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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante

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ADM.Senshi
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MensagemAssunto: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyTer 02 Jun 2020, 13:12

Relembrando a primeira mensagem :

Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) revolucionários Azura V. Pendragon, Duncan Dellumiere, Garfield Henryford e Naomi Yumi. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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Andando muito tempo por aí
Percebo que não tenho muito onde ir
E todos os caminhos percorridos
São páginas velhas viradas de um livro já lido.

(Jimmy & Rats)

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Wesker
Major
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptySeg 31 Ago 2020, 17:03


O Eclipse

We are Revolution!






O show havia acabado e, em prantos, Melissa mais uma vez estava ajoelhada no chão. Não sabia se por medo, trauma, choque, alegria ou mesmo pelo efeito de minhas palavras, mas fato é que aquilo com certeza havia mexido com a garota. Talvez sentisse agora a mesma sensação que eu tive quando percebi como minha antiga vida fazia mal as pessoas, quando decidi buscar redenção pelos meus erros do passado. Agora, entretanto, não importava o que eu achava. Apenas ela poderia decidir o próprio futuro, assim como apenas ela poderia lidar com seus demônios naquele momento.

Deixando a mulher em sua reflexão, eu seguia com as próximas ordens. Era muito importante que Handsome me desse um relatório do que foi encontrado ali para que eu pudesse pensar no próximo plano de ação. Antes que ele pudesse fazê-lo, entretanto, mais uma peça se movia no tabuleiro e um den den mushi começava a tocar dentro de um dos bolsos do capitão. Antes que eu pudesse pedir, zhac se prontificou a pegar e atender o pequeno caracol após levá-lo para mais perto de mim.

A voz masculina saída dali se identificava como um pirata, Big Bang Kid, e falava de uma forma autoritária que não deixava espaço para respostas. Um claro sinal de alguém que pensava estar no controle da situação, ainda que a raiva em sua voz fosse bem evidente em alguns momentos. O sujeito se referia a Melissa, uma ex escrava, como “isso”, e esse simples fato já me fazia sentir um asco gigantesco daquele sujeito.

Seu tom finalmente mudava quando ele tentava negociar. Falava dos revolucionários de Alabasta e negociava suas vidas como se tivesse total controle da situação. Aquele tipo de gente adorava negociar a vida dos outros e isso me deixava cada vez mais irritado. Ao fim de sua fala, ouvindo suas exigências, eu tomava o den den mushi de Zhac e o erguia até a altura de minha boca.

- Big Bang Kid... - Dizia sem me identificar, tinha plena certeza de que ele sabia com quem estava falando. Diferente dele, entretanto, minha atuação era boa o suficiente para que eu soubesse como falar naquela situação sem deixar transparecer a minha raiva, e seria isso que eu faria - Nome forte. Diz aí, tá tentando compensar alguma coisa? - Deixava escapar uma risada no final, deixando evidente o tom de escárnio em minha voz - Ouça bem, piratinha, o exército revolucionário JAMAIS irá negociar a liberdade de alguém, não importa a sua proposta. Tenho certeza que meus colegas em Alabasta concordam com isso. - O tom detsa vez era bem sério, mas logo voltava para um mais descontraído - Minha contra proposta é: Mate os seus mestres em Alabasta, liberte todos os escravos e posso poupar a sua vida. Do contrário... - Fazia uma breve pausa, antes de voltar a falar - Enfia o den den mushi no seu cú e espere até eu arrancar a sua cabeça! - Desligaria o den den mushi logo que terminava de falar.

Após desligar, eu finalmente olhava para meu grupo. Esperava que todos compreendessem que uma negociação como aquela estava fora de questão - Anotem o nome, Big Bang Kid. Vamos buscar informações sobre ele assim que possível. Cada vez mais o destino aponta para destronarmos os desgraçados em Alabasta - Dizia ao grupo e então, eu devolvia o den den mushi para Zhac - Se achar que este material tem alguma utilidade, podemos levar. Se não, é melhor destruir tudo - Me voltava então ao pirata, Handsome, esperando seu relatório. Caso ainda não tivesse terminado a exploração eu mesmo o ajudaria para agilizar o processo. Revistando corpos, mochilas e barracas que ele ainda não tivesse revistado.

Iria também para a barraca de Melissa, de onde puxaria uma toalha molhada para me limpar do excesso de sangue nas roupas e no corpo, podendo inclusive me trocar caso achasse alguma vestimenta masculina do meu tamanho. Ao fim de tudo, pegaria o máximo de saque possível e desmontaria uma das barracas que não tivesse totalmente ensanguentada, amarrando o pano de forma que ela parecesse uma grande sacola. Se possível, também pegaria uma mochila para mim e depois para cada um de meus companheiros, enchendo-as o máximo possível.

- Você, prisioneiro, também vai carregar! - Ordenava em tom autoritário para o loiro, antes de voltar a falar com o grupo - De resto, façamos como Yumi disse. Mas podemos usar aquela mesa e eu carrego Lenora e Katie sozinho. Só vou precisar que vocês olhem o caminho por mim - Em todo caso, no fim daria prioridade a carregarmos o máximo de saque possível mantendo meus companheiros feridos em uma posição agradável, sem esquecer meus disfarces largados no chão. Não me importaria com Melissa, as decisões do que fazer a partir dali seriam totalmente dela.

Pegaria Katie com cuidado assim que Yumi desse o aval, pediria ajuda para carregá-la com delicadeza caso fosse necessário. Colocaria a loira cuidadosamente sobre a maior mesa, claro, após tirar o que estivesse em cima dela antes sequer de ir buscar a loira. Depois disso, repetiria o mesmo processo cuidadosamente com Lenora, pedindo pela ajuda do mink coelho antes mesmo de tentar erguê-la. Também a posicionaria com cuidado na mesa, de modo que tentasse não afetar sua operação. Em seguida, iria desfazer duas das tendas restantes e usaria seus panos para amarrar com força as duas médicas a mesa de modo que não as machucasse mais mas também não as deixasse cair. Por fim, diria a Yumi - Creio que estamos prontos para ir. Você estava com M-4, está tudo bem lá? Ela deu alguma ordem mais específica? - Questionaria e então, daria ordens para que alguém cumprisse os pedidos de M-4 caso estes existissem. Se fosse possível, pediria que o mink coelho me ajudasse a carregar a mesa com mais cuidado, se não, eu mesmo iria para baixo dela e a ergueria, segurando firme com as duas mãos. Tomaria cuidado a todo momento para não esbarrar as médicas em algum lugar.

- Quem tiver mais certeza do caminho de volta, lidere. Confesso que não me lembro muito bem - Pediria ao grupo e então seguiria para o lado de fora, esperando que chegássemos novamente ao navio sem maiores problemas. Ainda assim, ordenaria que se mantivessem atentos aos arredores após sair da caverna tentando perceber a presença de inimigos ou a chegada do navio “comercial” anunciado por Kid. Talvez pudesse ser a nossa chance de sair dali em um navio maior, visto que o nosso estava lotado.



Post: XX ~ Rename: O Eclipse ~ Location: Calm Belt

Notes: •Ganhos:

•Perdas:

Legenda: Falas
"Pensamentos"

Thanks, Lollipop @ Sugaravatars


Historico (Geral):
 


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Akuma Nikaido
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Akuma Nikaido

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyQua 02 Set 2020, 20:59



Apesar de todos os empecilhos, aparentemente conseguíamos terminar os preparativos para partirmos. Duncan usava a mesa do acampamento como maca improvisada e terminava de amarrar os panos para prender Katie e Lenora firmemente a ela. Inspecionava antes para garantir que não teríamos surpresas desagradáveis e então dava o aval a Duncan:



— Por favor, senpai, delicadeza. Precisamos ir com alguma velocidade, mas não queremos causar acidentes. Eu sei o caminho e vou na frente com Garfield a meu lado. Wiley, vá atrás de nós dois, por favor. Gostaria que fosse os olhos de Duncan. Snowflake em seguida. Os dois sobreviventes vão depois e Zhac vai por trás. Garanta que eles não tentem nenhuma gracinha, ok?



