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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap. 2 - The Enemy Within

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MensagemAssunto: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySex 06 Mar 2020, 14:46

Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 2 - The Enemy Within

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Elise Von Bernstein. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySab 25 Jul 2020, 17:47

We Are (Not) a Team, Are We?


O início da invasão foi até que... Tranquilo. Sendo sincera, conseguimos adentrar naquele prédio com uma facilidade tão grande que até me deixava intrigada. Bem, não é como se fosse questão de sorte. Foi tudo parte do plano da major. “Sim, a ajuda de Evangeline e dos outros foi crucial.” Um simples incêndio foi o suficiente para dispersar as tropas que vigiavam o local, pelo menos por enquanto, nossas preocupações seriam somente o que estava ali dentro. O que me aguardava dentro daquele prédio enorme? É o que estava prestes a descobrir. Depois de passar pelo jardim aberto, entrei pela janela e ajudei com que meu calado companheiro entrasse também, o restante provavelmente não demoraria muito para chegar. Por enquanto, estávamos num cômodo escuro, e não dava para escutar muitos ruídos vindos dali se comparado ao deslumbrante horizonte de Baterilla, com tantas cores fortes e vívidas, dava um belo de um contraste. “Tão grande que eu mal consigo enxergar aqui, céus...” É, me sentir perdida ali não era uma das melhores sensações que já tive, mas ainda assim, sabendo da presença do meu companheiro ali e, principalmente, graças as minhas habilidades furtivas, eu conseguia dar meu jeito de evitar tropeçar e causar um furdúncio desnecessário.  “Um passo errado, Elise, e toda a missão vai pro brejo.”

No final das contas eu consegui cumprir a dificílima tarefa de me guiar pelo quarto escuro. Hector e eu demos uma rápida espiada no lado de fora do quarto, e o que víamos? Nada. Não era exatamente um lugar em branco, vazio e aberto, mas sim um monte de corredores e cômodos sem presença alguma de guardas. Nós definitivamente estávamos no quarto de hóspedes, como descrito na planta do local que recebemos, e Hector estava ciente disso. “E mesmo se tivesse, não sei se ele estaria aberto para conversar sobre” É, um detalhe que passou batido foi a reação de Hector quando deixei claro que devíamos trabalhar como parceiros, e não numa relação de chefe e subordinada. O que eu posso dizer é que, mesmo com a expressão facial monótona dele, dava para perceber que não gostou muito do meu comentário. “Como se isso importasse agora... Foco no objetivo, Elise!” Eu chacoalhei a cabeça, para um rápido choque de realidade, e voltei a focar-me no presente.

Com nossas informações confirmadas, não havia com o que se preocupar naquele andar. Poderíamos passar facilmente por ali, sem causar problemas e pensar em como chegar na sala dos documentos, essa sim, muito bem vigiada e que, certamente, possuiria alguns guardas. Pelo menos foi o que pensei, até Hector agir estranho pra cima de mim. “Quê?” Arqueei as sobrancelhas, por não entender o que estava dizendo, mas pelo movimento de seus lábios, parecia ser algo semelhante a “pare.” Normalmente eu diria alguma coisa, mas por já ter falado demais numa missão que envolvia discrição, optei pelo silêncio e, em segundos, a resposta veio. Uma voz indagava se havia alguém no quarto de hóspedes, e junto dela, passos, que ficavam mais altos quanto mais se aproximavam. “M-Merda! Devem ter percebido a porta aberta.” Minha intuição me faria agarrar o cabo da espada de imediato, mas antes que eu prosseguisse, Hector voltava a gesticular e, mesmo eu que não sou muito boa em comunicação, conseguia entender o conteúdo da sua mensagem. “Então ele vai cuidar disso?” Para alguém tão calado, ele sabia falar bem, ao menos através de gestos. Ainda assim, eu não largaria minha arma, pois queria entender como o revolucionário cuidaria do nosso problema.

Me limitaria a me esconder ainda mais nos cantos escuros do cômodo, escondendo minha presença e desembainhando levemente minha espada. Com o olhar fixo na entrada do quarto, eu esperaria pelo encontro inevitável dos dois para, então, decidir o que faria. Se notasse uma mínima resistência por parte do homem ao que Hector fizesse, uma tentativa de escapar, gritar ou pedir por ajuda, não hesitaria em sair do meu esconderijo e golpeá-lo com minha arma, com força suficiente para nocauteá-lo ou, caso preciso, mata-lo antes que chamasse atenção demais. Com a ameaça resolvida, comunicar com meu companheiro se tornaria mais uma vez necessário e, infelizmente, eu não tinha aquela habilidade com gestos que nem ele, então teria de falar, mas, dessa vez, tomando alguns cuidados. Me aproximaria de Hector e murmuraria o que tinha em mente. – Então... Agora que cuidamos dessa questão. – Olharia para o intruso, que provavelmente estaria morto ou inconsciente no chão. – Tem alguma ideia de como vamos chegar lá em cima? Pois eu tive. – E explicaria meu plano para Hector, chegando ainda mais perto e cochichando. Mesmo que sentisse repulsa dessa proximidade, ainda mais do revolucionário apático. – Que tal se você usar as roupas desse cara... – Eu não sabia exatamente o que ele estava vestindo, mas, levando em conta que estava patrulhando os corredores do prédio, ele provavelmente era um guarda, e suas vestes deveriam ser padrão para todos os outros que teriam por ali. – Para você se disfarçar como guarda, e passar com tranquilidade por esse andar? Talvez consiga até mesmo chegar no segundo com tranquilidade. – Eu esperava convencer Hector com minhas palavras, pois não fazia ideia se quem estava naquela casa sentiria falta do homem que acabara de sumir. – Enquanto você consegue passear com tranquilidade, eu vou me esgueirando, sempre próxima, e você vai me dando sinais para ficar atenta. Se algo acontecer, desde que estejamos próximos... Eu consigo bolar uma distração. –

É claro que ficaria meio envergonhada por elaborar um plano daqueles, mas não via um desenrolar mais frutífero para nós. Um guarda cair de bandeja para que abatêssemos? Não é algo que acontece todo dia. Torcia para que Hector não visse minha liderança como uma afronta, e sim uma forma eficiente de prosseguir com a missão. Se concordasse, eu ajudaria com tudo que pudesse para seu disfarce ficar convincente. Retiraria o uniforme do homem caído, ajudando meu companheiro a se vestir, e, se necessário, também procuraria por um adereço para que ele usasse na cabeça pelo cômodo de hóspedes. Algo que não fugisse muito do estilo da vestimenta do guarda. E, é claro, se houvesse alguma mancha de sangue na roupa, por conta do abate do homem, daria um jeito de escondê-la, com algo que encontrasse no cômodo, ou tentaria limpá-la, ao menos diminuir os indícios que fosse... Sangue. Por fim, com tudo ocorrendo certo, esconderia o corpo do homem, estivesse ele morto ou desacordado, no cômodo, num armário, no mesmo canto escuro que me escondi, e sairia dali. Com a porta fechada, gesticularia para Hector, disfarçado de guarda, avançasse com a missão, enquanto me esgueiraria pelos corredores, um pouco recuada dele, utilizando as informações memorizadas da planta me guiar. Se tudo ocorresse bem, já estaríamos próximos do segundo andar.

