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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap. 2 - The Enemy Within

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MensagemAssunto: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySex 06 Mar 2020, 14:46

Relembrando a primeira mensagem :

Cap. 2 - The Enemy Within

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Elise Von Bernstein. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySeg 01 Jun 2020, 17:53

Colors are the smiles of Nature


Sendo sincera, quando escutei o estrondo partindo da direção em que um dos membros da minha célula estava, a última coisa que imaginei... Foi com a que me deparei ao chegar até Hector. Haviam seis mulheres com digamos, bons dotes, rodeando o revolucionário. Uma delas carregava uma pistola e realizava um disparo, era nítido que aquilo se tratava de alguma situação festiva ou algo semelhante, o rojão explodia nos céus, produzindo um som semelhante ao que ouvi quando estava falando com Marley, só que mais alto, obviamente, por conta da proximidade. Um misto de decepção e vergonha tomaram conta de mim. “E pensar que eu me apressei por causa... Disso!” Cerrei os punhos discretamente, não conseguia esconder minha decepção, mas almejava, ao menos, não atrair a atenção das seis mulheres a minha frente. Toda aquela cena era vergonhosa, céus, e eu pensava que a minha desavença com o ruivo e cabeludo fora problemática. “Não te conheço direito, Hector, mas você ganhou meu respeito depois dessa.” O homem era simplesmente inabalável. Nenhuma das provocações sugestivas, tanto da atiradora quanto de suas companheiras, provocava uma mínima reação no semblante do revolucionário. Nesse curto passagem de tempo, senti um pouco de inveja dele. Se estivesse naquela algazarra, tentaria fugir o quanto antes, enfiar o rosto na terra e fingir que estava sozinha. Pensando bem, não seria só o rosto, e sim o corpo todo por debaixo do solo. O tipo de cena digna de um pesadelo.

E as fortes emoções não paravam por ali. Com a revelação de que a atiradora era uma revolucionária, a minha reação foi a mesma de Hector. “Ela não vê problema em sair dando tiros pelos ares? Uma revolucionária não deve agir assim! Sem um pingo de responsabilidade...” resumindo, estava bem indignada, mas, diferente de Hector, contive a minha revolta no plano das ideias. Caso contrário, a cablé – Seja lá o que isso signifique – ouviria poucas e boas de mim. E quando se trata de praguejar, eu garanto, sou uma especialista. Apesar das minhas diferenças com a revolucionária desinibida, não deixei de cumprimenta-la: Um aceno tímido, para passar quase despercebida pela sua presença agitada. Depois disso tudo, Romana aparentemente nos levaria até a base revolucionária de Baterilla, mas tivemos que esperar um certo colega que havia desaparecido. “Puta merda... Onde aquele careca se meteu?” Cada segundo passado próxima de Romana era angustiante. Só de cogitar ela se jogando para cima de mim me fazia suar frio. “Aparece logo... Seu desgraçado.” E finalmente o careca resolveu dar o ar da graça. De todos os colegas da nova célula, talvez ele fosse o que menos chamou a atenção, até mesmo o estático Hector tinha uma presença mais marcante. Ainda assim, eu me lembrava muito bem de que ele não estava tão maltrapilho quando o conheci. Não carregava nada consigo, mas tinha um sorriso que ia de orelha a orelha. Uma possiblidade estalava em minha mente. “Não é possível, ele... foi atrás... disso.” Pelo bem da minha sanidade, resolvi apagar o ímpeto de curiosidade que surgiu. Franzi o cenho e decidi me afastar um pouco dele.

Continuamos a caminhar pela ilha, rumo a base revolucionária. Achava engraçado como as bases revolucionárias eram, sempre, muito bem escondidas em todas as ilhas em que não éramos bem vindos. Toda a trilha maluca que percorremos fizera meu semblante transparecer um leve sorriso, lembrava das minhas trapalhadas em Shells Town e das trapalhadas que cometia para sobreviver. Mas nem tudo eram flores, enquanto avançamos para o interior de Baterilla, eu infelizmente consegui espiar um pouco mais da conversa do careca com Marley, e, se me restava alguma dúvida sobre o teor libidinoso dela, agora tinha certeza de como o careca aproveitou a estadia na praia. Tamanha era a vergonha que, por um momento, levei a mão destra ao rosto, como se estivesse camuflando-me. “Se eles não se sentem incomodados falando dessas... Coisas, eu fico.” Não tardou para chegarmos até a base, e a recepção era parecida com a de Briss. Um velho rabugento, uma entrada secreta, e todos os rituais esperados ao encontrar um membro da revolução. “Consigo perceber um padrão.” Acompanhei Hector em seu cumprimento ao velho revolucionário e, pelo o que foi dito, não havia muito o que fazer enquanto Evangeline não retornasse. Entramos na base e a tal Cable confirmava isso. Enquanto a líder da célula não chegar, fomos deixados a nossa sorte.

“Merda.” E eu odiava situações assim. Navegando naquele mar de gente, num lugar novo, pequeno e sozinha. Se bem que não estava sozinha, pelo menos não fisicamente, mas poderia dizer que me sentia a vontade com os outros membros da célula? Os que eu possuía algum nível de intimidade estavam sumidos. A dúvida que martelava minha consciência – E talvez de todos os outros parados ali – Era a conexão de Romana com Hector. Então, apesar de não me sentir nem um pouco amigável, optaria por puxar assunto e, quem sabe, tomar as rédeas da situação. – O que diabos é uma cablé? – Para quem a minha pergunta estava direcionada, era bem óbvio, ainda que não fizesse nenhum tipo de contato fora a minha fala. – E como você conheceu essa tal de Romana, Hector? – Dessa vez faria questão de me virar em direção ao sóbrio revolucionário, inclusive, fitando-o. A falta de sociabilidade dele, ao invés de intimidar, servia como uma mão na roda. Talvez ele fosse o mais parecido comigo, em toda a célula. Minha intuição também dizia que, de algum modo, ao descobri o que é uma cablé, eu teria ainda mais certeza das indecências de Isaac. “Se bem que eu não sei se quero saber desse tipo de coisa.”

Mas eu não pretendia parar por ali, permanecer imóvel naquela agitada, ainda que pequena, base revolucionária me deixaria constrangida. Pior do que estar entre esses desconhecidos, é parecer perdida no meio da multidão. Nesse caso, sim, os holofotes estariam todos direcionados para mim. Então eu começaria a andar, não negarei que estava um pouco desnorteada por não conhecer nada daquele lugar, mas, de forma geral, passearia pela base, aonde eu tivesse acesso. Não me importaria se algum dos membros da minha equipe optasse por me seguir, todavia, não seria simpática o suficiente para começar uma conversa. Antes, quando não passava de uma guerreira ordinária, minha única preocupação eram meus aposentos e o salário que ganharia. Mas agora, sabendo das ameaças do governo e sendo uma cabo, as minhas preocupações se expandiram. Era natural entender como uma base revolucionária funcionava e não pensar apenas nas partes que me afetam. “Se bem que, quanto mais eu subir na hierarquia, mais partes vão me afetar então... Não! Independente disso, tenho de estar atenta a tudo.” É claro que, durante a “missão de exploração” eu não estava preparada para uma conversa, se alguém tentasse interagir comigo, seria pega desprevenida. Eu torcia para que Evangeline chegasse logo, pois não estava nem um pouco afim de conhecer mais Romanas num dia só.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptyQui 04 Jun 2020, 11:38




The Enemy Within
Se fuder




Sua forma de responder era sincera e simples, Hector também estava assimilando e absorvendo as informações daquele local. Tanto que fitou apenas uma vez Elise e depois voltou sua atenção ao ambiente movimentado, as tarefas designadas aos revolucionários eram importantes e feitas em sigilo para não ocorrer nenhum erro. – Cablé, é a língua nativa dela. Significa cabo, a mesma patente que ocupamos, ela não parece, mas é bem respeitada e responsável por aqui. – Adicionava um conhecimento a mais sem perceber, seus olhos acompanhava o intenso ritmo da base. – Tivemos uma missão juntos em Baterilla, na época não conhecia quase ninguém e ela foi o primeiro contato, ainda continuo não gostando de suas brincadeiras. – Seu semblante sério altivo não mudava.

