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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Timbre Mudo

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MensagemAssunto: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySab 25 Jan 2020, 21:32

Relembrando a primeira mensagem :

Timbre Mudo

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Cindy Vallar. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySex 14 Fev 2020, 00:04



Horário: Noite
Dia: Quarta-Feira
Tempo: Quente


A satisfação dos três mecânicos era quase palpável após todo o aprendizado. Quando fora a última vez que a amazona havia se sentido assim? Essa era uma pergunta realmente difícil de responder. Todo aquele clima de amizade, entretanto, era quebrado quando Kelvin fazia o desafio. Para ela, Cindy Vallar, aquilo era ao mesmo tempo uma diversão e uma ofensa. A orgulhosa amazona agora não pararia até provar para o mecânico que ela poderia vencer o seu desafio. O homem, é claro, notava aquela expressão peculiar no olhar da amazona, e seu sorriso indicava que ele gostava do que via.

Dan não precisava se preocupar, havia conseguido uma aliada e tanto para aquela empreitada. Vergil entrava e enquanto a negociação com Kelvin ocorria, a amazona olhava para o horizonte e parecia estar mais determinada a cada momento. Era o momento de Cindy Vallar mostrar a seus amigos do que uma amazona zomanense era capaz quando desafiada, e ela não deixaria passar essa oportunidade.

A determinação da amazona era tamanha que Vergil perguntar sobre um local para dormir era quase absurdo, ela tinha outros planos, muitos outros planos… Ah, se pudesse contar a eles… Vergil cerrava os olhos, como se tentasse focar mais seus olhos para ler o que estava escrito no caderno. Com sua boca, ele balbuciava algumas sílabas mas não parecia ser nada fácil - Amanhã roubaremos o lixo antes dele chegar, foi o que ela quis dizer - Kelvin interrompia a leitura - Você é ousada garota, gosto disso - Ele devolvia o olhar de desafio para Cindy.

- Ahh, tá. Ainda tô treinando esse negócio de leitura. Tem um cara que ajuda a gente - Ele dizia meio sem graça - Aliás, posso ler o seu nome? - Questionava. Demoraria alguns segundos, mas poucos, a leitura de Vergil parecia já ser melhor quando eram palavras e frases pequenas. Por fim, o garoto sorria - Pois bem então! Não sei porque, mas seguiremos o seu plano maluco! - Ele havia aceitado o desafio.

- Vamos dormir então. A pensão da Dona Neiva é bem baratinha, vem comigo! - Ele dizia já indo para a saída e se despedindo de Kelvin com um aceno, que logo era correspondido - Ei, espera! - Gritava Dan - Me busca aqui amanhã de manhã. Nós vamos juntos nessa! - Vergil sorria e deixava para que Cindy desse algum tipo de resposta enquanto ele já deixava o lugar.

Caminhariam por algum tempo até que por fim chegariam a um lugar próximo de onde Dan havia batido a carteira de Cindy mais cedo. A pensão era um prédio de três andares, sem reboco e provavelmente mal construído, mas teria que servir. Sem muita conversa, Vergil dava algum dinheiro pra uma dona gorducha e pedia um quarto para um, provavelmente teria vergonha de se oferecer para dormir no mesmo quarto que a amazona. O preço do quarto, em todo caso, era de 10 mil berries.

- Pois bem, te vejo amanhã. Se vamos fazer isso que você falou… Pode ser bom irmos na cidade para vermos de onde saem as coisas que queremos encontrar - Ele não falaria diretamente que se tratava de um roubo aos itens que chegariam ao ferro velho pela manhã, mas esperava que Cindy percebesse. Após acenos, cada um deles ia para seu respectivo quarto.

Durante a noite, graças a audição aguçada, Cindy conseguia ouvir o som de alguns cavalos arrastando carroças com objetos metálicos, provavelmente para serem despejados no Ferro Velho. Com toda essa atenção difusa, a noite de sono da amazona acabava não sendo das melhores, e algumas olheiras a acompanhavam pela manhã quando Vergil batia na porta para acordá-la - Está pronta? Temos um dia e tanto pela frente - Ele diria quando ela abrisse a porta. O garoto também tinha olheiras.


Horário: Manhã
Dia: Quinta-Feira
Tempo: Quente



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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySab 15 Fev 2020, 14:51

''Ritmo antigo.''
 




- Amanhã roubaremos o lixo antes dele chegar, foi o que ela quis dizer - Cindy estava prestes a se sentir sufocada por não conseguir falar e por Virgil não conseguir ler, quando Kelvin matou esse mal-estar - Você é ousada garota, gosto disso - Um sorriso e olhar afiados eram síntese do que poderia ter dito com palavras.

- Ahh, tá. Ainda tô treinando esse negócio de leitura. Tem um cara que ajuda a gente - Então nem todos fora de Zomana sabiam ler. Isto era certamente um aspecto triste do mundo do lado de fora. Cindy tentava disfarçar o olhar de pena em relação à Virgil ainda estar aprendendo a ler. - Pois bem então! Não sei porque, mas seguiremos o seu plano maluco! - Ela não havia ordenado, e sequer havia uma hierarquia entre os dois. Um tratado modulado entre ambos era suficiente para convencê-lo, e esta sensação de companheirismo era magnética. - Vamos dormir então. A pensão da Dona Neiva é bem baratinha, vem comigo!

Cindy fazia uma cara feia ao imaginar ter de pagar para dormir. Já caminhava até a porta com uma expressão de quem comeu algo azedo quando foi chamada. - Ei, espera - Era a voz de Dan - Me busca aqui amanhã de manhã. Nós vamos juntos nessa! - Cindy dava meia volta e ia na direção de Dan. Ao invés de respondê-lo de uma forma comum, devolvia um olhar de desafio para o garoto, como que fingindo uma petulância. A sua mensagem talvez fosse confusa, mas seu rosto estaria dizendo algo como ''Um pirralho como você?''

Sua mente flutuava entre as possibilidades de planos enquanto seus passos seguiam automáticos até a pensão. A garota estranhava o silêncio repentino do tão falante Virgil, e como os dois ficavam em silêncio até chegarem em frente à pensão. Estaria ele preocupado com os planos dos dois ou com os planos entre ele e Zeph?

Falando na pensão, seus instintos surtaram assim que encararam a construção arquitetônica. Cindy certamente não entraria no prédio se Virgil não tivesse entrado antes, e muito menos acreditava que aquele local valia o preço que iria pagar por ele. Por uma questão mais de companheirismo do que de conforto, a garota adentrava a construção apenas para não soar arrogante.

- Pois bem, te vejo amanhã. Se vamos fazer isso que você falou… Pode ser bom irmos na cidade para vermos de onde saem as coisas que queremos encontrar - Imaginando que ele falava em códigos provavelmente para não chamar atenção do resto dos moradores da pensão, Cindy assentia.

