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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Apresentação - 2: Falência ambígua

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySeg 09 Dez 2019, 16:43

Relembrando a primeira mensagem :

Apresentação - 2: Falência ambígua

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Karelina Lawford. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyQui 13 Fev 2020, 17:30


Sendo sorte ou não a porta do esconderijo aberta, e era um trabalho a menos não precisar quebrá-la, sem muitas cerimônias fui adentrando, tendo o desprazer de me separar com uma cena repulsiva, não que o ambiente original já não fosse horrendo o suficiente, agora haviam novas decorações. Caminhei cuidadosamente para desviar dos corpos, tentando não esbarrar em nada com os passos silenciosos. "Não queria sujar ainda mais a sola dos sapatos." Extremamente preocupada com as consequências do que aquela algazarra poderia me causar, eu prossegui.

Foi quando uma sensação até desconhecida por minha pessoa, percorreu-me o corpo, o arrepio vindo da espinha até a nuca, de maneira que se nesse corpo escultural houvesse a pelugem que cobrem os meros mortais, provavelmente estaria eriçada agora. Definitivamente era desagradável, o aperto fundo no peito, as profundezas de meu ser tornaram-se gélidas, o casaco longo de nada parecia adiantar.

Contorci-me encolhendo os ombros, quando uma ligada ofegante de ar deixou os pulmões, me fazendo expirar pela boca. "O que é isso? Apenas sinto como se uma catástrofe estivesse prestes a ocorrer, ou talvez já tenha acontecido, o que poderia trazer tanto desconforto para meu incrível ser..." Ainda sem entender o motivo de de meu corpo parecer mais pesado, como se estivesse presa por correntes de aflição, que me deixaram ansiosa sem motivo aparente.

Foi quando o nervosismo intensificou-se. "Sinto que estou esquecendo de algo muito importante…" Um estalo de lucidez me veio a mente. "Ah não! Isso não pode ter acontecido!" Minha pessoa poderia ter perdido algo muito valioso nesse momento, algo que desencadearia uma catástrofe ainda maior. E então apressei-me, ou ao menos tentei… "Esses corpos imundos, ficando no meu caminho, eles deveriam ter morrido em outro lugar, assim não iriam incomodar-me." Pouco me importando com quem eram, ou que queriam, existe algo que realmente merece minha atenção nesse momento crítico, e com certeza não é ficar dando atenção para cadáveres.

>><<

Finalmente chegando no escritório me deparo com ninguém menos do que Martha, meus olhos logo se encheram de desgosto na direção daquela serva que me apontava uma arma, Já matei gente por menos… a empregada não parou com a atitude hostil mesmo depois de reconhecer, naturalmente minha pessoa não sentia nada além de desprezo pelo que observava. - Continua a usar essas roupas antiquadas mesmo agora. - Dizendo de maneira mais anasalada em tom de resmungo, enquanto iria inclinar levemente o pescoço para o lado, reclamaria decepcionada com ela, afinal Martha aparentemente havia se voltado contra o Hen, porque continuar usando esse uniforme sem graça? E sem querer ficar desvendando respostas para perguntas de baixa prioridade. - Arrf… Tanto faz, de manhã vamos comprar algumas vestes que combinem com vossa pessoa. - Fechei os olhos desviando o rosto para baixo, enquanto suspirei para aceitar tal realidade árdua.

Mas analisando como um todo, algo não parecia correto, que dizer, não que estivesse errado, apenas diferente. Então após alguns instantes observando, pude notar do que se tratava, nesse momento meus lábios tremeram um pouco antes de ficar boquiaberta, meus olhos arregalaram-se quase que de imediato. - Vo-você, mudou o penteado! - Admito que o choque foi surpreendente, era algo que me deixava de fato contente, mas abalo momentâneo ofuscou um pouco minha satisfação.

"Espere, ainda tenho o pressentimento que minha pessoa está esquecendo-se de algo realmente importante aqui, o que era mesmo…" Durante o momento de tensão fez com que meu semblante se tornasse mais sério, aquela sensação fria de antes voltava a apertar meu peito, até que eu finalmente me recordasse do motivo de tanta aflição. - Lembrei!- O breve lampejo de alegria por ter recordado-me do que procurava, fez com que minha pessoa não fosse capaz de manter os pensamentos para si. E logo a dúvida cruel pairou sobre minha mente, encostei a lança no escritório (móvel, parede, tanto faz), então levei ambas as mãos até a cintura enquanto meus olhos preocupados percorriam a extensão do local. - Onde estão…? - Disse com um tom de nervosismo, inflando uma das bochechas com ar, enquanto movia o pescoço de um lado para outro de maneira inquieta a fim de encontrar.

- Martha você sabe onde estão as roupas que deixei no escritório antes de sair? - Diria em tom dúvida, enquanto virava o rosto por cima dos ombros na direção da empregada. Certamente aquelas roupas são extremamente importantes, como poderia minha excelentíssima pessoa continuar a usar trapos rasgados, e ainda ser vista com eles ainda estando sujos de sangue, definitivamente NÃO!

>><<

Se Martha por acaso trouxesse novamente a tona o assunto do Hen, primeiro me sentiria mais uma vez surpresa. Afinal é algo que ela fez sem receber ordens aparentemente, seria talvez um indício dela desenvolvendo vontade própria? Mas depois penso nisso. - Ah claro, o Hen. - Diria sorrindo um pouco envergonhada por não ter respondido a pergunta da empregada anteriormente. - Não há outro motivo para minha pessoa se dar ao trabalho de vir a esse local deprimente tarde da noite, se não para fazê-lo se ajoelhar e implorar pela minha misericórdia, enquanto limpo a sola de meus sapatos em seu rosto. - Diria estando perfeitamente plena, com o semblante sensato, afinal é algo perfeitamente natural e compreensivo de ocorrer. - Mas ele foi bem rápido em por o rabinho entre as pernas para fugir. - Agora com as bochechas infladas de ar, eu estaria visivelmente chateada, afinal era decepcionante ter que aguardar mais tempo para me divertir com o líder da matilha. "Pelo menos agora ele tem a chance de conseguir um sofá melhor." Pensando enquanto dou de ombros, já que não não há mais nada para se fazer nesse escritório.

- O Ras me contou da fuga antes de falecer, então tentei chegar antes do Hen fugir, mas aquele vira-latas era muito problemático. - Diria se caso Martha pergunte como eu sabia da fuga, enquanto me refiro a pequena coleção terríveis de ferimentos que ganhei.

E se ela continuasse com a querer conversar, eu ergueria meu deu dedo indicador na frente dos lábios dela. - Perdoe-me pela interrupção, mas esse não é um local apropriado para duas damas conversarem, irei alugar um quarto para passarmos o restante da noite. - Diria sendo consideravelmente simpática, e até mesmo piscando um olho para a empregada. E assim espero poder deixar o escritório, em direção a alguma pousada ou algo do tipo, levando comigo a lança e as roupas. Mas se Martha dissesse que tem uma casa e me convidasse para dormir lá, minha pessoa não veria motivos para recusar.

Durante o percurso e iria desabafar um pouco com Martha, se houvesse oportunidade para tal, levando o dedo indicador até o queixo, assim ficando mais pensativa. - Sabe Martha, quando entrei no escritório, eu senti algo esquisito bem aqui. - Aponta pro meio dos seios. - Era um aperto bem intenso, mas não era nem um pouco prazeroso. Ainda um pouco admirada por ter vivenciado tal sentimento, podendo parecer até um pouco infantil por ter feito essa "descoberta", diria com um tom mais de surpresa, do que triste. - Mas eu fiquei muito contente por encontrá-la, então passou. - Agora dizendo alegremente, nesse momento até mesmo me permitiria a sorrir ingenuamente empolgada.

"Sinto que ainda estou esquecendo de alguma coisa, ou seria alguém… Tanto faz, se eu não lembro é porque não é importante"
OFF: Narradora: R.I.P Velhote (Crown), foi completamente ignorado pela Vadia louca. Senhorita Lawford.



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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyQui 13 Fev 2020, 18:22




Martha fez aquilo que podia fazer naquela situação… Segurou-se e segurou-se e então riu e relaxou. Embora ''rir'' pudesse ser um eufemismo exagerado para representar um pequeno e entrecortado som que foi produzido por seus lábios durante um ínfimo instante.

- Era melhor do que sujar roupas boas. - Baixou o revólver com uma afirmação tão sábia que Kare provavelmente se veria obrigada a concordar com o grande discernimento daquela mulher prática.

A situação era bastante ''óbvia'' para as duas, embora alguns fatos estivessem bastante nublados elas eram capazes de não se considerar inimigas. - Eu não havia me preocupado achando que havia feito ele conseguir confiar o suficiente em mim... - Martha deu um suspiro cansado. - Mas ele é um rato esguio. - Ela não explicou de fato os motivos que a levavam trabalhar para Henry, embora estivesse implícito que queria se aproximar e conquistar a confiança dele, mas era incerto para qual finalidade.

