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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Phantom Blood

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MensagemAssunto: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQua 22 Jan 2020, 14:14

Relembrando a primeira mensagem :

Phantom Blood

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Kauwela Honua, Ágda Skyblazer e Masaki Rim. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyTer 19 Maio 2020, 03:32

 

Sky.

Poupando-se do esforço de pisotear seu recém conhecido mestre, Sky se dirigiu até um grupinho de humanos que conversavam entre si, onde um casal de surfista acabaram de retornar e deixavam suas pranchas abaixo do braço. - As ondas nesse horário são muito violentas, Kino não sei porque você gosta tanto surfar agora. - Disse a surfista de cabelos pretos na altura dos ombros com a metade inferior descolorida. O assunto era interrompido pela tão grandiosa presença de Sky, eles ficavam um pouco surpresos por ver alguém de uma raça tão distinta na praia, mas não se incomodaram com o tamanho da ruiva, e o outro surfista mais alto que a mulher respondia a gigante. - Se chama surf, nós usamos essas pranchas para dominar as ondas. - O surfista em questão exibia sua prancha amarela com flores azuis estampadas, o questionamento da gigante fora respondido casualmente, talvez não fosse tão incomum para eles explicarem o que é surf para alguns turistas, mas a pergunta subsequente fez todos os pequenos humanos se entreolharem sem saber muito bem o que dizer. - Nunca parei pra pensar no motivo, eu gosto de surfar porque é divertido, curtir as ondas do mar em cima da prancha, eu me sinto andando sobre as águas. - O tal surfista parecia demonstrar uma boa vontade além do normal ao falar com a gigante ruiva, o que fez a outra surfista olhar torto para o jovem rapaz e de maneira nem um pouco sutil acertou as costelas dele, nitidamente fingindo que não foi proposital. Mas de qualquer maneira todos deram respostas parecidas, não havia nenhum motivo especial, eles simplesmente surfavam porque gostavam do esporte. Conversando por poucos minutos Sky descobriu também que na praia de Sand Town ocorriam torneios de surf esporadicamente, onde os melhores competiam entre si para exibirem suas habilidades.

>><<

Já em frente ao quiosque havia uma placa grande e colorida na fachada com letras chamativas. "Surf n Fish" atrás do balcão estava um homem relativamente alto em relação aos humanos, com longos cabelos negros ondulados, sem camisa deixando visível diversas tatuagens em estilo tribal que cobriam praticamente toda a extensão superior do corpo, o homem também usava um colar de ossos bem artesenal, o sujeito estava servindo coquetéis para algumas senhoritas sentadas na frente da bancada que conversavam de assuntos supérfluos como brigas de namorados e fofocas sobre a vida alheia, apesar da altura ele tinha pouco mais de ⅓ do tamanho da gigante. - Aloha! Meu nome é Kalulu Mahina, você veio lugar certo, não há ninguém que faz pranchas tão boas quantos as minhas, e sou o melhor instrutor de surf que conheço.- O homem cruzava seus braços largos em frente ao peitoral e sorria cheio de confiança em suas palavras para a gigante.


Mas então Kalulu coçou seu queixo largo isento de pelos enquanto encarava a gigante estando um pouco pensativo. -  Mas não poderei te ajudar hoje, o sol irá se pôr daqui pouco e surfar no mar escuro com ondas violentas é sinônimo de tragédias. - Ele aparentava ser mais decente que o mestre preguiçoso, e justificava seu ponto para a gigante enquanto se preocupava com o bem estar da mesma.

Nesse momento também outra gigante presença dava o ar de sua graça em frente ao quiosque, uma mulher da mesma raça de Sky, apesar desta não ter certos atributos tão desenvolvidos quanto a ruiva bronzeada, e olhos azuis da "pequena gigante" ficando pouco abaixo da linha dos ombros de Sky, a mulher tinha cabelos brancos lisos na altura dos ombros com um laço azul no topo da cabeça, ela também trazia uma prancha de surf branca abaixo do braço e trajava um maiô com a mesma cor do cabelo. - Oooh! - A gigante estava boquiaberta de surpresa por encontrar alguém da mesma raça, mas logo sacudiu a cabeça e foi falar com Kalulu.

Se Sky bisbilhotasse a conversa dos dois teria escutado Kalululu chamar a gigante de Hild, e que a mesma havia quebrado e danificando os "lemes" de sua prancha enquanto surfava numa encosta onde as ondas são maiores e por consequências mais desafiadoras, então Hild foi até o Surf n Fish para ter sua prancha consertada. - Você continua surfando naquela praia de pedregulho, mesmo comigo te avisando para não ir lá. - Kalulu estava visivelmente irritado com Hild, mas não negava ajuda, afinal ele não queria privar a mulher de surfar, e ao menos era a prancha quebrada e não a gigante. Hild por sua vez somente coçava as costas da cabeça enquanto sorria sem graça sem conseguir pensar numa desculpa, pois provavelmente já inventou todas que podia para continuar a se aventurar naquelas ondas.

O sol agora começava a descer no horizonte deixando céu com uma coloração vermelho alaranjada, o número de surfista no mar havia reduzido bastante, ficando somente os mais experientes e audaciosos para navegarem sobre as ondas altas e ferozes do final da tarde.

Quantidade aleatória (1,10) :
2
1 ou 10 Você escolhe. 2-5 Sky. 6-9 Ágda.


Honua.

A alegria contagiante da sirena de fato tirava a concentração dos alunos que estavam mais próximos, eles se assustaram um pouco pelo grito repentino e se atrapalharam, mas nada grave, Raiki por sua vez vendo que sua tão estimada aluna forçava-se a conter toda a empolgação, dava a ela um tapa com os dedos abertos nas costas da sereia entre os ombros, a região acertada ardia um pouco e o gesto fez soar um estalo alto, mas não chegava a doer de fato. - Você conseguiu mesmo. - O gesto havia sido um reflexo involuntário por parte de Raiki, uma mania brusca talvez de demonstrar que ficou feliz pelo progresso de Honua, e também como se quisesse dar um empurrãozinho para ela não ficar tão preocupada com a exaltação, tanto que em seguida ele colocou os punhos cerrados sob a cintura e soltou uma gargalhada abafada. - Tudo bem extravasar um pouco do ânimo Kishishishishi…! - Com os olhos fechados o mestre da floresta parecia até mais infantil enquanto ria naquele momento, era como se ele estivesse olhando para si próprio na época onde ainda era apenas um aprendiz.

>><<

A sirena que havia entrado num estado introspectivo de reflexão desenvolveu uma linha raciocínio para lidar contra o novo obstáculo, a teoria poderia ser apropriada mas colocá-la em prática até atingir a perfeição ou ao menos o necessário para fatiar o bambu necessitou de mais repetições, as árvores flexíveis apenas bambearam um pouco nos primeiros golpes que recebiam, a medida que a sirena limpava sua mente e focava-se mais na respiração, a árvore aumentava a angulação de seu balançar, chegando a envergar a ponta para baixo, mas logo retornava para a posição inicial se mantendo intacta.

O afunilamento presumido pela sereia começava a ser exercido após algumas horas de repetições, o reflexo deste acúmulo da respiração ainda não controlada perfeitamente era visível no bambu que aumentou consideravelmente a envergadura para amortecer os ataques cada vez mais efetivos que recebia, e como se de fato estivesse a debochar de Honua o bambu também começava a ranger. **NHIEEN! NHIEEN!** Estes rangidos ficavam mais altos assim como balançar sinuoso evidentemente maior, e esse ruído era repetido incansavelmente pela árvore que resistia a Honua.

Pouco mais de um dia se passou com as árvores elásticas caçoando da sirena. **NHIEEEN! NHIEEEN!** Neste ponto era como se as mãos de Honua estivessem fluindo com mais leveza, semelhantes a um leve chuvisco, porém os ataques feitos por ela estavam inversamente mais pesados e impactantes, o bambu provocativo resistia bravamente, porém Honua após praticar inúmeras vezes o mesmo movimento junto da respiração sentia como se houvesse algo envolto de sua mão, não era palpável ou visível, mas como se uma fina camada energética a envolvesse, o ar que fluía pelos pulmões percorria todo o interior do corpo como uma cascata de água, e parecia acumular-se em suas mãos.

O golpe seguinte havia comprovado a teoria da sirena, que foi capaz de acumular toda a força da respiração num ponto pequeno, apesar de ter sido principalmente com as falanges médias e distais, e desta vez ela pode sentir seus dedos atravessando o fino tronco da árvore como se fosse uma lâmina de água. Mas desta vez nada acontecia com bambú, ele ainda estava ali, mas desta vez imóvel, sem o típico balançar, ao menos foi assim por um instante, logo um fino corte abria-se na árvore, que escorregava sobre o próprio tronco e tombava para trás. **FUOoon** Um barulho oco e abafado fora escutado pela sirena, e a árvore agora estava caída diante seus olhos. Neste momento Raiki que estava sentado com as pernas cruzadas em cima de uma pedra observava a sereia a alguns metros de distância e ficou com o olhar surpreso por mais esse progresso de sua aluna, então o mestre da floresta caminhou até ela e afagou-lhe os cabelos, deixando eles um pouquinho bagunçados. - Parabéns Honua. - Os olhos de Raiki brilhavam de alegria e estranhamente de tristeza também, afinal ele sabia que logo menos perderia uma aluna muito esforçada.

>><<

- Agora você precisa por em prática o que aprendeu até agora, mas se não conseguir terá de começar tudo do zero. - Raiki dizia se fingindo de malvado, mas falhando miseravelmente, apesar dele não ter tentado de fato ser intimidador. - ...espero que não consiga tão rápido…- Dizendo a última parte em um sussurro quase inaudível, mesmo que na verdade ele deseje o sucesso da sereia, ele ainda gostaria de ter a companhia agradável da sirena por mais algum tempo.

Honua então seria acompanhada por Raiki de volta ao dojo, e lá teria algumas horas para se recompor, repor as energias e descansar, enquanto isso o mestre da floresta organizava uma espécie de partida de graduação. Os alunos de quimono branco estavam sentados sobre os joelhos formando um círculo ao redor do tatame, Honua deveria ter uma partida treino com um dos alunos, este que por sua vez era duas cabeças maior do que ela, porém mais magro, deixando a diferença de pesos menos problemática, além do tal aluno não ser das turmas mais avançadas.

Com os dois adversários de frente Raiki daria início ao combate, onde o próprio estava no papel de juiz, para monitorar o desempenho de ambos e principalmente interferir na luta caso se torne uma briga violentamente excessiva. E acreditem em mim, ninguém ali vai querer a interferência de Raiki.


Rim

Hana não negava a aproximação um tanto impertinente do ser alado que dava indícios do motivo de sua queda do reino do céus. - Você tem razão. - As pupilas da jovem se dilataram ao ver e escutar Rim tão próxima de si, ela inclusive trazia o celestial para mais perto de si para mantê-lo mais confortável durante a cantoria, percorrendo com a mão pelas costas de Rim e apertando sutilmente a cintura dele com a mão, enquanto afagava-lhe a plumagem esbranquiçada.

A tão sugestiva melodia chegava aos ouvidos daquela jovem ruiva, que estranhamente demonstrava dificuldade em se manter focada no garoto sentado em seu colo, as bochechas ficaram ruborizadas mas não por timidez, enquanto ela apertava suas coxas uma contra a outra e firmava os dedos com um pouco mais de força, na ilha coberta por neve havia um foco incêndio, mas este ardia no interior da ruiva.

Hana que fora conduzida a ficar mais confortável no colchão, se encontrava um pouco receosa e confusa, mas o interesse e curiosidade a fez mover sua mão até o local ocultado por Rim, e numa sintonia oposta as espadas eram escondidas e expostas. A ruiva por sua vez também se expôs ao ter o segredo de Rim descoberto, Hana agora havia libertado-se das incertezas e receios que pairavam sua mente, por um segundo ela cogitou repreender o anjinho inocente pela travessura, mas isso poderia esperar, afinal ela apreciava a idéia de ser salva por um celestial tão atraente.

