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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 12 Fev - 23:02

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cory Atom. A qual não possui narrador definido.


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Kiomaro Roshiro
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 20 Maio - 0:42



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Vivo e enterrado


De todo aquele tempo em Toroa Island eu nunca havia me sentido tão vivo e morto ao mesmo tempo…

Aquela sequência quase perfeita de assaltos me fez sentir a liberdade finalmente correr em minhas veias, estava livre de tudo! O sentimento da euforia de cada assalto era quase um deleite, fazia todo a humilhação do dia anterior e do meio desse dia parecer banal e risível até para mim. De fato tão risivel que não conseguia conter a risada no chão, ria com vontade com todo ar que meu pulmão podia puxar sem que meu peito doesse, mas claro que meu riso durou pouco, interrompido por uma dor tremenda nas costas devido a queda. Até meus pensamentos doíam e minha mente ficava confusa.

"Droga… O chapéu saiu daqui ileso como que aquele… Ah é! ele usou uns lençóis…Porcaria!"

Tentaria me levantar mesmo que meu corpo todo alertasse que era uma péssima ideia devido a dor lancinante e sairia o mais rápido possível daquele lugar.

"Lascou de vez! Agora vão ser dez mafiosos inflexiveis atrás de mim ao invés de um…"

Me sentia, portanto, morto ou pelo menos sentenciado a morte, mas até aquela sensação de que poderia acabar sendo pego e morto era de certa forma libertadora. "Eu era de fato um peão, mas o mafioso inflexivel havia cometido um erro grosseiro em sua análise do nosso pequeno jogo de xadrez:

Um peão quando se aproxima demais do território inimigo afia sua lâmina e se torna aquilo que ele quiser, até mesmo uma rainha… Qual a peça mais livre do jogo senão a rainha? Cheque-mate senhor mafioso"

E por falar em xadrez por que não contar algumas peças…

O mafioso, chapéu, Daisy e peixe-podre já estavam fora da jogada, significando que sobravam ainda 8 competidores. Era quase certo que a gaivota, cowboyboy, o garçom, a baterista e eu éramos cinco desses competidores o que significava que três estavam totalmente ocultos, podiam estar em qualquer lugar, planejando uma forma de me tirarem do jogo ou até me observando, já estava mais que óbvio como eu não poderia confiar em mais ninguém na ilha, podia ser qualquer um até mesmo o mimico…

Saber que não podia confiar em ninguém era uma chatisse, pois eu tinha que me preparar de alguma forma para a competição. Eu sabia que precisava de um trunfo maior do que atuar ou saber roubar carteiras, dois dos competidores já eram mestres naquelas áreas, precisava de um diferencial maior e minha queda do segundo andar do Pub me dava uma ótima ideia… Vou aprender a cair! Não só cair, vou aprender a rolar, saltar, pular e me mexer de uma forma mais sutil e ágil, isso com certeza vai ser um diferencial magnífico que vai surpreender a todos!

"HAHAHAHA CORY VOCÊ É UM GÊNIO!!! Mas como…" Não importava o quanto eu pensasse nada me passava pela cabeça, era como um bloqueio criativo, eu não podia simplesmente piscar e *pooof* saber dar saltos fantásticos? Aquilo me agonizava de uma maneira terrível, pra falar a verdade eu não sabia nem pular corda direito, imagina só um prédio...


Eu estava frustrado, quebrado, desconfiado do mundo e de todos e levemente faminto devido a correria daquele dia, assim que fosse para longe daquele Pub doentio eu buscaria um local para comer nas redondezas de onde estivesse. Minha frustração seria tanta que eu nem me interessaria em passar a perna nos vendedores de comida apenas diria. -quero o prato mais barato que vocês tiverem aí por favor…- com uma voz chateado e procuraria pouco movimentado sem ninguém para desconfiar enquanto eu comia sentado tranquilamente olhando o horizonte em busca de inspiração para a habilidade que me desse vantagem na competição.






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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 20 Maio - 22:36


Narração - Cory Atom



A gargalhada do nosso criminoso não foi atrapalhada pelas dores. A pancada da queda do segundo andar fora distribuída entre dos lados do corpo conforme a queda foi aparada por um primeiro telhado antes de cair no chão.

Mas a dor nas costas logo se tornou irrelevante quando começou a ouvir passos de mafiosos lá em cima.