- Mas…. A senhorita também parece estar precisando de roupas novas. - Ela não mais sorria, mas seu tom tinha um timbre ínfimo de relaxamento que era quase impossível discernir.  

Kare no entanto observava atentamente Martha, pois em sua vista havia algo deslocado e fora do lugar e foi aí que percebeu que o cabelo da mulher estava arrumado de forma diferente. Ao ouvir a colocação Martha não teve nenhuma grande reação, mas havia um pequeno indício de sorriso em seus lábios enquanto um pensamento de: "O que mais eu devia esperar" transitava em sua mente. - Espero que seja mais do seu agrado Senhorita. - Martha então deixou a mesa e levantou as cadeiras a frente. - Sente-se por favor. - oferece um assento para que Kare pudesse descansar. - Infelizmente devido ao estado do local não poderei-lhe oferecer nada já que seu anfitrião parece ter levado tudo de valor.


No entanto Kare não parecia estar prestando muita atenção, pois finalmente percebia qual era o motivo do desconforto crescente que vinha sentindo. - É claro Senhorita, eu as levei para casa mais cedo para lavar, iria lhe trazer amanhã. Acredito que devam estar secas a essa altura. - Embora Martha não fosse realmente quem parecia ser aquele comportamento de empregada prestativa parecia ter se tornado algo tão enraizado nela que era-lhe quase impossível ser outra coisa e muito embora estivesse claro que ela não era tão silenciosa quanto antes fazia parecer era claro também que ser uma empregada havia deixado de ser seu disfarce e se incorporado naquilo que ela realmente era, talvez seja verdade quando dizem que quando você mente para você por tempo o suficiente a mentira acaba se tornando verdade. E era exatamente isto que havia acontecido com Martha que por tanto tempo vinha mantendo o papel de empregada eficiente que isto havia se tornado parte do seu próprio ser igualmente o decoro e cordialidade em sua forma de falar.

Kare então sentava-se afinal seus pés lhe estavam matando. - Posso supor que matou Rasnak e está aqui para terminar o serviço? - Martha por outro lado, mesmo havendo uma cadeira sobrando permanecia em pé.

- Houve interferencia da Familia Stain. Eles auxiliaram os Tenfloy pelas sombras e tentaram matar Henry… Mas ele tem um bom sexto sentido eu suponho. - O rosto de Martha se tornou um pouco carregado. - Quase me entreguei quando você apareceu, mas consegui disfarçar… Ou talvez tenha me entregado e por isso ele fugiu me deixando para trás. - ela parecia estar se lamentando por ter fracassado em algo, mas não informava a respeito do que este algo era.

- A senhorita já sabia que ele fugiria? - Martha perguntou e teve sua resposta. - Então ele já devia ter planejado antes mesmo de vocês saírem. - Ela acenou afirmativamente com a cabeça para si mesmo. - Suspeito que tenha sido para Wars… Rasnak deu a sua... - Kare no entanto se levantava pondo um dedo a frente dos lábios da empregada que se calava. - É claro Senhorita, perdoe-me. - Ela fazia uma leve reverencia…. Realmente aquele papel de empregada havia se enraizado nela de forma irreversível, mas não ofereceria sua própria casa para hospedagem justamente por não achá-la digna da presença de Kare. - O lugar onde durmo é aqui perto, pegarei as roupas da Senhorita antes de irmos.

Deixaram o local e como dito por Martha o lugar onde dormia era próximo ao escritório em um prédio de aparência muito pouco convidativa. Na saída Martha trazia uma sacola com as roupas limpas de Kare, mas também um casaco longo. - Lhe trouxe um casaco senhorita. Creio que seja impróprio que a vejam entrando com roupas manchadas de sangue e rasgadas. - Vejam só se ela não era atenciosa? Mas não só isso… Ela própria havia trocado de roupa, embora está também não fosse ser do agrado de Kare visto que era um modelito completamente preto fosse a calça ou a malha usada.

Dali seguiram em busca de uma pousada, felizmente Martha conhecia bem a cidade e por isso guiou o caminho com facilidade. Aquela hora as ruas quase não possuíam movimento tendo apenas eventuais bêbados caminhando trôpegos nas ruas cobertas de neve. Talvez para um maior alívio de Kare não passaram próximos a residência de Licia. O trajeto demorou cerca de vinte minutos devido às condições da perna da jovem e nesse meio tempo Kare explicou para Martha um pouco do que sentia.

- Posso lhe garantir que não são suas unhas Senhorita. Eu às verifiquei enquanto conversávamos e estão em perfeitas condições. Também peguei uma pomada para hematomas para a Senhorita. - informava Martha.

Nesse momento chegavam a uma pousada, o local custaria 5k pela noite, não era nada chique, mas como informado por Martha era o melhor lugar próximo que encontrariam aberto a este horário, caso contrário precisam caminhar mais meia hora para chegar em qualquer lugar melhor.

- Amanha irei ao porto verificar quando haverá um navio para Wars. Pretendo ir atrás de Henry, pois ainda tenho algumas pendências a resolver. - Martha informou quando entraram no quarto. - Mas… - ela parou olhando para Kare. - Acredito que há uma banheira neste quarto, irei prepará-la para a senhorita. - dito isto se moveu para o banheiro aparentemente percebendo enquanto falava o que de fato tinha a maior prioridade naquele momento.




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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySex 14 Fev 2020, 04:55

A notícia de que as roupas estavam seguras longe de todo aquele caos, trouxe conforto ao coração inquieto de meu ser, que finalmente poder respirar de maneira mais calma graças ao alívio. "Nem sei o que faria se tivesse acontecido algo com elas."

Porém as surpresas apenas continuaram a ser protagonizadas pela… Empregada? A Martha ainda era a Martha, mas uma Martha diferente, não, não tô falando só do penteado. Quer dizer isso também tem sua relevância, mas a imagem de boneca vazia havia sumido, entendem o que quero dizer? Finalmente parecia ter vida própria, seguindo as próprias vontades. De longe é muito melhor do que aquele comportamento parecendo que estivesse sendo manipulada por um titeriteiro o tempo todo. Inclusive um adendo que gostaria de ressaltar, era a resposta presunçosa que minha pessoa recebeu. - Ara ara.- Não pude deixar de esboçar um sorriso doce estando com o olhar perverso, enquanto coloco os dedos dobrados na bochecha. Aquela atitude parecia um tanto familiar, e ao mesmo tempo me causava certa satisfação.

>><<

Para a sorte de minha pessoa o percurso praticamente deserto impedia-me de ser vista com meu lindíssimo rosto completamente desfigurado. Principalmente uma certa loira, que provavelmente iria ficar me irritando cruelmente com provocações baixas.

Precisar caminhar mundanamente para chegar aos locais, já é um fardo imenso, agora fazer estando praticamente aleijada, tornava algo irritante ainda mais tedioso. E só de pensar em continuar a caminhar desse jeito, correndo o risco de alguém sóbrio me ver parecendo uma monstra deformada… Resumindo, entrei sem criar problemas na pousada que Martha conhecia.

>><<

Um banho era realmente bem vindo nesse momento, finalmente livraria-me das impurezas que maculam o majestoso corpo de meu ser divino. Iria despir-me enquanto aguardo sentada sob a cama até que os preparativos fossem concluídos por Martha.

- Os curativos, não precisa tirar eles dessa vez? - Iria questioná-la tendo um pouco de dúvida, se caso ela não viesse retirá-los de imediato ou se falasse para minha entrar no banheiro.

Com ou sem curativo iria até o banheiro para então poder relaxar, e banhar-me. Mesmo que seja em uma bacia minúscula se comparada a banheira de minha suíte, onde tomava longos banhos de espumas. Tentaria não enrolar muito, afinal preciso de meu sono beleza, não que exista alguma maneira de tornar-me mais bela.

Sairia do banheiro enxugando os cabelos, sentindo-me infinitamente mais leve, após finalmente me livrar das impurezas que impediam-me de relaxar. - Você deveria banhar-se também. - Diria sem de fato estar prestando em Martha, e sim mais focada em enxugar os longos cabelos. Mas de fato acredito ser uma sugestão válida, sabe se lá o quanto ela exercitou-se durante o ataque até o escritório. - Mas precisa trocar a água da banheira antes!- Agora sim estaria prestando atenção em Martha, ao ponto de elevar o tom de voz e encará-la atentamente. "Com esse comportamento é capaz dela se enfiar naquela água imunda sem pensar." Mesmo que agora ela pareça agir por conta própria, a imagem da pessoa que simplesmente faz o que dizem sem considerar ainda está presente em minha mente.

>><<

Enquanto espero Martha terminar de banhar-se, eu iria passar um pouco da pomada no rosto, então sentar-me-ia na cama cruzando as pernas e ficaria penteando meus cabelos maravilhosos, seja com pente/escova ou os próprios dedos, aproveitando para cantarolar de maneira despretensiosa. Apenas porque gosto de sentir o toque sedoso deles.

