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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Infamous

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MensagemAssunto: Infamous   Infamous EmptyQua 24 Jul 2019, 14:19

Infamous

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Grim, Miyamoto Ryuma e Marian Hawke. A qual não possui narrador definido.


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Grim
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyQui 25 Jul 2019, 15:46



Sleepless


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 Seu mundo fora preenchido de terror quando o rangido tétrico e amadeirado espalhou-se pelo comodo, semeando o pânico em seu coração desamparado. Afastada de onde se encontrava, a longínqua porta abria-se preguiçosamente, de modo a convidar uma tênue e pálida luz para dentro  do porão obscuro. "Não" Quis dizer. "Para trás" Quis gritar, mas havia a pouco sido despido de sua voz, tal como de sua coragem. Desnudo de fala, recorreu-se a tentar desviar os olhos esgazeados, mas a ausência de iluminação no cômodo obrigava as íris azuladas a retornar para a luz da porta, aprisionando sua atenção para a figura macabra que aos poucos emergia da batente. Longos dedos disformes surgiam então, as unhas diabolicamente afiadas agarrando-se na parede de modo a puxar o restante do torso. Movia-se vacilando e parcialmente moribundo, os fios crespos e emaranhados do cabelo lhe cobrindo a face longa e destituída de cuidados, essa que logo tornava-se lar para o sorriso maquiavélico e deformado. A arca dentária se provava um tesouro: dourada de desmazelo e rica em caries e espaçamentos pela ausência de dentes. Um monstro, de fato. Uma criatura horrenda e obscura.

Seu pai.

"— Aí está você... —" Rogou, roufenho e desprovido de um timbre convidativo, conforme a figura corpulenta e desigual apoiava-se em caixas e prateleiras para se aproximar. A cada passo o solo amadeirado fraquejava, cedendo rangidos que aos poucos formavam uma melodia fúnebre e constante. Quando tentou caminhar sem o suporte dos móveis, vacilou, cambaleando até a parede onde se chocou violentamente. De sua pele, sangue fora expelido em grande quantidade— borrifando e banhando a parede por completo, e então o teto e o solo, até que o líquido viscoso e rubro fosse respingado contra o rosto infante do garoto. O comodo fora adornado com o doce aroma da carnificina, apossando-se de seu olfato à fim de levá-lo a insanidade "— Infernos... Porcaria, veja só o que você fez, patife. Desgraçado, fodido, miserável!"

Praguejava então a criatura, apoiando-se em um dos quadros da parede, este que logo se desprendia da mesma devido ao peso aplicado ali. Após desabar no solo, a criatura gritou aos céus suas lamúrias dolorosas— um berro desafinado e trágico. Irritado, atirou o quadro ensanguentado aos pés do filho. "Um quadro de família?" Indagou-se, despencando os olhos para baixo à fim de investigar a imagem.

Desejou não ter visto.

No canto direito da imagem era possível distinguir uma pequena figura, algum anão corpulento e de sorriso inteligente. À sua esquerda, uma mulher de rosto nada amistoso, dona de fios tão escuros quanto seu humor. Ao flanco canhoto da mesma se erguia um homem alto e familiar, cujos fios negros eram partilhados tanto pelo cabelo rebelde como pela barba bem cuidada. Possuía apenas um olho— o direito, sendo que o local onde deveria estar o esquerdo agora acomodava um tapa olho de couro negro. "Esse... sou eu, mas..." Dedilhou o rosto masculino da imagem, e então arrastou os dígitos para a esquerda— tentando assim limpar os resíduos de sangue. Por debaixo destes, duas figuras femininas se mostravam de pé, uma dona de fios dourados e a outra tão morena quanto a noite, seus fios cacheados despencando por sobre os ombros. Não possuíam rostos. Horrorizado, subiu rapidamente os olhos, encontrando ambas as mulheres no centro do comodo. Enforcadas. Seus rostos sem vida possuíam os olhos abertos e os lábios costurados, as cabeças pendentes para o lado.

"— Elas morreram por sua culpa—" Disse o monstro, aos poucos conseguindo se arrastar pelo solo em direção à criança, agarrando as lascas soltas e desiguais que compunham o chão amadeirado para propelir-se adiante, grunhindo sempre que o fazia "—Morreram sob o seu comando, sob a sua bandeira. E agora..." Paralisado, não podia se defender, tampouco reagir. Apenas fitava a distância entre ambos ser encurtada até que o hálito mortífero da fera fosse espelido contra sua face infante, assim que ele lhe agarrou nos joelhos "— Agora você deve pagar com o teu SANGUE —" E, assim, a boca se abriu- um metro de dentes afiados e diabólicos que o abocanharam por inteiro, imergindo-o em total obscuridade. A morte fora sutil e desprovida de dores, ou assim pensou. Afinal, se estava mesmo morto, por quê conseguia sentir a macieza de um colchão? Ou o convidativo ar matutino que adentrava suas narinas, preenchendo seus pulmões com vida? Por qual razão era capaz de abrir o único olho e vasculhar o cômodo no qual se encontrava?

Havia sobrevivido, como descobria sempre que acordava.

"Pela xereca' do capeta, esse foi um dos fortes." Crocitara a mente, ainda tão turbulenta quanto a respiração afoita e ansiosa. A pele esbranquiçada como neve encontrava-se ensopada de suor, ao passo que a penugem se mostrava eriçada dos pés à nuca, denunciando seu estado de alarme. Quando tentou grunhir alguma reclamação, o ar desafinado correria livre pela garganta seca, de modo a despejar aos ares somente uma ridícula jeremiada. Aquilo o irritara profundamente, preenchendo-o com um ódio completamente desproporcional para uma situação tão banal. Desse modo, desperdiçaria dois bons minutos acalmando a respiração desamparada, ao que tornaria a vasculhar em seguida o local no qual adormecera. "Água. Será q' alguém tem um fodendo copo d'água nessa 'spelunca?"

Assim, buscaria sentar-se na provável cama em que dormira na noite anterior, de modo a pisar com ambos os pés no solo.  Arqueando o torso adiante, apoiaria-se com ambos os cotovelos por sobre os joelhos dobrados, deixando os antebraços cruzados— esses que despencariam entre ambas as coxas. Juntamente com um árduo suspiro, manteria a face cabisbaixa para que fitasse o solo com os olhos semicerrados e recheados de preguiça. Os fios de cabelo circundavam o rosto como cortinas enegrecidas, felizmente acobertando as feições de desgosto que tomariam conta da pele esbranquiçada e repleta de cicatrizes.

Tão fragilizado e exposto como estava, não tardou para que o maldito corvo traçasse um voo até seu ombro direito, acomodando-se ali como de praxe. Quando o mesmo farejava as lamúrias do caolho, não resistia uma pequena provocação para sempre piorar a situação: "Sonhando com as duas de novo? Não entendo o motivo. Elas apenas morreram por sua causa, e perderam a chance de ter um futuro promissor por conta de terem sido recrutadas por ti, qual o problema?"  Corvejou, muito para o desgosto do caolho que apenas fecharia o olho novamente, acobertando-o com a pálpebra pesada e sonolenta. A muito havia aprendido à ignorar as ofensas da maldita ave. Contudo, pela primeira vez as mesmas teriam efeito em seu coração, abarrotando-o de uma súbita vontade de sorrir, e assim o faria. Ampliando as extremidades de seus lábios cicatrizados e enxutos, adornaria os mesmos com um sorriso maquiavélico, este totalmente espelhado naquele de seu sonho. "Tal pai, tal filho."

Ignorando o maldito pássaro, vasculharia o comodo em busca de alguma jarra ou copo d'água, se o anfitrião da noite passada se mostrasse tão amigável como NÃO esperava que ele fosse. Se viesse a ter essa sorte— isto é, se avistasse a jarra ou o copo, buscaria levantar-se prontamente então. Ainda com as teias de sono impregnando seus movimentos, cambalearia em direção ao objeto e o apanharia com a destra, levando-o de imediato aos lábios secos. Encontrando ou não a água, em seguida buscaria saber do estado em que Varric se encontrava, de modo que lancearia um olhar de soslaio por sobre o ombro direito até a cama em que o mesmo se encontrava na noite passada. Caso o mesmo não se encontrasse ali, seguidamente se retiraria do cômodo através da porta— caso essa se encontrasse aberta.

Contudo, se o atirador se encontrasse ali— acordado, moveria-se então até ele, agachando-se frente a cama ao juntar as sobrancelhas, fazendo assim vistoria do estado do meio-homem. Se o mesmo se encontrasse completamente soterrado em um sono profundo, não tardaria em estampar outro sorriso diabólico nos lábios. Emitindo um riso travesso dos lábios, açoitaria o rosto do anão com vários tapas amistosos por sobre a bochecha barbada, tentando acordá-lo assim:  — Vaaaarric, mamãe preparou um ótimo café da manhã, querido. Já está na hora da escolinha, moleque sarnento! — Rogaria então, comicamente imitando um timbre feminino em sua fala. Manteria o ato até que o maldito salafrário despertasse, e então, caso ele acorde ou se já se mostrasse despertado desde o início, invocaria a voz o melhor que pudesse para o sujeito, perdidamente rouco como estava: — Temos q'dar o fora, meu parcero'. Tu tá ligado que n'confio naquele debilóide de ontem. Tu sabe onde a Fuyuki dormiu ou nem? — o indagaria, e então, se a resposta fosse positiva ou não, levantaria-se, continuando enquanto se moveria em direção à porta: — Então vamo' lá, temos que agilizar a parada' aqui nessa ilha. Recrutar novos tripulantes e pá', sacomé'.

