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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O vagabundo e o aleijado

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Azazel
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyTer 13 Ago 2019, 20:24



Narração
O Vagabundo e o Aleijado

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Todos

Com um cenho carrancudo, o marinheiro não estava com uma disposição para responder muitos questionamentos. Ademais, era necessário que ele continuasse com o seu trabalho de investigação o quanto antes. - Não é nenhum bando pirata específico, tá certo? Está tudo sob controle. Isso são apenas exercícios rotineiros. Agora já chega, volte depois! - O marinheiro não estava disposto a revelar mais informações, quase como se a Marinha quisesse abafar o incidente. Entretanto, para quem já detinha um conhecimento mínimo da história - como Mirutsu -, tornava-se notório o encobertamento de informações. Após despachar Mirutusu, o marinheiro retornaria para o seu posto, em conjunto com os outros soldados da marinha - já dispostos ali. Com ruas tão patrulhadas e uma presença cada vez mais assídua na área portuária de Shells Town, tornava-se claro que alguém ou algo estava dando dor de cabeça à Marinha.

De fato, a única conversa produtiva que ocorreu na área portuária de Shells Town até então, havia sido a conversa entre James e Mirutsu. Enfim, a díade havia se conhecido. Através de uma parceria para alavancar o objetivo de ambos, Mirutsu e James começariam a trabalhar em conjunto. De volta para a área comercial da ínsula sob o direcionamento de Mirutsu - único na dupla até então que tinha informações sobre a Taverna do Chifrudo -, a procura iniciou-se. Haviam inúmeras tavernas à vista, com um movimento constante, mas nenhuma tinha o nome que procuravam. O sol já estava forte, não era mais o clima agradável em que começaram a sua jornada. O movimento comercial também começava a diminuir-se, apesar de ainda permanecer uma presença considerável de transeuntes e mercadores pela área. Restava então uma única questão: Aonde fica a Taverna do Chifrudo?

Entretanto, se perscrutassem a área em que se encontravam, observando-a atentamente, tornava-se possível atentar-se com uma estranha movimentação em um beco específico - sujo e nada chamativo. Uma vez que se aproximassem, notariam inúmeros homens bêbados conversando, enquanto outros estariam desnorteados e desacordados pelo chão. Além disso, desde já seriam observados de cima à baixo pelos homens que encontravam-se naquele beco - piratas em sua maioria. James era o mais julgado pelos olhos daqueles homens. Obviamente, aquela não era uma das partes boas de Shells Town. No entanto, no final do beco, lá estava ele, um estabelecimento de dois andares e um letreiro bem chamativo - era a Taverna do Chifrudo. Já da área externa, era possível escutar uma enorme gritaria, em conjunto com gargalhadas e uma música alta.

Se entrassem, presenciariam às três fórmulas para se gerarem enormes confusões em bares: brigas, música e comida. A barulheira era intensa, oriunda da música e das conversas entre os frequentadores da taverna. O estabelecimento encontrava-se cheio e era possível notar que todos os homens presentes na Taverna do Chifrudo - em sua maioria -, utilizavam um capacete com chifres. Inclusive a funcionária que de antemão veio ao encontro da dupla para atendê-los. Aparentava ser uma mulher simpática, com um corpo bem constituído e madeixas loiras caídas em seu rosto. Apesar da notória confusão dentro da taverna, a administração parecia funcionando em perfeita harmonia. - Olá, posso ajudá-los? Sentem-se, temos uma mesa disponível para vocês. - - Sibilou, esboçando um sorriso simpático, corando suas bochechas. Com a dupla aceitando ou não, a atendente guiaria-os até a mesa disponível em que falava, sempre com o seu sorriso dócil no rosto. Durante o pequeno percurso, inúmeros ossos de galinha e de peixe voavam de um lado para o outro,  enquanto homens caíam de suas cadeiras - derrubados pelo álcool -, era uma enorme confusão. - Aqui é a mesa de vocês. O quê vocês vão pedir? - Ela sorriu, aguardando a resposta da díade com um bloco de anotações e uma caneta em mãos.
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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyTer 13 Ago 2019, 23:14




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 4

Ao entrar na Taverna do Chifrudo, Mirutsu primeiramente dá uma olhada no ambiente ao seu redor. Notando uma enorme bagunça, o rapaz se sente um pouco enojado com a situação, e enquanto caminhava para a mesa, tentava desviar dos ossos jogados pelos clientes da taverna, para que não pegassem na sua roupa excêntrica. Tais roupas eram de boa qualidade de tecido, e foram feitas sobre encomenda pelo próprio Mirutsu, assim tendo um carinho especial por ela.

"Oh merda, isso daqui tá um caos. Bem coisa que piratas fariam ao estar dentro de uma taverna, causar toda essa confusão. Discrição também não é forte desse tipo de gente. Quando eu me tornar um vou buscar não cometer esses erros. Esses caras são loucos ou muito burros se forem piratas mesmo. Eles não sabem que aqui em Shells Town tem a porra de um QG da Marinha?"- é a primeira coisa que Mirutsu pensa ao pôr seus pés na taverna. Mirutsu por ser bastante desconfiado, logo pensaria que a maioria dos que estavam presentes lá eram piratas.

"Ou apenas o capitão deles conhecem o dono da taverna... o que destruiria toda a minha hipótese anterior, e faria sentido eles poderem fazer tanta bagunça."- O garoto pensa durante seu trajeto até a mesa, intrigado, e perdido em seus pensamentos. Mirutsu tinha o costume de cruzar seus braços enquanto estava pensando enquanto caminha, normalmente se distraindo pelos seus próprios pensamentos. E dessa forma ele seguiu, quase desde a entrada até a mesa disposta para ele e Jimmy. Um pouco antes de chegar na mesa, Mirutsu se abaixa até a altura do ombro de Jimmy e sussurra em seu ouvido:

- Deixa comigo cara.- após falar isso, Mirutsu conduz a cadeira de rodas de Jimmy para disfarçar.

