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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom

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MensagemAssunto: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 12 Fev 2020, 23:02

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cory Atom. A qual não possui narrador definido.


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Kiomaro
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 20 Maio 2020, 00:42



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Vivo e enterrado


De todo aquele tempo em Toroa Island eu nunca havia me sentido tão vivo e morto ao mesmo tempo…

Aquela sequência quase perfeita de assaltos me fez sentir a liberdade finalmente correr em minhas veias, estava livre de tudo! O sentimento da euforia de cada assalto era quase um deleite, fazia todo a humilhação do dia anterior e do meio desse dia parecer banal e risível até para mim. De fato tão risivel que não conseguia conter a risada no chão, ria com vontade com todo ar que meu pulmão podia puxar sem que meu peito doesse, mas claro que meu riso durou pouco, interrompido por uma dor tremenda nas costas devido a queda. Até meus pensamentos doíam e minha mente ficava confusa.

"Droga… O chapéu saiu daqui ileso como que aquele… Ah é! ele usou uns lençóis…Porcaria!"

Tentaria me levantar mesmo que meu corpo todo alertasse que era uma péssima ideia devido a dor lancinante e sairia o mais rápido possível daquele lugar.

"Lascou de vez! Agora vão ser dez mafiosos inflexiveis atrás de mim ao invés de um…"

Me sentia, portanto, morto ou pelo menos sentenciado a morte, mas até aquela sensação de que poderia acabar sendo pego e morto era de certa forma libertadora. "Eu era de fato um peão, mas o mafioso inflexivel havia cometido um erro grosseiro em sua análise do nosso pequeno jogo de xadrez:

Um peão quando se aproxima demais do território inimigo afia sua lâmina e se torna aquilo que ele quiser, até mesmo uma rainha… Qual a peça mais livre do jogo senão a rainha? Cheque-mate senhor mafioso"

E por falar em xadrez por que não contar algumas peças…

O mafioso, chapéu, Daisy e peixe-podre já estavam fora da jogada, significando que sobravam ainda 8 competidores. Era quase certo que a gaivota, cowboyboy, o garçom, a baterista e eu éramos cinco desses competidores o que significava que três estavam totalmente ocultos, podiam estar em qualquer lugar, planejando uma forma de me tirarem do jogo ou até me observando, já estava mais que óbvio como eu não poderia confiar em mais ninguém na ilha, podia ser qualquer um até mesmo o mimico…

Saber que não podia confiar em ninguém era uma chatisse, pois eu tinha que me preparar de alguma forma para a competição. Eu sabia que precisava de um trunfo maior do que atuar ou saber roubar carteiras, dois dos competidores já eram mestres naquelas áreas, precisava de um diferencial maior e minha queda do segundo andar do Pub me dava uma ótima ideia… Vou aprender a cair! Não só cair, vou aprender a rolar, saltar, pular e me mexer de uma forma mais sutil e ágil, isso com certeza vai ser um diferencial magnífico que vai surpreender a todos!

"HAHAHAHA CORY VOCÊ É UM GÊNIO!!! Mas como…" Não importava o quanto eu pensasse nada me passava pela cabeça, era como um bloqueio criativo, eu não podia simplesmente piscar e *pooof* saber dar saltos fantásticos? Aquilo me agonizava de uma maneira terrível, pra falar a verdade eu não sabia nem pular corda direito, imagina só um prédio...


Eu estava frustrado, quebrado, desconfiado do mundo e de todos e levemente faminto devido a correria daquele dia, assim que fosse para longe daquele Pub doentio eu buscaria um local para comer nas redondezas de onde estivesse. Minha frustração seria tanta que eu nem me interessaria em passar a perna nos vendedores de comida apenas diria. -quero o prato mais barato que vocês tiverem aí por favor…- com uma voz chateado e procuraria pouco movimentado sem ninguém para desconfiar enquanto eu comia sentado tranquilamente olhando o horizonte em busca de inspiração para a habilidade que me desse vantagem na competição.



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Última edição por Kiomaro em Seg 29 Jun 2020, 00:27, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 20 Maio 2020, 22:36


Narração - Cory Atom



A gargalhada do nosso criminoso não foi atrapalhada pelas dores. A pancada da queda do segundo andar fora distribuída entre dos lados do corpo conforme a queda foi aparada por um primeiro telhado antes de cair no chão.

Mas a dor nas costas logo se tornou irrelevante quando começou a ouvir passos de mafiosos lá em cima.

Tosses fortes saíam pela janela enquanto os homens tombavam para fora, ainda sendo afetados pelos efeitos do gás.

Cory corria para longe deles e se afastava mancando rumo à cidade, deixando o Rose Pub para trás junto com uma lembrança olfativa que estaria também marcada para sempre na mente da família Profiacce.

Falando em aromas...

O cheiro de rosas era sobreposto por um ainda mais delicioso: Um pedaço de carne que assava em uma barraquinha em um local próximo ao Rose Pub. Embora agora Cory tivesse talvez uma dezena de inimigos na ilha, caminhava despreocupado até a barraca e pagava mil berries pelo pedaço mais gorduroso e feioso. Seu cheiro, em especial, fora o pior cheiro que havia sentido desde que chegara na ilha.

Sentado na praça e completamente desprotegido ele comia seu pedaço gorduroso de carne.

Sua visão periférica captava algo de incrível: Um pescador passeava pela cidade saindo do porto e vindo em direção à cidade. Uma carroça cheia de peixes estava às suas costas, e uma sombra felina mergulhou de um dos muros próximos e caminhou por sobre barracas e por entre pessoas em altíssima velocidade e com toda sorte de movimentos quadrúpedes.

Saltou para longe da carroça com um peixe na boca, e um trio de cachorros que o acompanhavam na rua foi rapidamente evitado de forma eficaz graças às suas habilidades de aproveitar o máximo do ambiente para escalar o muro com o peixe na boca.

O olhar do gato era como o de um mestre da noite; O que realmente era. Suas habilidades para o roubo e capacidades acrobáticas não perdiam em nada para o submundo, sendo ele muito provavelmente o primeiro mestre daqueles que viriam a ser chamados de gatunos.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQui 21 Maio 2020, 16:31



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Acho que eu vi um gatinho...


Comia absolutamente despreocupado meu pedaço nojento de carne quando uma cena espetacular me roubou a atenção…

"Gatos sempre foram para mim uma forte inspiração, às vezes maior que qualquer ser humano. Me identificava com aquela curiosidade ingênua dos felinos que vez ou outra os colocavam em situações delicadas, mas me impressionava ainda mais os artifícios que eles tinham para se safarem ilesos quando eram emboscados. Um felino dificilmente mostra suas garras para um inimigo que ele sabe que não pode lidar, muito pelo contrário, eles se esconde e buscam cobertura em algum lugar alto, muitas vezes efetuando saltos improváveis e alcançando locais que para um animal de seu tamanho pareceriam impossíveis. Já quando estão caçando eles demonstram o máximo destreza e agilidade, derrubando seus inimigos com movimentos únicos e velozes. Mas não posso esquecer do mais importante… Gatos sempre caem de cabeça para cima!!"

