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 Teleton Chronicles I: Retaliação

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MensagemAssunto: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação - Página 2 EmptyQua 11 Dez 2019, 16:10

Relembrando a primeira mensagem :

Teleton Chronicles I: Retaliação

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Serpico. A qual não possui narrador definido.


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Sakaki
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação - Página 2 EmptySex 20 Dez 2019, 03:12

Socorro

A primeira investida do jovem havia sido falha, em um movimento inesperadamente eficaz o boxeador recuava e deixava com que a lâmina passasse pelo ar atingindo apenas suas vestes.  Aquela movimentação em combate não era de um bêbado qualquer, o que vinha a confirmar as suspeitas do garoto, aquele homem era um lutador experiente e talvez se não estivesse embriagado teria desviado do golpe sem qualquer dificuldade. Serpico recuava enquanto via o homem fazendo o mesmo, que por sua vez começava mais uma vez a criar diálogos no meio do combate:

- Até que você é rápido em garoto.

Serpico mais uma vez o ignorava, matinha foco completo na batalha e se preparava para a próxima investida, mais uma vez se disparava em direção ao inimigo dessa vez visando atingir seus punhos, mas novamente o jovem viria a fracassar, o golpe da lâmina era facilmente bloqueado pelas manoplas metálicas, o choque das armas gerava um som estridente que se dissipava pela praça, o jovem não poderia ver mas sabia que aquilo estaria gerando emoção na plateia. O garoto se preparava para tomar distância até seus olhos se encontrarem com o do seu adversário, era como se o tempo parasse naquele instante, o coração do jovem começava a bater em um ritmo acelerado e as partes de seu corpo ainda feitas de carne tremiam sem controle, em um completo estado de choque o jovem esboçava um sorriso trêmulo em seu rosto de manequim enquanto continuava se afastando em passos cambaleantes, afinal era aquilo pelo que o jovem buscava, queria sentir alguma coisa, ódio, medo, tristeza ou dor, aquilo mostrava que Serpico estava vivo, e ele adorava isso.

Ao fundo poderia ouvir o eco do lutador balbuciando algumas palavras após bloquear o ataque do jovem, mas não fazia mais diferença, agora o garoto estava totalmente imerso no combate, recompunha seu corpo do pequeno ataque de pânico enquanto observava atentamente seu adversário, Serpico sabia que havia cometido um erro ao subestimar o homem, apesar de bêbado era  uma adversário de valor e visivelmente mais habilidoso que o jovem, o garoto não poderia ganhar dele em força ou velocidade, seu fator de vitória seria sua inteligência, mas antes mesmo que o jovem pudesse pensar em uma estratégia ou realizar uma terceira investia o lutador partia em disparada para cima de Serpico com uma velocidade abismal, sua coluna encurvada e o posicionamento de seus braços simbolizavam claramente um golpe de gancho. O garoto não poderia fazer um movimento brusco, teria de esperar o homem  se aproximar o suficiente até começar o movimento com o punho, e nesse momento o jovem encurvaria sua coluna para trás, jogando a parte superior do seu corpo para longe do punho do adversário enquanto tentava se impulsionar para trás e se afastar do homem. O jovem não teria condições de bloquear ou muito menos realizar um contra ataque, ele tinha que prolongar a luta, desviar até ganhar tempo para pensar em uma estratégia.

Caso a esquiva fosse um sucesso o jovem continuaria se afastando o suficiente do homem, e pelo pouco que ele conhecia de seu adversário era de se esperar que o homem parasse para falar qualquer besteira, o garoto continuaria confiando em seus reflexos, mantendo-se totalmente concentrado nos movimentos do homem e fazendo o necessário para desviar e tomar distância até o homem dar-lhe a brecha. E assim que a batalha sofresse uma pequena parada de ritmo o jovem olharia em torno do campo de batalha procurando por algo que pudesse utilizar, até observar os caixotes que formavam o ringue, poderiam servir de distração. O jovem então começaria a recuar em passos lentos até os cantos formados pelas peças de madeira, sempre com os olhos concentrados no homem, caso ele partisse para cima do jovem o garoto iria novamente tentar desviar em uma brincadeira de gato e rato até chegar próximo aos caixotes e em uma brecha, rapidamente o garoto guardaria seus Ninjakens na bainha, enganxaria um caixote em cada um de seus membros protéticos e então partiria para cima do homem. O garoto sabia que sua pontaria era horrível por isso teria que tomar uma distância média para que seu plano funcionasse, não perto o bastante para ser atingido porém não tão longe a ponto de mandar os caixotes para a plateia, na distância certa o jovem jogaria ambos os caixotes para cima do homem e se moveria velozmente pelos flancos mantendo o corpo encurvado e usando de sua figura esguia para tentar se camuflar no cenário cheio de civis na plateia, e esperando que o homem fizesse algum movimento para deter as caixas ou até mesmo desviasse delas o garoto sacaria uma Ninjaken e tentaria acertar um golpe pelas costas com intenção de cravar as lâminas no homem, e caso o primeiro golpe fosse parado de alguma forma o jovem utilizaria de sua prótese esquerda para sacar a segunda Ninjaken até então exclusiva na batalha e realizaria um golpe em sequência, novamente como uma estocada na parte posterior do corpo.

