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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Red Albarn e o Alvorecer de um Herói

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MensagemAssunto: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptySex 24 Jan 2020, 04:52

Relembrando a primeira mensagem :

Red Albarn e o Alvorecer de um Herói

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Red Albarn. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptyQui 28 Maio 2020, 01:54



O Alvorecer de um Herói


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Post 30 - Desculpa, sou fraco


“Arrisco dizer que hoje o Punishment Crash é um dos socos mais famosos do mundo, uma das marcas do grande herói Red Albarn e acho difícil você encontrar uma pessoa, sendo ela fã ou não, que desconheça que técnica é essa. Contudo posso também dizer que a estreia do Punishment Crash não foi a mais brilhante de todas, pois Red falhou na primeira execução desse grandioso soco, mas bem, até que ele falhou com estilo, hahaha!”

Quando Red avançou para atacar o Rei Eddard, seu corpo estava tão tenso e seus músculos tão rígidos que ele tinha a impressão de que estes iriam explodir, acontece que ele não estava esperando que isso fosse acontecer meio que literalmente… A dor que o vinteriano sentia em sua perna era presente, mas ele tentava de todas as formas ignorá-la, fosse pela sua força de vontade ou simplesmente pela questão biológica da adrenalina. Porém nem mesmo a proteção dos deuses poderia lhe garantir o milagre de uma perna de aço, e o resultado disso foi uma perna quebrada na execução violenta da sua técnica de soco.

- a. - Soltou Red no exato momento que sua perna quebrou e toda cena mudou rapidamente de algo grandioso para um alívio cômico barato onde o herói caiu de cara no chão e seu soco sequer chegou perto de acertar alguém.

Não tardou para assim que caiu a dor do seu ferimento estourar de maneira aguda e levar o garoto a gritar de dor, rolar pelo chão e até mesmo derramar algumas lágrimas enquanto usava as mãos para pressionar a área ensanguentada que havia sido mordida por aquele lobo.

- AAAAAAAA!!! MINHA PERNA! MALDITOS SEJAM OS DEMÔNIOS DE FOGO DE MASKALHEIM!!!! - Essa falha gigantesca só podia ser obra de pragas jogadas pelos gigantes de fogo do reino de Maskalheim, afinal o Herói Que Foi Prometido não poderia passar essa vergonha toda ao executar uma grande ação heróica. - Chega! Eu vou cortar essa merda! - E puxando a sua espada velha, Red ameaçaria cortar a própria perna, mas talvez alguém o impedisse, afinal sujaria ainda mais a sala do rei. Caso deixassem para ver se ele realmente tinha coragem pra isso, o vinteriano recuaria, guardaria a espada e revelaria que era tudo drama.

Antes ainda de receber ajuda para sair dali, Red ouviu um barulho estranho vindo das vestes de Ned e olhou para tal com certa curiosidade. O rei tirou dos bolsos um caracol que vestia roupinhas semelhantes e que pelo visto era o responsável pelo som desconhecido. Essa foi a primeira vez que o vinteriano teve contato com um Den Den Mushi, ou melhor, o momento em que ele descobriu que dava para usar aquele tipo de caramujo dessa forma, já que em Vinterion eles existiam, mas nunca foram explorados dessa maneira. Red não queria entender os mistérios da ciência por trás dos Den Den Mushi, mas no instante que a voz de Jonas foi reproduzida pelo animalzinho, foi impossível para o garoto conter a erupção de palavras raivosas que saíram pela boca dele.

- JONAS, SEU DESGRAÇADO! A IRA DOS DEUSES VINTERIANOS CAIRÁ SOBRE VOCÊ! - Gritaria Red na intenção de que o comandante conseguisse ouvi-lo, não se importando se isso iria atrapalhar o diálogo dele com Ned, porém no instante que o vinteriano entendesse o que o rei estava de fato dizendo para o Lorde Mormont, sua reação mudaria da água pro vinho, deixando até escapar um sorriso de felicidade por conta da surpresa de que Eddard havia aceitado dar aquela vila ao povo de Vinterion, mas não apenas isso, como também a descoberta de que o patrulheiro ainda não havia atacado o vilarejo. - HAHAHAHA! OUVIU, LORDE MORMOTA? A VILA É NOSSA! E FIQUE SABENDO QUE EU, RED ALBARN, O HERÓI QUE FOI PROMETIDO, SAIREI NÃO IMPORTA DE ONDE SÓ PARA TE BATER SE EU SOUBER QUE VOCÊ ENCOSTOU UM DEDO EM ALGUÉM DE LÁ!

Sem mais assuntos para tratar com o rei de Minion Island - e também por ter sido expulso por ele do recinto -, Red foi levado por Hodor para um hospital da cidade e era incrível a facilidade que o grandalhão tinha para carregar não apenas ele, mas também Mystras que havia desmaiado de nervoso. Durante a rápida viagem até o ambiente hospitalar, o vinteriano passaria encarando Bran com um olhar de suspeita, afinal já estava começando a ficar bizarro demais a maneira como o garoto parecia saber de tudo e por isso o Albarn começaria a criar teorias de que talvez o príncipe fosse capaz de criar as desgraças e não prevê-las… Bem, essa conspiração idiota não durou muito, principalmente porque sua consciência começou a ir embora por conta da dor e também da perda de sangue.

- Não cortem minha perna, por favor, eu estava brincando… não... cortem… minha… perna… - O vinteriano imploraria para os médicos que viessem atendê-lo que não amputassem seu membro fraturado e na medida que ia falando, seus olhos iam se fechando e sua voz ficando mais fraca.

Essa sensação de estar sendo induzido ao sono era desesperadora e por mais que Red pudesse achar que estava apenas desmaiando, o medo de que pudesse ser a morte chegando era real, e o pior é que ele não teria sequer tempo de se despedir se de fato fosse isso. Quando voltasse a abrir os olhos, o vinteriano daria conta de que os médicos de Wintercall fizeram alguma coisa para que ele dormisse, sendo a sua aposta naquela época de que eles haviam usado algum tipo especial de magia que existia na ilha, e olha que ele passou um bom tempo acreditando nisso.

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- AAAAAAAA! PETRIFICARAM MINHA PERNA! - Gritaria no instante que conseguisse compreender o que haviam feito com sua perna esquerda, talvez isso demorasse um tempo já que dependia dele acordar por completo e raciocinar o que estava acontecendo ao seu redor, ou talvez poderia ser algo instantâneo, tanto faz. - AAAAAAAAAA! O QUE É ISSO NO MEU BRAÇO?! - E o seu segundo grito seria referente ao soro que estava sendo injetado pelo seu braço direito. A verdade é que o vinteriano não tinha contato com esse tipo de medicina e portanto precisaria de alguém para explicar a ele o que era cada uma dessas coisas, mas no fim, Red não teria dificuldade em entender ou aceitar o que isso realmente era. - Ah, então tudo que eu tenho que fazer é ficar aqui e esperar eu melhorar? Aff, que chato… Quanto tempo vai demorar? Eu preciso seguir a minha jornada e talvez eu esteja perdendo tempo demais aqui. - Diria ele de certa forma impaciente e descontente caso tenha que ficar tempo demais ali. - Mas aproveitando que vocês estão aqui… Será que teriam como vocês me arrumarem um barco? Sei que é chato pedir essas coisas, mas pode ser um bote a remo, acho que é o mais parecido com aqueles que temos em Vinterion e o único que sei navegar. De qualquer forma o importante é que eu consiga chegar em uma outra ilha, nem que seja dentro de um barril. - Ele daria uma risada em seguida, imaginando que tipo de idiota conseguiria viajar boiando dentro de um barril… - Também gostaria de falar com o Bran e o Julian, principalmente esse segundo, já que ele pode voltar pra floresta a qualquer momento. - Era difícil saber se os patrulheiros dariam atenção a tamanhos pedidos, Jon era mais incerto quanto a isso, mas talvez Mystras estivesse mais disposto a ajudar o herói vinteriano. Caso algum deles se dispusesse a ajudar, Red agradeceria e faria mais um pedido… Dessa vez de desculpas. - Obrigado… E desculpa por ser tão fraco, não consegui dar ao seu pai o que ele merecia, Jon.

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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptyQui 28 Maio 2020, 04:36



O alvorecer de um herói

Post 30- Narração


Red demonstrava sua valentia mesmo em situações completamente desfavoráveis para seu lado, nem mesmo a imponente presença do rei de Wintercall fazia o garoto se curvar perante aquilo que ele considerava injusto, alguns poderiam dizer que se tratava de uma ingenuidade de um garoto que não sabia com quem estava se metendo, mas Red Albarn sabia bem com quem estava lidando e mesmo assim não temeu em desafiar o rei em frente a toda guarda e também o lorde comandante, jurando dar lhe um belo soco se encostasse um dedo em sua aldeia.

Por outro lado o medo de fazia presente quando o herói se viu imobilizado pela equipe médica para receber tratamentos…

As últimas palavras de Red antes de ser posto para dormir foram extremamente patéticas para os médicos que olhavam confusos um para o outro e aplicavam o remédio para dormir no garoto que pregou os olhos como uma pedra em alguns segundos após a injeção.

Mas se o drama na hora do tratamento foi considerado demais pelos médicos é por que não viram o que veio a seguir quando o herói viu a situação de sua perna e braço…

Com um grito desesperado Red quebrou aquele clima de preocupação que pairava pelo ar com seu ingênuo desconhecimento sobre a serventia daquele gesso na perna. Mystras deu sete passos para trás e assumiu uma posição ninja de combate para se defender de Red, Jon por outro lado permaneceu imóvel e deu um levíssimo sorriso de satisfação ao ver o garoto acordar.

-Você foi posto para dormir para e os enfermeiros colocaram sua perna no lugar, você deu sorte que essa tecnologia chegou na ilha recentemente, a um ano atrás eles teriam amputado…- disse Jon não parecendo estar brincando quanto ao fato da amputação. -Vai demorar uns dias pra ela ficar boa de novo, mas quando ela ficar vai estar quase duas vezes mais forte que antes de quebrar, por enquanto tente não forçar muito…- completou Jon tentando aliviar o garoto logo após aquele comentário frio a respeito da amputação.

Não foi difícil para Red aceitar que aquilo era para deu bem e logo o vinteriano de acalmou e aproveitou para requisitar uma forma de sair daquela ilha para o patrulheiro. -O Brandon já foi atrás de uma forma de te ajudar a sair da ilha. Sabe, eu nunca vi ele tão amigável assim com alguém que ele não conhece, deve ter sido a sua comida ou alguma visão, sei lá…- Disse o patrulheiro coçando o queixo de forma pensativa. -Enquanto você dormia o julien se prontificou a cuidar dos lobos, eles devem estar agora perto do porto branco junto com o Brandon, consegue se levantar?- disse Jon estendendo a mão para Red.