Devido a essa distração, só após a chegar a mesa, o rapaz perceberia plenamente a beleza da funcionária que estava lhe oferecendo a mesa. O jovem arregala os olhos e olhar para a moça, dos pés a cabeça.

"Como uma beldade dessa consegue trabalhar bem aqui nesse lugar, cheio desses imundos e manter toda essa simpatia?"- o rapaz responde o sorriso da moça e tenta devolver também um sorriso e fala para a moça:

- Ah, obrigado por nos atender. - Após isso, Mirutsu sentaria numa cadeira próxima da mesa que a moça indicou. Mexeria em seu cabelo, e daria mais olhada no estabelecimento. - Vai querer alguma coisa Jimmy? Infelizmente eu estou sem dinheiro aqui, então eu não posso pagar nada.- Mirutsu daria um sorriso envergonhado para o rapaz e para a moça.

"Nem fodendo eu vou gastar mais dinheiro agora. Vou precisar bastante dele para a viagem"

Após isso, Mirutsu juntaria as mãos e colocaria sobre a mesa, e olharia para a moça e novamente daria um sorriso.

- A senhorita poderia chamar o dono do bar, no caso esse tal de Chifrudo?- após isso, Mirutsu abriria um sorriso novamente, tentando demonstrar simpatia para com a moça.

"Vamos ver o que esse cara realmente sabe. Só espero que ele esteja aqui."

Caso o Chifrudo não estivesse na Taverna no momento, Mirutsu perguntaria para a funcionária:

- Onde ele está nesse momento? Desculpe, é porque eu realmente preciso falar com ele agora.- coçaria seus cabelos, e esperaria a resposta da moça. Se ela soubesse Mirutsu falaria:

- Obrigado, senhorita. Vamos Jimmy, não temos tempo a perder.- se levantaria e assim sairia apressadamente, atrás do tal Chifrudo, utilizando as informações que a funcionária lhe havia dado.

Caso a funcionária dissesse que não poderia chamar ele no momento, Mirutsu olharia para ela e falaria:

- Fale a ele que eu vi um corvo de três olhos hoje. Ele vai entender o que eu estou dizendo.- após falar isso, Mirutsu então passaria as mãos pelo queixo e daria um sorriso sarcástico e malicioso para moça, caso isso surpreendesse ela.

"Na mosca."- o rapaz pensaria.

Se a moça fosse realmente ir atrás do chifrudo, o rapaz daria uma olhadela para o Jimmy com um sorriso no rosto e mandaria um "legal" pra ele com o polegar da mão direita.




Sorriso malicioso:
 

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyQua 14 Ago 2019, 00:21




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 4




No caminho até a infame Taverna do Chifrudo, Jimmy conheceu melhor o tal Mirutsu, que realmente estava também querendo se iniciar na vida pirata. Então, Jimmy pensou que poderiam ficar juntos por um tempo. O rapaz tinha um jeito meio estranho de falar e algumas opiniões excêntricas, mas não parecia mal intencionado. Após algum tempo de conversa, chegaram à taverna.  Exalava um odor especial, do tipo que só pode sair dos sujeitos mais ébrios e arruaceiros de uma vizinhança.

A taverna era tumultuada e cheia de tipos desagradáveis, dos que olhavam Jimmy de cima a baixo sem a mínima decência de fingir que não o estão julgando. O aleijado podia quase ouvir os pensamentos zombeteiros escapando pelos olhos esbugalhados de cada um daqueles bêbados ruidosos. De todo modo, Jimmy se deixaria levar pelo garoto de cabelo estranho, Mirutsu, até a mesa a eles designada.

Toda a má vista daquele lugar, entretanto, sumiu, na visão da bela loira que lhes abordou, a atendente da taverna. Quando sorriu, o coração de Jimmy saltou um pouco, o que o fez se sentir estúpido, o que uma garota como ela iria querer com um pobre aleijado feito ele, pensou, frustrado. Ver que Mirutsu Haretsu ao seu lado estava tão encantado como ele abrandou seu instinto auto depreciativo e quase o fez rir um pouco.

Jimmy ouviu Mirutsu começar a dizer algo sobre convocar o dono do estabelecimento e imediatamente tornou sua atenção ao rapaz, com olhos de reprovação. Aquilo com certeza não era o melhor rumo a se tomar, pensou. Jimmy Fleetwood socaria disfarçadamente o estômago de seu companheiro, o que, no momento, fora a forma mais rápida de faze-lo parar de falar. Então, tomaria a dianteira da situação.

"Ah, como o meu companheiro aqui ia dizendo, nós não queremos nada no momento, mas vamos lembrar de chama-la quando estivermos prontos para pedir algo, certo?

Daria seu melhor sorriso para a jovem, esperando-a ir. Apesar de tudo, Jimmy sempre foi consciente de sua boa aparência. Antes do incidente que o deixou preso nessa cadeira, vivia em bares recebendo flores e cartas de amor de jovens admiradoras, isso quando não estava nas camas destas. Lembrar disso deixou um gosto amargo em sua boca.

Uma vez que a garçonete partisse para buscar o que lhe foi pedido, Jimmy tornaria a olhar para Mirutsu, carrancudo de olhar.