Tosses fortes saíam pela janela enquanto os homens tombavam para fora, ainda sendo afetados pelos efeitos do gás.

Cory corria para longe deles e se afastava mancando rumo à cidade, deixando o Rose Pub para trás junto com uma lembrança olfativa que estaria também marcada para sempre na mente da família Profiacce.

Falando em aromas...

O cheiro de rosas era sobreposto por um ainda mais delicioso: Um pedaço de carne que assava em uma barraquinha em um local próximo ao Rose Pub. Embora agora Cory tivesse talvez uma dezena de inimigos na ilha, caminhava despreocupado até a barraca e pagava mil berries pelo pedaço mais gorduroso e feioso. Seu cheiro, em especial, fora o pior cheiro que havia sentido desde que chegara na ilha.

Sentado na praça e completamente desprotegido ele comia seu pedaço gorduroso de carne.

Sua visão periférica captava algo de incrível: Um pescador passeava pela cidade saindo do porto e vindo em direção à cidade. Uma carroça cheia de peixes estava às suas costas, e uma sombra felina mergulhou de um dos muros próximos e caminhou por sobre barracas e por entre pessoas em altíssima velocidade e com toda sorte de movimentos quadrúpedes.

Saltou para longe da carroça com um peixe na boca, e um trio de cachorros que o acompanhavam na rua foi rapidamente evitado de forma eficaz graças às suas habilidades de aproveitar o máximo do ambiente para escalar o muro com o peixe na boca.

O olhar do gato era como o de um mestre da noite; O que realmente era. Suas habilidades para o roubo e capacidades acrobáticas não perdiam em nada para o submundo, sendo ele muito provavelmente o primeiro mestre daqueles que viriam a ser chamados de gatunos.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQui 21 Maio - 16:31



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Acho que eu vi um gatinho...


Comia absolutamente despreocupado meu pedaço nojento de carne quando uma cena espetacular me roubou a atenção…

"Gatos sempre foram para mim uma forte inspiração, às vezes maior que qualquer ser humano. Me identificava com aquela curiosidade ingênua dos felinos que vez ou outra os colocavam em situações delicadas, mas me impressionava ainda mais os artifícios que eles tinham para se safarem ilesos quando eram emboscados. Um felino dificilmente mostra suas garras para um inimigo que ele sabe que não pode lidar, muito pelo contrário, eles se esconde e buscam cobertura em algum lugar alto, muitas vezes efetuando saltos improváveis e alcançando locais que para um animal de seu tamanho pareceriam impossíveis. Já quando estão caçando eles demonstram o máximo destreza e agilidade, derrubando seus inimigos com movimentos únicos e velozes. Mas não posso esquecer do mais importante… Gatos sempre caem de cabeça para cima!!"

Ver o felino efetuando aquele roubo como um ladrão profissional fez meus olhos brilharem novamente, a frustração que dominava meu corpo saia de uma vez e um sorriso gigantesco surgia em meus lábios. "É você! Você vai me ensinar a cair!!

Faria um pequeno comprimento com uma reverência ao chefe que me serviu aquela carne horrorosa e diria: -Obrigado pela comida! Estava uma porcaria…- e sairia correndo em direção ao gato ladrão acrobata, vocalizando alguns chamativos como: -Psiu psiu vem cá gatinho!-

Munido de minha falta total de habilidades acrobaticas eu provavelmente não conseguiria acompanhar seus movimentos ligeiros então teria que arrumar algum jeito de chamar a atenção dele para tentar o seguir quando o perdesse de vista…

Iria até a carroça de peixe do homem e quando ele estivesse de costas, me aproximaria andando como um pedestre qualquer na rua, puxando de lá quantos peixes eu pudesse guardar em meus bolsos e então seguiria andando olhando na direção do horizonte totalmente distraído.

Início do aprendizado da perícia acrobacia
Usaria os peixes como um incentivo a mais para o gato se aproximar de mim, largando um de cada vez no chão e esperando pacientemente e escondido ele se aproximar para abocanhar o peixe e então assustando-o com um pulo, observando bem a forma com que ele escalava as paredes e muros para fugir de mim e adaptando seus movimentos de quadrúpede para os meus de humano bípede, com rolamentos e usando minhas mãos para alcançar certas superfícies.

