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 Teleton Chronicles I: Retaliação

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptyQua 11 Dez 2019, 16:10

Teleton Chronicles I: Retaliação

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Serpico. A qual não possui narrador definido.


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Sakaki
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptyQua 11 Dez 2019, 21:34

Recomeço

A brisa marítima era como um leve afago sobre a pele, o canto dos pássaros era como a mais bela sinfonia sendo ouvida pela primeira vez, as poucas árvores que existiam posicionadas entre o meio urbano da cidade eram mais belas que qualquer obra de arte, o mundo seria um lugar maravilhoso se não fosse dominado por aqueles que só possuem a habilidade de causar dor e destruir, seres que habitavam em abundância aquela cidade, homens e mulheres de boa aparência, utilizando das melhores roupas, esbanjando sua felicidade, pareciam tão... Completos. Por um momento, Serpico se sentiu inferior, desejou ser igual a eles, desejou que as cicatrizes de seu corpo sumissem, desejou saber sorrir e desejou ter braços... Mas não, seu corpo não se regeneraria, seu ressentimento contra aquela raça não desapareceria, mas mesmo assim, o jovem se tornaria completo, com ou sem o perfil de um cidadão comum tomaria seu lugar no mundo a força e não por meio de roupas caras, família ou emprego, mas por meio de sangue.

O jovem por um momento cessou seus devaneios e se concentrou em sua situação atual, se encontrava sentado sob uma árvore próximo ao litoral enquanto observava o movimento urbano ao longe, mas estava na hora de agir, lembrou do porque estava naquele fim de mundo olhando para seus membros de artificiais, estava lá para se sentir vivo de alguma forma, seu corpo era defeituoso e seu coração incapaz de entender amor, ódio ou tristeza, ele precisava saber que realmente existia, que não era só mais um boneco da coleção de seu pai, e o jovem tinha uma ideia de como faria isso, iria espalhar caos, matar os mais belos animais, queimar as mais belas flores, retaliar cidadãos de bem para causar dor e tristeza a seus familiares. O objetivo de Serpico era único, demonstrar sua existência aos outros humanos da forma mais destrutiva possível, como forma de experiência, para saber se possuindo o ódio de toda uma população, poderia sentir algo, tristeza, arrependimento, ou até felicidade.

Mas para isso, o jovem precisava de instrumentos, seus braços protéticos possuíam inúmeras utilidades mas matar não era uma delas, o interior oco daqueles membros de manequim dariam lar a objetos mais adequados para a missão, e era para isso que Serpico estava em Shells Town, iria procurar um ferreiro capaz de tirar um projeto antigo do papel. O jovem planejava implantar lâminas de de um par de Ninjaken no interior das próteses, não era um serviço difícil, porém por motivos óbvios o jovem não poderia realizar sozinho.

Se ergueria do solo vegetal enquanto se apoiava sobre o tronco da árvore, levantou seu cachecol cobrindo a parte inferior de seu rosto pálido, agitaria a cintura para verificar se sua bolsa de Berries ainda estava seguramente presa a sua cinta, e então partiria ao centro da cidade usando de seu corpo esguio para se camuflar entre as multidões, ele não se sentia confortável rodeado de tantas pessoas pois mesmo com tantos objetivos envolvendo sangue e destruição o jovem não passava de um garoto que foi largado no mundo.

Ele andaria pelas ruas atrás de um ferreiro capaz de realizar o projeto, caso encontrasse alguma ferraria entraria atrás do ferreiro e de frente com o mesmo apenas entregaria ao homem um pedaço de pergaminho com desenhos amadores porém detalhados do que o jovem desejava, ao mesmo tempo em que lhe mostraria suas próteses, evitando ao máximo precisar ter contato verbal, deixando que a folha e as próteses se auto-explicassem para o ferreiro. O jovem esperaria que fosse lhe dado um orçamento, para o serviço, que provavelmente iria além dos 50.000 Berries que o jovem dispunha no momento. Se fosse o caso, a jornada anárquica do jovem se iniciaria mais cedo do que ele esperava, deixaria o pergaminho com o ferreiro como símbolo de que voltaria e se dirigiria de volta para as ruas, mas dessa vez, buscando formas de ganhar dinheiro que cobrisse a diferença dos 50 mil com o orçamento. Andaria em passos lentos pelas vielas apenas procurando por qualquer forma de ganho monetário, utilizando de maneiras licitas ou não, procuraria tanto por civis que seriam fáceis vítimas de furto de furto, até maneiras licitas (porém rápidas) de ganhar dinheiro, como jogos de azar e etc.

Assim que o jovem achasse sua sua vitima, iria analisar meticulosamente cada detalhe da situação, o jovem estava longe de ser burro, não iria por sua vida em risco por míseros cascalhos, pedaços de metal que só tinham valor em meio social. Assim que analisasse toda situação, começaria a pensar em seus passos para agir.

Off:
 

Representação da Lâmina nas Próteses:
 

Objetivos:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptyQui 12 Dez 2019, 20:32



A Thief's Tale

#01



O dia estava agradável na cidade da concha, Shell Town , seu nome fazia jus ao seu formato geográfico. Um tempo sem nuvens, com temperatura amena e um vibrante sol alaranjado configuravam o céu daquele dia. Todavia, em contraste com o ar de tranquilidade da ilha, habitava nela também um garoto, filho do rancor e do ódio, marcado pela ganância do fogo no seu consumo da matéria, vítima do desejo paranoico de amor por parte do seu pai para com sua mãe, tudo isso lhe custara muito, custara a infância, a vida feita, até mesmo seus braços.

Em meio a um parque qualquer, o garoto se levantava e então seguia seu plano, estava destinado a dar um novo ar a sua vida e a finalmente espalhar sua raiva até então encrustada na memória e no âmago do corpo, queria ver tudo aquilo queimando assim como sua mansão queimava em suas memórias, tal como o ardor advindo da queimadura ainda agredia-o nas suas odiosas lembranças.

Fúria e rancor, talvez fossem esses o nome dos dois pedaços que foram colocados no lugar dos braços. Enfim, o jovem tinha sua meta traçada, com a ideia primitiva de um projeto mecânico precisava de um artesão que fosse hábil o suficiente para executá-lo e seguia, então, pelas ruas da cidade. Durante sua caminhada, nada de novo, era como sempre fora, algumas pessoas ignoravam-no, como faziam com todos os mendigos, outras de  mais bom coração  tinham um certo olhar de dó, que brevemente tornava-se em medo, na medida que o garoto devolvia o olhar de raiva ou de indiferença, e outros olhavam com certa repulsa para a figura do deficiente, sua existência talvez fosse algo inadmissível para eles, um erro na evolução da humanidade, mas nenhum deles conhecia o seu passado.

