas! Se o que Keylor me contou for verdade... não, eu sei que ele não mentiria pra mim, então... mal posso esperar para navegar naquelas águas! Yosssh, rumo à Grand Line!". Keylor, navegador dos piratas de Walt, foi o homem que me ensinou tudo sobre o mar, sobre o clima e como eu deveria controlar e guiar uma embarcação, além de me contar histórias de como as coisas eram imprevisíveis na Grand Line, que muitos chamavam de Cemitério de Navios. Animado com meus pensamentos, decidi deixar de andar sem um rumo, e apelar para alguma pessoa daquela cidade, até que recebi a resposta. - É uma que fica uma criança na frente da loja jogando bola. Não tem erro! - Ouvi, acenando com a cabeça e imediatamente seguindo a direção em que o transeunte me apontou.

Embora confiasse na dica da pessoa que abordei, continuava atento aos detalhes da cidade, para não deixar nenhuma informação passar. Era minha primeira aventura sozinho e pensava que se pudesse encontrar ali meu primeiro companheiro, seria melhor não só para ajudar-me a controlar o navio, como alguém no qual eu pudesse compartilhar essas novas descobertas e vivenciar a verdadeira vida de um pirata, com festas e liberdade, fazendo o que viesse na mente. "HAHAHAH, o que será que essa cidade me reserva?". Pensava, extremamente empolgado. Contudo, antes que pudesse sentir melhor as emoções a respeito do que pensei, ouvia. - Sai daqui, merdinha! Tá olhando o que? - Disse um rapaz loiro, que estava agarrado a uma mulher. Acredito que enquanto pensava não havia notado para onde estava olhando, no caso, um momento íntimo entre os dois. "Que cara estressado! Com uma companhia dessas... deve estar querendo se mostrar, hahahah! Mas tudo bem, não vi nada de errado, não vou perder tempo com esse paspalho!". E saía da vista de ambos, andando como se nada tivesse acontecido, determinado a encontrar a loja de armas.

Não tardou para que eu pudesse ver o tal menino jogando bola frente a loja, então suspirava por finalmente encontrar o ferreiro, na expectativa de adquirir minhas armas. O garoto então me apontou o interior da loja, dizendo que seu pai, o responsável, estava lá. Ao adentrar a loja, podia observar diversas armas, algumas aparentemente mais sofisticadas, outras mais simples, e então ia de encontro ao homem. Ao falar sobre como o mundo estava, em que andar desarmado me parecia perigoso, o mesmo respondeu. - Hahahahaha! Não se deixe abater por isso, meu amigo! O Vampiro só pega garotas, um bonitão como você não faz o tipo dele! Hahahahaha! - Disse o vendedor, me deixando curioso.

"Vampiro, como assim !? Será que tem vampiro nessa cidade? Uaaaaau, que cidade estranha! Apesar de que... aquele rapaz loiro, garota bonita... será que ele é o vampiro? Bem peculiar ele estar naquele beco escuro, com movimentos digamos... peculiares!". Apesar de divagar em meus pensamentos, deixaria as informações do vampiro para depois que adquirisse Umi e Sora, enquanto questionei sobre o preço das mesmas, sendo prontamente respondido. - Você está quase certo, parceiro. Aqui você vai encontrar o par de pistolas mais em conta e com o MELHOR PREÇO da região! - E me levando a uma prateleira com diversas variedades de arma de fogo, questionou. - São trinta mil berries cada pistola, você usa uma ou duas? - Disse o homem. Claro que sabia que aquilo poderia ser apenas um vendedor valorizando seus produtos, mas realmente estava mais interessado em adquirir logo as armas do que procurar por preços melhores. Assim, responderia. - Eu uso duas mesmo, a da esquerda começa e a da direita termina, hahahah! - Diria, com um tom realmente ambicioso, mas tentando ser cômico. - Ok, aqui estão, 60 mil berries! - Falaria, enquanto aguardaria receber minhas pistolas. Antes que pudesse questionar o homem à respeito de sua fala sobre o tal Vampiro, ouvia um som advindo do exterior da loja. - EXTRA, EXTRA! EDIÇÃO EXTRA DO JORNAL DE MICQUEOT! - Dizia, aparentemente um garoto. O vendedor se questionava sobre o que poderia ser, e então minha curiosidade também se aguçara.

Ao receber as pistolas, iria então verificar o que poderia estar acontecendo. Colocaria Umi, o mar, ao meu lado esquerdo e Sora, o céu, ao meu lado direito, e então agradeceria o vendedor com um aceno de cabeça e um sorriso. Se o mesmo me acompanhasse ou não para também descobrir qual seria essa novidade no qual a criança espalhava, buscaria abordar o garoto, perguntando. - Ei, garoto, o que aconteceu? Que novidade é essa que todos precisam saber assim? - Questionaria. Não sabia o por quê, mas o meu pressentimento é de que o aquele garoto iria me falar, talvez... não, quase como uma premonição, que seria o início de uma aventura. De toda forma ouviria o que o garoto tivesse a me falar, e então, buscaria obter mais informações à respeito.

Em todo caso, tendo que pagar ou não pela informação do garoto, buscaria também o que o ferreiro poderia me contar em relação ao tal vampiro que mencionou anteriormente, o que me parecia uma história interessante, então o questionaria. - Senhor, obrigado realmente pelas armas, realmente parecem ser ótimas, mas... que história é essa de Vampiro? Achei que fosse apenas uma lenda! - E então, ouviria atentamente.

Assim, se obtivesse as informações necessárias para ir a fundo da história tanto do garoto como do vendedor, não pensaria duas vezes em fazê-lo. O que mais me motivava, além do mar e de navios, eram boas histórias para serem contadas, mas principalmente, vividas. E seguiria confiante e empolgado, buscando iniciar minha nova jornada com uma aventura épica, utilizando as informações que me fossem passadas para desbravar os acontecimentos daquela cidade, que desejava conhecer melhor. Caso não fossem eles os responsáveis por me dar uma boa história para que eu começasse uma aventura, buscaria um lugar mais movimentado, fosse um bar, onde acreditava que bêbados sempre teriam boas histórias, ou procuraria o porto, onde navegadores e pescadores também poderiam contar suas aventuras. "Nem sempre verdadeiras, ok, mas no fim, são novos jeitos de conhecer o mundo!