"Perdão pelo golpe, mas você estava sendo um pouco estúpido, Mirutsu. Se
o dono da taverna tiver alguma conexão com os tais piratas, e a palavra sair por aí que dois rapazes estão buscando saber sobre eles, nós estaremos em apuros. E nós dois não somos exatamente difíceis de se encontrar, eu diria. Agora, encontre alguns camaradas que sejam simpáticos, ou que estejam muito bêbados, ou ambos, converse um pouco com eles sobre a vida e o clima, e depois, pergunte a eles se souberam dos piratas que chegaram na cidade. Entendeu? Enquanto isso eu vou tentar descobrir de outras formas e a gente se encontra aqui na mesa em alguns minutos."


Jimmy não esperaria muito pra saber se Mirutsu havia o compreendido. Rolaria as rodas de sua cadeira na direção de onde fosse o balcão ou o lugar onde servem as bebidas. Então, tentaria se erguer com os braços para sentar em algum lugar com altura para ficar no mesmo nível que o funcionário responsável.

"Ei, com licença. Poderia me servir uma dose de uísque? Pode servir uma para você por minha conta também."

Diria, largando para o funcionário alguns berries. Depois de virar sua dose, sem fazer careta, caso fosse propriamente atendido. Jimmy perguntaria, casualmente.

"Diga, sabe de alguma maneira mais rápida de sair dessa ilha? Minha avó está bem doente e preciso visita-la em Logue Town, mas a maldita marinha não me deixa zarpar. Soube que alguns piratas haviam atracado por aqui e pensei que talvez pudesse pedir uma carona, mas não consigo encontra-los. Não me recordo bem, mas soube que sua bandeira era um corvo. Ah, um de três olhos, isso. Será que você não saberia nada sobre? Num lugar movimentado assim, deve ter ouvido alguns rumores, certo? Ajude um companheiro."

Jimmy Fleetwood deixaria algumas outras moedas, arrastando sua mão sorrateiramente como se não quisesse que os outros o vissem fazendo-o.





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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptySab 17 Ago 2019, 18:07



Narração
O Vagabundo e o Aleijado

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Todos

A Taverna do Chifrudo encontrava-se em uma verdadeira bagunça. Música e gargalhadas. Brigas e comida. Era o ambiente mais propício possível para confusões. Homens competiam entre si por pedaços de proteína, outros rivalizavam para descobrir quem aguentava beber mais. Era um verdadeiro ninho de piratas. Entretanto, os funcionários mantinham-se sempre com um sorriso amigável no rosto, acostumados com a convivência entre piratas. Ademais, aqueles homens se conheciam, convivendo de maneira diária com uns aos outros. A atendente esboçava um sorriso afetuoso, perscrutando os aspirantes à pirata com suas íris castanhas. - Meu nome é Melany, procurem-me se quiserem algo! - Ela sorriu, afastando-se. A garota titubeava por um breve ínterim, convencida que Mirutsu havia perguntado-a algo. Entretanto, sendo interrompido por Jimmy, Melany seguiu o seu curso em passos céleres - deixando-os para trás. O cadeirante estava certo, conversar abertamente sobre Os Corvos de Três Olhos naquela taverna repleta de piratas e encrenqueiros, não era a melhor opção. Portanto, a estratégia havia sido traçada, Mirutsu e James haviam de atuar separados, afim de buscarem o mesmo objetivo: informações sobre Os Corvos de Três Olhos!

Mirutsu

Deixado para trás por James, Mirutsu havia de buscar formas para se conseguir às informações que almejava. Sozinho na mesa, o aspirante a pirata atentou-se com a aproximação de uma mulher sinuosa, com uma caminhada pomposa. Com um capuz cobrindo o seu rosto, era possível observar apenas suas vestes. Com uma meia calça-arrastão e um perfume extremamente aromático, sua presença tornava-se impossível de ser ignorada. A mulher misteriosa aproximou-se da mesa de Mirutsu, sentando na cadeira vazia deixada por James. Provocante, cruzou às pernas, atentando-se em Mirutsu. - Você chama bastante atenção, docinho. - Sibilou, ainda com o rosto irreconhecível - pelo uso do capuz. Sua voz era extremamente doce, mantendo-a envolta de uma atmosfera de beleza e mistério. - Eu sei sobre aquilo que você procura.. Podemos nos ajudar mutuamente, docinho. - A mulher ergueu-se, toda pomposa. Andejando com um salto alto carmesim, deixou Mirutsu para trás por um período curto, voltando-se para trás de maneira rápida. - Se quiser obter todas às respostas, me siga agora. Chame o seu amigo e venha rápido, não sou mulher de se esperar! - A mulher então seguiu o seu trajeto em passos céleres - independente se Mirutsu a seguisse ou não. Andando no meio daquela confusão da taverna, ela dirigia-se para à área de serviços. A decisão de acompanhá-la ou não estava nas mãos de Mirutsu. Mas afinal, quem era ela?

