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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Apresentação 4 ~ Falência Articulada

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MensagemAssunto: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyTer 09 Jun 2020, 20:49

Relembrando a primeira mensagem :

Apresentação 4 ~ Falência Articulada

Aqui ocorrerá a aventura do(a) caçadora de recompensas Karelina Lawford. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyTer 30 Jun 2020, 17:39




Admito que minha pessoa não sentia-se muito confortável com a sugestão de Carlo, de procurá-lo caso eu esteja em Bingo, ele não me era agradável aos olhos e nem mesmo parecia poder oferecer algum tipo de benefício para unirmos interesses, ele pode desviar um trem para Aracne, como um chofer da Sapphira… - Lembrar-me-ei de procurá-lo. - Diria em tom de desinteresse para Carlo, iria apenas cumprimentá-lo com um aceno de costas de mão, após ter levantado-me elegantemente da cadeira com um sorriso aparente nos lábios, desfilando pelo vagão rebolando sensualmente o quadril ao passar pelo lado de Carlo, e não teria oferecido minha mão para ele beijar.

No mais a viagem era aceitável, nenhum outro grande evento que pudesse despertar meu interesse ocorreu, e antes de dormir eu apanharia uma quantia simbólica e entregaria para Vick. - Creio que conseguiremos nos manter em um quarto satisfatório com essa quantia. - Dizendo sem demonstrar qualquer apego ao dinheiro, pois a quantia era insignificante, na verdade era até mesmo um alívio me livrar das notas pequenas. (-1,62kk)

No último dia de viagem confesso que estaria um pouco ansiosa, quer dizer, uma ilha de celebridades, artistas, imaginem quantos fãs eu poderei ganhar, além de poder elevar meu nome até o ápice do estrelato. Seria difícil não manter um pequenino sorriso de felicidade e empolgação nos lábios, comigo me vendo a cantarolar algumas vezes imaginando como será a ilha. Ahhh… A organização criminosa que eu devo atacar… Hmm… Lido com ela enquanto farei meu espetáculo, simples.

Assim que o trem parasse em seu destino final, eu iria descer e ficar ainda na estação. - O Sr. Estalagem lhe contou muito sobre a ilha? - Perguntando num ar de curiosidade para Vick. - Acredito que primeiro devemos buscar por algum tipo de hospedaria, e assim não precisaremos carregar o baú durante todo o tempo. - Dizendo como mera formalidade, pois acredito que Vick não teria razões para fazermos algo antes. E felizmente Vick havia conseguido dois carregadores para fazer o trabalho braçal. Enfim, eu tentaria procurar por algum tipo de mapa da ilha na estação, talvez com as principais construções da ilha, e talvez até mesmo indicando a localização de um bom hotel, ou então iria procurar por alguém que parecesse trabalhar na estação. - Ola, vossa pessoa poderia informar-me onde encontro uma estalagem adequada? - Iria sorrir de maneira adorável e perguntar educadamente, para o funcionário da estação se houvesse um, e também no caso de Vick não saber onde poderemos nos hospedar, pois as informações que ela recebeu podem não ter sido tão específicas.

De qualquer forma eu não gostaria de ficar muito tempo na estação pois desejo logo conhecer a ilha, enquanto estivesse a caminhar pelas ruas iria observar um pouco suas construções principalmente me atentando a teatros, clubes de dança, construções do ramo artístico em geral, principalmente se houver um palco onde eu possa apresentar-me, também ficaria atenta a possíveis cartazes de peças de teatro, apresentações, apenas por ligeira curiosidade, talvez possa ser uma performance com elementos nunca antes vistos por minha pessoa.

Chegando na hospedaria a primeira coisa a ser feita por minha pessoa seria ir até o quarto para tomar um longo banho e muito caprichado banho, a fim de retirar a atmosfera monótona do trem impregnada em mim, levando Poky comigo para tomar banho também. E por fim comigo e Poky estando devidamente banhados eu deixaria o banheiro enrolada apenas em uma toalha, e me sentaria em uma cama cruzando as pernas querendo conversar com Vick caso ela ainda esteja no quarto. - Talvez encontremos alguma informação sobre a organização da Lust no porto, afinal devia ser por lá que recebiam as armas e vinhos do North. - Iniciaria o assunto com Vick, questionando-a curiosa, enquanto espero por uma resposta/sugestão. Agora também estando mais disposta para falar sobre essas chatices da "organizaçãozinha" criminosa.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyQua 01 Jul 2020, 13:12





- Como quiser Senhorita. - Vick pegava o dinheiro com Kare e o guardava em sua própria mochila a qual era carregada por si mesma e não no baú junto aos pertences de Kare.

>><<

- Sim Senhorita. Explicou basicamente a dinâmica daqui, também me passou alguns contatos com quem podemos buscar informações se necessário. Acredito também que… Ah, lá está. - Antes que Vick tivesse tempo de terminar de falar uma condução se aproximava delas, sobre uma ave de grande porte de coloração azul vinha sentado um rapaz de cabelos cor de areia. Na ave havia atrelada uma "carroça". A frente da mesma um assento estofado com veludo roxo e atrás um pequeno nicho para carga que era o suficiente para acomodar o báu. - Senhor Khot? - O próprio. - O jovem de corpo magro saltou de maneira ágil de cima do pássaro aterrisando a frente das duas mulheres enquanto inclinava seu corpo cruzando os pés a frente do corpo, uma mão a frente do peito enquanto outra que segurava o estribo era elevada lateralmente. - Serei o condutor das senhoritas durante sua estadia aqui em Tuntz Tuntz. - Endireitou sua postura dando um sorriso brilhante a dupla.

Era um rapazote de não mais que quinze anos, seu corpo esbelto o caracterizava exatamente como o jovem que era. Suas calças eram frouxas de coloração púrpura e sua camisa branca de manga longa e tecido folgado, haviam alguns botões abertos até a metade do peito sem pelos do jovem. Sua pele era bronzeada e seus olhos castanhos e cheios de energia.

A ave atrás de si batia o pé no chão inquieta, como se havia por voltar ao movimento de novo. Agora que reparavam, era possível ver mais delas espalhadas pelo local, algumas de diferentes cores, mas todas com os biótipos bastante parecidos. Pernas longas com grandes patas de aparências poderosas, pescoços alongados e bicos largos, plumagem leve e farfalhante.

Muitas destas eram apenas montadas por um ou dois passageiros, outras puxavam carroças sozinhas ou em pares dependendo do tamanho do veículo. Todas que eram vistas paradas apresentavam aquele mesmo comportamento agitado enquanto batiam o pé e arranhavam as pedras do calçamento.

Os carregadores já colocavam a bagagem na parte traseira do veículo, Vick os dava uma gorjeta e postava-se ao lado da pequena escada que dava acesso ao banco. Khot por sua vez oferta sua mão para ajudar Kare a subir o degrau fazendo o mesmo na sequência para Vick.

- Irei levá-las ao Moormont, é um hotel que fica entre a região central e a área comercial, também não é muito afastado do porto. - Dizia assim que pulou novamente para cima da ave. - Iepi. -Pokyun !! - Poky sentava-se no banco entre Kare e Vick e apontava para frente ordenando o avanço da condução.

A cidade foi-se revelando conforme o andar da carruagem as levava ruas adentro em direção ao centro da cidade.

>><<

A cidade era bastante vasta com os mais variados tipos de passagens, algumas estreitas, outras maiores, sendo estas sempre mais movimentadas. As pessoas vestiam-se com roupas de variadas cores, as que caminhavam possuíam trajes mais simples enquanto outras, principalmente aquelas em veículos, vestiam-se com roupas mais sofisticadas.

As ruas, assim como as construções, eram em sua grande maioria feitas de pedras, blocos quadrados bem cortados e encaixados com precisão revestiam a rua principal por qual se deslocavam, por esta muitas pessoas andavam em suas próprias Carruagem-Pássaro. Vários pontos da rua possuem desenhos criados pelas disposições das pedras, estes eram como notas musicais fazendo a rua inteira fosse uma canção. As construções por sua vez eram igualmente bem acabadas, as pedras em colorações puxadas ao bege compunham a maior parte do cenário, mas portas e janelas eram em sua maioria enfeitadas com arcos ornados cobertos por azulejos coloridos que refletiam a luz do sol criando contrastes variados de espectros multicoloridos.

Torres de telhados abobadados preenchiam o alto da cidade, cobertos por telhas verdes brilhantes faziam o sol refletir como se fossem feitas de esmeralda. Passaram por uma ponte arqueada larga, com sua murada completamente ornada por desenhos coloridos feitos por azulejos habilmente recortados.

Aqui o movimento tornava-se um pouco maior, mas o que mais chamou a atenção foi a súbita animação de Poky conforme se aproximavam de uma feira ao ar livre, esta era em uma das ruas laterais por onde muitas pessoas transitavam a pé sendo impraticável a Carruagem-Pássaro entrar devido ao maior fluxo de pessoas e também pelas bancas repletas de frutas que ocupavam boa parte da rua.


Lojas de roupas, lojas de música, escolas de teatro, cartazes abertos em frente as portas anunciando todo o tipo de treinamento artístico. Estas eram alguns dos estabelecimentos pelos quais passaram durante o trajeto.

A grande maioria no entanto refere-se-ia a apresentações musicais, orquestras, cantores, musicistas. Alguns poucos se arriscam a tentar algo diferente naquele lugar que parecia ser realmente e predominantemente comandado por músicos.



- Estamos quase chegando. - Khot anunciou ao estarem agora se aproximando de uma praça circular, no entanto a mesma não possuía saída. Ao centro uma torre se elevada e das construções laterais vinham tecidos de coloração vermelha que se ligavam a estrutura central. A construção tinha um clima pitoresco no geral, fosse a torre central ou os "prédios" ao redor possuíam um ar pitoresco. Em um ponto da praça um homem encontrava-se sentado enquanto tirava acordes de seu violão, em outro ponto uma cena parecida, mas ali uma mulher de meia idade e cabelos alaranjados pintava um quadro. Na verdade essa era uma cena que se repetia com sutis diferenças entre um ponto e outro daquela pequena praça. - Este é o Moormont. - Anunciava ele parando agora o pássaro e saltando de cima para ajudá-las a descer. - Um quarto já foi reservado. - Assim que paravam a frente do que indicava ser a entrada principal dois funcionários vinham até o veículo. - Aguardem um momento. - Khot seguiu para o interior e logo voltou para guiá-las até um quarto no segundo andar que possui uma varanda com algumas folhagens.