Apesar da firmeza de minhas palavras, minha voz estava nitidamente exausta. A ideia por trás da formação era simples. Eu conhecia o caminho e Garfield precisava ficar perto de mim, caso seu estado piorasse. Wiley parecia confiável, mas ainda não confiava nele o bastante para deixá-lo nas costas de Duncan. Snowflake podia proteger a retaguarda do senpai e o fato de Zhac ser minúsculo dificultaria que os dois dissidentes o enxergassem, dificultando que tentassem algo.



— AH, BEM LEMBRADO. PRECISAMOS DE MADEIRA! O máximo que pudermos pegar.



O recado de M-4 havia sido completamente deixado de lado devido a situação e, não fosse a pergunta de Duncan, provavelmente esqueceria do objetivo inicial. Garantiria que tudo fosse preparado e então iria para o lado de Garfield, puxando-o para perto de mim e o guiando. A partir daí, tomaria todo o cuidado para não errar o caminho, observando todas as bifurcações e tentando lembrar das rotas feitas anteriormente. Eu era a única que havia ido aos dois locais e não podia dar-me ao luxo de errar.


— A propósito, senpai, ainda temos que encontrar uma certa pessoa após garantirmos os cuidados dos nossos amigos. Ou vários de nós, inclusive a mim, morreremos.


Meu semblante de cansada talvez tornasse a fala ainda mais mórbida, mas
era importante que eu deixasse Duncan a parte dos problemas. Se eu não aguentasse me manter acordada, Wiley poderia explicar a situação.


— Quanto a você, grandão, sei que está cansado também, mas precisamos andar um pouco mais, está bem?


Abraçava o braço de Garfield, a fim de dar a ele uma razão de se manter acordado. Se notasse que ele estava fraquejando, diria palavras de motivação, dizendo que só continuaria a história se ele continuasse andando. Já havia percebido a atitude um tanto quanto infantil dele, e sua curiosidade a respeito do meu passado serviria como gatilho nesse caso.



— Já perdi minha família algumas vezes, grandão... Não tive pais, mas tive quem cuidasse de mim e me ajudasse nas ruas, para que eu sobrevivesse... Assim como ajudei depois também. Mas a vida não é exatamente boa ou fácil para quem não tem onde morar ou o que comer. Vi vários amigos e pessoas a quem considerava uma família morrerem. Frio... sede... fome... Quanto mais próximos nós somos, mais dói a perda... Sentimos saudades, sentimos a falta do apoio, sentimos a tristeza de saber que não mais poderemos abraçá-los, tocá-los... O coração dói com memórias triste, assim como bate mais forte quando estamos felizes, não é mesmo?... Cada pessoa importante está em nosso coração... Não é como o sangue, que corre e escorre do nosso corpo... Não podemos vê-los, mas sabemos que estão ali... E tenho certeza que essas pessoas que não possuem vínculos possuem o peito mais vazio que o nosso... E não há sangue que faça ele encher... É por isso que não gosto de ver ninguém morrer... Talvez não tenham vínculos com a gente, mas certamente há quem irá chorar por eles e sentir dor... E não quero ver mais ninguém sofrer como já sofremos... Não é por isso que todos queremos mudar o mundo?


Tentaria criar um ritmo de narrativa, dando tempo para Garfield absorver o que eu falava e gerar curiosidade nele. E assim seguiria andando, liderando o caminho até a base dos companheiros de Morgana. Esperava imensamente que eu não errasse a rota. O tempo era curto e não podíamos perder nem um segundo. Pararia o percurso apenas se fosse necessário socorrer alguém. De resto, apenas pediria de tempos em tempos para Wiley checar a respiração e o pulso de Lenora e Katie rapidamente. Aproveitaria para pedir somente em trechos onde ele pudesse ficar ao lado da mesa sem, contudo, deixar de guiar Duncan. Tomaria, ainda, o cuidado de pedir em momentos onde não houvesse irregularidade no terreno, para não arriscar um tropeção ou instabilidade que pudesse machucar as duas médicas.



Objetivos:
 

Citação :

Contagem

Posts: 17
Ganhos: Perícia primeiros socorros?
Perdas: -
Relações: M-4: em construção
Morgana: em construção
Azura: em construção
Duncan: em construção
Garfield: em construção
Wiley: em construção

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Sagashi
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Sagashi

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyTer 08 Set 2020, 14:20


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Meio tonto, reparava nas pronúncias de Duncan. ”Não é como se não fôssemos pecadores, também…” Franziria a testa, relutante em dizer as próximas palavras. Erguendo-me caso estivesse no solo, chegaria próximo dele o suficiente para me comunicar com clareza. — Irmão! — Chamaria sua atenção, por ora, ainda relutante. — Você disse que jamais seríamos escravos ou escravizariamos alguém. — Inclinaria um pouco o rosto para frente, dessa vez, colocando mais confiança na fala. — Pois então, não tornemos os outros escravos da própria morte! — Sorriria sem os dentes, mostrando simpatia com meu companheiro. — O que devemos fazer é manter os humilhados vivos e trazê-los para nosso caminho, o do Sol! Quem sabe não serão valiosos para nós? — Deixava o comentário no ar e me voltava ao meu mais novo escudeiro. — Você, escudeiro! Evite ao máximo brigar, eu quero você vivo. Será o meu primeiro apóstolo! — Apesar das dores, meu corpo vibrava de satisfação por estar escrevendo o primeiro capítulo de uma bíblia própria. Tanto, que meu corpo não se punha mais de pé, precisei me apoiar levemente em M-8.

— Quanto a você, grandão, sei que está cansado também, mas precisamos andar um pouco mais, está bem? — Dizia M-8 depois de alguns segundos de caminhada comigo. — Eu não sou como os ralés por aí — já caminhei até a borda da terra e voltei para cá! Já fui à pé visitar o Sol e ainda voltei para o almoço. Acredite, M-8, você ainda vai me conhecer melhor. — Passaria a mão pela sua cabeça com cabelos infantis. — Se bem que você me viu morrer e ressuscitar, então ir e voltar do Sol não é grande coisa. — Continuaria sendo guiado. Então, entraria nos mesmos assuntos mencionados anteriormente e teria minha resposta vinda de M-8. Meus passos pesados evidenciariam minha exaustão, entretanto, me esforçaria para não parecer fracote.