Red agradeceu pela simpatia de Jon em realizar suas requisições e se desculpou pela sua fraqueza logo em seguida por não ter conseguido dar ao rei aquilo que ele merecia. Jon Snow fechou o rosto e respondeu aquele comentário melancólico de forma ríspida: -O rei é considerado uma figura justa e bondosa em todo o reino, é uma pena que sua bondade seja seletiva… Não se engane Albarn, força não se mete pela aptidão física apenas, muito menos só pelas palavras e discursos eloquentes. Vá por mim, forte é quem decide aquilo que vale a pena lutar!- (Jon coaching fodasse).

Após as palavras, a mão de Jon continuou erguida em direção a Red, caso ele a segurasse e tentasse andar o patrulheiro iria lhe auxiliar até o trajeto para o porto, Red poderia até tentar andar sozinho mas logo perceberia que sua perna esquerda estava praticamente inútil como apoio e precisaria se segurar em alguém de qualquer maneira.




legenda escreveu:

Red Albarn- vermelho
Jon Snow - Azul
Mystras - Laranja




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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptySex 29 Maio 2020, 01:28



O Alvorecer de um Herói


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Post 31 - Selvagem


O papo que aconteceu dentro daquele quarto do hospital de Wintercall serviu para deixar Red mais tranquilo com relação a sua perna, inclusive, de acordo com Jon, ela ficaria duas vezes mais forte depois de se recuperar. O vinteriano não entendia sobre esse tipo de assunto, mas a ideia de que sua perna esquerda poderia se tornar uma “super perna” lhe deixava bastante empolgado. Na verdade a maior preocupação do garoto era quanto ao tempo que iria demorar para a recuperação da fratura, o patrulheiro chegou a citar dias para isso acontecer, mas se realmente demorasse tanto assim poderia ser um problema que atrasaria ou dificultaria muito a viagem de Red para fora da ilha.

- Dias? Eu não posso ficar esse tempo todo com isso na perna, aaaaaaaaa!! Maldição! - Reclamou o jovem em meio a conversa que se procedeu e ele fez aquela série de pedidos aos patrulheiros, sendo que a respeito de Bran e Julian, de acordo com Jon eles já estavam no porto a espera deles. - O quê? Então eu já estou indo? E com a perna assim?

Red realmente ficou surpreso com a revelação, mostrando espanto e até um pouco de preocupação com a imagem dele navegando com a perna assim… Afinal, que tipo de doido entra no mar sem ter a possibilidade de nadar? O vinteriano não gostava muito da ideia de ser dependente da ajuda dos outros para conseguir agir, principalmente na situação atual onde ele sente que não poderá ser rápido o bastante para chegar até alguém que esteja precisando de socorro. De todo modo, o garoto aceitou a mão amiga de Jon e usou ela para levantar da cama, porém depois que já estivesse de pé ele usaria da sua espada (se esta ainda estivesse com ele) de bengala e assim se apoiar nela para deixar o bastardo livre.

- Belas palavras, Snow, me lembrarei delas, pode apostar, hehe. - Responderia logo depois que ouvisse Jon falar sobre força devido ao pedido de desculpas feito pelo vinteriano pouco antes. - Agradeço a ajuda, mas pode deixar comigo, não quero que fiquem ocupados com a minha pessoa. Vocês são patrulheiros do norte, é melhor não serem vistos ajudando um… “selvagem”. - Este era um sacrifício que ele precisava fazer pelo bem de Jon e Mystras, por mais que odiasse o preconceito que as pessoas de Minion Island tinham com aqueles que vivem no extremo norte ao ponto de chamá-los de selvagens, palavra esta que Red precisou fazer uma pausa para conseguir dizer devido a abominação que tinha a ela. - Não, relaxa, está tudo bem. - Mentiu o garoto enquanto tentava de todas as formas andar o longo(?) trajeto do hospital até o porto da cidade.

Esse tipo de imobilização não era usada em Vinterion, portanto Red nunca viu uma perna engessada antes, quem dirá ter a própria nessa situação. Talvez os médicos surgissem para dizer alguma coisa ou até intervir na saída do paciente “antes da hora”, porém tratando-se de alguém vindo do outro lado da Muralha, a possibilidade dos profissionais não darem a mínima para o que o vinteriano faria eram grandes. A surpresa seria se o juramento dos médicos em salvar e ajudar vidas fosse maior que o preconceito deles, de qualquer forma, independente das recomendações dadas por eles, Red optaria por continuar seu caminho agora mesmo.

- Obrigado pelo que fizeram. Mesmo com nossas diferenças vocês me ajudaram, e eu tenho certeza que os deuses verão isso como um ato de extrema bondade e irão recompensá-los por isso, podem ter certeza. - Agradeceria ele caso visse algum dos médicos responsáveis pelo seu tratamento. Mencionar os deuses aqui era algo delicado, mas nem mesmo o próprio sabia ao certo de qual deles ele estava se referindo, e de certa forma era melhor assim.

Red continuaria forçando uma expressão simpática mesmo que a resposta ao seu agradecimento acabasse sendo extremamente arrogante ou cheia de preconceitos. O fato dele ter sido curado não significa que as pessoas que fizeram isso queriam o bem dele ou tinham a mente mais aberta, afinal quem teria mandado Red para o hospital foram pessoas de extrema influência na ilha e talvez se dependesse apenas dos médicos ele não receberia nem mesmo um analgésico para a dor.

Claro, talvez existam pessoas livre de preconceito nessa cidade, por isso se uma dessas for parte da equipe do hospital e demonstrar isso com palavras doces, Red ficaria extremamente surpreso, porém muito mais feliz. Em casos de ouvir cochichos ou xingamentos claros a sua pessoa, o vinteriano continuaria de cabeça erguida e sorridente, pois ele achava que assim causaria mais impacto do que revidar na mesma moeda e dar ainda mais motivos para ser associado ao selvagem que eles acham que ele é.

Era evidente que o herói vinteriano precisava ficar de repouso e não fazer qualquer tipo de esforço com a perna esquerda, ele não conseguia se apoiar nela de jeito nenhum, tornando extremamente necessário o uso da sua bengala-espada para conseguir andar sem a ajuda dos patrulheiros. Mesmo que doesse ao ponto de fazê-lo chorar, mesmo que sangrasse ou mesmo que sua perna voltasse a se partir em duas, Red não imploraria de maneira alguma pela ajuda de Jon ou Mystras para conseguir andar, pois ele se mantinha firme na decisão de não manchar a reputação deles sendo vistos ajudando um vinteriano dessa maneira.

Ao atravessar a cidade de Wintercall desse jeito, indefeso e mancando, Red queria parecer forte, queria manter a cabeça erguida, mas era mais difícil do que ele imaginava, pois a dor que ele sentia era grande, dor que ele jamais pensou que iria sentir quando pisou nessa ilha em busca de suas realizações, uma dor que nem se comparava aquela que sentia em sua perna esquerda, pois essa dor ele conseguia aguentar. Olhares e cochichos, julgamentos e xingamentos, ali em Wintercall o jovem Albarn era alvo de todas essas coisas mesmo que jamais tenha dado feito algo para merecer tal visão. Em Minion Island, Red Albarn não era visto como um herói, e é por isso que para ele isso doía tanto.

...Ou talvez as ruas estivessem vazias, ou talvez realmente ninguém ali se importasse, se for o caso tanto faz, no máximo Red sentiria dor por causa da perna mesmo.

- Está tudo bem… - Mentiria mais uma vez se perguntado por alguém sobre o seu estado, fosse físico ou emocional. A essa altura, talvez até lágrimas estivessem se formando nos olhos do vinteriano, mas ele tentaria ao máximo não deixá-las escorrer.

Quem diria que o simples ato de tentar atravessar uma cidade seria a missão mais difícil que Red teria, pois independente das pessoas ao seu redor, sua perna engessada era um grande dificultador para sua mobilidade e fazer esse trajeto sem ajuda iria demorar muito e gastar energias demais do rapaz. Então se tudo desse certo e o vinteriano conseguisse de alguma forma chegar até o porto, lá ele esperaria encontrar Brandon ou Julian para falar com eles sobre certos assuntos.

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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptySex 29 Maio 2020, 20:49



O alvorecer de um herói

Post 31- Narração


Era evidente a sobrecarga emocional que Red enfrentava naquele momento. O herói se chocou com o fato de ter que ficar com a perna tanto tempo imobilizada e possivelmente partir para o mar naquele estado, Jon levou a mão a própria testa como se não tivesse imaginado que aquilo seria um problema e emitiu um pequeno ruído: -  "vish…".-

Red segurou a mão de Jon para se levantar e recolheu sua espada que estava apoiada no flanco esquerdo da cama usá-la como bengala.

Red agradeceu pelas palavras e pelo tratamento que havia recebido dos patrulheiros. Jon apenas aquiesceu com a cabeça enquanto Mystras abriu um largo sorriso e se aproximou do jovem herói que ele admirava para tentar ajudar na locomoção.

Mas Red se recusou pois aquilo mancharia a imagem dele como patrulheiro.

Mystras recuou e respeitou o espaço de Red, expressando em seu olhar frustrado que não se importaria em o ajudar. Red saiu do quarto se adaptando com os movimentos de sua espada-bengala e passou pelo corredor sem ajuda de nenhum dos patrulheiros. Na recepção haviam três médicos que Red conseguiu perceber que eram os mesmo que haviam o colocado para dormir e aproveitou para agradecer pelo tratamento, mas eles viraram a cara e desdenharam o cumprimento, ignorando o herói completamente.

Quando o grupo se aproximou da porta já aberta Mystras parecia um tanto incomodado e se virou de uma vez para o grupo de médicos e com uma voz levemente alterada de raiva reclamou:
-Seus mal educados! Não vêem que ele é o Matias?- Nenhuma reação veio da parte da equipe mesmo assim e Jon puxou Mystras pela camisa para fora do hospital.

Red seguiu andando com sua espada-bengala pela alameda arborizada com árvores que ele já havia visto na floresta, Jon ia na frente para guiar o grupo e Mystras permanecia ao lado de Red, sem segurá-lo porém preocupado. -Você tá bem cara? Tem certeza que não quer ajuda?- Perguntou Mystras uma última vez. Junto com a voz de Mystras haviam diversos cochichos dos transeuntes que passavam pelo grupo dizendo frases maldosas como: -Vocês ficaram sabendo que esse selvagem desafiou o rei?- -"É… Por mim ele já estaria na dependurado em uma forca, não se faz justiça nessa cidade como antigamente…"- -Por que a patrulha está escoltando um bicho como ele? Devem ser traidores…-


- Está tudo bem…- A mentira de Red era quase impossível de não ser percebida pelo patrulheiro, não só pela clara dor que ele sentia a cada movimento de avanço que ele dava, fincando a espada no chão ou seja pelos olhos marejados que ele se esforçava para esconder. A fala de Mystras serviu para que Red tivesse que se concentrar ainda mais para não deixar as lágrimas correrem seus olhos e acabou vacilando na caminhada e perdendo totalmente o equilíbrio, deixando cair a espada e indo cair de cara no chão… Se Mystras não tivesse o segurado no último momento!

