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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Revolução dos Bichos

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ADM.Tidus
Duque Azul
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptySab 20 Jul 2019, 18:19

Relembrando a primeira mensagem :

Revolução dos Bichos

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Rem E. Nuf, Ur Kleiner Bar e Rim Arkman. A qual não possui narrador definido.


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Remenuf
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyQui 08 Ago 2019, 03:12


Macio e fofinho

Poucos minutos com Anira e me impressionei com a garota, era um contraste muito grande sair do abraço de Niko, uma menina doce e muito amável, direto para ouvir as ordens de outra criança, já mais exigente e espertalhona. Que de dócil não parecia ter muita coisa, sua personalidade realmente parece combinar com a de Rim. Apesar da brincadeira de dominância, ela recusava minha jura, o que me intriga de certa forma. Seria ela contra os costumes mais nobres? Difícil dizer.

- Você é divertida Anira. - Comentei já me levantando. - Não sei o que é isso de amazona mas tudo bem, vou ser só sua amiga então. - Sorri contente enquanto seguíamos viagem. Era estranho ver Rim sendo abusada como escrava, normalmente estou acostumada em ver o contrário. Isso me deixava um pouco desconcertada, e tornava difícil levar tudo aquilo a sério, mas a garota dizia algumas coisas pertinentes. Parecia, ao fim de tudo, ter um bom coração. - Sim você tem razão, viajar em grupo parece muito mais divertido. - Estava feliz por finalmente encontrar alguém tão contente quanto eu naquela manhã incomum.

Entrando no lugar, era uma padaria agradável. Ara, eu já não ligo mais pra esses olhares assim, já entendi qual é a dessa ilha, as pessoas são tristes, saquei. Mas por mais que tenham motivo, credo, essa negatividade toda só vai atrair mais desgraça.

- Rehahah. Calma calma, não precisa ficar nervosa só por isso. - Respondi Milady com um divertimento no rosto, relaxada em minha cadeira com as compras ao lado e brincando com meu rabo de cavalo feito pela fita. - É um título muito respeitável sabia? Poucas realmente o merecem. A-n-i-r-a. - Terminava com um sorriso brincalhão.

- Não brinca! Dez dias? Céus, agora sei porque Rim estava te carregando, se eu fico quatro horas sem comer já não me aguento de pé. - Chamava a garçonete quase que em desespero, a criança já tá desfalecendo aqui. De qualquer forma enquanto esperávamos senti uma pontada de interesse pelas duas. Oh-ho, é uma pena que Ur não esteja aqui, ela adora me ouvir falar.

- Não, não tenho nenhuma religião, por que? - Respondi ao questionamento de Anira, continuando com a palavra “Cruzada” como motivo. - Hmmm, eu realmente não sei, são palavras comuns dentro da minha família, mas não me lembro de ser filiada a nenhum clero... - Parava para pensar um pouco, mas de fato nada relacionado me vem à mente.

- Enfim, continuando! - Batia na mesa como forma de recuperar a atenção assim como minha consciência em devaneio. - Assim que acordei essa manhã e percebi que meus ossos já tinham se curado eu não consegui ficar parada sabe? Minha ambição é grande demais pra estagnar, tenho que me manter em movimento. Então conversei com Ur durante o café e depois de pedir um pouquinho ela concordou em me ajudar a terminar o que eu comecei assim que cheguei nessa ilha. Vamos purificar esse lugar e trazer um pouco de paz de novo. Por isso é uma cruzada. - Olhando para Anira já um tanto orgulhosa, faria uma pausa de notação.

- Então nos dividimos, enquanto eu saí correndo pra conseguir equipamentos. - Apontei para o arco e flecha. - Ur é responsável por juntar as informações pra gente definir nosso primeiro alvo. Mas andando pela cidade de manhã eu percebi que a situação é pior do que eu imaginava, Rim. - Olhava meio distante neste momento, lembrando da situação das pessoas, o mau humor do velho paneleiro e principalmente o estado de Niko e sua avó. Uma chama ardia dentro de mim nesse momento.

- Piratas. - Puxava um certo desprezo na voz. - Criaturas vis, tão malditos quanto as pelúcias que lhe fizeram aquelas coisas horríveis. Eles estão roubando todo o suprimento da ilha, pessoas estão indo ao mar e não retornam mais, fazem da vida dos cidadãos um inferno. - Aos poucos meu humor ia normalizando, já olhando para as duas com um certo carinho. - Bom, o plano era me juntar com a Ur de novo e falar minha decisão de expulsar os piratas, mas ela meio que sumiu, e aí eu encontrei vocês duas, hehe. - Coçava a nuca meio embaraçada. - E essa foi basicamente a minha manhã.

Algo chamava minha atenção no comentário de Anira, uma coisa tão importante que eu havia deixado escapar mas logo me policiava, batendo o copo na mesa como disciplina repreendia a tritã.

- Rim! Nunca mais fale mal da família de alguém na minha frente, não importa se ela fugiu ou não, isso não dá a ninguém o direito! - Falava isso de forma mais emocional por mim mesmo do que pela própria garota, de certa forma nossa situação parece ser muito similar, e isso meio que despertou algum gatilho em mim. Logo percebendo minha atitude, tornaria a feição alegre. - Me desculpe, acho que me excedi um pouco. - Fitava a mesa meio envergonhada.

No mais aproveitava o cardápio completo da padaria enquanto prestava atenção na duas comigo, parecem estar em alguma disputa de liderança ou algo do tipo. Apesar de triste, tinha algo na história de Rim me dava a sensação de casa, a forma como ela falava da tal marinheira me traz algo muito familiar. Primeiramente comeria os pratos mais próximos de mim, para depois sorrateiramente, mas com a delicadeza de elefante, surrupiar os que estivessem mais próximos de Rim. Não reagiria aos assédios e brincadeiras de minha amiga, contanto que ela não tentasse me lamber eu estava entregue em seus braços.

“Na verdade eles são bem confortáveis.”

Pensava um pouco enquanto tentava me acomodar em seu busto como se fossem almofadas.

- Meu próximo passo? Bom, boa pergunta. Eu queria me encontrar com a Ur mas acho que ela não aguentou esperar, já deve estar no rastro dos piratas então eu devo achar ela no meio do caminho. Até onde eu sei a Marinha não tem efetivo pra proteger tudo e as empresas de carga não podem contratar guardas. Então meu plano era ir até o porto falar com algumas dessas empresas, pedir informações ou quem sabe oferecer proteção em troca de um encontro com os saqueadores. Vocês querem vir comigo? Vai ser divertido. - Falava já imaginando toda a movimentação e variedade de um porto mercante, divagando sobre como seria embarcar em um navio e protegê-lo de piratas, livrar a ilha desse mal e ser reconhecida por isso.

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Furry
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptySex 09 Ago 2019, 13:05




- Sim… Mas da pra fazer outro tipo de golpe… Sem que você seja a noiva. Os caras só vão olhar pras tuas tetas mesmo. - O comentário acabou levando Ur a se auto apreciar. - Sim, hahahaha. Um pacote e tanto. - disse com um sorriso que deixava em dúvida se era apenas do corpo dela que ele falava.

- Hnnn, serelepe? - todavia ele apenas deu os ombros descartando o comentário. - É uma ótima bebida.



- Então eu só preciso te derrotar? - Jonson olhava sério para Ur. - Finalmente ganharia algo por bater em alguém, hahahaha.



- Não brinque assim com meus sentimentos…. Achei que finalmente poderia me casar.

>><<

- VOCÊ QUE NÃO TA ENTENDO A SITUAÇÃO. - bradava Jonson em resposta ao ser chamado de Cuzão. - NÃO CONSEGUE ENXERGAR O QUE TEM A SUA VOLTA?

- Então você é caçadora? - o guarda questionava retóricamente. - De problemas eu suponho. Caça confusão com pessoas boas e inocentes? - completou. - Não me interessa a merda que você acha que é garota. Ninguém te deu permissão de vir aqui arrumar problemas para um trabalhador honesto ameaçando-o com…. - ele parou momentaneamente confuso até que um dos homens atrás dele completou. - Acho que é uma bengala chefe. - Uma … Uma BENGALA. HAHAHAHAHAHA, mas que piada garota, vai, dá o fora daqui e trate de não ameaçar mais ninguém "caçadora" . - ficou bastante claro o tom de chacota ao chamá-la de caçadora.  

- Não arranje encrenca desnecessária Ur, você que vai acabar ganhando uma recompensa de vez de capturar uma. - Jonson tentava apaziguar a moça. - Sei que você venceria deles, mas e depois? Pensa na Rem. O que ela faria se você acabasse sendo perseguida por ai?

Havia o 'chefe', o dono da loja e mais dois guardas fora da loja que acompanhavam o que falava com eles. Este que agora olhava para Jonson com um rosto furioso e vermelho por ter ouvido o homem dizer que sabia que Ur era capaz de bater nos três. Assim sendo haviam 4 deles contra Ur e Jonson sendo que nenhum dos dois, até onde sabia-se, portava arma alguma.

- Vai querer tentar a sorte piveta? - questionou o "chefe"  pelo que provavelmente seria pela última vez.

(Acabou não adiantando muito, mas é meio porque prefiro ter certeza da decisão e que apresentei todas as repercussões. Aqui é meio um impasse, ninguém vai te dizer nada devido ao início agressivo, ninguém vai te considerar como caçadora. Se ficar no próximo plantado pode fazer mais casos de combate considerando o seguinte: 3 guardas com bastões curtos e pretos. Um dos guardas de fora carrega também uma espada, rapier, na cintura.) Vendedor continua tranquilo e sereno atrás do balcão e não irá se envolver na luta, ele eh um vendedor afinal. )

>><<

Rem dava inicia a sua explicação um breve momento depois de solicitar por comida. Para ela a palavra cruzada não de fato representava um dogma religioso, mas sim um termo para sua grandiosa missão.

Enquanto explicava sobre sua manhã a jovenzinha dividia sua atenção entre ouvir atentamente o que Rem dizia e travar a guerra de chutes em baixo da mesa com Rim.

- O problema é que essa ilha nunca foi focada em poder militar… - Anira comentou ao final da explicação de Rem sobre sua manhã. - Eles sempre contaram apenas com a proteção da marinha. Quando os soldados precisam ser mobilizados para outras áreas, ou o contingente baixa por outros motivos eles ficam indefesos. - A jovem esticou a mão para pegar um pãozinho de casca dourada e crocante que havia chego na mesa dando uma pequena mordida. Então com o pão a metade do caminho ergueu os olhos e deu um sorriso sem jeito. - Acho que é isso né? - disse encabulada calando-se depois disso, ao menos tentando já que Rim parecia possuir outros planos para a garota.