Assim, ele vindo consigo ou não, iria dirigir-se em seguida para fora do cômodo, traçando o mesmo caminho no qual fizera na noite passada. Impaciente, jogaria aos ares suas palavras roufenhas: — Fuyuki! Tu tá aí ou nem, mulher? Agiliza, é p'ontem. — Com isso, se não ouvisse resposta alguma da mulher, continuaria a chamá-la por seu nome constantemente enquanto aventurava-se pelos corredores daquela casa, tentando retornar até a sala de estar em que haviam se acomodado anteriormente. Com sorte a encontraria, e se assim o fizesse— ainda com o possível sorriso nos lábios—, diria-lhe: — Estamos saindo, não temos tempo a perder. Se quiserem agradecer pela estadia, fiquem à vontade, mas eu tô' vazando.

Contudo, caso se deparasse com a máquina de outrora, manteria a costumeira postura despojada de modos, arqueando o torso para trás e elevando ambas as mãos na direção da "criatura", ainda que de longe — Falando no Diabo, ele aparece. Porra, que coisa boa. Valeu pela noite e tudo mais, mas assim... abraços. — E então continuaria o caminho até a porta da saída. Caso a abominação fosse contrária a ideia de deixá-los sair, prontamente expeliria o suspiro de descontentamento dos lábios. Fecharia brevemente o olho antes de entregá-lo novamente à criatura, juntamente com suas palavras: — Sempre tem uma coisinha', né? Eu sou um homem de negócios, e estou muitíssimo ocupado. Então acelera tua língua aí e desembucha, ou... os parafusos?

Todavia, se sua saída fosse permitida, moveria-se somente até o lado de fora e ali aguardaria seus companheiros. Manteria a visão afiada focada adiante— na cidade, se possível, — orquestrando pouco a pouco os passos da guerra que viria a causar ali.


Hist;:
 


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Última edição por Grim em Sab 27 Jul 2019, 13:23, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyQui 25 Jul 2019, 21:10

"The only reason a warrior is alive is to fight
And the only reason a warrior fights is to win."
Estava observando o fogo daquela fogueira, o barulho da tripulação ao meu redor cessou com as palavras de Hozan, e o sono me acertou com tudo.

- Ei garoto, se concentra, não vai chegar a lugar nenhum assim...- Disse o vice-capitão Hozan, quando por um breve instante eu me distraí durante o treinamento. Estávamos na praia, próximos ao navio, esperando o capitão Silver retornar. - Está pensando em casa, não está? - Perguntou ele, um pouco apreensivo. Acenei que sim com a cabeça e fiquei cabisbaixo, ele se aproximou, se ajoelhou, e colocou sua mão direita no meu ombro esquerdo. - Eu sinto muito, Ryuma, mas a vida é dura assim mesmo, e se você der mole, ela te derruba - Disse ele, enquanto rapidamente trocava a posição da sua mão no meu ombro, e colocava sua espada de madeira atrás das minhas pernas, me empurrando para que eu caísse. E eu caí. - Vamos, não temos o dia todo, já já o capitão estará de volta. - disse ele, me acertando na cabeça com a espada. Como reação, fechei meus olhos.

- Ei, Takezo, acorda - Abrindo os olhos, vi meu irmão mais velho, abaixado do lado da minha cama - Sobe nas minhas costas, quero te mostrar uma coisa! - Continuou ele, extremamente empolgado. Eu ainda sonolento, obedeci, me debrucei sobre ele, e ele me carregou. - Onde está me levando, irmão? - Perguntei, sem entender o que estava acontecendo. - Já já você vai ver! - Ele disse, com um super sorriso no rosto. Musashi andou devagar e furtivamente, para não acordar nossos pais, e chegando do lado de fora da casa, saiu correndo rapidamente. Nesse momento, eu despertei totalmente, isso era divertido.
Chegamos até a árvore onde costumamos treinar, um grande carvalho. De lá, pude ver o céu, e era magnífico. As estrelas estavam correndo o céu, assim como meu irmão corria na terra. - Não queria aproveitar esse momento sozinho, então te busquei... é bonito, não é? - Disse ele. - Sim, é muito bonito. - eu respondi, boquiaberto.
Esperamos aquele espetáculo acabar, e ele me levou de volta para casa. Me colocou na cama, e me desejou boa noite sussurrando, dando um peteleco na minha cabeça - Vê se dorme, amanhã será um longo dia de treinamento pra você. - Fechei os olhos, sorrindo, e dormi.

A voz de meu pai ecoara uma última vez pelos céus - VIVA, TAKEZO!-


Abriria os olhos e olharia em volta. Se estivesse no mini acampamento onde havia repousado, levantaria, bateria a sujeira do meu kimono negro, abriria e fecharia a mão, na falta da minha espada, e me despediria do lugar onde a tripulação que me criou se reuniu pela última vez com uma reverência, abaixando a cabeça. "Muito obrigado por tudo, pessoal" pensaria, e logo em seguida, sairia andando, procurando pela cidade.

Caso não acorde no lugar onde estava, olharia em volta, com estranhamento, e tentaria analisar com cautela o local. "Mas que merda" seria meu único pensamento. Se possível, me levantaria e daria uma volta no local, para ver se conseguiria reconhecer, após isso, tentaria me locomover até a cidade.

"Preciso de uma espada nova, não pensei que perderia a última no último combate, aquele maldito era realmente bom" Pensaria, enquanto ajeitaria meu ombro esquerdo, segurando-o com a mão direita, inclinando um pouco a cabeça, e abrindo e fechando a mão esquerda rapidamente, tentando mantê-la fechada.


Caso chegue até a cidade, procuraria por uma loja de armas. Andaria seriamente pelas ruas até que encontrasse, sem dirigir a palavra a ninguém.

Caso não encontre a loja, procuraria por um poste com indicações sobre lojas, caso houvesse. No último dos casos, me aproximaria de algum civil e perguntaria - Com licença, pode me informar onde tem uma loja de armas por aqui? - Caso obtenha a resposta, seguiria o caminho proferido.

Caso encontre a loja de armas, entraria, e analisaria, se o vendedor não estivesse ali, sentaria no chão, em qualquer espaço que não estaria no caminho da porta. No entanto, se o vendedor estivesse na loja, andaria até ele, enquanto olharia rapidamente as espadas que estivessem a mostra. - Eu preciso de uma katana. Uma que seja simples. E que o corte esteja bom... por favor - Diria, pausadamente, abrindo e fechando as mãos. Caso o preço estivesse dentro do meu orçamento, pagaria, removeria a espada da bainha e a testaria cortando o vento com um corte na diagonal de baixo para cima, e um horizontal, de cima para baixo, colocaria-a na bainha, e a colocaria na minha cintura, do lado esquerdo. Se tivesse alguma espada de madeira a vista, apontaria para ela e perguntaria - E por quanto você venderia uma daquelas? -  Se o preço estivesse plausível, menos de quinhentas berries, eu pagaria, caso contrário, apenas faria uma reverência ao mercador, e me retiraria da loja, andando calmamente. Caso compre a espada de madeira, colocaria-a junto da outra, faria a reverência ao mercador, agradeceria - Obrigado! - e sairia da loja.

"Preciso encontrar alguém me leve para fora daqui, os melhores espadachins estão na Grand Line, quero voltar pra lá."

Se fosse possível, me moveria até o porto da cidade, em busca de qualquer embarcação que possa me levar para outra ilha. Colocaria a mão na espada, para controlar minha compulsão, e sentaria em qualquer caixote disponível olharia a movimentação. Procuraria também alguém que pareça ser intimidador, para que possa me ensinar. "Preciso aprender a intimidar meus oponentes, assim, poderei evitar lutas inúteis."

Objetivos:
 

Histórico:
 


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Última edição por Miyamoto em Qua 31 Jul 2019, 23:22, editado 2 vez(es) (Razão : Havia escrito com pressa e me esquecido de detalhes importantes.)
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Hawke
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptySex 26 Jul 2019, 18:26




Trapaceira, contadora de histórias e, ocasionalmente, compania indesejada
Nightingale





"Estava escuro. Artificialmente escuro como se uma nuvem pesada passasse por cima do sol fraco. Da janela do prédio antigo em que ela se recostava, irradiava o que restava de luz no céu. O cheiro de mofo dos carpetes, e de papéis queimados, tão comuns à eles, agora pareciam só...errados, a cidade ao longe, parecia estática, morta, não era mais aquele lugar cheio de casas abandonadas e tesouros que sonhavam em encontrar nos mais altos andares de casas de nobres. Parecia estranha, errada também.

Ao contrário da figura parada no grande pátio de rochas escuras abaixo. Hawke conseguia enxergar a cicatriz enorme que atravessava seu rosto e os cabelos escuros por baixo do capuz esfarrapado. Ele...voltou?

Seu corpo se tomou de um estupor, podia sentir os batimentos cardíacos cada vez mais fortes como se o coração fosse pular para fora da garganta. A garota correu, até suas pernas queimarem como fogo, Ele voltou, Ele voltou, repetia na cabeça enquanto o cenário passava como um borrão ao seu redor. Agora tudo voltaria à ser como era antes, ela não precisaria ir embora, nenhum deles precisaria.

Porém quanto mais corria, mais ele parecia distanciar-se, virando um beco escuro, olhando para ela do topo de um casarão abandonado. Por quê estava fugindo? Por quê estava fugindo de novo? Começou então á sentir o ar úmido, com cheiro de sal, estava no porto, como? ela odiava o porto, era barulhento e a garota odiava o cheiro de sal e de peixe.

Ele estava de costas, olhando para os navios moribundos no horizonte, não virou, não parecia sequer respirar. O que não à impediu de gritar seu nome, gritou até acreditar que suas cordas vocais tinham se partido, e tentou correr novamente, mas estava atolada, ou assim se deu conta ao olhar para baixo, em corpos, até o joelho em rostos familiares.

Não conseguiu olhar para frente, o cheiro de sangue inundou sua cabeça até perder os sentidos"


Marian abriria os olhos dourados em um susto. "Merda" passaria ambas as mãos pelo rosto na tentativa de se acalmar e de ajustar os olhos à iluminação. "Onde eu estou?" Percorreria rapidamente o lugar com a visão, da última vez que se lembrava, havia pago um barqueiro para lhe trazer à algum lugar, mesmo que naquela hora fosse especialmente difícil de lembrar-se qual lugar era.