- Estarei na praça se precisarem de mim. - Com isso o jovem descia de volta a praça.

>><<

O quarto possuía um bom tamanho para duas pessoas, na verdade o quarto em si podia ser tido como uma casa em outro lugar visto que possuía dois quartos separados e uma área comum com sofá, mesa de centro, folhagens, tapete entre outra comodidades. Cada quarto também contava com seu próprio banheiro.

- Acredito que os negócios de Lust não irão fugir Senhorita e devo lembrá-la da necessidade de ir ao Spa cuidar da Senhorita em primeiro lugar. - Vick estava em pé a frente de Kare com ambas as mãos em frente ao corpo. - Mas entendo que a Senhorita está se tornando mais responsável.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyQui 02 Jul 2020, 12:10



Confesso que não foi a batalha mais fácil de minha vida, relutando contra a vontade de receber vários mimos e tratamentos relaxantes. - O spa também não irá…- Comentando após soltar um longo suspiro de desapontamento. - Em realidade é que com a situação monetária atual, eu não acho que será possível nem cortar as unhas de uma mão, minha pessoa apenas deseja conseguir alguma quantia antes para poder usufruir melhor da ilha. - Infelizmente ainda me encontro tão falida quanto no dia que optei por perseguir criminosos apenas pela premissa de conseguir dinheiro rápido com as recompensas, não posso dizer que tal idéia foi totalmente infrutífera, contudo. - Apenas espero que nesse mar as recompensas não sejam tão medíocres, estou farta de pescar peixinhos de aquário sem valor significativo. - Continuaria a falar ainda com um semblante de incômodo estampado na face, enxergando como único problema o fato dos criminosos capturados até então não terem tido nenhuma relevância para meu capital. - Enfim, talvez minha pessoa possa expandir um pouco mais a área de atuação nessa ilha, vamos procurar por aquele garoto, acredito que ele possa ter alguma utilidade para minha nova empreitada. - Não me permitiria ficar muito tempo deprimida, logo voltando a esboçar um sorriso discretamente confiante, e assim iria trocar de roupas para deixar o hotel e procurar pelo Khot na dita praça.

A ilha era um tanto extravagante, a arquitetura por si só não se destacava ao meu olhar, porém os mundanos não pouparam esforços com decorações coloridas e os inúmeros habitantes tinham vestimentas tão chamativas só me questiono se todos serão exibidos iguais ao jovem guia. "Poky iria realmente se identificar nessa ilha." Já que a doninha parece ter pego gosto por roubar a cena e virar o centro das atenções. Contudo alguns elementos dessa ilha se destacaram na minha opinião, as notas musicais sinfonicamente ornando as ruas, e aqueles pássaros exóticos por assim dizer tinham personalidade, me transmitiam uma sensação leve e engraçada vê-los inquietos quando deveriam apenas ficar imóveis. Porém o que de fato fez com minha pessoa considerar um ramo diferente de atuação era a supremacia dos estabelecimentos artísticos. - Eu cogitava focar-me na carreira do estrelato após ter juntado alguma economia para sustentar os gastos iniciais, mas esta ilha desperta meu real interesse de estar em um palco diante o grande público. - Diria com a voz soando de maneira mais suave carregada de um sentimentalismo quase que ingênuo, era uma sensação incomum para minha pessoa, como se estivesse a sonhar acordada e sentindo a empolgação percorrendo meu corpo por seguir esse objetivo, essa sensação me deixava mais elétrica e disposta a permanecer em Tuntz Tuntz além do necessário, sem que eu percebesse estaria com um pequeno sorriso verdadeiramente feliz nos lábios e os olhos parcialmente fechados cheios de desejo, enquanto contaria essa ambição para Vick estando a caminhar rumo a praça.

Se chegasse na praça manteria minha cabeça erguida, procurando por Khot tentando observar os arredores da praça por cima dos mundanos que ali estivessem, movendo o pescoço algumas vezes para os lados querendo cobrir uma área maior de visão, enquanto estaria a caminhar pela praça, com sorte Khot estaria acima daquela ave o que poderia tornar sua identificação mais fácil, e no caso de encontrá-lo iria aproximar-se casualmente dele. - Olá jovem guia. - Diria num tom amigável, esperando alguma resposta. - Por gentileza poderia indicar um local digno onde minha majestosa pessoa poderia demonstrar sua performance para a platéia? - Perguntaria mantendo um sorriso cheia de confiança, os ombros abertos e o nariz empinado, ao mesmo tempo que iria apoiar uma das mãos na cintura. Claro que os mundanos podem simplesmente não reconhecer a verdadeiro o potencial de meus talentos ou sequer apreciar a beleza divina de meu ser, então não me surpreenderia se Khot julgar estar lidando com uma amadora, apesar de ser um imenso ultraje para comigo. - Não me interesso por palcos medíocres, apenas preciso que me indique o caminho mais rápido de chegar ao ápice do prestígio em Tuntz Tuntz, e eventualmente essa ilha terá a maior artista em seus palcos para idolatrar. - Dizendo como se fosse algo realmente simples de ser feito por mim, sorrindo de maneira convencida com o canto da boca, sem demonstrar qualquer hesitação ou nervosismo, afinal estar no topo é o mínimo aceitável. Assim Khot poderia tentar indicar-me um local mais rigoroso para contratar seus artistas, e por consequência mais recompensador.

Um outro detalhe que ganhou minha atenção, foi ter visto principalmente repertório músicas, orquestras e cantores, isso me faz pensar que há uma certa limitação quanto a arte apreciada em Tuntz Tuntz, porém assim pode ser ainda mais fácil surpreender o publico com minha performance, mas também é um ótimo local para incrementar minhas habilidades. - Jovem Guia, onde minha pessoa poderia aprender técnicas de canto? - O questionaria despreocupadamente sem estar muito atenta a Khot, observando um pouco mais da ilha principalmente se estivermos em locais diferentes dos pouquíssimos que já passei. "Talvez eu minha pessoa devesse ter feito essa pergunta antes de exigir um teste de admissão." Refletindo sobre a ilha praticamente exigir algum tipo de performance auditiva enquanto minha especialidade se encontra no visual, mas sem me preocupar muito, pois minhas habilidades atuais são muito além do necessário para agradar o público.

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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyQui 02 Jul 2020, 15:40




O espírito quase deixava o corpo de Kare para trás após dizer aquela fatídica frase, talvez uma das frases mais difíceis de serem ditas em toda a sua vida. Aquela jovem estava realmente falando de Dever antes de Diversão? Bem, ela estava ali naquele momento realmente preocupando-se com dinheiro e com suas finanças, alguém que nunca havia aparentemente aprendido o valor do mesmo havia tido agora um amadurecimento que certamente deixaria seu pai orgulhoso. Havia sim é claro um longo caminho para ser percorrido por ela ainda, pois embora houvesse aprendido algo sobre o valor do dinheiro a sua percepção de obtenção do mesmo ainda era completamente desajustada.

- Primeiro o dever então Senhorita? - Vick mantinha seu tom neutral, mas os ouvidos apurados de Kare conseguiam perceber a leve surpresa que permeia a sua voz. Internamente a jovem empregada fazia notas mentais que não deveria mais subestimar a sua Senhorita e a capacidade dela em lhe surpreender.

Mas Vick era novamente surpreendida na sequência, pois já estava com a mão no revólver o colocando escondido em suas roupas quando se interrompe ao perceber que Kare possuía uma ideia diferente, ainda assim escondeu-o ali para não mais cometer o equívoco de não estar armada em uma necessidade.

- No que a Senhorita está pensando? - Vick que terminou de arrumar sua arma na vestimenta questionava-a.

Kare explicava para Vick conforme desciam as escadas novamente em direção a pequena praça em frente a hospedagem. - A senhorita pensa em Dançar? - Vick mesmo nunca tendo visto de fato a jovem se apresentando em algo havia conseguido concluir que era nessa área que sua Senorita mais se destacava, afinal como mais poderia chamar aquela luta no trem?

>><<

Khot estava lá, a frente próximo a torre. Algumas crianças de menor idade o circulavam enquanto ele fazia malabarismos com bolinhas vermelhas… Bem… era realmente uma quantidade incrível de bolinhas a que ele tinha ali as atirando de forma circular todas na mesma direção a uma boa altura criando assim uma grande roda composta por mais de 20 bolinhas arrancando várias exclamações de espanto das crianças que o assistiam, mas assim que percebeu Kare e Vick seguindo na sua direção rapidamente puxou uma bolsa do chão abrindo-a e fazendo com que todas as bolinhas caírem para seu interior. - Desculpe crianças, mas tarde eu apareço. - Ele saia então da roda que havia à sua volta e ia de encontro a dupla.

- Senhorita. - O guia se inclinava ao ser chamado por Kare, mas a pergunta seguinte logo e fez ficar ereto com um sorriso no rosto. - Mas é claro. - respondeu animado. - A senhorita toca o que? Ou canta?

No entanto ao invés de responder a pergunta a jovem Kare acabava por lançar maiores especificações sobre os seus desejos a fim de garantir que quando o jovem lhe indicasse algo essa indicação fosse perfeitamente do seu agrado. - Bem, é claro, eu entendo Senhorita. - ele parecia ter algo mais para dizer, mas fosse o que fosse era sensato o suficiente para guardar isso para si. - Vou pegar a Jog e volto para levá-las lá. - Jog aparentemente era o nome dado a carroça que ele usava como transporte.

Ele trazia o pássaro puxando-o pelo arreio até a frente da torre onde auxiliava as duas a subirem no banco da frente. - O maior palco que possuímos é o grande teatro Chords. A orquestra principal e muitos dos melhores músicos da ilha se apresentam lá. Existem apresentações todas as noites e muitas auditorias durante o dia. É preciso primeiro ser selecionado na auditoria, antes de poder se apresentar, mas é certamente o maior e mais conceituado palco artístico da Grand Line. - Eles passaram novamente pela ponte arqueada de pedra e viraram indo mais para o centro da ilha.