Caso Serpico  errasse os caixotes ou o homem simplesmente os ignorasse e bloqueasse ou esquivasse do golpe, o jovem apostaria em sua Ninjaken que permanecia sumida no combate e realizaria a investida, caso também falhasse ele recuaria, tomaria mais distância e se prepararia para continuar desviando dos golpes do homem para pensar em outra estratégia, ou no mínimo para tentar cansar o homem.

Mas caso o jovem sofresse o gancho, ou qualquer outro golpe enquanto tentava executar seu plano ele deixaria que seu corpo fosse levado pelo punho do homem ao mesmo tempo se impulsionaria para trás se arremessando alguns metros, deixaria que o Ninjaken voasse de sua prótese para qualquer parte do campo de batalha enquanto rolaria pelo solo, tomaria alguns minutos no chão para se recompor do golpe, possuía quase certeza que o homem não o atacaria no chão, além de ser extremamente tagarela não se daria ao esforço de atacar um jovem deficiente em um momento de fraqueza. Usaria sua capa de retalhos para cobrir seu corpo enquanto sacava a segunda Ninjaken furtivamente e esperaria pela aproximação do homem, esperava que o adversário se aproximasse do garoto para zombar ou até mesmo verificar se o aleijado ainda respirava, e nesse momento o jovem faria uma movimento rápida com o braço enquanto rotacionaria o corpo para acertar os tornozelos do homem com um golpe horizontal procurando causar um corte fundo, ou até mesmo decepando o membro inferior do membro. Caso o homem não  se aproximasse o jovem começaria a se arrastar em direção a ele se fingindo incapaz para lutar, camuflando sua lâmina e caso conseguisse a distância apropriada executaria o plano. Mas caso o homem evitasse contato de qualquer maneira, o jovem se arrastaria  até os caixotes, se botaria de pé e realizaria o plano original de utilizar os caixotes como distração, porém dessa vez com apenas um Ninjaken em mãos.

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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação - Página 2 EmptySex 20 Dez 2019, 18:14



A Thief's Tale

#05



A luta se tornava cada vez mais acelerada, já que ambos competidores embalavam seus espíritos naquela atmosfera de combate, e tomavam como objetivo a derrota do outro. Não por menos que o lutador havia avançar contra Serpico, que por sua vez, decidia um plano de esquiva rápida. Dessa forma, conseguia jogar seu tronco para trás a tempo, sentindo um vento passar na frente do seu rosto enquanto o punho rasgava o ar, não deixando-se abalar, o rapaz continuava a esquivar-se dos golpes do maior, que habilmente seguia com seus socos mostrando-se alguém muito bom em socos sequenciais, mas no momento a velocidade de esquiva do aleijado superava a dos seus golpes, talvez porque ele acabara de ir com velocidade máxima e estivesse um pouco cansado e bêbado. Enquanto a dupla brincava de gato e rato, a plateia ia a loucura, soltando gritos apostando em um dos dois, o comerciante, por sua vez, esbanjava felicidade vendo o lucro que teria naquela noite. Mas, nenhum dos dois percebia que aumentava consideravelmente o número de marinheiros envolta do ringue, que iam furando a plateia indo em direção ao centro da batalha.

Agora, o ninja tinha uma ideia inteligente contra o inimigo, afastava-se como podia e então pegava dois caixotes, desajeitadamente, lançando-os contra o oponente que, como imaginado, desviava de ambos. Essa era a brecha que precisava, partia em direção dele, passando pela plateia como um disfarce, obrigando o homem então a girar em vários sentidos tentando adivinhar de onde o inimigo vinha.

