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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O vagabundo e o aleijado

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Tensei
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyDom 17 Nov 2019, 21:11


Cremação
Subo no palco e vocês tentam ver minha face





Formas e sons passavam de forma tão rápida que até mesmo olhos treinados teriam dificuldades para acompanhar. A investida feita junto com Mirutsu parecia até ser boa, alguns ataques atingiam o alvo e o sangue do ser conhecido como barnabé escorria, vermelho e lindo. Só que aparentemente o homem não sentia dor, ou parecia não demonstrar caso fosse o contrario e isso tornava seus movimentos difíceis de acompanhar, de fato tão difíceis que após conseguir cortar um pouco o mesmo eu fui atingido no peito. A dor é algo tão abstrato que é extremamente difícil descreve-la, a espada do homem perfurando meu peito veio de um modo que não pude acompanhar e o susto só piorou a situação. Tentei olhar dentro dos olhos de Barnabé e me afastar, afim de ficar no minimo 2 metros do mesmo antes de finalmente olhar em meu peito e ver o sangue *Dessa vez foi fundo!* E de fato havia sido, ver tamanho ferimento em meu corpo e sentir tanta dor era algo que não acontecia comigo desde ... Desde..

Quando as chamas começaram aquela noite eu estava dormindo, já era noite e uma criança não deveria ficar acordada até altas horas. Ao menos era oque eles diziam, meus pais diziam. O calor foi a primeira coisa que senti e foi isso que me acordou, até então o silencio dominava a casa e somente os ruidas da madeira estalando podiam ser ouvidos. Quando me levantei fiz oque qualquer criança faria, procurei meus pais e os encontrei subindo para meu quarto, eles estavam indo me acordar. Mamãe chorava desesperada mas meu pai tentava manter a calma e depois de me encontrar descemos até o primeiro andar e fomos na direção da porta, onde as chamas já queimavam quase todo local -Segure ele, eu vou abrir a porta!- Foram as palavras de meu pai para minha mãe, então ela me abraçou e ele correu na direção das chamas e mesmo se queimando começou a bater contra a porta. Uma, duas e três vezes, foram as tentativas que precisamos para todos nós percebemos que a casa estava trancada, quem quer que tivesse colocado fogo na casa também tinha fechado a mesma para não haver possibilidade de fugir. Meu pai morreu ali, tentando abrir a merda da porta, quando um pedaço de madeira demorou e o derrubou nas chamas. E minha mãe, ela morreu abraçada comigo usando seu corpo para me proteger das chamas, sua mão estava no meu peito bem no local onde ... Onde aquele desgraçado havia perfurado!



-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!- A lembrança ocasionada pelo ferimento fora mais dolorida que o sangue escorrendo. O grito de desespero ecoou por minha mente antes de sair por minha boca e escorrer pelo ar, um trauma mental não sarava tão bem quanto as cicatrizes de queimadura que eu carregava. *Foda-se, vamos estripar ele!* Só que naquele momento eu já não ouvia mais nem mesmo meus próprios pensamentos, a dor era tamanha que eu só pensava em atacar. Tentaria segurar minha foice com ambas as mãos e manter meu equilíbrio, precisava estar inteiro para golpear o mesmo. Ficaria atento a ataques vindos de Barnabé, mas inicialmente não atacaria o mesmo, iria esperar o momento ideal e esperava que meu parceiro consegui-se me dar esse momento. Caso o oponente tentasse me atacar com sua espada eu tentaria me defender bloqueando o ataque com o cabo de minha foice e então me movendo para trás, afim de tentar a uma distancia minima de 3 metros do mesmo e então esperaria.

Esperaria Mirutsu executar algum ataque e tentaria ficar com meus olhos juntos com o de barbané, assim que o mesmo desse alguma atenção por minima que fosse para meu parceiro eu iniciaria meu ataque. Flexionaria minhas pernas afim de tomar o maior impulso que conseguisse, minha velocidade era boa mas eu estava debilitado por ferimentos e tinha ciência disso, por isso me focaria e saltar com toda força na direção do mesmo no momento mencionado. Segurando minha foice ao lado do corpo tentaria executar um movimento horizontal, visando cortar o mais profundo e mais largo possível mirando na altura do estomago do homem que parecia não sentir dor. Caso ele estivesse de costas ou de lado para mim o movimento seria o mesmo e executado na mesma altura, nesse ataque eu tentaria ter noção do tempo perfeito para atacar e da distancia boa, afim de utilizar da dificuldade que seria se defender de uma arma longa como uma foice e essa distancia. Um ataque meu conhecido como Primeira Colheira!

Sendo efetivo ou não em minha investida eu tentaria manter meus olhos atentos as mãos de Barnabé, mesmo quando ele não estava olhando para mim eu sabia que ele podia ser mortal, então caso me atacasse eu tentaria bloquear com o cabo de minha foice caso os ataques fossem com a cimitarra, mas na possibilidade dele sacar uma arma de fogo ou qualquer tipo de arremesso eu tentaria me mover para a direita e depois para a esquerda e então saltar para trás afim de manter uma distancia minima de 3 metros e esperar lá.

   

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   Sei que ficou ruim, mas não queria demorar pra postar. E ta meio corrido aqui.

*Primeira vez que uso técnica em ON, qualquer erro foi malz.

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptySex 22 Nov 2019, 00:40


Narração

Noite, céu Nublado, 18 graus.
Localização: Shells Town - East Blue



O Vagabundo, o Psicopata e o outro Vagabundo

Todos








A batalha então continuava, estava claro que esse era seu ápice, seu réquiem, seu clímax. O jogador que lançar as melhores cartas será o que sairá vitorioso nessa fatídica noite.

Desse modo, as lutas seguiam. Na terra, Megalinho e Santana enfrentavam-se em um ardiloso e sanguinário combate. Neste exato momento, ambos estavam com o pé na cova, já organizando o próximo ataque. De começo, o ceifador corria até o acorrentado com sua foice empunhada, planejava acabar tudo em uma última sequência de golpes. Como esperado, a corrente direita Santana foi lançada, pela fraqueza do homem, foi um lançamento fraco e sem habilidade, possibilitando a agarrada de Kid. O plano do jovem atingiu seu devido sucesso quando o pirata perdeu seu equilíbrio ao puxá-lo, não havia caído ao chão, mas os desengonçados passos para trás dados por ele permitiram o ataque final por parte do ceifador. Na verdade, o primeiro golpe cortou apenas o vento, Santana jogou-se de traseiro no chão para evitá-lo, colocando-se em uma situação extremamente desfavorável portanto. Com seu último movimento, Megalinho fincava sua foice no crânio de Santana, esse que morra com os braços apontados para cima em uma forma de autoproteção ou súplica. Embora tenha vencido, o corpo de Farway cedeu completamente, sua visão já estava completamente turva e dobrada, seus membros já não respondiam tão bem. Uma forte enxaqueca o atacava, seu corpo era frígido, seu suor mais ainda. Se o jovem observasse bem, veria suas calças encharcadas em seu próprio sangue, sua camisa também encontrava-se em um estado parecido — mas um pouco mais ameno — o ceifador não parava de expelir sangue pela boca, revelando um possível dano ao estômago. Ter dado tanto de si o colocou em uma situação desesperadora, enquanto ele — mesmo que muito dificilmente e com apoio da foice — conseguisse andar, nadar já não era mais possível. O afogamento era certo. De onde ele está agora, torna-se possível visualizar toda a situação que se passava no barco.