A garota levantaria de onde estivesse, espreguiçando-se como um gato para despertar o corpo. "Supera" como poderia? fazia terrívelmente tão pouco tempo que todas as suas noites até aquele momento haviam sido preenchidas com sonhos parecidos.

Olharia ao redor novamente, dessa vez para centrar seu pensamento, estaria sozinha, depois de muito tempo, e a sensação beiraria algo entre estupor e ansiedade.Precisava de concentração "O quê ele te ensinou? Recorde-se!" Respiraria fundo "Do quê você precisa?" era o básico, "liste o quê você precisa e isso determinará o caminho que você vai seguir".

Então procuraria sair, desde criança não conseguia organizar os pensamentos em um lugar fechado, então se se encontrasse em um, procuraria sair para fora até que conseguisse enxergar o céu e de preferência o sol.

Assim finalmente colocaria a cabeça para pensar "Preciso de uma arma" Sabia que seu estilo de luta não lhe entrega o conforto das lâminas então qualquer manopla que pudesse colocar nas mãos era uma vantagem. "Preciso de um caderno e de um lápis" Desde que Thomas havia roubado aquele primeiro caderno para ela à muitos anos atrás a garota sempre recordava tudo neles, acontecimentos, ideias e principalmente histórias. E precisava mais do que nunca de um velho hábito para manter os pés no chão.

- Nessa ordem então- Moveria-se pelo lugar à procura da loja de armas, primeiro, abordando o primeiro civil que encontrasse que lhe parecesse que tinha ideia de alguma coisa- Alto lá amigo! Vocês tem uma loja de armas por aqui?- Esperaria pela resposta e se dirigiria para o local indicado caso ele soubesse, agradecendo com um simples- Obrigada-  caso não apenas continuaria perambulando até que conseguisse encontrá-la "Deus, eles devem ter uma, não?"

Entraria no lugar, caso o encontrasse, e pararia primeiro no balcão, chamando qualquer atendente ou funcionário- Amigo! Preciso de duas manoplas para essas belas mãos! Você tem algo que caiba dentro de trinta mil berries?- Não, não estava à fim de gastar o dinheiro todo mas não estava particularmente exigente hoje, só pegaria a primeira que lhe servisse e parecesse que não iria se desmontar sozinha no primeiro uso, caso houvesse uma, caso não, subiria a oferta em até quarenta mil até que achasse sua arma.

Caso tivesse sucesso no primeiro da lista sem qualquer complicações, aproveitaria a presença do vendedor, o qual deveria ter informações da região e se dirigiria à ele novamente, deslanchando uma história- Muito obrigado, agora, essa vai parecer uma pergunta estranha, mas acredite em mim, eu estou em um dia mais estranho ainda. Onde eu posso arrumar um caderno e um lápis? É que eu constantemente perco o fio da meada, sabe? Poisé eu sei, terrível. E preciso anotar as coisas para não esquecê-las.

Um pensamento sobre explosões cruzaria sua cabeça em um lampejo mas ela o afastaria para longe, pensando "depois". Se obtivesse a informação, seguiria então para o próximo destino, se não, usaria novamente do conhecimento de qualquer civil que passasse por si na rua
Info:
 




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ψ

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NIGHTINGALE


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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptySex 26 Jul 2019, 19:53

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HEAR
ME ROAR

WHERE THE HELL AM I?


O berço do mar me acolheu bem estes últimos meses, e em minha jornada velejei por inúmeras ilhas, até chegar em meu ponto de destino, Ilha Micqueot. Inalaria o ar para dentro de meus pulmões, buscando apreciação imediata de onde havia chegado. Caso ainda estivesse dentro daquele navio de bastardos, cujo quais me transportaram pelo North, e que desenvolvi certo laço de amizades pelo caminho, exceto com o Rodrick, maldito invejoso que vivia perdendo no baralho. Assim caso estivesse naquele navio, e este se encontrasse aportado, sairia com o pé direito, buscando sempre de cabeça erguida visualizar aonde quer que tenha chegado, algo que faria mesmo se já estivesse no porto e não dentro do navio.

Me encontraria apenas com calças e sapatos, preferindo ficar com o torso de fora. Alongaria minhas pernas e costas, colocando as mãos em meus pés e fazendo exercícios, me preparando para um longo dia de caminhada, afinal, era muito a se fazer. ''Caralho, eu to cheio de coisa pra pegar, o dia vai ser uma merda.'' Caso o sol estivesse sobre minha cabeça, buscaria encontrar alguém, e diria a ele(a) me aproximando calmamente: — Opa, você poderia me informar onde encontrar alguém que trabalhe com metal, o motivo é meio pessoal sabe... Só que se tiver alguém aqui com especialidade em metal, um ferreiro ou algo do tipo, gostaria muito de saber onde encontrá-lo. — Diria mantendo um olhar dócil e amigável, buscando manter uma aparência de bom samaritano. Caso a resposta fosse positiva, partiria em busca do sujeito, seguindo o local indicado pela boa alma.

''Caralho, será que o povo aqui não sai de casa não?'' Pensaria confuso e impaciente, caso não encontre ninguém que pudesse me informar o paradeiro do ferreiro local, buscaria fazer um Tour pela cidade, usando de meu ouvido afiado para tentar escudar das batidas do martelo no aço quente, denunciando a localização de um ferreiro, ou algo parecido, tendo em vista minha convivência com este som, seria facilmente distinguível. Não obtendo sucesso buscaria algum bar onde pudesse conseguir informações com meu dinheiro, já colocando a mão em meus bolsos a procura do mesmo, após um cansativo dia de procura.

Contudo se o encontrasse, e o mesmo estivesse em seu serviço, manteria distância não atrapalhando o seu trabalho, sabendo da meticulosidade que exige este tipo de trabalho, esperaria o ferreiro, ou a ferreira terminar o seu serviço calmamente, escorado em qualquer parede que tivesse ali por perto do artista do metal. ''To louco pra bater o martelo, esse cara tem que me ouvir''. Caso o ferreiro me note, e pare seu serviço para falar comigo, visaria um olhar sério e sossegado, mantendo a confiança e cabeça erguida dizendo : — Então, vou mandar a real, acabei de chegar, tenho talento pra esse negócio ai, to querendo refinar minhas habilidades, e faço serviços pra você, claro, não tenho a experiência que tu tem, então faço as coisas mais básicas. 9 a cada 10 moedas são suas, então sei lá, só quero trabalhar com uma condição. Você deixando eu fazer um equipamento pra mim aqui, eu pagaria pelos materiais.— Diria usando de minha seriedade, dobrando os braços e analisando a forja do mesmo, mostrando conhecimento na área. Caso tivesse algum material no fogo passando do ponto, e eu o percebesse diria — Aquilo ali já pode tirar, tá na hora de martelar — Diria apontando para o mesmo.

Se o mesmo aceitasse e me falasse o preço dos materiais que usaria para forjar minhas botas, pagaria para o senhor, se não fossem dentro do preço diria — Cara, eu não tenho o dinheiro agora, trabalho de graça pra tu então, qual é? — Diria. E caso ele aceitasse a proposta, ou se tivesse o dinheiro, seguiria as instruções do(a) Ferreiro(a): — Me mostra a forja então, pra mim saber onde eu tenho que ir pra pegar as coisas. Pode ser?

'' É, isso aqui vai ser necessário...'' Caso o ferreiro negue tudo, partiria para o velho método que usava com o meu pai, o método da encheção de saco. Sentaria ao lado do ferreiro, pedindo toda hora pra deixar eu trabalhar — Por favor cara, namoralzinha, uma chance. — Diria cabisbaixo, dobrando os joelhos e observando o ferreiro a trabalhar, não deixando nem assim de aprender qualquer técnica que já não saiba.

Caso o ferreiro negue tudo, ficaria perambulando por volta do estabelecimento do ferreiro, a passos lentos, buscando o momento em que não haja guardas em volta para um assalto.  





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Kyoki
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptySab 03 Ago 2019, 22:00



 

'Cause I'm a survivor

Não sinto meu corpo... Não sinto o ar entrar em meus pulmões... Eu creio que não a mais vida em meu corpo, devo desistir? “─ Está na hora de acordar, querida?”  O timbre dócil e apinhado de feminilidade falava ao pé de meu ouvido, poderia sentir a respiração quente cair sobre o meu rosto enquanto o doce perfume invadia minhas narinas. Aquele perfume, aquela voz.... Me eram bastante familiares, mas não conseguia recordar de onde, foi quando minha ficha caiu. Era a voz de minha mãe. Sentia o coração em meu peito palpitar fortemente ao me lembrar dela, meus olhos vasculhavam desesperadamente por ela “─ MAMÃE?!” Gritei com todas as minhas forças, meus olhos se enchiam de lagrimas que logo escorreriam por toda extensão de meu rosto, eu finalmente iria me encontrar com a minha mãe...

A culpa é sua! Você matou eles, todos eles. Você os levou para a morte, assassina... ACORDE!


Os olhos de Lucinda logo se abririam subitamente em desespero, puxando todo o ar possível para dentro de seus pulmões, tendo certa dificuldade em respirar normalmente, um breve calafrio percorreria por toda a extensão de sua espinha ─ podia sentir a vida em seu corpo novamente. Seus ouvidos zumbiam sem parar, em um som infernal, não conseguia nem sequer ouvir seus próprios pensamentos. O gosto salgado logo invadia sua boca, assim como o gosto arenoso, sua visão estaria completamente turva e nebulosa. Seus lábios estariam secos e rachados, por conta da grande quantidade de água do mar que haveria ingerido – precisava de um pouco de água doce.

