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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Ronco do Bárbaro

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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptyQua Nov 27, 2019 10:11 am

Gustaf Karlsefni


As dicas do sujeito eram bem proveitosas, quando ele terminou Gustaf tinha a localidade de todos. Aparentemente, teria que ir para um local chamado Porto Branco atrás de alguns deles, mas por sorte, a Bucaneira estaria no festival noturno e pelo dizer do Golpe Baixo, poderia estar num bar bebendo o que lhe convém. Ao terminar de explicar, o bárbaro bateu sua mão no balcão com entusiasmo – FOI DE GRANDE AJUDA VELHO BRAHAHA – ele ria alto, satisfeito por ter conseguido tudo aquilo – Ouvira sobre meus feitos logo, logo – falaria em seguida, virando as costas para o homem, já se posicionando para deixar aquele galpão – Vamos Nereu, hora da caçada – finalizaria sua passagem, dando um sorriso de canto de boca, levemente escondido por sua barba amarela.

Se despedindo do velho, agora devidamente armado, Claudius levaria a dupla até o bar que estavam, nas palavras do garoto, a mulher poderia estar lá, Gustaf o seguia cegamente, feliz por voltar para aquele local acolhedor. Claudius já parecia acostumado com a presença do sujeito que havia lhe ameaçado e também não havia desdenhado do tritão, o aspirante a pirata tinha isso em sua personalidade, todos a sua volta gostavam da sua presença imponente, o loiro tinha facilidade em fazer amizade, mas balanceando a isso, inimigos brotavam de todos os cantos.

Os passos do trio eram largos e a vontade de voltar para aquela lugar alegre moviam a todos. Contudo, o clima foi completamente quebrado, quando um estrondo foi ouvido vindo do bar, Gustaf olhou para Nereu, o tritão provavelmente faria o mesmo, ambos pensando quem era o pivô dessa ação. Pessoas corriam, algumas machucadas, outras sangrando, mas havia algo em comum: O horror em seus rostos. A dupla correu para dentro do local e podiam observar o motivo, havia um cadáver com os miolos espalhados pelo chão.

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Nereu comentava algo, mas o bárbaro estava imerso num poço de raiva. Seu rosto se encolhia e suas sobrancelhas quase se uniam, seus dentes fechados de forma tão forte que rangiam, Gustaf estava irado com aquilo, ele gostava daquele lugar, uma aura maligna saia do corpo do rapaz – Nereu ... – sussurraria – Ela é minha – finalizaria suas palavras, se agachando para olhar o corpo, vendo que de fato, a arma que a mesma utiliza tem um poder de fogo absurdo. Ao se levantar, se viraria para o dono do local – Para onde a autora disso foi? – não havia calor em suas palavras, sua voz estava rouca e por mais que saíssem calmas as palavras, sua alma ansiava por um combate.

Se relutassem ou não se lembrassem para onde a mulher, ou qualquer que seja a pessoa que havia feito aquele ato tinha ido, Gustaf tentaria forçar uma lembrança – VAMOS, INDIQUEM UM RUMO MERDA! – gritaria, se aproximando, não se preocupando se iria assusta-los mais ou menos. De todo modo, assim que conseguisse a resposta, seguiria para o rumo indicado, sem trocar qualquer palavra com Nereu, mas esperando que o tritão o seguisse logicamente. Seus passos pesados indicariam sua movimentação, sua mão apoiando na cabeça do martelo, pronto para esmagar aquela maldita mulher.

Procuraria pela Bucaneira, tinha sua foto em mente, por isso, usaria seus olhos para vasculhar o que lhe fosse possível, usaria também seu olfato para tentar desvencilhar o cheiro forte de pólvora, afinal, se a mesma usa uma arma de fogo com tamanha potencial, deve usar uma grande quantidade desse pó cinza. Encontrando a mulher, cessaria seu avanço, buscando folego para gritar – MADLEY JHONES – esperaria a mulher olhar – SUA MORTE CHEGOU! – sacaria o martelo, segurando pela corda de couro em sua ponta – PREPARE-SE, IREI ESMAGAR SEU ESPIRITO E COLOCA-LA AOS MEUS PÉS – suas palavras eram firmes e sua oratória perfeita, mesclando isso com sua intimidação e postura, buscaria esmagar o espirito de todos ao redor.