Fazia a pergunta, teria a resposta. — Já perdi minha família algumas vezes, grandão... Não tive pais, mas tive quem cuidasse de mim e me ajudasse nas ruas, para que eu sobrevivesse... Assim como ajudei depois também. Mas a vida não é exatamente boa ou fácil para quem não tem onde morar ou o que comer. Vi vários amigos e pessoas a quem considerava uma família morrerem. Frio... sede... fome... Quanto mais próximos nós somos, mais dói a perda… [...] — Nesse trecho, franziria a testa novamente, em um semblante magoado. ”Seria essa a maior fraqueza do corpo humano? O coração?” Me indagava. — Sentimos saudades, sentimos a falta do apoio, sentimos a tristeza de saber que não mais poderemos abraçá-los, tocá-los... O coração dói com memórias triste, assim como bate mais forte quando estamos felizes, não é mesmo?... Cada pessoa importante está em nosso coração... Não é como o sangue, que corre e escorre do nosso corpo... Não podemos vê-los, mas sabemos que estão ali... E tenho certeza que essas pessoas que não possuem vínculos possuem o peito mais vazio que o nosso... E não há sangue que faça ele encher... É por isso que não gosto de ver ninguém morrer… [...] — Interromperia-a momentaneamente. — É verdade… — Faria alguns pequenos sons de dor ao caminhar por causa do corpo machucado. — Talvez não tenham vínculos com a gente, mas certamente há quem irá chorar por eles e sentir dor... E não quero ver mais ninguém sofrer como já sofremos... Não é por isso que todos queremos mudar o mundo? — Olharia para o horizonte, bem focado em um ponto indeterminado ao norte. — É mesmo por isso que queremos mudar o mundo? — Minha feição de piedade me dominaria. — O sonho do Oscar era de se livrar do peso do mundo e ter uma vida tranquila sem esforço. Aquele pirata o matou. O sonho do dele com certeza era o de escravizar e lucrar, possivelmente tirar uma vida boa disso. — Meu rosto se mantinha piedoso, mas meu coração, em pânico. — Nós queremos livrar as pessoas do sofrimento, e veja só a chacina que fizemos! São vidas, M-8! — Respiraria um pouco para não ter um infarto. — Nós estragamos o sonho alheio em prol do nosso e dizemos que é o melhor para todos. O que exatamente é justiça, e por quê estamos sendo justos? — Tropeçaria por um momento, mas retomaria a postura novamente para continuar a andar. — M-8, meu ponto é claro: precisamos do divino para nos salvar. Só por meio do Sol poderemos entrar no paraíso e ter tudo que sempre queríamos, cada um com seu sonho resolvido de forma majestosa e iluminados com o calor da felicidade e da ousadia. Somente no paraíso há salvação, a terra é a criação do divino corrompida com pecado. — Estaria em um estado de pânico entusiasta. — E não é culpa dos pecadores, M-8. A culpa é do pecado… — Voltaria a caminhar.

Assim que chegasse no ponto designado pelo nosso novo líder, me desprenderia de M-8 e entraria na estalagem mais próxima para descansar — minhas pernas aos poucos falhavam e isso me incomodava.

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Historico:
 
Facilitando a vida do narrador:
 
Objetivos escreveu:

— Dá meus 10kk de recompensa pf.
— Me tira desse farol.
— Deixa eu forjar uma paradinha mec.

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PepePepi
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyQui 10 Set 2020, 05:19


Narração
Sensação térmica: Frio
Chovendo
Localização: Farol
À noite




Duncan e Garfield e Naomi
Duncan respondia Big Bang Kid de forma clara e objetiva. Basicamente o humilhava. Não se importava com quão forte aquele pirata do outro lado era ou qualquer coisa do tipo, simplesmente falou tudo que queria falar e desligou o den den mushi. Uma atitude corajosa? Tola? Difícil de dizer no momento. Porém, independente desses dois adjetivos, havia outro que com certeza combinava, o de ser autoritário. O Eclipse havia informado que mataria o pirata e aquilo havia irritado Garfield, que informava seu ponto de vista quanto a situação, não deveriam matar os homens que escravizavam e sim humilhá-los, levá-los até seu lado e convertê-los. O interessante, é que logo após falar isso tudo, o pernas longas acabava dando uma ordem ao Puerta que como sempre havia simplesmente aceitado. Aquele era de longe o caminho mais fácil para ele.

Duncan já ia pedir o relatório para Handsome, porém o pirata havia começado a falar por conta própria. – Vocês são corajosos ou loucos? – Perguntou ele realmente surpreso e assustado pela primeira vez ali a ponto de perder completamente a compostura. – Big Bang Kid é um supernova. Ele possui uma recompensa de mais de cem milhões de berries pela cabeça dele. – Informava o pirata. – Vocês são fortes, mas não pensem que sobreviverão ou que não acabaram de condenar os seus colegas... – Falava ele aos poucos abaixando o tom de voz, lembrando-se que ainda temia e muito Duncan, era melhor não insultar ainda mais a atitude tola do revolucionário.

Assim, temendo um pouco Duncan, acabaram terminando de revisar todo o acampamento. Os “ganhos” por assim dizer eram simples até demais. O den den mushi câmera; o mini den den mushi que já estava com ele; um caderno bem completo sobre a venda de escravos dos últimos meses, inclusive Duncan podia ver o nome de Joana e Kátia vendidas para o mesmo nobre em Alabasta, de nome, ou apelido, Zain al-Matin; 8.400.000 berries; algumas armas, mas isso já possuíam de sobra no navio; vários panos de diversas cores e tamanhos, claramente usados por Melissa para costurar se quisesse; kit de costura da Melissa. Já era alguma coisa, melhor que nada, mas nada fantástico, provavelmente os den den mushis e o caderno eram os itens mais valiosos ali.

Com toda a revista feita, podiam então partir, Duncan antes lembrava de indagar se M-4 havia dado alguma ordem extra. A pequena se lembrava de duas infelicidades, a missão e o perigo. Para a primeira, outra infelicidade surgia, pois não havia madeira por ali além da que usavam de lenha para as fogueiras que Handsome pegava de qualquer forma, talvez houvesse algo que um bom carpinteiro poderia fazer com aquilo, apesar de ele achar difícil. Para a segunda... bem o que poderiam fazer no momento?

Arrumaram Lenora e Katie da melhor forma que puderam na mesa, terminaram seus preparativos e então partiram para uma caminhada bem lenta. Duncan se exibia carregando as duas mulheres na mesa, enquanto Garfield se gabava para M-8 sobre conseguir andar. A formação adotada fora a escolhida por Naomi, todos iam seguindo “sem problemas” pois David Puerta ajudava Melissa a caminhar, mas a moça claramente não iria longe se fosse depender única e exclusivamente dela.

No caminho Handsome ia dando pequenas instruções para Duncan que realmente ajudavam-no a caminhar mais fácil. Yumi ia falando toda uma história de vida que ela já contara na última aventura para entreter Garfield, que havia ligado o modo filósofo, pois começava a indagar sobre se o que fizeram era certo ou errado para a pequena. O interessante é que quem respondia ele, antes mesmo de Naomi, era o próprio Handsome. – Vocês não foram justos. – Falou o pirata. – Mas não havia como você serem justos com eles, pois eles não foram justos com vocês para começo de conversa. – Mas ele parou de falar para dar uma instrução a Duncan e preferiu não retornar ao debate.

Com o tempo começaram a ouvir um pouco diferente o barulho da chuva e perceberam que ela parava finalmente. Quando chegaram enfim a entrada da caverna perceberam que todos aqueles piratas que lá estavam já haviam saído para dormir ou fazer outras coisas. O ar fresco e o vento batiam nos corpos de todos eles enquanto se aventuravam finalmente espaço a fora na direção do navio deles. O clima estava fresco e viam que o sol estava começando a nascer no horizonte.

Podiam ter finalmente um descanso naquele começo de dia? Claramente não. Porque ao chegarem no navio dos revolucionários viram que havia várias pessoas desconhecidas por ali. Não parecia que era um ataque ao navio ou qualquer coisa do tipo. E ao se aproximarem ainda mais, viram M-4 se aproximando deles, o rosto da pequena era de um cansaço tão puro que dava pena dela. Ela olhava para aquele grupo todo arrebentado e comentava num tom tão cansado que parecia que ela só queria deitar-se e dormir por mais de um dia. – Atacaram a Morgana... sequestraram Azura.