Não fora tanto tempo de caminhada, até que o jovem achava uma ferraria, adentrava na mesma e de imediato sentia o cheiro forte de algum fumo, em que a fumaça, acumulada pelos vidros fechados, embaçava até mesmo as janelas e confundia-se o calor do cachimbo com o calor da fornalha. O rapaz então seguia até o balcão, onde sem falar deixava o desenho e mostrava suas próteses. O homem que o atendia, um velho com pouco cabelo no rosto, mas com um porte de lutador de peso-pesado, dava mais uma tragada no cachimbo antes de pegar o projeto. Em seguida, olhava para o rapaz, com um certo ar de questionamento, talvez pensasse se ele teria mesmo dinheiro para o que fosse aquilo, ou então, estaria ali para dar mais um golpe. O homem pegava o pedaço de papel e gastava ali alguns minutos tentando entender o que estava desenhado, já que como o ninja não tinha nenhuma habilidade artística ou mecânica, dificilmente estaria na linguagem, proporções, ou definições adequadas para um projeto de tal ideia. Dava mais uma tragada e assim tomava sua decisão.

– Escuta garoto, se eu entendi bem, a ideia não é ruim, mas eu não tenho habilidade para isso. Alias, nenhum ferreiro dessa ilha tem. Isso não é tão simples quanto parece, porque vai muito além da arte da forja, envolve a medicina, evolve algum conhecimento sobre os metais, não é algo que vai ser feito aqui. Eu sou muito bom no que faço, mas não tenho capacidade de fazer isso, e você teve sorte, porque poupou seu tempo indo até outros ferreiros que só iriam te enganar, não dá para fazer isso por aqui.

Ele se levantava e então deixava o cachimbo de lado. Pegava alguns papeis e anotava algumas coisas, talvez calculando. – Agora, você deve estar procurando alguma forma de defesa, sei que a vida aí não é fácil, bom, no fim da tarde devo terminar uma leva nova de lâminas, então , pensando em você, talvez pudesse amarrar ou aprender a segurar mesmo com esses braços, enfim, depois que tiver decidido pode vir no fim do dia.

Sem o projeto aprovado, Serpico então caminhava para fora da loja, já que, de qualquer jeito, não teria dinheiro para comprar duas lâminas, sobraria nem mesmo dinheiro para a comida. Dessa forma, só restava uma opção: procurar formas de obter dinheiro. E para tal, seguia ao lugar mais fácil: perto do centro da cidade.

Chegando lá , a atmosfera mudava, diferente das ruas periféricas, em que poucas pessoas andavam, o centro dava um ar de “famoso” para Shell, ou pelo menos simulava isso, turistas, pessoas apressadas, ruas largas, tudo ali parecia mais com as grandes cidades dos Blues, afim de tentar dar um quê de moderno ao local. Em meio a multidão, era possível ouvir o som de comerciantes anunciando seus produtos.

O lado bom era que o rapaz, seja por sua condição ou outros fatores, conseguia certa mobilidade, pois muitas pessoas ao verem sua figura, abriam passagem para ele, ou se afastavam. Pouco mais a frente de si, conseguia ver uma turista que carregava uma bolsa, ela não parecia estar tão atenta, pois contemplava uma casa, talvez observasse a arquitetura dela, não importa. Nos dedos da mulher, estavam presentes joias que aparentavam serem valiosas, indicativo que era uma ricaça e o marido dela, se é que alguém estava a acompanhando, não estava ali, o que poderia sugerir que era uma vítima fácil.

Em contrapartida, quando o jovem dava mais um passo, um homem tocava no ombro de Serpico, que imediatamente virava-se, o homem usava uma capa negra que dificultava um pouco o reconhecer, mas tinha uma pele morena e uma expressão de um homem de uns 30 anos para mais, só que mais cansado. – Aí garoto, tá afim de um trabalho? Não posso falar o que agora, mas se você me seguir, é grana fácil.

A decisão ficava na mão do morador de rua.


OBS:
 

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Sakaki
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptySex 13 Dez 2019, 22:46

O Boicote

O forte cheiro de tabaco no local deixou o jovem minimamente desconfortável, não era um cheiro familiar para Serpico, talvez estivesse o sentindo pela primeira vez desde que se locomoveu para Shells Town, mas com certeza não o agradava, se aquele fosse um cheiro característico de todas as ferrarias da cidade, seria uma tarde longa. O garoto se aproximou do balcão e logo foi abordado por um senhor, que pelo porte físico só poderia ser o dono do estabelecimento e emissor do odor, Serpico lhe entregou o projeto a qual ele mesmo havia rabiscado para que o profissional pudesse analisar a viabilidade do esquema. O homem estudou a planta por alguns minutos e disparou um olhar receoso em direção ao jovem, que mesmo sem entender muito sobre as expressões humanas e o que elas representavam, pode entender que aquele homem não iria aceitar o serviço, o jovem estenderia a mão para o homem demonstrando que queria o esboço de volta enquanto o ferreiro começava seu discurso de piedade:

– Escuta garoto, se eu entendi bem, a ideia não é ruim, mas eu não tenho habilidade para isso. Alias, nenhum ferreiro dessa ilha tem. Isso não é tão simples quanto parece, porque vai muito além da arte da forja, envolve a medicina, evolve algum conhecimento sobre os metais, não é algo que vai ser feito aqui. Eu sou muito bom no que faço, mas não tenho capacidade de fazer isso, e você teve sorte, porque poupou seu tempo indo até outros ferreiros que só iriam te enganar, não dá para fazer isso por aqui.

O jovem assentiu com a cabeça para demonstrar que entendeu a mensagem, se curvou ao homem em sinal de respeito e agradecimento pelo tempo perdido, mesmo não sendo um grande fã da raça humana, não havia porque demonstrar deselegância, o jovem não estava triste nem irritado, ele sabia que não seria fácil, e por algum motivo, acreditou na palavra do ferreiro, não haveria porque continuar procurando, Serpico apostou em Shells Town como uma cidade de grandes recursos capaz daquele feito, mas errou, não havia mais nada ali para ele. O jovem se virou e partiu em retirada da loja, porém o homem aparentemente ainda movido por pena do garoto continuou procurando alternativas de ajudar:

– Agora, você deve estar procurando alguma forma de defesa, sei que a vida aí não é fácil, bom, no fim da tarde devo terminar uma leva nova de lâminas, então , pensando em você, talvez pudesse amarrar ou aprender a segurar mesmo com esses braços, enfim, depois que tiver decidido pode vir no fim do dia.