James

Advertindo Mirutsu sobre as consequências de se falar abertamente sobre Os Corvos de Três Olhos, James demonstrava sua inteligência - uma mente afiada para administrar danos. Partindo em busca de informações, James achou no balcão de bebidas o lugar perfeito. Não encontrou dificuldades para erguer-se e sentar em uma das cadeiras dispostas em frente ao balcão. - Olá, você quer algo? - Perguntou o balconista. Era um homem alto, com cabelos grisalhos e uma pele morena. O homem surpreendeu-se com a proposta da James, não estava acostumado a ser convidado para beber pelos clientes. O homem riscou um sorriso no rosto, servindo uma dose de whisky à Jimmy e à ele próprio.  - Sinto muito pela sua avó.. A Marinha tá tornando tudo mais difícil com suas patrulhas diárias no porto, o movimento tá caindo muito por causa disso! - O homem desabafava, servindo outra dose para ele próprio. Por sorte, James acertou em cheio no balconista escolhido. O homem falava demais e o álcool era um velho companheiro.  - Pegar carona com os Corvos? Você tá pirando, esses caras são barra pesada. Pessoas começaram a desaparecer de uma hora para outra, muito se especula que os Corvos estão por trás disso.   - O balconista continuava bebendo, servindo uma dose atrás da outra. O homem quase não se aguentava em pé e outras pessoas começavam a atentar-se na conversa. - O seu Capitão é Barnabé, o Negro!   - O homem virava a sua última dose, caindo no chão - completamente desnorteado. O nome do Capitão dos Corvos de Três Olhos tornou-se audível para toda a taverna, que manteve-se em um completo silêncio por um momento. James conseguiu exatamente aquilo que ele não queria - chamar atenção. Em poucos segundos, a barulheira voltou a tomar conta da ambientação da Taverna do Chifrudo, como se nada tivesse acontecido.

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyDom 18 Ago 2019, 00:47




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 5

A mente distraída de Mirutsu quase o fazia falar besteira. Mirutsu apenas estava tentando intimidar a garota, deixando transparecer seu enorme excesso de autoconfiança, e por causa disso, Jimmy havia o socado. Apesar de ter sido de leve, o ato incomodou o garoto.

"Eu tinha sobre controle, seu desgraçado metido."

Colocando isso de lado, Mirutsu percebe a presença da estonteante dama que se aproximou dele. Mirutsu não consegue esconder a sua cara de surpresa. Afinal, o que uma mulher daquele porte e com aquele tipo de vestimentas fazia numa taverna cheia de encrenqueiros e sujeira?

"Será ela uma pirata?"

Após um tempo observando aquela mulher, Mirutsu nem percebe que estava boquiaberto com a beleza da madame. Então o rapaz passa a mão no rosto, e balança a cabeça, de um lado para o outro, assim voltando a si mesmo. Ele então vê a mulher se distanciando dele, e assim ele se levanta. Bate um pouco em sua roupa para tirar a poeira e ajusta a sua gravata. Puxa as mangas de sua camisa. Ele então checa se a mulher está observando, e discretamente dá uma conferida nos odores de sua axila.

"Puta merda, tô precisando de um banho"

Ele então aperta o passo para chegar perto da mulher pomposa.

"Calma Mirutsu, apenas pense com a cabeça. A cabeça de cima."

- D-do que v-você tá falando, lady?- o rapaz fala corado, e com o rosto virado para o lado. Por estar envergonhado, Mirutsu não conseguia olhar diretamente nos olhos dela.- Olhe, por enquanto eu não posso chamar o Jimmy, ele disse que ia conversar com o balconista ou algo assim, mas se quiser pode ir adiantando e falando comigo. Então... a senhorita pode pelo menos revelar o rosto para mim?- Mirutsu fala com um sorriso abobado.

Mirutsu tentava manter o controle, mas, era algo difícil para o rapaz. Em sua vida nunca teve experiências como namoro, e tinha pouco contato com o gênero oposto. Na verdade, nunca tivera mesmo contato com muitas pessoas, independente de quem fosse, devido principalmente a sua personalidade tóxica. Hoje era uma exceção. Estava querendo fazer as coisas corretamente, para tentar agradar os outros, principalmente porque ele sabe que não se pode navegar um barco sozinho. Via em Jimmy a esperança de ter um companheiro de bordo e não poderia desperdiçar essa chance. Claro, Mirutsu é bastante cabeça dura e tem alguns problemas de reconhecer seus próprios erros, mas, no fundo era apenas ignorância e falta de conhecimento da parte do mesmo. Afinal, se tornar um pirata seria se tornar um criminoso maior e procurado, e além disso, viver lutando contra marinheiros, algo que Mirutsu possuía um medo interno, pois, era apenas um muleque de 19 anos de idade. Nesse caso, não conseguia esconder a curiosidade que tinha pelo que a mulher havia lhe falado, mas, estava alerta ao seus redores, para não cair em nenhuma armadilha.

Se a mulher revelasse mesmo ter conhecimento sobre os Corvos de Três Olhos, Mirutsu puxaria uma cadeira que estivesse disponível para a dama, e uma para si próprio. Sentaria e olharia diretamente para o chão, constrangido com a beleza da donzela. Apesar do olhar baixo, ele prestaria atenção aos detalhes que a moça lhe falaria:

- Sou todo ouvidos, milady.

Mirutsu tentaria dar algumas olhadas para onde Jimmy estava e na primeira oportunidade onde o rapaz cadeirante notasse ele, Mirutsu acenaria com as mãos apressadamente, gesticulando para o rapaz se aproximar.

Caso a moça demonstrasse uma ideia completamente desconexa com o assunto do Corvo de Três Olhos, Mirutsu lhe daria atenção mesmo assim. Afinal, não é todo dia que se tem a companhia de uma bela donzela. Mas, não se deixaria prolongar demais a conversa caso fosse mesmo diferente de seu objetivo principal, indo de encontro ao seu parceiro aleijado rapidamente.

- Foi um prazer escutar suas palavras, milady, mas, infelizmente eu tenho alguns compromissos para cumprir, juntamente com meu amigo Jimmy.- daria um sorriso e tentaria beijar a mão da mulher, num ato cortês de cavalheirismo, o que realmente não reflete a verdadeira índole de um vagabundo como ele.




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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptySeg 19 Ago 2019, 20:36




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 5




Na tentativa de ser discreto, Jimmy havia chamado ainda mais atenção do que o que Mirutsu estava antes. Mais uma vez, James Fleetwood estava ferrando com tudo. Todos os olhos da taverna se voltaram para ele por alguns instantes silenciosos quando o maldito beberrão declamou o nome do capitão dos Corvos de Três Olhos. Barnabé, o Negro.