Ao alto da escuna do Corvo Três Olhos, Seijuro e Mirutsu enfrentavam-se. Tanto pelo estado dos jovens quanto pelo de Barnabé, tornava-se claro que a batalha encontrava-se em seu ponto crítico. Ambos sabiam que tanto eles quanto Barnabé estavam a poucos passos da cova e, com isso, enfrentavam seus próprios traumas internos. Mesmo atormentados, eles estavam decididos: era matar ou morrer. Desse modo, a fim de acabar com essa batalha, Mirutsu gritava para seu companheiro, mas não antes de disferir um preciso ataque contra Barnabé, esse que estava de costas para o gatuno. Por conta da distância proporcionada pelo arpão, o salafrário não sofrer maiores riscos, mesmo quando achou que seu ataque falharia, o braço do pirata falhava pelas feridas anteriores. Assim, a feridade estava feita, novamente o Corvo de Três parecia não se importar, o sorriso de seu rosto era mais largo do que nunca. Entretanto... por mais a dor pudesse ser ignorado por conta do anormal sistema nervoso do pirata, os danos reais não eram tão simples para serem desprezados. Por conta do ataque, o pirata perdeu completamente o movimento da perna e, por não esperar isso, caiu ao chão. Tal acontecimento possibilitou o ataque final por parte da dupla que — em uma investida final — conseguiram assassinar Barnabé com um corte limpo em sua nuca — por parte de Mirutsu, e um rasgão no estômago do pirata por parte de Tensei. Embora que o final apresente-se como anti-climático, era certo que Barnabé não aguentaria muito mas, seu corpo estava desenhado de feridas por parte dos jovens. E mesmo que elas tenham vencido, ficou claro que em um combate justo — de 1 contra 1 — dificilmente alguns deles teria a mínima chance, jamais um inimigo tão mortal apresentou-se para eles.

A situação de seus corpos também não é das melhores, diferente do pirata, eles são

cientes de suas dores, sabem que morrerão sem auxílio médico. Os dois estão com a pressão no mínimo possível para manter a consciência, o suor frígido dos jovens percorre suas espinhas. No entanto, apesar disso, a hemorragia é o mais grave de todos esses problemas, é imprescindível que ela seja estancada o mais rápido possível.

Dessarte, toda essa situação aparentava chegar ao fim, mas 2 problemáticas mostravam-se presentes: Natasha não havia retornado para o barco ainda, e sons de passos de um batalhão inteiro poderiam ser ouvidos de cima da gruta, mas — por hora — não havia pista se eram marinheiros ou Deus sabe lá que.


Off:
 
Loira pescotapa:
 

MIchelle:
 
Barnabé:
 




Legenda:
 


Ferimentos:
 


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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyDom 24 Nov 2019, 23:42




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 20




Finalmente, a batalha de Mirutsu e Tensei contra Barnabé havia acabado, quando Mirutsu decidiu pela primeira vez tirar a vida de alguém. O choque foi bastante enorme para o gatuno, que sentia os seus órgãos fraquejarem, também pela baixa pressão que ele sentia no momento. Se disser que nunca passou pela mente de Mirutsu que ele teria que matar alguém em sua jornada, seria mentira. O rapaz apenas não esperava que fosse tão cedo assim. Mas, a força maior que motivou os atos de Mirutsu nesse momento era o seu instinto de sobrevivência. Certamente foi ele que moveu Mirutsu a agir. Seres humanos são capazes de coisas absurdas quando estão frente a frente com a morte e Barnabé era aquele que traria a morte para o gatuno, era matar ou morrer. Mas, pelo menos era melhor um vagabundo preguiçoso e ladrão à solta do que um assassino, não é mesmo? Isso era alguns dos pensamentos que passavam na cabeça de Mirutsu, para esquecer o que fizera.

"No fim de tudo, eu fiz algo que o meu pai queria. O destino realmente prega peças de uma maneira estranha."- o rapaz colocava força nas suas pernas, que fraquejavam devido a pressão baixa que abatia sobre seu corpo. Largava também o arpão enferrujado no chão de suas mãos trêmulas e manchadas de sangue.

Realmente se encontrava numa situação irônica. Mirutsu, um rapaz que sempre fora um mau exemplo para qualquer um, tinha feito um ato heróico, impedindo um assassino e salvando pessoas naquela circunstância. O gatuno desejava se tornar um pirata, mas, havia matado um “companheiro” de pirataria no processo para se tornar um. Mesmo que buscasse a fama e o lucro, não se tinha holofotes naquele lugar. Era um lugar afastado do centro urbano de Shells Town, onde ninguém veria tais atos heroicos que faziam Mirutsu se sentir bem consigo mesmo, tirando os nobres que ali estavam, que provavelmente nem se lembrariam do nome de um zé ninguém como Mirutsu Haretsu. Ele teria aceitado aquela missão de Natasha por ingenuidade ou por ganância? Certamente o rapaz ainda era movido pelo lucro e pela fama. Mas, terá sido apenas isso? Será que Mirutsu teria a capacidade de realizar algo na vida que realmente fosse bom e que desse orgulho de se dizer que teria feito? Será que o gatuno tinha algum tipo de talento para realizar isso em sua vida? Não sabia, estando realmente confuso consigo mesmo.

"Mas, eu… nem mesmo tenho esse tipo de talento, tenho? Mesmo que só um pouco… eu devo ter algo, não é?"


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Do outro lado da gruta, Mirutsu percebia que o combate do homem com uma camisa com um frango estampado havia terminado também. Pelo visto, o homem havia passado por maus bocados lutando contra o capanga de Barnabé, visto os seu corpo tão ferido quanto o dos dois que estavam na escuna, mas, pelo menos tinha vencido. Não havia sinal da marinheira maluca que havia assassinado alguns dos capangas de Barnabé. Talvez ela tivesse buscando alguma coisa que pudesse ajudar o homem com a camisa estranha? Não se tinha nenhuma pista.

"Esse cara se ferrou tanto quanto a gente em seu combate. Aliás, cadê a marinheira biruta? Não é o trabalho dela ajudar os outros? Tsc, no que eu tô pensando… eu tô bastante fudido também."

Os ferimentos abertos de Mirutsu eram realmente preocupantes para o rapaz, visto a gravidade deles. Mais um problema surgia, que era a sua falta de conhecimento de Mirutsu sobre medicina. O rapaz também não poderia arriscar vasculhar o barco de Barnabé, visto a sua pressão baixíssima, o que poderia fazer o rapaz perder ela no meio do trajeto. Então, sem ter muitas opções, o rapaz se dirige até o mastro de madeira da escuna, e escora-se, sentando no chão. Então, o gatuno tira a sua camisa, e a comprime para pressionar lentamente e levemente contra o ferimento na barriga que lhe fazia sangrar bastante.

- Hey cara, até que você luta bem.- o ladino fala para Tensei, que estava junto com ele na escuna, em seguida dando apenas uma gargalhada, que mais expressava dor do que felicidade.- Pelo visto teremos companhia em breve. - Mirutsu se referia ao barulho que vinha do teto.- Acho que é a Marinha. O tiro de canhão deve ter chamado a atenção deles.

Tensei realmente havia sido de ajuda contra Barnabé. Na verdade, Mirutsu provavelmente teria morrido sem a ajuda do ceifador na luta contra o Corvo de Três Olhos. E por isso, Mirutsu o respeitava. Afinal, não é todo dia que se acha um cara que segue as ordens sem questionar de outro cara de sua idade e te ajuda numa missão quase suicida. Talvez aquilo fosse o mais próximo que Mirutsu tivera de uma amizade em um bom tempo.

- Cadê a Natasha?- o gatuno jogava palavras ao vento.- Natasha, se estiver me escutando, ajuda a gente aqui porra, nós estamos bastante fodidos- Mirutsu nem mesmo gritava, já que poderia doer mais se o fizesse.

Caso Natasha aparecesse, Mirutsu apenas falaria:

- Tira a gente daqui Natasha, leve-nos para perto das tendas. Eu sei que tu deve ter mais força do que nós, e pode nos carregar. Aliás, eu sou apenas carne e osso, você consegue.- Mirutsu então se deixaria ser levado pelo okama, se Natasha conseguisse levantá-lo para não se esforçar tanto.

