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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 10 Anos de OPRPG - Legends!

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ADM.Tonikbelo
Capitão
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ADM.Tonikbelo

Créditos : 67
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Masculino Data de inscrição : 24/11/2011

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MensagemAssunto: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptySab 21 Mar 2020, 00:00

Relembrando a primeira mensagem :

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 56ZjYvu

10 Anos de OPRPG - Legends!

Como em qualquer história, lendas vão e vem e no One Piece RPG não foi diferente. Ao longo desses 10 anos, muitos personagens marcaram a história do nosso querido fórum de maneira incrível e muitos de vocês já devem ter ouvido por ai contos de seus feitos que foram tão marcantes ao ponto de torná-los lendas, não é mesmo? É justamente para mantê-los sempre vivos que esse evento foi criado.

Agora é o momento de revivê-los e fazê-los mais uma vez passar por alguma incrível aventura e mostrar mais uma vez ao mundo porque eles se tornaram o que são e também mostrar a nova geração como é que se faz.

O Evento Legends será um evento onde vocês é quem darão vida a essas verdadeiras Lendas do One Piece RPG ao criar e mostrar pra gente uma Fanfic envolvendo esses personagens. Pode ser um One Shot, pode ser um capítulo introdutório, enfim... você escolhe. Mas claro, temos algumas regrinhas também.

Regras


  • Para este evento não é preciso estar ativo no fórum, necessitando apenas que se tenha uma ficha criada há mais de 30 dias. Contando da data de hoje, abertura do evento.
  • Você deverá criar uma história que inclua os personagens pré estabelecidos (indicados ao final deste tópico), tentando ao máximo ser fiel ao que eles eram em suas épocas (personalidade, aparência, modo de agir e etc).
  • Você deve usar pelo menos 10 (Dez) dos personagens listados. Suas recompensas e cargos na marinha poderão ser alteradas a critério de vocês, mas a hierarquia dentro dos bandos deve ser respeitada.
  • A história, claro, se passa no universo do fórum. É possível, no entanto, combinar os personagens de eras diferentes, como por exemplo misturar In Peace com Shirozo ou até mesmo usar personagens da era atual.
  • Os personagens que possuíam Akuma no Mi permanecem com ela, mesmo que tenham ganho por exemplo uma Akuma após ter mudado de bando e aqui estando listados no bando anterior.
  • Apenas os membros principais dos bandos foram listados em alguns casos. Podem citar os outros ou inventar randons complementares, no entanto, eles não entrarão na contagem de dez personagens.
  • O tamanho limite para a história é o máximo de caracteres que um post do fórum é capaz de suportar. Neste caso, não upem em sites externos como docs e etc. Ela deve ser postada aqui. É apenas um post por participante também.
  • As histórias serão avaliadas e as três escolhidas irão para a fase final para decidir a ordem dos vencedores. Os critérios avaliados serão a qualidade bem como fidelidade aos personagens, então não adianta criar uma historia boa mas não ser fiel ao que eles eram.
  • Vocês não terão acesso a como eram os personagens antes, então, deverão se basear no que já ouviram por ai deles. É uma forma de ver como está a memória de vocês sobre as nossas lendas.
  • O prazo para postarem as histórias é até 25/03/2020 as 23:59:59 (Horário de Brasília), aqui mesmo neste tópico. No dia 26/03/2020 serão anunciadas as três finalistas.
  • COLOCAR O LINK DA FICHA NO COMEÇO DO POST


PRESTEM MUITA ATENÇÃO POIS NÃO SERÃO ACEITAS EDIÇÕES OU REPOSTS

Personagens

-Frota In Peace (Shimizu Raiden, O Herói (Capitão), Daisuke Ryoma, Sombra Vermelha, Yagami Tidus, Spark M. Takezo e Axell Gates Nyngio)
-Frota Imperial Blues (Gheorghieff V. Razor, Apóstolo do Céu (Capitão), Ragnar D. Ravnson e Ryuza Ying)
-Sea Killers (Ken, Berseker (Capitão), River, Ceifador da Lua (Vice), Mukuro Raizen, O Demônio de Oito Caudas e Ulki-kun, O Sexyborg)
-Flash Kaizokudan (Overspeed D. Roger (Capitão), Shion K. Siryum (Vice) e Zed D. Black)
-Itami no Tenshi (Hikasuno D. Sfringt, O Desmembrado (Capitão), Drifit D. King (Vice) e Armstrong L' Breggs)
-Red Lions (Axel Newgate (Capitão), Speed Demon, Tonikbelo, Luiz D. Eduardo e Noah Newgate)
-Blue Tigers - Revolucionários (Shura (Líder))
-Kyodai Vodenjak Malicious (Tsuyoshi Kiodo, Âncora Branca (Capitão) e Chaos Sun)
-Oshaberi no Kaizokudan (Toni, O Falastrão (Capitão) e Orihara Izaya, O Metamorfo)
-Shirozo no Kaizokudan (Kyros Alexios, O Elefante Branco (Capitão), Mitarashi Hanzo e Yami, O Loiro)
-Sickle at Sea (Ashrya L. Winter, Rainha da Morte (Capitã), Akuma Nikaido, Ás de Espada e Katsu Noitra)
-Personagens Solo ( Aaron Skyblazer, O Dragão Branco (Marine), Rioly Gina (CR), Pippos D. Vitaminado, Muralha Dourada (Marine), Claire White Swan, A Lótus (Marine), Tsuyoshi Rigel, O Civil (Civil), Hideyuki A. Divine, Demon Witch (Revolucionário), Sirian D. Luna (Pirata))

Bandeiras

Premiação

1º Lugar

-1 Akuma no Mi (Gomu Gomu no Mi ou Neko Neko no Mi - Model Leopard), 1 Ryo Wazamono (Chamas) ou uma Sea Babylon (Chamas).

OBS: Não será possível escolher o tipo de Meitou ou Babylon, assim como nas Akumas, é uma pré definida.
OBS²: Este prêmio não terá peso em indicações! Se você escolher uma Akuma no Mi poderá tentar posteriormente a indicação para uma Meitou ou Babylon e se você optar pela Meitou ou Babylon, poderá ter posteriormente uma indicação para Akuma no Mi. É uma oportunidade única de ter as duas coisas!!!
OBS³: Se você já possuir Akuma no Mi só poderá optar, obviamente, pela Meitou ou Babylon e se possuir uma Meitou ou Babylon, somente pela Akuma.


2º Lugar

-1 Legendary Weapon + Vale Vantagem de 2 Pontos

3º Lugar

-1 Arma de Projeto de Evolutionite + Vale Vantagem de 1 Ponto


Some legends never die, they just become the heroes for new generation...

____________________________________________________

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10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 XGXRCFd
-Ficha-
Cor (#4aa2a4)
10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 LEwKupp
10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 Tonip


Última edição por ADM.Tonikbelo em Sab 28 Mar 2020, 21:51, editado 1 vez(es)
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AutorMensagem
Wesker
Revolucionário
Revolucionário


Data de inscrição : 29/04/2012

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 Empty
MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 19:37

Ficha: Duncan Dellumiere



Três anos antes
Mar próximo a Jaya

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 400px-Oharabustercall

O crepitar das chamas podia ser ouvido de longe enquanto todos os membros da frota In Peace observavam o resultado de seu trabalho. Pela primeira vez em suas vidas haviam cumprido uma missão sem terem sequer uma gota de seu sangue derramado, e isto os incomodava. Aquilo era realmente algo além de um massacre sem sentido? Os marinheiros que assistiam aquela cena não conseguiam parar de pensar no momento em que o sistema de Shichibukais fora desfeito e agora, com aquilo, na guerra que estaria por vir.

Aquela ilha há algum tempo havia sido o principal território do Berserker na Grand Line. Ken era o capitão dos Sea Killers, um temível bando pirata que atuou por muito tempo e passou a ser muito temido pela marinha, até que seu capitão recebeu e aceitou um convite para se tornar um Shichibukai, a marinha o julgava um inimigo problemático demais. Tudo isso, entretanto, eram águas passadas agora.

O sistema de Shichibukais havia sido desfeito após a última reunião do Levely e desde então, muitos dos lordes do mar vinham causando problemas e se rebelando, até mesmo se aliando a algum dos Yonkou. A destruição total de Jaya, uma ilha de piratas, era a mensagem que o Governo Mundial queria passar ao mundo para mostrar que a era dos piratas havia acabado. Já há algum tempo circulava pelo mundo o boato de que os cientistas do governo haviam desenvolvido uma arma tão forte que era capaz de destruir uma ilha inteira com apenas um tiro e, neste dia, todos esses boatos haviam se provado verdadeiros.

- Vamos embora… - Ordenava o Vice Almirante Shimizu Raiden a sua frota, era uma das raras ocasiões onde ele não tinha humor para fazer alguma brincadeira ou piada. Apesar do sucesso em sua missão e de terem passado a mensagem que queriam passar ao mundo, todos naquele navio estavam melancólicos pensando nas vidas que haviam tirado de forma tão desumana e se, naquele caso, os fins de fato justificam os meios. A In Peace voltava a navegar naquele dia deixando para trás o crepitar das chamas como o único som que podia ser ouvido a quilômetros de distância. Lembrariam-se para sempre das labaredas que viram de longe tomando a ilha em questão de segundos, poucos antes de subirem aos céus na forma de um cogumelo de fogo.

Algum lugar no Novo Mundo, Alto Mar
Dois meses atrás

- Tem certeza disso, Nik? - A Rainha da Morte respirava fundo, com seus olhos violeta fitando de forma preocupada o médico da tripulação. Naquela manhã Nikaido havia acordado sua capitã pedindo por uma reunião e, agora, contava-lhe o que seus informantes haviam descoberto. A notícia que circulava no jornal, que a principal base do Senhor do Caos no Novo Mundo havia sofrido uma “varredura”, como gostavam de chamar, era verdadeira. O mais preocupante, entretanto, era que o próprio governante da ilha não havia sido visto desde então, sendo dado como morto. A marinha havia feito muita questão de divulgar isso nos últimos tempos e, sem acreditar que um homem tão poderoso quanto ela pudesse ter tido um fim como aquele, a Rainha da Morte havia mandado um de seus fiéis companheiros investigar a situação.

Assim como Ashrya, Gatsu Gokudera, Kyros Alexios e Toni eram piratas da pior geração que com o passar dos anos haviam destronado os antigos imperadores dos mares e assumido seus cargos eles mesmos. Por mais que eles não se dessem bem entre si, reconheciam os poderes uns dos outros e por isso mesmo atuavam como os quatro pilares que sustentavam o Novo Mundo.

Após a “Varredura Primária”, como foi conhecido e divulgado o evento de Jaya, o governo mundial havia começado sua investida com todas as forças e, dois anos depois, até mesmo a principal base do exército revolucionário já havia sido destruída em sua resistência final, fator que afetou principalmente O Falastrão que tinha um dos generais da revolução, Richard Sharpe, como um amigo tão próximo.

Nos anos seguintes diversos piratas se viram acuados. A marinha não costumava fazer prisioneiros e, aqueles piratas que não tivessem jurado lealdade a um dos Younkous, na maioria dos casos, já estavam mortos. Enquanto os quatro ainda estavam de pé, entretanto, ainda era possível agarrar-se a esperança e ao desejo de lutar, sabendo que mesmo o Governo Mundial não seria capaz de tocar em pessoas tão poderosas quanto eles. Com a possível morte de Gatsu, entretanto, as coisas pareciam ficar um pouco mais complicadas.

- Nikaido, contate o Alexios. Diga que precisamos conversar - Girando sua pequena foice de maneira inquieta, a capitã do Sickle at Sea se retirava de sua cabine e ia respirar um pouco de ar fresco do lado de fora, imaginando o que estava por vir e deixando o médico sozinho naquela sala - Katsu… - Chamava pelo atirador que chegava até ela de forma bem rápida - Como vai L? - O atirador sorria, provavelmente Ashrya havia sido a primeira pessoa a quem Nikaido deu aquela notícia perturbadora - Tem notícias de Wesker e Gregar? - Questionava.

O imediato e o arqueólogo da tripulação haviam viajado há algumas semanas após receberem a notícia de que Davy Jones tinha sido dado como traidor e preso pela marinha após atacar um almirante junto de seu clã, tentando impedir uma varredura que destruiria totalmente Conomi Island, ilha que ele mesmo havia salvo no começo de sua carreira - Da última vez que ouvi haviam saído do East Blue, tinham achado uma pista do paradeiro do tal Jones. Não se preocupe com a demora, eles devem só ter se perdido por aí, como sempre - Ele dava de ombros com uma pequena risada ao final de sua frase, provavelmente tentava acalmar um pouco a capitã que se preocupava tanto com seus companheiros, principalmente em tempos como aqueles.

- Hmpf, quem diria que os meninos se afeiçoariam tanto a um caçador de recompensas que nos perseguiu… - Massageava as têmporas, irritada - Eles tem sorte, só permiti que eles saíssem nessa busca porque aprecio esse tipo de lealdade - Ela respirava fundo mais uma vez, e naquele momento a porta de sua cabine se abria, e Nikaido vinha uma vez mais ao seu encontro.

- A mensagem foi enviada, capitã - Ele dizia com sua voz transmitindo a seriedade da situação. Katsu tinha um olhar confuso, mas antes que pudesse dizer algo, a própria Ashrya era quem falava com o atirador - Mande Kan e Nábis erguerem as velas, temos um encontro marcado com o Elefante Branco… - Como o bom soldado que era, Nnoitra apenas seguia as ordens sem questionar. Mais tarde naquele mesmo dia a capitã compartilharia seus planos com todos os tripulantes do navio.

Novo Mundo, Arredores de Risky Red Island
Dois Meses Atrás

- Pai… - Um sujeito loiro com olhos de cores diferentes abria a porta do quarto escuro, fazendo a luz do Sol tomar o local e acordar o meio gigante que dormia com o auxílio de alguns aparelhos - O que foi, filho? - O homem que agora se levantava de sua cama era Kyros Alexios. Por mais que ainda hoje seja considerado o homem mais forte do mundo, o Elefante Branco já havia tido sua cota de batalhas durante toda a sua vida e atualmente, já com certa idade, passava a maior parte do seu dia dormindo para conservar suas energias, deixando qualquer burocracia ou formalidade para seus filhos mais antigos na tripulação. Para ser acordado daquela forma ainda tão cedo, era certo que algo grande estava acontecendo.

- Fomos contatados pelo Ás de Espadas. Ele mandou uma mensagem em código. Dizia que o Senhor do Caos está morto e nossa posição mais ameaçada do que nunca, a Rainha da Morte pede por uma trégua… E uma reunião - Nada parecia abalar o tom frio de Mitarashi Hanzo, mas seu capitão o conhecia bem o suficiente para saber a seriedade daquela situação.

- Gyahahaha! Quer dizer que aquela anãzinha de jardim quer finalmente dar um basta nisso? A situação deve estar realmente feia! - Ele ria um pouco. Aquele sujeito parecia inabalável, tamanha a confiança em sua própria força - Isso vai ser interessante. Responda-os. Sinta-se livre para escolher o local. Mande seu irmão preparar a comida, e os venenos. Temos uma longa viagem pela frente. - Com um sorriso, Hanzo se retirava do quarto que, com a porta fechada, voltava a total escuridão. Uma chama então surgia ao centro, onde estava aquele homem grandioso. Todo o quarto era iluminado novamente, desta vez com um tom alaranjado. Pela primeira vez em anos o Elefante Branco estava empolgado com o que estava por vir

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 56e8

- Vamos ver o que você planeja, pequenina!

Novo Mundo, Alto mar
Três semanas atrás

Aqueles dois navios já estavam parados ali há algumas horas. Seus tripulantes encaravam uns aos outros com cara de poucos amigos, não era a primeira vez que se encontravam e, em todas as outras, havia sido para que pudessem cruzar espadas. No convés, O Loiro fumava pacientemente mais um de seus cigarros enquanto era encarado por Nnoitra no outro navio. Os dois estavam ali encarregados de conter os ânimos de suas respectivas tripulações, ainda que ambos parecessem mais dispostos a começar um conflito ali mesmo. Dentro da cabine do capitão dos Shirozos, uma reunião inédita acontecia.

Início da reunião

O clima naquela sala era tão denso que quase podia ser cortado pela foice que Ashrya trazia sempre consigo. A rixa entre aqueles dois Yonkou era provavelmente a maior e a mais velha de todos os quatro imperadores. Mitarashi Hanzo, na verdade, havia sido o primeiro membro do Sickle at Sea até o dia em que foi preso e acabou jurando sua lealdade à Kyros Alexios. A Rainha da Morte havia passado os próximos meses buscando pelo paradeiro de seu companheiro antes de saber de sua traição, este que era o crime mais imperdoável que um membro dos ceifadores poderiam cometer.

- Você realmente me desafia trazendo este homem para a reunião, Kyros - Os olhos púrpuras não eram capazes de disfarçar o olhar assassino que a ceifadora tinha para com o traidor. Winter, a segunda personalidade de Ashrya, era bem mais sádica e sanguinária, e era ela quem comandava o corpo naquele momento. Atrás dela, alimentando um silêncio amedrontador, estava Akuma, a segunda personalidade de Nikaido e o braço direito do segundo lado da Rainha da Morte. Kyros, implacável como sempre, não desviava o olhar daqueles dois nem por um momento, não estava disposto a ceder nem um pouco.

- Ele é meu filho e um membro leal de minha tripulação - Ele respondia - Tem minha total confiança e poderá ficar aqui o quanto quiser - O desafio era claro desde o simples ato de escolher Hanzo e não Yami para acompanhá-lo naquela reunião. A atmosfera daquela sala seria capaz de desmaiar qualquer pessoa mais fraca e, por isso mesmo, aqueles escolhidos como seus guardiões naquela reunião eram homens muito fortes.

- Akuma, vamos cumprir nossa parte no trato - Ashrya virava levemente seu rosto para trás e passava a fala para o médico de sua tripulação, que respondia prontamente - Pouco mais de um mês atrás recebemos a notícia da morte do Senhor do Caos - Ele olhava para os olhos de cada um dos presentes - Todos vocês sabem da situação atual, então não tenho motivos para explicar tudo, mas o exército revolucionário caiu, a Era dos Piratas acabou e aqueles que não nos seguem, estão mortos ou sendo perseguidos até o fim do mundo. Tudo isso por causa da nova arma que o governo chamou de Átomo, capaz de destruir uma ilha inteira em poucos segundos com um único tiro. Como uma versão compacta de um Buster Call.

A explicação servia para diminuir o clima de conflito naquela sala, apesar de seu conteúdo claramente mantê-lo bem tenso - Analisando o que restou de uma das ilhas destruídas, cientistas aliados finalmente conseguiram perceber apenas que a bomba é feita a partir da fissão nuclear, mas não temos tempo para explicar isso agora. Fato é que aquilo destrói tudo o que toca e é provavelmente a arma mais forte já criada, com uma tecnologia que apenas o Governo Mundial é capaz de reproduzir.

- Se não podemos ter a arma, não estou realmente interessado em saber do que essa porcaria é feita. Vocês sabem como a paramos? - Cortava Kyros Alexios, impaciente. Quem o respondia, desta vez, era a própria Winter - Esta, na verdade, é a razão de toda essa reunião estar acontecendo. Não sabemos, imaginamos que vocês também não. O que pretendemos, e precisamos engolir nossos orgulhos por isso, é fazer uma trégua, juntar as inteligências que temos a disposição para descobrir tudo o que pudermos e, por fim, usarmos nossas forças para destruir a arma de uma vez por todas - O silêncio retornava por mais alguns segundos, até que a porta se abria bruscamente.

- É aí que eu entro! - Yami, o Loiro, abria a porta sala de maneira repentina. Parecia muito mais agitado e cheio de si do que o normal - Óh, me desculpem! Esqueci de tirar a cara do loirinho ali fora e me vestir de maneira mais adequada - O homem fechava a porta e passava a mão direita a frente do rosto. Orihara Izaya, o Metamorfo, era o braço direito do Falastrão e um dos homens mais astutos do oceano.

- O que faz aqui, Metamorfo? - A existência daquele sujeito simplesmente irritava um homem como o elefante branco. Manipulador, cheio de truques e cheio de si, era o oposto a muitas coisas que o meio gigante pregava. Era também um dos poucos homens que tinha coragem e a audácia de se portar daquela forma mesmo em frente à duas das pessoas mais poderosas do mundo - Nem um bom dia? Vocês não mudam mesmo - Ele gostava de brincar com as pessoas e suas palavras apenas serviam para provocar o Elefante Branco que já começava a cerrar seus punhos - Eieiei, calma aí grandão! Foi o Toni que me mandou, obviamente - Seu sorriso claramente zombava de Kyros, mas o meio gigante era esperto o suficiente para saber que não era o momento de arranjar problemas com outro Yonkou. Ele então se ajeitava em seu trono, respirava fundo e dizia ao penetra - Pois bem, vamos logo com isso

Orihara Izaya sorria mais uma vez, mas logo ajeitava sua expressão. Era o momento de falar sério - Depois da morte de Richard, Toni me mandou investigar as fraquezas da nova arma. Mesmo querendo vingar nosso companheiro, somos espertos o suficiente para não nos metermos em problemas sem um plano. Eu acho que ensinei isso bem ao capitão - Ele não podia evitar de fazer aquele comentário - Pois bem, fiz meu dever de casa. Com alguns anos de infiltração reuni informações e, em uma feliz coincidência, o capitão interceptou a comunicação de vocês dois e me mandou vir para cá imediatamente.

- Sempre irritantemente astutos. O que descobriu? - Questionava a ceifadora querendo que o homem fosse direto ao ponto - É simples. Apesar de implacável, a arma precisa esfriar por um mês depois de dar um tiro. Nesse meio tempo, a arma fica protegida em Marineford, guardada pelos três almirantes da Marinha e muitos outros marinheiros do mais alto escalão - Era Mitarashi Hanzo quem interrompia agora, parecendo ter se lembrado de algo - Às notícias dizem que o último tiro da Átomo destruiu Chaos Island há uma semana para acabar com a última ilha fiel ao Senhor do Caos... - Izaya voltava a sorrir - Parece que o esquisito aí já entendeu. Esta é a nossa brecha, dada por Gatsu Gokudera. Se não a aproveitarmos, não sabemos qual de vocês será o próximo da lista do Gorousei.

Era possível ouvir Kyros Alexios respirar fundo naquele momento, antes de dizer - Pois bem, eu aceito a sua trégua Winter - Dizia olhando para a garota que o encarava com a mesma frieza desde o início da reunião - Quanto a você - Encarava Izaya - Avise ao Falastrão que finalmente terá a sua chance de vingança. Nos encontraremos na entrada de Marineford em três semanas. Convoquem suas frotas, nossos imediatos planejarão o ataque. - O Metamorfo lhe respondia com um sorriso. Sem dizer nada, todos deixavam a sala e do lado de fora as pessoas se surpreendiam com a presença de Izaya, cuja chegava ninguém havia percebido.

- Você brinca com a sorte - Dizia Yami, agora o verdadeiro, para aquele homem. O Metamorfo, por fim, se aproximava da borda do navio no mesmo momento em que saía da água um brigue bem pequeno, no qual ele pulava - Nunca se tratou de sorte, loiro! - Ele respondia enquanto seu pequeno navio se afastava. Enquanto isso, a Rainha da Morte finalmente se juntava a sua tripulação e ordenava para que o navio zarpasse. Nas próximas semanas, Nikaido, Hanzo e Izaya haviam tido alguns encontros poucos amistosos para que pudessem planejar o ataque.

Nova Marineford
Três semanas atrás

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 350?cb=20190427223622&path-prefix=pt

- Eu não sei Claire… Será que estamos mesmo fazendo a coisa certa matando todos esses piratas? - O almirante Aaron Skyblazer olhava para o teto de sua sala enquanto questionava outra almirante, Claire Swan, sobre o que a marinha vinha fazendo pelo mundo. Ambos haviam subido recentemente a seus cargos juntamente do Muralha Dourada quando Ragnar D. Ravnson ascendeu ao cargo de almirante de frota. Um homem astuto que já estava há muito tempo na marinha e, por isso mesmo, era um dos últimos de sua época que continuava atuando, seja por os outros terem se aposentado ou por terem morrido em batalha, como no caso de Gheorghieff V. Razor, cujos poderes da akuma no mi hoje pertencem a bela almirante.

Ravnson comandava a marinha com punhos de ferro, mas aqueles dois não eram assim. O Dragão Branco sempre fora considerado um herói por todo o mundo, e sempre agiu de modo que pudesse fazer jus a essa fama. No início da varredura fora convencido de que aquela arma seria o fim dos piratas e finalmente traria paz ao mundo. Hoje, depois de ver tantas varreduras, ele já não tinha tanta certeza.

- Sinceramente? - A mulher estava bem pensativa - Eu costumava realmente acreditar que estávamos fazendo o bem. Você também, não é? - Ela olhava para Skyblazer, esperando alguma confirmação. O herói da marinha em nada se parecia com o homem que um dia foi. Hoje, com seu companheiro tendo próteses mecânicas e marcas por todo o corpo, Claire se sentia feliz apenas por saber que ainda restava mais de homem do que de máquina naquele homem.

- Na verdade não sei mais dizer se o que estamos fazendo é justiça ou só um massacre desenfreado… - Seu tom parecia bem melancólico. Após respirar fundo, o almirante se ajeitava em sua cadeira - Você acha que devemos desistir? Como Raiden fez? - Era perceptível uma certa tristeza em suas palavras - Eu simplesmente sinto que falhei com todos… Comigo mesmo, por ter concordado com tudo isso... - Apoiando-se com os cotovelos sobre sua mesa, Aaron olhava para baixo tentando conter suas lágrimas, uma visão bem triste para se ter de um homem como aquele.

- Nunca desistimos, não é? Estamos no topo da cadeia agora, Aaron. Temos que tentar mudar isso. Desistir agora é que seria trair todos aqueles que confiaram em nós - A mulher, determinada, erguia o rosto do Dragão Branco e o encarava. Seu companheiro apenas respirava fundo, sabia que ela estava certa mais uma vez. De alguma forma, aqueles dois teriam que fazer sua parte para mudar a marinha.

O Navio do Sickle at Sea, Novo Mundo
Dois dias atrás

- Katsu! - Impaciente, a capitã já vinha andando de um lado para o outro no convés a algum tempo enquanto o atirador do bando a observava de longe, decidindo não incomodá-la até ser chamado - L? Tudo bem? - Nnoitra estava visivelmente preocupado com o bem estar de sua capitã, que massageava as têmporas antes de respondê-lo.

- Tudo, obrigada por se preocupar - Ela fazia uma pausa enquanto olhava para seu companheiro - Estou preocupada com Wesker e Gregar, qual foi a última notícia que eles deram? - Por mais que a maioria das pessoas no mundo apenas conhecessem seu lado sádico, Ashrya se preocupava muito com cada um de seus companheiros e jamais permitiria que nada de ruim acontecesse a eles. Katsu, por sua vez, parecia desanimado por não poder dar boas novas à sua capitã:

- Infelizmente, a última foi aquela que te contei há uma semana. Eles descobriram o paradeiro de Davy Jones, mas algo estranho parecia estar para acontecer. Desde então, o máximo que ouvimos foi que um navio da marinha desapareceu perto da localização de onde eles haviam feito seu último contato - A mulher massageava as têmporas mais uma vez, agora parecendo bem impaciente - Que droga, espero que esses dois não tenham feito nada idiota - Katsu era um dos poucos a conhecer este lado da Rainha da Morte, e também um dos poucos a quem ela se permitia mostrá-lo. Ela respirava fundo. Na próxima fala, seu tom era mais determinado e sombrio:

- Pois bem, continuarei confiando neles. Avise a todos que amanhã partiremos para a guerra!

Nova Marineford
Presente

Era uma tarde como qualquer outra em Nova Marineford. Assim como era de rotina, depois da diminuição considerável no número de piratas pelo mundo a maioria dos marinheiros eram ordenados a ficarem de vigia na base, protegendo a arma suprema, ainda que muitos dos de menor importância no grupo sequer soubessem desta função, achando apenas que deveriam ficar de guarda.

Aaron Skyblazer estava em sua sala, pensativo quanto ao que poderia fazer quanto a situação atual. A verdade é que nunca fora um homem de fazer muita política mas, nesse caso, acreditava que ação não era a medida ideal contra seus próprios companheiros, homens que em sua maioria estavam apenas seguindo homens e achando realmente que estavam salvando o mundo, assim como ele mesmo já havia acreditado ingenuamente uma vez. Em meio a todo aquele momento de contemplação, seu haki da observação lhe mostrava repentinamente o que estava para acontecer em questão de segundos, fazendo com que cuspisse um pouco do café que tomava.

Do lado de fora, um dos soldados em patrulha encarava o mar bem confuso, era como se estivessem surgindo diversas sombras vindas diretamente do fundo do mar. Era então que vinte navios gigantescos se erguiam do oceano, com três deles a frente de todos os outros e os três imperadores restantes à frente de suas respectivas embarcações. A última coisa que aquele pobre marinheiro via era a expressão furiosa de Kyros Alexios gritando:

- CANHÕES!!! FOGO!!!

Diversos disparos eram feitos, saindo de todas as embarcações. O número de piratas era bem menor que o de marinheiros devido à quase extinção desse grupo, mas um ataque surpresa como aquele serviria para reduzir drasticamente os números do adversário. As explosões podiam ser ouvidas por todos os lados, somada a diversos gritos dos marinheiros surpreendidos. Aaron Skyblazer corria com toda a velocidade e usava o poder de sua Akuma no Mi para saltar pela janela da principal construção do quartel. Precisava agir com urgência, ou perderiam antes mesmo da batalha começar.

Como um borrão muito veloz, Skyblazer repentinamente já estava na frente da próxima leva de disparos dos canhões dos navios atacantes - Aaaaaahhhhh - Em meio ao ar, ele parecia fazer muita força e, repentinamente, todas aquelas balas de canhão pareciam parar no meio do caminho, tentando avançar sem sucesso como se estivessem travadas por algum tipo de barreira. O rosto furioso do almirante encarava Kyros, que havia anunciado o ataque e ordenado os disparos. O que o usuário da Nikyu Nikyu no mi estava fazendo ali era repelir o próprio ar, com força o suficiente para mandar de volta mesmo as balas de canhão em que ele não havia tocado.

Como se acompanhados por um tornado, todos os disparos voltavam, e era nesse momento que os piratas faziam seus primeiros movimentos - Katsu! - Ordenava Nikaido no navio dos ceifadores, enquanto já sacava sua espada. As balas de canhão disparadas contra aquele navio acabavam cortadas ao meio ou explodidas em pleno o ar pelos disparos do atirador, fazendo com que a Rainha da Morte sequer precisasse se mover, mantendo seu olhar assassino naquele homem que os havia desafiado. Aaron via todos os navios conseguirem se defender de alguma forma do seu contra-ataque mas, sozinho e imponente diante de todos ali, ele não parecia ter a pretensão de se render.

Antes voando nos céus, a fênix finalmente pousava ao lado de seu companheiro, com seu arco-e-flecha preparado para o primeiro disparo - Vamos, vamos, vamos! - Por fim, um gigantesco homem loiro se aproximava, trazendo consigo uma incontável quantidade de marinheiros, Pippos D. Vitaminado finalmente se mostrava, e seu rosto deixava evidente a sua confiança para aquele confronto. Ragnar D. Ravnson naquele momento apenas observava da janela na intenção de descobrir o que aconteceria ali.

Do terceiro navio que estava à frente de todos os outros, um homem se destacava. Toni, o Falastrão, parecia mais sério do que nunca e tinha uma determinação quase palpável de vingar a morte de Sharpe - Só não me faça catar os seus pedaços por aí - Brincava o Metamorfo que vinha logo atrás daquele homem. À frente de todos, ele gritava - 1 bilhão de berries pela cabeça de cada um desses almirantes desgraçados! - Bradava - Dois bilhões pela cabeça do tigrão - Um sorriso parecia finalmente surgir em seu rosto ao imaginar o que estava por vir - Ataquem! - Era então dada a partida da guerra que mudaria por completo o rumo que o mundo vinha tomando até então.

Gritos e passos pesados podiam ser ouvidos de todos os lugares enquanto um grupo avançava contra o outro. Não demorou para que o som de metal se chocando contra metal também se tornasse parte do campo de batalha, juntamente dos disparos de armas de fogo. Em meio à toda a confusão, os três imperadores encaravam ferozmente os três almirantes, sem que o primeiro movimento fosse feito por nenhum deles. O choque de haki do rei entre aquelas seis figuras era o suficiente para derrubar todos que lutavam ao seu redor, formando quase uma arena circular coberta por corpos, onde as inevitáveis batalhas começariam a ocorrer.

A movimentação finalmente começava, Winter era a que tomava iniciativa primeiro. Rápida como um míssil, seu olhar sádico mirava o Muralha Dourada. Sua longa rivalidade com Kyros Alexios havia tornado a Rainha da Morte perita em diversas estratégias para derrubar meios gigantes e, por isso mesmo, ela era uma das poucas no mundo que poderia vencer tanto o Elefante Branco quanto o Muralha Dourada. Seguindo a sua deixa, as outras batalhas também começavam e deixavam a base da marinha abalada com o choque de forças entre Kyros Alexios e o Dragão Branco, além da batalha entre o Falastrão e a Lótus.

- É só isso que você tem, Rainha da Morte? - O Muralha dourada já havia recebido o primeiro golpe, um corte bem veloz da afiada foice de Winter mal havia sido capaz de arranhá-lo. Um sorriso de escárnio surgia no rosto da Rainha da Morte que havia percebido que a velocidade daquele marinheiro talvez fosse até menor que a de seu maior rival, a vitória era certa e ela adoraria ver o desespero no olhar de um homem orgulhoso como aquele ao perceber sua própria derrota.

- Patético - A imperatriz arrancava de maneira ainda mais veloz, desta vez não passando de um borrão para olhos menos treinados. Aqueles mais capazes, como o próprio Pippos, podiam vê-la atacando o adversário com toda a velocidade, com os movimentos graciosos e precisos de uma dança, típica da Rainha da Morte. Pippos D. Vitaminado já havia tido problemas em sua vida para enfrentar adversários mais velozes e menores que ele, mas ninguém sequer havia chegado perto do que aquela mulher era capaz.

- Venha aqui sua anãzinha de merda! - O almirante já havia errado muitos golpes, aquela mulher era impossível de se atingir e seus movimentos impossíveis de se ler, tão rápidos que mesmo com o haki da observação o marinheiro ainda tinha dificuldades para atingi-la. Ainda assim, Pippos estava confiante, nenhum dos cortes daquela mulher haviam sido capazes de sequer cortar sua pele resistente, ou passar seu haki do armamento. Winter, entretanto, estava apenas medindo as forças e brincando com seu adversário até então, mas ela odiava que zombassem de seu tamanho.

Pela primeira vez em muitos anos o Muralha Dourada sentia seu próprio sangue escorrendo em seu corpo. A Rainha da Morte, com toda a sua velocidade, havia sido capaz de atingir-lhe tantas vezes na parte de trás do joelho direito que, agora, finalmente a pele cedia. Mais três cortes vinham em sequência até que, de repente, aquela perna mal conseguia se sustentar de pé. Quantas pessoas aquela mulher já havia matado para saber usar sua foice de forma tão precisa?

- Sua vadia! - Para um homem que sempre havia se gabado tanto de sua resistência monstruosa, era difícil definir se o que doía mais no almirante era a sua perna ou o seu orgulho que sempre fora tão marcante. Winter sorria, só havia parado por tempo o suficiente para apreciar o orgulho ferido de seu adversário. A sequência de movimentos logo voltava a acontecer e agora era ainda mais difícil para Pippos acompanhar. A disputa de seu Haki do armamento com o da yonkou não parecia que seria frutífera por muito tempo.

Mais distante dali, a luta de Kyros contra Skyblazer era bem mais destrutiva, com a disputa dos poderes da Mera Mera no mi contra os da Nikyu Nikyu no mi fazendo com que todas as pessoas que lutassem nos arredores acabassem atingidas como efeito colateral da batalha que há muito já havia saído do círculo onde o primeiro choque entre yonkous e almirantes havia acontecido.

A fúria do Elefante Branco naquele combate era tamanha que um quarto da base parecia já estar em chamas com tudo aquilo. Enquanto isso o Dragão Branco, já com algumas queimaduras, havia conseguido explodir pequenas bombas de ar diversas vezes no yonkou que, mesmo sendo um homem muito resistente, já tinha seus primeiros ferimentos daquele combate. Kyros Alexios já tinha uma certa idade e, por isso mesmo, sabia que não conseguiria se manter lutando em ritmo daqueles por muito tempo sem ficar cansado demais para lutar no resto da guerra. Tinha que acabar com aquilo o mais rápido possível.

- Nunca achei que um homem como você fosse defender essa arma que só traz devastação, Dragão Branco. Achei que ainda houvessem pessoas decentes na marinha, vejo que me enganei - O meio gigante provocava. Aaron Skyblazer, ainda que não demonstrasse, sabia da verdade nas palavras do Elefante Branco. Já havia algum tempo que vinha se questionando não só sobre suas ações, mas sobre as da marinha como um todo. Ele queria mudar a organização de uma vez por todas mas, ao mesmo tempo, a simples ideia de entregá-la para piratas era inconcebível. Ele lutaria agora, derrotaria aqueles criminosos e depois mudaria a marinha, derrubaria o próprio Ragnar D. Ravnson se fosse preciso - A minha honra existe, e não me permite entregar o mundo a criminosos como você, Alexios! - Ele finalmente respondia a provocação.