Repetiria o processo exaustivamente, visando sempre progredir um pouco mais, se no começo eu não conseguisse nem subir um muro como o gato fazia eu treinaria essa etapa até o movimento se tornar automático, se eu não conseguisse cair em pé como o gato eu me lançaria de cima de um muro até conseguir mesmo que minhas pernas ficassem bambas e doessem ou se minha cara ficasse inchada de tanto cair no chão, então aumentaria o tamanho do desafio, primeiro um muro pequeno, depois um maior, aí um telhado como aquele do rose pub.

Mas meu objetivo não era apenas escalar e cair, aquilo não não faria muita diferença na competição, eu tinha que usar aquela habilidade de uma forma imprevissivel e adaptar o movimento com alguns rolamentos e giros no ar. Eu sabia que era importante não pular etapas no aprendizado, portanto usaria todo o tempo do mundo para que os saltos e quedas mais básico não fossem um problema eu passaria a arriscar alguns rolamentos e giros no ar.

Se fosse humanamente possível eu certamente não dormiria e seguiria o gato a noite do dia seguinte pois eu estava totalmente entregue a aprender aquela habilidade incrível dos felinos, mas como eu não conseguiria ficar acordado dois dias seguidos assim que eu começasse a ficar exausto eu me recolheria em algum beco escuro para dormir, mesmo que a noite fosse fria e brutal eu não podia arriscar ir a um hotel, a máfia poderia me encontrar facilmente lá e eu não iria correr esse risco atoa…

Tentaria acordar o mais cedo possível, me alimentar no mesmo lugar, pagando a mesma quantia, elogiando ironicamente o cozinheiro também da mesma forma e roubando mais alguns peixes para seduzir os gatos e treinar ainda mais as acrobacias, ousando cada vez mais e polindo os movimentos forçando ao máximo minha destreza, força e equilíbrio.
Fim do aprendizado

Quando o fim da tarde começasse a surgir em Toroa tentaria me aproximar do meu gato mestre uma última vez e sem toca-lo agradeceria por tudo que ele havia me ensinado, mesmo que ele não tenha feito nada afinal era só um animal querendo sobreviver e mesmo também que ele não entendesse uma palavra do que eu falasse dizendo: -Obrigado professor gatinho, um dia eu volto com mais alguns peixes pra você...-. Tendo agradecido ao gato eu iria até o porto aonde o navio do vem ver toroa partiria, usando o capuz do meu casado para me manter furtivo e andando junto com as multidões para não chamar atenção...




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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyOntem à(s) 9:53


Narração - Cory Atom



-Obrigado pela comida! Estava uma porcaria… - O homenzinho que atendia na barriga fazia uma figa para o Cory correndo para longe. -Psiu psiu vem cá gatinho! - O gato se afastava dele com o máximo de velocidade possível, e de visível do seu corpo negro eram apenas seus olhos verdes e penetrantes refletindo a luz do sol, quando se esgueirou na sombra de um prédio.

Sem muitos problemas, Cory conseguiu pegar cinco peixes da carroça do homem, e o cheiro forte incomodava seu estômago ainda um tanto vazio, sobrepondo até mesmo o doce das flores.

Mas para o gato aquele cheiro era como o almoço, muito mais importantes que as rosas inúteis, e por isto sua silhueta felina se curvava na direção do gatuno, e seus olhos brilhavam ainda mais.

Nas três horas seguintes o gato e o gatuno dividiram peixes e conhecimento.

De postura altiva, com o queixo erguido e com passos vagarosos e quase dançados o mestre das ruas se aproximava do primeiro peixe posto no chão. Como seus ancestrais adorados em Alabasta, talvez, ele parecia carregar uma nobreza real em sua forma de agir, e seus olhos eram penetrantes.

Comeu o peixe devagar, sem se preocupar com o seu aprendiz. E, assim que terminou, partiu deixando apenas as espinhas no chão.

O aprendiz perseguiu o seu mestre em seus movimentos através dos muros da cidade, vendo-o saltar por entre latas de lixo, muros e telhados.

Em um movimento rápido, o gato pulava de um lado para o outro de um muro e atingiu uma altura que era impossível para humanos sem acrobacia. Parecia ficar lá de cima esperando a reação do aprendiz.