Caso Natasha não aparecesse e aquele batalhão de seja lá quem fosse chegasse, Mirutsu ergueria seu braço com o restante de suas forças, e acenaria, para que alguém pudesse notar que ele e Tensei estavam no barco.



OFF:
 

HISTÓRICO:
 

LEGENDA:
 

OBJETIVOS:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptySeg 25 Nov 2019, 15:14

ACEITAÇÃO-7: FROM THE ASHES WE RISE!!!

Após o término da luta entre KId Farway e Santana, tudo que passava pela mente do cefador era vago. Felicidade por sua vitória? O peso por tirar uma vida? O forte barulho de passos, vindo em direção à esta gruta? O peso de suas decisões até aqui, este era o verdadeiro motivo da contemplação de Kid, para com o corpo morto de Santana. Uma vez que os poucos segundos de Contemplação davam-se fim, eles eram tomados por uma análise de sua situação e do ambiente: A situação física de Megalinho era deplorável. É... talvez eu precise de um médico... -Falava o ceifador, em um tom de voz quase inexistente, graças ao seu estado físico atual. Por outro lado, Kid olhava o barco que tanto almejava, e, era impossível esconder sua cara de descontentamento. Olhando mais atentamente, era possível ver um dupla estranha de sujeitos. Um deles portava uma foice, e era repleto de queimaduras pelo rosto. O outro, parecia ter saído de um livro de colorir de uma criança de 3 anos de idade. Pelo menos, Kid desejava que àquela criatura humanoide fosse. *Uh? Bem que eu já tinha visto esses caras quando eu entrei nessa gruta. Eles não estavam acompanhados de um Okama? Deve ser vergonhoso para um Okama andar com duas pessoas tão extravagantes...* -Uma vez que a crise existencial que o ceifador tivera passou, vendo que àquele barco precisaria de uma boa reforma, no mínimo,  antes de zarpar novamente, ela logo passara, pois, o mesmo incidente que quase destruíra o barco, era o mesmo que havia salvado-lhe a vida momentos antes. Megalinho não é do tipo que cospe no mesmo prato em que come, então, mesmo com o gosto amargo de seu plano ter falhado, ainda faria Kid acenar levemente, com sua mão esquerda, enquanto tenta apoiar-se em sua foice, para manter-se de pé.

Entretanto, não estava na hora de uma confraternização entre um bando de ladrões que estavam no lugar certo e hora errada. O barulho de passos ficava cada vez mais alto, e, em seu estado atual, as chances de fuga de Kid eram quase nulas, então, para sair da melhor forma possível dessa situação, Kid precisaria de um plano de ação emergencial. o que levou-lhe a, novamente, colocar a mão em seu queixo, enquanto pensava em uma forma de sair dessa situação. Após alguns poucos segundos, Kid Farway optara por, ao invés de bolar um novo plano, apenas seguir com seu plano ainda em execução: Restless & Wild. Apesar de seu objetivo principal (que era distração para o roubo, usando os prisioneiros como isca), ainda era uma solução ideal! Eu já possuía uma chave, a qual provavelmente serve para abrir as gaiolas dos prisioneiros. Então, a velha desculpa do caçador de piratas, a qual já havia desenvolvido anteriormente, era perfeita para a situação.

Mas, antes, eu precisava ao menos estancar o sangramento em meu abdômen. Para isso, removeria as faixas em volta de meu rosto, e minha camisa. primeiro, começaria a enrolar as faixas na área ferida em meu abdômen, com força o suficiente para reduzir aà perda de sangue até ser possível conseguir tratamento médico. uma vez feito isso, como minha camisa estava do avesso desde antes de entrar na gruta, voltaria-a para a posição original dela.O motivo de estar desfazebdo meu disfarce era puramente por ser desnecessário, por agora. Além disso, talvez algum dos marinheiros que estavam presentes no porto, podem fazer parte deste grupo que está vindo para cá. Se algum deles reconhecer-me, ao menos de relance, isso irá ajudar-me a validar minha mentira.

Após os primeiros socorros de Chernobyl terem sido feitos, KId parecia um tanto incomodado, com a falta de suas faixas  em seu pescoço ou mãos, como ele rotineiramente costumava usar. Para o ceifador, era demasiado desconfortável a falta de suas faixas nos lugares que usava. Mas Kid deixava isso um pouco de lado, afim de realizar seu plano, Kid, então, olharia para as gaiolas, e mostraria que havia conseguido a chava, retirando-a de onde havia guardado, e levantando-a para com a altura de sua cabeça. Olhando para as gaiolas, Megalinho perceberia que uma delas está vazia. Logo, em sua linha de raciocínio, e levando em conta que a maioria das pessoas nas gaiolas estão com vestes simples e são homens trabalhadores, estava faltando a tal filha de bancário, a qual fazia parte da história que Min contara para Kid.

*Droga... será que algum membro restantante dos corvos de três olhos tirou-a daqui!? Se tiver acontecido algo com essa riquinha, mesmo se eu entregasse a cabeça do próprio Barnabé, eu não iria sair dessa situação como no planejado.* -Uma vez pensado isto, Megalinho, antes de seguir para as gaiolas, optaria por adentrar nas demais cabanas, em busca da tal garota raptada que começara com tudo isso. Quando Kid olhasse para as demais cabanas, ele percebera o quão sortudo fora na hora do desabamento do teto, e, torceria, para que, caso a garota estivesse dentro de uma das tendas, ela não tivesse acabado gravemente ferida por um dos escombros.

Independente de encontrá-la ou não, Kid iria rumo às gaiolas (caso não houvessem formas de chegar a elas por pé, Kid iria em busca de algum aliado que pudesse abrír as gaiolas. Já que o estado de Kid o impedia de escalar até as gaiolas e abrí-las por conta própria, Kid entregaria a chave para qualquer um dos prisioneiros (jogando-a/subindo em uma caixa qualquer, ou fazendo o prisioneiro ter de pegá-la, esticando seus braços para baixo. o método é irrelevante) , ou algum possível aliado que estivesse por perto: o Okama desconhecido, que segundo as deduções de Kid, era um aliado em potencial, levando em conta que, em nenhum momento viu de perto Barnabé,e que os homens na escuna do navio não batem com a descrição de Barnabé, era provável que eles o tivessem derrotado, a estranha marinheira que estava tendo uma luta perto de onde eu estava e, caso eu tivesse achado-a, a filha do bancário, cujo nome eu não sabia (ou apenas não recordava), e diria: -tsc... parece que já dei tudo que eu tinha por hoje. Sua vez! -Uma vez que a chave estivesse nas mãos da pessoa que abriria as gaiolas.

Uma vez feita minha parte nesta confusão, voltaria para perto do corpo de Santana, e desenrolaria as correntes dos braços do cadáver, e enrolaria-nas em seus próprios. Não havia nenhum motivo especial para isso. Megalinho queria apenas aliviar o desconforto de não ter suas faixas enroladas em seus braços ou pescoço. Além disso, para um aspirante de ferreiro em treinamento, ter um amontoado de ferro a ser derretido seria bastante útil para situações futuras.

Conseguindo ou não, voltaria para perto dos prisioneiros, agora já soltos (ou não, vai saber...), e sentaria, em alguma caixa, cadeira, ou mesmo no chão, aguardando a marcha de marinheiros finalmente chegar ao seu destino nesta caverna, e diria, assim que eles chegassem:-Vocês estão bem atrasados... o Caçador de recompensas aqui, já fez o trabalho de vocês! Diria em um tom firme, mas bastante afetado pelo decorrer da batalha, e torceria para que comprassem minha história, e que os prisioneiros que haviam sido feitos pelo Corvo de três Olhos agissem como testemunhas do que havia ocorrido, enquanto mantinha-se sentado.

-P-Por favor, digam que vocês trouxeram um médico para os feridos...

