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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 1º Ato - O Despertar

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySab 13 Jun 2020, 12:38

1º Ato - O Despertar

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Chaitanya Mahaprabhu. A qual não possui narrador definido.


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Chaitanya Mahaprabhu
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySab 13 Jun 2020, 15:13


Flashback
Evento OPRPG




Eu nunca havia saído de North Blue... ou sequer de Budou Island, minha terra natal. O dia hoje estava atipicamente gélido para as cordilheiras de San Ronan, ou ao menos assim eu o sentia. Levantei da cama. Com a austeridade cobrada pelo meu mestre, ainda que post mortem, removi as vestes superiores e me pus a macerar as folhas rubras da floresta vizinha. Pintei meu rosto com a tintura e me preparei para a luta do cotidiano. Eu não tinha nascido pra levar uma vida fácil; os dias pareciam cada vez mais difíceis e o clima da minha alma reluzia na frieza do ar. Fiz uma prece aos Deuses por dias melhores, cético de que me ouviriam. - Agni, Deus do Fogo, que alimenta meu corpo, dê-me Luz, dê-me Luz! Ainda de olhos fechados, pude sentir o calor e a luz do Sol aumentarem e aumentarem. Minha prece havia sido atendida. O som do mar ressoava por todo o meu corpo, e alegremente... "o som do mar?"


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Ouço uma voz que ressoa por toda a praia, penso ser Deus. Ele havia selecionado dezenas de pessoas para que se divertissem em seu paraíso tropical, e me fez sentir vergonha por ter duvidado da prece. Estávamos juntos a vários seres incríveis. Seres que levitavam objetos sem mesmo concentração; mulheres gigantes e semi-nuas competindo entre si; homens alados e bêbados que se multiplicavam. Sim, era um chamado para que eu vivesse como eles, em aventura, e não isolado nas montanhas. Acabei não ficando muito tempo; o choque inicial me impediu de continuar interagindo com esse estranho sonho, mas pude ter um gosto do que o mar reserva para quem ousa atravessá-lo. Eu gostaria de tentar!


1º Ato - O Despertar


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Assim como havia magicamente sido transportado para o paraíso, magicamente voltei ao inferno. Pobre. Hoje, uma distensão abdominal começava a dar suas primeiras amostras sensíveis; resultado da fermentação tardia do espeto de porco no intestino? Se fosse, seria um sinal bem-vindo da realidade do sonho. Procuro alguma erva ou raiz carminativa ao meu redor, se encontro, faço uma decocção (para raiz) ou infusão (para folhas) em água quente; isto é, caso consiga ferver a água. Tomaria, visando diminuir a formação de gases no meu sistema digestivo. Sendo curandeiro, sabia da importância de cuidar do corpo físico; e sabia também que a doença é uma forma de escravidão, ladra da nossa liberdade.

Estou na cidade de Micqueot há algumas semanas, desde que meu Mestre decidira abandonar seu corpo físico. Apesar de recente e marcante, não me aflige como esperado. No fundo da consciência, sinto uma libertação: sem figura paterna, não respondo a mais ninguém; posso me entregar à recém-adquirida vontade de conhecer o mundo integralmente. Por outro lado, preciso ser mais responsável e realista. Checo a quantidade de berries que ainda tenho: cinquenta mil. Não paga nem meia passagem de zepelim na Estação, imagino. "Será que consigo abrir uma cabana-curandeira nessa cidade? Eu precisaria ter uma grande variedade de ervas para os tratamentos, e para isso... dinheiro; não são todas que crescem aqui, e importar pode ser caro... Por outro lado, já ouvi dizer que Micqueot paga uma boa quantia de berries pra quem ajuda a Marinha. Os quartéis não são muito fortes no Norte, e precisam de caçadores de qualidade. Parece dinheiro fácil e justo, embora arriscado." Penso que meu mestre aprovaria, ele sempre dizia que boas causas e riscos caminham de mãos dadas; e que causa poderia ser mais nobre que lutar pela justiça? Talvez uma que não pagasse tão bem; mas me recuso a pensar que o dinheiro deva ser evitado, como quiseram me ensinar. Meu pai foi morto por ser pobre e ainda assim, querer ser feliz. Roubou uma garrafa de vinho da Ithürzburger Stein, que o empregava, para celebrar meu aniversário de 10 anos. A primeira e última vez que o vi sorrir... livre do chicote de falsos líderes. Não tardou muito para que o chicote respondesse à altura, e dessa vez afiado. Cortaram sua cabeça. "Sim, eu vou ganhar dinheiro... Não vou ser escravo ou me curvar a ninguém! Serei o melhor lutador e curandeiro dos Quatro Blues, livrando o mundo da injustiça e da doença! Jai jai Agni!!! Jai jai Agni!!! Jai jai Agni!!!" Volto a sentir o calor do sangue me instigando a agir. Jamais permitiria-me herdar a escravidão e a escassez da minha família. Seria dono do meu próprio destino; com dinheiro e liberdade pra ir e vir.

Procuraria nas ruas um ferreiro que vendesse manoplas a bom preço, ou qualquer outro item que ajudasse a consumar minha mais recente ambição: tornar-me um caçador de recompensas itinerante. Caso encontre o ferreiro, me apresentaria amistosamente e esbanjando tom publicitário: - Saudações Sr. Ferreiro! Que belos produtos você tem!!! Estaria interessado em uma troca de saberes? Sou um curandeiro das montanhas e posso tratar qualquer membro da sua família pela bagatela de uma manopla! Ofereceria de bom grado gratuitamente, mas sabe como os tempos são difíceis... Na hipótese que ele não aceite o escambo e peça exclusivamente berries (desde que menos de cinquenta mil), vasculharia meus pertences e colocaria a quantia pedida próxima a ele, permitindo que caísse minha persona comerciante. Agradeceria; vestiria a manopla; e sairia pelas ruas.