Completamente sem forças para levantar, sua cabeça parecia que iria explodir a qualquer instante, como se uma bola de canhão tivesse a atingindo violentamente. Os zumbidos que antes lhe perturbavam os ouvidos, a impossibilitando de ouvir qualquer mínimo ruído a sua volta, logo iriam amenizando. Reuniu todas as suas forças e viraria seu corpo para baixo, com os braços ainda trêmulos, apoiaria ambas as mãos sobre o solo para que pudesse se levantar seu corpo. Porém, quando estava com torço completamente ereto e levantado, sentia seu corpo se estremecer, perdendo o pouco de força que ainda lhe tinha, a fazendo cair novamente sobre a chão. No entanto, ao desabar sobre o chão sentia uma forte dor em seu lado esquerdo da barriga, uma dor tão insuportável, tão aguda, que a fez chorar de pura agonia e desespero, as lágrimas quentes escorriam por toda a extensão de seu rosto. Os murmúrios agonizantes podiam ser ouvidos pelos arredores, Lucinda, puxou todo o ar que podia para dentro de seus pulmões e virou-se lentamente de barriga para cima, a vontade quase incontrolável de gritar era enorme, pois a dor só parecia aumentar conforme se mexia mais. Seus olhos se fecharam, provavelmente teria sido atingida por algo durante a grande tempestade, mordeu seu lábio inferior numa tentativa miserável de segurar seus gemidos agonizantes.

Caso acordasse na praia, Lucinda abriria seus olhos novamente e mesmo que ainda sentisse muita dor, apoiaria ambas as mãos sobre o solo arenoso e o forçaria seu corpo, para que pudesse se levantar do chão. Se por acaso conseguisse realizar tal feito, caminharia lentamente e manquejante para fora da praia, adentrando a vasta floresta, caso houvesse uma ali perto. Lucinda se esconderia atrás de alguma arvore, e mesmo estando bastante receosa sobre o machucado, criaria forças para levantar sua camisa com sua canhota e olhar para o ferimento, sua destra ainda bastante tremula iria até o machucado e o tocaria levemente, o que faria escorrer mais sangue ainda do corte. Não compreendia como havia se cortado, a noite tinha sido tão turbulenta que não conseguia se lembra de nada, por causa de um maldito erro em sua rota, toda a sua tripulação havia sido devorada pela Reverse Mountain. O que faria com que seu peito se enchesse de culpa e amargura, “─ VOCÊ OS MATOU, ASSASSINA!” Lucinda se assustaria ao ouvir a voz desconhecida, seus olhos vasculhariam por todos os arredores a procura da pessoa, ao ver que não tinha ninguém por perto, deduziria que era apenas mais uma alucinação sua, assim como o sonho que teria tido mais cedo.

Se em hipótese não conseguisse se levantar, tentaria se rastejar mesmo tendo bastante dificuldade. Se rastejaria lentamente até que não tivesse mais forças, conforme arrastava pelo chão deixaria um pequeno de rastro de sangue, pois a ferida em sua barriga estava sangrando muito. Deitaria novamente sobre o chão, sentindo uma dor agonizante no corte, sabia que precisava tratar rápido daquele ferimento, sua destra logo iria até o lado esquerdo de sua barriga, e, pressionaria fortemente o machucado na tentativa de estancar o sangramento.

Porém, caso acordasse e não estivesse na praia, e sim em alto-mar, estaria sobre um grande pedaço de madeira, provavelmente era alguma parte de seu barco que havia afundado. A culpa em seu peito apenas crescia mais e mais, havia visto seu navio afundando, junto com seus companheiros e não teve a sorte de ter morrido junto a eles, o ferimento em sua barriga não pararia de sangrar um minuto sequer, mesmo estando com sua destra bem pressionada sobre o local. “Eu deveria ter morrido com eles (deveria mesmo)... Eu sou uma inútil, deveria ter revisado as rotas novamente... Eu matei todos... (Assassina... Matou todos... Morra sozinha.)”  uma súbita vontade de chorar dominava seu ser, logo as lagrimas começariam escorrer sobre o seu rosto, não sabia mais o que fazer. A dor do ferimento parecia aumentar cada vez mais, sua única chance no momento seria reunir forças para remar com a mão ou morrer em cima daquela madeira.




 

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Raiden Fuji
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyDom 04 Ago 2019, 13:52










Dirty Deeds Done Dirt Cheap
Grim



Ao acordar de supetão, Grim notara que novamente havia tido um pesadelo, e um bem bizarro, diga-se de passagem, o pirata estava suado, com os olhos arregalados e a respiração descompassada,  assim como seu coração, que batucava incessantemente dentro de seu peito e, devido a esse estado de terror momentâneo, sua garganta estava tão seca quanto um deserto, tanto que, ao tentar balbuciar algumas palavras, estas sequer produziram som, o que causou um acesso de cólera ao caolho. Alguns minutos foram necessários para que o mesmo pudesse recobrar sua razão, e assim pôde iniciar uma busca por água, sentando-se na sua cama de forma súbita, o que causou um acesso de dor ao mesmo, já que, o mesmo não tinha lembrado-se dos diversos ferimentos em seu corpo naquele momento, mas por sorte não fora nada que os piorasse, somente a sensação horrível de dor estivera presente. Depois de ter se sentado, o corvo negro que sua mente projetava, voou até alcançar seu ombro direito, fazendo-o como um poleiro, e, com sua voz crocitante, semeou algumas dúvidas para a mente do pirata, que acabou mostrando um sorriso ardiloso em sua face, mesmo que fizesse um esforço desmedido para ignorar o maldito pássaro. Deixando o objeto de sua mente de lado, Grim pôde finalmente notar uma jarra de vidro contendo o líquido precioso que buscava em cima de um gaveteiro ao lado da cama onde estivera adormecido. Afoito em busca da água, o mesmo quase pôs tudo a perder, pois esquecera-se de sua limitação física com o braço esquerdo, e ao levá-lo em direção da jarra de vidro, quase derrubou-a, mas no fim, o pirata conseguiu aplacar a secura que assolava sua garganta.

Depois de ter sucesso em conseguir a água, o moreno procurou por Varric no cômodo onde estava, encontrou-o dormindo a poucos metros à sua esquerda. Levantando-se de sua cama, o pirata levantou lentamente de sua cama, devido às dores que lhe assolavam, e caminhando com calma seguiu em direção à cama de seu companheiro. Ao chegar, tentou agachar-se para ver o estado do pequeno homem, mas o ferimento em seu dorso logo lembrou-o de que não deveria fazer movimentos bruscos, e assim o mesmo logo voltou à sua postura reta, mas não deixou de fazer uma vistoria em como o atirador estava, e acabou por encontrá-lo esparramado na cama, roncando com a boca aberta, e os braços e pernas abertos em ângulos nada convencionais, e ao ter noção disso, um sorriso deveras maldoso abriu-se na face do pirata, tomada por malícia. O anão acordou com um salto e gritando fortemente, o que não era nenhuma surpresa, afinal seu capitão lhe acordara com diversos tapas na face, além de uma espécie de pegadinha para consigo, o que causou-lhe irritação. - Seu maluco fodido! – Berrou o homenzinho, com raiva, mas logo parou ao ver a face séria de Grim. O pirata expressou ao navegador sobre suas preocupações em demorar-se na moradia, afinal não confiava nem um pouco no robô que os deixara pernoitar, e perguntou sobre Fuyuki, já que não tinha visto a esverdeada após acordar. - Eu não sei se a gente precisa se preocupar tanto com aquele robô lá. Ele pareceu ser bem tranquilo. – Revelou o atirador. - Mas é melhor deixarmos esse lugar por aqui mesmo, não quero testar a paciência dele. E acho que Fuyuki deve ter dormido em outro quarto, vai saber. – Disse o anão, não mostrando estar muito preocupado com a médica. Em seguida, o moreno começou a caminhar para a porta, dizendo ao loiro para agilizar, pois queria recrutar mais gente para a tripulação, mas antes que o mesmo pudesse alcançar a maçaneta, alguém havia batido na porta, trazendo uma certa tensão para o cômodo, mas esta logo foi desfeita quando a porta se abriu, mostrando ser Fuyuki a pessoa que batera.

- Bom dia, vamos partir agora? – Perguntou a esverdeada, para os dois homens que estavam no quarto, e logo recebeu a confirmação de que sim de Grim, que disse que já estava de partida inclusive, e que não tinha intenção alguma de agradecer ao robô pela estadia. - Eu só preciso pegar minhas coisas antes. – Disse a médica, não se importando com a questão envolvendo o homem de lata. Depois de poucos minutos, Fuyuki apareceu novamente, com uma pequena maleta em mãos, que deveria estar cheia de itens médicos, ou não. - Agora podemos ir. – Explicou a mesma ao moreno, com uma expressão neutra na face. Em seguida, o trio finalmente deixou o cômodo em que os piratas tinham dormido, e seguiram por um corredor para a direita, e ao fim deste, desceram uma pequena escadaria que finalizava em uma grande sala de estar onde, no meio desta, estava o robô de pé. - Ah, parece que já acordaram. – disse agradavelmente o mesmo. Meio sem jeito e meio de má vontade, o capitão do trio agradeceu ao homem de lata pela estadia na casa de ferro no meio da floresta nevada, e atrás do mesmo, Varric ria sem pudor do moreno. - E ainda me vem com “eu to vazando” – Riu o loiro. O robô assentiu e logo deixou que os piratas saíssem da residência sem mais palavras.

Assim que pisaram do lado de fora, os piratas se arrependeram de não terem ao menos pedido por uma roupa mais apropriada para andarem pela ilha, pois um frio intenso assolava a ilha nesta manhã, pelo menos era o que Varric e Fuyuki pensavam. Meio duros, o trio caminhava pela plataforma de metal que os conduzia até a entrada da cidade, nenhuma palavra era trocada entre eles, embora não se soubesse se era por não estarem à vontade ou se o frio congelara suas bocas. Ao chegar à cidade logo puderam ver que ali era um lugar com diferenças gritantes se comparadas à ilha onde estiveram antes, Lvneel, além da óbvia diferença do clima. Primeiramente as construções não se mantinham um padrão, era quase como um lugar caótico, casas misturadas com lojas, hotéis, bares, e outros tipos de estabelecimentos. Em segundo lugar, cada construção tinha um tamanho diferente, uma casa de um andar, depois um hotel de três andares e uma loja de dois andares, dando a impressão de que o lugar era uma confusão. E por fim, as vestimentas dos transeuntes, que eram simples, afinal eram em sua maioria trabalhadores, havendo poucas pessoas ostentando roupas mais caras e itens de luxo, de forma que era possível saber que estes tinham uma quantidade de dinheiro absurdamente grande.