- Er… Preciso de você para uma tarefa deveras complicada de minha pessoa cumprir. - Diria depois de um tempo que Martha houvesse terminado o banho. É uma situação complicada eu acho… Talvez até meio boba, não sei explicar direito. Ah vocês vão entender melhor se eu mostrar. Ficando de pé em frente a cama eu junto meus cabelos numa única mecha e os coloco na frente do corpo por cima dos ombros, então me viro de costas para Martha, olhando-a por cima do ombro. - Não consigo ver direito o quanto tá lesionado.- Apontaria para o bumbum que foi terrivelmente atacado por um maníaco sádico. O mais triste é que dessa vez não estou exagerando. Diria estando um pouco desconcertada, sem saber a maneira correta de pedir por uma ajuda desse tipo, se é que existe maneira correta.

Agora de costas para a cama eu esperaria que Martha senta-se aplicar a pomada, pois acredito ser maneira mais digna de sobreviver a essa situação. - Seja gentil, por favor... - Diria em meio um gemido frágil deixando a voz soar mais abafada. Mas logo começaria a rir para tornar aquela experiência mais engraçada com uma piada, e não com uma tentativa fácil de ser perversa. Mas caso Martha diga que está tendo dificuldades, nessa situação sim eu me sentiria realmente envergonhada, mas por não ver outra alternativa, iria inclinar um pouco o corpo para frente e arrebitar o quadril. - A-assim é melhor? - Dizendo baixinho com a voz trêmula, mais aguda que o normal. Sentindo o rosto arder um pouco. Apesar dela já ter tratado de mim, estar consciente e ficar nessa posição enquanto Martha aplica a pomada, é um tanto constrangedor. Mas assim que ela terminasse eu ficaria bem contente. - Muitíssimo obrigada! - Dizendo com um sorriso largo repleto de sinceridade.

>><<

Antes de dormir eu conversaria um pouco mais com Martha, agora estando com um semblante de curiosidade em relação a ela. - Você não precisa ser tão formal assim com minha pessoa, e nem agir como se fosse minha serva. - Eu tentaria dizer da maneira mais tênue que me fosse possível. Não é uma reclamação ou algo do tipo, queria eu que ela fosse minha serva pessoal enquanto ainda morava na mansão, quer dizer Martha fez inúmeras coisas sem que eu precisasse dar ordem alguma, mas não quero que tenhamos a mesma relação dela com o Hen.

E não perderia muito mais tempo para dormir, logo iria sentar sob a cama preparando-me para deitar, porém não poderia encerrar esse dia, enquanto ainda existe uma pendência entre nós, então de pernas cruzadas eu balanço lentamente uma das pernas. - Você ainda me deve uma massagem nos pés. - Dizendo sarcasticamente, enquanto deixo um sorriso malicioso tomar conta de meus lábios. Se Martha tentasse resistir a aproximar-se, eu iria encará-la seriamente com olhos raivosos.

E caso Martha se aproxime, subitamente eu iria segurar pelos braços, sorrindo de maneira travessa. - Peguei! - Então iria puxá-la para cima da cama, para ficarmos deitadas uma ao lado da outra. - Boa noite. - E simplesmente fecharia os olhos já pronta para dormir, com um sorriso travesso de satisfação. É bem provável que ela diga algo desnecessário, nesse eu iria abrir um olho e interrompê-la, ameaçando-a com algo terrível… "terrível." - Mais uma única palavra e irei beijá-la até não sobrar ar para dizer qualquer coisa. - Então iria belamente dormir como se nada tivesse acontecido. Se Martha pretende continuar a cuidar de mim, é melhor eu ter certeza de que ela estará em perfeita condições de executar os próprios afazeres, não concordam?

Porém caso ela não se aproxime. - Tsc… Sem graça, você não tem senso de humor? - Resmungando entediada por Martha não ter caído em minha armadilha, enquanto cruzo os braços fazendo beicinho.

Mas se essa pessoa tivesse a coragem de desafiar-me, não iria ter tempo de pronunciar nem a segunda sílaba. Pois eu iria segurar firme em seus ombros, colocando meu corpo em cima ao dela, tomando seus lábios para que fique silêncio. Não hesitaria em aprofundar o ato, tornando-o bem vagaroso, para que lentamente uma pudesse sentir o calor da outra. Levando uma mão até as costas da cabeça de Martha, e então puxá-la para mim, dessa maneira intensificando a sentença dela. E quando terminasse. - Hunpf. - E assim iria expressar minha raiva, encarando Martha com arrogância, como se quisesse dizer. "Eu avisei." Então finalmente vou dormir, deixando Martha fazer o que bem entender.

Claro que existem muitas perguntas para serem feitas, mas não é como se eu tivesse paciência para escutar todas as respostas de uma só vez. E apesar de Martha agora estar falando mais, não acho que ela me contaria tudo de imediato. Então depois eu continuo a conversar mais com ela.

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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySex 14 Fev 2020, 18:05




Quando Martha saiu novamente do banheiro Kare encontrava-se nua sentada a beira da cama com sua coluna plenamente ereta em uma postura bastante correta, Martha não mostrou nenhuma reação maior e apenas se afastou um pouco da porta enquanto com um reverência leve anunciou. - O banho está pronto Senhorita.

..

- Como os ferimentos foram recém tratados é melhor que mantenha os curativos. Trocarei para senhorita após o banho. - Respondia a dívida de Kare.

O banheiro não possuia qualquer comparação com as acomodações com as quais ela era habituada, mas ao menos a água estava em uma temperatura bastante adequada. Quando Kare saiu do banheiro se secando Martha tinha disposto na cama a muda de roupas limpas de Kare e também preparado em uma mesinha que havia no quarto bandagens limpas para substituir as que a jovem havia molhado. Martha parecia pronta para fazer isso quando foi pega de surpresa com a ''ordem'' de Kare para que ela também se banhasse. - É claro senhorita. Peço apenas que agora remova as bandagens para que sua pele possa secar ao redor dos ferimentos.

- É claro. - Martha fez uma pequena mensura. - Tomarei o cuidado de substituir a água. - No entanto a resposta dela acabou ficando incerta quanto a sua natureza se era uma concordância verdadeira ou um deboche sutil.

A jovem aproveitava o momento para usufruir de mais uma das atenciosidades de Martha ao utilizar-se da pomada em seu rosto e após mais alguns minutos a empregada saia do banheiro, porém diferentemente de Kare estava completamente seca e já vestida de modo que em nenhum momento a jovem pode vislumbrar o corpo despido de Martha.


E talvez em uma atitude inédita a jovem destemida e bela se mostrava um pouco … Tímida? Bom, talvez não fosse isso e seja apenas este velho entendendo errado, mas de fato parece que a bela jovem estava com uma certa ''vergonha'' em ter de pedir ajuda para uma questão de verdadeira importância. - É claro senhorita, o que precisa?



- A senhorita recebeu um belo golpe nesta região, creio que o cavalheiro em questão não tenha sido muito gentil. - Farei o possível Senhorita.

No entanto a pomada estava um tanto gelada e mesmo as mãos de Martha também o estavam o que indicava que ela provavelmente havia tomado um banho frio e não quente como o de Kare. Essa situação acabava provocando um arrepio que percorria o corpo da bela morena. Devido a este terrivel incomodo a jovem acabava por ficar ''rebolando'' enquanto ria tentando conter a complicada situação que se desenvolvia. - A Senhorita precisa se controlar e ficar parada, está parecendo uma criança desse jeito. ……..   ……    …… MARTHA A HAVIA REPREENDIDO?  Bom,talvez fosse um engano… ou não, mas Kare havia levado a sério a reprimenda e então reunindo todas as suas forças empinou o bumbum na direção de Martha que ergueu os olhos olhando em direção ao rosto da jovem. - Não era exatamente isso que eu quis dizer senhorita, mas vai bastar. Mantenha essa posição o melhor que conseguir enquanto eu trabalho. …… De fato….. Aquela certamente não era a mesma Martha.

- Está feito. - Martha se levantava e limpava as mãos na toalha que havia trazido do banheiro. - Sente-se na caminha Senhorita. Irei refazer os curativos agora. - Martha então estendia a toalha sobre a cama para que a pomada não saísse na roupa de cama e se voltava para pegar as bandagens que havia separado.

Martha encontrava-se agora ajoelhada em frente a uma Senhorita Lawford nua sentada a beira da cama cuidando minuciosamente da perna dela em uma posição que certamente muitos invejavam naquele momento. Enquanto isso, como ses não tivesse qualquer problema com o fato Kare voltava a conversar casualmente com Martha.

No momento em que Kare falou as mãos de Martha pararam e elas se inclinou um pouco para trás sentando-se sobre seus pés. ( Ela está ajoelhada, então sentou sobre as solas dos pés.) - Isso pode ser… - Era a primeira vez que havia uma pausa nas palavras de Martha. - Difícil para mim Senhorita. Creio que não saberia como tratá-la de outra maneira. - Ela respirou um pouco fundo e depois voltou a falar. - Mas não estou fazendo por obrigação Senhorita, então peço que não se preocupe. - Não é como se Kare fosse realmente ter este tipo de preocupação.

