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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O vagabundo e o aleijado

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ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptyQua Jul 31, 2019 6:29 pm

Relembrando a primeira mensagem :

O vagabundo e o aleijado

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Mirutsu Haretsu e James "Jimmy" Fleetwood. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Tensei
Civil
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySeg Out 14, 2019 7:35 pm


Cremação
Eu tenho medo do escuro





Nem mesmo eu sabia como, mas talvez pela falta de prática meu ataque acabou não sendo tão bem sucedido como o esperado, e ao fim do mesmo eu acabei com um corte no peito que fazia um pouco de sangue escorrer. Enquanto a mão direita segurava a foice levei a esquerda até o machucado, passando o dedo indicador e o médio pela ferida afim de tirar um pouco de sangue *Talvez você morra de verdade.* Era um ótima hipótese, tão boa que me fez sorrir por alguns segundos enquanto os dois adversários pareciam trocar algumas palavras, no fim morrer não seria tão ruim mas eu precisava vingar meus pais antes de partir, oque me deixava em um beco sem saída -Se for para me matar, façam isso com estilo idiotas...-


As palavras proferidas pareciam sem significado, mas eu não queria morrer para dois caipiras, então estava na hora do contra ataque. Meu maior erro no ataque anterior foi não ter dado a devida atenção aos dois homens e ter somente me focado em um deles, eu não faria isso de novo. Assim que terminasse de falar começaria a avançar, colocando força nas pernas para que pude-se tomar um bom impulso nas tabuas do estaleiro, e focaria a investida inicial no homem que eu havia atingido com a foice anteriormente, em todos esses anos nunca fui bom com nomes e em meio a uma confusão não consegui marcar o dos oponentes. Avançaria em minha velocidade máxima em "zigzag" me movendo para a esquerda e para a direita, afim de evitar ataques vindos de armas de disparo que o outro homem tinha, mas também para me prevenir caso meu alvo sacasse alguma ama desse tipo.

Tentaria chegar a uma distancia minima de 2 metros antes de executar o ataque, abaixaria meu corpo e esperaria o momento certo para segurar a foice com as duas mãos e então me levantar e puxar minha arma para cima em um golpe vertical, mirando a região genital do homem e tentando corta-lo de baixo para cima o máximo que conseguisse, ou seja se o ataque tivesse exito iria corta-lo ao meio. Mas sendo efetivo ou não eu me manteria atento a ataques vindos de qualquer um dos homens, e caso utilizassem de suas espadas para atacar eu tentaria bloquear usando minha foice a segurando forte com ambas as mãos e então empurrando com força para trás. No entanto sendo efetivo ou não em meu primeiro ataque, eu iria descer com minha foice em um ataque vertical mirando o topo da cabeça do segundo homem, aquele que havia me ferido anteriormente, segurando minha foice na ponta do cabo desceria a mesma como um martelo com toda minha força afim de crava-la no cranio do mesmo.

Sabendo que somente isso não seria o suficiente caso qualquer um deles tenta-se disparar algum tipo de arma minha reação inicial seria tentar rolar para trás meu corpo afim de evitar o disparo, sendo minha defesa primaria. Sempre me mantendo atento aos dois homens, eu tentaria observar seus movimentos afim de procurar uma brecha ou qualquer abertura, um espaço de tempo minimo que fosse e então tentaria executar um corte horizontal longo se aproveitando do grande alcance da foice, miraria na altura do estomago daquele que estivesse mais próximo de mim e então tentaria me mover para que o corte continuasse tentando atingir o outro na mesma altura. Mas sendo efeito ou não em qualquer um de meus ataques eu tentaria me afastar, sempre me movendo da direita para a esquerda, afim de ficar a uma distancia minima de 5 metros de ambos os homens, esperando alguma reação deles e de meu parceiro na batalha.

   

« Algo Interessante »


   Nada

Histórico:
 

Informação do personagem:
 

Objetivo:
 



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Ghast
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptyQui Out 17, 2019 6:41 pm






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Megalinho

Imerso em suas próprias questões, Kid Farway — ou Megalinho, como prefere ser chamado — pairava sob a noite chovediça de Shells Town. A luz do luar não era suficiente para se ter um bom olhar do rapaz, mas ao passar por um lampião próximo à calçada, era perceptível que ele possuía um estilo apropriadamente “relaxado”, trajando roupas simples e descontraídas, e possuindo uma cabeleira longa e solta. Qualquer um que o visse na rua — e o desconhecesse —  poderia acusá-lo de mendigagem, mas isso não era verdade, afinal, o jovem já se encaminhava para o primeiro passo de seu plano, nomeado de “Aceitação” pelo próprio.

Primeiramente, ele tentava dirigir-se até um loja de armas a fim de adquirir uma foice longa de baixa qualidade. O jovem tentaria pedir ajuda a algum estranho para obter melhores direções, mas isso não foi possível, a chuva e a noite contribuíam para que as ruas da ilha fossem tomadas por um clima de solidão, Megalinho só tinha sua sombra como companheira esta noite. Visto isso, o jovem começa a andar em busca de uma loja. A primeira encontrada por ele foi a chamada “Loja de armas do Benja” que embora este fosse parcialmente oculto pela penumbra e chuva, possuía um letreiro bem chamativo. No entanto, o estabelecimento terminava por estar fechado, e mesmo após diversas batidas na porta, ninguém respondia, deixando o jovem desamparado.

Quando Kid estava próximo de perder as esperanças, ouviu um som de porta rangendo ao ser aberta, mas não era a que estava em sua frente, o barulho vinha de trás. Virando-se, era possível ver um senhor de baixa estatura, curvado e portando uma bengala. A luz do lampião sobre ele o dava uma aura quase angelical, divina, iluminando seus alvos cabelos e bigodes, aura essa que logo ia embora quando o objeto começa a falhar e ter sua chama apagada completamente

— Infraestrutura desgraçada essa —

Dizia o senhor pausadamente e mostrando-se irritado, mas após dar uma alisada com o indicador e dedão em sua longa barbicha, ele virava-se e apontava para Kid, proferindo algumas palavras em sua direção

— Tu, tu mesmo. Cá pode vir, jovem. Min vê que tu por armas buscas, mas Min também vê que a loja do corno Benja está fechada. Então Min faz uma proposta a tu, venha até cá e dê uma olhada nas armas de Min, se arrepender tu não irá —

Embora confuso com o estranho modo de falar do senhor, Kid estava decido a comprar uma arma, então seguia para residência que localizava-se ao outro lado do rua. Entrando na casa, logo a porta atrás dele era fechada.

O senhor então dirigia-se a um quarto nos fundos da casa e voltava com um longo saco que mostrava conter diversas armas, todas eram jogadas no sofá para averiguação.

Megalinho pegava então uma foice longa, embora ela mostrasse sinais de uso — como pequenas manchas de sangue na sua base — seu estado encontrava-se perfeito, quase como nova. A lâmina estava polida e afiada, sem sinais de arranhões, o cabo — embora com algumas marcas de desgaste na base — aparentava ser de boa qualidade, com uma madeira firme e resistente

O velho então, que aparentava esfregar uma mão contra outra e alisar o bigode enquanto Kid escolhia a arma, logo se prontificava para responder a pergunta feita pelo ceifador

— Hm, Min de fato informações tem, os ouvidos de Min por toda a cidade se estendem, mas informações caro custam, mas informações muito valem. Por um acréscimo de 5000 berries no pagamento, Min disposto estará a compartilhar fatos interessantes com tu. A qualquer hora Min estará disposto, se embora tu precisar ir, Min seu retorno esperará —

Pagando o devido valor e indo embora, Kid encontrava-se na área portuária, essa que apresentava apenas 3 grandes navios da Marinha atracados. Não havia sinal de barcos de mercadores, piratas ou caçadores de recompensa. O horário e o clima contribuíam para isso de fato, mas uma completa ausência de navios? Isso não cheirava bem. Mais um fator contribuía para esse estranhamento: um grande contingente de Marinheiros estava nesse espaço, talvez uma elevada parcela da porção total da ilha. Isso — provavelmente — explicava a ausência deles pelo resto da cidade. Todos pareciam bem apressados e alertados, procurando alguma coisa pelas caixotas e becos próximos ao cais.

O que fazer agora ficava a cargo de Megalinho, o jovem possuía diversas opções como voltar à residência de Min e pagar pelas informações ou fazer uma ousada busca neste ambiente que ele está agora.