Durante a noite Cindy lembrou-se de como eram seus treinamentos de simulações de ataques. Uma seção especial de estrategistas avaliava o terreno inimigo, os recursos a serem tomados e as vantagens e desvantagens de suas tropas. Ela sequer sabia como começar a pensar o posicionamento e as formas com as quais ela poderia se mover para atacar melhor o lixo que ela iria roubar. Muito menos de onde ele viria, sua rota, ou qualquer outro detalhe técnico que um estrategista já teria levado em conta. Só de começar a levar isto em conta ela ficava ao mesmo tempo ansiosa e empolgada. Pensar demais não fazia seu estilo. Fechava os olhos para dormir e mantinha os ouvidos em alerta.

- Está pronta? Temos um dia e tanto pela frente - A manhã finalmente chegava.

Cindy não respondeu.

Abriria a porta e caminharia na direção da saída da pensão. Pagaria os dez mil belies, quando voltasse teria muito mais.

Um som que ninguém mais poderia ouvir soaria em seus sentidos aguçados. Era um compasso com um tom médio como o de uma caixa. Um toque de cada vez, uma distância idêntica entre os sons deles. Aos poucos o ritmo se acelerava, e as batidas por minuto preenchiam cada vez mais segundos. Um som grave como o de um tambor se acentuava aos poucos, anunciando a caminhada de Cindy Vallar.

Os tambores de guerra soavam em sua mente conforme esta se dirigiria o mais rápido possível até a casa de Kelvin. Bateria na porta e procuraria por Dan. Encontrando o garoto ou não, seguiria rapidamente na direção do local onde havia ouvido as carroças se aproximando. Não poderia perder tempo para alcançá-las.

Embora estivesse cansada, havia tido uma refeição poderosa na noite anterior. Teria que se aproveitar do horário ainda cedo para agir o mais rápido possível antes que a fome insuportável a alcançasse. Pela sua experiência, seria possível que estar de barriga cheia até mesmo a atrapalhasse em seu assalto.

Iria tentar se aproximar do local onde havia ouvido as carroças o mais rápido possível. Não poderia cortar caminho através do lixo conforme havia feito em sua perseguição com Dan, pois seus companheiros provavelmente não eram capazes daquilo. Iria caminhar e guiá-los pela rota que achasse melhor com sua audição aguçada.

Estaria constantemente alerta a assaltos e inimigos ao redor. Já havia sido apresentada ao estilo do lixão anteriormente, quando Dan roubou sua carteira. Evitaria os inimigos bloqueando suas tentativas de assaltos ou ataques colocando o bastão entre si e eles, desviando seus instrumentos os afastando com o bastão, seguindo seu caminho conforme desviaria-se de adversidades.

Assim que se aproximasse das carroças que havia ouvido, utilizaria sua audição como um sonar para diagnosticar sua situação. Não tinha como planejar estratégias complexas, mas tinha como ao menos saber a melhor forma de se aproximar e saber como agir da forma mais divertida. Observaria bem o ambiente e apertaria sua arma com força, ainda mantendo-se atenta a ataques inimigos.


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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptyDom 16 Fev 2020, 17:43



Horário: Manhã
Dia: Quinta Feira
Tempo: Quente


O sentimento de confiança que Cindy tinha por Vergil era, naquele momento, mais forte do que seus instintos e era exatamente esse sentimento que convencia a garota a entrar na tal pensão. Com toda aquela empolgação a noite acabou não sendo das mais propícias para um bom sono, mas foi bem frutífera para que a garota fizesse diversos planejamentos e pensasse em diversas possibilidades, o que só servia para animá-la ainda mais com relação ao dia que estava por vir.

Antes que pudesse perceber a manhã chegava, a garota estava bem determinada e sequer ligava para o dinheiro pago pela pensão, sabia que logo teria muito mais em suas mãos. Sua caminhada, em seus ouvidos, soava quase como uma marcha. A garota sabia que seria naquele dia que começaria a mostrar ao mundo que apenas uma zomanense viva era como uma tempestade para onde quer que passasse.

Os tambores de guerra só iriam parar quando a garota fosse bater na porta de Kelvin, mas nem precisava, Dan já estava a postos na entrada. O garotinho tinha a determinação estampada em seu rosto, queria tanto quanto Cindy a vitória naquele desafio. Por fim, o silêncio da caminhada era quebrado por Vergil - Por que vamos fazer isso mesmo? - Ele finalmente questionava.

- Kelvin nos desafiou a conseguir as peças pra fazer um Droid - Vergil então fazia uma cara de quem finalmente havia compreendido, mas logo fazia outra pergunta - Aproveitando que agora você tem um caderninho e tal… Qual o seu nome, garota? - Perguntava para Cindy. Talvez só agora a garota parasse para pensar nisso, mas ela de fato nunca havia escrito o seu nome para que o outro jovem pudesse ler, até então apenas os dois que haviam ficado com ela na oficina sabiam seu nome dentro daquela ilha.

- Cindy Valle… Vallar! - Dan respondia um pouco confuso - Ahhh, agora está melhor. Muito prazer! - Vergil complementava. Continuando sua marcha determinada, Cyndi guiava seu grupo até o local onde havia escutado o som das carroças durante a noite. Estava a cerca de duas ruas do Ferro Velho e, obviamente, aquela hora já não tinha mais nada ali.

- Ei! - Ela ouvia a voz de Vergill chamando, logo atrás de onde estava. Ao olhar, via que o jovem se levantava do chão e tinha alguma coisa pequena em suas mãos. Era uma coisa pequenina, um chip, e estava quebrado demais para qualquer tipo de uso. Apesar disso, ainda era possível ver uma logomarca e ler o nome “McAnic Tech” - Como eu pensei… - Vergil entregava o chip na mão de Cindy depois que o garotinho também já havia dado uma olhada - É de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Isso com certeza não é de ninguém em Latem, bem provável que tenha caído de uma das carroças que transportam o ferro velho - Ele respirava fundo, também dando um tempo para que a informação fosse absorvida pelos colegas - Precisaremos ir para Geartrópolis se quisermos saber mais

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptyDom 16 Fev 2020, 20:20

''Invasão.''
 




Ela deveria ter imaginado e certamente deveria ter sido mais precavida. Cindy se atrasara em sua corrida até a carroça, como já era de se esperar, e seu orgulho enfadonho remoía seu estômago como vermes a beliscando por dentro. Com uma expressão que revelava seu mau humor e com uma mecha do seu cabelo - que devido à sua postura militar sempre estava bem amarrado e preso - solta sobre sua testa após a corrida ela se aproximava do chip.

- Como eu pensei… - Recebia o chip na mão através de Dan e o percebia completamente destruído. Aquilo seria inútil para o desafio de Kelvin. Ela já começara perdendo.

Agacharia-se de forma a apoiar as nádegas nos calcanhares, utilizando o abdome forçado para manter a coluna ereta e a postura perfeita. De cara enfezada, encararia o nome ''MacTech''.