Ver o felino efetuando aquele roubo como um ladrão profissional fez meus olhos brilharem novamente, a frustração que dominava meu corpo saia de uma vez e um sorriso gigantesco surgia em meus lábios. "É você! Você vai me ensinar a cair!!

Faria um pequeno comprimento com uma reverência ao chefe que me serviu aquela carne horrorosa e diria: -Obrigado pela comida! Estava uma porcaria…- e sairia correndo em direção ao gato ladrão acrobata, vocalizando alguns chamativos como: -Psiu psiu vem cá gatinho!-

Munido de minha falta total de habilidades acrobaticas eu provavelmente não conseguiria acompanhar seus movimentos ligeiros então teria que arrumar algum jeito de chamar a atenção dele para tentar o seguir quando o perdesse de vista…

Iria até a carroça de peixe do homem e quando ele estivesse de costas, me aproximaria andando como um pedestre qualquer na rua, puxando de lá quantos peixes eu pudesse guardar em meus bolsos e então seguiria andando olhando na direção do horizonte totalmente distraído.

Início do aprendizado da perícia acrobacia
Usaria os peixes como um incentivo a mais para o gato se aproximar de mim, largando um de cada vez no chão e esperando pacientemente e escondido ele se aproximar para abocanhar o peixe e então assustando-o com um pulo, observando bem a forma com que ele escalava as paredes e muros para fugir de mim e adaptando seus movimentos de quadrúpede para os meus de humano bípede, com rolamentos e usando minhas mãos para alcançar certas superfícies.

Repetiria o processo exaustivamente, visando sempre progredir um pouco mais, se no começo eu não conseguisse nem subir um muro como o gato fazia eu treinaria essa etapa até o movimento se tornar automático, se eu não conseguisse cair em pé como o gato eu me lançaria de cima de um muro até conseguir mesmo que minhas pernas ficassem bambas e doessem ou se minha cara ficasse inchada de tanto cair no chão, então aumentaria o tamanho do desafio, primeiro um muro pequeno, depois um maior, aí um telhado como aquele do rose pub.

Mas meu objetivo não era apenas escalar e cair, aquilo não não faria muita diferença na competição, eu tinha que usar aquela habilidade de uma forma imprevissivel e adaptar o movimento com alguns rolamentos e giros no ar. Eu sabia que era importante não pular etapas no aprendizado, portanto usaria todo o tempo do mundo para que os saltos e quedas mais básico não fossem um problema eu passaria a arriscar alguns rolamentos e giros no ar.

Se fosse humanamente possível eu certamente não dormiria e seguiria o gato a noite do dia seguinte pois eu estava totalmente entregue a aprender aquela habilidade incrível dos felinos, mas como eu não conseguiria ficar acordado dois dias seguidos assim que eu começasse a ficar exausto eu me recolheria em algum beco escuro para dormir, mesmo que a noite fosse fria e brutal eu não podia arriscar ir a um hotel, a máfia poderia me encontrar facilmente lá e eu não iria correr esse risco atoa…

Tentaria acordar o mais cedo possível, me alimentar no mesmo lugar, pagando a mesma quantia, elogiando ironicamente o cozinheiro também da mesma forma e roubando mais alguns peixes para seduzir os gatos e treinar ainda mais as acrobacias, ousando cada vez mais e polindo os movimentos forçando ao máximo minha destreza, força e equilíbrio.
Fim do aprendizado

Quando o fim da tarde começasse a surgir em Toroa tentaria me aproximar do meu gato mestre uma última vez e sem toca-lo agradeceria por tudo que ele havia me ensinado, mesmo que ele não tenha feito nada afinal era só um animal querendo sobreviver e mesmo também que ele não entendesse uma palavra do que eu falasse dizendo: -Obrigado professor gatinho, um dia eu volto com mais alguns peixes pra você...-. Tendo agradecido ao gato eu iria até o porto aonde o navio do vem ver toroa partiria, usando o capuz do meu casado para me manter furtivo e andando junto com as multidões para não chamar atenção...

Histórico:
 


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Última edição por Kiomaro em Seg 29 Jun 2020, 00:32, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptySab 23 Maio 2020, 09:53


Narração - Cory Atom



-Obrigado pela comida! Estava uma porcaria… - O homenzinho que atendia na barriga fazia uma figa para o Cory correndo para longe. -Psiu psiu vem cá gatinho! - O gato se afastava dele com o máximo de velocidade possível, e de visível do seu corpo negro eram apenas seus olhos verdes e penetrantes refletindo a luz do sol, quando se esgueirou na sombra de um prédio.

Sem muitos problemas, Cory conseguiu pegar cinco peixes da carroça do homem, e o cheiro forte incomodava seu estômago ainda um tanto vazio, sobrepondo até mesmo o doce das flores.

Mas para o gato aquele cheiro era como o almoço, muito mais importantes que as rosas inúteis, e por isto sua silhueta felina se curvava na direção do gatuno, e seus olhos brilhavam ainda mais.

Nas três horas seguintes o gato e o gatuno dividiram peixes e conhecimento.

De postura altiva, com o queixo erguido e com passos vagarosos e quase dançados o mestre das ruas se aproximava do primeiro peixe posto no chão. Como seus ancestrais adorados em Alabasta, talvez, ele parecia carregar uma nobreza real em sua forma de agir, e seus olhos eram penetrantes.

Comeu o peixe devagar, sem se preocupar com o seu aprendiz. E, assim que terminou, partiu deixando apenas as espinhas no chão.

O aprendiz perseguiu o seu mestre em seus movimentos através dos muros da cidade, vendo-o saltar por entre latas de lixo, muros e telhados.

Em um movimento rápido, o gato pulava de um lado para o outro de um muro e atingiu uma altura que era impossível para humanos sem acrobacia. Parecia ficar lá de cima esperando a reação do aprendiz.

Repetiu os movimentos que havia assistido seu mestre fazer com quatro patas com suas apenas duas, pulando de um muro para o outro, usando os dois braços apenas no final para se segurar, durante diversas vezes. Caiu algumas dezenas de vezes até conseguir, mas com a imagem mental do que o animal havia acabado de fazer se tornava mais fácil continuar tentando, e aos poucos se aproximou do que imaginava que deveria ser o movimento.