Caso não encontre o ferreiro, ou caso já consiga sair de lá com a manopla, procurarei um bar que venda vinhos baratos; "Um bom lugar pra conhecer pessoas e saber o que se passa nessa cidade. Quem sabe até posso dar de cara com algum pirata bêbado. Hahahaha! Seria ainda mais fácil caçá-los... desde que eu não esteja também." Meus dias até então em Micqueot não tinham sido de muita interação, esse era apenas o despertar.



© AnimaDaph


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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySeg 15 Jun 2020, 19:58




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 08:57 ~ 24º



O friozinho da manha na cidade de Micqueot era agradável e bom. A brisa marítma fazia folhas caídas das árvores planarem e folhas jornalísticas voarem pela cidade. A manhã era calma e pacífica, além de ser bem esperançosa, por assim dizer. O sorriso e o bom dia das pessoas transitando pelas ruas era o melhor café da manhã, além de que havia também o barulho das embarcações mercantis que chegavam e saíam do porto, deixando ainda mais um sentimento singular de “um novo começo”.

As ruas ainda não estavam no seu ápice. O sono e a pressa de alguns disputavam espaço para a direção de seus postos de serviço. Um bocejo aqui, uma conversa acolá, isso caracterizava bem a manhã daquela ilha. – Bom dia! – Dizia um senhor, caminhando com certa dificuldade, a Chaitanya. Seu semblante era simpático e amigável. Ele continuava caminhando seguindo seu rumo. O jovem percebia que haviam alguns pontos bem interessantes e chamativos ao longo daquela extensa avenida portuária. Várias lojas de peixes e também de artigos de pesca, havia vários pequenos mercados e bancas frutíferas. Havia também pequenos pontos comerciais de roupas e acessórios, e havia uma grande e pomposa loja de armas. Uma bigorna estava a fora com uma criança a polindo. O pequeno dizia: - Meu pai ainda não chegou, só tem minha mãe lá dentro! – Ao ver o alto e esguio rapaz tentar entrar. Ele continuava a polir a bigorna, com bastante empenho, usando um encardido pano visivelmente umedecido.

Partindo para a outra opção o rapaz procuraria por um bar, que era o que não faltava no centro da cidade, a outra avenida posterior a avenida portuária. Havia alguns espalhados pela mesma, porém o que oferecia bebidas mais em conta era um humilde bar, bem rústico, destacado em uma esquina, próxima a um beco que levava a parte mais vazia do porto. Adentrando o mesmo percebia a clara falta de gente. Duas pessoas compartilhavam uma garrafa em uma mesa ao canto, um rapaz de longas madeixas loiras sorria a uma dama desconfortável em uma mesa próxima a porta e havia um velho barbudo que limpava um copo com um pano questionavelmente limpo do outro lado do balcão. – Manda a boa, amigo. – Dizia o velho.

Histórico:
 

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NARRAÇÃO - I

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySeg 15 Jun 2020, 22:09





A vida é sempre bela quando se olha para frente. Micqueot amanhecia em clima de paz; e embora não fosse exatamente isso que eu buscasse, sinto que posso me acostumar com a sensação. A brisa é agradável e menos cortante que no alto das cordilheiras. A mera memória me traz um calafrio. "Quando será que volto a ver a neve no pico das montanhas de lá?" Era comum sentir-se nostálgico tão precocemente na aventura? Talvez fosse o ar matinal de uma noite regada a vinho, como há de ter sido em Micqueot. Ouço o som do porto e das embarcações; o futuro me atrai mais. "Aaaaahhh... eu podia saltar em um barco desses e viajar escondido, sem ter que pagar nada!!! Mas qual seria a graça? Viajar é ser livre! Com a recompensa dos piratas daqui vou poder ir como capitão! Hahahah!!" Parece que o clima esperançoso da cidade já afetava meu senso de realismo. - Bom dia! Diz um transeunte. - Errr... bom dia!!! Fui pego desprevenido, não estava acostumado à gentileza alheia; quanto menos anônima. "Será que eu devo ajudá-lo? A perna dele não parece estar boa... talvez um alinhamento postural o ajudasse; ou um nivelamento do quadril? Pode ser que um chá de canela de velho pra soltar as vértebras?? O homem já havia seguido seu rumo. "... esqueci de falar em voz alta. Bem, o mais importante ele já tem, alegria! Está livre das correntes da doença, ainda que doente!"

Mais além vejo o que classifico como zona comercial. Guardo a localização na memória para caso precise mais tarde. "Lojas de peixes, mercados, frutarias!!! Não temos nada disso nas montanhas!" Para quem teve pouco contato com a vida urbana, o menor sinal dela já é surpreendente. Não tarda muito para que eu veja a loja de armas, meu primeiro destino. "Ela me parece maior e mais bem cuidada que as outras... isso diz muito sobre a cidade. Bem, não posso reclamar; boa pra caçadores, e boa pra curandeiros. Hahahaha!" Sem pensar muito, acelero meus passos e assumo um tom publicitário. - Saudações Sr. Ferreiro! Que belos produtos você tem!!! Estaria interes.......




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"O FERREIRO DA CIDADE É UMA CRIANÇA?????"



- Meu pai ainda não chegou, só tem minha mãe lá dentro!

Explicado. Me recomponho. "Esse pano tá bem sujo... um ferreiro profissional não usaria nada assim." - Bem, você poderia m... O garoto continua polindo sua bigorna; deixando evidente a sua incapacidade de serviço. "Bem, acho que posso esperar pelo pai dele. Mas certamente não me faria nada bem esperar aqui com esse garoto e seu pano encardido... a poeira pode se atracar nas minhas vias aéreas, e não sei se consigo uma boa raiz expectorante pra mascar aqui na região." Claro, todo esse raciocínio sem lógica era apenas uma desculpa para eu pudesse ir conhecer as algozes do meu pai: as garrafas de vinho de Micqueot. Me retiro do estabelecimento e vou à procura delas.