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Objetivos:
 

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K1NG
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptyQua 08 Jul 2020, 15:27




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 10:24 ~ 18º



Chaitanya Mahaprabhu

A fala do careca provocava uma certa suspeita, principalmente no olhar mais receoso e duvidoso do garçom. – Pirata? – Sussurrou desconfiado. Ele agradecia mais uma vez com um semblante simpático e em seguida entrada no Chisanvine. A garota já estava na parte de trás do estabelecimento, era visível que quando entrou alguns funcionários a abordaram, a cobriram com um avental simples e também a acompanhavam com todo cuidado e atenção. Ela estava em boas mãos.

Seu próximo destino era o quartel da marinha, ele carregava aquela lona escura pelo chão, deixando um rastro fino de poeira e sangue. Uma marca de linha entre a terra e que acabava nos paralelepípedos demarcava o caminho que o monge percorreu. Ele não demorou para encontrar a imponente instalação militar que tomava conta de toda uma quadra. O grande prédio principal era impecavelmente limpo, suas paredes brancas e a enorme bandeira da marinha ditavam o poder que aquela organização tinha perante a sociedade. Civis que passavam por ali pareciam olhar com respeito e zelo pela local, além de serem sempre respeitosos uns com os outros. Era notável também o contingente que o quartel abrigava, pois por um muro de arame metálico ele via centenas de soldados em seu treino matinal. O grito dos oficiais e também dos soldados era bem alto e poderoso! Um soldado indicava a entrada do centro administrativo. – Fica por aqui! - Apontava com a mão erguida. - Não vai se perder, é só seguir esta reta e curvar ali na frente! – Orientou com simpatia e um sorriso no rosto. Chaitanya conseguia encontrar o local, assim como encontrava uma cena bem... inusitada, por assim dizer.

O cartaz que carregava tinha o rosto de justamente um rapaz que se esgoelava com uma atendente. Ele gritava, algemado, enquanto soldados o seguravam. – Eu não sou o vampiro de Micqueot! Não sou Jac! Meu nome é Klaus! K-L-A-U-S! Me soltem agora ou eu chamo meu papai! – Ergueu a voz em tom imperativo e bem desesperado. Era exatamente igual o cartaz de Jac, o Vampiro. Dois caçadores de recompensas aguardavam sentados enquanto a cena cômica não terminava. Cada um carregava em algemas e correntes procurados pela marinha. Um brutamontes desdentado era acorrentado por um magrelo pistoleiro e uma enorme e gorda mulher também era acorrentada por uma mulher com duas espadas. - ... – Suspiravam sem nada poder fazer. A atendente estava bem sem jeito em como lidar com aquela situação, era sussurrava para um soldado ao seu lado. – Ele é filho de um empresário, como vocês puderam errar no cartaz de procurado?! – O soldado sorria envergonhado. – Só um anjo pode no salvar agora... – Com tudo isso acontecendo sem ordem o careca entrava com o corpo sendo arrastado em uma lona escura e molhada de sangue.

Histórico:
 

Khan Hammurabi

Com as armas guardadas Khan se dirigia ao garoto que carregava os jornais em um carrinho metálico. – Como você não sabe? Encontraram o Vampíro de Micqueot! – Exclamou com um sorriso inocente. O sol brilhava em seu rosto juvenil dando ainda mais ênfase em sua expressão jovial. – Estamos livres de um “ploble” ... “plobre” ... problemão! Isso, problemão! Hihi! – Expressou. Ele era acompanhado por pescadores com compravam a nova edição do jornal e gritavam para outro mais afastado. – Jhin, conseguiram vingar sua filha! Encontraram o safado! – O pescador que descarregava um barco corria até os outros para verificar o jornal, deixava a rede cair de qualquer maneira sobre o pequeno barco pesqueiro.

Voltando para a loja de armas Khan encontrava com uma cena bem cativante. Uma mulher erguia a criança que jogava bola frente a loja nos braços rodopiando com seu vestido de renda. Ela erguia a criança e sorria com os olhos cheios de lágrimas. – Não vamos mais precisar te esconder, meu amor! – A mulher soltava pequenas presilhas de seu cabelo, revelando uma mocinha em roupas de garoto. A criança sorria e tirava do rosto aquela expressão que tentava passar a impressão de ser malvada. – Que bom, mamãe! – Disse com alegria. O vendedor acompanhava a mulher e a criança com a mesma empolgação deles. Ao ser abordado pela pergunta que quase passava despercebida de Khan ele respondia. – Ele é... digo, era um maníaco que sequestrava garotas! Pegaram ele! Eu sabia que aquele careca era capaz! – Seus olhos marejados se cruzavam com o do rapaz. – Veio um caçador de recompensas aqui mais cedo que também estava interessado no vampiro! Ele conseguiu captura-lo! Viva! – Levantou os braços em animação.

Khan queria novas histórias e aí estava uma! Sua busca pelo porto para continuar essa procura por aventuras continuava. Ele caminhava pelo mesmo. A maré batia nas docas com força, balançando as embarcações. Pescadores, marinheiros e outros também caminhavam pelo porto, eles conversavam normalmente. O rapaz via também um grande galeão de saída do porto, e no galeão via o mesmo loiro que encontrou anteriormente. Uma criança carregava uma espada de um lado da cintura e segurando um cartaz ela olhava assustadíssima para o navio. Ela com a voz rouca e trêmula dizia: - Aquele é o Braham! Ele vale 10 milhões de berries! – Outros dois, também munidos com uma espada ao lado da cintura, olhavam o loiro despreocupado enquanto se apoiava na borda do convés, deixando o cabelo balançar ao vento.

Histórico:
 

NARRAÇÃO - XV

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Chaitanya Mahaprabhu
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptyQua 08 Jul 2020, 18:53




Eu quero meu dinheiro!

Micqueot (Budou Island) ~ 10:24 ~ 18º




O quartel-general de Micqueot é realmente epopeico; digno de uma instituição tão prestigiada quanto a Marinha... e tal como os enormes templos da antiguidade, sua magnitude visa humildar quem ousa cruzar seus portões. No entanto, não me deixo ser intimidado (e muito menos impressionado) pelos muros alvos, ou pelo grande número de soldados dentro deles. Vim pegar minha recompensa, nada mais. Observando as fardas, não consigo evitar a lembrança da Floresta dos Anjos; onde foi-me revelado quem de fato me fez órfão; apesar que eu ainda não confie por inteiro na realidade da revelação extática. De cabeça erguida, adentro o estabelecimento. Converso com o soldado, e vou em direção à ala administrativa. Ao entrar, me deparo com uma situação delicada; o moço do cartaz está presente, algemado e feito réu pelos marinheiros! Seria ele o Vampiro de Micqueot todo esse tempo? O velho do bar havia mentido para mim? Eu não ia receber minha recompensa? Tantos pensamentos; junto à chance de não concretizar meu primeiro milhão; acabam fritando minha cabeça.