Mirutsu e Tensei






A batalha na qual Mirutsu e Tensei adentraram estava pegando fogo, com a falha na investida furtiva, os jovens agora terão que engajar diretamente contra seus inimigos. O gatuno, que sofria pelos danos em seu corpo e sua roupa, explodia de raiva de raiva contra seus inimigos, raiva essa que seria descarregada no próximo ataque. Percebendo que não tinha alcance para um golpe sorrateiro com areia, o jovem decidia por abaixar-se e atacar a panturrilha de seu alvo, e ele conseguia, em um rápido corte, a outra perna do atirador acabava por ser ferida gravemente, e sem nenhum apoio, ele terminava caindo ao chão protegendo seu rosto e torso, bloqueando o ataque de Mirutsu com os próprios braços, agora ensanguentados.

Então, para finalizar seu plano, o salafrário terminava por gritar o nome de Natasha — que nem sequer dava sinal de vida — para atrair a atenção dos guardas. Aparentemente, nenhum deles era familiar a ela, mas Miritsu de fato conseguiu alguns preciosos segundos de vantagem para seu aliado.

Enquanto isso, Tensei contemplava seus machucadas e refletia acerca dos erros cometidos na investida anterior. O ceifador então terminava por avançar em zigue-zague contra algum de seus alvos, o “sortudo” da questão era o guarda que ainda tinha cimitarra em suas mãos, Bert — se é que o jovem lembrasse de seu nome.

Por conta da luta de Mirutsu que acontecia ao lado, Seijuro não havia sido alvejado por nenhum disparo ou ataque de Gulaf, o que abria perfeito espaço para seu ímpeto assassino. Chegando perto de seu alvo, o jovem estava prestes a ser recebido com um corte em horizontal da cimitarra em sua frente, entretanto, o ceifador já planejava se abaixar, e para sua sorte, isso —  somada a sua distância em relação ao seu inimigo —  contribuiu para que ele evitasse completamente o lento ataque. Para algums isso poderia parecer reflexos precisos, mas Seijuro sabia, era apenas seu plano sendo posto em prática, as consequências positivas advindas dele provavelmente seriam presentes do próprio destino.

Assim, direto do solo, o ceifador levantava sua foice em uma velocidade surpreendente contra as partes baixas de seu alvo, e, em único ataque, terminava por dividir toda área frontal de seu períneo até um pouco abaixo do umbigo, a laceração exposta terminava por espirrar uma grande quantidade de sangue, banhando o rosto de Tensei. O corte não era muito profundo ao ponto de ser considerado um decepamento, mas definitivamente era um ferida que feia, ferida que certamente havia ceifado a vida do guarda que acabava por cair de costas no chão e deslizar pelo talude até o corpo d’água próximo ao cais.

Em uma rápida mudança de direção, o ceifador também terminava por fincar toda a lâmina de sua foice contra o outro guarda caído já caído ao chão devido aos esforços de Mirutsu, e, sem qualquer dificuldade, terminava por ceifar também a sua vida. Seijuro terminava tal combate banhado em sangue.

Ambos os jovens podiam notar algum objeto de metal que escapava do manto do guarda que ainda estava no solo, e olhando bem, era possível perceber que se tratava de algum tipo de “Medalha”, assemelhando-se a uma estrela. Natasha que logo aparecia, dizia as seguintes palavras olhando para ela

— Ops, hihi, bem, o que está feito está feito, joguem o corpo dele no mar, não temos tempo a perder. Mas, melzinho, realmente precisava de tudo isso

Dizia a dama olhando na direção de Tensei.

O Okama então que parecia não explicar nada sobre a tal medalha, corria para o barco e sentava-se nele, terminando então por dizer de forma ofegante

— Rapaz, minhas costas tão me matando, venham logo docinhos, provavelmente a tripulação inteira está lá, devem ser 5 ou 6 pessoas. É muito bofe, mas não tem jeito.

Então, ela se levantava e apontava o leque para ambos, só assim ela dizia em voz alta

— Agora! Subam! É Hora de salvar Michelle!


Dessarte, a breve batalha do gatuno e do ceifador terminava por aqui, a primeira de muitas. Mas uma coisa ficava clara: aqueles guardas — se é que realmente eram guardas — não eram nem de longe inimigos formidáveis, o que quer que eles estivessem fazendo ali, provavelmente não deveria ter terminado em uma luta tão mortal. Agora, só restava atravessar essa “pequena” porção de água afastada do oceano para que chegassem a seu próximo destino. Olhando bem, é possível ver que era uma travessia de, em média, 300 metros, algo consideravelmente grande para uma gruta como essa, mas não parava por aí, visto que o fim do trajeto só dava início a uma bifurcação dividida entre direita e esquerda.

Assim, cabia aos jovens decidir qual seria o melhor rumo a ser tomado, e também, qual seria a melhor estratégia para seguir.




Medalha:
 

Off:
 
Legenda:
 

Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySex Out 18, 2019 1:34 am




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 15



Rapidamente o combate havia terminado, o que contrariava os pensamentos iniciais de Mirutsu, que não sabia que a sincronia com Tensei seria tão boa em seu primeiro combate juntos. Talvez fosse a estratégia que havia sido adotada pela dupla, ou por sua habilidade individual, o combate tinha ido bem no geral (apesar de Tensei e Mirutsu terem sido atingidos por ataques). Por outro lado, o estrago havia sido grande aos seus adversários. Nenhum saiu vivo, algo que Mirutsu não queria, mas, parecia que Tensei não havia essa intenção de deixá-los sair com vida. Bom, pelo menos não foi Mirutsu que matara os dois, sendo seu colega o responsável por literalmente ceifar a vida dos guardas. Isso incomodava o gatuno, apesar de não demonstrar em seu semblante algum tipo de espanto.

"Não foi eu, então, foda-se. Fazer o quê se eles não queriam se render?"

O rapaz mentia para si mesmo em seus pensamentos, mas, bem no fundo de seu coração, ele sabia que tinha feito algo muito errado. Apesar de tudo, Mirutsu tinha uma certa consciência sobre a questão do assassinato. Aqueles homens tinham família? Pessoas que os amavam? Alguém que dependessem deles.

"Um deles me deu um tiro. Claro que ele não se importaria se eu morresse, então está tudo bem eles morrerem. Foi apenas defesa própria. "Olho por olho e dente por dente". Um conceito bem simples."-o rapaz dizia a si mesmo em sua mente, numa maneira de justificar ter atacado os dois guardas.

Colocando esses pensamentos de lado, Mirutsu avalia a sua situação. Tinha recebido um tiro de raspão no abdômen, e o ferimento ainda estava sangrando. Certamente precisaria de uma atadura para estancar o sangue daquilo, mas, no momento não tinha nada que pudesse ser de ajuda, e nem ninguém ali parecia ter também. Não poderia fazer nada, a não ser deixar aquele ferimento quieto, para não piorar a sua situação, apesar da dor ainda ser bastante incômoda para Mirutsu. O resto de seu corpo parecia estar em condições perfeitas. Visto isso, o gatuno olha para suas armas, ambas empunhadas. Larga então a cimitarra, ficando somente com a sua faca bowie, e com a palma da mão, ele limpa o sangue que havia nela com a outra mão, e consequentemente sujando a mão com o sangue que havia na arma. Então guarda ela em seu bolso direito, e agachando-se próximo ao corpo do homem morto em sua frente, ele nota a medalha em forma de estrela.

"Hã? Que porra é essa?"

Olhando de perto, o gatuno lembra de já ter visto alguma medalha parecida assim antes. Já tinha visto alguns marinheiros trazendo uma dessa no peito, mas, o que intrigava mais era que esse homem estava protegendo um pirata.

"Não, esse cara não pode ser um marinheiro. No máximo um ex-marinheiro, que nem devia ser de patente alta."

- Bastante interessante isso aqui.- Mirutsu diz, enquanto pega a medalha com sua mão ensanguentada.

Ficando de pé, o rapaz então guarda aquela medalha em seu bolso, e volta a atenção para Tensei, que estava todo ensanguentado.

- É bom você se lavar, sua aparência não está muito legal, cara.- O rapaz mantém uma expressão de surpresa.- Vamos dar um jeito nesse cadáver aqui, não temos tempo a perder.- Mirutsu aproximava-se dos pés do homem que estava morto, e segura-o pelos tornozelos.- Vamos, pegue ele pelos braços e vamos jogar-lo no mar. Coloque força, temos que jogar ele num canto mais fundo.- Esperava Tensei segurar o homem pelo lado oposto, e assim que segurasse, moveria-se para próximo da água, e jogaria o cadáver o mais longe possível com sua força.

Após tal ação, Mirutsu se dirigiria para o bote onde Natasha estava, e sentando-se, pegaria em um dos remos que tivesse disponível.

- Hey Natasha, bem que você poderia remar também. A gente já teve bastante trabalho contra aqueles caras. Tsc, sinceramente, só espero que quem a gente esteja atrás seja pelo menos uma mulher gostosa que me dê alguma bola por estar arriscando minha pele por ela.