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Gustaf não iria avançar de imediato, como sabia-se, a mulher era uma atiradora, iria esperar pelo seu famoso tiro e mostrar para todos que aquilo não podia feri-lo. Firmaria a base e começaria a girar o martelo a sua frente, formando um “escudo” com a rotação do mesmo. Logicamente, a bala poderia passar e pegar em seu coração, mas também poderia ser bloqueado pelo metal da arma, era hora de apostar no seu protagonismo. Recebendo o tiro, tentaria não cair e colocaria seu joelho no chão para impedir a queda, se Nereu viesse lhe ajudar, levantaria a mão, indicando para ele se afastar – Eu cuido da mulher – sussurraria, indicando para o tritão cuidar dos capangas da mulher, caso tenha algum.

Recebendo o primeiro tiro e bloqueando de forma efetiva, sorriria mostrando seu pior lado – Eu farejo o medo em você – diria, num tom mais baixo. Gustaf queria ganhar aquela luta sem precisar esmagar a mulher. Sabia que estava em desvantagem, mesmo enraivecido pela crueldade da mulher, queria-a viva, pois iria castiga-la de uma forma cruel – Desista, você não pode me ferir – falaria por fim, enquanto avançava a passos largos que era finalizado num salto, seus braços segurando o martelo acima da sua cabeça, traria num golpe descendente na cabeça da mulher.

Contudo, se não a encontrasse, sairia perguntando aos transeuntes se haviam visto uma mulher de pele morena com uma arma, falaria seu nome, afinal, ela era uma mulher procurada. Seguiria as dicas até encontra-la e faria o mesmo dito nos parágrafos acima.



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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptyDom Dez 01, 2019 5:02 pm


Narração

Céu limpo, 30 graus
Manhã, sol forte e sem vento
Localização: Dawn Island - East Blue



O Ronco do Bárbaro - 05

Gustaf








O sangue do bárbaro fervia com a cena presenciada na taverna, o sereno clima de hospitalidade local havia sido quebrado com a ocorrência desse assassinato a sangue frio. Checando o corpo, Gustaf questionava o taverneiro a fim de descobrir a localização de — aparentemente — Madley Jhones. Com o silêncio quebrado, o rapaz possuinte do vasto bigode que habita seu rosto dizia como um cão assustado

— E-Eu... P-Para a rua, ela foi para a rua pela porta dos fundos! Se correr pode alcançá-la! —

Com as informações em mente, os bárbaros seguiam pelo local indicado, tratava-se de uma porta comum de madeira que dava para um pequeno quarto repleto de instrumentos de limpeza. Lá, outra porta aparecia, essa que dava para as ruas de Dawn Island. Embora as ruas estivessem cheias, não foi difícil para o loiro achá-la, o crime foi recente, poucos minutos passaram-se do disparo, então, ela não poderia estar muito longe.

De fato, não estava. Seguindo algumas ruas e entrando em alguns becos, o bárbaro dava de cara com o sujeito que perseguia. O local de encontro foi em um beco já afastado da taverna, poderia ser considerado sem saída, mas uma misteriosa porta habitava sua parede. Mesmo que um manto marrom cobrisse o corpo e rosto da bucaneira, a inteligente estratégia envolvendo o olfato Gustaf o permitiu sentir o característico cheiro de pólvora de sua cintura. Notava-se também um anormal relevo naquela parte de seu corpo, indicando a possível arma. Se o bárbaro raciocinasse bem, não teria dúvidas que aquele era seu alvo.