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Então, o garoto avançava sobre ele, inicialmente com uma ninjaken, indo para as costas e tentando finca-la na carne dele. Mas, esquecia por um momento da agilidade de reação dele, e assim o homem segurava sua mão antes que pudesse executar o golpe, ou talvez tudo isso fora apenas a intuição de Serpico, que revelava sua segunda Ninjaken, a qual o oponente mostrava uma reação de surpresa. Com êxito conseguia cravá-la nas costas do inimigo, entrando alguns centímetros, ouvindo o urro de dor do adversário, que reagia na mesma velocidade, largando a mão com a primeira espada e desferindo um rápido soco no estomago do garoto, fazendo-o largar a segunda lâmina e ser jogado um metro a frente, caindo em rolamento, enquanto a segunda lâmina ia um pouco atrás de seu corpo. – Ei ei, até que você é esperto também. O homem dizia então puxando a espada e dando mais um grito de dor, de fato ele tinha sido machucado, e estava sangrando, mas não era o suficiente para pará-lo no momento, graças a sua resistência e bloqueio. – Mas ainda falta aprender muito.

Diferente do que pensava, o homem avançava em direção do aleijado, não teria dó dele e não parecia que iria poupá-lo apenas por sua deficiência. Todavia, antes de qualquer outro movimento, era possível ouvir um som alto de apito que cortava a consciência de todos ali, tendo na sequência vozes e a nítida visão de marinheiros se aproximando por meio da multidão em várias direções. – PEGUEM OS DOIS! NÃO MATEM O DE CABELO LARANJA! QUERO OS DOIS PRESOS !

O lutador então mostrava um certo desgosto e abandonava a luta, pegava sua capa e virava-se para Serpico. – Escuta moleque, você é bom, e seria uma pena acabar aqui, agora se for preso com certeza vai morrer, por isso, se quiser pode me seguir e fugir deles. Sem falar mais nada, ele aproveitava um dos caixotes para pegar impulso e saltava por cima da multidão, chegando até uma parede em que segurava no parapeito de uma varanda, forçando seu corpo para subir, ele olhava então para baixo e fitava o garoto, como se estivesse esperando a decisão dele.




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Sakaki
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação - Página 2 EmptySex 27 Dez 2019, 14:52

De volta a ativa

A batalha finalmente ganhava o ritmo esperado, golpes velozes eram desferidos pelo boxeador e Serpico respondia com esquivas mais velozes ainda, o jovem podia ouvir o êxtase da plateia enquanto jogava seu corpo para longe dos punhos do homem. Independente do resultado daquela batalha Serpico sabia que o trabalho estava a poucos passos de ser concluído, já havia reunido um bom grupo de civis para que os marinheiros considerassem aquilo uma arruaça e embora o garoto já soubesse que seria impossível executar seu adversário da forma que pretendia, os marinheiros iriam intervir de uma maneira ou outra, tudo que tinha que fazer era aguentar até lá, e então começar uma perseguição.

Após a quebra do ritmo de ataques e desvios consecutivos era finalmente a hora de Serpico por sua estratégia em prática. Com os caixotes já enganchados em suas mãos de porcelana o jovem dispararia em direção do ruivo, e os arremessaria, com o adversário devidamente distraído por alguns décimos de segundos o jovem envergava sua coluna para a frente e adentrava a platéia, desviava e se espremia entre as pernas de cada civil presente na multidão, avistava alguns uniformes da marinha em seu percurso enquanto podia ver entre frestas o desafiante girando em confusão a procura do jovem. E quando finalmente tinha a visão da parte posterior do corpo do homem posicionava seu Ninjaken e se arremessava do meio da multidão como uma flecha. Porém o homem não deixaria se abater facilmente, em um movimento incrivelmente preciso segurava a lâmina do jovem como se não fosse nada, o adversário era tão hábil para  bloquear quanto Serpico era para esquivar, mas o garoto já tinha uma alternativa para aquela situação, com sua prótese esquerda sacava sua segunda lâmina dentre sua capa de trapos e penetrava nas costas de seu adversário, podia ouvir o homem gemer de dor e o sangue escorrer pela sua arma, aquilo era lindo, deixou-se levar por alguns segundos pela cena, era no mínimo satisfatório ver um adversário que aparentava ser bem mais hábil se contorcer de dor pelo golpe de um aleijado, aquilo o fazia se sentir vivo.