Mirutsu então, aproveitaria para lavar as suas mãos sujas de sangue, após remarem um pouco, e assim que chegasse em frente a bifurcação, perguntaria:

- E agora Natasha, pra onde é? Não me diga que você não sabe qual lado seguir, por favor.

Caso a okama não soubesse qual era o caminho, Mirutsu usaria a velha regra da mão direita. "Na dúvida, sempre vá para a direita", era algo que escutava bastante de seu pai, e talvez uma das poucas coisas que ele dava ouvidos e seguia dito pelo mesmo.

- Eu voto pela direita. Se decidam aí.- Mirutsu falaria, cruzando os braços, e esperando a respostas dos outros dois colegas.



HISTÓRICO:
 

LEGENDA:
 

OBJETIVOS:
 

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Última edição por Mirutsu em Sex Out 18, 2019 2:36 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySex Out 18, 2019 4:35 am

Aceitação-2



Ah... a vida tende a ser bastante curiosa. Uma hora, estou em baixo de uma chuva irritante, quase que me humilhando para comprar uma foice nas mãos de um tal de Benja. Outrora, um velho baixinho, cuja fala me lembra muito um personagem de livros de ficção antigos, propôe-se a me vender uma foice, a qual tanto buscava. Ao olhar para a tal foice, fiquei bastante surpreso: apesar de ser uma arma de segunda mão, possuía uma lâmina muito bem polida, sem qualquer arranhão, e um cabo de madeira bastante firme, apesar das marcas de uso. Talvez eu tenha tirado a sorte grande hoje. Por se tratar de uma arma usada, muito provavelmente, não encontraria nenhuma foice de mesmo modelo nova, por menos de 40 mil.

Além da arma nova, o tal velho queria me vender informações. Parecia ser do tipo que sabe bastante coisa, afinal, quem cobra por informação, costuma ter boas fontes. E, como já estava disposto a pagar a mais pela foice -coisa que, talvez esse velho tenha ouvido-me dizer, e agora está tentando tirar proveito da situação-com certeza iria pagar por essas informações. Entretanto, primeiro deveria checar os arredores, para ter certeza de que tais informações seriam de real ajuda em minha jornada.

Uma vez no porto, vi três embarcações da marinha atracadas, apenas. Ah, claro, muitos marinheiros estavam presentes no local, também. *Tem coisa errada... no meio dessa chuva, sem nenhuma alma viva pelas ruas da cidade em seu horário noturno, nem sequer outras embarcações no porto. Qual a razão de tantos marinheiros no porto agora?*

Esse pensamento me incomodou por alguns instantes, mas, por hora, sairia da área portuária, evitando ao máximo chamar a atenção dos Marinheiros para minha pessoa. Mas, caso meus esforços tenham sido em vão, e algum(ns) marinheiro(s) indaguem a minha presença no local, diria: Bom, senhor(es) marinheiro(s), é que eu ouvi alguns boatos de que haviam piratas pela cidade, e vim averiguar pessoalmente, e, como eu queria fazer uma grana, pensei em iniciar carreira como um Caçador de Recompensas. -Uma vez ditas minhas palavras vazias, mas com o máximo de seriedade que o momento pedisse. -Mas, pelo jeito tudo está sob controle... acho que vou tentar a sorte nesse ramo outro dia. Tenham uma boa noite! -falaria isto para tentar encerrar a conversa rapidamente e seguir meu rumo. Caso eles insistissem, diria: -Olha, eu sei que estão apenas fazendo o trabalho de vocês, mas, por Deus!!! só me deixem sair dessa chuva! Eu não sou burro pra criar encrenca com a marinha! Eu peço desculpas se estou sendo desrespeitoso, mas, entendam minha situação: eu vim aqui pra caçar umas recompensas simples, mas quando tanto marinheiro no mesmo lugar, eu perdi a coragem! Estão satisfeitos agora!? Eu tenho medo até de insetos... -neste caso, falaria da forma menos formal, apenas para demonstrar o quão desconfortável a situação estava para mim. Caso eles insistissem mesmo assim, diria: -Tá legal!!! Que tal eu ajudar vocês então!? Assim vocês teriam uma mão a mais para trabalhar, e vocês ficariam de olho em mim ao mesmo tempo, enquanto estou cercado por toda a marinha da ilha! Eu não teria chance alguma contra todos esses marinheiros, mesmo se eu fosse um criminoso! Claro, manteria meu tom firme, apenas demonstrando meu descontentamento com a desconfiança deles.

Caso os marinheiros não me deixassem em paz, tentaria seguir o fluxo da situação, tentando sair ileso da situação em que me encontrava, evitando resistência. Seria burrice de minha parte entrar em confronto contra tantos, e, também, só pioraria da minha situação.

Caso eles tenham me ignorado, ou me deixado ir, de alguma forma, seguiria para a loja/casa de do tal velho, com todo o cuidado, para evitar ser seguido, bateria na porta, e conferiria, caso estivesse aberta, apenas entraria. caso estivesse trancada diria em ambos os caso: -Ei, velho Min, e aquela informação de primeira que iria me vender? Mas eu quero com alguns locais de referência pra ver se elas são das boas mesmo! -diria em um tom um tanto firme, mas, menos do que quando vim comprar a foice. Se esse velho tem informações boas, vindas de fontes confiáveis, talvez seja bom manter contato com ele, de alguma forma.

Uma vez que recebesse a informação necessária, pagaria os 5 mil cobrados por ela, e sairia, para avaliar se tais informações realmente tinham valor, seguindo rumo à direção designada pelo velho, mas de forma discreta, enquanto tentaria fazer uma rota alternativa, para tornar mais difícil minha localização, caso estivesse sendo seguido.
Objetivos:
 

Histórico improvisado pelo celular :
 

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Legenda:
 



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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySex Out 18, 2019 4:28 pm


Cremação
O temido lobo do mar





De uma forma um tanto quanto rápida e indolor, ao menos para mim e meu parceiro, a luta terminava. Quanto a nossos oponentes, estes se encontravam mais mortos que meus pais, uma afirmação um tanto quanto trágica diga-se de passagem. A investida de Mirutsu havia derrubado um deles e meu ataque conseguido matar ambos, uma sincronia não combinada que tinha dado certo *É, você não morreu. Mas sempre tem uma próxima vez.* Era verdade, uma luta tinha de ser até a morte, e um dia eu iria encontrar alguém que conseguiria tirar minha vida de forma digna. No fim, aqueles dois não eram lá tão fortes, mas um deles tinha algo brilhante em sua posse. Eu já tinha passado a vida estudando a historia, e isso claro incluía a marinha e aquilo era algo que já tinha visto antes *Parabéns idiota, matou marinheiros.*


Na realidade, parando para pensa a gente só tinha atacado eles e em nenhum momento perguntando quem eles eram. Bem, eles já estavam mortos e eu estava repleto de sangue como meu parceiro havia acabado de salientar. Antes de me limpar no entanto procurei um lugar seguro para colocar minha foice no chão e ajudar Mirutsu a jogar o corpo no mar -Algumas culturas antigas comiam carne humana ... É só um comentário.- Foi a primeira coisa que me veio a cabeça enquanto tentava segurar o cadáver pelas mãos e joga-lo com força na direção da água -Eles também acreditavam que o sol era um deus, então não tem muito crédito...- Não era um bom momento para bancar o historiador, mas eu não me sentia como um psicopata completo e jogar um homem morto na água me deixava nervoso ao ponto de eu falar mais que o normal.

Depois de fazer o trabalho tentaria me aproximar um pouco da água e levar minhas mãos até a mesma para lavar os braços e meu rosto afim de tirar o sangue. Também lavaria meu machucado para tentar limpar o local do corte, esfregaria lentamente e enquanto passava a água pelo rosto pensava nas palavras da okama -Natasha, algumas culturas acreditam que entrar em uma batalha e não arriscar sua vida é sacrilégio. Todos que portam armas devem estar dispostos a morrer.- Era verdade e mentira, verdade pois era um fato mas era mentira pois eu não acreditava naquilo, estava apenas usando como desculpa para não ter que me explicar com alguém que não conhecia muito. O fato de Mirutsu não ter feito muitas perguntas me fez gostar um pouco mais dele do que da "mulher", e nossa sincrônica no combate havia sido boa *Pode ser uma boa parceria mesmo não é?*

Assim que terminasse de lavar os braços e o rosto iria voltar ao local onde tinha deixado minha foice e com a mão esquerda tentaria pegar a mesma, enquanto levaria a direita até meu rosto e começaria a puxar um dos grampos localizados em minha bochecha. Caminharia até o barco e tentaria entrar nele com meus dois parceiros, enquanto os dois podiam trocar algumas palavras eu me manteria quieto, até chegarmos a uma bifurcação. A Okama havia dito que sabia o caminho, então ela seria a primeira opção mas caso ela não soubesse eu simplesmente iria assentir com a cabeça -Vamos lá, direita então.- Seguindo a ideia de Mirutsu. Tentaria me manter atento a qualquer coisa vinda do ar, como morcegos ou projeteis sejam eles de fogo ou armas brancas, mas enquanto ramava também iria olhar para a água afim de não bater em nada e me prevenir de ataques vindos de baixo.