Quando alcançou o telhado em que o animal estava, o mesmo já estava em outro telhado, sem ensiná-lo como havia chegado ali. Cory teve de deixar o peixe no chão como pagamento pela próxima lição.

O gato saltou de um telhado para o outro e pegou o peixe, saltando de volta para o outro lado.

Imitando os movimentos do gato, dobrando bem as pernas e saltando como se mergulhasse diagonalmente no ar, ele conseguiu chegar do outro lado com facilidade.

O gato continuou correndo, andando sobre o ar em seus saltos nos telhados, percebendo que a distância entre os telhados aumentava cada vez mais, e que aos poucos ficava cada vez mais difícil. Seu mestre silencioso o ensinava, acima de tudo, sobre a distribuição do seu peso no corpo. E acrobacia se tratava exatamente daquilo: Coragem e usar o desequilíbrio ao próprio favor.

Em um dado ponto o criminoso percebeu que apenas a sua força e seria insuficiente para atravessar a distância; Teve de usar a força do próprio peso, calibrada para a frente, e por pouco sua mão alcançou a beira do outro telhado.

O gato caminhava de cabeça para baixo e barriga para cima se segurando em um fio, com vários movimentos rápidos de mão e com as pernas.

Desta vez Cory teve de ter bastante coragem e o mestre teve a paciência de receber o seu pagamento em peixes após. Quase não recebera, pois o seu aluno trocou de mãos em algumas das vezes e em uma delas inclusive ficou pendurado pela ponta dos dedos. Nada como o medo para motivá-lo a aprender rapidamente.

Em cima da laje de uma construção abandonada os dois continuaram o aprendizado: Com uma pedra pendurada sobre o nariz, o gato começava a equilibrá-la em mais um ensinamento valioso. Se acrobacia era sobre saber como utilizar o próprio peso e a distribuição dele ao seu favor, também era sobre usar o peso de outras coisas da forma certa. O pequeno animal equilibrava a pedra plana sobre o nariz sem muitas dificuldades, mexendo o rosto em diversas direções e a mantendo equilibrada.

Cory fazia o mesmo usando várias pedras ao mesmo tempo e as próprias mãos, praticando um pouco de malabarismo, compreendendo que a depender de onde pusesse os membros seus pesos poderiam se anular da mesma forma que estava fazendo com as pedras... Extensões do seu corpo... Poderia fazer com o próprio corpo... Como se removesse as pedras.

O gato pegou o seu quarto peixe enquanto ele praticava.

E era agora que vinha o verdadeiro desafio: O animalzinho saltou para o andar de baixo, caindo com as quatro patas.

Como seria possível para o garoto fazer aquilo sem se ferir?

O animal já havia pego o quinto peixe e estava lá embaixo. Indo embora já que não possuía mais razões para estar com Cory.

Foi bastante doloroso cair de um ponto para o outro da primeira vez, mas compreendeu a forma como o animal desacelerava o próprio corpo e distribuía os pontos de apoio para sofrer menos com o peso.

Praticou isto incessantemente, aprendendo por diversas vezes o valor da angulação da queda e do uso dos rolamentos. Com o tempo e com um pouco de prática, compreendeu até mesmo sobre como saltos mortais eram tão somente saltar alto e usar o peso das pernas para guiar o corpo para trás e sobre a dificuldade que existia em plantar bananeira sem um apoio... Algo que só poderia ser superado com mais agilidade.

Já eram cerca de 17 horas da tarde quando o seu mestre felino sumiu nas sombras, deixando apenas espinhas de peixe no chão...

-Obrigado professor gatinho, um dia eu volto com mais alguns peixes pra você...

De barriga vazia e bastante suado e cansado, o competidor da Liga dos Doze se dirigia na direção do porto, a caminho do Vem Ver Toroa...

Alguns estivadores que haviam terminado os trabalhos por aquele dia saíam suados e sem camisa. Um comentava com o outro: - Parece que os mais ricos da ilha vão vir... A partida é no horário do almoço... A festa vai ser um jantar... Cinquenta mil berries apenas pra entrar!! Quem será que tem dinheiro para um ingresso assim??

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyDom 24 Maio 2020, 01:33



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Ingresso


Estava muito grato pelos ensinamentos do professor gatinho, embora ele fosse só um gato sua sabedoria ia além da de qualquer humano quando se tratava de acrobacias. Eu me sentia muito sortudo por ter nascido capaz de muitas vezes não precisar de um professor me dizendo exatamente o que eu tinha que fazer para aprender algumas coisas, mas me sentia ainda mais sortudo por ter cruzado com aquele gato, mesmo com muita facilidade em aprender se eu não tivesse tido aquela inspiração certamente não teria nem ideia de como começar…

Estava faminto após tanto treino e nem gostaria de arriscar um salto mortal com a barriga vazia daquele jeito. Caminhando em direção ao porto onde alguns estivadores conversavam no fim do seu expediente me deparei com a triste noticia de que o ingresso para o vem ver toroa era caro. “50 mil berris... eu tenho esse dinheiro e não seria um problema pagar a entrada por conta própria, mas por que pagar a droga da entrada se eu posso simplesmente roubar o ingresso de alguém ué?”

Buscaria um lugar para me alimentar de carne nas redondezas do porto pagando a quantia máxima de 5 mil berris, de preferência optaria por um lugar  movimentado para poder me camuflar com a multidão. “Pagar pra comer é uma droga! No navio de Kouha pelo menos tinha o Jonny que fazia comida pra gente, Jonny eu juro que você é o único que eu sinto falta….” .

Uma vez de barriga cheia meu objetivo seria encontrar o local onde vendiam os bilhetes para entrar no jantar do vem ver toroa e de um canto observar atentamente as pessoas que iam adquirir seus ingressos.

Caso os ingressos não estivessem a venda naquele dia eu teria me recolheria para dormir em algum beco e tentar roubar algum no dia seguinte.

Caso os ingressos estivessem a venda naquele dia me lembraria de como Kouha sempre me alertava que roubar ricos era uma tarefa que exigia maior autocontrole, pois os ricos exercem grande influência em cidades e roubá-los a maioria das vezes é arriscado e chama atenção, mas eu estava disposto a correr riscos pela minha devoção de ser um ladrão maior do continente, roubar um rico seria uma forma de provar a mim mesmo poderia correr aquele risco, alem disso eu já tinha a mafia querendo cortar minha cabeça, que mal fazia apenas mais um pouco de pessoas querendo o mesmo?

Observaria todos os perfis de compradores e assim que localizar um que parecesse nobre ou suficientemente bem abastado eu travaria minha mira de ladrão em sua direção e analisaria em que bolso ele colocava o ingresso ou se ele simplesmente segurava na mão; se dava para alguem segurar, se colocava numa mochila ou bolsa, não importava, o que importava era apenas saber aonde o ingresso estava inserido.

