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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Timbre Mudo

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MensagemAssunto: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySab 25 Jan 2020, 21:32

Relembrando a primeira mensagem :

Timbre Mudo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cindy Vallar. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySex 10 Abr 2020, 17:01


Noite
Tempo: Nublado
Temperatura: Frio


De forma bastante cômica, assim que Cindy descia, o pato começava a correr e acabava por se “esconder” atrás de uma árvore junto de Dan. A tensão entre ela e aquele homem era praticamente palpável e por isso mesmo não demorava para que os movimentos de luta começassem novamente. Como um predador que cerca a sua presa, a garota circulava em torno do adversário com uma expressão que quase podia competir com a constante frieza daquele homem.

Aquele cenário, entretanto, não se mantinha por muito tempo. Cindy já havia aprendido com a última batalha que aquele homem não tomaria uma atitude se ela mesma não tomasse primeiro e por isso mesma era a primeira a atacar. Como uma locomotiva, ou talvez um aríete, a garota avançava com toda a sua aceleração na direção do adversário como se não fosse parar por nada. No último segundo, entretanto, fazia uma manobra arriscada ao saltar e se aproveitar da distância proporcionada pela arma para tentar atingir o pescoço do inimigo. Na verdade, ela desejava que ele bloqueasse.

E era isso que acontecia. Habilmente o homem não só aparava o bastão com sua mão direita, como o segurava bem firme. Por mais que Cindy tentasse forçar o seu golpe com um movimento ágil dos pés, notava que o sujeito não soltaria tão facilmente. Sua mão, apesar de provavelmente não ter saído intacta daquele golpe, ainda estava em plenas condições de continuar sendo usada naquela luta devido a luva feita de um material resistente que agora a defendia, diferente da última vez onde ele usava apenas um soco inglês.

Ela podia perceber que a disputa de forças estava complicada para ambos os lados, sendo que o homem tremia um pouco enquanto segurava o bastão, demonstrando que claramente tinha que fazer bastante esforço para tal. Por fim, em um breve segundo, algo mudava. Afrouxando a segurada no bastão, o homem deslizava sua mão pela arma da garota, com seu corpo o seguindo. Quando se aproximava o suficiente, Cindy sentia uma rasteira puxando seu pé que ela punha tanta força para influenciar no golpe que agora simplesmente passava direto.

- Hmpf - A garota começava a cair no chão ao perder sua base de equilíbrio, mas não caía antes de receber um soco da mão esquerda daquele homem bem no meio de seu rosto, o que a fazia cair com ainda mais força no chão. O metal parecia ter alguma pontas um pouco mais afiadas, o que fazia um bom estrago no nariz da garota que agora doía e sangrava bastante. Caída no chão, sentindo o impacto nas costas, ela conseguia ver pela primeira vez um sorriso no rosto do oponente e agora percebia o esparadrapo em seu nariz, no lugar onde havia sido golpeado por Cindy no combate anterior.

- Agora estamos quites. De pé, terminaremos isso de igual para igual - Era difícil deduzir o que se passava pela cabeça dele, era uma das raras ocasiões onde aquele homem quebrava o silêncio. Cumprindo com sua palavra, ele dava um bom espaço para que Cindy se levantasse e voltava a posicionar os dois braços à frente do corpo, esperando para que a amazona reiniciasse o combate.


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySab 11 Abr 2020, 15:29

''Cindy Vallar - Modo Ladra de Lixo!''
 




O cheiro do lixão se tornava ferroso conforme o sangue preenchia suas narinas e afastava qualquer outro odor que pudesse sentir. Caída na lama, de roupas imundas, a dor lancinante no rosto e no orgulho, Cindy percebia que já não lutava mais contra o mesmo oponente de outrora.

Encarando o céu estrelado do lixão e fazendo careta ainda deitada, seus pensamentos se tornavam distantes... Com os cílios se encontrando em confusão e uma expressão enebriada em dor, a Amazona ouvia palavras distantes. - Agora estamos quites. De pé, terminaremos isso de igual para igual

De nariz sangrando, e com o sangue já chegando até a boca, Cindy se levantaria com um sorriso bobo no rosto, tamanha seria a sua empolgação ante o desafio. Encararia o oponente com o nariz ferido, e então a si própria. Era como se a luta começasse de onde os dois haviam parado.

Tiraria o prendedor do cabelo ainda sentada e desabotoaria os botões de sua camisa, deixando-os caírem no chão. Com um movimento de glúteos, inclinaria o corpo para trás e, com o movimento dos glúteos e do abdome, inclinaria o corpo novamente para a frente rapidamente a fim de utilizar sua acrobacia pra cair com os dois pés no chão, agachada. Se equilibrando com braços estendidos para a frente e segurando o bastão entre eles, se ergueria devagar olhando o oponente nos olhos, com um sorriso enorme no rosto. Passaria as costas da mão direita no rosto para tirar o excesso de sangue, para que pudesse se permitir lutar durante algum tempo sem ele incomodá-la.

Estaria utilizando apenas uma camisa branca que costumava ficar por debaixo do seu uniforme, uma espécie de top. Com os cabelos soltos pela primeira vez, Cindy não se importaria com suas vestes. Havia aprendido algo de extremamente valioso em Briss Kingdom, no lixão de Latem: As coisas mudam e podem ser transformadas. Até mesmo aquelas lançadas ao mundo, e que perderam sua utilidade. Basta serem encontradas pelas pessoas certas. E Vergil havia mostrado diversas vezes para Cindy que ela poderia ser muito mais. Aquela Cindy bagunçada e com suas vestes de Zomana arreadas no chão seria a Cindy de Latem. Catadora de lixo e completamente nova. Se o oponente havia conquistado uma arma nova que o punha em vantagem contra ela, ele precisava saber que Cindy havia se tornado uma arma nova com a ajuda dos seus companheiros. E aquela seria sua forma, mesmo que silenciosa, de mostrar a própria evolução para ele.

Ergueria-se sem sua postura de sempre, demonstrando-se selvagem. Com a coluna ereta e segurando o bastão não às costas, da forma bela como costumava portá-lo, mas à altura da coxa, na horizontal, como se este fosse um taco de baseball, Cindy encararia o inimigo como se ele fosse um cadeado a ser arrombado. Circundaria-o novamente, atenta à sua guarda e a possíveis brechas nela.

Sabia não ser como seu companheiro arrombador, e não ter a limpeza nem as suas proezas maestrais para abrir portas. Mas, naquele caso específico, não teria muito problema se ela fizesse sujeira.