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Takamoto Lisandro
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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySex 31 Jul 2020, 17:42




The Enemy Within
Hora de Snake



O som dos passos era suave, a bota que o guarda usava não era pesada e quanto mais se aproximava daquele quarto de hospedes os agentes se transformavam nas sombras, não demorou muito tempo para o barulho sumir por completo. Ele se encontrava em frente a porta, levou sua mão a maçaneta apertando amistosamente vendo que não estava fechado assim como viu em sua ronda. Pensou a porta poderia estar com algum problema e abriu sozinho, porém não podia confiar numa simples possibilidade dessas quando trabalhava para o governo. Oliver é um agente novo, foi criado para se tornar um, correspondendo as expectativas prosseguiu para esta carreira e como primeira missão ficou a cargo de proteger uma das bases secretas de sua organização, não podia se dá ao luxo de falhar e prosseguir com seu trabalho.

Abriu a porta devagar primeiramente observando tudo pelo pequeno feixe escuro, seus olhos âmbar brilhavam naquela escuridão, o fio de uma lâmina reluzia com a pouca luz da rua que atravessava a janela. A mão da gatuna segurava o cabo de sua espada enquanto Hector assegurava que não iria ser pego, o guarda não via nada de início, mas ouviu o fino som da espada de Elise tremular e rapidamente se pôs a abrir a porta retirando do coldre sua pistola que direcionou em direção a garota, puxando o gatilho rapidamente. Nenhum som ecoava no local, foi em questão de segundos que o agente antes preparado para um emboscada se encontrava entrelaçado com os braços do revolucionário que havia lhe pego e firmou fortemente um agarrão que não conseguia mover e nem mesmo falar já que sua laringe e faringe estavam sendo pressionadas, sem oxigênio suficiente para circular em seu cérebro logo perdia a consciência e falhava em sua primeira missão.

Recolhendo o corpo para dentro do cômodo e fechando a porta, Hector e Elise se entreolhavam para saber o que fariam depois. Não tinham informações pelo modo operante que a base do governo funcionava, o prateado vasculhava o corpo do rapaz e achava um pequeno den den mushi, este que parecia de baixa frequência e de um raio menor, deveria ser usado para a comunicação de todos os presentes na casa. A senhorita abacate tinha uma ideia de chegar ao segundo andar, este se consistia em um disfarce, não era ruim, porém seria difícil se infiltrar assim já que todos os rosto deveriam ser reconhecidos entre a equipe de segurança, porém se fossem de maneira discreta sem fazer confrontos diretos, a ideia poderia trazer resultados. Estavam próximos o suficiente para darem um beijo, tinha que ficar próximos para se falarem sem fazer zoada. – Devemos ser rápidos, é questão de tempo descobrirem, não acho que poderemos responder ao den den já que é comum usarem códigos. – Relatava tentando empenhar um papel de cooperação.

Despindo o guarda e colocando mordaças em suas mãos, pernas e boca. Hector se despia ali mesmo na frente de Elise, este que retirava a camisa primeira e mostrava que seu corpo foi lapidado com excelência tendo músculos definidos, porém havia uma cicatriz marcante em seu peito esquerdo, era a marca de um corte de espada que parecia ter sido bem profunda. Ele não ligava para vergonha, estava em missão e também não ficaria nu, só mudaria as vestes superiores e depois as inferiores, não era um show de strip, a revolucionária poderia muito bem virar de costas ou fechar seus olhos. Já camuflado em seu papel, ele abria a porta e escondia seus cachos prateados pelo boné que o agente usava em serviço. Sua feição parecia mais aterrorizante do que séria, passando um clima tenso, talvez estivesse nervoso, mas Elise não poderia achar isto.

Ele olhava para os lados no corredor e assegurava que estava seguro permitindo por sinal que Elise saísse dali, trabalhariam em dupla, um na luz e outro nas sombras. Após algumas caminhadas e alertas de outros guardas fazendo suas rondas, a dupla parava e permanecia inerte, mesmo disfarçado, Hector não buscava fazer contato. Até que então chegam ao hall principal e viam um guarda na porta e nada mais, este ficava de olho nas duas únicas escadas para chegar ao segundo andar, além que fazia contato visual direto para as escadarias e passar por ali sem ser percebido era praticamente impossível.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptyQua 12 Ago 2020, 11:38

Dirty Deeds Done Dirty Sneak


Foi por pouco, por muito pouco, que a situação toda não foi, como diriam alguns velhinhos de Shells Town, pro brejo. Quando me preparei para ajudar Hector na investida contra o agente, não imaginava que seria eu, perita em furtividade, que acabaria sendo detectada. “Merda!” Mas o problema foi resolvido tão rápido quanto um lampejo de trovão, o revolucionário nocauteou o guarda antes que tivesse chance de reagir. Talvez eu não deveria ter me preocupado tanto com seu desempenho, ele certamente deve ser mais experiente que eu, pelo menos no quesito de discrição. Em resumo, eliminamos a ameaça com sucesso, mas eu ainda ficava zangada por ter sido, brevemente, detectada pelo agente, antes dele ser estrangulado pelos fortes braços do meu companheiro. Mas nem tudo saía mal na missão. Contei ao revolucionário meus planos, que concordou sem pestanejar, ainda que tenhamos de um jeito bem... Desconfortável. “Não dá pra esconder o quão vergonhoso é falar isso tudo tão próxima dele... Mas que se foda!” Conversar a poucos centímetros do rosto dele me dava calafrios, sentia uma enorme vontade de simplesmente sair correndo dali com as mãos escondendo meu rosto, mas não poderia me dar um luxo de pensar assim numa situação dessas. Afinal, nossas vidas estavam em jogo, e precisávamos agir rápido.

Hector se despiu em um pulo, sendo sincera, foi realmente assustador a velocidade com que começara a se trocar. Como eu não esperava aquela agilidade do brutamontes, eu reagi dando uma pisada para trás e me virando para trás. “Será que custa avisar?!” De testa franzida e nariz torcido, eu reclamava comigo mesma com a falta de decoro de Hector. E foi num piscar de olhos que ele estava se vestindo como um guarda, mas me avisou para agirmos rapidamente. Ele encontrava um objeto estranho, algo que eu nunca havia avistado antes e parecia... Um desses caracóis nojentos? Não conseguia entender o que ele estava falando, mas aquele bicho parecia estar relacionado a comunicação por códigos. Algo tão bizarro atiçava, um pouco, minha curiosidade, mas me contive. "Agora não é hora de ficar curiosa, vamos!” Apenas assenti com a cabeça e prossegui com o plano, apesar de não entender bulhufas do que um “den den” significava.

E então saímos do quarto, sabendo que o tempo para agir ficou mais diminuto. “Assim que aquele guarda a-acordar...” E um turbilhão de pensamentos vinha a minha cabeça. “Será que não era melhor ter matado o guarda? Mas isso não importa... Uma hora vão tentar se comunicar com ele, vão notar que não tá respondendo, e aí, e aí...” Não foi fácil manter-me calma naquela situação, mas fiz o possível para transparecer tranquilidade. Por sorte, o experiente revolucionário ao meu lado parecia bem mais sereno. Ele incorporava um olhar aterrorizante, como se fosse algum tipo de guarda sanguinário. “Isso só pode significar que ele tá tranquilo... Né?” Mas a incerteza ainda me consumia. Apesar de todos os desfechos negativos que nossa estratégia poderia ter resultado, conseguimos passar do primeiro andar facilmente! Suspirei aliviada, juntos, conseguimos passar quase invisíveis por ali. Gastar horas e mais horas treinando com Kyomi foram realmente uma benção. "Kyomi...”