Uma vez que eu soubesse aonde o ingresso estava eu começaria a seguir a pessoa marcada furtivamente até que ela se distanciasse dos seguranças do porto/marinheiros e então no momento que eu percebesse uma abertura, como uma conversa ou uma distração qualquer eu correria em direção ao alvo com o máximo de agilidade possível  -assim como o professor gatinho havia roubado seu peixe-  eu puxaria o ingresso de sabe-se lá aonde ele estivesse guardado e então me prepararia para fugir munido de meus conhecimentos adquiridos no treino com o gato. Procuraria correr em direção a um muro no qual eu pudesse escalar com apoio de qualquer objeto próximo e então me projetaria do muro para o telhado de alguma casa através de um salto e usando as duas mãos para me agarrar e subir caso não fosse possivel com um unico salto. Uma vez no telhado de alguma casa ou construção qualquer, eu tentaria continuar me movendo para outros telhados abusando de movimentos acrobáticos para me locomover, usando saltos e caindo com rolamentos, me equilibrando em cabos de um edifício para o outro tudo de forma muito agil e por cima da vista da marinha e da pessoa que eu havia roubado.

Quando eu não percebesse mas nenhum som de pessoas embaixo de mim querendo cortar minha cabeça isso significaria que os havia despistado e então me recolheria em algum beco para tentar dormir e acordar no outro dia pronto para embarcar no navio do vem ver toroa.



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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyDom 24 Maio 2020, 13:04


Narração - Cory Atom



Assim como seu mestre das ruas, Cory Atom mergulhou nas sombras recém formadas da noite. O sol se punha, e o submundo se levantava no horizonte. O capuz o misturava ao resto do ambiente, o camuflando junto aos planos sórdidos do mundo.

Jogado ao mundo, sua barriga roncava como o felino vira-lata que era, e sua mente perspicaz se afigurava em busca do seu próximo alimento.

Comeu carne na barraca do mesmo senhorzinho que antes, o que era bastante constrangedor, visto que o havia falado que a comida estava horrível. Pagou três mil berries por um pedaço bem melhor e que lhe deu muito mais condição física e assistiu enquanto o senhor desmontou a barraca e foi embora carrancudo.

Já eram cerca de 17:30... O gatuno seguiu mergulhado na escuridão até o fim de sua refeição, observando por presas fáceis e nutritivas.

Caminhando pela cidade assistiu as silhuetas ao seu redor desaparecendo aos poucos, conforme algumas lojas se fechavam e o fluxo de pessoas diminuía. Os aromas se faziam cada vez mais presentes conforme outros cheiros desapareciam, e luzes nos postes indicavam as lojas noturnas começando a abrir.

Um vestido balão azul claro tornado azul escuro pela escuridão chamou a sua atenção próximo ao balcão aberto do Vem Ver Toroa. Subindo o olhar notou um leque de mesma cor e um chapéu de estilo rococó combinando com a cor do vestido. Uma mulher gorducha se aproximava do balcão acompanhada por outros dois guardas a pé: - Ora, ora... Boa noite. - O som dos seus saltos parava. - Ainda estão vendendo os ingressos para a excursão?

- Sim, senhora... Estamos abertos té as 19:30. São 50 mil berries. - Sem falar uma palavra sequer e com a postura bastante altiva, a mulher se abanou enquanto um dos seus seguranças tirava os cinquenta mil berries e entregava para o atendente. O atendente escreveu algo no ingresso e o entregou. - Obrigado, senhora. Tenha uma boa viagem. Partiremos amanhã às 12:30 e o jantar será à noite... - A mulher pegou o ingresso e deu as costas e saiu andando sem respondê-lo. Parecia que o boa noite anterior havia sido automático, como que uma formalidade.

Os dois seguranças acompanhando a mulher a viam andar muito mais à frente deles, mantendo um distanciamento arrogante dos dois como se os desprezasse.

Mal sabia ela que aquilo era perfeito para bandidos como Cory.

Vultuosamente disparou-se em direção à nobre, roubando o ingresso ainda em sua mão e deixando tanto ela quanto os seguranças horrorizados com a velocidade.

Teve uma tremenda dificuldade para subir o muro com velocidade, visto que a habilidade acrobática não lhe garantia velocidade física. Tempo o suficiente para poder ser bem visto pelos seguranças que o perseguiram, mas não o suficiente para que pudesse ser alcançado.

Subiu nos telhados e sumiu novamente na escuridão, utilizando sua acrobacia de forma lenta entretanto certeira para criar distância o suficiente entre si mesmo e os perseguidores. Ouvia o choro da mulher ao longe...

Ao pegar o ingresso e conferi-lo quando pôde voltar à luz de um dos postes, viu escrito ao punho do próprio atendente as palavras: INGRESSO EXCLUSIVO D. Clarice Orange.

Afinal de contas... Fazia todo o sentido.

Qualquer ladrão seria capaz de roubar o ingresso de um nobre. Mas pra entrar naquela competição - que já havia começado - seria necessário ou roubar dinheiro o suficiente para comprar o ingresso... Ou ter habilidade o suficiente para forjar um ingresso... Ou fazer como o lendário Organizador, e roubar a identidade de alguém que estaria lá para participar.

Já eram 18h. Em uma hora e meia o balcão de vendas fecharia.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyDom 24 Maio 2020, 18:06



Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom


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Disfarce


Estava completamente realizado com o fato de ter conseguido roubar o ingresso das mãos daquela nobre metida a besta, o seu choro de fundo deixou a situação ainda mais emocionante de forma que eu não conseguia sequer disfarçar o sorriso em minha face enquanto esbanjava triunfantemente o bilhete contra luz para ler melhor as informações nele contidas.

"HAHAHAHAHA toma essa Charlotte Orange!! Você não é párea para as incríveis habilidades de roubo de Cory Atom, filho de Kou… Perai o bilhete tá marcado? Que merda!!!!!"

O sorriso deixou minha face de súbito e uma expressão de raiva misturada com tristeza tomava seu lugar. "eu devia ter imaginado que o ingresso ia ser marcado". Mesmo que aquilo não diminuisse quase nada a minha satisfação em roubar aquela nobre me chateava o fato daquele ingresso ser inútil para mim e levantei a mão com raiva para atirá-lo no chão e pisar em cima com força até rasgar mas um pensamento me ocorreu na mesma hora …

Talvez não seja tão inútil assim.

Senti a chave da lavanderia lavanda tilintar em minha roupa como se me chamasse para um grande plano.