Serpico rapidamente negou a sugestão de amarrar algo em seus braços, a ideia de usar cordas ou fitas para grudar lâminas em seus membros era inviável, ele almejava por discrição e um garoto com espadas remendadas aos cotocos não é algo que passaria despercebido, além da forte probabilidade das amarras se soltarem ou se romperem em um confronto e da complexidade do jovem amarrar as armas sozinho, o mesmo desejava autonomia. Mas ainda assim, precisava de uma arma, e a utilizaria como antigamente, usaria de suas próteses para segura-las assim como qualquer espadachim, através do mecanismo de cabos das próteses Serpico possuía movimento das falanges artificiais e após 5 anos utilizando a mesma confiava o bastante em si mesmo para manusear um Ninjaken com os membros inanimados. Já de costas, Serpico girou a cabeça em um ângulo que pudesse ver a figura parruda do ferreiro por cima do ombro e em um tom suave afirmou:

- Estarei aqui ao fim da tarde.

Saiu da loja e se locomoveu em direção ao centro da cidade, mesmo sem sucesso em seu plano ainda precisava de dinheiro, um objetivo tanto quanto tolo pensava consigo mesmo, sair por ai em busca de dinheiro não soava nada poético, porém, Serpico tinha ambições que não poderia atingir sozinho ou sem serviços de terceiros, e só havia uma forma de alcançar isso, com os pequenos pedaços de metal pela qual essa raça era assustadoramente apaixonada, os Berries, e no final roubar não parecia uma ideia tão ruim, já que enquanto esta causando dano a um estaria bonificando outro pelos seus serviços, pelo menos era assim que o jovem pensava.

Ao chegar ao centro em busca de uma maneira de lucrar, Serpico rapidamente notou uma mulher que aparentava um belo capital, segurando uma bolsa e esbanjando belas jóias, porém, logo desconsiderou, roubar uma mulher estava fora de cogitação, se ele iria roubar ele roubaria de alguém capaz de defender seus bens, era isso que Akira iria querer, sua honra se aplicava até mesmo a um simples furto. Porém de maneira quase orquestrada pelo universo, o jovem foi abordado por um homem de pele escura sobre um manto negro:

– Aí garoto, tá afim de um trabalho? Não posso falar o que agora, mas se você me seguir, é grana fácil.

Serpico já havia lido sobre destino em algum  livro de sua infância uma vez, talvez não se aplicasse aquela situação, porém acreditava que não haviam coincidências e resolverá dar uma chance para a oportunidade. O jovem estava especialmente receoso, ele sabia que poderia ser considerado um alvo fácil por ladrões ou golpistas, já que aos olhos deles não passava de um garoto fraco e sem braços, o homem poderia escolher qualquer um no imenso centro daquela cidade, porém foi diretamente no jovem aleijado, aquilo soava estranho, entretanto, Serpico sabia se defender, o garoto lançou um olhar inexpressivo contra o rosto sombreado do homem e falou com determinação:

- Tem minha atenção.

Seguiria o homem sempre atento aos flancos, olharia para todos os lados procurando por pessoas suspeitas que estivessem o seguindo para talvez armar uma emboscada contra o jovem, procuraria por pessoas suspeitas que fitassem olhares contra o jovem e se movessem em sincronia com ele e com o empregador misterioso, caso notasse a presença dessas pessoas manteria a calma, marcaria as posições de cada suspeito e planejaria uma rota de fuga que não fosse obstruída por nenhum deles em sua mente, mas ainda sim se manteria seguindo o homem enquanto estivessem rodeados de civis. Porém se notasse que o homem estaria o guiando para um beco ou uma área com pouco movimento, Serpico interromperia seus passos, verificaria se as figuras suspeitas ainda o seguiam. Se fosse o caso, olharia com um olhar sanguinário para o homem e citaria o número de suspeitos e suas posições terminando a frase com:

- Se pretendia encurralar uma presa fácil pegou o aleijado errado.

Porém, caso o homem estivesse o levando para um beco ou área pouco movimentada mas sem nenhuma evidência de emboscada, o jovem ainda sim pararia e diria:

- Quero informações do trabalho antes de continuar.

Caso o homem se recusasse a explicar, o jovem apenas começaria a recuar voltando ao centro para continuar procurando por uma vítima. Mas se o homem resolve-se explicar, o jovem analisaria cada ponto da explicação, procurando furos ou fatos mal explicados. Se a explicação fosse coerente e o trabalho não entrasse em choque com seu código de honra, Serpico perguntaria pelos seu honorários, caso o risco valesse o valor da bonificação, continuaria interessado e se necessário continuaria seguindo o homem.

Se o jovem fosse repentinamente emboscado a primeira opção seria buscar por um furo ou rota de fuga, tendo uma rota correria, sem sucesso ele analisaria a situação, contaria o número de criminosos e observaria o cenário em sua volta atrás de recursos para montar uma estratégia.

Porém, se corresse tudo bem e o jovem e seu guia se mantivessem em uma área com uma constante circulação de civis, o jovem apenas continuaria o seguindo até o destino de ambos, para que fosse lhe explicado o serviço.

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptySab 14 Dez 2019, 13:16



A Thief's Tale

#02



Entre as escolhas que eram possíveis, Serpico então decidira seguir o homem que havia lhe abordado, e entre as tramas do destino, um dos fios havia se conectado. Diferente de muitos que imaginavam o “Destino” como uma entidade onipotente e onipresente, o garoto entendi-o apenas como um fator, na verdade, poderia até mesmo curvar o destino a seu favor, e de fato, esse “ser” era algo ativo, que moldava-se e evoluía conforme as interações, que atuava em todos e em tudo, ao mesmo tempo que se manifestava individualmente.

Após a resposta do jovem, o homem então fazia um sinal para que o aleijado o seguisse, começando a caminhar em direção à saída do centro. Com cautela, e com razão, o moreno observava que estava indo em direção das docas da cidade, e ao contrário da imaginação, não parecia ser uma trilha para uma emboscada ou coisa assim, pelo menos até agora o desconhecido havia honrado com a sua palavra.