Infelizmente, nossa maré de sorte estava prestes a acabar. Frente a frente com a escadaria para o segundo andar aonde, se não me engano, estava nosso objetivo, havia um guarda, com olhar fixo nas duas escadas que levavam até ele, e isso era um baita dum problema. “Pelo que me lembro da planta, esse é o único acesso até lá. E esse imbecil não para de olhar pra cá...” Não havia forma de passar, não por ali, sem ser detectada. Mesmo oculta nas sombras, era perceptível que as escadas não davam muito espaço para me esconder. Tinha que pensar rápido antes que algum guarda estranhasse Hector perdido. Na minha cabeça, eu só via uma única possibilidade de não falharmos, era muito mais arriscado do que me esgueirar escondida pelas sombras. “Eu.... Não creio que vou fazer isso!”

Primeiramente, me certificaria de esconder muito bem minha espada, a arma não poderia ser vista de jeito nenhum. Depois, bagunçaria meus cabelos, deixando com que as madeixas escondessem parte do meu rosto. Em seguida prosseguiria, desarrumando minhas roupas, deixando minhas curvas, e braços, mais à mostra. Depois disso tudo, eu tentaria me comunicar com Hector, infelizmente, eu não era tão boa com sinais quanto ele, então faria tudo, dentro do possível, para chamar sua atenção, de forma discreta. Se conseguisse, até mesmo sussurraria. – Ei, ei! Olha pra cá! – Seria então que faria uma das, se não a maior, humilhação de toda minha vida. Eu sairia das sombras, andando com um gingado hipnotizante na direção de Hector, entrelaçando meus braços em seu pescoço, com um sorriso forçado, mas que, de longe, pareceria natural. Por dentro e, pelo meu tom de voz, o nervosismo era nítido.  Me aproximaria bem dos ouvidos de Hector, e sussurraria a seguinte frase. – F-Fin-Finja... Q-Que acabamos de... – Eu não tinha coragem de sequer terminar de dizer aquilo, mas para um homem de poucas palavras como ele, seria fácil entender o que queria dizer. Seria então que, tão próxima de Hector, andaria para o segundo andar, e torcia para que ele acompanhasse meu movimento. Enquanto subisse as escadas, tentaria fazer com que cada movimento meu fosse o mais sensual possível. “Com essas vestes e comportamento, ele tem que acreditar que sou uma dessas Cablés.” Eu sabia o verdadeiro significado da palavra, mas no momento de estresse, a única coisa que me veio a mente foram as palavras de Marley.

Durante o trajeto até o segundo andar, eu tentaria me acalmar o máximo possível. Continuaria fingindo que era uma garota da vida, deixando isso claro na minha forma charmosa de andar, antes que chegássemos até o guarda, me aproximaria mais uma vez dos ouvidos do disfarçado – Assim que ele nos seguir... Cê já sabe né? – Não me daria o luxo de falar muito e, assim que terminasse de falar, aceleraria o passo e brincaria com o chapéu de Hector, abaixando-o e deixando seu rosto ainda mais escondido, enquanto soltava alguns risos sensuais. Nos já devíamos estar próximos do guarda, e seria então que guiaria nossa caminhada para a direção que houvesse um cômodo, ou local, mais silencioso e reservado do segundo andar. Durante essa passagem, com um dos braços soltos, eu o pressionaria de leve contra meu busto, fazendo meus seios parecerem maiores do que realmente são. Próxima do guarda que vigiava a escada, continuaria com as risadinhas, diminuiria o passo e faria contato visual com o mesmo. Eu estava nervosa, mas tentaria me segurar o máximo possível. “É hora de saber se o ruivo foi um bom professor.” Digamos que eu já tinha uma voz que se destaca. E a faria soar ainda mais hipnotizante e angelical. – Ei, garotão...  Por que não se junta à nossa diversão? – Fitaria fortemente o guarda por apenas alguns instantes e continuaria andando junta de Hector. Soltaria um sorriso de canto e em simultâneo deixaria a movimentação dos quadris ainda mais erótica, enquanto sumia de sua vista.

Sim, todas as minhas fichas foram apostadas em seduzir o guarda, ainda que ele não nos seguisse, pelo menos teríamos chance de passarmos despercebidos. Se continuasse em seu posto, continuaria junto de Hector até que encontrássemos um local seguro o bastante para conversarmos mais a vontade. – E agora? – Estava tão focada em não surtar com o que acabei de fazer, que meu senso de direção ficara prejudicado. Se o guarda nos seguisse, então o melhor seria, realmente, adentrar num cômodo vazio. Assim que todos os três estivessem dentro no local, eu mesma fecharia as portas, daria uma fitada sugestiva em Hector, para se preparar, e, num momento de distração do guarda, sacaria minha katana e tentaria acabar com sua vida em único golpe, conforme fosse mais vantajoso na situação, seja atravessando pelas costas ou cortando o pescoço. – Desculpa, mas não quero correr o risco desse daí acordar. Agora, para onde vamos? – E, ao fim dos possíveis desfechos, eu diria a mesma frase para meu companheiro da revolução. – Conte sobre o que rolou aqui pra qualquer um, e eu garanto que te mato. –

Histórico da Garota Abacate:
 

Demais informações:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySeg 17 Ago 2020, 21:42




The Enemy Within
Hora da L O U C U R A



Escondia sua espada colocando sua bainha para trás inclinada para as curvas de seu traseiro ficarem realçadas ao olhar do vigia das escadas, o plano da garota consistia em usar de suas peripécias aprendidas pelo ruivo para fisgar o agente e assim poderem subir para o segundo andar, esta tornava sua silhueta e modo de andar ainda mais sexuais assim como seu rosto que se tornava belo e rosado como de uma flor chamada rosa. Se aproximava de seu companheiro disfarçado que sentia a respiração de Elise próxima dele, suas falas indicavam o possível plano que a mesma havia bolado ao ver que o inimigo não sairia de seu posto já que depois de alguns minutos nem sequer se mexeu.

O revolucionário havia tomado a frente da mulher, Hector disfarçado ainda instigava a si mesmo para resolver o problema de ela não ser detectada, porém o plano da mesma consistia em sua revelação. Hector não reagiu como o conforme, sua expressão fria e calculista sequer teve algum espasmo ao notar que o vigia havia notado a moça e ainda por cima, ela se enroscava ao seu redor exalando luxuria. – Ei! O que diabos é isso?! – Perguntou o guarda vendo os dois, a aproximação calma do revolucionário se tornou uma conversa mais tensa e agressiva. – Quem essa mulher!? – Falou quase gritando o agente, este só guiou sua mão para a empunhadura de sua espada, estava claramente nervoso, não era normal haver alguém além dos responsáveis pela supervisão do local na base. – Calma! – O rosto se moldou em confusão e surpresa, Hector começava a atuar de forma inesperada com sua natureza calma. – É minha namorada! – Ele dizia rapidamente com as mãos levantadas e erguidas para frente.

A face do inimigo demostrava raiva, o importante agora é que mesmo vendo o rosto e ouvindo a voz de Hector, o vigilante não notou que o mesmo não era realmente um agente, possivelmente os encarregados do perímetro não se conheciam diretamente ou haviam trocados breves palavras, mas havia o fato que Elise baixou o chapéu do mesmo deixando a face do revolucionário escondida. – Como ela entrou aqui?! Você sabe que isso é contra tudo que foi ordenado? Não tem medo de perder sua carreira ou melhor morre?! – Vociferou feito uma fera. – É que é o nosso aniversário de namoro, eu, eu, eu.. Desculpa, eu fiz ela entrar pela janela. – As veias saltavam da testa do agente, ele ainda continuava com sua mão na empunhadura, porém passava a outra em sua cara. – Eu vou falar pro superior, você não escapa dessa. Vou avisar que vai haver uma saída da base, qual é seu nome mesmo? – Ele indagou retirando o mesmo tipo de den den mushi que a dupla de revolucionários havia conseguido e o ligando de imediato, podiam ouvir o som e o vibrar do chamado no bolso do Hector.