- HNN, CERTO. - disse com animação surpreendente. - É importante conhecer bem meus subordinados. Começa você e depois eu falo de mim.

Mas antes que tivessem a chance de começar a conversa Rem acabava por exaltar-se em uma reprimenda a sua amiga. Tal ato acabou atraindo mais olhares a mesa delas, inclusive da mulher que as sérvia que parou momentaneamente encarando a jovem de cabelos laranja.

E embora a reprimenda houvesse chamado a atenção de muitos pareceu não surtir muitos efeitos em Rim que atirou-se para cima de Anira agarrando-a em um movimento inesperado que fez a garçonete derrubar uma xícara atraindo assim ainda mais atenção para a mesa.

- Desculpe por isso. - disse a mulher com a voz trêmula enquanto olhava para baixo. Rem poderia ter visto a mão da mulher tremendo enrolada no avental enquanto evitava erguer os olhos na direção de Rim e Anira. - Eu vou limpar já.  

Anira e Rim não teriam percebido a mulher, visto que a jovem lutava por sua vida empurrando o rosto da tritã com ambas as mãos. - Alguém me salva dessa maníaca lambedora. AHHHHHHH…. Que nojo. Eu to toda suja.    

Rim começava a contar sua história, o que levava a garota a horas estar rindo, principalmente nos momentos em que era atirada para o alto enquanto em outros momentos desesperava-se para evitar ser lambida. Rem no entanto teria notado que as pessoas olhavam para elas, tentando disfarçar, mas era possível notar nos rostos de cada um a preocupação de ter uma criança nos braços de uma tritã.

Mas outras não olhavam para isso e sim para a mesa abarrotada de comida. Rem também teria percebido que a maioria das outras mesas continha apenas uma xícara de café e quando muito um prato com um pedaço de pão.

- Ela devia ser uma marinheira bem legal… Pena você não poder ser também. - nisso Rim a lambia denovo. - RETIRO O QUE DISSE… VOCÊ É NOJENTA. - com isso a garota conseguiu finalmente ser colocada de volta em seu assento o que lhe permitiu voltar a comer.

Anira esticou sua mão para mais um dos pãezinhos de casquinha crocante quando Rim, mais rápida que ela, furtou a guloseima. - EIII, ERA MEU!   - NÃO, SEM LAMBER. PODE FICAR COM ELE.

Rem até então havia podido comer tranquilamente, os pratos dispostos à sua frente haviam sido sistematicamente devorados enquanto Anira era atirado para o alto por Rim e ela já começava a comer dos pratos dispostos a frente da tritã enquanto está surrupiava a comida da criança, mas entando a mesa farta a pequenina teve tempo de arranjar para si um grande pão redondo com o miolo retirado onde dentro havia um grosso caldo de legumes que era comido com a ajuda de uma colher e eventualmente com um pedaço arrancado da borda do pão que lhe servia de recipiente. - Isso tá otimo. - Anira comida com avidez, mas nem de longe era tão desleixada quanto a dupla, pois sentava-se direito e constantemente limpava a boca pousando o talher usado com cuidado para não sujar a mesa.

- Então você estava a deriva e foi salva por uma marinheira e aí depois salvou ela que também estava a deriva? Hnnn… Vocês tem certeza que sabem navegar? Parece muitas derivas pra mim, hehehehe. - Anira provocava a tritã com um sorrisinho sapeca estampado na cara. Rem por outro lado não teria se importado visto que repousava agradavelmente no busto de sua companheira.

- Certo…. Minha vez. - ela parou de comer para contar sua vida. - Eu sou orfã, não cheguei a conhecer minha mãe e pai de verdade. Me disseram que nasci nessa ilha e por isso acabei vindo pra cá agora. Queria visitar o orfanato para descobrir se alguém sabia algo do meu passado. Mas não lembro de ter estado aqui,lembro apenas dos dias que passei em Illusia. Cresci nas ruas de lá, tinha uma garotada que vivia assim. Dormiamos nos telhados, robavamos comida, brincavamos na praia. Tinham uns garotos mais velhos que cuidavam da gente, mas também tinha outros que… - ela deu os ombros e olhou para baixo encarando seus pés que balançavam no ar. - Depois fui adotada, alguns dos garotos que viviam comigo também… Outros, bem… - deu os ombros novamente, mas era possível entender que alguns dos outros não tiveram a mesma sorte. - Minha vida foi boa depois disso. Sempre tinha comida, estudos, meu pai e mãe são legais, me davam atenção sempre que podiam. Mas tem um monte de crianças na rua por ai… Eu não me sentia bem tendo aquela sorte e … sabe? Outras não tendo. Aí comecei a escapulir para tentar ajudar outras crianças. Mas meus pais me proibiram depois de um tempo, dizendo que era perigoso que alguém poderia me fazer mal… Ai ficou difícil conseguir sair. Só conseguia ir até o pátio e sempre acompanhada. Ali que conheci o Josh, meu outro companheiro. Ele me contou histórias das aventuras deles e também de como o mundo é, disse dos problemas de Las Camp e de quantas crianças precisavam de ajuda aqui… Eu quis vir ajudar e ele disse que me ajudaria a escapar pra vir pra cá. Aconteceram umas coisas e acabei me desencontrando dele, vim escondida em um navio.

Ela encerrou a história aí com um: "É isso e aqui estou."

>><<

- Não acho a sua história melhor, HNF. Você só enfeitou mais para ela parecer melhor. Eu também podia embelezar a minha para que ela parecesse melhor e mais fantástica. Eu podia dizer que era uma princesa e que meu pai adotivo era o rei e que minha casa é na verdade o castelo. Que eu não conseguia sair de casa por causa dos guardas que ficavam me seguindo de cima para baixo e por isso também não dava de ajudar as crianças de Illusia já que como a gente rouba na rua acaba se acostumando a ter que se esconder dos guardas reais. Então assim eu sou uma princesa o que me qualifica como lider. HNF. - ela então deu mais uma colherada com raiva na sopa no pão. Alguma coisa havia a irritado dessa vez, embora não fosse talvez simples entender o que. - Eu sei que sou mais fraca que você, que não sairia por aí e lutaria com dezenas de terríveis pelúcias, mas eu quero companheiros para viajar e ajudar aqueles que não tiveram a mesma sorte que eu tive. - os olhos dela começaram a se encher de água.

- E você fica implicando comigo querendo disputar tudo. Eu to longe de casa, não encontro meu amigo e tão me perseguindo não sei porque e tudo que você faz é só pra me provocar. - soltou de novo a colher sobre a mesa.

A plateia ao redor dirigiu inteira um olhar de raiva para Rim, ao que parece todos ali dentro estavam acompanhando a conversa daquela mesa. Teriam agora, se prestassem atenção, percebido até mesmo a garçonete parada em meio a limpeza da xícara que havia derrubado antes olhando com olhos afiados na direção de Rim.


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Rimuru
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyDom 18 Ago 2019, 22:30

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Rim Arkman


O clima parecia estar se fechando como trovões prestes a se manifestar na expressão de cada indivíduo indignado que dirigiam suas caras feias e frustradas para mim, seja por sorte ou até mesmo um belo de um lamento já me encontro acostumada com este tipo de recepção calorosa ao meu redor, uma das vantagens de ser profundamente detestada de maneira alheia pela sua amarga existência e aprender e se acostumar com este tipo de situação ao ponto de não se incomodar mais com ela.Ao menos queria saber se uma donzela bonita de sangue azul sofreria das mesmas indiferenças ou teria seus movimentos camuflados e ignorados pela sociedade.

Suspiraria esticando meus dedos de maneira a abri-los o máximo que posso  e me espreguicar com demasiado gosto visando recuperar um pouco o meu conforto pessoal, colocando meus tênis novamente como se estivesse me preparando para sair a qualquer instante. Com a mão esquerda ficaria com a bengala apoiada para saciar possíveis opressões que pudessem ocorrer com um simples gesto e movimento a qual iria exercer de maneira totalmente defensiva buscando apenas defender-me e impedir contatos não autorizados a mim como se fosse uma divisória que os protegesse do pior que poderia ocorrer caso decidissem ultrapassar essa barreira, colocando o objeto antes da  ação oposta para que não  ocorra o problema de acabar  atingindo a pessoa de maneira violenta com uma aparada.Caso a pessoa a tentar me atacar seja Rem mesmo que de maneira não violenta, após o bloqueio brincaria um pouco com seu emocional flertando com o doce mel da minha vida:

Hehehe,Não consegue esperar para chegarmos em casa para colocar suas mãos sobre mim?Sei que sabe cavalgar querida, mas tem que escolher melhor o momento para saciar lhe o apetite,tem crianças aqui sabe.Piscaria duas vezes de maneira ansiosa aguardando a reação segurando os risos.

Independente do que aconteça ou se acontecer com a outra mão apoiaria sobre a cabeça da jovem Anira pela primeira vez parando com minhas brincadeiras dando um cessar fogo de apenas alguns momentos para que ela viesse a apreciar o gesto antes que a piada em mim decida que uma peça seja melhor aplicada para essa menina travessa fazendo um confortável cafuné com minha pele escorregadia usando a como lubrificante natural para tornar o carinho ainda mais deslumbrante:

Finalmente,já estava achando que ia manter suas frustrações para sempre com você e difícil confiar nas pessoas se elas não se abrem para ti de verdade.Abraçaria a com calma sem a sufocar deixando seu rosto livre para olhar aos arredores conforme iria continuar a dialogar de maneira presunçosa.Nos sentimos bem melhores quando deixamos a onda circular livremente, até o momento você só tem bancado a inabalável como se nada a atingisse embora tenha passado por tanta coisa, talvez lhe pareça uma piada mais e bom demonstrar fraqueza de vez em quando.