   

« Algo Interessante »


   Troquei um de meus objetivos.

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e ainda não encontrei ninguém capaz de me vencer.
Com armas de fogo, garrafas quebradas, navalhas afiadas...
Ainda não encontrei ninguém capaz de derrubar

o temido Lobo do Mar!
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptyQui Out 24, 2019 2:29 am






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Megalinho

Estranhando a situação da ilha, Megalinho optava por sair da área portuária e sanar suas dúvidas com o sujeito que o havia vendido armas. Mesmo estando receoso pela possibilidade de ser abordado pelos marinheiros, nada aconteceu. No entanto, o jovem de fato foi notado, sendo possível também perceber certa precaução dos oficiais quanto ao ceifador, mas, por hora, não houveram quaisquer problemáticas por causa disso.

Chegando na porta e chamando por Min — que logo aparecia — Megalinho era então recebido no lugar. O velho, sem respondê-lo, saltou para o lado do ceifador e puxou os 5.000 berries de seu bolso em uma manobra extremamente ágil, e com o dinheiro nas mãos, começou a colocar tudo para fora.

— Min sabia que o tu voltaria para Min, então Min foi paciente e esperou. Mas dizer isso não quer que Min sem ser pago falaria. Por isso, começar a falar Min agora irá. A questão essa é: um pirata ardil na cidade chegou, Barnabé ousam o chamar, seu nome pavor causa pelos Blues. O homem também a filha de um rico banqueiro capturou — da marinha, financiador — por isso as autoridades loucas estão, se a filha do nobre não retornar, toda essa situação pelos 4 mares irá se alastrar, então a Marinha fama perderá, além do dinheiro que o banqueiro há de bancar —

Ainda em seu estilo, estranho no mínimo, de se falar, Min continuava

— Mas Min alerta, isso poderá acabar, 2 jovens correm para barnabé a fim de seu tesouro e navio reclamar — ou a donzela salvar —  se tu assim desejar, Min as posições indicará, para espólios e barcos tu roubar —

Assim, o enigmático velho terminava, e por opção de Kid, apontava o epicentro de toda essa problemática. Então, indo em direção ao local, Kid passava pela área comercial de Shells Town — também vazia — pela praia e, enfim, chegava no que parecia ser uma formação rochosa afastada, próxima ao alto mar e repleta de buracos. Seguindo as instruções do velho, ele pulava em uma das fendas e se deparava com uma extensa gruta.  O local mostrava ser uma espécie de cais improvisado dentro de uma úmida gruta. A estrutura localizava-se acima do nível do mar em uma espécie de praia na qual a areia, repleta de pegadas, dava direto para um talude, só deus sabia a extensão daquela fossa. Dando uma olhada melhor na região, era possível observar que a formação natural era feita totalmente de calcário, inclusive, estalactites penduravam-se no teto da caverna.

Megalinho também pôde notar que haviam grandes manchas de sangue na areia. As manchas seguiam na direção do oceano, sendo possível notar dois corpos submersos, mas impossíveis de se reconhecer na atual posição deles. Kid ouvira de Min que a melhor maneira de seguir pelo corpo d’água era com um bote e pelo caminho da direita, mas a ele faltava o barco, os indícios de um que um estivera pelo cais eram muito fortes, a corda cortada bruscamente era um deles.


Mirutsu e Tensei







Um pouco antes disso, Haretsu e Seijuro acalmavam-se devido a empreitada vitoriosa realizada por eles, empreitada essa que, terminava por colocar o agridoce gosto do assassinato na boca de ambos, afinal, mesmo que o gatuno não tenha tirado nenhuma vida diretamente, ele foi um participante ativo nesses assassinatos. Ambos tentavam “se lavar” desse pecado e limpar a mente enquanto desovavam o corpo de diferentes formas. Enquanto Tensei tagarelava as mais diversas e inúteis e curiosidades históricas para se acalmar, Mirutsu fazia um autojulgamento em sua consciência para tentar livrar-se da culpa.

Passado o breve momento de “luto”, o grupo seguia para o bote no qual Natasha estava. Ao passo que o ceifador optava por lavar-se na ponta do cais enquanto fazia um ácido comentário para a suposta covardia de Natasha, o gatuno logo tomava um lugar no bote e um remo às mãos, isso sem deixar de também comentar sobre a atuação da dama é claro.

O Okama, claramente atingido pela crítica de seus aliados, logo proferia as seguintes palavras em um tom revoltado e em sua habitual voz que carregava a perfeita convergência da sutileza de um gorila e a bronquidão de um cisne


— Tsc, Tsc, docinhos, é por isso que nenhum de vocês têm namoradas, não fazem ideia de como o coração de uma dama funciona! Eu lutei e corri o dia inteiro e ainda estou preocupada com a Michele, como lutaria nessas condições, humpf! Mas tudo bem, eu sou empoderada, ajudarei você a remar, Melzinho —

Com isso, Tensei terminava seus afazeres e seguia para o barco, e como não havia nenhum remo sobrando, caberia a ele proteger a esquadra de quaisquer problemáticas que surgissem.






Um silêncio tenebroso tomava conta da gruta, apenas o som do remo podia ser ouvido na maior parte do tempo, além disso, gotas advindas do teto ocasionalmente chocavam-se contra o mar e acabavam por alastrar esse fúnebre som pelo local. Talvez pela tensão do embate final se aproximando, nenhuma palavra foi proferida pelos aspirantes a piratas, mesmo o Okama — com sua explosiva personalidade — apenas remava fitando o horizonte. Isto é, até o grupo aproximar-se da bifurcação pelo menos

— Mirutsu, direita —

Natasha parecia realmente tensa, afinal, essas foram suas únicas palavras ao avistar o obstáculo, soltando outras apenas no final do trajeto. Por falar no trajeto, não houve nada de especial ou diferente em seu começo, a formação ainda era totalmente de calcário, estalactites ainda penduravam-se pelo teto. No entanto, isso mudou ao chegarem perto da costa, visto que tochas começaram a se espalhar sistematicamente pela parede — eliminando a necessidade da luz da lua — e vigas penduravam-se pelo teto para — provavelmente — para evitar desabamentos. Aparentemente, tal gruta serviu, serve ou servirá como uma espécie de esconderijo para o bando de Barnabé.

Chegando no fim do percurso, Natasha freava o bote e fazia sinal para Mirutsu fazer o mesmo e, em seguida, apontava para a costa, mostrando que já era possível ter uma ampla visão de toda problemática que o grupo enfrentará... Ao que parece, toda a tripulação de Barnabé estava em uma espécie de acampamento improvisado, haviam 4 tendas verdes — cada uma com espaço para duas pessoas — um fogueira central e... Como em uma realidade que apenas um mundo distorcido como este poderia oferecer... Diversas gaiolas presas às paredes de calcário estavam no local, e dentro de cada uma delas... Pelo menos 4 pessoas, todas com vestes sujas e rasgadas. Algumas realmente vestiam-se como mendigos, outras como verdadeiros nobres, estava claro que o motivo para apreensão delas não era sua condição financeira, mas também não se tratava de beleza, visto que embora houvessem encantadoras jovens presas, também haviam homens de aparência comum, mas de poderosos braços no local. Uma variedade tão ampla de pessoas presas em um local tão asqueroso como esse só podia apontar para uma coisa: mercado de escravos. E isso ficava mais claro ainda quando fitava-se a estonteante dama que estava solta — mas vigiada por dois homens — no extremo norte do local.

Seus longos cabelos negros como ônix possuíam uma textura que colocaria as mais finas sedas no chão, seus olhos azuis poderiam fazer tanto o céu quanto o mar curvarem-se perante sua grandiosidade, seu rosto possuía traços finos, dignos das mais precisas pinceladas de um renomado pintor. Para complementar sua aparência, a jovem trajava roupas dignas de nobreza em conjunto com um gracioso lírio próximo a sua orelha. Parece que os piratas reconheciam a opulência da garota, e por isso, ela nem sequer era restringida para evitar possíveis marcas, mas a segurança em volta dela era pesada. Em seu rosto estancava-se uma amarga mistura de desespero, melancolia e rancor, sentimentos que, mesmo poderosos, não conseguiam sobrepor a aura aristocrática da fidalga.