Não tarda muito para que eu encontre uma infinitude de bares, adegas, e demais casas de beber; como já era esperado da cidade do vinho. "Um antro de bon-vivants... não quero nem olhar o preço desses" No meu imaginário, piratas e simpatizantes eram mais propensos a frequentarem estabelecimentos humildes; ou pelo menos criminosos que não tiveram tanta sorte no saque do dia. "É esse." Me deparo exatamente com aquilo que procuro. Já consigo visualizar as inúmeras aventuras que um bar como esse podia oferecer. "Que Tu esteja comigo. Jai jai Agni!!" De cabeça erguida, me adentro.

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Primeira impressão: decepcionante. Onde estavam os piratas festeiros? Os bardos trovejando notas para bêbados que se fantasiavam afinados? A baixa quantidade de clientes não me era animadora; vejo um velho e seu pano sujo "Será que ninguém nessa cidade sabe lavar panos???? Basta ferver!"; dois homens bebendo; um loiro; uma mulher. Sento na bancada pra retraçar meus passos. - Manda a boa, amigo. Diz o velho. Busco destacar um enorme sorriso amistoso para que ele não encarasse como o ofensa o que eu ia dizer. - Saudações velho barbudo do pano sujo!!! Me vê um copo do seu vinho mais barato, desde que não seja muito forte!! "Donos respondem melhor a clientes, preciso beber!" Outra desculpa. Caso o velho trouxesse o vinho, eu diria sem esperar que ele se virasse. - Velho, vou ser sincero com você. Não vim aqui só pra beber, tô na procura de trabalho... se você souber de algum fora-da-lei procurado, vivo da caça deles. Posso tirar qualquer um das ruas, claro... desde que tenham recompensas. Bem, e já aproveitando, também sou curandeiro! Hahahaha! Não tenho cartão ainda, mas estou a serviço!!

Enquanto falo e a cada momento, percebo mais o teor dos sorrisos do loiro para a moça. Caso suas ações fossem além do sorrir, eu interviria. Na situação dele segurá-la com força, impedindo seus movimentos; eu o puxaria pelas vestes, visando separá-los, e então o empurraria. Permaneceria entre eles, a protegendo. No caso dele apenas se alterar em sua fala (volume), eu diria: - Esse rapaz está te incomodando? E esperaria o desenrolar.

Caso suas ações não passassem de sorrisos, e o velho me desse informações quanto algum fora-da-lei procurado; eu buscaria saber mais: - Você sabe que regiões ele costuma frequentar? Ele luta armado ou sem armas? O que ele fez pra ter a cabeça a prêmio? Ele anda sozinho ou em bando? Tudo isso me seria necessário.

Caso o velho não soubesse me responder um nome, e o loiro não oferecesse qualquer evento; eu pagaria pelo vinho, agradeceria, e iria em direção ao QG. "Se tem alguém que sabe quem são os procurados, é quem procura! Talvez eu devesse ter ido ao quartel-general desde o começo."




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Última edição por Chaitanya Mahaprabhu em Sab 20 Jun 2020, 15:15, editado 9 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptyTer 16 Jun 2020, 19:05




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 09:01 ~ 24º



O bar continuava naquele marasmo desanimador. O loiro continuava conversando com a moça esboçando aquele sorriso sacana e a dupla de rapazes permanecia bebendo no canto do bar. Eles não faziam nada fora do que já foi visto e sem dúvida pelo andar da carruagem eles continuariam a não fazer. Era até cômico pensar que um bar estaria assim. O velho limpava os copos como se fosse uma única e última coisa que faria, além de não demonstrar nenhum sentimento no que fazia. – Tédio... – Murmurava.

Chaitanya mudava completamente aquele ar. Ao entrar no bar ele conseguia capturar a atenção de todos, literalmente. O velho já voltava a limpar os copos com mais ênfase, a dupla conversava um pouco mais alto e o loiro e a moça também interagiam ainda mais. Ao proclamar seu desejo por um emprego, em especial a captura de foras da lei, o velho voltou a esbanjar aquele semblante sem vida de antes. – Quer capturar um Pirata, filho? Comece por esse bostinha ali. – Apontava para o loiro, que sorria debochadamente sem perceber que falavam dele. O velho colocava o copo em uma prateleira com vários outros impecavelmente limpos e continuava. – Ele faz parte de uma tripulação problemática que atracou aqui na cidade a três dias. A noite o capitão deles sempre vem aqui junto com a tripulação. Eles até são legais, porém nunca me pagam nada. – Exclamou, ele olhava para o loiro. – Vai me pagar quando, seu miserável? – Gritou para o rapaz. Ele olhava sobre o ombro e demonstrava aquela feição sarcástica de antes. – Vamos saquear algum bar rico e te damos o dinheiro. Heh – O velho se enfurecia com ele e retrucava. – Eu não quero dinheiro roubado, idiota! – O loiro ria.

O bar não mudava muito desde então. Até era engraçado ver como as pessoas reagiam a tal discussão, a moça, especialmente, conseguia ali uma brecha para se levantar, mas a mão branca do loiro a segurava e ela voltava a sentar. Ela ria, desconfortável, e continuava ali, olhando para o chão como se envergonhada. Cochichos voltavam a rolar entre os dois.

O careca também poderia perceber, do outro lado do bar, a sua direita, que havia um mural de madeira de cartazes de “procura-se” alguns cartazes de emprego, porém entre estes havia também cartazes de procurados, todos com recompensas e em letras garrafais transcrevendo o nome e a frase que fazia o sangue dos caçadores de recompensa borbulhar: “vivo ou morto”.