Marley e Isaac também escutavam a breve conversa. – Cablé é cabo ein, tava pensando em cabaré. – Dizia Marley sem vergonha. – Eu vou esperar aqui, prefiro esperar a missão sentado do que em pé. – Falava o moreno se sentando em um banco das proximidades, o grandalhão cruzava os braços e batia os pés impaciente. – Para onde Takeo foi com a major? – Demostrava impaciência, já Elise não tinha motivos para esperar parada, assumia a liderança do grupo se despondo a conhecer a base revolucionaria, não era grande podendo ver salas que eram usadas para o uso dos regentes da ilha, havia um deposito de armas, uma pequena biblioteca com informações culturais e documentos sem importância, no canto da base pode perceber uma figura um tanto esquisita, dentro de uma cerca pequena formando um quadrado estava uma ave com um chapéu de cowboy. No chão havia cascas de bananas, e o animal observou a garota abacate e soltou um berro chamando sua atenção, seus olhos se encontravam coincidentemente, a ave colocou a língua pra fora e balançou. – Parece que gostou de você. – Falou uma revolucionaria em uma cadeira com rodinhas deslizando até ela.

É nossa mascote temporária, uma das missões havia falhado quando fomos pegar carregamentos do governo, o que tinha no deposito eram aves como essa. Não foi uma perda total já tinha uma dúzia deles e serviriam para um bom proposito, mas não achamos nenhum dono para esse aí. A proposito sou Lúcia! – Ela erguia o braço não saindo da cadeira, após o cumprimento, deslizava a cadeira de volta a sua mesa. – CARACA! UM PATO! – Falou gritando sem saber, o sem sobrancelhas tinha excedido seu limite também perambulando pela base, ele anunciava o pato, mas não parecia um pato. – Que fofo! – Ele apressou os passos e estirou sua mão para afagar a bochecha do pássaro e levou uma bicada. – Ai! Então você é dessas ein.. – Lúcia voltava a falar. – Se quiserem algo dela, primeiro é melhor alimenta-la, bananas são uma boa.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySeg 08 Jun 2020, 19:46

Duck Tales


A fala de Hector, assim como as minhas, foi bem sucinta, mesmo que recheada de informações. Algumas delas não tão agradáveis de se ouvir. “Então, mesmo com toda essa atitude problemática, ela conseguiu alcançar a patente de Cabo? Simplesmente incrível.” E pelo visto, ela tinha grande prestígio com os revolucionários da ilha, também. Talvez eu tenha a julgado cedo demais, mas o nosso santo definitivamente não batia. “É, melhor não dar nenhuma brecha para gente se aproximar.” E eu não fui a única que reagiu ao que Hector disse, Marley achava que Cablé se tratava de... um termo que dispensa comentários. E, assim como eu, se perguntava aonde nossos colegas estavam. Diferente dele, eu optei por desbravar a base revolucionária. Não ficaria parada enquanto a dupla de ruivos se aventura pela ilha. Isso só deixaria meu humor ainda mais azedo.

Quanto as minhas descobertas pela base algumas foram... Agradáveis. Apesar de ser um local pequenino, havia espaço de sobra para uma infinidade de coisas. O que mais prendeu a minha atenção foi uma figura inusitada atrás de uma cerca, num dos cantos da base. Ao me aproximar, aquilo gritou e finalmente tive um deslumbre do que era. Tinha certeza de que era uma ave, mas de qual tipo? No geral, se assemelhava a um pato, mas o rosto era completamente diferente do que um pato deveria parecer. Independente do que fosse, aquilo gostou de mim. Era bem perceptível depois que mostrou a língua para mim, como um cão animado ao achar um companheiro para brincar. Por pouco não levei uma lambida. – Heh – Um sorriso largo nos lábios, em conjunto a uma leve risada descontraída. Acho que foi um dos poucos momentos de felicidade genuína desde que deixei Briss Kingdom. Desde que era criança, tinha mais afinidade com os animais do que com as pessoas. “Quem dera os humanos fossem tão fáceis de se enturmar quanto os animais.” Quando vivia em Shells, lembro-me de vez em quando de um cachorro que acompanhava a mim e aos outros moleques nas nossas empreitadas. Provavelmente era um cão sarnento, abandonado por um algum vadio. O coitado não viveu muito, mas foi uma bela companhia para gente. Fora disso, também havia alguns ratos que perambulavam pelo circo em que trabalhei. Não que eles gostassem muito de mim, mas alguns farelos das minhas refeições eram o suficiente para comprar a companhia deles. E, acredite nas minhas palavras, aqueles animais imundos eram ótimas companhias. Melhores do que muita gente por aí.

E rapidamente aprendi que a ave não seria diferente, apesar da sua simpatia inicial, eu precisaria de algo mais para mantê-la por perto. Descobri isso quando uma figura de cadeira de rodas se aproximou, explicando a situação. Aparentemente, a criatura era originária do Governo Mundial, o que me deixou receosa por um instante. “Isso explica um pouco a aparência... Peculiar.” Não queria imaginar que aquela criatura, um tanto quanto fofa, poderia ser mais algum experimento maluco vindo da maldita instituição que lutamos diariamente para destruir. O jeito dócil dela me fez cogitar que era apenas uma criatura de alguma ilha bizarra. Haviam diversas ilhas assim espalhadas pelos quatro oceanos. “O que importa é que esse bicho gostou de mim, e ele com certeza pode ser útil.” Além de ser bem fofo. – Pode me chamar de Elise. – É claro, não deixaria de reagir a revolucionária que aparecia e explicava sobre a criatura, mas ainda voltada para o pato exótico a minha frente. Notava que Marley havia aparecido por essas bandas, e também ficava encantado com o pato. Para o azar dele, a simpatia não parecia ser mútua. Não consegui segurar e dei uma risadinha quando ele tentou acariciar o animal e levou uma bicada. – Acho que vai precisar mais do que carinho pra conquistar ele, hihihi... – Céus. A animosidade do momento fazia eu transparecer felicidade até demais, depois de notar o comentário sarcástico que fiz para Marley, tratei chacoalhar a postura e me aproximar mais de Lúcia. Podia ser impressão minha, mas ela parecia preparada para dizer algo. “E-eu não creio que eu disse aquilo. Pro Marley? O que diabos tá acontecendo?” A revolucionária me mostrava, então, um objetivo claro para conquistar a confiança do bichinho. Bananas. – Eu as consigo por aqui na base? Vou buscar agora. – Como estava desocupada, não via problema em resolver a questão agora. Eu também poderia averiguar se os ruivos já haviam chegado. "Dois coelhos mortos com uma cajadada só." Ao sair dali, me aproximaria do sem sobrancelhas, para deixar um comentário, envergonhada. – Não sei o que houve comigo quando falei aquilo, mas não precisa ligar. Foi da boca pra fora. – Eu não costumo transparecer meus pensamentos para os outros, muito menos os mais ácidos e sarcásticos, e não conseguia entender o que bulhufas deu em mim para zoar com a cara de Marley daquele jeito, mas preferi não pensar muito sobre. Quanto mais eu remoesse esse assunto, pior seria. Ainda mais quando estava tão próxima dele.