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Objetivos:
 
Piu!?:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptySeg 25 Nov 2019, 19:19


Cremação
Deus Abençoe a Morte





-Esse amor pelas palavras me condena ...- Palavras ditas ao ar e a ninguém especifico, falar consigo mesmo é algo que sempre gostei de fazer. Eu me referia ao fato de estar quase morto somente por ter buscado conhecimento, afinal no fundo eu só queria saber mais sobre a historia de merda da ilha e acabei empalado por um psicopata que não sentia dor, daria um belo romance. A dor, a maldita dor em meu peito não me deixava pensar muito e mesmo que morrer fosse algo que eu as vezes romantizava, estar perto da morte sem ter conseguido concluir meu objetivo de coletar informações sobre o motivo da morte de meus pais era uma merda. Felizmente ao menos o desgraçado de Barnabé estava morto, um final que seria diferente se Mirutsu não estivesse ali *Você também não teria vindo aqui se não tivesse encontrado ele idiota!* Era verdade, mas foda-se minha mente. Conhecer Mirutsu tinha sido algo legal, eu não tinha falado com muitas pessoas ultimamente e mesmo quase tendo morrido no processo de conhecer ele, acho que pode ter sido o começo de uma amizade.

-Sabe, até que isso foi muito foda. Você luta bem também ...- Diria ao homem de cabelo tigela enquanto tentaria me apoiar no chão usando minha foice, segurando nela com ambas as mãos para não cair. Iria tentar me aproximar da borda e olhar na direção da caverna e das tendas, levando a mão esquerda até meu peito onde barnabé havia perfurado e seguraria o machucado -EI CARA, MANDE ALGUÉM NOS TIRAR DAQUI! O DESGRAÇADO DO BARNABÉ ESTÁ MORTO!- Gritaria na direção do ceifador que havia lutado contra um dos capangas lá no chão. Minha esperança era que ele estivesse do nosso lado e tirasse alguém das gaiolas que pudesse nos ajudar, ou mesmo que alguém já fora delas ouvisse meu pedido e viesse, de preferencia alguém que soubesse fazer um barco se mexer. Ao mesmo tempo ouvia muitos passos vindos lá de cima e o comentário de Mirutsu sobre o tiro de canhão fazia sentido, devia ser a marinha e isso era uma merda.

-Se for mesmo a marinha, a gente só matou um lixo, vamos dizer isso. Não tô em condições de enfrentar nem mais uma criança ...- Era verdade, a dor era agonizante e isso me fez levar a mão direita até um grampo na bochecha esquerda e começar a puxa-lo, na esperança de que uma dor cancela-se outra. Minha unica opção era esperar. Se fosse mesmo a marinha minha historia seria essa, de que tinha matado em legitima defesa e esperava que eles tivessem trazido um médico. Continuaria a me apoiar usando minha foice, as chances de fuga não era muito grande.

   

« Algo Interessante »


   Talvez meu pior post, desculpa mesmo. Só não me mata e segue o baile.

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Rodei no submundo, chequei todos os bares
e ainda não encontrei ninguém capaz de me vencer.
Com armas de fogo, garrafas quebradas, navalhas afiadas...
Ainda não encontrei ninguém capaz de derrubar

o temido Lobo do Mar!
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyQui 28 Nov 2019, 13:41


Narração

Noite, chuva, 12 graus.
Localização: Shells Town - East Blue



O Vagabundo, o Psicopata e o outro Vagabundo

Todos













Com o voltar da chuva e o cair dos corpos, a batalha encerrava-se. Muitas questões a despeito dela ainda eram pertinentes, haviam pessoas desaparecidas e desconhecidas pela gruta, o estado de muitos companheiros de batalhas ainda era e incerto e, para piorar, a multidão acima do local não melhorava o clima de tensão. No entanto, era possível afirmar com certeza que, por hora, os problemas desses jovens haviam terminado.

Após a poeira abaixar, pensamentos melancólicos tomaram a mente de Mirustu. Ora, o porquê disso não é de se surpreender, mesmo que o jovem sempre tenha tido seu pé na ilegalidade, tirar uma vida estava em outro patamar. É certo que Barnabé era uma pessoa horrível, entretanto, uma mente fraca se abalará facilmente ao raciocinar e perceber que o homicídio elimina uma existência, elimina ideias e sonhos. Tu tiras eternamente a existência de alguém ao o fazer, elimina qualquer possibilidade de redenção ou perdão. O peso de matar não é tão simples como o de furtar uma carteira, é algo muito mais complexo. De qualquer modo, sendo um assassino ou não, Mirutsu Haretsu acabava de se tornar um herói, não do tipo que habita mitos, lendas e inspira os jovens a saírem pelo mundo, não, ele era o tipo de herói que salvava vidas, resguardava sonhos. O gatuno pode até não pensar de si desse modo, mas, definitivamente, pelo menos algumas das dezenas de pessoas trancafiadas nessa gruta pensavam.

Com a mente mais tranquila, Haretsu fazia seus primeiros-socorros improvisados pressionando a sua retirada camisa contra a barriga. Bastava um toque para que lacerante dor do corte retornasse, mas o jovem sabia que precisava aguentá-la. Após uma breve conversa com Seijuro que deixava claro os recém forjados laços entre os garotos, Mirutsu jogava palavras ao vento esperando algum retorno de Natasha. No entanto, as únicas respostas obtidas foram advindas dos choques das ondas contra o casco da escuna e do cair da chuva contra o calcário e o mar. Se o gatuno realmente se importasse com o okama, tal silencia definitivamente poderia chegar de forma desesperadora em seu peito.

Próximo a ele, Tensei refletia sobre sua atual condição e os motivos que o tinha levado a estar neste lugar agora. Dizem que a ignorância é uma benção e, caso fosse levada em consideração a história do ceifador, levar essa frase como um dogma não seria algo para se abismar. O gosto do pelo conhecimento do jovem levou sua família à ruína e — mais uma vez — quase o matou. Todavia, esse mesmo gosto o faz vivo, o faz seguir em frente e — talvez — tentar esquecer os erros do passado. Ele também levou-o conhecer pessoas interessantes, mesmo excêntricos, Mirutsu e Natasha já haviam provado serem preciosos companheiros.

O ceifador decidia não tratar de seus ferimentos por escolha própria, e as consequências disso estavam nítidas: seu estado piorava a cada segundo que passava. Enquanto Mirustu já estava parcialmente estabalizada, Tensei era atingido cada vez mais pelo seu suor e sangue, sua cabeça doía e o mundo ao redor girava. Vozes de todos os cantos eram escutadas por eles. Com o murmúrio de lamentações em seus ouvidos, o ceifador não tinha sua paz.

— Fraco, Lixo, estorvo derrotado, morra —

— Deixastes tua família morrer, deves ir para o inferno com eles para pagar teus pecados, morra —

— Tenha o peso de mais uma morte em suas mãos, assassino, os fantasmas daqueles que matou nunca deixarão de lhe assombrar morra —

— Morra —

— Morra —

— Morra —

Todas aparentavam ter mensagens parecidas, mas soavam de maneira diferente, eram emitidas por pessoas diferentes. Um turbilhão de emoções passava-se na cabeça do garoto agora, ele vivia o próprio inferno em sua mente. Ele já não conseguia mais manter-se de pé, caía ao chão em seu próprio sangue, consciente, mas em um estado grave.

Por sorte — ou azar — as lamentações na cabeça do jovem eram interrompidas pelo barulho de alguém escalando o casco do navio. A tensão era grande, poderia ser outro inimigo, poderia ser Natasha, mas, na verdade, tratava-se da loira de antes, ele apenas colocava a cabeça para cima da borda e dizia um pouco desconfortável para os jovens em uma doce voz

— O-Olha, e-eu não queria interromper, sabe? Mas, tipo, a amiga de vocês tá desacordada aqui, não tenho forças par- —

Antes de terminar suas palavras, a queda da garota ao mar era anunciada pelo som de seu choque contra a água. Duas coisas estavam certas? Talvez Natasha estivesse viva e... as intenções dessa menina eram definitivamente dúbias, ela não parecia ser comportar com certa regularidade. Minutos atrás tirava uma vida após outra, agora parece querer ajudar uma pessoa em riscos.