Enquanto seguiam Kare possuía mais algumas perguntas para o guia. - Há várias escolas de canto, então provavelmente em qualquer uma, mas eu sei exatamente onde levá-la, a direção é até a mesma. Confie em mim.

Conforme mais para o centro seguiam maiores e mais impressionantes as construções se tornavam, as ruas agora eram largas o suficiente para que 6 Jogs pudessem transitar lado a lado sem que se batessem. A quantidade das mesmas também aumentava em muito e assim iam se aproximando de uma construção que pela primeira vez poderia acabar impressionando Kare, pois era muitas vezes maior que a casa de sua família e até mesmo muitas vezes maior que o próprio castelo de Lvneel. A frente tudo que existia era aquela imensidão, até mesmo a praça que a antecede era estupidamente larga e lotada de pessoas.

- Aqui temos também a maior feira musical do mundo, os melhores instrumentos são vendidos aqui. Aquele atrás é o teatro, tem capacidade para mais de 10 mil pessoas e lota praticamente todas as noites. A escola de Bast, o Bardo, é a maior escola da ilha, na verdade ele é tido como um Santo por aqui. Ele raramente aplica as lições, mas de toda a forma os melhores professores fazem parte da sua escola.

Antes de entrar de fato na praça o jovem guiou a Jog para a direita contornando a multidão antes de virar novamente em direção ao teatro. - A escola dele fica em uma das alas cedidas pelo Regente Chords.

[Na imagem do Teatro que consta na ilha ignore as pontes, vales, cachoeiras. Imagine estando em uma grande área central com uma vasta praça de pedra em todas as direções com as construções adjacentes mais próximas com uns 500m de distância em raio do teatro. Então é o teatro em uma gigantesca praça considerando que ele vai ter lá por 1km de diâmetro. ]

>><<

- O único problema é esse Senhorita Karelina. - O guia parava o pássaro ao lado de uma fila enorme que se estendia porta a fora de uma instalação. - Por ser a melhor escola é também a mais procurada não só por aqueles que querem começar a carreira como também por aqueles que já trabalham, mas querem atingir novos patamares.

- EU JÁ DISSE, ME DEIXEM ENTRAR. - Um grito veio de frente a porta. - Por favor se acalme senhor, eu já disse. Estamos sem vagas. - QUE PIADA É ESSA? VOCÊ SABE QUEM EU SOU? MEU NOME É ENZO CLÁUS D´ STRAWNHABER FILHO PRIMOGÊNITO DO CONDE STRAWNHABER. - Lá vamos nós denovo. Isso sempre acontece, um nobre metido sem qualquer talento que não aceita ouvir isso. Mas vai acabar em breve. - EU EXIJO FALAR COM BAST AGORA MESMO.

- Você quer falar comigo? - Uma voz ecoou de dentro da porta, era bonita e muito melodiosa e se propagou longe na praça aberta fazendo com que todo o burburinho que se espalhava pelas pessoas da fila cessasse imediatamente.

De dentro do local saiu um homem ruivo vestido no que Kare só poderia descrever como farrapos, mas mesmo nessas vestimentas a aura que o cercava era de alguma forma esmagadora. Não havia poder, o que ele possuía não era força e sim respeito e admiração. Era visível no rosto de todos os presentes no locais a idolatria que dirigiam para aquele homem. - Sim, com você mesmo Bast. Quero saber que absurdo é esse de me negarem acesso a sua escola? Vocês deviam estar é mais do que felizes por minha pessoa sequer considerar a possibilidade de filiar meu grandioso nome a essa instituição. - Bast olhava para sua secretária, a mulher franzina de cabelos prateados e presos em um coque, a mesma apenas acenava afirmativamente para o ruivo.

- Entendo. Talvez haja um engano mesmo, mas … Eu preciso garantir por mim mesmo, tenho certeza que você não se importa com isso? - De maneira alguma, não há possibilidade de minha pessoa falhar. - Entendo. - Bast tirava seu Alaúde das costas. ( Sei que na ilha fala Bandolim, mas pro inferno com isso o personagem do PP toca Alaúde e Alaúde será. ) - Tocarei uma melodia triste, me dê a honra de me acompanhar.

Assim como dito foi uma melodia triste, a realidade era que se a tristeza possuísse uma voz seria aquela. - Ele….[fungada] pode até… [fungada] não ser um santo… mas [fungada] por diabos… - O guia desistiu de concluir a frase.

As pessoas na praça a frente da escola de Bast estavam todos começando a chorar e o sujeito que deveria cantar não havia até então dito uma única palavra, estava petrificado a frente de Bast ante a pressão exercida pelo olhar do Bardo, sua face tremia assim como suas mãos, as pernas foram as próximas ele fraquejou e caiu ajoelhado à frente do músico em prantos soluçando sem capacidade de cantar uma nota que fosse.

A música não durou muito, logo Bast se interrompeu. - Se entendeu então saia. - Em silêncio o filho do Conde se levantou e seguido por quatro outros homens se arrastou para longe. As pessoas em geral estavam todas em silêncio observando o chão e com receio de se aproximar. - A Senhorita pretende? - Mesmo a voz de Vick estava triste ao dizer essas palavras.






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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySex 03 Jul 2020, 17:45



Minha determinação não era a de primeiro lidar com as obrigações e somente depois ter o tempo de lazer, talvez Vick tenha se equivocado ao me interpretar, o dinheiro é simplesmente uma necessidade, se minha pessoa tivesse o suficiente é óbvio que primeiro eu iria no spa. - Precisamente Vick, irei permitir o público eufórico agraciar-me com aplausos após contemplarem minha performance. - Com os olhos fechados e sorrindo de maneira iria responder a pergunta de Vick sobre minha pessoa dançar, entonando num tom mais caridoso e benevolente, apesar da minha poder ser vista como prepotente.

>><<

O jovem guia aparenta realmente gostar de se exibir, ele ao menos alguma destreza nas mãos por ficar manuseando todas aquelas bolinhas. "Talvez minha pessoa deva ensinar alguns truques para o Poky." Não posso lhes dizer se há uma razão pertinente, mas apenas visualizei a doninha fazendo malabarismo com uvas em minha mente e achei uma cena cômica, e além disso Khot me surpreendia toda aquela encenação. "Mas… O jovem guia também é uma criança." Aos meus olhos era irônico vê-lo usar tal adjetivo.

O passeio por Tuntz Tuntz em direção a escola canto era agradável de alguma maneira, por tratar-se de um local desconhecido por minha pessoa e também devido a temática da conversa, eu fiquei atenta ao que o jovem guia falava sem precisar forçar-me, e enquanto ele contava mais sobre as localidades artísticas de Tuntz Tuntz eu já estava decidida que o Teatro Chords seria o único local aceitável da ilha para minha pessoa poder se apresentar. - Até mesmo os santos necessitam da presença de um ser divino e tê-lo como ídolo acima do pedestal. - Diria com num tom arrogante, sorrindo com bastante malícia, dando a entender que Bast seria apenas mais um de meus fãs.

O teatro gigantesco me fazia erguer as sobrancelhas e deixando-me boquiaberta, surpreendida pela magnitude da construção. "Deve ser o suficiente para atender as necessidades da ilha." Minha pessoa imaginava que o teatro poderia receber um grande fluxo de diferentes pessoas, e assim seria possível que boa parte da população frequente o local, significando que todos os habitantes teriam a incrível oportunidade de prestigiar-me, entretanto.

Uma… Fila…… Eu? Ficar na fila? Até parece! Que logo eu, a razão do sol erguer-se todas as manhãs, a personificação da perfeição absoluta, aquela que deveria estar sendo louvada acima de um trono, entrarei numa fila? Quando na verdade deveriam ser tutores formando uma fila enquanto imploram fervorosamente pela mínima chance de poderem lecionar algo para minha pessoa.

Sinceramente, já estava prestes a dizer para o jovem guia nos tirar daqui, afinal quando se é uma prodígio igual minha pessoa o professor torna-se apenas uma ferramenta de auxílio, e então algo deveras interessante ocorria, não, não estou referindo-se ao nobre que esconde-se atrás do nome da família, pois o próprio santo chegava ao palco. Não bastou mais do que alguns instantes para notar que o nobre convencido era incapaz de prosseguir com a melodia, e a sinfonia trazia consigo um ar trágico ao ambiente, era o que minha pessoa conseguia notar na música, mas de fato senti-me fascinada com grande empolgação percorrendo o corpo a ponto de minha pessoa sentir como se estivesse tremendo, os olhos alaranjados iriam se afiar direção de Bast tendo um grande apreço pela música tocada, enquanto um sorriso largo de interesse e desejo, ganharia forma em meus lábios. "Essa cena me trás lembranças…" Um reles artista contando com nada além das próprias habilidades ser capaz de cativar os sentimentos mundanos mais profundos e mantê-los fascinados sobre si, mas há uma indiscutível diferença entre as cenas, é que minha pessoa não continua sendo apenas uma fã.

- Que desperdício sinfônico. - Suspirando em meio um gemido de desapontamento com o nobre incapaz de tocar ou cantar uma nota. Contudo minha pessoa não poderia ficar parada apenas choramingando. Não responderia Vick com palavras, apenas iria sorrir de maneira convencida com o canto da boca, e sem perder mais tempo eu correria alguns passos e então saltaria até próximo do ruivo, mantendo as pernas a perna esquerda esticada para trás do corpo e a direita para frente, e os braços estaria numa posição semelhante porém flexionados com suavidade, simulando asas delicadas. Aterrissando graciosamente sobre a ponta do pé direito, e imediatamente girando o corpo com leveza querendo reduzir consideravelmente o impulso do salto. Terminando de rodar, iria firmar-se ao solo com o pé direito na frente do esquerdo, ambos apontando para "fora" do corpo, então iria flexionar parcialmente os joelhos e logo os esticá-los-ia, apenas querendo indicar o início da coreografia. - Por qual razão interrompeste a melodia? - Comentaria num tom de provocação para o ruivo, esperando o mesmo retornar a tocar a melodia entristecida.