- É de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Isso com certeza não é de ninguém em Latem, bem provável que tenha caído de uma das carroças que transportam o ferro velho - Todas aquelas informações não pareciam ter muito sentido para Cindy. Até que perceberia o que ele queria dizer com um estalo. - Precisaremos ir para Geartrópolis se quisermos saber mais

Conforme ouvia as palavras se Virgil Cindy erguia a cabeça como que acometida por uma ideia. A ideia que erguia sua cabeça desdobrava seus joelhos e aos poucos ela se levantava conforme as palavras iam rumo ao sentido que ela esperava que elas fossem; em consonância.

Cindy novamente não responderia. Aquela cena anti-climática havia abafado os sons dos tambores distantes, que voltavam a se intensificar progressivamente em seu compasso ritmado. A amazona encararia a pilha de lixo ao seu redor. Um mundo de possibilidades que a havia ensinado muitas coisas. Encararia seus companheiros. Ambos haviam sido conquistados por ela em menos de um dia e agora ela já se consideraria um trio com eles. O chip, que à primeira vista parecia tão somente uma peça quebrada refletindo o seu fracasso, aos olhos dos companheiros se tornara uma pista valiosa. Aprendera a transformar lixo em tesouros naquele lixão, e agora deveria visitar a parte dita valiosa da cidade para aprender ainda mais.

Com os pés fixos no chão, giraria o corpo da cintura para cima para encarar a luz do sol se erguendo de manhã na direção de Geartrópolis.

Soltaria seus cabelos e os amarraria novamente em um coque bem preso. Passaria as mãos sobre suas roupas a fim de tirar a poeira. Ajeitaria as mangas de sua roupa e se prostraria ereta como aprendera na academia de Zomana; uma postura militar. Se viraria completamente na direção da cidade nova. Suas costas com os ombros bem distanciados, seu bastão posicionado forte entre os dedos da mão direita.

Sem dizer uma palavra, começaria a marchar.






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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptyDom 16 Fev 2020, 21:29



Horário: Manhã
Dia: Quinta Feira
Tempo: Quente


Com a confiança que tinha em seu grupo recém formado, Cindy não tinha dúvidas do que deveria fazer no momento em que ouviu aquelas palavras saírem da boca de Virgil. Com a postura de uma verdadeira zomanense, a guerreira começava a caminhar na direção da cidade, sendo obviamente guiada por seus dois companheiros. Com o tempo, os morros iam ficando cada vez menores assim como as pilhas de ferro velho. Vergil mais uma vez quebrava o silêncio.

- Droga… Não costumo entrar aí se não for noite… - Ele respirava fundo - Espero não me perder - Mostrava um sorriso corajoso no rosto, que não durava muito - Dan, fica esperto com as pessoas por lá - Ele dizia para o garotinho que parecia não entender muito bem o que ele queria dizer, mas ainda assim consentiu, corajoso.

Mais algum tempo se passava e Cindy aos poucos conseguia perceber que eram mais que alguns quilômetros separando Geartrópolis de Latem. De bem longe ela já conseguia ver estruturas imensas, prédios que nada tinham a ver com o da pensão. A medida que se aproximava, conseguia ver que eram mais bonitos também. Por fim, quando estava bem perto, via que alguns deles eram maiores que qualquer coisa que já tivesse visto anteriormente.

Era estranho sequer pensar que ainda estava na mesma ilha. Diferente de Latem, Geartrópolis tinha riqueza e tecnologia fluindo em suas veias. Alguns dos prédios, pareciam altos o suficiente para tocar as nuvens. No chão, o movimento de pessoas era enorme, mas ainda assim parecia muito mais fluido que na outra cidade. De fato, as próprias pessoas pareciam bem mais diferentes e bem cuidadas do que em Latem, e seus companheiros também pareciam perceber isso. Era claro o desconforto principalmente no olhar de Vergil, enquanto Dan tinha novamente aquele brilho nos olhos que havia tido ao olhar para os Drois na RicaSucata - Uau… Um arranha-céu! - Ele dizia maravilhado.

O Sol da manhã era refletido por muitos dos tais arranha-céus em suas estruturas metálicas gigantescas. Nas ruas, além de as coisas serem mais limpas, também eram mais bem organizadas e sinalizadas. Existiam placas que apontavam para locais importantes da cidade, a fim de guiar os turistas que ali fossem. Era estranho pensar que essas placas provavelmente seriam inúteis para os cidadãos de Latem que, pelo que Cindy havia visto até agora, eram em maioria analfabetos.

Em suma, Geartrópolis era tudo o que se poderia imaginar de uma cidade tão tecnológica quanto se intitulava, bela como poucas outras pelo mundo. As pessoas ali pareciam mais abastadas, algo que Cindy poderia perceber facilmente ao procurar por quaisquer sinais de pobreza no local. A maioria das pessoas estavam bem vestidas, com muitas usando ternos e outras roupas formais. Em suma, aquele era de fato um lugar belo e único em todo o mundo. Tirando os olhos disso, Cyndi Conseguia por fim enxergar uma placa:

Citação :
Briss Tower - À frente
Porto - Esquerda
McAnic - Direita

Olhando na direção da tal Briss Tower, Cindy percebia que era para aquele lado que ficava o maior de todos os prédios daquela cidade. Era aquela torre gigantesca que ela vinha enxergando quilômetros antes de entrar de fato na cidade. Abaixo da placa, entretanto, algo também lhe chamava a atenção. Uma [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] mal trapilha, provavelmente uma das poucas da cidade, que carregava consigo uma cestinha cheia com alguma coisa que não dava para identificar daquela distância. A atenção de Dan parecia pela primeira vez sair dos arranha-céus quando ele à avistava - Uau… - Dizia pouco antes de perceber a gafe e voltar a prestar atenção nos prédios, um pouco envergonhado.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptyQua 19 Fev 2020, 20:07

''Perspectiva.''
 




Cindy nunca se esquecera da primeira vez que vira um elefante.

Ainda era uma criança quando viu pela primeira vez o colosso de guerra se locomover corpulento em sua gigantesca massa cinza através dos campos de treinamento. O peso de seus passos eram sinônimo da própria imponência. A criatura se movimentava lenta e assertiva, com poder vibrando a cada passada, e sua magnitude vagando sem rumo. Ainda selvagem, a criatura não parecia se importar com qualquer constrição ao seu redor, utilizando seu instinto para rumar indefinidamente e explorar o local. A forma como a liberdade jorrava a cada movimento desregulado e devagar, a sua despreocupação com o mundo ao seu redor, como se nada temesse, a fizeram ficar absolutamente hipnotizada. Foi quando a criatura se virou na direção dela.

Vagarosamente os olhos do gigante se viraram para Cindy, que foi esta sim raptada pela impotência. Conforme se aproximava, de forma preguiçosa e sem esforço como se não temesse a fuga da garota, o animal de prata a continha dentro de seu próprio medo e pequenez.

Cindy tampou os olhos da luz do sol, e assistiu conforme a sombra cinza se misturava à escuridão da luz que ele mesmo tapava enquanto se aproximava dela. Lembrava-se de sentir medo, sim. Mas também de um sensação de querer ser gigantesca.