Sinalizaria para a ruiva que era melhor pagar a conta para que pudéssemos sair logo dali antes que a repercussão fuja ao controle enquanto continuaria resolvendo a situação com certa sinceridade pensando cuidadosamente das palavras que iria utilizar para que obtenha um resultado desejado:

E pode ter parecido de má fé mais eu não embelezo minha história para que os outros se sintam maravilhados mas porque aprecio os acontecimentos que vivenciei e gosto de contá-los assim, acho que me acostumei tanto a conversar com pessoas de minha profissão que me esqueci que gente externa está desabituada com histórias de pescador Hehehe.Bem aproveitando o momento de uma olhada ao seu redor nessas retinas de ranzo dirigidas a mim, consegue ver o desprezo? Assim que sou vista a maior parte do tempo, então não vejo motivos para tratar as pessoas de maneira indiferente apenas para satisfazê-las o ego.Gosto de atazanar-lá é esse e meu jeito de ser se gestos verdadeiros lhe prejudicam a moral, posso me substituir contratando um charlatão para trabalhar ao  seu lado conforme seus apetrechos e frufrus.

Pararia com o cafuné deixando a livre escolha de permanecer próxima ou distanciar se é com um tom mais âmago e solidário concluiria a menção antes de cogitar meu próximo passo a seguir:

Se seu problema e força posso lhe treinar a ser mais forte, se é ter perdido alguém orientá-la e acompanhá-la a direção dela, agora se pretende ajudar os outros, solucionar a melhor maneira de isso ocorrer sem se tornar prejudicial para ambas as partes. Irei te auxiliar por um rumo ainda mais além do que simples viagens entre ilhas, não vejo problemas em querer ser a líder mas precisa enxergar o lapso de experiência entre mim e você até agora.

Me levantaria ficando frente a frente sobre a mesa batendo a bengala contra as mãos de maneira opressora:

Então está na hora de decidirmos o que iremos fazer, podemos espancar alguns piratas com a Ur conforme Rem tenha mencionado, ou até mesmo trabalhar como guarda costas ao porto enquanto adquirimos informações sobre você e o orfanato e outras de nosso interesse, utilizando  metade dos lucros para  doações posteriores e a outra igualmente entre os envolvidos.Ou podemos simplesmente focarmos apenas nas suas repercussões e irmos direto na fonte para vermos o grande finale.

Viraria de costas me agachando para que ela subisse de cavalinho em mim esperando que a mesma tomasse uma decisão:

Então "Alfuja" o gato comeu sua língua? Se não se decidir eu mesma tomo a liderança hehehehehe.Se ela subisse seguraria a para que não caísse e sussurraria para ela.Está disposta a aprender algumas coisas de mim e ser uma verdadeira líder no futuro?Se ela respondesse que já e uma gargalharia com gosto e retrucaria.Assim que se fala tampinha agora vamos em frente,ahhhhh e como pode ver lamber e uma linguagem corporal muito significativa para mim então se quer demonstrar que está falando sério em ser uma chefe relevante deveria me lamber também para mostrar que está falando sério hehehe.,deixaria a brincadeira provocativa rolar e a Lamberia de volta caso tivesse a coragem de realmente fazê-lo, procuraria sair do estabelecimento ao lado de Rem e se a oportunidade surgisse caso houvesse poucas testemunhas utilizaria a bengala para derrubar alguém na saída como se por "acidente" enquanto talteio como uma cega deixando para a jovem Anira resolver a situação de forma rápida e astuta com suas próprias palavras para que pudéssemos sair dali sem muitos problemas rumo ao destino por ela estabelecido.

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Última edição por Rimuru em Dom 08 Set 2019, 09:36, editado 2 vez(es)
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Johnny Bear
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptySeg 02 Set 2019, 18:54


Meus Amigos Voltei Part. Ronaldinho Gaúcho




- Os caras ou você? - Questionei Jonson depois de ouví-lo tão convicto de que todos os outros seriam assim

Embora os comentários dele me fizessem sorrir, não pude deixar de sentir aquele maldito frio na barriga antes da ação, sabe como é eu nunca tinha feito algo do tipo - Hahahahaha! - Gargalhando, fitei-o de cima a baixo com um olhar cínico depois de todo aquele entono - Acho que não, odiaria ter que  acabar com seu pau, acho isso “cortaria” nossa amizade sacou?! -

Mas não pude deixar de imaginar aquela situação, nós dois trocando golpes por conta de um casamento, ao passo que parecia uma ideia estúpida, minha vontade de torná-la real aumentava - Se quiser posso deixar você tentar, mas se eu vencer, quero vinte por cento daquela bodega! - Negaria qualquer tipo trato que ele tentasse fazer, não é como se estivéssemos negociando com coisas simples - Sim, vinte por cento valendo minha mão, é algo bem justo já que eu não vou cortar seu pau! -



- JÓIAS???! ...... NÃO GRITA COMIGO PORRA! - Que diabos ele queria dizer com aquele papo de morde fronha? Pra começo de conversa não teríamos de lidar com um fraudulento e mais alguns oficiais se ele tivesse calado a boca do lojista quando pedi, não sou nem um pouco adepta a ideia de tentar uma sedução para arrancar informações, só de pensar em ter que usar o corpo e conseguir coisas me faz querer vomitar, já tínhamos informações suficientes para estar ali e reivindicar a Vivian… Que que é? Vai me dizer que conversas de bar não são confiáveis?

Nada mais me faria uma mulher feliz naquele momento do que dar uma bengalada naquele cara, se com aquele tom de escárnio o objetivo dele era de me provocar, bom, estava conseguindo muito bem! “Onde eu devo tentar acertar o filho da puta?! Nas bolas? Não, muito previsível, mas deve doer pra caralho… No joelho? Essa é uma dor forte, mas não tão quanto no saco, hmm! Se eu acertar o nariz não preciso mais ficar olhando pra essa cara de bunda, mas se eu acertar o saco posso acabar com a maldita linhagem dele agora!”

E em meio ao vozeirão na cabeça, podia ouvir uma voz me pedindo para repensar em toda a situação, talvez na Ur e em como eu teria de lidar com as consequências dessa porcaria toda, não era minha consciência, mas só o mané do Jonson que, se não fosse pela titubeada, poderíamos agora estar com aquele cara nos fundos afogando, jogando gasolina ou alguma coisa do gênero para fazê-lo falar - Tá! - Concordei sem muito pensar no assunto, ouví-lo reconhecer que eu poderia derrotar aqueles caras teve uma grande importância na tomada da decisão.

Sairia dali marchando aos passos pesados, largando a bengala pouco antes de cruzar a porta querendo ter certeza de que não sofreria algum golpe surpresa, como se uma bengala e um bloqueio de emrda pudessem fazer diferença, mas tudo vale quando se não quer passar vergonha na frente dos oficiais - Falando nisso - Indaguei a Jonson no caminho pra fora - Será que a Rem já conseguiu comprar meu arco? - Já que ele tinha me lembrado das meninas, caiu a ficha de que a gente tinha combinado de se encontrar um pouco antes, quem sabe elas já estivessem lá esperando - Vai ser difícil pegar esse cara, a marinha que supostamente deveria estar do nosso lado agora é uma pedra no caminho… -

Aberta a sugestões, não tinha muitas coisas na cabeça agora, e também não é como se eu fosse uma estrategista cheia de planos - Devemos ir procurar elas ou ir atrás de alguém que possa nos dizer sobre a tal ladra? -  Qualquer das duas opções estavam de acordo pra mim, seguiria sem muitos protestos até a nossa próxima parada quer qual ela fosse.





Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyQui 05 Set 2019, 04:07


♫ Amigo Estou Aqui ♫

- Sim, pelo que eu ouvi é exatamente isso. - Respondi a astuta observação de Anira quanto a situação da ilha. - Eles deviam se envergonhar! Esses oficiais da Marinha… *Pausa para um gole de café* … Se Fosse minha tia, todos os piratas já estariam enforcados no mastro como pelúcia. Ou quase isso, na verdade estariam presos Rehehe.

A história de Rim não era novidade pra mim, mas não esperava que fosse contar tudo no primeiro encontro com uma estranha. Acho que essas duas realmente são compatíveis no final de contas. Bom, era o momento perfeito pra encher minha barriga.

- Huf, Hu ham humf ihuhum uh hohu hahhehuh. (Não, eu não faço ideia de como navegar) - Tentei responder a seu comentário, mas é difícil produzir algum som quando seu rosto está afogado em peitos, em fato, até respirar estava um pouco complicado. - Uaah! - Finalmente inspirava fundo tirando meu rosto completamente de Rim. - Mas não tem problema, porque agora eu tenho a Rim comigo. Ela não afundaria um barco igual a mim se não fosse de propósito pra conseguir uma casa.

Anira? Uma princesa? Ela nem imagina o quanto essa história me trouxe um certo ânimo, é o conto perfeito de uma princesa desamparada. Sendo quem sou, não! Sendo a cavaleira que estou destinada a ser, deixar uma chance dessa passar batida nem se passava pela minha cabeça. Por outro lado, não pude manifestar isso, Anira não parece gostar de sua posição social. E eu até que entendo, mas o corpo tremendo era o máximo de contenção que minha empolgação aguentava.

”Finalmente”

Comemorava em pensamentos pela primeira chance de reviravolta na minha jornada. Me apoiando na mesa, abaixando um pouco a cabeça e cerrando o punho discretamente, como se estivesse bradando. Talvez ajudar a filha do Rei seja o primeiro passo na longa estrada de recuperar a honra, mas isso na verdade é meio que uma desculpa esfarrapada. Já disse que somos amigas, a ajudaria de qualquer forma não importa quem ela seja.

Ao fim, ouvir seu desabafo meio que me entristecia junto, podia imaginar pelo o que passava.

- Rim! Pare de implicar com a Anira. - Levantei um pouco temperamental tentando acertar de leve a cabeça da tritã com um “karate chop”, só pra chamar atenção. Tsc, uma ação tola e precipitada da minha parte, a própria Rim tomara uma posicionamento mais leviano e isso me surpreendeu um bocado. Indignada pela provocação feita comigo, mas compadecida pelo momento das duas.

Preferia que aquilo não fosse estragado, que nossa mesa tivesse um pouco mais de privacidade. Bom… Isso é um tanto complicado quando se tem uma garçonete limpando sua mesa em um ciclo sem fim.

- Pode deixar moça, deixa que eu… - Estava a me oferecer a limpar em seu lugar quando percebi que eu não era exatamente o ponto de atenção ali. E não só a servente como pelo visto todo o ambiente se direcionada para nós. Mas não eram olhares curiosos ou atentos, em fato se tratava de algo muito familiar, um certo remorso e desprezo no qual já estou acostumada que ocorra comigo. Mas não pude deixar de notar, e muito menos deixar de me incomodar, pois tudo aquilo era direcionado para Rim.