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- QUEM DIABOS É VOCÊ, O VAMPIRO DE MICQUEOT???????? EU MATEI O HOMEM ERRADO????????? Escapa-me, em volume razoavelmente alto. – Eu não sou o vampiro de Micqueot! Não sou Jac! Meu nome é Klaus! K-L-A-U-S! Me soltem agora ou eu chamo meu papai! Busco me recompor, ao perceber que provavelmente tratava-se de um engano. Eles percebem isso? A atendente parece notar o equívoco, e o soldado também. Aproveitaria a conjuntura para expôr meu caso; agora já melhor refletido. - Perdão pelo grito! Tenho a péssima mania de falar antes de pensar, mas também tenho fortes razões para acreditar que eu sou o anjo que salvará vocês! Em seguida, abriria a lona para expôr a figura macabra a todos os presentes, como quem expõe peixes na feira. - Como podem ver, esse é o verdadeiro Vampiro de Micqueot! Tento não olhar diretamente para ele. Não precisei ser um detetive para descobrir que a foto do cartaz estava errada. Caso precisem de uma prova, existem infinitas evidências dentro do seu esconderijo. Para conferir, bastam subir a trilha atrás da Chisanvine. Vocês vão encontrar um casebre de madeira... e o nome de todas as vítimas... inscritos com sangue nas paredes... É inevitável que o tom da fala fique mais e mais sóbrio à medida que falo sobre o caso; infelizmente, minha tentativa de esquecê-lo teria que ser adiada. O medo de não pagarem havia me imbuído do espírito comerciante de outrora, mas já se esvaía. Mais sério, digo. - Então, por favor... soltem o Klaus, e me paguem o valor prometido. Não posso perder meu tempo com o erro de vocês. De preferência, paguem antes de conferir. Não tenho muito mais tempo na cidade. Lançaria o cartaz à mesa da atendente. - Aposto que metade da cidade atestaria minhas palavras. O próprio funcionário da Chisanvine conhecia o rosto do Vampiro...

Caso por algum motivo me fizessem aguardar; sentaria junto aos caçadores. "Então, se eu decidir ser pirata, terei que lidar com eles? Ave Agni! Certamente, um bom motivo pra não ser..." A aura intimidadora deles contribuía com o desconforto que eu sentia.

Todavia, na situação de me liberarem com o pagamento; guardaria a recompensa, agradeceria; e sairia o mais rápido possível. "Que lugar claustrofóbico!" Pensaria, enquanto observaria o céu aberto. Meu sonho era o alto-mar; viver a liberdade; lutar pela liberdade alheia; impedir que os grandes humilhem os pequenos... e sejamos sinceros, havia sequer um peixe realmente grande em Micqueot? A memória da ilha de Moonlight reacende, e lembro dos seres fantásticos que lá visitaram; e se divertiram! Uma lei é universal: se existe Agni, existe o seu oposto; em proporção imediata. Logo, para conhecer tais encantos divinos, sei que seria necessário enfrentar horrores ainda maiores que o Vampiro de Micqueot. A luta é o preço da liberdade irrestrita, que talvez fosse impossível fora da pirataria. "São os únicos livres de quaisquer regras insensatas..." Reflito, enquanto caminharia em direção ao porto. "Se eu quero difundir a justiça de Agni, preciso sair dessa ilha..." E nada mais sensato que ir em direção à porta de entrada, e saída. "Posso tentar comprar algum barco lá... mas de nada adiantaria, eu não saberia navegar! E gastar dinheiro com passagem... não sei se me agrada, são caríssimas! Será que encontro algum barco de saída para Flevance? Posso pedir carona. É a última ilha antes da Grand Line, onde moram as verdadeiras aventuras! Jai Agni!"

Com isso em mente, exploraria a região portuária, buscando não atrair atenção indevida. Tentaria escutar para onde estão indo os barcos, para ver se poderia me infiltrar em algum; descrente da boa-vontade alheia quanto à gratuita carona. "Com a ajuda de Agni, sei que conseguirei!" Pensaria, cultivando motivação. Não havia nada mais que me prendesse em Budou Island, e o fogo por deixá-la já me consumia há muito tempo. Meu destino seria Flevance, e de lá; me prepararia para a grande jornada. "Será que consigo formar um bando em Flevance? Para ir pra Grand Line, certamente não posso ir sozinho. Vamos ver, eu sou o curandeiro; falta um navegador, um cozinheiro... o que mais precisa? Um mascote?" Devaneio, à espera de algum navio infiltrável; com passageiros provavelmente bêbados após visitarem a Capital do Vinho. Uma ponta de orgulho começa a surgir, por eu não ter me acovardado na batalha contra o Vampiro. "Depois daquele loiro, tive medo de ter perdido minha bravura... a insígnia mais importante de um guerreiro... Jai jai". Ficaria atento também às passagens baratas/barcos baratos à venda/e demais situações correlacionadas ao meu objetivo.

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptyQua 08 Jul 2020, 20:35

Capítulo 3: O Careca Caçador de Vampiros e o Loiro de 10 milhões de berries!