Do outro lado do local, era possível ver o puro caos reinando, enquanto uma jovem de cabelos loiros e vestes da marinheira gargalhava freneticamente por cima de um rapaz com roupa de cozinheiro e o esfaqueava no peito, dois garotos — de aparência praticamente idêntica — tentavam levantar o homem e restringir a jovem ao mesmo tempo, sem querer machucá-la. Um homem trajando apenas um sobretudo negro — sem camisa — e calças de mesma cor observava tudo de longe, seus olhos e sorriso esbanjavam um possível divertimento com a cena, mas ao averiguar a possível morte de um de seus subordinados, o homem colocava uma expressão de raiva em seu rosto, gritava e então apontava uma cimitarra para todos naquela cena

— Prendam a garota logo seus inúteis! Meus olhos não creem no que estou vendo, como 3 homens estão sendo massacrados por uma única mulher?!

Natasha então, abaixada no barco, sussurrava e apontava para o homem de vestes negras

— Esse é Barnabé... depois de vermos toda essa cena... Eu acho que ou ele ou nós teremos que morrer, eu não faço ideia de como ele arranjou novos membros para tripulação tão rápido, mas eu não reconheço esses rostos, então tomem cuidado. E a-aquela garota linda, poderosa e vestida de princesa... É Michelle. Docinhos, a história é longa, mas eu desembucho tudo depois que sairmos daqui, precisamos pensar em alguma coisa! Aliás, eu não faço ideia de quem é aquela louca fazendo uma chacina entre os subordinados de Barnabé, mas acho que podemos nos aproveitar disso... —

Para finalizar, ao lado do bote do grupo — a cerca de 80 metros de distância — era possível ver uma bem cuidada escuna com uma bandeira pirata em símbolo do crânio de um corvo, só há um único homem nela, aparentemente dormindo próximo ao timão. O teto dessa região é o que possui maior concentração de estalactites, sendo possível também ver destroços delas próximos às pessoas capturadas e à toda tripulação de Barnabé. Ao lado de cada tenda há 4 caixas, totalizando 16 ao todo, é possível sentir um forte odor de Salitre e enxofre do conjunto, característico de canhões.

Assim, forma-se a arena para um sanguinário combate, ou um ardiloso assalto, tudo dependia de Tensei, Mirutsu e Michelle. No entanto, uma única coisa era certa, a única saída do local era por onde o grupo chegou.




Medalha:
 

Mapa de qualidade nada questionavel:
 

Loira pescotapa:
 
MIchelle:
 
Barnabé:
 




Legenda:
 


Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySex Out 25, 2019 7:06 pm




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 16



Durante todo o trajeto até onde Barnabé estava, Mirutsu permanecia tenso, assim como seus companheiros. O vagabundo poderia não conseguir lidar com o restante da tripulação do pirata, afinal, deveria haver bem mais que apenas 2 homens como tivera anteriormente. O rapaz já nunca fora muito otimista, e da maneira que as coisas estavam indo, tudo parecia ser um ataque suicida para Mirutsu. Não havia proferido nenhuma palavra, mesmo sendo um tanto tagarela, e de certo modo, sarcástico e irônico nas mais diversas situações que apareciam em sua frente. Apesar disso, Mirutsu demonstrava um semblante frio e sem expressão, algo que era difícil de se ver estampado no rosto do rapaz, que sempre fora um tanto quanto explosivo e até agora se mostrava um tanto expressivo em relação o que estava sentido. Se o seu rosto não entregava que o rapaz estava nervoso, o seu corpo o faria. Suas mãos estavam trêmulas e suadas, e a cada remada que o rapaz dava durante o trajeto, parecia que ficava mais difícil de colocar força para movimentar o bote. Seu coração estava tão acelerado quanto uma bala, e de seu cenho, um suor frio escorria e Mirutsu tinha uma sensação de seus membros estavam ficando mais rígidos, como se fossem gelo, na medida que a adrenalina aumentava em seu corpo.

Passando perto das tochas, Mirutsu então consegue ter uma visão melhor do que estava acontecendo, e se preocupava ainda mais. Afinal, aquilo demonstrava que eles estavam mais perto ainda de seu alvo. A gruta naquela parte parecia ter modificações feita pelo bando de Barnabé, assim como o pequeno cais que tinha na parte por onde o grupo adentrou, visto as vigas de sustentação no teto, e ao passarem por baixo delas, o gatuno sente um calafrio percorrer sua espinha.

"Imagina se elas não conseguissem sustentar isso..."

Ao chegarem ao fim do trajeto, Mirutsu para de remar, no mesmo momento em que Natasha havia parado de remar também. Agora ele conseguia ter noção do que vinha pela frente, o que ele teria de enfrentar estava adiante e não tinha mais volta. Olhando em direção para onde Natasha apontava, o rapaz conseguia ter uma ideia do tamanho das forças da tripulação de Barnabé.

"4 tendas que cabem 2 homens. Isso dá 8 no mínimo, isso tirando o Barnabé da conta. Merda."

Havia também algumas gaiolas no local, algo que não passa despercebido aos olhos de Mirutsu, que percebe que haviam algumas pessoas lá. Um fato curioso era diferença das vestimentas entre eles, mostrando que eram de diferentes níveis de poder econômico, e Mirutsu logo deduziu que Barnabé estava com o envolvimento no mercado de escravos.

"Mas, não seria melhor tentar conseguir um dinheiro de resgate pelos nobres? Nah, que merda eu tô pensando agora. Se concentre, Mirutsu."

Talvez fosse pela natureza avarenta inerente no coração do rapaz, mas, em sua cabeça o que ele havia pensado fazia total sentido. Claro, o rapaz não sabia como funcionava toda a estrutura do mercado de escravos, mas, sabia-se que os nobres poderiam pagar uma grana gorda pelo resgate de alguns deles. De todo modo, aquilo intrigava o gatuno, que se manteve pensativo por um tempo. Mirutsu então escuta as palavras de Natasha, que apontou para uma jovem moça que até então havia passada despercebida pelo rapaz, que estava distraído com os outros. Finalmente tinha descobrido a aparência de Michelle.

"Pera, essa é a Michelle?"- o rapaz estava boquiaberto e os seus olhos piscavam rapidamente, impressionado com a beleza da moça.

O rapaz não poderia estar mais satisfeito. Michelle não era uma okama, e melhor ainda, era uma belíssima mulher e o melhor de tudo, ela ainda parecia ser rica! Havia um sentimento de satisfação no coração do rapaz, e de certa maneira o rapaz já conseguia imaginar uma maneira de impressionar Michelle. Já conseguia visualizar a cena de seu salvamento, com a derrota de Barnabé, com a garota correndo para seus braços, dando-lhe um abraço apertado e é claro, um beijo para o cavalheiro que havia lhe salvado, Mirutsu Haretsu.

"Ah, essa garota vai ser minha!"- antes uma expressão fria agora foi substituída por um sorriso de excitação, como se Mirutsu conseguisse uma nova motivação para lutar contra o temível Barnabé.

- Hey Natasha, por acaso do destino a Michelle é totalmente o meu tipo. Qual a idade dela? Você vai ajudar a conquistar ela, ok?- o gatuno levantava os dois polegadores para a okama, enquanto falava baixo.

Deixando a excitação do momento passar, Mirutsu parava para ver o restante do ambiente onde estava o Barnabé e seus alguns de seus homens sendo atacados por uma jovem com vestes de marinheira e de cabelos loiros, aparentemente louca, pois estava rindo de toda a situação.

"Tá aí uma coisa que não se vê todo dia. Os marinheiros parecem ter mudado um pouco os seus conceitos de justiça. Pelo menos ela tá dando um trabalho para o Barnabé."

Falando no diabo, Mirutsu olha em direção ao homem para qual Natasha havia apontado, que claramente destacava uma posição de superioridade em relação aos outros, visto pela forma com que se dirigia aos outros. Mirutsu sabia que teria que derrotar aquele maldito pirata para seus planos irem pra frente.

- Depois que a gente arregaçar aquele cara, Tensei, você pode ficar com a loirinha como recompensa. Ela é toda sua.- Mirutsu estralava os dedos de ambas as mãos.

Por último, ainda se tinha o vislumbre da embarcação do Barnaé, que fazendo jus a relação que tinha com o animal corvo, eles tinham o crânio do mesmo estampado em sua bandeira. Mirutsu conseguia identificar o barco na categoria de escuna, e ela parecia estar novinha em folha. Provavelmente fora construída ou comprada recentemente. Aparentemente só se tinha um homem dentro da embarcação e dormindo ainda por cima.

