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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Revolução dos Bichos

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptySab 20 Jul 2019, 18:19

Revolução dos Bichos

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Rem E. Nuf, Ur Kleiner Bar e Rim Arkman. A qual não possui narrador definido.


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Rimuru
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptySeg 22 Jul 2019, 23:21

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Rim Arkman


Algumas pessoas parariam pra pensar, o que uma trita  carpa estaria fazendo por Las Camp uma outrora ilha cheia de glória e agora em completa ruína e apreensão, causada por ninguém mais ninguém menos que um semelhante a espécie.Máximos é seu nome, auxiliado pela  sua trupe de piratas repugnantes e de coração frio deixaram o ambiente completamente falido e desprezível, a resposta para essa pergunta meus caros é bem simples e não tão difícil de explicar afinal eu passei minha vida toda ou sendo mais específica a parte que me lembro dela como uma cidadã dos arredores dessa cidade que chamo de lar.Tempos ruins de fato ocorreram e memórias refrescantes ainda se fazem presentes em minha cabeça para desistir tão fácil daqui e fugir entre as pernas ao ar, afinal são em momentos de desesperos como esse que os residentes precisam de proteção, aqueles demônios saqueadores e criaturas terríveis estão acariciando a barriga e imaginando sua fartura para tirarem proveito da situação.

Sim estou falando deles, os terríveis e asquerosos males de péssima reputação que assolam este mundo,reconhecidos unicamente por uma simples palavra de sete letras."Pelúcia", essas aberrações de algodão estão ficando relaxadas, elas parecem se esquecer de quem as está caçando e colocando as sobre a linha, recentemente não tenho visto quase nenhuma devido ao grande holocausto da economia, porém meus sentidos me dizem que a algo errado, essas pestes estão tramando algo trabalhando na surdina aonde os olhos não vêm.Por sorte sou a pessoa perfeita para exterminar o problema pela raiz é conheço  companheiras que poderiam me ajudar.Me arrumaria para um possível encontro, será que as garotas estão todas juntas?Seria bom se Ur tivesse dado um pulo fora, gostaria de brincar um pouco com Rem aquela danadinha,hehehe.Ajeitaria os cabelos com ambas as mãos e acertaria a posição dos meus trajes,desde que deixou os mais largados fora da vista de terceiros, sinceramente ainda estou mal acostumada com essas coisas, ao menos minhas roupas tem certo charme ao invés desses farrapos ridículos que os trabalhadores usam, tudo que me resta e apenas pegar minha  bengala é…..

Fuuuuuuuuuck!Berraria de indignação por minha memória fraca e estúpida, eu esqueci que fiquei desarmada após aquele incidente ao dia anterior.Aliás o que havia ocorrido mesmo?Ahhh sim hehehe,ela está em um lugar melhor, tenho certeza que aquele rapaz nunca se esquecerá de não meter seu traseiro gordo onde não é chamado, os médicos  devem estar morrendo de rir agora mesmo enquanto pensam em uma abordagem para extraí-lo. Perdas são necessárias para algumas grandes realizações estou conformada com isso, só preciso arrumar uma substituta.Balançaria a cabeça em concordância com a palma esquerda sobre o queixo acariciando a pele:

Preciso apenas ir para a superfície agora,as coisas devem estar caóticas lá em cima,melhor não ser descuidada.

Plinplinplin correto, eu vivo embaixo da água em um navio naufrágio, o mesmo que a ruivinha estava naquela tempestade em que nos conhecemos, só de imaginar isso fico com a língua toda salivando para sentir aquele gosto de novo.Bateria ambas as palmas em minha cabeça antes que abrisse a boca e começasse a babar em deslumbre de meus pensamentos.Foco, preciso de uma abordagem segura, apesar de viver aqui a anos simplesmente aparecer pode causar transtornos, fazer isso sozinha no entanto seria muito trabalhoso e daria uma dor de cabeça tremenda.Já sei irei utilizar um bode expiatório, alguém que analise a superfície comigo em meio às águas e me ajude a encontrar o momento ideal para surgir. Um alívio que as criaturas ideais para isso vivem ao monte por alguém em seu habitat natural, me certificando de não estar deixando nada para trás, daria uns últimos ajustes e então impulsionaria me para a frente procurando um peixe solidário que servisse de isca.Obviamente seria difícil entrar em um consenso com ele caso fugisse então me aproximaria com cuidado e diria:

Hey Punk!Poderia me dar uma mão!Ohhhh mas você não tem polegares meus pêsames hehehe,piadas a parte só preciso que seja meus olhos e dê uma olhada na situação acima para mim.Se tentasse recusar ou fugir o espreitaria como um predador rente a sua presa o pegando com minhas mãos nuas e o aproximando face a face com minhas bochechas.Está pensando em nadar para longe de suas obrigações malandrinho?Pois bem irei te explicar a situação,eu gosto de comer em uma certa residência e está quase na hora da refeição e se você não me ajudar,acho que terei que sujar meus dentes com outras coisas se é que me entende.Deixaria os a mostra totalmente fechados com um sorriso asqueroso e começaria a dar umas leves apertadinhas caso se mostrasse um bicho persistente.