As informações que recebia do garoto que vendia os jornais ainda não eram o suficiente pra me fazer entender a comoção em relação à captura do tal Vampiro, apesar de me deixar ainda mais curioso para conhecer tal figura, que também fora mencionado pelo vendedor poucos instantes atrás. "Essa coisa de Vampiro pra cá, Vampiro pra lá, que história louca é essa? Preciso perguntar pro vendedor, parece ser uma história interessante!". Retornando a loja, via então uma cena que instantaneamente me fazia começar a compreender a dimensão dos problemas que o tal Vampiro trazia à cidade. - Não vamos mais precisar te esconder, meu amor! - Disse uma mulher, enquanto abraçava o garoto que momentos atrás estava jogando bola à frente do estabelecimento. Para minha surpresa, o garoto era na verdade uma garotinha, que por algum motivo se disfarçava em roupas mais femininas, utilizando presilhas para disfarçar também seus cabelos. A felicidade com que todos ali se abraçavam era realmente emocionante, e continuava juntando as peças para desvendar o tal mistério do Vampiro, algo que parecia cada vez mais obscuro e trágico. Antes que pudesse insinuar mais coisas, decidi perguntar à respeito do mesmo para o vendedor, e então obtive uma resposta. - Ele é... digo, era um maníaco que sequestrava garotas! Pegaram ele! Eu sabia que aquele careca era capaz!. - Tal frase me proporcionou um turbilhão de sentimentos. Mesmo sabendo que nesse mundo havia pessoas horríveis e capazes de tamanha frieza, me causava repulsa imaginar que alguém usaria de sua força para atacar mulheres indefesas e cometer tais atrocidades, privando-as de sua liberdade apenas para saciar seus desejos doentios. A raiva rapidamente crescia imaginando a figura do tal Vampiro atacando uma de suas vítimas, mas se esvaía com a frase do vendedor à respeito da pessoa que havia capturado o criminoso. - Veio um caçador de recompensas aqui mais cedo que também estava interessado no vampiro! Ele conseguiu captura-lo! Viva! - Ouvia, enquanto começava a formular uma série de pensamentos.

"Caçador de Recompensas? Afinal, ele realmente fez o bem para essa cidade, mas... só o dinheiro motivou esse careca? Ele faria o mesmo sem uma recompensa pela cabeça do vampiro? Esse é o problema dos caçadores do North Blue, olham mais para o dinheiro do que para o crime, e apesar de serem livres, precisam da Marinha para pagá-los! São como passarinhos nascidos em cativeiro, acreditando em sua falsa liberdade e voando por suas gaiolas, se alimentando do dinheiro do Governo Mundial!". Apesar dos julgamentos, aprendi que na vida apesar de tudo, pessoas boas poderiam fazer o bem, independente de onde estivessem. Embora durante o período dentro da tripulação dos Piratas de Walt pouco tivesse visto uma exceção dessas dentro dos caçadores e dos marinheiros que nos enfrentavam, meu ex-capitão me ensinou que por ser um pirata os julgamentos e confrontos aconteceriam naturalmente, mas que não deveria julgar alguém antes de saber suas motivações e seus princípios, mas claro, sempre alerta aos falsos "justiceiros" e suas corporações, que adoravam acabar com a liberdade dos verdadeiros piratas. "No mínimo esse careca deve ser forte! Quem sabe se ele for uma boa pessoa e quiser realmente experimentar a liberdade dos mares, talvez se junte à mim! Deixarei que o destino se encarregue disso!".

- Maravilha, menos um problema pra se preocupar, não é mesmo, caro vendedor? Enfim, agradeço novamente o atendimento, sou Khan Hammurabi, e você ainda ouvirá falar de mim, hahahah! - Falava, enquanto me retirava do ambiente, com um sorriso na face. Enquanto caminhava pelas ruas da cidade à procura de aventuras, rapidamente podia observar o porto. Então, me sentia melhor. O simples fato de observar o mar e as ondas que balançavam as embarcações presentes ali nas docas já melhoravam meu humor e cada vez mais me sentia empolgado para começar minha jornada em alto-mar. Contudo, sem um barco e sem ao menos um outro tripulante, seria difícil concretizar tal sonho. Refletindo sobre os requisitos que ainda faltavam para começar a navegar, olhava para o colar que recebi de Walt, e o manuseando, pensava. "Não desistirei dessa missão, Walt! Não me lembro do meu passado, mas desde que você me salvou, fui feliz ao lado de você e do bando! Por honra ao que fez por mim, não hesitarei em cumprir os seus sonhos, os nossos sonhos, de navegar os mares e ostentar a verdadeira razão de ser dos piratas: liberdade!".

Enquanto fitava a pedra vermelha que compunha o colar, não pude deixar de notar uma criança, que aparentemente segurava um cartaz. Antes que pudesse pensar em questioná-la ou não, a mesma proferia. - Aquele é o Braham! Ele vale 10 milhões de berries! - E então, rapidamente minha atenção se voltava para o homem que a criança estava olhando, mirando o olhar para um navio. "Esse cara... é o loiro folgado do beco! Mas como assim, 10 milhões de berries? Um babaca desse não pode ser um pirata tão forte!". Apesar de inicialmente o insulto proferido por ele não ter me atingido, não aceitaria que um babaca desse tivesse feito mal à essas crianças, então questionaria a criança que segurava o cartaz. - Tudo bem, jovem? - Diria, deixando transparecer um sorriso. - Sou Khan Hammurabi, mas... esse tal de Braham, ele machucou você? Posso te ajudar? - Perguntaria, com uma fala serena, mas determinada. Além de notar que a criança carregava uma katana, observava mais duas, também armadas.

Não hesitaria em chamar a atenção do loiro caso a criança me respondesse afirmativamente, contando-me o que o tal Braham havia feito. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, diria as crianças. - Não sei se vocês sabem lutar ou não, e não os impedirei se quiserem me acompanhar, mas... quem não estiver disposto a morrer, que fique longe, e então eu os protegerei. - Diria, com um semblante mais sério, extremamente confiante. Ficaria contente por estrear assim tão rapidamente Umi e Sora, já as segurando nas mãos. Assim, com as pistolas já à postos, bradaria, tentando chamar a atenção de Braham, que estava apoiado na amurada do convés do navio. - Ei, seu loiro babaca! Além de ser otário, você ganha fama batendo em criancinha? Desce aqui pra ver quem é o merdinha! - Exclamaria, atento à sua movimentação. Apesar de um porte físico esguio, me considerava bem rápido e habilidosamente certeiro em meus disparos. Assim, se conseguisse chamar a atenção do loiro e o mesmo se aproximasse, manteria uma certa distância, atento a possíveis ataques de armas de longo alcance e evitando deixar que o mesmo chegasse perto de mim, me movimentando rapidamente de um lado para o outro. Logo, me certificando de que nenhum inocente estivesse entre nós, começaria os disparos com ambas as pistolas, visando antecipar qualquer aproximação que o mesmo tentasse, mirando principalmente na altura do seu tronco. Ficaria atento pra possíveis reforços do mesmo, julgando que se fosse um confronto injusto, com muitos ao lado dele, talvez o mais sensato fosse recuar. "Não posso morrer aqui! Mas se eu vencer, além de acabar com esse otário, posso roubar o barco!".