Se havia uma coisa que havia aprendido de verdade, era que bastava mexer um pouco as engrenagens e todos os cadeados poderiam ser arrombados. E aquela base não seria diferente. Sem força, apenas jeito.

Cindy dispararia na direção do inimigo e, uma vez próximo ao mesmo, saltaria com o máximo que sua aceleração a permitisse e mergulharia na direção dele com o máximo que sua acrobacia lhe deixasse redirecionar o peso, caindo sobre ele com os dois pés.

Aquela estratégia, muito embora parecesse, não seria um ataque.

Saltaria sobre ele despejando seu peso como se caísse sobre um muro, apenas como forma de desequilibrá-lo, a fim de quebrar a sua base. Mas seu plano seria muito mais profundo do que aquilo. Estaria cerceando as opções do inimigo.

A partir dali, ela só conseguiria ver três possibilidades para que ele escapasse daquilo: Andar para o lado, quebrando a própria guarda ao se movimentar. Bloquear o ataque com tudo, tendo a possibilidade de também ter a base quebrada, visto que sua força era próxima da de Cindy e ela mesma não aguentaria o próprio peso daquela forma... Ou a terceira e mais provável hipótese: Desviar a própria Cindy para o lado, a fim de desequilibrá-la. A quarta estaria quase fora de sua vista, pois seria um prêmio extremamente improvável, mas certamente estaria preparada para ela: A chance de o inimigo quebrar a própria guarda a atacando primeiro.

Diante do oponente caminhar para se desviar do seu golpe, Cindy assistiria ao seu corpo e se moveria acrobaticamente conforme este ainda no ar, buscando as brechas na guarda que a movimentação poderia ter causado. Com o máximo de sua velocidade, estocaria o oponente utilizando o bastão para atingir tais brechas com vários ataques diferentes.

Mas a realidade é que o inimigo poderia usar a segunda hipótese, e bloquear o ataque de Cindy com tudo. A amazona apoiaria os pés nos dois braços do inimigo, despejando seu peso sobre eles, a fim de preparar o bastão para mergulhar um golpe diretamente sobre sua cabeça o máximo de vezes que fosse capaz, usando as pernas para não permitir o oponente de usar a maior proteção que possuía na metade de cima do corpo: as duas mãos. Afinal, ou ele se permitiria receber o peso da garota, o que provavelmente abriria sua guarda, ou se permitiria bloquear o bastão dela. Estaria se preparando, também, para o caso de ele segurar seu peso apenas como uma forma de aproximá-la de uma armadilha para desequilibrá-la: Neste caso, apostaria em testar velocidade contra o inimigo.

A terceira possibilidade era indubitavelmente a que mais possuía a cara dele. Diante dela, Cindy se deixaria levar pelo que quer que o oponente fizesse com ela, fosse qual fosse a direção para qual ele a levasse, apenas para utilizar aquilo a seu favor. Caso o oponente buscasse desviar o corpo dela para cima, a lançando de volta para trás, usaria o impulso do oponente para dar um salto mortal e ainda durante o salto se aproveitar da abertura na brecha para posicionar o bastão abaixo do inimigo, e subir a arma conforme subiria o próprio corpo, buscando deslizar o ferro sobre o corpo do Agente e acertar seu queixo durante a subida, aproveitando-se dos seus dois braços a empurrando para trás. Se a forma de desviá-la fosse para qualquer um dos lados , Cindy posicionaria o bastão atrás da nuca do mesmo, e aproveitaria-se do impulso deste para girar em torno de si em trezentos e sessenta graus e acertá-lo no rosto, utilizando o máximo que conseguisse de sua acrobacia para fazer apenas aquele movimento, independentemente da aterrissagem. Haveria também a chance de ele lançá-la para baixo, desviando seu peso com a gravidade a favor. Neste caso, ao mesmo tempo em que os braços do oponente levassem seu corpo para baixo, a garota posicionaria o bastão segurado bem próximo à ponta, bem firme na mão, e estocaria a pouca extensão da arma que restaria em sua mão contra o seu osso zigomático. Seguraria a arma bem na ponta devido ao fato de a luta ser corpo-a-corpo, não podendo usar toda a extensão da arma ali.

O oponente poderia, também, atacá-la de volta ou até mesmo fisgá-la para uma armadilha como por exemplo fingir que iria receber o peso apenas para ter uma forma de desequilibrá-la. Na hipótese de ele fazer isto, ou no caso de ele a pôr em qualquer situação que a deixasse em desvantagem o suficiente, ao ponto de ele atacá-la, então seu plano perfeito estaria completo. Caso qualquer uma destas situações ocorresse, Cindy seguraria a arma bem no meio e com apenas a mão direita. Aquela postura a permitiria usar a arma à curta distância, por posicionar a mão no meio, e elevaria a sua velocidade de ataque ao máximo. Não usaria a arma para bloquear o inimigo, muito pelo contrário. Utilizando o máximo que sua acrobacia a permitisse para se estabilizar, deixaria que o ataque se aproximasse dela, e então giraria a arma na ponta dos dedos, com o máximo de velocidade que conseguisse atingir com elas, e a levaria até o oponente, do lado do corpo dele em que a guarda abrisse para atacá-la, e tentaria atacá-lo antes que ele mesmo a atacasse.

Afinal de contas, se ele possuía tamanho receio de ser o primeiro a atacar, e apenas a acertava quando em situação de extrema vantagem, e havia focado tantos anos do seu treinamento no seu bloqueio, o que dizer de sua habilidade de Acertar? Qual dos dois seria mais rápido?

A intenção dela seria quebrar o bloqueio do inimigo com o seu peso, já que adviria de sua força sua habilidade de poder carregá-la e não do seu bloqueio, a fim de poder firmar um ataque fatal contra o mesmo. E, caso não tivesse êxito, poder aproveitar-se do próprio feito falho para entrar com a mente preparada em uma situação em que o oponente poderia atacá-la, a fim de acertá-lo antes.

Não usaria um ataque, justamente por ser inábil em combates corpo-a-corpo. Da mesma forma que faria para quebrar uma fechadura, aplicaria a força da forma certa, no local certo, e então firmaria seu arrombamento com força bruta no momento certo. Esperaria que os trincos estivessem no lugar para acertá-lo.

Caso o acertasse com um golpe que fosse, a qualquer momento, buscaria girar em torno de si para desequilibrá-lo com o máximo de sua aceleração.