As ruas vazias, pela hora, e geladas de Micqueot estavam abertas para o trio de piratas, agora restava saber o que ambos fariam em seguida.


Miyamoto



Em um canto remoto, em meio à gelada floresta de Micqueot, havia um homem, que dormia a sono solto, suas costas estavam recostadas em uma das inúmeras árvores que rodeavam a clareira onde o mesmo estava, a clareira era utilizada como um acampamento, ou ao menos já fora, e o mesmo fora feito por pessoas experientes, afinal toda a neve que normalmente estaria acumulada no solo fora retirada, sobrando apenas alguns pequenos montes, que caíram no local durante a noite. O homem em questão vestia-se com um kimono negro e os cabelos estavam espalhados em uma grande bagunça, além disso, era possível ver que o mesmo não tinha um sono nada tranquilo, pois o mesmo estava mexendo-se bastante e sussurrava algumas palavras desconexas ocasionalmente, de repente o mesmo começou a se mexer com mais intensidade e finalmente acordou. Quando este abriu os olhos pôde perceber que caía para o lado direito, mas com seu corpo recém-desperto não teve nenhuma reação rápida, por isso acabou caindo de lado no solo, com somente a cabeça aterrissando na neve, gelada e espessa, o que fez com que o espadachim logo se sobressaltasse, querendo pôr um fim no sentimento desagradável de cair de cara na neve logo ao acordar. Finalmente de pé o mesmo bateu suas mãos por sua roupa, querendo tirar os resquícios de sujeira que ali existiam e aproveitou também para amarrar, mesmo que de forma desleixada, seu longo cabelo negro, que lhe caía na frente do rosto, em uma bagunça sem fim. Agora, com um mínimo de decência, o homem, que se chamava Ryuma, fez uma reverência para os restos do acampamento, dizendo algumas palavras saudosas em sua mente.

Após o seu ritual de despedida, Miyamoto decidiu que tinha de se dirigir à cidade, afinal não poderia fazer nada sem uma espada a seu lado, pois sua companheira de batalhas se perdera em sua última batalha, e a partir de agora, o espadachim precisava de uma nova retalhadora. Logo em seguida, o moreno se pôs a caminhar em direção à cidade de Micqueot, por sorte o local do acampamento ficava a meros dez minutos de caminhada, mas fazê-lo não fora tão fácil quanto o esperado, afinal durante a noite que se passara, nevara com uma grande intensidade na ilha, fazendo com que a neve acumulada no chão da floresta crescesse, e a cada passo feito por Ryuma, a neve alcançava a metade de suas canelas, dando ao mesmo a impressão de caminhar em um pântano, ou mesmo em um lamaçal. Ao chegar na cidade, meia hora mais tarde, o mesmo estava empapado em suor, o que de fato lhe foi prejudicial naquele momento, pois a grande quantidade de árvores nas florestas congeladas da ilha cortavam o vento gelado que havia se instalado naquela manhã nevante, e ao chegar daquela forma à entrada da cidade, um frio ainda maior do que o comum penetrou os ossos do espadachim, que não teve outra reação a não ser tremelicar de frio, abraçando-se.

Vendo o sofrimento do moreno, um senhor de idade, vestindo roupas que lhe davam um calor confortável, compadeceu-se de Miyamoto e andou até alcançá-lo. - Venha comigo rapaz, se ficar nessa friagem com essas roupas vai congelar até a morte. – E com isso liderou o caminho para o moreno, que seguiu o velho, já que não tinha muita escolha. Ambos estavam em uma rua larga e haviam pouquíssimas pessoas nas ruas, pois além do frio extremo, era cedo demais para que as pessoas saíssem de suas casas, o que era indicativo de que o espadachim tivera bastante sorte em ser ajudado pelo senhor, que entrou em uma construção de cor preta, a mesma era pequena se comparada a outros prédios na mesma rua, com uma pesada porta de ferro impedindo a passagem dos ventos gelados para dentro do estabelecimento. Ao adentrar o local, uma prazerosa onda de calor atingiu o corpo gelado de Ryuma, que permitiu-se fechar os olhos momentaneamente, e quando os abriu novamente, pôde finalmente ver o local onde estava, era uma loja de armas.

- Espere um pouco aqui, rapaz. – Pediu o idoso, que dirigiu-se até o fim da loja, passando por um balcão, onde deveria negociar seus produtos, e atrás do mesmo, havia uma portinhola que era suficiente para que o homem a atravessasse, mas o mesmo não poderia ser dito do moreno, afinal o senhor tinha 1,50 m de comprimento. Cinco minutos depois, o idoso retornou até a parte social da loja, trazendo em suas mãos uma caneca de café. - Não é muita coisa, mas acho que pode te ajudar a se esquentar um pouco. – Comentou o armeiro, não demonstrando nada em sua voz, entregando a caneca com o líquido quente para Miyamoto. - Consigo ver que em você reside um guerreiro. Poderia me contar um pouco sobre você? – Pediu o senhor, olhando para o espadachim com uma certa expectativa.


Hawke



Com um susto, Marian abria os olhos, arregalando-os em seguida, olhando em seu redor, procurando por algo suspeito, mas para sua “sorte” não tinha nada demais no local onde adormecera, tirando, é claro, o fato de que a morena tinha adormecido com as costas encostadas em uma parede, em uma viela tão imunda que era de se espantar que a mesma tivesse conseguindo dormir em tal local maltrapilho, tanto que naquele momento o cheiro pútrido, de um valão que corria ao lado do local onde Hawke estivera dormindo, era mais que o suficiente para fazer uma pessoa normal vomitar, entretanto, tal reação não ocorrera com a mesma. Ainda meio perdida, a boxeadora saiu cambaleando para frente, apoiando-se na parede que havia à sua direita, até chegar em uma rua, pouco movimentada àquela hora da manhã, e finalmente pôde respirar o ar puro e gelado que soprava por Micqueot. Entretanto como nem tudo eram flores, as roupas que a mesma vestia não eram de longe as mais apropriadas para enfrentar o frio congelante que fazia no momento, as roupas da morena consistiam em uma calça moletom preta, uma camisa de mangas curtas e um tênis desgastados, e por conta de suas vestimentas inadequadas, Marian logo começou a espirrar e sentiu o nariz congestionado, sinais de que tinha pego um resfriado.

O resfriado era um contra tempo irritante, mas que não atrapalharia em nada Hawke, ao menos por enquanto, e esta tinha que seguir em frente, e assim a mesma começou uma caminhada, com os passos lentos levando a morena pelas álgidas ruas da ilha desconhecida à mesma. Durante sua caminhada, a boxeadora pôde ver que, as poucas pessoas que tinham coragem suficiente para saírem de suas casas em um horário tão cedo e com toda aquela friagem, vestiam roupas pesadíssimas para evitarem que o calafrio adentrasse seus corpos até os ossos, e caminhavam calma e lentamente pelas ruas, com expressões fechadas, que era devido a terem atividades a realizarem naquele momento. Fazendo uma lista mental de coisas que precisava adquirir, a morena esqueceu-se de pôr roupas adequadas à mesma, e tremelicando ao andar, se dirigiu a um homem de meia idade que passava perto de si e perguntou-lhe por uma loja de armas, a primeira reação do homem foi levantar uma de suas sobrancelhas, antes de suspirar audivelmente. - Bom, eu acho que você devia vestir umas roupas mais adequadas primeiro, isso sim. – Disse o mesmo, balançando a cabeça, negativamente. - Mas como você é quem sabe, siga em frente, na terceira quadra vire à esquerda e mais à frente, você vai encontrar uma loja de armas do lado direito da rua. – O caminho fora bem tranquilo para Marian, afinal as pessoas nas ruas estavam tão ocupadas com seus afazeres que sequer olharam para uma pessoa desconhecida andando desagasalhada.

Com as instruções recebidas, fora bastante fácil para que a morena encontrasse a loja que almejava alcançar, e assim conseguir uma arma da si, que no caso era um par de manoplas, para dar mais potência a seus socos. Acima da pequena loja de armas havia uma placa que mostrava uma espada, como era de se esperar, e logo a mesma passou pela porta de ferro que era utilizada para rechaça o ar frio da cidade, e do lado de dentro, o ar quente fora muito bem recebido pelos poros da garota, que estavam quase que congelados. Entretanto, do lado de dentro já haviam duas pessoas, um homem com uma aparência oriental, vestia um kimono e tinha em suas mãos uma caneca com alguma bebida quente, e quase de frente para o mesmo, estava um senhor de idade, que virou o rosto para a boxeadora, parecendo irritado por sua intromissão. - O que deseja aqui garota? – Mas logo ao ver que o estado da mesma era bastante semelhante ao do homem que estava em sua loja, foi até o compartimento que havia nos fundos de sua loja, e trouxe uma caneca de café quente para Marian, e esperava que a mesma terminasse de beber o líquido para poder conversar com a mesma.