Uma sombra cobriria o rosto de Cindy. Era a sombra da própria mão da Amazona, a cobrindo da luz do sol para que ela pudesse assistir os gigantescos arranha-céus que dominavam a cidade cinzenta e insólita como o elefante de tempos atrás.

Seria absolutamente assustador. Mas um sorriso arrogante coberto pela sombra de suas mãos surgiria no rosto de Cindy. Uma vontade de ser gigantesca seria alimentada nela. Sua sombra se apertaria e estalaria com força sobre seu rosto conforme ela aproximaria os dedos no ar, como se agarrasse o arranha-céu na palma de suas mãos.

- Uau… Um arranha-céu! - Cindy se viraria para Dan com um sorriso caloroso e fraternal, dissipando no ar sua expressão quase intimidante de outrora.

Poucos instantes antes havia ouvido Virgil dizer que nunca havia vindo até a cidade durante o dia, e já ouvira-o dizer antes sobre como não era bem quisto ali. Aquilo a trazia uma sensação estranha. Talvez, se tivesse aportado em Geartropolis antes de Latem nunca pudesse encontrar esse ponto de vista de Virgil e também fosse uma das pessoas que o oprimiria. Mas havia visto o valor em seu companheiro, e podia ver a cidade gigantesca por outra perspectiva: de baixo para cima. E dali, no abismo onde as sombras opulentas dos prédios pareciam esmagar Latem, ela teria uma perspectiva de quem quer fazer os amigos irem para onde quer que seja da cidade.

Quando encontrou a placa, teve certeza de para onde iria.

Se aproximaria da placa e apontaria para o nome McAnic, o qual seus companheiros já eram familiarizados embora fossem analfabetos.

- Uau…

Assistiria a forma como Dan encarava a garotinha, com uma mescla de tristeza e alegria. Em meio à beleza da cidade, Dan se apaixonara pela única garota que aparentava ser mais próxima à ele. Uma sensação de tristeza pelo contraste entre aqueles dois e a cidade tomaria a amazona.

Chamaria a atenção de Dan e Virgil puxando suas camisas e apontaria para a placa novamente.

Seguiria na direção da McAnic. Se aproximando do local, tentaria dar voltas ao redor do prédio a uma distância e entender sua estrutura. Sua intenção seria descobrir onde possivelmente ficava o seu depósito de lixo, e o local de onde as carroças saiam para levar as sobras para a cidade. Procuraria pelas formas de segurança do local e também por dicas que a pudessem talvez levá-la a pistas sobre o depósito.

Não se afastaria de seus companheiros, esperando que eles a acompanhassem e chamando suas atenções.

Uma ideia começaria a se formar na cabeça dela... Talvez, ao fim de tudo, pudesse até mesmo revolucionar a cidade.





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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySex 21 Fev 2020, 16:11



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Com o passar do tempo naquela cidade, Cindy ia cada vez compreendendo o sentimento de seus companheiros e de certa forma, se comovendo com aquilo. Não era difícil para a garota perceber como deveria ser difícil viver com toda aquela desigualdade social e que se ela mesma não tivesse ido para Latem no primeiro dia, talvez nunca tivesse a chance de compreender os pontos de vista daquelas pessoas.

Naquele momento seus planos para aquela ilha começavam a ir muito além de construir um DroidSucata, mas aquele ainda assim seria o começo de tudo. Tomada por determinação, Cindy recuperava a atenção de seus companheiros e mostrava para onde deveriam ir, um lugar que os outros dois nem sequer precisavam ler o nome para saber do que se tratava.

Saíam dali em passos lentos, na verdade Dan hesitava por alguns instantes e dava um tímido aceno para a garotinha que ficava para trás e não parecia ver o gesto da outra criança. Por fim o trio seguia rumo a McAnic Tech, aos poucos percebendo que a cidade parecia um espelho de si mesma. Grandes prédios e ruas limpas, poucas árvores, dificilmente havia diferença entre uma rua e outra exceto pelo nome das empresas. Ainda assim, o grupo chegou a ver algumas filiais da McAnic espalhadas pelas ruas, mas as placas deixavam claro para onde era a filial.

Por fim chegavam ao local indicado. Um prédio muito belo, como todos os outros, mas atrás deste havia uma estrutura gigantesca de fábricas e sistemas de segurança, todos de última geração. Olhando pelas grades era possível ver lá dentro diversos aparelhos e objetos tão tecnológicos que nenhum dos três ali havia sequer ouvido falar, e provavelmente continuariam sem ouvir. A tecnologia era tão avançada que despertava até mesmo um brilho nos olhos de Vergil, que até então não havia demonstrado tanto interesse por aquele tipo de coisa.

O foco da amazona era naquele momento a única coisa que a impedia de esquecer de sua missão em meio a tanta tecnologia. Olhando em volta, ela podia ver dois seguranças a frente do prédio principal mas não conseguia ver atrás dos vidros opacos para saber o que havia dentro deste. Pela grande movimentação de pessoas, entretanto, era possível deduzir que havia alguma loja ali dentro, ao menos no primeiro andar. Na fábrica a situação era um pouco mais complicada, haviam quatro torres de vigia e todas pareciam estar ocupadas por guardas fortemente armados.

Ao olhar mais para o interior da estrutura, mais problemas poderiam ser vistos. Mais guardas armados faziam rondas mesmo enquanto os cientistas faziam experiências no pátio e os dois últimos vigiavam o portão principal, que só era aberto para quem tivesse algum tipo de identificação.

- Cindy… eu não tô gostando disso… - Dizia Vergil com uma voz meio amedrontada. Era quase palpável o desdém com o qual algumas pessoas que passavam por ali lhe olhavam. Algumas delas até mesmo olhavam com certo medo ou repulsa para o garoto. Em alguns momentos, ela ouvia ainda alguns comentários maldosos como - O que esse tipo de gente tá fazendo aqui? - ou - Não deviam deixar esses porcos de Latem entrarem na cidade… Tomara que não roubem nada - Ouvi dizer que finalmente prenderam aquela aberração no porto - Aparentemente havia mais de um assunto na cidade, mas não mudava o fato de que alguns dos comentários eram sobre seus amigos. Por sorte, ou não, apenas Cindy ouvia bem o suficiente para ter noção de que aquilo estava sendo dito. Se procurasse as pessoas que estavam falando aquilo, não as acharia em meio a multidão.

Voltando a prestar atenção na fábrica, a jovem com seu grupo dava a volta na fábrica até que achava um portão nos fundos. Cerca de uma dúzia de carroças bem grandes estavam ali, puxadas por cavalos bem cuidados. Atrás deles, uma espécie de depósito que era provavelmente onde ficava todo o lixo que ia para Latem. A entrada era menos vigiada, estando no campo de visão de apenas uma torre de vigilância e tendo apenas um guarda com um par de tonfas vigiando o portão. Quem, afinal de contas, ia querer roubar o lixo?