Antes de mesmo pagar pelo vinho o velho dizia: - Não se preocupe com o vinho, só quero que aqueles piratas safados paguem o que me deve. – Seu olhar era de pura confiança nas ações do futuro caçador de recompensas.

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NARRAÇÃO - II

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptyTer 16 Jun 2020, 23:32





Por mais isolado que pude viver da sociedade, não me era novidade chamar atenção. Em um lugar caído como esse, vejo o crescente interesse deles como transferência positiva da minha vontade de viver. Baixa energia adoece, e esse lugar precisava urgentemente de saúde. – Quer capturar um Pirata, filho? Comece por esse bostinha ali. Diz o velho. Minha intuição não havia me falhado, já estava atento aos movimentos do loiro. "Ele não parece perceber que o barbudo fala dele. Ou é arrogante a ponto de não reagir? De qualquer maneira, esse descaso vai me ajudar..." – Ele faz parte de uma tripulação problemática que atracou aqui na cidade há três dias. À noite o capitão deles sempre vem aqui junto com a tripulação. Eles até que são legais, porém nunca me pagam nada. "Então o loirinho não é capitão... será que tem recompensa? De qualquer maneira, o capitão deve ter. Que Agni me proteja... farei o necessário... devo fazer?" Por alguns segundos, titubeio quanto a minha escolha. Quão perigosos eram os piratas? Quão perigosa é a vida de um caçador de recompensas? Embora estivesse confiante no meu treinamento corporal e mental, não ignorava a possibilidade de morrer no chão sujo de um bar, nas mãos de um pirata qualquer. Levo a mão trêmula às três caveiras no meu pescoço, evocando memórias não tão distantes.


Flashback



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- CHAIIIIIII!!!!!!! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO????? Grita meu mestre, apavorado, de dentro da sua caverna. Eu estava meditando frente a um precipício da montanha para que não caísse em sono. O susto, no entanto, quase me matou. - VELHO MALDITO, PRECISA GRITAR??? O sangue esfria, sinto o coração ralentar e respiro profundamente. A aura de Yukte estava séria, e eu reconhecia isso em sua voz. - O que você está fazendo, moleque? Ele já está mais próximo, me afasto da queda. - Yukte... você disse que devemos fazer todo o possível pra acalmar a mente. - Nós acalmamos a mente pela vida, não doamos a vida pela mente. Existe uma hierarquia, Chai... nunca desrespeite a morte, pois ela é também vida. De que vale purificar o coração, e lançá-lo aos porcos? - Perdão, mestre!!! Mas eu não ia morrer, eu jamais dormiria frente ao abismo! - VOCÊS JOVENS NUNCA PENSAM NA MORTE!!!!! Ele estava mais irritadiço que o normal, fico quieto. O mestre pega meu braço e vamos até a cabana.

- Eu tenho uma nova prática pra você, Chai. Você precisa pensar na morte todos os dias! - Eu não cairia em depressão, mestre? Digo. - A doença vem da ignorância, Chai, e há ignorância maior que viver como se fosse imortal? Olhe ao seu redor, fazendeiros acumulando milhões e milhões de hectares sem sequer imaginarem que vão ocupar 1 metro e meio, 7 palmas debaixo da terra, quando a hora vier! Se soubessem que estão aqui de passagem, viveriam a vida plenos de saúde!!! Suas palavras ressoavam em mim, mas eu não esquecia daqueles que sequer um metro e meio de terra tem. Claro, a morte é o que há de mais importante em nossas vidas. No momento, pra mim, só não era a minha. Era a do meu pai. - Você está pensando nele de novo, né? O mestre parecia ler meus pensamentos. Não respondo. Ele abre uma gaveta embaixo da cama e tira um colar com três caveiras pequenas. - Sim, são de crianças. Não respondo. - Você vai usar esse colar por 7 anos. Sempre recitando os nomes de Agni, ele não vai deixar que você esqueça a morte. Embora eu não estivesse animado com a ideia de andar com crânios no pescoço, também não estava pronto para desobedecer o Mestre. Ele acendeu três velas e pôs o colar em mim, fechei os olhos. Senti a alma daquelas crianças. Elas pediam mais, não haviam se conformado. "Desculpa, não tem nada que eu possa fazer por vocês... mas não permitirei que nenhuma vida acabe antes da hora." - Espero que esteja incluindo a sua.


Fim do Flashback



A lembrança dos motivos pelos quais comecei a lutar fortalece minha decisão. Minha vida não estava sendo desperdiçada. Era um serviço necessário para que nenhum vida jamais fosse maltratada pela tirania alheia. E se eu quisesse manter a promessa de ficar vivo? Bastava não morrer. – Vai me pagar quando, seu miserável? "Você não pode ser mais discreto???" Por sorte, o sorriso sarcástico permanece; realmente, era arrogância. Permaneço quieto, observando a conversa do dois e varrendo o olhar pelo loiro à procura de arma. Seria-me útil saber com o que eu estou lidando. – Vamos saquear algum bar rico e te damos o dinheiro. Heh – Eu não quero dinheiro roubado, idiota! Posiciona-se o velho. Me levanto nesse momento, empurrando o banco para trás e ao chão. Quero intimidá-lo. - Não se preocupe com o vinho, só quero que aqueles piratas safados paguem o que me deve.

- O velho é escravo de vocês pra beberem de graça aqui? O sentimento de superioridade do pirata loiro era quase tangível. Seu sorriso sarcástico ainda me atormentava. Com a visão periférica, percebo os cartazes de recompensa. Abro um leve sorriso no canto da boca, agora ciente que bastava olhar em volta pra não estar perdendo meu tempo com um pirata que não sei se tem recompensa. O vinho de graça bastaria.