O imperador sorria, aquele era ainda um dos poucos marinheiros que ele respeitava - Pois bem! É hora de testarmos a força de nossas vontades, homem-máquina. Vamos ver se você é digno de sua fama! - Naquele momento, chamas ardentes começavam a emanar por todo o seu corpo, tomando uma grande parte do campo de batalha - Elephant Burning Heart: Inferno! - Bradava o yonkou que, com uma velocidade descomunal e inexplicável, saltava na direção de Skyblazer. Todas as chamas repentinamente se concentravam em seu braço direito, eram o suficiente para incendiar uma ilha inteira com facilidade.

Com o poder de sua akuma no mi, Skyblazer tentava comprimir todas aquelas chamas antes que o pirata fosse capaz de atingi-lo. O choque mais uma vez gerava um impacto tão grande que fazia com que as pessoas que estivessem mais próximas fossem jogadas longe. Aquela disputa, que só podia ter durado alguns poucos segundos, parecia ter durado horas na mente daqueles dois, até que a primeira brasa escapava da compressão e chamuscava a bochecha de Skyblazer. Alexios sorria.

- Acabou! - De repente, toda a defesa de Aaron se quebrava. As chamas começavam a queimar seu corpo e ele podia sentir toda aquela temperatura que provavelmente só podia ser comparada a do próprio Sol. Todas as partes metálicas de seu corpo começavam a se derreter e ele sentia o metal fundido queimar ainda mais o que restava de sua pele. Ao fim, Aaron Skyblazer não passava de um corpo sem braços e pernas, quase irreconhecível devido a tantas queimaduras. Ainda assim, estava vivo graças a proteção de seu haki do armamento, mesmo que fosse totalmente incapaz de continuar lutando em algum momento de sua vida.

- Você foi um adversário à altura - Dizia Kyros Alexios que bufava com o cansaço. Ao mesmo tempo, a batalha de Winter acabava quando a cabeça decepada do orgulhoso Pippos D. Vitaminado caía ao chão, logo sendo seguida pelo resto de seu corpo. Winter, mesmo suja de sangue e visivelmente cansada, não possuía nenhum ferimento e seu sorriso sádico era o mesmo desde o início da luta. Alexios sabia só de olhar que ela havia escolhido a dedo aquele adversário por saber lutar tão bem contra pessoas de seu tamanho, o almirante ter sofrido uma derrota como aquela para a Rainha da Morte em nada lhe surpreendia. Agora só uma grande batalha continuava acontecendo.

Voltando alguns minutos no tempo, a batalha de Claire Swan contra o falastrão parecia que nunca iria terminar. A almirante, com sua akuma no mi da fênix, era capaz de se curar rapidamente de quaisquer golpes feitos pela foice do imperador do mar e este, por sua vez, era capaz de separar seu as partes de corpo de forma muito rápida, fazendo com que todas as tentativas de ataque de sua adversária acabassem passando direto por seu corpo.

-  Vamos lá mulher, não quer se render? Posso dançar com você o dia inteiro! - O pirata não parava de fazer suas provocações desde o início do combate ainda que a Lótus, muito concentrada, não parece ser afetada por nenhuma de suas palavras -  Como você é difícil, gosto disso! - Aquele homem parecia estar se divertindo com aquilo, mas talvez aquilo tudo fosse mais uma estratégia para desestabilizar mentalmente sua adversária -  Imagina só que bonita vai ficar a sua cabeça na ponta de uma lança, junto da dos outros marinheiros - Ainda que nada respondesse, Claire entendia a forma como aquele homem fazia jus à sua alcunha, ele falava demais e isso ninguém poderia negar.

Mais golpes eram trocados, o falastrão atacava em uma velocidade incrível e, por mais que muitos ataques atingissem a marinheira, qualquer ferimento sofrido por ela era curado em questão de segundos pelas chamas azuis. Aquela batalha de fato poderia não ter fim, se não fosse pelo que aconteceu após testemunharem a queda da cabeça do Muralha Dourada no chão do quartel que àquela altura já estava manchado com todo o sangue derramado ali.

- Aaron… - Só agora Claire reparava na derrota de seu amigo, cuja batalha acontecia relativamente longe dali. Vinha se concentrando muito em tentar derrotar o falastrão e por isso mesmo só havia conseguido prestar atenção no campo de batalha agora que a cabeça de outro almirante caía bem perto de si - Droga… - Dizia para si mesma, furiosa, mas sem saber ao certo se queria continuar com aquilo. Aquela altura não faria mais sentido deixar que os piratas destruíssem a arma? A derrota de Skyblazer talvez indicasse que estavam seguindo pela abordagem errada daquele problema.

Naquele momento, algo distante vinha em uma velocidade extrema na direção da Rainha da Morte, que estava cansada demais depois do esforço feito para derrotar o Muralha Dourada. Observando a batalha ao longe, o almirante de frota Ragnar D. Ravnson esperava pelo momento certo para atacar um dos monstruosos yonkou e havia encontrado na derrota de um de seus homens esta deixa. Feito isso, ele havia tomado a sua forma completa de leopardo e saltado a toda velocidade na direção da pirata, mirando seu pescoço em um ataque que não poderia ser defendido.

Era nesse momento que uma porta se abria em meio ao ar, bem sobre um dos pontos futuros pelos quais Ragnar inevitavelmente passaria para atingir a rainha da morte. De uma dimensão esverdeada um homem de terno surgia com uma fúria gigantesca em seu olhar, ele gritava - Ravnsooooooooon! - O Senhor do Caos estava vivo, surgia literalmente do nada para atingir um chute de mais de um milhão de toneladas na coluna do comandante da marinha em meio a seu salto. Usando o máximo de seu Haki da observação, o leopardo apenas tinha tempo de girar no ar e atirar sua espada na direção do homem que chegava, mas a arma acabava por passar direto fazendo com que ele não conseguisse se salvar.

Com a força do chute, não só Ragnar voltava a sua forma humana e era derrubado ao chão, sendo acompanhado pela perna do pirata, como também todos os arredores do epicentro do impacto eram destruídos, como se as próprias placas tectônicas do planeta tivessem sido abaladas pelo peso daquele golpe concentrado em um só ponto, era um terremoto que somado a pressão do haki do rei daquele homem servia para derrubar metade dos combatentes restantes naquela guerra e destruir boa parte daquela fortaleza da Marinha. Com o inimigo derrotado no chão, Gatsu Gokudera acendia o primeiro cigarro que tivera paz para fumar desde a destruição de sua principal ilha.

- Não acharam que eu perderia todo esse caos, não é? Esse desgraçado era meu desde o início! - Ele dizia olhando para os outros Yonkous. Após transformar-se em fênix para escapar do terremoto, até mesmo Claire estava imóvel olhando aquela cena. O mesmo portal de onde aquele homem havia saído ficava ainda maior e era então que um gigantesco navio da marinha caia dali, em cima de muitos marinheiros que ainda tentavam se levantar. Seguidos do navio, muitos outros homens pulavam. O primeiro a se mostrar, o Tempestade Bélica, era a explicação não só de como aquelas pessoas haviam chegado ali, mas também como o Senhor do Caos havia sobrevivido à varredura, graças a Doa Doa no mi de seu irmão. Wander Winterfell, entretanto, agora era carregado nos braços pelo Mancha Negra, outro dos comandantes do bando do quarto Younkou. Enquanto saltavam, ele havia sido atingido pela espada de Ravnson que havia errado Gatsu Gokudera, e agora tinha uma ferida estranhamente profunda para alguém que tenha tomado um golpe cujo não era o alvo original. Nesse meio tempo, quatro dos recém-chegados, iam rapidamente para o lado de Winter:

- Sentiu saudades, nanica? - Gregar Walker, o imediato do Sickle at Sea, provocava sua capitã como tinha costume de fazer. Era provavelmente um dos únicos homens que poderia falar de sua altura e viver para contar história - Desculpe pela demora, capitã! - O arqueólogo, Wesker T. Rock, tinha um raro sorriso confiante em seu rosto, provavelmente estava contente pela entrada triunfal - É, desculpe. Mas trouxemos alguém pra festa - Gregar apontava com a cabeça para o seu lado e ali estavam Homero e seu companheiro, o infame Davy Jones:

- Ainda não acredito que não fomos convidados, que bom que a gente não liga e vem assim mesmo! - Eram as primeiras palavras ditas pelo caçador de recompensa, que parecia bem empolgado. Ver que os últimos membros de sua tripulação estavam bem servia para trazer alegria até mesmo a Winter, que estava tão entretida com aquelas batalhas - Espera aí… Já acabou? - Davy Jones parecia insatisfeito vendo o cenário de destruição deixado pelo ataque surpresa de Gatsu, mas a verdade é que alguns marinheiros ainda continuavam de pé.

- Gaha… Gahahaha - A risada de Ragnar D. Ravnson, ao lado dos pés de Gatsu, quase era interrompida pelo sangue que tomava conta de sua boca. O simples fato do homem ter sobrevivido a um ataque como aquele já era impressionante, com toda a certeza não deveria ser capaz de rir ou falar. Interessados, todos ali prestavam atenção no que seria dito - Que bom que todos vieram! Espero que seu irmão esteja bem, Senhor do Caos... - Ele tentava se levantar, mas precisava de muito esforço, ainda assim podia ser percebido um tom vitorioso em suas palavras - Assim podem morrer todos juntos - Um sorriso sádico surgia no rosto daquele homem que parecia ter enlouquecido. Tornava-se claro que ele estava disposto à qualquer coisa para acabar com aqueles piratas:

- PX - 000. Ativar protocolo de varredura… - Aquelas eram as últimas palavras do almirante de frota antes de ser decapitado de forma cirúrgica em um movimento muito veloz da Rainha da Morte, mas era tarde demais - Ele vai explodir! - Ouviam o grito de urgência de Kyros Alexios e era então que conseguiam reparar que as tatuagens espalhadas pelo que restou do corpo de Skyblazer começavam a piscar de maneira frenética em uma luz branca.

Por mais que muitos começassem a correr com o aviso de Kyros, era óbvio que desta vez ninguém ali seria capaz de escapar da varredura, principalmente com o Tempestade Bélica debilitado, graças ao último golpe de Ravnson - Aaron! Não! - Claire gritava em vão, pela primeira vez em sua vida se sentindo perdida e sem saber o que fazer. O tórax de Skyblazer começava a se expandir indicando que a explosão se aproximava, toda a Nova Marineford seria destruída. No momento que a carcaça de Skyblazer começava a se rachar, uma enorme pata de dragão surgia bem acima daquele homem, começando a se comprimir.

- Ele… Está vivo! - Chocada, ela saía de sua forma de fênix e caía de joelhos no chão, com um sorriso na boca e uma lágrima querendo escapar de seu rosto -  Aquela explosão… Deveria ser capaz de destruir toda a base em instantes… Como… - Até mesmo o Falastrão estava chocado ao ver aquilo, sem entender como aquele homem fora capaz de salvar a todos da morte certa. Era então que a almirante via a pata diminuir aos poucos e conseguia pensar no que aconteceria.

- Merda… - Ela dizia -  Qual o problema? O que foi? - Questionava Toni que sentia mais uma vez a urgência da situação - Ele não vai ser capaz de conter a explosão, ele só pode comprimi-la por tempo suficiente para que supostamente sejamos capazes de escapar daqui, mas no fim das contas a explosão será ainda maior - Sua voz começava a perder as esperanças, até que uma ideia lhe vinha à mente - A menos que… - Fazia uma pausa, finalmente compreendia o que se passava na mente de seu companheiro - A menos que alguém absorva todo este impacto. É isso, não é Sky? Uma chance de nos redimirmos com o mundo por nossos erros… Por termos deixado tudo isso acontecer… - A Lótus acabava deixando outra lágrima escapar.

- Eu quero - A voz da marinheira chamava a atenção - Quero que parem o derramamento de sangue, dos dois lados! Nós erramos, e é o momento de corrigir esse erro - Todos assistiam em silêncio a marinheira ficar de pé novamente e começava a voar com toda sua velocidade na direção da bolha que agora já estava do tamanho da mão de um humano - Compartilharei dessa dor com você Sky, não se preocupe - Mais lágrimas escorriam, em seus últimos momentos ela se lembrava do rosto de sua querida irmã e de todas as coisas boas que havia feito e vivido até chegar àquele ponto. Por fim, a mulher abraçava corajosamente a bolha que comprimia a explosão.

Todo o impacto, choque e radioatividade eram jogados diretamente no corpo da fênix, comprimidos para causar apenas naquele ponto o impacto que seria capaz de destruir totalmente uma ilha gigantesca. Por diversos segundos, todos ali viam a corajosa e orgulhosa fênix ser destruída e se regenerar, sem nunca deixar escapar sequer um grito de dor, até que por fim nem mesmo a regeneração de Claire Swan era capaz de fazê-la se levantar daquilo. A Lótus estava morta, e havia levado consigo a última varredura, caindo por fim ao lado de seu companheiro que também dava seu último suspiro.

No momento seguinte, todos os marinheiros se rendiam. O vice-almirante Kenshin Himura ordenava a retirada de todos os sobreviventes, que não eram perseguidos por nenhum dos piratas para que pudesse ser paga a dívida que estes tinham com seus dois salvadores. Os piratas sabiam que, ao se sacrificarem, Claire e Aaron haviam salvado a vida de seus companheiros, de suas famílias, e o mínimo que poderiam fazer era retribuir o favor. Os momentos de silêncio que seguiram foram por fim quebrados por diversos gritos de comemoração dos piratas sobreviventes, haviam vencido.

O Metamorfo por fim guiava os yonkous até a arma suprema da marinha, Átomo, que era destruída por este e tinha todos os seus segredos queimados pelo próprio Kyros Alexios, que ordenava a seguir a execução dos cientistas que a haviam produzido, os únicos que haviam sido mantidos prisioneiros naquele dia. Todos ali juraram que uma arma como aquela jamais seria usada novamente e, após isso, os grupos piratas partiam das ruínas da Nova Marineford para reestruturar suas forças e seguirem suas vidas normalmente.

A marinha demorou um tempo para se reerguer, sendo agora comandada pelo próprio Himura que tentava manter a ordem no mundo sem, entretanto, perder a humanidade da organização como havia acontecido com a última geração. A Grande Era dos Piratas voltava a existir e novatos promissores começavam a surgir por todo o mundo, fazendo com que a busca pelo One Piece se tornasse mais uma vez uma realidade para muitos que se aventuravam no mar. Depois de muitos anos, tudo estava bem.

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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 20:02



O Tesouro do Começo



Ken, O Berserker se prostrava à frente do Quartel General da Marinha.

Mão sobre a bainha. Um som metálico e agudo de arma sendo sacada. A arma tomava o próprio tempo, arrastando-se sobre o ar e incomodando os ouvidos de todos os marinheiros que o assistiam congelados.

Levantou-a acima da cabeça, segurando-a com as duas mãos. Sua expressão raivosa e séria fustigava os malditos uniformizados, e seus olhos se apertavam em um misto de ódio e honra. Precisava fazer aquilo.

Ao assistir aquela cena, uma onda de temor e dúvidas tomava os marinheiros. Alguns estáticos e outros estremecendo, todos sabiam da fama de Ken o Berseker: Ele era o homem que havia partido um quartel general ao meio com apenas uma espada. Paralisados. Observaram a espada se mover.

O tempo congelado se rasgou junto com o ar quando a arma desceu. Uma impressionante rajada de vento destruía tudo à sua frente e os inimigos nada poderiam fazer a não ser aguardar o inevitável. De olhos fechados, todos ouviam a massa cortante se aproximar com toda a sua tendência para a destruição, a cada metro mais próxima, a cada assovio do ar mais inexorável, até que... Nada.

Os marinheiros abriam os olhos e podiam ver Aaron Skyblazer, o Dragão Branco, com as mãos ainda em posição de garras à frente do próprio corpo, a lâmina de ar transformada em simples vento novamente à sua frente. Deixava a coluna ereta, estufava o peitoral metálico e encarava os piratas com um olhar poderoso de volta. - Não enquanto eu estiver aqui. - Repelia o ar duas vezes para trás de si, sua postura altiva.

- Maldito!! - Resignava-se um tritão-polvo espadachim que acompanhava Ken, frustrado com a defesa.

- Aaron Skyblazer.... Eu vim atrás do Tesouro do Começo, mas será um prazer destruir mais um marinheiro no meu caminho. - Rosnava Ken.

- Este tesouro é apenas uma lenda... - Dizia um homem de cabelos negros e longos com apenas uma mecha alva do lado da marinha, que parecia ter acabado de chegar. - ... O código para o seu cofre foi alterado há muito tempo. Ninguém é capaz de abrir o baú.

- Hehehe... Concordo com o Takenzo! - Um marinheiro estranho ratificava a fala do homem de cabelos escuros.

- O conteúdo do tesouro pouco importa... - De repente um mascarado portando foices poderia ser notado atrás de Ken agora. - Todos nós sabemos que o próprio baú, projetado pelo lendário James Frontier, tem um valor inestimável. - O tom era sarcástico e ao mesmo tempo malicioso. Sua foice reluziu quando disse a frase seguinte: - E se eu cortar a cabeça de alguns marinheiros ele passa a valer ainda mais...

O trio de piratas estava agora de frente para o lendário Noah Newgate... e também Spark M. Takezo, Aaron Skyblazer e uma dezena de marinheiros. Todos entravam em posição de combate e se prepararam para a batalha iminente.

- Eu sei que vocês se aproveitaram do combate entre Kyros Alexios e Ashrya L. Winter para capturá-los quando eles estavam prestes a conseguir o tesouro, como era de se esperar de vocês porcos... - Rosnava novamente. - Mas agora eu irei libertá-los e desafiá-los a me dizerem a localização do tesouro!! - Sua voz intensa era seguida por outro corte que rasgava o ar, conforme rugia e corria junto aos outros dois membros do seu bando em direção à marinha.

Em uma cena de proporções épicas, todos os marinheiros, por sua vez, corriam na direção dos piratas de volta. Exceto Noah, que acabava correndo na direção contrária. - Hehehehe XD

Aaron Skyblazer se impulsionava na direção da rajada cortante em um movimento propulsivo que lembrava o vôo de um dragão, como se serpenteasse no ar mas de uma forma nada sutil e sorrateira, como seria típico a uma serpente, mas um meio de se locomover intenso, magnânimo e carregado de poder e heroísmo. O corte lendário se aproximava do seu olhar cerrado e determinado. Os movimentos sinuosos aceleravam ainda mais o marinheiro em linha reta. Todos os colegas em corrida viram o tempo desacelerar, conforme o Dragão Branco rugia e mergulhava de cabeça contra o lendário ataque do Berseker.

Poeira e fumaça ergueram-se do chão em uma cortina de partículas suspensas quando o corte foi repelido para baixo, destruindo o chão, e os guerreiros mergulharam na escuridão.

River fez das dezenas de marinheiros um parque de diversão. Desde que a máfia havia invadido a ilha em que vivia com sua avó seus instintos assassinos só tinham aflorado cada vez mais. E, como o companheiro Ken, não havia nada que odiasse mais do que marinheiros.

Sua foice surgiu da penumbra e rasgou a perna de um que sequer pôde ver de onde ela havia vindo. Quando olhou na direção de onde o ataque havia vindo sua cabeça voou. E River voltou a mergulhar nas sombras. - HAHAHAHA!

Takezo tomou à frente de seus companheiros e atingiu o tritão polvo com a katana. Aparando o golpe, com sua espada segurada por um dos seus tentáculos, não pôde esperar que um outro golpe viesse logo em seguida. - Maldito! - Tentava atacar Spark apenas para perder mais um tentáculo. - Maldito!! - Desta vez perdia o tentáculo que segurava a arma em seu ataque inicial, passando esta para outro tentáculo, que era facilmente decepado. - Maldito!! - Não suportava mais a dor e caía no chão.

- Você só sabe falar maldito? - Ironizava antes de acertar o ataque fatal.

Aaron estava esperado. Suas placas de aço faziam barulho conforme apertava os olhos e observava ao seu redor, esperando pelo inevitável ataque de Ken.

A fumaça densa foi decepada em um corte tão limpo que parecia até mesmo cimento. O ataque atingiu o ciborgue e um assovio agudo e metálico se deu conforme faíscas saltavam dele. Sem tempo para pensar, devolveu o ataque contra Ken espalmando o ar onde ele achava que o oponente estaria. A fumaça se dissipou em formato de pata, revelando o rosto do oponente bem ao lado do seu ataque, que havia acabado de passar por cima do ombro dele. Os dois se afastaram para trás e se encararam profundamente.

- Eu vi o baú. Eu abri o tesouro. - Disse Aaron. - Era um baú vazio. Estava carregado de histórias de amizade e esperança. Era aonde ele despejava seus sonhos... - Sua voz soava melancólica e ao mesmo tempo alegre.

Ken rugiu em resposta.

- Eu tinha esperança em você... - Posicionava sua arma. - Um dos poucos marinheiros que eu acreditava serem exceção... Após ouvir a história sobre como se lançou no vulcão... - Sua voz se intensificava e ele apertava arma com cada vez mais força. - Mas agora vejo que é só um mentiroso!

Aaron entrava em sua posição de combate e encarava o oponente de volta. - Esta luta não vale a pena... Eu estou dizendo a verdade... Se entregue à justiça!!

- O meu próximo corte irá decepar seus pulsos. Você não vai ter como usar sua fruta..

- Mesmo se cortasse todos os meus membros... Eu ainda iria fazer a justiça! - Se encaravam uma última vez. Ken sabia que aquilo era verdade. Havia ouvido as histórias sobre o vulcão.

A poeira era puxada pela gravidade e descia aos poucos. Suas posturas de combate eram impecáveis. O próximo movimento certamente decidiria tudo. Ou Ken seria repelido a quilômetros dali ou as placas de ferro de Skyblazer seriam destroçadas e seus membros arrancados em um movimento fatal.

- ESPEREM!! - A voz do Muralha Dourada soava. Os dois pararam por um instante para olhar para ele. Fora bem no momento em que Takezo e River se encararam para embater, mas os dois também pararam agora. Diversos cadáveres de marinheiros ao redor. - Eu fui enganado!! - Todos estavam confusos, e o gigantesco coçava a nuca um tanto quanto constrangido. - Eu e meu péssimo hábito com mulheres... - Alguns marinheiros batiam a mão contra o rosto em decepção. Todos já haviam ouvido falar sobre como Pippos confundia os gêneros dos seus interesses românticos. - Eu me apaixonei por uma moça... Mas acontece que ela era o metamorfo... E agora... Eu acho que ele vai organizar a fuga de mais uma prisão.

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Toni O Falastrão corria por entre os corredores escuros da prisão. Sua respiração era ofegante e suas passadas precisas não negavam a urgência da situação. A cada três passos, em média, olhava para trás para ver o perigo iminente. Sua velocidade máxima parecia não ser suficiente... Focou-se novamente à frente e manteve-se de punhos fechados em sua corrida determinada.

- Não adianta fugir... - Claire surgia no fim do corredor na forma de um clarão azulado e quase se chocava contra uma parede tamanha sua velocidade. - Ah, os piratas... - Suspirava enquanto puxava sua besta e apontava-a para o pirata que corria.

- Mau dia mau dia mau dia mau dia mau dia mau dia... - O corredor só possuía uma porta ao fim dele. Era uma linha reta até este ponto. Uma saraivada de flechas ia na direção de Toni, que corria em velocidade máxima e as assistia se aproximar por sobre o ombro, sem ter como esquivar-se delas. Falar era a sua compulsão desde a última vez que havia fugido da prisão, muito tempo atrás. - Mau dia mau dia mau dia mau dia...

As flechas passaram por ele, e dezenas de pedaços do seu corpo as viram rasgar por entre eles... Tão somente o ar. Os pedaços suspensos dele se afastavam e as flechas encontravam a parede à sua frente, afundando-se nela. Pôde assistir aliviado enquanto uma flecha passava bem ao lado do seu coração flutuante, apenas para errar o alvo por pouco. - Não foi dessa vez! - Sua mão abria a porta bem à frente do corpo, e o resto de suas partes se juntavam enquanto ainda corria. A porta fechou-se na cara da marinheira, que voava com os braços transformados em chamas azuis na direção dele.

Abriu a porta apenas para assistir enquanto os últimos pedaços do pirata passavam por entre as grades, e seus pés pulando no fim de tudo, se juntando completamente.

- Tarde demais. - A provocava com um olhar determinado.

As algemas de Kairouseki de Kyros Alexios caíam no chão, e suas chamas explodiam de forma ascendente em uma gigantesca torre de fogo, cobrindo o corredor escuro com um fulgor sem precedentes.

___________________________________________________________________________

- Eu me apaixonei por uma moça... Mas acontece que ela era o metamorfo... E agora... Eu acho que ele vai organizar a fuga de mais uma prisão.

Foi quando um pilar de fogo surgiu atrás de si, incinerando terra e ar e desintegrado o solo que o submetia à prisão.

Kyros Alexios, que surgia de dentro daquele fulgor, odiava ser submetido ao que quer que fosse.

- Eu quase tive o Tesouro do Começo em mãos... - Sua voz ressoava poderosa e grave, enquanto vestia sua capa coberta de olhos e suas manoplas. Da fumaça que seu ataque havia causado duas silhuetas apareciam do seu lado, ambos de tamanhos parecidos. Um deles erguia a perna, enquanto o outro sacava sua katana. - E se tem uma coisa que eu e meus filhos não suportamos é não conseguir o que queremos.

Dobrava os dois joelhos e contraía o abdome ao máximo conforme se curvava para a frente. Os músculos dos braços do meio-gigante se enrijeciam e saltavam. Bíceps e tríceps possuíam veias saltadas, e sua respiração se intensificava conforme aprumava cada milímetro do seu poder opulento e majestoso assomava e intimidava a todos ao seu redor.

De repente suas pernas pareciam concentrar toda a sua energia, e o ar chegava a vibrar tamanha era a massa de poder que ele conseguia mover.

Antes que qualquer um pudesse fazer qualquer coisa ele se deslocou como um meteoro na direção de Pippos D. Vitaminado. Aquele era um confronto que os marinheiros que haviam sobrevivido a River realmente possuíam dúvidas de quais seriam os resultados.

A resistência lendária do bárbaro já havia servido de escudo dezenas de vezes à marinha, o que havia lhe rendido o título de Muralha Dourada após provar-se invicto em proteger àqueles ao seu redor. O loiro se virava para o gigantesco vulto fumegante e segurava seu martelo do Chapolin com força. Precisava segurar aquele golpe. Em retorno, também contraiu cada um dos músculos do seu corpo e fortaleceu a sua base para segurar o ataque. Se vencesse, acertaria sua arma em seguida contra o monstruoso pirata. Mas qual dos dois resistiria? A lança perfeita ou o escudo perfeito?

Skyblazer assistiu horrorizado a manopla lendária destruir o rosto de Pippos como se sua proteção fosse uma qualquer, e seu corpo voar quilômetros de distância para longe do campo de batalha enquanto uma massa de ar vibrava quente trezentos e sessenta graus de onde o direto havia acertado sua face. - GURARARARARA!! - o titã arrogante se vangloriava.

Uma hidra púrpura segurava os marinheiros restantes com a boca, e um gigante com heterocromia surgia de uma das silhuetas e chutava Takezo para longe da arena.

Yami tinha um cigarro aceso na boca, e Mitarashi Hanzo diminuía novamente e segurava sua katana, se posicionando ao lado do pai e do irmão.

- Desgraçados... - Yami dizia esquentado. - Quem é o próximo? - Encarava Skyblazer.

O marinheiro se encontrava sozinho, observando os inimigos que se prostravam à sua frente.

Se impulsionava aos céus a fim de evitar Ken, River, Kyros, Yami e Hanzo. E, do alto, com sua postura poderosa e resiliente, encarava com um olhar determinado e sábio os oponentes. Seu fim era iminente. Mas pouco importava.

Foi quando Claire surgiu e em velocidade máxima mergulhou contra Kyros Alexios com suas garras.

Prestes a atingi-lo, percebeu que todos os olhos na capa do meio-gigante a encaravam, e conteve o voo, evitando por pouco um ataque com as costas das mãos que iria receber.

Foi para o lado de Aaron e observou os oponentes. Os dois se olharam. Acenaram com a cabeça.

Aaron caiu do céu e acertou com suas patas com tudo no chão, criando uma onda destrutiva que ergueu River e Ken e desestabilizou Shirozo no Kaizokudan, que observou de longe a velocidade com que Claire atirava suas flechas contra o ceifador e a facilidade com que O Dragão Branco se aproveitava do elemento surpresa para repelir Ken sabe-se lá para onde.

Ambos com respirações ofegantes, os marinheiros voltavam a encarar os três piratas.

Quando do buraco de onde havia saído Kyros, mais três figuras surgiram.

A foice se arrastava no chão, e seus pés tinham passos propositalmente vagarosos. Seu andar de dançarina era um tanto quanto gingado, com um pé indo logo após o outro e a cintura demonstrando, aliada à sua postura com o queixo bem erguido, uma tendência inusitada à realeza. Seu olhar possuía uma sede misteriosa e de alguma forma seu corpo pequeno possuía uma energia tão intimidante quanto o do massivo Elefante Branco.

Levantou a foice e aproximou-a da altura dos olhos.

- Bem... Creio que podemos concordar que o combate se sucederá três contra três - Disse a Rainha da Morte. - Nada de aliança entre piratas. Eu, Ashrya L. Winter, serei a rainha dos piratas. E pretendo dar o troco tanto nos marinheiros que me impediram de conquistar o Tesouro do Começo quanto nos Shirozo... - Embora seja difícil descrever um, a forma como sorriu era a definição perfeita de um sorriso assassino. Ofereceu um olhar mais afiado que sua lâmina a todos os presentes. - O que me dizem de parar de onde começamos... Desta vez sem surpresas... - Mal podia conter sua vontade de matar. Aquela era certamente a sua outra personalidade.

A Lótus se lançou na direção de Ashrya, Katsu e Akuma Nikaido enquanto O Dragão Branco lançou-se contra o Shirozo no Kaizokudan como resposta.

O Loiro saltou contra o ciborgue e acertou-o com um chute direto no estômago de ferro, lançando-o para longe de seu pai. Uma hidra de veneno sucedeu-se ao chute, enquanto o herói ainda estava no ar.

Veneno explodiu e a cabeça da hidra se destruiu ao toque de sua pata repelente, mas Mitarashi Hanzo já estava atrás dele, com músculos muito maiores que o normal graças aos hormônios que havia tomado. Sua katana desceu em um ataque diagonal contra o Dragão Branco, que só teve tempo de ter um bloqueio precário com os antebraços, que serviram apenas para evitar a maior parte do impacto. Sua guarda foi quebrada e os braços se abriram... Recebeu um enorme corte em seu peitoral metálico.

Descia em direção ao chão conforme Kyros Alexios se aproximava dele. Ajustava o pouso no ar, tentando manter a postura... O Elefante Branco rugia se aproximando para acertar-lhe um cruzado devastador.

A foice de Ashrya lançava uma rajada de ar na direção de Claire, enquanto que o resto dos Sickle At Sea mantinham-se distantes.

Ágil, a marinheira esquivava-se da rajada de ar e dava uma investida acelerando na direção de Ashrya. Ataques rápidos demais para que um olho humano comum acompanhasse sucediam-se, e apenas faíscas azuladas e amareladas podiam ser acompanhadas com clareza, sempre que as garras se chocavam com o ferro.

Em uma estratégia genial a fênix deixava-se cortar em duas por Winter, apenas para ter uma brecha de se curar atrás da ceifadora e cravar suas garras em suas costas.

Sua perna se tornava azulada, e de seus sapatos surgiam as lâminas biológicas da fênix...

Mas as garras explodiam em chamas antes que isto pudesse ocorrer.

- Ninguém toca na minha rainha. - O cano da pistola de Katsu ainda soltava fumaça. - Deixe o seu Cavalo te cobrir.. - Falava determinado.

- Você é esperta... - Ashrya lambia os lábios. - Em outras situações talvez eu te convencesse a ter algo comigo... Matar alguém tão bonita é um desperdício... - Girava a lâmina de forma brusca e mergulhava em mais um ataque. Claire deixava o golpe acertá-la novamente, apenas para se recriar atrás de Ashrya em um ângulo que Katsu não poderia acertá-la sem atingir Ash.

Aquele ataque seria fatal.

- Xeque-mate! - Dizia Akuma Nikaido, que já havia calculado o movimento dela para longe de Katsu.

Uma garrafa de éter se quebrava contra o corpo da fênix, impedindo seu ataque fatal.

- A fruta da fênix, não é? - O homem coberto como uma múmia falava. - Eu já ouvi as histórias... Você não pode ser machucada... Mas e quanto a envenenada?

A consciência começava a se esvair. Precisava derrotar os três antes de desmaiar por causa do éter.

- Não subestime a Rainha dos Piratas.. - A Rainha da Morte se aproximava devagar, com sua postura pedante e seu olhar penetrante... Sua sombra estava sobre a marinheira. Atrás de Ash, a marinheira podia ver Kyros Alexios se aproximando em uma investida contra o Dragão Branco, que estava preparado para receber o golpe.

- Eu já passei pelo inferno e fui reconstruído, Kyros Alexios!!! Venha com tudo!!

Uma massa de fogo se direcionava contra o Dragão Branco.


___________________________________________________________________________

- Como você acha que termina? - Bem longe dali, em um barco que se encontrava em alto mar, Overspeed D. Roger observava a batalha acontecer com um binóculo.

- Não importa quem ganha... - Respondia Tsuyoshi Kiodo, apoiado
no parapeito do navio. - Afinal de contas... Esta é uma história sobre começos.

- Às vezes a vida pode nos surpreender, não é? - Roger encarava o céu e se encostava de costas com o cotovelo no parapeito. - Eu achei que iria morrer quando uma luta começou no meu bando enquanto subíamos a Reverse Mountain... - Uma brisa leve balançava o navio. Diferentemente da terra firme, o clima ali era de paz.

- Você deve ter ficado bem surpreso quando eu mudei a senha do cofre do seu tesouro... - Respondia Kiodo, encarando o mar.

- Ah, sim... Bem surpreso... - Começava a puxar uma faca escondida nas costas.

A mão de Kiodo alcançava a corrente da âncora que era sua arma, e ele estava prestes a lançá-la contra Roger quando recebeu um talho no braço que impediu de pegar a arma.

Com a faca em mãos, Roger cortou Kiodo na coxa e o chutou de costas no chão quando este caiu.

- A Fruta da Luz não estava no tesouro!! E você não era destinado a ela! - Falou com uma voz dura contra Roger.

- Hã... Do que você está falando? - Respondia o outro pirata, levando a mão até o rosto e revelando-se O Metamorfo. - E então... Vamos cortar a baboseira e começar o interrogatório. - Seu sorriso maníaco surgiu e a pressão do Âncora Branca caiu ao mesmo tempo. - Tã-dã!! - Falou como se tivesse acabado de fazer um truque de mágica. - Você deve estar confuso, não é? Pois saiba que a explicação é sempre a minha parte favorita...

Assistindo inerte, o Âncora Branca ouvia o que Orihara Izaya tinha a dizer.

- Enquanto os idiotas lutavam pelo Tesouro do Começo, eu fui atrás do seu antigo dono, Roger, a fim de descobrir a senha para o cadeado. - Caminhava devagar na direção de Kiodo, o olhando de cima. - O desgraçado me disse que mudaram a senha antes que ele pudesse abrir o baú, e acabou me dizendo que suspeitava ter sido você... Eu fiz um plano que envolvia soltar os idiotas que quase o conseguiram em troca de eles me dizerem tudo o que sabiam sobre o tesouro... Para que eu tivesse certeza de que ele tinha uma senha estranha... Invadir o Q.G foi bem fácil. O Muralha Dourada era um tarado, e eu pude enganá-lo e roubar as chaves facilmente. Toni, meu capitão, é ótimo em fugas e soltou tanto Shirozo quanto os Ceifadores para que eu pudesse chamar você para dizer que aqueles que roubaram seu tesouro estavam aqui, e que nós dois poderíamos recuperá-lo... O que eu não esperava era que você soubesse que Roger sabia que você tinha alterado a senha do cofre... - Dava um sorriso sem dentes. Surpreso com como o jogo poderia sempre surpreendê-lo, mesmo que fosse ele mesmo fazendo as regras e movendo os peões. - ...Mas vamos direto ao ponto. - Erguia sua adaga, A Primeira Lâmina, e a apontava na direção de Kiodo. - A minha curiosidade não me deixa descansar... O que é O Tesouro do Começo? Se você mentir eu saberei...

Kiodo apenas sorriu, aceitando seu destino.

Respirou fundo, e começou a contar a história.

- O Tesouro do Começo... - ... - A verdade é que ele é um tesouro de muitas senhas. E cada um, quando encara seu cadeado, pode colocar a própria senha nele. Uma coisa completamente diferente vai ser descoberta ao abri-lo, a depender de quem abri-lo. A maior parte encontra o começo da pista para uma aventura. Outros um sonho que só se realiza dentro dos limites de madeira dele. Roger sonhava com a Fruta da Luz... Noah Newgate encontrava algo novo toda vez que abria a caixa. Eu sempre dei risada com o tesouro e me divertia principalmente ao ver a forma como cada um encontrava algo de diferente na caixa. Por isso tive de tomá-lo de Roger em segredo... - Sua voz soava melancólica e distante. - Para muitos, o próprio abrir da caixa é uma forma de se descobrir, no meio do caminho, ao ver o que é revelado dentro da caixa. Mas a realidade é que o tesouro deve ser passado sempre em frente... Os homens em terra firme sequer sabem... Mas O Tesouro do Começo deles é exatamente a luta que está ocorrendo agora. E não importa quem será o vencedor para nenhum deles... Pode ser que a luta dure dias, um ano... Pode ser que eles até se esqueçam do tesouro durante ela e se percebam satisfeito sem prêmio nenhum... E o baú passará de mão em mão, com cada um adentrando-o com sua própria senha... E pode ser que a luta deixe de fazer sentido mas... E quem sabe ela dure até mesmo dez anos... E as lendas sobre aqueles que abriram sobrevivam dentro da caixa... E o baú de James Frontier continue sólido e intacto... Polido por todos os laços e histórias que ele criou... Bom... Este é o tesouro...

