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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap. 2 - The Enemy Within

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MensagemAssunto: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySex 06 Mar 2020, 14:46

Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 2 - The Enemy Within

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Elise Von Bernstein. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySex 25 Set 2020, 15:20

When You Face The Abyss...


Não conseguia acreditar naquilo, mas... Hector caiu direitinho no meu plano! “C-Caramba! Quem diria que ia funcionar no final das contas? Eu posso não ser um gênio, mas também não sou uma idiota.” Ver o suposto revolucionário folheando aquelas páginas, ficando sem palavras ao perceber que a artimanha de seu parceiro também grisalho havia sido descoberta era impagável. Se não fosse a situação tensa em que me encontrava, esse seria um dos raros momentos que eu soltaria uma daquelas risadas de perder o fôlego. “Cê tá morto, desgraçado.” Eu só não digo que aquela foi uma vitória pois, logo em seguida, um alarme ensurdecedor começou a tocar. Aquela barulhada vinha de todos os cantos da mansão, e era nítida sua conexão com a violação da escrivaninha. Ouvindo a confusão sonora e agora visual, com as luzes piscando, Hector agiu primeiro e eu segui seus passos para fora da sala. Não nego que foi uma decisão arriscada mas, sendo sincera, no cenário em que me encontrava, a melhor das hipóteses seria a de que os guardas não tinham noção da verdadeira identidade de Hector, então ele também teria que se esconder, ainda que de forma temporária. De qualquer jeito, com um inimigo ao meu lado e outros inúmeros vindos por causa do alarme, a melhor opção era correr. Mesmo com um maldito traidor ao meu lado.

E falando no traíra, ele parecia distraído. Não que eu o conhecesse muito, mas o pouco que vi de Hector, não combinava nem um pouco com seu comportamento atual. Ele estava meio... Lerdo?  Além disso, acho que ele nunca falou tanto quanto agora, ao tentar defender seu colega. “Ora ora, parece que os planos de alguém não saíram exatamente como o planejado...” Eu tinha de ficar ainda mais atenta com ele, não acho que o homem silencioso e durão, se é que essa é a verdadeira personalidade dele, toleraria outro deslize em sua missão para o governo, seja lá o que ela for. Momentaneamente, me limitei a seguir Hector pelos corredores daquela mansão. E, pelo visto, ele não trabalhava muito bem sobre pressão.

Isso mesmo, não sei se o acompanhar havia sido uma boa decisão. Acabamos por encontrar um grupo de guardas fortemente armados, pelo o que vi, eles não seriam um grande problema... Se eu lutasse com cada um deles, um por um. Mas eram um total de doze pessoas, e no relance de um olhar, consegui contar pelo menos quatro armados com rifles ou algo semelhante. “Merda! Não dá pra fazer muito quando se tem apenas uma espada...” E aqueles malditos disparavam, por sorte, o máximo que eu perdi com aquelas balas foram alguns fios de cabelo. “Pois saibam que não vou deixar isso sair barato...” Continuei a correr junto do traidor até pararmos em outro corredor sem saída, sem janelas, sem nada. Apenas uma porcaria duma parede. Naquele momento, eu pressionei cada um de meus dedos da mão destra com força no cabo da minha espada, imaginei que o desgraçado ao meu lado nos encurralou de propósito, mas, para minha surpresa, ele começou a... Mexer na parede? Ele pediu por cobertura, e assim fiz: Como já estava quase desembainhando a espada, eu terminei o movimento e me virei de costas a ele, ficando de frente para o outro lado do corredor. Por sorte Hector, ainda que nervoso, conseguia terminar sua falcatrua e abria uma passagem secreta. Dei uma breve olhada para aquilo, com ambas as sobrancelhas quase saltando para fora do meu rosto. “Que?!”

Poderia ser minha memória me enganando, mas aquela parede não deveria, de jeito nenhum, fazer aquilo. Não me lembrava desse tipo de detalhe na planta que havíamos obtido do casarão. De qualquer forma, não era como eu tivesse outra saída senão escapar por ali. Do outro lado, vinha um grupo de agentes furiosos com a gente. “Ou pelo menos comigo...” Antes de seguir o falastrão das madeixas platinadas, eu tentaria confundir ainda mais os nossos algozes. – PELAS ESCADAS? CÊ TÁ LOUCO? – Berraria para que eles ouvissem muito bem e, em seguida, sem pensar duas vezes, eu saltaria rumo a saída secreta do traidor.

Mas não era uma escolha que fazia de bom grado. Depois de adentrar aquele buraco estranhíssimo, eu tentaria fechar aquela porta, seja como funcionasse, isso se Hector não tivesse a fechado antes. Eu andaria por aquele caminho, tendo como guia, infelizmente, o traidor. Enquanto percorríamos aquele caminho que aparentava nos levar para algum lugar mais baixo, a questão de outrora voltava a martelar meus pensamentos. “Como? Como ele sabia DISSO?” Eu me esforçaria para lembrar da planta da casa que vimos na sede. Se realmente não houvesse qualquer menção a essa passagem, eu aproveitaria do nervosismo do agente e soltaria uma pergunta que, provavelmente, o deixaria ainda mais sem jeito – Como diabos você sabia dessa passagem secreta? E por que não usou ela pra gente entrar aqui? – A todo momento, eu manteria a mão destra firme no cabo da espada, bem, motivos para desconfiar daquilo ele não tinha. Estávamos correndo bastante perigo na situação e, ainda por cima, duvido que ele seria capaz de me ver, ou até ouvir, pegando na arma, por conta do breu em que nos encontrávamos. Também aproveitaria a caminhada para perguntar-lhe sobre um outro detalhe que observei antes de entrarmos. – Eu notei sua mão na costela. Você foi pego por um dos tiros, num foi? – Já tinha quase certeza disso, mas uma confirmação dele me tranquilizaria ainda mais. Apesar do meu destino estar nas mãos dele, eu teria vantagem em um possível combate.

Depois de descermos muito, eu continuava enxergando quase nada, no máximo algumas silhuetas que, pasmem, só confirmavam que aquilo era uma masmorra escura. “Céus... É igual aquele sonho esquisito.” Eu já havia passado por situação semelhante no passado, num dos meus sonhos, estava presa em um labirinto parecido, sem entender bulhufas do que estava acontecendo e, no final de tudo, eu morri por alguma substância misteriosa e uma sequência desenfreada de explosões. “Quem dera isso acontecesse de novo... Seria melhor do que caminhar num breu desses com alguém que pode me matar a qualquer instante.” Levando em conta a similaridade das duas situações, eu adotaria uma estratégia parecida: Sacaria minha espada e começaria a tatear o solo a minha frente, para pelo menos ter noção de onde pisava. Em simultâneo, tentaria extrair o máximo dos meus sentidos, ainda que não houvesse nada de especial neles. Respiraria fundo, buscando algum cheiro como também tentaria prestar atenção no menor dos ruídos que ouvisse. Eu não tinha muita confiança em Hector, então prestaria bastante atenção em seus movimentos e para onde ele estava nos levando. De tempos em tempos, vasculharia o local com meu olhar procurando por alguma fonte de luz, ou ponto de referência. E por último, não deixaria de terminar meu interrogatório. – Pra onde você tá levando a gente? Como vamos chegar na Major, Hector? Temos que delatar Marley antes que seja tarde demais! – No caso dele, ou qualquer outra criatura fizer algum movimento que sinalize hostilidade, eu simplesmente tentaria me afastar na direção oposta, apontando minha arma na direção do ataque e buscando por um ponto de referência para me orientar na escuridão.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyTer 29 Set 2020, 23:55




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



A porta se fechava sozinha, porém os agentes também tinham o conhecimento dessa passagem acabando por deixar Hector ainda mais suspeito para Elise que desde então esteve cabreira com sua situação. Perguntava sobre o conhecimento da porta, ele não falou nada de imediato deixando que apenas os passos dos dois ecoassem pelo local, um mal cheiro era sublime e a revolucionária não conseguia identificar de o que era ou de onde vinha, quando questionou mais o seu parceiro, ele se aproximou rapidamente dela e em um movimento levou sua palma a boca dela a deixando quieta e nesse instante passos ao longe puderam ser ouvidos, os agentes ainda o perseguiam com ferocidade e não podiam fazer tanto barulho, assimilando este fato e que ainda estava viva mesmo depois da investida, deveria ao menos manter Hector vivo por cautela.