Repetiu os movimentos que havia assistido seu mestre fazer com quatro patas com suas apenas duas, pulando de um muro para o outro, usando os dois braços apenas no final para se segurar, durante diversas vezes. Caiu algumas dezenas de vezes até conseguir, mas com a imagem mental do que o animal havia acabado de fazer se tornava mais fácil continuar tentando, e aos poucos se aproximou do que imaginava que deveria ser o movimento.

Quando alcançou o telhado em que o animal estava, o mesmo já estava em outro telhado, sem ensiná-lo como havia chegado ali. Cory teve de deixar o peixe no chão como pagamento pela próxima lição.

O gato saltou de um telhado para o outro e pegou o peixe, saltando de volta para o outro lado.

Imitando os movimentos do gato, dobrando bem as pernas e saltando como se mergulhasse diagonalmente no ar, ele conseguiu chegar do outro lado com facilidade.

O gato continuou correndo, andando sobre o ar em seus saltos nos telhados, percebendo que a distância entre os telhados aumentava cada vez mais, e que aos poucos ficava cada vez mais difícil. Seu mestre silencioso o ensinava, acima de tudo, sobre a distribuição do seu peso no corpo. E acrobacia se tratava exatamente daquilo: Coragem e usar o desequilíbrio ao próprio favor.

Em um dado ponto o criminoso percebeu que apenas a sua força e seria insuficiente para atravessar a distância; Teve de usar a força do próprio peso, calibrada para a frente, e por pouco sua mão alcançou a beira do outro telhado.

O gato caminhava de cabeça para baixo e barriga para cima se segurando em um fio, com vários movimentos rápidos de mão e com as pernas.

Desta vez Cory teve de ter bastante coragem e o mestre teve a paciência de receber o seu pagamento em peixes após. Quase não recebera, pois o seu aluno trocou de mãos em algumas das vezes e em uma delas inclusive ficou pendurado pela ponta dos dedos. Nada como o medo para motivá-lo a aprender rapidamente.

Em cima da laje de uma construção abandonada os dois continuaram o aprendizado: Com uma pedra pendurada sobre o nariz, o gato começava a equilibrá-la em mais um ensinamento valioso. Se acrobacia era sobre saber como utilizar o próprio peso e a distribuição dele ao seu favor, também era sobre usar o peso de outras coisas da forma certa. O pequeno animal equilibrava a pedra plana sobre o nariz sem muitas dificuldades, mexendo o rosto em diversas direções e a mantendo equilibrada.

Cory fazia o mesmo usando várias pedras ao mesmo tempo e as próprias mãos, praticando um pouco de malabarismo, compreendendo que a depender de onde pusesse os membros seus pesos poderiam se anular da mesma forma que estava fazendo com as pedras... Extensões do seu corpo... Poderia fazer com o próprio corpo... Como se removesse as pedras.

O gato pegou o seu quarto peixe enquanto ele praticava.

E era agora que vinha o verdadeiro desafio: O animalzinho saltou para o andar de baixo, caindo com as quatro patas.

Como seria possível para o garoto fazer aquilo sem se ferir?

O animal já havia pego o quinto peixe e estava lá embaixo. Indo embora já que não possuía mais razões para estar com Cory.

Foi bastante doloroso cair de um ponto para o outro da primeira vez, mas compreendeu a forma como o animal desacelerava o próprio corpo e distribuía os pontos de apoio para sofrer menos com o peso.

Praticou isto incessantemente, aprendendo por diversas vezes o valor da angulação da queda e do uso dos rolamentos. Com o tempo e com um pouco de prática, compreendeu até mesmo sobre como saltos mortais eram tão somente saltar alto e usar o peso das pernas para guiar o corpo para trás e sobre a dificuldade que existia em plantar bananeira sem um apoio... Algo que só poderia ser superado com mais agilidade.

Já eram cerca de 17 horas da tarde quando o seu mestre felino sumiu nas sombras, deixando apenas espinhas de peixe no chão...

-Obrigado professor gatinho, um dia eu volto com mais alguns peixes pra você...

De barriga vazia e bastante suado e cansado, o competidor da Liga dos Doze se dirigia na direção do porto, a caminho do Vem Ver Toroa...

Alguns estivadores que haviam terminado os trabalhos por aquele dia saíam suados e sem camisa. Um comentava com o outro: - Parece que os mais ricos da ilha vão vir... A partida é no horário do almoço... A festa vai ser um jantar... Cinquenta mil berries apenas pra entrar!! Quem será que tem dinheiro para um ingresso assim??