E se assim fosse, não haveria como fugir do ballet, a melodia entristecida pedia por esse estilo de dança, e apesar de ter preferência por ritmos mais acalorados, iria permitir que Bast tivesse a oportunidade de ter-me dançando uma de suas músicas. Para tal melodia em questão, meus passos seriam feitos geralmente com lentidão e fluidez, fazendo pausas dramáticas durante a transição de um movimento para o outro, querendo chocar o público e transmitir a sensação de que as notas musicais estivessem ainda mais pesadas e marcantes, mantendo contato visual com a platéia, esboçando estar aflita com o olhar desamparado, tudo para transmitir e intensificar a sensação de tristeza, querendo encaixar meus passos em sincronia as notas tocadas no alaúde, movendo também os braços e as mãos de maneira sinuosa, brincando com os dedos como se quisesse enfeitiçar a platéia e manter suas atenções aprisionadas no espetáculo, seguindo o ritmo da melodia, fazendo pequenas encenações e poses aflitas durante a coreografia, por vezes também ficando na ponta dos pés e caminhando a passos rápidos e pequenos quando o ritmo melancólico ficasse acelerado, querendo passar a sensação de minha pessoa estar fugindo desesperada, teria dançando até Bast interromper a melodia e se caso ele a prolongasse eu continuaria a dançar com muito bom grado sua música, querendo o tempo todo sincronizar nossas para que o espetáculo seja o mais triste possível.

E para o Gran Finale, quando eu sentisse que a música estivesse no fim, iria me posicionar no palco de costas para Bast, e começar a inclinar o corpo para trás, enquanto iria movimentar os braços de maneira envolvente como se fosse um fluxo de um rio fluindo de meu peito até o seus, encenando a maior das tristezas, a vida que estaria a abandonar meu ser, e quanto maior a amplitude de meus movimentos maior seria a inclinação de meu corpo para trás, com meu olhar vazio na quase se fechando por completo direcionado propositalmente para Bast, simulando as pernas fraquejando, tremendo, até finalmente o suspiro ser dado e o corpo sem vida simplesmente cair.

Mas logicamente que não irei me jogar no chão no meio da rua, ainda não fui acometida pela insanidade. Quando estivesse caindo de costas para Bast, iria rapidamente girar o corpo 180° em torno do tornozelo, e terminar o giro com uma reverência majestosa, mantendo a perna direita esticada à frente da esquerda, então curvaria o corpo para frente e iria abrir parcialmente os braços, mantendo meus olhos apontados na direção dos seus. - Chamo-me Karelina Lawford, a honra é inteiramente vossa. - Iria apresentar-me formalmente para ele. - E o prazer todo meu. - Como de costume a última parte seria dita com uma nítida entonação maliciosa. - Mas da próxima vez que desejar por um dueto, sugiro que tente uma canção com maior ânimo. - Ainda fazendo a reverência iria dizer como se fosse um conselho irônico, como se quisesse fazer uma piada, afinal nem nos conhecemos e já fiz menção de um segundo dueto além de opinar no gênero. - Então, quando as lições começam? - Perguntaria enquanto sorrio de maneira fofa, mas falando como se soubesse que já passei na audiência, e também porque assim posso fugir da fila… Mas se não fosse possível ou minha pessoa fosse obrigada a ficar na fila, iria apenas falar com o jovem guia. - Leve-me a outro local, iremos ficar a semana inteira nessa fila sem fim. - Reclamando fazendo muito exagero.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySex 03 Jul 2020, 18:44




"Ò pobres és tu guia dessa jovem que não vos respeita."

O sorriso no rosto do jovem teria desaparecido se ele fosse alguém capaz de ler o que se passava na mente perigosa daquela mulher. Obstante a isso talvez fosse realmente interessante ter Poky a fazer malabares com uvas, mas ao contrário de Khot as ''bolinhas'' não seriam guardadas em uma bolsa e sim engolidas uma a uma como ato final de sua apresentação Pokystica.

>><<

- Bem sim, na verdade ele é o fundador do principal culto da ilha o qual venera o Deus da melodia, Íchos…. Quando o vejo tocar fico realmente em dúvida sobre não acreditar em tudo isso. - O Guia estava tão absorto em ver Bast que acabava deixando passar despercebido as implicações das palavras proferidas pela mulher que ele transportava, implicações que poderiam ser tratadas como blasfêmia pelos fiéis mais loucos daquela religião.


>><<

Em oposição a maioria das pessoas no local os sentimentos que transbordavam da jovem ante a apresentação do maior músico da ilha não poderiam ser mais contraditórios. A tristeza de muitos tornava-se a empolgação da mesma, mas não a julguem ainda, não ao menos sem entender os seus sentimentos. Sua euforia vinha da magnitude daquela cena, indiferente da melodia ela estava eufórica pelo poder e proeza mostrados pelo próprio Bast. Não importava a sua música e sim os seus feitos.

- EI O QUE VO… - O guia começava chamando-a, mas já era demasiado tarde, como um flash a jovem havia deixado a Jog e ido em direção a Bast, já era na verdade um feito impressionante o guia sequer ter conseguido notar isso já que a totalidade das pessoas normais sequer teriam conseguido acompanhar o movimento dela. - Desista. - Kare não era capaz de ouvir, Vick falava unicamente para o guia. - Nada vai ser capaz de fazê-la parar agora. - Já internamente a jovem empregada apenas esperava que a sorte de Kare continuasse a surpreendê-la, já que o bom senso ela havia desistido de esperar.

>><<

- EI O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO. - a Assistente de Bast foi a primeira a se manifestar ao olhar na direção de Kare, Bast por outro lado apenas observou a jovem em silêncio. O nobre arrasado e seus companheiros se interromperam em sua retirada enquanto as pessoas da fila que agora voltavam a despertar começavam a expressar palavras descontentes com o ato de furar a fila da jovem. O burburinho crescente começava a tomar conta da praça afinal, todos estavam ali pelo mesmo propósito que estava sendo atrasado pela segunda vez naquele momento.


Todavia o que deixava Bast intrigado não era a aproximação invasiva da jovem e sim o sentimento que ele conseguia observar vindo da mesma, alguém que não havia sido movido por sua música não era alguém que ele pudesse simplesmente deixar e ignorar. Talvez fosse uma habilidade dos bons artistas ou apenas a prática e vivência do palco, mas esta era uma das habilidades do jovem musicista de aparência desleixada, a capacidade de ler o seu público e naquele momento ele lia a jovem que aterrissará graciosamente a sua frente. - Você não pode simplesmente saltar assim, você sabe quem Bast é não sabe? Então vá para fila como todos os ... - Bast ergueu uma das mãos o que fez com que sua Secretaria se calasse bem como todos os burburinhos surgidos da fila, sua voz calma respondeu a pergunta de Kare sem qualquer abalo. - Porque já terminei o que vim fazer. - Não havia nada pejorativo em sua voz, na verdade vindo dele parecia uma resposta de extrema humildade, muito embora Kare pudesse interpretá-la de forma diferente.

Ele era jovem, mas ao menos tempo seu olhar parecia de alguém extremamente velho. Olhava diretamente nos olhos de Kare sem qualquer receio. - O que uma dançarina quer na minha escola?

As mãos dele estavam baixas, não havia sinal nenhum de que ele pretendia voltar a tocar. - Entendo. Mas você também precisa entender. Ante a melodia nos dada por nosso Deus todos são iguais. Alguns podem sim ter recebido bênçãos maiores do que outros, mas na minha escola todos terão a mesma chance. - Ele fazia uma pequena pausa e olhava para as pessoas da fila. - Vê aquelas pessoas? Estão aqui procurando e esperando a sua chance. - Ele voltava a olhar para Kare. - Acredito que você tenha talento, mas irei tratar a todos com igualdade. - Ele olhava para sua secretaria. - Helena, me chame quando for a vez dela. -Será como deseja.  - Voltava a olhar para Kare. - Espero que fique, mas se partir também será da vontade de Íchos.


Talvez aquele fosse realmente o comportamento esperado de alguém tido como Santo pelas pessoas? Ou aquela fosse talvez uma afronta? Bast não parecia ter agido para ferir Kare ou mesmo menosprezá-la, mas sim havia agido segundo seus princípios e fosse talvez esse comportamento Honrado que lhe provinha a admiração das outras pessoas.

Para Kare no entanto restava sua própria provação e talvez até mesmo aquela fila já fosse parte do teste de Bast. Poder-se-ia recusar, poderia esperar, poderia tentar descobrir mais sobre o homem e o quão importante ele era no local, mas talvez essa última parte ela já soubesse, pois afinal só era necessário observar o olhar admirativo das pessoas para ele.

Ele ainda ali aguardava a resposta da jovem, olhando-a com seus olhos cansados.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySab 04 Jul 2020, 16:26



E o ruivo logo mostrava uma atitude totalmente beirando a monotonia diante meu comportamento, era como receber um balde de água gelada, extinguindo as chamas de minha empolgação momentânea, suspirei desapontada deixando os ombros caírem brevemente graças ao desânimo. - Desejo aprender técnicas, e fui informada de que vossa pessoa seria a mais apta em toda a ilha para tal tarefa. - Respondendo apenas por responder, sem demonstrar qualquer sinal de ânimo por Bast interromper o "teste surpresa".

Minha primeira reação seria a de gargalhar descontroladamente devidos as palavras seguintes de Bast, sinceramente, todos serem iguais, só poderia ser algum tipo de piada, segundo o tal Deus minha grandiosíssima pessoa estar em pé de igualdade com meros mundanos, só poderia ser algum tipo de piada, e se esse tal Deus realmente acredita nessa afirmação, receio que terei de mostrá-lo o quão errado está.