A dupla andava por cerca de 10 minutos, até chegar efetivamente nas docas, lá podia ver navios que preparavam-se para zarpar, outros que acabaram de chegar, em que homens carregavam caixotes, as vozes dos navegadores se espalhavam como comandos, e aquela parte parecia bem mais viva, bem mais aventureira do que qualquer outra parte da cidade, quase um universo paralelo à realidade pacata de Shell’s Town.

O outro então fazia mais um sinal de que o garoto o acompanhasse e indicava alguns caixotes para que se sentasse, era um lugar aberto, amplo, não tinha muito a cara de uma emboscada e, sendo assim, talvez pudesse se sentir mais a vontade ali, ou não. – Bom garoto. O homem então puxava de dentro da sua roupa um pequeno saquinho de dinheiro, não dava para saber quanto exatamente tinha ali, mas com certeza não era uma quantia tão baixa assim. – O trabalho é o seguinte: eu e meus amigos vamos hoje a noite pegar algumas cargas de um certo navio, digamos que não dá pra simplesmente ir lá e pegar, e por isso precisamos de alguém que chame a atenção. E é ai que entra você! Precisamos que crie um alvoroço, alguma coisa assim, de preferência perto da região central, algo que chame um pouco a atenção da marinha e libere pra gente algum tempo, cerca de meia hora a uma hora. O contratante então passava a mão no cabelo, ajeitando o mesmo, jogando-o para trás e passando suavemente a mão no lábio. – Aqui comigo tem 50.000 berries, ou seja, 50.000 agora e os outros 50.000 depois do serviço, 100.000 berries no total. Para alguém que não tem muita coisa, acho que é uma recompensa em tanto para esse tipo de serviço.

O desconhecido não mostrava sinais de qualquer golpe no momento, mas não mostrava se estava armado ou não, sequer seu estilo de luta. Dessa forma, havia a possibilidade de Serpico roubá-lo ali mesmo e esquecer toda a história do trabalho, afinal, chamar a atenção da marinha poderia ser algo bem mais difícil do que soava ser. Além disso, poderia pegar o trabalho e decidir jogar o jogo deles, ganhando seu dinheiro e mostrando a que valiam suas habilidades. – E então, aceita? Dizia a voz mais grave, com um certo sorriso malandro no rosto.



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Sakaki
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptySeg 16 Dez 2019, 13:18

Strategi

Serpico cada vez mais criaria uma sensação de segurança ao perceber que o homem o guiava para a parte portuária da cidade, uma área de extrema movimentação e repleta de testemunhas, a possibilidade de uma emboscada já havia sido descartada, porém o jovem ainda mantinha dúvidas sobre as intenções do homem. O empregador o levaria até uma uma pilha de caixotes aos quais o garoto utilizaria como assento improvisado e enquanto puxava um pequeno saco cheio do que aparentava ser dinheiro o homem começava a discutir sua proposta:

- Bom garoto, o trabalho é o seguinte: eu e meus amigos vamos hoje a noite pegar algumas cargas de um certo navio, digamos que não dá pra simplesmente ir lá e pegar, e por isso precisamos de alguém que chame a atenção. E é ai que entra você! Precisamos que crie um alvoroço, alguma coisa assim, de preferência perto da região central, algo que chame um pouco a atenção da marinha e libere pra gente algum tempo, cerca de meia hora a uma hora.

Era um trabalho de alta periculosidade, existiam grandes riscos do jovem acabar sendo preso ou até mesmo executado pela marinha e então o dinheiro de nada serviria no outro mundo. Porém, Serpico estava confiante em sua inteligência, o jovem sabia que era capaz daquilo, mas bastava saber se a bonificação pelo serviço seria equivalente a seu risco, e assim o homem continuou:

- Aqui comigo tem 50.000 Berries, ou seja, 50.000 agora e os outros 50.000 depois do serviço, 100.000 Berries no total. Para alguém que não tem muita coisa, acho que é uma recompensa em tanto para esse tipo de serviço.

Embora o homem fosse claramente um criminoso ele não aparentava querer enganar o garoto, parecia confiante em querer fechar negócio com o jovem de forma honesta, talvez realmente existisse a famosa “honra entre ladrões”, mas isso não fazia com que Serpico confiasse totalmente em sua índole. Mesmo desconfiado, o jovem não era do tipo que negocia, iria aceitar o trabalho pelos termos do homem porém esperava que o acordo fosse cumprido das formas impostas pelo empregador. O garoto mantinha seu olhar inexpressivo sobre a figura do homem, esperava alguns segundos até finalmente estender sua mão em direção ao saco de dinheiro, simbolizando para o rapaz que ele havia aceitado o trabalho, já com o dinheiro em sua posse o garoto tiraria suas únicas dúvidas:

- A que horas devo iniciar o trabalho e onde lhe encontro para receber a segunda parte do pagamento?

Com suas dúvidas cessadas, o jovem iria se dirigir para o ferreiro agora com o capital dobrado e iria esperar do lado de fora da Ferraria até que o sol começasse a se por e já no fim da tarde entraria esperando ser atendido pelo homem, que já saberia pelo que o jovem estava ali. Caso as lâminas já estivessem prontas, o jovem solicitaria dois Ninjakens, caso ainda não estivessem ele esperaria, porém se fosse se atrasar para o inicio do trabalho procuraria por outra loja de armas.

Já armado Serpico se dirigiria para o centro da cidade onde ele observaria até o cair da noite, prestaria atenção principalmente nos marinheiros e se havia um padrão em suas rotas de patrulha, depois buscaria por um local com um alto fluxo de civis porém com baixa visão da marinha, no máximo 2 ou 3 marinheiros e então o jovem começaria a pensar em sua estratégia.

O garoto pensou em iniciar um incêndio ou explosão de forma anônima, entretanto haviam muitas variáveis, qual seria o estopim? O fogo se manteria aceso e se alastraria o suficiente para chamar a atenção da marinha pelo tempo necessário? A ideia foi rapidamente descartada, o garoto iria se comprometer e a ganância humana era a garantia de que daria certo.