Serpico encarou por um momento o sangue de seu inimigo pingar no solo, mas logo se lembrou que ainda estava em combate, um choque de realidade que foi reforçado quando pode sentir a manopla de seu inimigo amassar seu estômago em um forte golpe que arremessava o garoto a metros de distância. O jovem cobria sua barriga com suas próteses enquanto encolhia seu corpo e atingia o chão, a dor era estarrecedora, o corpo do jovem era fraco e ele definitivamente não estava acostumado a sofrer danos daquele tipo. Podia ouvir o homem balbucear algumas palavras enquanto se contorcia tentando se colocar de pé, cuspia no chão procurando por sangue em sua saliva, talvez tivesse sofrido ferimentos internos, mas aquilo não era importante agora, podia ouvir os passos rápidos de seu inimigo vindo em investida, o jovem não estava preparado para aquilo e se sofresse outro golpe com a intensidade do anterior provavelmente o jovem ficaria inconsciente, grudava seus olhos no inimigo e tentava se recompor, precisava forçar um desvio, se preparava para rolar quando pode ouvir um som agudo que ecoava por toda a praça, seguido das ordens de um militar:

– PEGUEM OS DOIS! NÃO MATEM O DE CABELO LARANJA! QUERO OS DOIS PRESOS!

O momento esperado havia chegado, a marinha estava lá para intervir no combate, porém não da maneira que o jovem esperava, não eram 1 ou 2 marinheiros mas parecia haver vários deles, inclusive um superior, talvez um sargento ou tenente e o jovem estava ferido, claramente ele não conseguiria matar nenhum deles ali, pelo menos não enquanto estivessem junto. O jovem começava a pensar em uma estratégia de fuga até ser interrompido pelo seu ex-inimigo:

– Escuta moleque, você é bom, e seria uma pena acabar aqui, agora se for preso com certeza vai morrer, por isso, se quiser pode me seguir e fugir deles.

Serpico encarava a figura do homem por um breve momento enquanto pensava no jeito que o marinheiro havia falado dele “NÃO MATEM O DE CABELO LARANJA”, o ruivo era importante para a marinha, talvez fosse um pirata ou revolucionário famoso, alguém com um cartaz de recompensa, nesse caso, seria vantajoso para o jovem se manter perto dele, isso faria com que a marinha se empenhasse mais em encontrá-los, pois embora a marinha já estivesse lá o plano ainda não estava concluído, o garoto precisava de uma grande perseguição, algo que mobilizasse toda a marinha no centro da cidade e se aquele ruivo era realmente tão importante para a marinha, ele era a resposta.

Antes que pudesse dar uma resposta via o homem pegar impulso nos caixotes restantes e saltar sobre o restante da plateia que não havia fugido diante da marinha, o garoto não ficaria para trás, rapidamente correria em direção de sua segunda lâmina que havia sido arremessada e a pegaria antes que a marinha o fizesse e em seguida novamente adentraria em meio da multidão para se camuflar dos soldados, passaria pelo lojista que anunciou a batalha e faria um sinal com a cabeça como agradecimento, e rapidamente tentaria pegar os 30.000 que estavam com ele, afinal estavam destinados ao vencedor do combate, e o velhote já havia lucrado muito apostas graças ao jovem.

Caso o comerciante disponibilizasse o dinheiro sem problemas o garoto continuaria correndo a procura do homem, mas caso o velho não tivesse a intenção de devolver o jovem continuaria sua fuga, não era burro o suficiente para arriscar sua liberdade e sua vida por 30.000. O jovem correria desviando de cada marinheiro que visse até ter a visão do ruivo em cima de um muro, o encarando, embora o garoto fosse hábil ele não poderia escalar um muro por si só, suas próteses em incapazes de agarrar o parapeito, e o jovem não sabia se as mesmas seriam capazes de aguentar o peso do seu corpo, porém ele não tinha escolha.
O jovem pegaria impulso correndo o mais rápido possível e quando se aproximasse da parede saltaria e daria alguns passos na mesma, literalmente tentando correr pela parede até seu impulso acabar, e então jogaria suas próteses para cima em direção ao homem, esperando que o ruivo as agarrasse e puxasse o jovem para o topo.