Orihara Izaya ficou assistindo a Primeira Lâmina, observando cuidadosamente o sangue de Kiodo nela para ver se ela esquentava. Durante cinco segundos, nenhuma forma de calor saiu dela.

Não era uma mentira.

- Oh, droga! Que porcaria de tesouro! E a história de que o Rei dos Piratas, PHNT, havia deixado uma montanha de dinheiro no baú??

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''.....''

- Cindy Vallar  

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-Prólogo

Os mares do Mundo há muito tempo não pareciam estar extremamente tranquilos, um inquietude voraz que ainda parecia estremecer corações alheios e repletos de pavor. O medo percorria distâncias infindáveis a fim de corroborar as notícias tão expressas como o feixe de luz, não eram tempos de paz, nunca foram na realidade, desde o início da ‘Grande Era do Piratas’, cujo promessa de uma surreal fortuna alavancou a escória e os sonhadores de todos os cantos do oceano as marés inconstantes e turbulentas não apenas da Grand Line, como do Novo Mundo. Não há de se preocupar com devaneios ou explicações ineficazes, todos só querem saber na realidade de uma única coisa, da ‘Batalha das Cem Noites’. Um conflito de caráter cataclísmico, proferido as pessoas comuns como o sinal do fim dos tempos, uma colisão de gerações, uma busca por poder, uma tentativa de encerrar a pandemia que havia se tornado a pirataria. Poderia soar poético ou aterrador, a depender do interesse e índole de quem ouvisse, fato era de que não havia sido nada perto disso.

Centenas de piratas se lançaram em busca dos desafios que já não encontravam nos mares da Grand Line, nomes famosos como Sirian D. Luna, River e e Ken, o Berserker lançaram-se a desafiar aqueles que eram os Imperadores do Novo Mundo, os Yonkou. Mas não era somente eles com o interesse de fazer valer seus espíritos indomáveis, houveram bandos inteiros com o mesmo objetivo, como Flash Kaizokudan e Itami no Tenshi, até mesmo a Red Lions se colocou em frente de batalha. O que deveria ser uma luta entre piratas, ganhou a presença da Marinha, buscando resolver toda aquela situação em um único golpe. Se os piratas excedem as forças do bem em números, com o apoio da inteligência das CP’s do Governo Mundial e dos Shichibukais, os marinheiros tinham a convicção de que poderiam equiparar a situação em meio ao ambiente caótico.

Pobre engano, tudo não passou de uma combate massacrante que durou meses, os piratas anteriormente mencionados foram massacrados em sua maioria pela força de quem haviam desafiado. Os Yonkous não eram unidos, mas suas tripulações eram tão amedrontadoras que por algumas vezes, sequer precisavam se colocar em combate direto. Os marinheiros, ainda tentaram se impor, mas obtiveram mais derrotas que vitórias. O saldo das mortes é simplesmente incalculável, os danos nas ilhas haviam se tornado permanentes e os Yonkous vitoriosos, haviam encontrado desafio real em seus próprios subordinados e desavenças cuja presença no Novo Mundo já era uma constante de anos. Havia apenas um consenso, entre todos os que não combateram naquela catástrofe. A geração atual, não parecia ser capaz de romper a barreira criada pelos Yonkous, os piratas atuais não eram capazes de sobreviver sendo donos de seus sonhos e a Marinha, não tinha a força para combater tamanha ameaça. É onde então partimos, para anos depois do conflito, após o retorno de piratas e marinheiros aos mares da Grand Line.

- O Dente de Marfim

Havia sido horas antes do raiar do dia, em uma ilha de verão entre os mares da quarta e quinta rota, na calada de uma noite nublada o horizonte tomou tons de vermelho com os disparos de canhão, enquanto a milhas de distância, onde os sons daquele inferno não podiam ser ouvidos uma embarcação permanecia ancorada. Velas a perder de vista, mais de duas dezenas a ostentar um desgastado tecido amarelado. Madeira cor de ébano, com um casco do lado externo em azul escuro como aquela noite e adornos  de bronze que chegavam até a ponta daquele navio tão particular, a carranca de uma mulher com cabelos vívidos em forma de criatura estava acompanhada de alguém cujo manto negro o fazia quase imperceptível em meio a escuridão. Apenas este homem observava o horizonte, em sua mão uma carta endereçada com timbre de uma grande organização falava sobre a urgência de ter um objetivo cumprido, uma vida a ser tirada, enquanto centenas de outras eram apagadas da memória no mar de fogo que antecede o raiar do dia.

A maior força de ataque da Marinha, o Buster Call parecia bem menos intimidador daquela distância, enquanto um suspiro despreocupado era gasto antes do trago de um bom fumo. Era a certeza de estar observando um trabalho bem feito, uma armadilha digna de histórias que talvez jamais precisasse ser contada. Desde os eventos do Novo Mundo, muitos piratas retornaram com objetivo de se recuperarem para só então retornar ao palco de suas grandes derrotas. Havia ali uma chance ímpar de atacar quando eles menos esperarem e assim fora realizado, ao custo de alguns trocados a canastrões de boca grandes e olhos atentos e algumas gotas de sangue de covardes vagabundos. Forças espalhadas para um trama muito bem organizada, o Buster Call havia sido apenas o sinal daquele grande evento, muito por causa de seu alvo, o mais perigoso aos olhos da Marinha, o Elefante Branco.

Com a barra do dia se aproximando, o ataque entrava em seus momentos finais. A localização, fora fácil, o planejamento também, mas para surpreender tantos piratas era preciso alguém discreto para se infiltrar em um ambiente tão hostil, assassinar aqueles que observavam o mar e acima de tudo, partir sem deixar qualquer sinal. Sob olhares já estupefatos de uma tripulação já experiente, todos com exceção da figura misteriosa não percebiam uma movimentação sutil nas marés em direção a uma ilhota de menos de alguns quilômetros do local de ataque. - Todos em suas posições. - uma voz penetrante como uma faca alertava a todos, dispersando a atenção do brilho caótico do horizonte. A figura caminhou a passos tranquilos em direção ao leme, enquanto seus marujos pareciam compreender muito bem o que fazer naquele barco. Quando a vela principal se abriu era como se o vento escasso fosse um turbilhão a mover algo de papel pelas águas calmas, não havia pressa, em um olhar hostil e ardiloso não havia pressa, tudo parecia seguir conforme a normalidade.

A navegação durou cerca de alguns poucos minutos, mas chegavam a nada menos que alguns segundos depois de quem quer que estivesse naquela fração de terra. O homem desceu rumo à terra firme sozinho, circulando a ilhota enquanto abafava a boca de seu cachimbo, encontrou no horizonte, a menos de cinco minutos de caminhada uma pessoa deitada na areia, mais alguns passos e notava pelos cabelos avermelhados e longos e uma cauda de peixe cor de anil que se tratava de uma sereia. Parou-se então defronte ao corpo, reparando especialmente no que a cobria. - Mas que surpresa… - comentou em uma baforada, ao perceber o manto com adornos em forma de olhos a cobrir a pessoa. - ...parece que você resistiu só até aqui. - notou também sua distância das águas. - E foi arrastada até aqui, provavelmente se despediu de quem trouxe. - uma tosse seca, enquanto o homem removia-lhe a manta, observando seu belo rosto, assim como a grave ferida que lhe destroçou as costas e provavelmente um de seus pulmões. Um verdadeiro milagre, que ela tivesse resistido o suficiente para nadar tão longe.

Com o manto ensanguentado em mãos, aquela figura negra caminhou rumo a pequena floresta que lá havia, seguindo rastros nem um pouco discretos. Podia perceber muito por eles, pela inconstância sabia que quem lá estivesse, estava desorientado, pelas árvores destruídas e chamuscadas, de que estava furioso e pelo rastro abundante de sangue, que provavelmente estava com um grave ferimento. Caminhou sutilmente, esgueirando-se como uma serpente até perceber uma clareira, onde os últimos sinais da lua pareciam se despedir para dar lugar ao dia. Notou ali, escorado sobre uma árvore uma figura de proporções anormais, sentada no chão, descansando próximo a uma árvore. Ele havia notado e também, tinha sido notado. - Gurarara… - seu tom era de cansaço, mas ele fazia um esforço. - ...eu esperava que enviassem a Lótus para lidar comigo, ou pelo menos o Dragão Branco. - o homem avançou, desta vez sem grandes cautelas. - Lamento por desapontá-lo, mas receio que o resultado não seria igual com nenhum deles aqui. Afinal de contas, há linhas que heróis não precisam cruzar. - o homem se lançou sob a luz clara da lua, revelando suas feições rígidas, seus cabelos loiros, quase brancos, seu porte esguio em um terno negro, seu manto era de fato da mesma cor, mas a palavra ‘Justiça’ estava cravada nele em letras carmim.

Till Volkerbäll… - riu Kyros Alexios, O Elefante Branco. - ...a Marinha decidiu ser tão baixa a ponto de mandar alguém que parece tanto com meu menino Gurarara! - ainda existia em sua voz, um pouco da força de outrora, mas era difícil ser forte com tantos ferimentos. Alexios estava em um estado deplorável, seu torso havia se transformado em algo disforme tingido por sangue, seu braço direito havia desaparecido, o ferimento indicava que talvez tivesse sido arrancado por uma das balas de canhão, fragmentos de madeira e aço lhe perfuram em inúmeras partes do corpo e até mesmo parte de sua face parecia inchada pelos hematomas. - Dia difícil? - Till comentou, com um humor atroz, Alexios apenas riu. - Os homens que deveriam estar protegendo nosso esconderijo foram mortos momentos antes do ataque, acordamos em meio a chuva de fogo. Foi você? - O Elefante Branco, lhe disparou um olhar furioso, o marinheiro no entanto apenas concordou com a cabeça, sem demonstrar muita intimidação. - Meu navio é pequeno e veloz, minha tripulação e menor e mais bem treinada e não possuímos nenhum usuário de Akuma no Mi. Chegamos a nado, atacamos em pontos distintos e partimos, sem grandes problemas.

As palavras pareciam ferir Alexios, a resistibilidade dava lugar a uma certa angústia. - Eles eram meus filho...eram minha família e você os matou! - Alexios se levantava, como se tivesse recuperado suas forças, Till permanecia parado, com o cachimbo em uma mão e com a outra a ajustar os cabelos. - O Buster Call os matou, eu só fui um intermediário. Ainda que, acho que você já se acostumou a perder seus filhos não é mesmo? - As forças de Alexios sumiram e ele voltava ao chão, cuspindo ainda mais sangue. - Ainda...ainda tenho outros filhos pelo mar. Gurarara...sei que eles irão me vingar! - Como uma providência fugaz do destino, o toque do Den Den Mushi pode ser ouvido, obrigando Till a atender. - Fale. - com a permissão do marinheiro, notícias começavam a surgir. - Após o início do Buster Call, a equipe do Dragão Branco atacou em Penumbra com sucesso! - Volkerbäll disparou um olhar malicioso em direção ao pirata, observando sua feição mudar. - O Dragão Branco, Aaron Skyblazer capturou junto de sua tripulação todos os piratas da ilha e principalmente Yami, o Loiro. - O Den Den Mushi continuava a falar sobre a reação em cadeia daqueles ataques, mas Till já tinha o que precisava e desligava a comunicação. - Acabou Alexios.

Aye! Acabou… - o homem parecia inconformado. - ...eu falhei, assim como todos os que partiram ao Novo Mundo. Acho que não era pra ter sido mesmo. - Kyros observava Till guardar o cachimbo e remover da cintura seu chicote. - Sabe como as coisas funcionam, odeio piratas, mas compartilho da dor de perder uma família. Por isso vou lhe deixar escolher, o tempo ou o chicote? - o Marinheiro lhe encarava, com uma frieza sem igual, enquanto o Elefante Branco respirava profundamente. - Outros virão depois de mim. - Com as forças que lhe restavam, ele se colocou de pé e com a mão que ainda lhe era útil, enxugou as lágrimas de tristeza pelas mortes daquela noite. - Diga ao meu filho… - limpar as lágrimas não havia sido muito útil, o homem parecia ser tomado pela emoção a ponta de embargar sua voz. - ...diga ao meu menino, que eu lhe peço perdão por não poder encontrá-lo agora. Diga que tenho orgulho dele! Diga que estarei ao lado de Hanzo, esperando por ele! - o pirata cerrou os punhos, enquanto vislumbrou antes de fechar os olhos um leve sorriso do marinheiro. Em um silvar que antecedeu um estalo tão agudo e poderoso quanto um trovão, Kyros Alexios encontrou seu ponto final. Um corte indolor e rápido, um final em paz para quem sempre viveu não apenas em família, mas em guerra.

- O Veneno e a Serpente


Os primeiros raios de sol brotavam no horizonte quando Till retornou ao seu navio, em uma de suas mãos o manto repleto de olhos, agora fechados, parecia chorar sangue enquanto ocultavam a prova definitiva da morte de Alexios. Não houve comoção, muito menos uma comemoração, o cumprimento de um dever na vista daquela tripulação era simplesmente uma obrigatoriedade e de tal forma, cada qual guardou para si suas reflexões e contentamentos. - Eles não perdem tempo não é mesmo? - Volkerbäll disparou, ao notar o grande encouraçado da marinha se aproximando deles, enquanto os demais navios partiam rumo a Marineford. Do encouraçado, um homem surgia com olhar melancólico, cabelos negros a cobrir a face pouco amigável. - Você tem algo para mim? - o marinheiro falava, obrigando Till a remover o manto e exibir a cabeça de Kyros Alexios. - Isso lhe serve? - o tom era cínico, mas um gesto de afirmação com a face era o suficiente para fazer com que aquele ‘espólio’ trocasse de mãos. - Não esperava que fossem mandar você para cá Vice Almirante Tidus. - o rapaz de cabelos claros caminhou até a amurada de sua embarcação, recostando-se sobre a mesma. Yagami Tidus, Vice Almirante da Marinha e membro de uma das frotas mais poderosas que se tinham conhecimento, a In Peace, era um homem cuja personalidade era reservada e melancólica, embora fosse conhecido pela brutalidade de sua justiça absoluta. Ele e Till não eram os melhores amigos do mundo, mas seus conceitos de justiça pareciam facilitar a interação e cooperação entre eles.

Os demais já estavam bem ocupados com outras tarefas, talvez eu não precisasse estar aqui mesmo. - ele lançou um olhar desconfiado. - Seus informantes foram precisos Comodoro, melhor trabalhar com você do que com aqueles agentes da CP9. - ele encarava a face de Kyros, antes de prosseguir. - O ataque foi um sucesso, cada pirata desta geração foi morto ou capturado. Aaron e Claire causaram uma boa impressão e até mesmo alguns novatos se mostraram promissores. Até mesmo Ashrya L. Winter foi morta por um jovem espadachim. - O vice-almirante entregava o espólio a um marinheiro de sua embarcação. - Aaron será condecorado em Order City, presumo que você irá até lá para acompanhar? - após as palavras do superior, o comodoro voltou a acender seu cachimbo, dando um longo trago. - Aaron é meu amigo, ele entenderá minha ausência. Onde está Yami? - a pergunta era simples e direta, tal como havia sido a resposta. - Impel Down. Ele já está sendo levado pela Muralha Dourada. - Tidus, sorriu de forma sutil. - Pretende fazer troça do rapaz? - não houve uma resposta apropriada. Till moveu o corpo e indicou com um gesto de agradecimento a informação. - O vejo em Order City dentro de alguns dias Tidus.

Com o vento a favor e sem mais o que fazer naquelas águas, o Comodoro Volkerbäll, partiu com sua tripulação rumo a Impel Down. A distância da viagem talvez não possibilitasse chegar a tempo, mas a Medusa não era apenas o navio mais veloz por mero acaso, navegavam com menos da metade do peso de um encouraçado, carregavam cerca de metade do que seria ideal de suprimentos e conduzia a embarcação com menos de trinta homens. A distância de cerca de uma semana, durava apenas três dias inteiros, interceptando o Quebra Vento, o encouraçado de Aaron Skyblazer, próximo aos portões da justiça. - Espero que não se incomode de que eu entregue o prisioneiro Pippos. - as palavras haviam sido ditas assim que Till saltou para o convés do encouraçado, ao emparelhar sua embarcação com a deles. Pippos D. Vitaminado, a Muralha Dourada era alguém tão alto quanto Alexios, embora cada qual fosse a sua maneira simpáticos com seus companheiros. - Sabe que não me incomodo, mas porque se deslocar até aqui para fazer isso? - o marinheiro questionou, apoiando-se sobre seu martelo de guerra. - Passei por alguns problemas por causa dele, acho que você pode entender o porque. - Till respondia de forma mais cortês, apontando para a própria face, fazendo seu irmão de patente gargalhar. - Ah! Agora entendo! Hahaha. Tudo bem, é muito burocracia de qualquer forma, irá me livrar de um trabalhão. - naquela altura, o navio começava a atracar no porto da prisão, enquanto Pippos indicava para um de seus homens fosse trazer o prisioneiro.

Então surgiu Yami, o Loiro, com as mãos presas com algemas de Kairouseki e sentado em uma cadeira de rodas. Enquanto o pirata se aproximava de Till com o auxílio de um marinheiro que o conduzia, era possível perceber notar que mesmo derrotado, ele havia sido medicado e tratado, as pernas enfaixadas era um sinal de que o conflito tinha sido tão intenso a ponto de Aaron ter de recorrer a quebrar as pernas do loiro para incapacitá-lo. - Eu assumo a partir daqui. - o Comodoro anunciou, trazendo para si a atenção do loiro. - Bem vindo a Impel Down. - comentou, jogando no colo do pirata o manto que pertencera a seu capitão, antes de começar a levá-lo em direção aos portões da prisão. - Como ele morreu? - Yami dizia com voz amargurada, sem obter uma resposta. O pirata fora recepcionado pela Diretora do local, que ao ver a presença de Volkerbäll não tardou em acelerar os processos, realizando não apenas a revista, como o banho do homem nas caldeiras de água fervente. - Você o matou? - o pirata voltou a falar, desta vez quando já estava no elevador, rumo ao nível seis da grande prisão. - Isso faz alguma diferença? - Till respondia de forma seca, encarando-o logo em seguida. - Vocês deixam migalhas por onde passam. Eu poderia seguir e estar sempre um passo atrás, mas preferi perguntar aos ratos, eles sempre sabem e sempre são facilmente ignorados. - a resposta parecia bastar, tendo nas feições do pirata um sinal de que com aquilo ele havia compreendido tudo. - Você é a última pessoa que eu gostaria de ver. - uma risada cínica pode ser ouvida. - O sentimento é mútuo, você já me causou problemas também. - dizia Till, referindo-se a incrível semelhança entre ambos.

Já fazem seis anos desde que estivemos verdadeiramente um contra o outro. - as palavras parecia aborrecer o Comodoro, o fazendo suspirar como se voltasse a memórias pouco desejadas. - Aquela ilha virou um caos, morte para todo o lado, por muito pouco não perdi tudo naquele dia. - o olhar do loiro passeou pelo local, enquanto Till puxava de seu bolso um cigarro, acendendo-o logo em seguida. - O sentimento é mútuo… - a resposta causava estranheza por parte do pirata. Yami não sabia dos segredos, mas a Guerra dos Arquipélagos escondia fantasmas e segredos para todos os lados. O Dragão Branco viveu a dor de perder um companheiro a quem julgava ser um filho, Claire quase havia morrido, mas presenciou coisas que tinham lhe abalado profundamente e Till, por muito pouco não perdeu sua filha recém-nascida, sendo um alvo visado, precisou matar bons homens para preservar o que lhe era importante e assim, Oberyn nasceu, registrada como homem a fim de despistar aqueles que procuravam com sua morte atingir o marinheiro.

A conversa fora momentaneamente interrompida com os gritos de prisioneiros, urros de horror ou de histeria podiam ser ouvidos e aumentavam conforme Till conduzia o pirata rumo a sua cela. - Acabou Yami. Sua geração falhou. - o marinheiro indicava e o pirata pode observar rostos conhecidos em algumas celas. - Ei seu merda! Ei seu merda! - uma voz parecia tentar chamar a atenção de Till. - Me livra das algemas que retalho você em mil partes!Hein?! Han! O que acha? Ou está com medinho, seu babaca! - a voz era de Toni, conhecido como O Falastrão, capturado em uma ilha de inverno e alocado a cerca de um dia antes da chegada do antigo subordinado de Kyros Alexios. Em outra cela, havia um tritão polvo, seus braços e tentáculos estavam acorrentados e ele parecia claramente incomodado com a presença de humanos próximos a sua cela. - O demônio de oito caudas, Mukuro Raizen. Capturado no Novo Mundo. O único de seu bando com vida. - Till suspirou. - Parece que lhe cortaram a língua desde a captura. - Mais gritos destacados eram ouvidos, alguns pedindo por notícias, outros lançando pragas, mas ao fim Yami chegava a sua cela. - Como pode ter tanta certeza do que fala? - o Comodoro o colou no interior da cela. - Claire capturou os líderes de um aliança entre revolucionários e piratas, Shura da Blue Tigers e Tsuyoshi Kiodo, da Kyodai Vodenjak Malicious. A Sickle at Sea pereceu na terceira rota e sua capitã está morta, o único que resta é o Metamorfo, Orihara Izaya.

O falastrão explodia em insultos e ameaças ao ouvir o nome de seu companheiro, e Yami pareceu inicialmente incrédulo, mas sua expressão mudou ao notar o cigarro que era oferecido pelo marinheiro. - Fim da linha para você. - ele disse antes de acender o cigarro e fechar a cela. - Ah propósito… - Till lhe encarou, como se hesitasse por alguns segundos. - Ele lhe pediu desculpas por não poder te encontrar e disse que tinha orgulho de você. - O marinheiro virou-se e passou a caminhar rumo ao elevador, mas antes de acessar o local, a voz de Mukuro Raizen ecoou. - Vocês podem ter parado esta onda! Mas não serão capazes de evitar as próximas! Uma nova geração está por vir marinheiro! Uma nova geração mudará esse Mundo! - o rompante comentária inflamou a todos e havia sido nesta perspectiva que Till partira de Impel Down. - Para Order City. - ele falou. - especialmente com a mensagem que lhe era apresentada assim que embarcava. “A Lótus, Claire Silverburgh anuncia seu desligamento da Marinha!”

- Ordem e Responsabilidades

A viagem rumo a Order City levou um pouco mais de tempo que o esperado, a ausência de pressa havia sido o principal fato, mas atracaram na ilha pela noite e a tripulação da Medusa fora liberada para descansar com exceção de Myr, marinheira de confiança de Till. O Comodoro mal aproveitou a noite de sono, pesadelos o atormentavam, tendo de recorrer a embriaguez para descansar. Despertou logo ao raiar do dia, com o Den Den Mushi a tocar insistentemente. - Comodoro Volkerbäll! - a voz de Yagami Tidus pode ser ouvida. - Preciso que venha até meu escritório, não demore. - a ligação logo era desfeita e o pedido mais irritava do que qualquer outra coisa. O marinheiro procurou suas roupas, lançando seu braço pela cama, procurando em meio ao cansaço, mas encontrou algo mais macio e quente do que esperava. - Ahh merda… - virou-se notando uma presença feminina com longos cabelos negros. Por um momento pensou conhecer aquela mulher. - Jenny?! - mas ainda em meio ao sono, ela se virou revelando-se ser outra pessoa. - Anne...merda. - levantou-se, recolhendo suas roupas e seguindo para sua higiene antes de sair do quarto, rumo a sala do Vice Almirante.

Ah! Ae está a Víbora do Oceano! Você está péssimo! - a voz não era de Tidus, mas de alguém que assim como ele pertencia a In Piece. - Bom ver que acordou de bom humor Axell. Vá a merda! - a resposta impertinente gerou risos do Vice Almirante Axell Gates Nyngio, o homem de cabelos alaranjados, permanecia sentado em um sofá azul, enquanto limpava com muito cuidado um par de pistolas. O tom inicial da conversa não parecia agradar Tidus. - Parem de agir feito uma dupla de vagabundos! - ele retrucou, mas ouviu também de seu companheiro. - Desculpe senhor certinho, esqueci que sua antipatia é uma constante hahaha! - aquilo fez Tidus suspirar, antes de seguir diretamente do assunto que queria tratar. - Till, seu desempenho recente fez com que muitos de nós da alta cúpula vissem com bons olhos sua promoção para Vice Almirante, Aaron já se tornou, Claire optou por sair e até mesmo Pippos foi agraciado pelo feitos recentes. Embora ainda haja uma pendência com aquela pessoa a qual mandei você matar, estou disposto a oferecer-lhe o posto. - Axell não perdeu tempo em fazer graça com aquilo. - Pode ter certeza, diferente do nosso amigo aqui, sua promoção não corre o risco de ser negada pelo seu grupo ser forte demais! - ele levou a mão a boca, abafando a gargalhada.

Agradeço, mas não. - a resposta parecia pegar a dupla de surpresa, Till suspirava, puxando seu cachimbo para um novo trago. - Não tenho vontade de assumir essa responsabilidade. - Tidus, sentou-se em sua cadeira. - Isso teria haver com Booker e Elizabeth? Porque, sem querer ser insensível mas...seus filhos nasceram a dois anos e você sequer os viu desde o nascimento. - Till sorriu levemente constrangido com aquilo. - Mais um motivo para recusar então?! - Axell riu. - Tem certeza disso? - recebera do Comodoro apenas um afirmação com a cabeça. - Parece que teremos de oferecer a outro então Tidus. - Volkerbäll, virou-se caminhando em direção a porta. - Deveriam oferecer ao Comodoro que esteve junto de vocês como um recruta. - disse rindo. - O Belmont? - Tidus questionou e Volkerbäll baforou um pouco de fumaça. - Exatamente! Ele não deve recusar, até colocou o nome de vocês nos filhos dele! - Axell riu com a colocação, sinalizando que o Comodoro estava dispensado.

Livre dos compromissos impertinentes, o marinheiro seguiu para o local que mais gostava além de seu navio, o bar. Mas em Order City, havia se notabilizado um bar cujo dono esteve durante anos presos por diversos crimes, embora ele mesmo julgasse ser plenamente inocente. O Tolo Inocente de Tsuyoshi Rigel, conhecido como O Civil, era o mais famoso de uma franquia de bares que havia se espalhado pelos mares da Grand Line, sem pendências com a Marinha ou o Governo o homem tornou-se um grande empresário do setor de etílicos e festas, embora sua importância fosse imensa hoje em dia e a raridade de sua presença nos bares ser uma constante, naquele dia Till parecia estar com um pouco de sorte, por ser servido diretamente pelo tão famoso civil. - Mas que surpresa vê-lo por aqui! - o marinheiro se apoiou no balão, Rigel lhe abriu um sorriso! - Ahh! Volkerbäll! A quanto tempo! - ele esticou a mão para um cumprimento, mas Till não correspondeu a gentileza. - Whisky! Duas garrafas! - o pedido fez Tsuyoshi rir, enquanto ele pegava uma garrafa das que estavam já no balcão e saia em busca da outra. Till serviu-se de um longo gole diretamente da garrafa, sem perceber que uma figura conhecida também chegava no bar.

Santo Deus homem! Você já está bebendo! - a voz levemente mecanizada poderia entregar quem era, mas a forma de falar era inconfundível. - Santa máquina homem! Você não deveria estar em alguma tomada? - Till riu, enquanto Aaron Skyblazer sentava-se junto a ele no balcão. - O procurei no seu quarto, mas só encontrei minha recruta dormindo por lá. - o braço mecanizado fazia um barulho um pouco desagradável e perturbador, mas a expressão do marinheiro não transmitia fúria ou irritação, apenas um descontentamento quase fraterno. - Ela é sua recruta? Não sabia, desculpe. - aquilo fez Aaron suspirar, enquanto Rigel retornava com a outra garrafa. - Senhor Skyblazer! - ele dizia de maneira amistosa, estendendo a mão para um cumprimento, este devidamente retribuído. - O que posso fazer por você? - o homem segurava com ambas as mãos a mão do Dragão Branco, enquanto o ciborgue pensava um pouco. - Pode ser suco! - o pedido era rapidamente realizado, com Rigel solicitando o preparo da bebida, enquanto permanecia próximo do balcão, limpando copos.

Sabe que não gosto de mentir. Por isso já deixo claro que não acho certo você estar se relacionando com outras marinheiras enquanto Audrey cuida de seus filhos. - o homem lhe dirigiu um olhar sério e Till apenas o observava de soslaio. - Por favor, está um pouco cedo para sermão. - um gole a mais de etílico e Till se virou, desta vez encarando seu companheiro. - Eu sei que não tenho sido um exemplo de pai, se isso já vale para Booker e Elizabeth, que dirá com Oberyn. - o comodoro suspirou, esboçando usar seu cachimbo, mas logo desistindo. - Entrei na marinha para buscar vingança pelo que tinha perdido, muitas certezas e poucas dúvidas. Mas desde que Oberyn nasceu, sinto que algo está diferente, como se eu tivesse me perdido. - um ar melancólico impregnou-se na palavras do Comodoro, fazendo Aaron relaxar o corpo. - Também tenho minhas incertezas, sinto-me como se tivesse falhado. Perdi amigos e o Novo Mundo...não foi a melhor das experiências. Nossa geração falhou. - o dragão branco partilhava também suas frustrações, mas Till rapidamente se mostrou irritado com algo que havia sido dito. - O que deu em vocês para falar o tempo todo disso? - aquilo chamou a atenção do marinheiro. - Vocês?

Você, Kyros, Raizen, Yami, todos! Até mesmo eu estou replicando essa besteira de geração! - Skyblazer riu. - Talvez porque seja verdade, nem mesmo a In Peace pode parar os Yonkous, talvez esse seja nosso limite. Não somos bons o suficiente para ir além disso, quem sabe aqueles que virão serão capazes de mover o Mundo. - Till fazia uma expressão de incômodo. - Vamos mudar de assunto que isso torna até o gosto da bebida ruim. - ele dava mais um gole no Whisky. - Ok, então eu queria saber de algo a respeito da Claire. Porque, por mais bem vista que ela fosse pelas pessoas, ela incomodou muitos marinheiros conhecidos por não viverem de forma muito honesta, alguns que poderiam até mesmo dificultar esse processo de saída. - ele lançou um sorriso besta. - Você tem algo a ver com isso Till? - Volkerbäll lançou um olhar quase fatal contra Aaron, mas não havia motivos para esconder algo de seu amigo. - Aye. - disse sorrindo. - Claire me ajudou a preservar a identidade de Oberyn, eu só retribui o favor. Ela nunca poderia abordar quem era contra sua saída ‘pacífica’ sem causar reações negativas. Às vezes uma ameaça basta. - ambos os marinheiros riram, antes de pagarem a conta do bar e saírem. - Voltem sempre! - respondeu Rigel, antes do homem seguir direto ao banheiro. - Ok, parece que as coisas saíram melhor que o esperado. - o civil observava o espelho enquanto tocava sua face com uma das mãos, revelando-se ninguém menos de Orihara Izaya, o Metamorfo. - Vamos ver o que posso aprontar com isso! - um novo toque, com a outra e seu rosto e voz mudaram para o de Aaron Skyblazer. - Impel Down, ai vamos nós!

Do lado de fora do bar, Aaron e Till seguiram rumo ao porto, onde uma equipe de agentes tentavam subir na Medusa. - O que está ocorrendo aqui? - questionou Aaron, enquanto um dos agentes se aproximava. - Só queremos fazer uma vistoria nos navios, uma inspeção de rotina. -disse o engravatado. - Estamos sendo investigados por algo? - o comentário de Till chamou a atenção de Aaron e o agente apenas negou com uma resposta direta. - Então não é preciso vistoriar nada. - Till se colocou à frente, caminhando lentamente até o seu navio, indicando para que sua tripulação se movesse. Aaron também estava pronto para partir e o Quebra Vento já estava repleto de pessoas, embora o ciborgue optasse por seguir a bordo da Medusa. - Onde Claire está? - ele questionou assim que o navio zarpou. - Calmaria. - ele observava Aaron. - Cortesia minha. - enquanto falavam, o dragão branco observou o navio, notando que levavam comida a sala do capitão, Aaron riu, mas não comentou nada a respeito.

A Medusa navegou ao mesmo ritmo do Quebra Vento, enquanto seus capitães conversavam sobre histórias do passado, batalhas vencidas e amigos perdidos. Aaron mensurava o futuro, como um sonhador e falava sobre as futuras melhorias prometidas a sua estrutura robótica. Quando estavam próximos de Calmaria no entanto, Aaron fora convocado para Marineford. - Parece que não verei Claire. - ele comentava claramente desapontado. - Pode mandar lembranças a ela por mim? - ele estendia a mão e Till lhe retribuiu o cumprimento. - Claro! - ambos sorriram e antes de saltar de volta ao seu navio, o ciborgue falou algo que de certa maneira impactou Till. - Um filho é uma benção Till, mas exige responsabilidade. Talvez você só não tenha sido arrebatado pelo sentimento, eles serão inevitavelmente o seu maior legado. - ele saltou, sem olhar para trás, despedindo-se com um sorriso largo ao chegar em seu convés.

- Juramento e Adeus

Calmaria era um local adorável, ainda mais nas primeiras horas da noite. Um passo cambaleante após o outro fazia Till se arrastar, ainda que não embriagado, rumo ao centro daquela ilha, ele conhecia bem o local e a sugestão havia agradado a pessoa que ele ajudou a colocar ali, Coração da Quietude, logo após os Jardim dos Espelhos, na residência mais distante daquele distrito onde cachoeiras brotavam das árvores e criavam piscinas naturais, ele seguiu uma caminhada tranquila, chegando a uma área reservada da propriedade encontrando Claire, banhando-se em um piscina natural. - Não lhe ensinaram a respeitar a privacidade alheia? - a voz suave da mulher poderia ser um deleite para qualquer homem, sua beleza era conhecida tanto quanto sua força e coragem, muito homens se derretiam por ela, felizmente suas melhores companhias além de seu marido, nunca lhe dirigiram segundas intenções. - Ensinaram, mas estou acostumado a ser invasivo. Além do mais, não há nada em você que eu já não tenha visto em outras mulheres. - Till riu, mas ao perceber que a mulher caminhava até uma escadaria natural, virou-se de costas, um gesto de respeito ainda que mínimo.

Obrigada! Se for isso o que veio procurar aqui. - ela se sentava em uma cadeira feita de cedro. - Não, sabe que não sou do tipo que busca reconhecimento. - Till virou-se novamente, observando-a. - Vim me despedir e também vim dizer que Aaron lhe manda lembranças. - ele colocou a mão nos bolsos, se aproximando e puxando uma cadeira. - Foi cruel da parte deles lhe mandarem para essa última missão. - as palavras faziam Claire ajeitar os cabelos molhados e evitar o contato visual. - Eu odiei cada minuto da minha última missão, mas foi o preço que tive de pagar para me libertar disso. - ela suspirou. - Sabe Till, entrei na marinha acreditando que viveria eternamente sozinha, mas então descobri que minha irmã estava viva e me apaixonei por Kyusei, de repente as coisas passaram a deixar de fazer sentido, principalmente após o desastre de alguns anos atrás no Novo Mundo. - ela voltava a encará-lo. - Como está Audrey?

Bem. - fora a resposta, mas aquilo não pareceu convencer a ex-marinheira. - Mentira, você não a visita a dois anos, ela já me contou. - ela cruzava as pernas, embora aposentada ela ainda sabia ter presença. - Está traindo ela? - aquilo pareceria ter se tornado um interrogatório, mas Till não se colocou em situação delicada. - Vale como traição se eu estiver bêbado? - a réplica fora no mínimo cômica. - Quando você não está? - ela arqueou uma sobrancelha. - Till, eu devo muito a você, mas se fizer minha irmã sofrer, irei quebrar cada costela do seu corpo. - ali estava a mulher que havia aterrorizado muitos piratas, sua irritação deixa-lhe transparecer as chamas azuis de sua Akuma no Mi, lutar contra ela era uma besteira sem igual, principalmente pela sua regeneração quase instantânea. - Também queria falar sobre isso. - Till comentou, relaxando o corpo e puxando seu cachimbo.

Eu decidi não retornar a Marineford. - começou ele a explicar. - Talvez seja o momento de deixar o passado de vez e viver o futuro. Estive tão obcecado pela vingança que estive negligenciado meus filhos, agora com tantos inimigos mortos ou capturados. Sinto-me vazio. - assoprou a fumaça, claramente resignado, mas Claire também parecia anuir. - Entendo. - Till a observou com estranheza, mas tentou mudar de assunto. - Mas agora, é vida nova para ambos. Agora você tem tudo, uma vida normal, uma vida simples. - ele riu, mas aquilo apenas fazia Claire ainda mais triste. - Nem tão simples assim. - ela cruzava os braços, como se estivesse se protegendo de algo. - O que foi Claire? - o silêncio reinou por um tempo e a mulher parecia conter uma certa emoção a transbordar a face. - Sabe que fui gravemente ferida no Novo Mundo não é? - ela começava a explicar e Till apenas concordava, pois havia recebido todas aquelas informações, ou parte delas. - Eu...eu me recupero, sempre me recupero, mas...aquela ocasião mudou tudo, ela me mudou. Há coisas que não podem se curar com meus poderes. - ela levava a mão até a barriga e Till se viu incrédulo, fechando os olhos em meio a um suspiro enquanto lágrimas percorriam o rosto da mulher. - Lamento Claire...de verdade. - A Lótus enxugava as lágrimas. - Eu sempre quis ter uma menina. Mas talvez nem todos merecem um final feliz.