Contendo a vontade descomunal de riri, iria respirar fundo fechando os olhos, para "engolir" o riso, pois o ruivo apesar de ter um raciocínio que julgo ser totalmente equivocado, ainda sim possuía uma "bênção" que despertava meu interesse, e essa vontade de entendê-lo seria maior, porém, havia certos pontos que me faziam questionar se o mesmo realmente acredita ou exerce suas palavras. - Então se em vossa escola todos são tratados com igualdade por qual razão resolveu testá-lo aqui fora? Isso não deveria ser considerado um tipo de tratamento especial? - Nesse momento iria mover os olhos e inclinar sutilmente a cabeça na direção do nobre que era carregado para longe, minhas palavras soariam em tom de dúvida, porém uma dúvida bem tendenciosa, com meu tom de voz dando um pouco de acidez para as palavras maliciosas.

Porém se Bast dissesse algo sobre não ser de fato um teste ou que aquela melodia era apenas uma maneira de punir e/ou mostrar ao nobre sua ausência de bênção, minha pessoa logo iria esboçar um sorriso cínico, encará-lo com olhos debochados. - Nesse caso porque não está me punindo da mesma forma? Afinal também estou a perturbar a paz de sua escola por não querer ficar na fila. - Diria num tom repleto de sarcasmo mantendo o olhar afiado em direção a Bast. - Minha pessoa adoraria vê-lo falhar. - Confesso que por um breve momento imaginei essas palavras sendo concretizadas, e o prazer sádico logo tomou conta do sorriso em meus lábios, ficando com os olhos a brilhar irradiando satisfação.

Se ainda sim Bast mantivesse a calma e tentasse argumentar, minha satisfação não duraria por mais tempo. - Que seja, mas ainda há algo que não consigo compreender. - Voltando com as insinuações duvidosas. - Por que vossa pessoa desejaria estar presente no meu teste de admissão em específico? Isso também me faz pensar que é algum tipo de privilégio ou tratamento especial. - Dizendo ironicamente num tom de ingenuidade, enquanto mantendo o dedo indicador abaixo do queixo, para fingir estar confusa. Mesmo que tais palavras não o façam mudar idéia, seria minha maneira de brincar um pouco com o ruivo questionando a veracidade de suas palavras para ver as reações do mesmo.

Enfim, sem acreditar que haveria uma maneira de adentrar na escola sem precisar ficar fala, não perderia mais tempo naquela conversa. - A principal razão de minha pessoa o querer como tutor seria por acreditar que sendo dito como o melhor, eu poderia aprender rapidamente o que desejo, mas vejo que é incapaz de atender minhas expectativas. - Novamente suspirando pela boca desapontada, fechando parcialmente os olhos devido ao tédio. - Mas não sinta-se culpado, infelizmente minha pessoa tem um péssimo hábito de superestimar os outros. - Diria num tom de piedade, agora esboçando um sorriso gentil tentando consolar Bast por ser apenas um mundano qualquer, que não pode alcançar exigências demasiadamente altas.

Então iria dar de ombros e caminhar com um ar arrogante na direção do Jog, enquanto aceno com as costas da mão. - Quando desejar assistir minhas futuras performances no teatro Chords, venha me pedir um ingresso, e assim lhe deixarei ficar na primeira fileira, para ter uma visão de maior privilegiada do espetáculo. - Dizendo num tom debochado e prepotente, enquanto me afasto.

Se porventura ocorresse um desfecho mais agressivo, minha pessoa iria preparar para dançar conforme a música. E no caso de Bast demonstrar mais interesse em ser meu tutor ou insistir para que minha pessoa esperasse na fila, eu iria apenas encará-lo por cima do ombro dando-o uma chance de expressar-se, e talvez (ênfase no talvez) eu considere a idéia apenas pelo desafio.

Se Bast não se pronunciasse e apenas deixasse-me partir, continuaria a acenar por mais alguns segundos durante o desfilar esnobe, então iria abaixar a mão e assim caminharia até o jovem guia e Vick. - Poderia levar-me até outra escola? Iremos ficar aqui a semana inteira apenas para passar pela porta de entrada. - Pediria impacientemente para o jovem guia, reclamando exageradamente como uma criança mimada.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptyDom 05 Jul 2020, 12:01




Talvez aquele desfecho fosse apenas o esperado, como poderia ser diferente? Eram demasiadamente parecidos em seus desejos e não importa quão grandioso o palco fosse, jamais seria o suficiente para que eles fossem capazes de dividir. Como afinal poderiam dividir qualquer coisa? Como duas feras selvagens que se encontram e instintivamente sabem que irão digladiar-se pelo território. O antigo e consolidado Alfa versus o jovem e promissor pretendente.

As entrelinhas podem ser complicadas de serem lidas, mas Bast as enxergava muito bem, seu olhar desde o início poderia ali ter percebido algo que outros ainda fossem perceber.

- Isso nunca foi um teste, um teste ocorre somente quando alguém tem chance. Essa foi uma punição por perturbar a paz da minha escola.

Era uma resposta engraçada, considerando o ponto de vista de Kare, ela tentava lançar sua teia, envolvendo Bast em sua dança o conduzindo-o em sua melodia silenciosa a fim de ser capaz de obter tudo aquilo que queria, mas Bast também era perito naquela arte, em ouvir aquela silenciosa melodia de poder, algo que não muitos eram capazes de fazer.

O olhar desinteressado de Bast se afiou por um momento ínfimo ao de Kare, uma fagulha arguta repleta de irá pela jovem provocativa a sua frente, mas a serenidade logo voltava a sua face fazendo parecer que aquele rompante de raiva nunca existiu. - E quem disse que não há estou punindo?



Para Bast "punir" Kare era exatamente deixá-la esperando, dar a ela um teste naquele momento não seria qualquer punição seria um presente, estaria dando a ela o que queria. Ele realmente possui algum talento para ler as entrelinhas.

Kare também parecia ter alguma habilidade em ver o subtexto das cenas de sua vida e talvez mesmo que não fizesse isso de forma consciente ela conseguia tocar em muitas das feridas expostas por seu oponente… Sim, oponente, pois não se enganem pela falta de socos, chutes e cortes, pois aquele ainda era sim um combate.

A ironia atingia profundamente Bast, ainda que ele não mostrasse isso externamente, seu interior fervia devido. Naquele momento o ruivo não havia conseguido dar a Kare resposta alguma, a impaciência lhe era algo desconhecido, o afronte mais ainda. Ele… Justo ele, alguém venerado como um Santo estava agora sendo questionado ali em público por alguém que do ponto de vista dele era uma qualquer. As perspectivas de ambos eram demasiadamente diferentes. - CALE A BOCA, QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA QUESTIONAR O QUE O SANTO ESTÁ DIZENDO? VOCÊ DEVIA ERA FICAR GRATA POR ELE SEQUER CONSIDERAR VÊ-LA DENOVO. - Obrigado Helena, mas chega. - Ele não desviava o olhar de Kare, provavelmente os pensamentos que cruzavam sua mente não eram de arco-íris e unicórnios.




Kare prosseguia, o que dava voz novamente a boca de Bast. - Acredito que também superestimei você, achei que poderia ser algo a mais do que sua superfície, mas vejo que me enganei. - Ambos só iriam provavelmente ignorar as palavras um do outro, mas talvez não fossem capazes de esquecer um do outro. Afinal no topo só existe espaço para uma pessoa.

- Lhe vejo então em alguns anos. - Bast se despedia de Kare que voltava em direção da jovem, lá ela encontrava um condutor completamente pálido. - Achei que … bem… tinham me...avisado… Gerald avisou…. Mas…. não…. Achei… - Ele parecia ter perdido a capacidade racional de construir uma frase complexa. - Acredito que o que ele quer dizer Senhorita é que Gerald o avisou dos exageros de sua pessoa, mas ele não acreditou, eu também o avisei da sua sorte, mas aparentemente o Senhor Khot também não acreditou. Acho que ele também não acredita que a Senhorita não foi linchada ali mesmo. - Vick apontava nesse momento para a fila de pessoas com olhos repletos em chamas que olhavam para Kare, se o calor fosse real elas estariam sendo incineradas ali mesmo.

A Jog começou a se afastar, saindo do centro da cidade, seu movimento era mais lento e o condutor aos poucos começava a ter a cor retornando ao seu rosto.

Seguiram um caminho com ruas mais estreitas e menos pessoas, porém era mais florido que os outros locais por onde passaram. Cafés e bares tinham suas mesas dispostas no calçamento de pedra, fontes secas abrigavam flores coloridas, algumas folhas secas rolavam empurradas pelo vento no calçamento de pedra. Uma estátua de mármore tinha vinhas enroladas com rosas vermelhas, a Jog parava ali por um momento.

- Desculpe Senhorita Lawford, mas eu não sei se encontraremos situações diferentes em outras escolas. - O jovem parecia um pouco aflito em ter que falar aquilo para Kare. - Porque a Senhorita não aprende sozinha? Se quer impressioná-los creio que seria a melhor maneira. Senhor Khot, creio que as escolas façam propaganda em cima das pessoas que treinaram? - Sim.. Sim, eles realmente fazem. Treinar um grande artista traz muito prestígio a escola no fim das contas. - A Senhorita gostaria de ter seu nome ligado a qualquer escola de música? - Vick a perguntava, talvez aquilo pudesse definir um novo caminho?

Se Kare insistisse em uma escola iriam encontrar filas de diferentes tamanhos, quanto maior o prestígio da escola maior a fila, quanto menor, menor a fila até que fossem tão pequenas ou escolas tão novas que não haveria qualquer fila de candidatos.

Caso, no entanto, resolvesse tentar a opção de Vick o guia iria levá-la a uma outra praça, está também ampla. Está em uma encosta com vista para o mar, árvores com folhas multicoloridas, pequenos chafarizes. Nesta praça haveriam muitos artistas se apresentando. - Muito artistas iniciantes se apresentam aqui com a intenção de serem notados e chamar alguma atenção para si.



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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySeg 06 Jul 2020, 10:04



Se antes havia sido um banho gelado, agora parecia um balde com neve e gelo sendo despejado em mim, Bast evitar o confronto era totalmente desestimulante, tornando meu desânimo ainda maior. "Pôde ver o potencial de minha pessoa e ainda sim deseja que eu fique no fila apenas por mera formalidade." De fato não havia compreendido a razão de tanta burocracia, mesmo sendo nítido que meu incrível ser possui o necessário para ingressar nessa escola. "Espero que o Sr. Santo se divirta com seus alunos todos iguais." Tendo um último pensamento irônico a respeito do "debate civilizado" com Bast, apesar de minha desconfiar que ganhou um certo destaque na mente do ruivo.