Serpico tentaria se manter informado da hora, perguntando para estranhos se necessário, e chegando próximo ao horário informado iria iniciar a primeira etapa do seu plano. Iria procurar por um comerciante de rua que demonstrasse um mínimo de carisma, iria analisar suas vestes e produtos para saber se homem seria necessitado de dinheiro, e se fosse o caso o jovem lhe ofereceria o trabalho. Se aproximaria dos camelôs que atendessem aos padrões, sentaria próximo a eles e diria:

- Senhor, se não for incômodo peço que me anuncie. Estou disposto a lutar com qualquer um dessa praça e o homem ou mulher que me derrotar ira ganhar 30.000 Berries. Posso lhe oferecer 5.000 Berries como recompensa pelo serviço e mais 5.000 quando acabarmos.

Negociaria com o homem se necessário porém não gastaria nada além de 10.000 Berries com isso, o serviço era simples, o jovem procurava por um homem que o anunciasse como um aleijado qualquer que procurava por luta, e que pagaria 30.000 Berries a quem o derrotasse. Procuraria pelo anunciante e em último caso ele mesmo se anunciaria.

Caso encontrasse o homem ou ele mesmo começasse a fazer o anúncio o jovem manteria a sacola com o que lhe restava de dinheiro a mostra, junto a suas próteses. O plano do jovem era atrair um otário, um  garoto sem braços de aparência pálida e fina não apresentava perigo nenhum, isso com certeza deveria atrair qualquer um que precisasse de um trocado.

Aquilo era complicado, porém necessário, o jovem não poderia simplesmente matar alguém indefeso na rua, iria contra seu código, aquilo tinha como objetivo achar alguém que se achasse capaz de se defender, e então dar tudo de si para matá-lo da forma mais atroz possível. Seu plano era atrair um aspirante a lutador, reunir uma multidão em volta, como moscas voando sobre a merda, e então decapitar o homem ou espalhar seus intestinos sobre o terreno, uma morte tão brutal que provocaria histeria coletiva aos civis que nunca haviam visto algo parecido, assim chamando a atenção da marinha.

O aleijado então esperaria, caso necessário aumentando o valor do prêmio para conseguir seu desafiante e assim que o encontrasse o jovem mostraria suas lâminas e deixaria claro para o homem que ele estaria botando sua vida em risco, caso ele desejasse continuar, o jovem iria se posicionar defensivamente e deixar que o homem realizasse o primeiro ataque, sua estratégia era se esquivar até achar uma brecha.

Obviamente o jovem esperava por um civil qualquer, porém existia a possibilidade de alguém realmente forte aparecer, mas o garoto seguiria o plano, tentaria se aproveitar da guarda baixa do homem ou de sua confiança por lutar contra um aleijado.


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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptySeg 16 Dez 2019, 23:01



A Thief's Tale

#03



Mesmo com todas as dúvidas levantadas, Serpico decidira seguir com a opção do trabalho semi-honesto, não era ele que estava roubando, na verdade só estaria agitando um pouco a cidade, o que por si só não era ilegal. Assim, ouvindo a proposta do homem, fechava o acordo tomando o saco da mão do homem com a primeira parcela do pagamento, em seguida fazendo-lhe as perguntas sobre os detalhes do trabalho.

- Seria bom começar em torno das 20:00 horas, é o horário de janta dos civis, então boa parte vai estar em casa, além disso provavelmente vai ser a troca de turnos da marinha, o que vai facilitar pra todos nós. Sobre a segunda parte, se tudo der certo, basta me encontrar aqui mesmo, ao meio dia de amanhã.

Dito isso, o homem levanta-se e fazia um sinal para o ninja, partindo dali em direção aos seus objetivos. O moreno não fazia por menos, saia dali e seu primeiro objetivo seria cumprir a promessa ao ferreiro, ao fazê-lo, adentrava na loja onde ordenava duas espadas, e assim o ferreiro, mais uma vez com o forte cheiro de fumo presente, já havia deixado reservadas. – Aqui estão, 60.000 berries, pense bem no que vai fazer com elas garoto. Serpico usando suas novas economias, em conjunto com as antigas, pagava o montante e retirava-se do ambiente.

Dessa vez, partia para perto da região central, para honrar o compromisso. Aí estava algo interessante, mesmo que fosse alguém da rua, com um ódio profundo pelo mundo, ainda sim tinha sua honra, tinha seus códigos e rituais, no fundo, mesmo sob o ódio, as pessoas ainda se mantinham humanas.

Seu rumo agora era para uma pequena praça, paralela à praça central, no ambiente rondavam alguns marinheiros, mas não pareciam ter um padrão bem definido de ronda, hora dois apareciam, hora três, hora nenhum. Seguindo seu plano, o garoto das próteses buscava algum vendedor carismático e de imediato sua atenção era atraída para um homem de barba mal feita, com um dente de ouro e outro faltando no lado oposto da boca, possuía um corpo mais rechonchudo e suas bochechas grandes reafirmavam isso. – Veja moça, que bela iguaria trouxe da famosa Grande Rota, isso é um produto de extrema qualidade, não é qualquer hora que se tem isso aqui não. Muitas pessoas, mesmo que não tivessem dinheiro para comprar seus produtos, o que em parte custava uma perda de lucro para o vendedor, paravam só pelo chamado do mesmo com sua voz levemente grave, digna de um narrador de luta.

Dessa forma, tendo seu alvo em vista, Serpico seguia até ele fazendo-lhe sua proposta, a qual após algum tempo de reflexão por parte do ambulante era aceita com um sorriso. – Vamos fazer dinheiro então garoto! Já está perto da hora da janta, vai ser ótimo para alavancar as vendas e não perder o dia!  Pouco tempo depois o homem arrumava um ringue improvisado de caixotes, um diamante com cerca de 10m x 5 metros, não era um espaço muito amplo, mas o suficiente para uma luta digna de gladiadores da antiguidade. Em seguida, antes de qualquer reclamação pelo menor, colocava-o em cima de um dos caixotes e puxava sua voz anunciando a competição.

- ADORÁVEL PÚBLICO DE SHELL TOWN, TRAGO-LHES AQUI A LUTA DA DÉCADA NESSSAS CIDADE. TAMANHO DESAFIO JAMAIS FOI VISTO, TAMANHA OUSADIA NUNCA FORA DESCRITA POR ESSAS TERRAAAAS. Ele tomava uma pausa para respirar e logo continuava. – TESTEMUNHEM O DESAFIO DO COLOSSO, AQUELE QUE GANHAR DESSE GAROTO LEVA IMEDIATAMENTE, DAS MINHAS MÃOS, A QUANTIA DE 30.000 BERRIES! QUEM TERÁ A CORAGEM DE ENFRENTÁ-LO! SUA LOUCURA TOMOU SEUS BRAÇOS E FALA! SUAS PALAVRAS ARDEM MAIS QUE SUAS QUEIMADURAS! TREMAM DESAFIANTES PERANTE O LOUCO DESMEMBRADO!