Após pensar, continuaria atento. Não acreditava que seria fácil derrotá-lo, pois apesar da provocação sabia que dificilmente sua recompensa estaria muito discrepante de suas reais habilidades. Assim, se conseguisse o acertar, ainda assim manteria distância, visando evitar possíveis emboscadas de quaisquer reforços que ele pudesse ter. Contudo, continuaria com a mira das pistolas para ele, não deixando que o mesmo fugisse. Apesar de tudo, tentaria evitar matá-lo em uma situação de desvantagem, contudo o faria caso eu estivesse em risco ou as atrocidades que cometerá justificasse uma reação proporcional. Em todo caso, procuraria ganhar tempo caso não tivesse êxito em acertá-lo, recuando com pulos para trás, se tivesse espaço para tal ato, e ainda assim disparando contra ele. Não poderia deixar que o mesmo se aproximasse de mim, em hipótese alguma. Não teria vantagens em um confronto direto e por isso evitaria ao máximo.




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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySex 10 Jul 2020, 18:44




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 10:31 ~ 26º



Chaitanya Mahaprabhu

O sorriso e expressão de alívio estava em evidência entre os militares. Que cumprimentavam Chaitanya como seu salvador e lhe davam o dinheiro. – Excelente! Vamos averiguar, mas nós já reconhecemos a situação. Obrigado por contribuir para com a marinha, rapaz! – Disse a atendente que entregava um gordo envelope para o careca. Os soldados que seguravam Klaus o soltavam, lançando-o do lado de fora do prédio. O rapaz nada fazia além de se limpar e sair correndo com medo do defunto queimado no centro da sala. O cheiro podre fazia todos tamparem o nariz.

Saindo do prédio administrativo da marinha o rapaz tinha a direção do porto fresca em sua mente, não fazia muito tempo desde que passou por lá. As ruas continuavam bem movimentadas, além de finalmente sentir calor por conta do clima. Talvez por estar em uma parte fria da cidade qualquer brisa marítima era quente o suficiente para fazê-lo suar ou algo parecido. Ao fundo via as docas, com barcos dançando a valsa da maré. De longe via também um enorme galeão de partida do porto, uma vela se erguia assim como uma bandeira negra com duas caveiras e olhos em fogo.

No meio do caminho ele encontrava com o rapaz que viu anteriormente na banca de jornal, o que havia saído correndo para ver como estava sua namorada. O suor pingava em seu rosto enquanto ele continuava correndo na direção contrária à de Chaitanya. – Merda, vou me atrasar. Merda, merda, merda, merda, merda! – Ele segurava um objeto todo embrulhado e duas rosas.

A frente estava o porto. Com uma vista levemente superior o careca observava todo o local panoramicamente. Via vários barcos, em sua maioria barcos pesqueiros, via também embarcações de viagem e também via alguns outros vazios. Pequenos grupos se reuniam em volta de cada um deles. Uma instalação de madeira se erguia ao centro do porto, grande e bem cheia. O cheiro de peixe e suor fluía no ar como algo natural. Já era possível ouvir o barulho de vendedores gritando ao ofertar o que tinham a vender. De fato encontrava um trio de pescadores desatentos quanto a seu barco. Eles comemoravam a notícia exposta no jornal, assim como gritavam em alegria. – Boa! Pegaram o desgraçado! Jhin, vamos dar uma festa! – Estavam a frente do barco que vagueava na água com uma enorme rede de pesca quase vazia.

Histórico:
 

Khan Hammurabi

O garoto mal voltava sua atenção a Khan, pois estava vidrado em como despreocupado estava o loiro. – Que nada! Nós vamos o capturar e daí podemos entrar na marinha! – Gritou o garoto junto com seus dois companheiros. Eles corriam pelo porto e desapareciam no meio da multidão. Era confuso ver aquilo, porém era o que acontecia claramente. O galeão se distanciava mais e mais, ficando bem longe do porto em certo ponto. O loiro exibia sua folga ao continuar sem se atentar a nada além da paisagem estonteante do horizonte oceânico.

O porto permanecia no mesmo movimento de antes. Várias pessoas caminhavam pelo mesmo, umas comprando, outras vendendo, porém todas com visíveis compromissos. Nota-se também que o centro comercial do porto, visto ao longe como um enorme local repleto de pequenas bancas e barcos ancorados em suas extremidades, também estava bem lotado. Testas brilhavam com a luz solar, refletiam o brilho do corpo soado e cheirando a sal e peixe.

Caminhando pelo mesmo ele conseguia ver também diversas personalidades únicas, assim como pessoas bem diferentes. Via garotas que sorriam para Khan maliciosamente, via enormes vendedores que comiam suas próprias mercadorias, um casal que brigava por algum motivo frívolo, um careca que parecia querer roubar um barco, crianças correndo com caixas na mão enquanto um velho gritava com elas “Devolvam minha mercadoria, seu ladrõezinhos!”. O movimento era grande, além de bem intenso.

O calor começava a aumentar, porém a fresca brisa do mar acalmava e aliviava. Khan tinha muito o que fazer, afinal, ele estava livre a fazer qualquer coisa.

Histórico:
 

NARRAÇÃO - XVI

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySex 10 Jul 2020, 20:49

Capítulo 4: Em busca do Blade Careca!

– Que nada! Nós vamos o capturar e daí podemos entrar na marinha! - Ouvia a resposta dos garotos. Instantaneamente, pensei em começar uma longa palestra para explicar a razão de que eles deveriam ser piratas, mas antes mesmo que pudesse refletir que apenas com a vivência eles entenderiam o que eu queria dizer, os garotos saíam correndo em meio a multidão, perdendo-os de vista. "Também, com uns idiotas igual esse Braham como exemplo de pirata, não os julgo de querer fazer o contrário. Mas... um dia eles verão que na Marinha existem até piores que esse babaca!". Ao refletir, restava-me apenas torcer para que o desejo e a bravura daqueles garotos não se tornassem em atos tirânicos e que seus sensos de justiça não culminassem em abuso de poder.

Em meio a multidão que caminhava pelo porto, não conseguia esquecer o que tinha ouvido na loja de armas. Meus pensamentos de justiça e moral agora se estendiam para a figura do careca caçador de vampiros e me enchiam de suposições. Seria ele um mercenário? Um benfeitor honesto? Ou apenas um entediado? Só saberia questionando-o, mas acreditava que seria difícil encontrá-lo. Já havia deixado o destino à cargo desse encontro, porém, quem sabe um empurrãozinho através das minhas próprias atitudes não me ajudassem a achá-lo. "Como seria um careca caçador de vampiros? Careca, obviamente, hahahah, mas seria ele alto, gordo, forte? Hmmm... vou deixar que minha intuição me guie!". E assim, começaria a observar os indivíduos desprovidos de cabelo que estivessem ao alcance de minha visão.