Na praia, era a vez de Megalinho juntar seus cacos e reerguer-se. Sua batalha havia sida tão dura quanto a dos outros, mesmo assim, não havia ninguém para ajuda-lo, por hora, estava só. Por sorte, ele ainda conseguia mover-se, então, puxava um punhado de faixas e fazia os primeiros-socorros necessários. Definitivamente, isso não o segurará até o resto do dia, mas pode impedir um desmaio por enquanto. Ele também acenava para o pessoal no barco enquanto apoiava-se em sua foice, mas recebia um grito, quase um suplício, de ajuda advindo do garoto repleto de cicatrizes.
De alguma forma, Kid percebera que a garota que começara toda essa problemática na ilha, a filha do banqueiro, não encontrava-se em nenhuma das gaiolas. O jovem errara ao afirmar que todas estavam vazias, muito pelo contrário, estavam totalmente lotadas, pessoas eram postas como sardinhas, quase esmagadas pelas barras. Errou também em constatar que apenas existem indivíduos simples lá, eles são mais comuns de fato, entretanto, vez ou outra era possível avistar sujeitos com trajes finos, cabelos sedosos e rostos bem desenhados, claros indicadores de sorte genética ou abastamento. De qualquer modo, o ceifador ia de cabana em cabana em busca dela. Uma delas era a qual ele estava anteriormente, a outra havia sido completamente engolida pelas chamas, tornou-se cinzas. Após poucos segundos, Farway logo adentrava na cabana correta, ao ver a garota de cabelos negros e vestido púrpura deitada ao chão, apenas uma conclusão poderia ser tomada: ela estava morta ou desmaiada. Seu corpo estava posto de lado em uma posição quase fetal, alguns arranhões e rasgões eram vistos em suas roupas, mas, fora um pequeno corte no braço direito, não haviam machucados significantes.

Entretanto, Megalinho terminava por abandonar a garota e ia para as gaiolas com as chaves em mãos.



No momento que abriu a primeira, foi derrubado pela manada de pessoas que saiam de lá, mas logo foi pego aos braços por um rapaz alto, de braços largos e cabelos ruivos. Com uma expressão irritada, o homem gritava para todos que haviam saído junto com ele

— VOCÊS SÃO IMBECIS? ESSE HOMEM ACABOU DE NÓS SALVAR, QUASE MORREU PARA ISSO, QUEREM TERMINAR O TRABALHO? —

Mesmo com a expressão de choque posta no rosto de todos, o descontentamento foi compartilhado e logo a multidão começou a falar ao mesmo tempo, o desejo de ajudar os jovens heróis era mútuo

— Ei! Eu sou médico, mesmo sem meus instrumentos consigo melhorar seus machucados, coloque-o no chão, por hora! —

Dizia um sujeito de cabelos grisalhos e nariz com formato de batata. O rapaz pegava megalinho pelas costas e o deitava de abdómen para cima no chão, ajeitando suas bandagens e fazendo outros tratamentos. O ceifador até podia tentar se levantar, mas seu corpo já não permitia isso, qualquer esforço maior espichava uma grande quantidade de sangue de seu abdômen.

O mesmo ruivo tomava as chaves da mão de Kid é dizia com uma expressão determinada em seu rosto

— Aqui, Eu terminarei de soltar o resto das pessoas, descanse agora, obrigado! —

Ele então dirigia-se a cada uma das gaiolas e abri-as, o maremoto de presos saindo se repetia todas as vezes, alguns vomitavam, outros comemoravam e outros choravam, mas a felicidade era mútua.

Mirutsu estava parcialmente tratado, é claro que isso não bastava, mas o fluxo da hemorragia foi contido. Por outro lado, era claro que Seijuro não estava bem, nada bloqueava o sangue de ambas suas feridas, mais e mais escorria com o passar de tempo, sua camisa já estava encharcada, a sensação do sangue pregando em seu peito, além de desconfortável, podia ser desesperadora. Mesmo com os gritos do ceifador, ninguém ainda dirigia-se ao barco ainda, talvez por medo ou incerteza.

Na fenda do teto, já era possível ver um grande contingente de pessoas, todas com vestes de marinheiros. Uma senhora, já de idade avançada, mais a frente dava ordens para os homens enquanto gritava

— PREPAREM AS CORDAS! HÁ DOIS INDIVÍDUOS NA EMBARCAÇÃO DO CORVO, É INCERTO SE FAZEM PARTE DE SUA TRIPULAÇÃO, USEM FORÇA SE NECESSÁRIO! —

Assim, cordas eram postas nas fendas e dezenas de marinheiros desciam por lá. Se visualizassem bem, tanto Mirutsu quanto Tensei podiam ver alguns tendas sendo levantadas pelos marinheiros, diversas caixas também eram carregados para todos os lados.

Um dos marinheiros, ainda no bote salva-vidas a caminho da escuna, tomava a frente, puxava sua rifle e apontava para o barco, ele gritava assustado as seguintes palavras enquanto apontava para a esquadra

— A-ALIADOS OU I-INIMIGOS, D-DIGAM —

É notório que ele não era levado muito a sério pelos companheiros, mas todos viravam o olho para cena a fim de ouvir uma resposta.

Loira pescotapa:
 
MIchelle:
 
Barnabé:
 




Legenda:
 


Ferimentos:
 


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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyTer 03 Dez 2019, 15:20




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 21




A dedução de Mirutsu mostrava-se correta, apesar de não ter sido uma adivinhação extremamente difícil. Era até melhor que fosse a Marinha, pois, normalmente eles tem algum médico e salvam os feridos. E de médicos, com certeza Mirutsu precisava, e Tensei ainda mais, visto que o mesmo nem mesmo estancara seus ferimentos com alguma coisa, que nem Mirutsu fez para diminuir o sangramento. O plano de ação dos marinheiros era comandado por uma senhora de idade, que parecia um tanto ranzinza e estressada.

"O que essa velha caduca tá fazendo ai?"- o gatuno pensa, enquanto se mexe lentamente, como se estivesse se ajeitando melhor enquanto estava sentado, de um lado para o outro.

Os marinheiros continuavam o seu resgate, levantando tendas e caixas no solo da gruta, em busca de algum sobrevivente. Logo eles deveriam encontrar Michelle, e como ela deveria estar, mas, por enquanto só Deus sabia se estava morta ou não. Inclusive, era pra ele que Mirutsu estava rezando para que a garota continuasse viva. Afinal, o rapaz não queria ficar sem a sua futura namorada, como ele pensava. Depois de tudo que o rapaz passou para poder salvar a nobre, aquilo era o mínimo que ele poderia ter em troca.

"Eu sei que eu não falo muito com o Senhor, mas, deixa ela viva por favor, ela é a minha futura namorada!"- o ladino pensa fechando os olhos, com uma expressão cômica em seu rosto, como se estivesse rezando com toda a sua fé.

Mas, por um momento, Mirutsu se toca de sua situação. Parando para analisar, Mirutsu nem mesmo chegara perto dela. Nem mesmo lutou para que ela pudesse ver. Não tocou nem no solo de onde ela estava. Na verdade, quem fiz isso foi aquele maluco esquisito com camisa de frango. Isso seria justiça? Mirutsu sentia que estava pagando todos os seus pecados naquele momento. Provavelmente, Michelle lembraria apenas daquele cara que Mirutsu nem conhecia.

"Merda, esse cara vai levar o crédito todo! Só pode tá de sacanagem comigo, o cara usa uma camisa que tem um frango estampado!"

Realmente, o mundo era irônico para com o jovem gatuno. Deixando isso de lado, Mirutsu e Tensei pareciam ter recebido a atenção da loira marinheira maluca. Interessante notar, que Mirutsu não percebeu nenhum tipo de interação com eles. Terá sido por causa dos métodos que ela utilizara nos homens de Barnabé? A única coisa certa que Mirutsu sabia sobre aquela garota, é que ela possuía um comportamento bastante estranho, visto como ela havia se posicionado de uma maneira inesperada diante da situação de Natasha.