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Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Ingresso


Estava muito grato pelos ensinamentos do professor gatinho, embora ele fosse só um gato sua sabedoria ia além da de qualquer humano quando se tratava de acrobacias. Eu me sentia muito sortudo por ter nascido capaz de muitas vezes não precisar de um professor me dizendo exatamente o que eu tinha que fazer para aprender algumas coisas, mas me sentia ainda mais sortudo por ter cruzado com aquele gato, mesmo com muita facilidade em aprender se eu não tivesse tido aquela inspiração certamente não teria nem ideia de como começar…

Estava faminto após tanto treino e nem gostaria de arriscar um salto mortal com a barriga vazia daquele jeito. Caminhando em direção ao porto onde alguns estivadores conversavam no fim do seu expediente me deparei com a triste noticia de que o ingresso para o vem ver toroa era caro. “50 mil berris... eu tenho esse dinheiro e não seria um problema pagar a entrada por conta própria, mas por que pagar a droga da entrada se eu posso simplesmente roubar o ingresso de alguém ué?”

Buscaria um lugar para me alimentar de carne nas redondezas do porto pagando a quantia máxima de 5 mil berris, de preferência optaria por um lugar  movimentado para poder me camuflar com a multidão. “Pagar pra comer é uma droga! No navio de Kouha pelo menos tinha o Jonny que fazia comida pra gente, Jonny eu juro que você é o único que eu sinto falta….” .

Uma vez de barriga cheia meu objetivo seria encontrar o local onde vendiam os bilhetes para entrar no jantar do vem ver toroa e de um canto observar atentamente as pessoas que iam adquirir seus ingressos.

Caso os ingressos não estivessem a venda naquele dia eu teria me recolheria para dormir em algum beco e tentar roubar algum no dia seguinte.

Caso os ingressos estivessem a venda naquele dia me lembraria de como Kouha sempre me alertava que roubar ricos era uma tarefa que exigia maior autocontrole, pois os ricos exercem grande influência em cidades e roubá-los a maioria das vezes é arriscado e chama atenção, mas eu estava disposto a correr riscos pela minha devoção de ser um ladrão maior do continente, roubar um rico seria uma forma de provar a mim mesmo poderia correr aquele risco, alem disso eu já tinha a mafia querendo cortar minha cabeça, que mal fazia apenas mais um pouco de pessoas querendo o mesmo?

Observaria todos os perfis de compradores e assim que localizar um que parecesse nobre ou suficientemente bem abastado eu travaria minha mira de ladrão em sua direção e analisaria em que bolso ele colocava o ingresso ou se ele simplesmente segurava na mão; se dava para alguem segurar, se colocava numa mochila ou bolsa, não importava, o que importava era apenas saber aonde o ingresso estava inserido.

Uma vez que eu soubesse aonde o ingresso estava eu começaria a seguir a pessoa marcada furtivamente até que ela se distanciasse dos seguranças do porto/marinheiros e então no momento que eu percebesse uma abertura, como uma conversa ou uma distração qualquer eu correria em direção ao alvo com o máximo de agilidade possível  -assim como o professor gatinho havia roubado seu peixe-  eu puxaria o ingresso de sabe-se lá aonde ele estivesse guardado e então me prepararia para fugir munido de meus conhecimentos adquiridos no treino com o gato. Procuraria correr em direção a um muro no qual eu pudesse escalar com apoio de qualquer objeto próximo e então me projetaria do muro para o telhado de alguma casa através de um salto e usando as duas mãos para me agarrar e subir caso não fosse possivel com um unico salto. Uma vez no telhado de alguma casa ou construção qualquer, eu tentaria continuar me movendo para outros telhados abusando de movimentos acrobáticos para me locomover, usando saltos e caindo com rolamentos, me equilibrando em cabos de um edifício para o outro tudo de forma muito agil e por cima da vista da marinha e da pessoa que eu havia roubado.

Quando eu não percebesse mas nenhum som de pessoas embaixo de mim querendo cortar minha cabeça isso significaria que os havia despistado e então me recolheria em algum beco para tentar dormir e acordar no outro dia pronto para embarcar no navio do vem ver toroa.