Gustaf não dava tempo à mulher e já cuspia ameaças para ela. Ao as ouvir, a bucaneira abaixava o capuz e lançava um olhar torto para o bárbaro, dizendo as seguintes palavras — com um tom misto de confusão e provocação — enquanto suspirava e revirava seus olhos

— Eu nem sei quem você é —

A atiradora então puxava seu trabuco e disferia um veloz e ardiloso disparo. Todavia, o bárbaro já se preparava para isso e — em uma ousada manobra — rodava seu martelo a fim de bloquear o disparo. Definitivamente um erro poderia ser mortal agora, mas Gustaf conseguia desviar o projétil para sua diagonal direita, chocando-o contra a parede de concreto, essa que agora ostentava uma grande marca de pólvora. Em contrapartida, a arma do bárbaro também voava de suas mãos, o impacto foi absurdo até mesmo para ele. Por sorte, Nereu, seu fiel companheiro, estava nas redondezas, pegando com firmeza o martelo de seu amigo em suas mãos e o jogando de volta enquanto proferia as seguintes palavras com um fraco sorriso de canto de boca

— Você não muda, Gustaf —


Se fosse uma bala normal, o loiro provavelmente estaria morto, dificilmente ele tem a maestria para bloquear um pequeno projétil com uma arma tão rústica. Todavia, Madley Jhones não se chamava de Bucaneira de graça, a louca tinha praticamente um canhão em suas mãos, o trabuco era realmente avantajado. Por conta disso, a bala da arma também não era comum, tinha o tamanho de uma ameixa praticamente. Qualquer acerto seria perigoso.

Bloqueando com parcial sucesso o tiro, o bárbaro provocava a procurada, que respondia já irritada

— Com medo? Não enche e cai fora, último aviso —

Em paradoxo com suas palavras, a bucaneira chutava a porta atrás de si com força e corria para dentro. O local estava bem escuro, não permitindo ver muita coisa, mas cheirava a peixe e água do mar. A pequena falha na defesa de Gustaf abriu chances para a “fuga” da mulher, que gritava de dentro do local

— Se entrarem aqui estarão mortos! —

Nereu então parava atrás de Gustaf e — mais uma vez, com poucas palavras dizia —

— A luta é sua, mas não há garantia que a mulher está só. Lhe seguirei —


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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptySeg Dez 02, 2019 2:29 pm

Gustaf Karlsefni


A atiradora era astuta e não demonstrava medo devido as ameaças do bárbaro a sua frente. Este por sua vez trocava o martelo para sua mão esquerda, fechando a direita e abrindo repetidas vezes, o tiro que havia bloqueado fora forte o suficiente para jogar sua arma longe, era possível sentir o poder do impacto, por mais que o loiro fosse resistente, uma bala daquela poderia causar um estrago e agora ele sabia disso. Nereu por sorte estava próximo, ambos encaravam o local para onde a mulher havia fugido – Creio que é a melhor opção – observava Gustaf, mais sério do que de costume – Não baixe a guarda, ataque para matar irmão, aquela mulher irá conhecer o inferno esta noite – sem pestanejar o bárbaro apertava sua arma e se colocava rumo a entrada do local, confiante no desafio a sua frente, seria o primeiro de muitos.

Nenhuma palavra seria dita, o aspirante a pirata focava em seu objetivo, as veias do seu pescoço já sobressaiam sobre a pele e sua cor mudava levemente para um tom mais rosado. A respiração pesada indicava que não estava querendo conversas desnecessárias, assim, quando se colocasse ao lado da porta - MEU NOME É ... – segurando o martelo com duas mãos, recuaria seus braços para trás enquanto girava sua cintura, num movimento parecido com um batedor de beiseball – GUUUUUSTAFF !! – sua voz rouca ecoaria pela noite e provavelmente seria ouvida por todos na redondeza. Num golpe de fúria, acertaria a porta de madeira, mandando a mesma escuridão a dentro.

Conseguindo quebrar ou causar um buraco no local, adentraria segurando o martelo na mão direita. Gustaf sabia que não poderia ver seu inimigo, doravante, seu inimigo também não poderia vê-lo, assim imaginava. Fechando seus olhos, inibiria um sentido para focar em outros dois: Olfato e Audição. A cada passo, ficaria atento a barulhos, por menores que sejam. O cheiro de peixe e agua salgada do mar atrapalhava o rapaz usar aquilo que tinha de melhor, contudo, já havia sentido o cheiro de pólvora advindo da mulher anterior e agora focaria nesse mesmo cheiro.

Os passos pesados e a respiração pesada agora era cessada, um fio de suor escorria pela testa do bárbaro, podia sentir um frio na espinha. Sua mão apertava o cabo do seu martelo com força, era possível sentir o couro pressionando sua pele. Confiava suas costas para o tritão Nereu, não havia preocupação quanto a saúde do peixe, ele também era forte e seria capaz de cuidar da sua defesa e causar dano no ataque.