Legenda:
 


Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptySab 12 Set 2020, 02:55


O Eclipse

We are Revolution!






Garfield parecia discordar de minha atitude ao matar todos aqueles homens. Discursava sobre como no lugar de escravizá-los com a morte, deveríamos humilhá-los e trazê-los para o nosso caminho. Durante todo o combate o pernas longas estava bem ferido devido à explosão, por isso não queria julgá-lo, mas achava estranho que o homem não havia percebido que isso havia sido justamente o que eu havia feito com Puerta e Melissa que haviam de fato largado suas armas e desistido de lutar.

Mas o que eu poderia fazer quanto aqueles que sequer haviam largado suas armas? Certamente não eram pessoas que perceberiam seus próprios erros e, deixá-los vivos naquele momento apenas arriscaria mais a vida e a liberdade de meus amigos. Se Garfield me achar um monstro por fazer o que for preciso para manter meus amigos vivos, que seja. Minha determinação não mudaria. Apenas aqueles que se quebraram podem ser reconstruídos, e é nisso que eu acredito.

Deixando esse problema de lado eu dava as costas para Garfield e estava pronto para pedir o relatório de Handsome, mas o homem parecia já querer falar alguma coisa. Ele já havia ouvido falar do tal Big Bang Kid, que parecia ser um pirata bem famoso. Eu já havia ouvido o termo supernova algumas vezes antes de começar minha própria aventura nos mares, aparentemente indicava um pirata novato com uma recompensa enorme por sua cabeça. Ao contrário do que o pirata poderia imaginar, saber aquilo apenas me deixava com mais raiva ao pensar quantas atrocidades aquele homem poderia ter cometido para chegar a uma recompensa dessas.

- Cem milhões, é? - Respondia em tom pensativo, mesmo percebendo que o pirata já havia se recolhido com um pouco de medo de uma represália - Deve ser mesmo muito forte, mas sei que estaremos prontos quando o encontrarmos - Dizia de forma confiante, fazendo uma pequena pausa - Mas acredite quando eu digo, nós não negociamos a liberdade de uma pessoa, não importa o quão poderoso seja o inimigo. Se descobrissem que suas vidas foram salvas em troca da liberdade de alguém, meus companheiros odiariam a si mesmos - Afirmava - Além disso, não se pode confiar na palavra de um mercador de escravos, essas pessoas só são leais a si mesmos. Meus companheiros em Alabasta provavelmente morreriam de qualquer forma assim que os prisioneiros daqui fossem confirmados como cativos.

Era triste pensar nisso, mas sabia que tinha ao menos alguma razão no que dizia. Pessoas como Big Bang Kid não dão valor a vida alheia, principalmente as vidas de membros de um grupo que os desafia constantemente como é o caso do exército revolucionário. Infelizmente, se não tomarem cuidado, o exército em Alabasta terá sérios problemas até chegarmos a eles “Só espero estar forte o suficiente para fazer mais a diferença lá do que fiz em Loguetown...” Pensava de forma bem séria ao me lembrar da precariedade da revolução na última ilha do East Blue.

O saque, por sua vez, tinha mais valor devido a utilidade e a informação trazida pelos itens do que pelo dinheiro em si, que não era tanto quanto eu esperava. Teríamos que dar um jeito de usar aqueles den den mushis a nosso favor, mas talvez Zhac pudesse cuidar disso mais tarde com a ajuda do tal Puerta. De qualquer forma, agora tínhamos o nome de mais um sujeito que provavelmente teríamos que derrubar em Alabasta “Zain al-Matin...” Perguntava-me se seria fácil achá-lo para cumprir a promessa que havia feito a mim mesmo no tempo que participei daquele jogo com Joana.

Era então, antes que eu pudesse pensar em baixar a guarda um pouco, que Yumi me dava mais uma má notícia. Quem poderia matar vários de nós? E como alguém mataria Yumi com ela tão perto do resto do grupo? Aquilo não fazia sentido - Morrer? O que você quer dizer com... - E era então que eu mesmo interrompia minha fala. Talvez já estivéssemos perdendo tempo demais ali e isso poderia ser perigoso para as duas médicas feridas. Precisava deixá-las sobre os cuidados de M4 antes de me focar em outro problema - Espera… Me conte mais sobre isso quando chegarmos no navio. É melhor tirarmos esses três daqui - Dizia tentando não soar indiferente mas com uma certa urgência na voz, me referia também a Garfield em minhas palavras.

Depois de posicionar as médicas sobre a mesa e cuidar dos saques, finalmente iniciavamos a caminhada de forma lenta. Via que Melissa seguia o grupo sem falar nada, e eu também não pretendia dizer nada com relação a isso no momento. Havia dito que agora ela deveria tomar suas próprias decisões, e eu não pretendia impedi-la a não ser que isso arriscasse a vida de mais algum companheiro.

Não conseguia evitar de ouvir a conversa de Garfield com Yumi a minha frente. Ele questionava o modo como agimos e as nossas decisões e aquilo inevitavelmente me gerava um certo rancor. Chacina? Vidas? Aqueles homens estavam dispostos a vendê-lo para um psicopata sabe-se lá aonde. Eles brincam com a vida dos outros sem nenhum arrependimento, para começo de conversa, que tipo de piedade poderia demonstrar a pessoas como essas? Eu deveria respeitar o sonho de alguém quando este é destruir outras vidas em prol do ganho pessoal? Para o inferno com todas essas ideologias. Homens assim não merecem um tratamento melhor do que o que dão a suas mercadorias.

- ... - Pronto para falar alguma coisa quanto a toda aquela ladainha sem sentido, no último segundo eu acabava optando por ficar calado. Sabia que já havia passado por muita coisa naquele dia e por isso mesmo poderia acabar dizendo algo para Garfield que fosse me arrepender depois. Por sorte Handsome dizia algo semelhante a mensagem que eu queria passar, usando um tom mais amigável do que eu seria capaz naquele momento. Já estava satisfeito com esse resultado e por isso mesmo decidia apenas focar no caminho a minha frente e nas instruções do pirata pelo resto do percurso.

Ao finalmente sairmos da caverna eu percebia que aquela chuva infernal havia parado e o Sol começava a nascer. Por quanto tempo havíamos ficado lá dentro? Os piratas ao redor em sua maioria adormecidos eram um bom sinal de que não deveríamos ter muitos problemas. Era bom sentir o Sol bater em meu corpo depois de tanto tempo, para variar da sensação úmida da água da chuva e do sangue que impregnava minhas roupas. Infelizmente, entretanto, o descanso ainda parecia bem distante.

Vários desconhecidos estavam ao redor de nosso navio. Apesar de inicialmente pensar em deixar a mesa no chão para lutar, não demorei a perceber que não pareciam hostis a nossa chegada, o que era um bom sinal e me fazia optar por continuar carregando minhas companheiras. M-4 por fim se aproximava e, por mais que fosse tranquilizador ver um rosto amigável, via que ela claramente estava cansada e também havia ficado acordada cuidando de alguma coisa a noite inteira. Mais uma vez, as más notícias me atingiam.

Por um segundo sentia minhas forças se esvaindo de meu corpo até lembrar da responsabilidade de segurar as médicas. O rosto de Azura vinha imediatamente a minha cabeça e então me lembrava da última vez que havia visto a garota, quando esta puxou aquela briga sem sentido contra os piratas. Mas não havia sido essa a questão, não é? Se Azura tivesse perdido aquela luta Yumi provavelmente não teria chegado para me ajudar na caverna. O que, afinal, havia acontecido?