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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyTer 14 Abr 2020, 02:16


Noite
Tempo: Nublado
Temperatura: Frio


O enorme sorriso no rosto de Cindy demonstrava que ela agora estava em uma situação que nunca antes havia imaginado. Na verdade, naqueles poucos dias que havia ficado em Briss Kingdon a amazona, ou melhor, a ladra de lixo, havia aprendido lições que nunca antes haviam passado pela sua cabeça. Quem o agente do governo enfrentava naquele combate sem dúvida alguma não era a mesma Cindy Vallar que ele havia enfrentado mais cedo naquele dia.

De forma bem paciente, o homem dava o devido tempo para que Cindy soltasse o cabelo, tirasse sua roupa de cima e se preparasse de seu próprio modo para o que estava por vir. Ele, de certa forma, parecia entender aquela mensagem silenciosa e por um segundo a garota podia jurar ter visto um sorriso em seu rosto. A seriedade, entretanto, era o único sentimento claro em sua expressão quando a amazona começava a circulá-lo.

- Uma voadora de dois pés! - Sua audição aguçada permitia que ela ouvisse Dan comentando bem baixinho sobre seu estranho ataque, recebendo alguns “Quacks” como resposta, quase como se o pato lhe entendesse. O ataque surpreendente da amazona fazia com que o adversário reagisse jogando o seu corpo para baixo, ação que tinha uma reação bem rápida por parte de Cindy.

De forma muito ágil, ainda enquanto caía, a amazona se aproveitava na brecha na defesa do adversário para atacar-lhe com uma estocada. Era um bom plano, a defesa do agente era quase sempre seguida por um contra-ataque e desta vez não era diferente. Neste momento, aquele homem ficava exposto para um contra-ataque ao seu próprio contra-ataque. Irônico, não é?

Fato é que a garota conseguia sentir o impacto de quando seu bastão acertava o osso de nome estranho do agente, fazendo-lhe cambalear vários passos para trás. Infelizmente, entretanto, o foco no ataque fez com que Cindy esquecesse de coordenar sua própria queda e isso fazia com que suas costas caíssem com força no chão, sendo logo seguida por sua cabeça cuja nuca acertava em cheio o solo em um impacto de som seco. Por alguns segundos, sua audição aguçada era totalmente tomada por alguns zumbidos, que logo passavam enquanto ela ouvia mais um comentário de Dan.

- Ixi, vai voltar diferente! - Ele dizia de forma um tanto cômica para a situação - Quack, Quack - Respondia o pato. No geral, Cindy estava bem e aquilo ainda assim havia doído mais no seu adversário do que nela mesma, dava para entender a falta de preocupação de seus companheiros. Apesar disso, ela agora sentia ainda uma leve dor de cabeça. Olhando para frente, o adversário ainda parecia se recuperar de uma tontura mas fazia o máximo para manter sua postura defensiva. Cindy estava caída no chão e, como sempre, deveria reiniciar a luta.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyTer 14 Abr 2020, 14:37

''Cindy Vallar - Amazona do Lixão!''
 




Em sua última investida, o cheiro do lixão havia se tornado ferroso graças ao sangue. Na investida atual, era o som que se tornava cada vez mais distante. Um zumbido característico da ausência do barulho preenchia os ouvidos da amazona, e ela se percebia entregando tudo de si para o combate. Seu olfato fora alterado, sua audição agora era alterada, e que dirá do seu tato, que gritava desde muito antes do combate.

De forma cambaleante se ergueria ao colocar o bastão no chão, se apoiando nele para se levantar aos poucos, completamente imunda e ferida de uma forma que nunca havia se sentido. Arfaria com dificuldade para afastar as dores e o cansaço, buscando se recuperar o máximo possível. Com as costas na mão buscaria afastar o sangramento nasal novamente, para ter uma sobre-vida de respiração que a permitisse fazer uma nova investida contra o inimigo.

Sentiria a queimação às costas, a dor da pancada na nuca, sentiria a falta de audição, sentiria o odor imundo do lixão se seu nariz e rosto machucados a permitissem... Buscaria sentir tudo ao mesmo tempo, misturando as sensações junto com a excitação para provar um gosto amargo completamente novo de propósito. Apenas para tirar as próprias conclusões sobre aquele gosto, apenas para estimular seus nervos de uma forma completamente nova. Buscaria se ancorar ao momento através daquela sensação nada agradável, pois a sensação em si bastaria.

Apoiaria-se com força ao ferro, buscando recuperar a compostura e se concentrar mais no debate do que nas dores. Aproveitaria-se do sangue quente e da própria excitação para afastar as dores e o cansaço, se fosse possível. Era tudo o que possuía para continuar lutando.

Algo estranho a ocorreria sobre aquela situação, um pensamento distante sobre o combate dos dois, ideias que se tornavam cada vez mais difíceis de se ter conforme a dor aumentava: Os dois eram tão equilibrados que não conseguiam atingir um ao outro sem ao menos se machucar um pouco. O combate era um sacrifício mútuo, um desafio para ambos, e encontrar alguém daquela forma no fundo a fazia gostar do oponente. Como se ele fosse um complemento de que ela precisava. Uma forma de se projetar e se comunicar através de outra pessoa, usando o combate como veículo para tal. O suor o sangue e as dores em seu corpo seriam uma espécie de mensagem que apenas ele podia entender, a cada ataque que a entregava sabendo que provavelmente receberia outro em troca e vice-versa. Sentia-se grata por tê-lo ali, apesar de ele ter seu companheiro como refém. Um sorriso surgiria no seu rosto.

Afinal de contas, era como se já tivesse vencido a competição. Descobrira e confirmara a maior fraqueza do inimigo: Ele não podia atacá-la se ela não estivesse indefesa, e ela poderia sempre abrir a defesa dele de forma a obrigá-lo a atacá-la como única forma de se defender de um ataque dela, o qual ela poderia corresponder bem mais rápido. Em condições normais do corpo de Cindy ela poderia desenvolver diversos meios de abrir a guarda dele, inclusive saltar sobre ele como havia acabado de fazer... E a luta estaria decidida. A questão é que o dano que havia tomado, e o dano que havia infligido, fazia com que ela não pudesse usar a mesma estratégia novamente, assim como ele não provavelmente não resistiria caso ela usasse.

Precisaria de uma estratégia nova, que não exigisse tanto do próprio corpo, mas que ao mesmo tempo pudesse pô-lo exatamente na mesma situação anterior em que ela pudesse contra atacá-lo antes do seu contra ataque. Mas a realidade é que, mesmo se não sentisse tanta dor, não conseguiria pensar naquilo. A verdade, e o que seu coração que aposta alto a fazia querer realmente fazer, seria a necessidade crescente que sentia de destruí-lo completamente no seu próprio jogo, a fim de quebrar seu espírito e fazê-lo admitir derrota. Nada de plano rebuscado ou ideia mirabolante. Pensando de forma direta e sem tomar atalhos se decidiria: Mostraria para o oponente que poderia vencer até mesmo o seu Bloqueio superior, fazendo com que a principal arma dele se tornasse inútil e trazendo para Cindy a sensação de tê-lo derrotado.