Quando ele cedesse soltaria um pouco para torná-lo mais confortável mas o manteria próximo até explicar os detalhes, gesticularia com a mão livre para exaltar ainda mais minha posição e ideias e mexeria os pés para frente e para trás empolgada.Então aqui está o acordo, vamos ambos subir lá em cima e manter nossas cabeças longe de vista e você vai me ajudar a ver quando a barra estiver limpa ou se houver uma pequena agitação em que eu possa criar proveito, sabe como é brigas,roubos, discussões ou espetáculos felizes, quem sou e para falar que apenas coisas ruins são necessárias para criar uma comoção, porém acima de tudo eu preciso de um alvo, alguém que esteja afastado dos demais e se mostre agitada ou espantada se for um forasteiro ou membro de raças diferentes de humanos melhor ainda daria menos comoção.

Se ele tivesse algumas perguntas em relação a isso apenas ignoraria, porém se questionasse o porquê de outro indivíduo envolvente comentaria.Só quero puxar alguém para essa confusão e atrapalhar seu dia, tenho que fazer coisas interessantes não é mesmo?Levaria ambos de nós para cima e deixaria ele fazer seu trabalho e bisbilotaria a situação atual aguardando pela oportunidade de sair e alguém para atazanar.Assim que encontrasse ou fosse notificada agradeceria o peixe é lhe daria uma lambida por pegar certa compaixão pelo mesmo complementando com uma piscadinha de olho esquerdo para deixar um clima misterioso ao redor da situação e iria até um local onde pudesse subir em terra e trataria de me movimentar para me secar:

Nunca me canso de fazer isso.Exclamaria ajeitando as lentes e andando apressado em direção a uma pessoa que parecesse medrosa ou perdida contando passos do centésimo a frente como se tivesse fazendo uma rota definida.Enrigeceria o corpo e me jogaria contra seu físico para derrubar  ambos de nós sobre o chão. Hey,Hey não consegui ver por onde anda!?Sou incapaz disso você sabe? Moveria a palma das mãos sobre minhas retinas para justificar falta de visão.E acabou de atrapalhar minha contagem para o estabelecimento agora estou toda perdida.Antes que comentasse alguma coisa ou tentasse se levantar acertaria sua barriga jogando o braço por cima como se tivesse procurando alguém mas apenas com intenções de estreme-lo um pouco e fazê-lo ficar sem ar para retrucar.Esta querendo se levantar e fugir?nada disso agora irá me ajudar a ir até loja,francamente rápido me ajude a se levantar você irá comigo e sem queixas.De pé colocaria meus braços juntos a da pessoa como se estivesse em casal com a outra mão por cima ficando bem coladinho para causar transtorno:

Que foi esta constrangido?nunca ficou tão próximo de uma garota antes?hehehehehe vamos me mostre o caminho preciso comprar uma bengala nova para me orientar.Seguiria a pessoa fazendo gestos para parecermos ser um grupo de pombinhos despreocupado até que ele me levasse a um ambiente que suprisse minhas necessidades, do contrário se ela mostrasse qualquer atitude suspeita a jogaria dentro de uma lixeira ou empuraria em qualquer canto comentando.Seus movimentos não me cheiram muito bem,quem sabe com um certo aroma adicional fique mais receptivo hehehehehe.

Caso adentrasse no local correto,continuaria junto a pessoa ou com a ausência dela dependendo do caso até  me direcionar ao lojista onde olhando para a direção contrária solicitaria:

Tem alguém aí?Espero que sim, gostaria de uma bengala nova e alguns metros de corda por gentileza.Acariciaria as mãos da minha vítima e sacanearia com ela bajulando a pelo incidente açoitando a culpa em suas costas e posição.Vai me ajudar a pagar para compensar a sua agressão a um membro incapacitado?Ahhh não...acho que é do tipo que bate e depois pensa apenas em fugir não é mesmo? Se funcionasse aceitaria o auxílio financeiro do contrário apenas retiraria o valor certo quando o lojista chegasse enquanto pegaria os pertences novos verificando sua qualidade e jogaria para o alto no ângulo dele sem alterar a posição o pagamento caso estivesse nos parâmetros adequados, colocaria as cordas sobre o ombro direito e com a mão esquerda tatearia com o recém adquirido bastão me despedindo:

Bem eu vou me indo tenho compromisso agendado foi bom ter sua companhia daqui a diante eu me viro.Iria para a direção errada propositalmente e então viraria para a certa comentando.Caminho errado! procurando evitar suspeitas. Com todas as preparações realizadas iria até o sobradinho de Rem, sem dúvidas as garotas devem estar esperando por mim seria uma lastimável dor deixá-las esperando tanto.Caminharia devagar enquanto usaria a bengala para dar ênfase na personagem analisando com o canto dos olhos de maneira disfarçada os arredores a minha volta ao longo do trajeto,se chegasse lá apertaria a campainha esperando que uma delas me atendesse gritando em contra partida para anunciar minha chegada:

Ding Dong!Aqui estou eu!Venha me buscar melzinho antes que eu cogite em "abrir"  essa porta também hehehe. Esperaria anciosa pela aproximação da minha sereia, no entanto se reparasse nela saindo toda energética sem nem ao menos explicar direito a situação ou me saudar de maneira casual ergueria a arma para o alto acenando com imensa força conforme a perseguiria aos brancos utilizando todas as forças de meus pés para não perde-se de vista com as veias a flor dos nervos:

Hey Hey, aonde você pensa que está indo?Nem ao menos me deu um bom dia.Volte aqui pequena sapeca eu não vou deixar isso barato!Quando ela finalmente parasse eu daria uma leve cabeçada em sua testa e espernearia de frustração.As pessoas geralmente recebem as visitas ao invés de fugirem ao vento babaca! Você não percebe o calor da situação?A cidade não está em um clima festivo para tamanho deleite, essa sua atitude pode provocar desconforto nos outros e te colocar em perigo!Coçaria a parte de trás do meu pescoço e sorriria tão forte como se estivesse quase a gargalhar afinal essa era exatamente a garota que eu gostava agindo da maneira que eu adorava em observar diariamente.Se bem que eles teriam que passar por cima de mim para isso hehehe, venha deixe que eu cuide disso,essa e sua punição por desacatar com a autoridade de sua superior hehehe.Puxaria a gentilmente pelos braços até estiver rente a rente comigo e lamberia o local a que tivesse cabeçeado como um sinal de recuperação.Continua tendo um gosto delicioso hehehehehe, espere não tente fugir eu ainda não acabei irei continuar com isso até aprender a não sair sem rumo.desfrutaria um pouco mais até Rem estar completamente babada e eu satisfeita esperado o serviço solicitado por ela ser realizado.
Objetivos:
 
Histórico:
 

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Última edição por Rimuru em Ter 23 Jul 2019, 21:34, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyTer 23 Jul 2019, 19:51


Rem E. Nuf


Mesmo nos últimos meses, impedida até mesmo de brandir uma espada, nenhum de meus dias foram entediantes. Sempre uma história nova, uma ideia inédita, uma atividade para fazermos, algo assim a toda hora surgia e os dias passaram antes que eu me desse conta. Já vinha desde a semana passada suspeitando de que eu estava melhor, mas foi essa manhã que acordei bem, com tudo! Aquela sensação de que o tabuleiro virou novamente e começamos um novo jogo. Não sentia mais as dores, podia respirar sem nenhum chiado e ao me mexer não escutava nenhum osso estalando de quebrado, sim! Mesmo minhas costelas retiradas eu podia contá-las de novo. Na verdade isso é estranho, Ur me disse que retiraram duas costelas minha mas consigo sentir todas elas aqui com meus dedos.

“Talvez tenham crescido de novo.”

Teria esperado na cama, não sei porque mas Ur tem a mania de me acordar. Mesmo que sem necessidade ela o faz, talvez não aguentasse me ver debilitada na cama, tentando me tirar de lá, ou quem sabe a vida rígida em que foi criada lhe condicionava a isso. De qualquer forma hoje é um dia especial. Fingir o sono seria minha ação, esperando ela baixar a guarda, quem sabe me atacar com um lençol ou travesseiro, era o momento de contra-ataque. Pegando o que quer que ela arremessasse em mim ou minha própria almofada para jogar em direção ao seu rosto e, levantando subitamente, atacando Ur com um abraço levantando-a de um lado, girando e a repousando no outro.

- Bom dia Ur! - Um sorriso de orelha a orelha se forma, e meu ânimo de certo já se espalhava pelo ambiente. - Olha, meus braços nem fazem mais aquele som estranho. - Indagava mexendo-os e plantando uma bananeira só pra mostrar como já estava firme e forte de novo. Muito provável de minha colega de quarto simplesmente me ignorar, acontece, ela é assim de manhã, facilmente irritável e só se importa com o seu café.

- Preto puro e sem açúcar. - Respondi caso Ur me perguntasse como gostaria do meu. Não sei por que ela me faz essa pergunta todo o dia se já sabe a resposta. - E-eu vou beber tudo dessa vez, prometo! - Era essa minha barganha diária, com um bico emburrado no rosto enquanto arrumava ambas as camas.