Nesse momento eu também cheguei a pensar: "será que não seria mais sensato simplesmente comprar um ingresso normalmente e entrar como um cidadão de bem comum?" A resposta era "claro que sim". Mas havia algo mais importante em jogo do que a sensatez, já não se tratava apenas do dinheiro da entrada, a marcação feita no bilhete por aquele funcionário era uma espécie de desafio para os ladrões que dizia: "pode tentar roubar se quiser, não vai adiantar nada se você não puder usá-lo para entrar''. O desafio estava lançado e a minha honra como ladrão posta a prova, não importava como, eu tinha que arranjar uma forma de entrar no navio sem pagar o maldito ingresso!

Eu iria até a lavanderia lavanda e caso ela estivesse fechada eu entraria pela porta dos fundos assim como Coby havia feito e pegaria uma roupa chique que me deixasse com cara de um membro da alta sociedade, mesmo que aquilo me desse nojo e eu odiasse ficar trocando de roupa afinal era uma falta de pragmatismo terrível, e se possível procuraria também uma mochila ou sacola de material opaco que iria usar para guardar minhas roupas quando começasse o plano. Daria também uma vasculhada no caixa da loja para ver se havia algum dinheiro e se tivesse pegaria."Eles devem ter esvaziado antes de fechar mas vale a pena conferir né?...."

Estando com tudo em mãos eu sairia da loja cobrindo meus rastro e prestando atenção se tudo estava conforme antes de eu ter entrado, com exceção do uniforme e descansaria em um beco para acordar cedo no dia seguinte…

Quando acordasse eu trocaria de roupa e vestiria a boina que antes era de chapéu e agora seria meu disfarce e guardaria as minhas roupas na sacola ou mochila.

Caso eu não encontrasse nada para guardá-las eu simplesmente as abandonaria no beco, pegando meus pertences de valor antes, e iria para a fila de entrada da embarcação, trajando meu novo visual nobre. "Eu volto pra buscar vocês quando eu ganhar essa droga de liga…"

No porto eu manteria uma mão sempre na boina escondendo o máximo possível o rosto e observaria bem o movimento na fila da embarcação, observaria principalmente onde os ricos guardavam os bilhetes deles e escolheria um alvo homem que estivesse com o bilhete no bolso de trás e iria me posicionar na fila logo atrás dele. Quando estivesse quase na nossa vez de entrar no navio eu trocaria o meu bilhete envenenado com o nome de Charlotte Orange pelo dele, assim quando ele apresentasse o bilhete provavelmente aquilo geraria uma confusão enorme e até mesmo se a Charlotte estivesse lá em busca do ladrão iria desconfiar da pessoa, enquanto isso eu pacientemente apresentaria meu bilhete roubado ao homem na entrada e ainda comentaria com ele de forma requintada e debochando daquele furdunço gerado por mim mesmo: -Que homem patético não é mesmo? Ainda bem que todos os bilhetes são marcados com os nomes dos compradores para evitar esse tipo de confusão…- e entraria no barco dando um última olhada para trás com um sorriso sarcástico estampado no rosto para ver o que estava acontecendo com o homem após ter sido acusado injustamente por mim.

Chegando lá eu iria direta para o banheiro colocar minhas roupas habituais e jogaria as roupas chiques pela janela do navio, com uma certa repulsa imensurável. "credo não acredito que eu tive que usar isso por mais de 30 minutos…". Caso eu não tivesse conseguido levar minhas roupas para dentro da embarcação eu ficaria muito triste mas aceitaria o fato de ter que usar aquelas roupas cafonas pelo resto do dia, o prêmio me recompensaria por essa vergonha, assim espero...








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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyDom 24 Maio 2020, 23:32


Narração - Cory Atom



O frio da noite invadiu a Lavanderia Lavanda. Um pé à frente do corpo, a mão espalmada na porta, o cheiro dos perfumes se misturando à sua frente.

Adentrou o local.

Ouvia um miado do lado de fora, e seus instintos bandidos o faziam ir diretamente na direção da caixa onde estava o dinheiro. Ao abri-la, encontrou uma mensagem com uma caligrafia infantil NÃO FAÇA ISSO!. Realmente... Era fácil prever que ladrões roubam. Principalmente quando eles possuem a chave. E Chapéu havia deixado a chave com ele para que ele pudesse encontrar a mensagem sobre onde aconteceria a Liga... E roubar a caixa registradora da loja que ele possuía a chave poderia bagunçar toda a sua estratégia, já que ele tinha todo o cuidado de sempre colocar as roupas novamente no lugar após usá-las.

Olhando melhor ao redor.. Ele encontrava uma cesta com o seu próprio nome.

Ao se aproximar da cesta encontrou um lençol cobrindo um bilhete. Nele, estava contida uma mensagem com a mesma caligrafia infantil:

Bom... Se você estiver lendo isto eu provavelmente estou morto... Ou talvez tenha desistido de lutar contra o Peixe Podre para te salvar... O que significa que você pode morrer em algumas horas... Espero que leia essa mensagem antes... Bom... Eu resgatei a Daisy com a sua ajuda... Embora talvez sua ajuda não tenha sido de boa vontade... É só que... Você é um idiota e iria arruinar tudo. Mas foi bom te conhecer. A Liga dos Doze vai acontecer em um navio do Vem Ver Toroa. O Organizador... Bem... É uma longa história, mas ele é um ladrão incrível. E esta será uma das poucas chances de pegar pistas sobre ele. Além disso também deve haver algum grande tesouro. Mas o importante é saber mais sobre ele...

Obrigado por tudo, Cory. Cuidado com o Peixe Podre, ele deve esperar o vencedor no porto para roubá-lo. Deixe as chaves em algum lugar... Desculpa.

Ass: Chapéu.


Bem ao lado do bilhete estava uma outra cesta, na qual estava escrito Curry Atom.

Acontece que aquelas eram as roupas mais nobres do Tenente, as que ele utilizaria para ir ao evento.

E foram elas que Cory pôs em uma sacola quando deixou a loja.

Como aquilo poderia repercutir em Chapéu?

Foi uma noite difícil e desconfortável no beco. Mas nada com o qual um larápio como ele já não estivesse acostumado.

O sol - o principal arquinimigo daqueles do seu tipo - se ergueu rivalizando contra as tramoias, dificultando o trabalho dos ladrões e purificando suas práticas com a luz: Haveriam de ser vistas entretanto escondidas.

Sua barriga roncava de novo conforme caminhava de boina na cabeça e suas roupas de nobre: Uma camisa social de algodão, bordada com diversas flores de um tom um pouco mais escuro sobre a mesma, encimada por um por um sobretudo azul-escuro acompanhado por calças igualmente escuras. Um relógio de pulso cabia perfeitamente em seu antebraço, bem como um monóculo que apenas atrapalhava a sua visão.