A jovem mulher de cabelos avermelhados envolvia o rosto de Rim com as mãos e o trazia para mais perto de si, deixando que seus lábios ligeiramente vermelhos pudessem ser tomados com mais intensidade, e com a outra mão Hana apertava com firmeza o motivo de perdido o receio e se certificava de percorrê-lo prazerosamente de cima a baixo, então as vestes foram sendo tiradas uma a uma.

Com o as mãos do celestial travesso demonstrando tanta piedade em satisfazer a jovem ruiva, a mesma demonstrava estar muito receptiva para a atitude tão benevolente do diabinho em pele de anjo. A noite prosseguia com a ruiva mantendo o celestial laçado no quente aconchego de suas coxas, Rim poderia sentir os dedos das mãos delicadas da ruiva se estreitando contra os ombros, e involuntariamente alguns arranhões eram feitos, enquanto Rim era puxado contra aquela labareda, os pés da ruiva se dobravam e retorciam ao mesmo tempo enquanto ela se libertava do incêndio num gemido agudo e prolongado, mas para extinguir por completo as chamas da ruiva foi necessário que Rim demonstrasse suas generosidade mais uma vez, até ambos se darem por satisfeitos.

A ruiva se aninhava no peitoral de Rim e recebia carícias no cabelos avermelhados enquanto abraçava o celestial tocando as asas dele com as pontas dos dedos. - É o que dizem, os bonitos com rostinho inocente são os piores. - O adjetivo pior era utilizado como sinônimo de libidinoso pela ruiva, que apesar de parecer estar reclamando na verdade sorria de maneira meiga, e pressionava o rosto com um pouquinho mais de afeto contra Rim.

>><<

A manhã seguinte chegava com o cantar alegre dos passarinhos brancos na janela do quarto onde Rim estava hospedado, os raios de sol iluminavam o local, a caneleira avermelhada ainda estava deitada sob o corpo do celestial, Hana sem querer acordava o anjinho impertinente enquanto passeava com o dedo pela asa enegrecida que cobria parte das costas da mulher. - Bom dia dorminhoco. - Dizia ela num tom leve e brincalhão, fechando seus olhos e lábios a espera de um cumprimento mais caloroso. - Ôh! Eu nem perguntei seu nome… - Hana pensaria alto no momento em que ambos estivessem se vestindo para deixar o quarto, então a face dela ficou subitamente mais vermelha do que um tomate.

[spoiler="Personagens Importantes, (Ou não)"]
Kalulu:
 


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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQua 20 Maio 2020, 23:31


A Lutadora, a Surfista e a Pegadora - Treino Parte 1 (4/5) Posts

Dentre os grunhidos caóticos do Bambu, encontrei a paciência de uma maneira aliada, tanto os minutos quanto as horas passavam, enquanto ele continuava a dançar diante dos meus olhos, seguindo seu próprio ritmo, com toda certeza rindo da minha cara. O entardecer me deixava paranóica com aquele som, eu ouvia os outros tentando o mesmo, mas não me atrevia a olhar para os lados, só conseguia me perguntar, vezes entre as distrações, como diabos todo aquele som podia ser suportável.

Mal consegui passar a noite naquele treinamento, era um teste para mais do que respiração, se concentrar com todo aquele barulho irritante era mesmo complicado, mas não daria a Raiki a oportunidade de me ver posta grosseira diante de um mero pedaço IMBECIL DE BAMBU! Mas socá-los mais forte não faria diferença, não podia nem me dar ao luxo de irritar como do comum e dar um soco forte naquele maldito, desisti da ideia quando vi um outro fazer isso, mal pude conter-me posta em vê-lo sendo atingindo em cheio no nariz pelo bambu.

Minha mão já não estava mais tão dolorida, mas podia facilmente evidenciar os roxos na mão pelas pancadas no bambu, vez ou outra acertar com tamanha precisão acabava movimento um pouquinho pra cima ou pro lado, isso quando não acertava de mal jeito algum osso e deixava dolorido por alguns segundos, era algo latente, conseguindo ainda ser tão incômodo quando bater o punho fechado em uma tora com as mãos nuas.



Ah claro! Eu deveria estar falando do meu treinamento! Mas não tem mais muito do que eu possa dizer, vocês precisam sentir, e não é bem assim tão fácil descrever uma evolução interior, mas posso dizer que é verdadeiramente libertador poder olhar para todos aqueles feitos e saber que você mesma o fez, dava quase para duvidar, eu até mesmo fazia isso às vezes, mas os hematomas na mão me ajudavam a lembrar de todo o trabalho duro, o que me faz pensar se as outras garotas estavam tendo um trabalho tão árduo quanto o meu - Imagino que as outras também estão dando duro mestre Raiki - Disse olhando para ele, seus olhos brilhantes cheios de alegria, eu m-ma-mal conseguia encarar ele - N-não me o-olhe a-a-assim mestre Raiki se não eu vou chorar - Era de alegria, mas aquele olhar de orgulho me traziam boas memórias, mas mais do que isso, me deixavam também orgulhosa de mim mesma.

Secando as lágrimas com as costas da mão, enfim tive mais um tempo para descanso, era escasso naquele lugar, qualquer minuto deveria ser mais aproveitado - ÉEEh?! Do zero?! - Ele não soava intimidador, mas era apavorante ter que pensar em cortar madeira e bambu com as mãos novamente, mesmo que eu já tivesse conseguido antes - Sei… Você apenas quer que eu fique mais tempo aqui, mas como disse antes, vou acabar o treinamento antes da outras Tehehe! Falando nisso senhor Raiki, acha que elas vão se sair bem? Quero dizer, as outras regiões devem ter desafios bem diferentes … - Fico pensando o que a anjinha estava fazendo, neve, hmm, coitada deve estar tendo que enfrentar as temperaturas baixíssimas como prova do treinamento, e nem me fale do treinamento do deserto e ter que suportar aquele calor fumegante.

Fá-lo-ia, meu descanso, em um lugar incomum, depois da janta e do banho que eram rotina em horários específicos, pûs-me deitada sob o futon para observar as estrelas, era bom poder ver a imensidão azul e se imaginar um pouco nadando naquilo, ou o que quer que havia no meio de tamanha imensidão, mas um passatempo divertido era de procurar as constelações, talvez eu pudesse fazer isso com o mestre Raiki depois de terminar o treinamento, se o tempo nos permitisse, era bom passar um tempo no dojo, as pessoas eram gentis e bem focadas, muito diferente da movimentação na ilha da qual eu vim.



- Tá legal! Ô pessoal, pessoal! Animação, acorda pra cuspir! Deus ajuda quem cedo madruga! - Uma voz incômoda me acordava logo cedo, bem a tempo de ir treinar juntamente com os outros alunos, por sorte, ninguém mais ali parecia ouvir aquele som estridente de gongo tocando logo de manhã, mas fiquei por alguns minutos me perguntando por que diabos aquela lagartixa falante veio me acordar, provavelmente só mais um espírito zombeteiro zanzando por aí, ou quem sabe ele tivesse alguma ligação com aquele templo muito antes de eu sequer existir, em todo caso, ele se parecia com uma daquelas estátuas de guardião do templo.

Meu último teste enfim chegou, para minha surpresa, um tanto negativa, era um confronto com outro aluno do Dojô, provavelmente tão iniciante quanto eu, mas minha vontade era um tanto pequena, não era muito fã de lutas - Temos mesmo que fazer isso? Não sou muito de brigar - As provocações, se é que fosse ter alguma, seria o pior dos problemas, eu só não era muito adepta com a ideia, mas uma coisa insignificantes me fez mudar de ideia.

- Você não precisa espancar o cara até a morte! É apenas um combate tranquilo de técnicas, como dois alunos civilizados - Sebestian finalmente aparecia para dizer alguma coisa sensata - Hmm… Você tem razão, não pensei na ideia de lutar com ele apenas como um modo de treinamento, é que eu não sou muito para confrontos, mas acho que vai ser interessante - ... - Você me chamou de insignificante?! - Xiiu! Concentração, era a chave para todo aquele treinamento então seria bom mantê-la mais um pouco, era hora de afastar as distrações da cabeça.

Certo! Então ninguém aqui sairia na pior ou de maca? Ao menos eu espero que não, odiaria ter que ficar com peso na consciência por causa disso, mas sou tão desacostumada a lutar que nem ao menos conhecia algum rito de batalha, apenas as poses de iniciação do Karatê Tritão, na verdade … eu conheço um Haka! -  Kapa o pango kia whakawhenua au i ahau! Hi aue, hi! - Se há alguma forma de sentir energia nas palavras, bem, é notório que dessa vez me fizera transbordar mais confiança, a continuação daquele rito continuava em minha cabeça, ao passo, que podia sentir uma chama ardente no peito.

Partiria para cima dele sem esperar um avanço, mas também considerando que este pudesse fazê-lo, em ambos os casos meu objetivo seria o mesmo, ir para frente serpenteando o caminho com a longa cauda, tentando manter o tronco o mais rente possível ao chão, mantendo as mãos livres e prontas para projetar um ataque, sempre visando golpeá-lo durante um momento de distração ou contragolpe, estes os quais manteria os ensinamentos acirrados acerca do treinamento, embora agora fosse ainda mais difícil encontrar um momento de concentração, como diabos eu conseguiria não pensar em nada com um alvo agora móvel e que raciocina? Bem, o esforço teria que agir, e nada melhor do que um desafio mais do que complicado para isso. Iria abrir esses instante usando a cauda, querendo fazê-lo tropeçar ou perder a passada nos golpes, mas sempre a uma distância pequena, não querendo dar chance para que este pegasse distância ou impulso para armar um golpe.

Tentando manter a mente mais limpa, pensei apenas em movimentos simples, sem muitas surpresas, para esquivas tentaria me manter bem próxima a ele, alvos grandes eram mais fáceis de se golpear, mas eu estava contando com meu caráter esguio para sair da margem de ataque, serpentear a cauda para forçar o corpo a se contrair para uma direção diferente dos golpes, também iria tentar empurrar o chão usando a cauda, jogando o corpo para os lados e/ou para frente somado com as curvas duvidosas. Não seria uma tarefa fácil, ainda mais pelo motivo de eu não estar focada em calcular direções, mas sempre que possível, iria me esquivar indo para cima, isso abriria alguma brecha em sua defesa e então seria hora de dar-lhe algum golpe em cheio, carregado num só ponto usando também a umidade ao meu favor.

Para meu movimento principal, iria em direção àquele com intuito de envolvê-lo em minha cauda para restringir seus movimentos, primeiramente as pernas, para que não pudesse escapar, já entendendo que eu poderia ser focada nesses instantes em que demoraria até que eu conseguisse restringir o resto do corpo, moveria meu tronco para as costas dele, em um ponto onde não pudesse me golpear tão fácil e ficasse mais propenso a receber mais dos meus socos energizados pelo treinamento do mestre Raiki. Assim que o tivesse completamente envolto e restrito, daria margem para o movimento final, com os braços livres, agora proferia certas palavras … - Votre âme l'âme boa - Estas quais, me trazia a um impulso tal como o de uma breve possessão, despertando a descarga elétrica, a mesma da qual acabei acertando a gigante quando nos encontramos pela primeira vez, eu conseguia causar essas descargas quando submetida a grandes impulsos espirituais, seja cair de uma grande altura e ter uma experiência de quase morte ou experimentar breves instantes do controle doutro espírito me faziam ter essa espécie de “efeito colateral”. É claro que o golpe não seria forte o suficiente para machucar o rapaz, mas seria o bastante para deixá-lo um pouco desnorteado considerando isso no MELHOR dos casos.


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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQui 21 Maio 2020, 17:46


Post 16

Então eles surfam pelo momento, a sensação de controle e liberdade, como imaginei.

“Bom, eu suponho que raramente alguém pergunta sobre coisas auto reflexivas assim, não foi uma má resposta.”

***

Sorria de volta frente a confiança de “Kalulu Mahina”, seria bom se o falastrão de fato seja o homem de que tanto se orgulha.