E acho que isso resume bem como foi nossa morada nos últimos tempos. Eu imagino que Ur e eu, como completas estranhas de início, conseguimos nos dar bem dada nossa criação. Ambas de famílias rígidas e disciplinadas, então não tivemos problema com relação à organização. Nossa casa é impecável! E Rim pode até aparecer pra bagunçar as vezes. Quebrando uma porta ou duas, mas tudo logo é arrumado.

A medida que Ur preparasse o café, se é que ainda temos suprimentos, eu teria pulado direto pro banheiro, removendo todas aquelas bandagens, remendos e tomando um belo e relaxante banho em comemoração. Por fim escovando os dentes e então vestindo minhas roupas usuais. Ainda me sinto estranha sem um peitoral de aço equipado, mas já vinha me acostumando um tanto com o tempo.

Finalmente me juntava novamente a Ur, procurando por ela onde quer que estivesse, e aceitando um reconfortante café caso me fosse oferecido. - Obrigada. - O gosto amargo e quase insuportável misto a cafeína Ironicamente me acalmava dessa vez. A euforia acordou comigo hoje, e por mais que eu seja alguém alegre, isso também é demais. Logo de volta tornei à compostura, um pouco mais relaxada e observando o ambiente, bebia tudo goela a baixo para não deixar sobrar nada dessa vez.

- Quer saber Ur? Hoje é um dia especial, estou curada, então vamos comemorar com uma aventura! - Levantaria bruscamente, fitando um horizonte imaginário enquanto esperasse por uma reação, olhando de canto de olho eventualmente. - Eu já te contei uma vez certo? - Iniciava um monólogo ela concordando ou não.

- Desde que fugi de casa só tenho uma única missão, me tornar uma cavaleira respeitável que irá trazer honra de volta a família! E eu esperei Ur, esperei pacientemente com os ossos quebrados por meses enquanto não podia fazer nada. Em meio ao céu cinzento vi as pessoas apáticas em suas vidas cotidianas sofrendo os males diários, com desigualdades recorrentes, e elas nem lutam por isso! Eu digo basta! Pois agora eu estou cem por cento de novo. E juntas eu você e Rim podemos sair por aí e trazer paz de novo a esse lugar, posteriormente outras ilhas, e então o mundo!

Esperava que isso a convencesse, não! Tenho convicção disso. Maaas… Sua resposta era meio inesperada, me deixava com uma pulga atrás da orelha.

- O que?! - Tais palavras chegavam a me ofender. - Claro que não! Eles são terroristas, criaturas vis! Inimigos da coroa que se sobressaem aos olhos da população com falsas promessas quando na verdade matam inocentes no meio de suas guerras com propósito vazio. - Sentada novamente, de braços cruzados e bochechas infladas, antes com os dois olhos fechados em indignação. Abria o direito para fitar minha colega de quarto. - Mesmo que não tenha jurado lealdade a ninguém, isso não quer dizer que vou abandonar o princípio básico de um cavaleiro, revolucionários são os vilões, e não a farsa que clamam ser…

De novo com mais perguntas capciosas, ela gosta de mexer comigo, mas ouvir seu tom de interesse me acalmava os ânimos, ou melhor, os nervos. Olhando direto em seus olhos, estava genuinamente feliz por Ur finalmente demonstrar que estava aberta para que eu lhe mostrasse o caminho de uma cavaleira. Então manteria uma feição séria, como se estivesse prestes a dizer todo meu destino, por fim lhe respondendo com honestidade.

- Não faço a menor ideia! Eu sei o que devo fazer, mas não como fazer. Sabe? Sinto que quando a oportunidade aparecer na minha frente, vou saber como reagir. É uma questão de instinto. - Terminei orgulhosa comigo mesma pela resposta. - Não preciso de ajuda para recuperá-la! - Retruquei quase que bradando. - É só que… - Evitaria um tanto o contato visual, fitando o chão meio cabisbaixa. - Eu gosto da sua companhia. - Reduzia o tom de voz aos poucos enquanto encerrava a frase com o rosto avermelhado.

- Qual é, vamos lá, eu não aguento mais ficar parada nessa casa. Vejamos… - Pensando com a mão guiada ao queixo, colocava o cérebro para funcionar. - Dinheiro! Você precisa de dinheiro certo? A gente. Já quase não tem mais nada pra pagar o aluguel e sinceramente eu não te vejo trabalhando no comércio. Como primeiro ato de heroísmo poderíamos livrar a cidade de alguns piratas, e você ainda receberia por isso. Que tal agora? - Já eram minhas últimas ali, não restaria mais nada senão esperar e a encarar com olhar de cachorrinho pidão.

Novamente meus olhos brilhavam em sua cor flamejante e eu daria dois pulos de alegria caso Ur concordasse comigo. Seria minha primeira vez em uma cruzada em conjunto com uma amiga assim e isso honestamente de deixa muito feliz. Segurava os ânimos como bomba, olhando para ela e acenando com a cabeça em concordância, no momento em que seu dedo saísse de minha boca eu explodiria novamente.