"Parando para pensar, a gente poderia utilizar esse barco se a gente conseguir ganhar do bando. Seria ótimo."

Analisando a situação, Mirutsu percebia que a melhor maneira seria fazer do jeito que ele estava acostumado a agir: na surdina. Poderia ter muitos homens onde Barnabé estava, então o ataque ao navio primeiro seria a rota mais segura a se seguir no momento.

- Ei, escutem aqui. A nossa melhor maneira de atacar seria ir indo no barco do Barnabé. Pelo visto só tem um cara lá. Poderíamos achar algo de útil lá para nos auxiliar no resgate.- Mirutsu falava baixo, para Natasha e Tensei.- Agora deixa só eu pegar as minhas armas...- o rapaz começa a procurar ao seu redor, atrás de seus equipamentos, e rapidamente pega sua faca. Mas, não havia sinal da cimitarra, que o rapaz esquecera devido a distração e ao calor do momento.- Merda, esqueci da cimitarra...enfim, nós temos que ir para o barco agora, de uma maneira bem cautelosa. Natasha, vamos ter que remar fazendo o mínimo de barulho possível.

Mirutsu então, começaria a remar na tentativa de ser o menos barulhento possível, juntamente com Natasha, de forma sincronizada, até próximo ao navio do Barnabé. Chegando lá, o rapaz buscaria uma escada de corda, que normalmente fica nas partes laterais dos navios, para poder subir lá.

Caso conseguisse subir, tentaria fazer o menor barulho possível, utilizando de sua furtividade para checar os arredores do navio, em busca de algo que lhe fosse útil como um arma. Qualquer uma serviria, visto que o rapaz conhecia a maioria das armas existentes e sabia como manuseá-las.

Caso o homem acordasse com Mirutsu subindo no navio, o gatuno dispararia em sua direção, e o atacaria com sua faca, mirando em seus dois ombros e em sua mão direita. Para de defender, o gatuno utilizaria de sua ginga e esquiva, mas, mantendo-se perto do homem. Num ataque médio, que lhe fosse atingir o torso, Mirutsu tentaria se esquivar para o lado rapidamente. Num golpe baixo para atingir as suas pernas, o gatuno daria um salto para trás, tentando não ser atingido nas pernas, que debilitaria muito sua movimentação caso acontecesse. Em um golpe alto, na direção de seu rosto, o vagabundo tentaria se agachar rapidamente, e logo daria alguns passos para trás, para que não ficasse exposto a mais ataques.



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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySex Out 25, 2019 9:12 pm

Aceitação-3


Quisera eu não entender o que estava acontecendo em Shells Town. Um bancário teve a filha sequestrada por um pirata, e, como o tal banqueiro é um financiador da marinha, isso explica bastante a comoção da marinha, espalhada pela ilha. E, agora, eu também estou envolvido nisso... Eu poderia muito bem vender essa informação pra marinha, mas, aí, eles perguntariam sobre minhas fontes, o que faria-os chegarem até o velho Min. E, não querendo duvidar da honestidade alheia, mas, esta informação foi precisa demais: Saber o nome do Pirata (o qual chama-se Barnabé), ter informações sobre seu esconderijo, com até uma rota correta perante bifurcações!? Quais as chances desse velho ser honesto. Contudo, não sou do tipo que cospe no prato em que come, então, iria averiguar as infomações que consegui, após ser extorquido por ela. Caso as infomações não batessem, bom, isso é assunto para outra hora.

Uma vez, saindo da área habitacional/comercial, passaria pela praia, e, seguindo o caminho indicado por  Min, por fim chegaria à entrada do local apontado: uma gruta. Também havia bastante sangue pelo local. -hum... o abacate disléxico bem que falou que haviam pessoas tentando usurpar o barco de Barnabé. Mas esse sangue é dos piratas, ou dos ladrões/heróis? -diria em um tom, quase de sussurro, mas, com um leve sorriso em meu rosto. Não sou um herói pra ficar salvando pessoas indefesas, nem um marinheiro ou caçador de piratas para ficar caçando piratas por aí. Pelo contrário, eu me importava tampouco com essas coisas, que eu poderia apenas deixar tudo isso de lado, esperar a situação se resolver sozinha e, por fim, sair de Shells Town um outro dia. Mas, usar àqueles que estão em minha frente como "distração", era atrativo demais. Assim, eu teria mais chances de sucesso nesta investida além de, caso as coisas dessem errado para meu lado, eu poderia apenas aliar-me aos tais invasores. Literalmente, o passo 3 do Plano Aceitação: agir pelas sombras da ilegalidade, afim de cumprir meus objetivos.

Antes de seguir em frente, deveria tomar alguns cuidados quanto ao meu plano: primeiro, removeria as faixas de minha mão, e enrolaria-nas em meu pescoço, em forma de cachecol, afim de proteger minha identidade, puxando as faixas até o nariz. Segundo, removeria minha camisa, e inverteria, também com o intuito de evitar problemas caso as coisas deem errado daqui para frente. Afinal, era mais fácil ser reconhecido por uma camisa de frango, do que pelo meu rosto percebendo que a melhor forma de seguir em frente, seria com ajuda de um tipo de embarcação, procuraria um bote e remos pelas redondezas,  examinaria, para evitar a existência de insetos desagradáveis. Caso houvessem fortes indícios de insetos, bateria levemente no barco com o cabo da foice, para tentar espantá-los. e colocaria-o na água (caso já não estivesse), para seguir devidamente ao meu destino. Caso eu não encontrasse nenhum barco, o jeito seria ir nadando pela escuridão da gruta, mas, eu certamente teria problemas por causa da foice.

Uma vez que eu seguisse pela gruta, até chegar na bifurcação, eu sabia que o caminho certo seria pela direita, mas... o que diabos tem pela esquerda? Uma cachoeira? estalactites instáveis, com risco iminente de queda, ou apenas um caminho que poderia servir como futura rota de fuga? Mas, como eu descobriria isto em segurança? Bom, o jeito é descobrir quando a necessidade pedir, então, seguiria pela direita, a fim de tentar chegar ao fundo daquele maldita gruta, e entender melhor a situação atual, claro, com muita cautela, e evitando chamar atenção de qualquer pessoa. caso houvesse alguém perto demais da entrada para passar despercebido por ela, eu torceria para ser algum dos inimigos de Barnabé, e diria: -Juro que estou aqui só pra conhecer...


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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySab Out 26, 2019 3:18 pm


Cremação
O temido lobo do mar





O navegar por aquela gruta foi lento e sem nenhuma emoção, mas a tensão pairava no ar. Mirutsu se mostrava nervoso e até mesmo Natasha que normalmente falava muito estava quieta, sem entender muito o motivo do estres me senti meio perdido *Que merda está acontecendo? Estamos indo de encontro a morte?* Tal tensão enquanto o barco navegava me deixou inquieto, me fazendo levar a mão direita até o machucado no peito que ainda deixava uma listra de sangue escorrer pelo peito.


Finalmente chegamos até o fim da gruta, um local sustentado por pilares e que lembrava o pequeno posto onde havíamos roubado a jangada anteriormente. E foi só então que tive noção no que estava me metendo com este tal de Barnabé. A caverna era gigante e apresentava diversas barracas e homens com espadas, pessoas presas em gaiolas em um cenário que remetia ao trafico humano, a muito tempo ilegal mas nem por isso deixado de ser praticado. Algumas pessoas começaram a chamar minha atenção, começando pela mulher que viemos resgatar, a tal Michelle. Uma morena bonita com roubas de nobre -Não sei se fui o único a pensar nisso, mas a maioria aqui tem cara de nobre. Se os resgatarmos a gente pode conseguir um bom resgate.- As palavras foram ditas com sinceridade e sem muito pensar. A segunda pessoa a chamar minha atenção no entanto não era alguém nobre, ao menos não parecia.



A garota com cabelos loiros matava alguns dos sequestradores, mas oque chamava minha atenção não era sua destreza ao executar tais homens e sim seu sorriso ao ver o sangue sair deles *Você tá pensando o mesmo que eu?* Um pequeno sorriso havia brotado em meu rosto eternamente sorridente -Sim, vamos salva-....*mata-la* Sabe, as vezes eu acho que minha mente me prega pegadinhas, sem prestar muita atenção aos meus próprios pensamentos me voltei ao redor tentando olha em volta para ver o resto do bando. Havia muitos homens com armas, mas um deles chamava a atenção, o tal Barnabé era alto e parecia forte. Uma luta com ele com certeza seria interessante, ele realmente poderia me matar.