Ninguém na fila em direção ao barco do Vem Ver Toroa poderia suspeitar que ele era um ladrão.

Fez o seu truque de mágica sem que ninguém percebesse, e apenas olhou sobre o ombro novamente quando ouvira as vozes do homem: - Não, não... Deve haver algum engano. Eu mesmo comprei os meus ingressos!!

- Me desculpe, senhor. Mas eu mesmo vi quando Charlotte teve seus ingressos roubados, ontem à noite. Guardas... Levem ele.

-Que homem patético não é mesmo? Ainda bem que todos os bilhetes são marcados com os nomes dos compradores para evitar esse tipo de confusão… - Subiu a esteira que levava para dentro do navio, e foi surpreendido por uma das maiores festas que já havia visto em sua vida.

Mais de uma dezena de garçons caminhavam com bandejas distribuindo comida para diversas mesas de nobres. Entre ele pôde distinguir facilmente o atendente do Bar Atividades Legais... Ele não o havia notado de volta, graças ao disfarce.

Servia uma mesa em que a Iron Maiden estava. Não se disfarçara de nobre nem nada do gênero, estando lá apenas com as suas roupas de sempre. Pela forma como ele parava e comentava no ouvido dela às vezes pareciam estar juntos. Nenhum sinal do mafioso ou da aliança entre eles... Apenas a Iron Maiden e o seu bando.

Foi até o banheiro e tentou trocar as suas roupas, mas simplesmente não encontrou o zíper daquelas peças caríssimas e desistiu.

Ao sair, a presença congelante de Cowboyboy o assustava conforme este entrava no banheiro do qual quase saíra sem disfarce... O clima do navio estava perigoso.

Mas ninguém ainda o havia reconhecido e por enquanto podia explorar o navio antes que ele partisse. Poderia satisfazer seu estômago faminto com a comida que quisesse, fosse das bandejas dos garçons ou fosse das que estavam dispostas naquela festa luxuosa.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptySeg 25 Maio 2020, 16:54



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A carta


Meu impulso imediato de verificar o caixa daquela lavanderia me levou a carta deixado por Coby que me dizia para não rouba-la, eu claro segui o conselho.

A carta seguinte coberta por lençóis com meu nome me deixou sem palavras.

A princípio eu ainda estava em dúvida se chapéu havia somente me usado para cumprir seus objetivos de resgatar a irmã e se livrar do peixe podre ou se ele de fato tinha se afeiçoado por mim. A carta póstuma me fez sorrir aliviado por saber que Coby estava bem, vivo e talvez até remoendo com vergonha o fato de ter deixado aquela carta melancólica para trás. Era estranho sentir tanta empatia por Coby, mas realmente o considerava um irmão imaturo e sábio, afinal ele era bem menos ingênuo do que eu mesmo tão novo e tinha soluções até simples para os problemas que surgiam em sua vida.

Chapéu Atom me ensinou a levar a vida com mais simplicidade.

O truque do ingresso funcionou como era de se esperar e eu ao subir a rampa de entrada direto para o navio dei de cara com uma das maiores festas que eu já havia presenciado na vida. "WOOW!! tá, não é maior do que aquela festa do Latsi no arquipélago Santorini, aquela do bingo que eu não ganhei, mas realmente é bem impressionante…"

Logo na entrada dei de cara com aquele garçom escorregadio, parte de mim queria dar um abraço nele por me ensinar aquela técnica tão útil mas eu sabia que acabaria saindo sem todo meu dinheiro se fizesse aquilo… encontrei também aquela metaleira parruda, não sabia ainda qual era a extensão de sua força mas provavelmente ele dava uns socos bem fortes "que medo…". Acabei não encontrando a tal gaivota e isso me tranquilizava um pouco afinal estava com as roupas do tal do tenente dela e mesmo ela sendo uma ladra não perderia a chance de me dedurar se descobrisse que eu era um dos participantes da liga…

Fui logo para o banheiro e tentei tirar aquelas roupas ridículas mas eu não esperava pelo pior… Eu não fazia ideia de como tirar aquela porcaria! "Que inferno, porque alguem faria uma roupa que não sai do corpo, socorro!!". Estar dentro daquela traje era quase um tortura mas depois de tentar incansavelmente tirar aquela roupa sem sucesso eu saí do banheiro batendo a porta nervoso e emburrado e me deparei com o intimidador Cowboyboy na entrada que me fez ficar com os sentidos alertas, um protocolo de defesa contra o perigo quase instintivo.

"esse cara é mal e vai dar trabalho… Acho melhor não mexer muito com ele"

Como eu não consegui tirar aquela roupa nobre do meu corpo eu tentaria ao menos simplificá-la o máximo, arrancando a mão ou cortando com a minha adaga qualquer detalhe muito chamativo, jogaria aquele monóculo ridículo no chão e quebraria com o pé e tiraria o relógio do pulso e guardaria no bolso, se as calças estivessem muito para cima eu abaixaria elas um pouco para que ficassem mais folgadas e se a camiseta fosse de abotoar eu desabotoaria dois botões da gola e também guardaria a boina. "Quem em sã consciência usa boina??".

Após ajustar o visual eu daria um passeio pelo navio e de garçom em garçom passaria  pegando todo tipo de comida que eles tivessem, não me importando muito se eles estavam levando para alguém importante afinal estava morto de fome. Nesse passeio eu tentaria ao máximo evitar chegar perto dos competidores que eu já conhecia, pelo menos até o navio partir eu tinha que me manter bem furtivo para não ser expulso logo assim de cara, meu maior medo era chegar perto da gaivota e do tal tenente babaca, pois a última coisa que eu queria era problemas com a marinha, portanto se eu notasse a presença daquela mulher eu rapidamente daria meu volta em relação a ela e fingiria que nem a tinha visto e continuaria comendo até ficar completamente saciado.









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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyTer 26 Maio 2020, 22:34


Narração - Cory Atom



Uma microfonia incômoda fazia com que todos levassem as mãos até os ouvidos.

Após cerca de quarenta segundos de puro incômodo todos abaixavam a cabeça.

- Testando... Tes... Testando... - Uma voz feminina falava ao micrfone. - Todos sejam bem-vindos... Eu me chamo Regina Morgan, e tenho a honra de ser a dona do Vem Ver Toroa e também a mestra de cerimônia de vocês hoje. - A jovem de pele morena e cabelos lisos e bastante escuros levava as mãos até a cintura e beijava os próprios ombros dando uma piscadinha. Alguns nobres riam de sua simpatia. E durante alguns instantes todos paravam para observá-la melhor. - Nós estamos esperando apenas um dos nossos convidados de honra para podermos partir... Ele deve ter se atrasado mas... - Se interrompeu. Olhou para uma das entradas e tirou os seus óculos escuros para ver melhor. Seu olhar se preencheu com o mais profundo terror. - Parece que ele acaba de chegar... Uma salva de palmas para o saudoso Tenente Curry Atom! Nosso grande herói! - Estendeu o braço na direção do homem.