Mystras mostrou que não era lá um fracote e conseguiu segurar Red e o erguendo de volta envolvendo seu braço esquerdo pelo seu pescoço, catando sua espada no chão e andando com ele -mesmo que a contra gosto- pelo caminho até o porto. Aquela atitude nobre porém foi vista com maus olhos pelos pedestres na Alameda que começaram a vaiar o patrulheiro e até atirar alguns pedaços de galho e pequenas pedras na direção dos dois. Mystras respondia a tudo aquilo com um sorriso, assim como Red e disse com para o vinteriano:
-Eu não entrei para patrulha para ser adorado pelos outros! Eu quero ajudar quem precisa de ajuda e foda-se! por isso eu sou médico e patrulheiro… Aí droga eu falei plavrão…- levou a mão que estava livre até a boca mas depois tirou e sorriu  determinado. -Quer saber? É isso mesmo… FODA-SE!- Gritou Mystras para a multidão com todo o ar de seus pulmões e isso fez com que todos se calassem e olhassem para o patrulheiro ofendidos, enquanto ele dava uma risada discreta.

Após tantos xingamentos e emoções fortes eles chegaram até o porto branco.

De cara o grupo avistou Hodor e Bran em suas costas conversando com um comerciante de peixes. Ele estranhou quando o gigante deu a mão para ele fechando o acordo ao invés do pequeno Bran em suas costas. Ao lado de Bran estava Julien dando de comer para os lobos gigantes com três tigelas enormes de ração e exigindo que eles sentassem antes de receber o alimento.

Quando o grupo chegou Mystras colocou Red para se sentar em um amontoado de caixas e disse com um tom irônico: -Não foi tão ruim assim né?- devolvendo lhe a espada-bengala logo em seguida. - é ruim não conseguir andar né? Mas no seu caso vai passar em uns 3 dias…- disse Bran do alto de seu gigante com uma voz um tanto profética. -Ah isso não foi uma visão não tá? É o tempo que demora pra sarar mesmo, se você tomar bastante leite!- completou com sarcasmo escondendo o rosto de trás das costas do gigante e disfarçando o riso.

-Um navio de comércio vai partir daqui a três dias para a ilha de malkiham, o dono do navio concordou em te levar junto, se você aceitar é claro…- Disse Bran com toda a sua simpatia.-Há sempre a opção também de um bote, no caso eu só vou conseguir um pra você no final do dia…- arqueou uma sobrancelha na direção do garoto, achando aquela opção um tanto complicada devido a situação da perna do garoto.

A decisão estava nas mãos de Red Albarn.









legenda escreveu:

Red Albarn- vermelho
Jon Snow - Azul
Mystras - Laranja




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O Alvorecer de um Herói


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Post 32 - O Escolhido dos Deuses


A atitude de Mystras era nobre, mais nobre do que a de qualquer um em Minion Island que carrega de fato tal título. Red poderia relutar novamente e não aceitar a ajuda do patrulheiro, mas talvez por conta do seu estado físico e emocional extremamente abalado, ou mesmo por perceber o peso que essa decisão tinha para a situação do garoto, o vinteriano optou por simplesmente deixar que Mystras lhe desse o apoio para seguir o restante do caminho. Diante dos olhares julgadores do povo de Wintercall, a dupla avançou pela cidade sem ligar para o que estava sendo dito a respeito deles. Red sorriu de leve para o patrulheiro e sem sequer olhar diretamente para o garoto, perguntou:

- Hey, Mystras, quer me acompanhar nessa jornada heróica até o Amanhecer? Certamente precisarei de um médico ao meu lado, e acho que você faria muito bem esse papel. - Uma reação inesperada por parte do jovem era esperada pelo Albarn, porém não tinha tanta confiança assim de que ele iria aceitar, pois pode não parecer, mas abandonar dessa maneira sua casa para seguir uma aventura não era tão fácil. (OFF: Isso é só cena kkkk. Não quero ele de NPC acompanhante, e provavelmente como membro honrado da Patrulha o Mystras vai respeitar o juramento.) - Hehehe. Entendo. - Diria sorridente caso o pedido fosse recusado, enquanto que se fosse aceito, apenas riria.

Assim que chegou ao porto, Red olhou atentamente para os detalhes que ali havia, não apenas por curiosidade, mas também para fazer uma comparação com o porto principal de Vinterion Island, este que por sua vez não era muito grande ou bem desenvolvido, portanto qualquer coisa minimamente melhor do que o básico já seria suficiente para deixá-lo surpreso. Contudo, o grande ápice seria se houvesse ali algum navio que fosse muito maior do que os dracars vinterianos, isso com certeza faria os olhos do jovem herói brilharem como estrelas e até mesmo induzi-lo a desejar ter algo assim um dia.

- Imagina que incrível um navio desses para o grande herói, Red Albarn! - Diria sozinho se visse tal embarcação, porém é bem provável que mais pessoas ouvissem.

O vinteriano não repararia em Bran e nos demais que já estavam no porto quando ele chegasse caso a sua atenção realmente se voltasse para os grandes (no ponto de vista dele) navios. Entretanto, quando Mystras o colocou para sentar em umas caixas do porto e lhe devolveu a sua espada, aí sim seria quase impossível para o Albarn não notar a presença daqueles que anteriormente ele disse que queria conversar. Quando o príncipe mais novo lhe falou sobre o tempo de recuperação de sua perna, Red levou a mão ao queixo e ficou pensativo.

- Hmmm, três dias não é tanto tempo… Mas não sei se posso esperar isso tudo. - Comentou em resposta ao que havia sido dito por Bran que havia se aproximado dele junto de Hodor. De acordo com ele, não era uma previsão, mas sim um fato e que era preciso tomar leite. - Sério? Leite? De vaca ou de cabra? Acho que vou precisar de umas garrafas então, você consegue pra mim? - Pediria ele em seguida, porém não veria problema se o garoto por algum motivo dissesse que seria difícil para ele arrumar algo do tipo, mas tendo acesso a cozinha do castelo da cidade, tanto ele quanto Jon talvez pudessem adquirir isso facilmente. - “Será que Ikar, o dessossado, não gostava de leite? Hmmmm.” - Pensaria Red um pouco mais a fundo no assunto de leite ser bom para os ossos, porém distorcendo bastante com sua imaginação fértil o que Bran havia dito. - Um pouco de hidromel para a viagem também não seria nada mal, mas aqui em Minion Island vocês também bebem hidromel? Droga, eu deveria ter pedido uma garrafa pro Magnus, dessa vez ele não teriam motivos para ele não me dar.

É muito comum em Vinterion Island o consumo de hidromel, provavelmente a bebida alcóolica mais consumida entre os vinterianos. Red nunca esteve incluso nos grupos de pessoas da sua idade, muito menos entre os adultos, portanto, tendo poucos amigos, foram poucas as vezes nessa sua vida curta de 18 anos que o garoto teve a oportunidade para consumir tais bebidas. Houve somente uma vez que ele conseguiu pegar escondido uma garrafa de hidromel de Magnus e a bebeu alguns goles, poucos, mas suficientes para deixar o adolescente bêbado.

Magnus encontrou Red antes que ele continuasse a beber a garrafa inteira e lhe deu um belo sermão, pois ele precisava ser responsável para cuidar de sua mãe doente, já que sendo um alcoólatra ele não faria isso muito bem. As palavras do adulto somadas com a ressaca que o mais novo teve no dia seguinte já foram mais do que suficiente para fazê-lo entender o recado e não beber mais. Agora que uma nova fase de sua vida começou, talvez seja a hora de Red se permitir beber um pouquinho em alguns momentos, afinal ele até hoje tem curiosidade a respeito do motivo para os guerreiros vinterianos gostarem tanto assim de ficarem bêbados.

- Entendo… Agradeço a generosidade desse senhor, mas terei que recusar. - Diria Red em resposta a fala de Bran sobre a sua carona em um navio comercial. - Mesmo com a minha perna nesse estado, eu preciso fazer essa jornada por mim mesmo. Talvez tudo isso seja um teste dos deuses para saber se eu tenho ou não a coragem de encarar esse desafio, então quero provar a eles que mesmo se tirarem de mim as duas pernas e os dois braços, continuarei seguindo em frente em direção àquilo que fui encarregado de fazer. - O vinteriano então sorriria e daria umas batidas no gesso sobre a sua perna esquerda, uma péssima ideia por conta da dor, mas faria força para resistir a ela e fingir que nada aconteceu. - Ficarei com a opção do bote… Um que tenha espaço para dois, por favor. - Ele ergueria a mão direita para mostrar o número 2.

Talvez Red estivesse querendo um bote com esse tamanho para poder ter mais espaço para ele e possíveis itens que leve consigo, ou quem sabe fosse para dar espaço para mais uma pessoa viajar com ele. Como o vinteriano havia convidado Mystras para se unir a ele nessa jornada, o mais óbvio a se pensar é que o garoto estava reservando um lugar para o patrulheiro, porém isso poderia ficar estranho se por algum motivo o jovem médico já tivesse recusado a proposta, podendo parecer que Red ainda tinha esperança de que o companheiro fosse mudar de ideia.

Todo esse cenário envolvendo a escolha do herói em partir de Minion Island hoje mesmo e com a perna engessada poderia gerar mais diálogos antes de algum deles partir para buscar leite (quem sabe um hidromel) e providenciar um bote a remo com espaço para dois. Enfim, independente disso, na hora que percebesse que poderia ter um espaço para conversar com Julian, Red o faria, tivesse que ir mancando até ele ou pudesse acenar para que o vidente verde se aproximasse.

- Oi Julian, então... pode parecer meio loucura e estranho o que eu vou falar, mas você por acaso tem sementes de árvores-da-vida? Sei que se fosse fácil plantá-las por aí vocês já estariam fazendo isso pela ilha, porém eu queria poder fazer algo para ajudá-los. Sinto que seria injusto com os Deuses da Floresta se eu, Red Albarn, levasse adiante apenas a força dos deuses de Vinterion, e é por isso que eu quero plantar pelo menos uma Árvore Sagrada em cada ilha que eu visitar ao longo da minha jornada, dessa forma os Deuses da Floresta poderão ser ouvidos em mais lugares além de Minion Island. - Essa era uma atitude bem inesperada de se vir de um vinteriano, principalmente um que acabou de ter contato com a religião dos Deuses da Floresta, porém já havia ficado óbvio que Red Albarn não era um vinteriano igual aos outros e cada segundo ao lado dele tornava isso óbvio para qualquer um. Caso Julian perguntasse o motivo disso, de estar tão disposto a fazer algo por outra religião que não a sua, Red então diria:  - Eu sou O Herói Que Foi Prometido, não posso me contentar com a aprovação apenas dos deuses vinterianos… Para trazer o Amanhecer eu preciso que todos os deuses de todas as religiões estejam ao meu lado, incluindo os Deuses da Floresta, e é por isso que eu não posso deixá-los presos aqui em Minion Island, eles precisam estar comigo durante a minha jornada, assim como os deuses vinterianos. E se existe ainda algum deus que não sabe quem sou eu, hehehe, é bom eles estarem preparados, pois não haverá ninguém nesse mundo que não conhecerá o nome Red Albarn. - E com a mão sobre o seu cachecol vermelho, mais uma vez, o jovem herói sorriu de forma carismática e sincera, fazendo com que Julian percebesse que todo esse discurso na verdade era uma promessa.