Mirutsu parecia ter um plano, e como no momento eu me encontrava sem ideias resolvi segui-lo mas antes tive de deixar uma coisa clara -Vamos lá, Barnabé parece ser do tipo que conhece muito do submundo, quero falar com ele antes que ele morra. E podemos tentar salvar a loirinha, ela parece ser do tipo que vai matar todo mundo ou morrer tentando.- Dada minha opinião segui meu parceiro. Tentando me abaixar e segurando minha foice com a mão esquerda enquanto ele e Natasha remavam, afim de não chamar a atenção tentei me manter quieto o máximo possível. Caso chegarmos ao barco sem segurança iria procurar uma corda ou escada para tentar subir no barco rápido, porem discreto, eu não tenho a destreza de Mirutsu e por isso tentaria seguir o mesmo.

Caso consegui-se chegar ao barco sem fazer barulho ou chamar a atenção do vigia iria tentar seguir Mirutsu na surdina e segurando a foice com as duas mãos ir por trás do homem afim de passar a lamina na garganta do mesmo, evitando que ele gritasse e chamasse por ajuda. No entanto caso ao chegar no barco o homem estivesse acordado e conseguisse ver a gente chegando eu iria tentar avançar na direção do mesmo com minha velocidade máxima desde os primeiros passos e quando chegasse perto do mesmo tentaria executar um corte na horizontal mirando a barriga do homem. Me moveria em zig-zag afim de evitar ataques e disparos, e focaria minha visão nas mãos do homem afim de ver se ele sacaria alguma arma como espadas, caso ele fizesse isso eu tentaria parar a mesma usando o cabo de minha foice. No fim caso nossos ataques dessem certo eu tentaria me mover na direção de algum dos canhões, mas caso não desse eu tentaria saltar para trás afim de ficar a no minimo 4 metros do mesmo.

   

« Algo Interessante »


   Nada.

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptyTer Out 29, 2019 2:30 am











Os eventos desse fatídico dia da ilha de Shells Town estavam chegando ao seu ápice, o véu sombrio que cobria a ilha enfim havia sido descoberto pelos jogadores desse tabuleiro, era questão de tempo até que todos distribuíssem suas cartas. Os três possuíam objetivos que se divergiam em sua matriz em si, mas convergiam para um único ideal: a liberdade. Para alcançá-la, sabia-se que nenhum deles poderia permanecer confinados em um lugar tão remoto deste vasto oceano, era necessário cruzá-lo. Para isso, havia a porta de entrada para o mar dos homens: a Red Line, e com esse objetivo em mente, Mirutsu, Tensei e Megalinho começavam sua cruzada contra Barnabé e sua tripulação.

Para começar, Megalinho — ainda afastado de seu destino final — disfarçava sua aparência e procurava e um meio para seguir pelo corpo d’água, um bote era o que ele esperava, mas o ceifador já temia pelo pior. Para sua infelicidade, o pior aconteceu, e com isso, só restava seguir a nado. Já dentro dessa diminuta porção do mar, Kid seguia, a temperatura não estava lá muito baixa, para falar a verdade, encontrava-se bem aconchegante, definitivamente estava mais amena do que comparada à terra. No entanto, estava escuro, muito escuro, a penumbra do teto que bloqueava a luz da lua cobria todo o local, embora ainda desse para — minimamente — ver o caminho em sua frente, não se podia dizer o mesmo para o que estava dentro d’água, totalmente obscurecida, podendo ocultar a maior das ameaças. Tais adversidades não foram bastante para barrar o avanço de Megalinho, que — após sabiamente questionar-se sobre o caminho adjacente ao seu — seguia pela bifurcação encontrada na direita.






A partir de tal ponto, a questão da iluminação era melhorada, não o bastante para ver o fundo do leito, mas o suficiente para observar claramente o caminho pelo qual Megalinho seguia. Majoritariamente, esse ambiente ainda é o mesmo daquele que ele estava poucos minutos atrás, as únicas mudanças apresentadas — como a presença de vigas e tochas — foram, indubitavelmente, feitas por homens. Olhando bem, o ceifador poderia ver um homem careca com uma cimitarra na boca no mar nadando avidamente até a escuna. Outro sujeito, esse tatuado e com correntes pelos braços, ainda permanecia em terra firme. Do outro lado do navio ele escutava barulho de nado, mas não tinha verificação usual. Acima da escuna haviam 3 pessoas: um okama com vestes rosa e cabelo lilás armado com um leque metálico, um jovem com vestes negras e repleto de queimaduras, cicatrizes e grampos portando uma foice e, para finalizar, outro jovem, esse com vestes verdes, cabelo arrumado de maneira estranha — se não cômica — e portando uma faca. Sem quaisquer instruções sobre o que acontecera no local, seria totalmente plausível Megalinho estar confuso acerca da situação, sua única pista sobre Barnabé era que ele possuía um olhar assassino e lutava com lâminas, mas o jovem não sabia nada sobre o grupo de pessoas que armavam um assalto contra ele.  Para finalizar, ele podia ver um grande grupo de pessoas enjauladas em gaiolas nas paredes da gruta, haviam também 4 cabanas, todas com caixas de madeira próxima a elas.





Voltando alguns minutos no tempo, Mirutsu e Tensei enfim tomavam maior conhecimento sobre Barnabé, sua tripulação e a situação atual. Mesmo assim, ambos pareciam estar mais focados nas jovens do na tripulação de Barnabé ou a problemática dos escravos, isto é, quando a esse último ponto ambos pensaram bem sobre e acabaram convergindo no pensamento da obtenção do lucro pelo resgate. De tal maneira, Tensei conversava consigo mesmo sobre a garota, mas Mirutsu não, o gatuno verbalizava claramente seus desejos para Natasha, essa que logo respondia sussurrando

— Nhái, amapô! Não é era hora pra isso! Se a gente conseguir ajudar a Michele eu penso no teu caso, mas agora deixe disso ou eu puxo seu picumã, docinho!

Dessarte, após ambos os jovens conversarem sobre a situação e, mais uma vez, sobre as garotas, eles decidiam que seguiriam até a embarcação na base do remo. Uma estratégia perigosa — ainda mais eles estando em uma área tão iluminada e aberta como essa — mas não houveram hesitações ou queixas por parte do grupo. Então Mirutsu e Natasha começavam seu remo de maneira mais furtiva na esperança de chegar ao barco sem serem vistos. E de fato eles conseguiram passar despercebidos pela maioria da tripulação, o cozinheiro estava muito ocupado sendo esfaqueado para percebê-los, o mesmo podia-se dizer para os gêmeos e Barnabé, visto que os primeiros estavam tentando ajudá-lo, e o capitão aborrecia-se em gritos para os três. No entanto, um quinto rapaz que talvez os jovens não tivessem percebido acompanhou todo o percurso deles até a embarcação, apenas observando como um gato faria a um rato. O momento que o pequeno bote da esquadra alcançou a escuna foi o momento que o homem — com uma pintura de um crânio de caveira no rosto e uma tatuagem da Santa Muerte no peito — decidiu alertar seus companheiros. Fazendo isto sem abandonar seu posto, ele sacava um pequeno trabuco de suas calças e atirava próximo ao bote do grupo, mesmo não passando perto de atingir ninguém, foi o bastante para atrair a atenção de todos que agora olhavam na direção do bote.

Um amalgama de reações tomou conta daqueles que estavam na costa, a loira com vestes de marinheira olhou por 2 segundos para cena, mas logo deu de ombros e deu mais duas facadas no abdômen do cozinheiro — que não demonstrava mais consciência — e saltou para sua frente, rolando no chão e apontando sua faca contra os gêmeos, ela também proferiu algumas palavras com um sorriso que deixava a mostra seus caninos e seu ensanguentado rosto, mas essas inaudíveis para Tensei e Mirutsu. Um dos gêmeos correu para tenda e saiu de lá com porrete, já apontado para a garota, o outro levantava as calças, corria para o mar e nadava até o outro lado do navio. Já Barnabé, puxava uma faca da cintura e caminhava até a costa, esticando os braços e abrindo o peito para os invasores, ele dizia de modo estridente


— DOHAHAHA, MARINHEIROS? NÃO, SÃO APENAS RATOS ATRÁS DE MIGALHAS DE QUEIJO, SANTANA, DEIXE ESSA VADIA DE LADO E VENHA SE DIVERTIR UM POUCO —

E respondendo a seu capitão, mas sem proferir palavras, o tatuado enrolava suas correntes em seus braços, e dirigia-se para uma tenda, assim, a esquadra perdia total visão dele por tempo indeterminado.

Barnabé então colocava sua lâmina entre a boca e nadava avidamente até o mar para subir na escuna. Nesse momento, Tensei, Mirutsu e Natasha já subiam na embarcação sem nenhum plano de como lidar com toda a tripulação, e sim com objetivo de eliminar o timoneiro, sem sucesso, visto que o homem já se encontrava no mar fugindo para costa como um frango, aparentemente não era um guerreiro muito corajoso.