Por fim Martha terminava de cuidar da perna de Kare e também do ombro. Dava mais uma verificada no rosto da jovem e a tranquilizava dizendo que amanhã não restaria nenhum inchaço e que com alguma maquiagem seria fácil de esconder qualquer mancha que pudesse permanecer. Já limpa e agora mais tranquila a jovem se jogava para trás deitando-se na cama e provocando Martha muito embora a empregada parecesse ser do tipo imune a estas situação e permanecia serena enquanto observava o corpo nu de Kare esticado sobre a cama. - O que aconteceu com o "não agir como sua serva?" - questinou Martha enquanto observava Kare categóricamente.

Mas não houve uma resposta, não ao menos em palavras e sim em um olhar fuzilante o qual para infelicidade de Kare também não surtiu efeito sobre a empregada. - Boa noite Senhorita. Descanse bem.

Porém Martha não tinha exatamente para onde ir, já que não havia outro cômodo no quarto e a outra cama também ficava ali logo ao lado, mas grudada na parede. Martha apagou a luz e se dirigiu para esta outra cama em silêncio para a decepção de Kare que estava ficando ousada demais em alguns aspectos…. Aparentemente o ditado: "Me diga com quem andas que lhe direi quem és"; era bastante real.

- Senhorita? - Já deitada e no escuro a empregada voltaria a lhe chamar e aguardará até Kare dizer algo. - Eu me chamo Victória. Martha era minha mãe. - Dito isso ela daria novamente boa noite após alguns segundos.

>><<


Já era tarde quando Kare acordou. Sobre a mesinha do quarto ela encontraria disposto um café da manhã simples o qual era o normal e possível de ser oferecido pela casa. Já na cama ao lado ainda estava Martha. Ela estava sentada costurando as roupas rasgadas de Kare, na verdade mesmo o sangue já havia sido removido das vestimentas.

- Bom dia Senhorita. - Victória se levantou e esticou a roupa a frente do seu corpo. - Não sabia se a senhorita pretendia dar algum uso para elas, mas tomei a liberdade de repará-las. - Muito provavelmente havia sido um esforço inútil por parte da empregada, mas por outro lado ela mesmo poderia fazer uso dessas roupas com alguns outros ajustes. - Trouxe seu café. - Pontuou o óbvio apenas como educação. - Estava esperando a Senhorita acordar. Irei às docas agora verificar se existem navios para Wars. - Ela fazia um mensura e pediria licença para Kare a não ser é claro que fosse interrompida.


Se a interrupção fosse apenas algo como: "Espere" A empregada se viraria para Kare com uma pergunta. - Deseja algo antes que eu vá Senhorita? - Talvez aquela constante repetição de Senhorita estivesse começando a se tornar cansativa, mas era quase como um hábito para Victória.





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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySab 15 Fev 2020, 05:07


EEEHHHHHHHHH! Ela me deu uma bronca? É sério isso? Eu ouvi direito? Mas, mas, mas, em pleno momento de tamanha vulnerabilidade. E tá tão gelado… "Essa nova Martha é muito malvada."

>><<

Apenas daria de ombros em relação ao que Martha disse. - Fico contente pelas minhas preocupações serem vazias. - Não era algo que alteraria meu humor, afinal a maneira dela de agir não me causava problemas ou aborrecimentos, mas ainda sim era gratificante de alguma maneira, saber que esse comportamento não é uma obrigação. - Apenas não queria que vossa continuasse a agir como se estivesse sendo manipulada ou cumprindo ordens durante todo o tempo. - De fato foi um alívio, finalmente me conformando com o feliz fato de Martha poder tomar decisões por conta própria. Mas talvez seja melhor assim por enquanto, até eu me acostumar com essa Martha malvada.

>><<

Sonolenta minha pessoa abriu parcialmente os olhos quando foi chamada. - Pois não? - Tentando enxergar Martha naquele quarto escuro e assim prestar atenção mais atenção no que ela teria a dizer. - Ah, certo, prazer em conhecê-la Vic… - Dizendo com voz de sono enquanto faço uma reverência, ou pelo menos a tentativa de uma, abaixando apenas abaixando a cabeça junta do pescoço, até o sono me acorrentar de volta na cama antes de minha pessoa terminar a frase.

"..."

EEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!! É sério isso? Eu ouvi direito? A Martha na verdade não é a Martha, mas Martha é a mãe da Martha, que não se chama Martha e sim Victoria. EEEHHHHH… Ta, chega.

O choque inicial depois de receber tal informação, faria o sono desaparecer por completo, levando minha pessoa a levantar-se bruscamente, fazendo a coberta cair sob o colo, enquanto me coloco de joelhos com as mãos sob as coxas, olhando surpresa na direção de Martha, digo, Victória.

Porém, após alguns instantes, percebo que não a necessidade de tanto alvoroço. - Entendo, considerando a natureza de seu trabalho anterior, é algo compreensivo, acredito que minha pessoa esperar por mais surpresas assim futuramente. - Diria enquanto fico coçando as costas da cabeça. Eu realmente fui pega desprevenida pela notícia, mas de fato não é algo inacreditável. - De qualquer maneira, boa noite Victória. - Dizendo agora com um ar mais receptivo e cortês. Antes de voltar a dormir.

>><<<

Ao despertar não estaria com o melhor dos humores matinais, afinal a cama minúscula não era da mais aconchegantes. Sentada de pernas cruzadas espreguicei-me demoradamente, esticando os braços para cima com a ponta dos dedos entrelaçadas, enquanto me contorcia sutilmente para distensionar o corpo, soltando um gemido abafado.

Tendo como a primeira visão do dia Victoria exibindo os trapos, agora remendados, mas continuam sendo trapos. - Eu iria largar-los no quarto, não tenho interesse em roupas rasgadas. - Dizendo de maneira que possa soar um pouco grossa, por causa de meu descaso. - Mas agora elas ainda podem ser úteis para caso minha precise invadir um canil novamente. - Me referindo de forma pejorativa a residência do barão Tem, e ao tipo de serviço que foi prestado. - O fato é que vossa pessoa tomou uma boa decisão, e tem bastante tato para reparos e cuidados. - Não estaria empolgada em dizer tais palavras, porém me pareceu o mais coeso para se dizer no momento, a impressão é que Victória estava orgulhosa e talvez feliz por isso. E de qualquer maneira não estou mentindo, ela até mesmo os limpou enquanto eu dormia. - Sinta-se livre para ficar com elas, o casaco não é ruim, mas não deve combinar com antiquários. - Sorrindo de deboche, e com um pouco de acidez na voz, eu faria uma piada, me referindo ao uniforme que "Martha" usava anteriormente. Acreditando que Victória não vai ficar ressentida com essa implicância, e provavelmente terá uma resposta divertida.

Agora estando com o ar mais leve eu tomaria em mãos as roupas que Victória havia lavado. - Com vossa licença. - Dizendo com um sorriso pequeno de satisfação, então eu iria até o banheiro, para poder lavar o rosto, além de finalmente poder vestir roupas limpas. - Obrigada por colocar o café a mesa. - Diria assim que saísse do banheiro, agradecendo-a um pouco atrasada, mas agora me sinto melhor humorada para fazer isso sem parecer que estou sendo soberba. Não que minha pessoa não seja. IDK.

Do disfarce apenas ficaria com os óculos, se é que eu não os perdi em algum momento. Afinal eles não possuem grau, então não devem ter utilidade para Victória. A não ser que os óculos também sejam parte do personagem que ela assumiu… Acho que estou ficando paranóica. Enfim, se Victória me parecesse ter interesse nos óculos eu os deixaria com ela, caso contrário iria colocá-los sob o topo da cabeça, com as pernas da armação por dentro do cabelo.

E então comeria minha refeição, assumindo que Victória já havia tomado o café da manhã, mas não custa nada certificar-me. - Vossa pessoa por acaso não ficou a manhã inteira costurando e limpando essas roupas e negligenciou o próprio desjejum, correto? - E dependendo da resposta, eu apenas voltaria comer. Ou iria fazer outro comentário provocativo. - Deseja que eu lhe dê comida na boca? - Dizendo em tom de perversão, mas talvez ela entenda a real natureza do comentário, pois é assim que se alimenta uma criança.

- Vick. - Diria assim que ela fosse retirar-se, a fim de chamar sua atenção. E dessa vez realmente é uma maneira mais íntima e carinhosa de chamá-la, diferente de quando eu simplesmente não me dou o trabalho de gravar ou pronunciar os nomes alheios. - Apenas tente não ir para Wars sem mim. - Diria casualmente com um sorriso singelo, sem ser sedutora ou autoritária.