Enquanto mantenho o olhar fixo no oponente, espero por qualquer brecha; seja tendo alguma interação com a moça, ou com qualquer tentativa de fala. Se tentasse falar, eu buscaria não deixá-lo. Traria a perna direita para trás, apoiando-a ao chão pra dar sustento ao corpo e junto a ela, viria o braço direito; engatilhado. Traria todo o peso do corpo para trás, e como uma bala, o transferiria para frente. Um soco no olho direito, na intenção de terminar com a luta naquele exato momento.

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Caso não pudesse socar o olho por qualquer motivo, tentaria a garganta, buscando sufocá-lo com o impacto. Após o soco, independente do resultado, daria um leve salto para trás. Aumentar a distância é importante em uma luta corpo-a-corpo.

Caso ele estivesse armado e sacasse a arma, eu pegaria o banco do chão e tentaria o acertar com o banco pela lateral, buscando desarmá-lo. Nesse caso, ao invés de saltar para trás, aproveitaria a possível distração dele (em olhar pra arma e pensar como resgatá-la, pressuponho) e correria em sua direção, buscando socar sua cabeça com o punho direito. E então, saltaria para trás. Mantendo a guarda e o foco.

Se ele se desviasse, ou bloqueasse meu ataque; eu aumentaria a distância como já planejado, o que serviria como esquiva de um possível contra-ataque. No caso do pirata ser o primeiro a atacar, eu teria três opções de esquiva (não tentaria bloquear): saltando para trás; girando o corpo para um dos lados; ou saltando para cima (no caso de ataque aos pés). Se a esquiva funcionasse, acionaria meu plano ofensivo imediatamente como um contra-ataque, o soco destro na cabeça; embora ao desviar eu possivelmente sairia do plano ideal de apoio e não conseguiria socar com força total.


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Última edição por Chaitanya Mahaprabhu em Sab 20 Jun 2020, 15:15, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptyQui 18 Jun 2020, 09:38




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 09:02 ~ 24º



Era um movimento lindo e muito limpo de Chaitanya. Seu punho rasgava o ar como uma bola de canhão e o alvo seria completamente destruído. Sem dúvida seria algo belo de se ver numa perspectiva de quem não tivesse apanhando, e ainda mais bonito caso fosse visto de quem estivesse batendo. Movimentos assim eram executados por pessoas que já haviam um certo nível de treinamento corporal, mental e principalmente de combate. Era visível, mesmo que por poucos segundos que passavam em câmera lenta, o olhar de desespero do pirata ao sentir o ar sendo pressurizado como uma bala em sua direção, o olho se arregalava e a sobrancelha saltava.

Sua mão era o suficiente para nocautear o pirata, caso ele o acertasse, é claro. O movimento rápido do loiro, e bem leve por sinal, fora o suficiente para desviar o curso daquele soco e redirecioná-lo para a moça ao seu lado. Felizmente não foi o suficiente para acertá-la, porém ela ficou pálida com o susto. A estocada com o punho fazia o cabelo dela saltar, por conta da velocidade e força aplicados. Sua boca se abria em choro e ela gritava: - Esse cara é louco! – Em seguida saía correndo saindo do bar. O loiro sorria, sarcasticamente. – Heh. Você assustou minha companhia. – Seu olhar despreocupado, bem diferente de segundos atrás, voltava a seu rosto. Mais de perto o careca percebia a aparência do rapaz e não conseguia assimilar ela a nenhuma outra vista no mural de cartazes de procurado. Um rosto lindo e monumental, esculpido por anjos. Ele era muito belo e sua voz encantadora soava como música nos ouvidos do farmacêutico.

O velho do bar se assustava com aquilo, dizendo: - Ei, ei, ei! Nada de briga aqui! – Mas sua voz ficava apenas no plano mental. O calor e choque de olhares entre o futuro caçador de recompensas e o pirata era enorme, grande o suficiente para tirar a atenção deles para o seu redor. O pirata continuava: - Você começou ontem e já quer pegar um peixe grande? Comece de baixo e te dou uma oportunidade no futuro... – Dizia, demonstrando sua superioridade ao rapaz. O loiro se levantava e se colocava frente a Chaitanya. Ele era alto, tendo que abaixar o rosto para olhar nos olhos do botânico. – Não se meta onde não foi chamado. – Se retirava do local, sem pressa, e ao chegar na porta finalizava, com todo o deboche e cinismo do mundo: - Lá no navio temos algumas cabeças de caçador de recompensas. Engraçado, né? Hahahah

O bar voltava ao marasmo de antes, porém o velho estava perplexo com o que aconteceu. – Como você teve coragem de fazer isso? Rapaz, eu te admiro! Também queria dar um belo murro naquele rosto bonitinho dele. Hahahaha – Disse, colocando uma mão sobre o ombro do rapaz. – Na próxima vez eu tenho certeza que você o pega de jeito! – Proferiu, com um sorriso esperançoso no rosto e um sinal de positivo com a mão.

Histórico:
 

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NARRAÇÃO - III

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptyQui 18 Jun 2020, 13:19





O movimento era veloz, mas pude perceber a reação do pirata frente ao golpe. Ele parecia reconhecer seu inevitável destino pós-impacto. No entanto, o impacto não se concretizou. "Ele desviou mesmo desprevenido???" Reconheço sua agilidade com surpresa, visto que a alta estatura não o favorecia. Enquanto me impressiono, quase cometo um crime inafiançável por distração.