Já próxima de Vick e Khot, minha pessoa era surpreendida com a eficiente leitura demonstrada pela morena relação ao jovem guia, me fazendo erguer as sobrancelhas e encarar Vick com olhos impressionados. - Vossa capacidade de interpretar os mundanos é formidável. - Dizendo ao ser levada pela emoção do momento, afinal era uma habilidade que minha majestosa pessoa não possuía, e que Vick aparentava muita facilidade nessa arte, quer dizer naturalmente é uma "bênção" ostentada por Vick, correto? Não há como haver outra explicação plausível de ser imaginada por mim. E a surpresa era tanta a ponto de minha pessoa sem perceber ignora o terrível ultraje do jovem guia ao cometer o sacrilégio de duvidar a respeito de meu tão grandioso. E quanto ao olhar fervente do elenco de apoio ali na fila, confesso que era engraçado, como estar diante de animais furiosos, porém enjaulados, incapazes de concretizar alguma ação, acredito que seja o medo de perder o local na fila, porém continua sendo cômico, e talvez digno de piedade…

Aprender a cantar sozinha? Bem, por que não? Vick tinha um bom argumento, fortalecido pela informação extra do jovem guia. - Na verdade, poderia também ser uma boa divulgação de minha imagem, a escola de música associada a mim, mas se irei precisar aguardar na fila pela chance de uma audição em qualquer escola prestigiada, o melhor será aprender sozinha. - Como permanecer entediada não fará com que minha pessoa aprenda a cantar, logo iria suspirar, permitindo assim expelir todo a desilusão momentânea e já estaria preparada mentalmente para ser autodidata. - E também não creio que aprender sozinha poderia ser útil para impressionar, pois os fãs comumente apenas importam-se com a apresentação acima do palco, e não em relação ao tutor ou como foi o aprendizado do artista. - Diria em tom de causalidade para Vick, pois é uma opinião que julguei ser pertinente mencionar durante a conversa, não era minha intenção confrontar, provocar ou dizer que a mesma estava errada, inclusive estaria aberta a ouvir uma segunda opinião por parte de Vick, isso se a mesma possuir.

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Assim que chegasse na praça minha pessoa era agraciada com a notícia dos principiantes se apresentando, enquanto almejam serem notados, isso implica na presença de possíveis olheiros podendo serem atalhos até o maior palco da ilha, contudo haveria um nítido problema notado por mim. - Sendo assim, espero que os espectadores não eufóricos demais a ponto de perturbar minha performance quando eu tomar posse de todas as atenções. - Comentaria deixando um risinho fofo porém repleto de convencimento escapar, enquanto coloco o dedo indicador dobrado abaixo dos lábios. - E vocês. - Faria uma pausa na fala, "olhando feio" para Vick e Khot, com minhas sobrancelhas arqueadas de maneira intimidadora e as bochechas parcialmente infladas. - Não ousem aproximarem-se. - Dizendo num tom de braveza como se fosse uma ordem indiscutível. Mesmo se perguntassem, não iria contar a razão, e muito menos daria-me o trabalho de repetir, simplesmente daria as costas para ambos e caminharia até o centro da praça. Mesmo que seja inimaginável, minha pessoa pode não demonstrar um desempenho perfeito enquanto estar a aprender, então prefiro manter todos longe se por infortúnio do destino eu desafine durante o aprendizado, seria uma tragédia igual a morte ou algo ainda pior passar por tal vergonha na presença algum ouvinte.


Aprendizado de perícia: Canto.

O primeiro passo para aprender a cantar, não era diretamente relacionado a arte, pois tive de apenas escutar, caminhando pelos cantores na praça, e ficando alguns minutos escutando suas músicas, fechava meus olhos e assim mantive o maior foco auditivo. Identificando as alterações de timbre e nas tonalidades usadas que forneciam diferentes ritmos para as composições. Obviamente não era uma tarefa simples de se fazer, principalmente por causa de certos destruidores de ouvidos, que cantavam terrivelmente mal, a ponto de me fazer desejar ser surda, o único proveito que minha pessoa extraiu deles, foi o claro exemplo do que não deve ser feito em qualquer hipótese. Não fiquei por muito tempo escutando o mesmo artista, geralmente 2 ou 3 canções, e então prosseguia até o próximo, escutando diferentes melodias e ritmos músicas. E assim pude identificar também as notas musicais com suas escalas dentro das canções, porém à medida que minha pessoa era capaz de analisar a canção com mais criticidade, também diminuía o nível aparente dos artistas, aumentando a dificuldade de encontrar exemplos excelentes.

Quando terminei as análises auditivas dos cantores possuía as informações necessárias para iniciar de fato o processo de aprender canto. Mas antes, fiz alguns exercícios para a garganta, sendo um tanto familiar na verdade, pois no teatro precisei fazer exercícios também enquanto aprendia a atuar, pois assim evitaria a voz falhar no meio da cena, acredito que para cantar a lógica não muito diferente, pois pude notar os cantores fazendo o mesmo antes das canções, para o aquecimento apenas recitei repetidamente as 7 notas musicais, uma vez por vez, por cerca de um minuto cada. Então finalmente seria hora de treinar a cantoria, mas claro certifique-me de sentar num banco distante onde dificilmente alguém poderia me escutar com toda a concorrência musical, inicialmente me mantive próxima ao aquecimento, recitando novamente as 7 notas musicais, mas dessa vez dedicando mais tempo com elas, e não apenas as pronunciei de maneira melodiosa, explorei suas escalas do tom menor até o maior, agudo e grave, isso me consumiu algum tempo, mas o resultado era satisfatório eu sentia como minha garganta se comportava quando eu cantarolava certa nota em uma entonação específica, tornando mais fácil de saber como proceder para alcançar determinado timbre.

Tendo a noção necessária de como alterar a voz dentro da melodia restava apenas por esse conhecimento em prática dentro de uma canção. Essa foi a parte que mais demandou tempo, pois não fiquei presa apenas a um ritmo, e sim me dediquei igualmente a todos, ao menos os escutados na praça, comigo cantando as músicas dos próprios artista, me atentando as marcações de tempo para rapidamente mudar o tom dentro de cada música, isso por sinal era familiar a dançar, usar os passos para marcar o tempo de cada coreografia, porém mantive minha voz mais baixa em relação aos demais, pois assim eu pude escutar-me e fazer as devidas correções, sem a presença de bisbilhoteiros desconhecidos. E quando estava confiante, arrisquei-me a elevar o volume da voz para cantar, e como já havia um certo domínio não ocorreu de minha pessoa desafinar nesse momento. Até chegar o ponto de eu começar a fazer correções nas canções escutadas, aprimorando a melodia com alterações no tom das notas, mas era apenas por intuição, afinal não havia para transmitir-me o conhecimento teórico.


Fim do aprendizado.

Pois bem. It's SHOWTIME!

…Hã!? Como assim tô indo rápido demais? E ainda deseja ter esclarecimentos sobre o que ocorrerá agora? ... Francamente… *suspiro*. Certo, certo, apenas esqueci-me que os mundanos são incapazes de acompanharem-me.

Minha pessoa não haveria apenas ficado ali sentada para aprender a cantar, convenhamos, seria ridiculamente fácil executar apenas uma tarefa, cujo minha pessoa já possuía alguma familiaridade, enquanto estava sentada no banco, teria me atentando principalmente a posição do sol em relação a praça, pois ele teria a utilidade de ser um grande holofote, e logicamente ficar no local de maior iluminação no palco é o mínimo a se esperar de um artista. E por último e definitivamente mais importante, também teria começado a compor, e nessa canção haveria uma certa mensagem para o tal "santo".

Enfim, agora que fez questão de arruinar meu momento… IIT'S SHOOOWTIME! Como já mencionei anteriormente, eu logo iria até onde a iluminação solar fosse mais incidente, de preferência em um local elevado, talvez acima da murada de um dos chafarizes, ficaria de costas para o sol, mantendo a cabeça parcialmente abaixada, então iria fazer uma breve introdução para o espetáculo, começando a bater a ponta do pé no chão 3x em intervalos curtos, seguido de uma pausa maior, e retornando as 3 batidas, na terceira batida com o pé de cada sequência iria estalar o dedo, criando um ritmo "batida, batida, batida + estalo" *pausa* "batida, batida, batida + estalo"... E assim iria repetir num ciclo, inicialmente os sons das batidas e estalos seriam baixos, com velocidade mais lenta, aumentando progressivamente tanto o volume quanto a rapidez, até o ritmo ficar mais "animado". Nesse ponto iria cantarolar melodia sincronizada com o ritmo criado. - Whoa oh oh, oh oh-oh, oh oh oh, oh oh oh. - Quando começasse a cantarolar, iria também jogar o quadril para os lados de maneira sensual, indo da esquerda à direita no mesmo instante de estalar o dedo, projetando os ombros e braços no sentido oposto quadril, exibindo o início da coreografia, com o arcabouço da performance estruturada, iria realmente gostar do resultado me permitindo sorrir de satisfação, porém ainda mantendo o rosto abaixado, repetindo a melodia para apreciar um pouco mais essa sensação.