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Mergulhado na escuridão, confiaria nos seus extintos e se agarraria no fio de odor da pólvora ou no barulho de passos ou de algo que lhe lembrasse o gatilho de uma arma. Assim que sentisse a presença da mulher, ou de qualquer inimigo, daria um golpe de cima para baixo, deixando o martelo causar o seu estrago, acertando ou não, daria um passo para trás, e saltaria para frente num golpe horizontal na altura do seu peito, varrendo qualquer coisa que esteja a sua frente. Entre os golpes, urraria para colocar toda a sua força no impacto, e se por acaso não acertasse nada, ou objetos etc, continuaria a andar, atento a qualquer situação e atacaria novamente.

No caso de conseguir acertar algum golpe, mas que tenha algum contra-ataque do inimigo, buscaria usar seu braço livre para tentar algum bloqueio simples com o antebraço ou com a palma da sua mão, sempre usando seu tamanho para diminuir a distância entre ambos e fazer com que seu martelo tenha um vantagem contra armas a distância. Mesmo sendo atingindo, tentaria continuar com os golpes, tentando a todo custo acabar com aquilo.



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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptyQui Dez 05, 2019 12:51 am


Narração

Céu limpo, 30 graus
Manhã, sol forte e sem vento
Localização: Dawn Island - East Blue



O Ronco do Bárbaro - 06

Gustaf








Após visualizar melhor a situação que se encontrava, Gustaf decidia seguir até o escuro metal cômodo no qual a Bucaneira se encontrava, mas não antes de falar algumas coisas para Nereu, que respondia com uma expressão em branco

— Sempre é para matar... —

Desse modo, em um estado de fúria, o bárbaro, com suas pulsantes veias, exclamava seu nome e derrubava a porta de uma vez por todas, seu estado decrépito facilitou que maiores danos ocorressem em si.

Lá dentro, estava claro que diversas problemáticas atrapalhariam o progresso de Gustaf, tanto a baixa luminosidade quanto o forte odor de sal e peixe contribuíam para embaçar os seus sentidos, mas, por sorte, o cheiro de pólvora daquele canhão não era disfarçado tão facilmente. Dessarte, a posição de Madley tornava-se clara, ela apenas não sabia disso. Aparentemente, a garota não se dava bem no escuro. Certo do local em que ela se encontrava — e mais certo ainda de como atacaria — Gustaf, com um certeiro e poderoso golpe, arremessava a bucaneira pelo seu lado esquerdo de até o outro canto do cômodo. No entanto, antes disso, ela conseguia disparar um tiro no antebraço do guerreiro. A dor era intensa, mas o tamanho e a gravidade da ferida ainda eram incertos. Definitivamente, o queixo da bandida não ficará bonito depois da martelada, só os Deuses podem dizer como encontrava-se com um impacto como esse.

Após poucos segundos de silêncio, dois sons destacaram-se: o gemido de dor vocalizado por Madley — que, pelo barulho feito, aterrissou em uma pilha de peixes aparentemente — e o barulho de sangue escorrendo e chocando-se contra madeira, provavelmente, advindo da ferida do bárbaro. A dor era tremenda, receber um tiro daquele trabuco à queima roupa e não perder o braço inteiro é um feito e tanto.

Outrossim, a mulher não planejava entregar a luta tão facilmente, era óbvio que tinha algo em sua mente ainda, afinal, ela começava a recarregar sua arma ainda deitada. Tal cena não é tão simples de ser concebida nessa escuridão, mas o barulho dos projeteis não mentiam. O bárbaro também pôde ouvir um grito de Nereu, não como um gemido ou algo do tipo, estava mais para algo que era vocalizado por guerreiros durante um ataque. Tal afirmativa ainda era colaborada pelo ruído de chocando-se contra metal espalhado do ponto no qual o tritão, aparentemente, estava.