O fato é que ir para Wars nunca esteve em meus planos, mas se o Hen abandonou seus negócios em Budou pode significar que ele possua bons aliados em Wars. Ou seja, bons degraus para minha pessoa usar em sua escada.

>><<

Após separar-me de Vick, eu caminharia até o QG da marinha, carregando comigo a lança e as tornozeleiras (se possível dentro de uma sacola), acredito que não teria problemas em chegar até meu destino. Tirando o fato de precisar caminhar, sabe de lá por quantos loooongos minutos. E assim que eu chegasse ao QG (se chegasse), iria imediatamente para a recepção. - Bom dia, me chamo Karelina Lawford, vim pegar a recompensa do criminoso Rasnak. - Para manter as aparências com a marinha, eu estaria sorrindo gentilmente, dizendo com o tom de voz animado. Provavelmente não será tão fácil assim pegar a recompensa e sair, esses marines tediosos devem querer me interrogar, mas eu que não tocarei nesse assunto. Tenho outras coisas para fazer.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySab 15 Fev 2020, 10:35




- Desculpe por aquilo Senhorita. Acreditava que se eu fosse alguém incapaz de tomar atitudes por contra própria também seria menos suspeita de segundas intenções. - ''Martha'' explicou seu comportamento anterior o que por algum lado poderia fazer sentido, afinal seria de se suspeitar que uma pessoa que não toma atitude nenhuma sem uma ordem estaria armando alguma conspiração?

>><<

E talvez alguém finalmente havia conseguido deixar aquela bela jovem em choque e bem, sendo justos, ''Martha'' estava conseguindo isto por vezes consecutivas… Era de fato um lugar inesperado para se encontrar tão grande variedade de surpresas.

Victória no entanto não fez grande alarde ao alvoroço de Kare, apenas se virando para a jovem Senhorita e permanecendo deitada de lado enquanto esperava-a se recompor. - Boa noite Senhorita Lawford. - E assim ambas entraram em silêncio e dormiram.

>><<

- Realmente parecem roupas adequadas para situações inadequadas. - Vic concordou com a utilidade dessas roupas. - Obrigado Senhorita. Embora eu sempre tenha usado minhas habilidades de costura para outros fins. - Vic provavelmente se referia a remendar pessoas.

- Irei guardá-las então. - No entanto ela não teceu comentários quanto às provocações sobre as roupas de empregada que costumava usar… Realmente ela parecia que seria uma pessoa imune as ''travessuras'' de daquela morena. Kare seguiu para o banheiro, quando saiu Vic parecia pronta para partir, mas aguardou enquanto Kare falava no meio da sua refeição.

- Não Senhorita. E sim Senhorita. Já me alimentei. - informou. Talvez ela não fosse tão relapsa e sim o seu ''papel'' desempenhado que houvesse sido feito de maneira magistral e lhe desse essa ''fama''.

Por fim Vic que já estava praticamente na porta se interrompeu com certa surpresa e se virou para Kare fazendo uma mensura. - Neste caso procurarei por um navio mais adequado às nossas necessidades. - completou a mensura. - Com sua licença e vou verificar… Mas onde devo encontrarla para informar? - Kare que provavelmente demoraria mais no QG da marinha do que Vic no porto poderia lhe informar para encontrar-lá lá, ou quem sabe combinar hora e local diferentes, mas caso Kare não tivesse opinião sobre o assunto Vic então diria. - Então talvez seja bom manter esse quarto alugado por mais um dia senhorita e nos encontramos aqui a noite. O que acha? - Era parecido com ter uma ''base'' e talvez esse pensamento divertir-se a jovem empregada muito embora ela não revelasse muito em sua face. A sim, claro…. Ela ainda usava os óculos e ainda eram aqueles grandes óculos redondos que não favoreciam o rosto dela…. Provavelmente não possui-se outro. Victória deixava então o quarto com sua mochila onde havia guardado o disfarce de Kare além de seu kit de primeiros socorros e sabe-se mais que surpresas aquela bolsa guardava.

>><<

- Ah. Sim. Senhorita Lawford. Fui informado de sua vinda. - O homem olhou para um relógio na parede que marcava 10hs da manhã. - Pode se sentar. A Tenente Pollyana quer lhe fazer algumas perguntas, vou chamá-la agora mesmo.

>><<

Algum tempo depois em um pequeno escritório com diversos papéis sobre a mesa Kare se encontrava sentada a frente da tal Tenente Pollyana, uma mulher de estatura média e corpo magro que poderia ser definida como Alva tanto por sua pele quanto por seu cabelo.  

- Aceita algo antes de começarmos? Chá? Café? Água? -Devido ao testemunho do outro tenente Kare não estava sendo tratada como suspeita, mas sim uma testemunha que deveria dar luz sobre os fatos da noite passada.

- Certo, vamos começar então. Poderia me confirmar seu nome, de onde veio e o que está fazendo em Budou? - A mulher sentou-se do outro lado da mesa e observou atentamente Kare. Mais à direita da sala havia uma terceira pessoa sentada a frente de uma máquina de escrever. Parecia um homem mais velho com a pele enrugada e bastante bronzeada com bigode e sobrancelhas grossas.


- Você foi vista pelos soldados matando Rasnak, o jaqueta preta. Um procurado de oito milhões de Berries. Ele é acusado de múltiplos assassinatos nos últimos meses, mas esse era um fato desconhecido até pouco tempo. Só conseguimos associá-lo a muitos dos homicídios devido a uma certa marca que ele sempre deixa nos corpos.Assim sendo, faz apenas dois dias que liberamos seu cartaz. Como chegou nele tão rapidamente?
...
- Também fui informada pelo tenente que você possui conhecimento sobre quem é o contratante de Rasnak? Se sim, poderia identifica-lo? - O que mais sabe sobre ele? - Como ficou sabendo que haveria um ataque nas terras do barão Temfloy?

Caso em algum momento Kare falasse de ''Martha'' fosse por qualquer razão Pollyana também pediria explicações sobre a mesma. - Creio que precisaremos falar com ela também. - Informaria a marinheira nessa situação e perguntaria sobre como poderia encontrar ''Martha''.



O interrogatório estaria chegando ao fim, no entanto Pollyana tinha uma certa similaridade a ''Martha'' em muitos de seus traços que diziam respeito a sua falta de expressão e sua seriedade, pois em toda e qualquer tentativa de Kare se levantar, andar pela sala, ou desviar-se do assunto ela iria repreender a morena para que continuasse sentada e se ativesse ao relato.

- A cerca de 4 dias um aprendiz de ferreiro chegou desesperado afirmando que uma jovem chamada Kareline havia sido raptada pelos capangas de Henry. Poderia me esclarecer este fato? Encontramos o galpão onde houve o possível confronto entre quem suponho ser você e os capangas de Henry, poderia esclarecer porque de vez de sequestrada você estava livre e ainda caçando os homens dele?



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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyDom 16 Fev 2020, 02:21


- Não ha com que desculpar-se. - Diria estando ligeiramente feliz com a explicação, afinal eu não preciso ter que lidar com alguém totalmente dependente, além de provavelmente ser completamente tedioso, eu teria mais trabalho irritante.

"No porto deve ser o local mais intuitivo para servir como ponto de encontro, mas é possível que fiquemos nos desencontrando, e por consequência podemos perder o navio." Fiquei um tempo pensando até escutar a sugestão de Vick. - Deve servir, pode reservar este por mais um dia, ao menos teremos algum conforto e privacidade. - Respondendo sem maiores exaltações, e assim iria entregar a Victória o dinheiro para pagar mais uma diária.

>><<

No escritório da tenente eu me sentiria contente o suficiente para sorrir de maneira amigável com ela me oferecendo algo para beber. - Um chá por gentileza. - Já imaginando que seria alvejada com diversas perguntas, acredito ser uma boa opção ter algo para tentar me deixar menos entediada. Apesar de minha pessoa não ter expectativas positivas em relação ao sabor. Então me sentaria mantendo a coluna ereta e os ombros abertos, com o rosto discretamente empinado.

- É um prazer conhecê-la tenente Polly, me chamo Karelina Lawford e estou a vosso dispor. - Mantendo a cortesia eu faria um breve reverência ao apresentar-me, mas a tenente poderia sentir um leve tom malicioso em voz durante, dentro das palavras ditas formalmente.

Porém haveria uma pausa notável entre minhas respostas, assim que escutei as duas perguntas seguintes. Então iria coçar os cabelos desviando brevemente o olhar para cima. - Hmm… É uma história um tanto quanto longa. - Então a fim de encurtar meu tempo nesse interrogatório massante eu contaria uma versão muito resumida. - Minha família é originária de Lvneel, e foi lá onde nasci, mas depois de alguns conflitos familiares minha pessoa veio morar em Budou, as economias que eu tinha se esgotaram rapidamente, então decidi fazer algum dinheiro perseguindo criminosos, pois acredito ser o método mais rápido de se conseguir algum capital, além de claro poder ser útil a sociedade. - Dizendo após voltar meu olhar na direção de Polly, eu teria a expectativa de que essa versão simplória fosse suficiente para atender as expectativas da tenente, mas se ela insistisse eu não teria tanto problema em fornecer mais detalhes sobre mim. Tirando o óbvio fato disso custar mais de meu tempo.