Depois de caminharem por alguns minutos, o cheiro desagradável ficou mais forte, e o calado finalmente abriu o bico. – Essa passagem foi só sorte, eu diria intuição. – Ele falava sem gaguejar de forma sólida deixando transparecer sinceridade. – Eu não sabia ao certo e não acho que der para usar ela de entrada, parece só uma rota de fuga. – Continuou a responder as perguntas da gatuna agora que o perigo maior havia passado. – Senti um cheiro, estou me guiando para o que parece ser o esgoto. – Esclarecendo como ele se guiava nessa escuridão, seu olfato deveria ser de fato bem refinado. E quanto ao questionamento sobre seu ferimento, ele admitia. – Fui atingido, mas não podemos parar. Precisamos sair daqui.. – Ele falava de forma fraca, perdia sangue ao decorrer do caminho deixando uma trilha rubra escondida na falta de luz do caminho percorrido.

Se tornando um cheiro asqueroso, finalmente poderia dizer que haviam chegado ao esgoto da cidade, não demoraria para achar alguma escotilha para que pudessem sair cidade a fora, Hector estava debilitado devido ao ferimento e perda de sangue. Seu olhar ainda estava vivido demostrando que tinha forças para continuar mesmo estando meio cambaleante, a espadachim já se acostumava com baixa luz do ambiente. – Devemos informar sobre os documentos o quanto antes.. Eu vou precisar de uma ajuda sua.. – Ele falava olhando para a cabo e seus olhos azuis cintilavam naquela escuridão. – Deve haver alguma saída, não quero gastar muita energia, poderia oferecer seu ombro como apoio? – O pedido era feito e restava Elise a aceitar ou recusar, teriam de sair do esgoto o quanto antes, com vida se tivesse sorte.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyQui 01 Out 2020, 12:40

Get Out


Não vou mentir, talvez, só talvez, ser perseguida por aqueles agentes enquanto o tiro come solto fosse melhor do que minhas circunstâncias atuais. Assim que respirei fundo para entender aonde estávamos, o fedor do chorume entrava nas minhas narinas queimando tudo pelo seu caminho. Foi impossível conter a expressão de nojo na minha face, com ela se enrugando para tentar impedir o fedor de chegar nos pulmões. “Hector... Eu vou te matar!” E falando no traidor, de início ele ignorava meus questionamentos, mas, posteriormente, levando sua mão nojenta até minha boca, me calou. Literalmente. Assim que aquilo ocorreu, eu só tinha um pensamento em mente. “É agora, chegou o momento que esse desgraçado acaba comigo!” Eu teria decepado aquela mão asquerosa sem pensar duas vezes, se o barulho de passos não tivesse soado enquanto estávamos parados. Haviam mais pessoas conosco naquele labirinto subterrâneo e, pelo o que pude entender, Hector estava tentando camuflar nossa presença, e isso só me deixava ainda mais perdida. “Então os agentes sabiam dessa saída..., Mas Hector ainda está tentando se esconder. O que diabos tá acontecendo? Será que é algum jogo mental dele? É melhor redobrar minha atenção...” Eu realmente não tinha noção do que estava ocorrendo ali, mas fui jogando nos termos de Hector e mantive meu silêncio até que parássemos de ouvir os passos.

E continuamos a caminhar por essas bandas sujas e nem um pouco agradáveis. Eu já não escutava os outros passos, então nossa situação deveria estar mais branda, tranquila o suficiente para mais uma rodada de perguntas. Para minha surpresa, o traidor respondeu cada uma delas com tranquilidade. Estávamos, de fato, caminhando num esgoto. Olhei de relance para minhas pernas, com desconforto no olhar e nariz retorcido, tentando enxergar se elas estavam sujas com a imundice em que estávamos pisando. “Eu não mereço isso. Puta merda, eu acabei de comprar essas roupas, que porcaria!” O odor não era a única coisa que azedava conforme fugíamos, confesso que não esperava que aquela, aparente, masmorra fosse um exemplo de limpeza, mas fugir por um esgoto? Não, não havia como eu ficar satisfeita. Quanto as outras perguntas... Bem, recebi algumas respostas que já esperava, apesar que a desculpa dele de achar a porta secreta não me convencia. “Ele realmente acha que vou acreditar em algo assim? Maldito... O pior é que tenho que fingir ser burra nesse nível!” Pelo lado positivo, ele realmente havia sido atingido e, bem, não acho que precisava de uma confirmação dele para isso.  Era possível enxergar o sangue escorrendo pelas suas roupas e pingando no chão. Não conseguia ver com muita nitidez, mas talvez, na imundice em que nos encontrávamos, aquilo seria o suficiente para formar uma trilha, então eu tinha que elaborar algum jeito de parar, ou pelo menos diminuir, o sangramento dele. “Céus... Ter que se preocupar com a saúde de um inimigo. Cê tá se superando a cada dia, Elise”

Se em algum momento pensei que meu dia não poderia piorar, céus, saibam que eu estava errada. Completamente. Errada. Dava para perceber que Hector não estava se sentindo muito bem, mesmo comigo enxergando pouquíssimo por conta da falta de luz. E ele também notava sua fraqueza. Não foi atoa que ele pediu meu ombro como apoio. O pedido do traidor me deixava de queixo caído, no sentido figurado, pois a única reação que meu corpo teve foi de arregalar os olhos por um breve segundo, tentando retomar a compostura de antes. Eu realmente havia sido pega de surpresa. “E-Esse filho da puta é esperto demais! É a situação perfeita pra ele, se existe alguma desconfiança de que eu sei que ele é um traidor, ele pode confirmar agora... Não haveria outro motivo pra negar um pedido assim! Não depois das porcarias das situações que a gente passou juntos até agora... MAS QUE MERD- “ Me via encurralada ali, ainda mais do que no momento que tentei enganar Hector na sala da escrivaninha. Se havia alguma ocasião em que ele poderia desconfiar de mim, essa ocasião era agora. Ainda que relutante, eu fitaria o revolucionário e aceitaria seu pedido. – M-Mas é claro! – Só que, ainda desconfiada de suas intenções, eu ordenaria que ele fizesse algo por mim. – Eu acho bom cê não me sujar com esse teu sangue, ouviu?! E toma cuidado com seu ferimento, não tá vendo que cê tá deixando um rastro por onde a gente passa? Tampa esse buraco direito! – Depois de externalizar um pouco da minha indignação, eu ofereceria, enfim, meu braço como apoio para o revolucionário.  “Eu juro... Ainda vou acabar com você.”