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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptySex Dez 06, 2019 9:40 am

Gustaf Karlsefni


A dupla adentrava no que podia ser uma armadilha fatal, contudo, a coragem era um dos pontos fortes do bárbaro. Outra habilidade que o mesmo possuía era seu olfato desenvolvido e fora ele que havia localizado a posição da mulher. Mesmo camuflado entre o odor de peixe e sal, a pólvora se destacava dos demais e como um fio condutor, levou seu martelo até o queixo da inimiga, jogando-a do outro lado do cômodo. Era possível sentir o impacto na palma da mão, o golpe havia acertado em cheio, abrindo um sorriso no rosto do atacante, doravante, sua alegria era interrompida quando sentiu uma dor vinda do seu braço. O sangue escorria quente pela sua pele clara – Vadia – sussurrava baixo, enquanto trincava seu maxilar para não gritar ou gemer alto demais.

O tiro por sorte não havia acertado um local vital, Gustaf só ficava mais enraivecido a cada segundo que aquela mulher respirava, ele tinha um pensamento que se transformava em certeza, ela não iria ver o pôr do sol hoje. Após a balburdia, um silencio momentâneo assolou o local, sendo interrompido pelo gemido da mulher numa posição contraria a do bárbaro. Ouvia-se o sangue escorrendo pelo seu braço indo até sua mão e por fim pingando sobre a madeira. O tilintar hipnotizava o loiro, que buscava auxilio novamente em seu olfato para terminar aquele serviço o mais rápido possível.

Sem se importar tanto com o ferimento, era hora de partir para uma nova ofensiva. Nereu, antecipava o movimento e avançava bradando um grito de guerra. Era possível escutar Madley recarregando sua arma, naquelas circunstancias, o mais rápido teria vantagem. Gustaf queria avançar como um cavalo e irromper a confiança daquela mulher, mas com seu aliado naquele rumo, tinha que considerar acerta-lo com fogo amigo, por isso, caminharia rumando para a origem dos barulhos com certa calma, montando em sua mente, a cena que poderia estar se desenvolvendo ali.

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O cheiro de Nereu era algo reconhecível à muito tempo, ao se aproximar o aspirante a pirata buscaria conhecer a posição deles pelo odor. Focaria no fedor da pólvora e no cheiro do tritão para ter certeza que não iria acerta-lo com seu martelo. Conseguindo essa proeza, um sorriso encobrido pela escuridão surgia em seu rosto. Recuando alguns passos, flexionaria seu joelho e saltaria em diagonal para frente, recuando seu braço enquanto segurava o martelo e num movimento de cima para baixo, buscaria afundar ou esmagar aquela mulher – MORRAAAAAAAAAA! – bradaria quando descesse seu braço num poderoso golpe.

Acertando-a, o rapaz usaria sua mão livre para tentar agarra=la. Segurando firme, jogaria a mulher para o rumo da porta, tentando tirar seu alvo daquela completa escuridão. Confiava que seu golpe teria sido suficiente para causar estrago suficiente para conseguir esse arremesso. Por outro lado, se tivesse errado seu golpe, afinal, saberia a diferença entre martela carne e madeira, atacaria as cegas com golpes horizontais, para ser mais precisos, um golpe para o lado direito e outro para esquerdo, estes por sua vez, não teriam a força do anterior, era apenas para saber onde a mulher estaria e se estaria próxima de si.

Conseguindo arremessa-la para fora do local, se levantaria, satisfeito pela sua ação e se colocava para fora do local, onde iria esmagar o que restava daquela mulher. Pararia na porta e começaria a balançar o martelo – Ultimas palavras? – diria ironicamente, enquanto sentia o sangue escorrendo pelo seu braço, mostrando que apenas aquilo não iria impedi-lo de vencer, sabia que aquela batalha estava ganha no momento em que seus olhos foram postos nela. Caminharia a passos lentos, usando toda sua imposição e intimidação para mostrar o poder do seu espirito para todos e principalmente para a mulher.

Destarte, se tivesse errado os golpes dentro do galpão, se colocaria rapidamente em pé e novamente, tentaria sentir o odor advindo da arma da mulher e atacaria novamente com um salto e um golpe com o martelo, até conseguir nocauteá-la e joga-la para um local mais claro.