Era nesse momento que dois homens de terno paravam bem atrás do trio. O primeiro deles, [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], se punha a frente com um sorriso sádico no rosto - Posso saber o que vocês tanto olham na fábrica? - Seu tom carregava uma certa dose de escárnio, e seu olhar era diretamente para Vergil que parecia bem intimidado.

Fato é que por mais que o homem parecesse estar se divertindo com aquilo, eles não pareciam realmente querer saber. Isso ficava ainda mais evidente quando o segundo homem, de [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.], começava a falar - Recebemos queixa de dois sujeitos suspeitos e uma mulher armada rondando a cidade, viemos verificar - Seu tom era bem mais sério que o do outro homem, e enquanto falava já colocava um par de luvas negras.

Era possível ver no olhar de Vergil que ele sabia muito bem que palavras não adiantariam ali, Dan também parecia saber disso mas ao contrário do outro, ele tinha um semblante bem irritado em seu rosto. O homem de cabelos cinzas não deixava de notar aquilo e logo dizia - O que foi garotinho? Acha que pode desafiar um oficial? Hahaha! Que gracinha! - De forma doentia, ele lambia os lábios ao final da frase, olhando de forma sádica para Dan que não parecia dar o braço a torcer - Vocês virão com a gente sem resistir, terão que responder algumas perguntas… - Ele continuava muito sério em seu tom. Vergil, mais calado do que nunca, cerrava os punhos e parecia estar se preparando para alguma coisa, e era bem claro que o homem de cabelos cinzas havia percebido aquilo, e estava se divertindo com a situação.

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySab 22 Fev 2020, 13:33

''À moda da casa.''
 




As palavras se entrelaçavam em fios de cobre que, ligados a uma bateria, encostavam em um recipiente que se preenchia de combustível lentamente. Cindy era ainda uma bomba prestes a explodir. Cada uma das palavras da população de Geartropolis sobre seus amigos alimentavam seu combustível. O botão de acionar vibrava como uma sereia cantando.

- O que esse tipo de gente tá fazendo aqui? - Sem virar o pescoço ou o rosto seus olhos se viravam na direção para a qual seus ouvidos indicavam ser de onde o som vinha, fuzilando os habitantes através de sua visão periférica. - Não deviam deixar esses porcos de Latem entrarem na cidade… Tomara que não roubem nada. Ouvi dizer que finalmente prenderam aquela aberração no porto - Olharia na direção das vozes constantemente. Nem mesmo se pudesse contar a seus companheiros o que ouvira o faria. O combustível seguia preenchendo o recipiente.

Mesmo sem ver o rosto de nenhum deles Cindy se imaginava encarando-os conforme virava os olhos em diversas direções e seguia sua caminhada ''discreta''.

Muitos anos antes, nos campos de treinamento de sua terra natal, a amazona já havia ouvido falar da importância de sua forma de vestir. De tempos em tempos tira a poeira da própria roupa e amarra o cabelo novamente a fim de alinhar suas vestes. Nunca se esquecera de como já havia sido punida diversas vezes por meros detalhes em sua forma de se trajar. Ou melhor... Meros em sua concepção rebelde e impúbere da época. Conforme cresceu e estudou a guerra entre países e treinou nos campos de guerra simulados aprendeu sobre como as roupas dos exércitos inimigos podem ser a única coisa que os distancia dos companheiros quando no caos frenético do campo de batalha se materializa. E, naquele exato momento, Cindy percebia que a forma de se vestir dos três indicava como um clarão no breu que eram estrangeiros e talvez até mesmo inimigos.

Sua ânsia por desafios a fez notar a carroça em suas andanças, o que estalou em sua mente uma volta à busca de seu objetivo. Aquelas carroças deveriam indicar o local de onde vem o lixo. Refletia sobre como em uma cidade tão tecnológica o lixo ainda era levado por cavalos até Latem quando..

- Posso saber o que vocês tanto olham na fábrica? - Ainda de costas, apenas uma parte de sua cintura havia se virado quando o canto de seus olhos se acendeu em espanto e brasas. - Recebemos queixa de dois sujeitos suspeitos e uma mulher armada rondando a cidade, viemos verificar.

A guerreira podia sentir o cheiro de fuligem e a textura da corda em seu corpo novamente. Suas tatuagens cravadas em fogo latejavam em seu pescoço. Mal podia acreditar no que sua visão periférica capitava.

Com uma das mãos segurando o bastão ainda mais fortemente e a outra completamente paralisada no ar, seus pés mal a sustentavam como se de pé sobre a beira de um abismo. De pupilas incandescentes e garganta rouca ruindo como se prestes a vomitar, Cindy teve de lutar para manter a compostura e se virar completamente para a dupla, tentando forçar ao máximo seu olhar sério.

Pois podia reconhecer nas roupas deles as vestes daqueles que destruíram Zomana.

Tenryuubitos haviam controlado a ilha e diversos homens vestidos com paletó e gravata exatamente como aqueles.

Um ano atrás ela havia assistido por entre cortinas de chamas uma corda ser amarrada em seu pescoço enquanto ouvia a sua legião crepitar morta. Os detalhes das chamas consumindo a carne como vermes eram mastigados por sua audição aguçada com centenas de sabores amargos e ânsia de vômito. Mas como ferro sendo atiçado e marcando seu couro, o que mais a impressionara não foram os sons, mas as imagens que ficaram cravadas nela.

E as roupas acionavam a bomba relógio conforme o mundo ao redor de Cindy entrava em chamas como fora quando perdera sua voz; a vestimenta do seu eterno exército inimigo.

- O que foi garotinho? Acha que pode desafiar um oficial? Hahaha! Que gracinha! - O agente insultava Dan. - Vocês virão com a gente sem resistir, terão que responder algumas perguntas… - Fora alguém com um tom igualmente indiferente e sem emoções que havia indicado que ela fosse enforcada.

Sequer sabia qual dos dois odiava mais. Virgil também se sentia intimidado por eles.

Havia ficado a maior parte do último ano se recuperando das queimaduras. Lembrava-se de ter vindo para Briss Kingdom pois ouvira falar de Tenryuubitos aqui, e precisava entender sua sede de vingança. E agora finalmente as peças se juntavam, e sua vontade de se descobrir e descobrir o mundo que a haviam feito aprender mecânica e construir o robô por acaso haviam se encaixado como engrenagens às suas aspirações últimas de descobrir sobre Zomana e se vingar.

O fogo queimava sem matéria, com seu timbre mudo que crepitava tudo ao seu redor conforme Cindy segurava o bastão com a outra mão e cerrava os punhos ainda mais sobre o ferro.

Um novo desafio surgia em sua mente. Precisaria construir o robô mais ainda, como forma de romper as estruturas daquela cidade que era protegida pelos mesmos que destruíram seu povo. Mas, além disso, precisaria montar o robô ao dar uma surra nos dois agentes.

Em sua mente saberia que chamar mais atenção somente atrairia mais guardas e portanto mais problemas, e que uma luta à plena luz do dia seria problemática. Talvez se não estivesse tão consumida por sentimentos pensasse em uma forma de comunicar aos companheiros que deveriam encher a carroça com o lixo para que pudessem sair dali. Mas Cindy só teria como pôr os pensamentos em prática após se acalmar.