Dali em diante, eu tentaria coordenar meus movimentos com os dele, facilitando sua locomoção. Como não tinha muita noção para onde estávamos indo, eu tentaria me guiar pelo cheiro também, isso se Hector não tentasse liderar nossa fuga. Ficaria atenta também no que tange minha audição, como não conseguia enxergar muito, ainda que tivesse me acostumando com a escuridão do local, tentaria ouvir bem o que acontecia ao nosso redor, sendo mais específica, almejando detectar até o menor dos ruídos que sinalizassem a presença de outras pessoas por ali. De tempos em tempos, também daria umas olhadas em direção ao agente que se escorava em mim, para checar seu estado e garantir que não faria nenhuma gracinha ou movimento suspeito já que, bem, proximidade ele tinha, não seria difícil me pegar com um golpe de surpresa. Notando a aproximação de alguém ou alguma coisa, não me hesitaria em esconder num canto, parede ou coisa parecida, por mais que fosse algo nojento e que eu certamente me arrependeria depois, ajudando o agente a se esconder também. Se em algum momento tivesse que auxiliar o traidor a subir, talvez na possível saída do esgoto, eu faria sem hesitar, dando prioridade que ele subisse primeiro. “Isso... é arriscado demais.”/ Claro, ajudar alguém que eu sabia que era um inimigo não era algo que eu gostava de fazer, e não conseguia parar de imaginar que, em um momento de distração, ele acabaria comigo, mesmo debilitado por um ferimento.

Com sorte, já estaríamos fora daquele buraco repulsivo, restava apenas encontrar com o resto da equipe. E se assim acontecesse, eu fitaria o grupo, dizendo com um sorriso no rosto. – Achamos! – Mesmo sabendo da pessoa que estava do meu lado, seria um alívio o reencontro com a célula. Seria uma questão de minutos para acabar com ele e seu comparsa infeliz. Se fosse uma situação tranquila, eu daria um aceno para que eles se aproximassem e dessem uma ajuda com o peso-morto que eu carregava comigo.

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyQua 07 Out 2020, 23:05




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



Oferecer seu ombro foi um trabalho difícil para Elise que se via suja tanto do esgoto quanto de ajudar um inimigo que agora entrava em sua zona de perigo, qualquer movimento que o agente fizesse passaria por suas defesas facilmente e sua morte seria nada mais que inevitável naquele situação, é para tanto que a mesma andava liderando o caminho sentindo uma brisa vinda ao longe e fitando rapidamente o homem ao seu lado que segurava com afinco o seu ferimento, seus passos não eram tão lentos e assim caminhavam notando que as paredes e as curvas ficavam cada vez menores e não demorou muito para verem uma luz, teriam que sair engatilhando colocando os joelhos na água nojenta e suja.

Saindo podiam ver que a noite tinha passado do seu auge, mas demoraria para os raios de sol raiarem sobre o novo dia. A missão não havia sido terminada, a espadachim pode observar os movimentos focados de Hector ao sair do esgoto, deitando na área descansando do seu esforço para não se melar naquela sujeita. – Vamos descansar um pouco. – Ele falou recuperando sua compostura e ficando sentado sentido os grãos passarem por sua mão, retirou a camisa e com força e habilidade tentou seu máximo para fazer uma faixa a fim de parar o sangramento, não foi dos melhores, mas era o bastante por hora. Estavam escondidos por rochedos que se espalhavam pela praia, o mar não estava cheio e por sorte evitaram de se afogar durante a saída do escoamento.

Precisamos ter certeza que Marley é um traidor, não quero que acusações sejam feitas sem uma analise sólida. – Hector falava ainda sentado olhando para Elise que mantinha sua beleza de pé mesmo com uma lua cheia atrás dela. – Não tive tempo de checar os documentos com total certeza, a veracidade deles pode por não só nossa célula, mas também toda a operação dos revolucionários em Baterilla em perigo. – Ele esticava o braço e abria sua mão, havia limpado o sangue com sua camisa. – Me dê os papeis, preciso testar se são reais. Não acho que nenhum de nós.. – Ele pausava brevemente. – Seja um traidor, nossa célula tem uma história e sou contra que qualquer um realmente seja um agente.

Por hora, me dê os documentos. – Seu semblante voltava a ser o mesmo de sempre, frio e sério como se não tivesse sentimentos e sim fosse uma máquina produzida para seguir ordens, o que necessariamente descrevia um agente do governo. – Devemos voltar para sede depois da análise, mas peço que não fale nada até eu falar diretamente com a major.


off:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySab 10 Out 2020, 16:03

That's It. That's Enough.


Aquela situação poderia ficar ainda mais nojenta? Percorrer o esgoto, com o chorume queimando o nariz, enquanto carregava um traidor que fedia a sangue e suor ao meu lado, sendo sincera, é uma daquelas situações em que você quer mandar tudo pelos ares, só pra aliviar um pouco a raiva. Depois de algum tempo, encontramos uma luz no fim do túnel, quase no sentido literal mesmo. Por um singelo momento eu me senti aliviada, mas quando percebi que nosso trajeto dali em diante teria que ser engatinhando, a maré de azar batia em cheio. “Fala sério... Essa nojeira vai encostar ainda mais em mim? Se eu soubesse o que aconteceria, eu não teria me trocado...  Essas roupas mal duraram um dia sem ficarem completamente imundas. Espero que a sede tenha um chuveiro por que se não... Se não... EU VOU FICAR MALUCA.” Qualquer um, mesmo quem não tem noção das mínimas etiquetas sociais, como eu, perceberia pelos meus trejeitos que estava próxima do limite da minha paciência. Já possuía os documentos, o traidor não sabia que foi descoberto, tudo estava encaminhado para o sucesso da missão. “Eu tô com o queijo e a faca na mão, tem algum jeito disso dar errado?” Acho que foi essa linha de raciocínio que me impediu de despirocar.

E por fim saíamos dos esgotos de Baterilla. Eu eu tinha perdido a noção do tempo, quando vi aquela enorme lua cintilando no horizonte, em primeiro lugar, meus olhos arregalaram, mas o contraste entre a luz do luar e a escuridão dos esgotos logo me obrigaram a cerrá-los para, como qualquer outra faria, não ficar cega. E quando fiquei de costas para o objeto celeste, pude ver meu “companheiro” se ajeitando, enfim dando um jeito no sangramento e descansado na areia sob nós. “Pera aí, areia?” Eu tive que dar uma olhada breve no local para perceber que estávamos no que deveria ser uma praia, mas com muito mais rochedos do que a que vi quando aportei na ilha. Eu me limitei a esperar uma reação do homem de braços cruzados, imaginando até quando ele ficaria se comportando como se estivesse de férias. De vez em quando eu estapearia minhas próprias pernas e botas, para, discretamente, retirar um pouco do lodo do esgoto. Também balançaria minhas luvas para arremessar o que ficasse grudado nelas depois da limpeza, com desdém estampado no rosto. “Nunca, nunca mais eu entro num esgoto! A menos que eu receba bem.” Não foi a melhor das experiências mas, para uma garota miserável como eu, pagando bem, que mal tem? Não é como se eu estivesse fazendo algo de errado para o exército.