De imediato as pessoas ao redor paralisavam com o grito do anúncio, algumas mulheres ficavam atônitas e grudavam em seus companheiros com certo medo, outros homens direcionavam sua atenção completamente para a arena, enquanto alguns comerciantes, em apoio ao colega, soltavam gritos de animação e êxtase. Portanto, não demorava muito para que um desafiante aparecesse.

Um homem, de seus 30 e poucos anos, moreno, cabelo de cor vermelho vivo, com seu 1,83 de altura adentrava na arena usando uma capa, sem camisa e carregando junto a sua bermuda uma dupla de manoplas. O homem retirava sua capa de imediato e só observando esse movimento Serpico podia observar sinais claros de embriaguez no homem, ao observar melhor sua expressão, era claro a bochecha vermelha e o sorriso bobo no rosto desse.  – Ora ora, não é todo dia que vejo essa coragem por aqui, gostei. Garoto, por que não me conta sua história enquanto a gente luta? O homem então colocava já suas manoplas e o anunciante da batalha animava o público.

- TEMOS UM DESAFIANTEEEE ! PESSOAS DE SHELL TOWN, O DUELO ESTÁ PARA COMEÇAR! FAÇAM SUAS APOSTAS COMIGO!  GLADIADORES, AS REGRAS SÃO SIMPLES: APENAS UM PODE VENCER, LUTEM COMO SE SUAS VIDAS DEPENDESSEM DISSO! PREPAREM-SE! Dito isso ele dava um certo tempo para que a dupla se preparasse para o combate, e com um movimento da mão anunciava o começo.

- LUTEM !

Ao sinal, o homem não fazia nada, apenas mantinha uma posição de guarda com as manoplas, mãos acima do rosto, corpo movimentando-se para um lado. – Vamos garoto, me conte sobre a sua história.




imagem do desafiante:
 
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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptyTer 17 Dez 2019, 01:29

Vem Tranquilo!

O plano de Serpico corria assustadoramente semelhante ao como ele havia traçado em sua cabeça. O jovem havia saído da ferraria com duas lâminas recém forjadas e um aviso: “Pense bem no que vai fazer com elas garoto”, por um momento o garoto pensou sobre como o ferreiro se sentiria quando soubesse das notícias ao nascer do sol, será que ele se sentiria arrependido por forjar as lâminas que viriam a tirar as vidas de quem cruzasse o caminho de Serpico naquela noite? Ou se sentiria orgulhoso por forjar armas tão letais que permitiram um garoto aleijado ter sucesso em uma batalha? Era impossível saber, os seres humanos são criaturas curiosas, todos tão diferentes e com definições de moralidade distintas, porém com o pouco de experiência que tinha com as pessoas, o jovem apostava na primeira opção, mas isso não o impediria de fazer o que planejava fazer.

Já em posse de suas armas o garoto iniciaria seu plano de forma silenciosa apenas observando e tomando nota sobre as rondas dos marinheiros na região, algo que o jovem notou ser aleatório, os marinheiros pareciam se movimentar livremente pelas praças e vielas em grupos de no máximo três pessoas, eram dados suficientes para começar, afinal a posição e número de marinheiros não afetaria o plano de forma tão significativa no final.

Já com um conhecimento primitivo sobre o modo de patrulha dos marinheiros junto da informação dada pelo seu empregador sobre a troca de turnos, era hora de iniciar seu plano oficialmente, o que novamente ocorreu de forma impecável. Em sua busca por um “apresentador” o jovem manteve seu foco em um homem gorducho e semibanguela, com barba mal feita e lábia de rua, sua voz ecoava pela praça e ele parecia ter a habilidade de atrair as pessoas, ele era perfeito. O jovem levou até ele sua proposta e embora relutante o comerciante aceitou com profissionalismo, construindo um ringue de caixotes e anunciando o evento como um verdadeiro show.

O jovem se posicionou sobre um dos caixotes enquanto o vendedor anunciava a luta, e por um momento o jovem pode se sentir vivo, aqueles rostos o encarando assustados, como se finalmente notassem sua existência, o velho anunciando o acontecimento como um evento épico que ficaria marcado na história, o garoto pode se sentir como um herói dos livros que lia, pode se sentir em um grande coliseu rodeado por milhares de pessoas com sua luta sendo anunciada pelo mais importante diplomata, pode imaginar o sangue de seu desafiante voando torrencialmente sobre toda a plateia enquanto eles gritavam por mais, talvez possa ter sido até mesmo possível ver um leve sorriso estampado no rosto de manequim do guerreiro.

- TESTEMUNHEM O DESAFIO DO COLOSSO, AQUELE QUE GANHAR DESSE GAROTO LEVA IMEDIATAMENTE, DAS MINHAS MÃOS, A QUANTIA DE 30.000 BERRIES! QUEM TERÁ A CORAGEM DE ENFRENTÁ-LO! SUA LOUCURA TOMOU SEUS BRAÇOS E FALA! SUAS PALAVRAS ARDEM MAIS QUE SUAS QUEIMADURAS! TREMAM DESAFIANTES PERANTE O LOUCO DESMEMBRADO!

“O Louco Desmembrado” com certeza passava uma ideia errada sobre o jovem, porém isso não era importante, o garoto não podia deixar seu êxtase desviá-lo da missão,  ele precisava provocar a confusão rapidamente e precisava ser algo grande, porém o número de civis ao seu redor não parecia ser o suficiente, o garoto não tinha atenção da marinha e seu desafiante ainda não havia se apresen… O pensamento estratégico do jovem era interrompido por um minuto enquanto ele via um homem adentrar o campo de batalha, um homem alto com longos cabelos ruivos e um par de manoplas, por um momento o desafiante parecia ameaçador, era claramente um lutador, algo que Serpico não esperava entretanto não era um desvio tão grande no plano, o jovem sabia que poderia usar de sua situação para ganhar vantagem sobre o rapaz com dois braços perfeitamente saudáveis, as coisas ainda estavam sob controle.