De tal maneira, sabendo que será encurralada em breve, Natasha colocava seu leque metálico em mãos e corria para a borda oposta do navio, mais próxima as paredes, enquanto gritava

— MICHELE, ESTAMOS AQUI, ESPERE SÓ MAIS UM POUCO! DOCINHOS, EU CUIDO DO MINI BOFE, CONCENTREM-SE NO BARNABÉ E NO RESTO DA TRIPULAÇÃO —

O okama aparentava estar em um nível de nervosismo jamais visto por Tensei e Mirutsu, mas mesmo assim, estava claro que ele não pretendia fugir da luta. Mesmo assim, antes que a fidalga pudesse responder sua amiga, ela era jogada para dentro de uma tenda que era trancada por fora por Santana.

Dessarte, o combate estava prestes a começar, todos os protagonistas dessa história — com exceção de Megalinho que permanecia próximo a entrada ainda oculto — já estavam na opulente escuna; Mirutsu, próximo ao mastro; Tensei, próximo a um canhão que dava para sua direita, na parte mais afastada da parede e próxima de onde eles vieram. a sorte foi lançada!




Loira pescotapa:
 
MIchelle:
 
Barnabé:
 




Legenda:
 


Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 5 EmptySab Nov 02, 2019 9:03 pm




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 17



O clímax da jornada de Mirutsu se aproximava. O rapaz tinha perdido uma boa parte do seu tempo atrás do infame Barnabé, para encontrá-lo somente nessa gruta onde o grupo estava. De alguma maneira, o gatuno estava fazendo o certo, mas, pelos motivos errados. Isso era refletido na fala de Barnabé, que achava que o trio era dos marinheiros que  estavam caçando-o. Bom, não eram marinheiros, mas, com certeza eles estavam realizando algo que pode ser considerado heroico. Mirutsu com certeza estava com medo, afinal, o seu plano tinha ido pelo ralo. Não conseguiram fazer a abordagem furtiva, que era a especialidade do rapaz, tampouco a eliminação do timoneiro, que conseguiu fugir nadando. Tais fatos deixaram o gatuno irritado, visto que o jovem dá um grande suspiro, ao ver o seu alvo indo embora.

"Puta que pariu"- após suspirar, o gatuno empunha sua faca na mão direita, já se preparando para o combate que estava por vir.

- Tensei, use da vantagem da distância da foice para não deixar subirem no barco, ataque-os enquanto estiverem subindo!- Mirutsu exclama para o ceifador, enquanto dá rápida olhada para todos os cantos da escuna.

O vagabundo tinha razão, afinal com a vantagem de alcance da foice, Tensei poderia facilmente derrubar quem estivesse subindo pelas laterais do navio, diferentemente de Mirutsu, que utilizava uma faca que tinha um alcance consideravelmente menor.

- Natasha, você dá cobertura pra gente do jeito que você puder.- Mirutsu fala mais calmamente, mas, era óbvia a expressão de preocupação em seu rosto, e o stress que sofria nesse momento foi o maior que sentiu em toda sua vida.

O sorriso irônico que Mirutsu tinha no rosto já tinha ido embora, visto o estado em que o grupo se encontrava. Inconscientemente, o rapaz tinha novamente assumido uma posição de liderança, coordenando novamente as ações de seus companheiros. Um tanto quanto incomum para o rapaz, que experimentava tal posição pela primeira vez em sua vida, visto que nunca tivera um espírito de liderança. Mas, se os dois confiavam em Mirutsu, o rapaz apenas deixou o fluxo seguir, mesmo com suas decisões erradas e um tanto quanto precipitadas. Todavia, não era momento para se preocupar com tais coisas. Tinha o combate mais importante de sua vida na sua frente, e distrações tinham que ser ignoradas naquela hora.

"Pode vir, seu arrombado. Hora de acertar as coisas."- é a primeira coisa que o gatuno pensa, ao ver Barnabé gritando e começando a nadar até o seu navio.

Para Mirutsu, Barnabé era a última pedra que tinha que ser retirada do caminho para a Grand Line. Já tinha adquirido a coragem que necessitava para tomar a decisão de ir para aquele mar de desafios, e tinha conhecimento que seria difícil. Mirutsu sabia que um pirata dos Blues como Barnabé não se compararia ao nível do desafio que os da Grande Line representavam, mas, ele ainda não estava num nível acima de Barnabé. Ele teria que dar um passo de cada vez para chegar até o seu destino.

O rapaz sabia que o grupo tinha uma certa vantagem de terreno, visto que os piratas de Barnabé teriam que atravessar todo percurso a nado, e durante esse tempo estariam bastante expostos, além disso, gastariam uma quantidade de força considerável para realizar o trajeto. Então uma boa maneira que o gatuno poderia utilizar esse tempo que seria gasto pelos piratas nadando, seria fazer uma emboscada. O gatuno então, buscaria alguma arma como uma lança, um pique ou arpão, qualquer arma que tem um alcance maior em relação a sua faca. Vasculharia somente pelos arredores, para não perder o tempo dado para ele. Caso encontra-se, se manteria próximo a borda de onde ele visse que estava subindo algum pirata, atacando com estocadas os braços do infeliz que tivesse a audácia de continuar subindo. Caso não conseguisse achar, o rapaz apenas se manteria alerta, esperando o primeiro inimigo chegar numa distância segura de sua arma, para atacar o inimigo o mais rápido possível.

Não precisa ser um gênio para saber as áreas importantes de onde atingir, e Mirutsu então miraria nas ligações de um membro para o outro, como por exemplo, no cotovelo e nos ombros e o jovem iria se movimentar em estilo zigue-zague utilizando de fintas com giro, e rápidas mudanças de direção, para confundir o inimigo durante a sua investida. O joelho também é algo vital para a movimentação, e o rapaz tentaria golpear tal parte se agachando rapidamente, cravando a faca bowie no joelho de seu inimigo. Pra finalizar, Mirutsu tentaria atingir a mão que o inimigo segurava a sua arma, para tentar desarmar o mesmo, ou, debilitar a mão do mesmo.

Para sua defesa, Mirutsu tentaria usar o terreno em sua vantagem. Procuraria passar por meio de caixas e barris que tivesse em seu caminho, utilizando da famosa tática de bater e correr, para assim cansar mais os seus inimigos. Num ataque frontal no sentido de cima pra baixo na vertical ou na diagonal, Mirutsu tentaria fazer um rolamento para o lado, para assim se esquivar do golpe. Num golpe horizontal, Mirutsu tentaria se agachar o máximo que pudesse, para desviar de tal ataque, e se possível, realizar um salto para trás, ganhando distância do inimigo.

Por fim, se Barnabé chegasse ao barco antes de ser atacado por um de seus companheiros, Mirutsu voltaria sua atenção para o capitão pirata, que seria o alvo primário de seus ataques.

- Tensei, vem comigo nesse filho da puta. Depois de mim!- falaria para o ceifador, esperando juntar forças para atacar o pirata com tudo, e então partiria para cima do capitão pirata

A linha de ataque de Mirutsu seria debilitar o homem, para que Tensei fizesse mais estragos com seus golpes, visto a foice longa ter mais efeito de alcance. Mirutsu partiria pra cima de Barnabé se movimentando rapidamente, para desestabiliza-lo. Então, aproveitaria alguma brecha para atacar, se possível em sua mão que trouxesse a cimitarra, mas, caso não tivesse como, atingiria-o nas pernas, preferencialmente no joelho, para deixa-lo lento. Após esse ataque, subiria rapidamente o alvo de seus golpes para a sua axila, para debilitar a movimentação daquele braço.

Para sua defesa, Mirutsu utilizaria de seu corpo esguio para esquivar-se de um lado para o outro dos golpes de Barnabé, atentando-se ao solo onde estivesse pisando para não tropeçar e cair. Num golpe horizontal, Mirutsu tentaria realizar um pulo para trás, para afastar-se mais ou menos 2 ou 3 metros do pirata. Já num golpe vertical, Mirutsu realizaria um rolamento para o lado, e logo se levantaria e se afastaria alguns passos para trás.

Ao fim de seu ataque, Mirutsu gritaria para o seu companheiro ceifador atacar Barnabé, que de uma maneira ou de outra teria que ter sido pelo menos distraído pelo gatuno. Se tivesse sido debilitado pelo ladino, seria melhor ainda. Afastaria-se para dar espaço para Tensei atacar o pirata com tudo, para não atrapalha-lo em sua execução.

- AGORA TENSEI!- Mirutsu exclamaria se afastando do seu alvo.



HISTÓRICO:
 

LEGENDA:
 

OBJETIVOS:
 

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