Enquanto isso, não podia deixar de notar uma mudança no clima. Sentia que a temperatura havia aumentado, apesar da brisa fresca do mar carregar consigo uma umidade que tornava os efeitos dessa possível variação climática menos intensos. "Brisa fresca, umidade, aumento da temperatura... Será que vem chuva por aí? O North já foi mais frio, hahahah!". Realmente, era apaixonado por tudo o que envolvesse o mar e o clima, então seria quase que impossível não me entusiasmar com esses eventos climáticos. Retornando minha atenção para a cidade, notava que moças sorriam maliciosamente para mim. A tentação de conhecê-las existia, mas lembrava de um ensinamento de um dos ex-companheiros dos Piratas de Walt, que me disse "os maiores perigos das aventuras não estão no mar... tome cuidado com as mulheres, ou você esquecerá de suas ambições!". Me foram contadas as lendas sobre sereias que atraíam os homens para o fundo do mar com seus cantos e os afogavam, então interpretava aquele ensinamento como uma metáfora para como a beleza de uma mulher mal-intencionada poderia ser a ruína de um homem.

Notava também as crianças fugindo com as mercadorias de um vendedor e não as iria julgar, cada um saberia a razão pela qual faria aquilo que era considerado errado perante o mundo. E de repente, algo me chamara a atenção. Um careca, com movimentos suspeitos. Seria ele o caçador de vampiros? Minha intuição sinalizava que era um ótimo candidato. Dessa forma, me aproximaria dele e com muita cordialidade, diria. - Com licença, seria você o caçador de vampiros? - Questionaria. - Me chamo Khan Hammurabi e gostaria de saber... você é um herói, um mercenário ou só fez o que acreditou ser certo? - Perguntaria, sem medo do mesmo me achar um estranho curioso. Qualquer uma das respostas que não fosse a capacidade de discernir o que deve ser feito em cada ocasião talvez me fizesse perder o interesse em ter o careca como companheiro de aventuras. Ainda assim tentaria continuar conhecendo-o. - Ok, mas fiquei sabendo que você é um caçador de recompensa... é isso mesmo ou você só não sabe um jeito melhor de ganhar dinheiro e ser livre? Porque se for isso, ser pirata é bem mais divertido e você não precisa da Marinha para pagar seu trabalho. A recompensa é a liberdade. - Não custaria tentar, e com essas afirmações poderia observar as reações do rapaz.

Se ele fosse realmente uma pessoa em busca pela liberdade, faria uma proposta. - Venha ser um pirata comigo! Sou navegador e preciso de mais um tripulante para me ajudar no navio. - Faria uma pausa e diria. - O único problema é que... eu ainda não tenho o navio e talvez precisemos roubar. Seria pedir muito? - Falaria, permitindo transparecer um sorriso amigável. Em todo caso, se aquele não fosse o tal careca caçador de vampiros, buscaria continuar perambulando pela extensão do porto, enquanto ficaria atento a qualquer coisa atípica, seja uma confusão, um discurso ou um evento que pudesse formar uma aglomeração. Acreditava que assim poderia arrumar uma aventura digna de um pirata, enquanto não conseguisse encontrar um outro tripulante para tentar roubar o navio que me levaria rumo à Grand Line.

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySab 11 Jul 2020, 01:12




Jiyuu no Senshi!

Micqueot (Budou Island) ~ 10:31 ~ 26º




"Obrigado por contribuir para com a Marinha... por que essas palavras me incomodam tanto?" Talvez por não concordar com elas; o Vampiro nunca fora verdadeiramente inimigo da Marinha. Suas vítimas eram civis, e é para este grupo que dedico minha contribuição. A caminho do porto, é fácil notar o súbito aumento da temperatura. - Agni está nos alimentando... Digo para mim mesmo, enquanto sinto seu calor abraçar meu pelado couro cabeludo. Embora eu tenha planos, nenhum deles me parece firme o suficiente para ser acionado; varro o olhar pelas embarcações para efeito de ambientação. – Boa! Pegaram o desgraçado! Jhin, vamos dar uma festa! Escuto, e abro um leve e altivo sorriso. Me aproximaria do trio de pescadores, pressupondo que falam do meu recente trabalho. - Vocês estão falando do Vampiro? Caso respondam afirmativamente, continuaria: - Isso aqui, é sangue dele... Levantaria as duas mãos, expondo as manoplas ainda não lavadas; e mantendo o sorriso no rosto. - Foi a primeira vez que vi um Vampiro que sangra! Hahahahahahaha! Mas digam-me, também quero uma festa, quando vamos começar? Acabei de pegar a recompensa por ele; e se começarmos já, podem colocar tudo na minha conta, para todos!!!! Hahahahaha! Bradaria firmemente, dando a entender que incluo também as pessoas próximas, além do trio pescador. Em seguida, procuraria uma caixa de madeira na qual pudesse subir, e abusando da vantagem Líder Nato, entoaria:

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- POVO DE MICQUEOT, HOJE A VERDADEIRA JUSTIÇA SE MOSTROU VIVA! APESAR DA INCOMPETENTE MARINHA QUE TEMOS, O VAMPIRO DE MICQUEOT NÃO MAIS NOS AMEAÇA; NÃO AMEAÇA NOSSAS FILHAS, SOBRINHAS... E IRMÃS! VAMOS COMEMORAR! O MEDO NOS ADOECEU, E NÃO PODEMOS DEIXAR EM BRANCO OS BONS ACONTECIMENTOS!!! BEBAM, COMAM, DIVIRTAM-SE, E CUREM-SE! Minha intenção era fazer com que todos reconhecessem, que a partir de hoje, a vida seria um pouco melhor; mais segura; e que todos estavam livres para festejar, sem medo. A festa, assim como o riso, é um grande remédio; bálsamo que se faz necessário após a cirurgia que removeu Jac. Como segunda intenção, um grupo bêbado seria mais fácil de enganar, e de me infiltrar para a travessia. Espero atrair algum bando pirata, ou algum clã de caçadores, para que eu possa viajar junto a eles, escondido. Embora, sendo sincero, torço para que não seja necessária a infiltração; quero ir livre, sentindo o vento em alto-mar! Seria ótimo um convite para carona; ou mesmo conhecer alguém que consiga pilotar um possível barco roubado. Deixo claro, que apenas em caso de carona, consideraria o trio de pescadores; jamais para roubo ou infiltração. Apesar de não ser perito em oratória, torço para que a sugestão de pagar; somada à aura de liderança, compense meu carisma.