Serpico descia calmamente do caixote enquanto abria sua capa de remendos para dar a visão de dois Ninjakens em suas bainhas presos a sua cintura, o homem começava a retirar suas vestes pesadas e o garoto se prepararia para fazer o mesmo porém notou algo no homem, sua movimentação titubeante junto as suas bochechas rosadas passavam  a clara mensagem de que o homem estava embreagado, Serpico continuaria com a guarda alta mas percebia a clara vantagem que tinha sobre o homem, que já sem a capa começava a soltar palavras junto ao bafo alcoolico no ar:

- Ora ora, não é todo dia que vejo essa coragem por aqui, gostei. Garoto, por que não me conta sua história enquanto a gente luta?

Serpico permanecia em silêncio apenas de olhos fixos no homem, o garoto já estava cansado de contato verbal, deixaria que o silêncio falasse por si enquanto podia ouvir os gritos de seu anunciante ao fundo. O jovem já tinha uma estratégia em mente, utilizaria de sua velocidade para confundir o homem, seu corpo esguio claramente seria mais veloz e ágil do que o homem parrudo com o peso adicional das manoplas, se movendo rápido e desferindo ataques múltiplos poderia fazer com que o homem ficasse tonto ou no mínimo confuso devido sua falta de sobriedade.

- LUTEM!

Os pensamentos de Serpicos eram interrompidos pelo início da luta, o jovem se posicionava defensivamente enquanto esperava pelo movimento do homem, porém não ocorreu, o inimigo se manteve parado enquanto continuava indagando o jovem sobre sua origem:

- Vamos garoto, me conte sobre a sua história.

Serpico não poderia permitir que a luta não mantivesse um ritmo mínimo, caso os dois ficassem apenas parados conversando a multidão que observava rapidamente perderia o interesse e se dissiparia, o que não era do interesse do jovem, ele precisava de um grande aglomerado de civis para chamar a atenção da marinha mais rapidamente, então se o boxeador não faria o primeiro movimento Serpico o faria.

O jovem partiria para cima do homem com velocidade média, cerca de 70% de sua velocidade máxima, Serpico não tinha interesse de dar tudo de si no início da batalha, apenas queria que a luta parecesse de igual para igual para que o número de curiosos aumentasse e assim gradativamente a multidão se expandisse. Quando estivesse a poucos metros do homem o aleijado sacaria apenas um Ninjaken com a prótese direita  e com um movimento do punho artificial apontaria sua lâmina em direção ao homem mantendo foco sempre em seus punhos. O garoto visava se aproximar o suficiente para que em um veloz movimento horizontal pudesse rasgar o homem na altura das coxas, já que seu abdômen estaria devidamente protegido o jovem visava golpes na parte inferior do corpo, e intercalava seu foco entre seu alvo e os punhos do inimigo. Ao menor movimento dos braços do homem o jovem interromperia seus passos e se prepararia para desviar do golpe impulsionando seu corpo para a direita ou esquerda, e em caso de sucesso continuaria sua investida contra o homem. Mas caso o jovem fosse atingido ele apenas se jogaria o máximo possível para longe do adversário, retomaria o fôlego e voltaria para o combate, mas de jeito nenhum deixaria ser agarrado, utilizaria de seus ótimos reflexos para esquivar o máximo possível. Mas no caso do jovem acertar o golpe, ele se manteria na mesma estratégia de atacar as pernas só que alternando os caminhos e os lados de esquiva mantendo a luta calma até que atraísse um número ideal de civis e marinheiros.

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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptyTer 17 Dez 2019, 18:47



A Thief's Tale

#04



O calor da batalha ia aumentando a cada minuto, ou talvez fosse a temperatura da noite mesmo, de toda forma, o combate havia começado e vendo seu adversário tomando uma certa distância, Serpico não permitiria que o outro ditasse o ritmo da luta. Desse modo, avançava em direção ao mesmo usando uma velocidade considerável. O homem de início só respondia fechando mais sua guarda e ao ver o movimento deste sacando a espada, e em seguida cortando, o lutador só reagia puxando a perna para trás em um leve salto, fazendo com que a lâmina atingisse somente a calça desse cortando-a na região.

- Até que você é rápido em garoto. Dizia enquanto recuava dando alguns passos cambaleantes até retomar novamente sua postura. Dessa vez, seguindo seu plano, o Ninja avançava mais uma vez, buscando atingi-lo em seus punhos, de imediato Serpico puxava sua lâmina em um golpe ascendente, todavia esse era bloqueado pela parte metálica da manopla do inimigo, produzindo um barulho estridente com faíscas, levando a ninjaken a ser rebatida.

Preparado para desviar, o moreno colocava os pés com mais força, mas nesse momento seu olhar encontrava o do lutador e sem corresponder ao seu pensamento, seu corpo titubeava por um instante, sentia um frio na espinha e sua respiração ofegava. Não conseguia explicar pela razão talvez, mas com certeza o homem tinha um olhar intimidador, perfurava a alma e atingia o espírito.

- Estou ficando empolgado. Dizia ele em voz alta no momento que defendia o corte desferido.

Em sequência, Serpico conseguia recuar e preparava-se para mais uma sequência. Mas, antes que pudesse se mover, o homem já havia partido do seu local, de forma totalmente acelerada, mantendo seus braços colados ao tronco, o qual estava abaixado, era claro sua intenção de golpe: um gancho. Como estava sem sua capa, suas costas estavam nuas, assim como havia o corte nas suas roupas, mas claramente a velocidade desse era superior ao do garoto, talvez teria que usar mais que seus atributos físicos para ganhar dele.

Durante a batalha, não havia conseguido notar a mudança na plateia, mas quando recuou era possível notar que mais pessoas chegaram ao ringue, talvez já estavam terminando de jantar e decidiram assistir a um entretenimento mais violento, o comerciante sorria e anunciava mais suas apostas, enquanto um certo tumulto de pessoas se formava. Não era possível distinguir claramente os marinheiros ali, todavia era possível ver manchas que se pareciam com o uniforme, de todo jeito, o evento estava começando a tomar as proporções esperadas pelo morador de rua.




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MensagemAssunto: Re: Teleton Chronicles I: Retaliação   Teleton Chronicles I: Retaliação EmptySex 20 Dez 2019, 03:12

Socorro

A primeira investida do jovem havia sido falha, em um movimento inesperadamente eficaz o boxeador recuava e deixava com que a lâmina passasse pelo ar atingindo apenas suas vestes.  Aquela movimentação em combate não era de um bêbado qualquer, o que vinha a confirmar as suspeitas do garoto, aquele homem era um lutador experiente e talvez se não estivesse embriagado teria desviado do golpe sem qualquer dificuldade. Serpico recuava enquanto via o homem fazendo o mesmo, que por sua vez começava mais uma vez a criar diálogos no meio do combate:

- Até que você é rápido em garoto.