Em breves segundos a missão iria para o ralo, se dissesse um nome que não ninguém conhecia, teria sua identidade descoberta além que se Elise saísse, teriam um membro a menos e ainda possibilidades maiores ainda da missão falhar. Teriam que fazer algo neste instante para tudo não ir ralo abaixo.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptyTer 25 Ago 2020, 19:22

Boy, Was I Wrong


Eu não sabia o que raios passou na minha cabeça, mas realmente cogitei que aquele plano ridículo tinha a mínima chance de dar certo. No final das contas, não deu. Eu e Hector estávamos encurralados por um guarda neurótico, prestes a contatar os colegas através do tal comunicador “Den Den Mushi” e, em questão de segundos, a missão ia pro brejo. “M-Mas que merda! Eu...” A vontade era de bater minha própria cabeça contra o chão repetidas vezes talvez, assim, essa porcaria começaria a funcionar de novo. “Como eu pude pensar numa idiotice dessa?! Em Briss as coisas ocorreram tão bem...” A vontade de me flagelar era enorme. Só de imaginar o que Hector, que estava se virando para elaborar uma desculpa convincente de uma mulher estar passeando por aquelas bandas, estaria pensando, me deixava ainda mais aflita. "E o que a Evangeline vai pensar? O Marley? O Takeo? Porcaria, vai todo mundo me matar! Ainda mais o ruivo, ao saber que eu tentei passar assim...” Agora tínhamos, realmente, uma chance enorme de falhar. “Essa é minha primeira missão com essa célula e eu... Eu já estraguei tudo.” Naquele curto período de tempo que, aos meus olhos, não parecia acabar, só tive forças para cerrar os punhos, frustrada com minha ingenuidade.

“NÃO!” Mas eu simplesmente não conseguia ficar inerte naquela situação. Talvez fosse a revolta comigo mesma, ou então minha falta de paciência, mas eu tinha de resolver o problema que me meti de algum jeito. Mesmo que eu fosse descoberta, eu tinha que garantir que Hector conseguisse se safar para terminar a missão. Assim que o guarda exigia mais informações do revolucionário, eu daria um passo à frente, me aproximando dele. Com o coração quase saltando da garganta afora, era a minha vez de conversar com o homem. – C-Calma! O nome dele tá escrito, bem aqui! – Eu usaria a mão destra e apontaria para um ponto aleatório do tronco de Hector e, com o guarda distraído ou não, seria nesse momento que eu me impulsionaria ainda mais em sua direção. Com a mão canhota livre, a arma escondida seria revelada, desembainhada com o auxílio da destra, e a bainha seria arremessada na direção do rosto do inimigo, mas antes o braço oposto seria utilizado para um corte na mão, ou pulso, que carregava o "Den Den Mushi". Eu fitaria momentaneamente Hector, e esperava que ele entendesse o significado daquilo. “Sai daqui, corre na frente... Qualquer coisa...” Em seguida, eu remanejaria a espada, dançando com seu fio no ar na tentativa de dilacerar o pescoço do oponente no processo. Com sucesso, ele estaria sem o comunicador e incapacitado de falar. Mesmo que ele conseguisse se esquivar ou bloquear uma das minhas tentativas de ataque, eu tentaria novamente ataca-lo com o mesmo objetivo, mas dessa vez invertendo a ordem. Primeiro um golpe na garganta, para depois separá-lo de seu comunicador. E para garantir o sucesso nessa possível segunda investida, eu faria o possível para surpreende-lo, seja utilizando um ataque diferente, como uma estocada, ou diferenciado a direção do ataque, pela horizontal, por exemplo. Não me importaria de ser acertada pelo inimigo, desde que estivesse no alcance para conseguir incapacita-lo com os ataques descritos anteriormente.

Com sucesso, o perigo da missão falhar teria diminuído, mas ainda não podíamos relaxar. Se meu companheiro revolucionário ainda estivesse no segundo andar, com ainda menos paciência, eu apontaria para a porta e diria, zangada. – Anda! – Eu sabia que a falha tinha sido minha, mas o estresse não me deixava pronunciar nada que não fosse arisco. Com ou sem Hector por perto, eu seguiria em frente, rumo ao segundo andar, tentando me esgueirar sem chamar a atenção, mas, dessa vez, com uma das mãos firmes na espada. “O escândalo que aquele desgraçado deu deve ter sido o suficiente para alguém suspeitar. Mesmo assim... Ainda tem o outro desmaiado no quarto... Puta merda!” Por mais que eu tentasse, era inútil não ficar descontente com a situação que eu acabei me metendo. Na infelicidade de ser atacada no segundo andar, eu faria o possível, através das minhas acrobacias, furtividade e, em último caso, a intercepção da minha espada para evitar os ataques e me ocultar novamente. Com sorte, eu seria capaz de continuar meu percurso até o bendito objetivo.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySeg 31 Ago 2020, 20:01




The Enemy Within
Hora da L O U C U R A²



A tensão estava no ar e querendo escapar dali e morrer ao mesmo tempo era a Elise, a garota havia se colocado num jogo de sinuca ficando totalmente encurralada assim como Hector que suava frio por um momento, ele sabia o que estava por vim, se não fizesse nada, ambos ou Elise iria acabar em maus lençóis e a missão seria completamente arruinada. – Seu nome? – Ele perguntou mais uma vez e foi direcionando o den den mushi para sua boca, naquele momento a espadachim apenas pensava em uma única alternativa, teria que executar ele antes que tudo fosse por água abaixo, porém a baixa seria notada após alguns minutos já que não há somente um guarda que faz a rota e tem visão das escadarias. – Se-nhor! – A voz do revolucionário falhava, foi quando um barulho alto era ouvido e o den den mushi era atendido e não fazia a chamada. – Chamando bloco C e A para averiguar na área P. Possível intruso, cor amarela. – Era uma voz séria e fria, poderia dizer que era Hector falando normalmente, mas o timbre certamente era diferente. – Certo, mas..! – O guarda tentava informar sobre o agente e sua namorada. – Façam a varredura o mais rápido, é uma ordem! – A voz repetia.

Tsk. – O homem observava o casal. – Tire ela daqui logo, temos que fazer a varredura. – Ele ia na frente deixando a porta da frente aberta, se saíssem poderiam dá de cara com outro agente e ter que mais uma vez encenar ou correr o risco de serem verdadeiramente pegos. – O que você estava pensando? – Disse irritado, levava seus dedos aos seus olhos os fechando e massageando, escorria da sua bochecha até seu queixo um pingo de suor. – Temos de finalizar a missão rapidamente. – Ele falava encarando a cabo. – Escapamos por um triz e pode ser que Marley ou Isaac possam ser pegues, pois esse barulho com toda certeza não foi qualquer coisa.