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Logo, para que mais pessoas se animem, eu continuaria: - TRAGAM 1 MILHÃO DE BERRIES EM RUM! TUDO POR MINHA CONTA! A RECOMPENSA PELO VAMPIRO DE MICQUEOT É NOSSA! Ah, e alguém me traz um copo! HAHAHAHA! Apesar de valorizar a quantia milionária, vejo o gasto como investimento. Possivelmente, faria amigos que me ofereceriam carona para Flevance graças ao rum, ou; invalidaria um grupo a ponto de entrar no barco deles sem que ninguém perceba. A ideia de roubar uma embarcação sozinho já havia sido descartada, visto que eu não saberia o que fazer em seguida. Somente no caso de conhecer um bom piloto, poderia reconsiderar. "Bem, seria mais fácil comprar uma passagem... Hahahahahahahah! Você está fazendo essa algazarra porque quer, Chai!" Realmente, a diversão talvez fosse a principal motivação; a minha diversão, mas também a de todos eles. A cidade merece os prazeres que a recompensa torna possível; e quanto a mim, não quero viajar sozinho, quero fazer amigos que viajem comigo; que me apresentem as próximas ilhas, que me contem sobre a vida no oceano. Eu jamais estive em alto-mar, nasci e vivi em Budou Island; e mal posso esperar para conhecer os mais diversos itinerantes! - VIVA A LIBERDADE! Gritaria, antes de tomar um bom gole do rum; caso alguém me trouxesse o copo.

Flashback

- Onde está o pai, mãe? Pergunto, no auge dos meus oito anos. - Seu pai está trabalhando, Prabhu. Ele só volta amanhã cedo. - Ele vai dormir lá? - Sim.

É triste como nos acostumamos à servidão. Na época, eu não entendia; mas sentia profundamente. Por que meu pai nunca está em casa? - Filho, seu pai tem que trabalhar pra colocar comida na mesa. Argumento infalível; a perspectiva da miséria que ameaça o trabalhador, como arma engatilhada, para que ele obedeça. Mesmo as chicotadas doem menos que a fome. Esse entendimento só viria depois, com auxílio do Mestre; mas a semente já germinava. - Mãe, um dia eu vou ser muito rico, e o pai vai ser livre para comer e beber de graça, pra sempre! Digo com animação infantil, enquanto subo na cama; e imito um super-herói. Nós rimos, e ela transparece apoio materno. Seu nome era Amma.

Desde essa época, eu sabia que não viveria como os demais; viveria para quebrar correntes. Minha visão, por mais que mal-formada nos estágios primários da vida, era de libertação; seja através do dinheiro, ou da espada. Por sorte, esses eram os mesmos valores cultivados pelo Mestre Yukte; e pude aperfeiçoá-los sob sua tutela. Em sua perspectiva, a sociedade se iguala ao corpo humano; e a forte desigualdade social, ao desequilíbrio homeostático. Como curandeiro, preciso eliminar as causas da doença, então; pensava: por que os nobres exploram os mais fracos? E concluía: para alimentar seus prazeres! Logo, o que seria melhor para libertar os mais fracos que a permissão desses prazeres? Vejo minha intuição infantil não fugir da realidade: meu pai seria feliz, se fosse livre para ser feliz. Eu não mediria esforços para ter os meios de oferecer esta liberdade, a todas as milhões de pessoas que vivem nessa condição.

Fim do Flashback

Seja por motivos nobres, como proporcionar um momento de livre diversão para quem ali está; ou por motivos vis, como roubar seus meios de transporte; a verdade, é que provavelmente todos eles coexistam no que estou propondo. Isso, porque não excluo a minha liberdade; ou a minha diversão. No entanto, em caso de roubo, priorizaria grupos que aparentemente poderiam se virar sem um barco; o que não inclui os pescadores. Diria ao trio: - E quais são os nomes de vocês??? Já percorreram muitas ilhas? Contem-me sobre! Eu quero conhecer Flevance, já foram? Poderiam me levar? Hahahahaha! É serio.

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar - Página 4 EmptySeg 13 Jul 2020, 15:39




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 10:31 ~ 26º



Chaitanya Mahaprabhu & Khan Hammurabi

Khan tinha a intenção de abordar Chaitanya, porém era completamente interrompido pelo discurso heroico que ele proferia. Os pescadores que o rodeavam pareciam extremamente esperançosos com o poder das palavras do rapaz, além de demonstrar isso com olhares cintilantes e mãos que se erguiam entre a pequena aglomeração que se formava. Talvez umas vinte cabeças estavam ali frente ao careca, além de é claro os que o ouviam de longe, porém não conseguiam entender bem o que diziam. – Incrível... – Diziam as mesmas crianças vistas por Khan que proclamavam caçar Braham.

O pistoleiro estava bem apertado ali no meio de todos. A repentina surpresa do discurso além do grito dos que acompanhavam era ensurdecedora. – Viva! Nosso salvador! – Gritaram alguns que erguiam as mãos ao alto em um movimento de celebração. Dois rapazes corriam até um bar ao outro lado da avenida do porto e voltavam com dois galões de bebida, cada um em baixo do braço e um barril fechado que quase não aguentavam carregar, mas com a ajuda de outros eles conseguiam levar até a doca em que o grupo se reunia.

Não demorando muito começaram a dançar e cantar, ao som de dois velhos que tocavam instrumentos musicais. O monge até tentava encontrar com o trio de pescadores que originou tudo aquilo, mas a multidão que crescia a cada instante não deixava. Depois de ser carregado aos braços vários metros eles deixavam Chaitanya em “paz” para aproveitar o fruto de seu próprio trabalho. Lhe entregavam prontamente uma caneca de madeira.

Khan ainda conseguia ver o careca, afinal o brilho do sol refletido na mesma parecia mais um farol a aquela distância. Até ele terminou com uma caneca cheia na mão. Cantoria e dança se espalhavam pela pequena doca do porto, contagiando outros que não sabiam da história, mas que ouviam detalhes passados de boca em boca e acabavam comemorando também.