Uma salva de palmas aconteceu enquanto todos se viravam bruscamente para a entrada em que ele estava, mas logo a salva esmoreceu e tomou um ritmo atipicamente lento... Conforme observavam-no....

Vestido de uma forma estranha um idoso alto e pálido se arrastava devagar para dentro do local. Seu ar era sério e bastante nobre, que contrastava completamente com o seu sobretudo verde escuro com ombreiras que pareciam folhas estranhas cobrindo a sua camisa de algodão amarela com os maiores botões que Cory já vira. Estas peças associadas à sua cartola igualmente verde-escura e à sua bengala cor de rosa lhe davam um absoluto tom de palhaço. - ... É isso... Hm... Respeito aos nossos heróis... É... Obrigado, obrigado. - Ela parecia desconcertada com a falta de palmas. E mais desconcertante ainda era a forma como ele permanecia implacável e inexpressivo andando com aquelas roupas.

O homem estava acompanhado pela Gaivota, que era uma dentre os cinco marinheiros que seguiam Curry Atom. Embora o Tenente estivesse com o que parecia ser a sua segunda opção dentre as roupas de nobre que possuía os outros marinheiros se vestiam de farda, e pareciam estar ali para fazer a segurança do Tenente. Com o seu olhar afiado e bem disfarçada entre os cinco, ela ajeitava o boné da Marinha com o símbolo da gaivota e deixava seus cabelos azuis esvoaçarem em uma única mexa bem amarrada.

E então o navio partia.

Começou a sua excursão própria comendo das bandejas dos garçons que passavam próximos a si, se livrando do monóculo e das mangas desnecessárias.

O navio Vem Ver Toroa possuía 75m de comprimento por 20m de largura, como o navio de porte médio/grande que era. Possuindo três decks inferiores, o subconvés abaixo de todos se tratava de uma área restrita para a organização e para os administradores, provavelmente um depósito ou algo do gênero. A rampa de acesso até ele era protegido por guardas.

O subconvés do meio era o local onde Cory estava havia pouco tempo: Um grande saguão com diversas portas que davam para banheiros diversos. Um corredor bem iluminado pelas luzes de escotilhas do dia ensolarado do lado de fora dava para diversos sofás diferentes e para algumas salas de descanso. Um cheiro forte de frutos do mar podia ser sentido naquele corredor, que era o local aonde também ficava a cozinha. Garçons subiam o tempo inteiro carregando pratos esfumaçados para o primeiro subconvés.

O primeiro subconvés era aonde a festa principal realmente acontecia. Ou melhor, as festas. Tendo cerca de três cômodos enormes diferentes, um deles era muito parecido com um restaurante, que era aonde diversos pratos diferentes estavam dispostos em mesas bem decoradas e onde os nobres sentavam ouvindo música clássica calma aproveitavam o que tinham para comer. Sentado em uma das mesas dali estavam o Tenente Curry Atom junto à Gaivota, Cowboyboy em uma mesa bastante afastada e próxima à porta, de onde tinha uma visão ampla de tudo e o Garçom do Bar Atividades Legais transitando constantemente em seu disfarce de trabalho. O local bem decorado estava interligado por um corredor a outros dois salões de dança: Um deles era bastante bem decorado e amplo, e era uma zona sem muitos obstáculos, aonde os nobres dançavam valsa. O segundo era escuro, e o tom das músicas seguia mais o estilo de balada. Ali era aonde estava IronMaiden, ouvindo as músicas agitadas junto aos outros cinco membros musculosos do seu bando.

O convés era o local aonde as pessoas que queriam relaxar poderiam ir com mais facilidade. A timoneira parecia ser bastante jovem, e usava um paletó e gravata. Possuía uma pele negra e cabelos crespos bem amarrados em vários setores saindo do topo da sua cabeça, em várias mexas. Sua expressão era bastante apática, e ela fez questão de olhar para Cory quando ele passeou por ali.

Outros nobres assistiam o mar aberto usando seus guarda-sóis e em seus vestidos balão e cartolas. Dentre eles, uma menina misteriosa chamava a atenção pelo quão silenciosa ao encarar o horizonte, com os dois braços apoiados à amurada. Como se estivesse planejando algo. Suas roupas eram um blazer e saia pretos e um salto alto, e ela tinha uma torrada na boca enquanto olhava para o mar. Se virou para voltar para o convés, e agora parecia bastante inocente e um tanto curiosa... A forma como ela olhou para Cory quando passou por ele lhe trazia uma sensação familiar. Já havia sido observado por ela antes.

O som da microfonia aconteceu novamente, e todos levaram as mãos aos ouvidos novamente.

~ ~~ - Perdão... Perdão... Eu gostaria de chamar todos para o salão de refeições do primeiro subconvés... Nosso organizador tem um aviso importante. - As pessoas se espremeram no corredor em direção ao salão de refeições do primeiro subconvés, e todos ficaram bastante apertados. O microfone fez microfonia mais algumas vezes, e por diversos momentos Cory foi tocado por pessoas estranhas em sua rota até o local. Até que todos se reuniram lá. - Bom... Espero que todos estejam aqui. Vou começar a ler os recados.. - Os nobres fizeram silêncio, e então Regina começou: - ''Agora, às 14h.. Começamos não apenas uma excursão... Mas um jogo! - Os nobres assentiam com a cabeça, entendendo tudo aquilo como uma espécie de texto de auto-ajuda. - ''...Este jogo... Bem... Ele se encerrará às 20h. E o vencedor pode ser qualquer um de vocês! Todos vocês... Ao entrarem neste navio... Entraram com um baú com um tesouro. Não um baú qualquer! Um baú com uma chave que está com outra pessoa aqui dentro! E vocês devem... Digamos.. ''Conquistar''... Estas chaves. Não importando os métodos. Mas não se trata apenas de ''conquistar'' as chaves que abrem o seu baú... Mas o que mais vocês quiserem. E aquele que for o maior... Hm... ''Conquistador..''... E não apenas de chaves e baús... Este sim, será o verdadeiro vencedor. Um prêmio que pode ser um veneno feito de uma flor de Toroa... Um vinho da Vinna della Rose... O acesso a uma conta do Banco Mundial... O meu próprio diário de bordo com diversos segredos... Joiás das mais diversas ou um perfume da ParfumFleur... A única regra é não interromper a festa até as 20h... Preciso desses nobres distraídos... E nessa hora o verdadeiro vencedor será decidido. Palmas para todos!!!