- Depois de hoje, eu te pago quantas rodadas você quiser! Vou arrumar nossos equipamentos enquanto você busca as informações de por onde começar! - Seja com as pessoas locais ou com a Marinha isso pra mim era mera formalidade, de certo tem alguém por aí fazendo alguma besteira como no primeiro dia em que cheguei aqui. Sei que Ur consegue encontrar nosso primeiro objetivo sem problemas.

- Acho que o ideal seriam equipamentos forjados, eu não confio muito nesses itens de varejo. Você vai precisar do que? - Perguntaria por armas, itens, ou qualquer outra coisa que eu tentaria arrumar. Assim que Ur respondesse, eu já calçando meus sapatos pegaria o dinheiro jogado por ela e então partiria sobrado a fora. - Certo! Eu vou arrumar tudo e a gente se encontra naquele lugar de sempre pra comer!

Caso esbarrasse com Rim ou outra pessoa na porta tentaria desviar para não bater igual um trem desgovernado. Continuando a sair em direção a cidade, me virando para a pessoa caso fosse Rim e essa me perguntasse ou não para onde ia.

- [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] - Exclamava com ambos os braços para o céu e um ânimo no rosto. Sim, finalmente um pouco mais de ação depois de seis meses parada. Correria pela cidade aproveitando a sensação novamente leve de meu corpo, deixando que Ur, dentro da casa, explicasse o resto.

”Como é bom estar de volta”

Era uma oportunidade para andar sobre cercas, pular obstáculos, me movimentar como meu corpo novamente permitisse, faria disso meu aquecimento matinal, não me importando muito com o que as pessoas pensassem de mim, afinal, já estava acostumada com toda a chacota. Procuro por uma forja, sozinha. Talvez já tenha visto uma ou outra pela cidade? Não me recordo bem, mas correr pelas ruas até encontrar meu objetivo ou algo mais de interessante não é lá algo de extremo esforço. Adentraria o local observando-o bem, especialmente em busca do dono do estabelecimento, em outras palavras, o ferreiro.

- Com licença senhor(a)! Acha que consegue forjar algumas coisas para mim nessa agradável manhã?

Off:
 

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Johnny Bear
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyTer 23 Jul 2019, 20:27


Post de Schrödinger









- Perdi a droga do sono! – Diria com um olhar franzino para o teto, depois de rolar de um lado para o outro na cama com o travesseiro nos ouvidos, essa maldita e barulhenta cidade sempre me acorda. Ainda meio sonolenta, seguiria cambaleando até a cama da Rem, bem do lado da minha – Ei! –  Diria dando alguns tapinhas em seu ombro – Acorda! Acho que deve passar das... –  Eu não fazia ideia de que horas eram, mas já tinham me tirado o sono com todo aquele pique diário, bem num dia de mau humor – Hmmm preciso de um café... –  Caso não tivesse levantado ainda, iria fazer algo como puxar-lhe a coberta do corpo, tacar o meu travesseiro nela ou quem sabe os dois.

- Não esqueça de arrumar a cam… - Pretendia tê-lo dito antes de sentir o seu abraço, com toda aquela animação pega de surpresa sem conseguir resistir - Tá bom tá bom, chega chega! Vai quebrar meus ossos! - De onde aquela menina tinha tirado tanta energia? Até pude sentir a luz vir por alguns instantes antes dela me soltar e eu poder respirar outra vez, me apoiei na parede com um dos braços e com o indicador e o médio da canhota fiquei massageando as costelas que ela quase me quebrou - É, eu senti - Respondi vendo a firula - Vou fazer um café pra gente, como quer o seu? - Seguiria para fora do quarto, vestindo por cima do pijama uma camisola no pé da cama - Ah, arruma a minha também? - Sorri dando-lhe uma piscadinha quando a vi fazendo a cama, já que agora ela podia usar os dois braços, não me leve a mal, mas me sinto feliz de não precisar mais dar banho, ajudar a se secar e se vestir com as patinhas quebradas.

Na marcha para a cozinha, espreguicei-me seguido de um longo bocejo e uma coçada nos olhos para tirar a remela - Dois cafés puros… é bom, não temos açúcar mesmo tsc - Disse abrindo a portinha do armário dando uma rápida olhada no que ainda tínhamos, era hora de fazer compras mensais, talvez era hora mesmo de arranjar um emprego, coisa que só me veio bater à consciência quando notei o pote de café já quase vazio no canto da prateleira. Então apreensiva, despejando o pouco que ainda tinha no filtro, em seguida colocando a água no fogo para esquentar, enquanto esperava encostada na mesa vendo a chama lamber o fundo prateado do recipiente, me vi perdida nos devaneios, de lá conseguia ouvir o barulho do chuveiro enquanto Rem tomava banho “Talvez seja melhor eu não contar” comecei a roer a unha do dedão esquerdo e foi quando me vi pega em um dilema, entre usar o dinheiro que guardava embaixo do colchão para comprar coisas para nossa despensa, teríamos mais tempo e eu podia arranjar um emprego qualquer no centro; do contrário pensei em pegar um arco e ir caçar.