“Nosso herói ainda era inocente demais para compreender que quando se trata de religiões o assunto é mais difícil e complexo do que ele imaginava, afinal, nem todos que são fiéis e devotos aos seus deuses são calmos e pacíficos como um vidente verde. Em alguns casos, ao longo de sua jornada, o Red se deparará com religiosos muito mais intolerantes do que o povo de Minion Island para os vinterianos. É por isso que qualquer pessoa em sã consciência diria que é impossível alguém ser capaz de unir todas elas para um mesmo propósito, mas o impossível é algo que Red Albarn sempre ignorou.”

- Bem… Na verdade eu nem sei como que faz para plantar alguma coisa, hehe, será que você pode me ensinar? Talvez até me ajude na cozinha, afinal boa parte dos ingredientes vêm da terra, não é? - E com essa pergunta que também vinha acompanhada de um pedido, Red se disponibilizaria a aprender com Julian tudo que o vidente verde poderia ensinar a respeito do assunto botânica, e olha, não era pouca coisa, portanto eles poderiam levar um bom tempo nisso.

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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptyQui 04 Jun 2020, 22:14



O alvorecer de um herói

Post 32- Narração



No caminho arborizado e nevado até o porto, Red cogitou levar Mystras para sua jornada e até mesmo o patrulheiro se sentiu tentado a aceitar, visto que Red pode notar a mudança repentina em sua respiração. O patrulheiro com muito alegria respondeu o pedido quase que instantaneamente dizendo:-Serio!! Eu posso mesmo ir com você! Isso seria…- quando estava prestes a aceitar o convite ele engoliu e seco e levou uma mão ao peito e apertou o símbolo da patrulha estampado em sua roupa, em seguida completou a frase com uma voz menos eufórica e um tanto melancólica: -Seria uma honra, eu adoraria de verdade ir com você nessa jornada! mas eu preciso manter meu juramento como patrulheiro assim como meu pai e honrar seu legado como um grande patrulheiro que ele foi… Você entende? É algo que eu não posso simplesmente dar pra trás...-

Red não foi relutante em entender o lado de Mystras e o patrulheiro sorriu satisfeito por saber que o Vinteriano havia entendido e eles continuaram o caminho, ignorando os xingamentos dos civis.

Red ao se atentar aos detalhes do porto branco pode perceber que ele era muita maior do que os de vinterion, a primeira diferença marcante era a extensão do porto que ocupava uma boa parte do litoral e os diversos navios que estavam atracados que eram em sua maioria carracas de médio porte, com dois mastros que eram usados provavelmente apenas para o transporte de mercadoria. Mas haviam também navios maiores em formato de nau e um em particular chamava muita atenção.

Era um navio de guerra de alto porte com aproximadamente 60 metros de comprimento e 15 de boca (equivalente a largura pra navio) com três mastros imensos com velas brancas com o símbolo de lobos da realeza de wintercall estampado e munido de diversos canhões dispostos nas janelas em toda a extensão dos dois subconvés do navio. Aquela maravilha arquitetônica de wintercall rapidamente chamou a atenção do jovem Albarn que citou como seria interessante um grande herói ter um navio grande como aquele e Bran que ouviu sua fala respondeu:
-impressionante, não? Esse é o navio real de wintercall, ele já sobreviveu a 40 anos de guerras e atualmente é usado para escoltar líderes políticos e membros da família, tenho que dizer que acho um pouco exagerado demais… pra que tantos canhões?-

Quando questionou a príncipe quanto ao leite que auxiliaria sua recuperação Bran o respondeu dizendo:
-Aqui em Wintercall o leite possui quase cinco vezes mais cálcio que em outros lugares, pois é extraído das búfalas do inverno que só são criadas aqui na região, legal né? vou tentar conseguir um pouco para você levar na viagem.- (única forma de curar essa perna tão rápido kkkkkk)

Red acabou optando por ir embora no bote e solicitou que houvesse espaço para dois, o que deixou todos um pouco encabulados e Mystras principalmente, pois ele já havia dito que não poderia participar da jornada. -Ué, dois? Tudo bem, vou ver o que posso fazer…- disse Bran coçando a cabeça, nem sua habilidade como vidente conseguia entender aquele movimento de Red Albarn.

Depois de todas as negociações feitas com Bran, Red acenou para o vidente julien que o fitou com seus ingênuos olhos azulados e se aproximou para ouvi-lo. O pedido de Red para levar as plantas e sua justificativa sobre espalhar a religião para outras ilhas deixou o vidente extremamente feliz, de forma que ele não pode conter um sorriso largo e sincero enquanto ouvia a fala de Red, ele nem sequer perguntou o motivo daquela simpatia, apenas a vontade de Red já foi suficiente para que ele apoiasse a mão em seu ombro e dissesse:
-Fico imensamente feliz por essa sua disposição, claro que posso arrumar algumas sementes para você! Mas você tem que prometer protegê-las, as sementes carregam desde o fruto a sabedoria dos deuses, se você as perder no caminho os deuses ficaram muito tristes…-

Infelizmente Red não sabia nada de como cuidar das sementes e por isso perguntou se julien poderia instrui-lo naquela perícia, Julian claramente aceitou, dizendo:
-Claro que posso te ensinar! Vamos logo, agora são cerca de meio dia mas o seu bote deve ficar disponível lá pelas sete horas da noite... é tempo o suficiente para te ensinar o básico, mas vou te dar também algumas ferramentas úteis para cuidar das mudas e se aperfeiçoar com o tempo!- Disse Julien com muita alegria e estendeu a mão para o patrulheiro. -Minha família tem um loja de botânica aqui perto do porto, lá posso te ensinar tudo que eu sei, que tal? Não se preocupe, eles são bem tranquilos e respeitosos com estrangeiros-






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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptySex 05 Jun 2020, 16:24



O Alvorecer de um Herói


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Post 33 - O jardineiro é Red Albarn e as árvores somos nós


Mystras não podia aceitar o convite de Red para se juntar a ele em sua jornada, algo que até poderia ter feito nosso herói ficar chateado com o garoto, mas na verdade teve um efeito oposto, já que o fato do patrulheiro respeitar o juramento da Patrulha do Norte mostrava que ele não era apenas um menino como aparentava ser, mas sim um homem de muita honra. Sim, era um pena que Red não pudesse levar alguém como Mystras junto com ele, ainda mais sendo um médico que pode no futuro vir a ser muito mais talentoso, mas ele respeitava a decisão do patrulheiro e ficava feliz por quem ele realmente era.

O porto de Wintercall era de fato maior e melhor que o de Vinterion Island, o que chamava a atenção de Red no início, porém não por muito tempo já que aquela enorme embarcação roubava toda a atenção do vinteriano. Em meio a admiração do Albarn ao navio, Bran explicou que se tratava de um navio da família Zeraff e que já possuía cerca de 40 longos anos de sobrevivência em batalhas, mas hoje serve apenas para transporte de pessoas importantes ou da família real.

Red continuaria observando aquele navio cujo nome não havia sido revelado e em seguida daria continuidade à conversa com o príncipe como já descrito anteriormente, o que incluiria o assunto do leite e agora a explicação de Bran sobre o leite das búfala de Wintercall era mais forte que o normal… Red nem sabia o que era uma búfala, então apenas permaneceu calado e imaginou um tipo de primata branco das neves que era muito irritado e por isso bufava o tempo todo. Quando a conversa entre o príncipe e o vinteriano terminou, o mais novo iria se retirar junto de Hodor para providenciar tudo que o Albarn precisava, permitindo que Red se aproximasse de Julian para entrar no assunto das árvores-da-vida.

- Hehehe, obrigado, Julian, pode ter certeza que eu protegerei essas sementes com a minha própria vida se for preciso. - Desse Red assim que o vidente verde lhe deu uma resposta sobre o assunto e comentou a importância de manter as sementes seguras, caso contrário magoaria os deuses. Em seguida, o vinteriano pediu dicas sobre como deveria fazer para plantar uma árvore, já que ele não fazia a menor ideia se era algo mais complexo do que apenas cavar um buraco na terra e jogar a semente. - Hehe, perfeito, eu vou aprender rápido. - “Não, ele não ia.”

Além de topar ensinar Red sobre o assunto, Julian também disse que sua família era dona de uma floricultura ou algo do tipo, o que era muito conveniente, mas tratando-se da jornada do nosso herói esse tipo de coisa vai acontecer até que com bastante frequência. O vidente também citou que o bote para a viagem estaria pronto por volta das sete horas da noite, e essa parte da noite intrigou bastante o vinteriano, pois em sua terra natal no extremo norte o sol demorava bem mais do que isso para ir embora e poderem dizer que a noite havia chegado. (OFF: Aqui eu me baseei um pouco na lógica do nosso mundo onde os países nórdicos ou os mais ao norte no geral tendem a escurecer muito mais tarde que aqui no Brasil que fica em cima da linha do equador.)

Se a noção de tempo de Julian estivesse realmente certa, então eles teriam algumas boas horas disponíveis para treinar Red na área da botânica, mas para isso precisavam ir até a loja da família do vidente, que de acordo com ele eram bem tranquilos quanto ao “povo para lá da Muralha”. Andar ainda era uma tarefa difícil, portanto o vinteriano faria a caminhada no seu tempo, usando a espada como apoio e se recusando a aceitar a ajuda de humanos. Independente do tempo que levasse, assim que chegassem ao local desejado, Red cumprimentaria os pais ou demais parentes de Julian da maneira que era feito em Vinterion.

- Eae, família. - E então ele ergueria a mão direita com o punho fechado, mas apenas o mindinho e o polegar erguidos. - Firmeza? - Um cumprimento bastante diferente de uma reverência ou um aperto de mãos, mas para Red isso era extremamente educado e formal. - Prazer, sou Red Albarn, o Herói Que Foi Prometido e aquele que salvará o mundo no futuro, hehehe. - Dependendo da generosidade deles, coisas seriam oferecidas ao vinteriano durante a recepção, como por exemplo um copo d’água ou alguma ajuda com relação a sua perna quebrada, nesses casos a resposta de Red provavelmente seria essa: - Muito obrigado, eu aceito sim.

Como geralmente aconteceu desde que chegou em Minion Island, o vinteriano iria observar o estabelecimento e tentar comparar com algo que já havia visto anteriormente em sua ilha natal, no caso da loja da família de Julian, é possível que exista sim algo parecido em Vinterion, mas talvez as plantas a venda variem um pouco por conta da questão regional. Enfim, quando a aula de Julian (ou seja lá quem seja o professor) começasse, Red faria o possível para aprender todas as instruções que fossem passadas, porém ele teria mais facilidade em absorver as informações na prática do que na teoria, por isso seria importante que o Albarn pudesse treinar com plantas e sementes que ali estivessem e a teoria fosse usada apenas em alguns momentos chave do ensino, ou mesmo para um futuro “dever de casa”, afinal a viagem até a próxima ilha poderia ser longa e ler alguma coisa cairia bem.