- Na verdade eu só tinha conhecimento do ataque a residência do barão Ten, eu estava perseguindo o chefe do Ras, quando descobri sobre o ataque, mas eu não poderia permitir que algo tão cruel acontecesse com pessoas inocentes, foi quando impulsivamente fui em direção a fazenda do barão, por ele ser um nobre não foi difícil descobrir a localização da mansão, mas… - Nessa pausa minha pessoa se encolheria dentro dos ombros parecendo estar decepcionada, abaixando o tom de voz e fazendo soar de maneira mais deprimida, enquanto inclino um pouco o rosto para baixo, assim como o olhar, ficando assim por alguns segundos ou até Polly chamar minha atenção. - Como vossa pessoa já deve saber eu falhei em salvar algumas dessas vidas. - Depois disso eu voltaria a encarar a tenente, mas ainda iria parecer um pouco abatida, e antes de prosseguir bebo um gole do chá. - Quando Ras caiu sob meus pés os marinheiros chegaram, eu não sabia que se tratava de um criminoso procurado até eles o identificarem, foi quando também soube que havia chegado muito atrasada no casarão. - Nessa última parte iria fazer referência a morte de Aug, mas não prosseguiria no assunto, bebendo outro gole de chá e desviando novamente o rosto, para fazer parecer que se trata de um assunto ainda difícil de minha pessoa falar.

Nesse ponto acredito que Polly já teria entendido o meu pequeno problema em decorar, mas ainda sim tentaria passar algumas informações antes. Mas agora não demonstraria estar abatida, como se o problema fosse apenas lidar com meu "fracasso" em relação ao ataque na mansão Tenfloy. - Acredito que marinha já tenha a resposta para tal pergunta, afinal foram vocês quem me forneceram tal informação. - Dizendo essas palavras para criar uma pequena confusão da tenente, e também deixá-la curiosa. - Faz poucos dias que vim ao QG em busca de cartazes de criminosos procurados, e então me deram o cartaz o Hen, escutando alguns boatos eu descobri que le possuía um armazém no porto, então precisei coletar algumas informações para descobrir qual dos armazéns estava sob o controle do pirata, com a localização do armazém eu pude extrair a informação de onde se encontrava o esconderijo do Hen, fiquei um dia inteiro observando e analisando o local, mas não pude notar nenhuma atitude suspeita ou oportunidade de invadir, mas no segundo dia havia mais movimentação de pessoas no esconderijo, e apenas no começo da noite eu tive a oportunidade de extrair mais informações de um de seus capangas, foi então que tive o conhecimento do ataque. Porém contratante não é o termo que eu usaria para definir a relação que Hen e Ras tinham, durante o conflito no casarão, Ras se mostrou alguém dominado pela insanidade, mesmo com a marinha chegando ele não parava de rir como se fosse o melhor dia de sua vida, não acho que alguém assim seria comprado apenas por dinheiro, Hen deve ser capaz de influenciar as pessoas naquilo que elas mais valorizam.- Depois desse longo discurso eu já estaria visivelmente entediada, ficar conversando sobre outras pessoas é um estorvo para mim, então beberia mais um gole de chá.

- Foi esse jovem assistente de ferreiro quem me guiou até o porto, porém os lacaios do Hen foram muito persistentes e acabaram por me trazer mais transtornos do que gostaria, acredito que minha demora tenha feito com que o gentil aprendiz ficasse preocupado, eu tive de retirar-me do armazém para então atacar separadamente um dos capangas e assim descobrir onde se localizava a toca do Hen. - Mesmo em um intenso combate contra o tédio, eu ainda manteria a doçura em mencionar os feitos do aprendiz, demonstrando uma certa gratidão por ele ter me ajudado e se preocupado comigo.

É bem provável que Polly não se sinta completamente satisfeita com minhas respostas, e nesse caso. Havendo uma mudança considerável em minha atitude. - Se ainda existe alguma dúvida em vosso interior, eu ficaria mais do que satisfeita em demonstrar os meus métodos. - Minha voz não soaria como uma ameaça, mas sim como algo igualmente perverso, sendo como uma melodia aveludada para os ouvidos da tenente. Polly poderia notar meus olhos semicerrados atentos em direção aos delas, enquanto a luxúria começa a dar forma em meus lábios. - Ou talvez eu possa ser mais gentil, se for de vosso desejo. - Tornando minha voz mais adocicada, porém sem perder o ar sedutor.

Mesmo que Polly tenha uma reação frígida em relação minha pessoa, acredito que seria o suficiente para convencê-la de como eu poderia extrair o que quisesse de lacaios e criminosos.

Porém se Polly me parecesse inquieta ou pensativa, ou simplesmente quisesse tirar a prova em carne. Minha pessoa se veria obrigada a levantar-se e lentamente desfilar até parar atrás dela. Começando a massagear os ombros da tenente. - Você está tão tensa tenente, precisa aliviar toda essa tensão, caso contrário seu desempenho pode acabar sendo prejudicado. - Sussurrando calorosamente atrás do ouvido de Polly. Mas durante o trajeto ela viesse a me repreender, eu voltaria a sentar na cadeira em frente a tenente. Observando-a com uma expressão maliciosa.

Não me passaria pela cabeça citar "Martha" ou sequer considerar tocar no assunto da marca que Rasnak deixa nas vitimas.

Caso Pollyana se contenha com meu depoimento eu faria uma breve reverência antes de deixar o escritório dela. - Estarei ao vosso dispor sempre que necessitar tenente. - E assim como quando me apresentei, as palavras educada teriam o mesmo tom sútil de perversidade. E deixando o quartel eu iria até a companhia de teatro da Sra. Badeaux.

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Última edição por love.licia em Seg 17 Fev 2020, 21:04, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptySeg 17 Fev 2020, 20:58




Conforme Kare explicava Pollyana ia passando cartazes de procurados em suas mãos e seu rosto ia se tornando perplexo e um pouco irritado. - Você tem certeza que pegou esse cartaz com nós? - Questionou ela novamente, enquanto começava a novamente a folhear os cartazes da ilha. - Você por acaso o ainda tem? - Questionou sobre a possível existência do cartaz. - Saberia dizer como era o marinheiro que lhe entregou o cartaz?


Pollyana tomaria nota de qualquer descrição que Kare pudesse fornecer sobre aquele que houvesse entregado o cartaz para Kare, ou mesmo perguntaria mais exatamente a data na qual Kare havia adquirido o cartaz. - Certo, obrigada pela informação. Realmente não consta na lista de procurados nenhum criminoso com o nome "Hen" ou similares. Também estamos investigando porque não havia informações difundidas sobre o armazém. Atualmente o regimento responsavel pela área está sobre investigação. Como aquela é uma zona operária afastada acaba que temos alguns problemas em designar pelotões maiores para o patrulhamento. - Não havia uma real necessidade da Tenente explicar estas coisas, mas estava-o fazendo como modo de justificar e também se desculpar pela negligência.

><

- Então você conseguiu sair do armazém e quando foi perseguida capturou um dos capangas? - …. - Hmm. E onde está esse? Ou o corpo dele?

>><<

- Antes de você sair. Uma ultima pergunta. Você tem alguma informação onde esse tal de Hen estaria no momento? - Ela esperaria a resposta é independente de positiva ou negativa ela liberaria Kare, mesmo sem perguntar Onde era o lugar caso Kare não o houvesse falado. - Você está liberada. Não sei se sabe como o sistema funciona. Ao capturar um procurado vivo você receberá o valor total da recompensa, mas caso o mesmo esteja morto o valor será reduzido em 10%. Você pode fazer sua inscrição como caçadora de recompensas se é essa a vida que deseja levar. - Polly se levantou e esticou a mão para cumprimentar Kare. A porta foi aberta por um soldado no corredor. - A uma agência do banco aqui ao lado, lhe aconselho a depositar parte do dinheiro. - E por fim, quando Kare estava quase saindo pela porta. - No futuro, caso ache mais prático e tiver informaçoes faça a denúncia para a marinha. Poderemos lhe recompensar pela informação e você não precisará arriscar seu pescoço.

>><<

Kare seria guiada pelo soldado até o setor responsável pelo pagamento. Ali receberia o dinheiro pela cabeça de Rasnak no total de 7kk2, o marinheiro também lhe entregaria um formulário que se preenchido lhe faria ser registrada como Caçadora.

O interrogatório completo, o recebimento e uma possível ida ao banco para depositar teriam feito a manhã acabar. O relógio na recepção da marinha estaria marcando 12:43 no momento da partida de Kare o que lhe dava ainda bastante tempo até a noite quando tinha combinado de rever Victória… Falando nela, o quarto havia sido novamente reservado e assim teriam um local para dividir a noite… A não ser que Kare encontrasse planos melhores… Aos quais ela já parecia estar em busca.