E de maneira súbita moveria cabeça para o lado, jogando os cabelos para trás, erguendo o rosto para cravar meu olhar no público. Em seguida minha voz séria projetada num tom alto para que o maior número de pessoas escutar, mas sem minha pessoa gritar, e arruinar a apresentação. - Se apresse e abandone essa santidade. - Cantando primeiro verso da música num tom provocativo, apontando os dedos para frente fazendo-os serpentear, enquanto mantenho o balançar envolvente do quadril. - E caia tentação do próprio pecado. - Continuando a cantar com a mesma intenção de provocar, porém pronunciando a palavra "caía" de forma mais ardente, enquanto iria rebolar enquanto flexionar os joelhos ficando com o bumbum mais próximo do chão, e também percorrendo as mãos pela lateral corpo até o quadril. - Irá adorar mesmo sabendo que é errado. - Esse verso seria cantando com um toque especial de confiança acompanhado de meu debochado, virando o rosto de lado, assim como as pernas dobradas, então iria me erguer "jogando" o quadril para trás deixando-o arrebitado. - Assim que provar do doce sabor de minha maldade. - Continuaria cantando a estrofe como se ainda estivesse apenas brincando de provocar, virando novamente o corpo para frente, e levaria as mãos por trás da cabeça sem interromper dança, estando de fato a gostar da sensação de apresentar-me, iria o lentamente morder o lábio inferior após terminar de cantar o verso, sorrindo com muita perversidade.

E naturalmente que minha pessoa teria pensado em uma maneira de explorar melhor o palco, quando terminasse de cantar a estrofe iria prosseguir com o ritmo das batidas e estalos, cantando também a melodia. Assim deixaria o local que eu estiver, para brincar mais com o público, iria caminhar por mais próximo das árvores e suas folhas coloridas, afim de usá-las para ganhar mais vivacidade a meu espetáculo. Escolhendo propositalmente lugares mais complicados de caminhar, como por exemplo o encosto de costas nos cabos, apenas por querer exibir meu desfilar, usando dos diferentes artifícios, tanto visuais e sonoros para assim poder manter todo o público vidrado em meu ser esplendoroso, e por fim iria realizar um salto carpado por cima do chafariz, girando o corpo no ar algumas vezes com a intenção de cair próximo a um dos fãs. - Sei exatamente como aliviar tanta injúria. - Mantendo meus olhos fixados aos do possível fã, mesmo estando a dançar com o corpo movendo-se de maneira bem envolvente, esse verso soaria com um certo carinho, mas mantendo a malícia. Então iria simplesmente me afastar, dando um passo para trás e girando em torno do calcanhar, e assim seguindo em frente com a performance a fim de cativar mais fãs e seguir com o desfile. - Acredite sem duvidar pois não será fictício. - Entonando agora sendo mais incisiva e dominante, mesmo sendo apenas para atiçar, e assim começaria a mover-me sorrateiramente contornando o possível fã - Quando perceber estará imerso no vício. - Cantando com a voz carregada de malícia mais próxima de seu ouvido, continuaria a dançar serpeteando lentamente meu corpo atrás dele, e assim iria me afastar. Desta forma me aproximaria de um outro fã, desta vez mantendo o corpo inclinado para frente, para poder "surgir" diante dele, erguendo-me da altura de seu umbigo, e envergando parcialmente o corpo para trás. - Apenas por cruzar a superfície de minha luxúria. - Esse último verso seria cantando com maior rapidez, sendo realmente para uma maneira convencida de atiçar.

De maneira semelhante continuaria a ficar cativando o público, aproximando-me de maneira repetina, e me distanciando ainda mais rápido, querendo fazê-los sentir a necessidade por mais de mim. Obviamente não iria discriminar gênero, mas na medida do possível escolheria os melhores afeiçoados para dar-lhes o luxo de tê-los próximo a mim por um breve instante. Durante cada estrofe cantada, iria manter apenas a melodia e ritmo improvisados, ganhando assim mais tempo de música, passando a intercalar as batidas de pé e estalos de dedos entre as duas mãos, para minha pessoa poder dançar e caminhar sem quebrar o ritmo, assim manteria o público no transe envolvente de meu espetáculo, até que. - Por hoje basta. - Daria um beijinho na ponta do dedo médio e indicador, e o assoprar-ia para trás por cima do ombro, se tudo houvesse dado certo até então, minha pessoa já estaria próxima de Vick e Khot. - Se desejarem por mais, em breve estarei no teatro Chords. - Diria para os possíveis fãs frustrados por eu ter interrompido a performance sem chegar na conclusão, contudo minha intenção é fazê-los justamente cobiçarem por mais. E se perguntassem meu nome. - Karelina Lawford, não ouse esquecer-se. - Responderia com uma falsa autoritariedade na voz, para a resposta soar de um jeito mais cômico. - Uma praça pública jamais seria o palco digno de eu minha pessoa apresentar-se, mas… - Nesse momento meus olhos iriam emitir um brilho de conforto e calor, comigo tendo de pausar a fala devido a emoção. - O palco jamais irá ofuscar um talento genuíno. - Com os olhos fechados e com um sorriso meigo estampado na face, diria como se estivesse gabando-me, e estou mesmo, mas também recordei-me de alguém. - Vamos retornar para o hotel? Gostaria de beber um pouco de água. - Perguntaria ainda estando um pouquinho enérgica e animada pela performance recém executada, com os olhos bem abertos piscando algumas vezes e segurando as mãos com firmeza querendo disfarçar o o fato delas estarem trêmulas por conta da excitação.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySeg 06 Jul 2020, 12:56




Kare saia do local, a escola do Santo, tendo talvez conseguido perceber o que ele realmente desejava. Sim, talvez ele não quisesse alunos talentosos e sim cordeirinhos que o venerem e idolatrem. Em um dito mais popular, um verdadeiro Santo do Pau Oco.

- A verdade é que eu já compreendo bem este mesmo sentimento Senhorita. - Disparou Vick como uma agulhada em direção a Kare. O que Vick acabará de dizer era que ela mais do que qualquer outro havia se afligido pela personalidade de Kare e conseguia assim entender perfeitamente o que levava o guia para aquele estado pseudo catatônico.

Como alguém que havia escapado da morte certa o guia sequer prestou atenção na conversa e fez a Jog seguir para longe dali a passos lentos, talvez com medo de que se corresse a boiada estourasse atrás deles.

>><<

- É provável que a Senhorita ainda vá precisar de alguém assim…. Como posso explicar…. Nem tudo se conquista por mérito? - O que o Guia dizia podia ser algo preocupante… algo como uma máfia da música? - E meio que a Senhorita acabou desafiando uma das pessoas mais influentes da ilha… Ele também é muito amigo do Maestro Chords que é o regente e também quem gerencia o teatro. - Esse era aquele tipo de informação que as pessoas sensatas deveriam informar antes e não depois não é mesmo?

- Quem ensina pode sim ser importante. O caminho pode ser mais ou menos fácil. Cantar aonde vamos também tem importância, ao invés de precisar procurar uma escolas escolas lhe procuraram eu suponho… Bem… se… aliás, deixa pra lá. Vamos a praça harmonica. - Sim, aquele guia tinha uma boa intuição para a sensatez e conseguia se impedir de sair falando demais.

>><<

- Não precisa se preocupar com isso, essa é meio que a regra não dita daqui. Um artista não deve perturbar outro… Bem... hehe, isso se tornou uma regra devido a alguns problemas que existiram no passado. Dizem que deu um trabalho danado tirar as manchas de sangue das pedras. - Haviam chego na praça e o guia terminava de explicar enquanto tentava tranquilizar Kare.

Vick que já havia perdido quase que completamente o senso de medo de Kare apenas acenou a afirmação, não importando-se nenhum pouco com a "ameaça" feita pela Senhorita sobre espiadelas. - Não se preocupe Senhorita, não tenho nenhum motivo para tal. - Só que talvez ela estivesse sendo um pouquinho cruel na forma de dizer isso.


Aprendizado


A ampla praça fornecia para Kare um vasto material de estudo, diversas pessoas, diversos ritmos, diversos tipos de plateia e apresentações. Mesmo que estivesse sem qualquer tutor havia encontrado ali um local que de alguma forma era reconfortante, pois era como se já fizesse parte de si.

Sim, era simples em sua estrutura, mas era repleto de música e arte, coisas que acompanhavam a jovem a tanto tempo que faziam intrinsecamente parte dela, a música inclusive já há habitava, se não em sua voz em seus pés e em seu coração.

A dança era somente mais um tipo de canção, ou talvez fosse a canção só mais um tipo de dança? Em algum momento estiveram separados? Ou será que sempre foram a exata mesma coisa?

Não somente com seus ouvidos ela aprendia, era capaz de entender com o seu corpo cada uma das músicas, como se o seu corpo cantasse um dueto com o artista que ela ouvia e por ele sentia e compreendia as músicas ouvidas. A realidade era que a maioria dos artistas ali eram bons, mas para cada um deles faltava algo que os impedia de chegar ao sucesso.

Talvez precisassem ser um pouco mais altos? Um pouco mais belos? Talvez fossem apenas comuns demais de forma que não havia um traço marcante que os destaca de outros? A voz poderia ser um pouco mais grave, ou talvez faltava um pouco de doçura na mesma? As proporções de suas pernas não o ajudavam? Ou mesmo o seu traquejo social ou confiança não era dos melhores… Os motivos eram diversos para que eles ainda fossem considerados amadores, mas fosse o que fosse cada um daqueles que ali cantavam eram realmente bons e provavelmente teriam um sucesso maior em outros lugares, mas ali, naquela ilha eles eram apenas mais uns em meio a tantos.

Mas e quanto a Kare? Sua aparencia? Sua voz? Sua habilidade? Sua coragem? Faltava naquela jovem alguma dessas coisas?

Talvez o problema dela fosse exatamente o contrario.


Fim


Por mais que houvesse parecido pouco tempo já era o suficiente para o sol estar começando a descer no horizonte lançando um brilho alaranjado que cobria boa parte do céu. Não que muitas horas houvessem passado, mas naquela ilha outonal talvez fosse apenas o normal a ser esperado.


O sol se punha no mar atrás da praça, local onde havia um parapeito de pedra feito de pequenas colunas circulares e ornadas. O pequeno muro tinha pouco mais de um metro de altura, mas colocava Kare em um grande contraste com o brilho do sol no mar atrás de si.


Então o momento Beyoncé da jovem brilhar começava, naquele pequeno palco, mas… Haveria algum palco no mundo que de fato não fosse ser pequeno para a grandiosidade por ela almejada? Se não… então a única diferença entre um pequeno e outro era a inexistência da sua estrela brilhante sobre o mesmo.