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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptyQua Dez 11, 2019 2:29 am


Narração

Céu nublado, 20 graus
Manhã, sol forte e vento moderado
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O Ronco do Bárbaro - 07

Gustaf








Minutos se passavam e a caçada de Gustaf continuava de maneira impetuosa. Mesmo ferido e mergulhado na escuridão, o bárbaro não demonstrava medo, sua exacerbada confiança apenas o deixava mais certo que a vitória chegaria para ele. Aliás, em comparação à bucaneira, seu estado realmente parecia ser súpero, embora tenha recebido um disparo direto no braço, é nítido que o golpe disferido pelo guerreiro na mulher deixou sequelas muito mais graves.

Dessarte, o bárbaro avançava na mulher com certa ressalva, visto um engano cometido pelo mesmo durante a batalha. Isto é, para ele, Nereu lutava a sua frente, alvejando o mesmo alvo que ele: Madley, no entanto — novamente utilizando-se de seu olfato avantajado — Gustaf pode perceber que enganou-se, o nítido cheiro de tritão — somado aos ruídos de metal batendo contra metal — localizavam-se atrás dele, numa posição bem afastada da Bucaneira. Aparentemente, Nereu lutava outra batalha, essa que era oculta pelo véu da escuridão.

De tal maneira, o bárbaro seguia de consciência limpa com um impetuoso golpe em Madley Jhones. O pulo dado por ele — mesmo que não muito alto — contribuiu para fornecer uma maior cinética ao seu martelo que — com uma ferocidade digna de um berserker — acertava seu alvo. Pelo que o bárbaro pode perceber, o abdômen da mulher foi atingido, ele sentiu também uma quantidade considerável de sangue acertando seu pescoço, provavelmente foi cuspido pela víbora. Todavia, aparentemente não foi um acerto mortal, no fim do ataque, ficou claro que a pilha de peixes sobre qual a bucaneira repousava amorteceu o impacto do golpe.

Sem abrir oportunidades para uma possível recuperação de seu alvo, o bárbaro terminava por jogá-lo pela porta a qual entrou, pelo estado dele, não foi algo difícil, a mulher encontrava-se praticamente aos pedaços, voava como um resquícios de fezes sendo jogados ao esgoto, aterrissava e rolava ao chão como um saco de batatas podres sendo descartados em um lixão.

Gustaf então caminhava até a bucaneira, a forma a qual empunhava e girava o martelo em suas mãos evidenciava a prepotência do rapaz, mesmo que estivesse ganhando a luta de fato, seguir até uma atiradora sem sequer pensar em sua autopreservação foi, definitivamente, imprudente. Dessa forma, em resposta à provocação lançada a ela, Madley respondia com uma voz rouca e em meio a cuspidas de sangue

— S-Sim... Morra! —

Assim, a bucaneira apontava seu trabuco e — com um disparo cheio, sem falhas — acertava o abdômen do bárbaro com uma bala como a anterior, do tamanho de uma ameixa. Tal região do corpo do rapaz transformava-se em uma cachoeira de sangue, o disparo não atravessou — visto seu avantajado porte físico — mas isso não quer dizer que não tenha feito um estrago considerável. Na situação que está agora, se Gustaf não realizar os primeiros socorros e recorrer a um médico experiente, a perda de sangue com qual sofre poderá ser demais até mesmo para ele. O líquido carmesim vazava até mesmo por seus lábios e banhava seu pescoço, indicando o qual grave a ferida era.

Entretanto, nem tudo são espinhos, Madley aparentava estar derrotada, sua mandíbula havia se quebrado, de sua boca sangue escorria, até mesmo a respiração da mulher estava pesada, as prováveis costelas quebradas pelo último acerto de Gustaf impossibilitaram qualquer deslocamento por parte da mulher, que encontrava-se deitado ao chão com um olhar de fracasso

— ~hah~ ~hah~ p-pode tentar me matar filho da puta, mas você sabe que se o fizer, não agu- aguentará muito por conta dessas feridas —

No que parecia ser uma última súplica, a consciência da mulher esvai-se, fazendo-a cair de rosto em uma poça de seu próprio sangue.