Outros 30 minutos de caminhada depois ela se encontrava em frente a uma porta fechada com um pequeno folheto colado donde estava escrito: Fechado, tempo indeterminado.

O sol estava a pino agora, mesmo sendo quase 13:30 da tarde. Provavelmente devido ao fato de ser inverno. O clima estava por volta dos 6 graus e a neve se encontrava derretendo em diversos trechos. Muitas das ruas haviam sido limpas e a neve raspada para os lados, mas nas ruas de terra o barro se formava pelo trânsito de pessoas e carroças, mas para grande alegria de Kare…. Não, na verdade essa rua era de terra e assim sendo era de barro. Ainda assim a tornozeleira se mostrava com uma nova utilidade, lhe impedindo de escorregar e cair na lama.

Devido ao barro essas ruas eram menos movimentadas e para alegria da jovem ela poderia fazer um desvio pela próxima rua e seguir a maior parte do caminho até uma certa residência por ruas de pedra.





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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyTer 18 Fev 2020, 01:07


- Ah não ser que exista outro quartel general nesta ilha, caso contrário foi exatamente aqui. - Diria enquanto fico a bochecha com a ponta do dedo indicador, parecendo estar um pouco confusa com aquela pergunta da tenente. - Eu não estou mais com o cartaz, talvez eu deixado cair enquanto corria até a fazenda do Barão Ten. - Diria ao mesmo tempo que sorrio sem graça, aparentando estar constrangida por perder algo tão importante na atual situação. - Era um felino com as bochechas gorduchas, ele era tão gentil e amigável, que poderia até irritar pessoas mais ranzinzas, esse recepcionista inclusive me deu alguns cartazes com recompensas menores, só depois que eu perguntei se havia o cartaz de um criminoso mais problemático que ele me entregou o cartaz do Hen. - Durante minha fala eu iria inflar as bochechas com ar e ficaria apertando o vento ao redor do rosto, para ilustrar melhor o rosto do tal recepcionista que me entregou os cartazes.

O fato de Polly não explicar com detalhes o motivo de não haver patrulhamento na região do armazém na verdade me foi de grande, afinal não é de meu interesse escutar estórias sobre o que marinheiros fazem ou deixam de fazer.

Porém a pergunta a seguir me faria prestar novamente atenção na marinheira. - Eu o deixei viver, ele implorou bastante pela minha misericórdia, jurou que não contaria nada ao Hen, afinal se o fizesse provavelmente ele não teria a mesma gentileza que eu, depois de tudo tantas informações que ele me passou. - Então faria uma pausa nas palavras, colocando o dedo próximo ao queixo e olhando para cima. - Mas se eu fosse ter um palpite para dizer a atual localização dele, provavelmente seria… - Nesse momento um pequeno sorriso de satisfação iria ganhar forma em meus lábios. - O ninho das gaivotas. - Então iria informar a localização do esconderijo do Hen. Talvez seja uma boa maneira de denunciar o caos que aconteceu naquele ambiente sem parecer estar diretamente relacionada ao fato.

- Em Wars. - Dizendo com um sorriso singelo no rosto mantendo os olhos fechados, sem dar qualquer outra informação de como eu sei do paradeiro de Hen. - Mas não por muito tempo. - Agora diria com tom perverso na voz enquanto meu sorriso lentamente se torna sádico.

No mais eu confesso que minha pessoa já não possuía a capacidade de prestar muita atenção no que Polly falava, poderia apenas ter dito que eu não receberia o valor inteiro, não é como se minha excelentíssima pessoa fosse chorar migalhas por meros oitocentos mil bellys. Porém havia uma fala em específico que eu não pude simplesmente ignorar. - Ara ara, não é como há possibilidade minha pessoa sentir-se ameaçada por meros arruaceiros. - Dizendo com um sorriso irritantemente arrogante e meigo, para que a tenente não se sinta preocupada. "Não há glamour algum em fazer denúncias, esses marinheiros presunçosos querendo se aproveitarem da minha glória."

Então seguindo as formalidades eu preencheria o dito formulário, assim como iria depositar parte do dinheiro, carregando comigo três milhões e o troco de esmolas. "Talvez seja suficiente para sobreviver o restante do dia."

>><<

" Quem essa bruxa velha pensa que é por fechar a companhia assim de repente?" Depois de eu caminhar horrores por um terreno acidentado até a companhia, encontro-a simplesmente fechada por puro capricho da Sra. Badeaux, a sorte dela é que minha pessoa não estava interessada na companhia em específico, mas… " Talvez que a apressadinha está em casa? Eu gostaria de despedir-me dela antes deixar Budou." Após alguns segundos estatística em frente a porta pensando no que fazer agora, percebo que na verdade esse pequeno contratempo possa ser na verdade muito prazeroso. E nesse momento meus lábios delicados ficariam com um belo sorriso travesso. "Só há uma forma de descobrir."

Admito que senti a ansiedade percorrer meu corpo nessa situação, com passos discretamente rápidos e com uma carga extra de bom humor, iria caminhar até o apartamento da loira, batendo algumas vezes na porta com as costas dedos, e bateria mais algumas vez se caso demorasse sem respostas. Porém não iria insistir mais do que isso. - Hunpf! Quem perde é você. - E depois de todo esse trabalho que tive para chegar até o apartamento de Licia com um tremendo esforço feito por minha pessoa, se ela não abrisse eu simplesmente viraria as costas, e procuraria pela zona comercial melhor frequentada de Micqueot.

Mas se caso Licia abrir a porta eu ficaria realmente contente, mas não iria demonstrar muito, apenas sorriria de deboche. - Esperou muito? - Provocando-a pelo fato de não ter aparecido ontem, e talvez escutar que ela sentiu me falta, mesmo que não com essas palavras, ou talvez ela nem admita isso. Ou ainda ela simplesmente me puxe para um beijo como da última vez, sinceramente essa última opção por mais que eu me negue a aceitar é o que me fez vir até aqui.

Porém se Licia viesse com perguntas desnecessárias, ficaria um pouco decepcionada talvez, quer dizer, eu passei apreciar quando ela age por impulso. Mas obviamente seria uma ótima oportunidade para me vingar, além de fazê-la lembrar-se como são as nossas formalidades (no caso, falta delas). Meu rosto se fecharia como se estivesse brava, e antes que ela terminasse de falar, eu iria rapidamente envolvê-la pela cintura, puxando-a bruscamente até mim enquanto avanço um passo, para dar um intenso e caloroso beijo na loira, até uma de nós ficar sem fôlego, deixando minha mão deslizar para baixo do cóccix de Licia, onde iria cravar meus dedos com firmeza, puxando-a para cima, a fim de deixá-la na ponta dos pés, terminando o beijo mordiscando vagarosamente seu lábio inferior. Usando a outra mão para encostar a porta, e então colocá-la nas costas da loira. - Se vossa pessoa não apressar-se, eu receio que me tornarei muito rebelde para ser punida. - Mordiscando os lábios em um sorriso travesso, após provocar Licia, e assim deixá-la levemente irritada, com motivação extra para me "castigar". Acreditando que o beijo seria suficiente para responder qualquer dúvida que a apressadinha possa vir a ter no momento.

Depois de uma looonga noite entediante, perder a manhã inteira dentro de um escritório, e tendo uma árdua caminhada, é natural que minha pessoa queira finalmente relaxar um pouco, e bom… Licia no momento é mais indicada para isso, mas não é com palavras que eu imaginei.


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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyTer 18 Fev 2020, 12:44





Embora pudesse não saber com certeza naquele momento ela havia tomado a escolha certa em afirmar saber e divulgar o provável paradeiro de Henry. Pollyana não se importava tanto com os meios tomados e nem era do tipo que pressiona para descobrir os métodos de investigação de cada um e por isso achou suficiente a resposta dada por Kare e nem se importava muito com a sede de sangue emanada durante ela, está talvez fosse até mesmo interpretada como algo positivo e esperado de um caçador.

E assim com o suficiente para sobreviver ela havia partido apenas para ter algumas surpresas desagradáveis. Mas logo mesmo esse desagradável imprevisto foi se transformando em um possível momento fortuito, pois de fato a companhia estar fechada não era assim tão mal aos propósitos de Kare.

>><<

Aquelas não eram roupas muito glamourosas, mas mesmo em sua simplicidade a loira permanecia bonita e elegante. Seu rosto estava corado e ela na verdade estava um pouco suada e mesmo ofegante. Sua pele devido a estes fatores brilhava suavemente, mas não havia nenhum odor desagradável emanando da loira. Ela vestia uma regata lilás de alça fina mesmo o tempo não estando assim tão quente e uma saia solta bem curta que mal chegava ao meio de suas coxas alvas torneadas.