O pensamento era rápido e ele já subia as escadas em uma corrida rápida. – Vamos logo! – Ele fazia a frente já que estava disfarçado e poderia encenar por alguns segundos depois de apagar qualquer agente que aparecesse, a chave do sucesso se daria ao fato de usar o tempo que estão distraídos para achar os documentos na sala prevista. – A sala. – Ele falava ao avistar o corredor em qual a porta estaria, porém se deparavam mais uma vez com um desfecho incrédulo. – Onde está.. a porta? – Não havia nada mais que uma parede maciça de madeira. – Uma entrada secreta talvez? Mas não há nenhum mecanismo.. – Fitava a sua parceira tentando entender e ouvir alguma ideia da mesma. Olhando bem, existia apenas pequenos furos, quatro no total, estes ficavam próximo e apenas isto, pois o diâmetro só cabia o fino cabo de um clip.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySeg 07 Set 2020, 17:41

Solving The Puzzle


Aquele guarda teve sorte. Por pouco, pouquíssimo mesmo, eu não avancei pra cima dele e cortei sua garganta antes de ter a oportunidade de continuar nos escrachando como se fosse algum tipo de autoridade. “Bom... De certa forma ele é, num é?” O importante é que, por algum motivo, o destino resolveu jogar ao nosso favor: Aconteceu uma invasão na casa, e o guarda logo partiu de onde estávamos, antes de ter a chance de revelar nossos disfarces pro restante da equipe. Assim que ouvi a palavra invasão sair da boca do estranho caramujo, uma visão passou pela minha mente. “Será que... É a equipe de suporte?” Isso não poderia significar algo positivo. A informação que eu tinha era pouca, mas o suficiente para atiçar minha paranoia. “Se são eles e agiram dessa forma, isso significa que.... Significa que...” Eles devem ter notado o que aconteceu comigo e com Hector, ou então estão preocupados com a duração da missão? Eu não sabia o quão longa uma missão de infiltração assim deveria acontecer, então não dava pra descartar essa possibilidade. Independente do que fosse, aquilo, somado ao meu fracasso com Hector, foram mais do que o suficiente para acender meu sinal de alerta. Temos que aproveitar muito bem o tempo que fomos agraciados por ninguém menos que a sorte.

Assim que o soldado saiu de vez o que eu já imaginava aconteceu. Hector reclamou da minha conduta e, sendo sincera, não posso negar que a minha ação foi imprudente, mas ouvir aquelas palavras me irritavam mesmo assim. – Tá, tá bom! Só... Vamos. – Cocei a cabeça, como se tentasse, futilmente, ajudar no meu raciocínio, enquanto escutava de cabeça baixa o restante do sermão do revolucionário.  Em seguida, percorri o caminho que nos restava em direção a maldita sala dos documentos, atrás de Hector e tomando o cuidado redobrado ao passar pelos corredores do casarão. Queria me garantir de não cometer o mesmo erro esdrúxulo de antes, afinal, eu fui treinada para me esconder. “E eu não aceito, de forma alguma, ser a razão dessa missão falhar.” Nem que custasse minha integridade física, eu preferia sair bem sucedida dali do que ser julgada como uma inútil por uma célula inteira.

E finalmente alcançávamos a porcaria daquela sala, mas não sem sermos surpreendidos, é lógico. “Essa porcaria de governo fica de joguinho até pra isso? O que deve ter lá dentro? Mais um ciborgue sequelado pra dificultar minha vida?” Foi um engano pensar que, assim que a sala fosse alcançada, eu poderia me tranquilizar, ainda que um pouco. O que vi na minha frente era uma enorme porta de madeira sem nenhuma maçaneta evidente. Eu olhei para aquilo, sem entender o que estava acontecendo, levemente encucada.  Foi então que o comentário de Hector despertava minha atenção. “Entrada secreta?” De fato, não havia nenhum jeito óbvio de abrir aquela porta, mas eu conseguia enxergar quatro entradas na parede, mas o tamanho era pequenino demais para caber uma chave. “Deve ser alguma combinação. Talvez... Se eu fizer o que aprendi em Centaurea, ela deve abrir.”

Começaria a tatear meu corpo, minha mochila, caso eu tenha a trago comigo, em busca de algum objeto que conseguisse usar para arrombar a porta de madeira. A julgar pelo tamanho dos buracos, talvez com uma pinça, clip ou algo parecido eu conseguiria destravar a porta sem chamar muita atenção. Caso não achasse, restaria perguntar para o meu parceiro, já que, provavelmente, a sorte não seria boazinha a ponto de fazer uma pinça aparecer de bandeja na minha frente. – Acho que consigo destrancar essa porta. Tem uma pinça, haste de metal aí? – Antes de prosseguir com o planejado, eu fitaria brevemente Hector, eu não conseguia tirar da cabeça o fracasso que cometi no andar debaixo e tinha que me precaver antes de agir. – Mesmo que alguém me veja tentando arrombar essa parede, não largue seu disfarce. Alguém tem que terminar essa missão. – Se por ventura um de nós tivéssemos o objeto necessário, eu me agacharia, olhando nos cantos dos olhos para garantir que Hector não me espiava naquela posição e introduziria os instrumentos nos buracos, um por um, os forçando levemente. Tentaria mais de uma vez, afinal, por haver quatro daqueles pontos, talvez fosse necessária uma combinação específica para abri-los. No caso daquela estratégia não funcionar, eu realmente não conseguia imaginar nenhum outro de jeito de entrar ali. – Valeu a tentativa. – Sussurraria pra mim mesma.  Isso também seria dito se não achasse as ferramentas para tentar destrancar a porta, parede, ou seja lá o o termo correto para o que estava na minha frente. Numa última tentativa, quase que desesperada, eu tatearia o paredão a minha frente, na esperança de que, como nas histórias infantis que já ouvi, houvesse alguma alavanca secreta ou algo do tipo que fizesse com a porta abrisse. – Eu realmente não sei o que fazer. – Seria honesta com meu parceiro. Se por algum milagre o que pensei funcionasse, ainda que não fosse exatamente uma porta, eu adentraria de uma vez, para não ficar exposta no corredor. Se nada funcionasse, eu vasculharia o local com os olhos, procurando um lugar para me esconder e pensar em algo melhor. “Vamos Elise, você consegue! Não é possível que essa merda não tenha nenhuma entrada.”

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptyDom 13 Set 2020, 17:26




The Enemy Within
Hora da L O U C U R A³



Os buracos são fechaduras? – Ele analisava passando seus dedos nos buracos e retirando seu boné passando sua mão nos seus cabelos prateados. – Tenho isto. – Ele esticava sua mão a abrindo e revelando um item necessário para abrir a porta secreta, aos conhecimentos de arrombamento de Elise, ela olhava e examinava o que deveria fazer para prosseguir com sua missão, cada buraco havia um numero de destraves que deveria ser ativado, desde um ao sete, sendo assim demoraria um tempo para os livrar da barreira a sua frente. – Farei o necessário para finalizar esta missão. – Ele falava em seco olhando aos redores, assim como a cabo havia ordenado, um deles teria que terminar o serviço, os dois não poderiam ser pegos em hipótese alguma tanto que havia uma equipe de suportes para nenhum deles ser preso.

Não havia tempo, Marley ou Isaac corriam perigo e eles também, a gatuna cumpria seu serviço com maestria. A porta ia abaixo em um ritmo lento enquanto mostrava uma passagem secreta constituída de uma escadaria branca assim como as paredes do corredor que iam para baixo. – Fique cautelosa. – Hector dava o primeiro passo em direção, a cada passo luzes ascendiam e ao se distanciarem apagavam dando a parecer que as luzes tinham um sensor de movimento ou algo bem mais avançado. Elise devia cuidar das costas de seu parceiro enquanto o mesmo fazia a linha de frente com seu disfarce, porém não havia qualquer alma viva além dos dois naquele recinto, e no final da escadaria mais uma porta só que aberta.

A sala também era totalmente branca com apenas uma escrivaninha no meio de toda a sala, não se podia ver nenhum objeto além daquele. – É estranho. – Falava Hector dando passos com calma observando os cantos da sala. – Pode ser uma armadilha, os documentos devem estar na escrivaninha, você deve conseguir arrombar. – Ele deixava nas mãos de Elise, ela já havia estragado a operação antes, agora era mais uma chance para brilhar e usando da mesma ferramenta conseguiria abrir, as informações em arquivos deveriam remeter pontos importantes sobre a organização e projetos, porém o que poderia ser visto era uma lista de pessoas com nome e codinomes tanto quanto suas fotos, parecia uma lista de participantes do governo mundial, ou seja, eram agentes e suas verdadeiras identidades.