- Hey, Julian… Tava pensando aqui em uma coisa. - Diria Red ainda durante a aula de jardinagem. Dependendo do cuidado de Julian e sua família, o garoto poderia nesse momento estar usando alguns acessórios especiais para o trabalho, como por exemplo luvas ou mesmo um avental, de qualquer forma, não muda o fato de que o vinteriano atrapalhado estaria com as vestes sujas de terra e até mesmo algumas partes do rosto, mesmo que as tarefas não fossem tão complicadas assim. - Aquela Amaterasu que vocês falaram, a namoradinha do Henry… Como exatamente ela foi embora de Minion Island? Ficaria surpreso se me dissesse que ela pegou um bote e saiu remando por aí. - Com isso, Red ficaria na espera de uma melhor explicação sobre a história de Henry e a sua amada Amaterasu, podendo assim conseguir algumas dicas de para onde a loba poderia ter ido, ou mais importante: com quem.

Ao fim disso tudo, Red provavelmente já estaria pronto para ir embora da loja de Julian com o conhecimento não apenas sobre jardinagem e etc, mas também com algumas informações importantes sobre o passado de Henry, já podendo deixar claro para o vidente verde o interesse que ele tinha com o lobo, mesmo que nenhuma palavra sobre isso tenha sido dita pelo vinteriano.

- Obrigado pela ajuda, fico grato a vocês por isso. Os deuses certamente irão recompensá-los pelo que fizeram. - E se estivesse tudo pronto mesmo, Red sairia dali carregando qualquer coisa que poderia ter recebido de presente. Seu destino era retornar para o porto onde pegaria o bote para partir de Minion Island. Em casos de ainda ter assuntos para tratar na loja de Julian, ele não veria problema algum em continuar ali para resolver.

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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptyDom 07 Jun 2020, 01:33



O alvorecer de um herói

Post 33- Narração


Red seguiu Julien pelo pequeno trajeto, eles andavam pressa lado a lado  até uma singela loja de jardinagem/floricultura feita de madeira polida pintada de verde e enfeitada na frente com plantas coloridas bem chamativas e vistosas. Em cima da porta semi-aberta com um sininho pendurado havia uma placa escrito "Casa verde", um nome bem auto-explicativo.

Quando o vidente empurrou a porta o pequeno sino anunciou a entrada dos dois e um casal junto com uma criança no colo se prontificou para ver os visitantes: -Filho você voltou! Quem é o seu amigo do cachecol?- disse a mãe com um sorriso no rosto observando os dois na entrada e o gesto peculiar de Red ao se apresentar.

A parte de dentro da loja era toda decorada com plantas de todos os tipos, tamanhos e formas dispostas em prateleira, em mesas de madeira e até penduradas no teto, fazendo aquele lugar parecer uma floresta domiciliar, atrás do balcão da loja havia uma porta de acesso exclusivo para funcionários fechada.


-Prazer, sou Red Albarn, o Herói Que Foi Prometido e aquele que salvará o mundo no futuro, hehehe- disse o jovem Albarn fazendo os dois familiares de julien darem uma risada gentil. A mãe de julien se aproximou de Red e deu dois tapinhas na sua cabeça dizendo: -Que gracinha… Os estrangeiros costumam ser muito calados mas você é bem alegrinho hihihi. Quer comprar uma plantinha é?- a voz da mulher era doce e gentil e o seu olhar pacífico lembrava em muito a forma com que o vidente olhava, a bondade devia estar no sangue daquela família. -Na verdade ele quer aprender como cuidar das plantas… A história é longa e a gente tem pouco tempo, te conto tudo quando a gente terminar, prometo mãe!- O garoto pegou Red pela mão, deu um beijo na bochecha da mãe e passou pelo pai e pela irmazinha que estava com ele no colo.

Quando Julien passou apressado pelo seu pai e irmãzinha o velho deu uma risada bem baixa e disse em voz baixa e um pouco até intimidadora: -Não vai mandar esse correndo chorando igual da última vez em…- Julien abaixou a cabeça e girou a chave em seguida respondeu seu pai dizendo:

-Não prometo nada disso...hehehe- e entrou com Red na sala de tortura, quer dizer… Sala de aula.

Na sala exclusiva para funcionário haviam diversas mudas de plantas, assim como equipamentos diversos de jardinagem, adubos e livros para consultas técnicas de botânica. Assim que a porta se fechou a presença de Julien se tornou um tanto quanto ameaçadora e imponente até demais, o ar da sala até parecia mais denso enquanto ele caminhava em direção a uma estante de livros e jogava 5 livros da grossura de um dicionário em cima da mesa, sorrindo de forma assustadora para o jovem e dizendo em um tom quase de ameaça: -pronto para começar?...-

As primeiras horas foram os momentos de terror, pois foram somente teoria bruta sobre os princípios da botânica, tais como a quantidade certa de fertilizante, os tipos de solos compatíveis com as plantas, os variados tipos de plantas e suas utilidades e como identificar cada uma delas mesmo que não soubesse exatamente de qual se tratava. Aquilo parecia informação demais para se absorver em poucas horas, um professor normal demoraria dias para conseguir jogar aquele tanto de informação na cabeça de um aluno, mas Julien não era um professor normal…

Seu comportamento em sala de aula era como o de um carrasco veterano. Ele não dava nenhuma pausa em suas explicação e quando percebia o jovem Albarn distraído o fuzilava com um olhar assassino que faria até os mais valentes guerreiros vinterianos entrarem em choque. Por conta desse tratamento intensivo e da didática impecável de Julien, aquele conteúdo denso que poderiam demorar semanas para serem passados foi passado em cerca de 4 horas.

-Poderia ter sido mais rápido, mas você se distrai demais…- disse o carrasco no fim da extensa explicação. -Pausa de cinco minutos, depois vamos para a prática…-

Depois da teoria a parte prática parecia como um passeio no parque, ele deixava Red botar em prática os ensinamentos da teoria e se mostrava bem paciente para perguntas. Em determinado momento Red perguntou sobre a namoradinha de Henry e Julien respondeu enquanto ele plantava uma muda. -Isso foi a alguns meses atrás, um homem muito rico veio aqui para resolver algo com o rei e se encantou com os lobos da região. Ele estava disposto a pagar uma quantia relativamente alta pela amaterasu, ela é uma loba excepcionalmente bela, e o rei autorizou a sua captura e ela partiu com o nobre em um navio … Todos os videntes ficaram chateados com essa retirada forçada dela, mas quem ficou mais magoado foi sem dúvidas o Henry…- a voz de Julien ia ficando cada vez mais triste ao falar sobre a captura da loba e sobre sua relação com Henry de forma que ele olhava pra cima com os olhos levemente marejados -O Henry é apaixonado pela amaterasu desde que eu me tornei um vidente, tudo que ele fazia ou deixava de fazer era pra de alguma forma chamar atenção dela, da pra acreditar? Ele sempre foi um lobo muito inquieto, mas quando a amaterasu foi embora ele mudou… Ele começou a se meter em todo tipo de briga e andar sozinho por aí como se uma parte dele tivesse morrido, alguns videntes até dizem que ele ficou maluco mas eu acho justamente o contrario… Acho que ele ainda tenta de alguma forma ficar mais forte e provar pra ela sua força.- Julien levou a manga da camisa aos olhos e limpou algumas lágrimas que insistiam em cair. -Sabe… Henry pode ser um dos menores lobos de toda a sua raça, mas não existe um lobo com uma força de vontade maior que ele em toda a ilha!-

E com isso as horas se passavam e Red ficava cada vez mais familiarizado com as plantas. A cabeça de Red latejava com as inúmeras informações adquiridas, doía até mais que sua perna, Julien claramente percebeu aquela sua dor e lhe disse com alegria: -Prova final senhor Albarn! Qual dessas plantas vai te ajudar com essa dor de cabeça?-

Red conseguia identificar a planta com muita facilidade e Julien aplaudiu sua resposta dizendo: -Parabens! Você oficialmente sabe de botânica agora, aqui está seu prêmio…- Na mão de Julien havia uma ferramentas de jardinagem, Red pegou a mochila enquanto o vidente ia até uma gaveta na sala e tirava de lá um saquinho com sementes. -E essas são as sementes que eu havia prometido…- ele abriu o saco de sementes para Red e lá dentro haviam cerca de 30 pequenas delas, com pequenas sementes vermelhas como rubis, só aquele punhado devia valer uma fortuna pela aparência. -Cuide delas com a sua vida… Elas valem muito mais do que o simples dinheiro desse mundo.-

Quando eles deixaram a sala de tortura os pais de Julien já se preparavam para fechar a loja e ao verem os dois saindo se assusturam. -Uau! Eu achei q ele tinha escapado pela janela. Parabéns, nunca vi alguém aguentar tanto tempo uma aula do Julien…- disse a mãe do vidente aplaudindo o Vinteriano enquanto o vidente dava uma boa risada coçando a própria nuca.

Eles sairam da loja e andaram pelas ruas iluminadas por postes de luz da cidade até o porto onde havia um bote largo para a partida de  Red. No porto estavam Mystras, Bran e os três lobos e Jon Snow estranhamente. -Uhu! Você chegou! Eu devia ter ido embora a algum tempo já mas não queria perder a sua partida… O Jon também queria te ver mas ele disse que não era pra te con…- Disse Mystras alegre ao ver Red e interrompido por um cascudo de Jon Snow que corou um pouco com a falta de noção do Jovem. Henry tinha um olhar perdido encarando o mar como se procurasse por algo que nunca iria vir.

-Como prometido o seu barco está pronto… consegui um com lugar para dois, pode me dizer por que exatamente você queria esse assento extra?- Disse Bran nas costas do gigante.





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Post 34 - O primeiro companheiro


Como já imaginado por Red, a Casa Verde, a floricultura da família de Julian, não tinha nada que a tornava muito diferente de uma floricultura comum que se pode encontrar em Vinterion Island, portanto não tinha ali nada que pudesse impressioná-lo de fato, quem sabe depois que seu conhecimento sobre plantas aumentar sua visão sobre o tesouro que esse lugar possui se torne diferente. Red então se apresentou para os pais de Julian, e estes de fato eram bastante simpáticos, mesmo ele sendo claramente um estrangeiro por conta de suas vestes que até então vinham entregando a origem “selvagem” do vinteriano.

Como o vidente tinha bastante pressa, ele disse a sua mãe que deixaria as explicações para mais tarde, pois Red estava ali para aprender sobre jardinagem e botânica, e não para comprar uma planta. Julian então pegou o Albarn pela mão e o puxou em direção a uma porta exclusiva para funcionários que já havia chamado a atenção de Red antes, mas foi o comentário do pai do vidente que deixou o vinteriano com a pulga atrás da orelha se perguntando o que diabos ele queria dizer com “não o faça sair chorando como fez da última vez”.