A porta não havia sido aberta por inteiro, apenas metade dela e Lícia se encostava na mesma entre aberta enquanto olhava para Kare. Tinha uma maçã em sua mão, está era verde brilhante e parecia bastante suculenta. Ela ouviu Kare, mas antes de responder levou a fruta aos lábios e com vagarosa satisfação arrancou um pedaço que mastigou lentamente. - Não lembro de ter pedido comida hoje. - Respondeu séria como se Kare fosse na verdade a entregadora de alguma conveniência. - E nem me parece que você tenha trazido. - Começou a produzir alguns estalos com a boca em sinal de negativo e insatisfação. Ela esperava que Kare entrasse no clima e caso o fizesse: - Ohhh, certo. Erro meu. Entre, pode por na mesa. Vou preparar o pagamento. - Talvez esse fosse um tipo diferente de fetish dela, mas a mesma continuava agindo como se não conhecesse Kare.

Enquanto caminhava em direção ao quarto ela empurrou a saia para baixo deixando-a cair no chão. - Ops. Que desastrada. - Sumiu dentro do quarto rebolando enquanto começava a remover a regata. - ESTOU COM UM PROBLEMINHA AQUI, SE IMPORTA DE VIR AQUI RECEBER O PAGAMENTO?

Se Kare avançasse seria subitamente surpreendida com Lícia saltando sobre ela e enroscando suas pernas na cintura da morena. Seu corpo quente se prendendo fortemente ao da morena e causando-lhe pequenas as pontadas de dor misturadas a excitação do momento. - É claro que esperei muito. - Beijaria Kare, está que sustentará a primeira com um aperto firme de dedos profundos. - Mas a garrafa de vinho me… - Não pode terminar de falar, pois Kare a beijou terminando puxando o lábio inferior com um mordiscar suave o que fez Lícia se calar. - Então, agora que já fez a entrega. Como quer o seu pagamento? - Ela apertou um pouco mais as pernas em volta da cintura de Kare, ergueu-se deixando seus lindos e rosados mamilos frente aos lábios da morena enquanto observava-a levemente de cima.

Não teceu nenhum comentário sobre o atraso, e nem mesmo sobre as marcas que já havia percebido no corpo da morena, ela simplesmente foi o que Kare esperava dela, embora com uma brincadeira diferente da aguardada.



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MensagemAssunto: Re: Apresentação - 2: Falência ambígua   Apresentação - 2: Falência ambígua - Página 7 EmptyTer 18 Fev 2020, 18:59

Não era o personagem que mais me agradava de brincar, mas eu não estou no direito de reclamar, e não é como se minha pessoa não pudesse distorcer um pouco para tornar mais agradável. - Nossa empresa teve de lidar com alguns contratempos durante a noite passada, por isso tivemos de adiar o serviço para a tarde de hoje, em nome da minha companhia venho pedir pela vossa compreensão. - Dizendo com tom de arrependimento, enquanto inclino meu corpo para frente em 45° reverenciando-a durante o pedido de desculpas.

Deixaria um riso presunçoso escapar ao notar o "descuido" da loira, e logo iria retirar os sapatos. - De maneira alguma, afinal é parte das minhas obrigações. - Dizendo de maneira mais carismática, como um funcionário que gosta de trabalhar. Aproveitando para remover a blusa junto do sutiã, deixando-os jogados pelo chão enquanto sigo a voz da loira até o quarto.

Senti uma fisgada no corpo quando Licia me apertou com as pernas, me fazendo involuntariamente por mais força nas mãos pressionando suas curvas. - Não lembro de ter dito que minhas obrigações acabaram. - A observando de baixo com um olhar perverso, dizendo com tom de arrogância. " Se quer tanto ficar por cima apressadinha, tudo bem." Com satisfação abocanhei a "fruta" em minha frente, chupando a polpa e usando a língua para percorrer cada centímetro que coube em minha boca, a fim de degustar vorazmente aquela fruta, usando a mão esquerda para percorrer por baixo das coxas da loira, onde usaria alguns dedos para esfregar vagarosamente o outro fruto. Com os olhos fechados puxei o corpo da loira contra mim, e assim iria ficar por um tempo. Até morder ligeiramente o ponto sensível dela, e então mover meu rosto para trás, esticando um pouco até que escape das pontas de meus dentes. Agora suspirando de satisfação e ostentando um sorriso maléfico, iria lentamente lentamente abrir os olhos para poder contemplar a expressão que Licia estaria fazendo.

Daria tempo dela dizer algo, se é que tivesse alguma coisa coisa para falar. Então iria colocá-la deitada sob a cama, mas sem muita gentileza. - E nem parece que a senhorita está satisfeita ainda, aparentemente meus serviços estão apenas começando. - Com insatisfação no olhar observo Licia, e iria começar a produzir estalos com a boca em sinal de negação. Ainda de pé coloco os dedos por dentro da Barra da saia e a empurro para baixo junto da peça íntima.

Apoiando as mãos nas coxas da loira, e aproveitando para apalpar um pouco, me colocando de joelhos na cama iria abaixar meu rosto até o "fruto proibido", mas antes eu aproveitaria para morder e chupar a região interna das coxas de Licia, lentamente aproximando minha boca, para beijar gentilmente a virilha. Durante essa pequena tortura eu iria estimular a superfície do fruto com os dedos. E se Licia protestasse algo eu fingiria que não entendi. - Desculpe-me senhorita, mas eu peço que repita claramente o que deseja, pois somente assim poderei satisfazê-la. - Sem abandonar a personagem, eu estaria praticamente mandando Licia implorar para minha pessoa continuar. E se ela o fizer, eu iria sorrir de satisfação. - Excelente, faço isso apenas pela satisfação da minha cliente favorita. - Lamberia meus dedos de maneira luxuriosa enquanto fico devassamente encarando a apressadinha.

Com ou sem o pedido da loira, eu gentilmente iria introduzir dois dedos, e começaria a degustar o fruto proibido com a língua, alternando com beijos molhados. Gradativamente aumentando a velocidade, a medida que Licia demonstrasse estar necessitada de mais intensidade, enquanto usar a boca para dar mais foco a pequena região, onde poderá proporcioná-la um imenso prazer. Quando Licia finalmente chegasse lá, eu daria alguns segundos para ela ofegar. E quando a loira me parecesse estar um pouco mais relaxada, iria novamente investir, dessa vez abocanhando subitamente o fruto proibido, e sem pudor algum deixaria minha língua degustar todo o sabor, em uma busca fervorosa por mais suculência. E talvez minha pessoa só iriar parar depois de beber do suco mais uma vez, porém se não houvesse lamentações, facilmente eu iria em busca de suprir minha sede insaciável pela terceira vez.

Depois de garantir o bom atendimento ao cliente, eu iria engatinhar a fim de "escalar" o corpo da loira, enquanto começo a distribuir beijos calorosos repletos de carinho durante todo trajeto, fazendo uma breve pausa nos seios, e então prosseguindo pela clavícula até os pescoço, onde morderia algumas vezes, até chegar o queixo e beijando vagarosamente até o canto dos lábios. Nesse momento eu colocaria os braços de Licia acima de sua cabeça, e os apertaria pelos pulsos. Instigando-a mantendo nossas bocas bem próximas e com a outra mão em formato de pinça iria pressionar o rosto da apressadinha por baixo do queixo, a fim de manter o olhar dela focado ao meu. - Um de nossos termos era que a senhorita não deveria se divertir sozinha, nesse caso me vejo obrigada a acrescentar juros a minha recompensa. - Não iria pedir permissão, com a voz soando de maneira autoritária, mas repleta de tesão.

Minha pessoa ficar de joelhos sob a cama, com as pernas dobradas ao redor da cabeça da loira, aproveitando para continuar a prender os braços dela, colocando um pouco mais de força nas pernas. Então me "sentaria" sob os lábios de Licia, finalmente cobrando o pagamento. - Eu exijo que se esforce para me recompensar, pois não irei me mover se vossa pessoa não o fizer. - Nesse momento eu brevemente a apertaria com um pouco mais de força, a fim de incentivá-la, enquanto a observo de cima. E então esperaria receber meu pagamento com juros, rebolando e contorcendo meu quadril a fim de conduzi-la a me fornecer prazer de maneira mais efetiva. E quando o depósito caísse na conta, eu iria gemer desinibidamente, me contorcendo e apertando as pernas com força, enquanto a seguro firmemente pelos cabelos dourado, puxando-a contra mim. Até os espasmos passarem, e meu corpo finalmente relaxar.

Já esperando que Licia um toquinho irritada comigo, eu sairia de cima dela, finalmente libertando seus braços. Para me deitar ao lado da apressadinha, dando um selinho nela. - Na nossa empresa gostamos de escutar a opinião, então gostaria de pedir que avaliasse meu atendimento, mas se houver reclamações eu fui instruída a encaminhá-la para outro setor. - Neste exato momento, eu estaria com uma enorme vontade de rir, tendo que prender os lábios para não gargalhar, enquanto falhamente tento manter o personagem. Já esperando pela vingança da minha cliente.


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