Sairia em busca das tão desejadas bananas pela base. Quando fiz meu passeio antes, não me lembro de nenhum local específico para lanches, como um refeitório ou algo do gênero, mas certamente haveria algum espaço para guardar suprimentos. “É claro que eles vão ter alimentos por aqui, toda base tem...” Pelo menos as únicas duas que conheci tinham. Enfim, a busca seria por algum lugar em que fosse mais provável encontrar as bananas. Durante o trajeto, eu hesitaria o máximo possível pedir informação para alguém, o tipo de comentário que fiz pra Marley ainda estava sendo absorvido, eu não tinha paciência para conversar com ninguém. Nada além do necessário. Mesmo que isso atrasasse minhas buscas, preferia fazer aquilo sozinha e calada. Além disso, eu poderia acabar esbarrando nos ruivos, ou ouvindo algo sobre o paradeiro deles. Já seria um belo adiantamento, por que, por mais que eu não admita, estava ansiando por uma missão nova. Apesar de perigosas, elas tinham seus momentos divertidos. Enfim, achado o local, não perderia mais tempo. – Poderia me dar uma penca de bananas? – Se fosse necessário, até mesmo pagaria por elas. Com o objetivo cumprido, o próximo passo era retornar para o pássaro estava. – Aqui está. – Retiraria uma das bananas com cuidado do cacho, e com ainda mais sutileza, aproximaria da boca, bico ou seja lá o que aquele pato exótico tinha em volta da língua. Creio que seria o suficiente para ele pegar a banana e comer. Com o bicho alimentado, minha atenção se voltaria para Lúcia. – Então, esse... Pato tem nome? – Não sabia a espécie certa dele, então segui na onda de Marley e o chamei daquilo. – E o que ele pode fazer pela revolução? – O tipo de maluquice que o pato poderia fazer era o que mais atiçava minha curiosidade.

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptyQua 10 Jun 2020, 22:43




The Enemy Within
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Finalmente tinha uma conversa agradável com Marley que sorria sem rodeios para o comentário da cabo a levando na esportiva, sua próxima ação decidiria seu futuro já que ao procurar bananas se encontrou com Takeo que havia voltado de sua “missão” com a major Evangeline, ele a olha de relance, no momento estava sem seus óculos e espremia os olhos forçando sua visão turba a ficar direita. – Mar..Marley? – Não parecia muito efetivo, mesmo não sabendo quem era de verdade, poderia ver cabelos negros e uma pela ao qual associou a um abacate. – Cabo. – Dando uma pequena continência. – Chegamos, a nossa major está no momento recebendo nossa missão. – Ele informava, isto era tudo que havia para falar com Elise e assim a deixou seguir seu caminho em busca dos cachos da comida da ave.

Não demorou muito para que ela achasse o que seria a cozinha do lugar e também o refeitorio, não se tratava de uma sala em si, era um lugar sem portas aberto, mas com um balcão que tinha em cima dele instrumentos culinários e um micro-ondas. Tinha apenas uma geladeira e um fogão de quatro bocas, as frutas ficavam em uma vasilha larga arredondada e variadas frutas podiam ser vistas, a banana conhecida por ilhas tropicais eram um dos pontos altos de Baterilla. Não precisou de permissão para pegar um cacho de seis bananas, um dos revolucionários estava almoçando e apenas a deixou ir com a penca de frutas. Voltava para o pato, seus olhos brilhavam quietamente observando o que a cabo trazia em suas mãos, cascas amareladas e pintas negras simbolizando uma das melhores refeições do mundo. – Parece que você conseguiu as bananas.

A revolucionaria ainda estava na cadeira, não parecia querer realmente se levantar e Marley tinha algumas marcas avermelhadas em sua mão e pescoço. Tirando a casca, a fruta pálida era dirigida em direção a boca do pato, ela abria sutilmente seu bico enroscando sua língua na banana com seus olhos quase fechados, mas foi ao obter a sua comida favorita que ela abria suas asas e começava a dançar apreciando o viscoso sabor da vitória. – Nome? Não tem um ainda, esses pássaros são bem leais e teimosos, se alguém der um nome e ele goste, não aceitavam mais ninguém em suas costas. – Afirmou a revolucionaria pegando uma das bananas de Elise sem que ela percebesse. – Servem como um dos melhores transportes se souber montar uma besta alada dessas, correm feito o vento.

Posso até te ensinar se quiser, já que seu amigo tentou e não conseguiu muito além de levar bicadas. – Apontava para Marley. – Que tal Curupacu? Ein? É UM BOM NOME! – Ele tentava nomear a ave que nem mesmo dava ouvidos a ele. A cabo poderia gastar algum tempo até que a reunião de sua superior acabasse para aprender mais sobre o pato e talvez lhe fazer seu, seria ideal contar que o parecer de Evangeline ao grandalhão que esteve ocupado demais com o pato.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySex 19 Jun 2020, 11:21

Duck Tales (2)


Quando me distanciei do pato e de Evangeline, o destino reservou algumas surpresas interessantes. Marley, ao contrário do que eu esperava, se divertia com o comentário excêntrico que fiz, talvez esse fosse um sinal de que estávamos, também, criando laços, como o que aconteceu com a dupla de ruivos? Não tinha certeza. Mas toda aquela cena foi embaraçosa o suficiente para fazer minhas bochechas avermelharem. Ainda não acreditava que fiz aquela brincadeira. Após a surpreendente – E agradável – reação do revolucionário topetudo, parti em direção as bananas e dei de cara com o ruivo pervertido. Ao contrário de mim, que consegui identifica-lo facilmente pela aparência, ele acreditava ter encontrado Marley. “O que foi agora? Será alguma brincadeira idiota?” Foi quando me dei conta. Ele estava sem os seus óculos. Não dava para culpa-lo pelo erro. Não demorou muito para se corrigir, provavelmente notou que meu corpo, altura, ou, o mais notório de todos, minhas madeixas eram bem diferentes do grisalho. Enfim, Takeo dizia que a ruiva havia chegado, e que estava recebendo nossa missão. No exato momento que proferiu aquelas palavras, um ímpeto de felicidade batia-me o peito. Já estava com saudades de uma boa confusão. “Se acalme Elise... Você se quer sabe o que essa missão envolverá agora que você é, oficialmente, uma cabo.” E por essas razões eu controlei meus ânimos, respondendo o ruivo de forma direta. – Ótimo. – Não sabia com exatidão quanto tempo a ruiva gastaria dialogando com o alto escalão do QG, portanto, acelerei o passo para encontrar o tão cobiçado cacho de banana.