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"Ãhn? ... EU QUASE MATEI A GURIA????" - Esse cara é louco!!!! Quem eu buscava proteger, saía correndo pela porta amedrontada. - Espera! Eu não ia te acertar!!!! – Heh. Você assustou minha companhia. "Maldito..." A expressão cínica volta a preencher sua feição. "Aquela reação ao golpe foi fingida? Ele desviou muito facilmente pra se assustar tanto... e volta a esbanjar confiança. Algo me diz que preciso tomar cuidado com esse homem." Olho para os cartazes e não vejo seu rosto. "Não vale a pena perder meu tempo com quem não vai me trazer lucro... embora também não posso me dar por vencido se quero criar uma boa imagem como caçador. O velho confia em mim!" O tempo parecia andar mais lentamente pela intensidade dos nossos olhares; fruto da alta circulação de adrenalina no sangue. - Você começou ontem e já quer pegar um peixe grande? Comece de baixo e te dou uma oportunidade no futuro... "Peixe grande????" A confiança do loiro germinava um medo que não sabia ter latente em mim. Talvez fosse apenas prepotência dele; mas minha nula experiência não permitia que eu agisse heroicamente numa situação dessas. Ele se por de pé e evidenciar seus centímetros a mais também não ajudava. Me sinto acuado, em perigo. Os riscos são muito mais reais ao vivo. No entanto, busco não transparecer esses sentimentos em meu olhar; pois sei que demonstrariam amadorismo. - Não se meta onde não foi chamado. Me demanda cada vez mais esforço não pedir desculpas e sair do bar. O medo faz com que esqueçamos a razão inicial da ação. Bastava não morrer para cumprir a promessa ao mestre? Realmente, não era um argumento convincente. Para meu alívio, o pirata começa a se retirar do bar sem mais delongas. Sinto vergonha da boa sensação que isso me traz. - Lá no navio temos algumas cabeças de caçador de recompensas. Engraçado, né? Hahahah A porta se fecha. Estou seguro.



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- E NÃO PISE NUNCA MAIS NESSE BAR!!! Digo com convicção e firmeza na voz. - HAHAHAHA! VOCÊS VIRAM COMO ELE NÃO QUIS NEM LUTAR? HAHAHAHA!

Sento na bancada novamente e dou um bom gole do vinho barato. O alívio é real. – Como você teve coragem de fazer isso? Rapaz, eu te admiro! Também queria dar um belo murro naquele rosto bonitinho dele. Hahahaha! O velho parecia feliz com o resultado, fico satisfeito. "Imagem como caçador intacta... obrigado, Agni." Apesar da satisfação do cliente, não me escapa o erro que cometi. O mestre costumava dizer que a bravura é a insígnia principal de um guerreiro treinado na retidão. Ele certamente desaprovaria minha paralisação em um momento tão crucial. O dono do bar era gentil demais. – Na próxima vez eu tenho certeza que você o pega de jeito! Concordo e abro um sorriso. - Farei meu melhor, velho! Mas a verdade é que prefiro obedecer os cartazes, e não vi o rosto dele ali na parede... Me levantaria e iria até as recompensas, para poder ver com mais clareza e detalhes. Procuraria por uma recompensa de no mínimo 1.000.000 de berries. "Será um valor muito alto? Bem, não posso hesitar mais como fiz agora... que importa se eu for para o hospital? Terei dinheiro de sobra pra pagar as despesas!!!" Volto a desconfiar enormemente da validade da minha intuição. A que dizia que o pirata estava acima do meu nível de combate. Covardia é covardia, independente do quão perfumada seja. Decido que ainda vou resolver esse problema; apesar de dar prioridade aos cartazes. "Não posso começar minha jornada assim..."

Caso encontre um bom cartaz na parede, o pegaria e o guardaria dentro do calção. Andaria até o velho e colocaria a recompensa à sua vista. - Velho, sabe algo sobre esse? Qualquer informação já seria de grande ajuda. A mais importante talvez fosse a sua localização. Independente da resposta, sairia à procura do criminoso escolhido. - Obrigado pelo vinho e pela gentileza, velho! Não esqueça de ferver esse pano quando terminar. Ou terei que fazer uma visita como curandeiro pra tratar seus clientes!!! Hahahahahah! E fique tranquilo que os piratas vão pagar pelas bebidas! Digo efusivo e com um sorriso simpático no rosto. "O velho é gente fina."

Caso não encontre um cartaz acima de 1.000.000, ou abaixo de 3.000.000; sairia do bar com a mesma fala do parágrafo acima. Mas nesta ocasião, iria procurar o loiro para acalmar os sentimentos que me atormentavam. "Se ele pensa que escapou, está enganado. Não posso permitir que ele continue a tirar vantagem do velho... certos trabalhos são mais pessoais que profissionais."

Daria prioridade na procura (tanto do loiro como da figura no cartaz [caso o velho não me desse a costumeira localização dele]) pela região litorânea; onde imagino que poderiam ter navios piratas atracados. "O loiro mencionou o navio deles..." Caso encontre, observaria a uma distância confortável e segura, buscando não ser detectado. Analisaria bem o cenário que fosse apresentado, para poder traçar uma boa emboscada. "O primeiro golpe é crucial... desde que eu não duvide da estratégia. Jai Agni!"

Na situação do velho dar uma outra direção para o cartaz, eu seguiria suas dicas; repetindo a estratégia de observar o cenário a priori. "Só não posso esquecer de dar um jeito no loiro depois... ele e seus companheiros precisam pagar o velho!" Eu parecia esquecer que meu pai também fora morto por não pagar um vinho. O contexto, no entanto, era completamente outro.
   
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Última edição por Chaitanya Mahaprabhu em Sab 20 Jun 2020, 15:45, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySex 19 Jun 2020, 10:49




1º Ato - O Despertar

Micqueot (Budou Island) ~ 09:04 ~ 25º



O medo com a falta de experiência seria um sentimento corriqueiro no início da jornada de conquista a seu posto e fama como um admirável caçador de recompensas. A falta de informações e linhas de conexões seria um problema no começo, mas nada que uma boa captura para elevar os ânimos. Dentre todos os cartazes que via o rapaz teve uma sábia escolha em pegar um “peixe de seu tamanho”. Achou dentre alguns o cartaz com os dizeres “Procura-se vivo ou morto: Jac, o Vampiro”. Interessante tanto a foto do sujeito, bem misteriosa, como também a recompensa no valor de 1 milhão e 300 mil. Era um dinheiro legal para se iniciar.