Cada arquivo traria grandes benefícios por revelar todos os peões usados neste jogo de gato e rato, ao passar cada vez mais, Elise se depararia com duas pessoas que já havia conhecido, naquele monte de papel e informações havia a foto de Hector e Marley. – Rápido, temos que sair daqui logo. – Falava Hector olhando para a moça. – Pegou os arquivos?


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptyQua 16 Set 2020, 20:51

Traitor's Requiem


Para a nossa sorte, Hector possuía um utensílio perfeito para resolver o problema. Com a ferramenta em mãos, foi apenas questão de tempo para destravar a porta. “Quem diria? Isso realmente era uma porta.” Eu esbocei um sorriso de leve, afinal, o quebra-cabeças não fora tão complexo quanto imaginei, apesar de ser um pouco demorado. Talvez, com o tempo, eu consiga arrombar portas mais rápido, a sensação de ficar tanto tempo com a retaguarda vulnerável, num local cheio de inimigos era de arrebitar o coração. E enfim estávamos dentro da sala, que conseguia ser tão esquisita quanto a porta. Um local tão claro quanto a luz do dia, ainda que fosse uma escadaria que ficava mais profunda a cada passo que dávamos para baixo. E falando em passos, aquele corredor esquisito parecia sincronizar o lampejo de suas luzes com nosso movimento. Era bem assustador. “Mas é claro, como tudo que essa maldita organização faz.”

O lado bom é que alcançamos o ponto que queríamos, mas nós ainda estávamos sujeitos a todo e qualquer ladainha que o governo havia tramado ali. Por conta disso, seguimos com a estratégia anterior, Hector seguiu a frente e eu vinha logo em seguida. Após um tempinho nas escadas, chegávamos a uma porta que, por algum motivo, já estava aberta. “Isso é estranho... Eles não dariam um vacilo desses.” Se havia uma coisa que havia aprendido na minha curta estadia no Exército Revolucionário, é que subestimar nosso inimigo era um tremendo dum erro. Eles se aproveitariam do menor dos detalhes para nos acertar em cheio. “Merda, eu não consigo me conter...” Seja para o bem ou para o mal, uma simples porta aberta já me deixava neurótica. Adentramos a sala e a única coisa que enxerguei naquela imensidão de branco era uma escrivaninha, fora isso, estava vazia. Hector, assim como eu, e acho que qualquer outra pessoa com o mínimo de experiência nessa profissão, estranhou aquilo. Não havia muito a ser feito no cenário em que nos encontrávamos, então assumi o risco e me aproximei da escrivaninha enquanto meu parceiro dava cobertura. “Eu juro, se houver alguma gracinha nessa sala...” Só de imaginar o que poderia acontecer ali fazia minha ranzinza se intensificar. Mas, ao contrário de todas as expectativas, ao arrombar a escrivaninha tudo que eu pude encontrar eram os documentos que estávamos à procura. Eu respirei fundo, aliviada, e comecei a xeretar cada um dos arquivos que deslizavam pelos meus dedos, eram tantas informações que, por um breve momento, eu deixei escapar um pequeno riso de felicidade. “Não... Isso, isso não pode ser real...” Até que, em certo momento, meu mundo desabou.

A cada documento que eu folheava, eu via diversas informações sobre vários agentes do governo, o que incluía seus verdadeiros nomes e uma foto que ilustrava suas aparências. O que eu menos esperava encontrar ali eram informações de pessoas que confiava, revolucionários, não, traidores da revolução. Encarei aqueles nomes com os olhos arregalados, ainda incrédula que Hector e Marley estavam metidos nas falcatruas do governo. Por um singelo momento, eu apertei os documentos com toda força que meus polegares tinham. A minha vontade era de cortar a cabeça de um dos falastrões ali mesmo, mas havia uma coisa, uma única coisa que me impedia de acabar com ele ali mesmo. “Eu... Não vou falhar nessa missão. Não de novo.” Meu raciocínio estava correto. É claro que havia uma armadilha na sala, o bastardo não estava mentindo. De repente, os últimos eventos da missão, aparentemente desconexos, faziam sentido. “Ele poupou a vida daquele guarda... Aumentando o risco de falharmos. Na hora em que seríamos descobertos, o time de suporte agiu no último segundo. Eu não desconfiaria disso, mas, o outro traidor está nele... O que esses desgraçados estão planejando?” Estava furiosa por descobrir a traição, não só pelo risco de falhar como revolucionária, mas sim por ter acredito neles, em especial em alguém que me parecia somente um recruta inocente. “O desgraçado já havia conquistado um pouco da minha simpatia... Aquele jeito bobo era só atuação? Eu... Devia ter percebido! Como diabos um idiota daqueles seria um valentão no passado?! Que merda... Eu tô por um fio de ser derrotada...” De fato, apesar do desgosto que sentia, o que mais me afligia agora era o agente que estava a poucos passos de mim. Só de imaginar o que se passa na cabeça daquele homem frio eu sentia calafrios. “Talvez é a hora de me eliminar? Ele deve ter planejado cada etapa até aqui, se eles pretendem sabotar nossa missão, eu tenho que fazer algo tão inesperado que pegue os dois de surpresa.”

“Merda, eu simplesmente não posso lutar aqui... Vamos ver até onde esse cirquinho desses dois vai...” No cenário em que me encontrava, eu só podia confiar na minha astúcia e no acaso por que, fora disso, não havia nada que trouxesse segurança. A pequena passagem de segundos, que durou uma eternidade para mim, foi longa o suficiente pro Hector me apressar com os documentos. “Filho duma puta... Tá doidinho pra meter me meter um golpe assim que eu virar minhas costas, não é?” Eu não conseguia sentir algo fora desprezo pelo meu “camarada”. Me focaria em organizar os documentos e dispararia a seguinte frase. – Já vou! Verifica a escadaria, a gente precisa sair daqui com segurança. Tem muita papelada e informação valiosa. – Naquele momento, eu daria uma olhada de canto em direção ao revolucionário, e voltaria a fitar os documentos rapidamente, tentaria gravar as informações mais importantes das fichas dos dois, seus nomes verdadeiros ou informação parecida. Queria me certificar de que ele não enxergasse o que faria em seguida: Eu retiraria a pasta, folha, que tivesse as informações de Hector, dobraria o papel e o esconderia dentro do meu sutiã, o quão profundo eu conseguisse enfiá-lo. Para realizar essa manobra, eu contava que o grisalho já estivesse se encaminhando em direção a saída, caso contrário, eu me posicionaria de forma que ele só conseguisse enxergar minhas costas, ainda agachada, e arrumaria as partes mais sensuais da porcaria de roupa que eu estava vestindo, levando em conta o ritmo da missão, elas ainda deveriam estar um pouco mais erotizadas do que o normal, desde a vez que tentei seduzir um dos guardas da mansão. Se meu colega ainda estivesse por perto, e me olhando, eu simplesmente deixaria minha vergonha agir por mim. – E-Ei! Tem como dar um pouco de espaço aqui? Ainda não tive a chance de me arrumar desde aquela... Aquela situação. Me dá um espaço que eu já tô indo! – Se isso realmente viesse a acontecer, somente um pensamento perduraria em minha mente. “Não tem como ele desconfiar disso...”