Com o fruto em mãos, alimentei o animal e, assim que ele, ou ela, o comeu, a animosidade em seu olhar tornou-se nítida. “Incrível...” A agitação que percorria o corpo da ave... Era quase indescritível. Era semelhante à minha animação quando lutava pelo exército revolucionário. “Você... é o companheiro certo pra mim, não é?” Soltei um leve riso, terminando de observar a ternura na ave. – Ei! – E o curto momento de fofura fora interrompido quando notei Lúcia arrancado uma das bananas do cacho. É claro que, como de costume, meu semblante franziu ao notar aquele movimento tão repentino, e desavisado, bem em cima de mim. “Até que pra alguém que não levanta da cadeira, ela é bem ligeira e cautelosa...” Se eu não tivesse aprendido a arte da furtividade em Briss Kingdom, com Kyomi, acho que Lúcia teria sido uma boa professora, também. – Mil perdões. Você me assustou. – Depois de desculpar-me pelo grito repentino, retornei para o silêncio, e a revolucionária começava a explicar as habilidades do pato. Em resumo, era uma ótima montaria com velocidade impressionante. Quase como um raio. Além disso, a ave velocista aparentemente não tinha um nome, e Marley continuava com sua maré de azar ao tentar conquistar o estranho pato. “Hmmph. Até um cego enxergaria aonde essa situação está chegando.” Não era uma reclamação, mas era meio óbvio que, pelo menos do que estavam ali, eu era a mais apta a domar o pato. Lúcia até mesmo se oferecia para me ensinar a montar o animal. “Se ele é tão veloz como ela diz, então acho que vale a pena.”

– Baseado no tamanho dele, e nessa velocidade que você falou... Vou chama-lo de... – Eu sentia um pouco de receio ao dizer o nome escolhido para o animal, apesar de gostar do nome. A chance de um deboche deles me deixava aflita. – Lil’ Flash. – Talvez eles não entendessem o por quê de um nome tão exótico, mas me lembro de que, durante minhas viagens pelos blues, ver, uma vez ou outra, a apresentação de um mágico chamado Lil’ Flash. Ele era grande, mas estranhamente ligeiro e travesso. O suficiente para encantar uma menininha pré-adolescente. Não tinha paciência para explicar a escolha aos dois, queria prosseguir direto para a montaria, afinal, não sabia quanto tempo faltava para a missão começar. E se tem algo que me deixava mais ansiosa que a missão, era ser a causa do atraso. – V-Vamos logo com isso! Eu quero aprender a montar na Lil’ Flash! – Eu diria, já um pouco irritada. Com medo de possíveis perguntas para explicar o porquê do nome escolhido, a ansiedade só deixaria minha voz mais trêmula.

Aprendizado de Perícia: Montaria


Lúcia olhou um pouco incrédula para a situação, mas acabou concordando, ao assentir com a cabeça. – Tudo bem. – Pela primeira vez desde que a vi, ela levantou de sua cadeira e liberou a ave, essa que corria em direção as bananas, mas era repreendida pela revolucionária. – Calma, calma! Só depois que ela aprender a te montar! – Foi o suficiente para acalmá-la um pouco. Em seguida, gesticulou para que me aproximasse, enquanto andava, em conjunto com a ave, para um canto mais reservado e espaçoso da base. Ela pediu para me aproximar mais um pouco. – Suba nela. Arrumamos uma cela para você depois. – E com ajuda de Lúcia, subi pela primeira vez no pato. Era incrível o quão macias suas plumas eram. – Agora preste bem atenção, quando se monta um animal, é como se o corpo de vocês se tornasse um só. A comunicação é essencial, principalmente vinda de você. Afinal, você é a guia. Pois bem, vamos começar com alguns movimentos básicos, tente se locomover com ela. – E assim eu fiz. Usei dos artifícios que tinha disponíveis, toquei na plumagem da ave, dei alguns chutes leves e executamos as ordens com sucesso. – Ótimo, ótimo! Agora vamos tentar algumas coisas mais avançadas. –

Acompanhei Lúcia, já montada na minha ave, para um local ainda mais isolado. Passamos algum tempo juntas, aprendendo mais sobre a montaria, como guiar Lil’ Flash e algumas peculiaridades do ofício. Depois disso tudo, retornamos para o mesmo local em que as encontrei pela primeira vez, pronta para dar continuidade as minhas obrigações como revolucionária. Lúcia retornou o animal para seu curral na cerca.

Fim do Aprendizado


Minha primeira ação, de volta a base, seria verificar se Marley estava por perto. Caso fosse positivo, o avisaria dos nossos compromissos. – Takeo e Evangeline já voltaram, ela foi receber nossa próxima missão. Esteja preparado. – Se por ventura o revolucionário não fosse encontrado, eu simplesmente seguiria em frente para meu próximo passo: visitar de novo o armazém de armas. Eu ainda estava meio insegura por conta da minha última batalha, a minha lâmina quase travou ao acertar um dos tubos de Goulart. “E se ela tivesse travado... Acho que eu não estaria viva agora." Por conta disso, daria uma espiada no armazém, mas não procuraria por nenhuma arma, pelo menos não por enquanto. “Quero ter certeza de que, se algo acontecer, nós estamos preparados.” Aquela não era minha única preocupação. Depois daquele estranho estrondo no QG anterior, a invasão de Centaurea pelo Governo Mundial... Tudo isso me deixava meio paranoica. Eu temia o governo e queria ter certeza que a base estava preparada para enfrenta-lo. “Nunca se sabe quando um outro ciborgue aracnídeo pode aparecer para se vingar... Puta merda, isso realmente aconteceu?” E, apesar de tudo, eu ainda questionava minha sanidade. Aquele combate foi surreal demais. Mas quanto a minha atual arma, a Katana que comprei numa feirinha de Centaurea, acreditava ser o suficiente para a missão atual, ainda que não soubesse com o que lidaria. “Dessa vez eu tenho uma equipe inteira junta. E todos parecem ser bem experientes.” E além disso, depois de tudo que passei, acredito que consigo sobreviver, mesmo que minha espada falhe. “Mas não posso parar de evoluir. Preciso, sempre, me aprimorar.”

Depois da curta estadia no depósito de armas, eu vasculharia a base procurando pelo restante da célula. O tempo livre certamente já deveria estar acabando. Encontrando com algum deles, com sorte, a ruiva, as seguintes palavras seriam proferidas: – Então, qual a nossa missão? –

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySeg 22 Jun 2020, 23:34




The Enemy Within
Se fuder




Já voltaram?! Yeiah! Finalmente, já tava cansado de esperar. – Marley, o impaciente, mesmo a pele de sua cara, pescoço e braços avermelhadas com marcas de bicada, ele não mantinha seu bom humor e tirada de seu bolso um pente preto que usava para alavancar seu topete prateado. – Hora da ação. – Ele sorria animado, Elise compartilhava a mesma sensação, porém era mais contida e queria se preparar para possíveis batalhas futuras sem saber o que lhe esperava e assim foi para o armazém de armas que era administrado pelo mesmo velho que havia visto na entrada do quartel. – Você é nova aqui ein.. Ei! Não me olhe assim! Eu não sou ele! – Falou levantando de sua cadeira. – Somos gêmeos, eu sou Mussi. – A única diferença que ele tinha do seu irmão era um tapa-olho na direita. – Se está aqui quer armas ein, dá pra fazer alguma coisa por você.. Não estamos tão escassos de recurso, escolhe ai. – Ele falava esperando que a moça pegasse uma arma a sua escolha e assim ele poderia anotar em seu registro as armas que foram pegas, ele desenhava facilmente o rosto da garota mencionando o item pego. – Perfeito.