Jimmy parou por alguns momentos para pensar e se fez de desentendido para os olhares nervosos, como se não soubesse do que se tratava o clima pesado. Logo, chegou a uma conclusão: precisavam sair dali o quanto antes.

Jogaria mais algumas moedas sobre o balcão, na esperança de ser o suficiente pelas doses que o homem havia tomado em seu nome, e desceria para sua fiel cadeira de rodas. Então, daria logo uma olhada ao seu redor para localizar Mirutsu.

Encontrando-o, se dirigiria a ele numa velocidade que fosse rápida apenas até o limite de não levantar suspeitas. Puxaria o garoto pelo braço, roupa, orelha ou qualquer coisa que parecesse fácil, ignorando qualquer atividade à qual ele estivesse se empenhando no momento - provavelmente alguma idiotice.

" Nós devíamos sair daqui. Não fique nervoso, por favor. Só vamos." diria fitando os olhos do parceiro, tentando evitar alardes e fingir alguma expressão facial calma.

Uma vez que chamasse sua atenção, o puxaria para fora do estabelecimento e procuraria com ele o caminho de volta para sua casa. Lá, nos guetos da cidade, ninguém pensaria em procura-los, e poderiam pensar melhor no que fazer. E também, a essa hora, seu pai não devia estar em casa.

Caso não visse o rapaz em lugar nenhum, sairia rápido do bar e o procuraria aos redores do lugar.

"Que droga! Onde diabos ele se meteu numa hora dessas?"




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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptySex 23 Ago 2019, 00:31



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O Vagabundo e o Aleijado

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Todos

A situação estava descontrolando-se, se a díade tinha intenções de não atrair atenção - não conseguiram. Os olhos da Taverna do Chifrudo voltaram-se à Jimmy e ao balconista tagarela. Agora toda aquela infâmia pirata tinha o conhecimento das intenções de Jimmy - descobrir informações sobre os Corvos de Três Olhos. A misteriosa mulher mantinha-se inquieta com a situação provocada pelo parceiro de Mirtusu. O bulício ocasionado por Jimmy estava começando a ter o seu efeito na Taverna, com inúmeros bêbados erguendo-se para observar a situação de uma melhor maneira. Uma vez que Jimmy encontrou Mirutsu, voltando até a mesa em que marcaram de se reencontrarem, a mulher daria meia-volta, buscando-os. - Esperava que você fosse um homem de atitude, docinho. Ao invés de me seguir você ficou aqui, decepcionante. - Com um perfume aromatizado, a mulher caminhou em passos céleres até a dupla - quase como em um desfile -, atribuindo sua fala à Mirutsu. - Mas você pode ter ainda uma segunda chance... Vai me acompanhar agora? - Perguntou para Mirutsu, ainda com o seu rosto encoberto por seu capuz. A mulher não parecia estar disposta à correr atrás da dupla de novo, essa seria sua última chance.

A díade poderia deixar o estabelecimento, e nunca mais ter a oportunidade de descobrirem a história por detrás dos Corvos de Três Olhos, ou poderiam acompanhar a mulher até a área de serviços da Taverna do Chifrudo. Após a misteriosa figura feminina trocar palavras com a dupla, deixou-os para atrás, andejando em passos céleres até a área de serviços do estabelecimento. A situação caminhava-se para torna-se insustentável, apesar da "normalidade" da música e gritaria terem retomado ao ambiente, haviam algumas pessoas que questionavam-se sobre a situação ocasionada por Jimmy - procurando-o. Alguns piratas estavam nervosos e à procura de Jimmy e do balconista. Aquele nome - Barnabé, o Negro -, não trazia bons presságios. O quê a dupla faria? Confiaria naquela mulher ou abandonaria aquela história?

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptySex 23 Ago 2019, 19:12




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 6

Já era de se esperar que a mulher começasse a se agitar bastante, devido ao tumulto causado por Jimmy. Percebendo a situação, logo Mirutsu fica agitado também, e rapidamente ele vê o aleijado sendo rodeado de olhares devido a pronunciação do nome Barnabé, o Negro.

- Espere um pouco milady, vou conversar com ele rapidinho.- o rapaz fala para a moça, e segue em direção de Jimmy.

"Que diabos você fez?" - o rapaz pensava enquanto caminhava para a mesa onde Jimmy estava. Enquanto andava pela taverna, o rapaz notava os olhares voltados para o jovem aleijado, e percebe que a situação cada vez se tornava mais tensa e o ambiente cada vez mais hostil para a dupla naquele momento.