Serpico mais uma vez o ignorava, matinha foco completo na batalha e se preparava para a próxima investida, mais uma vez se disparava em direção ao inimigo dessa vez visando atingir seus punhos, mas novamente o jovem viria a fracassar, o golpe da lâmina era facilmente bloqueado pelas manoplas metálicas, o choque das armas gerava um som estridente que se dissipava pela praça, o jovem não poderia ver mas sabia que aquilo estaria gerando emoção na plateia. O garoto se preparava para tomar distância até seus olhos se encontrarem com o do seu adversário, era como se o tempo parasse naquele instante, o coração do jovem começava a bater em um ritmo acelerado e as partes de seu corpo ainda feitas de carne tremiam sem controle, em um completo estado de choque o jovem esboçava um sorriso trêmulo em seu rosto de manequim enquanto continuava se afastando em passos cambaleantes, afinal era aquilo pelo que o jovem buscava, queria sentir alguma coisa, ódio, medo, tristeza ou dor, aquilo mostrava que Serpico estava vivo, e ele adorava isso.

Ao fundo poderia ouvir o eco do lutador balbuciando algumas palavras após bloquear o ataque do jovem, mas não fazia mais diferença, agora o garoto estava totalmente imerso no combate, recompunha seu corpo do pequeno ataque de pânico enquanto observava atentamente seu adversário, Serpico sabia que havia cometido um erro ao subestimar o homem, apesar de bêbado era  uma adversário de valor e visivelmente mais habilidoso que o jovem, o garoto não poderia ganhar dele em força ou velocidade, seu fator de vitória seria sua inteligência, mas antes mesmo que o jovem pudesse pensar em uma estratégia ou realizar uma terceira investia o lutador partia em disparada para cima de Serpico com uma velocidade abismal, sua coluna encurvada e o posicionamento de seus braços simbolizavam claramente um golpe de gancho. O garoto não poderia fazer um movimento brusco, teria de esperar o homem  se aproximar o suficiente até começar o movimento com o punho, e nesse momento o jovem encurvaria sua coluna para trás, jogando a parte superior do seu corpo para longe do punho do adversário enquanto tentava se impulsionar para trás e se afastar do homem. O jovem não teria condições de bloquear ou muito menos realizar um contra ataque, ele tinha que prolongar a luta, desviar até ganhar tempo para pensar em uma estratégia.

Caso a esquiva fosse um sucesso o jovem continuaria se afastando o suficiente do homem, e pelo pouco que ele conhecia de seu adversário era de se esperar que o homem parasse para falar qualquer besteira, o garoto continuaria confiando em seus reflexos, mantendo-se totalmente concentrado nos movimentos do homem e fazendo o necessário para desviar e tomar distância até o homem dar-lhe a brecha. E assim que a batalha sofresse uma pequena parada de ritmo o jovem olharia em torno do campo de batalha procurando por algo que pudesse utilizar, até observar os caixotes que formavam o ringue, poderiam servir de distração. O jovem então começaria a recuar em passos lentos até os cantos formados pelas peças de madeira, sempre com os olhos concentrados no homem, caso ele partisse para cima do jovem o garoto iria novamente tentar desviar em uma brincadeira de gato e rato até chegar próximo aos caixotes e em uma brecha, rapidamente o garoto guardaria seus Ninjakens na bainha, enganxaria um caixote em cada um de seus membros protéticos e então partiria para cima do homem. O garoto sabia que sua pontaria era horrível por isso teria que tomar uma distância média para que seu plano funcionasse, não perto o bastante para ser atingido porém não tão longe a ponto de mandar os caixotes para a plateia, na distância certa o jovem jogaria ambos os caixotes para cima do homem e se moveria velozmente pelos flancos mantendo o corpo encurvado e usando de sua figura esguia para tentar se camuflar no cenário cheio de civis na plateia, e esperando que o homem fizesse algum movimento para deter as caixas ou até mesmo desviasse delas o garoto sacaria uma Ninjaken e tentaria acertar um golpe pelas costas com intenção de cravar as lâminas no homem, e caso o primeiro golpe fosse parado de alguma forma o jovem utilizaria de sua prótese esquerda para sacar a segunda Ninjaken até então exclusiva na batalha e realizaria um golpe em sequência, novamente como uma estocada na parte posterior do corpo.

Caso Serpico  errasse os caixotes ou o homem simplesmente os ignorasse e bloqueasse ou esquivasse do golpe, o jovem apostaria em sua Ninjaken que permanecia sumida no combate e realizaria a investida, caso também falhasse ele recuaria, tomaria mais distância e se prepararia para continuar desviando dos golpes do homem para pensar em outra estratégia, ou no mínimo para tentar cansar o homem.

Mas caso o jovem sofresse o gancho, ou qualquer outro golpe enquanto tentava executar seu plano ele deixaria que seu corpo fosse levado pelo punho do homem ao mesmo tempo se impulsionaria para trás se arremessando alguns metros, deixaria que o Ninjaken voasse de sua prótese para qualquer parte do campo de batalha enquanto rolaria pelo solo, tomaria alguns minutos no chão para se recompor do golpe, possuía quase certeza que o homem não o atacaria no chão, além de ser extremamente tagarela não se daria ao esforço de atacar um jovem deficiente em um momento de fraqueza. Usaria sua capa de retalhos para cobrir seu corpo enquanto sacava a segunda Ninjaken furtivamente e esperaria pela aproximação do homem, esperava que o adversário se aproximasse do garoto para zombar ou até mesmo verificar se o aleijado ainda respirava, e nesse momento o jovem faria uma movimento rápida com o braço enquanto rotacionaria o corpo para acertar os tornozelos do homem com um golpe horizontal procurando causar um corte fundo, ou até mesmo decepando o membro inferior do membro. Caso o homem não  se aproximasse o jovem começaria a se arrastar em direção a ele se fingindo incapaz para lutar, camuflando sua lâmina e caso conseguisse a distância apropriada executaria o plano. Mas caso o homem evitasse contato de qualquer maneira, o jovem se arrastaria  até os caixotes, se botaria de pé e realizaria o plano original de utilizar os caixotes como distração, porém dessa vez com apenas um Ninjaken em mãos.

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