Tomaria seu tempo, ajeitaria a própria postura, e esperaria como forma de respeito o Agente recuperar-se ao máximo de sua tontura. Queria vencê-lo em seu estágio máximo.

Com as cicatrizes à mostra, começaria a girar seu bastão em alta velocidade e em diversas direções ao mesmo tempo.

''Voz Amaldiçoada - Speed flow''
 


Era, de fato, uma ladra de lixo. Mas nunca deixaria de ser também uma Amazona que respeitava os oponentes. Com seus conhecimentos novos e o seu passado se fundindo, Cindy deixaria sua dualidade virar a sua arma verdadeira, rápida o suficiente para o bloqueio do inimigo não alcançar.

Girando o bastão com a técnica que havia aprendido com sua mestra para evitar que o oponente pudesse saber de onde viria o próximo ataque, Cindy aumentaria a sua própria capacidade de acerto e se aproximaria do inimigo assim. Utilizando o máximo de sua Aceleração, buscaria a imprevisibilidade do seu próximo ataque e as brechas na guarda do inimigo e induzindo-o ao erro com o máximo que sua habilidade a permitisse para acertá-lo fosse onde fosse. Com sua velocidade, evitaria que sua arma fosse pega por ele e se focaria, caso ele buscasse atacá-la, em atacá-lo antes mesmo do ataque dele, se necessário até mesmo atacando-o contra o próprio golpe que ele a desferisse, não se esquecendo nunca dos cuidados com as pernas do inimigo.

A antítese caçava a tese e da síntese surgia Cindy Vallar, Amazona e ladra de lixo ao mesmo tempo, destruída e reconstruída graças ao combate com o seu primeiro rival. Seria o suficiente?





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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyQui 16 Abr 2020, 03:05


Noite
Tempo: Nublado
Temperatura: Frio


Cindy Vallar, apesar dos ferimentos, sentia-se cada vez mais empolgada com aquela luta. Mesmo com todas as adversidades a garota ainda conseguia se sentir feliz por enfrentar aquele homem, e cada um de seus golpes demonstravam o respeito que ela tinha por seu adversário, por mais que suas palavras não pudessem dizer isso. Assim como ela, podia sentir algo semelhante vindo daquele homem que agora se recuperava do impacto do último golpe.

- Muito bom… - Recuperado da tontura, o homem fazia um rápido movimento para tirar o paletó de seu terno e agora, apenas com a roupa social e a gravata que usava por baixo, limpava um pouco de sangue de seu rosto e voltava a se focar no combate. Por alguns segundos ele e a ladra de lixo se encaravam como se mais ninguém existisse naquele mundo. Por alguns instantes, tudo o que um se importava era com a existência do outro, e com o fim cada vez mais próximo daquele embate.

A amazona, determinada a acabar com aquilo, começava a girar seu bastão para fazer uso de sua técnica mais antiga. Era sim uma ladra de lixo, mas também era uma zomanense, e para vencer aquele combate havia percebido que precisaria ser as duas coisas naquele momento. Com movimentos rápidos, ela se aproximava cada vez mais. Algo estava estranho em meio aquilo tudo, sua audição indicava isso. O calor do combate, entretanto, fazia com que ela não conseguisse identificar mais que alguns sons abafados pela grama nos arredores daquela estrada.

Continuava a se aproximar até que por fim o ataque era feito. Cindy gravaria para sempre o momento em que o cotovelo do adversário havia chegado a milímetros de seu bastão, antes que esse passasse e atingisse em cheio o tórax do agente, que caía no chão totalmente fora de combate - Heh… - Pela primeira vez, derrotado, ele deixava escapar uma risada. A mão do adversário ainda caído no chão, em um ritmo bem lento, ia até um dos bolsos de sua calça. Antes que a garota pudesse fazer alguma coisa, entretanto, era praticamente atropelada pelo pato que havia avançado em um ritmo muito veloz e parado bem ao lado de Cindy.

- Meu deus do céu, isso foi muito foda! - Dan parecia bastante empolgado. Os Quacks feitos pelo estranho pato quase indicavam que ele queria lambê-la como um cachorro, mas todos sabemos que isso não era possível. Ao olhar novamente para o oponente, Cindy via que ele apenas tirava de seu bolso um isqueiro e um maço de cigarros. Enquanto ele acendia o cigarro ela podia ver que até os movimentos mais simples eram complicados para ele e por isso mesmo sabia que ele não voltaria a lutar hoje.

Era nesse momento que aqueles sons abafados que ela havia ouvido durante a luta voltavam à tona - Ahhhh, não acredito que você tomou uma surra pra mudinha Henry - Era o outro agente, que deveria enfrentar Vergil. Ele vinha seguido de três dos guardas da McAnic que haviam perseguido Vergil e agora aqueles homens cercavam a garota - Tudo bem, a gente dá um jeito de limpar a sua bagunça. Estou doido pra me divertir desde que aquele bandidinho fugiu! - O homem lambia os lábios enquanto novamente olhava para Dan, sua foice já estava em mão.

- Quaaaaaaaaaaaaaaaaaaack - O pato parecia bem amedrontado, e por isso mesmo avançava na direção de um dos guardas levando Dan consigo. Assustado pelo movimento repentino, o homem saía do caminho e deixava que os dois escapassem - Idiota! - Dizia insatisfeito - Tudo bem, nos divertimos com a garota primeiro e depois pegamos o pivete e o pato de estimação - O sorriso em seu rosto era um dos mais sádicos que a amazona já havia visto.

- Me desculpe por isso, não estou em condições de convencê-lo a honrar sua vitória… - O homem caído no chão parecia indiferente, mas considerando o seu jeito de ser era possível deduzir que ele realmente faria aquilo se pudesse. Em todo caso, Cindy agora estava cercada no centro de um “círculo” com 3 metros de raio e formado por 4 homens. O agente usava uma foice de uma mão, dois eram atiradores e um espadachim. Seria este o fim da amazona?

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyQui 16 Abr 2020, 19:46

Só mais um pouco
 




Acabou.