Com a página de Hector bem guardada em meu... Busto e com sorte, o traidor longe da escrivaninha, eu me levantaria com os documentos em mãos e caminharia até o traidor. Eu estava prestes a fazer um movimento arriscado, mas, talvez, o único que o pegaria desprevenido. Antes de sairmos de vez, eu fitaria Hector e diria, deixando a raiva genuína que eu sentia dos dois se extravasar um pouco. – Você não vai acreditar, o desgraçado do Marley é um traidor! Esses documentos são sobre vários agentes do governo, não consegui olhar tudo, mas temos que reportar pra major o mais rápido possível! – E, é claro, eu não fazia ideia de como as coisas prosseguiriam dali para frente, mas eu tinha quase certeza que fiz algo que Hector jamais esperaria. Afinal, eu havia revelado a conspiração de seu comparsa, mas, aparentemente, ele ainda estava oculto. O risco era grande, mas talvez funcionasse? “Não sei dizer o que vai acontecer desse ponto em diante, talvez ele sabia o que havia na escrivaninha, talvez não, ele provavelmente estranhará a situação. Merda, existe chance de os guardas nem saberem quem ele é! Afinal, ele quase foi expulso por um dos guardas. Tudo pode acontecer.” Incertezas faziam meu coração bater mais forte, quase pulando da minha boca, mas eu suspeitava que o agente a minha frente estava tão surpreendido quanto eu. O pior é que minhas apostas arriscadas não terminariam por ali. – Eu não consigo acreditar... Quer ver? – E  dividiria a pilha de documentos em duas, entregando metade para ele. – É muita coisa pra uma pessoa só, eu preciso de uma mão livre. Agora vamos! Você na frente e eu nas sombras, como antes. Vai lendo o que tem aí enquanto vamos embora. – Sem dúvidas, eu estava correndo muito, mas muito risco naquele momento, o agente poderia despirocar, rasgar os documentos e simplesmente me atacar no segundo em que entregasse as folhas, mas o que ele não sabia é que a página dele estava comigo. "A cabeça dele também deve estar a mil, ele vai procurar sua própria ficha adoidado... Isso deve nos dar um pouco de vantagem." Qualquer ação mal calculada pode entregar quem ele realmente é, e ele não deve estar ciente que descobri sua real identidade... Muito menos que suas informações estão comigo. – Vamos! – Eu daria o comando mais uma vez para sairmos dali, e enquanto corrêssemos para fora, eu deixaria uma das mãos firme no cabo da minha arma, pronta não só para um possível ataque dele, mas também dos demais guardas que poderiam estar do lado de fora. Eu tentaria sair sorrateiramente e, caso qualquer ataque fosse desferido contra mim, confiaria em minha agilidade, acrobacias e destreza para evadi-los com velocidade. No cenário em que Hector tentasse me atacar ali mesmo, eu também tentaria ganhar espaço, o mínimo para que eu conseguisse me orientar naquela pequena sala e sacar minha Katana. A minha sorte é que ele também estava com parte dos documentos em mãos, portanto, eu não seria a única com desvantagem. “Mesmo tudo dando errado eu ainda tenho uma última prova escondida, só preciso sair viva daqui.” Com inimigos por todos os lados, inclusive com um a minha espreita durante toda a missão, talvez as informações no meu sutiã fossem realmente o diferencial entre o sucesso e o fracasso.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptyQua 23 Set 2020, 21:10




The Enemy Within
Hora da.. Eita.



O movimento da gatuna era rápido e silencioso não deixando os olhos do infiltrado fitarem aquele papel bem guardado em seu busto, os seios da garota pressionavam e escondiam o arquivo com sucesso. A revolucionária não podia estar mais surpresa, deixava de lado o confronto direto com o agente já que estava em território inimigo e fazia sua jogada mais arriscada escondendo a real situação dele e dele. – Nenhum movimento por agora, cadê os documentos? – Ele indagou e recebia uma reposta da cabo, os olhos de Hector deram um pequeno palpitar e suas mãos forem em direção aos papeis que a garota segurava, sua expressão ficou ainda mais séria, Elise corria perigo nesses pequenos segundos, seus pensamentos estavam a mil e nenhuma palavra era dita pelo seu companheiro de equipe que terminava de folhar os papeis. – Isto só pode estar errado. – Ele falou brevemente, mas se corrigiu. – Não pensei que haveria este tipo de informação por aqui, o governo se precipitou, estas informações valem ouro. – Ele encarou a moça e por um segundo, ela pode sentir certa hostilidade, engoliu em seco por reflexo.

Hector não queria sair daquela sala até ver todos os papeis, era como se precisasse confirmar alguma coisa. – Marley é um traidor? Isso não muito sentido, afinal ele tem um histórico com o Takeo. – Tentava argumentar. – Mas os arquivos não mentem, devemos retornar e finalizar a missão. – Finalmente podiam seguir em frente, mesmo estando ao lado do seu inimigo, a gatuna tinha escapado de um combate ou até mesmo de cair em uma armadilha, não se sabia ao certo o que fazer por ali, mas podia ficar contente já que ele não parecia estar questionando sua pessoa. Ambos subiam a escadas com a mesma estratégia, porém antes de chegarem na porta secreta, um forte alarme soava por toda parte como se viesse de todas as partes da mansão e junto ao som estrondoso, a luz apagava e ficava piscando oscilando em vermelho trazendo consigo o pânico para a agente.

Merda. – Ele olhava para trás e depois para frente observando a saída se fechando devagar, teriam que correr. – Corra! – Ele gritava disparando em liderança e a revolucionária fazia o mesmo, ela não sabia ainda, mas o homem a sua frente estava pensando em algo além da fuga que teriam de orquestrar, sua mente não estava ali no momento tanto que a Elise podia notar certa lerdeza no homem, ele havia passado primeiro e segurou a porta tentando impedi que se fechasse antes da garota abacate escapar, ela conseguia subir as escadas e escapar, porém ele continuou segurando a porta por mais alguns segundos tentando assimilar o que estava ocorrendo. Foi num vislumbre que passos eram ouvidos e junto a eles uma voz autoritária liderando o que seria um grupo de agentes. – ELES ESTÃO NA SALA OZ8!

Naqueles breves segundos teriam de achar alguma forma de sair, não havia janelas naquele corredor já que se tratava de um local proposto a ser inviolado, Hector olhou ao redor e começou a correr. – Eles estão vindo! Corra, vamos passar por eles! – Os instintos da espadachim se alertavam, corria seguindo o homem que parecia conhecer a mansão como a palma de sua mão, passavam mais uma vez pela escadaria e podiam ver um total de doze pessoas formadas em dois esquadrões, quatro deles seguravam carabinas e em conjunto com seus líderes avistaram os dois agentes que corriam para a direção oposta da sala secreta. – INTRUSOS! ATIREM! – Apontavam suas armas e diversos tiros eram disparados em sequência, um raspou bem próximo da cabeça de nossa protagonista, não havia tempo para lutar contra um número tão discrepante de pessoas sobre fogo inimigo, continuavam a correr. No fina de tudo terminavam em outro corredor sem saída assim como antes, só que dessa vez corriam perigo eminente de morte. – Me cubra. – Falava Hector nervoso enquanto passava as mãos na parede procurando alguma coisa enquanto isto ela deveria manter sua atenção nos agentes que viam com sangue nos olhos, no mínimo deixariam um vivo para pegar informações, e sabendo que Hector fazia parte dessa organização, sua vida seria tirada após uma bela tortura.

Quando notou, atrás dela havia uma abertura sem luz e assim outra passagem secreta surgia. – Devemos ser rápidos. – Uma de suas mãos apertava suas costelas, o agente entrava esperando que a mesma o seguisse já que luz para se guiar era quase nula, descendo bem, podia enxergar apenas vislumbres que podiam ser entradas ou paredes parecendo se tratar de uma espécie de labirinto.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 4 EmptySex 25 Set 2020, 15:20

When You Face The Abyss...