- Pera ae!- Mirutsu fala, depois da garota loira subitamente cair dentro d'água e sumir, sem deixar nenhum sinal.

"Porra, será que a Natasha tá bem?"- Mirutsu demonstrava um semblante apreensivo, visto que não tinha muita noção do estado dela pelo pouco que a garota loira havia comentado. O rapaz já tinha criado um apreço pela okama, já a considerava bastante, apesar de achar ela um tanto quanto esquisita.

Apesar disso, a situação dos dois que estavam na escuna não era das melhores também. Para que Mirutsu verificasse o estado de Natasha e de Michelle, ele precisava sair dali logo. Felizmente para ele e Tensei, um bote chegara no barco, com um marinheiro bastante nervoso o controlando. Diante do grito do marinheiro, Mirutsu levanta o seu braço livre, com a palma da mão aberta, acenando para o marinheiro.

- Somos aliados, acabamos de derrotar Barnabé. Estamos feridos.- o rapaz fala lentamente, num tom de voz mais alto, mas, sem gritar.- Estamos em dois aqui, precisa nos levar rapidamente para um médico.- virando o rosto para a direção de Tensei dessa vez, Mirutsu se levanta- Tá precisando de ajuda ai cara? É melhor você colocar algo pra pelo menos tentar dar uma estancada no sangue.- Mirutsu se oferece para ajudar o ceifador, e o faria, caso o mesmo pedisse.

Então, iria até a borda da escuna, e desceria com a ajuda do marinheiro, se ele oferecesse, da maneira mais segura possível. Nada de pular para o bote que nem um maluco, afinal, seus ferimentos poderiam se abrir mais caso o fizesse. Então, esperaria que o marinheiro levasse os dois até onde estava acontecendo o resto do resgate.

Chegando lá, primeiramente, ele iria verificar o estado de Natasha, colocando a mão seu pulso e apenas falaria:

- Ajudem ela... ou ele. Ela está com pulso, então está viva.- falaria com mais calma dessa vez, caso sentisse o pulso da okama.

Caso não o sentisse, o rapaz ficaria bem mais apreensivo, e nervoso, deixando a calma de lado e começando a deixar o medo transparecer:

- Aqui, ajudem ela! Tragam médicos!- exclamaria, bastante alto para que todos ouvissem ele.

No fim, caso a okama estivesse bem, o rapaz começaria a procurar nas tendas, por sinais de Michelle e caso encontrasse, também checaria o seu estado.




HISTÓRICO:
 

LEGENDA:
 

OBJETIVOS:
 

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Última edição por Mirutsu em Seg 09 Dez 2019, 12:08, editado 7 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyQua 04 Dez 2019, 02:08

ACEITAÇÃO pt8 - WHAT IS DONE IS DONE...

Kid Farway encontrava-se deitado no chão, completamente imóvel devido suas feridas, enquanto um dos prisioneiros que libertara, que dizia ser médico, ajeitava suas bandagens.

*Maldição... Parece que a esses ferimentos me deixaram idiota! Como diabos eu não percebi que as gaiolas estavam tão lotadas!?* -era visível o quanto Megalinho sentia-se devido algumas de suas decisões errôneas. Seu rosto, o qual geralmente mostrava indiferença na maioria do tempo, agora era o rosto de alguém completamente derrotado pela dor e cansaço.

*Ah... tudo bem... eu nem me importava de verdade com estas pessoas... Talvez ser pisoteado por elas seja minha punição por isso.* -Logo, Kid ajeitaria levemente sua cabeça, a fim de olhar o homem que o ajudara, indo em direção das demais gaiolas com a chave, e diria: -Cuidado pra não ser pisoteado! -não era exatamente um "obrigado", mas, ao menos era um aviso sincero, para o médico que lhe cuidara.

*bom... creio que, depois disso tudo, eu não precise desenvolver um plano extravagante para sair bem dessa situação... os prisioneiros são uma testemunha do que houve aqui, então, basta eu não ofender nenhum marinheiro e tudo ficará bem...* -Em seu estado atual, Kid mal mantinha-se consciente, afim de ouvir tudo que estava acontecendo ao seu redor.

Como o esperado, o lugar ainda ecoava o caos: ainda mais quando via os marinheiros descerem pelo teto destruído da gruta. -Um marinheiro, dois marinheiros, três marinheiros... -Megalinho continuava contando os marinheiros que desciam em cordas, com o único intuito de manter-se acordado.

Após algum tempo, um grito, vindo de um marinheiro, chegara aos ouvidos de Kid *inimigos ou aliados, hein... Por falar nisso, lembro que o cara de fogo havia gritado algo para mim, mais cedo. O que era mesmo?* -Kid lembrava perfeitamente o que havia sido gritado pelo outro ceifador, que avisava que Barnabé havia sido morto, e pedindo um jeito de tirá-los de lá. Contudo, era preferível fingir que não havia escutado. *tsc... não sei se deixo esses caras por conta própria, após terem chamado a atenção da marinha para a gruta de forma tão irresponsável, ou se faço algo por eles, levando em conta que, mesmo com todas as adversidades, a oportunidade está bem a frente.* -Uma vez que o dilema moral havia se implantado na mente de Kid, era quase que doloroso pensar demais nisso. Então, tentaria esticar sua mão até sua foice, e, com um tom de voz o mais firme possível, gritaria: -TIJOLINHO!!! ESPANTALHO!!! VAMOS ENCHER A CARA PRA COMEMORAR A QUEDA DO CORVO DE TRÊS OLHOS!!! -este grito havia o intuito de dar a entender que a dupla que lutara na escuna com Barnabé eram aliados dele. Provavelmente boa parte dos prisioneiros saberiam disso. o intuito disso era apenas confirmar para aqueles que não viram em sua totalidade, ou não estavam presentes no momento da luta.

Deixando isso de lado, caso fosse necessário interagir com algum marinheiro, Kid diria: -Todo mundo me chama de Megalinho... E-ei, só por curiosidade: existe alguma recompensa pelo corvo de três olhos? Eu vim parar aqui porque soube que tinham uns piratas sequestrando pessoas na cidade, e decidi ver por conta própria. Mas eu nem me dei ao trabalho de pesquisar sobre o inimigo... Por isso acabei nesse estado deplorável, mas, parando para pensar, foi uma péssima ideia um caçador de recompensas novato, como eu, se envolver numa situação tão complicada com um time tão despreparado. Bom, pelo menos a dupla de esquisitões no barco conseguiram disparar o canhão para mostrarmos a  nossa localização. -Kid tentaria manter o máximo de dignidade possível caso essa conversa ocorresse.

Caso fosse questionado sobre a filha do bancário, Kid diria: -Não cheguei a vê-la realmente, mas, tem uma garota ferida em uma das tendas. Talvez seja ela quem estejam procurando, mas, eu não sei dizer se está viva ou não. -Diria Kid em um tom leve. Kid não tinha mais certeza se a garota desmaiada era a rica jovem que todos estavam procurando. Afinal, seus olhos o estavam enganando desde antes do fim da luta contra Santana. Mas, uma coisa era certa: de qualquer modo, era necessário mostrar o máximo de cooperação possível para com a Marinha, para acabar não estragando tudo por uma palavra mal dita em algum momento.

Uma vez terminado o diálogo sobre os demais pontos, Megalinho diria: -Parece que estou aos cuidados de vocês, marinheiros... Se importariam se eu tirar um cochilo? E, por gentileza, mantenham-me longe de insetos... -Kid, devido ao seu cansaço, e, sabendo que tudo que estava ao seu alcance foi feito, era tomado por uma sensação de leveza, da qual não sentira fazia anos, e, essa leveza, consequentemente, faria-o fechar seus olhos, afim de tentar dormir em meio ao caos recém ocorrido. Caso não conseguisse, abriria seus olhos afim de ver para onde a marinha o levaria.