No momento em que o bastão de Cindy passava bem próximo ao cotovelo do oponente que estava prestes a bloquear, o ódio, a excitação, o respeito e a admiração que ela tinha pelo inimigo e o desafio que ele a representava só poderiam ser traduzidos por uma palavra: Paixão. Muito complexa para ser chamada de amor ou de romântica, muito respeitosa para ser chamada de ódio, mas intensa o suficiente para ser chamada de paixão. Pro bem ou para o mal. Era a primeira vez que sentia algo tão complexo por alguém, e, quando o oponente caiu no chão derrotado, após o instante decisivo em que quase bloqueou o seu golpe, o que a levaria para um mundo paralelo em que ela estaria derrotada e o odiaria para sempre, ela sentia que a paixão pelo desafio a prendia profundamente àquele momento que se cravara em sua mente, mas, por enquanto, acabou.

O desafio estava derrotado embaixo da garota, e tudo o que ela poderia fazer era respirar ofegantemente se apoiando ao bastão no chão, arqueada para frente, voltando-se para o momento em que o havia derrotado e tudo o que restava de sua paixão era uma saudade profunda por aquele momento congelado do tempo. A parede de gelo fora quebrada, e ela finalmente poderia ir atrás do companheiro, mas sentia no fundo do coração, conforme ainda arquejava com o fim do combate, que definitivamente precisaria abandonar os companheiros para ir atrás de desafios ainda maiores.

- Meu deus do céu, isso foi muito foda! - Cindy dava um sorriso agridoce para Dan e sua empolgação. Seu coração pesava com o garoto, e seu consolo era saber que ele seria bem encaminhado assim que salvasse Vergil... E estava determinada a fazer isto agora.

Estava prestes a fazer carinho no estranho pato quando o barulho a interrompeu.

- Ahhhh, não acredito que você tomou uma surra pra mudinha Henry - Levava a mão até o pescoço e o alisava com os dedos quando virava para encarar o agente com um expressão de nojo. - Tudo bem, a gente dá um jeito de limpar a sua bagunça. Estou doido pra me divertir desde que aquele bandidinho fugiu! - Afastava a mão do pescoço e a levava novamente ao bastão, levantando a arma mais uma vez. Seus olhos levemente semicerrados tinham serenidade e ao mesmo tempo perspicácia. Estava aliviada por saber que Vergil fugira, mas ao mesmo tempo meneando seu raciocínio em torno de como lidar com a periculosidade dos novos adversários que a cercavam. Dan fugia com o pato, e ainda bem, e agora ele estava seguro.... Era uma pena não poder dizer o mesmo sobre ela. Movia os olhos para todos os lados, segurando a arma com força à frente do peitoral em diagonal. - Tudo bem, nos divertimos com a garota primeiro e depois pegamos o pivete e o pato de estimação

Em resposta a ele se divertir com ela, simplesmente amassaria os próprios lábios contra os outros, esticando-os horizontalmente para os lados; sua testa se encheria de rugas e balançaria a cabeça negativamente em uma expressão de como quem segura o choro ou tem pena como se dissesse; ''Se divertir comigo? Acho que não.'' e logo a expressão virava uma risada, dando de ombros.

- Me desculpe por isso, não estou em condições de convencê-lo a honrar sua vitória… - Arregalaria os olhos e riria por cima do ombro para o agente. Ele poderia ajudá-la sim, e ela acabava de ter uma ideia. Encararia os três inimigos ao redor com um sorriso misterioso e audaz.

Utilizaria a aceleração para levar o bastão até a roupa do agente que ele havia despejado no chão antes do combate começar. Como ele não costumava se mover muito lutando e nem haveria por que lançá-lo longe, ela provavelmente estaria por perto do seu corpo. Utilizaria apenas um braço, somando a extensão deste à extensão do bastão que seguraria na ponta, para levantar a roupa dele com a outra ponta da arma. Com um movimento rápido e encarando o agente da foice, lançaria a camisa do agente contra um rosto de qualquer um dos três homens, obrigando-o a tirar a roupa do próprio rosto e impedindo-o de atacar ao mesmo tempo em que abriria sua guarda. Simultaneamente, abusando de suas habilidades acrobáticas, Cindy mergulharia em um rolamento no chão ao lado dele, de forma a quebrar o cerco que se fechava em torno dela.

Não utilizaria nem a Aceleração, nem a Acrobacia e muito menos o Alpinismo em sua fuga. Apenas buscaria correr da mesma forma que Dan fizera quando a havia roubado, caminhando por rotas do lixão que pudesse espalhar os inimigos e fazê-los se afastar dela. Seu corpo estava no limite, e precisaria guardá-lo para o combate, o que a faria usar como única medida de proteção girar em torno de si com o bastão para bloquear ataques daqueles que sua Audição detectasse que se aproximaram muito dela, focando-se em evitar ser encurralada e continuar correndo nas direções que julgasse mais apropriadas, usando como vantagem o conhecimento a mais que tinha do ferro-velho em relação aos inimigos.

Seu plano seria correr até encontrar um estabelecimento qualquer, de preferência vazio e escuro. Caso não encontrasse invadiria qualquer casa, optando sempre por aquelas vazias em detrimento das escuras, e esperaria os oponentes encontrarem-na, fazendo barulho ao bater o bastão no local pra chamar a atenção deles.

Faltava só mais um pouco para se reunir com os companheiros....





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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySab 18 Abr 2020, 17:41


Noite
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Mesmo o espírito guerreiro implacável da amazona sabia que uma luta de quatro contra um era muito mais do que ela poderia aguentar naquele momento, ainda mais após uma luta como a que teve com Henry. Ela sabia muito bem que se ficasse ali, acabaria derrotada e presa. Precisava fugir, encontrar ajuda, um esconderijo ou ao menos se afastar por tempo o suficiente para bolar um plano que levaria aqueles quatro a derrota.

Em um movimento muito perspicaz, a garota usava o bastão para arremessar o paletó do terno no rosto de um dos atiradores que se atrapalhava totalmente após ser atingido, chegando até mesmo a fazer um disparo contra o chão. Usando de toda a sua agilidade, ela fazia um rolamento e conseguia sair daquela situação desfavorável, começando a correr sem olhar para trás - Peguem ela - Conseguia ouvir um dos homens gritar, e era claro que todos ali a seguiam. Era aí que os dois primeiros disparos vinham, acertando em cheio nas costas da amazona.

Por sorte, e talvez bastante adrenalina, a garota ainda conseguia continuar correndo graças ao fato das balas terem a atravessado, mas sabia que não aguentaria continuar assim por muito tempo. Era então, quando virava a primeira esquina e era ainda perseguida, que algo acontecia. Quatro homens pulavam de trás das pilhas de ferro velho e começavam a dar combate aos agentes, logo mais quatro apareciam e disparos eram ouvidos. Não demorava para todos estarem debilitados.