- Não me incomodo em não ir pro mar hoje. Mas dúvido que tenha uma prancha dessas que me sirva não? Não é possível construir uma no pouco sol que resta? Ou é um processo demorado? Eu mesma farei, só preciso das instru- [...]

A exclamação surpresa por trás de meus ombros me tomava a atenção, e enquanto a outra parecia boquiaberta em me ver, minha reação era quase oposta, de lábios selados e dentes forçando-se uns contra os outros. Avistar uma outra gigante em um lugar tão distante me trazia péssimas lembranças. Não tinha como saber se ela era um exilada como eu, ou uma traidora ao lado de Elbaf. Por isso, ficava extremamente desconfortável.

Ouvindo a bronca que ela levava, minha mão esquerda ia até meu ombro, alisando-o e estendendo o ato até as costas da nuca num gesto pacificador. Desconforto é uma palavra banal para descrever, estava em fato nervosa, sem saber o que fazer a seguir.

- N-na verdade me lembrei de outra coisa que tenho que fazer. - Dizia à Kalulu. - Voltarei amanhã.

E assim num tom esquisito e um tanto evasiva tentava me afastar do quiosque, de minha “parentesca”.

***

Voltaria ao local de antes, procurando de vista se o mestre baiano preguiçoso ainda estava no mesmo lugar. Se estivesse andaria até ele, parando no quiosque entre o caminho e pegando um coco.

- Coloca na conta dele. - Apontaria para Zwluak caso reclamassem.

Sentava ao seu lado com peso, talvez ele me notasse antes, mas quem sabe o tremor no chão confirmasse isso, colocava o coco em sua frente.

- Não confunda as coisas, só estava no meu caminho e por isso eu trouxe.

Diria num tom emburrado, juntando os joelhos envolvidos com ambos os braços para então apoiar o queixo neles. Com olhar fixo no oceano seguia o trajeto das ondas. Muitas das memórias de Elbaf não me eram agradáveis, e isso mexia comigo. Ágda teve sorte, provavelmente tem as partes boas como lembrança, esse não é o meu caso. E pensar que haveria uma deles aqui, surfando casualmente como se o resto não importasse.

- O que tem de tão ocupado em ficar aqui deitado? [...] Sei… [...] Ei, já que eu te trouxe o coco, dá pra gente fingir que já é amanhã e você me fizer o que eu tenho que fazer pra você começar a me treinar? - Soltava um sorriso meio dissimulado propositalmente, talvez pra mexer com ele? Ou quem sabe como distração própria, tentando afastar os pensamentos ruins que vieram com as memórias desagradáveis.

- Não é que eu precise mesmo disso. É meio que uma promessa sabe? Por mais que você queira que eu volte no dia seguinte, e de novo, e de novo, eu não posso voltar atrás.

***

Caso novamente fosse recusada ou apenas não o encontrasse mais ali, se é que o homem teve força de vontade pra levantar mais de uma vez da sua canga no dia, procuraria um local mais isolado na praia, onde esperaria o anoitecer, lendo os mapas que chamam de estrelas até adormecer com fome.

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Inventário

Berries:
996.000

• Diário
• Pena
• Tinta
• Corda
• Troncha
Personagem

Vantagens:

• Boa Aparência
• Ambidestro
Adaptador


Desvantagens:
• Múltipla Personalidade
• Devoção (Encontrar as Relíquias do Ragnarok)
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Encontrar os Outros
• Aprender Hamon (Wushu)
• Aprender a surfar
Comprar um diário e caneta ou pena com tinta (tamanho gigante)
• Me divertir
• Aprender costura como Ágda
• Aprender Capintaria
• Compras no mercado (diário, tinta, pena , troncha e corda)

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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQui 21 Maio 2020, 20:09


Selaria meus lábios em contraste com a boca da ruiva demonstrando a paixão ardente em meu corpo, recebendo a com um bom dia aconchegante, traçando o movimento das minhas mãos para segurar a volumosidade de suas montanhas, provocando lhe as pontas. Logo ela terá de ir trabalhar e eu igualmente terei de partir sem saber quando irei retornar ou se terei adquirido finanças suficientes para continuar com meu quarto para mais uma noite sonhadora. Incerto daquilo que ainda não fora escrito em minha história decidi não me importar, se a algo que posso fazer irei fazê-lo agora e isso seria dar-lá um ótimo ânimo matinal para despertar com bastante entusiasmo. Já tive diversão suficiente meu foco seria inteiramente em seu prazer, acariciando a maciez de sua barriga, apertando-lhe o traseiro massageando o volume de suas coxas, deslizando sutilmente pelas cobertas beijando sua superfície como se trilhando uma rota até o canteiro de rosas.

Usaria meus dedos para contornar as bordas e gentilmente lamberia seu interior, focando em seu ponto de maior estímulo para receber uma resposta maior ao ato, até que fosse alcançado o ápice dos meus objetivos, relaxaria seus ombros com um sutil cafuné após realizado com satisfação, acariciando lhe as mãos e os pés tratando á como uma realeza. Quando não pudéssemos mais adiar o inevitável, ajudaria a se vestir admirando cada canto demonstrando que até mesmo com o uso de vestuários eu sentia encanto e admiração pela sua pessoa, concluído com a arrumação beijaria a novamente e sussuraria em seu ouvido de forma melodiosa:

Quanto mais eu te vejo mais bela se torna….ahhhh meu nome é Rim, Masaki Rim, espero que tenha um ótimo expediente, irei pegar alguma coisa para comer depois de fazer alguns preparativos para sair, tenho que ganhar dinheiro para pagar as diárias se optar por ficar mais alguns dias, além de precisar realizar um treino de respiração que me indicaram...se souber de algum lugar onde possa trabalhar ficaria agradecido. Beijaria-a após a resposta dando um leve tapa em suas nadegas quando fosse se retirar, demonstrando uma leve piscadinha ao olho esquerdo caso ela retribuisse o olhar.

Antes de sair pegaria meu pai para fazer os cuidados diários assim como o instrumento musical que me foi presenteado, daria a ambos uma ótima higienização e realizaria todas as precauções necessárias para uma melhor qualidade de vida útil , tomaria novamente um banho para  retirar o cheiro das atividades noturnas e voltaria a me vestir com os trajes de inverno pegando todos os meus pertences, descendo as escadas para tomar café.Sentaria me em algum canto não muito movimentando procurando pelo bartender que me atendera anteriormente:

Bom dia, gostaria de alguma coisa para comer, garanto que tenha uma sugestão para essa manhã, ficarei com ela para me abastecer. Entonaria com uma voz apaixonante como se nada desse dia pudesse me desanimar agora depositando os trocados exigidos para pagar a comida saboreando-a lentamente conforme fosse conversando.Aliás sabe qual caminho devo seguir para encontrar a mestre Korra, fui recomendado a treinar com ela quando chegasse aqui, que tipo de pessoa ela é? Recolheria informações para não me encontrar totalmente desprevenido, quando a hora chegasse.Terminando de comer arrumaria os pratos e talheres para facilitar a limpeza e iria me dirigir para a saída para ir até onde Korra estava, dando um leve sorriso acolhedor para Hana seguido de um gesto de até logo caso nos deparámos, levando em conta qualquer sugestão que ela possa ter me dado para ganhar alguma renda ao longo do caminho.
Informações:
 

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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptySeg 25 Maio 2020, 11:02

 

Sky.


Kalulu ficava de olhos mais abertos na direção da gigante ruiva, ele aparentemente ficou feliz pela pergunta da gigante, algo como "a sensação de surfar com uma prancha que você mesmo construiu é a melhor", era algo assim que ele queria mostrar para Sky, mas a própria se interrompia ao notar Hild, afinal a pequena gigante poderia ser uma traidora, e a gigante bronzeada não poderia correr tal risco.

>><<

A presença da pequena gigante afugentava a tão feroz Sky, que agora retornava para seu novo mestre. - Ôôhh! - Zwluak ficava bastante feliz a ponto de se sentar para apanhar os côcos e abri-los com os dedos, improvisando assim um copo. - Valeu mesmo, você, como tu se chama mesmo? Mas achei que você não voltava tsc...- Apesar de estar bem feliz com os côcos a alegria de Zwluak não parecia a mesma em relação a sua nova aluna…

- Eu estou num processo intenso de meditação e concentração, se eu ficar na sombra não perco muita água suando, e os os côcos sempre me mantém hidratado mesmo quando tá quente pra burro, assim posso ficar meditando por mais tempo. **Bwwwwaaaah** Tá quase na hora da sonequinha das 17 - Acho que poucas vezes em sua vida, Sky teria visto uma mentira tão descarada igual a essa, apesar de Zwluak estar com a cara mais limpa de todas e ainda fingia seriedade ao falar, mas o bocejo apenas deixava o óbvio ainda mais óbvio, era apenas preguiça mesmo.

- Já disse pra voltar amanhã. - Zwluak novamente evitava o assunto de maneira nem um pouco sutil, simplesmente deitando-se de costas para a gigante bronzeada, enquanto bebia os últimos côcos do dia, mas desta vez a ruiva se mostrava insistente e o mestre do deserto percebia que não poderia apenas relaxar sob os últimos raios de sol. - Arrrff… Olha lá! - Aponta pro sol quase se pondo. - O elemento do deserto é o fogo, como você espera ser treinada se o fogo tá indo embora e só volta amanhã? A noite nesse lugar é fria igual uma geladeira no inverno, por isso só posso te treinar quando o sol está no céu, e se eu não fizer isso aquele velhote caduco vai encher meu saco. - Dizia Zwluak a respeito de Xinzo muito provavelmente.

O loiro então apanhava a canga e a deixava sob o ombro, enquanto carregava um côco em cada mão. - Vambora, sem preguiça o grandalhona, você já tirou o meu sossego mesmo. - Zwluak então começava a andar com passos rápidos. - Pro dojo do deserto, pra onde mais séria? Tenho que desenrolar um bagulho pra donzela ter onde dormir. - Diria Zwluak se caso fosse perguntado, sua má vontade era nítida, mas ele parecia fazer por causa de alguma força maior, literalmente.


>><<

Se Sky o seguisse chegaria até o dojo do deserto, no meio do deserto (onde mais séria?), a construção parecia ser feita de tijolos, com a mesma cor dourada da areia, provavelmente do mesmo material de origem, afinal não havia nenhum local descascado que poderia indicar pintura, com um grande portão vermelho feito de metal, as formiguinhas no interior pareciam estar se preparando para dormir, e após alguns berros de Zwluak as mesmas formiguinhas montavam um futon saco de dormir improvisado pedaços grandes de tecido. Nem de olhos fechados parecia algo confortável, mas ao menos era melhor do que a areia não?

>><<

Ainda no mesmo dia Zwluak entregaria uma longa corda, trançada por diversas outras cordas, até que ficou com a grossura do pulso da gigante ruiva. - Amanhã cedinho você amarra isso na cintura, e naquela pedra. - Apontando para uma pedra cônica com uns 3m de altura e 2 de largura, localizada uns cinco metros na direita do dojo. - E corre por ai, eu volto amanhã pra te ver, mas se eu não voltar é porque tô ocupado meditando. - Zwluak então se virava de costas para ir embora. - E mais uma coisa, se encontrar algum outro aprendiz preguiçoso na reta, pode passar por cima. - Um grande grito de indignação e medo foi escutado, os alunos pareciam fazer parte de um coral profissional naquele momento, mas Zwluak havia os motivado a correr por suas vidas.


Honua.


Em um questionamento justíssimo e plausível, Honua se perguntava como suas amigas estavam se saindo em seus respectivos treinos, mal sabia a sirena que suas amigas se ficaram preocupadas primeiramente com a curtição e lazer. - Provavelmente elas estão dando duro agora, mas se você está com tempo de pensar nelas talvez eu precise aumentar a dificuldade aqui. - Claro, era apenas uma brincadeira por parte do mestre da floresta, mas poderia muito bem virar verdade, mas de qualquer maneira como aqueles dois poderiam prever o desfecho que as outras duas escolheram.