Com o bastão e reunindo o máximo de gentileza que poderia Cindy encostaria em Dan e o empurraria para o lado, tirando-o dos olhos do inimigo.

Com o cenho erguido e uma expressão arrogante faria suas botas serem ouvidas lentamente conforme se deslocava na direção do agente de cabelo rosa, carregando seu bastão disposto diagonalmente à sua frente como se marchasse. Um passo de cada vez e com uma tensão pré-combate sendo contida como dois exércitos prestes a se chocar Cindy se aproximaria, se colocando entre o homem e Dan.

Com um movimento de cabeça acenaria negativamente. Eles não iriam para lugar nenhum.

Cindy chutaria a ponta do bastão que estava apontada para o chão e seguraria a outra ponta com muita força, de forma a desferir um ataque diagonal de baixo para cima na direção do oponente. Sua intenção seria utilizar da sua aceleração para fazer um ataque rápido e explosivo, usando tanto a velocidade do chute quanto a velocidade do pulso da outra mão para alavancar um golpe na direção das costelas de seu inimigo.

Caso o oponente se esquivasse ou recebesse o ataque a zomanense não se deixaria desacelerar. Utilizando a velocidade da própria aceleração anterior e o máximo de suas habilidades acrobáticas se apoiaria na ponta de um dos pés e com um movimento deste mesmo pé e da cintura somaria um giro à sua aceleração anterior ao mesmo tempo em daria um salto curto na direção do oponente, buscando acertar um ataque horizontal na direção de seu rosto, modulando a altura do golpe ao dobrar os próprios joelhos a depender da altura em que estaria o rosto do oponente. Este segundo ataque seria feito com sua arma sendo segurada pelas duas mãos, a fim de utilizar o máximo de sua força.

Caso o oponente bloqueasse seu primeiro ou seu segundo ataque ou tentasse segurar seu bastão em qualquer um destes momentos, Cindy ainda não se deixaria desacelerar. Simplesmente pisaria com ainda mais força no chão e adicionaria a segunda mão ao pulso, de forma a intensificar seu golpe diagonal de baixo para cima/horizontal com a força da nova aceleração e do movimento com ambos os braços e a cintura, a fim de empurrar o oponente para longe de si e puxar o bastão de volta, a fim de encaixar um giro e um ataque novo conforme faria na primeira hipótese.

Se acaso fosse atacada antes ou depois da tentativa de iniciar o ataque, Cindy buscaria formas variadas de se proteger a depender da arma do inimigo. No caso de lâminas Cindy buscaria bloquear-se de forma a fazer o ataque deslizar através de seu bastão até que ela pudesse empurrar a arma para longe, utilizando o meio do seu bastão e as duas mãos segurando-o firmemente. No caso de armas pesadas como martelos, machados, ou até mesmo de armas sólidas como o próprio bastão que ela possuía buscaria firmar os pés no chão com força e enrijecer a guarda, a fim de colocar o bastão entre si e o ataque de frente para o ataque e segurá-lo com toda a força, desviando o peso do golpe para uma direção em que ela pudesse se esquivar girando e voltando para a posição anterior. No caso de ataques de algum estilo de combate corpo-a-corpo, Cindy bloquearia os golpes ao apará-los com proteções laterais, desviando os ataques para longe de si, ao mesmo tempo em que utilizaria o bloqueio para facilitar a esquiva. Caso em algum momento um dos ataques fossem acertar Dan, Cindy buscaria bloqueá-los de forma a levá-los à direção oposta do garoto. Se isto não fosse possível receberia o golpe.

Caso sua audição aguçada a acusasse um segundo atacante a ameaçando ao mesmo tempo, buscaria fazer um rolamento utilizando o máximo de suas habilidades acrobáticas em uma direção em que não sofresse ataque de nenhum dos dois. Não faria isto apenas caso um dos ataques fosse acertar Dan. Neste caso, bloquearia-o ou receberia o golpe.

Não permitiria que os inimigos saíssem do alcance de sua arma, saltitando e perseguindo-os com sua aceleração. Também não permitiria que estes ameaçassem Dan de qualquer forma, ou que Dan tentasse provocá-los, colocando-se armada entre ambos sempre que possível.

A moda de suas roupas haviam a indicado como inimiga daquela ilha. A moda dos seus inimigos a lembraram do uniforme do exército inimigo. E agora ela daria uma surra em ambos, à moda de Zomana. E em seguida roubaria o lixo (aquilo sequer era crime?) à moda de Latem.





objetivos escreveu:

[ ] Conseguir um robozin
[X] Perícia Mecânica
[X] Perícia Engenharia Mecânica
[ ] Perícia Arrombamento
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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySex 28 Fev 2020, 00:44



Horário: Manhã
Dia: Quinta Feira
Tempo: Quente


Os comentários dos cidadãos de Geartropolis sobre seus companheiros fazia com que Cindy pudesse entender com facilidade o que Vergil queria dizer quando afirmou que não se sentia bem vindo ali. Aquela desigualdade tão gritante entre os habitantes de uma cidade e da outra fazia com que fosse fácil de seus amigos se destacarem em meio a multidão e talvez com isso ela conseguisse perceber ainda melhor o quanto Vergil a considerava por ter concordado em ir para um lugar como aquele.

Ao menos em meio a todo aquele turbilhão a garota conseguia cumprir seu primeiro objetivo ao encontrar o local de onde saía o lixo da McAnic. Não seria nada fácil, mas ela com certeza era esperta e criativa o suficiente para pensar em alguma coisa. Continuava a rodear as instalações junta de seus amigos, observando o local, até que algo, ou alguém, a interrompia.

A garota tinha um flashback tão real que era ainda possível sentir o cheiro das brasas daquele dia. Sem sequer saber os nomes daqueles à sua frente, ela já sabia quem eram… O inimigo. As imagens gravadas em sua alma vinham a tona e ela via mais uma vez aqueles homens de terno matando de forma fria todos os seus companheiros zomanenses… Um por um.

Como uma irmã mais velha protetora, Cindy puxava suavemente o garotinho para trás de si, ficando entre ele e o agente de cabelos brancos. O sorriso sádico no rosto daquele homem não diminuía em momento algum e ele parecia saber tão bem quanto a garota o que iria acontecer a seguir. Pouco a pouco ela se aproximava do homem de cabelos rosas que continuava com a mesma frieza em seu olhar, aquele mesmo olhar que havia despertado o ódio da garota por se assemelhar tanto ao do homem que sem pensar duas vezes a condenou à forca.

Como em uma súbita explosão o primeiro movimento de Cindy era feito. Ainda que esperasse pelo golpe, a aceleração do movimento repentino fazia com que o agente só tivesse tempo de bloquear o ataque usando os seus dois braços. Ainda que o golpe de Cindy não tivesse acertado o alvo, era fácil imaginar que ainda assim havia causado algum dano ao adversário.