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Narração - Cory Atom



Assim como seu mestre das ruas, Cory Atom mergulhou nas sombras recém formadas da noite. O sol se punha, e o submundo se levantava no horizonte. O capuz o misturava ao resto do ambiente, o camuflando junto aos planos sórdidos do mundo.

Jogado ao mundo, sua barriga roncava como o felino vira-lata que era, e sua mente perspicaz se afigurava em busca do seu próximo alimento.

Comeu carne na barraca do mesmo senhorzinho que antes, o que era bastante constrangedor, visto que o havia falado que a comida estava horrível. Pagou três mil berries por um pedaço bem melhor e que lhe deu muito mais condição física e assistiu enquanto o senhor desmontou a barraca e foi embora carrancudo.

Já eram cerca de 17:30... O gatuno seguiu mergulhado na escuridão até o fim de sua refeição, observando por presas fáceis e nutritivas.

Caminhando pela cidade assistiu as silhuetas ao seu redor desaparecendo aos poucos, conforme algumas lojas se fechavam e o fluxo de pessoas diminuía. Os aromas se faziam cada vez mais presentes conforme outros cheiros desapareciam, e luzes nos postes indicavam as lojas noturnas começando a abrir.

Um vestido balão azul claro tornado azul escuro pela escuridão chamou a sua atenção próximo ao balcão aberto do Vem Ver Toroa. Subindo o olhar notou um leque de mesma cor e um chapéu de estilo rococó combinando com a cor do vestido. Uma mulher gorducha se aproximava do balcão acompanhada por outros dois guardas a pé: - Ora, ora... Boa noite. - O som dos seus saltos parava. - Ainda estão vendendo os ingressos para a excursão?

- Sim, senhora... Estamos abertos té as 19:30. São 50 mil berries. - Sem falar uma palavra sequer e com a postura bastante altiva, a mulher se abanou enquanto um dos seus seguranças tirava os cinquenta mil berries e entregava para o atendente. O atendente escreveu algo no ingresso e o entregou. - Obrigado, senhora. Tenha uma boa viagem. Partiremos amanhã às 12:30 e o jantar será à noite... - A mulher pegou o ingresso e deu as costas e saiu andando sem respondê-lo. Parecia que o boa noite anterior havia sido automático, como que uma formalidade.

Os dois seguranças acompanhando a mulher a viam andar muito mais à frente deles, mantendo um distanciamento arrogante dos dois como se os desprezasse.

Mal sabia ela que aquilo era perfeito para bandidos como Cory.

Vultuosamente disparou-se em direção à nobre, roubando o ingresso ainda em sua mão e deixando tanto ela quanto os seguranças horrorizados com a velocidade.

Teve uma tremenda dificuldade para subir o muro com velocidade, visto que a habilidade acrobática não lhe garantia velocidade física. Tempo o suficiente para poder ser bem visto pelos seguranças que o perseguiram, mas não o suficiente para que pudesse ser alcançado.

Subiu nos telhados e sumiu novamente na escuridão, utilizando sua acrobacia de forma lenta entretanto certeira para criar distância o suficiente entre si mesmo e os perseguidores. Ouvia o choro da mulher ao longe...

Ao pegar o ingresso e conferi-lo quando pôde voltar à luz de um dos postes, viu escrito ao punho do próprio atendente as palavras: INGRESSO EXCLUSIVO D. Clarice Orange.

Afinal de contas... Fazia todo o sentido.

Qualquer ladrão seria capaz de roubar o ingresso de um nobre. Mas pra entrar naquela competição - que já havia começado - seria necessário ou roubar dinheiro o suficiente para comprar o ingresso... Ou ter habilidade o suficiente para forjar um ingresso... Ou fazer como o lendário Organizador, e roubar a identidade de alguém que estaria lá para participar.

Já eram 18h. Em uma hora e meia o balcão de vendas fecharia.

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- Cindy Vallar  

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Kiomaro Roshiro
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Kiomaro Roshiro

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Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Disfarce


Estava completamente realizado com o fato de ter conseguido roubar o ingresso das mãos daquela nobre metida a besta, o seu choro de fundo deixou a situação ainda mais emocionante de forma que eu não conseguia sequer disfarçar o sorriso em minha face enquanto esbanjava triunfantemente o bilhete contra luz para ler melhor as informações nele contidas.

"HAHAHAHAHA toma essa Charlotte Orange!! Você não é párea para as incríveis habilidades de roubo de Cory Atom, filho de Kou… Perai o bilhete tá marcado? Que merda!!!!!"