Não sei a forma correta de descrever o que veio depois. Foi previsível? Bem, de certa forma, eu diria que sim, mas não esperava por aquilo agora. Hector se sentava na areia e começava toda a ladainha sobre documentos de novo, ele insistia na narrativa de que Marley era inocente e que os documentos eram falsos. “Claro, meio difícil de acreditar em você quando não passa tudo de suposições suas e seu nome tá no meio dos papéis, NÃO É?” Assim que ele começara a falar, eu voltei a cruzar os braços, apertando com força. Era difícil controlar a raiva, em especial, a ranzinza, e o traidor não ajudava nisso. Ele insistia em averiguar os documentos e, olha só, no meio duma praia deserta, longe de todos, depois que ele se recuperou um pouco do ferimento. “Então você quer acabar comigo agora, desgraçado?” Era óbvio que ele estava tramando alguma coisa. Assim que ele terminava de falar e estendia a mão, já esperando que eu lhe obedecesse, eu virei o rosto, dei uma forte bufada no ar, fechando os olhos por alguns segundos. “Esse é o meu limite. Se for pra lutar agora, então que seja.” E voltei a fitar Hector, com o resto inclinado para cima. – Que comovente! Sério, se eu não tivesse de saco cheio disso tudo, acho que teria derramado uma lágrima agora. – E daria dois passos para trás, aumentando minha distância entre nós. Continuaria, com o mesmo sarcasmo ríspido de antes. – Então cê quer que fiquemos aqui, parados, enquanto cê olha os documentos? Eu não me importo com o que pensa dele. O nome dele tá escrito aqui, isso é um fato. Enquanto a gente fica aqui fazendo sua investigaçãozinha, ele pode tá tramando algo contra a célula, não, contra a base toda! – Descruzaria os braços, dando outra bufada, furiosa, e cerrando as mãos. – Cê só pode tá de brincadeira, né? Sabe o que acho engraçado? Eu não vi todo esse teu sentimentalismo nem pra falar com aquela sua amiguinha, a tal da “Cablé”. Pra quem mal trocou duas palavras com o grisalho desde que chegamos aqui, cê gosta muito dele, não é? – Nesse ponto, talvez ele já entendesse aonde eu queria chegar. Eu não era exatamente a pessoa mais sociável do mundo, e nem mesmo carismática, mas quando eu quero, consigo usar minha língua de um jeito bem afiado.

Eu daria uma breve pausa, para observar as possíveis reações do agente, mas continuaria com o desabafo. – Acobertando um traidor, olha, eu diria que isso é bem suspeito, Hector... – Nesse momento, eu apontaria com o indicador de cima para baixo para o agente, que até então provavelmente estaria sentado na minha frente. – Não se esqueça de uma coisa, não sou sua subordinada. Nós dois somos cabos aqui, tendeu? Acredita tanto nele? Pois bem, leia com seus próprios olhos! – E nesse momento, eu selecionaria o arquivo do grisalho entre os demais e arremessaria na areia. Não, eu não chegaria nem um passo próxima do traidor a minha frente, depois disso, eu guardaria o restante dos documentos para ficar com ambas as mãos livres. – Leia enquanto saímos daqui, não podemos perder mais tempo parados. – Depois disso, eu deixaria a mão destra bem próxima do cabo da espada, esperando alguma reação do grisalho, nem que fosse pegar a folha que tinha sido jogado ao chão. Se aquela folha voasse pela areia? Também pouco me importava. Tendo o arquivo de Hector bem guardado, e com a convicção de que ele fala da inocência de Marley, devem ser o bastante para condenar ambos os grisalhos. Eu permaneceria parada ali, estática na praia, me preparando para o possível ataque do agente. E se realmente isso ocorresse, eu tentaria me afastar ainda mais, brandindo a espada para um rápido saque e corte horizontal, só para ganhar espaço e tempo para organizar melhor minha estratégia para a batalha. Mas no caso dele aceitar o que foi proposto, eu caminharia, rumo a base revolucionária, com a atenção redobrada quanto a ele. E, é claro, sem dar-lhe meu ombro como apoio. “Boa sorte, otário. Cê já passou de todos os limites.”

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyQui 15 Out 2020, 00:27




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



Trocas de olhares, as palavras duras de Elise e suas intenções já eram tão claras quanto a luz da lua daquela noite tão distorcida. Hector não um idiota, poderiam até mesmo o chamar de gênio em certas ocasiões, seu perfil frio e cauteloso sempre foram pontos elogiados em operações passadas e mesmo tendo em vista todas as indiretas da cabo, ele ainda continuava com sua mascara fria observando os movimentos da mulher que não aparentavam nada além de raiva e estresse, faltava sede de sangue e assim ele reconhecia o que deveria fazer, optou por ficar calado deixando as múrmuras saltarem ao ar. Arrastando seu dedos na areia e pegando o documento de Marley, o traidor passava seus olhos calmos sobre o papel enquanto de relance observava a pressa do espadachim que não queria ficar muito tempo ali e assim ele se apoiou em seu joelho e com força se levantou ficando em pé.

Aqueles glóbulos azuis fitavam a espada de Elise por alguns momentos e finalmente abria sua boca. – Você realmente está certa, mas não gosto de pensar que um dos companheiros da minha célula seja um agente duplo desde sempre. – Abria o papel observando ainda mais o documento e depois o guardava em seu bolso, não dava nenhum passo ficando estático onde se levantou. – Não estou sendo sentimental, estou usando lógica. Não acho que Marley seja um agente, mas que há realmente um infiltrado na revolução. Pois, se este arquivo for feito para incriminar e eles deixaram a gente pegar para efetuar um buraco sem fundo, podemos estar fazendo o que eles queriam primeiramente. – Havia sentido em tudo que falava, tudo poderia passar por uma grande conspiração em que o governo queria uma desestruturação dos revolucionários e a partir disto iniciar uma contramedida para acabar com a revolução em Baterilla.

Ambos de pé se encarando, Elise recebia estas hipóteses, mas não podia de deixar de pensar que Hector também constava como um agente e poderia muito bem estar tentando manipular a cabeça de Elise. – Peço que não fale nada, devemos ter uma conversa particular com Evangeline e mostrar os fatos. – Media suas palavras, assim os dois começaram a andar procurando por caminhos sem movimento, os agentes tinham perdido o encalço dos revolucionários e mesmo com Hector ferido, o ritmo gradativo de passos poderiam chegar ao seu destino, era revitalizante enxergar o ponto de reencontro e ver que os dois ruivos se encontravam lá.

O acordo era que se desse algo errado ou tivessem que fugir de imediato, teriam que voltar para um ponto de encontro sendo ele próximo da base e da cidade não tendo muitas pessoas ao redor, a major notava o ferimento de Hector e se aproximava preocupada olhando para os dois. – O que houve? – Atrás dela estava Takeo com seus óculos gigantes que escondia suas belas feições, cruzava os braços sem falar nada, queria obter as informações diretamente do time A. – O alarme foi disparado, Marley e Isaac? – Hector perguntava. – Nada. – Respondia a ruiva. – Devemos tratar desse ferimento primeiro, ainda há tempo para os rapazes chegarem assim espero. – Por mais que suas palavras não possam estabelecer tanta preocupação, ela acreditava que os dois tinham escapado das garras dos agentes.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyQui 15 Out 2020, 20:55

One Step Ahead


No momento em que esperava lutar pela minha vida, tudo que obtive foi silêncio. Assim como no início de tudo, ele permanecia calado, quase que estático, enquanto me escutava botando minhas frustações para fora. Se aquilo sinalizava algo, é que minhas palavras pouco afligiam seu emocional, diria até que ele estava tranquilo com tudo que foi dito. “É, parece que não vou conseguir dar o mesmo susto nele de novo. Será que.... É agora?” Quando pensei que o agente enfim mostraria suas garras, tentando me abater, Hector resolveu elucidar cada um dos meus questionamentos do mesmo jeito apático de sempre. O pior de tudo aquilo é que, mais ainda do que nas últimas vezes, as respostas dele faziam sentido. “Merda! Ele tá certo nessa, não é impossível que o governo tenha plantado essas informações para fazer a gente acreditar que tínhamos a vantagem. Pensando bem, esses documentos foram entregues meio que de bandeja... Se comparados a última vez que eu fiz uma missão dessas.” Um arrepio cruzava a espinha. Se comparado com os agentes de Briss, que enviaram uma aberração mecânica para acabar comigo, os de Baterilla realmente pareciam meio... Decepcionantes? Independente do que Hector fosse, eu deveria levar suas palavras em consideração. Talvez ajam mais jogadores nessa brincadeira de gato e rato entre o governo e o exército.