Gust



Jhin estava animado para o que lhe esperava em Micqueot, o destino final de sua pequena viagem, ao menos por hora, mas era difícil de se saber se sua animação seria mantida ao ver o ambiente gelado que lhe esperava, ainda mais vestindo apenas uma calça cargo negra e um sapato levemente desgastado. Ao aportar junto da embarcação que lhe trouxera ali, o loiro avançou com firmeza para o porto da ilha, que de fato era um pouco longe da ilha, mas para isso, havia uma pequena estrada que seguia direto para a mesma, e foi esse o caminho que o jovem heterocromático fez, claro que após fazer alguns exercícios de alongamento. A uma distância de quinze metros, havia um rapaz com uma idade parecida com a de Codsworth, que olhava para o loiro com espanto, afinal o mesmo não só era louco de manter-se sem uma camisa em uma temperatura tão baixa, como fazia exercícios calmamente, como se estivesse em uma ilha tropical, e ao perceber o espectador, o taekwondoka andou na direção deste, afinal tinha algumas informações importantes que o mesmo queria ter acesso. - Eu não sei certinho onde que é, mas na zona leste da cidade, seja dia ou seja noite. Quando chegar lá só procurar pelo som que você acha o lugar facilmente. – Explicou o rapaz à pergunta feita pelo loiro.

Infelizmente com a indicação que recebera, era complicado para Jhin encontrar facilmente o local pelo qual deveria procurar, afinal dizer zola leste era algo abrangente demais, mas como seu objetivo era algo que queria com muita força, e não desistiria até concluí-lo, seguiu em frente, mesmo com informações imprecisas. Ao menos o loiro sabia que o leste ficava à direita, mas isso não era uma ajuda exata, pois isso dependia do seu ponto de referência, pois de onde o porto estava o leste era para um lado, mas para quem viesse de outra direção, o leste não era no mesmo lugar, entretanto pensar demais em nada ajudaria, portanto, de forma diligente o jovem heterocromático andou, com um passo apressado, afinal com o tanto de roupas que vestia caminhar tranquilamente era somente um convite às doenças.

Para a sorte de Codsworth, o ponto de referência, que fora usado para definir as zonas de Micqueot, era o porto da ilha, por isso a direção que seguira fora a correta, o que fora provado quando o mesmo escutou o som familiar de aço sendo martelado com força. Com sua audição aguçada, o loiro era capaz de identificar a origem do som, então com os olhos semicerrados seguiu por duas quadras em frente, depois virou à direita, andou por uma quadra, depois virou para a esquerda, andou duas quadras e, por fim, virou duas vezes à esquerda e entrou em uma rua sem saída, sendo que, no fim dessa havia uma casa, um pouco diferente do habitual, a parte principal tinha três andares, e acoplada à mesma, havia uma garagem circular, e acima desta uma espécie de salão de uso importante. Como a garagem não tinha uma porta, Jhin avançou até adentrar o local, onde havia uma grande quantidade de ferramentas diferentes e, como era de se esperar, estavam relacionadas ao ofício da ferraria, e de costas para o rapaz, havia uma mulher morena batendo em uma bigorna. A mulher era bastante bonita e aparentava estar na casa dos trinta anos, e estava tão centrada em seu trabalho, que não percebera a chegada do loiro, que se sentara em um banco próximo à entrada da garagem, esperando por uma oportunidade de abordar a ferreira.

Dez minutos depois, a mulher tornara a pôr o material que trabalhava na forja, para aquecê-lo e, finalmente se dera conta da presença do taekwondoka, e fora até o banco onde o mesmo estava sentado, esperando por uma oportunidade de se pronunciar, o que fora feito sem rodeios pelo heterocromático, que acreditava ter as qualificações necessárias para realizar o que propusera à mesma. - Você está pelo menos dez anos adiantado, se acha que pode trabalhar a meu lado. – Comentou a mulher, zombando da proposta do rapaz, que obviamente não tinha intenção alguma de desistir de sua posição, mas antes mesmo de voltar a falar, avisou à ferreira que o aço que estava esquentando estava passando do ponto. - Como eu disse, você ainda é amador perto de mim, mas parece que tem a tenacidade necessária. – Comentou a morena, abrindo um singelo sorriso, mas logo deu as costas ao mesmo, mexendo em algumas ferramentas, que eram bloqueadas da visão de Jhin pelo corpo voluptuoso da mulher, que era devidamente coberto com roupas de sua profissão. Pouco depois a mesma voltou a virar-se para o loiro, entregando-lhe um machado, um casaco pesado e um avental de ferreiro. - Bom, eu preciso que você corte um pouco de madeira e me traga aqui. Dê o seu jeito de conseguir, e aproveite e vá comprar os materiais que você quer para forjar seu equipamento. – Depois de dar as instruções a Codsworth, a mulher voltou para a forja, pegando novamente o aço que estava avermelhado, e voltara a bater no mesmo, para dar a este a forma que queria. Agora que conseguira a vaga de trabalho na forja, Jhin tinha que cumprir com as expectativas e responsabilidades, e a de agora era conseguir os materiais para iniciar seu trabalho.


Kyoki



A Noroeste de Micqueot, nas areias praticamente intocadas da praia local, no meio de uma confusão de espuma, entulho, restos de comida, peixes mortos, algas e destroços de um navio, havia uma mulher deitada de bruços, os braços estendidos por cima da cabeça e esta, virada levemente para a direita, o que a permitia respirar naquela posição. De repente a morena saltou no mesmo lugar, como um felino, e respirando grandes lufadas de ar, como se tivesse saindo de um estado de afogamento, ou era assim que seu corpo se portava após acordar de um maldito naufrágio que vitimara toda sua tripulação, somente deixando a mesma, a capitã, viva, porém nada bem. Com o passar do tempo, Lucinda sentia seu corpo voltar à normalidade, ou o mais próximo disso, visto que a mesma acabara de sair de um naufrágio, assim tentou levantar-se, a atiradora sabia que teria dificuldade para fazer o movimento, já que seu corpo ainda carregava uma exaustão imensa, entretanto, a mesma não esperava que sequer conseguisse desgrudar seu tórax da areia branca.

Por mais que quisesse, Castiel não poderia insistir em utilizar de sua força, ainda mais neste momento, já que quando o fez, sentiu uma ardência percorrer o lado esquerdo de seu abdome, e ao mover-se para ver com precisão o ferimento, viu que toda a parte inferior de seu abdome e uma boa parte das pernas estava embebida no líquido vermelho, que era seu sangue. Vendo subitamente a imagem, o corpo de Lucinda pareceu finalmente perceber o que ocorria, e de repente, um calafrio percorreu o corpo da morena, sentindo suas forças se esvaírem aos poucos e sua visão desfocar momentaneamente. Fechando os olhos por um instante, a morena sentiu a dor atingir seu pico, causando uma vontade crescente de berrar até que sua voz falhasse ou a dor passasse, mas a mesma conseguiu segurar o impulso, afinal por mais que a náufraga estivesse no ponto mais decadente de sua jornada, ainda não era o fim, e se ela fosse diligente, boas recompensas viriam até si, e assim deixou a cabeça rolar para trás numa tentativa de amenizar a dor, mesmo que levemente.

A atiradora se manteve nessa posição por mais de dez minutos, até sentir a dor agoniante ceder, mesmo que levemente. Quando isso ocorreu, Lucinda até abriu os olhos, e finalmente pôde ver o que havia atrás de si, uma enorme floresta, aparentemente sem fim, a quantidade de árvores era exorbitante e as folhas das mesmas estavam mescladas de branco, por conta da neve que caía ocasionalmente sobre a ilha onde a morena tinha ido parar, além disso, o solo estava coberto de neve. Depois de contemplar a visão por alguns instantes, Castiel voltou seu olhar para o céu, que mantinha-se em uma cor acinzentada, o que fazia com que não fosse possível de se saber se poderia chover ou fazer sol, entretanto isso era possível de se identificar pela friagem que perfurou a pele alva da mesma, que chegou a tremer levemente, e a reação natural de seu corpo lhe cobrou caro, a dor voltou a aumentar de tal forma que a morena não pôde segurar o grito agourento que saiu do fundo de seu ser.

Depois de mais alguns minutos antes de poder voltar a si, Lucinda decidiu que deveria sair dali, pelo menos tentaria fazê-lo, afinal não podia ficar imóvel naquele local para sempre, já que, se o fizesse a mesma acabaria por morrer uma hora ou outra. Depois de ter se decidido, a atiradora, com muito esforço, conseguiu se pôr sentada, e moveu suas mãos o máximo que conseguiu para trás e apoiou-as sobre o solo arenoso e fez força para aproximar sua mão de seu tronco, tracionando e deslocando seu corpo posteriormente. A mesma teve de repetir o processo uma boa quantidade de vezes, até poder chegar às margens da floresta nevada, e o esforço aumentou de forma insignificante a quantidade de sangue que vazava do ferimento de Castiel, isso no momento não era algo tão grave, mas caso o sangramento não fosse estancado em breve e o ferimento fechado, isso poderia custar a vida da morena.

Depois de mais alguns minutos descansando, a médica conseguiu, com um esforço descomunal, pôr-se de pé, contando com o apoio de uma das inúmeras árvores que havia no local, afinal com a quantidade de neve que havia no chão, era impossível que a mesma conseguisse se arrastar por sequer 5 metros, contando com o apoio das árvores, a morena conseguiu avançar, cambaleando lentamente durante a caminhada sofrível, e a cada passo, a neve imaculada era suja pelo sangue que pingava do ferimento da mesma. Lucinda persistiu firmemente e foi recompensada por isso, afinal depois de ter avançado meio quilômetro adentro da floresta em meia hora, esta viu um pequeno acampamento no local, não era possível de se identificar se o mesmo estava abandonado ou não, e se sim a quanto tempo tinha sido abandonado, mas como o cansaço n’aquele momento era enorme, a atiradora não teve opções que não fossem sentar-se no local livre da neve e vasculhar a bolsa de couro que estava dentro da barraca de tamanho médio. Dentro desta não haviam muitas coisas, apenas frutas, alguns pedaços de carne, junto de um espeto, bandagens, linha e uma agulha, talvez isso fosse o suficiente para que a morena se virasse, ou não, tudo agora dependia única e exclusivamente dos próximos movimentos advindos de Castiel.