Sentia novamente a mesma sensação de impotência. No mesmo dia, havia tido meus companheiros sequestrados, quase perdido uma boa amiga, descoberto que algo ameaçava a vida de todos os meus companheiros e por fim, recebia a notícia que outra velha amiga tinha sido sequestrada. Eu era realmente capaz de defender alguém? Onde é que eu estava errando? Até mesmo Azura que sempre achei tão forte acabou sendo levada. Respirava fundo, não poderia quebrar ali. Todos ainda precisavam de mim e eu sabia que, por mais que me doa, não poderia fazer nada quanto a isso estando tão longe de Azura. Nossa separação foi fruto de uma escolha de ambos, e não apenas minha. Ainda assim, a dor era inegável.

- Onde posso deixar as duas? De preferência em um lugar seco. Algum desses caras aqui é médico? - Questionava em um tom bem sério, tentando manter a compostura. Iria cuidar daquele problema primeiro. Seguiria as instruções dadas e deixaria as médicas no lugar indicado, pedindo para que Hugo ou Snowflake supervisionassem caso um homem desconhecido fosse tratar de seus ferimentos. Era então que me voltaria para M-4.

- O que sabemos sobre o sequestro da Azura? Onde posso ir para descobrir mais? - Questionava em um tom bem sério que, aquela altura, era incapaz de esconder um certo cansaço mental. Esperava as respostas já me preparando para o próximo passo, mas então me lembrava de reportar - Fomos atacados durante a noite. Parti sozinho para recuperá-los e encontrei Azura no caminho. Ela perdeu o controle em um momento inoportuno, lutou com uma dezena de piratas enquanto eu segui em frente com medo de nossos companheiros serem vendidos, Zhac tinha se libertado e me guiou até o local exato. Yumi ajudou Azura na batalha e depois seguiu para me ajudar, creio que poderá falar melhor que eu sobre esta parte. - Finalizava olhando para a garota, dando-lhe a deixa para falar. Depois que ela terminasse, voltaria:

- Na caverna estava havendo um leilão. Me infiltrei como um funcionário dos Vemyllion mas perdi o controle quando os malditos começaram a se referir a nossas médicas como brinquedos sexuais… Isso quase acabou custando a vida de Lenora - Dizia sem conseguir conter o remorso em minha voz, que vinha logo depois do tom raivoso - No fim, matei quase todos os sequestradores, deixando vivos apenas o loiro que é nosso prisioneiro e aquela mulher - Dizia olhando para Melissa, caso ainda estivesse conosco. Pensava por um segundo, se deveria contar sobre ela, mas decidia que não cabia mais a mim - Era uma escrava, mas ajudava os Vermyllion a sequestrarem mais pessoas. Me lembro dela em Loguetown. Quando foi liberta hoje, decidi que a punição por seus crimes seria arcar com o peso de suas escolhas e de seu passado - Era tudo o que eu decidia dizer sobre a loira, tendo em mente que era meu dever reportar a comandante o que havia acontecido. Não a defenderia se ela não demonstrasse querer isto, assim como não a atacaria também. Agora ela tomava suas próprias decisões - Quanto ao outro homem, da roupa de pirata extravagante, é William Handsome. Ele nos ajudou bastante e imagino que queira uma carona para fora daqui… Precisa convencer você disso antes.

Fazia uma breve pausa, principalmente para descansar um pouco, e então voltava a falar - Usei do meu cargo para atribuir Yumi a missão de salvar a vida de Lenora depois de promovê-la para cabo, espero que concorde com minha decisão. Ela tem se provado mais a cada missão - Fazia uma pequena pausa, dando mais uma oportunidade para que Yumi ou M-4 falassem - Por fim, assumi a transmissão do leilão de escravos e disse aqueles nobres que seu fim estava chegando. Um homem, Big Bang Kid, entrou em contato ameaçando companheiros revolucionários em Alabasta. Dizia saber onde o grupo opera na ilha e queria trocar sua vida pela liberdade da mulher e de nossos companheiros sequestrados… Eu neguei negociar a liberdade de alguém e desliguei. Handsome diz que esse Big Bang é um Supernova - Olhava de lado para o pirata, esperando que talvez pudesse dizer mais alguma coisa naquele momento - Por fim, fizemos alguns saques. Quase nenhuma madeira, mas conseguimos alguns berries, den den mushis e um livro de registros de venda de escravos do grupo com diversos nomes dos compradores. Big Bang também deixou escapar a vinda de um navio mercador para buscar os escravos aqui no Farol, talvez possamos roubá-lo caso o nosso não possa ser usado novamente. Algum de vocês tem algo a acrescentar? - Dizia olhando para meus companheiros. Ao fim, completaria - Yumi citou uma ameaça às vidas de muitos de nós... - Diria finalmente olhando para a garota, esperando que falasse algo sobre isso.




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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyDom 13 Set 2020, 13:33



Por alguns momentos, ao longo de nossa jornada rumo ao barco, questionava meus próprios pensamentos a respeito de nossa causa. Garfield colocava alguns pontos importantes em tela e, calada, eu refletia sobre eles.



— Não sei se é correto que tenhamos tirado suas vidas, Garfield. Não sei se deveríamos apenas tê-los deixado sair... Mas tento pensar nas opções que temos. Íamos prendê-los e levá-los para a marinha? Íamos deixá-los soltos para voltarem a fazer o que fazem? Não sei se concordo que retirar a liberdade de alguém é menos pior do que matar essa pessoa. Eu realmente não sei se há uma resposta certa para isso e o que possamos fazer, mas gosto do jeito que pensa, grandão... Vamos continuar procurando essa resposta juntos, sim?



Apesar do cansaço e de todos os problemas, via nosso navio e alguns rostos conhecidos. Procurava Morgana em meio a multidão, para saber notícias de Azura, mas via era M-4 vindo conversar com a gente. E então sentia o peso do mundo desabando sobre meus ombros.



— É... é minha culpa. Morgana não tinha como se proteger sem arma e eu sabia disso... Não devia tê-la deixado sair assim...



Desabava no chão, sentindo as lágrimas escorrerem em meu rosto. O cansaço, o medo e o arrependimento de minha decisão, tudo pesava cada vez mais. Sentia minha própria respiração irregular, acompanhada dos soluços, enquanto tentava encontrar as palavras pra explicar.


— Azura estava fraca, descontrolada... A pus pra dormir e ia levá-la conosco pra que Katie e Lenora a tratassem... Morgana falou do médico deles... Achei que seria melhor que expô-la a mais perigo... Não imaginei que pudessem atacá-las...


Levava as mãos em minhas têmporas, massagendo-as, tentando me livrar da imensa dor de cabeça que começava a sentir.


— Alguma notícia delas? O que podemos fazer?


Não tinha ideia agora de como agir, estava completamente quebrada. A notícia me pegara de surpresa. Agradecia por ter M-4 e Duncan ali, como meus superiores, pois sentia que até mesmo pensar nesse momento era algo difícil.



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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyDom 13 Set 2020, 23:20


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Duncan dava as costas para mim logo depois do discurso, magoando-me um pouco a atitude, principalmente por ser uma expressão pessoal e não uma tentativa de conversão — quero dizer, pelo menos não dessa vez. Handsome falava algumas coisas sobre um tal de “baby kid” que se traduz para “bebê criança”, coisa que para mim não tem nexo nenhum a princípio. Afinal, como pode existir um bebê, caracterizado por ter pouquíssima idade, que ao mesmo tempo é uma criança, caracterizada por ter idade média? Seria um paradoxo temporal? Somente o Sol para responder uma pergunta tão complicada como essa, ou alguém com sua bênção da sabedoria.