Cerrei minhas mãos de leve, enquanto dei uma grunhida de lado. – Tá! Vamos embora duma vez. – Pensar sobre o que o aparente traidor disse só deixava minha cabeça mais confusa. O emaranhado de informações, possibilidades e desfechos que essa missão tinha era coisa demais para mim. “Sinto falta dos dias em que tudo que tinha de ser feito era bater nuns caras de ternos, poxa vida...” A minha sorte é que a caminhada até achar o restante da equipe não seria curta, então eu teria uma pequena vantagem para elaborar como agir. Infelizmente ou não, o documento de Hector não seria revelado de imediato, como ele disse, ainda que seja o principal suspeito, podem haver mais traidores em Baterilla, talvez até alguns dentro dessa célula. “Eu não tenho muita intimidade com ninguém, mas alguns realmente se comportaram de forma estranha. É bom ficar de olho nisso.”

Com algumas opções já em mente, eu me sentia um pouco mais segura para o encontro com o restante do grupo. Por sorte, ainda não tínhamos os encontrado, então eu poderia ensaiar um pouco o que seria feito na minha cabeça. “E quem diria que ele aguentaria andar sozinho agora, num é?” Eu olharia um pouco assustada para Hector, talvez fosse a devoção quase sobre-humana que esses malditos agentes têm pelo governo, mas ele conseguia se virar muito bem andando sozinho, mesmo machucado. “Tsc, esse homem é uma caixa de surpresas mesmo. Mas fique esperto, Hector, o final desse complô tá cada vez mais perto.” E finalmente avistei o ponto de encontro. Faria questão de avisar o meu acompanhante, no máximo com uma cutucada, de que havia avistado nosso grupo ou, ao menos, parte dele. Por instinto eu esbocei um leve sorriso ao vê-los, mas eu já não conseguia confiar em ninguém naquele ponto. Até que um ponto final fosse botado nessa história, todos eram suspeitos, até que o contrário fosse provado.

– Céus, finalmente! – Mas ainda havia sinceridade no meu gesto. Independentemente do lado em que Hector estava, ele era insuportável. Eu daria um aceno, me aproximando dos dois ruivos. Era meio preocupante que os outros ainda não tivessem chegado, tanto pela chance de serem pegos quanto por Marley ser um dos principais suspeitos, mas por enquanto, havíamos sucedido. Evangeline e Hector faziam o restante da conversa, rápida, curta e direta. A prioridade seria cuidar do ferimento do possível agente enquanto os outros dois não aparecessem. Takeo permanecia calado, só faltava minha opinião quanto ao assunto. – A gente conseguiu pegar os documentos com sucesso. – Daria uma breve olhada na direção de Hector, sendo mais específica, para a parte de seu ferimento. – E a gente precisa discutir algumas coisas, Eva. – Eu não sabia nem se tinha intimidade para chamar a major por um apelido, mas aquela era a menor das minhas preocupações. Eu arranjaria um local para encostar as costas, cruzar os braços para, então, continuar a falar. – Assim que o Hector se sentir à vontade. – Não estava nem um pouco confortável, talvez eu estivesse dando espaço para o traidor se organizar, elaborar mais uma de suas desculpas geniais ou qualquer outra artimanha, mas ele tinha razão, talvez conversar somente com nossa superior fosse mais seguro, na ínfima hipótese dele realmente ser apenas um Cabo esquisito. “Eu juro, se ele realmente tiver falando a verdade...” Improvável? Sim. Mas na situação em que estava, nada era impossível. A minha vantagem é que ele não sabia do seu arquivo escondido no meu sutiã. Aquele era meu xeque-mate.

Bem, eu não sabia quando exatamente teríamos a oportunidade de conversar a sós com Evangeline, talvez assim que o grupo se reunisse por completo, quando já estivéssemos na base mas, assim que a conversa do trio começasse, faria questão de informar qual era o assunto da reunião particular. – Descobrimos que existem traidores aqui em Baterilla. Alguns podem estar nessa célula. – E lançaria minha bomba no colo deles. Certamente não era o que Hector esperava, pelo menos não que eu falasse traidores no plural e, céus, se a major tivesse algum envolvimento nessa conspiração, ela também seria pega no pulo do gato. Afinal, ter não um, mas vários de seus comparsas descobertos? Não há como esconder uma reação genuína de medo ao ouvir isso. E por conta disso, dedicaria minha atenção aos seus semblantes, alternando meu olhar entre eles. Não necessariamente faria contato visual, por achar desconfortável, ainda mais numa situação dessas, mas queria ver como reagiriam, em especial Hector, buscando alguma semelhança com o seu espanto inicial ao ver os documentos. De início, eu não revelaria o arquivo escondido, pois gostaria apenas de ver o desenrolar a partir do que foi dito. “A ficha de Hector... Eu revelo no momento certo. Vamo vê o que esses dois vão fazer por agora.” Eu tinha certeza de que pelo menos a major não se limitaria a uma ou duas frases como o cabo. E se me perguntassem algo no início da discussão, eu ergueria os ombros, mostrando a palma das mãos. – I-Isso é tudo que eu sei até então! – E continuaria a prestar atenção no desenrolar da história.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySeg 19 Out 2020, 18:04




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



Takeo ficava observando os três se reunirem, ficava nos posto esperando que os seus companheiros restantes voltassem em segurança. Enquanto isto, Evangeline observava Elise que queria iniciar a conversa o mais rápido possível, porém era Hector que falava primeiro determinando o seu veredito. – Acredito que haja agentes na revolução, e que Marley possa ser um traidor. – Sua face fria olhava para Elise, ele tirava as palavras da boca dela e continuava enquanto Eva tinha uma expressão mais séria. – Achamos documentos que comprovam a atuação no governo mundial, aqui. – Tirava o papel de Marley e entregava para a major que lia tudo em silêncio. – Mas ainda creio que também possa ser um ato de desilusão da própria agência querendo formar uma desestruturação na base, a destruição por dentro é o pior dos casos. – Ele terminava de informar e Evangeline falava. – Vocês tem mais desses arquivos? – Por mais que Marley fosse de sua célula, ela agia como uma verdadeira oficial deixando seus sentimentos guardados e manejando com cuidado suas próprias ações.

Adquirindo mais conhecimento de toda a situação, a major não poderia ficar menos intrigada e olhava para ambos. – Realmente é muito estranho, mas bate com os que os superiores sabem. – Tanto Hector quanto Elise poderiam se surpreender com a notícia, Eva já tinha pleno conhecimento que havia infiltrados em sua organização. – Temo que.. Os traidores estão presentes na minha célula. – Não podia deixar de conter sua tristeza. – Eu escolhi precisamente o mais confiável para fazer um reconhecimento em todos os membros desta equipe. – Hector indagava. – Mas eu não soube de nada. – A ruiva tinha alguém mais confiável a sua escolha mesmo tendo como braço direito o cabo. – Takeo era o mais confiável devido seu acompanhamento e entrada na revolução, não restava duvidas de sua lealdade. – O cabo ficava estático e apenas assimilava as informações. – Fizemos uma investigação de larga escala, buscando as origens e missões de cada um, buscando suspeitas e ações estranhas e dado a todas as informações. – Ela olhava para Elise.