O velho observava o cartaz por alguns instantes e respondia. – Se não me engano esse cara aí só aparece de noite e sequestra umas jovens. Não sei direito onde tu pode encontrar mais informação dele, mas provavelmente deve achar lá perto da Chisanvine. – Levava uma mão ao queixo indicando sua linha de raciocínio. Ele observava com mais atenção aos detalhes e se esforçava em lembrar de algo. – Acho que o último lugar que viram ele foi em uma montanha aqui perto. Mas só deve achar esse maluco aí de noite. Cara muito estranho, que medo. – Finalizou.

Realmente era uma história com várias possibilidades, mas pouquíssimas certezas. Quem era esse procurado? O que ele fazia e onde ficava? Onde estão as jovens que ele sequestrou? Tudo isso estava nas mãos de Chaitanya a partir de agora. Como um caçador de recompensas era nada menos do que sua total responsabilidade em se certificar que este ser em questão tenha seu mal cortado pela raiz. Era hora de colher informações e planejar um bom movimento para capturá-lo. O velho dava um sinal de positivo para o careca e um sorriso banguela enquanto ele saía do bar.

As ruas permaneciam na mesma. O friozinho da manhã começava ser substituído por um aquecer climático mais confortável. A brisa, agora bem mais quente, aquecia os transeuntes, que tanto trabalhavam como também compravam e se divertiam. O barulho do porto, na rua de trás, também parecia ser convidativo, afinal ele não havia esquecido o que o loiro fez com ele, e principalmente o que fez ele sentir. Provavelmente não quereria sentir aquele mesmo medo novamente, seria uma oportunidade perfeita em se redimir, mas por enquanto sua prioridade era procurar pelo tal “Vampiro de Micqueot”.

Histórico:
 
NARRAÇÃO - IV

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MensagemAssunto: Re: 1º Ato - O Despertar   1º Ato - O Despertar EmptySex 19 Jun 2020, 17:33






"Jac, o Vampiro..." Procuro não visualizar os eventos por trás da alcunha, e reprimo os calafrios que teimam surgir enquanto vejo seus olhos impressos. A recompensa é boa, embora não esteja entre as mais altas. "Talvez seja o tipo de homem que mais ladra que morde, apesar do apelido..." – Se não me engano esse cara aí só aparece de noite e sequestra umas jovens. Não sei direito onde tu pode encontrar mais informação dele, mas provavelmente deve achar lá perto da Chisanvine. "Esse nome é bem conhecido na cidade. A maior e melhor adega de Micqueot. Parece que meu dia vai do lixo ao luxo." Enquanto escuto o velho, me hipnotizo com a imagem de Jac no cartaz; tentando intuir que tipo de homem ele é. Se é que merece tal título. – Acho que o último lugar que viram ele foi em uma montanha aqui perto. Mas só deve achar esse maluco aí de noite. Cara muito estranho, que medo. "Montanha, é? Hora de matar a saudade, e quem sabe um vampiro." Levanto meu olhar do cartaz, trazendo-o para o dono do bar e o arregalando. - Você disse que ele sequestra jovens? A informação demora a ser processada pelo meu cérebro, no entanto convida memórias indesejadas. Instintivamente, levo a mão ao pescoço; ciente da crescente importância do caso.

Flashback



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Passada uma semana do início da prática, pergunto: - Mestre, se me permite, por que você tinha esses crânios guardados? O mestre assume um olhar distante, como se pudesse visitar o passado em carne e osso. - Chai, é como eu sempre digo, relembrarmos as injustiças é crucial para evitarmos erros no futuro. - E o que isso quer dizer? Ele põe seu chá amargo de lado, e começa a pentear a barba com as mãos; como sempre faz ao contar suas histórias. - Bem... acho que você já tem idade suficiente para ouvir; então vou lhe contar. Eu encontrei esses corpos enquanto visitava uma cliente... bem, peculiar. Uma cientista respeitada, de uma ilha distante, mas que poucos sabiam discorrer sobre sua vida pessoal. Era reservada. Certo dia, me trouxeram uma carta, que dizia: "Sei que você é o melhor curandeiro da Ilha, por favor, venha me visitar. Minha filha está doente." Claro, eu não poderia recusar um convite tão inesperado e sincero. - A filha dela está no colar? - Não tire conclusões precipitadas, Chai. Ao chegar no endereço, percebi que era uma mansão enorme. O mordomo me recepcionou e me levou até uma sala isolada, no fundo do corredor. Era um laboratório, e a mulher estava lá, sentada na poltrona. Ao seu redor, haviam pelo menos 30 crianças. Todas entubadas. Quando me viu, ela se jogou aos meus pés em prantos, implorando para que eu salvasse a filha dela. E te digo, filha única. Não tardou muito para que ela confessasse o que estava acontecendo ali. Sua expressão fecha em seriedade. Em busca de uma cura, ela havia usado toda a energia vital daquelas crianças que abduzira, tentando sintetizar um remédio para sua filha amada. Agora me diga Chai, como você pode salvar uma vida com a morte? Entende o por quê te digo que há uma hierarquia? A expressão do amor não pode cruzar a barreira da vida. A mãe pecava em acreditar que, por amor, ela tinha direito a dilacerar aquelas vidas. Assim como você arriscou sua própria vida pelo avanço nas práticas. Um ganho não justifica as perdas do caminho! Enfim, era uma mulher em desespero, e o medo leva a atrocidades. Ela não tinha sequer sanidade para ver o risco em me revelar tudo aquilo. Por fim, consegui curar a filha dela, e pedi os corpos das crianças. Decidi dar um fim apropriado para elas. Através dos rituais para Agni, elas continuam vivendo nesse colar. E viverão com você, dividindo as suas experiências e o ajudando a não esquecer dessa máxima: nenhum benefício justifica a morte injusta e precoce. Como de costume, fico calado ao esvanecer das dúvidas. - E claro, assim que saí denunciei a moça para a Marinha. Alguns corações ainda batiam, e sobreviveram. Nunca esqueça, Chai: a bravura é a insígnia mais valiosa de um guerreiro treinado na retidão. Não tenha medo de fazer o que é certo, no momento certo; ou a ignorância continuará criando situações como essa. Quando você estiver em dificuldades, apenas recite: Jai jai Agni! E ele lhe trará clareza. Mas lembre-se! Você precisa estar vivo para que esse conhecimento viva. Seu sábio sorriso aquece meu coração. Meus olhos se enchem de lágrimas, transbordando desejo pela compaixão e pela coragem do mestre. Entendo um pouco melhor o por quê dele querer que eu pense mais na morte. Vivemos em um mundo cruel, e não enxergá-la como o que de fato é, é não enxergar a vida. O ofício do curandeiro é protegê-la, não posso negá-la. Trago a mão ao colar em reverência às crianças.