Irada, levantei da mesa bruscamente, já com a não livre de mais nenhum pãozinho, apanharia o pagamento pela comida jogando-o sobre a mesa.

- Quer saber? Vamos embora logo, conversarmos fora daqui. Eu não gostei muito desse lugar. - Interrompia a interação das duas, com um tique na sobrancelha, olhos fechados e franzidos, esboçando minha chateação. Levando-as para fora, já relaxaria um pouco, em especial os ombros tensos, tornando a minha aparência alegre gradualmente.

- Me desculpem, mas eu não aguentei a forma como estavam tratando a Rim. - Responderia caso me fosse perguntado o por que do surto repentino. - Era melhor sair logo antes que socasse a cara de alguém. - Respirava fundo com as mãos na cintura me livrando da raiva.

- De qualquer forma Anira, por mais que tenha sido uma jornada árdua até aqui, que você não tenha o poderio pra enfrentar as pelúcias ou seja lá quem aparecer. Não precisa se preocupar, você disse que queria companheiros e eu afirmei que seria sua amiga certo? Bom, amigas ajudam umas às outras, então quando se sentir meio perdida pode deixar tudo comigo.

Respondendo a Rim:

- Não, não acho que encontraremos Ur tão cedo, ela não estava no bar então deve ter ido pra outro canto. Anira você já tem alguma informação sobre esse orfanato? Se sim podemos ir lá agora. Caso contrário é melhor partir até o porto e conseguir todas as informações que queremos. - Meio risonha, tentaria descontraí-la um pouco. - Talvez até encontremos seu amigo por lá, recém desembarcado de alguma navegação: "Princesa! Princesa! Onde estás?!" Rehehehe, calma, é só uma brincadeirinha. Mas então, vamos lá? - Concluiria podendo me referir tanto ao porto quando ao orfanato, a depender do desenrolar da conversa.

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyDom 08 Set 2019, 10:10




Rem enfiava aos montes a comida na boca aproveitando-se da concentração das duas garotas em suas respectivas conversas sobre a vida. Tentou inclusive participar em certos momentos, mas tudo o que conseguiu foi cuspir sobre a mesa farelos de pão enquanto produzia resmungos incompreensíveis.

- Eiiii, já basta ela. - reclamou Anira sobre as migalhas com saliva.

A conversa prosseguiu rumo ao seu final, onde Anira acabou cedendo a pressão que era depositada sobre ela e finalmente liberava por completo seu lado infantil e muito embora as pessoas ao redor olhassem para Rim ninguém se atreveu a tomar atitudes mais definitivas embora até mesmo Rem tenha se manifestado naquele momento em defesa da pequenina.

(Não vou narrar o karate Chop e a investida sexual da Rim porque ia ser anticlimático.)

Rim nesse momento olhava para Anira e conseguia ver água se formando em seus olhos tornando-os mais turvos e então…. Algo que surpreendeu a jovem ocorreu, pois aquela agora era um abraço maternal sem qualquer malícia ou implicância.

Finalmente,já estava achando que ia manter suas frustrações para sempre com você e difícil confiar nas pessoas se elas não se abrem para ti de verdade.Nos sentimos bem melhores quando deixamos a onda circular livremente, até o momento você só tem bancado a inabalável como se nada a atingisse embora tenha passado por tanta coisa, talvez lhe pareça uma piada mais e bom demonstrar fraqueza de vez em quando.

- Você sabe como que é… - Anira balançava a cabeça em negação. - Quando se vive na rua. - ou seja, quando se demonstra fraquezas na rua.

Anira embora fosse jovem já possuía uma certa bagagem em sua vida, bagagem está perdida nas muitas entrelinhas do tempo que passou como ladra nas ruas, pois muitas podiam ser as variáveis não ditas deste tempo.

Rim que a tomava nos braços podia sentir-lha rija nos momentos iniciais deste contato, como se a jovem esperasse que algo 'desagradável' fosse ocorrer tal era a 'desconfiança' que o jeito de agir de Rim implantava; mas, pouco a pouco, com um movimento mínimo de cada vez a tritã começou a sentir os suaves músculos da jovem relaxando em seu toque.

As pessoas ao redor, sim… aquelas mesmas pessoas que anteriormente olhavam com raiva e que torciam para que Rim quebrasse o pescoço logo ficaram com olhares confusos e incertos, pois suas pobres cabeças não eram capazes de alcançar o desenvolvimento que se estendia frente aos seus olhos… Talvez aquela dureza e aspereza da tritã fosse em prol de ajudar a garota? Talvez fosse um jeito de forçar uma criança desesperada e desconfiada a ceder e pedir ajuda? Aquela que viam abraçando a criança era realmente uma tritã? Pois havia ali quem esfregasse os olhos descrentes com sua própria percepção.

Rem que chamava a atendente para que pudesse pagar a conta precisou de algumas tentativas para finalmente captar a atenção da mulher e quando o fez também viu-se surpresa pela ausência da anterior antipatia e surpresa em dobro pelo contraste da imagem anterior para com o sorriso que recebia agora.

- Ha… Sim a conta… err, só um momento. - A mulher começou então a se afastar, mas demorou-se a tirar os olhos da tritã que 'consolava' a criança.

Mas o que de fato era aquela cena? Realmente uma tritã boa? Ou talvez um plano de manipulação? Eu mesmo duvido de meus olhos para afirmar que possa ser um ou outro, arrisco que um misto dos dois, um pensamento manipulatório que serve para se proteger dos próprios sentimentos floridos.

- Acho.. - fungou secando os olhos nas roupas de Rim. - Que você que precisa aprender a olhar ao redor. - disse com a voz murcha, em altura o suficiente apenas para que Rim fosse capaz de ouvir. - Acho que você não olha nos momentos certos. - afastou a cabeça para olhar nos olhos da tritã.

Rim também se afastava brevemente, mas apenas o suficiente para libertar Anira para que a jovem pudesse escolher se manter perto ou afastar-se a sua vontade.

- Eu gostaria de aprender a lutar… - confidenciou mediante a proposta.

Rim parecia começar a conseguir desdobrar a criança a sua vontade, vencendo o temperamento teimoso da pequena garota de pele morena e talvez devesse ter parado por ai, pois Anira dificilmente era do tipo de pessoa que sequencialmente fraqueza para admitir suas próprias fraquezas, mas talvez por empolgação ou pela incapacidade de reconhecer sua 'adversária' a tritã prosseguiu, pois em seu âmago o que desejava era ouvir a jovem admitir não possuir a capacidade; mas… Seria Anira capaz de tal admissão?

- Se formos pro porto…. Pode ser difícil se reencontrar com a amiga de vocês por muito tempo. - Anira se afastou mais alguns passos enquanto falava isso e se pensassem sobre poderia muito bem a jovem ter razão. - Os navios não são atacados no porto e sim em alto mar…. Ahm… como escolta teríamos que sair da ilha. - sua mão moveu-se entre as falas que agora eram mais lentas e pausadas para secar uma lágrima persistente, mas conforme orava a voz da garota foi novamente ganhando ímpeto. - Se ela… Ela é impulsiva? Você falou que ela devia ta naquele bar. - perguntava sobre Ur. -Impulsiva ao ponto de sair para caçar alguém sozinha? - com isso ela queria claramente dizer: Sua amiga pode estar em perigo se não a encontrarmos.

Nesse momento ela pulou nas costas da tritã que oferecia-se para um cavalinho, mas muito diferente do que Rim esperava a jovem não apresentou nenhuma dificuldade para avaliar a situação e expor seu ponto de vista sobre qual seria a prioridade.

Está disposta a aprender algumas coisas de mim e ser uma verdadeira líder no futuro?

- Acho que podemos aprender uma com a outra. - Sorriu enquanto passava a mão ao redor do pescoço de Rim.

Nesse momento toda a raiva havia sido dissipada de dentro do cafe. As pessoas até mesmo haviam esquecido o que estavam fazendo e mesmo um casal que entrava no lugar ficou ali parado sem de fato entender o que estava acontecendo.

Rem havia pago as despesas nesse momento, tudo do cardápio havia lhe custado 33k400 e se preparava para sair, embora ela mesmo pudesse estar tão confusa quanto todos os outros.

- SIMMM, EM FRENTE. SHISHISHI. - Anira apontou para frente concordando com Rim. - E SEM LAMBER, NÃO SOMOS CACHORROS.

Passaram pelo casal atordoado na porta, não sem antes Rim trombar com o homem e deixaram para trás uma atmosfera confusa de pessoas desnorteadas. - Desculpe, ela não é má. - disse Anira na passada. Rem que saiu por último pode ouvir vagamente algo como: "Ela tava montando a tritã?" vindo justamente do cara com quem Rim havia trombado.

Já do lado de fora Rem se pronunciou sobre a saida subita do local, mas Anira interveio. - Acho que eles não tem culpa. Vocês não lhes deram nenhum motivo para gostar ou serem amigáveis. Por acaso viu o que eles estavam comendo? - Anira montada em Rim olhava para Rem enquanto falava. - A maioria das pessoas lá mal podia pagar um café puro… - ela não completou e sim apenas continuou olhando para Rem para ver se a moça entendia. - Já você é uma tritã em uma ilha que tá assim por causa de um tritão. No fundo eles sabem que a culpa não é sua…. Pense neles como um cachorro que apanham sempre com um jornal… O jornal não é o culpado, mas se qualquer pessoa chegar perto dele com um jornal o bichinho vai se esconder de medo. É assim que o "povo"... - Anira deu ênfase nesta palavra. ...é. - então ela sorriu e deitou a cabeça sobre os ombros de Rim. - Mas ficaram surpresos no fim. - nas entrelinhas havia um "eu também".

No fim, durante a caminhada parecia que cada um tinha seu próprio jeito de contribuir para o aprendizado do outro.

- SHISHISHI, EU NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DE PRA ONDE É O ORFANATO, HAHAHAHAHA. - por algum motivo que escapava a todo mundo havia orgulho na voz da garota.

>><<
(passado)
- 20 é? - Jonson refletia sobre a proposta de Ur. - Parece justo. - ele aceitava a oferta o que talvez fizesse Ur erguer as sobrancelhas em surpresa, pois ele mesmo pouco havia hesitado.