O descobrimento daqueles fatos provocavam em Till um amargor na garganta, de repente tudo parecia estranhamente irônico. Ele havia ignorando a existência dos filhos enquanto sua grande amiga chorava a incapacidade de gerar um, aquilo lhe machucava mais do que gostaria. - Nossa frota está oficialmente extinta, agora é cada para um lado. - o marinheiro se levantava. - Eu não tenho palavras para agradecer o que você e Aaron significam em minha vida, eu morreria por vocês se necessário. Mas agora...acho que eu poderia morrer tranquilamente por um de meus filhos. Eu não sou o melhor marinheiro, não sou um herói, muito menos o mais correto dos homens. Mas eu posso jurar, que tentarei ser o melhor dos pais. - ele sorriu e Claire levantou-se abrindo os braços. - Isso é um adeus então? - Till caminhou em sua direção abraçando. - Sim. Adeus minha amiga...adeus minha irmã. - o abraço durou alguns longos segundos até que Till começou a caminhar rumo ao porto, mas antes de ir, ele virou-se. - Posso fazer uma última pergunta?

Já no porto de Calmaria, o Comodoro caminhava a passos lentos subindo em sua embarcação antes de dar a ordem. - Ajustem o curso e preparem o navio. - antes que continuasse, o Den Den Mushi tocava, era Yagami Tidus novamente. - Till, preciso saber se você está seguindo o rastro da missão que lhe confiei. - os tripulantes do navio observavam o marinheiro antes dele responder. - Estou em Calmaria, infelizmente eu perdi o rastro dela. Minhas sinceras desculpas. - a resposta fazia Tidus demonstrar uma rara irritação. - Essa desgraçada estava financiando o exército revolucionário por anos! Não podemos continuar que ela haja de maneira impune! De toda forma, irei realocar a missão para outra pessoa, espero que não se incomode se outro terminar o que você não conseguiu. - Till suspirou, olhando o céu noturno. - Não me incomodo, por sinal estarei ausente por cerca de um ano, preciso me recuperar, preciso cuidar de assuntos pessoais. - Tidus não lhe respondeu, no fundo sabia que não precisaria da autorização do vice almirante. - Ajustem o curso para o Calm Belt!

- Fim e Recomeço

Com o vento tranquilo, a Medusa seguia viagem pelos mares da sétima rota, restavam apenas um dia de viagem até o acesso ao Calm Belt, o estoque aguentaria bem mais dias que o esperado e clima tranquilo dos mares era um convite a aproveitar a viagem e a companhia uns dos outros. Till saia de sua sala do navio, sendo abordado por Tom, seu marinheiro mais antigo no navio. - Como está? - ele observava seu capitão enquanto carregava consigo um Den Den Mushi. - Muito bem! - o comodoro sorriu, enquanto se aproximavam da amurada da embarcação. - Conversei com Audrey, ela virá para os Blues também, você terá os gêmeos perto de você. Também falei com a marinha, o North Blue vai adorar tê-lo como um protetor durante esses anos. - disse Tom com certa animação. - E quanto a Oberyn? - com a pergunta Till pediu o Den Den Mushi, ligando para a mãe de sua primeira filha, Jenny.

Quem fala? - a voz da mulher era inconfundível. - Sou eu Jenny, Till. - a mulher não respondeu por um momento. - Como você está? - perguntou ela. - Amargo e com saudade. Como andam as coisas? - Jenny era uma agente do Governo talentosa em obter informações, era a principal interlocutora da rede de informações do marinheiro e as condições pelas quais ambos tiveram que aceitar para garantir a segurança da filha tornou a relação de ambos menos conflituosa. - Rebelde, lembra muito você, mas vive como um delinquente. - tanto ela quanto o comodoro utilizavam o artigo masculino para se referir a criança. - Entendo. Acho que minha ausência tem influenciado as coisas. Por isso decidi ir até Sakura dentro de um ano, quero ter Oberyn por perto, cuidar de sua educação e formação. - Jenny esboçou palavras incompreendidas, mas logo foi possível ouvir um sorriso. - O que deu em você? - logo, ambos sorriam. - Percebi que o que eu mais desejei esteve sempre ao meu alcance, hora de ter minha família comigo. - a voz de Jenny parecia misturar-se a um choro. - Contarei os dias para encontrá-lo outra vez...até um ano Till. - o Den Den Mushi desligava e o marinheiro observou o horizonte. - Até um ano Jenny.

Dois dias após a ligação, quando a tripulação do Comodoro já estava nos mares do Calm Belt, ao cair da noite o clima estranhamente frio pegava a todos de surpresa. No convés, tanto o Volkerbäll quanto boa parte de seus homens permaneciam inquietos, com olhos vidrados em direção a cabine do capitão. Um coração palpitante parecia tirar a calmaria do loiro com tamanha facilidade que poderia gerar inveja a muito de seus inimigos do passado. O silêncio não era absoluto, gritos podiam ser ouvidos dali, gritos de uma dor profunda, sob a escuridão de uma noite sem lua ou estrelas, apenas a luz daquele cômodo era percebida como um farol em meio a um mar revolto. Era como se tudo o que ocorrera nos últimos dias passasse como um piscar de olhos para o marinheiro até que Tom surgia, abrindo a porta e chamando o capitão da Medusa. Till hesitou, como nunca havia feito antes, pela primeira vez era encorajado por sua tripulação que sutilmente o empurrava para fazê-lo dar o primeiro passo. Um após o outro, o homem ia de encontro a luz.

Alcançava a porta, braços paralelos ao corpo como se tivesse sido acometido por um cansaço, suave frio até escutar novamente os gritos agonizantes, não podia ver o centro do local, uma centena de lençóis leves lhe cobriam a visão como camadas de sutil proteção, o homem que viveu a sombra de companheiros, aos poucos se deixou iluminar pela luz fraca, talvez a chama do lampião não durasse muito tempo. Lembrou de Kyros, depois de Aaron, cada palavra lhe perfurando carne e espírito, superou a última camada de lençol onde pode observar a origem dos gritos. Enquanto Tom e Myr, os médicos do navio pareciam exaustos. Havia um alvo a ser morto, não ser amado, havia uma missão a cumprir e não ignorar, havia viver do passado ou vislumbrar o futuro, morrer nas sombras ou ressurgir na luz. A mulher deitada, era uma revolucionária, era o alvo de Till Volkerbäll, em seus braços havia uma criança pequena e frágil, a mulher chorava, enquanto Myr evitava olhar Till e Tom tentava falar algo. - Posso segurá-la? - o comodoro pediu e a mãe daquela criança o olhou por algum tempo, sem medo, mas aparentemente perdida. Ela lhe entregou aquela preciosidade. - Lamento Till, mas...ela não reage. - Tom comentou, enquanto Till segurou aquela criança, sendo transportado ao passado, quando segurou sua irmã mais nova pela primeira vez.

Se você pudesse escolher um nome? Qual seria? - ele havia perguntado a Claire antes de partir. Na parede da memória, ainda tinha todos os trejeitos e reações de sua amiga. - Um nome que simboliza juramento, que simboliza uma pessoa grande demais para qualquer obstáculo e que supere qualquer crise. Tudo o que não fomos capazes de fazer...seria…

Filha! - Till falava em baixo tom, beijando a testa da criança que não parecia ter reação alguma, até que um espasmo daquele pequeno ser desencadeou um choro que apenas aumentava de intensidade, tal como a chama do lampião que parecia recobrar vida e brilho. O marinheiro fechou os olhos deixando lágrimas a tanto tempo contidas escorrerem, enquanto Tom e Myr caiam de joelhos no chão. - Um juramento...grande demais para qualquer obstáculo...uma nova geração. - ele podia observar os olhos azuis dela o encarando. - Eu nunca estive tão feliz quanto agora. Minha filha, minha princesa! - o homem riu e se aproximou da mãe daquela recém nascida, dando-lhe um beijo. - Tom! Vamos para Wintercall! - Tom se movia rumo ao lado externo, onde gritos podiam ser ouvidos. Myr no entanto, chamou a atenção de Till. - Ela precisa de um nome. Você tem um? - Till a observou por um tempo, fazendo um sinal de positivo. - Tenho...tenho sim!

Bem vinda a esse Mundo. Elsa!

FIM



Considerações:
 

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10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 ZhWQK5m
Aventura|Ficha

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 TidusP

~The winds of winter approaching
Blood calls for what cannot be denied
The viper remains alive and their children join the hunt
They want to hunt, they must hunt
Their own dreams, their own pain, no going back
Blood calls and only vipers can feel it!~


10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 IbAxlU2


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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 21:31





Quando as Lendas se Enfrentam!

Todas as Lendas começam com pessoas comuns, as quais possuem medos, cometem falhas e são efêmeras, assim como qualquer outro. Ainda assim, são os feitos e méritos destas pessoas comuns que as transformam em memórias, em histórias e, finalmente, em Lendas. A história que estou prestes a contar se refere não apenas a uma pessoa, mas a um grupo delas. Pessoas comuns que se tornaram extraordinárias; Dois grupos igualmente renomados, mas em lados opostos da sociedade; Um representando a Justiça, outro representando a Liberdade! Qual será que foi o lado vencedor?






As preparações levaram meses. Buscando informações, preparando um plano e, agora, finalmente colocariam tudo em prática! Shimizu Raiden estava de frente ao navio, ainda em terra firme, como costumava fazer. Observava-o e listava mentalmente tudo o que já deveria ter sido concluído por seus subordinados, os quais carregavam o navio com os últimos barris. Ele era o Capitão e, portanto, era a sua responsabilidade coordenar tudo por ali, não apenas relacionado a missão que viria, mas também a viagem que a precederia. Sua postura era firme e autoritária, com seus braços cruzados enquanto seu sobretudo oscilava com a brisa suave que vinha do mar. O sol, alto no céu, não incomodava-o graças ao seu óculos estiloso.



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Tinha sentado em seu ombro seu animalzinho de estimação, o qual apoiava a própria cabeça na cabeça do Marinheiro. Raiden esboçava um largo sorriso, demonstrando todo o seu carisma, levando sua destra até a barriga do bichano, acariciando-o. Ainda com o sorriso no rosto, decidia que o navio estava quase pronto para zarpar, faltando apenas os últimos e mais importantes tripulantes, e se virava, buscando na entrada mais próxima do QG por seus aliados.



Ao se virar, via de imediato, a alguns metros de si, Yagami Tidus, tentando acender um cigarro que já estava em seus lábios. Conseguindo, jogava o fósforo ainda aceso no mar e continuava em direção à prancha, cumprimentando seu Capitão com um breve: — Yo! — Para quem havia construído uma forja no lugar do depósito de armas sem sequer consultar seu superior, cumprimentá-lo de forma tão informal chegava a ser comum.



O próximo a chegar era Axell Gates Nyngio, o atirador do grupo. Com um leve sorriso, sempre presente, cumprimentava Capitão e animal. — Olá, coisa estranha! Olá, Capitão! — Brincava com o animal, acariciando-o brevemente. Assim como Raiden, Axell permanecia em terra firme, olhando para o navio, que oscilava a sua frente, e para o mar adiante. — Que tal chamarmos ESSE de Teddy? — Indagava, se referindo ao navio, tentando nomeá-lo mais uma vez. Como resposta, tinha apenas o silêncio de seu capitão.



Mais atrás vinham os dois últimos, Spark Takezo e Daisuke Ryoma. Takezo, desde que ingressou na frota, era o mais certinho e o único que saudava o seu Capitão de forma correta, com uma continência perfeita, em sincronia com as suas palavras: — Capitão! *continência* Me apresentando para a missão! — Ryoma, ao seu lado, acariciava seus próprios cabelos e murmurava algo para si mesmo, sem ninguém dar-lhe muita atenção. O quarteto subiu a rampa até o convés do navio, com Axell e Ryoma mais atrás. O Médico aproveitava o momento para importunar o Cozinheiro, pedindo: — Me faz um pudim? — Ryoma dava um leve suspiro, repetindo pela milésima vez a sua resposta costumeira: — Não! Deixe o pudim para depois que terminarmos a missão. — O ruivo jogava as mãos ao céu, desamparado. — Ranzinza!



Talvez não parecesse, mas já haviam perdido as contas de quantas missões tinham realizados juntos e estarem todos ali — Até mesmo Tidus, em sua forja! — animava seus espíritos. Raiden tomava a palavra e bradava aos seus companheiros: — Para essa missão teremos como aliada uma Comodoro, a qual deve chegar a qualquer momento. Preparem-se para zarpar, pois partiremos assim que possível! — Os soldados e sargentos presentes corriam de um lado para o outro, finalizando os últimos ajustes. Axell, enquanto isso, abria um largo sorriso. — Até que fim uma mulher nessa bagaça! Agora só falta um músico e vai ficar perfeito! — Takezo se limitava a chacoalhar alguns guizos presos em sua roupa, algo que tendia a lhe acalmar, enquanto que Ryoma sentava-se no convés e admirava o horizonte.



Não demorou até que a última integrante daquela missão subisse pela prancha, sua postura mais próxima a uma modelo do que a uma marinheira, atraindo a atenção de todos os tripulantes. A Comodoro passava os olhos pelos presentes e não demorava a reconhecer o Capitão, indo até ele e falando com uma voz doce, mas alta o suficiente para que todos ali à ouvissem: — E aí, tudo bem com vocês? Eu sou a Claire! — Sua forma informal de falar ia de encontro com o que os presentes esperavam de uma Comodoro, mas a mulher sequer se importava, subindo um lance de escadas e parando ao lado de Raiden.



O Capitão batia continência em respeito a sua superior e apresentava a si e os seus, resumindo de forma bem breve as especialidades de cada um. Axell, atirador; Takezo, ilusionista e espadachim; Tidus, ferreiro e espadachim; Ryoma, cozinheiro e lutador. E, por último, mas não menos importante, seu animalzinho, Goku! A mulher ouvia tudo e respondia de forma sucinta e direta: — Eu já estava ciente, mas ok. Rum!



Com todos apresentados à Comodoro, o Capitão a apresentava, novamente, aos demais: — Esta é a Comodoro Claire, A Lótus! Ela será de grande ajuda na batalha que está por vir! — Raiden respirou fundo e elevou ainda mais a sua voz. — O bando pirata Flash Kaizokudan já causou muita destruição e morte e daremos um fim nisso! Hoje nós iremos caça-los, julgá-los e executá-los! Poremos um fim no caos que eles deixam em seu caminho e faremos a Justiça prevalecer novamente! — Com tais palavras, os marinheiros jogavam os punhos ao ar e bradavam. Raiden, de expressão séria, levava as mãos ao leme e voltava a gritar: — Baixem as velas, içar âncora! — E a última missão daquela frota tinha início.



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A viagem durou três dias, apesar do 'Hoje' no discurso do capitão, e foi uma viagem tranquila. O quinteto original da Frota In Peace usavam o tempo para conversarem e jogarem, rindo com frequência enquanto relembravam histórias ou quando zombavam um dos outros de forma amigável. Claire acabou se juntando ao grupo, com seu jeito de abusada conquistando a todos, até mesmo Goku, o animal do Raiden. Todos sabiam do perigo que enfrentariam em breve, mas, talvez exatamente por isso, tenham aproveitado ao máximo a viagem tranquila. A calmaria antes da tempestade.



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Falando em tempestade, a ilha onde os seus inimigos estavam era castigava por uma chuva torrencial, uma ventania terrível e trovões constantes. O Capitão, ao leme, precisava usar uma das mãos para proteger os olhos da água e do vento, enquanto a outra guiava o navio pelas águas turbulentas. Mais além, já era possível ver a sombra da ilha destino daqueles marinheiros, a ilha onde, supostamente, estavam os piratas do bando Flash Kaizokudan.



Goku pulava de volta ao pescoço do seu dono, grunhindo baixinho, enquanto Raiden lutava com o leme, tentando guiar o navio até uma grande rocha próximo à ilha, onde poderia ocultar a embarcação e seguir de forma mais furtiva. Ryoma e Takezo estavam mais à frente da embarcação, observando a ilha em busca de inimigos. Tidus surgiu dos confins do navio, suas roupas e rosto sujos de fuligem indicavam onde estava anteriormente. Axell descia do Cesto de Observação, correndo até Raiden e informando: — A ilha é composta principalmente por uma grande floresta. Um pouco além do centro há uma larga clareira com três pequenas construções. Há luz em duas delas. — A mensagem era passada para os dois líderes daquela missão. A Comodoro apenas ria.



Desde que havia se tornado uma Comodoro, sua vida havia se tornado monótona, ao ver da bela mulher. Poder estar de volta ao campo, prestes a enfrentar inimigos formidáveis, a enchia de adrenalina. Com o Capitão aproximando o navio da rocha e ordenando que soltasse a âncora, a mulher correu até a murada e pulou em direção ao mar. — Vish. — Contudo, uma luz azulada surgiu e ela reapareceu, no formato de uma magnífica fênix. — Vou na frente! — Por mais que sua voz fosse atraente e sua risada excepcionalmente fofa, ver um pássaro enorme em chamas azuis rindo daquela forma era, no mínimo, estranho.



Raiden balançava a cabeça, meio decepcionado com a atitude da sua superior. — Eu to fodido mesmo... — Ordenando que um Sargento ocupasse seu lugar no leme com um único movimento de mão, o Capitão gritava para a sua tripulação: — Soldados, bote! In Peace, comigo! — Os soldados não demoravam a içar um dos botes do convés, com o sexteto subindo a bordo e sendo lançados ao mar logo em seguida. Tidus e Ryoma remavam ritmadamente, com o som de suas respirações sendo abafadas pelo retumbar dos trovões.



Finalmente chegaram à ilha, com os dois remadores pulando na água e puxando o bote para terra firme. O capitão, tão imponente como sempre, voltou a ordenar: — Separem-se em duplas. Eu vou com o Goku aqui. — O animal parecia concordar com uns grunhidos. Tidus e Axell seguiam juntos, pela esquerda, enquanto Ryoma ía pela direita, com Takezo seguindo-o de passos trêmulos. Raiden, o Capitão, obviamente ia reto, sem rodeios, assim como a sua personalidade. Pretendia chegar na base temporária dos piratas um pouco antes do que os demais, atraindo a atenção do grupo enquanto seus aliados os flanqueariam. Pretendia!



Spark M. Takezo e Daisuke Ryoma vs Zed D. Black

Ryoma permanecia a frente, caminhando em silêncio, enquanto Takezo vinha mais atrás, criando estratégias contra as mais variadas diversidades e oponentes que poderiam surgir a sua frente, sempre tentando se preparar para o imprevisível futuro. Não demorou até se verem diante de um cara baixinho de cabelos entre o branco e o prata.



Ryoma foi o primeiro a reconhecê-lo. — Zed D. Black… Estávamos mesmo a sua procura! — O pirata estava sentado em um tronco caído, como um vigia. — Eu sei, o Capitão mandou eu os esperar aqui. — Ambos os tenentes se alertaram com a informação. Os piratas haviam se afugentado naquela ilha após uma luta árdua. A invasão dos marinheiros deveria ser uma surpresa para eles, pegando-os desprevenidos e feridos. Mas se aquele pirata estava ali e se ele falava a verdade... — Creio que pedir para você simplesmente se render não é uma opção não é mesmo? — O ilusionista tentava, sem muita confiança. O pirata apenas ria brevemente. — Devemos começar?



Com ímpeto, o baixinho se jogava contra o tenente mais a frente, Ryoma. Takezo, apesar de suas ações até ali, avançava também, chocando suas duas katanas contra as manoplas do pirata. — Eu serei o seu oponente! — Ambos se empurravam simultaneamente, sendo igualmente empurrados para trás. A distância entre eles era de apenas um metro e o olhar afiado de ambos cruzavam-se no meio do caminho. Enquanto isso, Ryoma corria para trás de um matinho.



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Dessa vez era o marinheiro que tinha a iniciativa, avançando e desferindo um golpe com ambas as katanas, em formato de 'X' à sua frente. Zed recuava com dois passos, saindo do alcance do marine. Contudo, duas lâminas de ar surgiam das katanas do tenente e atingiam o pirata desprevenido, jogando-o alguns metros para trás. À leste de onde estavam, um projétil galgava até o céu negro e explodia com um estampido tão alto que superava os trovões da tempestade. Um claro sinal de alerta do atirador da frota, parecia que ele havia sido emboscado também. — Meio tarde para nos avisar! — O cozinheiro reclamava, pensando em não fazer um pudim ao fim daquela missão! De qualquer forma, os dois tenentes ali já estavam ocupados e Axell e Tidus teriam de se virar sozinhos.



Após um soco no chão e um grito de fúria, Zed se levantava. — Mostrarei que mesmo baixinho, sou forte! — Enquanto Takezo — E Ryoma. — pensava "Mas que diabos?", Zed avançava em zigzag. Takezo recuava alguns passos, seguindo o pirata com os olhos, e atacava novamente com ambas as espadas, esperando mais um choque contra as manoplas do homem. No entanto, desta vez era Zed que surpreendia seu oponente, desferindo um chute ascendente e jogando as armas do marine para o alto. Takezo não soltava as suas armas, mas ficava com a guarda aberta por tempo o suficiente para que o baixinho, trazendo a perna de volta e usando o ímpeto do movimento, jogasse a sua perna para trás e desferisse um Superman Punch, acertando o nariz do tenente.



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Recuando, meio desnorteado devido ao golpe, o marinheiro atacava com a sua destra as cegas, causando um corte diagonal nas roupas de seu oponente, sem atingir sua carne de fato. Ainda assim, conseguia um momento para se recuperar. Sangue escorria do seu nariz, mas nada grave. — Tch! — Estalava a língua, em reprovação. Zed não pretendia dar espaço para o seu oponente, mas com um movimento suave deste e um som ainda mais brando, seus olhos eram atraídos para os guizos do marinheiro e sua mente era levada ao passado.



Zed lembrava de um passado distante, quando tinha apenas dez anos. Sua mãe ajoelhada na cozinha, com um corte na mão, ele se aproximando para ajudá-la e a resposta inesperada: "Afaste-se de mim!" Uma única e solitária lágrima percorria o rosto do pirata, enquanto este voltava ao presente lembrando-se de sua motivação em estar ali. O marinheiro havia embainhado suas lâminas e parecia prestes a sacar uma delas novamente. Sua técnica de saque era temível e, dando um passo à frente, atacava numa velocidade anormal.



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Com a mente mais afiada do que nunca, o pirata deixava-se cair de costas para trás, evitando o golpe do inimigo, ao mesmo tempo que chutava lama em sua direção. Com a lama atingindo a região dos olhos, Takezo tinha sua técnica interrompida e, novamente desnorteado, recuava. Tentava limpar seus olhos com a esquerda, enquanto a destra empunhava uma das katanas, inofensivamente.



Ryoma finalmente via uma brecha e avançava, vindo por trás e acertando um potente chute no rosto do pirata, mas não antes deste acertar uma bicuda no estômago do marinheiro. O pirata era arremessado contra uma árvore, chocando-se com tanta força que a partia em duas. Sem dar tempo para se recuperar, Ryoma avançava novamente e golpeava o pirata incontáveis vezes, até este apagar por completo. Levemente cansado, mas com um leve sorriso no rosto, ele se virava para Takezo, brincando: — De nad—



Sua fala era interrompida ao ver que seu amigo cambaleava, arrastando a katana na lama, sem força no braço, até que a deixava cair. Sua esquerda estava sobre o estômago, na região atingida por Zed, e da sua boca saía um filete de sangue. "O chute foi tão forte assim?!", pensou Ryoma, aturdido, antes de voltar sua atenção para o baixinho e ver uma lâmina, antes escondida, saindo de sua bota. — TAKEZO! — Gritou, mas já era tarde, seu companheiro caía de cara na lama, com a chuva castigando suas costas nunca antes atingidas!



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Yagami Tidus e Axell Gates Nyngio vs Shion K. Siryum

Tidus e Axell andavam apressados em direção às construções vistas pelo atirador. Tidus, desde que haviam aportado, lutava para acender um cigarro, mas a chuva e o vento teimavam em frustrá-lo. — Isso ainda vai matá-lo! — Brincou o atirador. — Vai pra merda! — Respondeu o ferreiro. Axell apenas ria, como sempre, sem se importar muito com as coisas.



Sem misericórdia, duas lâminas brilhavam na escuridão ao avançar mortalmente contra os marinheiros. Os tenentes pulavam, um para cada lado, evitando os golpes por puro instinto. O cigarro do ferreiro, por sua vez, não tinha a mesma sorte e era cortado ao meio. Mal humorado, o ferreiro cuspia sua metade ao chão.



A frente deles estava um loiro portando duas lâminas, um estilo de combate similar ao do Tenente Takezo, talvez? — Você morrerá para Aballur... — Dizia apontando para Tidus com a sua lâmina esquerda. — E você para Aoi. — Desta vez apontava para Axell a espada em sua destra. Era claro para ambos os marines que aquele era o Vice Capitão do bando e, se ele estava ali...



Os dois se entreolhavam e a experiência permitia que ambos compreendessem o papel um do outro ali, quase que instintivamente. Axell recuava com passos rápidos, empunhando seu rifle, enquanto que Tidus avançava para a frente do mesmo, ficando entre o atirador e o pirata. — Pronto para morrer? — Dizia com um largo sorriso no rosto, embora não tivesse a menor intenção de pegar leve. Shion sequer respondia, avançando e atacando com ambas as lâminas num golpe descendente com todo o peso do seu corpo, quase como se quisesse enterrar o tenente ali mesmo.



Axell, com seu único olho voltado para baixo e ainda recuando, carregava seu rifle com uma munição explosiva e, sem demora, disparava para o alto. "Se fomos atacados de surpresa, os outros correm o mesmo perigo. Nosso ataque foi descoberto!" Era uma mera suposição, uma suposição correta, ainda assim. Ser furtivo não era mais uma opção e alertar seus companheiros do perigo era o melhor a se fazer. O som de aço contra aço soava incessantemente e o atirador voltava a sua atenção para o combate.



Como, em meros segundos, aquela luta havia se tornado tão desfavorável para um dos espadachins?! A boca de Axell formou um 'o' de surpresa, enquanto ele via seu companheiro ser jogado de um lado para outro, lutando por sua vida a cada bloqueio, enquanto seu braço esquerdo pendia sem vida ao seu lado, ensanguentado! Shion permanecia impassível, como se lutasse contra uma criança. — QUE PORRA É ESSA TIDUS?! — Gritava, sem acreditar no que via. Desesperado, Axell disparava continuadamente contra o espadachim inimigo, o qual parava o seu ataque contra Tidus para poder bloquear os projéteis. — Maldito! AAAAAAAAAAAAAAAAH!



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Com um movimento de sua mão, Axell fazia as sombras atrás do espadachim ganharem vida e saírem do solo em forma de espinhos. O Vice Capitão notava o ataque e, entre balas e espinhos, saltava para o ar. Péssima decisão! Mesmo ferido, Tidus saltava e alcançava o pirata rapidamente, desferindo um corte horizontal enquanto passava pelo mesmo, como um raio, sem dar chance do oponente esquivar. Mesmo colocando as lâminas à sua frente, Shion era atingido e jogado para longe. Axell continuava com seus disparos, mas eram todos defendidos pelo espadachim inimigo.



Ocultando-se atrás de uma árvore, o pirata respirava brevemente enquanto as balas acertavam o tronco e lascas da madeira eram jogadas para todos os lados. — Eu sei que vieram atrás do meu Capitão e garanto que ele irá morrer, mas pelas minhas lâminas... — Afirmava com convicção, apesar de ser algo inusitado para um Vice Capitão dizer. — Assim como vocês! — Como resposta, os disparos cessavam por dois segundos, com o breve silêncio sendo encerrado com uma forte explosão. O espadachim avançava, prevendo o que ocorreria ali, e sentia as chamas consumirem à árvore usada como proteção, assim como os arredores, sem piedade.



Apático como sempre, o pirata avançava novamente contra o atirador. Axell jogava seu rifle para o lado e puxava um revólver com a sua destra, ao mesmo tempo em que movia sua mão esquerda e diversos espinhos saíam do solo, graças a sua Akuma no Mi. Shion desviava com destreza, avançando entre os espinhos com aparente facilidade. Quando a menos de um metro de Axell, Tidus surgia com um corte horizontal na altura do abdômen do pirata, forçando o mesmo a dobrar o corpo para trás ao máximo, perdendo apenas alguns fios de cabelo com o ataque.



Axell não perdia tempo e atirava, atingindo a coxa do Vice Capitão. Shion, cerrando os dentes devido à dor, girava em torno do próprio eixo, com as lâminas girando em conjunto num movimento ascendente. Tidus atacava novamente, tentando parar o ataque do pirata com um ataque descendente próprio, mas com apenas a sua mão direita, sua força era subjugada facilmente. Axell, percebendo o perigo, criava um casulo de sombras ao seu redor, mas as lâminas eram mais fortes e rasgavam sombra e carne, levando a visão restante do marinheiro!



Caído, com a mão esquerda cobrindo o olho, Axell atirava a esmo com a destra, até o revolver customizado esvaziar e apenas o *click* ser audível. As trevas se moviam descontroladamente ao seu redor, mas sem apresentar perigo ao pirata. — Já já volto para você! — O pirata, indiferente com a dor do oponente, voltava a sua atenção para Tidus, o qual forçava seu braço perfurado a segurar sua katana. — Morra! — Com um movimento de Kendo, o tenente desferiu toda a sua força e ira num único golpe, rasgando a carne do pirata do ombro à virilha. Com os olhos arregalados, Shion caía já sem vida, com uma expressão de puro terror no rosto.



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Shimizu Raiden vs Overspeed D. Roger

Raiden já estava prestes a alcançar as construções citadas pelo seu atirador quando a munição explosiva do mesmo subiu pelo céu negro, atraindo sua atenção devido a luz e ao som. — Mas que porra? — Aquilo só poderia significar uma coisa: Problemas! Dando um suspiro, o Capitão olhava uma última vez em direção às casas distantes, girando em torno do próprio eixo e seguindo para o leste. Mudando o passo constante para uma corrida, trotava por entre os troncos, pulando raízes e galhos caídos. Olhando uma última vez para o clarão quase apagado no céu, estimou alcançar seus companheiros em dois, talvez três minutos.



Infelizmente, aquele não era o dia de sorte daquele capitão e, mais uma vez, seus planos seguiram um rumo diferente do planejado. Sentindo a malícia, Raiden parou bruscamente em meio à floresta e se voltou contra seu inimigo, pois não havia como algo, que não fosse um inimigo, emanar um instinto tão assassino! Goku, seu animal de estimação, pulava para o topo das árvores, observando lá de cima. A alguns metros, um homem andava calmamente em sua direção, suas feições obscurecidas pelas sombras das árvores, mas seu largo sorriso bem visível. — Ora, ora… Estava o esperando em minha humilde casa quando uma bola de fogo a atingiu. Apenas danos materiais, não se preocupe! HAHAHAHA! E logo depois vejo você fugindo de mim. Que dureza! — O sorriso do pirata permanecia o mesmo, apesar de suas palavras.



Essa bola de fogo só poderia se referir à Comodoro, mas ela não poderia ter perdido para aquele pirata, poderia? — E quem seria você? — Indagou, embora já imaginasse o que ouviria em resposta. — Ora, ora… Você me caça e sequer sabe meu nome? Sou Overspeed D. Roger, e lhe mostrarei o verdadeiro significado do meu nome! — Dessa vez era o marinheiro que ria, logo respondendo: — E eu sou Shimizu Raiden. Teje preso! What\'s All This Rac



Roger corria reto contra o marinheiro, pulando e desferindo um chute horizontal alvejando o abdômen dele. Raiden havia comido a Goro Goro no Mi em uma das últimas missões e, apesar de ainda não a ter dominado, ser um homem Relâmpago tinha as suas vantagens, como ser intangível para ataques comuns. O marinheiro, confiante, levantou o punho, esperando a perna do pirata lhe atravessar para que pudesse atingi-lo com força quando este perdesse o equilíbrio, sem sequer entender o que havia acontecido. Com apenas alguns centímetros de distância entre os dois, já era possível ver pequeníssimas cargas elétricas saindo do marinheiro em direção à perna negra do pirata. Milímetros de distância e Raiden começava a descer seu punho num ataque cruel. E, mais uma vez, era surpreendido pela vida.



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O marinheiro era arremessado com uma força descomunal, arrancando incontáveis árvores pelo caminho e parando quase cem metros depois, formando uma pequena cratera na terra molhada. Sendo atingindo com tamanha força sem se preparar para tal havia custado claro. Além da dor, a qual não era pouca, o marinheiro lutava para respirar, parecendo um peixe fora d'água. Roger, de alguma forma, já estava a poucos metros de Raiden e gargalhava com a cena. — Pensei em lhe dar uma pequena amostra do meu poder, mas acho que exagerei! Ouvi tantas histórias desse tal Herói... Não parece muito para mim! — Sua postura era audaciosa, como se fosse um Rei em seu reino, como se o mundo e tudo nele fosse seu, meros brinquedos. Raiden, arfando, fuzilava o pirata com o olhar, visível após seu óculos ter se perdido durante o último golpe. Até mesmo um mau entendedor entenderia aquele olhar. — Que medo! — Brincava o pirata. — Pronto para outro round?



Raiden mantinha sua expressão séria, mas sentia um turbilhão de sentimentos por dentro, e, ao invés de responder seu oponente com palavras, preferiu responder com ações! Tão rápido quanto a luz, se movia contra Roger e dava um passo além dele, trazendo o seu braço mais atrás com o intuito de jogá-lo longe, assim como ele havia feito consigo. O marinheiro atingia apenas o ar, para o deleite do pirata, o qual se encontrava alguns metros à sua direita.



A confusão deve ter transparecido no rosto de Raiden, pois Roger pôs-se a explicar. — Overspeed… Eu lhe disse, não, que mostraria o verdadeiro significado do meu nome? — Abrindo os braços, o homem parecia querer abraçar o mundo enquanto falava. — Serei o homem mais rápido de todos os mares, incluindo a Grand Line. Sua fruta de meia tigela não será párea para mim! — Como que para provar suas palavras, o pirata partia para cima do marinheiro, tentando atingi-lo com outro chute, desta vez no rosto.



Por impulso, Raiden recuava cerca de cinco metros com um rápido movimento, uma distância bem desnecessária para esquivar de um golpe tão simples. Roger ria e, para o marinheiro, aquela era a última gota. — Sua vida vai passar pelos seus olhos como um raio quando eu o atingir! — Seu tom era de ameaça, mas Roger se limitava a rir da piada. Raiden, enraivecido, sentia quando seus cabelos começavam a se elevar com a estática de seu corpo. — Uau! Que truque interessante!



Um trovão ribombava lá no alto e, no espaço de tempo em que o clarão iluminou o céu noturno, Raiden se movia até Roger, atacando-o com um direto. Roger desviava com facilidade, curvando seu corpo para a esquerda e contra-atacando com um chute circular na altura da cintura. O marinheiro punha a mão sobre a perna do inimigo e a usava como apoio para dar uma espécie de estrelinha sobre a mesma, evitando o golpe. Ainda no ar, apontava a palma de sua destra na direção de Roger e, dela, saía uma descarga elétrica descomunal. Roger parecia se desfazer em pleno ar, reaparecendo atrás do marine, a uns dois metros de distância. — Opa! Essa foi quase! — Os dois inimigos endireitaram suas posturas e se entreolharam por alguns instantes, cada um planejando seus próximos passos, com ambos avançando ao brilho do primeiro raio que cruzava o céu!



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A trocação de golpes era tão rápida que qualquer outro veria apenas o borrão dos movimentos dos dois oponentes. Raiden atacava com seus punhos, revestidos em eletricidade, emanando um azul belo e mortal; Enquanto que Roger atacava com suas pernas, revestidas em Haki do Armamento, tão negras quanto o céu noturno. Punho e perna se chocavam continuamente, gerando ondas de choque tão intensas que sacudiam as árvores ao redor. Os oponentes pareciam ter praticamente a mesma velocidade, com os golpes acertando apenas de raspão, quando sequer acertavam.



A estamina de ambos se esgotava rapidamente e não demorou até que saltassem para trás, em busca de um momento de descanso. Roger mantinha o seu largo sorriso, embora Raiden permanecesse sério, rindo de excitação apenas por dentro. Os dois arfavam com certa dificuldade, com o pirata curvado com as mãos nos joelhos, enquanto que Raiden estava com a coluna ereta, mas os braços jogados ao lado devido à exaustão. — Eu errei! Você é um oponente digno… Quando o derrotar, poderei finalmente me considerar Flash! o homem mais rápido do mundo! — Raiden, embora compartilhasse um sentimento similar, respondia com autoridade: — Mas antes, você precisaria me derrotar!



A gargalhada do pirata explodia de seus lábios, sendo ofuscada por mais um — E o último! — relâmpago que percorria o céu! Raiden levantava suas mãos e o relâmpago era atraído até si, moldando-se em uma esfera de energia. Roger, movido por sua ambição, avançava destemido, girando em torno do próprio eixo enquanto desferia mais um forte chute alvejando o queixo do marinheiro. — MORRA! — Raiden, movido pela Justiça que defendia e pelos mais fracos que jurara proteger, lançava sua técnica suprema contra seu inimigo mais mortal! — AAAAAAAHHHHHHHHH!



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Coisa de dois minutos depois, uma fênix azul vinha dos céus e aterrissava ao lado do Capitão. — Tch. Parece que perdi a diversão! Rum. — Raiden estava sentado no chão, encostado em uma árvore, com Roger morto aos seus pés. O pirata tinha um largo sorriso no rosto, mesmo morto, enquanto o marinheiro permanecia soturno e em silêncio. — As casas estavam vazias. O restante da tripulação seguia no navio pirata em busca de afundar o nosso navio. Não deu nem para eu me aquecer. Rum. — Reclamou novamente, lamentando mentalmente como era chato ser uma Comodoro.



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Bem longe dali, um homem estranho observava os marinheiros do topo de uma árvore. Ele era o membro mais recente do bando pirata Flash Kaizokudan, Yuki. Mas nem sempre foi assim. Yuki era, na verdade, um revolucionário de alta patente, chamado Hideyuki A. Divine e conhecido como Demon Witch. E, como um verdadeiro demônio, havia se infiltrado e arquitetado a queda daquele bando de dentro, informando os marinheiros da localização dos piratas e informando os piratas do ataque dos marinheiros.