Alguns nobres pareciam confusos enquanto outros estavam absolutamente emocionados. Diversos gritavam para o discurso que soava como que metafórico... - Todos somos donos dos nossos próprios baús!! As chaves podem estar com qualquer outro... - Uma mulher chorava de emoção. - Nossa... Isso realmente faz pensar... - Outro nobre ajeitava o monóculo. A realidade é que quando o primeiro nobre aplaudiu o discurso, que havia deixado até mesmo Regina, que o havia lido, bastante confusa, os outros nobres seguiram com os aplausos.

A garota com blazer olhava para o próprio cinto, e a ele encontrava um pequeno baú preso, abrindo a boca em espanto.

Nenhuma das pessoas ao redor dela possuía baús.

Ao olhar para baixo, Cory percebeu-se também com um baú preso ao seu cinto. Em seu bolso, uma única chave havia sido posta.

Ele estava ali. O maior ladrão do continente. E havia posto baús nos cintos e chaves nos bolsos de todos os competidores.

Mas qual seria a chave a abrir o seu baú?

E quem estaria atrás de sua chave?

Os aplausos seguiam, e apenas os competidores sabiam o que realmente estava ocorrendo.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom   Capítulo I: Meu nome é Cory Atom! Filho de Kouha Atom - Página 6 EmptyQua 27 Maio 2020, 23:08



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Tenente de Sabugosa e a chave


A microfonia ensurdecedora fez com que eu levasse as mãos ao ouvido imediatamente implorando para que parassr logo "socorro! Eu preferiria mil vezes em sermão do Kouha…"

Por sorte o barulho parou e então o tenente surgiu para meu alívio cômico…

O idoso surgiu naqueles trajes incrivelmente ridículos e eu logo que percebi minha influência naquele visual exótico não consigo conter a risada, tendo que levar as mãos a boca para conter o riso e pressionando com força ficando a praticamente um passo de explodir.

"Parece um abacate estragado… Retiro tudo que eu disse sobre essa minha roupa, obrigado pela chave chapéu!"

Tive que virar de costas na tentativa de não olhar muito na cara dele antes que minha risada ficasse nítida para todos os nobres, curvando o corpo um pouco para frente como se o riso quisesse ser vomitado para fora a qualquer custo.

E foi então que eu vi a menina misteriosa.

Lá no convés onde alguns nobres metidos a besta tomavam seu banho de sol havia uma menina com uma torrada na boca, de olhar curioso, misterioso e familiar… "Seria uma espécie de Stalker ou algo assim? Credo…"

No momento em que pensei em me aproximar dela a microfonia irritante voltou "aaaa de novo naaaao"

Mas dessa vez era algo realmente importante, algo na verdade absurdamente importante. Nenhum dos nobres desavisados havia entendi o que aquelas palavras -que beiravam a poesia - diziam. Para os ladrões aquilo era claramente as regras da competição, o ladrão lendário -ou organizador com eles diziam- havia ditado as regras e aquilo me empolgava tanto que até esqueci por tempo do tenente abacate estragado…

"Conquistar" significava roubar, notei que havia uma espécie de baú preso ao meu cinto de forma muito exposta, tentaria tirar ele de lá e guardar em um bolso mais escondido naquelas roupas cafonas, mas se ele estivesse totalmente preso eu teria que tomar cuidado redobrado para não ser abordado por um nobre perguntando sobre aquilo, já quanto a chave eu apenas manteria a minha mão dentro do bolso segurando ela com firmeza para ter certeza que aquele garçom não iria aparecer do nada e roubá-la de mim.

A menina misteriosa também tinha um baú o que significava que ela também era uma competidora, eu sabia da localização de todos eles mas ela sem dúvida era a que  mais me intrigava e o fato de ser uma das que eu não conhecia despertava totalmente minha curiosidade.

ela seria meu primeiro alvo…

Tentaria me aproximar de forma amigável dela e me posicionar ao seu lado no convés, apoiando os braços na amurada e olhando o horizonte da mesma forma que ela e falaria com ela como se fosse um conversa casual dizendo:
-Oi, meu nome é Cory Atom, filho d… quer dizer… E o seu nome qual é?- se ela me respondesse eu abriria um sorriso em sua direção e voltaria a olhar o horizonte, mas caso ela me deixasse no vácuo e não desse qualquer tipo de resposta eu continuaria a tentar conversar mas não expossaria reação a sua ignorância, prosseguiria em ambos casos dizendo:
-Sabe… É ruim quando a gente se sente observado mas eu entendo sua curiosidade, entendo mesmo… Já conhece os outros competidores tanto quanto a mim?- agora eu olharia em seus olhos com um olhar afiado e sorriso entreaberto, convidando-a mais diretamente para aquela conversa. Se ela conhecesse daria uma risada breve e social, daquelas de quem não achou realmente engraçado mas que ri para demonstrar que de fato ouviu o que havia sido dito e então responderia com um tom de voz leve e descontraído:
-Uau, eu só tive o desprazer de conhecer oito desses aí… Não é engraçado como só alguns conseguiram embarcar? Me pergunto se a pessoa que organizou isso esperava por esse contratempo haha. Eu te perdoo pela sua bisbilhotada se você me entregar sua chave - e ergueria mão que não segurava a minha chave em sua direção
Já se ela não conhecesse os outros eu seria amigável em lhe falar sobre os que eu conhecia, mantendo o tom cordial da conversa:
-Gaivota, cowboy sinistro, garçom escorregadio e roqueira parruda… esses são os que eu conheço, essa informação te custou uma chave!- ergueria a mão que não estivesse segurando minha própria chave no bolso em sua direção de modo sarcástico, pois sabia que ela não me entregaria assim tão fácil, se entregasse eu ficaria imensamente surpreso, mas se o óbvio ocorresse e ela não entregasse eu voltaria a mão ao bolso e daria uma risada sutil dizendo:
-Brincadeirinha… Seria um pouco deprimente na verdade se você me entregasse assim tão fácil. Afinal estamos aqui pra jogar né? O importante é que eu pegarei essa chave de você de uma forma ou de outra, você fará o mesmo comigo não é?- aguardaria sua resposta e então iria embora caso ela não propusesse nenhum acordo e iria observar os outros competidores.

Era possível que alianças se formacem ou que algum dos ladrões já estivessem se preparando para atacar alguém e por isso eu ficaria de olho na movimentação dos participantes e se algum esboçasse uma reação suspeita eu o seguiria, me mantendo furtivo andando junto com os nobres e até comentando com eles sobre aquele pronunciamento poético com frases como: -acho que o baú é o nosso coração e a chave e a nossa simpatia com o próximo…- caso algum dos competidores percebesse que eu o estava seguindo.





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