Não demorou muito para ela avistar Hector de braços cruzados com sua feição de sempre, ao seu lado estava Isaac que também estava sério diferente de como havia chegado, este não estava mais desarrumado como antes, Takeo estava sentado cabisbaixo, ainda sem seus óculos para ajudar na visão. – Fala Takeo! – Falou por detrás da cabo, era Marley passando pela senhorita abacate. – Ué, cadê seus óculos? – Ele indagou. – Um acidente. Você está com os reservas? – O ruivo esticou sua mão e recebeu uma caixa que havia no bolso das calças do grandalhão. –Aqui.

Os óculos eram diferentes do de antes, este já eram maiores e sua lentes arredondadas. – Odeio isso. – Resmungou o avermelhado colocando o item sobre seu nariz, era quase impossível reconhecer o homem, se antes as mulheres o achavam sexy pelo seu rosto fino e um pouco afeminado, agora só parecia um nerd. – Que isso, ficou ótimo! – Colocava uma de suas mãos escondendo seus dentes, o valentão não se continha. – Calado! – O doutor de animais lhe dava um soco na perna de Marley. A conversa não durou muito, Evangeline com olhos afiados retornava com uma postura mais imponderada, não era a major simpática, sua aura dominava aquele espaço dos integrantes de sua célula. – Atenção!

Todos direcionavam seus olhos para ela. – Temos uma missão. – Certamente que todos sorriram, menos o Hector obviamente. – Estamos encarregados de algo importante mais uma vez rapazes e Elise. – Ela soltava um sorriso confiante para a cabo. – Mantendo sigilo o objetivo principal, vamos atrás de um documento importante em um posto do governo, o local fica próximo do QG da marinha, será perigoso. – E Isaac acrescentava. – Quando não é?

O grupo era forte, não era sua primeira missão e talvez não fosse a última se tudo desse certo no final das contas. – Estão preparados? – A líder perguntava, a reposta era simples e direta. – Sim! – Todos respondiam quase de imediato. Esta era a parte da organização da equipe e suas funções, não podiam ficar com um grupo tão grande, seriam formado duplas, assim como da última vez, Takeo era escolhido preferencialmente pela Major ficariam encarregados de proteger e observar a área, pois na infiltração ficaria encarregados Hector e Elise, a cabo tinha uma recompensa por sua cabeça, ficar de guarda poderia atrair atenção indesejada dado o conhecimento de sua pessoa no mundo. Marley e Isaac também estariam a cargo da infiltração, porém este era a equipe auxiliar, ao invadi, não poderiam dizer ao certo o que poderiam se deparar. Ficariam a cargo de possível resgaste ou suporte além de serem se tudo desse errado, retornar para informar ao grupo de patrulha. – Todos concordam? – Perguntava, eles já tinham recebido a localização e possível planta do lugar, uma casa mais atípica já que era mais larga tendo cômodos e um jardim.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySab 27 Jun 2020, 18:24

This is (Not) Possible


Quando fui ao armazém, já esperava que armas seriam oferecidas pelo o responsável do local, eu ainda não estava decidida se trocaria de armamento antes da missão, haviam pontos tanto a favor quanto contra essa decisão. No final das contas, resolvi respirar fundo e pensar mais uma vez sobre o que escolheria. “Tenho certeza que a minha lâmina atual aguenta, pelo menos, essa missão. Já passamos por tantas coisas juntas... Depois que isso tudo acabar, eu penso se lhe troco ou não.” No final das contas, optei por recusar a oferta do senhor a minha frente. O engraçado é que, segundo suas palavras, ele era o irmão gêmeo do que encontrei mais cedo. Independentemente da veracidade do que ele diz, o meu tom seria o mesmo utilizado quando pisei ali pela primeira vez. – Agradeço, mas deixa pra outra hora. – Me despediria do idoso, e seguiria com meu passeio pela base. Após avisar Marley, e considerando seu jeito magnético de chamar atenção, o grupo já deveria ter se encontrado.

E acabamos por nos encontrar, cada um com seu jeito típico, com exceção do ruivo, que parecia bem desanimado por estar sem seus óculos. "Deve ser horrível não enxergar um palmo a sua frente.” Por sorte, Marley aparecia bem na hora, e lhe entregava um par de óculos reserva, que era nitidamente diferente do seu usual. Suas feições mudavam, ele parecia um menino ainda mais bobo e infantil que antes, e ele parecia notar isso. E eu não deixei de estranhar a diferença que um único adereço fez na aparência do ruivo. “Difícil acreditar que foi alguém assim que me ensinou a seduzir pessoas.” E, de novo, o ruivo e o grisalho começavam a brigar, por mais que eu estivesse me acostumando com aquela rivalidade entre os dois revolucionários, aquilo ainda me dava nos nervos. “Céus, eu espero que eles não fiquem de picuinha no meio da missão!” Por instinto, dei uns dois passos para trás, me afastando dos brigões. Foi justo nesse momento que nossa líder aparecia, nos informando sobre nossa missão e como seria executada. Semelhante ao que fiz na ilha anterior, teríamos que roubar documentos do Governo Mundial. A minha sorte foi de não ser a comandante de todos os revolucionários na missão. “E, além disso, alguns me parecem bem experientes... Talvez eu até possa relaxar um pouco...” Besteira minha. Se uma célula inteira estava envolvida, é por que não seria fácil. Tenho que dedicar cada fibra do meu corpo para que tenhamos sucesso.

Evangeline continuou acrescentando mais detalhes. Nosso grupo seria dividido em duplas, cada uma com sua função. O mais importante é que os encarregados da invasão seriam Hector e eu. Justo os revolucionários mais discretos do grupo. Encarei a situação de forma neutra, não conhecia muito bem meu companheiro, mas confiava nas minhas habilidades furtivas. Um possível problema seria a localização da invasão, por ser próxima do QG da marinha, poderíamos acabar atraindo atenção indesejada para nossa pequenina tarefa. “É um desafio que estou disposta a aceitar.” Dando um passo a frente, assenti com a cabeça e fitei a ruiva. – Estou... Quase pronta. – Já sentia a vergonha subindo pela garganta, atrapalhando minha fala, mas insisti em me pronunciar. – Estamos saindo agora? E-Eu... – Cocei a cabeça, sem jeito. – Preciso fazer uma coisinha. É bem rápido, podem ir na minha frente, se quiserem. – Seria naquele singelo momento que eu apressaria o passo, retiraria minha mochila das costas e procuraria por um cômodo vazio na nossa base. Sentia meu coração palpitando intensivamente, pois o que estava prestes a fazer seria, sem sombra de dúvidas, embaraçoso.