- Aqui está… - Disse colocando o copo na mesa e passando para Rem, cheio mais que pela metade, aquele gosto ruim da indecisão e incerteza tornou meu café um pouco mais indigesto, é como se não conseguisse engolir nada- Hm - Respondi meio perdida olhando o fundo do copo de café quando Rem começou a explicar o motivo de todo aquele astral, não estava prestando muita atenção até ela levantar-se de súbito começando mais uma vez aquela história de recuperar uma tal honra perdida - Sim você já me… - Era tarde demais para fazê-la parar, nem sei quantas vezes já ouvi essa história - … me tornar uma tornar uma cavaleira respeitável que irá trazer a honra de volta a família… - Completei junto com Rem, eu já tinha até memorizado essa citação, mas agora vinha acompanhada de um discurso novo que parecia querer me incluir noutra das suas empreitadas - O que?! - Perguntei outra vez não acreditando muito nos meus ouvidos - Missão de paz, como o que? Como aqueles revolucionários? - fiz o olhar franzino meio incrédula e um tanto depreciativo. Ouvi-la explicar sobre o que tinha em mente era ainda mais confuso, eu guardava um sorriso de desespero em meio ao olhar curioso, não sabia como reagir ao fim de tudo, rir ou deitar no chão e chorar - Se não é uma Revolucionária, pretende fazer o que então? -

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Meio perdida em um poço fundo, a busca de Rem parecia querer me levar para um buraco ainda mais fundo atrás de uma tal honra ou orgulho ferido, minuciosamente coloquei o corpo sobre a pia, enchendo-o com água para limpar o café - É aquela sua maldita honra não é? Quer minha ajuda para recuperar - Tirando minha atenção do copo para encarar Rem, mal conseguindo esconder o sorriso malicioso de canto, fitei-a de cima, com o nariz arrebitado.

- Ahã! - Não fiz menção nenhuma de esconder o tom irônico e o sorriso que agora se abria largo de orelha à orelha - Cof cof Orgulhosa cof - Diria em meio a falsas tossidas enquanto secava a caneca molhada com um pano de prato qualquer, mesmo com as brincadeiras e tudo mais eu não pude deixar de considerar a ideia, mas ainda sim me faltava algo, eu estava vacilante quanto a isso - Não sei se é uma boa ideia, primeiro você diz sobre sair em uma aventura e trazer paz, agora quer sair por ai matando piratas, o que você é? Uma justiceira ou algo assim?  - Não parecia uma causa provável, é claro isso antes dela falar sobre o dinheiro, o que me tomou a atenção e outra vez me fez ficar apreensiva, eram duras palavras envoltas nos comentários inocentes e agitados de Rem - Certo! Eu vou - Enfim convicta de que era a melhor opção, decidi ceder-me aos pedidos calorosos, mas antes que ela pudesse começar a pular em euforia, gostaria de impor minhas primeiras condições - Ei ei ei! Vamos com calma certo? Uma caçada! E você paga a rodada -

Seguindo para o quarto, iria tirar o pijama e usar um velho casaco de peles que eu tinha quando expulsa de casa, na verdade junto com o dinheiro para me manter, foi a única coisa que deixaram que eu levasse, as roupas do corpo e o suficiente para sobreviver por alguns dias até arranjar um emprego. Iria pegar o que tinha me restado daquela quantia, guardava debaixo do colchão, a quantidade exata que eu tinha separado - Aqui pega! - Bradei arremessando o punhado de notas no rosto de Rem, sinta o cheiro das verdinhas - Arco e uma Aljava, com flechas claro… - Respondida sem muito mais tempo a perder, seguiria pela porta de entrada não me preocupando em esperar Rem ou que ela também o fizesse.

Na primeira caminhada do dia, faria meu caminho rumo ao QG da ilha, prestando atenção às ruelas pelas quais teria de passar até lá, olhando pelos cantos em busca de alguns daqueles cartazes de procurado, quem sabe encontrando alguns pelo caminho eu não precisasse fazer o percurso todo até a central dos boina azul. Do contrário, teria de apelar para a boa vontade deles de me dar uma cabeça valiosa - Olá, algum pirata que valha a pena para três caçadoras? - Diria a algum oficial naquele lugar, de preferência um que estivesse ali atendendo pessoas que chegavam, como eu. Com o cartaz em mãos e se nada me impedisse de prosseguir, caminharia para fora dali.


Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyQua 24 Jul 2019, 18:35



Um apito soava a distância, insistente e móvel. Era talvez de um guarda da cidade? Produzia um som gorgolejante que eventualmente era encoberto pelo som de marteladas que ecoavam de diversas direções diferentes.  Nas ruas em meio a essa cacofonia de sons pessoas comuns transitavam, algumas com passos apressados, outras com um andar mais arrastado, mas uma característica era mais comum entre todas estas.

Aos transeuntes mais atentos seria fácil perceber os rostos cansados e as roupas surradas que marcava a maioria dos residentes daquela ilha. Las Camp havia sido prospera e agora reerguia-se aos poucos. Todavia sacrifícios eram necessários e os tempos não eram mais tão dourados quanto outrora. Para todos os lados que se olhassem poderia ser visto, ao menos a certa distancia, algum marinheiro, ou talvez um guarda caracterizados por suas roupas de tom azul escuro e um chapéu de topo arredondado.

Junto a estes primeiros também seria possível notar com certa regularidade trabalhadores do setor civil, homens de ombros espadaúdos os quais podiam ser vistos carregando vigas de madeira ou carros com tijolos. Reparos eram feitos… Onde? Bom os tempos na ilha eram difíceis, contínuas situações ruins só haviam piorado, mas se você pergunta-se quando que tudo havia começado até mesmo a mais nova criança saber-lhe-ia responder.

Desde aquele dia, se você fosse tritão, este talvez não fosse o seu lugar. Estrangeiros recebiam olhares desconfiados e caso você se pergunte como as pessoas dali sabiam quem era ou não residente eu apenas devo-lhe lembrar das roupas surradas e dos rostos cansados, pois naqueles dias a alegria e a fartura era vista com certa desconfiança.

A tragédia inicial, o ponto de ruptura, já havia se dado a muito tempo. Seu nome foi marcado como O ataque da deusa da morte. Isso acabou por fragilizar a ilha, quebrando a economia e dificultando que ações fossem tomadas, essa deficiência logo atraiu piratas, como predadores que sentem a fragilidade de sua presa e embora individualmente não houvessem sido ataques tão devastadores quanto o primeiro eram estes em maior numero e de assustadora frequência.

Se fosse fosse morador da ilha iria certamente se lembrar que a situação havia degringolado a não muito tempo e talvez por isso ainda fosse possível lembrar dos bons momentos que ali havia vivido, mas essa já não era a verdade dos últimos meses.  

Recentemente a marinha enviou reforços para a ilha, isso aliviou ao menos a situação, mas ataques de piratas ainda ocorriam, golpes relâmpagos na calada da noite que por vezes causavam mais destruição do que perda financeira. A marinha tentava fazer sua parte, mas aquela era uma ilha grande e completamente construída de modo que era fácil aos piratas chegarem nas zonas mais afastadas e de difícil acesso para ataque fortuitos. Isso acabou por criar muitas periferias não habitadas onde era agora possível encontrar portos abandonadas e ruínas de casas vazias.

Cartazes de procurados haviam se multiplicado em igual velocidade ao numero de navios com bandeiras negras que eventualmente podiam ser vistos no horizonte. Era nesse ambiente que os nossos protagonistas se encontram. Dois deles pareciam não compartilhar inteiramente da dor da cidade, não ao menos em seu ânimo ainda que fossem capazes de entender a situação geral.

Do fundo do mar uma travessa jovem despertava em uma animação muito pouco vista nos dias de hoje, ainda que seu humor pudesse ser descrito como peculiar, visto que nem todos seriam capazes de vê-lo do mesmo jeito.

Um peixe grande e azarado foi o primeiro infeliz ao cruzar seu caminho, glups glups de protesto foram ineficazes frente a ferrenha determinação mostrada pela tritã que impedia-o de fugir e seguir com sua vida, sem escolhida foi coagido a obedecer a ordem que lhe foi dada sem saber que aquela seria sua última tarefa em vida.

Sim… nosso querido peixoso chegou ao seu fim precoce naquele pedido inusitado e seu destino foi selado por uma grande sombra que desceu sobre ele enquanto observava a superfície a mando de sua carrasca. Garras se fecharam ao redor do Sr.Peixoso e a tritã o viu ser levado por uma águia pescadora o que a fez ter de conseguir suas próprias informações.

>><<

Recuperada a jovem de cabelos laranjas havia despertado cedo, feliz e bem. Ainda que estivesse cheia de energia e pronta para pular e dançar acabou por resolver esperar, sabia que logo seria seu momento de se "vingar" mesmo que esta não fosse sua intenção. Coberta seguiu fingindo um sono suave enquanto muito próxima de si uma outra jovem despertava a primeira das 3 a não ter um ânimo elevado logo cedo. Em defesa de Ur eu concordo inteiramente com ela, ninguém merece conviver com pessoas que acordam serelepes como se aquele dia fosse ser o melhor dia do mundo.