>><<

A mãe de santo sirena se encontrava com um exu espírito, mas este ao contrário dos demais seres marítimos era um réptil? Ao menos o espírito era generoso o bastante para despertar Honua de seu sono beleza com o soar constante de um gongo espiritual, impedindo-a de se atrasar para a última parte do treinamento com o mestre da floresta.

O adversário de Honua possuía cabelos castanhos claro todo desgrenhado parecendo com o ninho de alguma ave, e parte do cabelo caía na frente dos olhos. - Po-por favor, pegue leve co-comigo. - Diferente do que a sereia esperava, na verdade o oponente parecia estar mais nervoso do que deveria, com as joelhos e mãos tremendo, enquanto juntava um punho cerrado em contato com uma palma aberta e se curvava, cumprimentando sua companheira de treino. Com a sinalização de Raiki, o combate fora iniciado, Honua utilizava de sua causa para mover-se feito uma ardilosa serpente deslizando sob o chão, por alguns momentos a reações de todos o ali presentes pareciam ter desaparecido, eles não faziam idéia de que Honua poderia se mover daquela maneira, deixando os espectadores mais interessados.

O adversário da sirena, após o início do treino parou de tremer, e começou a mover rapidamente os braços, desenhando círculos no ar, e terminando sua postura simulando duas bocas com as mãos dispostas na frente do corpo. - Hôôôôôuuuyáá! - O cabeça de ninho ficava mais abaixado sobre os joelhos flexionados, e avançava contra Honua, ele não se movia rapidamente ou tomava grandes impulsos, os passos dados eram de tamanho "normais" porém firmes e consistentes. Cada passo era acompanhando de um golpe com um dos braços. - Híííáá. - Um direto de esquerda foi dado. - Hôôáá. - Em seguida um cruzado com a direita. Mas para a infelicidade do lutador seus erraram por pouco a sirena, devido a movimentação inumana, além do fato de que o tatame era coberto por uma lona aderente, dificultando assim que Honua deslizasse a toda velocidade, mas parecia lhe dar mais controle para fazer as "curvas" e esquivas com maior facilidade, provavelmente foi o que salvou algum aluno mais desafortunado de ser chicoteado pela cauda de Honua.

A sereia estava aparentemente ditando o ritmo do confronto, limitando os passos de seu adversário que optava por recuar, com seus passos sólidos, mas apesar de ter tentado manter-se na defensiva sem deixar aberturas desnecessárias na postura, o plano da sirena parecia ter sucesso, com ela conseguindo projetar o rabo para trás das pernas do cabeça de ninho, e puxando um dos calcanhares para frente. O lutador descabelado batia os braços em desespero como se quisesse levantar vôo. - Huuôôô. - O corpo balançava para frente e para trás como um pêndulo. Com essa oportunidade a sirena se enrolava no tornozelo de seu adversário e começava a constringí-lo como uma serpente que estrangula sua caça, mas teria sido pelo desespero ou habilidade, o outro aprendiz firmava a perna seu pé suspenso na perna ereta, formando um 4. E com ambas as mãos fazendo uma "mordida" ele golpeava o abdômen de Honua enquanto a sereia estava na metade da segunda volta se seu aperto. - Huuuáá. -

O impacto brusco arremessava a sirena, derrubando-a de costas no chão, após forçadamente ter-se desprendido do cabeça de ninho, este que agora voltava a mover os braços e continuava com apenas um pé no chão, enquanto imitava uma garça…? - Porque ele tá lutando kungfu na ilha de karatê? - Disse a espírito lagartixa, que possuía alguma coerência em suas palavras. Talvez o cabeça de ninho seja fã daquela peça de teatro "Criança Kungfu" onde o personagem principal vai pra outro país aprender karatê com o Jack-san.


Rim


Após recuperar-se da súbita vermelhidão facial espontânea, Hana terminava de anotar seu longo cinza de lã e ajustava uma toca preta no topo de sua cabeça. - Na verdade agora irei para casa, meu expediente só começa mais tarde. - Ela sorria sentindo-se muito bem humorada a ponto de arriscar cantarolar algumas melodias enquanto se vestia. - Você poderia trabalhar aqui, o Sr. Watari pode ser muito rígido, mas com seu talento acho que dá para convencê-lo, e se você quiser… - A jovem ruiva fazia uma pequena pausa para falar, enquanto enrolava uma mecha de seus cabelos na ponta dos dedos. - Eu posso te ajudar com a inspiração. - Apesar da imensa boa vontade de Hana, também não era segredo de que haviam segundas intenções naquelas palavras da ruiva. - Até mais Rim. - Hana segurava nos ombros dos celestial e se inclinava para beijá-lo na bochecha antes de deixar cômodo.

>><<

Watari já estava em seu local de costume polindo a bancada de trabalho com um paninho de branco, com o pedido do hóspede alado o funcionário lhe servia chá preto de baunilha com leite e panquecas doce este que parece ser o café da manhã só dia, e o preço da refeição está incluso na diária. - Korra… - O velho Watari cuidadosamente ajeitava seu monóculo na frente do olho. - Receio que ela seja um diamante, tão bela e cobiçada quanto um, porém inquebrável e praticamente impossível de se ter. - Watari parecia devanear um pouco com seus pensamentos distantes, antes de voltar a conversar com Rim. - O dojo da montanha não é muito longe da cidade. - Dizia Watari agora indo até cozinha sem nenhum motivo aparente.

>><<

Seguindo pelas instruções de Watari o celestial monocromático percorria a cidade até se separar com um corredor de cerejeiras floridas, com as pétalas rosas a cair e flutuar sob o vento. O corredor então ficava mais disforme e logo parecia parte de uma floresta, mas está era estranhamente intuitiva de maneira que Rim apenas seguia o caminho orientado pelo velho bartender, e assim ele chegava no pé de uma grande colina, o celestial sabia que logo acima estaria o dojo da montanha, onde poderia conhecer sua nova mestra.


A subida não era tão inclinada apesar de ter sido quase meia hora de subida para chegar até então na metade, ao menos as roupas não estavam molhadas e assim isolavam melhor o frio. Porém algumas dezenas de metros acima uma silhueta grande e esférica de cor cinza rolava colina abaixo na direção do celestial, uma pedra enorme?



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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyTer 26 Maio 2020, 02:04


Post 17 - Treino 1/5

- Você pode me chamar de Sky. - Respondia de maneira mais simplória do que as outras apresentações cheias de pompa do dia.

- Pffff… - Ver aquela cena enquanto escutava as desculpas esfarrapadas de um humano preguiçoso me fazia ter que segurar o riso, mas não por muito tempo. - Gahaha! Mas que diabos de desculpa é essa? - Não podia conter que, depois de deixar todo o desprezo de lado, as pessoas daquela ilha ao menos inventam coisas engraçadas de se dizer. É uma besteira mas se obrigada a falar com todos estes apenas hoje me fez lembrar como fazia tempo de como eu não ria de alguém assim.

Descobri que seria menos incômodo pra ele me explicar do que ficar me mandando ir embora, e embora sua credibilidade seja um tanto duvidosa…

- Até que faz sentido. - Me joguei de costas deitando na areia com braços abertos tomando um momento para relaxar. Depois de tanta caminhada e procura desde o naufrágio acho que por fim não havia mais nada para fazer aquele dia. De certa forma era um alívio. - E eu achando que você ia me mandar voltar no dia seguinte sempre que o amanhã chegasse. - Fechava os olhos um instante. - Acho que te julguei mal. - Embora dissesse aquilo com uma grande relutância e vergonha, sem nem olhar para ele.

Chegava até a ser uma ironia que enquanto eu me deitava para descansar Zwluak erguia aquela bunda preguiçosa.

- Já acabou a meditação? - Dizia como uma espécie de deboche. - Pra onde? - A má vontade dele era memorável, mas imagino que deva ser pra qualquer coisa e não a mim em específico. - Não é como se você fosse o único a não estar aqui por vontade própria… - Resmungava de volta.

***

- São todos os seus alunos que dormem aqui ou só os sem-teto como eu?

Na verdade não me importava com a resposta, só não esperava que alguém fosse me ajudar de tal forma. Ficava sem saber muito como reagir ao ver as pequenas formigas trabalhando para formar alguma espécie de cama pra mim. Coçava com o indicador a bochecha um pouco avermelhada.

-Obrigada!

“Hmm? Eu disse alguma coisa? Imaginação eu acho.”

Pouco antes de dormir parei para escrever à Ágda. Nada muito importante, expliquei sobre o surf, as pranchas, como funcionam e porque aqueles humano aparentemente arriscam a vida por isso. Por fim escrevi meu desenrolar com Zwulak e sobre o treino, deixei a gigante Hild de fora das memórias. Ainda não tinha certeza o que pensar quanto a ela, enquanto eu guardo rancor de Elbaf, pra Ágda ainda é a esperança de um lugar pra chamar de lar… Talvez devêssemos conversar com ela após eu organizar meus pensamentos…

***

Apesar das condições há muito que já não durmo em um lugar verdadeiramente confortável, então uma noite no dojo na verdade era uma das mais confortáveis e revigorantes que eu poderia ter. Isso no entanto não me impedia de manter o costume de acordar cedo tal qual os primeiros raios de sol aparecem, não estava empolgada pelo treinamento, muito pelo contrário, mas quanto antes eu terminasse isso mais cedo poderia fazer minhas coisas.

Levantava com calma sem fazer muito barulho, indo até a parte mais exterior e me espreguiçando. Buscava um pouco de água e talvez com alguma sorte comida, não demorava mais do que trinta minutos para estar totalmente pronta após acordar. Aproveitava também o momento para observar o dojo e seus arredores.

- Mas esse treino… - Fitava a corda com um certo desapontamento, correr com uma pedra amarrada? Era no mínimo… Fácil demais, um simples exercício de condicionamento não mudaria nada em nosso corpo perfeito. Muito pelo contrário me parecia mais uma perda de tempo. - Bom é só o primeiro dia, ele deve estar só me testando. - Eu espero.

Atei a corda tão forte quanto faria com o nó de uma vela, uma vez presa a cintura estava tudo pronto, a arrancada inicial era a mais importante, uma vez que a pedra já estivesse em movimento não seria difícil mantê-la assim. É uma pena que ele escolheu logo isso como desafio mas eu sou bem confiante em nossa força.

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Com uma arrancada inicial arrancava a pedra do chão com a força dos quadris, e então comecei a correr. O peso da pedra por si só não era muito problema, mas não só correr na areia fofa como também ter o pedregulho cavando-a pelo caminho dificultava um tanto as coisas. Definitivamente mais cansativo, e muita mais força nas pernas era exigida, não demorava mais que trinta minutos para me sentir ofegante, já era difícil manter o vigor naquelas condições logo cedo, sabia que quando o Sol chegasse ao seu pico seria problemático.

- Assim não vai dar certo. Eu preciso conservar energia.

É verdade que meu tamanho tornava fácil carregar grandes pesos, mas um corpo quanto o nosso também precisa de muita energia, e digamos que a dieta ultimamente não foi das mais balanceadas. Esse era meu desafio, manter a pouca força que me restava.

Recomeçava a corrida, desta vez num ritmo mais constante, não podia ser muito rápida para não me cansar muito, mas nem lerda o bastante para a areia me atrapalhar. Em meio a isso controlava a respiração manualmente, em intervalos pausados e cronometrados de inspiração e expiração, tudo para manter o mais longe possível. Zwluak não disse o quanto deveríamos correr, então transformei isso em um treino de resistência, corria até o momento que sentisse que me esgotaria logo. Em seguida uma pausa, nada muito relaxado, 10 minutos contados eram o bastante, sem pausas, enquanto estivesse descansando me mantinha em movimento caminhando, o único momento em que a pedra parava de se mexer era durante o banheiro apenas durante as pausas de 10 minutos.

O trajeto também era muito importante, seria perigoso vagar por um deserto que não conheço, poderia morrer desidratada ou pior. Por isso me mantive na costa, evitando a cidade mas contornando-a.