Alguém cantar na praça não era novidade e por tal motivos muitas pessoas vinham ali com os amigos para apreciar os mais diversos artistas. Muitos dos que ali estavam já eram conhecidos de longa data e inclusive tiram seus sustentos daquelas apresentações já estando conformados que não alçaram maiores degraus, e talvez por esse motivo que as pessoas tinham memórias daqueles que estavam ali a muito tempo e daqueles que nunca haviam visto.

A jovem que havia decidido atrair para si todos os olhares não encontrou nisso muita dificuldade, seu corpo sozinho era muito mais do que o suficiente, mas também havia chamado a atenção por ter tomado a escolha certa em decidir qual seria o local de onde se apresentaria.

Assim que a viram subir algumas pessoas pararam para acompanhar, bem, era uma novidade, uma bela e sedutora novidade e sendo assim, já que estavam ali mesmo, porque não assistir? Começaram todos despretensiosos, não é como se já não houvessem visto belas mulheres achando que sabiam cantar, mas que no final apenas eram mais um rosto bonito sem talento. Assim as expectativas iniciais não estavam altas e talvez este houvesse sido o maior de todos os trunfos da jovem.

E assim naquele palco improvisado ela desferiu seu primeiro ataque furtivo contra Bast. Óh, não se enganem, as pessoas falam, naquela ilha mais do que em outras, pois é afinal o mundo das celebridades e por tal poderia se ter certeza que haveriam notícias e fofocas sobre a cena entre ela e Bast e não só isso, pois seria fácil para os habitantes dali, versados na arte da fofoca, fazerem a associação daquele show com o acontecimento anterior e assim, sem nem mesmo planejar a jovem começava a usar Bast para seu próprio benefício. Talvez fosse sua sorte, ou aquilo era apenas obra de sua impetuosidade? Vick talvez pudesse ter antevisto algum tipo de resultado similar? Afinal tinha sido ela a sugerir tal ideia?


A luxuriosa voz de Kare rapidamente capturou os ouvidos daquele que a ouviam. Bem, ainda não era perfeito e não estava polido, mas…. Havia ritmo, havia harmonia e … acima de tudo havia aquela voz e aquele corpo…

A jovem que não se manteve por tempo de mais no palco logo saltou dele arrancando algum espanto extra de sua plateia. Quantos dos artistas ali seriam capazes de também possuir aqueles movimentos? Aquela leveza?

Assim como Khot disse a plateia era comportada e pouco a pouco Kare pode sem muitos problemas deslizar por entre eles enquanto dançava com alguns poucos afortunados entre os espectadores. Moveu-se com graça, sendo pouco a pouco seguida enquanto rodopiava em sua canção sedutora como uma succubus que havia emergido a terra para seduzir a todos os homens.

Estava cercada, mas ao mesmo tempo livre, conforme movia-se a plateia se abria, tocou em muitos homens e com eles por um breve momento dançou, deslizou sua mão por seus corpos e teve a si mesma tocada por eles naquele momento. Em algum lugar uma música havia começado a lhe acompanhar, era como se outros artistas houvessem entrado no ritmo por ela ditado.


E então quase sem perceber emergiu do "mar" de pessoas de fronte para Vick e o guia junto a Jog, seu pé já sendo colocado sobre o degrau. O guia estava ainda mais pálido do que antes, pois se ele anteriormente havia considerado os atos dela inconsequentes ele já não sabia mais o que pensar nesse momento.

- Ande Senhor Khot, estamos de saída. - Ah...sim claro. - A Jog começou a mover-se, Kare em pé no degrau segurando-se somente com uma das mãos enquanto mandava o recado ao seu público. - Eiii, espere. Quem? - A jog já se afastava antes mesmo das pessoas terem tido oportunidade de pôr de fato perceber que ela estava indo embora. Mas ainda assim, um entre elas mais atento conseguiu pedir-lhe o nome.

Com isso haviam se afastado tomando uma rua para longe da praça, o sol brilhava a suas costas quando Kare sentou-se sobre o banco e começou a falar com a dupla ali.

- Foi uma ótima apresentação Senhorita. Aqui. - Vick alcançava para Kare uma garrafinha com água…. Bem… Supõem-se que não é nada além do esperado por parte da empregada.


Enquanto isso o guia a frente parecia balbuciar algo. - Estamos mortos… estamos mortos… vamos todos morrer…. - - Vamos apenas retornar para o hotel, não precisa se preocupar com isso Senhor Khot. …. - Vocês duas são loucas.

Aparentemente aquele dia havia sido demasiadamente longo para o jovem guia, mas com isso e aproximadamente vinte minutos de percurso estavam novamente no hotel.

>><<

- Acredito que possamos sofrer realmente alguma represália devido às ações de hoje Senhorita. - Já no quarto Vick agora manifesta-se contrariamente ao que havia falado antes na Jog. - Todavia acredito que foi um começo apropriado.






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MensagemAssunto: Re: Apresentação 4 ~ Falência Articulada   Apresentação 4 ~ Falência Articulada - Página 6 EmptySeg 06 Jul 2020, 16:43



A tão precavida Vick novamente mostrava sua prestatividade ao me ceder a garrafa com água. - Muitíssimo obrigada. - Iria apanhar a garrafa para tomar um grande gole de água, tanto tempo apenas cantando e exercitando a garganta deixou-me com muita sede, além da garganta bem seca, então acabei optando por beber mais água do que o comum, apesar de manter intervalos curtos entre um gole e outro, a fim de manter a etiqueta, ao invés de simplesmente virar a garrafa e beber água feito uma selvagem. - Minha pessoa realmente precisava disso. - Dizendo enquanto sorrio de maneira leve e satisfeita, em meio uma lufada alívio, assim iria beber a água até minha garganta não ficar mais tão seca ou até a garrafa ficar vazia.

Eu teria aguentado os comentários de desaprovação por parte de Khot por tempo demais, e assim que chegarmos ao hotel e descer do jog, iria puni-lo por ter o mesmo comportamento de um idoso amargurado. - Vossa pessoa é demasiadamente chata. - Reclamaria entediada com Khot, devido ao fato dele apenas conseguir enxergar o lado negativo e possíveis problemas das situações. - Por acaso esqueceu-se de que primeiro irão procurar por minha pessoa, e assim não devem incomodar-lhe. - Dizendo em tom de repreensão iria apertar com firmeza uma de suas bochechas. - Agora para de comportar-se feito um ancião ranzinza, você viu toda a minha apresentação, e só consegue pensar nas dificuldade que minha pessoa lidará. - Implicando com o jovem guia num tom reclamão, assim iria apertar a outra bochecha utilizando da mão livre, não iria apertar com força, apenas firme o suficiente para segurá-las, então faria uma inocente brincadeira de fazer Khot rir, mesmo que seja apenas eu movendo suas bochechas.

>><<

Novamente no hotel, o ar sério retornava para Vick, trazendo novamente o assunto da possível repreensão. - Sendo assim, irei mostrá-los o quão será inútil usar de tais métodos. - Mantendo os olhos fechados e um sorriso muito adorável nos lábios, diria como se lidar com tais atitudes vingativas fosse bem simplório, apesar não necessariamente dizer que usaria somente de métodos pacíficos.

Em seguida iria caminhar até a área externa do quarto por acreditar ser mais arejado e assim poder refrescar-me um pouco com a brisa local, enquanto manteria minha atenção ao longe. - E também creio que poderemos atrair a atenção de nossos reais alvos. - Com pernas esticadas e pés entrelaçados, observaria Vick por cima dos ombros num olhar maléfico olhos, expressando minha animação com um sorriso satisfeito de canto. E ficaria por ali, durante alguns minutos esperando que a euforia e o calor da apresentação na praça sejam apagados por completo.

Tendo refrescado-me, iria adentrar no quarto e sentar na cama cruzando as pernas. - E sobre o Sr. Santo… - Desviando meu olhar para cima, manteria o dedo indicador ao lado da bochecha pensando com um pouco mais de calma a seu respeito. - Se ele fosse obediente e disciplinado, ele poderia ser um brinquedo bem estimulante de se usar. - Permitindo-me devanear um pouco, comigo cravando as garras no ruivo e o apertando forte com as coxas, enquanto o mesmo me idólatra, bom, a aparência dele não é desagradável e tem aquela presença que fascina o público como se o prendesse em um feitiço, essa última característica é de fato a mais excitante, talvez eu realmente decida tomá-lo para mim, porém, seria apenas depois o ruivo implorasse pelo meu perdão.

Não vejo algo para se fazer ainda hoje, então iria aguardar até o horário da janta, esperando para Vick trazê-la, e tomaria um banho bem rápido, apenas para remover o suor do corpo devido a performance apresentada na praça, e ainda no começo da noite iria deitar-me na cama trajando o vestido dado de presente por Sapph, e antes de adormecer. - Venha, durma durante algumas horas. - Daria dois tapinhas no colchão convidando Vick para deitar-se comigo.

- Se formos sofrer algum ataque, acredito que farão isso apenas de madrugada, então não vejo razão para vossa pessoa permanecer acordada. - De maneira corriqueira Iria argumentar logicamente com Vick, mas não seria meu único ponto. - Também porque seria irritante vossa pessoa simplesmente desmaiar de maneira repentina por não, e eu realmente prefiro evitar algo do tipo. - Diria expressando um sentimento maior de preocupação, principalmente em relação a última frase. - Além do mais, eu passei a apreciar dormir abraçada, mesmo que implique em dividir a cama. - Desviando meu olhar, com as bochechas um pouco ruborizadas, afinal não era um motivo racional e sim completamente emotivo.

Se Vick viesse dormir comigo, iria envolvê-la por cima barriga e entrelaçar os dedos de minha mão direita aos dela, abraçando-a com firmeza e trazendo-a para mais próximo, querendo me "encaixar" para mantê-la segura e confortável comigo, com a mão esquerda lhe iria afagar os cabelos, fazendo carinhos na pele com a ponta dos dedos, e tentaria algo novo, começaria cantarolar uma melodia bem baixinha num ritmo lento, desejando soar bem calma e relaxante, com intenção de fazer Vick adormecer rapidamente. - Boa noite. - Diria próximo ao ouvido de Vick, num sussurro quase que inaudível.


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