OFF:
 

Aquilo que havia atrás da porta exclusiva não era muito diferente do que tinha na parte comum da loja, contendo ainda diversas plantas a diferença aqui eram os vários equipamentos e livros sobre que envolvem o tema botânico. Red jamais imaginou que ao pedir para Julian lhe ensinar a plantar uma árvore ele teria que passar por uma aula intensiva que incluía o aprendizado de toda essa ciência complexa, cheia de nomes difíceis e extremamente chatos… Mas é claro que o vinteriano não teria coragem de reclamar, afinal aquela aura que o Vidente Verde começou a emanar de seu corpo a partir do momento que assumiu o papel de professor era extremamente assustadora.

- Err… Claro, claro… Estou sempre pronto… Hehe… - Respondeu Red acuado, sem graça e com um pouco de medo do que viria pela frente nas próximas horas que ficaria ali com Julian… Nesse momento, ele já conseguia entender com mais clareza o motivo do pai dele ter dito aquelas palavras antes de entrarem na sala.

Para aprender a cozinhar, o Albarn precisou ler alguns livros de cozinheiros de Vinterion Island, mas certamente o que lhe fez dominar essa área foi a prática contínua, pois precisava cozinhar para sua mãe doente todos os dias. Entretanto, nenhum desses livros gastronômicos lidos pelo vinteriano eram grandes como esses que Julian havia botado na mesa apenas para dar início a sua aula. Pelo tamanho e grossura desses blocos de papel, Red se perguntava se não seria possível usá-los como escudo, pois não conseguia sequer imaginar como poderia ter tanta coisa sobre um único assunto para ser colocado em um livro.

Sim, leituras e teorias não combinavam nem um pouco com o nosso herói, sua mente era incapaz de compreender com facilidade algo que ele era incapaz de ver acontecendo, por isso essa primeira parte da aula de Julian acabaria demorando mais do que ele esperava, porém era Red quem realmente sofria com tudo isso, pois ser forçado a ler e escrever tanta coisa era praticamente uma tortura para o energético vinteriano.

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Foram horas só para Red conseguir diferenciar, pronunciar e entender o que era uma simples angiosperma, mas de alguma forma que nem o próprio sabia explicar, o estilo de ensino de Julian acabava sendo eficaz e mesmo completamente leigo no assunto, o vinteriano começava a entender como toda essa área das plantas funcionava. Claro que não seria fácil e nosso herói chegou até mesmo a derramar lágrimas ao pensar que era incapaz de aprender, pensou em desistir, rasgar os livros, jogá-los na cabeça do professor, ou até mesmo tirar a roupa e sair correndo plantando bananeira já que sua perna estava quebrada, este sendo o ápice de que estava perdendo completamente a sanidade… Mas ele até que resistiu bem, no fim deu tudo certo e nada bizarro foi feito além de apenas chorar um poquinho.

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- Não acredito que finalmente terminamos… Achei que não ia conseguir… Acho que sou um fracasso. - Comentaria ao final dessa parte teórica tendo que enxugar as lágrimas em seu rosto usando as pontas do cachecol vermelho.

Dada a pausa entre a parte teórica e prática, Julian permitia que Red andasse um pouco pelo local para treinar seus conhecimentos da maneira como ele queria fazer desde o início que era botando a mão na massa, ou nesse caso, na terra. Seria fácil perceber que a partir desse ponto o vinteriano tinha bem mais facilidade em conseguir bons resultados, mostrando mais facilidade em mostrar avanço no ensino dessa perícia tão abrangente. O clima dentro da sala ficava até mais tranquilo, permitindo que Red pudesse puxar alguns assuntos não relacionados com a aula em si, por isso perguntou a Julian mais detalhes sobre o passado do lobo Henry.

O vidente explicou que isso aconteceu há poucos meses, quando um homem rico veio até Minion Island para tratar de um assunto político com o rei, mas acabou se encantando pelos lobos gigantes, mais especificamente a tal Amaterasu, esta que o homem chegou a oferecer uma alta quantia de dinheiro para poder levá-la consigo sabe-se lá para onde. Era notável que Julian se sentia chateado em falar sobre o assunto, mas de acordo com ele, Henry fora quem mais sofreu com tudo isso e as razões pela qual ele começou a se meter em tantas brigas está relacionado diretamente com a ida de sua amada Amaterasu.

Ao ouvir toda essa história, por mais que o clima dela não pedisse por isso, Red sorriu, sorriu pois já tinha algo nele que lhe dizia que Henry era especial, e saber que ele carregava dentro de si tamanha determinação mexia bastante com o emocional do vinteriano. - Hey, Julian, se possível gostaria de te pedir mais um favor… Acho que precisarei de mais algumas coisas para levar comigo nessa viagem, e acredito que você possa me ajudar. - Pediria ele em meio a esse momento, porém, o que eles teriam conversado aqui acabarei por revelar mais adiante.

Já no final da aula, quando questionado por Julian sobre qual planta era ideal para curar dor de cabeça, Red pensou por um segundo e então apontou confiante para aquela que havia aprendido ser a ideal para isso. - Hmmm, é essa aqui, hehe. - E pelo visto ele estava certo, portanto o ensino básico proposto pelo vidente havia chegado ao fim… Foi difícil, cansativo e quase deixou nosso herói mais louco do que já é? Sjm, mas pelo menos ele agora sabe de praticamente tudo que precisa saber sobre o tema botânico.

Julian então entregou para oara o vinteriano uma mochila com diversas ferramentas de jardinagem, incluindo também um saquinho com sementes, estas que o jardineiro explicava que se tratavam daquelas que Red havia pedido anteriormente, sementes de árvores-da-vida. Claro que pela raridade dessas pequeninas bolinhas escarlate isso provavelmente valia tanto quanto um punhado de jóias, mas o Albarn não ligava para o valor comercial delas, mas sim a importância que elas tinham para o povo de Minion Island e os Deuses da Floresta.

- Muito obrigado, Julian, como já disse, cuidarei muito bem delas, pode acreditar. - Agradecia o vinteriano quando a sacolinha de sementes lhe foi entregue junto com o restante das coisas. - Posso levar um desses também?

Com a aula chegando ao fim, Red tentaria pegar um daqueles livrões de botânica que haviam naquela sala e levá-lo consigo, guardando-o em sua mais nova mochila. Caso Julian fosse muito apegado a esses materiais e não deixasse o menino levar tal item, então o vinteriano nada fazia para mudar a opinião dele, apenas aceitando que teria que se virar daqui para frente apenas com o que já havia aprendido e o que sua memória era capaz de lembrar. Se por outro lado ele conseguisse o livro, abriria um sorriso sincero no rosto, pois por mais que não fosse chegado na leitura, a viagem até a próxima ilha poderia ser longa e claro, Red era humilde o bastante para aceitar que não sabia de tudo e às vezes era bom ter um catálogo de plantas ao seu lado.

- Mas é claro que eu fui o primeiro a conseguir, nenhum dos outros eram O Herói Que Foi Prometido, Red Albarn, HOHOHOHO! - Diria ele de maneira um pouco convencida em resposta ao comentário feito pela mãe de Julian, claro que os aplausos e a glória por essa conquista que sequer sabia que era tão difícil assim deixavam o vinteriano empolgado. - De toda forma, obrigado pelo elogio e também por me deixarem treinar aqui. - Ele então daria uma piscadinha para os pais do vidente e o acompanharia de volta para o porto.

Red não fazia ideia de que horas eram, mas já era noite, ou pelo menos as luzes da cidade já estavam acesas para se preparar para o breu que vem após o crepúsculo… E tá aí algo que o vinteriano não fazia ideia de como funcionava: postes de luz. Talvez fossem apenas lampiões que foram acesos recentemente por moradores da cidade e toda essa luz não passava do tão conhecido fogo, e pensando por esse lado mais simples, o vinteriano não se preocupou em perguntar se poderia ser algo além disso.

- Me sinto um vovô andando desse jeito manco, haha. - Comentaria Red durante a caminhada até o porto onde ainda precisaria usar de sua espada vinteriana como se fosse uma bengala. Assim que chegou ao litoral de Minion Island, o Albarn se surpreendeu ao ver que Jon e Mystras ainda estavam ali esperando para vê-lo partir. - É... Pelo visto essa é a hora das despedidas, espero que ninguém chore, ok? - Diria ele brincando com a situação, mas não acreditava que alguém fosse realmente chorar pela sua ida… Ok, ele não acharia estranho se Mystras fizesse isso.

Além dos patrulheiros, Bran, Hodor e os demais lobos, Henry, Spirit e Dawn, também estavam ali. Primeiro o vinteriano iria até Jon e estenderia a sua mão direita ao bastardo, inclusive a espada-bengala estava sendo segurada pela esquerda, o mesmo lado de sua perna engessada.

- Obrigado por tudo, Jon, você foi muito importante para que eu pudesse tentar dar uma vida melhor ao meu povo e fazer nossas ilhas pararem de derramar sangue desnecessário… Eu realmente espero que eles fiquem bem, mas minha jornada como herói não pode se basear apenas na proteção deles, então gostaria que ficasse de olho neles por mim. - Falaria Red em sua despedida a Jon Snow. Caso o patrulheiro mostrasse mais afeto pelo garoto e lhe desse um abraço ao invés de apenas um aperto de mão, este seria retribuído com a mesma intensidade. - Obrigado também pelas dicas com a espada, continuarei praticando até me tornar bom nisso, pode apostar. Hehe.

O mesmo tipo de despedida seria feita quando fosse a vez de Mystras, mas aqui o vinteriano já esperava que o patrulheiro viesse logo de cara ao seu encontro para lhe dar um abraço, se por outro lado o rapazinho optasse por se conter e apenas apertar a mão de Red, então assim eles fariam.

- Obrigado também, Mystras, minha perna talvez estivesse bem pior agora se não fosse por você… E eu gosto muito dela, não queria perdê-la agora tão cedo. - Para o seu atual fã número 1, Red não tinha muito o que dizer, mas ele sabia que a admiração que Mystras sentia por ele era genuína. - Espero que consiga cumprir seus objetivos. E não se esqueça de mim, pois um dia você poderá dizer que já conheceu o lendário herói Red Albarn… Não… - Então ele sorriu para corrigir o que havia acabado de dizer. - Diga que é um grande amigo dele.

Ele já havia passado um bom tempo com Julian, então deixaria ele para depois de se despedir de Bran e Hodor, bem, esses dois não passaram tanto tempo assim com o vinteriano, mas ele ainda assim tinha muito a agradecer ao pequeno príncipe por tudo que este havia feito por ele. Bran não apenas havia lhe ajudado no lance com o rei e o tratado em branco dado por Jonas, como também permitiu tratamento adequado de sua perna e agora ainda lhe deu um meio de sair de Minion Island e seguir sua jornada, um feito que provavelmente nenhum outro vinteriano conseguiu antes.