>><<

(presente)

Ur irritada exclamativa o obvio. É claro que a sua volta haviam joias e tal explicação fez os olhos de Jonson se arregalaram antes dele baixar a cabeça em uma clara demonstração: "Eu devia ter esperado esse tipo de resposta."

Ur no entanto se enfurecia pelo comportamento pomposo do guarda e se preparava para de fato avançar sobre o trio, ainda que no fim Jonson houvesse conseguido alcançá-la com suas palavras puxando-lhe novamente para um pensamento um pouco mais racional a sua atual condição de caçadora novata e não de Pirata atroz.

Por fim haviam conseguido sair da loja, os guardas, sem terem recebido um ataque apenas os encararam e deram passagem, mesmo que está fosse 'mínima' sendo necessário trombar neles para conseguir acessar novamente a rua.

Já do lado de fora procurou falar com Jonson, mas ao se virar para ele percebeu que o mesmo não a acompanhava e sim seguia de novo em direção ao seu bar. E com isso sua pergunta sobre seu arco acabou por ficar sem resposta. Talvez ela houvesse entendido errado até onde o ruivo estaria disposto a ir.

Caso Ur fosse até ele e se mostrasse aberta a sugestões ele ainda a responderia, todavia sem olha-la. - AHHHH, AGORA VOCÊ QUER SUGESTÕES DO QUE FAZER? - gritou enquanto marchava em frente. - Depois de ter entrado como uma assaltante em uma loja no centro? SÉRIO VOCÊ NÃO CONSEGUE VER COMO AS COISAS FUNCIONAM? - ele parou então olhando para ela. - Você faça o que quiser, eu vou voltar pro bar. Eu dou o recado. - Provavelmente se referia sobre avisar Rem sobre Ur.

>><<

- EIIII, já disse pra não me chamar assim… - ela fazia beiço quanto a brincadeira de Rem. - Bom… Pode ser, sua amiga quem sabe não tá lá? Parece um bom lugar pra caçar piratas.

>><<

As ruas ali continuavam movimentadas, pessoas muito melhores vestidas andavam para cima e para baixo olhando lojas diversas. Ali ao menos naquela pequena região conhecida como 'centro' a ilha parecia ser outra. Haviam pessoas melhores vestidas, fossem com bonitos vestidos, ou mesmo chapéus elegantes.

O movimento de guardas vestidos de azul marinho era constante, como se todos eles tivessem abdicado de proteger a ilha para se aglomerar unicamente naquele pequeno universo. Eram em sua maioria compostos de grupos de 3 e o que chamava a atenção era o seu 'padrão', pois parecia sempre haver um 'oficial' caracterizado pelo barriga proeminente e um grosso bigode enquanto os dois que acompanhavam este costumavam ser mais magros e de rosto mais apáticos o que contrastava com o sorriso quase zombeteiro que se mantinha escondido por baixo da barba/bigode dos oficiais.


Ur poderia ver em seu entorno ainda ao menos três hospedarias de boa aparência, lojas de livros, papelarias, bancas de jornais, lojas de roupas e ao menos uns 3 cafés com mesas nas calçadas. Carroças puxadas por um ou dois cavalos passavam eventualmente por ela.

Em meio aquilo era quase como se ela fosse uma intrusa deslocada do ambiente. No entanto havia uma coisa que chamou a atenção da jovem, isso é claro, caso ela fosse perceptiva a este ponto. Não haviam ali reformas acontecendo, os sons antes onipresentes de martelo, serrote e gritos de operários não existiam ali; mas, se fosse ainda mais atenta seria capaz de ver os sinais de que em algum momento aconteceram. Estes seriam em fachadas recém pintadas, ou em materiais escondidos em ruelas estreitas entre 2 prédios comerciais o que indicava apenas que todo o esforço de restauração havia sido empregado na região central.

As pessoas em sua maioria eram jovens que andavam aos grupos, garotos e garotas misturados. Bom, provavelmente eram estudantes. Ali no centro eram visto com menos frequência marinheiros, Ur se tivesse prestado atenção não haveria percebido nenhum.

Haveria alguns bancos junto às paredes dos comércios nas calçadas, uns no sol e outros beneficiados pela sombra de pequenas árvores plantadas. Uns eram ocupados por jovens que bebiam ou mesmo tomam sorvete. Aproximava-se das 11 da manhã e o clima no centro da cidade começava a esquentar.










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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyDom 08 Set 2019, 22:42

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Rim Arkman


Caçar piratas não parece a palavra adequada para representar o porto, embora tenha uma quantidade grandiosa de movimento desde que a ilha sofreu baixas eu não tenho visto forasteiros sendo muito bem recebidos então dificilmente acredito que qualquer um deles possa estar vagando pelo cais despreocupadamente a este momento, apesar de morar nas redondezas e apreciar bastante meu trabalho aos convés e o cheiro do mar pelas minhas narinas o ambiente do centro perto ao sobrado de Rem como se mostrará até agora é de fato um lugar mais reconfortante para civis normais despreocupados ficarem. Informações circulam bem pelo porto porém perguntar abertamente para as pessoas só causaria desconforto e nos posicionar como um alvo visível para aqueles que almejamos espancar.

Essa retardada da Ur, porque ela não podia simplesmente esperar para nos reunirmos e pensarmos em algo sensato?Ainda por sinal deixou Rem sair sozinha para fazer as coisas,estou surpreso que ela não tenha me comentado sobre uma conversa suspeita de alguém com um remédio milagroso capaz de curar a cegueira a apenas um pequeno investimento do dinheiro a seus lençóis.Hunf ao menos eu conheci essa pequena sujeira que se prende às minhas costas, estamos finalmente entrando em um consenso de quem realmente está na liderança, ela é uma pirralha bacana provavelmente vamos nos dar muito bem e irei enviar a cabeça de qualquer um no lixo se tentarem mexer com a guria.

Ela está com todo esse peito estufado de me sigam porém lhe falta alguns buracos a serem tampados antes de sequer realizarmos essa viagem, estou pensando em retornar para o bar novamente e saber se ele voltará a abrir até lá gostaria de aproveitar um pouco dos estabelecimentos a minha volta antes de sequer cogitar em seguir caminho para meu lar que acabara de sair:

Yeah yeah,eu não me incomodo em irmos e o melhor lugar de toda a ilha, inclusive não existe uma região melhor para se trabalhar e conseguir dados necessários para nossos planos. Olharia para cima comentando para a minha passageira e então com uma das mãos seguraria a palma de Rem jogando a para mais perto de mim.Aliás seria uma situação repleta de boas recordações você não acha melzinho? Ou será que terei que lhe trazer lembranças de volta?Procuraria lamber suas bochechas de maneira provocativa e então voltaria a segurar Anira de maneira cuidadosa para que ela não caísse.Temos algumas coisas para arrumar antes de qualquer espreitada.

Esperaria até que a garota questionasse o que seria que estava faltando e então daria uma pequena risada e começaria a brincar com ela agarrando as solas dos seus pés e pressionando os dedos com minha pele oleosa de maneira a atazanar-la:

-Isso minha jovem e parte de nossos problemas, não vou entrar em detalhes pelo o que você passou se foi por falta de condições financeiras ou porque simplesmente não se agrada a utilizar calçados vivendo a vida como uma monarca descalça, só que seus sonhos são ambiciosos demais e nem todos os lugares que vamos poderá se descuidar tanto assim.  E aí entra no argumento que desejo chegar, antes de sequer cogitamos em lutar precisamos nos abastecer de suprimentos, eles podem vir a ser úteis de diversas maneiras. Talvez ela concorde comigo talvez não,ouviria o que ela teria a dizer no entanto não deixaria o braço a torcer na minha rota traçada, como uma navegadora e meu papel guiar meus companheiros seja em terra ou pelo mar:

-Vamos passar primeiro na loja de roupas e lhe arrumar algo adequado, se precisarmos entrar em uma perseguição e acabar pisando em alguns dos entulhos de construção pela ilha e capaz de se ferir desnecessariamente.Depois disso podemos ir a uma farmácia pegar medicamentos de uso básico, podemos ser incultos com relação a sua prática porém fazer algo mal feito as vezes pode ser a diferença em salvar sua vida do que deixar por nada.Caso tenham mais sugestões estou de ouvidos abertos para elas,vamos andando deve ter uma alfaiateria aqui por perto.

Procuraria por um local que vendesse roupas e se Anira se apresentasse inquieta ficaria a cutucando para se silenciar e aproveitando a situação por gostar de provoca-la um pouco, se encontrássemos o lugar abriria a porta e derrubaria Anira depositando a sobre meus braços como se segurasse um bebê e entraria dessa maneira para que não batesse a cabeça:

-Que fofo,pareço uma mãe levando a criança para as compras,será que vai querer algum doce também gambazinho ririririri.

Ignoraria qualquer ato de rebeldia ou alarde vindo dela e me dirigiria ao recepcionista ou dono do local para lhe solicitar serviços:

-Veja só parece que tem mercadorias um quanto interessantes, vejo que posso bajular me os olhos com tamanha qualidade,se não se importa poderia me mostrar alguns produtos que tenham ao tamanho dessa garota? Um mostruário de suas peças seria fantástico assim ela tem maior liberdade a escolha,deixarei as negociações aos nome dela, apenas liderei com o valor final.Bateria duas vezes de leve aos ombros de Anira e deposaria um sinal positivo com meu polegar. De uma analisada se encontrar algo útil a você sinta se a vontade para pegar, apenas não seja gananciosa e selecione com sabedoria, não precisamos de roupas belas embora charme nunca deixe a desejar, vise conforto e funcionalidade,algo que possa usar a maior parte do tempo e nas mais diferentes situações são as melhores decisões.

Ficaria ao lado de Rem dando umas leves cotoveladas ao seu lado tentando chamar sua atenção e então deslizaria o indicador sobre seus cabelos formando leves ondinhas:

Talvez você venha a se interessar por alguma coisa daqui, porque não dá uma olhada também melzinho quem sabe as coisas que possa encontrar,me diga se achar algo que lê cative os olhos, embora gostaria que eu fosse a única a lhe causar tamanho arrepio hehehehehe.Brincaria com isso e então voltaria para o recepcionista/atendente:

-Por acaso teria alguma mochila?gostaria de orçar uma para minhas atividades, desde que peso não me é um problema não vejo problemas em carregar uma grande,apenas não exagere na dose.