- Vejamos quanto leva pra contornar essa ilha. - Ele não disse o quanto deveria correr, nem onde, por isso usei a pouca informação que tinha. Se ele me fez treinar apenas hoje pois o treinamento tem que ser diante ao Sol, então só corria enquanto o Sol se mantivesse forte, é entre as três e quatro da tarde que ele começa a perder sua força, era quando direcionava a corrida de volta ao dojo, colocando a pedra no exato mesmo lugar onde estava e guardando a corda dentro do dojo.

Exausta mal descrevia o sentimento, não havia me ferido mas estava quase tão acabada como se tivesse lutado uma guerra. O simples treino de força e corrida se tornou um teste de resistência de dez a onze horas. Os músculos das coxas e panturrilhas me davam a sensação de que estivesse rasgados, e pela primeira vez desde acordei me deitava no chão bem ao lado da pedra. É por isso que não se falta o dia de perna.

*huf huf huf…

***

Após descansar por um instante, mesmo tendo corrido tanto ainda assim não podia relaxar. Caso Zwluak não tivesse vindo me ver, na mesma probabilidade de que um rei do mar não vai atacar um barco, procuraria por ele no mesmo lugar na praia.

- Oh! - Chamava sua atenção. - Terminei de correr [...] Sem pausa pro almoço… - Minha barriga começava a roncar um tanto, visualmente estava cansada, então duvido que precisasse provar algo, duvido que ele fosse desconfiar em primeiro lugar. Se sua resposta fosse indiferente também agiria com indiferença. - Eu te vejo mais tarde então.

Planeja ir até a cabana de surf de ontem, com sorte ainda havia tempo para fazer a prancha. Se Zwluak perguntasse por que decidi parar especificamente naquele momento, pararia um pouco olhando para o céu.

- Parei porque o Sol já tá ficando mais fraco, se continuasse não serviria de nada né?

***

Me aproximava do quiosque buscando o homem de ontem.

- Kalulu né? Eu vim pela prancha como eu disse ontem. Mas antes [...]

*GRRRRRRRRR

- Tem alguma coisa pra comer por aqui?

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Inventário

Berries:
996.000

• Diário
• Pena
• Tinta
• Corda
• Troncha
Personagem

Vantagens:

• Boa Aparência
• Ambidestro
Adaptador


Desvantagens:
• Múltipla Personalidade
• Devoção (Encontrar as Relíquias do Ragnarok)
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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyTer 26 Maio 2020, 03:14


A Lutadora, a Baiana e a Pegadora - Treino Parte 1 (5/5) Posts

- Esse aí tá mais pra Kung Fusão - Rebatendo os comentários do lagartão vermelho, tentava rolar para distante do dançarino das mãos com garrinhas nervosas, aquela pancada no abdômen tinha acertado em cheio, não contei muito com o fato dele conseguir fazer uns movimentos desse estilo, afinal, quem seria o lunático a praticar movimentos de Kung Fu atrelados com o Karatê? - Isso ai é trapaça - Comentei, baixo o suficiente para transparecer ser apenas uma ironia, mas honestamente eu não levava jeito para lutas.

Tentava ganhar um pouco de tempo arrastando pelo tatame até conseguir levantar completamente, tornar outra vez à compostura, não me daria por vencida assim tão fácil … foi apenas … um golpe de sorte! - Pode vir Daniel-San! - Outro comentário irônico por minha parte, mas igualmente baixo já que eu estava apenas tentando estimular a mim mesma no processo, era um pouco desconfortável começar tão mal assim na primeira tentativa, mas eu consegui perceber que movimentos tão próximos deixava o estilo de luta dele no mínimo desconfortável, só que agora com aquela perna erguida ele demonstrava ter mais equilíbrio do que tinha senso de moda.

Em meu próximo avanço faria então uso de um desprender total, pensar em movimentos complicados e combinações estava me deixando maluca, se todo aquele modo automático de golpear sem pensar em nada serviria para algo, talvez fosse agora, não queria correr o risco de falhar e ter de voltar a fazer tudo do início, mas também não iria me tornar uma máquina mortífera gênia do combate d’um momento para o outro. Isto posto, meu avanço serpenteava ao redor daquele, mantendo a cauda mais recolhida. Meu primeiro movimento seria de tentar golpeá-lo em cheio no peito, com o punho fechado concentrando a maior fonte de energia nas falanges, tentando abrir caminho para o golpe um pouco antes com uma finta ou um contra-golpe, esperando que ele pudesse defender ou bater usando o movimento daquelas “garras”, tentaria imobilizar uma de suas mãos utilizando a cauda, ou sequer impedi-la de completar o trajeto a tempo, enquanto com a livre canhota seria responsável por repelir a Destra do menino Larusso.

Aproveitando dos contra-golpes, faria das minhas esquivas um pouco menos mirabolantes, ao invés de contorções absurdas, tentei deixá-lo em um cenário mais confortável para golpear, isso também me abriria brechas, imaginei que com ele tentando, por alguns momentos, me acertar com aqueles golpes cruzados, talvez me desse uma oportunidade valiosa, sendo assim, manteria sempre que possível meu tronco frente a frente com o dele, esquivando, preferencialmente, na diagonal da qual partia o golpe, baixando o tronco e usando o antebraço tentaria usar a força dele ao meu favor, repelindo-o com sua própria força - como nada mais clichê e básico nas artes marciais, é quase que toda aquela baboseira de falar que o treino é só fechar os olhos e se concentrar, parece tão simples falando “eu vou usar a força do meu inimigo contra ele bleh bleh bleh!” só que não era bem assim, lembra de todo aquele papo de respiração Wushu? Oh Yeah baby, utilizaria minha força e concentração nesses pontos focais para criar brechas mais evidentes, um golpe em diagonal? Fá-lo-ia então, em resposta um movimento semelhante, mas como o treinamento do bambu, um golpe rápido, focal e incisivo apenas com objetivo de fazê-lo desviar um pouco do percurso ou que fosse prolongá-lo mais um pouco, dando continuidade, iria então golpeá-lo do abdômen, dessa vez usando o que aprende no treino da madeira.

Golpes mais impactantes nesse tipo de situação, e talvez para uma garota que disse não pensar em nada, você deve me achar meio tagarela na descrição dos movimentos e a relação deles com o treinamento não é?  Bem ... é uma meia verdade.

Dando continuidade à minha saga regada em sangue e suor - claro que um pouco menos exagerada do que isso, eu faria então um “chicotear” com a cauda, mas vamos por partes. Meu movimento inusitado se iniciaria comido colocando um dos braços no chão para me apoiar, com um movimento circular do quadril, tentava puxar a cauda de forma que conseguisse erguê-la no ar e então dar uma bela “rabada” no peito do infeliz - e é claro que depois de tanto fan service isso possa soar meio estranho, mas leve no bom sentido, mas o fato é: Assim que ele fizesse algum movimento, fosse de defesa ou contra-ataque eu iria, durante do trajeto de colisão, dividir a cauda em pernas!

Meu intuito é um pouco óbvio nesse ponto, surpreender o cara! Daí então, tentaria mover ao menos uma das pernas para longe do aparo do rapaz de modo que eu pudesse golpeá-lo em alguma parte do rosto. Utilizando-as para apenas isso, voltaria à forma normal um pouco antes de atingir o solo, sendo efetivo ou não.

E para um último movimento, faria apenas o simples, visando colidir com a sua defesa sem muitos rodeios, aguardava os golpes malucos e quase imprevisíveis do jovem Dani, contudo, assim que ele tentasse me bater, tentaria fazê-lo antes, usando a cauda para ajudar no impulso e adquirir mais velocidade que ele, com o tronco abaixado e o cotovelo flexionado, tentava atingi-lo em cheio no meio do peito, usando a força do corpo, do empurro e do golpe para empurrá-lo quem sabe para fora do tatame.

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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyTer 26 Maio 2020, 20:52


Sabe quando você está tendo um dia daqueles que parece tão surreal ao ponto de acreditar que você ainda não saiu da cama de tamanho azar logo pela manhã? Queria eu ter um dia desses, pois ao que me parece situações que possam proporcionar a minha morte são atividades recorrentes do dia a dia, devia ter ficado lá atrás com Hana e o Sr.Watari trabalhando, isso poderia me fazer ter evitado o exato momento que este pedregulho decidiu fazer uma maratona até a base da montanha, isso se for de fato um acontecimento natural, pessoas normalmente não atiram pedras para atingir visitas não é mesmo? Espero que essa suspeita esteja errada ou se eu acabar contornando esse perigo catastrófico e me deparando com tal presença ameaçadora iria me fazer se arrepender de ter sobrevivido ao esmagamento fatal.

Meu pai me ensinou o que fazer nesse tipo de situação, consigo até mesmo ouvir a sua voz emanando da espada me aconselhado a seguir seu conselho: “Filho, quando uma adversidade como essa recai sobre seus olhos tampando a luz salvadora do sol em sua vida só existe uma decisão sábia a se seguir para salvar a sua vida! É essa seria correr na direção oposta gritando com as forças do seus pulmões Mal dia, Mal dia, Mal dia!!!”

Agradeço pela boa intenção meu amado guardião, mas acredito que a esfera seja muitas vezes mais rápida do que eu em meio a uma perseguição, talvez pular para os lados seja uma melhor opção, chegava a conclusão já com as pernas preparadas sem nenhuma excitação.Correria para as extremidades, com fôlego redobrado para liberar a passagem, saltando para fora do perigo se houvesse a necessidade protegendo a espada abraçada ao meu peito, se o pior dos casos de fato ocorresse seria eu a sofrer o maior impacto do desfecho.

Pressionaria os pés para amortecer/desacelerar  e voltaria a subir com extrema velocidade de olhos atentos para qualquer outra calamidade, caso mais obstáculos surgissem deslizaria para o lado com maior acessibilidade entre a esquerda ou direita sempre em frente ou para os lados, evitando recuar para não tropeçar morro abaixo. Cair pode ser um acontecimento repentino e se por questão houvesse de tombar, apoiaria os joelhos ao chão forçando os contra o piso gelado para ganhar impulso para rolar para a direção desejada, mantendo o ritmo com medo do perigo.

Se o topo alcançasse, em direção ao dojo me arrastaria, um pouco atento para os lados como se não fosse bem vindo, comentando para a primeira pessoa que encontrasse minha opinião recheada com curiosidade, esboçando uma voz não muito contente, abraçando os braços uns nos outros agradecido pelo coração ainda pulsando ao meu peito:

-Já ouvi falar que cerejeiras simbolizam a fragilidade em nosso dia a dia, por isso devemos aproveitar cada momento pois o tempo é incerto e passa rápido demais, mas não esperava receber uma lição como essa sem nem ao menos começar minha disciplina, apenas por me deparar com uma delas ao pé da entrada da colina.Assopraria meus temores para fora do corpo recuperando o temperamento com alguns pequenos tapas no rosto, me curvaria em uma sutil referência para demonstrar educação me apresentando. Sou Masaki Rim, Raiki pediu para que eu viesse aqui aprender mais sobre a respiração com Korra, por acaso ela se encontra? Gostaria de conhecê-la e descobrir os primeiros passos que estarei encarregado em minhas lições e começar a  aprender o quanto antes se possível.

“Não abaixe a guarda até encontrar seu raio de sol seguro, não me parece que as coisas serão fáceis, se deseja evitar conflitos deve estar preparado para não se encaixar em um!” Ouvindo a espada me prepararia para aparar golpes com a minha perna esquerda ao mínimo sinal de agressão, apesar de ser melhor em esquivar saber a força de seu oponente em uma troca de colisões e fundamental para saber o nivel e dedicação de seus esforços serão necessários para evitar uma briga.
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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptySab 30 Maio 2020, 05:22



Sky.