A noite chegava ao fim e o sol começava a raiar no horizonte, revelando a sombra do revolucionário sobre a árvore mais alta da ilha, o que lhe proporcionava uma ótima visão dos arredores. Os marinheiros voltavam ao navio, com um morto e um ferido, o último afastado da vida de combate para sempre! Dos piratas, um havia sido capturado, enquanto todos os outros tinham morrido. — Tch. Não esperava esse massacre! — Demon torcia para algo próximo a um empate, com boa parte de ambos os lados mortos, mas este não foi o caso. Apesar da morte do Ilusionista, a marinha era a vencedora e o bando Flash Kaizokudan tinha sido reduzido a memórias em apenas uma noite. — Pelo menos eles morreram aqui, em combate. Melhor do que se tivessem morrido no mar. — Comentou para si mesmo, como se tentasse justificar seus próprios atos, embora ele próprio não sentisse remorso algum pela morte daqueles guerreiros. — Bem, Dragon ficará feliz. Hora de ir! — Dando um passo para o vazio à sua frente, Demon deixava-se cair, desaparecendo por entre as árvores mais baixas.






Assim acaba a nossa história e eu lhe faço uma pergunta: Quando as Lendas se enfrentam, quando dois opostos colidem, quem vence? Já sabe a resposta? A resposta é: Ninguém! Os mortos perdem sua vida, os derrotados perdem a sua liberdade e os aclamados vitoriosos perdem seu propósito. No fim, o Mundo perdeu seus mais nobres guerreiros, os brancos e os negros, e, tudo o que restou, foram as suas memórias, as suas Lendas!



Legendas:
  • Shimizu Raiden
  • Daisuke Ryoma
  • Yagami Tidus
  • Spark M. Takezo
  • Axell Gates Nyngio
  • Claire White Swan
  • Overspeed D. Roger
  • Shion K. Siryum
  • Zed D. Black
  • Hideyuki A. Divine

Citados:
 

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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 21:53


Um ensaio de mentiras!



The Wonderful Land - 1ª Rota - Grand Line - Quartel General G-60

Ato I - Em cena: Aaron Skyblazer


10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXO Rugido do Dragão Branco. Era como chamavam o deslumbrante fenômeno que se podia constatar onde quer que este marinheiro passasse. Murmuravam os boatos, nos jornais e nas tavernas, que nas nubladas terras de Wonderful Land, o rugir era mais forte ainda, capaz de fazer os próprios céus chacoalharem. Isto, apenas os que vivenciaram a experiência podiam afirmar; e os que que não vivenciaram, se o fizessem, afirmariam — AARON! AARON! AARON! AARON! - esse era o nome da lenda viva que era aclamada naquela terra. Aaron Skyblazer. As diversas cicatrizes que marcavam-lhe a pele eram troféus que ostentava, do rosto até as mãos - dessas, ele se orgulhava; mas parava por aí. Cobertas pelo manto sagrado que inflava com a brisa marinha ocultava-se um segredo às sete chaves; outras tantas cicatrizes e, dessas, envergonhava-se. Mais do que um herói, o qual fundou o QG-G60 e salvou a ilha de uma terrível e explosiva ameaça, trazendo paz a um povo desamparado e desesperado, Aaron era um dos Atlas da Grande Era.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXAos curtos passos que dava, o justiceiro subia a rampa de seu navio. Com ele, a sua grande frota, a qual fielmente o seguiu, composta por cerca de cem homens. “É um homem que fazia as nuvens se afastarem só para que o sol pudesse lhe banhar com alguns fulgentes raios de luz” - dissera um dos soldados de sua tripulação, certa vez, de modo que todos concordaram silentes e com os corações acalentados. E era essa imagem que os milhares de residentes que o recebiam tinham — WOOOOOOOOOOOOOOAH! - os gritos ecoavam enquanto o herói passava pelo corredor que se formara entre os populares.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXParem com isso! Eu apenas cumpro o meu dever com a justiça! É o mínimo que um marinheiro pode fazer! - os braços esticados que tentavam lhe alcançar e os gritos alvoroçados o obrigavam a controlar a situação. Apesar de sua fala, Aaron não evitava o contato com os populares, sutilmente se entregando ao povo. Subindo a rampa do navio, Aaron dava um último olhar para trás — Logo estarei de volta! - dizia. Para um homem que tanto foi rejeitado, um lugar como aquele era como um lar. Talvez, fosse isso que buscasse.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXSoltem as cordas! Preparem o leme e alinhem a rota! O QG Central nos deu uma missão! E nós a cumpriremos mesmo que precisemos sacrificar o nosso sangue! - ordenava, balançando o seu braço cibernético e fazendo ecoar sua potente voz por toda a embarcação, em uma solene postura de liderança — Vice-Capitão Aaron! A rota está traçada de acordo com as informações repassadas pelo QG! Os homens estão perguntando qual é a situação! - os olhos profundos de um homem que muito viveu varriam o convés, olhando para seus fiéis tripulantes, os quais imediatamente batiam os punhos e os juntavam — Vice-Capitão Aaron! - em fileira, todos os marinheiros abaixavam a cabeça para o líder, em sinal de respeito, curvando o joelho, na postura que haviam sido ensinados. Este era o cumprimento mais respeitoso ao estilo Way of White Dragon! E os homens à sua frente eram mais que meros soldados; eram os seus preciosos pupilos! Se Aaron morresse com algum arrependimento, ter cumprido o sonho de seu pai e mestre não seria um deles. O Estilo do Dragão Branco vivia nos corações de centenas, senão milhares de praticantes por todo o mundo! Toda a sua frota era composta por combatentes que se voluntariaram a navegar pelos mares, sob a égide da gaivota branca, a fim de aprender à primeira mão os ensinamentos do nobre marinheiro que representava a luta e esperança. Aaron imitava a postura, mostrando o mútuo respeito que haviam construído até ali.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXHoje o QG Central nos convocou para ir atrás de uma das maiores calamidades que recaíram sobre nossos mares recentemente! Shirozo no Kaizokudan! - ao mencionar do nome, até mesmo os bravos guerreiros da tripulação hesitaram — E recebemos informações de que eles se aliaram com Toni, O Falastrão e… - os marinheiros já sabiam quem era o outro envolvido; devido aos eventos recentes, era improvável que alguém não soubesse quem era a infame dupla — Orihara Izaya… O Metamorfo - um pirata como Kyros Alexios fazia-os engolir em seco; entretanto, um pirata como Orihara os fazia contorcer os olhos e respirar fundo. Juntos, a dupla retromencionada havia humilhado a marinha diversas vezes; diferente do destemido grupo Shirozo no Kaizokudan, que travaram combates mortais, com perdas para ambos os lados - mas, ainda assim, justificáveis.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXA relação da marinha e do Governo Mundial com a dupla de piratas era das mais tensas. Pouco importava se um forte pirata derrotara um Tenente ou um Capitão. Os problemas que Toni e Orihara traziam eram dos mais severos à honra das organizações. Colocavam em cheque toda a credibilidade do GM e afiliados. Como o Gorosei poderia ter face diante dos Reis após o abalo que haviam sofrido? Capturá-los era uma questão de honra ou morte. Não fosse o suficiente a primeira fuga de Ennies Lobby, arquitetada por Orihara Izaya, anos depois, após resgatar o Falastrão, ambos conseguiram invadir Impel Down - até hoje, sabe-se lá a razão. O que importava era que ambos haviam causado um imenso caos e Orihara, valendo-se de seus poderes miméticos, chegara até mesmo a participar de um Reverie, sob a face do Rei Andolini, do Reino Sakura, obtendo informações que ameaçam a própria integridade do GM. “Ao menos eles contam mais com Tchombs, Erick Algfor e Mokuhyo Hikasuno” - era o consolo dos marinheiros, os quais sabiam que, junto aos outros dois, era quase impossível prever ou lidar com o que aconteceria.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXMas não temam! Estarei sempre convosco e agiremos em conjunto com a Front In Peace para dar um fim a esses tempos de vilania! - ascendendo a sua metálica garra aos céus, a qual mostrava a gravura em seu antebraço: PX-000. O gesto era companhado do grito voraz de seus homens, com a embarcação a todo o vapor deixando o porto de Wonderful, o Dragão Branco partia mais uma vez em busca do mundo ideal.

[...]

Ato II - Em cena: Front In Peace - Shimizu Raiden, Yagami Tidus, Daisuke Ryoma, Spark. Takezo e Axell Hightower.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXG-8 Quartel General - 6ª Rota - Grand Line.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXVice-Capitão Raiden! - o homem que se tornara o seu braço direito, Yagami Tidus, descia as escadas do primeiro andar do convés até o térreo — Recebemos informações que o Vice-Capitão Aaron Skyblazer já zarpou de The Wonderful Land! - reportava — Despache a frota e ponha os homens para trabalhar! Prepare os equipamentos para que possamos capturá-los vivos! - Shimizu instruiu, concomitantemente olhava o vasto horizonte da proa do navio — Parece que vamos ter alguma ação em breve, hehe - dizia ao seu fiel companheiro, o qual se mantinha de pé em cima do parapeito, tendo as orelhas afagadas em um breve carinho. O pequenino animal se aproximava mais ainda de Shimizu, demonstrando o estreito laço que possuíam — Quando a hora chegar, com certeza precisaremos de sua ajuda, Son Goku… sei que você pode se transformar mais do que aquele patife do Orihara - dava um leve tapinha nas costas do bichinho, o qual erguia as orelhas e encarava-o com a língua para fora — Ki kikiki! - se comunicava. Este era o mútuo entendimento que possuíam, no que pese fossem humano e… e o que quer ele fosse, este bixo metamorfo.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXAssim, olhando para o mar, Raiden abria um sorriso descontraído, mas que não combinava com o seu semblante; pelos seu cenho, era possível dizer que, apesar da aparência que sustentava, estava receoso quanto àquele encontro. Em contrapartida, de costas para o seu superior, Yagami Tidus rangia os dentes, cerrando os punhos. Estava farto de tamanha impunidade e a “benevolência” ou qualquer razão que tomava como irascível, visto que não compreendia, de seu capitão, o qual havia deixado claro: “Para que possamos capturá-los vivos!” - as palavras ressoavam em sua mente repetidamente, ao ponto de perturbá-lo. “Por quê?! Por quê deixá-los vivos?! Francamente…. eles não merecem uma segunda chance! Por que ter uma batalha mais difícil e sacrificar a vida de mais homens justos e inocentes para poupar quem mata, saqueia e queima tudo por onde passa?! - dando seus últimos passos no lance de escadas, Yagami lançava um olhar para trás. Sabia que os oponentes não eram brincadeira e que, se uma luta fosse travada entre eles e a marinha, era muito provável que um de seus companheiros viesse a perecer; diante da iminente urgência da situação, a decisão do Vice-Almirante era inaceitável. Todavia, respirando fundo, colocava-se em seu lugar com bastante remorso, pois esta não era a primeira vez; entretanto, sua lealdade fazia-o engolir o orgulho e repassar as ordens, comandando os homens para assumirem seus postos e impulsionar à frente as diligências requisitadas.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXHá algum problema, Comodoro Tidus? - passando um pano e lustrando o seu gancho dourado, Daisuke Ryoma escorava-se contra a parede, analisando o semblante de seu companheiro — Nenhum, Comodoro Daisuke. - o homem respondia, dando de costas e seguindo seus afazeres. O olhar de Ryoma recaia sobre seus ombros e, sagaz como era, não deixava escapar após olhar de relance para Raiden. “Há algo acontecendo entre os dois” - podia perceber.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXMinutos depois, dentro das dependências da embarcação, Spark M. Takezo e Axell Hightower encontravam-se em uma mesa, com uma mapa aberto e algumas peças colocadas sobre ele — Eles fugirão por aqui, porque é o lugar mais propício, você não vê Capitão Hightower?! - Spark indagava — Não, não vejo! É evidente que a rota de fuga que eles usarão é essa! Eles não irão querer se aproximar de uma sede do Governo! - Axell redarguia — E desde quando eles se importam com isso?! Ah, cale sua boca, estou certo! - Takezo batia as mãos na mesa, levantando-se, após ser enervar.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNeste momento, o Comodoro Daisuke Ryoma adentrava a sala — Não irei nem perguntar sobre o que estão discutindo… - apesar da patente superior, o homem era familiar aos seus conterrâneos e sabia que colocar o dedo naquela discussão só atiçaria os ânimos ao invés de controlá-los — De toda forma, tenho um assunto a tratar. Estamos zarpando e logo confrontaremos a Shirozu no Kaizokudan e a Oshaberi no Kaizokudan, como sabem… Peço para que fiquem de olho no Vice-Capitão Raiden e no Comodoro Tidus, parece que houve algum desentendimento entre os dois… vocês sabem de algo? - os dois marinheiros se entre olhavam silentes, negando com um balançar da cabeça — O Yagami sempre foi mais cabeça dura quando o assunto é piratas, os oponentes devem estar o incomodando, só isso… - Takezo concluía — Eu acho que possa ser algo a mais… - Axell comentava — O quê? O que mais poderia ser? Bah, somos uma equipe há tempos e todos confiam um no outro, você não sabe do que está falando… salvo esteja sugerindo algo - dizia, com as palavras afiadas — É claro que não. À distância que enxergo, todos são muito íntegros, apesar de tudo - Hightower respondia olhando para Daisuke e parcialmente ignorando a insolência de Takezo — Pois bem…Recebi informações que o Pippos D. Vitaminado também irá participar desta incursão… Só espero que ele não estrague tudo… Ele pode ser uma Muralha, mas sua capacidade de confundir as coisas, sinceramente... - Ryoma suspirava, volvendo os pés e retirando-se dali.

Ato III - Em cena: Pippos D. Vitaminado e... ??

Ilha de Santa Helena - Em algum lugar da Grand Line.


10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXLevantem a âncora! Soltem as amarras e vamos zarpar! - o Comodoro Pippos D. Vitaminado, a Muralha Dourada, como era conhecido, com toda a sua robustez e altura, proporcionada pela sua origem racial, em liame ao seu inseparável boné alve-rubro, dava as ordens para a sua frota. Dentre todos os participantes da empreitada que estava para acontecer, era de longe o menos preparado, gozando, inclusive, de pouca confiança de seus homens, em razão de estranhos rumores que eram narrados às mesas do refeitório e mesmo quando o Comodoro dava as costas.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXE, talvez, fosse por esse motivo que o marinheiro havia sido o escolhido — Comodoro, estamos prontos para zarpar! - um soldado aparecia à sua frente, batendo continência — Façam-o, meus estimados fãs! - o soldado o olhava torto, mas logo fazia uma reverência e ia comunicar os seus companheiros.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXO Comodoro está mais estranho que o normal, apesar de sempre se importar com a gente… Sei lá - o mesmo soldado comentava ao alcançar seus companheiros — Eu notei, desde o início do dia ele está mais… radiante…? - se questionava — Bem, apesar de ser inquestionavelmente forte e justo, ele é estranho, não posso negar… - um novato tecia o seu comentário — Vai se acostumando… apesar de tudo, quando estamos em campo, ele é bastante frio e calculista… por isso o seguimos, mas às vezes… às vezes parece que ele enlouquece e fica um tanto… sanguinário? - o veterano o respondia, tentando encontrar palavras que pudessem descrever o Comodoro.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXE, assim, Pippos D. Vitaminado zarpou do porto.

[...]

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXAo menos, era o que pensavam.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXLonge dali, às frias e escuras celas de uma recôndita masmorra, na ilha de Santa Helena, um meio-gigante estava acorrentado contra a parede, com enormes grilhões que pareciam ter sido feitos especialmente para conter a sua tremenda força. Seus cabelos loiros estavam desgrenhados e as pontas, que alcançavam os ombros quando soltos, estavam manchadas de sangue. Seu corpo estava parcialmente nú e, desta vez, não era em virtude de um insólito e controverso encontro. Pippos D. Vitaminado havia sido preso e encontrava-se quase inconsciente, com os joelhos caídos no chão e os braços suspensos próximos ao teto. Mas, se ele estava ali, quem era a pessoa que encontrava-se em seu navio?!

[...]

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNa embarcação da marinha, Pippos D. Vitaminado - ou aquele que acreditariamos ser ele - pegava o seu Den Den Mushi, olhando para os lados a fim de checar se estava sendo observado. Assegurando-se que encontrava-se sozinho, ele fazia a sua ligação — Mushi, mushi - um silêncio se alastrou por bons segundos — Mushi, mushi - o outro lado respondeu — A Muralha caiu - dizia, com um sorriso brotando no canto da boca — Você é um merda - era impossível não reconhecer a risada do Falastrão que sucedia a sua fala, longe do Den Den Mushi, para que não fosse perceptível na transmissão. Obviamente, o seu comentário possuía a intenção contrário ao que era dito; tão próximos que eram, aquilo era dito como um elogio.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEstamos na rota para aquele lugar. Quando formos cercados, abra o cerco para nós. O resto, você sabe... e apresse as coisas, antes que eu fique entediado... - mais uma vez, distanciava-se do Den Den Mushi, para que sua risada não ecoasse aos quatro mares. Outrora, quando Orihara resgatou Toni de Ennies Lobby e invadiu Impel Down, Pippos D. Vitaminado havia tentado impedi-los; como resultado, a sua face havia sido roubada e, hoje, ele pagava o preço por sua displicência.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXO que quer que o grupo estivesse planejando, definitivamente não era coisa boa...

Ato IV  - Em cena: Shirozo no Kaizokudan - Kyros Alexios, Mitarashi Hanzo e Yami, o Loiro; Toni, O Falastrão.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEm alto mar, em algum lugar da 1ª Rota.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEra de se esperar que não fosse um navio normal. Seu tamanho era de quase três vezes o de uma embarcação de guerra da marinha. Nele, refulgia o brilho único e  inerente de madeira Adam. E, se alguém podia gozar de tantas condições para financiar um projeto deste tamanho, essa pessoa era Kyros Alexios, O Elefante Branco — HAHAHAHA! - segurava um caçador de recompensas em sua mão, o qual havia ousado lhe desafiar antes que a marinha chegasse até ele — Mercenários! Covardes! Cães do Governo! - enfurecia-se, fazendo labaredas de fogo jorrarem de seu corpo, jogando-o em direção a um de seus subordinados como se fosse um boneco. O calor era tão insuportável que o caçador estava completamente ensopado e avermelhado.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEu só não me divirto mais com esses caras do que da vez que quase botei a Red Pub abaixo, lá em Loguetown… A Guin ficou possessa. Pagaria pra ver a cena de novo - Yami rememorava, passando as mãos em seus cabelos… loiros, enquanto segurava um dos capangas do caçador pelo pescoço, lentamente trazendo o seu veneno até próximo ao seu rosto, ao passo que três cabeças de hydras venenosas se projetavam de suas costas — Assustado? Não deveria ter vindo até aqui - apertava ainda mais a sua traqueia — Mas lixo como você não me interessa - jogava-o para o lado, deixando o corpo rebolar no chão. Desesperado, o homem olhava para os lados, com a mandíbula trêmula, virando-se às pressas e pulando ao mar.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXDestarte, com o peito amostra, ostentando a grade tatuagem do Elefante Branco e as diversas cicatrizes que possuía, trajado em calças largas e botas de cano alto, com uma bandana vermelha enrolada ao redor da cintura - obviamente, não trajada como deveria -, o filho do mar navegava sobre aquelas águas misteriosas — Quanto tempo falta para chegarmos?! E quanto tempo para a marinha nos interceptar?! - o meio-gigante indagava, virando-se para Toni, O Falastrão, o qual tirava uma de suas luvas pretas e passava a mão sobre a sua ombreira, limpando-a descontraidamente — Porra, deixa de ser esquentado, Kyros, eu disse que em breve eles vão chegar. O Orihara já falou comigo, está tudo nos conformes - respondia. Interessantemente, para os mais argutos, era nítido perceber que Toni não xingara Kyros, como costumava fazer com os demais tripulantes; afinal, se o fizesse, poderia causar algum conflito desnecessário, de modo que supria a sua necessidade falando palavrões e limitando-se  a depreciar o temperamento do homem.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXKyros voltava a sua atenção ao horizonte, em busca dos navios da marinha, os quais não chegavam — Espero que você não esteja me enganando… com a fama que vocês têm - Alexios dizia, com o tom mais ameaçador que o normal. Toni, por sua vez, que encontrava-se sentado no parapeito do segundo andar do navio, ficando na mesma altura que Alexios, respondia, olhando-o no olho — Cacete, se eu fosse fazer isso, você acha que eu estaria aqui nessa merda, em meio a todos vocês? - seu argumento era convincente o suficiente para dispersar a maior parte das preocupações do Elefante Branco, o que não o deixava completamente tranquilo. A fama do Falastrão o perseguia.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXÀ distância, Toni podia perceber que Miratashi Hanzo observava-o. E o fazia desde que colocara os pés ali. Para onde que ele fosse, o mancebo também ia, mantendo-o sob constante vigilância. Entretanto, nem o perspicaz rapaz era páreo para as suas tramas ardis. Não à toa que todos os preparativos já estavam feitos e logo o Falastrão mostraria que não se podia confiar em um mentiroso.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEm falar neles, eles estão bem ali - Toni apontava com o dedo, aproveitando daquele momento nevrálgico para desviar a atenção de todos os tripulantes na direção que pretendia. Miratashi não tardou para se policiar e voltar o olhar para Toni; mas já era tarde demais. Bem, o homem continuava ali. Estava tudo ali. Então por que um sentimento tão incômodo o alfinetava? O pirata da Oshaberi no Kaizokudan cruzava as pernas, virando o rosto para Hanzo — O que foi? Perdeu algo, pivete? - um sorriso brotava em seu rosto, indagando de forma provocativa. A verdade era que ele, de fato, havia perdido, mas não fazia ideia do quê — Ora, seu… - Miratashi se irritava - o que era um dom do Falastrão - mas não perdia a linha, em razão do decreto dado por Kyros. Enquanto Toni estivesse aliado com eles, deveria ser tratado como se convidado o fosse. De toda forma, o Elefante Branco dava uma última olhada para aquele que considerava o seu filho e tinha sua total confiança. A mensagem havia sido transmitida: “Não o subestime”.

Ato V - Em cena: Shirozo no Kaizokudan - Kyros Alexios, Mitarashi Hanzo e Yami, o Loiro; Oshaberi no Kaizokudan - Toni e Orihara Izaya; Aaron Skyblazer e a frota Front In Peace: Shimizu Raiden, Yagami Tidus, Daisuke Ryoma, Axell Hightower e Spark M. Takezo

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEm alto mar, em algum lugar da 1ª Rota.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXCARREGUEM OS CANHÕES, IDENTIFIQUEM O NAVIO DO COMODORO PIPPOS D. VITAMINADO E AJUSTEM A ROTA NAQUELA DIREÇÃO! A DIVERSÃO COMEÇARÁ EM BREVE! - o sangue flamejante do meio-gigante fervia — Capitão! Avistamos o Vice-Almirante Aaron Skyblazer e o Vice-Almirante Raiden! - os navios da marinha já haviam surgido ao horizonte e o olheiro do observatório da gávea anunciava. Diante da nova informação, Kyros abria um enorme sorriso no rosto — Parece que nos reencontramos, Aaron - retirava a bandana vermelha de sua cintura, envolvendo-a ao redor de sua cabeça. Se entre o céu a terra havia um oponente digno de combatê-lo, sem sombra de dúvidas este era o Dragão Branco, aquele que reinava sobre próprio céu, enquanto Kyros regia a terra, como o grande Elefante Branco. Ao menos, seria o que diriam os poetas - e, sem sombra de dúvidas, o SeaGull Newspaper, tão logo soubesse das notícias.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXDessa forma, o majestoso navio, que projetava um enorme elefante em sua quina, avançava contra o cerco que lhe era imposto. Ao leste, o Vice-Almirante Aaron Skyblazer se aproximava rapidamente; no convés, próximo à proa, colocava-se ao centro, com duas unidades de pacifistas ao seu lado, marcados pelos códigos PX-001 e PX-002, com sua legião de praticantes do Way of the White Dragon em suas costas. Ao oeste, por sua vez, a famosa frota Front in Peace também cortava  as ondas e encurtava celeremente as milhas marítimas que os separavam. Ao norte, o Comodor Pippos D. Vitaminado também investia contra os piratas. Ou era o que pensavam.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXOs minutos tensos se passaram rapidamente e logo os primeiros disparos de canhões podiam ser escutados. BOOM! BOOOM! BOOOOM! As colunas de água subiam em todo o mar, à medida que as maciças bolas de ferro colidiam com a superfície d’água — AVANTE! - Kyros gritava, pulando para a parte superior do navio - fazendo-o chacualhar - e abrindo os braços, com os punhos alinhados com as embarcações dos Vice-Almirantes. Em um piscar de olhos, duas colossais labaredas de fogo saíam de seus braços, cruzando os mares com tamanha impetuosidade que não pareciam perder muita força mesmo após centenas de metros.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEm seu navio, Aaron esticava o braço e estalava o pescoço — Não vai ser que nem da última vez - comentava para si. Nikyui! Uma bolha em forma de pata surgia à sua frente, interceptando a labareda de fogo e crescendo repentinamente — É o poder da Nykui Nykiu no Mi! - os soldados comentavam, mormente os novatos, que ainda não haviam presenciado as capacidades de seu líder.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXSem intentar ser incinerado pelo canhão de fogo, o Vice-Almirante Raiden balançava o braço — Um pequeno isqueiro não causa um incêndio - caçoava, batendo seu punho contra o ar. Logo uma rachadura começou a surgir onde havia acertado, como se a própria realidade fosse feita de vidro e ele começasse a trincar. O navio inteiro tremeu; o próprio Aaron sentiu os tremores sobre seus pés e não foi diferente com Kyros e Orihara, que contorcia a face — Esse maldito… ele tem poder pra estragar tudo - resmungava aos sussurros, para que nenhum de seus homens escutasse e desmascarasse a sua trama. Uma enorme coluna de água surgia à frente da embarcação da Front in Peace, parando imediatamente as labaredas de fogo. Não fosse o suficiente, uma enorme onda começava a se formar e ia em direção ao navio de Kyros, enquanto todo mar ao redor se agitava — Calma, amiguinho, logo será a hora de sua entrada - Shizumi falava com o seu pet.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNo navio do Elefante Branco, Toni também assistia a onda vir em sua direção com a mesma sensação que Orihara, o Metamorfo, havia sentido — SEGUREM-SE! - Alexios ordenava, prevendo que a onda, a qual já havia ultrapassado os quinze metros, poderia sacudir a embarcação. E, dos quinze, foi aos vinte… vinte e cinco… trinta metros. O poder da Gura Gura no Mi era algo inimaginável, não a toa Shimizu havia escalado rapidamente até uma das mais altas patentes da organização. O usuário da Mera Mera no Mi não poderia pará-la apenas com fogo. Raiden havia pensado muito bem em seu contra-ataque. E, reconhecendo isso, Miratashi sumiu rapidamente ao usar o seu Soru, ressurgindo de frente à onda, na lateral da embarcação — Deixe comigo, pai! - o ingênuo rapaz exclamou, sacando sua espada; apesar da tenra idade e de sua personalidade serena, a tripulação sabia que, quando precisava, o garoto podia virar um verdadeiro monstro — Daishinkan - sua espada saiu rapidamente da bainha, voltando antes mesmo que o corte pudesse chegar à onda. Logo o corte rompeu a coluna d’água, separando-a em duas. O pequeno tsunami causado por Shizumi passou pelas laterais do navio, em uma exímia demonstração de cálculo por parte de Hanzo.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXHAHAHAHA! - Kyros ria, mas a onda cortada logo revelou que a Front In Peace havia se aproximado mais do que o esperado, estando ao encalço dos piratas. Em um único movimento, o Vice-Almirante Raiden havia antecipado e conquistado todas essas vantagens. Ao perceber o feito, foi o suficiente para Alexios interromper abruptamente a sua risada — Yami - chamou por seu imediato, usuário da Doku Doku no Mi — Sei, sei. - o loiro abriu o braço, indicando que todos deveriam se afastar.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXPaulatinamente o veneno roxo que surgia de seu corpo começava a se avolumar e as hydras de outrora se agigantavam, ficando cada vez maiores, alcançando os cinco metros — Capitão - Yami o chamou. Kyros havia entendido o recado. Ataques diretos não funcionariam. Criar uma  abertura era uma jogada essencial — Shirozo no Furea! - aos seus dizeres, um pilar de chamas surgia em cima da frota Front in Peace. Naquela posição, Raiden tinha que escolher uma posição para proteger. Ao menos, era o que eles achavam — Son Goku! - convocando o seu inseparável parceiro, o animalzinho imediatamente usava dos poderes concedidos pela Doa Doa no Mi para abrir uma porta e levá-lo logo abaixo da coluna de fogo que se formara em cima do navio. Em um único movimento, o Vice-Almirante quebrava a realidade e fazia os céus e a terra tremerem, parando a investida logo ali. Enquanto o seu corpo caia no ar, o bichano abria outra porta. Dessa vez, Raiden saia em uma porta de frente com Yami, o Loiro, o qual titubeava para trás,surpreendido, mas logo se recompunha e o atacava com as hydras venenosas — Omega Hydras! - as hydras serpenteavam em direção ao marinheiro, mas logo eram interceptadas. BANG! BANG! BANG! Segurando-se às cordas ligadas ao mastro do navio, Axell Hightower soprava a fumaça em suas pistolas, dando o suporte necessário para seus companheiros e impedindo que o seu líder sofresse as tenazes do veneno — Eu ainda preciso dos meus companheiros para poder cumprir a minha promessa - comentava acerca de sua dívida com Jullie.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEm questão de segundos Yagami Tidus também passava pela porta dimensional, invadindo o navio do Elefante Branco, envolto de uma nuvem de areia. Quem tentava lhe inteceptar era o próprio Miratashi Hanzo, o qual avançava com a sua katana. Todavia, a nuvem de areia logo tomava forma e, ao se juntar, Daisuke Ryoma, o usuário da Suna Suna no Mi, se revelava, brandindo o seu gancho, o qual amparava a lâmina do oponente — O seu oponente sou eu - o akumado determinava, fazendo uma veia sobressaltar na lateral da testa de Hanzo.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXEnquanto toda a confusão acontecia, Toni, o Falastrão, já não podia mais ser visto ali. E ninguém o percebera. Miratashi, o qual ficou responsável por sua vigia, fora envolvido no calor do combate e agora o esguio pirata já havia se espreitado para sabe-se lá onde. Como era de praxe, ele não de desperdiçar oportunidades.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNesta senda, Yagami Tidus logo tomava a frente do Vice-Almirante Raiden — Deixe esse pirata comigo - o homem batia os próprios punhos, preparando-se para o combate. Concomitantemente, o navio de Aaron Skyblazer estava para chegar, mas encontrava-se distante — Droga! Não tem jeito! - o herói da marinha apertava algum botão localizado na lateral de sua perna mecânica e logo… ZIUUUUUUUUUUUN! Um laser saia da sola de seus pés, queimando o assoalho de madeira da embarcação, mas impulsionando-o a uma velocidade incrível, em trajetória retilínea, alvejando diretamente o Capitão pirata Kyros Alexios — HAHAHA! EU ESTIVE ESPERANDO O NOSSO REENCONTRO! - o sangue titânico fervia e três segundos após o lançamento, ambos rivais colidiam os seus melhores socos, revestidos de suas poderosas auras. A determinação dos Reis! Uma enorme onda de impacto se alastrou por todo o navio, fazendo os órgãos internos de todos os presentes revirarem — H-Haoshoku - podia-se ouvir alguém comentar ao fundo. De repente, a própria madeira do navio começou a rachar, tal como o céu escureceu, em um fenômeno inexplicável — Vamos ver o quanto você melhorou! - Aaron exclamava — Quando você perceber, será tarde demais! - com um sorriso no rosto, Kyros trocava ferozes golpes com Skyblazer, fazendo o navio todo sacudir.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXValendo-se do seu Kenbunshoku, o Vice-Almirante Raiden, que não estava mais engajado em combate, percebia a presença de uma outra pessoa. Uma presença familiar, a qual encontrava-se em cima do mar. Mas como poderia?! — O FALASTRÃO! O FALASTRÃO ESTÁ FUGINDO! - a notícia abalava ambos os grupos — O QUÊ?! - Kyros se desconcentrava ao olhar para Miratashi, notando que ele havia se engajado em combate, levando um forte golpe no rosto — Se tem tempo para se preocupar, se preocupe com o inimigo à sua frente! - Aaron dava uma lição de moral no malfeitor em pleno combate.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNesse cenário caótico, Toni fugia em um pequeno bote que havia preparado quando os olhos o perderam de vista — Idiotas! - comemorava, com uma pequena caixa com adornos dourados na mão — Quase não consigo roubar isso, mas… o Izaya vai ficar bastante contente com essa! - contava a vitória — Tenho certeza que ele irá - uma estranha neblina começava a se formar ao redor do Falastrão — Quem está ai?! Apareça se tiver coragem, seu merda! - surpreendido, o pirata vociferava — Sou eu. Spark M. Takezo - o procurado podia reconhecer o nome do Comodoro em qualquer lugar. O ilusionista Takezo, como era conhecido — Entregue a caixa, ou o seu bote afundará - o marinheiro ameaçava, em um tom frio — Como se eu fosse acreditar em uma merd-! - o próprio pirata se interrompia ao ver a água invadir o bote. Suas mãos logo se apressaram para tirá-la, mas quanto mais tentava, mais água entrava — Isso é só mais uma de suas ilusões fajutas! - retrucava — Fique aí e pague para ver, então! - redarguia o Comodoro.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXNaquele impasse, o navio do Capitão Pippos D. Vitaminado já havia se aproximado, sendo percebido por Toni — Que seja! Fique com seu bote e suas ilusões! - em um movimento sagaz, o corpo do Falastrão começou a flutuar acima da água — O QUÊ?! - Takezo se viu golpeado, não tendo antecipado o feito. O que havia ocorrido é que Toni havia deixado os seus pés em outro bote, do outro lado do navio, escapando da névoa flutuando e indo em direção à sua rota de escape aos risos de escárnio.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXLá, o navio do Capitão Pippos já estava de passagem. “É a minha hora! Incrível, Toni, incrível!” - Orihara Izaya, o Metamorfo, que havia roubado a face do marinheiro, dava o seu xeque-mate — HOMENS! NÃO DEIXEM O FUGITIVO ESCAPAR! CAPTUREM TONI, O FALASTRÃO, AGORA! - desta feita, diversas redes foram lançadas em direção ao bote onde Toni se encontrava. Contra elas, ele nada podia fazer. E também não intentava fazer. Tudo fazia parte do plano. Tudo era parte do teatro manejado pela dupla maléfica. Com as redes de kairoseki sobre si, O Falastrão foi capturado, perdendo as suas forças e não conseguindo sequer tirar sarro de toda aquela encenação - o que o ajudava imensamente.

10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 M8ocZKXVICE-ALMIRANTES! ESTAREI CONDUZINDO O PRISIONEIRO ATÉ O QUARTEL MAIS PRÓXIMO! - Orihara gritava, sob a face de um marinheiro, virando o leme da embarcação e alterando a trajetória. Ao final do dia, Toni, O Falastrão, e o temível bando pirata Shirozo no Kaizokudan foram capturados. Estes foram levados até Loguetown, onde seriam executados. Ironicamente, no mesmo lugar onde a Front In Peace havia surgido. Por outro lado, o Capitão Pippos D. Vitaminado e o prisioneiro Toni estavam sumidos, sem notícias de ambos. E, enquanto a guilhotina ameaçava a garganta de uns, Orihara e Toni abriam a caixa de adornos dourados — Patéticos - falavam em uníssono, apreciando com um intenso brilho no olhar a imensa conquista que haviam angariado.

Off

Vi muitas abordagens do tipo "fale!", mas resolvi seguir a cartilha do "mostre, não fale!", então requer alguma atenção a mais para perceber alguns detalhes e outras coisas, em comparação a outra modalidade narrativa. É o que tenho a observar. Deixo aqui a minha participação!

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Axell
Comandante Revolucionário
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Axell

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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 22:41


Axell Belmont




- 10.

- Eu não acredito que me mandaram pra um lugar como esse...

- 7.

- E pra quê, pra isso?! As pessoas não aguentam mais ver isso!

- 3.

- Mas algum dia…

- 2.

- Algum dia eu vou ter minha chance.

- 1.

- Boa noite, Grand Line! Aqui quem fala é Izumi Watanabe trazendo mais um boletim ao vivo. Lamentamos interromper sua programação, mas trago notícias urgentes de Navarrone Island, 6º rota. Logo vocês verão uma batalha de vida e morte entre dois delinquentes dos mares, eu vou pedir pro nosso câmera focar… Vejam! O famoso e solitário revolucionário Hideyuki A. Divine, popularmente conhecido como “Demon” está enfrentando Toni, o Falastrão! - O câmera fechava em zoom o exato momento em que a cauda do enorme T-rex esmaga seu oponente levantando uma enorme cortina de poeira. - Atenção… Talvez esse tenha sido o final do pirata topeira… Não! Como esperado sua velocidade é incomparável e tudo que ele queria era se reposicionar para um ataque de cima com suas garras!!

Uma mão pequena encostava duas vezes no ombro do operador de den den mushin ótico, esse era o código deles e ele voltava a enquadrar a repórter lentamente. A jovem estagiária rabiscava alguns papéis em sua prancheta ao mesmo tempo em que parecia prestar atenção em algo que diziam em seu ponto no ouvido, em seguida fazia um sinal para Izumi com uma cara triste :(, teriam que encerrar o link ao vivo.