Voltando a atenção à M-8, ouvia o que ela tinha a dizer. — Não sei se é correto que tenhamos tirado suas vidas, Garfield. Não sei se deveríamos apenas tê-los deixado sair... Mas tento pensar nas opções que temos. Íamos prendê-los e levá-los para a marinha? Íamos deixá-los soltos para voltarem a fazer o que fazem? Não sei se concordo que retirar a liberdade de alguém é menos pior do que matar essa pessoa. [...] — Interromperia sua fala por um momento. — Somos livres, M-8? — Meu rosto de desespero iria aos poucos se tornando mais intenso, como quem acaba de ter uma crise existencial. É claro que as dores latentes me obrigavam a perder a linha de raciocínio, mas ainda sim era desesperador pensar na hipótese do corpo físico ser uma espécie de prisão astral. — [...] Eu realmente não sei se há uma resposta certa para isso e o que possamos fazer, mas gosto do jeito que pensa, grandão... Vamos continuar procurando essa resposta juntos, sim? (referente à fala anterior dela) — Respiraria fundo e fecharia o bico. — Sim, M-8.

Ao passo que caminhávamos, veria M-8 se lamentando e faria vista grossa, até o estupefato momento que cairia no chão lacrimejando. ”Quê?!” Olharia para os lados e procuraria Duncan com os olhos. Caso o avistasse, faria um sinal com a mão para que ele viesse a ajudar, porém, sem sucesso, me prontificaria eu mesmo. — Azura estava fraca, descontrolada... A pus pra dormir e ia levá-la conosco pra que Katie e Lenora a tratassem... Morgana falou do médico deles... Achei que seria melhor que expô-la a mais perigo... Não imaginei que pudessem atacá-las… — Respiraria fundo a fim de suportar mais gastos de energia, e assim que soltasse a respiração, puxaria a gola da sua camisa até o nível do meu rosto e enxugaria suas lágrimas com as mãos, é claro, limpando o sangue das mãos na roupa antes disso. — M-8, não existe pessoa melhor que eu no mundo. Sou um dos únicos campeões, o último herói da terra. Meu corpo é bem estruturado, meus cabelos são sedosos, minha voz é sedutora e não há mortal que resista aos golpes que resisto, até mesmo se forem explosões! — Sorriria compassivamente. — Meus dentes são claros, minhas pernas são longas, sou iluminado. Meus ideais são honrosos, meus lábios macios, meu estilo de vestimenta é a maior moda que já existiu… — Olharia para o horizonte, perderia o foco na garota. Flexionaria os dois bíceps dos braços e de maneira orgulhosa resistiria às dores, como método de provar a própria validade. — M-8, olhe para mim! Eu sou LINDO! A criatura perfeita criado pelo salvador, Ele, o maioral dentre os maiorais, a cabeça de ouro, o macaco da bola roxa, o REI da cocada PRETA! Eu sou GARFIELD HENRYFORD, o campeão do Sol, o arauto da…! — Riria com definida empolgação. Logo, me tocaria que não era o momento mais propício. — … bom, erhm… — Voltaria a mantê-la no meu campo de visão. — Eu admiro você. — Sorriria. — O Eclipse é meu irmão campeão, de fato. Mas pense comigo. — Esperaria para ver se ela estava prestando atenção. — Alguém que é no mínimo três vezes mais baixo que eu, uma donzela que usa armas de fogo por não aguentar embate físico, encarar o perigo de frente a fim de libertar seus companheiros e garantir a segurança das vidas e povos? Não soa bravo o bastante para você? — Passaria a mão no seu cabelo. — Se não soa, pegue-o: você esteve comigo quando fui empalado, costurou o pescoço de seu aliado e agora busca por outro companheiro injuriado, sabendo que poderá passar por mais um trauma, mas estando disposta a arriscar a sanidade para isso. — Daria dois tapas na sua cabeça. — Endireita a coluna. Valorize-se mais, guerreira! — Bateria cabeças com ela e me levantaria novamente.

Feito isso, apenas seguiria as próximas ordens de Duncan e observaria o local para encontrar locais de descanso. Assim que me aproximasse do local mais perto de descanso possível, me deitaria e ficaria imóvel por lá, grunhindo para qualquer um que se aproximasse.


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— Dá meus 10kk de recompensa pf.
— Me tira desse farol.
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyTer 15 Set 2020, 04:24


Narração
Sensação térmica: Frio
Localização: Farol
Amanhecendo


Duncan e Garfield e Naomi
A situação basicamente explodia na mente deles de formas diferentes. Dois ficavam arrasados, um por ser completamente fraco, a outra por se culpar. Enquanto isso Garfield era o Garfield.

A primeira a falar após a fala de M-4 era Yumi, que se culpava caindo de joelhos no chão chorando e indagando para a comandante se havia alguma informação delas. No entanto, antes que a loira sequer pensasse em responder Henryford começava uma fala extremamente estranha onde ele se elogiava, para depois elogiar Naomi e por fim tentar animá-la, bem, Garfield sendo o Garfield.

Aproveitando o clima “mais leve” que havia sido gerado graças ao discurso unilateral do pernas longas, Duncan tomava um pouco do seu controle mental novamente e indagava sobre a presença de médicos para M-4. E ela indicava para simplesmente deixar as duas por ali mesmo enquanto começava a falar. – Morgana já está tratada e está dormindo no nosso navio. – Respondia ela, podendo assim acalmar um pouco Yumi. – Alguns subordinados do capitão dela estavam vindo falar com ele e a encontraram toda quebrada. – Enquanto ela começava a explicar viam que os homens desconhecidos que cercavam o navio começavam a se aproximar e um deles claramente era o médico, que olhava para a situação de todos eles e a mais pura expressão de espanto começava a surgir. – Como um deles era médico, continuaram até chegar no nosso navio para começarem os primeiros socorros num ambiente mais controlado. Não daria tempo de levarem ela até o navio deles. – Continuou ela explicando.

Pela história já era óbvia a resposta para a próxima pergunta, mas Duncan precisava perguntar mesmo assim. A pequena comandante respondia com a negativa da cabeça antes mesmo de começar a falar. – Só sabemos que ela foi sequestrada porque Morgana está falando isso enquanto dorme de forma repetida. – O médico passava por M-4 e olhava para Lenora na mesa pensando no que poderia fazer.

Passavam então para uma explicação longa da situação que era dada basicamente de forma exclusiva por Duncan, ele até pedia mais explicações para Yumi, mas ela parecia totalmente perdida graças a culpa e não falava nada, deixando-o simplesmente sem ter o que fazer além de continuar até o fim de sua história.

Até que no final, Dellumiere perguntava sobre algum deles ter algo a comentar, que foi quando Handsome pareceu até brilhar por um instante. M-4 parecia digerir ainda tudo que Duncan falara, mas ela preferiu não comentar e esperar o pirata se pronunciar primeiro. – O jovem errou meu nome, é Wiley “Handsome” Drake – Falava o pirata se curvando para M-4 por já ser claro que ela era a mandachuva ali. Se o medo dele já era alto de Duncan, não conseguia nem imaginar a força da pequena. – Eu sou até melhor para comentar do homem que a pequena Yumi. Nós no farol estamos sempre em uma busca constante para sairmos daqui. – Falava ele num tom animado, era perceptível para o povo que estava com ele, que a presença de um navio inteiro tão perto o estava afetando, pois ele se focava no navio e depois em M-4 e assim ia indo.