- Apenas os sem-teto igual tu piveta - Zwluak não tinha muita delicadeza nas palavras, ou se tivesse não fazia questão de usar. - E com eles aqui não esquento a cabeça com limpeza e organização. - O mestre do deserto parecia orgulhoso com o fato de ter seus alunos pobretões como "estagicravos" ele sorria largamente mantendo as mãos prostradas na cintura olhando na direção do dojo onde os alunos estavam provavelmente limpando e organizando o dojo para o dia seguinte de treino.


>><<

A gigante bronzeada já com a corda resistente amarrada na cintura acumulava força em seu quadril dobrando minimamente os joelhos, contraindo toda a musculatura avantajada da região pélvica exuberante. Então com um único movimento o balançar intenso do quadril sendo projetado para circularmente fazia a pedra na sua frente ser arremessada para trás de si como um mangual, fazendo com que alguns alunos mais experientes que estavam apenas observando a postura das costas na novata a fim de orientá-la, tivessem de correr e saltar para trás se estabacando na areia mas evitaram de ser esmagados pelo poder gigantesco daquele quadril. Isso mesmo, eles só estavam ali, exatamente atrás de Sky, apenas para finalidades instrutivas…

A pedra arrancada do solo não era tão pesada a ponto de impedir Sky de correr, mas com o passar do tempo seu peso aparentava ficar maior e maior, arrastando a superfície da areia a rocha ficava com maior resistência para ser puxada. O sol escaldante deixava a gigante desidratada com certa frequência que precisava fazer cada vez mais esforço para mover a pedra durante longo tempo, ao menos no dojo ela poderia beber água para se recompor graças a uma cunbuca gigante que havia aparecido no meio da tarde ao lado da "cama". E nem tudo era ruim, a areia ardente que provavelmente fritava os pés dos alunos que se exercitavam durante todo o dia e tarde no deserto, para Sky era apenas quentinha, chegando a ser gostoso e relaxante ficar com as solas dos pés nela.

Sky não teve tempo de contornar toda a ilha, as pausas, e o fato de evitar o cerne do deserto alongavam o percurso, não dava pra saber a distância percorrida, visto que da costa só era possível enxergar areia, dunas de areias longínquas e mais areia, um quarto, metade, vai saber. Ao longe em uma dessas dunas sem que a gigante enxergasse uma espécie de lagarto gigante erguia sua cabeça da areia se virando na direção de Sky, e logo voltava a cavar se camuflando nas areias aguardando pela próxima presa.

>><<

Na praia Sky encontrava o mestre preguiçoso deitado no mesmo lugar de ontem, o mesmo coqueiro, a mesma canga, a mesma pose de Ariel deitada na sombra, mas desta vez a quantidade de côcos na lixeira atrás dele era notavelmente menor, aparentemente ele não ficou ali o dia e a tarde toda como ontem, mas a gigante também não o viu no dojo. - Osh guria, tu tá aqui de novo é? Preciso lhe arruma uma pedra maior. - Reclamava Zwluak por achar que a gigante estaria ali para tirá-lo do sossego e vida mansa. - Mas num fique sem comer não, vai que tu se estribucha no chão, o trabalho da muléstia que vai ser lhe carregar. - Errr… Ele estava preocupado com Sky, talvez não pelos motivos corretos de um mestre para com sua aluna, e até mesmo enxugava o suor que nem existia na testa, ficando cansado só de imaginar ter que carregar a gigante desmaiada de fome.

Zwluak tinha uma filosofia peculiar como mestre, ele não ficava no pé de seus alunos o tempo todo, pois acredita que assim poderia filtrar quem estivesse realmente disposto a treinar, e que só dependeria do próprio estudante para progredir, já que o mestre do deserto não poderia treinar por eles.
Quem eu tô tentando enganar, ele só é preguiçoso mesmo, e não tava muito afim de interrogar a gigante.

- Se for treinar novamente amanhã, faça exercícios físicos com pesos, levantamento, arremesso, o que lhe der na telha, mas não se esqueça do nome do bagulho. - Dizia o tão esforçado e dedicado mestre (so que nunca). - Respiração piveta, respiração é a chave, tu tem que fundir seu corpo com a energia do sol através da respiraaaarrgh.. - Zwluak diria se Sky não entendesse o que ele quis dizer com "nome do bagulho", então daria um longo bocejo, aparentemente respirar o deixa com sono…

>><<

Kalulu por sua vez soltava uma gargalhada escandalosa ao escutar o rugido faminto do estômago de Sky e estapeava o balcão antes fitar a ruiva diretamente nos olhos e esboçar um sorriso convencido com o canto da boca. - Apenas o melhor que essa ilha tem a oferecer minha cara, apenas. - A confiança do grande homem não se limitava somente ao ramo de surf e carpintaria. Não muito tempo depois era entregue para Sky uma porção PG (para gigantes) de takoyoki com um coquetel de frutas tropicais de tamanho proporcional a porção. O sabor talvez fosse tão bom quanto a comida feita no restaurante de Raiki se Sky tivesse provado, o tempero muito marcante no molho realçando o sabor do molho contrastava bem com o doce refrescante do coquetel.


O movimento de clientes estava particularmente fraco naquele dia, o que permitiu Kalulu fechar o quiosque mais cedo. E do local a gigante poderia acompanhar o homem até a "garagem" da residência dele que não ficava muito longe do quiosque, o local era bem amplo como um pequeno galpão mas ainda não comportava alguém das proporções de Sky, com diversas pranchas estilizadas encontradas na paredes, outras quebradas aguardando reparo, algumas estantes de madeira presas na parede esquerda com livros gerais de carpintaria e um único tipo de madeira marrom clara cortada em tábuas longas e largas utilizada na fabricação de pranchas, Kalulu estenderia um longo pano no lado de fora e traria sua bancada de trabalho junto de algumas ferramentas. E lá ele teria ensinado a gigante bronzeada a como construir suas pranchas e outros tipos de embarcação se fosse da vontade de Sky.

E se a gigante quisesse customizar a prancha com cores e estampas haveria uma garota com menos da metade do tamanho de Kalulu morena de cabelos ondulados, trajando uma longa saia marrom clara e um top branco, com um lenço cobrindo a parte inferior do rosto, ela iria entalhar detalhes na madeira e pintar a prancha de acordo com o gosto de Sky. O que não demoraria mais de 40 minutos.

Tudo teria custado 150k (20k Comida + bebida). E o restante pelos materiais usados, conhecimentos passados e mão de obra.
E a estilização 30k. Quer skin? Vai ter que pagar, bem vindo ao capitalismo consumista.


Honua.

O jovial rapaz de cabelos desgrenhado erguia seu rosto na direção da Sirena, ele parecia estar confuso, como se atendesse pelo nome proferido por Honua. Mas este lampejo de dúvida logo passou quando a sereia libertou-se das amarras mentais auto-impostas e partiu para uma ofensiva direta. Daniel cabeça de ninho-san aparava o golpe de Honua firmando o antebraço direito contra o punho fechado da sirena, e daquela posição ele girava o corpo para trás e torno de seu pé esquerdo que estava apoiado no chão e golpeava o ombro da sirena com um direto esquerdo das "garras". - Hyyiá! - O golpe não era forte o suficiente para derrubar Honua mas a fazia perder o parcialmente o equilíbrio, e Daniel-san por sua vez agora estava com ambos os pés no chão.

O plano de Honua seguia de acordo com o que ela havia imaginado, o fato da sirena deixar Daniel mais confortável para se mover o fazia aumentar a frequência dos ataques, apesar dele ser naturalmente contido e evitar a princípio golpes mais fortes que lhe fariam abrir a guardas, jabs e alguns diretos eram feitos, poucos cruzados, e sempre que atacava se certificava de ter sempre um braço para se proteger. Isso fez a sirena ser golpeada mais vezes do que poderia gostar, ombros, costelas foram acertados, porém devido a proximidade que a sereia se manteve os ataques de Daniel-san perdiam força e impacto, mas ainda sim Honua teria alguns hematomas para se lembrar.

A batalha tenaz da sirena e induzir seu oponente ao erro, começava a gerar frutos, o cabeça de ninho ganhava mais confiança toda vez que acertava um golpe em Honua, e seus ataques foram ficando ousados e por consequência Daniel-san ficava mais exposto. O tom aguardado golpe cruzado era feito, desta vez o rapaz com cabelos cobrindo o rosto se impulsionava nos pés em uma total ofensiva mirando a lateral do rosto da sirena. Quando Daniel-san percebeu a armadilha já era tarde demais para o rapaz poder evitar, algumas costas e o topo de seu abdome foram acertados pelo ataque de Honua com a faca da mão, ele soltava um gemido abafado de dor, a força da da própria investida somada ao ataque de Honua fazia Daniel se retorcer de agonia, mas ele estava rápido e o ataque apenas continuou por simples inércia, apesar de evitar manchar o rosto da sereia, ele a acertou na lateral do seio.


Após divisão de ataque o kungfu kid ficava alguns segundos sem se mover, remoendo a sensação dolorosa, o que o fez ser acertado gratuitamente na barriga, e por muito ele não fora empurrado para fora do tratame, conseguindo se firmar na ponta dos pés, enquanto titubeava para trás e para frente "batendo as asas" e se equilibrava, ele podia ser ágil mas definitivamente não era resistente, e os golpes bem colocados de Honua deixaram o cabeça de ninho respirando com dificuldade enquanto inclinava o rosto suado para baixo.


O combate não se prolongou muito, e se manteve nesse ritmo, com Honua sendo acertados diversas porém com golpes de baixa força e revidando poucas vezes porém com ataques bem colocados e de maior potência. - Basta. - Raiki bateu uma palma dando fim combate. Daniel-san agora voltava a si, e se encolhia abraçando a barriga. - Isso doeu, acho que quebrei algumas costelas. - Ele então arduamente ergue seu rosto na direção da sirena. - Seu nome é Honua certo? Desculpe se eu te machuquei, é que eu não consigo lutar normalmente. - A voz dele soava frágil e tímida.

- Vamos até Shizuka, para ter certeza de que não estão muito machucados ou com nada quebrado. - Raiki dizia com seriedade, quase como se estivesse bravo, mas era apenas sua preocupação com a saúde dos alunos. Porém neste momento o clima do tratame mudou, os alunos olhavam entre si acuados, alguns pareciam fazer presses de luto. - O QUE? Não, não precisa Mestre Raiki, eu tô ótimo verdade olha! ARRRGH! - O cabeça de ninho novamente se retorcia de dor sem conseguir disfarçar o óbvio, mas agora ele estava pálido como se abandonado de seu ser. - Não digam besteiras. - Raiki suspirava, agora num semblante menos rigoroso.

>><<

Se a sirena julgasse necessário Raiki teria ajudado-a a caminhar apoiando-a nos ombros enquanto outro aluno mais experiente fazia o mesmo com Daniel. De lá foram levados pela floresta, por uma trilha de terra batida mas com algumas folhas secas no caminho, as árvores ficando retorcidas, e cada vez mais sombrias e mórbidas, corvos voavam e eram escutados como se estivessem alertando o quarteto do presságio iminente, o vento nos galhos faziam as árvores e folhagens balançarem como correntes se arrastando. Gemidos lamuriosos de espíritos agonizando também eram ouvidos, mas estes apenas por Honua.

Após andarem um pouco chegavam a um cabana simples madeira, bem construída, sem nenhuma rachadura, sendo limpinha, sem nada de anormal, quer dizer, exceto que nenhuma vegetação crescia ao redor da cabana, e as árvores próximas pareciam estar mortas com galhos emaranhados e buracos no tronco assemelhando-se a expressões de terror, fora isso, tudo normal, e então. -GYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!- Um gemido da mais genuína dor vinha da cabana, neste momento Dani e o aluno que o carregavam pareciam congelar com o corpo todo arrepiado. E da cabana saía um outro rapaz alto de ombros largos trajando o kimono branco, bem serelepe e sorridente, estando muito revigorado, saudando o mestre Raiki com um cumprimento típico de lutadores. -Osu!- Ele voltava para o dojo.