- A batalha não para e nossa programação também não! Acompanhem agora nossas principais ofertas de varejo e logo em seguida a nossa nova novela  que já um sucesso, - Ela lia as folhas erguidas e trocadas pela estagiária atrás do câmera. - Fogo em Aracne! Izumi Watanabe para o GL NEWS. - Quando o link acabou seu rosto desmanchou abandonando toda a felicidade e empolgação.

- Corta!

---- // -----

- ZIHAHAHAHAHHAHAHHHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAHHAHAHAHAHAAHHAHA HAHAHAHAHAHAHHZZHHZAHHZAHAHZHAHAHAHAHAZHAHZA E ENTÃO, ELE PEGOU NO MEU PÉ E.. ZIHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAH - O semi gigante secava os olhos cheio de lágrimas. - AAAAAAHHHhhhhhhh… E foi assim que eu conheci o Loiro. Foi uma grande batalha, não foi? Loguetown não aguentou o peso de ALEXIOS, O ELEFANTE BRANCO ZIHAHAHAHAHA

- Se você não estivesse lutando dois contra um eu teria vencido, não se gabe, não caia na conversa desse velho, Hanzo!

- Nós não deveríamos estar nos preparando para uma batalha?

Os três piratas estavam na sala do capitão, Alexios lustrava suas imponentes manoplas em formato de leão, cada uma tinha facilmente o tamanho de um humano adulto comum. Yami fazia alguns alongamentos, se abaixando e segurando a ponta dos pés com as pernas esticadas. Já Hanzo analisava um mapa com uma série de anotações, marcas e cores, e ao contrário dos outros dois parecia preocupado.

- TUDO DÁ CERTO PARA AQUELES QUE NÃO ESCONDEM A VONTADE DENTRO DE SEU PEITO!

---- // -----

Marinheiros iam e vinham carregando documentos, passando ordens e preparando seus armamentos. Toda a base estava se preparando para uma grande batalha como não fazia a anos. Em especial havia um sargento que carregava uma notícia que mudaria o curso de tudo daqui pra frente. Ainda assim, ele andava calmamente, sempre cumprimentando as  pessoas a seu redor (dando um número exagerado de continências) e lustrando seus sapatos a cada 10 minutos. Realmente ele não parecia ter pressa.

Mais acima as coisas estavam bem diferentes, o famoso grupo In Peace era o responsável pela proteção daquela base e não mediriam esforços para cumprir mais uma missão. Na janela Yagami observava toda a dimensão daquela ilha e sentia em seus ossos a responsabilidade de proteger aquele lugar que era símbolo da justiça. Ele acendia um cigarro e aproveitava em silêncio os últimos momentos de paz que teria antes da guerra.

Do outro lado da sala Takezo e Axell se divertiam em uma partida de xadrez. - Xeque-mate, de novo. - Alguns se divertiam mais que os outros. - Arghhhhhhh. - Ele coçava a cabeça. - ok você tá roubando - Axell fazia vários braços de sombra com os poderes de sua kage kage no mi, dois deles guardavam as peças e fechavam o tabuleiro enquanto mais dois puxavam sua cadeira e pegavam um copo de algum suco infantil demais para alguém da sua posição. Takezo sorria discretamente, plenamente satisfeito por mais uma atuação impecável.

Já no centro estavam Raiden e Ryoma, cada um em um sofá, Raiden lia uma revista em quadrinhos de maneira que era impossível ver seu rosto, ele relaxava com as pernas esticadas uma sob a outra. Já Ryoma mantinha as duas pernas cruzadas e fazia um castelo de areia se formar e desmanchar na mesa de centro repetidamente num ato tedioso.

A calmaria do lugar acabou quando uma porta se materializou no nada e abriu bem no meio do centro de comando, todos se viraram em sua direção e esperaram que Goku, o mascote da frota fizesse o sinal. - É isso, eles chegaram. - Disse Raiden e imediatamente todos mudaram completamente seus semblantes e começaram a se preparar para o ataque dando ordens, preparando seus equipamentos e assumindo suas posições de combate. Todos menos Tidus, ele falava discretamente com aquele mesmo marinheiro de botas lustradas perto da porta. O homem cochichava em seu ouvido e lhe entregava uma carta para então se retirar com mais uma continência exagerada. Tidus abria o papel, mas nada revelou em sua face, entretanto, sua mão esmagava a folha a ponto de estremecer.

-- // --

- Galera, tive a impressão de que um macaco viu a gente.

- Você tá ficando tempo demais na dimensão de bolso, Frisk. - Disse Elsa bebendo o restante de sua taça de vinho.

- É, que tal levar Missu para um passeio na praia? - Falou Tidus Belmont de maneira desajeitado com um cigarro na boca.

- ♫ Um passeio em casal! ♫ pelas belas praias de Navarone! ♪ - Continuou o irmão mais novo cantando. - Zihihahahah

O grupo parecia à vontade em seu novo e colossal navio. A estrutura era imensa e mais se parecia com uma pequena ilha do que com uma embarcação, de fato. Centenas de revolucionários trabalhavam duro para corresponder aos últimos preparativos para o grande embate prestes a estourar.

Tidus ficava de pé na beira do navio e suas roupas tremulavam com força devido ao vento. - Chegou a hora. - Ele jogava o cigarro. Axell e frisk corriam para a borda do navio e olhavam para baixo. - É uma queda e tanto… - Dizia o Anjo Caído agarrando o queixo preocupado e em resposta Axell o abraçava pelos ombros e o chacoalhava com mais força do que o apropriado. - Depois de todos esses anos algo assim não deveria te deixar preocupado, vai lá, faz sua mágica.

Elsa se levantou e com a suavidade de uma dança ergueu sua mão e moveu seus dedos até que uma grossa coluna de gelo apareceu na ponta do navio dando a ele o aspecto engraçado e lembrando muito um narval.

- É ISSSO! O MOMENTO É ESSE! SIGAM O PLANO E CONFIEM EM QUEM ESTÁ AO SEU LADO. - Axell organizava as linhas ofensivas e defensivas, distribuindo os homens que trabalhariam dentro do seu corpo, os que atacariam em terra e os que lutariam do navio.

Entretanto, por um instante todos paravam suas tarefas para ver Frisk em ação. O prodígio da causa revolucionária caminhava pela coluna de gelo com confiança, não temendo nem mesmo o fortíssimo vento que o empurrava para todas as direções. Se concentrava por alguns segundos e abria os olhos decidido. - Giganto Door: MAXIMUM SIZE! - E estava feito, uma porta tão grande que uma ilha inteira poderia passar por ela, tão grande que até mesmo a luz do sol era tampada formando uma espécie de eclipse particular, o tamanho exato para a embarcação voadora passar e aparecer subitamente bem em cima da base da Marinha de Navarone.

-- // --

Em terra Izumi e sua modesta equipe de reportagem comiam lanches em uma refeição improvisada enquanto esperavam o desenrolar da batalha que durava praticamente o dia todo. Os inimigos lutavam bravamente e sem diminuir o ritmo nem por um instante e mesmo com os ferimentos não pareciam que iriam desistir tão rápido. Os três observavam de trás de alguns escombros, perto o suficiente para ter uma boa visão da luta, mas distante o suficiente para não serem afetados por nenhum ataque esquivado, faziam isso desde sempre, era assim que ganhavam a vida.

- Ora, ora! Quando isso vai acabar eu quero ir pra casa! - E enchia a boca com uma  grande mordida para logo voltar a falar com a boca cheia. - Me mandam para um local sem chance nenhuma de conflito para filmar dois babacas lutando sem parar, qual o sentido disso? Olha! Uma centena de marinheiros, todos parando apenas vendo os dois idiotas se matar. Um dinossauro e uma topeira lutando na frente de um QG, parece até uma piada pronta..

- Hey, olha… - O câmera apontava para o alto na direção da onde deveria estar o sol e os olhos da estagiária se arregalaram. Desesperada ela apontou para a câmera e enfiou todo o restante do lanche na boca. - IZUMI! - Gritou decidida como nunca fazia calando a boca da repórter - Se prepare para entrar ao vivo. Queria sua chance de ser famosa, ela está bem ali! - Apontou para o gigantesco navio voador acima da ilha.

-- // --

Kyros, Yami e Hanzo atracavam seu navio com tranquilidade no porto e andavam pelas ruas de Navarone sem receio algum, o pânico e curiosidade já havia sido instaurado e eles sabiam que estava acontecendo coisas demais para eles lidarem ao mesmo tempo. - Parece que o plano está dando certo. - Disse Hanzo ainda com a cara enfiada no mapa. - Alexios agarrou o mapa de seus mãos e o jogou no mar. - Olhe para frente, meu filho. Um elefante nunca se perde… Além disso o que procuramos está bem ali.

A frente do grupo estava o portão principal do QG com alguns poucos guardas confusos com o que estava acontecendo, Yami por um outro lado estava tranquilo, ele olhava para seu relógio de pulso e cuspia no chão. - Quem diria? Estamos adiantados.

-- // --

Uma grande explosão jogava poeira e pequenos destroços na direção da equipe de reportagem e o câmera teve de fazer um movimento rápido para proteger seu equipamento e ainda conseguir enquadrar a repórter. - O IMPOSSÍVEL ACONTECEU, A BASE DA MARINHA DE NAVARONE ISLAND ESTÁ SENDO ATACADA! - A câmera se deslocava com velocidade para pegar uma lenta e dramática queda da torre de principal do QG, a grande construção se rompia no meio e seus destroços caiam sobre os canhões da Marinha. - O navio voador não para de atacar com centenas de balas de canhão a cada minuto! A situação é crítica pois nem metade dos canhões da marinha parece ter ângulo ou potência suficiente para atingir um alvo nessa altura.  - A imagem fechava lentamente no navio, mais especificamente em um ponto onde um pequeno grupo se reunia. - A maior parte do ataque parece vir daquela região, seriam esses os inimigos da justiça? Será que é possível alguma reação por parte da marinha?

Nesse momento tudo ficou branco como se o maior dos relâmpagos tivesse acabado de cair e, quando os olhos se acostumaram com a luz, foi possível ver o rastro azul do ataque que atravessou a imponente embarcação voadora.

-- // --

A manopla de Raiden parava a alguns poucos centímetros da garganta de Tidus Belmont, um punho e uma espada, ambos enegrecidos pelo haki medindo esforços, um segundo depois o barulho e as consequências do ataque épico do marinheiro: O navio era literalmente rasgado no meio e se mantinha unido apenas por uma questão de tempo, mastros caiam, canhões eram destruídos e parte do convés começava a pegar fogo, tudo com apenas um ataque. O único que teve reflexo o suficiente para reagir foi o Duque Azul que conseguiu defender parte do ataque e evitar um estrago ainda maior. Os dois se encaravam com ódio, ainda que parecesse que Raiden se divertia com o momento. Tidus então se afastou, mas o mesmo não pode ser feito pelo marinheiro, suas pernas estavam presas pelo gelo de Elsa que tomava seu corpo rapidamente. Uma porta se abriu a poucos metros à sua frente e de lá saiu Axell Belmont com seu punho coberto de concreto e haki no formato de um tijolo. O golpe atingia o rosto de Raiden com tanta força que parte do navio e do bloco de gelo eram levados consigo, e enquanto ainda estava no ar, lançado pelo impacto do golpe, Tidus Belmont fez um sinal com suas mãos e as soqueiras do marinheiro o impulsionaram para baixo como um cometa, parando somente depois de destruir completamente uma nova torre do quartel general. A fuwa fuwa no mi também se mostrava implacável e deixava claro o porquê de ter chegado tão longe e ser considerado um dos mais poderosos de toda a história.

-- // --


Raiden empurrava os destroços lentamente, mas sem dificuldade, seu peito arfava e sua boca sangrava, fora isso parecia bem e pronto para continuar lutando. Ele caminhava apressado e irritado pelos corredores do QG, ignorando todos os marinheiros desesperados por ordens e orientações, porém ao chegar na sala de comando seus olhos se arregalaram de surpresa para sua feição então ser tomado pelo ódio e ele assumir uma postura de combate.

- Acabou Raiden, nós sabemos de tudo. - Yagami apontava a ponta de sua espada para o pescoço de Ryoma. - Nunca pensei que fossem capaz de nos trair, é uma pena acabar assim

De um lado da sala estava Takezo com dois dragões de veneno prontos para o ataque mortal, e do outro Axell Gates com ambas as mãos no bolso, mas 4 braços de sombra apontados em sua direção, cada com uma arma lendária. Takezo não demonstrava emoção, na verdade parecia indiferente quanto aquilo tudo. Já Axell demonstrava um misto de fúria e tristeza com os olhos cheios lágrimas por ter de enfrentar seus companheiros e apontar suas armas para seu capitão.

-- // --

No meio de todas as chamas, gritos e caos do QG um homem estava… dançando? Sim, o marinheiro de botas lustradas dançava suavemente e cantarolava a cada passada, ia e voltava com uma ginga sem igual, dava a mão para um moribundo pedindo socorro para então o deixar a ver navios engasgado no próprio sangue. Escorregava por um longo corrimão para então parar na frente de mais alguns marinheiros e novamente fazer uma exagerada continência, quando estes responderam meio desconcertados ele golpeou cada um com um ataque rápido e preciso, fazendo eles desmaiarem. Caminhou mais um pouco e subiu algumas escadas chegando a um pequeno posto de operações responsável pelo portão principal, ali encontrou um marinheiro o olhando desesperado. O clima de tensão se instaurou e os olhos de ambos miraram o den den mushin no centro da mesa. Os dois correram e  uma luta se iniciou, se socavam, se empurravam e com o pouco espaço que tinham movimentos elaborados não era possíveis. Um deles enforcava o outro que pouco a pouco perdia suas forças até que, uma faca! Dois cortes secos e precisos no pescoço e o fim.

Ele se levantava, passava a mão pelos cabelos os realinhando e novamente lustrava sua bota. Por fim apertava um botão e o grande portão principal se abria. A sua frente estavam Kyros, Yami, Hanzo e… Toni e Demon! Lado a lado! Agora era claro que tudo não se passava de uma encenação para distrair a marinha e a mídia.

- Tsc. Desculpem o atraso. - O homem de botas lustradas gradualmente alterava sua aparência para sua forma original, a de Orihara Izaya, O Metamorfo.

-- // --

- O sinal voltou? SIM! Estamos de volta! Aqui quem fala é Izumi Watanabe atualizando vocês sobre o confronto em Navarone Island. Segundo nossos especialistas o almirante Raiden acaba de usar um de seus poderosíssimos ataques de sua goro goro no mi - ao fundo a estagiária erguia uma folha escrito “acho que foi o raiden não sei “ - para contra atacar o navio voador. Também é fato que o único grupo capaz de tal poder é a célula revolucionária Seasons, portanto, meus caros telespectadores, poderemos ter aqui um embate entre as duas maiores potências da atualidade. - Sua voz vibrava de emoção e intensidade. - Os grupos são compostos por Ryoma, Gok… Espera! O que é aquilo, rápido, para o navio! Eles saltaram, um ataque frontal? Os quatro membros da célula Seasons acabam de abandonar o navio e saltaram em direção ao QG!!! - A câmera acompanhava o movimento suave dos 4 caindo confiantes até que, subitamente, toda a tela foi preenchida por uma massa cinza, o operador se apressava e ao mesmo tempo em que caminhava para trás para ganhar mais recuo também dava um zoom out revelando um enorme castelo com um rosto furioso em queda livre.

- Sim, aquele é o poder do Cavalo Louco e sua shiro shiro no mi, o que significa que o combate foi apenas reiniciado! Até onde nossas informações alcançam toda a tripulação pode estar dentro dele, é isso que vocês ouviram, destruir o navio não foi suficiente! - A mulher tomava fôlego e limpava o suor de seu rosto. - Vejam! Ainda não acabou! O navio parece não estar flutuando mais… ma.. mais do que isso, ele está sendo dividido e ambas as partes parecessem estar sendo envolvidas no gelo em um movimento combinado entre a fuwa fuwa no mi e a hie. Meu deus… Nós podemos mostrar isso? - A estagiária dava de ombros igualmente atordoada. - Eu não sei o que aconteceu com nosso marinheiros, mas não parece existir nenhum tipo de resposta para esse ataque massivo. Que deus nos proteja. - Apesar de toda comemoração ela deixava escapar um pequeno e singelo meio sorriso. De fato, soube aproveitar sua chance.  





Off:
 

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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 23:17

FICHA: Pepino Legrant

A BATALHA DAS GERAÇÕES
Capítulo I

Alguns odiosos cheiros evidenciavam os incontáveis mortos espalhados pelo solo do Arquipélago de Sabaody. Urubus pousavam por toda parte, devorando os cadáveres nos campos de batalha. Vitoriosa a marinha enaltecia ainda mais sua imagem diante dos olhos dos civis que acompanhavam sua ação pela transmissão ao vivo realizada via den den mushi e pelas notícias presentes no Seagull Newspaper. Praticamente sem baixas a organização azul no presente dia tinha seus membros a comemorar o sucesso da operação em meio a gritos de euforia e orgulho. Talvez esta última batalha tivesse significado um grande passo em direção ao declínio da Era dos Piratas iniciada pela morte de Wild Chris. Mera ilusão. Mal sabiam eles que muito em breve uma batalha nunca antes vista iniciaria e que seu desfecho afetaria todo o mundo de um jeito "revolucionário".

Dentro de uma tenda num relevo um pouco mais elevado daquela exótica floresta, algumas figuras acabavam se destacando, não só por aparentarem estar completamente saudáveis após os acontecimentos, mas também pela postura com a qual se apresentavam e imponência representada pelas vestes sociais e brancas que detinham. De pés e lado a lado elas estavam conversando entre si e abaixo da mesma tremulante bandeira encimada pelas inscrições "In Peace".

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10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 AcZ9t8k10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 PPfFgsg10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EX4Nx3N10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 QzwHR
YAGAMI TIDUS
AXELL GATES
SPARK TAKEZO
DAISUKE RYOMA

Yagami Tidus - Minhas responsabilidades só estão aumentando a cada dia. Ao menos os membros da frota estão todos a salvo. Acho que não foi só eu que treinou Rokushiki e suas técnicas nos últimos anos., comentava o rapaz de cabelos azuis sobre Doragonpanchi do ruivo que detinha no rosto um tapaolho, guardando na bainha a espada que há pouco usara, Olá amigos., cumprimentava os demais sem muita empolgação.

Axell Gates - TIDUS, MEU GRANDE E ANTIGO AMIGO! Digo o mesmo!, dizia o caolho que na batalha exibira maestria ao executar técnicas envolvendo sua akuma Kage Kage no mi e equipamentos, agora retirando das costas seu escudo, além de recarregar as pistolas que tinha espalhadas pelo corpo enquanto olhava para os outros membros da frota. Com um enorme sorriso no rosto ele se aproximava de Tidus e lhe dava um forte abraço. Embora o espadachim procurasse evitar compactuar com tal demonstração de afeto, mostrava-se um tanto quanto empático com os sentimentos de saudade do amigo.

Spark Takezo - Olá Tidus, Axell, Ryoma. Estou com altas expectativas sobre o convite que me fizeram. Me prometeram que eu poderia elevar minhas habilidades de luta como marinheiro a um outro patamar!, dizia o elegante rapaz de longos cabelos pretos que acabava sendo interrompido com a súbita aparição de um marine de patente mais baixa que dizia.

Marinheiro Random - Desculpa interromper, senhor Takezo! Mas Draco se descuidou de novo e acabou tocando no veneno da Hydra de sua Doku Doku no Mi! Qual foi a porcentagem de poder que usou dessa vez? Para tentarmos dar o antídoto adequado.. mas acho que dessa vez ele não deve sobreviver..

Spark Takezo - Cof cof... Draco de novo ... Usei 30%., respondia com calma, dando inicío a uma série de reflexões em que relembrava o então marinheiro Draco sendo atingido algumas vezes por seu golpe devido a própria burrice e incapacidade de trabalhar em equipe, quando finalmente terminava de fazê-lo ele se virava para os companheiros de frota mais uma vez, quieto e aguardava que alguém se pronunciasse objetivamente.

Daisuke Ryoma - Acho que um dia a falta dessa mão pode me causar problemas.. Ér olá.., dizia o menor do quarteto enquanto guardava suas adagas e desfazia a mão direita de areia que havia feito por meio de sua Suna Suna no Mi.

Os presentes poderiam continuar a conversar, no entanto, rapidamente um senhor surgia e com um envelope em mãos tomava as rédeas da reunião. Limpando a garganta com a própria saliva para que não alterasse o tom de sua voz durante sua fala, estufava o peito e então começava.

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VICE-ALMIRANTE RUBLES

Vice-Almirante Rubles - Obrigado por aceitarem o convite! Serei breve! Embora essa operação represente um forte golpe na auto estima dos piratas, colocando um fim a perigosos procurados num local em que retomariam o fôlego para continuar sua busca pelo One Piece, por chegarem no ponto de partida do Novo Mundo , a verdadeira missão é em outro local!, abria o envelope e retirava a primeira folha de papel, exibindo uma ilustração para o quarteto.

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ILHA DOS DEN DEN MUSHI


Vice-Almirante Rubles - Ilha dos Den Den Mushi! Uma exótica ilha que se localiza sobre a concha do milenar Mushisha, esse caracol gigantesco.. Como se é de imaginar, é de lá que vem todos os Den Den que utilizamos na marinha.. no entanto.. recentemente o quartel general que lá se encontrava foi destruído e muitos civis se feriram! Alguns procurados bastante famosos foram avistados por ali..., nesse instante os presentes podiam notar como Yagami Tidus se frustrava, sentimento esse que era claramente percebido pela mudança da coloração de seus olhos que agora assumiam um tom avermelhado, Já devem imaginar qual a situação... se foras da lei assumirem o controle da ilha.. a marinha sofrerá o maior golpe de todos! Quem detém o controle da mídia detém o controle do mundo! Por isso a missão de vocês é restaurar a paz na nesse lugar, derrotando os malfeitores que por lá se encontram!, terminava de falar e nisso percebiam Tidus recuperando a calma aos poucos.

Daisuke Ryoma - Por que não chamaram o capitão Raiden?, indagava o Sombra Vermelha. No instante que citava tal nome, via uma figura animalesca surgir do próprio ar por meio de uma porta criada pelos poderes da Doa Doa no Mi e se apoiar nos ombros do senhor Rubles. Goku ?!, surpresos o quarteto ficava antes que o velho por fim retomasse suas falas.

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SON GOKU

Vice-Almirante Rubles - Seu capitão saiu em missão junto à frota Imperial Blues! Mas deixou Son Goku para tomar conta de vocês! Acredito que vocês sejam os mais aptos a liderarem a missão para dar fim à esse problema!

Yagami Tidus - Quanto maiores as ameaças, mais preparados devemos estar. Para que não tenhamos baixas em nossa frota., exaltava sua preocupação para com os subordinados. Axell parecia concordar com o que o amigo dizia e antes que Takezo pudesse acrescentar algum comentário, Rubles assumia o discurso mais uma vez, retirando do envelope algumas fotos.

Vice-Almirante Rubles - Sabia que diria isso! Por isso já me adiantei e convoquei alguns nomes para que pudessem servir de apoio para a sua missão! Mas eles só irão encontrá-los no meio da viagem! São eles, os marinheiros mais promissores dessa nova geração:


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Spark Takezo - Cof cof... eles serão suficientes?, perguntava em um tom que demonstrava levemente um ar de superioridade. Enquanto isso Axell permanecia parado, observando as reações de Tidus.

Vice-Almirante Rubles - Takezo, contratamos o serviço de um grupo de caçadores de recompensas também! Ficará ao comando de vocês! Em breve poderão se reunir com ele!, retirava mais ilustrações do envelope, voltando a dizer, O Vulcano e se grupo!

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DAVY F. L. JONES

Spark Takezo - Com esse tanto de gente... a situação deve ser muito grave mesmo., e ao terminar de falar já recebia a resposta de Rubles, que assentindo com a cabeça ouvia mais um comentário.

Daisuke Ryoma - Err.. senhor.. seu envelope parece não estar vazio.. ainda.., notava o marine que se surpreendia com um salto de Goku em direção a seu ombro. Mas antes que o vice-almirante tivesse chances de responder, ouvia Tidus intervir, como em um pensamento que surgia um tanto quanto alto demais.

Yagami Tidus - Quem seriam as ameaças? Para tantos marinheiros e até caçadores de recompensa se reunirem desse jeito., e nesse momento o semblante de Rubles ficava ainda mais sério e conforme retirava do envelope um conjunto de imagens começava a dar todos os detalhes que detinha dos inimigos que muito em breve eles enfrentariam.

Alguns dias atrás

Efeitos Sonoros:
 

Biri biri biri biri biri biri biri GRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR Biri biri biri biri

Esses eram os sons que ecoavam pelas ruas da cidade presente sobre a concha do milenar Mushisha. Ora provenientes da população de Den Den Mushi que rastejando sobre o muco liberado por seus pés se distanciava da confusão instaurada próximo ao Quartel General da Marinha presente ali. Ora pela ancestral criatura que ferozmente desferia golpes com sua comprida cauda e afiadas presas. Resultado? Enormes blocos de concreto voavam junto de marinheiros que arremessados eram, caindo e permanecendo ambos imóveis no chão. Além disso, fumaça começava a se concentrar e aos poucos conquistar mais terreno, oriunda do fogo que inicialmente havia sido ateado à bandeira da celeste organização. Embora o caos parecesse se espalhar por ali de modo que na correria fosse difícil identificar os responsáveis por tal ataque, algumas figuras mantinham o protagonismo e mesmo assim atraíam as luzes do holofote para si.

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HIDEYUKI A. DIVINE
DEMON WITCH

Demon Witch, detentor da Ancient Ancient no Mi Model T-Rex, reassumia sua forma humana após atacar marinheiros. Limpando com a manga de sua blusa o sangue que escorria por seus dentes, o revolucionário avistava um novo grupo de marinheiros e virando-se para uma moça completamente encapuzada, ele dizia.

Hideyuki Divine - Vamos cuidar desse bolo de sargentos primeiro, depois veremos o que acontece em sequência! AELOELOALEOALEOALOAAOLEOALEOLEOLEOAE!!!!!!, assumia agora sua forma híbrida e com mais quatro metros de altura ele ficava, aumentando também seu poder ofensivo ao fortalecer as pernas, dentes e cauda. Com um salto ele entrava no meio dos inimigos e com cabeçadas e chutes conseguia nocauteá-los com facilidade.

Ainda escondendo seu rosto, a moça começava a dizer enquanto observava o campo de combate e os companheiros que ali estavam reunidos.

Paula Vanessa - Parece que aquele safado conseguiu reunir um bom grupo para seu plano! Quem diria... eu, quem foi rival de Wild Chris, encontraria uma dupla de piratas com potencial para superá-los.. parece que as próximas gerações estão vindo com tudo!, ficava observando o revolucionário que ao terminar de derrotar seus oponentes reassumia sua forma de humano, exibindo as soqueiras que se estendendo até os ombros revelavam o kairouseki as revestindo.

Não muito distante dali, um trio se empenhava no combate e com facilidade também enfrentavam os marinheiros que numa tentativa inútil de se defenderem conheciam a morte. O modo como lutavam e o poder que exibiam deixava todos os Den Den Mushi que antes corriam completamente perplexos com a violência de suas ações.

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10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 Images?q=tbn:ANd9GcQKAWCPnGfay5XRJjJxV7h0Js6ucVm3UIC2k4uksaeilkOOjhl2KQ10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 Images?q=tbn:ANd9GcQBxhXpaUzbpzU9wS67zYQG43TX3_Sn3HOCB0PWOO4wxiBhWG4010 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 ZjxbCwz
KEN
RIVER
MUKURO RAIZEN

O primeiro era um espadachim que caminhando com tranquilidade em direção ao Quartel General,exibia um sorriso. Rapidamente punha a mão direita no cabo da espada e correndo em direção aos inimigos em zig-zag a sacava, realizando harmônicos golpes com sua enorme Death Blade. Para finalizar, erguia seu braço e ao descê-lo, partia a construção em dois. Certamente sua presença era necessária para que fizesse frente ao poderoso marinheiro que conseguia disparar cometas do céu.

Ken, o Berseker - Não posso gastar minhas energias com esses lixos! Ele me prometeu uma boa briga! Uma que valha a pena usar meu Killer Mode! Por isso os Sea Killers vieram pra cá! Vejamos como a Lula e River estão se virando... Não sei se dá para bagunçar muito esse lugar.. só vejo.. DEN DEN MUSHI!!! Uni Duni Tê! Salamê minguê! Meu Den Den escolhido vai ser você!, desviava o olhar de seus companheiros para as criaturas que ali estavam.

O segundo, um tritão polvo, que disparando tinta nos olhos de todos os oponentes que via pelo caminho os finalizava ao se movimentar rapidamente com seus tentáculos e desferir golpes precisos com sua katana. Terminando a ofensiva, retirava o frasco de saquê que tinha consigo para tomar alguns goles e desferir contra seu capitão.

Mukuro Raizen - Quem é Lula?! ESCUTA AQUI SEU MALDITO!! Vou comer seu fígado!!, em seguida guardava a espada e ao olhar para o companheiro ao lado, o via perder o controle e fatiar todos os soldados restantes que surgia em seu campo de vista.

O terceiro ria com um tom demoníaco como em comemoração por estar recebendo a oportunidade de fatiar marinheiros. Agora já familiarizado com a foice que seu capitão lhe havia feito, demonstrava total domínio sobre o armamento e a cada corpo perfurado os seguintes dizeres permaneciam bastante evidentes "Cortar Cortar Vamos Cortar". No entanto, quando os oponentes acabavam e ainda empolgado com o combate, River desferia um golpe e via o mesmo ser bloqueado por também por uma foice. Nesse instante ele não deixava de dizer.

River, Ceifador da Lua - Você tem sorte de não estar vestindo esse uniforme, porque se não fosse por isso, sua cabeça já não estaria aí! Mas sim rolando no chão! Não roube minhas presas.. apenas assista!, guardava sua arma, um pouco desapontado pelo rápido término da batalha.

A pessoa a quem o ceifador direcionava tais ameaças dividia o holofote de tal ataque com ambos os grupos pirata e revolucionário previamente citados. Uma moça que num primeiro momento parecia acelerar o coração daqueles que a observavam por amor revelaria um segundo depois que o motivo de tal taquicardia era o medo. Com um sorriso sínico ela soltava risadas provocativas e com a intenção de deixar aquele fatídico dia mais emocionante respondia River.

Ashrya L. Winter - Até que você manda bem com esse brinquedinho aí... Mas matei mais de quinze, morra de inveja lunático! HÁ! Sou Ashrya L. Winter, a Rainha da Morte, capitã dos Sickle At Sea! Conforme combinado com ele.. os saques são todos de nosso bando!, dizia de forma convicta e firme, aproximando seu rosto perto do de River, que ao ouví-la retrucando apertava o clique de sua arma e lançava sua foice na direção da pirata, que bloqueava com facilidade a ofensiva.

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ASHRYA L. WINTER

A tensão parecia tomar conta do palco de batalha e todos ali viravam seus olhos para os aspirantes a protagonistas. Demon observava aquilo e então comentava com Paula Vanessa.

Hideyuki Divine - Isso realmente vai dar certo? A presença de mais revolucionários me deixaria mais tranquilo... para libertarmos essa população da opressão que sofrem do governo!

Paula Vanessa - Segundo ele.. esses grupos são necessários para que o plano funcione.. mas parece que uma Major está vindo como reforço até nós! Seu nome.. aqui!, retirava das vestes um cartaz e entregava para Demon.

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ELSA VOLKERBALL
RAINHA DOS ESPINHOS

Paula Vanessa - Há muito tempo uma família nobre de Den Den Mushi seleciona aleatoriamente milhares de membros da população na desculpa de lhes recompensarem com grandes porções de terra! Mas na verdade os levam para um navio onde passam por um processo de lavagem cerebral para que sejam comercializados como os Den Den Mushi que vemos por aí.. em troca.. essa família nobre recebe um famoso tipo de alimento, uma espécie de alga bastante rara... e o governo mundial, o controle sobre os meios de comunicação! Como essa ilha está em constante movimento e a própria excreção proveniente de Mushisha origina campo anti magnético, fica praticamente impossível de encontrá-la... Mas ele conseguiu! E confiou aos revolucionários a tarefa de dar um fim definitivo às forças do governo!Se tudo ocorrer conforme seus planos.. aqui será o palco de uma épica batalha!

Marinheiro Random - O quartel caiu.. repito.. o quar.. tel.. caiu.. eles!, um soldado bastante ferido utilizava um Den Den Mushi diferenciado de vigilância e apontava para os presentes a fim de que pudesse informar à marinha os responsáveis pelo ataque. Só assim para que a briga entre River e Winter fosse evitada, porque nesse momento o Ceifador da Lua recuava com sua foice e num novo clique decapitava o sobrevivente, recolhendo a arma e procurando se juntar à Ken.

Ashrya L. Winter - Acho que não tem problema eles saberem né? Tudo vai ficar mais interessante! HÁ! , então dizia em tom baixo, Espero que Katsu consiga cumprir com sua tarefa...

Os membros da tripulação Sickle At Sea haviam ido atrás de uma embarcação, até porque devido as incontáveis lutas travadas era hora de conseguir uma melhor. Paula Vanessa negociara com tal bando, prometendo recompensá-los se conseguissem entregar convites a alguns piratas que em Utopia se reuniam. Todos permaneciam sentados em volta de uma mesa redonda, sem saber o motivo de ali estarem se encontrando. Confusos todos ficavam e ao se depararem um com os outros sacavam suas armas e se preparavam para entrar em combate. E num timing nada menos que perfeito os representantes de Paula chegavam, e com a carta em mãos, a abria e entregava para que cada um dos presentes pudesse lê-la.

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DRAGUREN HYNNO
MASIMOS TITÃ HOWKER
SIDNEY THOMPSON
GREGORY ROSS

Citação :
Devem estar se pergutando o motivo de estarem reunidos no mesmo lugar e no mesmo horário e talvez já tenham até mesmo sacado suas armas para iniciar uma luta uns contra os outros. Se receberam essa carta, meus mensageiros conseguiram concluir sua tarefa a tempo. Fama e poder? Se assim ainda os desejarem, basta seguí-los.

Voltando agora para Mushisha, Hideyuki conversava com Paula até que o tritão surgisse e com as bochechas um pouco coradas após tomar grandes goles de seu sakê, ele perguntava com as ríspidas palavras de sempre.

Mukuro Raizen - Então malditos! Quem é a dupla de piratas com potencial que vocês falavam?, aguardava então sua resposta.

Presente

Descalço um albino caminhava sobre o convés de um navio que há alguns dias navegava em tom de despedida pelas águas dos Blues rumo a Grand Line. O carpinteiro ainda mantinha-se inconformado com os acontecimentos que o haviam levado até sua atual situação. Até porque sua onda de azar parecia não ter fim. Isso só se confirmava com o que acontecia a seguir. Sentindo tremores no navio, Rigel acabava caindo no chão e quando olhava para o horizonte em busca do que teria originado tal evento, se deparava com um enorme rei do mar que mais parecia com uma espécie de polvo gigante.

Tsuyoshi Rigel - CARALHOOOOO!! POR QUE EU TENHO QUE ME FODER A TODO INSTANTE?!? POR QUE UM CIVIL NÃO PODE VIAJAR EM PAZ POR AÍ!!!, ouvindo as palavras do rapaz, a senhora que guiava o navio chegava e com uma força descomunal erguia Rigel com os braços e o arremessava no mar, dizendo.

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TSUYOSHI RIGEL

Bachan - Você tava resmungando até agora que queria aprender a correr muito bem e ser criativo com seus golpes de taekwondo! Agora é a hora da vida te ensinar uma lição! Bota pra quebrar, branquelo! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

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BACHAN

Tsuyoshi Rigel - DESGRAÇADA!! QUEM APRENDE DESSE JEITO?! TÁ QUERENDO ME MATAR? PUTA MERDA, e aceitando seu destino via a criatura atacar um navio ao mesmo tempo que recebia inúmeros disparos de canhões. Parecia que existiam pessoas insanas a ponto de optarem por combaterem tal monstro ao invés de dar meia volta e correr.

Não tardava até que a embarcação fosse destruída por um dos tentáculos e duas pessoas fossem arremessadas para o alto. Uma deles ainda se aproveitava daquela posição e conseguia tomar impulso em uma das placas de madeira que pairavam no ar para que então pousasse sobre o rei do mar e começasse a puxar algo que nele estava preso. Bom. Aquilo não fazia nenhum sentido para Rigel que concluía ser melhor voltar para seu navio a fim de evitar igual destino presenciado por seus olhos.

Tsuyoshi Rigel - É galera! Falou! A vida tá me dando uma chance e mostrando o azar que me espera! Acho que posso mudar meu destino agora.. entrei no modo café com leite! Continue a nadar!, mas antes que pudesse materializar seu objetivo, o albino era puxado por uma correnteza originada por um dos movimentos do polvo e em alta velocidade se aproximava da dupla que agora ficava boiando por alguns segundos no mar, imóveis. O vencedor? O polvo, obviamente.

Parecia que a criatura se preparava para desferir um último golpe para finalizar o combate uma vez por todas, no entanto, não o fazia. Rigel estava próximo o bastante para ser visto e quando ela deparava com um ser de tal coloração, se assustava, jogando uma enorme quantidade de tinta preta no ar e mergulhando ali. O pirata Civil não entendia o que acontecia, mas antes que pudesse comemorar, percebia que o mergulho feito pelo animal traria sérias consequências para os presentes no mar, pois mais uma vez uma correnteza temporária seria criada e tragados eles seriam para baixo da superfície. Sem tempo para reagir, o trio submergia. O fim parecia finalmente chegar para ambos, e assim em suas vidas o botão de pause era apertado. Isso acontecia porque perdiam a consciência e só a recobravam horas mais tarde, no interior do navio da Bachan.