- Hodor, Bran, obrigado pela grande ajuda, nem sei como realmente agradecer por tudo isso, sinto que apenas palavras não são suficientes… Então o mínimo que posso fazer é garantir a vocês que o Amanhecer irá chegar. Essa é a minha promessa para vocês, todos vocês. - Diria agora olhando para o garoto nas costas de Hodor, mas também estaria dizendo isso para todos que estavam ali presentes. Se Bran ainda tinha algo para lhe dar além do bote, a hora para ele fazer seria essa, afinal o garoto havia dito que tentaria lhe dar ao menos um pouco de leite de búfala para o tratamento de seu joelho.

Ele então começaria a ir até o bote que talvez já estivesse boiando sobre as águas, se não estivesse, esperava que alguém ajudasse ele com essa tarefa, pois com sua perna desse jeito ele teria dificuldades. Durante a despedida o vinteriano passaria a mão na cabeça de Spirit e Dawn, os lobos dos filhos de Ned Zeraff, talvez o albino demonstrasse mais sentimentos pela partida de Red, pois passaram mais tempo juntos, porém o vinteriano havia tentado anteriormente se aproximar do lobo e ele não mostrou ter tanto interesse assim (poxa Bijin…). Por fim tinha Henry, que olhava para o horizonte escuro do mar e nem seria preciso de muito para Red entender perfeitamente o que estava passando pela cabeça do lobo cinzento naquele momento. Então antes de embarcar, o vinteriano se colocaria de pé ao lado de Henry e olharia para a mesma direção que ele.

- Você quer encontrá-la, não quer? A Amaterasu. - Perguntaria o jovem Albarn ajeitando seu cachecol para não sentir demais o frio do litoral minioniano. Ele esperava que dizendo o nome dela conseguisse conquistar toda a atenção do lobo. - Eu te levarei até ela. Não sei quem a levou e nem para onde ele foi, mas não importa a ilha que ela esteja ou quem tenha a tirado de você, nós iremos achá-la e tirá-la de quem quer que seja. - Red então ergueria a mão para Henry e se abaixaria para ficar na altura do pequeno lobo gigante… Ou pelo menos tentar. - Não tenho nenhum biscoito canino para te dar dessa vez, mas tenho a minha palavra… Então o que me diz, Henry, quer se juntar a mim e ser meu companheiro nessa viagem?

Red estava muito confiante de que o lobo iria aceitar acompanhá-lo nessa sua jornada heróica, afinal ele havia prometido que iria levá-lo até Amaterasu e sequer citou seus objetivos pessoais como ser O Herói Que Foi Prometido ou qualquer coisa sobre o Amanhecer. Isso pode ser interpretado como o vinteriano colocando os sonhos de Henry à frente dos seus, restava saber se ele seria capaz de enxergar isso da mesma maneira e aceitar subir em seu bote com espaço para dois… E agora Bran entenderia o porquê.

- Hehehe, bom garoto! Calma, calma! - Diria caso a resposta do lobo cinzento fosse positiva e ele demonstrasse isso da maneira mais canina possível com muita empolgação e lambeção. - Melhor irmos então, não é? Todo tempo é importante para nós, pois quanto antes sairmos daqui, mais cedo podemos encontrar Amaterasu. Julian, muito obrigado por tudo que você fez também, e é claro que eu não iria me esquecer de agradecê-lo, né? Mas e aí, você conseguiu aquilo que eu te pedi? - E o pedido de Red, fez anteriormente ainda na Casa Verde, era nada menos do que um pouco de dinheiro e comida para ele e Henry conseguirem sobreviver a viagem e também um pouco mais de tempo na próxima ilha. - Hehe, eu saí de Vinterion com um pouco de ouro, mas depois de um sonho estranho eu não sei onde eles foram parar… Acho que fui roubado, mas enfim, desculpa, estou muito pidão, mas no futuro garanto que recompensarei todos vocês de alguma forma, ou então os deuses farão isso por mim. - Completaria ele sobre o assunto, porém todas essas falas só aconteceriam caso Henry tenha aceitado a proposta de Red, inclusive teria sido isso que o vinteriano tentaria combinar com Julian anteriormente para esse momento.

Agora se o lobo recusar teremos um narrador morto as ações sobre esse cenário serão feitas somente após essa confirmação no post do narrador.

OFF:
 

Citação :
Narração
Falas do Red
"Pensamentos do Red"
"Falas do 'Narrador'"
"Falas da Chessy"
"Falas da Kemya"
"Falas da May"

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Técnicas:
 

Inventário:
 

Objetivos:
 


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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptySeg 08 Jun 2020, 04:15



O alvorecer de um herói

Post 34- Narração


No final da aula Red apontou para um dos livros grossos de botânica que haviam o torturado horas atrás e perguntou se podia levá-lo para a viagem. Julien deu uma boa risada com aquele pedido e respondeu:
-Você quer o livrão? Hahahaha! Nem eu gosto de ler esse troço… Olhe na mochila, tem algo que faz um pouco mais o seu estilo-

Red ao verificar a mochila percebeu que dentro dela havia um catálogo amador com algumas das plantas mais comuns no blues que ele poderia usar para consultar se sentisse dificuldade em identificar alguma planta, organizado em ordem alfabética. Além do catálogo havia um par de luvas de jardinagem (nem pense em usar para boxe Red Albarn…), uma pá normal e uma mini pazinha, regador, tesoura pequena e um borrifador de Água. (Insira o meme "poura… tudo isso?" aqui)

Red se despediu dos pais do vidente com de forma bem simpática e foi retribuído com a mesma simpática. -foi um prazer recebê-lo estrangeiro! Volte algum dia para comprar uma plantinha, tem umas proibidas lá no fundo…- Disse o pai do vidente olhando nos olhos do estrangeiro e levando o dedo indicador a ponta dos lábios como se pedisse silêncio, afinal o que seriam as "plantinhas proibidas"?

Por fim, era a hora de Red dizer "Adeus"...

-É... Pelo visto essa é a hora das despedidas, espero que ninguém chore, ok?- Nenhum dos amigos pareceu que iria chorar, com a exceção óbvia de um…

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Mystras segurava o choro fazendo bico quase com bebê e esperava pacientemente o momento que Red fosse se despedir dele, embora aquilo provavelmente serviria de gatilho para suas lágrimas…

Na despedida de Jon, Red salientou a importância do tratado para ambas as nações e também pediu para que Jon cuidasse de sua vila, já que Red não poderia fazer o mesmo. Jon sorriu satisfeito pela postura madura do garoto e apoiou sua mão no ombro do Vinteriano dizendo: -Você é valente garoto… Não se preocupe com a sua vila, não deixaria que aquele sádico do Jonas incoste um dedo naquela região protegida! Tem a minha palavra.- as palavras de Jon soavam confiantes e precisas como os cortes de sua espada demonstrando como sua força de guerreiro ia muito além do campo de batalha, assim como a força de Red…
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Ao se despedir de Mystras o garoto não conseguiu conter a enxurrada de lágrimas que desciam de seus olhos como uma cachoeira, aos prantos o garoto disse suas últimas palavras: -Eu que tenho que agradecer Red! *Snif* *Snif*... Obrigado por ser tão legal comigo o tempo todo, você é um dos melhores amigos que eu já tive!!- Nesse momento Mystras correu para abraça-lo mas Jon o puxou pela roupa para que ele não terminasse de quebrar a perna que havia salvado mais cedo. -Vê se volta algum dia aqui pra olha! Quando eu me tornar um bravo patrulheiro respeitado por todos eu direi que a pessoa que mais me apoiou no início foi você Red Albarn, o herói que foi prometido!- Aquela conversa provavelmente soava ridícula para todos na região do porto e também carregada de fantasias infantis, mas não havia uma promessa tão real como aquela feita entre aqueles dois grandes amigos…

Ao se despedir de Bran, Red não tinha nem sequer palavras suficientes para demonstrar sua eterna gratidão por tudo que o príncipe havia lhe concedido, mas no momento da partida, quem parecia não ter palavras era sim o pequeno príncipe:

-Confio em você Red, confio mesmo... Eu vejo em você algo que é invisível aos olhos. Quando eu bem, você sabe… Perdi a capacidade de me mover, eu aprendi a ver melhor sabia? Tem gente que diz que é magia mas na verdade é algo bem natural… Você só tem que parar de tentar ver com os olhos, acredite, ninguém vê bem com os olhos Red.-

Em um movimento que parecia quase ensaiado Hodor estendeu seu dedo indicador e cutucou o peito de Red com cautela e Bran concluiu sua ideia, sussurrando sua última sabedoria para o garoto:

-Adeus Red, eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.-

A presença de Red era de fato chamativa, tão chamativa que até os dois lobos, Dawn e Spirit o encaravam balançando o rabo em uma especia de despedida canina. Porém Henry permanência perdido encarando o horizonte, onde embarcações de médio porte iam e viam, mas nenhuma trazia sua amada de volta.
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-Você quer encontrá-la, não quer? A Amaterasu- Disse Red ao se aproximar manco do Lobo. Henry ao ouvir o nome de sua amada olhou para o garoto com as orelhas arqueadas para cima com um olhar que brilhava pela luz refletida dos postes em seus olhos inteiramente negros. Não era certo que Henry havia entendido uma palavra sequer do discurso de Red, mas assim como Bran, Henry bia além das palavras de Red que ao estender a mão para o lobo ele curvou a cabeça um pouco para baixo e colidiu-a suavemente contra a mão de Red que pode sentir o calor de seus pelos ásperos da testa numa temperatura morna mas incrivelmente quente quando comparada com o ambiente.

-Esse é um sinal de respeita entre os lobos…- Disse Jon para Red e estendeu a mão para Spirit da mesma forma que Red havia feito com Henry e o enorme lobo albino se sentava e abaixava abaixava a cabeça, assim como Henry havia feito.

-O Henry nunca fez esse gesto pra mim… Os lobos gigantes só fazem esse tipo de comprimento para aqueles que consideram donos, acho que você já tem sua resposta Red…- Disse Julien com os olhos marejados admirando aquela incrível amizade que havia acabado de se concretizar.

Red chegou a mencionar a questão de suprimentos para a viagem, mas já encontravam dentro do bote, duas caixas com comida e dois barris de água além de dois remos, pelo fato da viagem ser para dois o príncipe já havia pensado naquele detalhe. Ao lado dos suprimentos havia também uma sacola de tamanho mediano que continha moedas em um valor equivalente a 150 mil berris. -Considere uma gorjeta pela comida…- Disse Bran dando uma piscadela para o Herói.

O tempo naquela noite parecia excepcionalmente bom para velejar pelos mares, não havia nem sinal de uma nuvem no céu sequer e os ventos sopravam de forma tranquila. Quem sabe aquele não fosse um presente divino de Kemya para Red Albarn. ou do narrador RS...