- Ei cara o que foi toda essa bagunça ai que você fez?- Mirutsu então se curva para perto da orelha de Jimmy e fala baixo, apontado para a direção para onde a mulher misteriosa - Tá na cara que essa mulher gostosa é bastante suspeita, mas ela disse que sabe sobre esse tal Corvo de Três Olhos. Olhe eu sei que parece parece loucura, mas, deveríamos seguir ela. É melhor do que ficar aqui.- Mirutsu então olha em sua volta e vê os homens lançando olhares desconfiados para o aleijado, e novamente olha para Jimmy fixamente nos olhos, com uma expressão séria dessa vez - Eu sei que você tá cansado dessa vida, Jimmy. Dessa cidadezinha de merda. Eu consigo notar que você não está feliz por aqui. E como alguém estaria? As pessoas daqui são um bando de conformistas, que são atraídos pela vida confortável e repetitiva. Eu também era, mas, eu percebi que apenas ficar roubando migalhas desse povo miserável nunca me levaria a nada. Por isso que eu preciso de você comigo, Jimmy. Nós vamos nos tornar piratas.- Após esse discurso motivacional, Mirutsu se levanta e coloca a mão no ombro de Jimmy, e faz uma expressão séria, tentando demonstrar sua motivação e encorajar o jovem aleijado a segui-lo - A escolha está nas suas mãos, cara. Mirutsu realmente não queria navegar sozinho com aquele bando de piratas estranhos. Claro, ele acabou de conhecer Jimmy, mas, pelo menos eles vieram do mesmo lugar, e na visão de Mirutsu, ter o aleijado o deixaria menos nervoso. Afinal, Jimmy demonstrava ser bastante inteligente e audacioso, e apesar de suas limitações físicas, compartilhava os desejos que Mirutsu tinha (mesmo que por motivos diferentes). Isso fez Mirutsu ter um respeito por ele, talvez a primeira vez que ele já respeitou alguém de verdade. O rapaz realmente queria velejar com Jimmy.

"Espero que esse discurso motivacional funcione. Esse provavelmente foi o melhor discurso que eu já dei em toda minha vida."

Caso o rapaz aceitasse a proposta de Mirutsu, ele daria um sorriso energético, e iria para trás da cadeira de Jimmy:

- É isso ai, cara. - E então ele conduziria o jovem aleijado na direção em que a mulher misteriosa foi, em passos rápidos.

Tentaria novamente uma aproximação da mulher:

- Hey moça, a gente tá dentro. Dá pra mostrar o seu rosto agora?- Mirutsu perguntaria, enquanto seguiria os passos da mulher, esperando então ver o rosto dela.

Caso o rapaz recusasse ir com ele, Mirutsu estaria disposto a escutar a sua opinião sobre o assunto, mas, antes ele sugeriria sair da taverna, afinal o ambiente estava cada vez mais tenso lá dentro.

- Vamos conversar lá fora, cara.- Mirutsu tentaria então sair da Taverna do Chifrudo e também daquele beco onde a taverna se localizava, para ficar bem longe da atenção daqueles que ficavam naquela área.




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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyQui 29 Ago 2019, 22:11



Narração
O Vagabundo e o Aleijado

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Afastando-se daquela confusão da Taverna, Mirutsu acompanharia a mulher misteriosa em passos céleres - entrando na área de serviços do estabelecimento. Inúmeros funcionários mantinham-se no ambiente, em um trabalho rápido e constante. Porém, ninguém importaria-se com a presença de Mirutsu e daquela moça. Na realidade, estavam tão focados em seu trabalho que nem atentaram-se na presença da díade - ignorando-os. Guiando-o até o segundo andar do estabelecimento, a mulher exalava um perfume eflúvio - extremamente aromático e atrativo. Vagueando com uma assídua sensualidade, às atenções sempre estavam em seu entorno. Encapuzada e envolta em uma incógnita sobre sua identidade, sua presença gerava inúmeros questionamentos. Após guiá-lo pela área de serviços até um corredor que dava acesso ao segundo andar da Taverna do Chifrudo, a marcha da díada era suspensa. A mulher perscrutava Mirutsu com suas íris ocultas, expelindo um hálito envolto em um frescor de hortelã.

- Você verá o meu rosto, docinho. Tudo em seu tempo. Primeiro, qual é o seu nome? Chamo-me Natasha. - A sua voz era extremamente dócil, com uma entonação verdadeiramente angelical. Era estranho, não parecia real, era como se houvesse um feitiço envolta dela. - Eu sei que você quer um navio para deixar Shells Town, você fala demais. Eu posso ajudá-lo, se você me ajudar a resgatar minha amiga. Ela foi capturada por Barnabé, o Capitão dos Corvos de Três Olhos. Ela está presa no navio deles. - Rumorejou, cheia de mágoa e prostração. Ainda no corredor que dava acesso ao segundo andar da Taverna do Chifrudo, gargalhadas eram audíveis da parte de cima do estabelecimento. - O braço-direito dele está la em cima. Com a Marinha aumentando a sua presença na área portuária, o navio deles só pode estar ancorado em alguma área da ilha. Você tem que tirar essa informação dele.   - Concluiu, obstinada com o seu planejamento. Natasha aproximaria-se morosamente de Mirutsu, umedecendo os seus lábios e tecendo um beijo dócil em sua testa. - Me ajude!   - Suplicou, com suas íris caramelizadas e perpetrantes.

Até que a questão dos Corvos de Três Olhos fosse resolvida em sua totalidade, Mirutsu encontraria dificuldades para sair daquela ínsula. A Marinha não dava trégua - estava efetuando um cerco intensivo. A oferta era legítima e vantajosa, caracterizando-se como uma via de mão-dupla. Trabalhando em conjunto e ajudando-se de maneira mútua, Mirutsu aproximaria-se muito mais rápido de seu objetivo. Mas a decisão era só sua. Uma vez que aceitasse o desafio, Natasha agarraria à mão esquerda do noviço, marchando em direção às escadas do segundo andar da Taverna do Chifrudo. A medida em que avançavam, o assoalho puído da madeira estalava, anunciando sua chegada. Era uma situação perigosa, Mirutsu que almejava tornar-se um pirata, preparava-se para enfrentar um temível pirata. Contraditório, mas a vida que ele escolheu era dessas. Virando-se para trás, Natasha encerrou a subida à centímetros da entrada do segundo andar do estabelecimento. A barulheira já estava extremamente próxima da dupla.