- Há, isso que é time porra! - Ouvia a voz de Vergil comemorando a cima de uma das pilhas, e então percebeu que ele era um dos atiradores. Em um movimento bem ágil, o garoto descia da pilha e ia finalmente falar com a amazona - Consegui despistar esse otário da foice e fui chamar uns parceiros. O Dan veio correndo com um bixo estranho e falou que você tava vindo pra esse lado, aí fizemos uma armadilha - Diferente da insegurança que Vergil vinha mostrando até então, ele agora parecia bem orgulhoso de si mesmo.

- Aliás, mandei o Dan ir se esconder na pensão, mas não sei se ele conseguiu guiar o bixo. Pode dar uma olhada? É até bom que podem tratar seus ferimentos lá, tão acostumados. Depois me encontra no Kelvin, vou dar um jeito de levar a carroça - Parecendo bem empolgado, Vergil gesticulava rodando a mão direita acima de seu corpo e todos entendiam que era para saírem dali. Enquanto alguns homens pegavam os corpos, mortos ou não, dos agentes derrotados, dois deles iam com Vergil até a carroça. Nesse instante, Cindy ainda poderia “dizer” alguma coisa para seu companheiro caso quisesse.

Por fim, todos se separariam e a garota ficaria ali sozinha, percebendo a facilidade que aquelas pessoas tinham para se livrar das evidências do confronto, quase deixando como se nada tivesse acontecido se não fosse pelo sangue que se misturava com a terra ali. Na verdade, isso também já estava para ser resolvido e um dos homens que havia ido embora sem fazer nada voltava com uma pá e começava a disfarçar a sujeira no solo. Agora cabia a zomanense seguir as instruções ou fazer outra coisa.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySab 25 Abr 2020, 18:14

Cordas partidas
 




Cindy possuía uma ideia de fugir daquilo. Realmente possuía.

Correu à frente em disparada, projetando o corpo adiante com o desespero que alguém sem oxigênio busca tirar o rosto de dentro da água. Sua velocidade era guardada, e apenas esperava pelo melhor, conforme sua expressão desesperada e seus passos desajeitados alcançavam metro a metro em uma luta débil e debatida a fim de encontrar um local para se esconder. Sua audição ouviu o clique das armas, bem como a explosão dos projéteis em sua direção. Os pés tateavam o ar em vão, empurrando seu corpo frágil em câmera lenta. As balas mergulhavam horizontalmente e inevitáveis em sua direção. O ar como piche, parecia grudar seus movimentos.

Fechou os olhos com força, aguardando o inevitável.

A ideia da garota era simples: Iria procurar algum local escuro, ou algum lugar iluminado em que pudesse destruir as lâmpadas, e lutar contra os quatro inimigos usando a escuridão ao seu favor, se locomovendo apenas com a audição.

Os olhos continuavam fechados com força, e, embora a escuridão realmente fosse ainda sua companheira, a audição tornara-se inimiga. Podia ouvir as balas se aproximando e não podia fazer nada sobre isso. O corpo no limite. Os braços estendidos, os músculos das pernas como que congelados, a tensão se espalhando por todo o seu corpo.

Seus passos pareciam forçar uma parede elástica que a lançaria para trás de qualquer forma. Inúteis.

Quando as balas estouraram em suas costas e a atravessaram, Cindy ouviu como se cordas se partissem. O calor a lembrava das chamas no pescoço, e mais uma vez uma dor inimaginável se espalhava em seu corpo.

Os neurônios recebiam uma descarga elétrica completamente nova; insólitos neurônios. Um sabor se espalhava por sua pele, fugaz e dolorido, apimentado e ferroso, uma dor aguda e quente. Se pudesse gritaria, mas como não podia, apenas sentiu a dor.. E o som... De cordas partindo.

Uma corda amarrada ao seu pescoço soltava faíscas, e estava com tamanha dor que havia voltado para Zomana. A fumaça da corda entrava por suas narinas, e as chamas corrompiam o fantasma emaranhado que a engarguelava crepitante. Como se fosse um violão, a corda partiu-se com o calor, levando consigo também todo o som de Cindy.

Com uma sensação constante de sufoco, desde que seu pescoço fora apertado, e incapaz de vociferar após o fogo levar sua voz, ela buscava seu som pelo mundo, em uma busca por si mesma através das formas como seu corpo reagia com o ambiente. Se você acerta um prato de bateria com uma baqueta, seu som característico e agudo reverbera. Se você acerta as cordas de um baixo, seu som grave se espalha pelo ambiente. Talvez um teclado consiga emular os sons, mas nada é como o som orgânico e natural, passível de ser explorado apenas dentro dos próprios limites, com a eterna maldição e bênção de estar preso a si mesmo... E que som Cindy fazia?

Ela sequer podia perguntar para o mundo. E desesperadamente se desafiava, fazia caretas, apontava e lutava em vão para se comunicar. Se utilizava até o máximo, explorando seus neurônios e seu próprio corpo a fim de entender sua miríade sonora e a própria riqueza. Abafada pelo exercito anteriormente, e agora pela própria falta de voz, pretendia se chocar, ser dedilhada, teclada e rufada a fim de descobrir-se. Para que ressoasse pelo mundo.

Mas, da mesma forma em que aconteceu quando fora enforcada, agora ouvia o som de cordas estourando. Eram como violões perdendo o som, mas também como sua voz sendo queimada na forca.

Estaria perdendo seu som?

Cindy seguiria caminhando para longe, dando o máximo de si para suportar a própria dor e o cansaço, agora que Vergil estaria às suas costas.

Iria na direção apontada por ele, em busca de cuidados médicos. Nada poderia fazer além disto.

Mas algo interessante a acometeu: Não podia lutar contra a dor, era fato. Então a aproveitaria ao máximo. A forma como sentia dor; a sua falta específica de gemidos ou gritos para liberar tudo de lancinante, também eram seu som. Um violão sem cordas que se tornava percussão, uma percussão sem corpo que se tornava madeira e poderia ser transformada.

Se aquele fosse o momento de sua vida acabar, apoiando-se em seu bastão e caminhando na velocidade em que pudesse, seguiria testando seu próprio som constantemente. Se necessário, libertaria lágrimas e deixaria que seu gotejar vibrasse o ar no lugar do grito. Se preciso, seu alívio seria a forma como o corpo se arrastaria no chão. E, se nada possível fosse, sentiria a dor em cada um dos seus aspectos torturantes, apenas para provar esse sabor e ter mais uma experiência neural.