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MensagemAssunto: Re: Red Albarn e o Alvorecer de um Herói   Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - Página 7 EmptyQua 10 Jun 2020, 04:27



O Alvorecer de um Herói


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Post 35 - Rumo ao amanhecer


Após a saída da Casa Verde com uma mochila cheia de itens de jardinagem e até mesmo um catálogo de plantas, Red ficou bastante satisfeito, pois o mais importante disso tudo era que ele poderia começar a realizar o seu objetivo de plantar as árvores dos Deuses da Floresta em outras ilhas, e Julien havia lhe garantido um pacotinho com umas 30 sementes para isso. Agora, a cada passo que o vinteriano dava em direção ao porto de Wintercall, era um passo que ele dava para ficar mais perto de se despedir de Minion Island.

Durante a despedida aos seus amigos minionianos, tudo aconteceu como Red já imaginava, a resposta de Jon, a reação de Mystras e até mesmo o comentário estranho de Bran já não o surpreendia mais, mostrando que havia se acostumado com as falas do garoto. Além de guardar bem na sua memória as palavras do príncipe, o vinteriano também ganhou dele uma generosa quantia em dinheiro e nem precisou que Julien lhe ajudasse com a parte que envolvia os suprimentos para a viagem, pois Bran havia cuidado de tudo.

- Uau, é bem mais do que eu imaginava, obrigado, Bran, muito obrigado mais uma vez. - Agradecia Red de novo pelo favor que o príncipe vidente havia feito.

Quando chegou a hora de Red convidar Henry para seguir com ele em sua jornada e juntos eles procurarem por Amaterasu, o lobo reagiu de uma maneira inusitada que Julien logo explicou se tratar do sinal de respeito máximo que um lobo gigante pode fazer a alguém. Aquilo então significava que sim, Henry havia aceitado a proposta do vinteriano e agora eles poderiam sair dali juntos naquele bote para dois. Red sorriu então sorriu e acariciou a cabeça do bichano, podendo agora seguir ao lado dele para embarcar no bote e assim poderem dar início a viagem para sabe-se lá onde.

- Foi bem mais fácil para mim me despedir do povo de Vinterion do que de vocês… Hehe, eu realmente não esperava que faria amigos aqui em Minion Island. - Diria o garoto enquanto cuidadosamente subiria no bote e começaria a se acomodar. Essa fala de Red tinha um significado emocional bem profundo, já que os vinterianos nunca lhe trataram da maneira como esses ao qual se despedia agora haviam lhe tratado. - Henry, hora de se despedir do Julien. Temos que ir. - Ele então apontaria para o local onde Henry deveria ficar e daria o espaço para o lobo também entrar na pequena embarcação depois que ele fosse se despedir do vidente, se assim desejasse fazer. - Bran, Julien, outra coisa… Sobre o tal homem rico que levou Amaterasu, tem algo que vocês poderiam me dizer que ajude a encontrá-lo? Um nome, o tipo de navio, cor do cabelo, qualquer coisa. - Essa provavelmente seria a última pergunta de Red para os dois, e por isso já fazia ela começando a segurar os remos preparando-se para começar a remar. Seria bom se a resposta não fosse dada pelo jovem príncipe, já que existe uma certa dificuldade em conseguir interpretar os enigmas que o garoto diz. - Ok, isso deve servir. - Diria caso tivesse uma boa resposta. - Até mais, amigos, foi um prazer conhecer todos vocês. E espero não cair no abismo do fim do mundo, né? Hahaha. - "Calma, uma hora alguém vai explicar para ele."

Red então começaria a remar para longe do porto. Ele não fazia a menor ideia de para onde estava indo, então se algum de seus companheiros apontasse para a direção correta, ele mudaria a direção da remadas para seguir para lá. É realmente uma loucura sair para alto mar a essa hora da noite em um mar frio como o North Blue, e fica ainda pior se você considerar que o navegador não sabe nada de navegação e está com uma das pernas imobilizadas… Porém, aparentemente a vontade dos deuses queria que desse certo, pois as águas estavam tranquilas e o tempo perfeito para o vinteriano partir em sua jornada.

- AH! NÃO! ME ESQUECI DE UMA COISA. - E quando se lembrasse disso, Red pararia na mesma hora de remar o bote e tentaria ficar de pé, voltando a olhar para trás em direção ao porto de Minion Island. - JON SNOW!!!! - Gritaria o mais alto que conseguisse na esperança de que o patrulheiro ou qualquer outra pessoa/animal fossem capaz de lhe ouvir. - O LANCE DA MÃOZINHA!! ME MOSTRA O LANCE DA MÃOZINHA!!! - Ele apontaria para a sua mão para ficar mais fácil a compreensão do seu pedido.

Quando se lembrou do assunto, Red já havia começado a remar para longe, portanto a distância que o vinteriano estava do porto poderia ser o grande dificultador para ele matar de uma vez por todas essa curiosidade. Se Jon Snow não ouvisse ou se recusasse a fazer, se a vista de Red fosse incapaz de enxergar essa distância ou mesmo nesse escuro da noite, ou então se qualquer outra coisa bizarra acontecer para impedir que o vinteriano pare de sofrer por conta disso… Então essa seria a reação dele:

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- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!

A curiosidade poderia matar Red Albarn de uma vez por todas. Ele levaria as mãos ao rosto e soltaria um grito de raiva tão forte que a pressão sanguínea na sua cabeça iria explodir lhe fazendo soltar sangue pela boca, nariz e olhos. O vinteriano então perder a consciência e cairia para trás no bote, mas caso fosse cair para fora da embarcação, seria bom Henry lhe salvar segurando-o antes do pior. Se esse cenário se concretizar, é porque Infelizmente os deuses não querem ver Red feliz hoje e talvez até estejam achando graça de tudo isso.

Porém, se de alguma forma o vinteriano conseguir ver finalmente o “lance da mãozinha”, então a sua reação seria um pouco diferente… Um genuíno “poker face”.

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- Não acredito que é só isso… HENRY, EU VOU VOLTAR LÁ E BATER NESSES FILHO DA PUTA! MYSTRAS, SEU EMOCIONADO MALDITO! EU ACREDITEI QUE ERA ALGO INCRÍVEL! - E explodindo de raiva por não ter feito jus às suas expectativas, Red tentaria voltar a remar na direção do porto, mas talvez sua falta de noção de para que direção deveria ir acabasse lhe fazendo remar para lugar nenhum ou mesmo Henry lhe impedisse de alguma forma (“HENRY, ME LARGA! ME DEIXA IR LÁ!”), o que importa é que no fim ele acabaria se acalmando e voltando ao seu caminho de sempre.

Seja qual for a conclusão que Red Albarn terá sobre o lance da mãozinha… As duas possibilidades ele não sairá satisfeito. Tudo dependerá de como os deuses vão querer brincar com ele dessa vez.

“♫Se a canoa não virar, olê olê olá, Red chega lá!♫”

~~~Transição~~~

Apesar do horário que partiu, o vinteriano não conseguiria dormir durante as primeiras horas de viagem, que inclusive ele não passaria o tempo todo remando, afinal ele não tem tanto fôlego e força assim. Assim que já tivesse alcançado uma boa distância de Minion Island e existisse apenas água e o horizonte iluminado pela lua, Red pegaria a tesoura do kit de jardinagem em sua mochila e começaria a escrever nas pedras da pulseira dada por Sonja. Sua intenção ali era marcar por todo o acessório o símbolo da “Runa Dagaz” (ᛞ), e caso o lobo que o acompanhava mostrasse interesse no seu trabalho, o vinteriano sorriria e começaria a explicar:

- Essa é uma das runas que existem no antigo alfabeto vinteriano, se chama Dagaz, ou Daeg, ela sempre foi a minha preferida, mas hoje acho que compreendo melhor o porquê. Ela é uma das runas que não possui um lado negativo, e dizem que nela encontra-se a presença do despertar da alma, do anseio por um novo ciclo, e que com ela você sentirá seu corpo envolto em uma energia mágica que te impulsionará às realizações, pois seu espírito pedirá por isso. Ela representa a letra D e pode significar luz, sol… Ou amanhecer. - Quando terminasse sua explicação, Red talvez já estivesse com todas as pedrinhas marcadas com o D (ᛞ) da runa Daeg e portanto colocaria ela novamente ao redor do seu braço esquerdo, agora sorrindo por conta de todo o significado e poder que tal objeto traria para ele. - Ficou mais bonito, não acha? - Diria mostrando para o lobo, nesse caso, independente de toda a explicação anterior ter ocorrido ou não.

Depois que guardasse a tesoura na mochila, Red tentaria tomar um daqueles leites de búfala citados por Bran, isso é, se o príncipe havia se lembrado de colocá-lo ali junto com o restante dos suprimentos para a viagem. Se de fato tivesse alguma garrafa ou algo parecido servindo como recipiente para a bebida, o vinteriano a pegaria, abriria da maneira que desse, e beberia todo o conteúdo de uma vez, pois assim evitaria alguma ânsia de vômito caso fosse muito ruim. Se isso de fato era tão bom pros ossos quanto Bran dissera, então quem sabe a recuperação da sua perna acontecesse mais rápido do que ele imagina.

Falando em perna, sabendo que todo esse gesso poderia acabar sendo uma âncora para o seu corpo caso viesse a cair na água sabe-se lá por qual motivo, Red já estaria preparado para puxar a sua espada da bainha e usá-la para cortar o gesso se isso fosse necessário para salvar sua vida, mesmo que acabasse fazendo alguns ferimentos e atrasando ainda mais a regeneração. Porém, se tudo desse certo durante a viagem, ele provavelmente não precisaria se preocupar com isso, e quem sabe o fato dele estar fazendo isso durante a noite não seja um ponto positivo para o sucesso… Afinal, vai que as perigosas criaturas marinhas do pólo norte são diurnas.

O cozinheiro também se atentaria a fazer refeições rápidas para ele e Henry durante alguns momentos da viagem, principalmente antes dos cochilos que ele tiraria para dar uma descansada. - Henry, fica de olho aí, vou dormir um pouquinho. - Diria em situações do tipo onde o bote ficaria totalmente a mercê da maré.

A viagem talvez fosse mais longa do que o vinteriano gostaria que fosse, portanto ele alternaria alguns turnos entre remar e treinar movimentos com a sua espada, claro que tudo isso sendo feito sentado, portanto os movimentos de espada não eram muito complexos, porém importantes para aprender mais sobre o peso de sua arma e até mesmo a velocidade em que ele alterna de uma mão para a outra. O treinamento de sua mão esquerda talvez pudesse começar a mostrar resultados aqui, não apenas por conta desses pequenos exercícios com a espada, mas também por conta das remadas contínuas que precisavam ser feitas por ambos os lados na maior parte das vezes.

“Ao sair de Minion Island durante a noite para encarar a escuridão do desconhecido sem sequer temê-la uma única vez, Red estava provando aos deuses, e a ele mesmo, que este era o melhor jeito de ir em direção ao caminho certo. Ao seu destino final.”

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“Ao amanhecer.”

Red Albarn e o Alvorecer de um Herói - FIM!


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Narração
Falas do Red
"Pensamentos do Red"
"Falas do 'Narrador'"
"Falas da Chessy"
"Falas da Kemya"
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