- Vamos lá, docinho!  - Afogando às mãos em seu capuz, Natasha jogaria-o para trás, revelando o seu rosto à Mirutsu. A mágica desvaneceu-se, era como se Natasha nunca tivesse sido realmente tão encantadora. Ela não tinha curvas tão sinuosas, na verdade ela era bem encorpada, com músculos definidos. Sua voz não era tão doce e angelical assim, era grossa e máscula. Mas que p#rr@ é essa?!

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Puxando Mirutsu para a entrada do segundo andar da Taverna do Chifrudo, Natasha entrava com tudo. A área do segundo andar era bem pequena, com uma única mesa disponível - com inúmeros pratos empilhados -, com meia-dúzia de homens sentados. Entre eles, um enorme homem chamava à atenção, era como um meio-gigante com músculos definidíssimos. O homem trajava um macacão remendado, com o seu pescoço sendo adornado um colar repleto de ossos - crânios de corvos. - NATASHA CALDEIRÃO?! - O brutamontes berrou, incrédulo com seus olhos. Pego de surpresa por Natasha e Mirutsu, o grandão desequilibrou-se da cadeira, caindo para trás de pernas para cima. O assoalho rachava-se com a queda do grandão, ocasionando também na destruição da mesa e de cadeiras adjacentes. - CHEFE! CHEFE! LEVANTA! - Berravam os homens, prestando auxílio para o brutamontes reerguer-se. Natasha gargalharia, atentando-se com a situação.

- Ele é o Zeca, o Cabeça de Prego. É ele que nós queremos, docinho. - Sibilou à Mirutsu, obstinada com à captura do braço-direito de Barnabé. O grandão conseguia reerguer-se com o auxílio de seus homens.  - Nois achava que tu tinha fugido! O patrão vai ficar doidin quando descobrir que tu tá aqui. - Afirmou Zeca, esboçando um sorriso tortuoso e amarelado. Agarrou a sua arma que encontrava-se jogada no chão - devido o seu tombo. Sua arma rústica resumia-se em meia dúzia de toras de madeiras - entrelaçadas com uma corda em seu eixo central. - É melhor vocês não se meter nisso, se não Zeca esmaga a cabecinha de vocês! - Berrou à seus homens, que acatavam às ordens de seu chefe - recolhendo-se para um canto da pequena área em que se encontravam. - Primeiro Zeca vai esmagar o homenzinho amigo da Natasha! - Afirmou o grandão, colidindo o seu "bastão" contra à palma de sua mão oposta. O que Zeca possuía de força, ela não tinha nem um décimo em inteligência. Esse era um ponto em que Mirutsu poderia explorar para vencê-lo. Mas será que Mirutsu conseguirá?

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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptySex 30 Ago 2019, 00:52




O Vagabundo e o Aleijado - Parte 7

Nessa confusa situação, o rapaz encontrava-se totalmente perdido. De início, veio a primeira revelação e aquela "gostosa" na verdade era um okama e agora ter que lutar contra um capanga que é o braço direito do Barnabé por causa de um travesti? Mirutsu se sentia um idiota. Ao ver o rosto de Natasha, o garoto não consegue esconder sua cara de nojo, levando uma mão até a barriga e a outra até a boca. O vagabundo rapidamente desvia seu olhar para o outro lado, e mantém a cabeça baixa.

"Eu acho que vou vomitar..."- após engulhar, o rapaz levanta a sua cabeça, percebendo o enorme adversário em sua frente. Mirutsu então agachado, ajeita sua gravata borboleta.



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- Então eu tenho que tirar informações desse cara, Natasha?- o jovem fala sem olhar para o okama, pois, realmente poderia vomitar dessa vez.

"Inteligência não parece ser o forte desse grandalhão. Bem óbvio. Agora preciso pensar na aproximação contra ele. Seria bom começar com uma provocação."- Mirutsu puxa sua faca bowie do bolso, com um movimento rápido de corte na vertical, logo após jogando a faca por trás de seu ombro, e segurando-a novamente no ar, apenas para irritar o Cabeça de Prego e talvez lhe causar um certo medo por causa de seu manuseio com a faca.



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- Parece que o destino quis que nossa batalha acontecesse, não é balofo?- Mirutsu levanta-se, e aponta o dedo para o Zeca, com sua mão direita, devido a sua mão esquerda estar com a faca empunhada. Apesar do grandalhão possuir grandes músculos definidos, Mirutsu achava uma boa ideia para irritar ele chama-lo de gordo. Talvez desse certo. - Desembucha logo o que você sabe que eu prometo que só vou fazer bacon com essa sua barriga. Ah, a propósito meu nome é Mirutsu, prazer em conhecê-los rapazes.- o rapaz faz uma reverência para todos que estão ali, demonstrando um ar de elegância para os espectadores daquele confronto.

Tudo balela. Na verdade, tudo isso foi um meio que Mirutsu decidiu agir para lidar com o seu nervosismo. Mas, ainda havia um pingo de auto-confiança dentro do rapaz. Afinal em sua vida, ele já tinha lutado contra alguns vagabundos que nem ele nas ruas, e por isso adquiriu uma certa variedade de estilos de combate. O mais importante para Mirutsu nesse momento, era não deixar transparecer seu nervosismo. O rapaz, então analisa o seu ambiente, e busca potenciais linhas de ataque contra o grandalhão.

"Tenho que usar meu ambiente e minha agilidade ao meu favor. Combate direto é derrota na certa"

- Venha até mim, seu desgraçado, eu estou te esperando!- Mirutsu exclama, pra provocar o ataque do meio-gigante.