Ela ouvia uma risada do outro agente e apenas tinha tempo de ver este sacando uma foice de uma mão que estava escondida no terno, antes de ir para cima de Vergil que parecia ter reunido alguma coragem para lutar. Sem deixar-se parar, a zomanense já emendava outro ataque que desta vez mirava a face do adversário. Agora, entretanto, ele já estava mais do que pronto e usava a palma da mão direita para desviar a rota do ataque, fazendo com que a amazona errasse o golpe.

Nos breves instantes que se seguiram ela via o adversário colocando um soco inglês em cada mão em um movimento bem rápido e percebia por fim que ele finalmente começaria a lutar com tudo. O primeiro movimento era dado e logo a garota percebia que seu adversário também era bem rápido. Logo vinham o primeiro e o segundo soco, ambos desviados com maestria por Cindy. Infelizmente, entretanto, o terceiro era apenas uma finta para desviar a atenção da zomanense de um chute que atingia o lado esquerdo de seu tórax.

A dor era forte, mas era difícil acreditar que era maior do que poderia ser a dor de ser atingida por um daqueles socos. O agente dava alguns passos para trás e então adotava uma posição defensiva, esperando pelos movimentos da garota. Era difícil imaginar porque um adversário tomaria uma atitude daquelas em um momento no qual tinha a vantagem no combate, mas a garota teria que pensar nisso depois.

Ao analisar o campo de batalha a amazona era capaz de perceber que Dan havia sumido. Será que o pestinha tinha se aproveitado da situação para se esconder? Ou algum inimigo poderia tê-lo pego? Quanto a Vergil, este apenas se esquivava desarmado dos ataques viciosos do outro agente que parecia ter um grande desejo pelo sangue do garoto. Por quanto tempo conseguiria aguentar? A amazona precisava agir rápido...

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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptySab 29 Fev 2020, 18:22

''À moda dos sem casa.''
 




Respirava fundo, sendo trazida da dor que fazia sua consciência ser suspensa de volta à realidade. O campo de batalha se mostrava desvantajoso, e seus primeiros pensamentos agora que sua mentalidade estava menos anuviada eram se preocupar com o sumiço de Dan e a situação de Vergil na batalha. Sua mente fazia uma regressão rapidamente para que se lembrasse como havia sido golpeada. O tórax latejando com um ardor lancinante a rememorava.

Lembrava-se de atingir os dois braços do inimigo em cheio e do ferro do bastão amaciando sua carne com uma violência prazerosa. Com o que seria um rugido poderoso se pudesse falar, Cindy girava na direção contrária e acelerava a fim de acertar seu crânio e acabar com aquilo de uma vez por todas. Com um movimento com a mão o homem desviava o ataque da amazona, e se armando rapidamente e atingindo-a com dois ataques que eram apenas fintas para um terceiro e acertado em cheio em seu tórax.

Sua mão estava encostado no tórax dolorido sem que pudesse perceber. Agora que havia analisado a situação do combate poderia voltar à luta utilizando-se dos conhecimentos. Seu olhar feroz vociferava e sua mão aos poucos saía do local dolorido. A garota limparia a poeira da roupa com tapas e ajeitaria-as. Não poderia perder sua postura militar enquanto tivesse tempo para aprumar-se. Olharia o máximo que pudesse em todas as direções e tentaria gravar os obstáculos ao combate no chão.


Arrastava o pé direito no chão e o colocava para trás posicionado de lado em relação ao oponente, aquela seria sua base firme. O pé da frente ficaria apontado para o inimigo, o joelho levemente dobrado. Deslizaria as mãos através do bastão e seguraria firme. Sem desviar o olhar do inimigo e o encarando de forma fixa, assumiria sua posição de combate.

Esconderia sua apreensão para com o sumiço de Dan e seu receio por Vergil. Sabia que precisaria acabar com o oponente naquele momento.

Tirando uma das mãos do bastão, faria um gesto para o inimigo: Com a palma da mão virada para cima, levantaria os dedos, quase a fechando, duas vezes. O gesto universal para ''vem com tudo.''.

Não se preocuparia com a razão pela qual ele havia se afastado. Independentemente de qual fosse Cindy só conseguiria ver aquilo como uma ofensa ao seu orgulho de combatente. Não importa as razões que ele tivesse: Não tê-la derrubado de vez quando teve a chance foi seu maior erro.

Sua mente fervilharia como uma caldeira, e suas ideias saíam de si como ferro quente. As palavras de sua mestra respingavam em seu ódio e resfriavam as ideias que se precipitavam. - Garota... O campo de batalha real é onde você deve dominar os movimentos do inimigo... Quando perceber os padrões, use-os a seu favor. Seu orgulho te faz se tornar previsível.. Se seguir minha técnica, te fará se tornar preditiva.

Caso o oponente se aproximasse pra atacá-la, usaria uma estratégia típica dos lutadores com bastão. Seu inimigo Agente poderia ser rápido, entretanto ainda precisaria atacar utilizando o próprio corpo. A zomanense, além de rápida, possuía a vantagem do combate a média distância com sua arma. Aproveitaria-se disto ao máximo. Utilizaria a base de luta anteriormente mencionada para ter um jogo de pernas que pudesse variar facilmente entre flexível e resistente. Utilizaria sua aceleração e suas habilidades acrobáticas para manter sempre o inimigo longe de si à distância do bastão, se movendo nas direções mais seguras e tomando cuidado com os obstáculos ao seu redor que havia memorizado anteriormente. Apontaria sua arma constantemente na direção do adversário, tornando sempre um problema para ele se aproximar. E, caso ele se aproximasse sem deixar aberturas, usaria a base flexível para se afastar e seguir mantendo-o à distância da arma.

Se ele deixasse qualquer abertura ou buscasse afastar sua arma para o lado, estocaria-o com a ponta da arma como se estivesse jogando sinuca, explodindo um ataque no ombro/coxa o membro que ele utilizasse para afastar sua arma, a puxando novamente rapidamente e dirigindo um ataque rápido à testa do inimigo.

Caso ele conseguisse furar seu bloqueio e a guerreira não pudesse dar passadas para manter sua estratégia de tê-lo longe e fosse obrigada a se proteger, alternaria para uma base sólida e buscaria utilizar o bastão para aparar o ataque do inimigo com o máximo de força, ao mesmo tempo em que deslizaria o ataque para um dos lados, colocando a força nas pernas para impulsionar o bastão na direção do oponente assim que tivesse desviado o ataque para empurrá-lo para longe novamente.

Estaria constantemente alerta também às suas pernas, agora que sabia que ele também poderia utilizá-las no combate. Não subestimaria elas, utilizaria de sua audição aguçada para ver se ele as movia, e, caso as movesse de forma a atingi-la, a guerreira posicionaria o bastão na diagonal de forma a bloquear o ataque do membro e logo após varrer o membro de apoio ao chute, desequilibrando o inimigo e aproveitando-se disto para atingir uma estocada contra seu crânio.