É. A Bachan não era uma velha normal e com pequenos tapinhas ficava a golpear as bochechas do albino. Quando finalmente ele acordava, cuspindo água, sentia o rosto bastante dolorido e inchado. Abrindo os olhos lentamente, via a senhora com um sorriso estampado no rosto apontando para a dupla que ainda permanecia inconsciente.

Bachan - Vejo que está bem, moleque! Demos sorte que o pequeno ali resolveu ajudar!, apontava então para o tritão que se intitulava como Neto.

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NETO

Neto - Por um longo tempo viajei em busca dos companheiros do meu primo Tchombs! Finalmente os encontrei! E consegui retribuir todo o cuidado que deram para ele! Toni e Izaya! Membros do Oshaberi no Kaizokudan!, apontava para a dupla.

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TONI
ORIHARA IZAYA

Tsuyoshi Rigel - Um tritão, maluco?! PUTA MERDA BACHAN! POR QUE FICOU ME BATENDO?, massageava as bochechas e então se aproximava do corpo do então Toni, observando que o mesmo tinha em punhos uma espécie de muda de alga bastante reluzente. Virando o olhar para Izaya, Rigel notava que este permanecia agarrado a uma sacola e quando a abria para conferir seu conteúdo, notava um Den Den Mushi, uma ilustração da alga que Toni segurava, um bilhete e um vivre card. Iii ah lá! Não desgrudou do Den Den dele.. será que ainda tá funcionando?, retirava o aparelho atrelado a sua concha e colocava próximo do ouvido, abrindo o bilhete começava a lê-lo, sem ao menos se tocar do que fazia. Operação Xeque Mate começou... Com a alga podemos negociar com os nobres e obter vantagens na batalha... Só velas pretas cruzarão a Reverse!, quando lia isso, olhava para cima e por fim reparava que o pedaço de pano que até então estivera branco, agora havia sido tingido de negro pela tintura proveniente do polvo, Iiii mané! Minha vela tá preta!

E então ele ouvia do outro lado da linha uma resposta, sendo surpreendido com isso.

Pirata Random - Entendido senhor! Iremos te buscar agora mesmo!, e então o som cessava.

Assustando-se com a ligação que ele fazia sem querer, o pirata de alcunha Civil avistava ao fundo o pôr do sol. Bom, parecia que finalmente aquele dia maluco se encerraria e talvez com um pouco de normalidade. Mas esse não era o caso para Tsuyoshi, que de longe conseguia avistar inúmeros mastros de navios, como se o aguardassem. Quando finalmente se aproximava, notava que todos detinham bandeiras com símbolos piratas um deles finalmente gritava.

PHNT - FINALMENTE IZAYA!! ESTÁVAMOS TE ESPERANDO!! ENFIM A BATALHA DE GERAÇÕES SE APROXIMA DO SEU INÍCIO!!! PESSOAL!! O CHEFE CHEGOU!! VAMOS TODOS ZARPAR!!! EITA.. TROUXERAM UMA VELHINHA, UM TRITÃO E UM BRANQUELO COM VOCÊS! PELO VISTO A CEREJA DO BOLO DE NOSSO PLANO CHEGOU!!! VAMOOOOOOOOS, e esticando os braços por longos metros, o usuário da Gomu Gomu no Mi ordenava que os demais iniciassem viagem. Diante de tamanha quantidade de tripulações, Rigel se sentia intimidado, e não por menos caía de joelhos no chão. Sem pensar duas vezes ele berrava, olhando para cima.

Tsuyoshi Rigel - ONDE EU FUI ME METER?! EU SOU SÓ UM CIVIL!!!!

As peças enfim estavam postas no tabuleiro e o jogo pelo poder se iniciava. Embora um dos principais competidores e maestro de toda aquela situação estivesse repousando, eram tensões e batalhas que os aguardavam. Agora era o momento certo para aproveitar um pouco de calma e aparente paz, pois dificilmente as encontrariam novamente...

Considerações:
 



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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 23:38

Ficha: Karelina Lawford.
Prólogo.

Lendas nada mais são do que histórias de passado utópico, algumas pessoas guardam esses contos em suas memórias e as repassam para gerações seguintes. Muitas vezes enaltecendo os fatos de maneira um tanto distorcida, aumentando os acontecimentos e assim amplificar a narrativa para tornar tais histórias mais interessantes, ou talvez seja apenas algo involuntário, feito por quem possui grande estima pelo passado e se recusa a deixá-lo morrer. De toda forma, essa história é uma dessas lendas, o que irão sentir ou se acreditam nela, bom, isso cabe a mim. Apenas irei repassar os acontecimentos a quem deseja conhecer.

>><<

"Na infinidade azul onde céu e mar parecem se misturar, a relatos da água que obscurece trazendo consigo o fruto no qual os sonhos enobrece." Está citação não tão conhecida se refere a ilha paraíso, que surge misteriosamente em locais distintos dos mares do mundo, seu nome é Edens Garden, essa ilha possui uma fábula, de um homem que sobreviveu à provação do local e teve seu maior sonho realizado. Porém, assim com a ilha, a história do tal homem perdeu-se na vastidão do mar. Até agora.

Relatos novamente espalharam-se pelo mundo sobre uma porção do mar que subitamente tornou-se negra, assemelhando-se a um vasto tecido escuro que encobre as águas oceânicas. A aparição de um fenômeno tão inacreditável rapidamente espalhou-se pelo mundo, histórias fantasiosas e lendas antigas chegaram aos ouvidos de centenas de milhares de pessoas, algumas ficaram assustadas, outras simplesmente decidiram ignorar, porém, uma porção destas pessoas foram atraídas pelo desconhecido, a misteriosa promessa que circunda este acontecimentos fez com os desbravadores dos mares fossem em busca das águas negras.

Piratas, marinheiros, agentes, revolucionário e até mesmo aqueles movidos pela ganância se aventuram, seguindo boatos duvidosos, até chegarem em Edens Garden. Com vários navios ancorados pelas estalagens ao redor da, e outros que continuavam a chegar. Os mistérios da ilha estavam apenas começando, mesmo que apenas os mais atentos perceberam os detalhes, de que todos os navios sempre chegavam da mesma direção, mesmo que estivessem vindo de diferentes cantos do mundo, ou os mais estudiosos notarial diferentes presenças ilustres que estiveram vivas em épocas distintas, todos ali vivenciando o sonho paradisíaco.

A Ilha parecia estar celebrando algum festival, com dezenas de barracas enfileiradas, vendendo os mais diversos produtos, petiscos, fantasias, alguns artistas ambulantes se apresentavam e meio a população que lhe jogavam algumas moedas, os nativos trajando roupas características, a vegetação multicolorida com árvores nos mais diferentes formatos e suas folhagens refletindo as cores do arco-íris , frutos exóticos, humanóides vivendo em harmonia com animais exóticos e fantasiosos, a ilha inteira parecia uma fábula infantil, com todos os encantos que poderiam ser descritos como mágicos. Porém o mais maravilhoso desta ilha eram as diferentes reações e sentimentos que cada ser sentia ao se deparar com este jardim. Porém não poderiam aproveitar todas as iguarias e perfumes que Edens poderia oferecer. Pois quando os mares cessaram-se, com o último navio ancorado.

-  -SEJAM TODOS BEM VINDO AO PARAÍSO DO MAR, NÃO CONHEÇO AS RAZÕES, AMBIÇÕES, OU O QUE OS MOTIVOU ATÉ AQUI. KISHISHISHISHI. Porém… Esta é uma oportunidade única de vossas vidas, essa distinta ilha pode satisfazer aquilo que guardam de mais íntimo em seus corpos… OS SONHOS. -  Uma voz imponente ecoava por toda a extensão costeira da ilha com o auxílio de dendenmushis, e logo diversos gritos ensurdecedores motivados pela ambição dos desbravadores fazia até mesmo os céus tremerem. - KISHISHISHI EXCELENTE, É EXATAMENTE ESSA MOTIVAÇÃO QUE ESPERO DE MEUS CONVIDADOS… Mas, não será tão simples, apenas o mais os de maior audácia e poder, serão capazes de terem seus sonhos realizados, cada um de vocês deverá passar por uma provação, pois somente assim poderei medir o valor em seus corações, mas tomem cuidado, os fracos podem ser devorados, essa ilha não é receptiva com quem não possui ambição o suficiente… aqueles que estiveram com medo, peço que gentilmente… SUMAM DESTA ILHA, SE NÃO POSSUEM A DETERMINAÇÃO NECESSÁRIA PARA PERSEGUIR AS PRÓPRIAS AMBIÇÕES É MELHOR DESAPARECEREM DE UMA VEZ. - Neste momento novamente Edens Garden tremia, alguns ficaram inseguros, e outros cogitaram desistir, porém a maioria usava aquelas palavras como combustível para se provarem, ou provarem algo para outra pessoa, havia até mesmo aqueles que ficaram enfurecidos e descarregaram impropérios contra o anfitrião.

- Pois bem, aqueles que desejam continuar, sigam pelos portões do purgatório, se sobreviverem as provações e chegarem ao meus castelo terão suas vidas transformadas, apenas tomem cuidado para não se perderem, existe uma terrível fera nesta ilha, que até mesmo eu sou incapaz de controlar. KISHISHISHI. Quando os portões de meu castelo se fecharem apenas 10 irão sobrar, estes serão os escolhidos. -

Movidos por suas determinações, os que se recusaram a desistir seguiram por enormes arcos de mármore, em ordem totalmente aleatória, os mais precavidos buscaram por informações com os nativos, e descobriram que todos os caminhos levavam até o castelo, e a ordem não importava pois a dificuldade da provação era medida apenas pelo sonho e determinação de cada participante.

E claro havia aqueles movidos pela impaciência e rapidamente cruzaram os portões, uma dessas pessoas que se recusava a perder tempo era Ashrya L. Winter, que ao cruzar um dos arcos dos portões de mármore se encontrava em meio uma trilha no centro de uma densa floresta, milhares de cipós escorriam do topo das árvores ridiculamente altas, sendo possível enxergar apenas pelas frestas luminosas entre aquela cascata verde. Os cabelos negros de Ashyra esvoaçaram no ar enquanto ela movia seu pescoço de um lado a outro, tentando entender o que acabará de ocorrer. - Que lugar é este? - Algo a princípio impossível havia acontecido, era como se Ashrya aparecesse em meio aquele local por meio de mágica, deixando os nervos da ceifadora aflorados. - Acredito estarmos numa floresta. - A voz repentina veio por detrás do pescoço da mulher, que rapidamente empunhou sua foice prestes a decapitar quem quer estivesse atrás de si, mas ao reconhecer a misteriosa presença, Ashrya pode cessar o ataque parando a lâmina da foice a milímetros do pescoço do portador da voz. - É você Akuma, não me assuste assim. - Ashrya suspirou sentindo seu corpo tornar-se mais leve, apesar de Akuma Nikaido ser uma incógnita para muitos, a ceifadora o conhecia bem, e estava feliz por encontrar com alguém de confiança. - É óbvio que estamos numa floresta, apenas um idiota não notaria algo assim, o que quero saber é como esse lugar pode estar aqui. - Ashrya transparecia um pouco de raiva em sua voz. - Deve ser obra da akuma no mi do regente desta ilha. - Mesmo após ter sido quase degolado Akuma não parecia muito preocupado com situação, porém sua capitã não compartilhava deste sentimento. - Como você pode saber de algo assim? Acabamos de chegar nessa ilha. - Akuma arqueou suas sobrancelhas despreocupadamente e sorriu em deboche. - Foi o que um vendedor de takoyaki nativo desta ilha quem me contou, sobre o regente, se você não fosse tão ansiosa também saberia de algo assim, não parece que os habitantes daqui fazem questão de guardar segredo. -

Ashrya sentiu uma certa pontada graças a indireta de seu tripulante, porém ela não teria tempo de retrucar, pois este mesmo tripulante subitamente a empurrou para trás. - Capitã cuidado! - O semblante de Akuma havia perdido o ar de despreocupação, ao ser empurrada Ashrya pode evitar um cipó que moveu-se por vontade própria com intenção de atacá-la, porém Akuma foi atacado em seu lugar, o rapaz de cabelos castanhos foi enrolado pela cintura e arrastado floresta adentro antes de Ashrya recompor-se. - AKUMA! - A voz da ceifadora ecoou pela floresta, carregando toda sua raiva e preocupação pelo tripulante. Porém ela no momento ela percebe que teria de preocupar-se consigo mesma primeiro, se quisesse salvá-lo, pois os cipós tornavam-se a mover mais rápido, com cada vez mais hostilidade, gritos de desespero e dor ecoavam, outros participantes pareciam ter um destino horrível em meio aquela floresta,  mas com sua foice empunhada, não seriam algumas árvores que impediriam Ashrya.

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Agora vamos deixar Ashrya cuidar de seus problemas, pois o clima numa certo região de Edens Garden está tenso, muito tenso. Uma jangada simples, feita com toras de madeira e cordas, uma embarcação originariamente pequena, tornou-se ainda menor por causa das presenças que estavam a navegar sob ela, apenas seguindo a correnteza do rio com águas negras.  - HMMMM! - Um resmungo unisono poderia ser ouvido na jangada, seguido de olhares atravessados carregados de raiva e rancor, a gigantesca presença de duas pessoas poderia fazer aquela frágil embarcação se estilhaçar apenas pela tensão no ar. - Marinheiro. - - Pirata. - As palavras eram ditas ao mesmo tempo em tom de ofensa. - Quem você pensa que é para entrar na minha jangada rato do mar? - Kyros Aleixos sentia sua garganta doer apenas por falar casualmente com um marinheiro. - Eu cheguei primeiro, vá você procurar outro barco verme aquático. - Aaron Skyblazer compartilhava do mesmo sentimento de repúdia. - O QUE? QUER COMEÇAR A BRIGAR? - Kyros rangia os dentes com toda a musculatura do corpo ficando rígida, as veias saltavam quase rasgando a pele de tanta raiva, chamas ardiam não somente nos olhos, mas também uma labareda emanava das costas do pirata. - CLARO, IREI AFUNDAR ESSE SEU BIGODE RIDÍCULO NESSA ÁGUA PODRE. - O corpo de Aaron também refletia todo ódio de sua voz, claro que dentro das limitações cibernéticas. Porém… CRACK!! Uma jangada não era o local adequado para dois homens de calibre astronômico, apenas por estarem ali a frágil embarcação apresentava rachaduras, o que os obrigou a acalmar os ânimos, apesar de não se respeitaram ambos reconheciam a força um do outro, sabendo que provavelmente ambos terminariam submersos não iniciaram um combate, mas se viram obrigados a virarem de costas um para o outro, pois assim não precisariam olhar para algo desagradável. - Quando sair daqui, hastear sua cabeça no mastro de meu navio. - - Vai ter que escapar de impel down antes, após eu mandá-lo para lá pessoalmente. - Os comentários pejorativos eram feitos continuamente em tom de sarcasmo e fúria.

Com as margens tão distantes não era possível enxergar as extremidades do rio, a correnteza seguia um fluxo incerto com nada além de toneladas de água a frente. Haviam outros participantes naquela mesma situação, porém nenhum ousava desafiar aqueles dois, o ar estava tão pesado que parecia asfixiar quem se aproximasse, e ambos mesmo que de costas não abaixaram a guarda nem por um instante. - Você notou? - - Sim, está acelerando. - As palavras trocadas de maneira nem um pouco amistosa, eram inimigos declarados mas ainda prestavam atenção ao seu redor, talvez um estivesse testando o outro para ver quem se distrai primeiro.  Mas de fato a observação dos dois estava correta, a correnteza lentamente aumentou a velocidade, até a jangada atingir uma velocidade anormal, e então se separam com um redemoinho enorme de águas negras no centro de uma cratera de imensa. E de seu centro um ser parecido com uma serpente gigante ascendeu aos céus, suas escamas azuladas refletiam a luz solar, como se a criatura brilhasse, graças ao seu surgimento súbito, o redemoinho cessou, e ondas recém formadas derrubaram vários outros competidores dentro das águas. Porém essa serpente gigantesca, havia encontrado adversários ainda maiores do que si, mesmo que estivessem competindo para ver que a derrotaria primeiro, a dupla antagônica certamente era a maior ameaça que alguém ou algo poderia lidar.

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Já em outro local da ilha também aconteceria um conflito de gigantes, mas este é no sentido literal da palavra. Diante uma fortaleza construída por metal e concreto, se encontrava um porteiro-porta, sim, é isso mesmo, o porteiro e a porta são a mesma coisa, bom, irei explicar. Nesta tal fortaleza havia apenas uma cavidade que servia de entrada, e na frente dessa entrada, havia um sapo-touro, um animal exótico até mesmo nessa ilha, um anfíbio com chifres e membros superiores musculosos, coloração marrom, medindo cerca de 5 metros de altura e 3 de largura. Se pode ficar mais esquisito? Ele está trajando um terno preto, e fica agachado com os joelhos dobrados, derrubando qualquer um que tente avançar. Neste momento há diversas armas espalhadas no chão, e inúmeros participantes com os ossos fraturados, se queixando da resiliência do anfíbio com aparência bizarra. Mas o sapo-touro ainda tinha um adversário à altura, ou melhor uma muralha, Pippos D. Vitaminado, o meio gigante ainda se encontrava em perfeitas condições físicas, com sua marreta avermelhada em punhos ele golpeava incessantemente o sapo, que assumia uma postura com os braços prostrados ao redor do corpo toda vez que alguém lhe apontava uma arma, e habilmente movia suas mãos aparando cada golpe, com suas patas macias em uma técnica que refletia o impacto recebido totalmente.

O confronto dos gigantes poderia perdurar pelo restante todo facilmente, sem nenhum dos lados ficar cansado. Porém olhos atentos de um habilidoso médico notaram o truque por detrás desta provação. - Ei, grandalhão, você já não percebeu que atacar assim é inútil? - Um homem de longos cabelos loiros observava todo o esforço do meio gigante, e este era Mitarashi Hanzo. - E que outra escolha temos baixinho? Se não me livrar desse sapo esquisitão não chegarei no castelo. - O loiro então sorriu em resposta ao comentário carregado do meio gigante. - Posso estar enganado mas esse anfíbio usa uma técnica parecida com o tekkai, porém apenas quando alguém ergue uma arma contra ele. - Nesse momento o loiro caminhou calmamente até próximo do anfíbio que nada fez. - Parece que minha hipótese estava correta, esse sapo apenas se defende contras as armas. - Então o meio gigante guardou sua marreta, e foi até o anfíbio empurrando Hanzo com o canto as costas de seu braço. - Saía da frente anão de jardim, com esses braços molengas jamais conseguiria mover tirar esse sapo do caminho. - Disse Pippos com ar de arrogância e convencimento em sua voz. E apenas com a força de seu corpo o meio gigante conseguia empurrar o sapo-touro fortaleza adentro, mesmo que precisasse fazer bastante esforço para empurrar o anfíbio. Outros poderiam ter se aproveitado da oportunidade para seguir o meio gigante, porém suas fraturas o impediam de caminhar, e apenas Hanzo o seguiu.

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Falando em esforço, outra dupla precisava se esforçar para lidar também com animais, que apesar de serem exóticos, não eram tão esquisitos, estou falando de tigres-gorilas, ágeis, fortes, resistentes, combinando o melhor das duas espécies em um verdadeiro combatente animalístico, e eu comentei que eles andam em bando e usam armaduras e armas forjadas por humanos? De qualquer forma, agora já disse, esses animais realmente fizeram um belo estrago, dizimando um a um os participantes que tiveram o azar de cair nesta provação. Com exceção de Toni e Orihara Izaya, a sinergia da dupla era realmente invejável, com suas habilidades combinadas em perfeita sincronia eles estavam sobrevivendo a provação enfrentada. - Que caralhos, esses babuínos malditos não param de aparecer. - Praguejou toni enquanto acertou a nuca de um dos primatas que caiu desacordado. - Eles são mais espertos do que parecem, parece que estão acostumados com a batalha, e atacam com estratégias de combate, mesmo que simples. - Comentou Izaya enquanto se esquivava e cortava os gorilas com sua adaga, o tempo todo analisando as movimentações e deduzindo por onde viria a próxima horda de golpes. - Então você também percebeu Izaya desgraçado? - Toni esboçava uma breve gargalhada, ao mesmo tempo em que se esquivava de um corte de katana e chutava o abdome de um gorila que foi atirado de costas a uma árvore. - E o que isso tem de engraçado Toni? - Questionou Izaya observando seu capitão com o canto dos olhos. - É mais fácil prever os movimentos de alguém inteligente, não tem como saber o que se passa na cabeça de um idiota, mas é claro que isso é quando se é um gênio como eu, tente me acompanhar Izaya, vamos foder com a vida desses babuínos desgraçados. - Disse Toni ostentando um largo sorriso. - Não poderia dizer melhores palavras capitão. - Respondeu Izaya após suspirar com um tom sutil de ironia.

Toni e Izaya estavam numa selva, as árvores eram espaçadas, com pequenas construções que os gorilas-tigres usavam como pequenas bases, e assim eram capazes de coordenar seus ataques além de possuírem uma grande vantagem de terreno, porém as estratégias simples pareciam até mesmo tediosas para alguém como Toni, que ao lado de seu tripulante Izaya facilmente subjugou os primatas, e foram os primeiros a cruzar as portas do castelo no centro esquerdo de Edens Garden. Ou quase, na verdade havia alguém dentro do castelo quando a dupla chegou, ou deveria dizer algo, um outro gorila-tigre estava sentado em meio a salão com as pernas cruzadas, olhando fixamente para a porta. - Como infernos esse babuíno estúpido chegou aqui? Ele nos seguiu?- Toni exclamou irritado já estando preparado para acertar a cara do primata com um chute, mas seu ombro foi puxado de imediato por Izaya. - Relaxa capitão, só precisávamos chegar até o castelo, e não matar tudo que está na frente. - De fato o minucioso Izaya estava correto em sua observação, não foi dito que precisavam derrotar todos os obstáculos, e por tal motivo Toni acalmou-se. - Tanto faz, eu provavelmente iria desgraçar com a cara desse chimpanzé estúpido. - O ar arrogante e presunçoso não abandonava Toni.

Logo em seguida o clima tornou-se tempestuoso na entrada do castelo, quando a próxima dupla cruzou as portas. - Então alguém outros dois chegaram antes de mim? - Kyros observar Toni e Izaya com desgosto. - Terceiro? Tsc… - Aaron estranhamente compartilhava do mesmo sentimento. - Na verdade aquilo chegou primeiro. - Izaya apontou na direção do gorila sentado no chão, que até então não havia sido notado por Kyros e Aaron. - Quarto? É ainda pior. - Aaron suspirou sentindo-se ainda mais descontente. - Na verdade você é apenas o quinto, meu bigode cruzou a porta primeiro. - Algo havia acendido naqueles dois um estranho senso de competitividade, onde um queria se mostrar melhor do que outro, e agora que nada mais estava os impedindo Aaron e Kyros finalmente poderiam acertar as pendências.

Mas foram interrompidos quando um anfíbio trajando terno preto estilhaçou uma das portas laterais do castelo, e pisoteando o sapo-touro Pippos e Hanzo chegaram ao hall principal, depois deles Ashrya finalmente chegou, enquanto tirava algumas folhas e retalhos de cipós presos em seus cabelos. Então as portas do castelo lentamente começaram a fechar, e devo dizer que não esperava por isso mas, Yami e Tsuyoshi Rigel cruzaram os portões, eles ofegava como se houvessem saído de uma maratona, com isso todas as peças estavam no tabuleiro, Kyros se aproximou o tripulante loiro. - Por que demorou tanto Yami? - Yami precisou de alguns segundos para recuperar o fôlego e contar por qual provação havia passado. - Aparentemente o regente desta ilha gosta de pregar peças, eu estive numa trilha que andava em círculos, nunca chegaria até se continuasse a seguir o caminho indicado, eu fiz algumas marcas nas árvores quando comecei a desconfiar, e tive que vim correndo até chegar nesse castelo. - Rigel por sua vez apenas se escorou em uma pilastra desejando algo para beber, provavelmente ele era o único que não queria estar na ilha,  o barco em que estava bateu em uma pedra no meio do mar e ficou com o leme quebrado, o civil foi guiado até Edens Garden contando apenas com a maré e a sorte, e depois foi arrastado por uma multidão para dentro de um dos arcos de mármore enquanto comia takoyaki. - Por que? Eu só queria farrear um pouco, como vim parar aqui? Cipós vivos, gorilas loucos, sapos gigantes, até mesmo um DRAGÃO. - Rigel reclamava sozinho, provavelmente ele passou por diversas provações até chegar ao castelo, realmente, não há como se enfrentar o azar.

- Cala a boca desgraçado, você parece um bebê chorando assim, agora finalmente os dez estão aqui.- Toni estava ao mesmo tempo feliz e puto. - Yume Yume no: Dorimukatto. - Uma voz fria e serena foi escutada por todos, Toni provavelmente teria se virado para olhar, porém seu corpo fora dividido em dois e logo em seguida se desfez em energia luminosa até se dissipar no ar. - Sempre odiei jovens pirralhos de boca suja. - As portas do castelo foram seladas por completo, e o anfitrião de Edens Garden finalmente deu o ar de sua graça, era um homem idoso de baixa estatura que parecia ainda menor por caminhar curvado, ele embainhou novamente sua katana e deu alguns passos a frente usando a espada como apoio. O ataque inesperado deixou todos em guarda com as atenções voltadas exclusivamente para o velho, porém um dos participantes foi mais afetado por aquele acontecimento. - EI! O QUE FEZ COM TONI? - Izaya rangia os dentes de ódio após gritar, e prontamente empunhou sua adaga na direção do anfitrião, se não fosse tão cauteloso Izaya já teria avançado contra o idoso, mas soube muito bem conter seus sentimentos para analisar o inimigo em potencial.

O anfitrião por sua vez ignorava a pergunta e observava atentamente todos ali presente, enquanto coça sua barba. - Excelente, vários pirralhos com sonhos interessantes, parece que desta vez terei alguma diversão depois tantos anos. kishishishi.- Depois de tirar suas conclusões o velho se permitia a rir um pouco. - OI! ESTOU FALANDO COM VOCÊ. - O tão inteligente Izaya havia perdido sua paciência, e de maneira súbita avançou contra o anfitrião, porém o rapaz moreno teve o impacto de sua arma repelido ao trocar um golpe de lâminas contra aquele velho. - Se acalme jovem pirralho, você está centenas de anos atrasado para poder me enfrentar kishishishi. - De fato o anfitrião não parecia dar muita importância para lamúrias,e apenas buscava algo para se entreter. - Onde eu estava mesmo? Ah sim, finalmente os 10 estão reunidos, eu, Jolly Ronald Jeagger os saúdo alegremente. - Finalmente revelando seu nome Jolly prostrou uma das mãos em frente ao tórax e curvou seu pescoço, cumprimentando os ali presentes.    

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- 10? Você não acabou de assassinar um dos participantes? - O atento Hanzo novamente novamente notava uma das entrelinhas daquele jogo. Porém Jolly apenas acenou em negação com sua mão. - Kishishishi. Eu disse dez pessoas, não participantes, o que me faz lembrar… - O olhar de Jolly tornou-se hostil pela primeira vez, e foi direcionado para o mais incomum dos participantes. - Por quanto tempo pretende ficar assim pirralho perspicaz? - Os oito desbravadores restantes ficaram ainda mais surpresos ao ver Jolly conversando com o primata.

- Então você pode realmente me identificar, como eu suspeitava. - A voz do gorila-tigre soou abafada. Nesse momento os oito participantes ficaram de olhos arregalados, e apesar de muito distintos em suas personalidades o mesmo pensamento habitava em suas mentes. “ESSE MACACO FALA?” Porém não estamos falando de um macaco, quer dizer, estamos, mas não de um vivo. Ao remover a própria o gorila-tigre finalmente revelou sua identidade. - Mas devo admitir que você velhote, é alguém bem ardiloso. - Os olhos assim como os lábios de Ashrya tremiam, em uma mistura de raiva, preocupação, felicidade e confusão. - A-kuma? - - Nikaido. Yo capitã, sentiu saudades? - Provavelmente o mais misterioso dos participantes completava o próprio nome que sua capitã iniciou. Até mesmo Jolly sentia na pele que não deveria subestimar aquele rapaz. - Mas como? Eu te vi ser raptado por aqueles cipós. -

Akuma então removeu por completo a fantasia, sem esconder um sorriso de satisfação por tirar o disfarce ridículo. - Ah sim, aquilo não estava em meus planos, mas aqueles cipós me arremessaram bem longe, e eu caí em cima dessa roupa esquisita que estavam cobertas de folhagens, provavelmente algum outro participante comprou no festival e acabou se perdendo durante a provação, mas eu notei que os cipós pararam de se aproximar de mim, na verdade desta roupa, o que me faz pensar que tantos os cipós quanto essa fantasia sejam feitas da mesma coisa, por isso não fui reconhecido como uma ameaça e caminhei tranquilamente até esse castelo, mas talvez toda essa ilha seja algo feito da mesma fonte. - Após explicar como havia chego tão rápido até o castelo Akuma devolve o olhar atravessado para Jolly.

- KISHISHISHISHISHISHI! Eu gostei de você pirralho, muito astuto e engenhoso, você está completamente correto, já que descobriu tudo isso, não vejo sentido em guardar mais segredos, esta ilha é feita inteiramente com meus sonhos, o meu paraíso utópico EDENS GARDEN. - O velho abria um largo sorriso exibindo seus dentes, era apenas transmitia sentimentos de ambição e ganância em seu semblante. - Sonhos? Isso não é impossível, quer dizer sonhos não são físicos. - Rigel que estava
inerte diante toda a situação, finalmente mostrou-se interessado no assunto. -- Kishishi. Para a maioria das pessoas sim, mas desde que comi a Yume Yume no mi, posso tornar qualquer sonho em realidade, permita-me uma demonstração. - Jolly ergueu um deus braços ao céu com a palma aberta. - Yume Yume no: Haisui. - Então uma enorme quantidade de energia luminosa foi sendo absorvida para a palma de Jolly, vindo de todos os cantos da ilha. Ele poderia ter sido facilmente alvejado por qualquer um dos participantes, se não fosse o castelo, não toda a ilha que começou a estremecer os obrigando a apoiaram-se. Ao fechar o punho Jolly estava visivelmente mudado, sua estatura aumentou, seu corpo ganhou músculos definidos e agora seus cabelos penteados para trás na altura dos ombros tornam-se castanhos. - Eu posso roubar o sonhos das pessoas e usá-los como bem entender, este é o meu poder kishishishi. - Até mesmo a voz de Jolly tornou-se menos rouca, com mais vivacidade.  - Então você é apenas um velho doente que sonha com a vida eterna? Que genérico. - Hanzo estava um tanto decepcionado, mas se manteve atento durante todo o tempo. - Kishishishi. Você está meio certo novamente jovem pirralho, claro que eu busco a vida eterna, porém meu sonho não é tão pequeno assim, eu sou um pirata, talvez o primeiro a desenhar uma caveira numa bandeira preta e hastear em um barco no mar, minha ambição é continuar a navegar durante todas as eras, sempre fui apaixonado pelos oceanos, e decidi dedicar a minha vida para explorá-lo, mas para isso eu preciso de pessoas fortes com sonhos tão grandiosos quanto os meus, para que eu possa roubá-los. -  Jolly parecia olhar além daqueles nove, parecia olhar para o futuro, ou passado, ele podia ver grandes feitos vindo dos pirralhos. - Foi por isso que eu os reuni, de diferentes eras, e locais, todos os caminhos se unindo em minha utopia. -

- Cala a boca velho, você matou o Toni. - O pulso de Izaya sem nenhum osso quebrado, ele estava novamente com sua adaga em punho, e o cabo dela estava frio, o rapaz apenas não atacou pois decidiu estudar melhor o seu adversário antes de fazer alguma investida imprudente. - Ah sim, aquele pirralho boca suja, ele foi um sacrifício necessário, mas vocês foram os vencedores de meu jogo, unam-se a mim, e eu realizarei seus sonhos mais íntimos. - O cabo da adaga de Izaya continuava frio, mas mesmo com a proposta a princípio irrecusável ninguém ali cogitou a aceitar, com exceção de Rigel, ele pensou em aceitar, mas devido a recusa quase unânime, ele achou melhor ficar ao lado que havia mais gente. - Eu prefiro morrer cem vezes enforcado do que me aliar a um pirata, mesmo que em sonhos. - Aaron cuspiu no chão após demonstrar toda sua indignação, como se quisesse tirar o gosto ruim de sua boca. - EI! rato mecânico do mar, algum problema com piratas? - Claro que aquela rivalidade não seria  ofuscada, por um pirata velhote sonhador, porém Jolly não cativou ninguém a seguir sua utopia, pois os participantes que ele uniu desta vez, possuíam uma ambição tão grande quanto a sua, não, a ambição deles era ainda maior. - Kishishishi. Entendo, nesse caso eu também irei devorar vossos sonhos. Yume Yume no: Musabori Kuu. - Jolly empunhou sua katana na direção de todas as lendas diantes de si, e uma serpente gigante com escamas azuladas o envolveu. Um confronto de gerações, não, eras teria seu início e fim na ilha paraíso.

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Jolly caía sob o chão de seu castelo, um ferimento profundo traçava o peitoral de um canto a outro, porém mesmo diante aquela derrota o pirata ainda continuava a sorrir, apesar de seu castelo começar a desmoronar, no sentido literal, mas não apenas o castelo, era como se toda a ilha fosse acometida por um terremoto. - KISHISHISHISHI… Muito bem pirralhos, vocês fizeram tornaram o dia desse velho melhor, mas infelizmente preciso preciso consumir muita energia dos sonhos apenas para manter esta ilha materializada, não poderei cumprir minha promessa, mas, eu sou pirata, vocês não deveriam ter confiado em mim desde o princípio. Kishishishi. - Em meio a gargalhadas de dolorosas, e suspiros de satisfação Jolly continuava a transmitir sua mensagem. -Porém não serei ainda mais egoísta em tomar seus sonhos, vocês ainda tem um grande futuro a seguir, por tal motivo irei garantir suas passagens de volta. -  Com seu corpo trêmulo Jolly ergueu um punho fechado aos céus e o abriu, neste momento as portas do castelo que antes estavam seladas tornaram-se a abrir. -Claro, não poderia deixá-los sem uma compensação justa, ao passarem por aquela porta lhes deixarei um presente para ajudá-los em suas jornadas futuras, vão, e façam tornem seus nomes ainda maiores, para que este velho possa se divertir em escutar boas histórias.

Todos os participantes não tinham escolha a não ser confiar mais uma vez em Jolly, pois de fato Edens Garden estava ruindo, e seria apenas uma questão de tempo, até toda a ilha afundar. E ao contrário do que esperavam, quando cada um foi cruzando a porta, eles estavam em seus respectivos navios que já estavam a navegar distante da ilha paraíso. Alguns não conseguiam ver os mesmos navios e tripulações, mesmo estando no mesmo local, mas todos enxergavam a ilha, agora com castelo em ruínas, haviam duas crateras na ilha, os destroços boiaram formando um X, a imagem de maçã fora substituída por uma caveira sorridente, a última imagem vista era do devorador de sonhos que ascendia do castelo e os saudava abaixando a cabeça, como se estivesse despedindo-se de todos os aventureiros, também indicando que Jolly ainda vivia, as águas negras junto da caveira, formavam uma bandeira no oceano, e assim Edens Garden foi desaparecendo lentamente da vista dos ali presentes.

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Epílogo.

E essa foi a lenda que eu tinha para contar, apenas um relato do passado distante, nem mesmo eu posso afirmar a veracidade desta história, mas não é exatamente por isso que lendas são fascinantes? E de qualquer maneira, o passado já está escrito, e guardado na memória das pessoas, porém o futuro é totalmente incerto, e não cabe a mim continuar escrevendo, pois mesmo que lendas sejam imortais, elas podem continuar nascendo, e vocês é quem são os responsáveis por criá-las, e talvez… Em algum momento eu retorne para repassá-las a quem deseje conhecer kishishishi.


Considerações.:
 

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Ficha
Aventura

- Fala. -
"Pensamento."
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Yami
Super Nova
Super Nova
Yami

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As chuvas da primavera tinham amolecido o solo, então Yami não teve dificuldade em cavar as sepulturas. Escolheu um lugar na encosta oeste de uma colina baixa, próximo ao mar de uma ilha da Sétima Rota, pois o velho sempre gostara de ver o pôr do sol.

Vocês dão trabalho mesmo mortos – suspirou – mas espero que tenham gostado daqui, pai e irmão.

Bem, uma certa manhã de alguns dias atrás trouxeram chuvas que fizeram o Marfim do Oceano desviar um pouco da rota prevista. A manhã seguinte veio com ventos úmidos cortantes e nem um único sinal de terra ou vida, mas o seguinte dia àquele foi finalizado com uma emboscada marítima do Governo Mundial. No quarto dia, o bando inteiro já estava esgotado de tanto batalhar, tendo ainda que lidar com a queda de Zida e alguns outros da embarcação, após uma explosão repentina de canhão a estibordo do grandioso navio.

Yami já havia perdido a conta de quantos dias aquela batalha durou, só se lembrou quando dois dos três grandes Almirantes surgiram como reforços daquele embate. E, agora, Yami era órfão novamente, precisando de mais um cigarro para tentar acalmar seus nervos e interromper o tique trêmulo de sua mão. Apenas alguns dias antes, o velho Alexios estava cantando enquanto navegavam; a velha canção sobre ir para Water Seven se deleitar com bebidas, jogos e mulheres. Até Water Seven para ver a bela donzela, ei-ho, ei-ho, Yami pensava com tristeza enquanto cavava.