“Sem chance que eu vou lá pra fora desse jeito. Eu... Não quero ficar toda suada, essa porcaria de ilha é quente demais! Ficar desse jeito perto deles... Não chega perto da vergonha que sentiria se ficasse encharcada de suor e fedida!” Estava decidida. Vestiria as novas roupas que comprei quando cheguei em Baterilla. Sim, elas eram bem provocantes, e isso me deixava mais recatada que o normal, mas, ainda assim, é melhor do que parecer um poço de chorume ambulante. E, apesar de estar mais chamativa do que antes, meu novo traje me deixava bem mais leve que o anterior, que era quase grudado em mim. A mobilidade extra certamente seria útil, em algum momento. Me certificaria de que não havia ninguém por perto, e me trocaria no primeiro quarto livre que encontrasse. Guardaria minhas velhas vestes verdes na mochila e daria um jeito de esconder minha Katana, embainhada, na mais nova vestimenta e retornaria para o grupo. A minha postura seria ainda mais fechada que o normal, evitaria contato visual com quaisquer revolucionários a caminho. É claro que, com aquelas roupas, eu chamaria atenção demais. Evitar os olhares faria a situação ser menos humilhante. De rosto corado e braços cruzados, fitaria Evangeline novamente. – A-Agora sim, vamos? –Havia uma grande chance de as minhas novas vestes provocarem.... reações indesejáveis na equipe. Em especial, Takeo, talvez até mesmo Isaac, julgando pelos “afazeres” que ele teve na ilha. Qualquer olhar torto, ou comentário desinibido seria respondido com minha clássica falta de paciência. – P-Perdeu alguma coisa aqui? – A voz tentaria soar imponente, mas a timidez sobressairia.


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– De qualquer forma, a gente vai agora? – Eu realmente estava nos limites da minha paciência, e minhas esperanças de não ficar ainda mais ranzinza eram depositadas no frenesi da nossa tarefa. De qualquer forma, não havia muito o que fazer, então simplesmente esperaria até que pudéssemos sair da base em direção ao nosso novo objetivo. Durante o trajeto, primeiramente, me aproximaria de Evangeline, de forma discreta. Com uma cutucada no ombro, começaria a conversa. – Então... Mais alguma informação importante que devemos saber? – E depois dessa fala, não conversaria mais com Evangeline, ou melhor, não puxaria mais assunto. Eu ainda estava bem envergonhada de usar um traje tão extravagante. Minha atenção estaria focada naquele que invadiria o local comigo, Hector. Aproximaria do homem calado, e assim como fiz com a major, iniciaria a conversa de forma discreta. Pela natureza pouca emotiva do meu companheiro, eu acabava me sentindo um pouco mais a vontade ao conversar com ele. – Vamos invadir a base juntos. Bem, Hector, acho que agora é uma boa hora para nós conhecermos melhor. Me diga o que você sabe fazer, e também te conto o que sei. Acho que isso será vital para o nosso sucesso. – E pelo resto da caminhada, me manteria em silêncio, e não muito próxima dos outros revolucionários. “Afinal de contas, estou sendo procurada em Briss Kingdom. Sabe-se lá se também querem minha cabeça por aqui, então é melhor não atrair confusão pro restante do grupo.” Caso cheguemos no local sem maiores problemas, e antes de Evangeline dar mais ordens, avisaria para Hector que daria uma volta pelo local para reconhecimento. Com auxílio da planta que nos foi dada, procuraria por brechas na construção. Um lugar fácil para entrarmos, uma possível saída de emergência, e ficaria atenta, principalmente, ao trânsito de pessoas no local. Em especial, daqueles trajados como marinheiros ou com ternos luxuosos. Após isso, voltaria para o grupo e esperaria a discussão do plano, para expor minhas ideias a respeito da invasão.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptyDom 05 Jul 2020, 16:38




The Enemy Within
DEMORAR MAS RESPEITAR




Uh lala. – Disse Isaac ao avistar Elise em sua roupa de infiltração, o rosto vermelho de Marley foi escondido por alguns segundos por suas mãos, mas as brechas dos dedos se abriam para continuar encarando a moça. O restante não falava nada, roupas coladas eram flexíveis e leves sendo mais efetivas para missões discretas, além que andar no meio da rua com aquelas vestes não chamaria atenção indesejada já que a moda de Baterilla lhe permitia tal senso de moda tão sexy. A vergonha estava estampada na face da cabo, mas isto não derrubava o clima de uma missão ter que ser executada.

O objetivo da primeira dupla é primeiramente conseguir os documentos, estes são importantes para um projeto maior. – Com a planta do local em mãos, explicava para Hector e Elise os trajetos e onde ficaria o cofre, também dizia que existia uma margem de erro quanto a base inimiga. – Fiquem prontos para abater guardas, se houver algum alerta, peço que fujam imediatamente. – Os olhos da major cintilavam preocupação. – A segunda dupla de infiltração estará para ajudar em uma possível fuga e protegerá suas costas. Irei estabelecer o perímetro junto com Takeo, quando eu der o sinal, quero que invadam por aqui. – Indicava uma janela, ficava bem a vista, mas teriam de dá um jeito para entrarem sem serem vistos, Evangeline afirmou que tudo daria certo.

Preparados, Takeo ia na frente com Evangeline, não estavam com pressa para se encaminhar em direção da missão, já era mais um tardar da noite, não havia tanta movimentação nas ruas e Evangeline e Takeo seguiam a frente observando tudo. Os sinais eram bem fáceis de notar, mexidas nos cabelos da major, não trocavam olhares, apenas continuavam a andar. Elise iniciava um bate papo com Hector, este que a fitava com seus olhos frios e profundos, gesticulava com a boca sem sair som, porém podia-se notar o que falava. – Não precisamos. Apenas me acompanhe. – Não havia tom, no entanto, podia sentir a autoridade por trás de suas palavras.

A agente novata da célula também queria dá uma verificada pela região, porém este não era seu trabalho e logo antes de andar, Hectora segurava sua mão e seus dedos se entrelaçavam com os dela. Parecia apenas mais um casal andando naquela noite soturna, ele não se incomodava com suas ações e movimentada sua cabeça com sutileza, seus olhos travados nas pessoas e as vezes fitando a moça ao qual segurava a mão. Estava encenando na ocasião, não demorou muito para finalmente ver a construção do governo, o QG da marinha também estava bem aparente, diante toda a caminhada, havia passado algumas patrulhas de marinheiros já que quanto mais perto chegavam da missão, mais inimigos estavam a vista.

Estou vendo a janela. – Afirmou Hector indicando sutilmente com sua cabeça, Takeo estava mais a frente, em frente a casa, existia marinheiros em posto. Precisariam de uma distração, era trabalho da major assegurar que seus companheiros se infiltrassem, entrou em uma loja e minutos depois um pequeno incêndio começava, não era nada demais, mas chamou tanto a atenção do público quanto dos oficiais da lei. – É a hora.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptyTer 07 Jul 2020, 17:39

We Are (Not) a Team


As reações quanto ao meu novo traje eram melhores do que imaginava. É claro, um ou outro pervertido olharam torto para mim, e foram devidamente retrucados. O resto do grupo encarou a situação com tranquilidade, afinal, eles viviam em Baterilla. Roupas mais provocantes faziam parte de seu cotidiano. Apesar de ter uma resposta positiva, eu ainda me sentia apreensiva me vestindo assim. “Eles podem até estar acostumados... Mas eu não! Definitivamente, não.” Por mais que tentasse, eu não conseguia ocultar a vergonha na minha face. A minha sorte foi que, quando saímos para cumprir com nossos deveres, o dia já estava quase acabando. Podia ser só uma impressão minha, mas Baterilla parecia mais vazia. “Em outras palavras, menos gente para me ver... Desse jeito.” Sim, a reação que os transeuntes poderiam ter ao me ver era minha maior preocupação. A caminhada até o QG fora tranquila, tive tempo de sobra para pensar sobre o plano. Teríamos que entrar por uma janela, achar um cofre, abater quem estiver no nosso caminho e sair discretamente de lá. Parecia fácil, levando em conta o tamanho da equipe e a simplicidade de nossas ordens. “Atacar um veículo era pra ter sido fácil também, Elise. Mas você se lembra MUITO bem do que aconteceu.” Talvez não fosse bom relaxar tanto assim. De tempos em tempos, minha intuição pessimista acerta, sabe-se lá o que diabos nos espera naquela casa.