E na porta da cabana estava uma mulher de cabelos escuros presos num rabo de cavalo, com o rosto aparentemente congelado numa expressão mal humorada. - Você não cansa de me trazer esses alunos detonados Raiki maldito? - Bufava e retornava para a cabana, enquanto o mestre da floresta apenas sorria constrangido sem saber o que responder. - Está é a Shizuka, ela é uma boa pessoa, apesar de não parecer nem um pouco. - Raiki cochichou baixinho no ouvido de Honua, tão baixo que a própria sirena não conseguia escutar com clareza. - EU ESCUTEI ISSO RAIKI DESGRAÇADO.- Shizuka gritava antes mesmo deles entrarem na residência.

De lá adentraram na cabana, tudo era bem comum, nada de anormal era visto, era somente a casa de uma mulher solteira, o mais incomum era o forte cheiro de incenso, que não era agradável, e deixava um gosto amargo na boca de quem respirava, e também muitos livros em cima da mesa da sala e em estantes como uma mini biblioteca.

E lá o tratamento foi feito, com um notável agravante, era como ter ido até o inferno duas vezes e voltado, Shizuka não tratava os pacientes com delicadeza, parecia que ela fazia de tudo de propósito para causar muita dor, pomadas que ardem, gelo sendo pressionado violentamente nos hematomas, remédios com gosto que deixavam a língua dormente de tão ruim, membros deslocados colocados no lugar através da boa e velha força bruta, e até mesmo tratamentos atípicos como agulhas na pele que faziam a dor se espalhar por todo o corpo. Em resumo, é tipo quando a mãe passava merthiolate que ardia no joelho ralado.

Mas a recuperação era impressionante, num tempo ridiculamente inferior aos tratamentos convencionais tanto Honua quanto Daniel-san já não mais sentiam qualquer dor, os edemas diminuíram bastante, apesar de que os hematomas manchados ainda vão ficar por algum tempo. - Repousem e bebam muito líquido, não faço milagres, isso é apenas um alívio.- Após dar um esporro nos alunos irresponsáveis do mestre ainda mais irresponsável ela os dava as costas sem dar um mínimo de importância para bons modos e ia tomar chá, com um livro em mãos.

Os livros na casa eram em sua maioria a respeito de algo relacionado a medicina, de níveis básicos até os mais avançados, e também livros de temas peculiares com técnicas alternativas de medicina e temas bem incomuns, sobre alienígenas, ocultismo, demonologia… Really Shizuka?


Rim

Era grande, arredondado, rolava morro abaixo, e tinha cor de pedra, mas não era exatamente uma, mas não se pode dizer que não foi "atirado", a coisa que descia capotando até a base da colina tinha braços e pernas, e também algo vermelho esguichou tingindo os céus e a neve de pétalas avermelhadas. O indivíduo não chegava a oferecer perigo para Rim que facilmente o evitava correndo poucos metros para o lado, mantendo tanto a si próprio quanto seu estimado pai a salvos, mas não poderei dizer o mesmo do jovem rapaz, ao menos ele não morreu, estava tão agasalhado que parecia centenas de quilos mais pesado. -...aaaaaaaaaAAAAAAAAAAAaaaaa…- O grito só deixou de ser escutado alguns segundos depois provavelmente quando o cidadão parou de rolar na base da colina, mas segurava firmemente o buquê que carregava, se recusando a soltá-lo. Não dava para ver o que ou quem o derrubou de onde Rim estava.

>><<

Se ignorasse o pobre rapaz apaixonado que andava mancando de volta para sua casa, e continuasse a subir, não demoraria mais de alguns minutos para chegar ao topo. Onde veria uma construção enorme de pedra cinza escura, não chegava a ser bem decorado ou realmente porém a construção se mostrava imponente e definitivamente não cederia se fosse alvo de deslizamentos ou avalanches, uma escadaria larga com degraus de pedra polida guiavam até um largo portão branco, ao redor do local diversos picos montanhas com tamanho variados eram vistos, e eventualmente gritos de desespero eram escutados. A temperatura gelada teria deixado o celestial arrepiado mesmo com a vestimentas de inverno. De dentro mal dava para ouvir gritos abafados, mas estes eram sincronizados como se várias pessoas o fizessem ao mesmo tempo. "MONTANHA" Era o que dava para ler na placa branca escrita com tinta preta, que percorria toda a fachada frontal da construção.


- VOCÊ TEVE A CO… oh, não é aquele tapado. - A voz extremamente enraivecida cessou, ao ver que era Rim ao adentrar no dojo ao abrir o portão que corre em lateral. A pessoa não chegava a se desculpar, uma canela agora coberta de um tecido preto estava diante os olhos do celestial poucos milímetros da face delicada de Rim, não teria visto a mesma se aproximar, muito menos quando ela começou a chutar e uma lufada de ar fazia sua franja esvoaçar, a mulher em questão, apenas recolhia sua perna torneada, e apoiava uma das mãos sob o quadril. - Uma coelhinha com essas perninhas frágeis quer treinar a respiração da montanha? - Ela observava Rim de cima, apenas movendo os olhos esverdeados para baixo, estando a menosprezar o celestial por sua pequena aparência. - Gostei, você passou no meu teste de admissão, me chamo Korra Shinhouin, mas pode me chamar apenas de Mestra, ou Mestre Korra, e até que eu diga o contrário, você me pertence. - Korra sorria alegremente com sua nova aluna, e não, não há como voltar atrás agora, pode tentar fugir para a direção oposta gritando mal dia se quiser. Com o olhar perverso e sorriso maquiavélico Korra literalmente saía arrastando Rim pelo dojo enquanto arrancava sem nenhuma delicadeza suas roupas de frio. - Você não vai precisar desse excesso de pano aqui. -

O dojo era grande e espaçoso por dentro, com mais de um andar e diversas portas para outros cômodos além do tatame, o interior era até quente se comparado ao clima da ilha. Korra "gentilmente" guiava Rim até o vestuário com alguns chuveiros onde poucas alunas se banhavam e trocavam de roupa, e pequenos armários de metal enfileirados um ao lado do outro. - Essa deve servir. - Korra com toda a sutileza de seu ser atirava uma camiseta preta, e uma calça de mesma cor no topo da cabeça do celestial, a camiseta deixava o umbigo aparecendo com corte convexo no topo das costas atrás dos ombros deixando as asas de Rim livres, e a calça ficando justa nas pernas, o tecido era mais fino do que as roupas normais do celestial. - Se não quisesse sentir frio devia ter ficado em casa tomando chocolate quente, para aprender a respiração da montanha você precisa suportar o frio, ah, já ia me esquecendo, tem isso aqui também. - Korra então entregaria uma faixa preta pra ser amarrada sobre a calça, e diria se caso Rim questionasse a procedência do uniforme. O que não parecia ser mentira, visto que a Mestre da montanha também usava um kimono que não lhe cobria os ombros e braços. - Te espero lá fora coelhinha. - Ela então saia alegremente do vestuário assobiando uma melodia divertida e inocente, mas na verdade ela pensava em diversas maneiras de se divertir com o sofrimento e fracassos de seu novo aluno.

Durante a troca de roupa era possível ouvir sons de pancadas seguidos por gritos de lamúrias, e por fim risadas diabólicas vindo do tatame. - Nada mal. - Diria Korra ao ver Rim saindo vestiário trajando o kimono preto, casualmente ela o observava por cima do ombro enquanto sua perna estava erguida, após ter recém chutado as costas de um aluno grandalhão que rangia e os dentes e apertava a região dolorida enquanto dava alguns pulinhos para a ardência passar mais rápido. - Certo molengas o pré-aquecimento acabou, agora mexam essas bundas da minha frente e escalem aquelas montanhas, antes que eu mude de idéia. - Em unanimidade os alunos corriam super empolgados pelo portão branco, eles estavam muito ansiosos por poder treinar ao ar livre sem nenhuma roupa de frio, na verdade apenas achavam o frio das montanhas menos dolorosos que os chutes de sua mestra.

Korra movia o pescoço jogando uma mecha de seus cabelos roxo escuro que lhe cobria um dos olhos e caminhava calmamente até Rim, sua pele achocolatada criava um belíssimo contraste com as orbes cor de esmeralda adornadas no rosto. - É melhor prestar atenção ou lhe darei um chute por cada vez que precisar repetir. - Então Korra explicaria em detalhes o que é a respiração Wushu e seus fundamentos, mesmo que Rim já soubesse, e se o celestial a interrompesse, bom, não é difícil imaginar o que aconteceria, na sequência ela explicaria como a respiração é importante para se desenvolver a resiliência da montanha, algo envolvendo encher os pulmões com o ar gelado enquanto exposto a baixa temperatura durante a escalada para fortalecer o interior e exterior, por último ela também explicava o básico para Rim poder escalar, e também que as montanhas mais próximas do Dojo eram a menores, apesar de ainda terem cerca de 40-60 metros, e que nelas haviam pedras firmes que provavelmente não iriam deslizar ou se desprender com o peso. Se houvesse alguma dúvida Rim poderia perguntar sem levar um chute, a menos que seja algo indecente ou muito idiota, neste caso o celestial está por sua conta e risco.

- Eu já ia me esquecendo, se você cair não se esqueça de gritar bem alto para que eu venha correndo segurar…- Neste momento a expressão de Korra mudava, ela parecia como uma paladina galante pronta para proteger as donzelas e donzelas do perigo da queda. - ...minha barriga enquanto dou muita risada da sua cara afundada na neve coelhinha. Shishishishi. - Então toda a pose heróica se foi, e em seu lugar uma risada travessa tomou conta dos lábios carnudos de Korra, que fechava os olhos exibindo os dentes brancos, ela parecia quase que uma criança que gosta de pregar peças, e o riso poderia ser até mesmo contagiante, se não fosse pela razão sádica.

Então Rim estaria livre, leve e solto para escalar as montanhas, nesta temperatura baixíssima, usando roupas finas que de nada vão adiantar para lidar com o frio. E apesar de não parecer Korra é uma mestra muito empenhada em orientar seus alunos, ela não poupa esforços para orientar e sanar dúvidas de seus alunos, só gosta de se divertir inocentemente com a desgraça deles, como posso eu julgá-la?

E Rim, você assim como todos os alunos está intimidado a ficar no dojo até o treinamento acabar, isso é parte do exame de admissão de Korra, ao qual você já passou, no dojo tem tudo para manter suas necessidades básicas. Divirta-se, porque a Korra eu quase posso afirmar que irá.



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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQua 03 Jun 2020, 16:19


A Lutadora, a Baiana e a Pegadora



A velocidade daquele rapaz me impressionava, isso é um fato, mas ao passo em que meus golpes se demonstravam impactantes e eu percebia que a proximidade com golpes leves me trazia menos danos do que se eu levasse mais um daqueles golpes como a “garra” então eu estava bem em levar alguns roxos no corpo, quer dizer, eu esfolei minha mão durante vários dias socando um tronco de árvore, no máximo eu sairia dali toda violeta parecendo o masimos. Com um esforço danado, Raiki finalmente parava aquela disputa, não dando a entender que realmente haveria um vencedor, ao menos um tanto justo para mim, afinal, não é como se alguém tivesse saído do tatame ou desistido, talvez ele tivesse suposto que acabaríamos os dois caídos no chão sem um real campeão.

- Heh, acho que você também me deixou algumas marcas, estou toda roxa … - Faria o movimento para abrir o kimono e revelar meu torso despido, provavelmente apenas marcado pela vermelhidão momentânea, mas com muito esforço já daria pra ver a marca das “garras” dele no meu ombro, dedos aqui e ali e talvez até a marca do golpe no seio - Sim, Honua! E você é…? - Perguntá-lo-ia igualmente, na verdade eu não lembro dele tê-lo dito o próprio nome, nem lembrava de ter dito o meu para ele … - Nah tá tudo bem, uma pomadas devem resolver isso em pouco tempo ou talvez um remediozinho para dores - Não havia motivos para criar desavenças não é? Uma luta amigável com um final imparcial, nada mais reconfortante do que boas amizades saindo do tatame.