Ele então continuava a falar num breve momento que ele conseguiu se concentrar mais na pequena que no navio. – Então brigas por madeira ou barcos são comuns. Entre estes, tem um pirata que comeu a Shikkan Shikkan no Mi e se tornou um homem doença. Ele não conseguiu um log pose com o Karthus e perdeu toda a tripulação em batalhas. Ele vive vagando por aí sozinho lutando por um log pose e tentando ir para alguma ilha da Grand Line. – O pirata dava uma pausa para tomar fôlego e porque o médico parecia fazer alguns comentários sobre o que haviam feito na garganta de Lenora ser “asqueroso e brilhante ao mesmo tempo”.  – Graças a akuma dele, ninguém o aceita na tripulação. Alguns falam que já o mataram, mas que ele voltou de alguma forma. O ponto simples é que ele é forte. Já marcou todos aqui com a doença dele... – Naquele momento o pirata parava de falar e começava a olhar todos em volta como se ele tivesse notado algo importante. – Apesar... já faz um tempo que não espirramos. – Falava ele notando que realmente ninguém ali havia espirrado por um tempo. – Vocês aqui continuaram espirrando? – Perguntou o pirata para M-4 e a pequena simplesmente indicou que não com a cabeça. – Nunca vi a marca dele sumindo tão rápido... – Falava ele com um tom mais preocupado olhando a sua volta quase que procurando pelo tal homem doença.

Como M-4 parecia não se importar com mais esse problema, ela se dirigia para Duncan e os demais revolucionários. – Seja para escravizar Azura, seja para conseguir um prêmio pela cabeça dela. Não tem como eles partirem do farol sem esse tal log pose. – Comentava ela. – Duncan e Yumi, vocês parecem estarem bem e vão comigo para o farol procurar por mais um desses... – Comentava ela. – Garfield, depois que o médico Danell te tratar eu quero que você procure por Faust. Se não me engano ele que estava com o Log Pose. Pode ser que o tal homem doença tenha encontrado ele... evite lutas, mas procure por ele. – A jovem tomava conta da situação e dava ordens rápidas para todos eles.


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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyQui 17 Set 2020, 17:50


O Eclipse

We are Revolution!






O sentimento de impotência me fazia não saber como consolar Yumi após a notícia do sequestro de Azura. Enquanto eu aos poucos ficava calejado daquela sensação, a garota possivelmente a experimentava pela primeira vez. Era o discurso estranho, egocêntrico e inocente de Garfield tentando consolá-la que servia para me despertar e fazer com que eu fosse capaz de seguir em frente. Me lembrava naquele momento do principal motivo de gostar tanto do pernas longas.

A conversa se seguiu e graças a isso eu podia descobrir quem eram aqueles homens e o que faziam ali. Infelizmente, entretanto, nada do que M-4 dizia poderia nos ajudar na busca por Azura. Em meu relato que vinha em seguida percebia que não teria a ajuda de Yumi que ainda estava em choque, mas por sorte a ajuda vinha de nosso novo companheiro pirata.

Ele parecia bem empolgado, provavelmente percebendo que se ajudasse M-4 poderia garantir sua carona para longe daquele lugar. Não podia negar que o sujeito sabia falar muito bem, mas seu olhar fixado no navio mostravam seu real desejo ali. O inimigo era um pirata, usuário de uma das tais akuma no mi. Havia visto de longe os poderes de uma dessas frutas ao observar por um instante o capitão Cruzis agir em Loguetown e, graças a isso, tinha a certeza de que seria um inimigo bem complicado de se enfrentar.

Eu ainda tinha diversas dúvidas na cabeça apesar do pirata ter constatado que, estranhamente, as marcas daquele inimigo haviam desaparecido mais cedo que o comum. Afinal de contas, o que exatamente a fruta da doença fazia? Como ela funcionava? Tinha certeza que não se limitava a nos fazer espirrar, ou não estaríamos nos preocupando com isso. Em meio a todo um turbilhão de dúvidas e pensamentos, ouvia M-4 dar outras ordens, de outros planos.

Ela queria ir buscar um log pose, me lembrava desse item de uma das lições que tinha aprendido com Zhac, algo essencial para se navegar na Grand Line. Assim como a comandante eu também sabia que precisávamos disso mas, mesmo tendo isso em mente, minhas dúvidas ainda faziam com que achasse que não seria prudente agir tão rápido com tantas incógnitas à nossa frente.

- Espere um pouco M-4! - Falava com a comandante não em tom de ordem, mas de um pedido - Algumas coisas ainda não se encaixam.... Não podemos sair assim - Dizia olhando para ela, e então me voltava para Handsome - Qual o nome do homem doença? Mais importante, como essa fruta funciona? Não seria um problema tão grande pra vocês aqui do Farol se simplesmente fizesse as pessoas espirrarem. Tem mais aí. - Questionava olhando em seus olhos, tentando julgar a veracidade de suas palavras.

Com as informações que queria, agora sim estava quase pronto para seguir M-4. Antes, entretanto, me voltava para o coelho e o anão dizendo - Sei que precisam de um descanso, mas tomem cuidado. E vigiem o prisioneiro e os convidados que trouxemos - Esperava que isso bastasse. Por fim, me voltando para Yumi, estenderia a mão caso a garota estivesse no chão e a ajudaria a se erguer - A culpa não foi sua Yumi. Você a deixou em boas mãos e garanto que se não fosse por você hoje, Lenora estaria morta e eu teria me perdido totalmente. Você fez o seu melhor - Dizia com um sorriso acolhedor no rosto - Além disso, a Azura é muito forte e impulsiva. Com certeza a pior escolha para um sequestrador. É capaz de ela se soltar antes de a encontrarmos - Dizia fingindo um sorriso no final. Não é como se eu acreditasse totalmente no que dizia, mas às vezes uma doce mentira é o que precisamos para nos mantermos de pé e era nisso que apostava com Yumi.

- E Garfield... - Diria me voltando ao pernas longas depois que o momento com Yumi tivesse acabado - Conto com você. Depois de uma explosão, não vai ser uma doencinha que vai te derrubar. Mas não faça nada muito arriscado, o palhaço não é tão resistente - Diria referindo-me a Faust cujo desaparecimento ainda me preocupava apesar de algo em mim achar que era apenas mais uma aleatoriedade do palhaço.

Quando ia finalmente me voltar para a pequena, lembrava-me de mais um companheiro que não havia visto desde que voltei. Era aí que eu gritava - Zazu! - Olhando em volta, esperava pela aproximação da ave. O acariciaria assim que chegasse e então, começaria a puxá-lo pelas rédeas para que fosse comigo. Achava que talvez com o animal ao meu lado eu poderia diminuir um pouco a tensão que sentia e tentava esconder naquele momento. Por fim, me voltando para M-4, eu voltaria a ficar sério - Me desculpe por fazê-la esperar, comandante! Podemos ir! - Afirmava determinado e pronto para seguí-la.



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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptyQui 17 Set 2020, 19:49



De diferentes formas, Garfield e M-4 tentavam me animar. Enquanto o grandão fazia um discurso completamente fora da realidade e desconexo e, justamente por isso, tão coerente quanto ele próprio, M-4 simplesmente me chamava para a ação, tentando não me dar tempo para me martirizar demais. Mas quem conseguia mesmo me auxiliar era Duncan. Ao dizer sobre o quão forte ela era e que era capaz de escapar sozinha, dava-me um pouco mais de esperanças.



— Vo...você acha mesmo, senpai?