O sorriso deixou minha face de súbito e uma expressão de raiva misturada com tristeza tomava seu lugar. "eu devia ter imaginado que o ingresso ia ser marcado". Mesmo que aquilo não diminuisse quase nada a minha satisfação em roubar aquela nobre me chateava o fato daquele ingresso ser inútil para mim e levantei a mão com raiva para atirá-lo no chão de e pisar em cima com força até rasgar mas um pensamento me ocorreu na mesma hora …

Talvez não seja tão inútil assim.

Senti a chave da lavanderia lavanda tilintar em minha roupa como se me chamasse para um grande plano.

Nesse momento eu também cheguei a pensar: "será que não seria mais sensato simplesmente comprar um ingresso normalmente e entrar como um cidadão de bem comum?" A resposta era "claro que sim". Mas havia algo mais importante em jogo do que a sensatez, já não se tratava apenas do dinheiro da entrada, a marcação feita no bilhete por aquele funcionário era uma espécie de desafio para os ladrões que dizia: "pode tentar roubar se quiser, não vai adiantar nada se você não puder usá-lo para entrar''. O desafio estava lançado e a minha honra como ladrão posta a prova, não importava como, eu tinha que arranjar uma forma de entrar no navio sem pagar o maldito ingresso!

Eu iria até a lavanderia lavanda e caso ela estivesse fechada eu entraria pela porta dos fundos assim como Coby havia feito e pegaria uma roupa chique que me deixasse com cara de um membro da alta sociedade, mesmo que aquilo me desse nojo e eu odiasse ficar trocando de roupa afinal era uma falta de pragmatismo terrível, e se possível procuraria também uma mochila ou sacola de material opaco que iria usar para guardar minhas roupas quando começasse o plano. Daria também uma vasculhada no caixa da loja para ver se havia algum dinheiro e se tivesse pegaria."Eles devem ter esvaziado antes de fechar mas vale a pena conferir né?...."

Estando com tudo em mãos eu sairia da loja cobrindo meus rastro e prestando atenção se tudo estava conforme antes de eu ter entrado, com exceção do uniforme e descansaria em um beco para acordar cedo no dia seguinte…

Quando acordasse eu trocaria de roupa e vestiria a boina que antes era de chapéu e agora seria meu disfarce e guardaria as minhas roupas na sacola ou mochila.

Caso eu não encontrasse nada para guardá-las eu simplesmente as abandonaria no beco, pegando meus pertences de valor antes, e iria para a fila de entrada da embarcação, trajando meu novo visual nobre. "Eu volto pra buscar vocês quando eu ganhar essa droga de liga…"

No porto eu manteria uma mão sempre na boina escondendo o máximo possível o rosto e observaria bem o movimento na fila da embarcação, observaria principalmente onde os ricos guardavam os bilhetes deles e escolheria um alvo homem que estivesse com o bilhete no bolso de trás e iria me posicionar na fila logo atrás dele. Quando estivesse quase na nossa vez de entrar no navio eu trocaria o meu bilhete envenenado com o nome de Charlotte Orange pelo dele, assim quando ele apresentasse o bilhete provavelmente aquilo geraria uma confusão enorme e até mesmo se a Charlotte estivesse lá em busca do ladrão iria desconfiar da pessoa, enquanto isso eu pacientemente apresentaria meu bilhete roubado ao homem na entrada e ainda comentaria com ele de forma requintada e debochando daquele furdunço gerado por mim mesmo: -Que homem patético não é mesmo? Ainda bem que todos os bilhetes são marcados com os nomes dos compradores para evitar esse tipo de confusão…- e entraria no barco dando um última olhada para trás com um sorriso sarcástico estampado no rosto para ver o que estava acontecendo com o homem após ter sido acusado injustamente por mim.

Chegando lá eu iria direta para o banheiro colocar minhas roupas habituais e jogaria as roupas chiques pela janela do navio, com uma certa repulsa imensurável. "credo não acredito que eu tive que usar isso por mais de 30 minutos…". Caso eu não tivesse conseguido levar minhas roupas para dentro da embarcação eu ficaria muito triste mas aceitaria o fato de ter que usar aquelas roupas cafonas pelo resto do dia, o prêmio me recompensaria por essa vergonha, assim espero...








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