- Shizuka? Quem é shiz… - Percebi a reação não muito positiva do rapaz, claramente também dos outros alunos, me peguei em uma posição desconfortável, não sabia quem era a mulher, mas a julgar pela expressão dos outros, já sabia que coisa boa não deveria ser… - Geez. É uma curandeira, médica ou algo assim? Eu acho que posso … - Bom, eu iria dizer que poderia cuidar de mim mesmo, mas então eu estaria desperdiçando todo o potencial da ilha até ali não é? Cheguei até Wushu para conhecer os tratamentos medicinais e as ervas que cultivavam por aqui, seria uma desfeita imensa abandonar os conhecimentos locais e a oportunidade de aprendizado apenas por um medinho bobo… heh! eu espero O.O…

- Ahm, mestre Raiki poderia me ajudar? - Não julgava a dificuldade de andar por conta dos ferimentos, mas vi ali uma janela de oportunidade também para praticar andar com as “pernas” e um ombro amigo seria de bastante conveniência para não me deixar cair mesmo com o desgaste físico… Tudo bem! Eu admito que também fiquei com um pouquinho de medo daquela floresta, os gritos agonizantes, minha cabeça ia de um canto a outro ouvindo aquelas coisas, a julgar pela atividade dos outros, parecia que era mais um daqueles eventos que só eu podia ver, provavelmente fosse aparecer algum espírito sem cabeça aqui, outra besta horrenda ali, coisas aparentemente normais do outro mundo, mas aquela combinação toda posta dentro de uma floresta tão mórbida me fazia agarrar um pouco mais forte no ombro do mestre - Honua que que estamos fazendo aqui?! Esse cara vai jogar vocês em uma latrina, um poço ou sei lá o que no fundo dessa floresta doentia!! - Sebastian vinha desviando pelas folhagens do caminho, correndo cada vez mais perto de mim vendo alguns outros espíritos mortos e horrendos pelo caminho, ele parecia estar tão assustado quanto eu, mas a diferença é que se mantinha histérico por demais.

- Cala a boca idiota… ninguém vai nos jogar numa la… - Interrompida pelo grito, tirei aquele sorriso confiante do rosto, ok essa foi bem assustadora, não sei se foi apenas coisa da minha imaginação fértil, mas eu podia jurar que vi alguns corvos saírem voando pelo além por conta daquele grito. Mas bem, erm, devo dizer que a figura serelepe saltando para fora da casa me fez cortar parte daquele medo.

Bom… Erm não preciso dizer que os próximos acontecimentos foram um pouco estranhos, era dois bons velhos amigos e blá blá blá, mas eu fiquei entusiasmada com a possibilidade de aprender mais com aquela mulher, todas as ervas, remédios e pomadas tinham uma experiência péssima como um todo, mas a recuperação era surreal, nada que eu já conhecesse antes, geralmente tratamentos assim demoraria mais tempo do que ela propunha - Quantos livros… - Comentei de forma descontraída, é claro que eu estava interessada em aprender, mas não diria isso logo de cara, ainda mais julgando pelo humor ácido da mulher.

- Tem bastante coisa por aqui, isso é apenas condizente com a medicina local? - Aquelas coisas sobre ocultismo também me interessavam um pouco, talvez pudessem me ajudar a entender um pouco melhor sobre o que diabos se baseiam todas as minhas visões e contatos com espíritos - Se importa de eu dar uma olhada? AAAh! Não consigo me conter, poderíamos conversar sobre muitas coisas! -

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MensagemAssunto: Re: Phantom Blood   Phantom Blood - Página 7 EmptyQua 03 Jun 2020, 18:02


Post 18 - Treino 2/5

- Uma pedra maior não seria uma má ideia, apesar de que continuaria sendo fácil. - Retrucava meio arrogante, uma guerreira formada como eu, sofrer num treinamento assim? Tsc, ou aquele cozinheiro me subestimou ou estava mentindo. - Tudo bem, duas refeições no dia é o bastante.

“Se eu comer demais vai tudo pro quadril.”

- Eu não vou… Estribuchar?... A tanto faz. - O próximo treino me foi passado, e como imaginei… Acho que vou ter que fazer tudo eu mesmo. Bom, isso só deixa as coisas mais fáceis, vou completar isso e sair logo da ilha. - Hãn? Que bagulho?

[...]

- Entendi… Gahhhh! - Encerrava a conversa enquanto dava as costas até o Surf’n Fish enquanto bocejava por puro impulso, e um pouco de cansaço.

*** Aprendizado da perícia carpintaria

Comer polvo me trazia uma sensação de satisfação ao mesmo tempo em que tinha o pressentimento de ter toda a minha geração amaldiçoada por algum ser rancoroso do oceano, praticamente conseguia escutar o “Xuuu, xuuu!” em minha mente.

Segui Kalulu até sua garagem prestando atenção em todos os processos de construção, apesar de um pouco exausta ainda conseguia manter a atenção com certa facilidade, e o trabalho braçal não era problema algum, mesma na produção de uma peça que servisse meu tamanho. No meio da confecção até que conversamos um bocado, acabei comentando meu motivo de interesse pelo surf e como costumo navegar pelo mar controlando meu próprio barco, até a história de como o perdi. Kalulu se interessou e estendeu nosso assunto para a carpintaria em si, e como eu poderia refazer uma nova embarcação melhor do que a que perdi.

*** Fim do aprendizado

Perto do final do serviço o assunto já estava se esvaindo, decidi perguntar o que ainda me incomodava desde ontem.

- Então… Aquela outra gigante. Qual é a dela? - Seria outra exilada de Elbaf, ou apenas uma aventureira por aí? - Outra pergunta… - Coçava a cabeça meio envergonhada. - Onde ela costuma tomar banho?

[...]

- Suponho que eu te deva uma por me ajudar me ajudar com a prancha, talvez eu demore um pouco pra praticar por causa do tempo treinando, mas vou fazer bom uso dela. - Esboçava um leve sorriso no rosto orgulhosa de meu trabalho com a peça.

Customizaria a prancha toda branca com entalhes em azul, desenhava na areia o padrão que queria para que ela pudesse ter uma referência. Era a figura de um homem em um pequeno barco encarando de frente uma serpente marinha enorme, em sua mão um único martelo, e ao redor dos dois, diversas runas que contavam a história.

- É o conto do lendário gigante Thor em sua última jornada heróica, para enfrentar a serpente tão grande quanto o comprimento do mundo ele enfrentou os oceanos em um pequeno barco onde lutou e matou a criatura, apenas para morrer poucos passos depois com seu veneno mortal.

“Me lembro dessa história sempre que velejo no oceano, é nossa inspiração para continuar não importando a turbulência ou tempestade.”

***

Dali voltava para o dojo, Kalulu não me ensinaria durante a noite, e por mais que já tivesse uma noção básica observando outros surfistas eu precisava descansar para amanhã. Trazia a prancha junto, onde fincava na areia ao lado da minha pedra de treino.

Ali, no coração do deserto aproveitava o pouco tempo com luz para escrever em nosso diário. Contava brevemente a Ágda sobre o treino do dia, mas focava especialmente em explicar-lhe todo o conhecimento que consegui hoje. Ela é um pouco lenta então certifiquei-me de escrever um “manual para idiotas” com todos os detalhes sobre carpintaria. Duas ou três leituras e ela vai saber tanto quanto eu.

Observava mais um pouco a rotina no dojo antes de dormir, ficando calada a menos que falassem algo relevante comigo.

***

Acordava no mesmo horário e com o mesmo ritual da manhã, lavando o rosto, água e uma pequena refeição no dojo. Estava pronta para mais um dia de treino, o problema era… Como exatamente?

*Suspiro

- Como ele espera que alguém como eu vá treinar com pesos? - Olhava para a pedra ao lado da prancha, até então o único “peso” que possuía, e mesmo assim era leve demais. - Geez, eu nunca treinei assim antes, nossa infância era apenas combate, condicionamento físico sempre foi algo natural à minha raça.

Começava tudo amarrando a pedra na cintura como no dia anterior, evitar o centro do deserto foi um erro, devia deixar este treino o mais desgastante possível se quisesse algum efeito disso tudo. Corria pela região da mesma forma, dessa vez não sem rumo, mas procurando pedras que fossem genuinamente pesadas para mim. Mantinha a conservação de energia, mas dessa vez a única pausa permitida seria quando encontrasse uma pedra e a levasse de volta até o dojo onde mantive minha prancha. Isso também me dava tempo pra pensar no treinamento em si, me lembrando de tudo que Zwluak havia me dito até então, e sinceramente, tirando as citações preguiçosas… não sobrava muito.

Após reunir tudo mantinha meu treino ao lado do dojo e de forma simples. Agacha, ergue o peso acima da cabeça, segura por dois minutos, e então arremessa o mais longe que conseguir. Repeti esse processo incontáveis vezes, o tempo passava a o Sol se movia até o ponto em que estava acima de nossa cabeça. A cada repetição, um pouco de frustração se acumulava, até o momento em que não aguentei mais.

- Treinamento inútil! - Jogava a pedra com mais força que teria jogado durante toda a manhã, largando-me deitada na areia logo em seguida. - No que essa porcaria vai me ajudar de qualquer forma? - Parava para observar o dojo com os alunos treinando. - tudo que ouvi sobre Wushu é só um monte de baboseira espiritual. Hellheim o…

*Suspiro

Abrindo o olho após a profunda respiração encarava minha nova prancha. A gravura me impedia de desistir, Thor sabia que morreria para o veneno e mesmo assim continuou em ceifar a serpente…

- Foi uma morte linda…

Sim, agora que comecei isso não posso dar pra trás, ou não seria digna de continuar nossa caça. Me erguia novamente.

- Certo, é só lembrar da baboseira espiritual. Lembrar o nome do bagulho né? Respiração…

Como no dia anterior esse não era um treinamento de força, mas sim de resistência, não só física mas também mental.

- Treino com peso… O maior peso daqui… - Olhava para mim mesma como uma resposta óbvia, talvez até ofensiva!

Lembrando as palavras e atitude de Zwluak, fechava os olhos e relaxava o corpo, cada membro, cada músculo. Mexia os dedos dos pés que se misturavam na areia quentinha, sentindo os grãos deslizando enquanto tomava os raios do sol em cada poro da pele.

- Respiraaaarrgh..

Respirava profundamente erguendo duas rochas uma em cada mão, deixando os braços retos e na altura do ombro, adotava uma postura agachada com os pés mais para frente e joelhos flexionados. Se o treino é com peso então eu faria com que se tornasse um exercício suportando meu próprio peso.

Permanecia nessa postura que rapidamente drenava a resistência, o que nos primeiros segundos parece algo fácil, com o passar do tempo vai se tornando exaustivo, nossas pernas e braços tremiam mas eu persistia na posição, fechando os olhos e me concentrando nas coisas mais essenciais daquele deserto, o calor, o sol, a mais pura brisa que trazia areia aos pés, e o mais importante na respiração, era a única forma de manter aquilo. Desligada de todo o resto permanecia naquele treinamento até as pernas cederem ou não sentir mais o sol na pele, onde desabaria de vez no chão arenoso, não ofegante, mas exausta, física e mentalmente.

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Inventário

Berries:
816.000

• Diário
• Pena
• Tinta
• Corda
• Troncha
Personagem

Vantagens:

• Boa Aparência
• Ambidestro
Adaptador


Desvantagens:
• Múltipla Personalidade
• Devoção (Encontrar as Relíquias do Ragnarok)
• Fantasia (Escreve no próprio idioma)

Perícias:
• Astronomia
• Navegação
• Pilotagem

Ofício: Navegadora

Build

Dano - Habilidoso
Acerto - Normal
Pontaria - Inábil
Esquiva - Inábil
Bloqueio - Normal
Resistência - Normal
Objetivos

Encontrar os Outros
• Aprender Hamon (Wushu)
• Aprender a surfar
Comprar um diário e caneta ou pena com tinta (tamanho gigante)
• Me divertir
• Aprender costura como Ágda
Aprender Capintaria
• Compras no mercado (diário, tinta, pena , troncha e corda)

• 234k Berries


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