Observaria os diversos utensílios do ambiente e se houvesse um lenço vermelho colocaria o sobre meus olhos para ver como eles ficariam tampados, analisando seu conforto e sensação e se estivesse ao agrado levaria também colocando o sobre a bancada como algo que estaria levando assim como uma capa vermelha com gorro que ali tivesse,embora eu tivesse uma pequena ideia de como fazê-la ainda melhor:

-Hey! Por acaso você teria olhos de botão e chifres postiços de fantasias de criança gostaria que colocasse a nessa capa para ficar completamente perfeita aos meus interesses. Afinal algo assim pareceria uma capa de pelúcia e o que melhor para intimidar os oponentes do que uma vestimenta com a pele de meus inimigos mortais? Acredito que qualquer bicho de algodão pensaria duas vezes antes de se mexer comigo.

Se acaso houver um salto alto em meio aos calçados separados para Anira enriqueceria as bochechas de ar como um esquilo e abafaria o som com minha mão para parecer ainda mais impertinente:

-Parece que no fundo é uma princesa de fato ririririri.Brincadeiras a parte,porque não tenta algum tipo de bota ou quem sabe algo fechado e macio para pisar?

Quando terminassemos tudo veria o valor alcançado por nossas despesas, se estivesse a faixa de minhas moedas bancária com a transação depositando a quantia necessária em suas posses me dirigindo a saída para retornar ao bar:

-Vamos ver se Ur retornou para o ponto de encontro quem sabe encontremos alguma informação sobre ela por lá.

Pegaria a sacola de Rem assim que ela jogasse em minha direção tomando todo o cuidado para não derrubá-la e então exclamaria em resposta tal como pregando uma peça em seu mole coração como também aceitando a ideia como algo interessante de se fazer:

-HEY!!Você não simplesmente arremessa objetos em pessoas cegas,tenha um pouco de tato melzinho. Daria uma leve risada sarcástica e então pegaria na mão de Anira.Acho que um banho não seria nada mal...antes de você ir embora. Me aproximaria de Rem e apalparia seus bolsos aproveitando para discretamente pegar lhe com gosto procurando a chave do lar até que finalmente a encontre e revele a para sua proprietária:

-Irei precisar disso,a menos que queira uma porta nova em menos de uma semana hehehehehe.

Ao longo do caminho se uma farmácia estivesse acessível entraria para pegar um kit de primeiros socorros algumas bandagens e álcool, se estivessem em estantes fácil acesso evitando falar o mínimo possível para não deixar as coisas complicadas por uma trita querer medicamentos estando intacta,mesmo eu sei que certas ações levantam pontos de interrogação e com essa não gostaria de mexer,  pagaria deixando qualquer rivalidade social com Anira e então voltaria a traçar direção para o sobradinho.

Quando chegassemos lá destrancada a porta e trancaria assim que entrássemos pegando a jovem Anira aos braços e indo até o banheiro:

-Vamos,vamos não quero muita demora se formos juntas as coisas serão mais rápidas.Comecaria a jogar minhas vestes sobre a cama e as de Anira do outro lado nos despindo por completo e entraria na ducha abrindo o registro e deixando a água transbordar, passaria shampoo sobre minhas mãos deixando espumar bastante e lavaria os cabelos e por trás da orelha de minha companheira assim como suas costas e faria ela fazer o mesmo por mim me sentando se necessário e ajudaria a se limpar perfeitamente assim como ousaria pregar uma leve safadeza:

-Sabe como as mães limpam seus filhotes no banho?Mostraria a língua me aproximando do seu corpo.Hey não fuja,vai ser rapido fique quieta só vou te lamber um pouquinho.Daria risadas deixando de provocá-la e dando um banho de verdade e de maneira gentil como uma garota atenciosa:

-Meu Deus você estava realmente suja,vamos logo terminar isso para trocarmos de roupa.

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Última edição por Rimuru em Sab 14 Set 2019, 12:58, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyQui 12 Set 2019, 15:10


Não Acreditem nas Mentiras Dele!






Não quis dar aos guardas o privilégio de ver minha cara derrotada, assim então, segui para fora com o rosto fechado, só desejando que nenhum daqueles otários dissesse algo estúpido, aí eu já não teria como garantir que iria me segurar a mais uma provocação, nem Jonson me faria pensar o contrário no momento de impulsão. “Nah” Exclamei para mim mesma “Deixa essa merda pra lá Ur!”, mas como já se não bastasse o perrengue que havíamos passado dentro da loja, Jonson parecia ter a brilhante ideia de prolongar aquela discussão.

Puxá-lo-ia pelo ombro sem saber para onde estaríamos indo - Ei, o lugar pra onde disse não é pro outro lado? - Tentei por uns instantes fazê-lo mudar de direção, mas no fundo eu já sabia que não era esse o motivo dele estar se afastando na calada.

- E VOCÊ QUERIA QUE EU FIZESSE O QUE CARALHO? “Ahm, por favor senhor, ficamos sabendo que você trabalha com complô com uma ladra de jóias procurada, poderia, por obséquio, nos informar onde habita esta infratora?” - Ouví-lo falar com o se a culpa toda tivesse sido minha era uma grande ofensa, desde o início eu tinha deixado clara minha intenção de levar aquilo para um lado mais pessoal, em nenhum momento ele se disse contrário a ideia de tortura, se estava desconfortável com aquilo, era só ter dito - Se não estava de acordo com a droga do plano poderia ter me dito ao invés de só ficar me olhando com cara de bunda falando dos meus peitos! -

Apontei-lhe o dedo do meio - Certo! VAI SER DO MEU JEITO AGORA! Não preciso de um bundão atrasando meu lado! - Falar não iria adiantar muito com aquele cabeção, e se ele fosse esperar que eu implorasse aos pés dele para que voltássemos e fizéssemos tudo do jeito certo agora, nem fodendo que eu iria dar esse gostinho a ele, eu posso continuar daqui sozinha. Daria as costas igual, chacoalhando a cabeça querendo mudar e apaziguar um pouco as ideias “Faça o que quiser hãn?! Eu posso pegar aquela caloteira eu mesma, vou usar o dinheiro para comprar a porra daquele bar e ele vai ser meu faxineiro” Bufei, olhando para o chão acelerando os passos, não me importando muito se iria esbarrar em alguém pelas ruas movimentadas, se o fizesse e o sujeito viesse reclamar, responderia-o com o mesmo gesto que fiz para Jonson.

Sentaria à luz do sol em algum daqueles bancos perto das lojas, talvez para esfriar a cabeça ou tão só tirar aquele pouco tempo para admirar e calmaria daquele lugar, embora o corrente fluxo, era diferente da vida nas redondezas por Rem e eu dividimos o apartamento, de lá, mal conseguia notar o barulho das reformas, mas parando para pensar um pouco, não estava acontecendo nenhuma por ali. Enquanto as ideias para um plano simplesmente não apareciam na minha cabeça como nos filmes e desenhos, admirei o sentimento puro de estar ali “Tudo por aqui já está pronto, talvez Rem e eu pudéssemos nos mudar pra cá, mas sabe-se lá os valores de um sobrado por aqui…”. Ei espera, a Rem!

“Ela vai ter um plano!” Enchi-me novamente de esperanças, não tinha um espírito de liderança como aquela garota, e se bem me lembro essa história toda de capturar piratas foi tudo ideia dela, é certo que saberia o que fazer numa situação como essa, mas como explicar meu desaparecimento repentino? Ela ficaria desapontada se soubesse que fui em busca da ladra sozinha? Jonson! “O filho da puta vai me caguetar” Como eu fui esquecer daquele detalhe, normalmente eu só poderia ter dito que os cartazes foram difíceis de encontrar ou que o marinheiro custou a me entregar falando que tinha acabado a tinta.

Levantaria com pressa já que a essa altura eles deveriam estar se encontrando no bar ou coisa parecida, mesmo que eu tivesse jurado não entrar mais naquele lugar por um bom tempo, se não jurei antes então jurei agora! Do banco sairia, tomando passo rumo ao bar em um pique acelerado, minha vontade era de encontrá-las ainda pelo caminho, Rem tinha ido comprar o arco e alguns utensílios antes do encontro, quem sabe algum lojista tivesse a visto por aí, ainda mais se estivesse acompanhada da nossa amiga azul.

- Com licença colega -
Perguntaria ao primeiro lojista cuja loja vendesse tais artigos e utensílios de batalha, como espadas e claro arcos - Viu uma ruiva com um andar meio esquisito passar por aqui acompanhada de uma tritã? - Ao citar as características de Rem e seu andar meio regrado, era o que esperar de uma filha de burgueses safados nobres, postura ereta, meio mecânica; já para Rim, mudaria rápido de postura usando uma das mãos para simular óculos a frente do rosto, já com a outra uma bengala como se estivesse batendo-a pelo caminho de um lado a outro, tal como os cegos e a Rim faziam.

- E então, viu?! - Perguntá-lo-ia, agradecendo independente da resposta - Ok, obrigada - Se pudesse me apontar uma direção para qual elas foram, seguiria por lá, do contrário, buscaria por outra loa nas redondezas, quiçá até mesmo as forjas e lojas de ferragens, quem sabe elas estivessem em busca de algo feito sob medida.

Caso as encontrasse, ainda fora do bar, tentaria chamar a atenção delas ainda de longe antes que pudessem entrar naquela maldita bodega - EEEEEEEEI! REM, AQUI! - Provavelmente ofegante por já estar procurando-as por aí há algum tempo, daria meus últimos esforços para conseguir terminar aquele brado em ritmo com os acenos, parando para tomar fôlego logo depois, com as mãos postas sobre os joelhos e o corpo curvado, a vida de sedentarismo tinha me feito muito mal - Arf, Arf, puta que pari…! Por que o mundo tá rodando? -

No caso delas estarem dentro do bar, o que eu faria questão de entrar chutando a porta com a sola do pé para abrir, não seria diferente as coisas que eu tinha a dizer em seguida - É MENTIRA! - Fiz o brado apontando o indicador para Jonson, sem olhá-lo nos olhos - Não sei o que ele falou pra vocês, mas é mentira! Ei ei, por que não vamos conversar longe daqui está bem? Aconteceu uma coisa muito louca comigo nessa manhã quando fui buscar os cartazes, por que não vamos andando que eu conto tudo pra vocês, certo?! - Indagá-lo-a tentando puxá-las para fora dali, longe das lorotas e pulhas sobre minha pessoa.


Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptySab 14 Set 2019, 06:24


♫ Girls Just Wanna Have Fun ♫

Apesar de minha postura rígida, dessa vez mantinha o tronco um tanto curvado para trás, ou seria o quadril inclinado para frente? Nas bases das costas, com os dedos recolhidos para dentro e o exterior da mão apoiado onde começa o quadri. Escutei a explicação de Anira fitando o seu, em uma feição um pouco emburrada. Não é que não estivesse prestando atenção em não olhar em sua direção quando estivesse falando comigo, muito pelo contrário. Acho que só precisava me alongar um pouco afinal.

- Eu entendo… Mas isso não quer dizer que eu aceito. - Endireitando meu corpo, tornei a olhar para a criança. - Reconhecer as ações erradas do povo só porque “é assim que as coisas são” não deixa de ser o mesmo conformismo que trouxe miséria a essa gente. Se no começo de tudo, o  cachorro tivesse atacado o primeiro a lhe bater com um jornal, o mesmo não se repetiria com tanta facilidade. E se um não fosse o suficiente, que seja! Existem muitos cachorros por aí, matilhas poderia ter sido formadas. Mas isso não acontece, mesmo que Rim fosse verdadeiramente maldosa com você, aquelas pessoas lá dentro de nada fariam. Pois vivem em suas bolhas isolados sem nem mesmo a consciência de se unir pelo bem em comum.

Finalizei já desviando o olhar novamente, antes fixo com convicção para que Anira entendesse minhas palavras, agora já não se fazia necessário. Com o arco pendente nos ombros e cada braço pesando em um lado, suspirava um pouco alto.

- Humpf... A negligência nessa ilha me incomoda.



- Rehahahaha! Entendi. - Gargalhava junto de Anire quanto ao orfanato. - Então só resta procurar o orfanato, tudo certo. - Faria um movimento estranho me agachando e girando o tronco enquanto segurasse as bochechas da tritã evitando que me lambesse. - Sim Rim, serei eternamente grata pelo salvamento. Certamente me molhei toda só por você. - Diria na inocência.

- Eu conheço o lugar perfeito. Por aqui! - Guiaria o caminho até a loja de roupas. Agora um pouco mais ciente da situação geral do local, ficava um pouco difícil não tentar reparar em como de fato está a situação das coisas, das pessoas. Apreensão era o que mais se passava na minha cabeça, pensava se a senhora da loja seria um dos cachorros com medo de jornal.

Espero que não.

Mas dado sua história, no fim eu meio que já podia imaginar minha resposta.

- Vovó eu voltei! - Entraria na frente das outras para não causar nenhum alarde. - Trouxe duas amigas que querem se vestir um pouco melhor, elas são legais eu prometo. - Deixaria que Rim tomasse a frente apenas esperando pelo melhor. Enquanto esperasse, procuraria pela garotinha de antes.

- Yoo Niko! Não conseguir ficar longe de você. Hehe. - Afagaria sua cabeça e ajeitaria seu laço. - Como estão você e Doroty? …

Conversaria e brincaria com Niko enquanto esperasse, qualquer coisa que pedissem minha opinião sobre Anira apenas levantaria o polegar respondendo: “Um xuxuzinho”. Uma vez todas prontas, era hora de partir. Abraçaria Niko em despedida e por fim sairia do local.

- Obrigado por tudo, até a próxima!

Já do lado de fora, olhando ambas das cabeça aos pés, notava que o que Anira de fato precisava era de um banho. Não a deixaria colocar de prontidão as roupas novas pois tudo o que faria seria sujá-las novamente.

- Rim. - Jogaria minha sacola com roupas para ela. - Vá com Anira até o sobrado, tomem um banho e coloquem as roupas novas. Pode deixar que eu procuro a Ur no bar, qualquer coisa a gente se encontra no porto. Procurem uma companhia de mercadores ou algo assim.

Acenava para ambas e logo partiria de volta ao nosso primeiro ponto de encontro. Esperava encontrar Ur por lá, ou quem sabe no caminho. Pensando em retrospectiva faz sentido um bar estar fechado pela manhã, Johnson nunca nem mesmo precisou enxotar os bebuns ao fim da noite.

Bom, talvez já esteja aberto para o almoço.

- Johnson meu bom homem! - Me anunciaria na entrada caso estivesse de fato aberto. - Me vê um litrão aí A Ur já passou por aqui hoje?

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptyDom 15 Set 2019, 15:13




Rem que havia ouvido as palavras de Anira era quem falava agora dando para a garota o seu próprio ponto de vista. Anira no entanto nada disse, apenas acenou com a cabeça a fim de respeitar o ponto de vista alheia mesmo que em seu interior ela discordasse de Rem. No entanto, passado uns dois ou três segundos ela sorriu para a garota. - Deve ser bom acreditar. - foi a sua resposta ao discurso de Rem, uma resposta que era dita com certa tristeza na voz.

Rim então que ouviu a conversa pronunciou-se a não ser contra irem ao porto enquanto Rem também não se mostrava contra procurar o orfanato… E Anira parecia mais disposta a procurar pela amiga delas… É.... Quem era mesmo que disse que duas cabeças pensam melhor do que uma? Ou que três o fariam?

Aproveitando a confusão discordante Rim avançou sobre Rem esticando a sua mão para puxar a companheira enquanto recordava memoráveis lembranças divididas por elas naquele porto. Rem havia tentado se proteger, mas não havia conseguido se antecipar com precisão e assim foi puxada pela mão de encontro a Rim, mas nesse momento.

- ANIRRRAAA SAVEEE. - a jovenzinha nas costas de Rim poz uma das mãos na frente da boca de Rim. - EEEECCAAA. - disse ao sentir a língua da trita passando por sua palma que depois do ocorrido foi 'limpa' nas roupas de Rim. - Você tem uma lingua nervosa.

>><<

No fim Rim se pronunciou em definitivo quanto ao que era mais importante naquele momento.

- O que? - questionou a pequena quando o suspense de Rim se estendeu. - AIAIAIA, HAHAHA, PARA AEIEIAMHA MSAJUJ BEEHH HAHA, PAaasraa - ao continuar se mexendo Anira conseguiu se soltar e caiu de bunda no chão. AIIIIII. MINHA BUNDA. - virou-se levemente esfregando sua parte traseira para aliviar. - Eu não to descalça porque eu quero. Eu perdi eles no navio… Tive que sair as pressas pra não me acharem. - explicou ela o motivo por trás da sua falta de sapatos. E. - ela se levantou. - Não precisa de todo esse discurso. - reclamou com desagrado na voz pela longa e detalhada explicação que Rim lhe dava para justificar que ela devia usar sapatos. - Preciso de um banho também. - fez uma pausa e completou. - DE CHUVEIRO NÃO DE LÍNGUA.

Ao ouvir sobre a necessidade de roupas Rem logo se pronunciou sobre conhecer o local ideal e assim para lá o trio seguiu.

>><<

Como um bebê Anira foi dirigida ao interior do estabelecimento. O olhar imediato da senhora foi de medo ao perceber uma tritã entrando com uma criança nos braços, talvez imaginando imediatamente o pior, mas este olhar logo tornou-se confuso e depois se suavizou ao Rem se pronunciar. Poucos segundos depois o rosto da velha havia voltado a se tornar suave e um sorriso surgiu nele. - Essas são suas amigas? - seu tom era simpático e até mesmo jovial ao perceber que Rem havia voltado novamente. - Manaaaaa. - Surpreendida por trás a amazona foi abraçada por Niko que saiu por entre roupas penduradas ao lado agarrando a perna de Rem por trás.

Ficaram um tempo ali, Anira escolheu o que precisava, mas sem ser dispendiosa. Roupas simples de acabamento mais rústico de coloração mais escura e tênis. Rim também teve tempo de olhar coisas para si mesma. Talvez algumas das que desejasse fosse necessário encomendar, mas a senhora teria prometido todo e qualquer pedido feito para o dia seguinte.

Durante as compras Rem informou que na verdade já havia comprado tudo o que precisava dali e Anira mais uma vez reclamou das explicações longas que Rim lhe dava. - Eu não sou burra sabia? - falou com a boca torcida em um 'beicinho' para o lado.



>><<

- QUALQUER COISA TERIA SIDO MELHOR. - gritou de volta enquanto livrava seu ombro do aperto de Ur. - Achei que você tinha uma ideia melhor do que entrar no meio de uma loja no centro da cidade no horário mais movimentado do dia para espancar alguém em busca de informações.

- SIM. FAÇA COMO QUISER. - virou-se irritado marchando de volta para seu bar.

Sentou-se então por um tempo, mas em meio ao tumulto em seu cérebro ela pouco teve a capacidade de absorver o ambiente ao seu redor. Notou algumas coisas é claro, mas pouco viu dos rostos das pessoas. Sabiam que haviam casais, estudantes e que no geral eram todos jovens, mas mesmo que sua vida dependesse disso não iria conseguir lembrar do rosto de nenhum deles, nem mesmo do rosto do jovem casal com o qual ela trombou após a discussão com Jonson… Bom, uma pena digo eu.

Ainda assim sua cabeça foi capaz de funcionar naquele tempo e aos poucos um receio se espalhou em suas ideias… O que Rem diria ao saber que ela havia saído por conta própria para caçar por não ter conseguido ficar meia hora sentada.

>><<

Havia conseguido o lenço e a capa, todavia o pedido inusitado dos acessórios deixou a senhora sem saber o que dizer por alguns momentos. - Olhos e chifres? Acho que não vou ter essas coisas minha jovem… Talvez você consiga algo assim em Illusia. -A velha respondeu para a tritã, fazendo com que Anira também se virasse para ouvir a conversa. - Tem… Algum tempo desde que… os carregamentos não tem chego. - explicou a velha, provavelmente justificando a falta de coisas mais específicas e também sua impossibilidade de consegui-las.

A senhora também ficou devendo a mochila, mas indicou-lhes um lugar que ficaria no caminho onde poderiam pegar, também se prontificou em ligar para o dono do lugar para facilitar-lhes a vida.

- Eu tenho. - Rim sentiu sua roupa sendo puxada e quando olhou para baixo viu uma garotinha lhe oferecendo o que pareciam ser olhos pretos para pregar. Niki que estava brincando com Rem havia ouvido o pedido e com isso oferecia algo da sua própria coleção.