Entre o agudo e o grave provaria o agridoce. Era para isto que havia saído de Zomana. Se a morte a emudecesse, cairia no abismo infinito em um solo intenso capaz de partir todas as cordas, mas ainda um solo, sobrevivendo nos ecos do tempo.





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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptySab 25 Abr 2020, 22:57


Noite
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Sozinha, entretida apenas por suas dores dos recentes ferimentos, Cindy caminhava novamente em Latem. A passos lentos e dolorosos, agora que toda adrenalina já havia passado era quando a dor se fazia mais presente no corpo da amazona. Será que alguma vez em seus treinamentos havia sido preparada para lidar com dores como essa? Talvez sua experiência mais próxima disso tenha sido no dia em que Zomana morreu, levanto a voz da garota junto consigo.

Tão concentrada na própria dor, ela mal percebia quando era levantada do chão. Apesar disso, sentia que era igual daquela vez enquanto fugia da McAnic após ter distraído os guardas para que Vergil furtasse a carroça - Quack! Quack! Quack - O pato mais uma vez havia voltado para salvá-la. Diferente daquele dia tão traumatizante, hoje ela não estava sozinha. Havia feito amigos, amizades forjadas com suas ações e com estas poderia contar. Apesar disso, ainda era estranho aquela criatura tão fiel surgir assim do nada, mas não era o momento de reclamar.

Em passos rápidos, como se entendesse a urgência e soubesse muito bem para onde ia, o animal caminhava em meio a God City até chegar em um local já conhecido por Cindy - Aiaiai! Dona Neiva, ajuda aqui! - Ouvia a voz preocupada de Dan, e percebia que o animal a havia levado não exatamente à pensão, mas sim até o garoto esperando que ele ajudasse de alguma forma. Quanta sorte.

Com a adrenalina fluindo cada vez menos em seu sangue, a dor fazia com que a garota as vezes perdesse a atenção no que estava acontecendo. Em algum momento, entretanto, era dada algo para morder e sentia suas costas sendo costuradas no lugar onde os buracos haviam sido feitos - Quietinha agora, tô quase terminando - Ela ouvia uma voz feminina bem doce vinda de suas costas, provavelmente da pessoa que a tratava.

- Pronto! - Dizia após mais alguns instantes. Apesar de ainda sentir algumas dores, era bem óbvio para Cindy que a pessoa havia feito um bom tratamento. Logo, uma figura amável saía de trás da garota ainda com a agulha em mãos, e começava a olhar sorridente para Cindy - Ah, como você é bonitinha minha filha! Toma mais cuidado na próxima! - [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] era uma mulher já com idade um pouco avançada, gorducha e com quadris no mínimo avantajados. Ainda assim, era uma figura que transmitia um ar de mãe ou avó e uma paz bem inexplicável.

-  Brincadeira! Como as balas atravessaram nem deu tanto trabalho. Eu sei que com isso você vai aprender e não se deixar machucar assim na próxima. Todos os meus garotos são assim! - Ela dizia de forma bem gentil. Logo, Dan dava alguns passos a frente. O pequenino havia sido totalmente tampado pela enorme… Por Dona Neiva, e por isso mesmo Cindy não o havia visto até então - Que bom que você tá bem Cindy - Ele parecia um pouco envergonhado ou sem saber se expressar direito, mas claramente estava aliviado - Você foi demais lutando contra aquele cara! - Agora seu sorriso voltava ao rosto, mas logo era brutalmente tirado.

-  Aiiiiiiiiii! Que coisinha mais fofa que vocês são! Cuti, cuti cuti!!! - Dizia Dona Neiva empolgada apertando a bochecha não só de Dan, como também de Cindy de uma maneira bem incômoda. Percebendo o modo como agia, ela pigarreava e logo voltava a uma postura mais séria -  Aliás, o Kelvin me contatou. Falou que o Vergil já tá lá com os materiais, tão só esperando vocês. Mandem lembranças minhas pra eles, pode ser? E manda o bonitão do Kelvin vir me visitar - Neiva dava uma risadinha um tanto quanto sugestiva ao falar aquilo. Ao fundo, graças a audição aguçada, Cindy podia ouvir Dan balbuciando - Eca! - Apenas ouvir, aquela altura ele já havia sido tampado novamente pelos quadris avantajados de Dona Neiva.

Era então que repentinamente a porta da pensão era escancarada em um estardalhaço. O mesmo pato de antes invadia a sala de estar com Quacks que pareciam estranhamente preocupados. Em passos desajeitados, muito provavelmente pelo piso da pensão ser tão diferente de qualquer coisa do lado de fora e também por não estar acostumado com lugares fechados, ele se aproximava de Cindy como se para ver se a garota estava bem. Dona Neiva não parecia satisfeita.

- Ahhhh, não! - Ela gritava - Não vai fazer cocô na minha sala, sua galinha gigante! - Parecia bem brava, mas logo voltava novamente para Cindy com uma expressão doce e fingindo que nada estava acontecendo - Antes que eu me esqueça minha filha, tinha isso largado aqui e acho que vai ficar lindo em você! - Ela logo puxava do avental um broche dourado que prendia na roupa de Cindy. A amazona podia sentir uma energia estranha que emanava daquele apetrecho assim que entrava em contato consigo, mas logo aquela estranha sensação passava.

Dona Neiva, por sua vez, puxava uma vassoura de trás do sofá em que Cindy estava sentava e começava a enxotar o pato que sai dali assustado - Galinha feia! Não pode animais aqui dentro! Xô! Xô! - Ela gritava em uma cena um tanto cômica mexendo a vassoura para cima e para baixo e correndo atrás do animal que saía novamente pela porta - Ufa! Esses bichinhos não tem jeito. Tão preocupados com seus donos! - Ela dizia sorridente e desta vez um pouco confiante com sua vitória no conflito. Fechava novamente a porta e deixava o animal do lado de fora.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyDom 26 Abr 2020, 13:27

Ecos
 




Em seus pesadelos Cindy ainda afundava-se em um abismo sem fim mergulhando no negrume em forma de ventania que a resistência do ar se tornava com sua queda. Incapaz de gritar, apenas se debatia em queda livre como se nadasse no vazio, sem nada para segurá-la, tentando sentir o sabor do desespero ao máximo e deixá-lo guardado para sempre...

O que não podia esperar é que os ecos dos seus movimentos silenciosos com os braços e pernas que se debatiam pudessem se chocar contra o abismo feito de nada e voltar para si, carregando-a de volta para a luz.

O pato levava Cindy, e a partir daí tudo se tornava dor, distanciamento da realidade e letargia.