Legenda:
 

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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyQua 07 Ago 2019, 19:46



Trinkets, odds 'n ends
That sort of things'


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  —O clima desse estrume de ilha é gostosinho até, não acham? —Discursava, despejando aos ares seu timbre roufenho e apinhado de uma fingida tranquilidade, este tão trêmulo quanto seus músculos e ossos que, em contato com o bafejo álgido daquela manhã, se entregavam ao delírio doloroso e contínuo. Contudo, orgulhoso como era, de pouco renderia aos olhos alheios uma aparência debilitada. "Aparências são tudo quando não se possui força alguma, então de queixo erguido, caralho. No momento isso pode vir a me salvar nessa ilha desconhecida, quem sabe?"

E com aquilo em mente, simplesmente fecharia os dedos de ambas as mãos em punhos, apertando-os com diligência conforme escorregaria o polegar por sobre as juntas. Concentrando sua atenção numa respiração mais vagarosa, buscava assim despejar um hálito mais tórrido garganta adentro. Concomitante a isto, optaria por um ritmo de caminhada mais lento e remansoso, evitando assim que sua face cortasse o vento glacial matutino. Por fim, visaria aplicar uma força ainda maior em seus passos, de modo a evitar que a sola de seus sapatos escorregassem vergonhosamente no solo umedecido e congelado.

"Te ver cair de bunda na neve seria foda demais, sabia?" Corvejava sua ave, essa que voejava o perímetro ao redor de sua cabeça: "Ao menos isso apagaria teu fogo no rabo, penso eu!" E com aquilo, sentiria sua garganta coçar e, de repente, se renderia ao súbito desejo de gargalhar, de modo à rogar seu júbilo aos ares sem aviso nenhum. Percebendo então que soaria como um louco, daria sequência ao riso ao limpar brevemente a garganta.

— Atenção no pai aqui — Lhes diria então, mantendo certa discrição na tonalidade da voz, ao que menearia com a destra para que se aproximassem um pouco mais de si. Assim, sugaria o ar gélido pelas narinas, prosseguindo: — Vamos arranjar umas roupas mais... adequadas para a espelunca que nos enfiamos. 'Cês tem dinheiro? E eu pergunto isso não por esmola. Não é como se eu tivesse apenas uns vintão' no bolso, não é nada do tipo! — Abriria então a palma direita, balançando-a de um lado ao outro num gesto de negação, antes de fechá-la novamente num punho e, por fim, estendendo o indicador até a cidade adiante — Depois disso, iremos até uma loja de conveniências procurar por um mapa da cidade. Teremos um dia cheio aqui, e não iremos sair antes de... aprontar um pouco, se é que me entendem.

Assim, manteria-se aberto à qualquer dúvida que ambos viessem a ter sobre o plano, ainda que não esperasse objeção alguma. Após explicar os planos, adiantaria três passos para frente antes de parar novamente, jogando um olhar de soslaio por sobre o ombro direito até a esverdeada, e então suas palavras: — Tu conhece a cidade, minha cara. Se lembra de alguma lojinha de roupas? Se sim, leva nóis' p'lá — Diria à médica, e caso a resposta fosse positiva, seguiria ela até o local requisitado, mantendo o queixo erguido durante o percurso para que pudesse avistar quaisquer sinais de perigo pelo caminho. Ainda não era conhecido o bastante para que uma cidade pacata como aquela viesse a lhe reconhecer, de modo que não sentiria medo algum em trafegar as ruas daquela forma. Contudo, se a resposta de Fuyuki viesse a ser negativa— isto é, caos ela não se lembrasse de onde se encontrava a loja requisitada, despejaria a respiração num breve sinal de decepção, levando ambas as mãos até a cintura antes de pender a cabeça para frente, cabisbaixo. Fosse o caso, lhes diria, logo adiantando um passo à frente: — Então vamos logo, não deve ser uma loja difícil de encontrar.

E assim seguiria a primeira rua que encontrasse, confiando primeiramente no destino para encontrar o maldito estabelecimento. Fazendo uso de sua visão avantajada, buscaria fisgar com as pupilas quaisquer placas de indicação, sendo estas postas nas calçadas ou em vitrines. Todavia, caso se mostrasse azarado o suficiente para não encontrar o local, jogaria um olhar à Varric, e então ordenaria ao mesmo: —Cara, vamos precisar pedir indicação pros civis mesmo. Se eles me vissem nesse estado, começariam uma comoção desnecessária, então... né, agiliza aí pra gente. —E então esperaria que o anão cumprisse com a tarefa designada, aguardando seu retorno ali mesmo. Caso o mesmo voltasse com alguma referência, ou na eventualidade de ter avistado uma vitrine, seguiria até prontamente até o local, cuidando para não se deslocar de um modo que viesse a lhe flagelar ainda mais o corpo debilitado.

Assim, uma vez diante do estabelecimento, levaria a destra até a porta na intenção de abri-la, e assim o faria, buscando adentrar no local quando a entrada se mostrasse aberta para os três. Mantendo sigilo em seus modos, tentando assim parecer inofensivo, buscaria com os olhos quaisquer indivíduos ali dentro que aparentassem como vendedores. Encontrando o sujeito(a),  se aproximaria do mesmo ao envergar um sorriso amistoso em seus lábios cicatrizados, invocando suas palavras em seguida: —Bom dia, viemos comprar umas roupitchas' de frio, tá ligado?' — Tamborilando os dígitos da destra por sobre o bolso, buscaria assim produzir o som metálico das moedas se chocando umas com as outras, logo que viria a se aproximar de um balcão, caso houvesse um ali —Três camisas de peles, uma negra pra mim. E  também um capa longa e preta, daquelas com a gola alta, sacomé.

Assim, aguardaria que o vendedor buscasse as roupas solicitadas. Quando o mesmo voltasse, perguntaria ao mesmo: —Quanto vai ficar isso tudo aí? — Penderia a cabeça para a direita, indagando-o. Assim, caso o preço fosse dentro de suas capacidades financeiras, retiraria o dinheiro solicitado do bolso e despejaria o mesmo por sobre o balcão de modo organizado, simplesmente assentindo para o mercador em seguida —No ponto, meu querido. Aliás, aproveitando que tu é um vendedor tão foda', saberia nos informar sobre umas paradas' aqui na cidade? Como anda o crime, essas coisas. A polícia deixa o lugar seguro pro'cês morarem? É que acabamos de chegar, sabe como é.

Ouviria as palavras do mesmo(a) atenciosamente, tamborilando os dedos da destra por sobre o balcão antes de apanhar suas vestimentas. Por fim, vestiria a camisa e então envergaria a capa por sobre os ombros, deixando que a mesma despencasse em suas costas. Assim, se a saída do grupo não fosse impedida pelo mercador ou quaisquer outras pessoas que estivessem ali dentro, daria as costas ao mesmo e se retiraria do estabelecimento em seguida, sem nem mesmo se despedir do sujeito. Uma vez bem agasalhado, se viraria prontamente para os dois assim que os mesmos saíssem da loja, o sorriso em seus lábios tão convidativo quanto as palavras que deixariam os mesmos: — Deus d'céu, olha só p'vocês! Cuidado, povo de Micqueot, meus parceiros são gostosos p'caralho. Misericórdia, mas mudando de assunto... — Dando uma pausa em sua fala, levaria os dedos da destra até o maxilar direito, coçando a pele hirsuta e barbeada ao jogar o olhar divertido à Fuyuki, rogando: — ...mapas. Uma loja de conveniência, sabe onde fica? Sim, estamos te usando de bússola ambulante. E sim, não estou nem aí, espero que a nostalgia de andar pela cidade seja o suficiente, ainda mais com uma companhia tão bacana que nem nós dois — Dizia, ao que apoiaria a destra por sobre o ombro esquerdo de Varric — Precisamos de uma luneta, bússola, mapas e um pouquinhonhão' de rum. Então, vamos indo.

E assim, finalizando seus assuntos ali, seguiria sua querida médica, confiando no senso de direção da mesma e rezando silenciosamente para que nenhum homem da lei viesse a encontrar seu caminho agora. Que a deusa da sorte seja boa, seu pedido seria atendido.


Hist;:
 


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Última edição por Grim em Qua 07 Ago 2019, 20:18, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyQua 07 Ago 2019, 20:17

"The only reason a warrior is alive is to fight
And the only reason a warrior fights is to win."
Andando pelas vazias ruas de Micqueot, me deparo com um nobre senhor que me oferece abrigo e agasalho, o frio estava me matando. Por uma feliz coincidência, o senhor trabalha na loja de armas, uma verdadeira mão na roda. Antes que pudesse dizer algo para o homem, alguém adentra a loja.

Olharia para a pessoa que entrou na loja, e voltaria meu rosto para o café em minhas mãos. Ficaria quieto até que a moça fosse atendida. Caso a moça viesse a interagir, responderia de modo educado, porém, simples, demonstrando não querer puxar assunto. Assim que o vendedor voltasse para próximo de mim. Diria - Bom, eu sou sim um guerreiro, e o café estava muito bom, obrigado. Perdi minha espada na última luta que tive e preciso comprar uma nova... caso possuir, preciso de uma bokken também, quanto ao dinheiro, não se preocupe. - reverenciaria quando dissesse obrigado, deixando a caneca de café em qualquer superfície sólida e plana que encontrasse - Quanto sobre a minha pessoa, meu senhor, cresci um samurai, e morrerei um, lutando para ser o melhor. Já naveguei um pouco por esses mares, e pretendo voltar a eles. Meu único empecilho é viajar sem uma lâmina companheira... acho que o senhor gostaria de saber, mas já empunhei uma bela lâmina negra no passado, a lâmina da minha família... Eu sentia que podia contar o mundo com ela... nunca mais encontrei uma igual, e por isso voltarei aos mares, explorar esse vasto mundo, e me encontrar com os melhores, conhecer suas ambições... e superá-las... - Contaria minha história, olhando para a caneca, apertando fortemente minhas mãos fechadas, com um sorriso de efervescência.