No cenário do oponente não atender ao seu chamado para atacá-la, se aproximaria dele e o teria a distância do seu bastão da mesma forma, mantendo sua base e suas ações de defesa conforme os parágrafos anteriores.

Independentemente de ter sido atacada primeiro ou não, o segredo de sua estratégia estaria exatamente em suas estocadas: Tratando-se de um inimigo com tendências a bloquear (já que ele não havia se esquivado do seu primeiro ataque mesmo que o bloqueio fosse um inconveniente, por puro reflexo), e sendo soqueiras instrumentos péssimos para bloqueios em lutas de média distância, a garota iria utilizar a arma de forma a obrigá-lo a bloquear de um jeito que afunilaria suas possibilidades e ditaria o ritmo da luta.

Perceba: caso ela utilizasse golpes usando a extensão do bastão, as maneiras de bloquear do inimigo seriam bem mais imprevisíveis. Com estocadas, reduzindo a área que o bastão ocupa (e que portanto ele pode ''segurar'' para desviar o bastão e bloqueá-lo) à ponta, o inimigo seria obrigado a bloquear a arma com ganchos ou cruzados. Ou então ter a péssima ideia de fechar a guarda e se proteger novamente com os braços que foram machucados anteriormente, o que pareceria muito mais desvantajoso para ele.

Caso o oponente defendesse a estocada de Vallar com um gancho ou um cruzado, a garota faria um movimento leve com o bastão. Nada de brusco ou poderoso, como seria um movimento para montar um ataque. Apenas um movimento sutil e rápido, para esquivar a arma do gancho/cruzado do oponente e então...

Caso o oponente se esquivasse da estocada da amazona, ela posicionaria o bastão com firmeza no ar para que...

Na hipótese do oponente bloquear sua estocada com os braços, daria um passo para o lado e tentaria acertar a ponta de seu cotovelo de forma transversal, a fim de abrir sua guarda para que...

...Com um movimento rápido com o bastão, daria duas voltas em torno da gravata do inimigo, de forma a amarrar seu ferro contra o pano no que sequer seria um ataque àquele ponto, mas algo absolutamente estranho e imprevisível. Sua ideia seria surpreendê-lo novamente, como havia feito quando explodira o golpe da primeira vez.

Puxaria a arma na direção oposta ao rosto do oponente, para quebrar qualquer base que pudesse ter e ao mesmo tempo assustá-lo. Em seguida, com as duas mãos segurando o ferro com força, desceria junto com todo o peso do corpo o bastão na direção do rosto do inimigo. Uma, duas, três vezes.

Caso seu plano desse errado, utilizaria uma de suas ações de defesa e se manteria atenta às brechas para atingir estocadas nele.

Sua vida quase toda fora em campos de treinamento de batalha, e utilizaria isso a seu favor. Afunilaria as opções do concorrente e ampliaria as suas próprias, sempre com o intento de surpreendê-lo para pôr um fim àquilo rapidamente. À moda da casa não havia surtido o efeito integral, então teria de ser rapidamente e por seus amigos. À moda dos sem-casa.





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MensagemAssunto: Re: Timbre Mudo   Timbre Mudo - Página 3 EmptyTer 03 Mar 2020, 21:10



Propositalmente ou não, o fato do agente ter se afastado da amazona ao invés de continuar seu ataque servia como um golpe e tanto ao orgulho da mulher. Assim mesmo, a lembrança das palavras rígidas de sua mestra serviam para acalmar a zomanense e trazer seu foco de volta a batalha e principalmente a derrotar o inimigo a sua frente.

Ela não só esperava pela investida do oponente como na verdade chamava por ela. Era em vão, ele não faria isso, não teria parado de atacar anteriormente se fosse para simplesmente partir em uma nova investida. A frieza daquele homem fazia com que ele ficasse parado, apenas encarando Cindy por alguns instantes com seu olhar frio até que a garota perdesse a paciência e percebesse finalmente que ele realmente não tomaria a iniciativa naquela luta.

Assim que a amazona dava o primeiro passo o inimigo estabelecia sua base de combate. Estava preparado para o que quer que a garota usasse contra ele e por isso mesmo não era desafio algum para o homem bloquear a estocada com um soco que fazia com que o bastão e o metal do soco inglês segurassem um ao outro. Tudo conforme o calculado.

Infelizmente para o agente, Cindy Vallar não era alguém que podia ser prevista tão facilmente. Na verdade, ela mesma havia calculado tudo aquilo e graças a isso agora trabalhava com o imprevisível ao seu lado. Em um movimento leve demais para ser considerado ameaçador, ela praticamente escorregava o bastão para tirá-lo do contato com a arma do oponente e então continuava avançando em sua direção. Ele estava pronto para bloquear mais uma vez, impedir que a arma atingisse seu peito, mas era nesse momento que no lugar do peito ela simplesmente tocava a gravata do inimigo.

Em dois movimentos rápidos, a peça de roupa agora estava enrolada no bastão de Cindy que podia ver claramente a confusão na cara de seu oponente, o que quebrava pela primeira vez a sua expressão fria de sempre. Um puxão vinha em seguida e estava feito, a base do inimigo era totalmente quebrada e agora, desequilibrado, ele cambaleava na direção da amazona. O golpe vinha em seguida, forte o suficiente para derrubar o adversário imediatamente no chão.

No breve olhar que dava antes do próximo ataque, Cindy via que o nariz do oponente estava torto e também sangrando muito, com certeza um bom sinal. O ataque seguinte vinha e surpreendentemente o agente era ágil o suficiente para segurar a arma da garota, ainda que aquilo provavelmente tenha machucado bem a palma de sua mão direita.

- Aaaaaaah! - A voz do outro agente repentinamente era ouvida atrás da amazona. Aquela distância provavelmente ela só teria tempo de sentir o ferro gelado da foice perfurar sua carne. Junto do grito, entretanto, passos mais leves podiam ser ouvidos graças a sua audição aguçada, um ataque bem veloz de um Dan saído sabe-se lá de onde fincava uma adaga na coxa do agente e servia para parar sua investida - Ora seu.. - Um som ensurdecedor de um disparo era ouvido antes que ele pudesse terminar a frase. Metal se chocava em metal e logo o homem estava desarmado.

- Foi mal a demora, tava emperrada - Vergil dizia sem graça segurando um revólver bem velho em sua mão direita - Hahahahaha! Muito bom garoto! - Ele puxava uma segunda foice que cortava alguns fios de cabelo de Dan no primeiro ataque e logo voltava a correr na direção de Vergil, ainda que mancasse um pouco por causa da ferida da adaga que o garotinho já havia puxado de volta.

Quanto a Cindy, seu adversário aproveitava-se da distração para puxar o bastão em sua direção e por consequência trazer junto a garota. Um chute vinha em seguida, bem no estômago, e servia principalmente para afastar a garota. Alguns metros para trás, Cindy ainda tinha o bastão em mãos e agora estava bem ao lado de Dan que parecia indecido quanto ao que fazer. Seu adversário ainda se levantava, claramente meio zonzo, a confusão parecia que duraria mais um pouco.




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