''Eu nunca tive uma mãe...'' era seu primeiro pensamento claro desde o começo da aventura. Seu som se expressando na mente através de palavras, graças ao tamanho da dor, mas também devido ao composto estranho de sentimentos: Dor e conforto.

Era estranho ser cuidada após crescer como uma amazona. Suas dores eram para serem suportadas, seus cuidados eram sempre alheios a ela como pessoa e visavam ela como recurso bélico.

As vozes soavam distantes, mas misturavam-se à maciez da cama (que independentemente pareceria macia graças à gratidão e ao carinho) e à sensação de cuidado em suas percepções de amor. Os ecos haviam voltado na forma de companheiros, surpreendentemente, e o universo surpreendia Cindy de uma forma que só fora capaz graças aos riscos que tomou.

''Desculpa Dona Neiva... Eu talvez nunca aprenda...''

Ainda de olhos fechados ouviria Dan e o resto das conversas, sem sequer tentar responder de alguma forma que não fosse um sorriso.

Ficaria deitada quanto tempo fosse necessário para se sentir minimamente preparada para se levantar após saber sobre Kelvim.

Seu coração se aceleraria... Ver a construção do robô? Aquilo seria uma aventura novamente.

Pediria o auxílio de quem estivesse próxima a ela para se levantar, mexendo as mãos ao estender os braços e puxar as palmas para dentro em um movimento de convite. Apoiaria-se em quem quer que a ajudasse, batendo os dentes de leve quando as pontadas de dor se aproximassem e trincando a mandíbula com força caso ela fosse muito grande. Respiraria fundo, lutaria contra ela.

Tocaria na própria roupa, agradecida pelo broche que recebera de presente - qual fora a última vez que recebera um presente? - e balançaria a camisa, meneando a cabeça em dúvida para quem estivesse próximo a fim de perguntar onde estavam as suas próprias roupas, que havia tirado durante o combate. Também buscaria por seu bastão ao redor, lembrava-se de ter se dirigido até ali com ele.

Este seria todo o seu esforço, deixando-se ser levada para o local onde estaria sendo construído o robô com um dos braços e apoiando-se com o bastão com o outro.

Afinal, quanto tempo ela havia dormido? Onde estariam os agentes?

Com uma leveza que somente alguém que deu tudo de si poderia sentir, Cindy apreciaria as dores e a passagem do tempo. Em breve voltaria a sentir prazer novamente. O importante era continuar criando ecos.






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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 6 EmptyTer 28 Abr 2020, 01:18


Noite
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Mesmo que o narrador tenha dito que as dores não fossem tão fortes, Cindy pedia apoio além de seu bastão para ir até a oficina. Uma pena que a única pessoa que iria com ela era uma criança com praticamente metade de seu tamanho, o que fazia com que fosse inviável o apoio que a mulher tanto desejava.

Escorada apenas em seu bastão, Cindy saía da pensão sem se despedir após ouvir de Dan que suas roupas haviam ficado para trás, mas quem sabe o próprio Vergil não a tivesse encontrado e recolhido. Em todo caso, ela finalmente conseguia o apoio que tanto queria quando o estranho pato vinha a seu encontro assim que saía da casa. A passos lentos para acompanhar os movimentos de Cindy, o grupo começava a andar pacientemente até a oficina de Kelvin, dando tempo para que as mentes agitadas de Cindy e de Dan pensassem em como poderia ser o processo de montagem do robô, e se empolgassem cada vez mais com a ideia.

Enquanto caminhavam, o cheiro de comida pronta alcançava o nariz de Cindy, indicando que provavelmente era hora do jantar naquelas casas pelas quais o grupo passava. Sua audição aguçada a permitia ouvir algumas famílias conversando alegremente em suas humildes residências. Era de fato bem diferente do ambiente de treinamento militar ao qual estava acostumada em zomana. Nesse meio tempo ela inclusive percebia que Dan carregava consigo uma sacolinha bem cheia sabe-se lá de quê.

Era então que finalmente chegavam à oficina, onde do lado de dentro viam a carroça roubada parada aos fundos, ainda cheia, e os cavalos do lado de fora pastando. Ali dentro também estavam Vergil e o próprio Kelvin, que pareciam conversar amigavelmente até verem a chegada do resto do grupo - Ahh, finalmente chegaram! - Dizia Kelvin que já mostrava um sorriso em seu rosto - Roubar o lixo, que ideia! Só precisavam procurar no ferro velho, com certeza achariam alguma coisa. Mas gostei da iniciativa, garota. Vocês três… Quatro... - Dizia olhando para o pato que havia entrado com Cindy - Se saíram muito bem! - O orgulho era evidente em sua voz.

Logo, Vergil finalmente se movia e abraçava Cindy com bastante força, o que chegava até a fazer seus machucados doerem um pouco - Opa, foi mal! - Dizia ele meio sem jeito - Que bom que você tá bem, sério! Me desculpa por não poder te ajudar a ir pra pensão aquela hora, eu tava no comando e precisava orientar o pessoal. Muita coisa pra lidar - Enquanto tentava se explicar, o alívio era visível na voz de Vergil - E você também foi demais Dan! - Ele passava a mão na cabeça do garotinho, bagunçando seus cabelos.

O garotinho sorria com tantos elogios, já era possível perceber que toda aquela postura de zangado e independente era apenas um mecanismo de defesa que ele havia abandonado assim que se tornou mais íntimo daquelas pessoas. No fim, era apenas uma criança precisando de carinho como qualquer outra - Valeu gente, isso foi muito legal! Sério! Espera só até eu contar pro pessoal amanhã - Ele parecia realmente se divertir com essa ideia.

Era então que ele olhava para baixo e se lembrava da sacola que trazia - Ah, a Dona Neiva mandou umas marmitas pra gente. Disse que é feijoada. Também te mandou um beijo seu Kelvin! Hahaha! - Terminava com uma risadinha ao perceber que Kelvin havia ficado meio desconcertado com aquilo. Não dava para saber se havia gostado ou não, o homem apenas não respondia.

Dan então tirava quatro marmitas da sacola e dava uma para um dos seres humanos ali. Após receber a sua, Kelvin começava a falar - Perfeito! Depois agradeça ela por mim. Eu não vou poder ir lá! Fala que tô doente! - Kelvin ria com sua própria desculpa, mas logo voltava a falar um tanto animado - Então vamos jantar agora. Depois, vocês buscam as peças na pilha de ferro velho que trouxeram e me entregam. Tá quase na hora de fazermos o Droid Sucata!

Peças:
 


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