Takeo se aproximava do trio antes de Evangeline terminasse. – Eles não vão vim. – Declarou, agarrando as mãos de Hector e o imobilizando. – Hector é um agente. – Declarou Eva, inquieto o lutador prateado tentou se desprender das mãos fortes do ruivo que não deixava brechas para o agente sair de suas garras. – O que?! Não sou um agente! O que está dizendo Evangeline, eu nunca faria esse tipo de trabalho sujo! – Ele rosnava, ainda estava calmo, mas sua voz era agressiva. – Não adianta Hector, temos indícios o que nos falta é uma prova. Eu realmente não pensei que você fosse um.. – A major parecia abatida, parecia realmente triste, sua voz até falhou por um momento. – Você e seu companheiro, revele, Marley realmente é um traidor?! – Ela indagava apontado seu indicador na face do agente. – Eu e Marley não somos traidores! Algo deve estar errado! Não há como isso ser verdade, reconsidere Evang. – O homem era cortado no ato. – Não me chame pelo meu nome! – A fúria tomou a cabeça da ruiva por um segundo, superando até mesmo a tristeza. – Se Marley for um, Isaac nesse momento deve ser seu prisioneiro, vou interroga-lo na base.

Elise estava no meio de toda a confusão, ela tinha consigo a prova e poderia muito bem apresentar e finalizar todo o desfecho ou esperar mais, seria sua escolha, Hector não parecia estar se controlando tendo em vista que se contorcia e era machucado por Takeo para parar e enfim se entregar, mas o homem não parecia deixar querendo se livrar do ruivo mesmo estando ferido. – Pare! – Ordenava Takeo.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptyTer 20 Out 2020, 10:41

Objection!


Quem imaginava que, antes do movimentar dos meus lábios, Hector tomaria a dianteira e falaria sobre Marley para a major? “Desgraçado! Essa fala era minha...” E ele fez questão de comentar sobre suas observações, realmente, aqueles documentos poderiam sim ter sido falsificados pelos verdadeiros traidores, seja lá quem poderiam ser nesse momento. Para a surpresa minha e do suposto agente, Evangeline já sabia da existência dos traidores, inclusive confirmando que eles estavam na nossa célula, segundo informações do alto escalão revolucionário. No momento em que disse aquilo, engoli em seco, senti o dilatar das pupilas e olhei discretamente para o outro cabo, certamente ambos fomos pegos de surpresa. “Queria que Marley estivesse aqui, tudo ficaria tão mais fácil...” E as surpresas não pararam por ali, pois Evangeline continuava seu raciocínio, dizendo que havia averiguado o histórico de cada um, pelo o que entendi, desde antes de termos entrado no exército revolucionário, essa informação fora mais do que suficiente para eu sentir novamente o nervosismo tomando conta do corpo, ainda que eu fosse a única que, sem sombra de dúvidas, não era uma agente do governo.“Será que eles sabem sobre... Meu passado familiar?” Normalmente as pessoas celebrariam uma ligação com nobres, mas no meu caso, uma soldada do exército revolucionário? Não acho que era algo positivo para minha carreira. “Pelo menos não é nada oficial, é só uma hipótese... Bem provável. Desgraçados! Se eu não tivesse nascido com essa pele pálida e esses lábios... Não teria ligação nenhuma com esses malditos Von Bernsteins.”

Claro que, enquanto eu me remoía por dentro, com medo do meu próprio passado vir à tona, a situação ficava um pouco mais complicada no mundo real. O mais suspeito de nós parecia atônito ao perceber que não era o favorito da major e, para complicar ainda mais sua situação, fora logo agarrado por Takeo, que aparecia dizendo que os demais membros não apareceriam. Em sintonia, Evangeline dizia algo que eu já sabia e só confirmava minhas suspeitas: Hector era o traidor. Não tinha palavras para mensurar minha alegria naquele momento, depois de todas as falcatruas, truques e manobras que ele fez o traidor era, enfim, pego com a boca na botija. Eu olharia para a algazarra boquiaberta, tentando passar a impressão de que estava surpreendida com a descoberta. “Acabou pro cê, seu merdinha!”

Ainda assim, mesmo com o aparente traidor sendo revelado pela major, algo não parecia certo ali. Pode ser que eu não tenha percebido, talvez a Eva não tenha dito tudo, mas aquela linha de raciocínio simplesmente não fazia sentido algum. O que Hector havia dito na praia ainda martelava na minha mente. “E se... Algum deles, nem que seja só um mesmo, seja o bode expiatório?” Levando em conta a rapidez do julgamento, e que estavam acusando o Hector sem provas, eu senti que deveria intervir, pois simplesmente haviam pontas soltas nessa história de traição e, por mais que não tenha simpatizado muito com ele, eu queria ter certeza de que ele era um traidor antes de acusar um companheiro da revolução disso. “Afinal de contas, sou eu quem tenho a tal prova de traição dele! Se essa ficha for adulterada de verdade mesmo, o exército teria menos um cabo.”

Antes que a situação descarrilhasse mais, eu daria um passo a frente, interviria na confusão me colocando entre Hector e Eva, abrindo os braços para aumentar o espaço entre nós. – PERA AÍ! – Eu vociferaria, na tentativa de que o tom angelical, ainda que numa frase informal, tomasse as rédeas da discussão, também deixaria a palma das mãos abertas para sinalizar que eles deveriam pensar com um pouco mais de calma. – Cês tem certeza de que a gente deveria fazer isso aqui? E além disso, eu acho que estamos colocando o carro na frente dos bois. Se eu acho o Hector suspeito? Com certeza! Mas não dá pra acusar alguém sem provas. – Eu odiava fazer aquilo. Gritar e me tornar o centro das atenções, mas, infelizmente, era vital para que a missão fosse bem sucedida. O coração quase pulava da garganta, tamanha a ansiedade que sentia. Questionar meus superiores não era algo que eu estava acostumada a fazer. – Ele teve várias chances de acabar comigo na infiltração naquele casarão, se ele chegou até aqui sem ter me tocado direito, e olha que também tô com parte dos documentos. – Nesse momento eu levantaria os documentos que ainda estavam em minhas mãos, enquanto o arquivo do acusado continuava bem guardado em meus seios. – Acho que precisamos de algo mais concreto antes de prender um companheiro. – Eu sabia que tinha a prova final para condenar o mais suspeito entre nós, mas Eva e Takeo simplesmente não ajudavam! A atitude deles parecia suspeita, e agora eu queria ir até o fim com minha desconfiança. “Se algo que o caladão disse tem alguma veracidade, esse é o momento de checar. Caso contrário, eu mesma acabo contigo, seu maldito.”