Quanto o buraco estava fundo o bastante, puxou o corpo do meio-gigante e de seu irmão de criação e os carregou até lá. O toque frio da pele de ambos era desconfortante, ainda mais provindo do próprio usuário da Logia das Chamas. A terra sujava a bainha da calça de cambraia e seus sapatos de couro, mas isso não incomodava o Loiro naquele instante. Se sentou no chão em frente às covas abertas, relembrando com pesar os últimos dias. Quase podia ouvir a voz de seu velho o elogiando pelo trabalho bem feito. O velho com frequência elogiava sua força, assim como seu talento na cozinha. Ele sempre havia sido generoso nos elogios, pois além de sonhos, era tudo o que podia oferecer.

Yami os colocou no fundo da cova e ficou parado sobre eles por algum tempo. O cheiro da chuva estava de novo no ar, e sabia que devia fechar o buraco antes que a chuva começasse a cair, mas era difícil jogar terra naqueles que outrora haviam sido seus portos seguros. Eles deveriam ter algo muito mais digno... Mas eles só tem a mim. O Elefante Branco aperfeiçoara as habilidades de Yami ao máximo, colocando o jovem garoto à prova diversas vezes para provar seu valor, entretanto nunca havia ensinado a ser bom com palavras.

Eu deixaria o sakê com vocês, mas duvido que irão aproveitar como eu vou – disse, por fim, como se estivesse arranjando uma desculpa. – Gostaria que estivessem comigo para compartilharmos... – Fez uma pausa, inseguro do que conseguia dizer sem cair em lágrimas. Não conhecia música alguma, nenhuma inteira pelo menos; não haviam músicos no bando que pudessem ter agraciado os ouvidos dos Shirozos durante suas viagens pelos mares. – Você foi um capitão incrível, e um ótimo pai. E você foi o irmão que eu precisava ter. – finalmente conseguiu dizer. – Um dia irei dar um chute tão forte que deixará a sua técnica de gigantificação de membros no chinelo... Não que importe agora. – Chutou um pouco de terra no buraco e então começou a enchê-lo metodicamente, sem olhar para o que havia no fundo. Eles tiveram uma vida feliz, Yami pensou, com dificuldade em mover seus músculos cansados.

O sol descia no Oeste quando alguns passos na terra fofa podiam ser escutados não muito longe dali. O som metálico, entretanto, não era proveniente de seus passos, mas sim de algumas engrenagens e pistões pequenos armazenados em um compartimento interno. Yami virou sua cabeça de forma lenta, sem muito temor ou receio pelo que mais estaria por vir. E uma figura imponente entrava em contraste com o sol no horizonte, com um corpo suntuoso com a tecnologia de ponta mais avançada que o Governo Mundial podia investir. Seu corpo não era reluzente, apesar da lenda de seu nome ressoar consigo certo brilho. – Deixe-me ajuda-lo com isso. – Dizia o ciborgue, tomando a iniciativa em recolher uma pá, jogando um pouco de terra úmida no peito do meio-gigante. Yami o olhava por alguns segundos em silêncio, desejando questionar sua atitude, mas estava exausto demais para cogitar essa hipótese. – Torci para que tivessem afundado também, Dragão Branco. – Sua voz era abafada com o som da pá partindo o solo, enquanto os músculos do marinheiro se contraíam para fazer aquilo da forma mais ágil possível.

As árvores estavam brilhantes com a luz da lua que ia tomando conta do lugar naquela hora, e o céu estava sem nuvens e salpicado de estrelas. Mesmo assim, os olhos severos de Yami permaneciam fixo no Capitão, que fazia o serviço do pirata sem pestanejar. – Não vou desrespeitar o seu luto, Loiro, portanto tome o tempo que for preciso. Mas, depois, precisarei leva-lo comigo. Sabe como as coisas funcionam. – Ele dizia sem olhá-lo nos olhos. O marinheiro realmente era alguém de bom coração, e fiel às leis no qual seguia. Yami sempre havia visto tanta bondade como uma grande fraqueza a ser explorada, mas o Dragão Branco sabia fazer isso ser o seu maior triunfo. O cozinheiro acabava se erguendo, por fim, pegando em uma outra pá e finalizando aquilo que havia iniciado com tanto sofrimento.

O cheiro da terra agora ocultava o aroma pútrido dos corpos encharcados, retirando o incômodo da cabeça de Yami de ter que ficar olhando aquela cova aberta. É isso que significa ser um pirata, no fim das contas, ele disse para si mesmo enquanto puxava o cantil com sakê de uma bolsa largada no canto. Morrer e ser enterrado no primeiro local onde encontrarem. Se é que terão a decência de te enterrar. Ele agora se aproximava do ciborgue, que agora jazia sentado de pernas cruzadas no chão, encarando as duas sepulturas com um silêncio respeitoso. Yami sentava ao seu lado, também em direção aos corpos de seu bando, esticando um copo de barro na direção do marinheiro, que o pegava após alguns instantes. – Sabe, vocês foram oponentes realmente poderosos. O mar carecia de pessoas fortes como vocês. – Não havia rodeios ou tentativas de enfeitar palavras em sua voz. Talvez, apenas talvez, se Kyros não tivesse se corrompido para o lado da pirataria, aquele poderia ser um enterro com uma frota inteira prestando as devidas homenagens.

Yami assentia com pesar, ainda encarando o monte de terra, no fundo torcendo para que um braço surgisse dali e seu pai e irmão acordassem como se só tivessem desmaiado de tanto beber. – É... Foi uma jornada e tanto. Os desgraçados sabiam como fazer uma aventura. – Ele expressava em tom melancólico, enquanto apreciava o queimar de seu cigarro, talvez sendo o único artifício que o tirava daquela realidade terrível. O Loiro por fim resolvia romper o lacre da awamori, despejando uma quantia generosa de sakê em seu copo, esticando o braço para servir ao ciborgue também. – Eu não bebo... Mas farei um esforço.

Ambos ficavam sem se olhar por um tempo, encarando aquele monte de terra empilhada como se estivessem hipnotizados, encarando uma fogueira que permanecia crepitando pela longa noite. Seu fogo se extinguiu, pai, mas não a chama que implantou em mim. Levarei sua determinação adiante, eu juro. Prometia para si mesmo, rompendo o silêncio com uma voz mais hidratada pelo álcool. – Em pensar que alguns anos atrás, quem estava chutando a bunda do Alexios era eu mesmo. Se lembra daquela guerra em Sabaody? Nunca imaginei que um agente como Alexios fosse chegar tão longe como um pirata. – Ele ria, como todas as vezes que contava aquela história. Quem olhasse para todas as ações do Elefante Branco ao longo dos anos jamais imaginaria que um dia ele batalhou ao lado da justiça. – Como eu poderia me esquecer. Eu ainda era um soldado sob o comando de Hamaku Thor, que era apenas um Sargento na época, quando soube que Alexios havia ido para o caminho da pirataria. Que época de loucos... – Ambos riam juntos, como se fossem velhos amigos. Mesmo com a face totalmente alterada por circuitos e placas metálicas, Skyblazer demonstrava um semblante alegre de nostalgia, aproveitando para dar um gole na bebida, que provavelmente jamais faria o efeito desejado em seu corpo modificado.

As memórias vinham vívidas para ambos, que presenciaram tantas coisas naquela vida, mas jamais iriam ser deixados para o esquecimento os eventos daquela grande batalha. E aquele dia em específico estava particularmente cinzento e amargamente frio, e nem mesmo os galos haviam cacarejado naquela manhã.

Yami se recordava das histórias muito bem. Relembrava da grande pirata Ashrya, famosa mesmo sendo tão jovem, e de seus sonhos e ambições, que superavam de qualquer outro de sua época. Em uma vez, após uma trégua entre os bandos, soube da história pelo seu ponto de vista. Ela resmungava de como Akuma insistia para recuar antes de atracarem naquela ilha quando as primeiras nuvens de tempestade surgiam no céu. O brilhante pirata já havia analisado todas as probabilidades daquele cenário, é claro, e ele não estava errado em afirmar que o cheiro de morte estava exalando do arquipélago logo adiante deles. Pare de bobeira, Nikaido! Estamos perto, não vamos recuar agora! Ela disse, com seu toque típico e inconfundível de euforia e determinação, enxergando todo aquele terror e probabilidades desfavoráveis como apenas uma grande aventura a ser superada.

Talvez Nikaido tivesse evitado o bando deles tivesse ido para a batalha. Mas não conseguiu apoio nem mesmo em Katsu naquela hora. – Yami se recordava, como se citasse as palavras proferidas pela própria Rainha da Morte durante a reunião entre os bandos, meses depois do ocorrido. Naquele dia, Katsu estava confortavelmente estirado no convés, sem parecer muito preocupado com o que estava por vir, mesmo que as histórias os alertassem do perigo que estava adiante. Shishishi! Os mortos te assustam, Akuma? Ele dizia para o colega. Naquela época, o bando de Kyros havia recém retornado à ativa, após sua suposta derrota em Jungle Island. O bando todo havia se separado naquela fatídica ilha de gigantes, e nunca imaginariam que estavam apenas recuperando mais suas forças para o grande espetáculo. E mesmo assim, o jeito debochado de Noitra poderia ser facilmente confundindo com estupidez, mas a verdade era que o pirata calculava seus próximos passos com muita antecedência, apesar de ainda preferir o caminho mais emocionante.

Foi uma surpresa saber que estavam em Sabaody também. Não teria sido designado para lá se não fosse a presença de vocês e de Ashrya. – O Dragão Branco se recordava das coisas por outro ponto de vista, pois assim como o a lenda que acompanhava seu nome, sua presença trazia paz e esperança ao seu redor, sendo este o grande motivo pelo fim daquele caos. O ciborgue olhava para a palma de sua mão, onde a origem de seu fruto se manifestava de forma passiva, relembrando das milhares de ameaças que seus poderes haviam conseguido repelir.

O percurso até aquela ilha havia sido, de fato, extremamente conturbado para qualquer um que tentasse enfrentar o mar. Eram tantas pessoas tentando conseguir um espaço naquela guerra que muitos afundavam antes mesmo de alcançarem o arquipélago, enfrentando outros que tinham os mesmos planos. A notícia que os Shirozos estavam agitando as coisas em Sabaody havia servido quase como um farol para todos que estavam há alguns dias de proximidade. Era sabido que o bando do Elefante Branco havia sido um dos pioneiros da geração de Ashrya, portanto era inconcebível deixá-los estarem ainda mais na frente. Além disso, a notícia de que estavam recrutando novos membros e partilhando de montanhas de tesouro com futuros aliados era motivo de sobra para qualquer um querer se mostrar o mais forte. – Ainda é um mistério de como conseguiram tanto ouro. – Ele perguntava. Apesar da situação descontraída e de respeito, Skyblazer permanecia sendo um marinheiro, e colher informações históricas era sempre importante para evitar futuros problemas. Yami sorria ao lembrar de como haviam chego até lá, baforando mais uma vez a tóxica fumaça de seu cigarro em direção ao ar. – Vai ficar querendo saber. O importante é que fizemos bom uso daquilo tudo. – Não era do seu feitio vangloriar-se de suas conquistas, mas precisava admitir que havia sido uma jogada e tanto.

As memórias retornavam agora para as pequenas ilhotas, enfeitadas com tantas casas bem construídas, árvores até alcançar as nuvens e bolhas que subiam como fumaça. Fumaça esta que não era pouca, pois talvez metade do arquipélago estava em chamas naquele exato momento, e claro que onde havia fogo, havia a presença do Elefante Branco. Seu corpo colossal fazia o chão tremer com os seus passos. Sua capa de olhos balançava ao vento que vinha contra o meio-gigante, enquanto as dezenas de olhos que estava estampado na capa deixava-o alerta ao perigo iminente. – Meu pai me ensinou que medo é sempre constante, mesmo que seja o mais bravo dos piratas. E ele sempre lhe deixará mais forte. – Aquele dia não havia sido diferente. Yami, apesar de ter preenchido aquele lugar todo com veneno do mais poderoso tipo, temia a cada segundo não apenas pela sua vida, mas de todos seus companheiros.

Isso pois, apesar da oferta de aliança, piratas sempre eram piratas. A ganância que os motivava fora a mesma que os fizeram ir para o mar atrás do One Piece. Por que se contentar com uma fatia se podiam lutar e pegar o bolo inteiro? E era por isso que os Shirozos também eram alvos de ataques de todos os tipos, exigindo um pouco de intervenção dos mesmos para manter a chama do caos acesa. Gurararara! Nunca recuar, nunca nos render, meus filhos! A voz do pirata ainda ecoava nas memórias de Yami e de outras dezenas de homens e mulheres que estavam naquele campo de batalha. O peso da alabarda do Elefante Branco caía bem em suas colossais mãos, e tudo ocorria em poucos segundos até que a Ilha de nº. 43 ia gradualmente se transformando em cinzas.

Hanzo havia tomado a dianteira depois da primeira colisão. Graças à sua Horo Horo no Mi, não demorava muito para varrer dezenas de inimigos com seus braços de proporções colossais. Não sabia ele, porém, que a ajuda de seu irmão de criação viria a calhar dentro de poucos minutos, pois enquanto Yami fazia com que uma ilha vizinha afogasse em veneno, uma figura de tamanho tão semelhante quanto ao velho Elefante Branco se aproximava, interceptando o golpe gigantificado do médico com os braços nus. Hanzo só percebeu o perigo que havia se metido quando um martelo avermelhado lhe atingia a face, empurrando-o metros de distância enquanto o enorme marinheiro suspirava vitorioso.

Pippos nunca havia sido bom em acatar ordens, mas muitas vidas foram poupadas naquela ilha quando o mesmo parou o ataque de Hanzo. Por sorte, ele foi na frente e conseguiu chegar a tempo. – Skyblazer se recordava dos relatórios no fim daquele dia, tendo inclusive confirmação verbal do próprio Comodoro conhecido como Muralha Dourada. Depois daquele golpe, a boca de Hanzo tinha gosto de sangue e, pior, seu maxilar não parecia querer voltar para o lugar de origem. Uma onda de tortura passou por seu corpo, enquanto o meio-gigante se aproximava a passos lentos. O velho não vai gostar nada disso. E a marinha vai precisar de um caixão bem grande depois disso aqui. Pensava o pirata, injetando algumas substâncias através de seus dedos em seu próprio corpo para conseguir suportar a dor que o suprimia. São lágrimas em seus olhos, imbecil?! Você não será capaz nem de arranhar meu corpo! Ele gritava, enquanto Hanzo se apoiava em um dos joelhos e tirava o sangue de seus lábios. Lágrimas de dor. O pirata se esforçou para ficar de pé, e sacou sua lâmina enquanto encarava seu nêmesis.

A batalha se perdurou por muitas horas, e havia custado muito para ambas as partes saírem com vida. A verdade era que a pele de Pippos não era tão impenetrável assim, e graças a uma ajuda inesperada, as coisas acabaram virando a favor dos piratas. Penetrar aquela defesa chamada de Muralha Dourada só havia sido possível com a soma de duas grandes mentes médicas, capazes de encontrar qualquer falha que um corpo pudesse possuir. – Também tivemos sorte quando Akuma surgiu. Havíamos recebido a notícia de que estavam a caminho, mas não imaginei que ele fosse engolir o orgulho para salvar ao Hanzo. – Dizia o Loiro, colocando mais um pouco de sakê em seu corpo, entretanto sendo recusado uma segunda dose por parte do Dragão Branco. – Eles já haviam sido aliados no passado, não? Não sei como funciona para vocês, piratas, mas também não vimos com bons olhos aqueles que migram da Marinha para o Governo e vice-versa. Imagino que os Sickle at Sea não devem ter visto isso com bons olhos. – Ele concluía, não estando tão errado assim em sua colocação.

Yami assentia. Era sabido também de, com a adoção de Hanzo como um dos filhos do Elefante Branco, uma enorme amargura havia sido implantada no coração de Ashrya L. Winter, aceitando aquilo como uma das últimas vezes no qual Kyros sairia triunfoso. Por isso era tão inesperado uma intervenção diretamente do Às de Espadas, mas que havia sido recebida de bom grado por parte de todos. E a chegada de Ashrya e seu bando em Sabaody fazia com que o número de concorrentes diminuísse drasticamente, mas não era uma aliança que a pirata escarlate estava cogitando por ali. Não... Sua ambição era muito superior àquela briga por ouro e joias, pois o pescoço no qual a foice da Rainha da Morte estava sedenta era a de um dos Imperadores do Mar. – O Muralha Dourada caiu, era verdade, mas Hanzo e Nikaido não saíram nada bem daquilo também. Aprendi com Alexios desde cedo de que esses monte de músculos são difíceis na queda.

Ambos davam um riso meio torto, sendo notado por ambos que era o primeiro sinal de alegria que manifestavam desde a chegada naquela ilha. Yami já parecia meio zonzo, afinal havia bebido umas três doses grandes de sakê, e parecia não querer parar por ali. – E algo parecido aconteceu comigo também. Noitra acabou surgindo sem convite nem nada, com o jeito debochado de sempre. – O Loiro se recordava bem dos tiros precisos do ferreiro de Ashrya, que ria de forma prepotente por achar que havia tirado o Loiro de alguma enrascada. – Eu quase quebrei ele no chute, eu juro. Parte de mim queria afoga-lo em veneno e a outra queria chutar a bunda dele até a Montanha Reversa, mas graças à sua amiguinha, não tive tempo para isso. E... Acabou que a ajuda dele veio a calhar. – Yami apontava para Skyblazer, já relativamente bêbado, enquanto referia-se a ninguém menos que Claire Swan e sua maldita Zoan da Fênix.

Dentre todas as pessoas que poderiam se enfrentar, Claire e Yami talvez não desejassem se esbarrar em circunstâncias como aquelas. Yami tinha uma capacidade de causar danos ao corpo inimigo ao longo do tempo, enquanto Claire tinha o exato oposto, sendo capaz de se recuperar de danos conforme suas chamas a regenerasse. Um poder anulando o outro era o cenário ideal para ser verificado o potencial de cada um, mas não havia sido apenas por conta de seus poderes que Claire havia chegado tão longe na Marinha.

A expressão de desinteressada era algo praticamente fixo na expressão da Lótus. Ela descia dos céus com a graça de um anjo, planando com suas asas de chamas enquanto encarava os reles mortais que debatiam por conta de seus egos. Katsu só parou de debochar de Yami quando foi atingido no ombro por uma flecha, levando seu corpo direto ao chão. – Eu entupi ela de veneno, cara... Dos piores tipos. E a expressão da maldita não mudou nem por um segundo. – Skyblazer riu da colocação, uma expressão rara emitida pelo Dragão Branco. – Cuidado, ela pode estar te escutando agora mesmo do navio. Foi um pedido pessoal meu de vir sozinho. – Yami olhava por cima do ombro de Aaron, só agora notando o navio militar ancorado no horizonte.

O pirata acabava relaxando no chão, enchendo mais um copo e virando-o imediatamente. – Vocês vieram preparados. – E Aaron assentia, olhando com respeito para o cozinheiro. – Precisávamos dos melhores. – Ele esticava o copo agora, aceitando uma segunda dose em respeito à sua dor. Apenas o som da bebida sendo despejada no corpo e o som das árvores quebravam o silêncio daquele instante. Yami parecia exausto e fraco demais para continuar relembrando do passado, contando as histórias que tanto lhe fizeram bem um dia. – Não sei se souberam eventualmente, mas enquanto Claire estava lidando com vocês, eu fui encontrar Alexios e Ashrya em carne e osso. – Aaron dizia, enquanto Yami balançava a cabeça, positivamente. O pai havia me contado de como o combate entre os três havia terminado, mas nunca soube como se iniciou. Foi um dia de sorte para todos.

O Dragão Branco pigarreava, claramente insatisfeito com o gosto forte do álcool em suas engrenagens. – Bem, como eu estava dizendo, cheguei um tempo depois. A Rainha da Morte e o Elefante Branco discutiam ferozmente, trocando farpas e ofensas. Nenhum dos dois deveria tentar negociar sem seus protegidos para intervir... – A personalidade de Ashrya, ou melhor, as personalidades, sempre haviam sido difíceis de lidar para aqueles no qual ela considerava hostis. Alexios sempre demonstrou calma e sabedoria, mas nunca soube lidar com desrespeitos. Talvez fosse por isso que proclamava os membros de seu bando como seus filhos, encarregando-se de educa-los e sempre respeitá-lo como uma figura quase divina.

E o Loiro se recordava bem do que o Dragão Branco estava se referindo. Soube depois, é claro, pois estava ocupado demais lidando com Claire naquele momento, mas Kyros havia expressado a informação de que Ashrya buscava um Poneglyph que os Shirozos haviam tomado posse, assim como uma aliança para a derrubada de um Imperador do Mar que estava ameaçando aquela geração. O gigante de fogo não seria contra aquela parceria, mas o modo como a Rainha da Morte o abordou não o agradou nem um pouco. Como dito, o respeito que era exigido para falar com o Elefante Branco era alto, e nem todos estavam dispostos a curvar suas cabeças para isso.

Entretanto tudo foi interrompido com a chegada de alguns marinheiros a mando de Aaron. O Dragão Branco era um oponente antigo, sendo responsável por diversos problemas que vieram a atormentar aqueles bandos. – Minha defesa é tão absoluta quanto a de Pippos, e ainda assim tive dificuldades para retornar vivo. E, se dependesse apenas de Ashrya, não teria tido outro dia para viver. Mas Kyros me poupou... E sabe como é difícil viver sabendo que sua vida foi poupada por um pirata, Yami? – A dor na voz do ciborgue era palpável, mesmo com seu semblante firme de um soldado sempre em serviço. Os olhos sem pupila do homem encaravam a cova e, pela primeira vez, Yami conseguia compreender sofrimento em seu semblante. – Ele sabia ver potencial nos outros. Não era hora e nem lugar para terem acabado um com o outro naquele dia. – Yami consolava seu adversário de profissão com palavras mais serenas, coisa que não havia feito para muitas pessoas naquela vida.

E Aaron se lembrava bem de como as chamas queimavam o seu corpo. Mesmo não tendo pele, não tendo sistema nervoso, sentia a intensidade daquele calor como nunca imaginaria sentir. E os cortes de Ashrya ainda podiam ser sentidos mesmo nos dias atuais, como cicatrizes em sua alma, por debaixo daquelas placas metálicas que era composto sua couraça. É claro que ele também havia dado trabalho, afinal de contas era um Vice-Almirante e durante maior parte de sua jornada pelos oceanos ainda era um reles humano.

Aquela batalha havia sido a que mais gerou dano no Arquipélago, pois mesmo depois de tantos anos, os reparos não haviam sido concluídos. E era realmente fascinante que o corpo de Skyblazer estivesse inteiro depois de todos aqueles golpes. – Começamos aquele combate com tudo o que tínhamos. Com tudo o que poderíamos oferecer. – Aaron havia parado no ar o golpe da foice de Winter. Quando a lâmina e punhos se encontraram, não se ouviu nenhum ressoar de metal com metal, apenas um som agudo e fino, ao limiar da audição, como um animal a guinchar de dor. Skyblazer deteve um segundo golpe, e um terceiro, e depois recuou um passo. Outra chuva de golpes, e mesmo refletindo todos que atingiam suas patas draconicas, foi necessário recuar mais uma vez.

Atrás dele, para a direita, para a esquerda, em seu redor, chamas começavam a se formar como se estivesse dentro de um braseiro. Apesar de crepitarem, não agiam para intervir, apenas observavam, atentas, se alimentando do oxigênio e do calor da batalha. Uma vez e outra, foice e punhos se encontravam novamente, ressoando um som que faria com que os mais fracos tentassem tampar os ouvidos, protegendo-os do estranho e angustiado lamento de seus choques. O Dragão Branco já arqueava por causa do esforço, e a respiração gerava partículas úmidas em sua face.

Então, em um golpe preciso e de oportunidade única, o marinheiro encaixava uma patada enquanto recebia um corte preciso na altura de sua bochecha. Se não fosse pela repulsão, talvez tivesse tido sua face dividida em dois naquele instante, pois só assim que Ashrya foi disparada para longe, repousando em uma árvore com um forte estrondo. Mas era tarde para bater em retirada, pois as chamas que outrora o cercava, agora o consumia com um simples estalar de dedos. Quando estiverem no mar, Aaron, aprenda a lutar como piratas! Um redemoinho fumegante acabava por torrar todas as peças que Aaron havia duramente investido em seu corpo. O som do metal queimando era algo novo de se ouvir, e antes que pudesse perceber, o marinheiro jazia sem suas pernas e braços ao chão.

A batalha durou bastante. Perdi a conta do tempo e das baixas que ambos os lados tiveram ali. E esperava que ali fosse o meu fim de verdade. – Retomava com o desfecho, indicando que era graças à Kyros que estava vivo para contar aquela história. Ashrya não teria tanta misericórdia assim, e por mais que isso pudesse ser um sinal de fraqueza, Yami ficava orgulhoso por saber que seu velho havia feito aquela escolha.

O tempo se passava mais um pouco e Yami dava uma última gargalhada no ar, se relembrando do fim daquele grandioso evento. – E o pior de tudo é que aquilo não deu em nada. No dia seguinte, quando íamos contar o progresso que tínhamos recebido com aquilo, havia descoberto que havia sido enganado do jeito mais traiçoeiro possível. – O terço “traiçoeiro” imediatamente remetia a alguém em específico. Uma pessoa que não era vista fazia muitos anos em público, ou se era vista, ninguém sabia ao certo. – No fim do dia, me encontrei com Alexios e Hanzo em nossa embarcação. O tesouro ainda estava bem guardado e preferimos tomar cautela extra. Pedimos para que Hanzo fosse com o navio para outro lugar, de modo a evitar perdas econômicas no fim do dia seguinte. – O Loiro sacudia a cabeça, indignado com o desfecho daquilo tudo. – E não é que o desgraçado do Izaya estava na forma do Hanzo o tempo todo? – Uma veia saltava de sua têmpora, relembrando da promessa que havia feito a si próprio do que faria quando reencontrasse o Metamorfo.

Skyblazer olhava com certa surpresa, virando levemente a cabeça em sinal de dúvida. – Izaya? Orihara Izaya, o Metamorfo? Achei que ele estivesse morto fazia muitos anos. – Se o que Yami havia dito era de fato verdade, então significava que Aaron tinha muito a informar aos seus superiores. E o Loiro assentia, já não ligando muito para segredos e descrições naquele instante. – Só percebemos o golpe quando encontramos Hanzo muitas horas depois. Achamos estranho ele ter retornado tão rápido, mas depois que ele disse que não havia saído do Arquipélago, juntamos os pontos e... Já era tarde demais. Ouro, pertences, navio. Tudo entregues nas mãos de Izaya sem nem trocar um golpe para impedir. Frustrante, não?

Ambos acabavam rindo daquilo tudo, apesar da surpresa ainda estar sendo processada pelo marinheiro. Mais um cigarro era aceso e queimado, enquanto o resto do sakê era consumido em tempo recorde. Um suspiro longo de Skyblazer indicava que já haviam relembrado o bastante de tudo, e após espreguiçar um pouco suas engrenagens, ele se levantava com calma, batendo a terra de suas calças. – Você é uma pessoa boa, Yami. Talvez depois de pagar pelos seus crimes, possa ser que haja uma chance para você se redimir. – Ele esticava o braço, como se fosse ajudar Yami a se levantar. – Pronto para ir?

O Loiro ainda não olhava para o ciborgue. Seus olhos estavam fixos naquelas duas sepulturas desde o começo daquela conversa, e só agora parecia se lembrar de piscar. Seu cigarro ainda repousava em seus lábios, e o mesmo deixava cair após ficar muito curto. – Você sabe como funcionam as coisas, Dragão Branco. Meu pai não criou filhos para desistirem. – De seu corpo, bolhas púrpuras surgiam, se espalhando ao redor de seu corpo e fazendo uma figura surgir acima de sua cabeça, acarretando em um esboço de sorriso na face do marinheiro. – Não esperava diferente.

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Alê
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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptyQua 25 Mar 2020, 23:59

Não sei bem o que estou fazendo aqui, mas pediram que eu escrevesse como foi a Guerra do Alvorecer. Não sei como tentam ser ambiciosos o bastante para resumir o maior marco da história dos mares em apenas alguns dígitos. Simplório, porém, meu trabalho é este e não tenho o que questionar. Vocês me perguntam o que foi a Guerra do Alvorecer e eu lhes falo que foi a guerra travada por personalidades influentes de todo o mundo em busca do tão almejado tesouro. Um tesouro? Não, não é um simples tesouro. Era a DÁDIVA DO RESET! Sim, quis destacar esta parte para dar ênfase a importância deste tesouro. A Dádiva do Reset. O Rei dos Piratas, Go D. Noah, que era comumente chamado de God Noah, era a reunião de todas as coisas mais valiosas do mundo em um só local.

Muitos podem achar isso pouco, mas pobres almas, não sabem a real importância deste marco na história da eternidade. Com teor épico, esta trama tinha tudo para ser mais uma história, na verdade, uma estória, com meteoros caindo, poderes inimagináveis, a tirania presente, mas nada disso aconteceu. Desanimados? Não fiquem. Acreditem, colocando tais aditivos, certamente a história perderia sua magia. Mas deixemos de enrolação. Vamos ao que interessa. Tudo se iniciou há quarenta anos atrás. Na execução do Rei dos Piratas. Quer dizer que vocês não conhecem o tão aclamado discurso de:

“Minhas riquezas e tesouros? Se vocês quiserem, eu os deixo pegar. Procurem por ele, deixei tudo naquele lugar!” — Noah, Gol D.

Por mais que tais palavras tenham ensandecido milhares de corações que esperavam por tal impacto, não foram apenas civis aleatórios que partiram para o mar e tiveram suas mortes decretadas e justificadas. Podemos dizer que, de maneira fantasiosa, a mensagem foi enviada para as pessoas certas que estavam ali. Hoje muito chamam de “Escolhidos”, outra vertente acredita que eram os “Predestinados”, eu não compartilho deste pensamento. A Guerra do Alvorecer teve seu início no episódio que se intitulou “A Execução de um Deus” e aqueles destinatários corretos para tal profecia, eu atribuo o título de Amaldiçoados. Na Ilha dos Recomeços, os amaldiçoados com as palavras do Rei Noah travaram uma batalha destrutiva, não, transformaram aquela porção de terra não situada nos mapas-múndi em um completo PANDEMÔNIO!

Ah, certo, sei que estou enrolando. Vocês querem saber como foi a Guerra do Amanhecer, sim, eu tenho certeza, nem adianta negar. Na ilha mais inóspita do Novo Mundo, os... Ah, sim, correto, perdão, a Guerra do ALVORECER teve início na ilha mais inóspita do Novo Mundo. Diversas criaturas, desde a mais infame, até a mais honrada, trilharam seus caminhos de diferentes maneiras, porém, possuindo entre si a marca do amaldiçoado, presente em sua mente como a memória eterna da execução, todos eram iguais. Desde o mais alto quanto um Elefante, Branco, desde o mais trapaceiro, como um Metamorfo. Naquele dia todos estavam reunidos no mesmo instante, na mesma época, no mesmo lugar, com o mesmo objetivo. Vencer!

Quem eram os amaldiçoados? Que desanimo é este em questionar-se isso? Os escolhidos, como todos gostam de chamar, coincidentemente, ou não, eram as personalidades que mais estavam em xeque naquela época. Certamente você não ia querer ver em um mesmo local o Elefante Branco, Kyros Alexios, juntamente com o seu amado filho Yami, o Loiro. Ainda mais se o seu affair estivesse em busca dos mesmos objetivos, ora, Ashyra L. Winter era a mais sádica dos piratas de sua época e tinha lá seus motivos para querer o loiro morto — ou em sua cama, vai saber — porém, imaginar esses dois colossos da pirataria em uma mesma ilha certamente era algo fantasioso o bastante para crer.

É claro que você iria solicitar proteção, certo. Então acrescentemos nessa guerra final o Herói, a figura imponente da marinha, Almirante Shimizu Raiden. Juntamente com sua frota In Peace. Gosta de problemas internos, acrescentem a Muralha Dourada, ignorando sua má fama interna, Pippos Daisuke Vitaminado, juntamente com a máquina de destruição do mal, o Dragão Branco, Aaron Skyblazer. Em meio a tanta força bruta, planando em meio aos céus com toda sua beleza e singela presença, a Comodoro Claire White Swan, a Lótus em forma de Fenix, abençoando todos os guerreiros de bem.

Eles eram os únicos? Claro que não. Podemos citar personalidades importantes como a Oshaberi no Kaizokudan, liderados pelo Falastrão Toni. Assim como a Kyodai Vodenjak Malicious, grupo liderado pelo Ancora Branca, Tsuyoshi Kiodo. Outros bandos e frotas também se encontravam na Ilha do Recomeço, porém, resistir a uma batalha que durou um mês completo não eram para todos. Certamente podemos apontar que o Elefante Branco foi o responsável por mais quedas de inimigos neste episódio, porém, nem todos se resumiam em força bruta, porém, ao fim, os durões estavam de pé.

Durante trinta dias incansáveis tivemos muitas batalhas memoráveis, ou vamos dizer que a luta entre a Rainha da Morte contra a Lótus Imortal não foi algo para estrondar o coração dos amantes de uma beleza mortal e força destrutiva? Cinco dias. Cinco destrutivos e incansáveis dias. A batalha aparentava não ter fim, culpa disto pela habilidade ancestral da Comodoro. Seus poderes obtidos ao ingerir a fruta da Fenix foram de total importância para a oficial da lei renascer diversas vezes em meio ao combate contra a sádica pirada. O resultado? Existe uma frase que foi citada pela mesma que define bem isso.

“Rainha da Morte? Belo nome, infelizmente você pagará com seu próprio futuro. A morte não é nada para aquela que é imortal!” — Swan, Claire White.

Ah, bons tempos. Esta foi a coisa mais aterrorizante que passei, porém, a mais bonita, certamente a mais bonita. Não pelos frangalhos que ficaram os trajes das duas, mas sim pelo que veio após isso. A imortalidade era algo relativo. Complexa tal frase? Confesso que nunca entendi, porém, não tive tanto tempo para isto. Tão próximo dali estavam o Elefante Branco trocando socos com a Muralha Dourada da marinha. Confesso que tinha tudo para ser a troca de golpes mais insana e destrutiva que veria ali, mas a maneira que eles levavam tal situação era cômica demais para eu permanecer sério.

“Percebo que já conseguiu tirar o odor de fezes que pairava sobre você, marinheiro” — Alexios, Kyros.

“Não fode! Nem vem com esse papo, velhote. Na cadeia você terá muito tempo para comer amendoins e aparar esse bigode safado!” — Vitaminado, Pippos D.

Até hoje eu me lamento por não ter conseguido ver o desfecho daquela quinzena gladiada. Culpa disso foi do Dragão Branco da marinha, o protótipo Aaron Skyblazer. A insana máquina de combate conseguia deter consigo a atenção de diversos inimigos imponentes e importantes, porém, foi a batalha travada com um desses membros de uma aliança inimaginada antes do caos, que não pude ver o fim da peleja anterior. Skyblaze versus Alexios realmente foi algo que, segundo haviam me falado, surreal para os padrões humanos, porém, o que esperar do Loiro Yami, enfrentando aquele colosso metálico feito para destruir o mal?

A luta se estendeu por uma sequência de dias, porém, sem conseguir competir com o vigor de um ciborgue, o rendimento do pirata caía. O Elefante Branco sentia tal coisa e preocupava-se com o Loiro, uma vez que em uma luta anterior, o Dragão Branco quase o levou ao sono eterno. Acredito que este momento poderia ser eternizado como a morte do filho pródigo e a ira de um pai ensandecido. Não sei, o que sei é que quando menos esperei, tudo havia sido engolido por uma chama. Mesmo sem ouvir nada, sem ver nada, eu sentia que aquela precipitação combustiva era a ira de um dos maiores piratas da história.

“O luto de um pai ao ver um filho assassinado é a mesma coisa do inferno invadir a terra! Dragão Branco, hoje você irá conhecer a ira do inferno e se arrependerá por seus atos! Hiken!” — Alexios, Kyros.

Confesso que por alguns dias eu não soube a mínima ideia do que aconteceu. As chamas perduraram por dias. Aproximação qualquer daquela zona era morte certa para mim, porém, ao notar o menor dos sinais de uma acessível maneira de partir, eu fui e quando cheguei lá... Que batalha, amigos. Eu não conseguia avistar vegetação alguma, corpos? Alguns ossos restaram, o restante dos corpos cremados com a fúria de um pai. Era o dia 28, não, quase o vigésimo nono dia. E tenho que lhes falar, que visão. Se a aventura antes não era épica, agora. Imaginem só:

Uma ilha totalmente incinerada. As chamas ainda corrompiam as almas daqueles corpos que haviam padecido em combate. Ajoelhado, no centro do combate, estava temido meio gigante de bigodes grisalhos, ajoelhado sob a sua perna esquerda, perdurando seu corpo apoiado em sua arma gigantesca. Em pé, imponente, estava o Dragão Branco, perante seu inimigo. A Muralha Dourada, padecido sobre escombros, aparentava estar morto. O Herói da Marinha, em seu posto, aparentemente havia sido emboscado por todo um bando. O seu cadáver estava inteiro, porém, não conseguia ver vida mais ali. Tropeçando em uma arma que mais parecia uma âncora branca, conseguia decifrar o que havia acontecido ali. Certamente muitas alianças foram formadas e desfeitas, porém, no amanhecer do trigésimo dia, ao raiar do sol, a Guerra do Alvorecer havia se encerrado.

Ufa, acho que consegui explicar o melhor que pude. Mais informações, aceito detalhar mais pelo preço certo. No mais é isso. O vencedor? Acredito que não seja necessário, porém, futuramente descobrirás. O prêmio, ao fim, foi mais um marco civil.
Tsuyoshi Rigel, O Civil.


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MensagemAssunto: Re: 10 Anos de OPRPG - Legends!   10 Anos de OPRPG - Legends! - Página 2 EmptySex 27 Mar 2020, 00:07

Teremos um atraso na divulgação dos três finalistas, mas hoje ainda sairão os três.

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