Já era de tarde, as ruas continuavam movimentadas, mas não o beco no qual o bárbaro se encontrava, esse estava vazio como um cemitério na madrugada. Alguns corvos apareciam sob os tetos de construções próximas, os arautos da morte aparentavam fitar toda essa situação.

off:
 
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MensagemAssunto: Re: O Ronco do Bárbaro   O Ronco do Bárbaro - Página 2 EmptyQui Dez 12, 2019 3:41 pm

Gustaf Karlsefni


A luta na escuridão se demonstrava complicada, o golpe de Gutaf acertava em alguma parte do corpo da mulher. Sentia o gemido e o sangue inimigo respingando em seu pescoço, consequências da martelada avassaladora que havia dado. Sem dar brechas para o contra-ataque, o bárbaro segurou o corpo já sem forças da bucaneira e a arremessou para fora da casa. O jovem não havia notado que havia mais pessoas no local, ao qual Nereu agora combatia, ele estava focado apenas no seu alvo, ignorando o que acontecia em sua volta.

Ao sair da escuridão, seus olhos se fechavam pela claridade, mas rapidamente pode distinguir a mulher caída alguns metros a frente. Caminhando sem pressa, olhava vitorioso para o inimigo caído aos seus pés. Sentia satisfeito com o decorrer da luta, o modo como havia agido, fora tudo tão fácil que ele tinha certeza que poderia derrotar qualquer um que lhe desafia-se. Esse foi o seu grande erro. Gustaf girava o martelo despreocupado quando perguntou as ultimas palavras da mulher, tudo que ele ouvia em seguida era o som abafado da sua pistola.

Engolia em seco e o martelo parecia mais pesado, suas pernas queriam fugir dali e alguns passos foram dados para trás – O-O que?! – usando sua mão livre, tateou onde doía e quando levou sua mão a frente dos seus olhos pode ver o sangue, rapidamente sentia sua boca se enchendo com um liquido de gosto amargo e cuspiu aquilo, se assustando quando viu a quantidade de sangue. Gustaf havia baixado demais a sua guarda, como sempre fazia e fora alertado por seu avô diversas vezes, confiava demais que suas palavras bastariam para destruir o adversário e diferente de cortes superficiais feitos por animais, agora ele havia tomado um tiro a queima roupa.

As consequências da sua infantilidade eram imediatamente sentidas. O cheiro do próprio sangue invadia seu olfato, fazendo a bile subir pela sua garganta, era questão de tempo até ele ceder e vomitar. Sentia o vento frio passando pela sua nuca, eriçando seus pelos – Mas que merda – sussurrava, tentando se manter em pé, uma tarefa árdua naquele estado. Ainda escutava aquela vagabunda falando, isso o irritava a ponta de ignorar aquele ferimento – ISSO AQUI – falava alto, mostrando a mão com sangue – ISSO AQUI – pausava para recuperar o folego – JAMAIS IRÁ ME MATAR, EU NÃO MORREREI NUM LUGAR COMO ESSE – erguendo seu corpo do melhor modo que podia, largava o martelo e caminhava até o corpo da meretriz.

Enquanto caminhava até a moça, conseguia ver que ela havia desmaiado ou morrido, para o bárbaro aquilo não importava mais, estava fora de si. Virando o rosto da mulher para si, agarrou com as duas mãos e apertou com a força que lhe restava – AHHHHHHHHHHHHHHH! – gritava enraivecido, sua pele atingia uma coloração rosada e as veias do seu pescoço pulsavam com força. Apertaria até quebrar aquele crânio ou afundar seus olhos e deformar completamente sua face, não queria que ninguém soubesse que aquela mulher um dia existiu. Terminando aquela cena grotesca, levantaria – Eu disse que você iria conhecer o diabo hoje – dando as costas, via que aquilo não tinha sido as melhores das ideias, seu corpo pedia para cair e o que mantinha ele erguido era seu orgulho e seu espirito.

Não sabia dizer se pessoas havia visto aquilo, onde estava Nereu? Era difícil pensar, sua visão ficava embaçada conforme caminhava até seu martelo. Seus lábios estavam secos e sua língua implorando por água, queria tirar aquele gosto amargo da sua boca, mas até o simples fato de respirar parecia difícil. Gustaf não achava que iria morrer, ele estava com sono e suas pálpebras pesavam uma tonelada cada – Acho que vou – falava para si, sentando ao lado do martelo – tirar uma soneca aqui – fechava seus olhos, esperando que Nereu viesse logo para saírem dali.



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