Eu me aproximaria da major, estendendo a mão livre. – Se importa se eu der uma olhada? – E apontaria para o arquivo de Marley. Com o documento em mãos, eu daria alguns passos na direção de Takeo e começaria, novamente, com minha enxurrada de questionamentos. – Dos que tão aqui, cê é o mais próximo do Marley, não? Nunca teve algo que te fez desconfiar dele? – Algo em Takeo chamava minha atenção, e era de forma negativa. Me surpreendi de forma genuína ao ruivo não esboçar a mínima reação ao ter seu amigo acusado de traição, e pode ser coisa da minha cabeça, mas antes de desembarcar na ilha, ele parecia diferente também. Eu daria uns passos em direção a Evangeline, dessa vez. – Então todo mundo da célula foi checado, certo? Se sim, o que vocês acharam de suspeito sobre Marley? – Tudo aquilo seria feito enquanto meu olhar estava vidrado no arquivo do sem-sobrancelhas. “É no mínimo estranho que estejam acusando o Hector apenas com indícios, eu não ouvi nada disso sobre o Marley. Por que os documentos são o suficiente para condenar o primeiro, mas não o segundo? E olha que estamos com a ficha do Marley aqui!” Da última vez que pus os olhos nesse papel, eu estava correndo pela minha vida, estressada e ansiosa, mas ali, eu poderia analisar com mais calma. Melhor ainda, eu poderia escutar as palavras de ambos os revolucionários e ver se as informações batiam com a ficha que estava lendo. “E pensar que um bobalhão desses pode ser um dos agentes... Céus.” Depois de escutá-los e fazer algumas notas mentais quanto ao que estava escrito, eu pediria um pouco mais de tempo antes de agirmos. – Eu tenho medo de que... Os verdadeiros traidores tão usando eles como bode expiatórios. – Eu daria uma pausa, fitando de relance cada um dos revolucionários ali. – Então vamo esperar só mais um pouquinho pelos dois, pode ser? – Eu ainda tinha meu ás na manga, só aguardava o momento certo da discussão para revelar a ficha de Hector. Mas por enquanto, me limitaria a achar as – possíveis – incongruências na fala dos dois.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySab 24 Out 2020, 16:07




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



Sendo segurado e relutando pelo pior, Hector não esperava que quem viria ao seu socorro seria nada mais que a companheira que mais duvidava de sua inocência, Elise se metia no meio da confusão afastando ambos estendendo os braços. A major recuava respirando profundamente enquanto escutou as palavras da espadachim, ela não poderia estar mais correta, não podiam fazer tanto alarde mesmo estando em um ponto sem movimentação da ilha. – Está certa, eu deixei meus sentimentos se aflorarem por alguns segundos. – Aceitou que havia passado do limite, mas a mulher estava sendo pressionada ao saber que aqueles que ela julgava como a família mais próxima poderiam estar trabalhando por trás das costas esperando o momento certo para causar uma destruição naquilo que mais amava. – Assim como eu disse, investiguei cada um de nós, porém arquivos podem ser adulterados ou apagados. – Evangeline olhou para Elise como se soubesse mais sobre ela do que a mesma sabia de si. – Precisamos da prova, Hector por enquanto deve ser mantido prisioneiro, se ele não for um agente, ele sabe que deve se entregar até acharmos a prova de sua inocência ou seu crime. – Porém o revolucionário não queria parar de se movimentar, queria escapar das mãos de Takeo como se estivesse com medo de algo.

A major também não estava errada, o aprisionamento serviria tanto para a proteção de Hector quando da organização revolucionária e seguindo assim o rumo da conversa, chegamos a Takeo que era alvo das perguntas da garota abacate que tinha sua lógica quebrada pelo ruivo, ele havia uma opinião bem mais profunda. – Não, nunca desconfiei de Marley. – Ele estava falando sério devido toda a situação. – Não acho que ele seja um traidor, mas esteja sendo coagido a ser um. Nunca conheci alguém tão puro e bom, porém sua gentileza e ingenuidade podem estar agora sendo sua perdição. – A expressão de Takeo se amargava, havia mais informações que Elise não sabia, porém Eva e Takeo tinham saído juntos e assim como falaram devem ter mais noção que a mesma que se encontrava desinformada, mas ainda buscava entender toda a situação.

Por agora, devemos levar Hector ao QG o mais rápido. – Ordenou Evangeline, Elise ainda queria a volta dos dois integrantes da célula. – Não há mais tempo, o horário estipulado chegou ao fim. – Revelou Takeo, se não tinham voltado até então só significa duas coisas, a morte ou captura de ambos, Crystal apertava os lábios e assim se seguia. – Vamos voltar. – Hector forçava seu corpo a ficar parado e não deixava o ruivo conduzi-lo. – Vocês não podem, não podem voltar.. – Ele falava baixo, porém aumentado a voz. – Evangeline, não podem voltar! – A expressão séria de Hector finalmente sumia dando luz em algo nunca visto, cerrava suas sobrancelhas em conjunto com seus olhos, estava frustrado e furioso.

Lançando um golpe, Takeo tentava para sua súbita revolta e o homem apenas dizia uma palavra e o golpe era aparado e refletido. – Tekkai. – Era como se o golpe não surtisse efeito e recuando, o ruivo era acertado por uma espécie de tiro em seu peito. – Shigan. – Takeo ficava de joelho enquanto Evangeline e Elise observava. – Hector, você.. – A major retirava um revolver de sua cintura e apontava para o prateado. – Me perdoe, mas não posso deixar que vocês voltem para o QG.. – Ele não parecia ter sede de sangue, era como se só quisesse que ficassem ali parados, a ruiva entendia rapidamente. – Então o QG.. Fale agora Hector, você realmente..? – E o traidor ficava calado abaixando sua cabeça. – Não vou deixar vocês irem. – Um inimigo surgia, ainda estava ferido, mas o agente escondeu de todos do que era realmente capaz.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 5 EmptySeg 26 Out 2020, 22:19

A Troublesome Foe


Depois de tudo que Takeo e Evangelina me disseram e do silêncio de Hector, as dúvidas que eu tinha sobre sua índole acabaram. “Sério? Não vai nem tentar se defender?” Eu escutava cada detalhe do que foi dito com o coração acelerado, o clima de tensão continuava pairando no ar e, para piorar a situação, eu tinha o leve pressentimento de que pelo menos a major sabia mais do que estava dizendo, e eu não estou me referindo ao Hector. “Ai que merda... Então ela deve saber mesmo sobre eles.” É, não era algo muito preocupante nas circunstâncias atuais, mas assim que esse assunto viesse à tona, céus, eu não saberia aonde enfiar minha cabeça, tamanha a vergonha que sentiria ao conversar sobre minhas origens. Como dizia antes, conversar sobre minha família era a menor das minhas preocupações, pois o que aconteceu depois do meu interrogatório foi surreal.

Já esperava que o Hector fosse definitivamente o traidor nesse ponto, sinceramente, ficar calado enquanto alguém tenta ajudar no seu julgamento? Não é algo que se espera de um inocente. Ele permanecia estático, murmurando uns sons esquisitos e impedindo que Takeo o levasse. “Ele acha mesmo que consegue escapar da gente?” Eu somente assenti com a cabeça e concordei com a prisão dele, aquela foi a última gota d'água pra minha paciência se esgotar, não havia dúvidas de quem ele realmente era afinal, depois de tudo aquilo, e com a prova final em meus seios, era meio óbvio que Hector não era um de nós. Ainda assim, precisava de toda essa birra? Ele já estava encurralado, fazer pirraça se segurando de nada adiantava para impedir a sua prisão... Pelo menos foi o que imaginava.