Histórico:
 

Piu!?:
 

Objetivos:
 




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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptyQua 04 Dez 2019, 18:22


Cremação
Deus Abençoe a Morte





A morte as vezes pode libertar. Libertar da dor, do sofrimento e das magoas que a pessoa passou em vida, mas ao mesmo tempo a morte destrói. Destrói sonhos, famílias e acima de tudo destrói a felicidade. Por muito tenho tenho sonhado com a morte e em alguns momentos até buscado a mesma, no entanto talvez só tenha feito isso por saber que isso era incancelável naquele momento e que não morreria. Pois agora que estava ali sem conseguir me manter em pé no barco algo me chamava, o fato de não ter completado a tarefa dos meus pais me deixava profundamente em sofrimento e talvez mais que a simples dor física no peito naquele momento tudo que eu conseguia sentir era um dor incapacitante na alma, a alma de um monstro. Quando o primeiro deles me chamou não soube muito bem oque fazer, até o segundo falar e um terceiro continuar a pronunciar palavras pesadas contra mim. A morte de meus pais era realmente minha culpa? Até mesmo eu achava que sim as vezes. Mas a de Barnabé e de todos os outros que havia matado até hoje? Eles haviam me enfrentado sabendo da possível morte, logo acaram com todos os tipos de consequências, ao menos eu pensava isso até ouvir aquelas vozes pela primeira vez.


Que coisa falava em minha mente? Por que raios tantas vozes apareceram do nada? Elas tinham razão quanto a suas acusações? Eu deveria morrer? Tantas perguntas e tão pouco tempo de vida para responder, nem mesmo eu sabia se duraria muito pois a dor e o sangue não me permitiam nem mesmo fica em pé. Tais questionamentos levaram minha mente a um curto de informações que me levou a colocar a mão esquerda nos cabelos -parem com isso. Parem com isso. PArem com isso! PAREM COM ISSSOOOO!!- Responderia as vozes em uma tentativa de grito alto e forte, afim de ao menos momentaneamente espantar meus demônios. Até que ela apareceu, o anjo da morte! A loira que eu havia visto esfaqueando um homem mais cedo subiu do lado do barco e pronunciou algumas palavras antes de cair/se soltar. De longe não havia notado mas havia uma beleza doentia na garota, uma beleza só encontrada em seres que gostam ou no minimo não sentem nada ao tirar uma vida.

Ainda pensando na garota ouvi as palavras de Mirutsu e vi os marinheiros chegando. Eu precisava de ajuda, e mesmo que uma psicologa caísse bem não pude reclamar quando ouvi os marinheiros gritando que eramos piratas. Tentaria então cortar usando minha foice um pedaço da manga de minha camisa, afim de coloca em cima de meu machucado um pedaço de pano e assim estancar o sangue pressionando ao máximo contra o machucado, faria isso tentando usar minha forças máximas enquanto ao mesmo tempo tentava olhar os marinheiros se aproximando e ouvir um deles se queixando e questionando se eramos amigos ou inimigos e tudo que pude tentar dizer foi -Não esta vendo que Barnabé está morto? Salvamos essas pessoas, somos amigos porra!!- Esperaria então junto com Mirutsu uma respostas dos marinheiros e esperava que algum deles fosse médico, pois precisava de tratamento, ainda me manteria no chão. Caso fosse tratado tentaria olhar em volta em busca da loirinha que havia se jogado ao mar. Tentaria respirar fundo para manter a consciência, não poderia desmaiar, precisava ficar vivo, ainda tinha que procurar pistas naquele local sobre a historia e coisas do tipo.

   

« Algo Interessante »


   Mano to terminando umas DP's então ta foda postar e to fazendo isso correndo pra não atrasar a gente. Mas semana que vem já é ferias então a qualidade vai melhorar muito prometo, desculpe a queda.

Histórico:
 

Informação do personagem:
 

Objetivo:
 




© AnimaDaph

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptySeg 09 Dez 2019, 01:27


Narração

Noite, chuva, 12 graus.
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O Vagabundo, o Psicopata e o outro Vagabundo

Todos












Apesar das problemáticas acontecidas até agora e dos clima de tensão gerado, os ânimos acalmaram-se após Mirustu e Tensei terem anunciado seus feitos e suas reais intenções na gruta, mesmo com o ríspido tom do ceifador, as coisas pareciam bem.

— C-CAPITÃ, O CORVO DE TRÊS OLHOS E SUA TRIPULAÇÃO ESTÃO MORTOS, ESSES CAÇADORES PRECISAM DE SOCORROS —

Gritava o — aparentemente — recruta de cabelo escarlate e olhos verdes, aparência que corroborava para seu ar de inocência e assiduidade. Em resposta a ele, a senhora a qual parecia possuir o cargo mais alto dentre os marinheiros presentes verbalizava já na areia da gruta, próxima as tendas

— PREPAREM OS BOTES ATÉ A ESCUNA, LEVEM OS MÉDICOS. UM DOS MEMBROS DA TRIPULAÇÃO DE BARNABÉ ENCONTRA-SE MORTO AO MAR, O ACORRENTANDO ESTÁ PRÓXIMO ÀS GAIOLAS, O CAPITÃO DEVE ESTAR NO BARCO —

A senhora de cabelos grisalhos e olhos azuis parava por alguns e segundos para tomar ar, em seguida, levantava o braço direito e apontava para diversos locais e marinheiros a fim de distribuir ordens

— VOCÊS CINCO, VÃO ATÉ A ESCUNA PELO BOTE, DOIS GAROTOS ESTÃO FERIDOS, UMA MULHER ENCONTRA-SE INCONSCIENTE BOIANDO PRÓXIMA AO BARCO. VOCÊS DOIS, VÃO ATÉ O RAPAZ DE CABELOS LONGOS DEITADO AO CHÃO E FAÇAM OS DEVIDOS CUIDADOS. QUANTO AO RESTO, TERMINEM DE LIBERAR OS PRESOS E OFEREÇAM SUPORTE A TODOS, QUERO 3 SOLDADOS COMIGO PARA VASCULHAR O RESTO DA GRUTA —

Após tanta gritaria, a caverna mais uma vez voltava ao seu som habitual de chuvas e correrias, no entanto, Megalinho — e apenas Megalinho — poderia escutar, ainda que baixo, algumas palavras de frustração da capitã após dar tantas ordens

— É vergonhoso termos que depender de civis nessa situação... —

Após um minuto ou dois, o bote chegava até a escuna. Primeiramente, Natasha — ainda inconsciente — era colocada na embarcação. Logo após isso, três marinheiros de maior porte subiam pelas cordas até a borda do navio, dois ofereciam ombro para Mirutsu e Tensei, o outro terminava por ir até o corpo de Barnabé e confirmar sua morte para a oficial. Ele também pegava o cadáver e levava-o ao bote.

Lá Mirutsu tentava checar o pulso do okama, mas seu complicado estado não permitiu um veredito pelo jovem, já era difícil manter-se consciente, sua visão embaçava-se e o mundo parecia rodar, seus sentidos estavam muito prejudicados.

Passaram-se 15 minutos então, durante esse período os três foram levados até uma extensa tenda branca armada abruptamente — sendo protegidos da chuva — deitados em uma maca e completamente tratados. As feridas ainda doíam, andar era problemático, correr ou lutar estava fora de questão, entretanto, a saúde dos garotos e do Okama — que já estava nitidamente dormindo — era assegurada. Enquanto eram tratados, o recruta de cabelos escarlates ficava de guarda na tenda, após tudo ser finalizado, ele virava-se para os três e coçava sua nuca meio sem graça enquanto fazia algumas perguntas

— Estão melhores? Ótimo! Foi mal por ter gritado lá atrás hahaha, eu estava um pouco nervoso, é minha primeira missão oficial pela Marinha! Mas eae, como vocês tão se sentido? Aliás, vocês são realmente caçadores de recompensa? Nunca os vi por aqui —

Para finalizar, Seijuro podia ver a loira a qual habitava seus pensamentos sentada em um banco enquanto um curativo era posto em seu dedo indicador por uma médica de pela morena, cabelos negros e olhos verdes, a garota sofreu um corte risório aparentemente. O traje da Marinha também não cobria mais seu corpo, ela vestia uma manta negra com capuz, mas os jovens ainda conseguiam reconhece-la.