Ainda assim, foi difícil conter meus ânimos, insisti em dar uma olhada no perímetro, apesar de não fazer parte das ordens de Evangeline, e Hector me segurou pelas mãos, sendo mais precisa, entrelaçando aqueles dedos nojentos nos meus. “Mas que porra?” Acho que não mencionei, mas o comportamento dele me deixou um pouco... Curiosa. Tentei trocar informações com ele, e ele foi ainda mais seco do que quando falei sobre a amiga dele. A sua indiferença comigo, e a ousadia de fazer algo tão pervertido quanto de agarrar-me em público me faziam perder a paciência. É como se ele me visse como uma subordinada. Porém, eu contive minha vontade de socá-lo, momentaneamente. Afinal, não é como se eu quisesse chamar atenção de quem passava ao nosso redor. “Já basta a atenção que essas roupas depravadas chamam.” Quando ele encostou em mim, respondi com uma fitada, acompanhada de uma bufada raivosa, e interrompi meu ímpeto curioso. Continuei o caminho com a mão entrelaçada ao brutamontes desrespeitoso, mas sempre sinalizando que não estava nem um pouco confortável. “Como eles falavam lá no East? Lembrei! Com cara de bunda.” Daquele ponto em diante, a expressão azeda no meu rosto era nítida.

E finalmente chegávamos ao nosso objetivo. A tal casa do governo mundial. Evangeline agiu rápido e começara uma distração, era a nossa chance de invadir o local, enquanto um pequeno fogaréu queimava uma lojinha ali perto. Assim que os demais pedestres estivessem distraídos, eu me desvencilharia de Hector, de um jeito um tanto quanto pomposo, um aviso indireto para não fazer aquilo de novo. Fitaria o revolucionário, me aproximando do nosso local de entrada. – Eu vou primeiro. – Era uma decisão simples, coerente, e que o já silencioso Hector provavelmente não questionaria. Por ser menor e por consequência mais ágil, era melhor que eu entrasse antes do revolucionário, e assim o faria. Se fosse necessário, pediria auxílio da minha dupla. Depois que adentrasse, ajudaria o revolucionário, estendendo meu braço como um apoio. Durante todo esse processo inicial de infiltração, estaria com as seguintes palavras na ponta da língua, prontas para serem ditas no momento mais oportuno. – Não se esqueça, Hector, que nós dois somos cabos. Nós trabalhamos JUNTOS, entendeu? – E evitaria falar mais do que aquilo. Por ser um homem de poucas palavras, acredito que ele entenderia bem o motivo da minha fala rude com ele. E, além disso, não era uma ideia muito inteligente falar tanto assim durante uma operação que exigia discrição.

De resto, uma vez que estivesse dentro da construção do governo, eu agiria com a maior cautela e furtividade possível. Me movimentaria com os joelhos arqueados, os passos sendo dados da forma mais silenciosa e serena possível. Enquanto percorríamos o trajeto traçado pela major, me esgueiraria pelas paredes, cantos e demais locais e objetos oportunos que ajudassem a me esconder. Eu sempre fitaria bem o local que estivesse adentrando antes de tomar qualquer decisão, em especial, estaria atenta a presença humana por onde eu passasse. Se havia outra coisa que me preocupava, era a chance de Hector tentar alguma besteira barulhenta, então, se sentisse que ele fosse executar alguma manobra que fugisse da minha estratégia, o seguraria, entraria em seu caminho, enfim, tentaria impedir sua burrice de alguma forma não espalhafatosa. Se tudo desse certo, estaríamos a poucos passos dos documentos que procurávamos. Mas, no caso de alguém nos detectar, formos atacados ou situação parecida, o que me restava era tentar evadir, correndo na direção oposta, até que conseguisse me esconder ou escapar dali.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptyQui 09 Jul 2020, 18:43




The Enemy Within
DEMORAR MAS RESPEITAR



A reação do Elise foi má vista por Hector, ambos estavam em missão, tanto as ações da garota de desviar das ordens quanto ao seu humor fizeram o cabo se indagar se havia apertado demais a mão da moça ou ela não havia gostado da atitude, porém estava completamente consciente que seu movimento havia sido perfeito, a segunda opção era a correta. Não falou nada, observou a cara feia da garota abacate e se questionou como alguém como ela havia se tornado uma cabo, mesmo uma simples ação para desfoque foi o suficiente para deixa-la irritada. Ela afirmou que iria primeiro, o revolucionário olhou rapidamente para os lados e deixou que a mesma começasse a infiltração, passava pelo jardim aberto, a janela não era muito alta e facilmente pode abrir a mesma e entrar na casa, mesmo fazendo birra, ela ajudava o homem na entrada e a dupla de Marley e Isaac demoraria cerca de alguns minutos para entrar também, estes cobririam outro perímetro, mas tinham um ponto para se encontrarem e prosperarem na missão.

A casa à primeira vista estava silenciosa, as luzes apagadas e sem sinais de residentes, o silêncio foi interrompido pela doce voz da cabo. Indicava que missão era feita em equipe e que independente da hierarquia deveriam fazer tudo juntos, Hector cerrou suas sobrancelhas com sua expressão séria, ele não falou uma única palavra apenas concordou balançando sua cabeça calmamente e por um momento questionou-se ela tinha experiência nesse tipo de missão, se era sua primeira vez, no entanto, conseguia perceber que a mesma tinha habilidades para tal e seus movimentos eram quase insonoros. Estavam num cômodo que pelo mapa da arquitetura do lugar se tratava do quarto de hospedes, ambos estavam fazendo movimentos calculados para não fazer barulhos desnecessários.

Demorava para os olhos da gatuna se aperfeiçoarem com a quantidade de luz do ambiente, Hector por sua vez assimilava-se muito bem para o ambiente tomando a frente e efetuando algumas anotações mentais. Abria a porta devagar e observou pela fresta se havia agentes ou marinheiros ali, sem sinal de vida pelo corredor que daria acesso aos quartos principais e salão. Pelo que viram, os documentos ficavam no escritório no segundo andar, as escadas para o acesso superior ficavam no salão, era um ponto bem visto e guardas poderiam facilmente ver duas pessoas se esgueirando para subir pelos degraus.

Quando começaram a sair do quarto de hospedes, o revolucionário erguia seu punho rapidamente, o sinal era claro. – Pare. – Dizia sem precisar abrir sua boca. – Alguém aí? – Perguntou uma voz desconhecida, ele tinha percebido rapidamente a porta semi-aberta, agora Bernstein podia ouvir os sons dos passos, os sentidos do cabo eram muito afiados. A aproximação era lenta, mas o inimigo estaria no comodo em questão de segundos, teriam que planejar rapidamente. – Eu cuido disso. – Apontado para si e dando um ok com uma mão e movendo seus lábios para a mesma fazer uma leitura clara.