Caso o ruivo conseguisse puxar o garoto, ele pularia junto ao seu novo aliado e o seguiria por algum tempo, seguiria as ordens e dicas do ruivo  até encontrar alguns marinheiros sozinhos prontos para serem abatidos. Mas caso o homem não conseguisse puxar o garoto ele cairia no solo novamente e correria pelas vielas e usando lojas e pessoas como camuflagem tentando se esconder, tentaria arrumar algum local bom para se recompor do golpe do homem, depois tentaria sorrateiramente procurar por um caminho para dar a volta até o outro lado do muro, e procurar por rastros de sangue para achar o homem, sempre evitando ao máximo contato com os marinheiros.

Caso fosse encurralado por 1 ou 2 marinheiros, ele sacaria suas Ninjakens e se prepararia para a batalha, na hipótese de algum deles ter uma arma de fogo ele procuraria um abrigo e olharia em volta para pensar em uma estratégia. Caso tivessem apenas armas corpo a corpo ele esperaria que eles viessem para cima e desviaria até ter a brecha para atacar.

Caso fosse encurralado por um grande grupo de marinheiros e não houvesse qualquer possibilidade de fuga o jovem se entregaria esperando que a marinha o levasse vivo para a base.

Off:
 

Objetivos:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação - Página 2 EmptySab 28 Dez 2019, 15:06



A Thief's Tale

#06



A decisão tinha sido tomava, talvez não por ele, ou pelo cabelo laranja, talvez tenha sido por algo maior que ambos, não importava a sua crença, só importava o fato de que se não saísse dali naquele momento, sua cabeça em uma forca seria a única verdade que veria. Então, Serpico ao ouvir o lutador, assim como os gritos dos marinheiros, acelerava seu movimento pegando a segunda espada, jogada para o lado em combate, e buscando entre a multidão o homem que havia concordado com o anúncio da luta, mas, devido à algazarra entre os espectadores, era impossível de o localizar ali.

Sendo assim, mesmo sem seu dinheiro, o ninja saia em disparada, em busca de fugir das autoridades da ilha, felizmente seu plano tinha dado certo, já que a essa altura, provavelmente, os seus contratantes já estariam realizando o golpe combinado, mas agora faltava a parte de fugir, para depois cobrá-los. Inicialmente, desviava de um soldado que era surpreendido pela velocidade do deficiente(olha até aonde o preconceito podia levar), e em seguida olhava para cima, vendo o fugitivo correr por alguns muros e incrivelmente ele parecia muito sóbrio no seu movimento, leve, tanto que muitos marinheiros sequer o viam, e só alguns depois de segundos notavam sua presença, se não fosse pelo corpo de porte considerável, seria uma sombra.

Em certo momento, alguns marinheiros começavam a fechar o ninja pelo flanco, e sem mais opções, o sedento por sangue dessa vez buscava por satisfazer sua sede de sobreviver, e em um movimento de fé saltava em direção da parede, buscando subi-la, de imediato seu corpo batia contra o concreto e sentia uma certa dor, considerando o golpe anterior, um dos seus braços já não dava conta, pendendo-o, o segundo, começava a hesitar em aguentar o peso do próprio corpo. Mas, era quando parecia que iria cair que a mão do inimigo agora o ajudava, o homem, que nem fora notado por Serpico nesse movimento, puxava o garoto para cima, em uma espécie de laje abandonada, e logo fazia um sinal para que voltassem a correr.

Corriam, saltavam de obstáculos, esperavam, e depois de um tempo finalmente desciam uma espécie de escada em caracol, no telhado de uma casa, ficando em uma espécie de casa que a primeira vista parecia a casa de um idoso, mas o lutador de rua tirava um tapete e puxava uma corda, abrindo um esconderijo subterrâneo. – Entra ai! Seguindo as ordens, o ninja entrava e então a tampa era fechada.

O homem ligava uma lamparina, e dava para ver que o espaço não era lá muito amplo, cabiam no máximo três pessoas, era todo de terra e parecia bem improvisado, tinha uma espécie de banco de barro, o qual o homem sentava, e em um canto tinha alguns itens de primeiro socorro. – Agora agora, estamos bem por enquanto, vamos conversar, o meu nome é Simon, o seu é? Ah e a propósito, pode me passar esse kit de primeiros socorros? O seu golpe foi bom, tá doendo um bocado.



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