Durante esses eventos, um oficial da marinha o qual trajava um jaleco branco seguia até Megalinho e realizava os procedimentos necessários para o estabilizar, o outro médico que cuidava dele saudava o recém-chegado e despedia-se de Kid, dirigindo-se até uma tenda próxima.

Enquanto era tratado, o ceifador falava afirmava algumas coisas e perguntava outras para seu médico, esse que respondia da seguinte forma

— Megalinho...? Er, ok, prazer Me-Megalinho, sou o Dr. Marcus, sou eu quem cuidará de você por enquanto. Quanto à recompensa... Não sei bem, mas sei que é um valor um pouco abaixo dos 20.000.000 pela tripulação inteira, como já sabemos que vocês já os derrotaram, podem pedir na recepção do quartel da ilha —

Após certo tempo, o médico afirmava ter finalizado os procedimentos, levando jovem em uma cama até a cama

— Pode dormir sim, a tenda é protegida da chuva e de animais rastejantes, descanse —

Então, o jovem caia no sono, mas logo acordava ao chegar na tenda, visto o barulho feito pelo recruta, infelizmente, Megalinho escutava toda a conversa, chegou um pouco antes de Mirutsu e tensei serem tratados. A voz estridente do ruivo também não o deixava dormir novamente
Loira pescotapa:
 
MIchelle:
 
Barnabé:
 




Legenda:
 


Ferimentos:
 


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Mirutsu
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Mirutsu

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 7 EmptySeg 09 Dez 2019, 12:10




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 22




Mirutsu, com ajuda do marinheiro recruta, é transportado pelo bote com os marinheiros, nas águas da gruta. O rapaz que tinha avistado Tensei e Mirutsu certamente tinha algumas feições marcantes, com seus cabelos vermelhos e seus olhos verdes, mas, o que destacava mais em sua persona era o seu inegável nervosismo, que demonstrara desde que tinha abordado a dupla que havia derrotado Barnabé. Apesar disso tudo, Mirutsu mantinha-se calmo, como a calmaria após a tempestade que fora todo o combate contra o pirata. Simplesmente estava com preguiça de fazer qualquer coisa, só queria tomar um banho e comer alguma coisa, visto que não tinha colocado nada na barriga desde que acordou e tinha acordado na rua, de ressaca. Mirutsu apenas se deixava ser levado pelos marinheiros no bote, fazendo o menor esforço possível.

"Como eu queria uma costelinha assada na brasa."- Pensava o rapaz salivando, enquanto olhava para cima, imaginando a cena com uma mesa farta, com comida e é claro, bebida alcoólica.

A mente distraída de Mirutsu fazia o mesmo pensar nessas coisas até mesmo quando estava com o corpo todo ferido. O rapaz deixou de se distrair no entanto, no momento que viu Natasha boiando. Quando foi colocada no bote, Mirutsu até chegou a checar seu pulso. Pena que o mesmo estava com a pressão bastante baixa, nem mesmo conseguia distinguir se ela tinha pulso ou não. Teria que deixar essa parte para os médicos da Marinha. O rapaz também se sentia incomodado, com o corpo de Barnabé também junto ao grupo. Aquele cadáver estar ali era um lembrete do primeiro homem que Mirutsu teria matado. E claro, o estrago que a dupla tinha feito no corpo era bastante grande. Com a nuca perfurada por Mirutsu e seu estômago rasgado por Tensei,ele já provavelmente estaria fedendo bastante. O gatuno se limitava apenas a ignorar o corpo, olhando para as tendas e as ações dos marinheiros na gruta.

O vagabundo foi levado para uma tenda, onde enfim seus ferimentos foram tratados pelos médicos da Marinha e deixado numa maca, juntamente com Tensei. Bom, o gatuno apenas manteve-se parado por todo o procedimento médico, deixando os médicos realizarem seus afazeres da melhor maneira possível.

"Pelo menos fomos tratados rapidamente."- Mirutsu dizia isso, referindo-se a demora da ação da Marinha, que pelo visto vinha passando por maus bocados, visto a forma considerada desorganizada de sua atuação. Pelo menos isso era o que Mirutsu achava, apesar de não ter visto vários procedimentos feitos pelos marinheiros. Afinal, a tal velha capitã do esquadrão tinha que exclamar ordens a todo momento. O melhor seria eles terem um plano de ação antecipado, não seria?

Diante das perguntas do recruta, Mirutsu porque o nervosismo do rapaz. Era a primeira missão do garoto, que aparentava ser até mesmo mais novo que Mirutsu. Apesar disso, Mirutsu matinha um semblante entediado, como se não quisesse falar muitas coisas.

- Suave, cara.- Mirutsu colocava as mãos atrás de sua cabeça, enquanto estava deitado.- Eu estou me sentindo melhor, pelo menos não tô sangrando tanto.- o jovem respondia a primeira pergunta do rapaz.- Caçadores de recompensa? Não somos não...

Por um momento Mirutsu pensou na hipótese levantada pelo garoto. Caçador de recompensa. Mirutsu apenas sabia que estes não eram filiados a Marinha e nem ao Governo, nem eram caçados como piratas e revolucionários. Eles tinham uma maneira "nobre", por assim dizer, de ganhar a vida, que era capturando criminosos infames e alguns deles eram bastantes respeitados por seus atos. Talvez não seria ruim seguir esse caminho. Afinal, não se precisava ser um pirata para ser rico e caçar tesouros, como Mirutsu sempre pensara. Se podia fazer isso sem correr o risco de enfrentar os temidos marinheiro e agentes, e caso ficasse sem opção, poderia jogar pelo lado dos piratas e dos revolucionários. Mirutsu somente agora parou para perceber a posição de neutralidade que os caçadores poderiam ter. E se manter neutro nesse grande esquema, era lucro.

"Caçador de recompensas hein? Até que pode ser uma boa ideia..."

- Cara, você viu uma garota de cabelos pretos e olhos azuis, vestida como nobre por aí?- Mirutsu pergunta, referindo-se a Michelle.- Se viu, como ela estava?- Mirutsu dessa vez demonstra maior curiosidade em suas palavras que anteriormente esboçavam preguiça.

Mirutsu também não podia deixar de notar que foi levado também para a tenda aquele homem com camisa de frango, que havia lutado contra um capanga de Barnabé. Pelo visto, ele tinha um tratamento melhor que o de Tensei e Mirutsu, visto que ele foi deixado numa cama e a dupla, numa maca. Aquilo irritava um pouco Mirutsu, que franzia o cenho, vendo o ceifador deitado numa cama.

"Ei, a gente que pegou o peixe maior e ele que ganha uma cama?"- O gatuno pensava, mas, decidia não lançar os seus comentários ácidos.

Caso, o recruta respondesse que tinha visto Michelle, Mirutsu então diria:

- Você pode trazer ela até aqui? A okama é uma amiga próxima dela, sabe.- Mirutsu falaria a verdade, mas, claro, com uma certa malícia por trás, pois, queria muito ver Michelle de perto.

Se a resposta do recruta fosse negativa, Mirutsu diria:

- Tem como você procurar por ela? Sabe, a okama é uma amiga próxima dela e eu acho que ela ficaria mais aliviada se visse como ela está.- Mirutsu falaria num tom de voz mais agradável, para que o jovem fosse atrás da nobre.



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