Ainda que o calor crescesse eles não se incomodavam em nada. A forte brisa marítima, que era bem fria por sinal, acompanhada de uma nuvem escura bem ao longe, que era ignorada, dava um alívio a crescente temperatura. – Tio, você é atirador? Duvido você acertar aquele barquinho ali! – Um garoto se dirigia a Khan enquanto apontava um barco quase afundando, todo quebrado, que deixava apenas a vela furada de fora próximo a uma região no mar com várias rochas afiadas.

Garotas acompanhavam Chaitanya na grande festa. Elas se abraçavam no careca, demonstrando intimidade, e sorriam com ele. De fato, a comemoração era enorme e o herói careca caçador de vampiros merecia isso.

Histórico Chaitanya Mahaprabhu:
 

Histórico Khan Hammurabi:
 

NARRAÇÃO - XVI

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Chaitanya Mahaprabhu
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Chaitanya Mahaprabhu

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Festa!

Micqueot (Budou Island) ~ 10:31 ~ 26º




Meu trovejar ecoa pelos ouvidos sedentos por saúde, e produzem a reação esperada. A cada palavra, sinto o calor de Agni me levar mais além; e por vezes, esqueço quaisquer intenções egoístas. Se o medo se espalha como fogo em palha seca, a esperança também; e era esse processo que meus olhos captavam tão claramente. Infelizmente, não tenho voz para alcançar a todos; mas uma semente, dado o tempo necessário, já se equipara à arvore frutífera. Esses pescadores levariam seus sorrisos para casa, e os dividiriam com suas famílias; a semente seria regada, e produziria alegres frutos por muitos meses. Meu mestre dizia: o alcance da boa ação é infinitamente maior que imaginamos, seus efeitos se estendem por todo o futuro. Que alegria esse ensinamento me traz! Tragam-me rum!

É característica das bebidas alcoólicas produzirem belas aglomerações; confusas, alegres, e exageradas. Em meio às canções, não consigo mais encontrar os pescadores, tamanha exaltação formada pelo porto. – Viva! Nosso salvador! Ouço; e logo após, um grupo me carrega pelos braços; celebrando a justiça feita. - Jai jai Agni!!!! Nós merecemos um pouco de paz, vamos comemorar! Hahahahahahahaha! Estou feliz, e as sementes da vaidade são regadas; sem que eu apresente grande resistência. Ao menos, dirijo o sentimento da grandeza às figuras máximas que tenho; tentando minar o inflar do ego. "Agni... Mestre, essa glória toda... é Sua. Por ter me guiado à injustiça, por ter me dado o discernimento necessário para agir. Jai jai Agni!" Me colocam no chão, e me entregam um copo. - Obrigado!!!! VIVA A LIBERDADE!!!! Tomaria um bom gole do rum, aproveitando o sabor do merecimento. Durante os próximos parágrafos, continuaria tomando; mas em ritmo levemente mais brando.

"Será que eu realmente preciso pagar tudo isso? Hahahahahahahaha! Se eu conseguir um barco antes de trazerem a conta, nunca mais me verão! Hahahahahaha! Mas daí... de quem cobrariam? Não quero prejudicar ninguém..." Cogito, ainda preso no dilema. Talvez não teriam quem cobrar; e os donos do rum certamente podem arcar com o prejuízo. Enfim, de qualquer maneira, caso tenha que pagar, é por uma boa causa. Ver os rostos esperançosos, em contraste com as cenas do Vampiro, me dava grande conforto e satisfação!

Enquanto aproveito solitário meu rum, chegam algumas garotas; aparentemente já íntimas. Me intimido com o assanhamento das mesmas, aliás, eu jamais havia estado com uma mulher antes.

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- O-oi... qual é o nome que vocês se chamam? Algo não parecia certo com essa frase, mas acredito que seria compreendida; estou nervoso. - Gostam da minha careca? "POXA CHAITANYA! QUE PERGUNTA É ESSA?????? É claro que gostam." Minha mãe sempre disse que eu tenho uma bela cabeça, e como única referência feminina em vida, acredito nela. Talvez seja o que tenho de melhor. Independente das possíveis respostas, diria, já um pouco mais solto (mas nem tanto): - Hehehe, e vocês estão em algum barco desses? Talvez, um que pudesse me dar uma carona pra Flevance? HEHEHEHEheheheheh... Caso respondam afirmativamente, eu diria: Maravilha!!! Quando quiserem, podemos ir. E se essa for a direção da história (caso queiram ir imediatamente), iria com elas para o barco. Se o dono do rum viesse me cobrar durante o trajeto, eu não seria mão de vaca; e o daria o valor que pedisse. - Obrigado por proporcionar tanta alegria à cidade! Até mais! Diria, com um largo sorriso.

Caso não fossemos já (ou nunca) para o navio, convidaria as garotas para um café da manhã campeão. - Belezuras, já é quase hora do almoço, querem ir comer algo? E aproveitando meus cinco minutos de fama, gritaria: - Alguém tem algo pra comer aí? Estou com fome! E essas garotas merecem um bom trato também! Minha expectativa era que alguém compartilharia um bom prato conosco, visto o clima de comemoração e meu protagonismo no cenário; mas caso não acontecesse, sugeriria procurarmos algo próximo. - Bem, certamente tem algo aqui perto... "Só não posso perder de vista essas embarcações... meu investimento foi também para conseguir uma viagem gratuita! Independente de como ela se apresente." Caso a resposta fosse positiva, iria com elas à procura.

Se mais alguém surgisse, em interação comigo (imagino que Hammurabi, mas podem ser outros também), eu escutaria amistosamente o que ele ou ela tem a dizer. Independente das suas palavras, o/a convidaria: ou para comer conosco; ou para irmos juntos pegar comida; ou para vir junto ao barco. - Junte-se a nós!!! Vamos conversar mais! Tudo bem por vocês, garotas? Minha abertura se devia ao fato que estou carente por amizades; pois sei da importância de bons relacionamentos para a vida aventureira. Felizmente, já estou mais solto em relação às garotas; acredito que devo agradecimento ao rum. A busca por alimentos tinha dois bons motivos também: primeiro, criar uma cama sólida no estômago, para que o álcool não seja digerido muito rapidamente; e por segundo, mas não menos importante, refeições compartilhadas são ótimas maneiras de aprofundar relações. "Agni! Me dê forças para não entediar essas mulheres! Jai jai Rum! Digo... Agni!!!"

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Objetivos:
 


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