Engolia em seco, tentando colocar minha cabeça no lugar. Aos poucos eu começava a relembrar as palavras de Seshiro para mim quando me alistou ao exército. Todos nós possuíamos nossas vontades e desejos, mas se cedêssemos aos medos e a culpa de decisões que tomamos, não conseguiríamos nos manter no caminho por muito tempo. Levantava-me, erguendo o queixo novamente, indo em direção a Danell. Olhava para o médico, fazendo em seguida uma breve reverência, enquanto dizia:



— Gomen por ter permitido que Morgana ficasse desprotegida. Sei que não deve nada a nosso grupo, mas poderia cuidar de Katie e Lenora, por favor? Eu fiz os cuidados básicos de primeiros socorros, mas ainda estou aprendendo, não sou muito boa nisso... Quando voltar, inclusive, se puder me ensinar algo, ficarei muito grata! Mas agora preciso ajudar meus superiores. Conto com você! E, novamente, obrigada!



Esperaria pela resposta e, em caso de recusa, viraria para M-4 e para Duncan e diria que iria permanecer, pois minha responsabilidade no momento era com as médicas. Entretanto, se a resposta fosse positiva, andaria até Garfield, dando um beijo em sua bochecha, e diria:


— Cuide bem de todos, grandão... Voltamos em breve.


Apesar de todas as coisas horríveis que Garfield já tinha dito, bem como algumas de suas ações, eu começava a perceber que, do seu jeito, o pernas longas era apenas uma enorme criança. Viraria-me para começar, então, a seguir os chefes. Minha mão já na besta, a outra com o dardo pronto para ser colocado. Não sabia o que encontraríamos, ou quem, mas definitivamente eu não seria pega desprevenida novamente.



Objetivos:
 

Citação :

Contagem

Posts: 19
Ganhos: Perícia primeiros socorros?
Perdas: -
Relações: M-4: em construção
Morgana: em construção
Azura: em construção
Duncan: em construção
Garfield: em construção
Wiley: em construção

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Sagashi
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MensagemAssunto: Re: Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante   Cap 3: O alvorecer da névoa trovejante - Página 9 EmptySex 18 Set 2020, 15:56


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Reparava quase instantaneamente que M-8 não ficava tão feliz com meu discurso. ”Meras palavras não a satisfarão.” Olharia para baixo, evitando contatos visuais por um momento. ”A situação foi traumática demais. Vou deixar que outra pessoa cuide dela, pelo menos, por enquanto…” Voltava minha atenção às proclamações de M-4 e achava um trecho que me alegrava, não por causa do tritão, mas por ser o foco da preocupação da garotinha. — Morgana já está tratada e está dormindo no nosso navio. — Sorria e empurrava levemente o ombro de M-8. — Vê?! Ela está bem! Você a salvou, M-8! — Esperava que ela ficasse melhor depois disso. Voltaria a prestar atenção em M-4. Dizia ela que Morgana estava meio que traumatizada, visto que acabara por falar enquanto dormia sobre ter sido sequestrada. ”Não é como se eu me importasse muito… só quero o bem da M-8.” Encararia M-4 com semblante sério e compreensivo, enquanto afirmaria com a cabeça para mostrar estar prestando atenção.

Papo vai, papo vem. Handsome se manifestava, coisa que me incomodava um pouco por ele poder estar mentindo a qualquer momento, embora me restasse apenas confiar nele, não havendo outra opção. Assim que M-4 mencionasse meu nome, daria um passo a frente. — Garfield, depois que o médico Danell te tratar eu quero que você procure por Faust. Se não me engano ele que estava com o Log Pose. Pode ser que o tal homem doença tenha encontrado ele... evite lutas, mas procure por ele. — Dolorido, colocaria as duas mãos nos seus ombros e olharia para seu rosto diretamente. — Ótima escolha, M-4: o imortal para combater a pestilência. Prometo ser a vacina dessa vez! Digo, com o menor contato físico possível… — Soltaria-a e procuraria com os olhos por alguém que parecesse médico. ”Danell… Danell…” Procuraria com os olhos, até desistir e voltar para minha posição anterior, esperando o fim do diálogo para colher o maior número de informações possível.

Ao fim do diálogo de M-4, Duncan dizia palavras acolhedoras para M-8, que aparentemente a alegravam do seu estado de melancolia. ”O Eclipse fala muito bem! Talvez eu devesse pedir a ele alguma dica sobre relacionamentos. Aliás, será que ele já leu o livro que dei?” Me perderia em pensamentos. Não conseguiria evitar de dar um sorriso de canto de boca, contente por estarmos todos mais calmos e longe daquele buraco. Estávamos livres e o Sol estava para raiar. ”Ah, meu rei, você está de volta. Faltará pouco agora para totalizar sua força e me contaminar com todo seu poder! Estarei te esperando — serei sua mão direita para derrotar a pestilência e…” Meus pensamentos eram interrompidos por Duncan. — E Garfield… — Me espantaria, percebendo que não tinha acompanhado o diálogo por completo. — Conto com você. Depois de uma explosão, não vai ser uma doencinha que vai te derrubar. Mas não faça nada muito arriscado, o palhaço não é tão resistente — Bateria continência. — Nem se fosse um meteoro, irmão. É capaz da pestilência me fazer rir mais alto que o palhaço. — Contrairia meus dois bíceps em uma posição de poder, porém, por infortúnio, relembraria-me das dores e abaixaria o braço rapidamente. — Vou pedir licença para vocês, preciso de cuidados mé… — Nesse momento, seria surpreendido por um beijo na bochecha.

Passava a mão no rosto, incrédulo. — Cuide bem de todos, grandão... Voltamos em breve. — Soltaria ar pelas narinas, como quem desistisse de sentir espanto e aceitasse o beijo polêmico. — Vou sim, M-8, pode deixar. Vocês vão me ver de novo, nem que eu precise atravessar a Grand Line à pé. — Sorria e afagaria sua cabeça. Quando Duncan chamasse Zazu, meus olhos brilhariam e repetiria o gesto. — Zazu! — Se o animal viesse até mim, afagaria seu pescoço, cabeça e tronco, divertiria-me um pouco e enfim soltaria sua cabeça para caminhar em direção ao navio, procurando por Danell. — A propósito, irmão… — De costas, me referia à Duncan. Viraria o rosto para ele com um olhar esperançoso. — Dos berries que conseguimos, junte pelo menos um quinto: vamos beber bastante suco e comemorar o ingresso de M-8 quanto tudo isso acabar. Não esquente, M-4, chamaremos você também. Compre um de maracujá — o amarelo me seduz. — Voltaria a seguir meu caminho para o interior do navio e ser tratado por Danell.

— QUEM AÍ SE CHAMA DANELL? — Olharia para os arredores a procura do médico. — ME EXPLODIRAM! TRAGA O MELHOR DOS SEUS REMÉDIOS PARA MIM! — Encararia com olhares intimidadores qualquer um que me olhasse torto e que tivesse a patente menor que a minha. Caso fosse atendido pelo médico, aguentaria as dores do tratamento e, de quebra, conversaria um pouco com ele. — Danell, não é? Belo nome. Conhece um tal de Hugo? — Olharia para o teto. — Não sei bem, mas faz tempo que não o vejo. Sinto medo do que pode ter acontecido com ele… — Faria movimentações ansiosas com os dedos, batendo a ponta deles em algum lugar. — Ei, doutor, diz para mim, você tem remédio para doença? — Esperaria um tempo. — Ãhm… doença que alguém joga na gente. Literalmente. Tem remédio para isso? — Esperaria a resposta novamente. Enquanto isso, seria tratado, e, quando fosse liberado, voltaria para a entrada do navio, saindo por ela e caminhando em busca do palhaço.

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Facilitando a vida do narrador:
 
Objetivos escreveu:

— Dá meus 10kk de recompensa pf.
— Me tira desse farol.
— Deixa eu forjar uma paradinha mec.

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