O ruivo não hesitou em golpear o agente e, para minha surpresa, ele não esboçou reação nenhuma ao ser acertado.  A curiosidade atiçou meu olhar, mas foi a insanidade do que veio em seguida que fez o espanto tomar meu semblante. Hector disse uma certa palavra e aguentou o golpe do ruivo como se não fosse nada. Dizendo outra, ele foi capaz de... deixar o ruivo de joelhos? Eu não sei se era o estresse da missão afetando meus sentidos, mas seja lá o que ele havia feito com Takeo, aquilo foi tão rápido quanto um tiro. “I-Isso é algum tipo de técnica?” Eu nunca havia visto Hector lutar antes, não fazia ideia de suas capacidades, mas, um homem que até então estava ferido aguentar um soco e golpear mais rápido que um piscar de olhos? Era inacreditável. Talvez foi o espanto, ou então a minha experiência de combate, que fez minhas mãos agarrarem o cabo da espada como se fosse um instinto de sobrevivência para em sequência, sacá-la em direção ao, enfim assumido, traidor. – DESGRAÇADO! – Toda aquela conversa fiada, a maldita ladainha sem fim, tudo no intuito de me enganar. Confesso, se eu ainda não tivesse uma carta na manga contra o lixo na minha frente, eu teria o esganado sem pensar nas consequências. Mas num cenário tão grave, ter o mínimo de cuidado era vital para não acabar como o ruivo.

E por isso eu deixaria o arquivo de Marley cair das minhas mãos, se estivesse comigo, e fortaleceria o empunho da katana. Aos poucos eu iria caminhando até que ficasse na frente de Evangeline, eu consegui ver que a ruiva havia sacado uma arma de fogo, então tinha que garantir que ela conseguisse tomar uma distância segura o suficiente para atacar o agente. E falando nele, pouco me importava com as bobagens que ele balbuciava, ele já havia me irritado demais naquele ponto. “Se eu não tivesse engolido esse papinho de bode expiatório talvez nada disso acontecesse, DROGA!” O ruivo quase morreu por minha causa, e agora a vida da minha superior corria perigo, mas nem pensar que deixaria a missão falhar por minha causa! Já enfrentei inimigos bem piores do que esse grisalho desgraçado. “Apesar que aquele agente era mais uma máquina do que uma pessoa, até então Hector é uma pessoa assim como a gente. E isso só o deixa mais assustador.” Assim que eu estivesse à frente da major eu daria uma rápida olhada de canto em sua direção, mas logo voltaria a fitar o agente. – Eva, o que diabos foi aquilo? De qualquer forma, se afasta! – Já que ela investigou o passado dele talvez existisse alguma pista do que foi aquilo que ele fez. “Essa defesa não é natural dele, caso fosse ele teria evitado ser atingido pelos tiros, então deve haver algo que eu possa fazer quanto a isso. Mas essa velocidade em atacar, se ele realmente for tão ágil assim... Eu vou parar na enfermaria de novo.” Ele havia pronunciado nomes estranhos, mas quem garantiria que aquilo não era um blefe para esconder sua verdadeira capacidade ofensiva? Meus pensamentos voltavam a me corroer e justo numa situação tensa como essa, eu tinha que agir logo, antes que acabasse sendo o próximo alvo.

Por sorte eu já tinha em mente uma estratégia. “Eu ainda não entendi direito do que ele é capaz, mas se eu conseguir encaixar a finta certa, ou força-lo a escolher entre atacar ou defender...” Talvez a Major já tivesse saído de trás de mim também, afinal, não acho que uma atiradora seria ingênua em permanecer parada em meio ao combate. Não daria o luxo de Hector agir primeiro, ergueria a arma o máximo que meus braços conseguissem no ar, com ambas as mãos firmes em seu cabo. – Acha mesmo que é o único aqui que tem golpes especiais? M-MALACHITE SERIES! – Já estava irritada, e tentaria parecer ainda mais ao dar fortes bufadas enquanto berrava. Em seguida eu avançaria em direção ao agente e, estando ao menos a dois metros do agente, eu desceria a lâmina o mais depressa que conseguisse, mas não na intenção de acertá-lo. Aquilo se tratava de uma perigosa finta e, se já não fosse algo arriscado por si só, era uma manobra improvisada. Eu não havia exagerado minha fúria atoa, queria que Hector tivesse a impressão que havia ficado cega pela emoção e cometido um erro crasso que, na posição em que me encontrava, deixaria a retaguarda vulnerável para ataques.


Spoiler:
 


Aquilo não era arriscado só pelas chances do grisalho me atacar, mas também pelo que pretendia fazer depois. Se tudo ocorresse como planejado ele estaria agora distraído pela finta, e seria esse momento que testaria o limite das minhas habilidades. Tinha certeza que estava mais forte, eu já não era a mesma garota de quando me alistei em Centaurea um tempo atrás. Segundos antes da ponta da espada tocar o chão, eu usaria de todas as minhas forças para interromper o movimento da arma, o que não era uma tarefa fácil para uma pessoa comum. Em sequência pisaria a frente, inspirando o máximo de ar que meus pulmões aguentassem, e inverteria a direção do golpe, tentando realizar um longínquo corte contra Hector. “Céus... Uma manobra tão ousada merece um nome especial..." E colocando todo o ar que havia sido engolido outrora pra fora, eu vociferaria para surpreender ainda mais o agente. – HARPIE’S FLY! – Era o primeiro nome que pensei e, sinceramente, parecia fazer jus ao golpe.


Spoiler:
 


Depois da ofensiva surpresa contra o agente, eu não arriscaria minha sorte de novo, e me jogaria para trás com toda a velocidade que minhas pernas tinham, enquanto desferiria dois cortes diagonais no ar, formando um “X’ no final. Esses últimos ataques tinham a intenção de interceptar uma possível investida de Hector, então se ele não avançasse contra mim, provavelmente rasgariam apenas o ar. Com uma distância um pouco mais segura eu vasculharia o campo de batalha com o olhar para enxergar melhor a situação dos meus dois companheiros. Normalmente eu teria sido mais ofensiva, tentando atacar o inimigo mais um pouco antes de recuar, mas por desconhecer suas capacidades, preferi focar na defesa. Caso Hector avançasse contra mim novamente, eu voltaria a recuar na direção oposta, desde que houvesse espaço para tal. Se ele realmente era capaz de atacar tão rápido quanto uma bala, a melhor forma de me defender era ganhar espaço o suficiente para reagir aos seus ataques, e assim o faria caso ele se aproximasse demais, usando tudo que estava ao meu dispor, minha agilidade, acrobacias, cambalhotas e por aí vai. Em última instância, eu colocaria a espada em minha frente para bloquear os ataques que estivessem próximos demais para minhas esquivas não serem efetivas, e novamente desvencilharia do inimigo, ganhando espaço para sentir-me segura.

A parte mais problemática desse embate era que eu não estava sozinha e um dos meus companheiros já estava quase debilitado. Por conta da importância da Major e sua investigação sob nosso passado, eu não hesitaria em seguir suas ordens, caso elas fossem dadas em algum momento, talvez fossem cruciais para ganhar a batalha. Além disso, levando em conta a situação de Takeo e o estilo de luta dela, não hesitaria em interceptar uma possível investida de Hector contra algum dos dois, aproveitando do seu foco neles para realizar uma estocada, o quão profunda eu conseguisse acertar no traidor. Não conseguia evitar de me preocupar com o bem-estar deles, afinal, o inimigo parecia estar num patamar diferente de nós.

Técnica Utilizada:
 

Histórico da Garota Abacate:
 

Demais informações:
 

Objetivos:
 

Off:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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Última edição por King em Seg 26 Out 2020, 22:42, editado 2 vez(es) (Razão : Um pequeno detalhe)
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