Fim do Flashback



Aos poucos volto ao presente, culpo o vinho barato pelo devaneio. Quão covarde e podre é ter sua cabeça premiada pelo sequestro de indefesos? O loiro já não me parece nada desprezível em comparação a esse. O mestre pode ter expressado compaixão pela mãe; mas mesmo que Jac tenha uma justificativa à altura, não me vejo aliviando o destino que preparo para ele. Proteger vidas requer que algumas acabem, como a dele. "Só aparece no escuro, quando não conseguem vê-lo, e só ataca garotas vulneráveis. Realmente não posso deixá-lo fugir." Cogito a possibilidade das jovens ainda estarem vivas, cada segundo perdido é uma tormenta a mais para elas. "Ainda assim não posso ser precipitado. Vou voltar à loja de armas pra ver se o ferreiro já voltou. Uma manopla certamente me daria mais confiança em combate." O calor da minha indignação cresce junto ao calor do Sol em Micqueot; não dando espaço para o frio do medo em mim. A omissão não parece mais uma opção.

Chegando no ferreiro, cumprimentaria quem quer que estivesse lá:

No caso de ser o menino: - Olá garoto sem barba do pano sujo!!! Estou de volta! Teu pai ainda não voltou, né? Veja bem, estou meio sem tempo... será que você não poderia me vender uma manopla? Estou disposto a pagar dessa vez. Tenho até 50 mil berries! Aposto que seu pai ficaria bem feliz com a venda... Hahahahah! Gastar todo meu dinheiro seria outra boa motivação para concluir o trabalho. Era isso, ou a fome.

No caso de ser o ferreiro: - Olá Sr. Ferreiro! Saudações, eu passei aqui hoje mais cedo e falei com seu filho, fiquei de voltar mais tarde. Por acaso você não teria uma manopla simples à venda? Usarei para caçar esse homem... Colocaria o cartaz em cima da mesa, ou em qualquer ponto que ele pudesse ver. Ficaria atento à sua reação, por mínima que fosse. A primeira impressão que seu rosto adquiriria ao ver o vampiro já seria indicativo de como a população o enxerga. - Aliás... você não teria quaisquer informações úteis sobre ele? Fiquei sabendo que ele costuma frequentar uma montanha próxima, mas me seria proveitoso algo específico. O tom da minha voz ganha uma nota mais sóbria, refletindo melhor meu clima interno.

Caso eu consiga efetuar a compra da manopla, a vestiria e a pagaria.

Se tiver sido com o garoto: - Obrigado jovem!! E não esqueça, basta ferver o pano e ele fica branco como o neve de San Ronan!!! Diga-me garoto, sabe pra que lado fica a Chisanvine? Sorriria amistosamente após a pergunta e o conselho. Uma criança não merece ver a triste raiva que cresce exponencialmente em mim; ou serem questionadas sobre seu motivo. Isto é, sobre o Vampiro.

Se tiver sido com o ferreiro: - Obrigado... e fique tranquilo que hoje sua família dormirá mais segura. Sabe me falar pra que direção fica Chisanvine? Sorrio buscando transmitir segurança, mas possivelmente, revelando desconforto.

Sairia do estabelecimento, com ou sem as possíveis informações do ferreiro. E também, com ou sem a manopla. Se por qualquer motivo eu não conseguisse a comprar, não perderia meu tempo. "As vítimas não podem esperar."

Em seguida, caminharia em direção à Chisanvine. Chegando lá, aproveitaria para comprar um pedaço de queijo barato (caso me sobrasse dinheiro), e o comeria. Era cedo ainda, e o copo de vinho não sentaria bem sem um bom desjejum calórico. Após a refeição, começaria a investigação com a possível presença de um funcionário. - Olá, você poderia me ajudar com algumas informações sobre a região? Venho de San Ronan e não conheço tão bem as figuras da cidade... Enquanto falo, retiraria o cartaz de dentro do calção e exporia para meu interlocutor. "Espero não ter que aguardar até o anoitecer, encontrar esse homem fora de seu habitat noturno já seria uma grande vantagem. Além de não prolongar o sofrimento das jovens." - Fiquei sabendo que ele foi visto pela última vez em uma montanha próxima. Você sabe me informar em qual foi? Sabe por que a alcunha dele é "O Vampiro"? Já encontraram alguma das garotas, viva ou morta? Ele costuma trabalhar sozinho? Minha mente parecia queimar com perguntas não-respondidas.
   

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