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MensagemAssunto: Re: Cap. 2 - The Enemy Within   Cap. 2 - The Enemy Within - Página 3 EmptySab 25 Jul 2020, 17:47

We Are (Not) a Team, Are We?


O início da invasão foi até que... Tranquilo. Sendo sincera, conseguimos adentrar naquele prédio com uma facilidade tão grande que até me deixava intrigada. Bem, não é como se fosse questão de sorte. Foi tudo parte do plano da major. “Sim, a ajuda de Evangeline e dos outros foi crucial.” Um simples incêndio foi o suficiente para dispersar as tropas que vigiavam o local, pelo menos por enquanto, nossas preocupações seriam somente o que estava ali dentro. O que me aguardava dentro daquele prédio enorme? É o que estava prestes a descobrir. Depois de passar pelo jardim aberto, entrei pela janela e ajudei com que meu calado companheiro entrasse também, o restante provavelmente não demoraria muito para chegar. Por enquanto, estávamos num cômodo escuro, e não dava para escutar muitos ruídos vindos dali se comparado ao deslumbrante horizonte de Baterilla, com tantas cores fortes e vívidas, dava um belo de um contraste. “Tão grande que eu mal consigo enxergar aqui, céus...” É, me sentir perdida ali não era uma das melhores sensações que já tive, mas ainda assim, sabendo da presença do meu companheiro ali e, principalmente, graças as minhas habilidades furtivas, eu conseguia dar meu jeito de evitar tropeçar e causar um furdúncio desnecessário.  “Um passo errado, Elise, e toda a missão vai pro brejo.”

No final das contas eu consegui cumprir a dificílima tarefa de me guiar pelo quarto escuro. Hector e eu demos uma rápida espiada no lado de fora do quarto, e o que víamos? Nada. Não era exatamente um lugar em branco, vazio e aberto, mas sim um monte de corredores e cômodos sem presença alguma de guardas. Nós definitivamente estávamos no quarto de hóspedes, como descrito na planta do local que recebemos, e Hector estava ciente disso. “E mesmo se tivesse, não sei se ele estaria aberto para conversar sobre” É, um detalhe que passou batido foi a reação de Hector quando deixei claro que devíamos trabalhar como parceiros, e não numa relação de chefe e subordinada. O que eu posso dizer é que, mesmo com a expressão facial monótona dele, dava para perceber que não gostou muito do meu comentário. “Como se isso importasse agora... Foco no objetivo, Elise!” Eu chacoalhei a cabeça, para um rápido choque de realidade, e voltei a focar-me no presente.

Com nossas informações confirmadas, não havia com o que se preocupar naquele andar. Poderíamos passar facilmente por ali, sem causar problemas e pensar em como chegar na sala dos documentos, essa sim, muito bem vigiada e que, certamente, possuiria alguns guardas. Pelo menos foi o que pensei, até Hector agir estranho pra cima de mim. “Quê?” Arqueei as sobrancelhas, por não entender o que estava dizendo, mas pelo movimento de seus lábios, parecia ser algo semelhante a “pare.” Normalmente eu diria alguma coisa, mas por já ter falado demais numa missão que envolvia discrição, optei pelo silêncio e, em segundos, a resposta veio. Uma voz indagava se havia alguém no quarto de hóspedes, e junto dela, passos, que ficavam mais altos quanto mais se aproximavam. “M-Merda! Devem ter percebido a porta aberta.” Minha intuição me faria agarrar o cabo da espada de imediato, mas antes que eu prosseguisse, Hector voltava a gesticular e, mesmo eu que não sou muito boa em comunicação, conseguia entender o conteúdo da sua mensagem. “Então ele vai cuidar disso?” Para alguém tão calado, ele sabia falar bem, ao menos através de gestos. Ainda assim, eu não largaria minha arma, pois queria entender como o revolucionário cuidaria do nosso problema.

Me limitaria a me esconder ainda mais nos cantos escuros do cômodo, escondendo minha presença e desembainhando levemente minha espada. Com o olhar fixo na entrada do quarto, eu esperaria pelo encontro inevitável dos dois para, então, decidir o que faria. Se notasse uma mínima resistência por parte do homem ao que Hector fizesse, uma tentativa de escapar, gritar ou pedir por ajuda, não hesitaria em sair do meu esconderijo e golpeá-lo com minha arma, com força suficiente para nocauteá-lo ou, caso preciso, mata-lo antes que chamasse atenção demais. Com a ameaça resolvida, comunicar com meu companheiro se tornaria mais uma vez necessário e, infelizmente, eu não tinha aquela habilidade com gestos que nem ele, então teria de falar, mas, dessa vez, tomando alguns cuidados. Me aproximaria de Hector e murmuraria o que tinha em mente. – Então... Agora que cuidamos dessa questão. – Olharia para o intruso, que provavelmente estaria morto ou inconsciente no chão. – Tem alguma ideia de como vamos chegar lá em cima? Pois eu tive. – E explicaria meu plano para Hector, chegando ainda mais perto e cochichando. Mesmo que sentisse repulsa dessa proximidade, ainda mais do revolucionário apático. – Que tal se você usar as roupas desse cara... – Eu não sabia exatamente o que ele estava vestindo, mas, levando em conta que estava patrulhando os corredores do prédio, ele provavelmente era um guarda, e suas vestes deveriam ser padrão para todos os outros que teriam por ali. – Para você se disfarçar como guarda, e passar com tranquilidade por esse andar? Talvez consiga até mesmo chegar no segundo com tranquilidade. – Eu esperava convencer Hector com minhas palavras, pois não fazia ideia se quem estava naquela casa sentiria falta do homem que acabara de sumir. – Enquanto você consegue passear com tranquilidade, eu vou me esgueirando, sempre próxima, e você vai me dando sinais para ficar atenta. Se algo acontecer, desde que estejamos próximos... Eu consigo bolar uma distração. –

É claro que ficaria meio envergonhada por elaborar um plano daqueles, mas não via um desenrolar mais frutífero para nós. Um guarda cair de bandeja para que abatêssemos? Não é algo que acontece todo dia. Torcia para que Hector não visse minha liderança como uma afronta, e sim uma forma eficiente de prosseguir com a missão. Se concordasse, eu ajudaria com tudo que pudesse para seu disfarce ficar convincente. Retiraria o uniforme do homem caído, ajudando meu companheiro a se vestir, e, se necessário, também procuraria por um adereço para que ele usasse na cabeça pelo cômodo de hóspedes. Algo que não fugisse muito do estilo da vestimenta do guarda. E, é claro, se houvesse alguma mancha de sangue na roupa, por conta do abate do homem, daria um jeito de escondê-la, com algo que encontrasse no cômodo, ou tentaria limpá-la, ao menos diminuir os indícios que fosse... Sangue. Por fim, com tudo ocorrendo certo, esconderia o corpo do homem, estivesse ele morto ou desacordado, no cômodo, num armário, no mesmo canto escuro que me escondi, e sairia dali. Com a porta fechada, gesticularia para Hector, disfarçado de guarda, avançasse com a missão, enquanto me esgueiraria pelos corredores, um pouco recuada dele, utilizando as informações memorizadas da planta me guiar. Se tudo ocorresse bem, já estaríamos próximos do segundo andar.

Histórico da Garota Abacate:
 

Demais informações:
 

Objetivos:
 

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Narração

– Fala –

"Pensamento"

Título

Ouça a voz da Elise:
 



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