Com a provocação, Mirutsu primeiramente esperaria o seu adversário vir com tudo pra cima dele, para assim desviar de seus ataques com uma finta, para assim trocar de posição com o meio-gigante e se aproximar mais da mesa. O objetivo de Mirutsu eram os pratos que caíram no chão. O garoto arremessaria um prato em direção da cabeça de Zeca, atacando-o na nunca pelas costas. Caso o ataque desse certo, Mirutsu novamente recuaria o máximo que pudesse e caso o enorme homem lhe alcançasse, o rapaz o atacaria com golpes de faca, principalmente mirando no enorme torso de seu adversário, que era o alvo mais fácil, mas, também se possível em seu braço, para tentar debilitar o uso de seus ataques com seu "bastão". Após atacar o homem, Mirutsu se focaria em se esquivar dos golpes dele e tentaria sempre manter uma longa distância do Zeca. Daria atenção especial para a suas pernas, e faria de tudo para evitar ser derrubado, onde claramente o pirata grandalhão teria vantagem no combate por conta de sua força física mais elevada que a de Mirutsu. Ser agarrado também não era algo que Mirutsu queria, então sempre tentaria se manter longe do alcance dos braços do Zeca, com pequenos pulos para trás, e se esquivando dos golpes da arma do mesmo.

Na possibilidade de que os golpes do Zeca atinjam Mirutsu, o rapaz tentaria resistir aos golpes pesados do gordão, e tentaria devolver com facadas, desta vez Mirando em sua mão que estava empunhada o bastão de madeira, levando em consideração a brecha que o ataque do homem daria, para assim ferir a mão do grandalhão, para dificultar o manuseio da arma dele.

Caso seus ataques fossem bem sucedidos, Mirutsu olharia para o grandalhão com o sorriso sarcástico, e cara de desprezo, e assim faria uma pose.

- Vamos, porco, abre o bico. Você não quer que eu faça um churrasco de você né? Mas, veja pelo lado bom daria para alimentar uma tripulação inteira com essa sua carne.- daria uma risada e olharia em sua volta, para ver a reação dos outros capangas em sua volta. Esperaria que eles rissem junto.




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Com essa pose e sua risada, novamente voltaria a provocar o Zeca, e colocaria seu plano em prática novamente, sempre se esquivando em direção dos pratos e dos pedaços da mesa que foi quebrada, para assim que tiver chance, novamente pegar um prato ou um pedaço de madeira em suas mãos e atacar o Zeca em longa distância.



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MensagemAssunto: Re: O vagabundo e o aleijado   O vagabundo e o aleijado - Página 2 EmptyTer 03 Set 2019, 22:31



Narração
O Vagabundo e o Aleijado

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Aquela era, sem dúvidas, o maior teste de Mirutsu até então. Ele enfim havia descoberto informações suficientes sobre a bocória trupe pirata que buscava - os Corvos de Três Olhos. Enquanto Mirutsu se encarregava do brutamontes, Natasha volveria sua atenção para os capachos de Zeca, obstinada em derrotá-los. Mostrando-se uma exímia combatente, Natasha utilizava leques cortantes afiadíssimos para combatê-los. A situação aparentava estar sobre o controle da travesti, entretanto, Mirutsu não podia dizer o mesmo. Não ainda. O grandalhão era uma montanha de músculos intransponíveis, uma força incansável que aparentava não ceder de nenhuma maneira. Em resposta à isso, o universo encarregou-se por lhe dar um cérebro do tamanho de uma bolinha de gude. Vencê-lo em combate direto era quase impossível. A forma óbvia de derrotá-lo baseava-se em se utilizar a falta de inteligência do grandão contra ele próprio.

- Zeca vai esmagar o homenzinho abusado! - Anunciou o grandalhão, marchando até Mirutsu. O grandão brandiu seu "bastão" tentando alcançar o gatuno, mas não foi rápido o suficiente. O ataque desferido ao vácuo não pegou em Mirutsu por questão de centímetros. Devido o golpe, o bastão chocou-se contra o assoalho de madeira que racharia ainda mais com o impacto. Zeca bufava de raiva com o seu erro, ziguezagueando suas íris furiosas até encontrar o noviço. Na área da mesa destruída, Mirutsu encontrava poucos pratos bons o suficiente para serem lançados, mas era o suficiente para efetuar sua estratégia. O primeiro lance, acertou a nuca do balofo em cheio, estilhaçando-se em vários fragmentos. No entanto, não aparentou surgir muito efeito, exceto por deixar Zeca ainda mais furioso.

- HOMENZINHO CHATO! - Berrou Zeca, em uma cólera notória. Em uma marcha célere em direção à Mirutsu, o grandão brandiu o seu enorme bastão de madeira, chocando-o contra o chão - fincando-o. O baque causaria um mínimo tremor no chão, mas era o suficiente para causar um desequilíbrio em Mirutsu que encontrava-se em um terreno instável - repleto de fragmentos da mesa e cadeiras que o grandão destruíra. - SIM, SIM! ZECA ARRANCAR PERNAS E BRAÇOS DO HOMENZINHO! ZECA VAI DEIXAR SÓ A CABEÇA! - Anunciou o energúmeno, aproveitando-se do desequilíbrio de Mirutsu para agarrá-lo. Zeca desarmaria Mirutsu, efetuando um rápido tapão na mão que este empunhava sua faca. Dando um soco na boca de seu estômago, o brutamontes derrubava o noviço no chão - em uma área adjacente à parede. O golpe havia sido duro, retirando o fôlego de Mirutsu e colocando-o em cheque. Quase desnorteado, não parecia haver muitas esperanças para Mirutsu. Colocando a cabeça a frente de seu corpo, Zeca raspava a sola de seu pé no chão, preparando-se para sua última investida - como um touro. Afinal, Zeca era conhecido como o Cabeça de Prego.


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