Não conseguia acreditar naquilo, mas... Hector caiu direitinho no meu plano! “C-Caramba! Quem diria que ia funcionar no final das contas? Eu posso não ser um gênio, mas também não sou uma idiota.” Ver o suposto revolucionário folheando aquelas páginas, ficando sem palavras ao perceber que a artimanha de seu parceiro também grisalho havia sido descoberta era impagável. Se não fosse a situação tensa em que me encontrava, esse seria um dos raros momentos que eu soltaria uma daquelas risadas de perder o fôlego. “Cê tá morto, desgraçado.” Eu só não digo que aquela foi uma vitória pois, logo em seguida, um alarme ensurdecedor começou a tocar. Aquela barulhada vinha de todos os cantos da mansão, e era nítida sua conexão com a violação da escrivaninha. Ouvindo a confusão sonora e agora visual, com as luzes piscando, Hector agiu primeiro e eu segui seus passos para fora da sala. Não nego que foi uma decisão arriscada mas, sendo sincera, no cenário em que me encontrava, a melhor das hipóteses seria a de que os guardas não tinham noção da verdadeira identidade de Hector, então ele também teria que se esconder, ainda que de forma temporária. De qualquer jeito, com um inimigo ao meu lado e outros inúmeros vindos por causa do alarme, a melhor opção era correr. Mesmo com um maldito traidor ao meu lado.

E falando no traíra, ele parecia distraído. Não que eu o conhecesse muito, mas o pouco que vi de Hector, não combinava nem um pouco com seu comportamento atual. Ele estava meio... Lerdo?  Além disso, acho que ele nunca falou tanto quanto agora, ao tentar defender seu colega. “Ora ora, parece que os planos de alguém não saíram exatamente como o planejado...” Eu tinha de ficar ainda mais atenta com ele, não acho que o homem silencioso e durão, se é que essa é a verdadeira personalidade dele, toleraria outro deslize em sua missão para o governo, seja lá o que ela for. Momentaneamente, me limitei a seguir Hector pelos corredores daquela mansão. E, pelo visto, ele não trabalhava muito bem sobre pressão.

Isso mesmo, não sei se o acompanhar havia sido uma boa decisão. Acabamos por encontrar um grupo de guardas fortemente armados, pelo o que vi, eles não seriam um grande problema... Se eu lutasse com cada um deles, um por um. Mas eram um total de doze pessoas, e no relance de um olhar, consegui contar pelo menos quatro armados com rifles ou algo semelhante. “Merda! Não dá pra fazer muito quando se tem apenas uma espada...” E aqueles malditos disparavam, por sorte, o máximo que eu perdi com aquelas balas foram alguns fios de cabelo. “Pois saibam que não vou deixar isso sair barato...” Continuei a correr junto do traidor até pararmos em outro corredor sem saída, sem janelas, sem nada. Apenas uma porcaria duma parede. Naquele momento, eu pressionei cada um de meus dedos da mão destra com força no cabo da minha espada, imaginei que o desgraçado ao meu lado nos encurralou de propósito, mas, para minha surpresa, ele começou a... Mexer na parede? Ele pediu por cobertura, e assim fiz: Como já estava quase desembainhando a espada, eu terminei o movimento e me virei de costas a ele, ficando de frente para o outro lado do corredor. Por sorte Hector, ainda que nervoso, conseguia terminar sua falcatrua e abria uma passagem secreta. Dei uma breve olhada para aquilo, com ambas as sobrancelhas quase saltando para fora do meu rosto. “Que?!”

Poderia ser minha memória me enganando, mas aquela parede não deveria, de jeito nenhum, fazer aquilo. Não me lembrava desse tipo de detalhe na planta que havíamos obtido do casarão. De qualquer forma, não era como eu tivesse outra saída senão escapar por ali. Do outro lado, vinha um grupo de agentes furiosos com a gente. “Ou pelo menos comigo...” Antes de seguir o falastrão das madeixas platinadas, eu tentaria confundir ainda mais os nossos algozes. – PELAS ESCADAS? CÊ TÁ LOUCO? – Berraria para que eles ouvissem muito bem e, em seguida, sem pensar duas vezes, eu saltaria rumo a saída secreta do traidor.

Mas não era uma escolha que fazia de bom grado. Depois de adentrar aquele buraco estranhíssimo, eu tentaria fechar aquela porta, seja como funcionasse, isso se Hector não tivesse a fechado antes. Eu andaria por aquele caminho, tendo como guia, infelizmente, o traidor. Enquanto percorríamos aquele caminho que aparentava nos levar para algum lugar mais baixo, a questão de outrora voltava a martelar meus pensamentos. “Como? Como ele sabia DISSO?” Eu me esforçaria para lembrar da planta da casa que vimos na sede. Se realmente não houvesse qualquer menção a essa passagem, eu aproveitaria do nervosismo do agente e soltaria uma pergunta que, provavelmente, o deixaria ainda mais sem jeito – Como diabos você sabia dessa passagem secreta? E por que não usou ela pra gente entrar aqui? – A todo momento, eu manteria a mão destra firme no cabo da espada, bem, motivos para desconfiar daquilo ele não tinha. Estávamos correndo bastante perigo na situação e, ainda por cima, duvido que ele seria capaz de me ver, ou até ouvir, pegando na arma, por conta do breu em que nos encontrávamos. Também aproveitaria a caminhada para perguntar-lhe sobre um outro detalhe que observei antes de entrarmos. – Eu notei sua mão na costela. Você foi pego por um dos tiros, num foi? – Já tinha quase certeza disso, mas uma confirmação dele me tranquilizaria ainda mais. Apesar do meu destino estar nas mãos dele, eu teria vantagem em um possível combate.

Depois de descermos muito, eu continuava enxergando quase nada, no máximo algumas silhuetas que, pasmem, só confirmavam que aquilo era uma masmorra escura. “Céus... É igual aquele sonho esquisito.” Eu já havia passado por situação semelhante no passado, num dos meus sonhos, estava presa em um labirinto parecido, sem entender bulhufas do que estava acontecendo e, no final de tudo, eu morri por alguma substância misteriosa e uma sequência desenfreada de explosões. “Quem dera isso acontecesse de novo... Seria melhor do que caminhar num breu desses com alguém que pode me matar a qualquer instante.” Levando em conta a similaridade das duas situações, eu adotaria uma estratégia parecida: Sacaria minha espada e começaria a tatear o solo a minha frente, para pelo menos ter noção de onde pisava. Em simultâneo, tentaria extrair o máximo dos meus sentidos, ainda que não houvesse nada de especial neles. Respiraria fundo, buscando algum cheiro como também tentaria prestar atenção no menor dos ruídos que ouvisse. Eu não tinha muita confiança em Hector, então prestaria bastante atenção em seus movimentos e para onde ele estava nos levando. De tempos em tempos, vasculharia o local com meu olhar procurando por alguma fonte de luz, ou ponto de referência. E por último, não deixaria de terminar meu interrogatório. – Pra onde você tá levando a gente? Como vamos chegar na Major, Hector? Temos que delatar Marley antes que seja tarde demais! – No caso dele, ou qualquer outra criatura fizer algum movimento que sinalize hostilidade, eu simplesmente tentaria me afastar na direção oposta, apontando minha arma na direção do ataque e buscando por um ponto de referência para me orientar na escuridão.

Histórico da Garota Abacate:
 

Demais informações:
 

Objetivos:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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