Se ele insistir em saber mais sobre minha história, diria - Desculpe, meu bom senhor, mas gostaria de apressar um pouco minha ida ao porto, preciso encontrar um capitão disposto a me levar. Falando nisso, pode me dizer um local onde possa comprar uma roupa mais quente e a direção do porto? - Caso ele diga que não, diria - Entendo... - e abaixaria um pouco a cabeça, e a levantaria logo em seguida, tocando no assunto das espadas.
Caso responda positivamente, agradeceria tentando fazer um rosto amigável e falaria das espadas novamente - E então, sobre as espadas, ainda preciso comprar uma... - Caso o preço da espada oferecida seja plausível, pagaria, pegaria a espada, desembainharia, cortaria o vento diagonalmente para testar a espada, colocaria-a de volta na bainha, e colocaria a bainha na lateral esquerda do corpo, para ser puxada com a mão direita.
Caso ele também tenha a espada de madeira, optaria por levá-la também, colocando-a junto da outra. Deixaria o dinheiro do pagamento com o bom senhor, e falaria - Muito obrigado pelas espadas, pelo café, e pela companhia, senhor! Espero que possamos nos encontrar novamente. -

Se tivesse obtido a informação do vendedor, me moveria primeiro até a loja de roupas. Caso não, andaria pela cidade, procurando por alguma sinalização que indique sua localização, e se não encontrasse, perguntaria para alguma alma viva que se encontrasse na rua até que a resposta seja positiva ou eu encontrasse a loja de roupas.- Com sua licença, poderia me informar onde posso comprar roupas? - Se a resposta for positiva, agradeceria com um movimento com a cabeça, e me moveria até lá.

Caso chegasse na loja de roupas, entraria, olharia seu interior, caso houvesse algum cliente, esperaria minha vez em silêncio, se não, falaria com um possível atendente - Eu gostaria de comprar algo simples que me proteja do frio, de preferência que fique por cima da minha roupa atual - Se eu ainda possuísse dinheiro para comprar, compraria, agradeceria com uma reverência formal e vestiria, me dirigindo para sair da loja. Caso já tiver a localização do porto, apenas sairia da loja, caso contrário, perguntaria, antes de sair - É... pode me dizer onde fica o porto? - Independente da resposta, agradeceria e sairia da loja.

Se eu já tivesse a localização do porto, me moveria diretamente até lá. Se não possuísse, procuraria por informações em placas para chegar até lá.

Caso chegasse no porto, sentaria em qualquer caixote disponível e olharia a movimentação. Colocaria a mão na espada, para controlar minha compulsão. Procuraria também alguém que pareça ser intimidador, para que possa me ensinar a ser. "Preciso aprender a intimidar meus oponentes, assim, poderei evitar lutas inúteis."

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MensagemAssunto: Re: Infamous   Infamous EmptyQua 07 Ago 2019, 23:16


 

'Cause I'm a survivor

Frio. O vento gélido beijava ferozmente a pele alva da jovem, que estremeceu no exato momento que fora tocada, o ferimento em sua barriga, entretanto, parecia ficar ainda mais dolorido, à dor teria sido tão intensa, que mal pode se aguentar, e logo um grito agonizante saiu entre seus lábios ressecados. Contudo, não podia perder o controle naquele momento, precisava se acalmar, e, assim, o fizera. Minutos mais tarde, o ferimento parecia ter amenizado um pouco a dor, e essa era a hora de Lucinda tomar alguma atitude ou, então morreria ali mesmo na praia, sozinha, como uma derrotada. O que não demoraria para que Lucinda, movesse ambos os braços acima de sua cabeça, o máximo que poderia conseguir, afincando seus dedos sobre o chão frio e arenoso, assim então, forçaria seu corpo se mover com certa dificuldade, arrastando vagarosamente suas costas sobre o solo.

Após alguns minutos, finalmente haveria chegado ás margens da vasta floresta esbranquiçada, sua respiração estaria deveras ofegante, seus olhos se moveriam calmamente de encontro com o ferimento, notando que o seu maldito esforço haveria tido uma pequena consequência; o corte em seu abdômen estava sangrando um pouco mais, mesmo que de forma insignificante, poderia lhe causar certos problemas. Entretanto, não devia se desesperar no momento em questão, Lucinda tiraria mais alguns poucos minutos para descansar, o suficiente para recuperar seu folego, e, com um esforço gigantesco, conseguiria pôr-se de pé, apoiando-se fortemente em uma das arvores ao seu redor. Novamente, Lucinda sentiria um breve calafrio percorrer por todo o seu corpo, fazendo seus pelos se enriçarem completamente, lentamente moveria sua mão destra até ao lado esquerdo de seu abdômen, pressionaria com certa firmeza o ferimento, na tentativa de para um pouco o sangramento. Seus pés se moveriam lentamente bastante cambaleantes, o que faria com que Lucinda tombasse algumas vezes para os lados, mesmo usando as arvores como um apoio, conforme andava o solo esbranquiçado era manchado pelo liquido espesso que pingava de seu ferimento.

Lucinda avançaria pela floresta, não sabia exatamente quanto tempo ou quantos quilômetros havia andando pela floresta, mas após alguns minutos de uma caminhada longa e difícil, mesmo estando com a visão ainda um pouco turva, avistaria um acampamento não muito longe. De começo acharia que era apenas uma alucinação de sua cabeça, mas ao firmar seus olhos e sua visão se ajeitar novamente, conseguia ver perfeitamente o acampamento, antes que pudesse avançar para o mesmo, seus olhos olhariam em volta por pequeno período de tempo, não sabia exatamente se o acampamento estava abandonado ou se tinha alguém, Será que está abandonado? Quando tempo será que está ali? Não importa, preciso dar um jeito nesse ferimento… ─ pensaria. A morena logo avançaria indiscretamente até o acampamento, e, logo avistaria a bolsa de couro dentro da barraca, Lucinda sem pensar duas vezes, pegaria a bolsa, e vasculharia rapidamente a mesma. Por sorte, a jovem logo acharia algumas frutas, e alguns pedaços de carne, espalhados pela bolsa, logo não demoraria para achar algumas bandagens, linha e agulha na bolsa.

A jovem não aguentava ficar por mais tempo naquele vento gélido, seus dedos já estavam completamente congelados, suas roupas praticamente coladas em seu corpo, como ainda se encontravam molhadas por conta do naufrágio, Lucinda optaria por adentrar a barraca levando a bolsa junto a si. A morena logo retiraria calmamente a blusa que vestira, com todo o cuidado para não abrir ainda mais o corte em seu abdômen, ficando completamente nua da cintura para cima, o frio impiedoso logo lhe castigava fazendo seu corpo se estremecer, e sua pele ficar tão fria quanto a neve que caíra sobre aquele local, Lucinda precisava estancar rapidamente o sangramento para que pudesse se esquentar, sem muitas opções, optaria por rasgar um pedaço de sua camisa, que provavelmente já estaria rasgada bem aonde estaria o lado do abdômen machucado, não precisava colocar tanta força para rasgar a mesma. Após isso, suas mãos tremulas dobrariam o tecido em algumas partes, e logo o colocava sobre o ferimento o pressionando com certa força com ambas as mãos, o tecido que antes branco agora fora manchado pelo liquido rubro que saia de seu corte, Lucinda retirava um pouco o tecido de cima do machucado, apenas para ver se o mesmo havia parado de sangrar. Caso o ferimento tivesse parado de sangra, cuidadosamente removeria o pedaço de tecido para que o ferimento não voltasse a ter sangramento, sua mão destra logo foi de encontro com a bolsa e pegaria a agulha e a linha ─ caso o sangramento não tivesse parado ainda, pressionaria novamente o tecido sobre ferimento e esperaria até que o mesmo parasse de sangrar.

Encontraria certa dificuldade em colocar à linha no pequeno buraco da agulha, suas mãos estavam ficando congeladas por conta do frio excessivo, e, após minutos de tentativa, conseguiria colocar a maldita linha na agulha. Apreensiva, com a respiração desregulada por causa do frio que sentira, Lucinda precisava se acalmar para conseguir realizar aquele procedimento, respiraria o mais profundo que pudesse, e logo passaria a agulha pela sua carne sentindo a mesma lhe perfurar, a dor que sentira naquele momento haveria sido grande, o que lhe deu uma grande vontade de gritar, porém se controlou, pois precisava manter sua calma. Novamente, puxaria o máximo de ar possível para seus pulmões, como tinha certo conhecimento em primeiros socorros, saberia exatamente o que estava fazendo, e mesmo ainda estando com as mãos tremulas e quase congeladas, realizaria o procedimento de costurar o ferimento sem que se machucasse ainda mais. Após terminar de fechar o ferimento completamente, Lucinda pegaria a bandagem na bolsa, e enrolaria toda a área de seu abdômen com a mesma, prendendo firmemente para que não soltasse.

Após terminar, Lucinda se encontrava completamente exausta e morrendo de frio, seus olhos logos vasculhariam meticulosamente por alguma coberta dentro da barraca, caso achasse uma coberta ou por ventura um saco de dormir, sem fazer movimentos muito bruscos e rápidos, se desfazeria de suas botas marrons de cano longo, e logo tiraria sua calça de couro negro que estava com alguns rasgos, sabia que era imprudente de sua parte ficar sem suas roupas, poderia adoecer, porém, também adoeceria se ficasse com as roupas molhadas. Assim, calmamente se enfiaria debaixo do que tivesse encontrado ali, podendo assim se esquentar e descansar um pouco mesmo que ainda estivesse completamente nua, Lucinda não conseguiria pregar os olhos tão cedo, não se sentia completamente segura ali naquela barraca, então apenas esperaria suas roupas secarem e seu corpo estar um pouco descansado, para que pudesse finalmente sair daquela barraca e seguir seu caminho sem muitas complicações, não sabia exatamente o que iria procurar, mas esperava do fundo de seu coração achar uma cidade.

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