>><<

Rem havia sido levada para um pequeno esconderijo de Niko atrás de uma arara de roupas onde a garota lhe mostrava os retalhos de tecidos e os acessórios que possuía para fazer suas próprias bonecas. Nenhuma de suas tentativas era tão 'boa' quanto a Doroty, mas ainda assim a garota parecia bastante animada com os resultados que conseguia.

Enquanto Niko lhe mostrava como fazia eles ouviram um pedido inusitado de Rim para a senhora, tal menção fez com que Niko arrancasse alguns olhos de suas próprias bonecas e corresse para Rim puxando-lhe pelas costas.

>><<

- Eu tenho. - repetiu a garota enquanto mostrava os botões para Rim. - Niikoo, esses são para suas bonecas. - disse a vó, mas não era um tom de bronca ou advertência, era quase como um pedido de "voce tem certeza." - Sim, mas eu quero vender… Você compra? - ao perguntar a garota se esticou ainda mais para mostrar a Rim seis botões de olhos.

Talvez, embora tenra fosse sua idade, a jovem fosse bem ciente das condições em que viviam.

>><<

As respostas foram todas muito parecidas por todas as lojas por onde passou. Fosse onde fosse que Rem houvesse ido não era em nenhum daqueles lugares. Mas onde diabos ela poderia ter ido comprar uma arma? Afinal… Aquelas lojas não ficavam a mais de 1km de onde tinham o sobrado alugado… Porque ela iria para outro lugar?

Precisou correr para ter tempo de passar em todas as lojas que enxergou. Nesse meio tempo Jonson já havia conseguido retornar ao bar cruzando por becos e vias estreitas que somente aquelas bem habituados a cidade conheciam, ou…

Rem também levou certo tempo para chegar ali, havia se separado agora de Rim. As duas garotas haviam ido em direção ao sobradinho que Rim e Ur dividiam enquanto Rem havia decidido voltar para o bar agora que acreditava ser um horário mais adequado para o mesmo estar aberto.

As compras no total lhe haviam custado outros 45k berries. Rim havia saído sem sua mochila e sem os chifres, mas foi capaz de usar a sacola que a própria Rem lhe havia dado para guardar as roupas e seguir seu rumo.

Bom… quanto a farmácia… Ou melhor, o boticário podemos dizer que não havia sido uma experiência muito fácil, mas que com 100k berries havia conseguido comprar 10 bandagens, álcool, agulha para sutura e linha.

A mochila foi capaz de adquirir por outros 50k na loja que a senhora lhe havia indicado.

E com isso havia finalmente chegado ao sobrado, incrivelmente ser nenhuma perseguição, embora percebesse que durante o trajeto Anira há havia usado para se esconder da vista dos guardas eventuais que passavam por elas, muito embora estes focassem quase que completamente sua atenção em Rim.

>><<

- Sim eu a vi mais cedo. - havia um toque de irritação na voz de Jonson ao falar sobre Ur com Rem. - Estava com uns cartazes e… "- É MENTIRA! -"

O grito veio acompanhado do som da porta batendo com força contra a parede, lá havia uma Ur ofegante com o dedo em riste na direção de Jonson. Então Ur entrou e logo percebeu a falta da presença de Rim, ao qual por algum motivo tinha passado a supor que estaria ali. Ainda assim ao se aproximar começou a tentar puxar Rem dali para dar-lhe uma explicação em outro lugar.

>><<

- Elas moram aqui? - Anira se aproximava da mesa do café passando a mãos sobre o tampo, mas não com o intuito de procurar sujeira era mais como se alisasse a pŕopria madeira. - Onde é o banheiro? - mudou o assunto erguendo o braço e fazendo cara de nojo ao seu cheiro.

No entanto a pequena nem ao menos teve resposta, pois nesse meio tempo Rim havia trancado a porta e ao passar pela jovem literalmente arrastou-a em direção ao banheiro. - NÃO, NÃO EU FALEI CHUVEIRO NÃO DE LÍNGUA. - mas seu protesto foi em vão

>><<

- Faz… Uma semana que to fora de casa. Perdi o dinheiro que tinha junto com os sapatos. - justificou a sua sujeita desse jeito. - Obrigado de novo pelas roupas. - disse enquanto Rim esfregava o cabelo dela.

Daquela posição Rim podia facilmente notar que a cor real do cabelo da jovem era negro e não branco como aparentava, quanto mais esfregava mais negro se revelava ainda que a coloração branco acinzentado se mantivesse pela maior parte das madeixas da garota.


><<>

Nesse momento as 3 amigas sentiram a mesma perturbação (13), como se o mundo houvesse parado e logo se viam em outro lugar para instantes mínimos depois estarem mais uma vez de volta ao exato ponto onde estavam.

>><<

- Ei? Você me ouviu? Eu perguntei porque você se finge de cega?








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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos - Página 3 EmptySab 02 Nov 2019, 20:58


Passou tanto tempo que o velho narrador cansou de esperar e tiveram que chamar um novo

- ANIRRRAAA SAVEEE

Pulei para trás no susto aproveitando a brecha criada pela princesa. Com um sorriso de canto de boca, erguia o polegar direito agradecendo pelo seu ato heroico.

- Naiçu.

Spoiler:
 

Guiar o grupo até a loja não era nada demais, por sorte não tive que encarar aquele velho caquético dessa vez. Não ainda, eu vou voltar e fazer ele engolir cada palavra quando chegar com o aço roubado. Para isso precisava encontrar alguma pista, e sinceramente minha lista de afazeres só vem aumentando… Apenas espero que as peças se encaixem.

“Na verdade…”

Quando paro pra pensar agora, se as pessoas dessa ilha tem medo demais para revidar, e a guarda local faz pouco caso da situação, então quem diabos encomendou tantas armas para aquele ferreiro? [...]

”Holly shit! Os piratas estão forçando ele a fazer as armas de saque!” - Seria possível? É a única explicação que conseguia pensar no caminho até a loja. - “Calma Rem, é tudo coisa da sua cabeça.” - Tentei me acalmar e espairecer, mas e se fosse a verdade? talvez a melhor forma de chegar aos piratas fosse a origem que me fez caçá-los, mas como o faria? - “Não dá pra ter certeza ainda, vou manter isso como uma última opção”.

Perdida em pensamentos e teorias da conspiração que fazem o total sentido, o que me trazia de volta a realidade era o ataque de fofura de Niko, que me levava às profundezas daquela loja, me mostrando seu esconderijo e suas agradáveis bonecas. Me sentia bem ao lado da garota, de certa forma, me lembrava como poderia ter sido minha relação com minhas irmãs e irmãos mais novos. Fiquei feliz, porém com um certo pesar de arrependimento.

- Compramos sim. - Respondia a garotinha saindo de seu esconderijo, afagando sua cabeça e mantendo um sorriso, não conseguia não me simpatizar com aquela cena, em fato, só me dava força de continuar meu objetivo naquela ilha.

”Do it for her!”

- Obrigado pela sua gentileza Niko, você é uma garota maravilhosa. - Na despedida abraçava ela mais uma vez, esperava vê-la novamente em breve.

[...]

Mais uma vez no bar, e finalmente nossos horários se acertavam.

- O que houve Ur? Por que tão ofegante? Não precisava vir correndo pra cá eu esperava. - Estava meio confusa com sua pressa, o comentário de Johson também também acrescentava nisso. Se ela estava aqui antes, como o bar estava fechado? O que os dois estavam fazendo?

”Espera um minuto aí… Os dois sumidos, se encontraram mais cedo, Ur ofegante… Desmentindo o que quer ele possa ter dito…”

Me desligava do ambiente por um instante em pensamentos, firmando o pé no chão para que não fosse guiada novamente até a rua. Quando finalmente, um estalo em minha cabeça, agora eu sei o que esses dois estavam fazendo ( ͡° ͜ʖ ͡°)

- Quer saber Ur? - Colocava minha mão direita em seu ombro. - Não precisa me contar mais nada, eu entendo completamente tem coisas que você precisa fazer por você mesma. Não vou pedir detalhes, vocês podem me contar quando estiverem prontos. - Quase que imediatamente me virava para Johson com um sorriso nada discreto e mandando um joinha como um “Good job”.

Spoiler:
 

- Aqui. - Pegando o arco e aljava com flechas, entreguei para nossa sedutora em ação. - É uma boa arma, posso garantir isso a você. - E com isso feito, esperava que ela não percebesse que eu carregava APENAS o arco.

- Ahahaha… haha.. ha… Minha arma? - Respondia quando me fosse perguntado sobre. - Pff, eu não preciso disso, essas aqui são minhas armas.
- Fazia aquela pose de força flexionando os braços para cima e de punhos cerrados, enquanto olhava para ela uma cara de pau. - Look at these!

Spoiler:
 

- Ok ok, a verdade… O ferreiro não tinha material pra fazer minhas coisas, foi roubado por piratas. Por isso vamos atrás deles, levar uma pilha de metal até lá e então ele vai forjar minhas coisas de graça em agradecimento! - Era o plano perfeito!

- Ah sim, isso me lembra, como foi as coisas do seu lado? Conseguiu as informações de procurados? Espero que tenha tido tempo. - Cutucava-a com os cotovelos.

Se me dessem os cartazes, folhearia um por um tentando encontrar um perfil de saqueador.

- Angélica Naiko… Hmmm, essa daqui parece mais que curte furto do que pilhagem, não tem cara de batedora. - Pegava o próximo. - Vivian… É, essa aqui tem cara de pirata, mas sei lá, não parece nenhuma capitã. - O próximo cartaz seria o de Anitta Lucas, encararia bem pra ela, prestando atenção nas feições e em especial no nome. - O que diabos uma criança tem que fazer pra aparecer aqui? - Apenas passava ela sem importância. Mas os dois últimos que me chamavam atenção.

”Gente feia assim, só podem ser os culpados.”

- Ur, quem é essa Madame Antares e o grandalhão aqui? Esses sim parecem gente cruel. - Mostrava também para Johnson de relance. - Sabe se algum desses é o responsável pelas pilhagens de mercadoria e lojas? - Olhava para ambos, esperando uma resposta. - Bom, imagino que ao menos já seja um começo. - Comentaria independente do que dissessem, ignorando pedidos de cautela, embora apreciasse a preocupação.

- Não tem nada pra se preocupar, afinal eu sou uma exemplar cavaleira. - Comentava confiante. - Ur! Combinei com a Rim de encontrar ela no porto, é onde os ataques parecem ter maior foco, vamos lá a gente explica tudo uma pra outra no caminho.

Histórico:
 

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