Resmungos sonolentos foram suas primeiras palavras seguidas de um toque suave em sua companheira a fim de com gentileza tentar despertá-la, o toque porém não surtiu efeito o que a obrigou tão logo a puxar as cobertas em que sua amiga se enrolava. Este havia sido seu fim, pois foi levada por um súbito ataque fulminante de bom humor.

Em meio a sua fala foi surpreendida por um travesseiro voador, todavia este era apenas um artifício para ocultar o verdadeiro e mais perigoso ataque. O abraço de amor verdadeiro hiper animado. Sem qualquer chance de reação se viu tirada do chão imediatamente sacudida por um amor violento de quebrar ossos.

Uma conversa se seguiu, talvez pudesse ser considerada frustrante ou quem sabe cômica, fosse o que fosse a jovem Ur não parecia ser capaz de concluir suas frases, pensamentos, ações ou qualquer outro gesto antes que uma Rem excitada saíssem anunciando cada uma das intenções. Ainda assim podemos talvez classificar isso como uma boa irmandade.

O ânimo de Rem parecia ter-lhe contagiado, ainda que um pouco, ou talvez só a houvesse feito despertar de forma mais intensa. As tarefas foram divididas, Ur seguia para a cozinha com a tarefa de fazer-lhes um café enquanto Rem ficava responsável por arrumar as camas de ambas.

Da cozinha o ruído do chuveiro chegou interrompendo a observação da chama do fogão, está que estava alaranjada… É… o gás também estava acabando.  (Existe gás? kkkk)

>><<

Uma garota observava escondida atrás de um barril olhava para adiante tendo assim suas costas completamente expostas. Não era possível determinar o que a jovem de cabelo engraçado espiava, mas uma observação atenta teria revelado que olhava na direção em que um apito soava. Parecia ser um daqueles apitos de guarda, talvez pertencesse a um homem gordo de farda azul que usasse o Kep para esconder a careca e que o simples ato de apitar acabasse com seu fôlego.

Rim espreitava esta garota peculiar, seu rosto era um sorriso que alguns classificariam como sádico enquanto outros apenas como assustador. O largo sorriso revelava dentes pontiagudos que para qualquer pessoa em sã consciência seriam sinais de um predador acostumado a rasgar a carne de suas vítimas ainda vivas.

Aquela parte da cidade não possuía muito movimento, Rim havia sido obrigada a se afastar consideravelmente para emergir em um local menos movimentado com uma presa isolada para sua travessura. Distraída com o que quer que estivesse observando a garota de cabelo engraçado não percebeu sua algoz até ser tarde demais.

- AHHHH, AHHHH. NÃO ME COMA.   - a reação havia sido imediata, o grito repleto de medo havia cortado a encenação de cega frágil de Rim, pois tudo que a jovem assustadiça conseguia ver era aquela pele de coloração diferente e os dentes pontudos toda vez que a tritã abria a boca para pronunciar-se.

Ainda rolando e desequilibrada a jovenzinha tentou se recuperar o suficiente para correr por sua vida, mas nunca teve a chance, pois muito antes de ser capaz já estava capturada…. Assim como o senhor peixoso… Bom…. Talvez ela também acabasse por ter o mesmo fim não é? - NÃO ME COME EU SOU MUITO NOVA PRA MORRERRRRR, MEU GOSTO É RUIMMMM, EU NEM TENHO CARNE.   - a garota se sacudia no abraço de Rim mal dando a moça a chance de falar.

>><<

Um acordo, ou algo próximo a isso havia sido estabelecido pelas garotas da casa e por fim após o que parecia ser muito tempo de insistência, ao ponto de Ur já ter decorado o discurso, elas haviam decidido o que fazer.

Munida dos seus recursos e dos de sua amiga e assim sendo, possuidora de todas as posses que tinham Rem saiu da casa e no instante que chegou a rua correu. Olhares confusos foram dirigidos a ela, xingamentos e impropérios também no momento em que saltou sobre uma viga transportada por dois homens musculosos e também no momento que deslizou pelo chão passando por baixo de um vidro que era transportado por outra dupla de trabalhadores.

- EIII ONDE É O INCENDIO? - mas já estava longe antes de ter chance de responder.

Em uma sintonia completamente oposta a jovem Ur deixava a casa pouco depois, tendo inclusive de fechar a porta que sua amiga havia deixado escancarada. Seu destino era outra e na verdade muito mais próximo visto que murais com cartazes haviam se multiplicado nos últimos tempos.

Lá haviam diversos cartazes, muitos até para ser possível prestar atenção em todos. Havia indicações de os criminosos de todo o West Blue e assim Ur teve de ir selecionando aqueles que indicavam estar próximos da ilha em que se encontravam.

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>><<

O [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] ergueu o olhar da peça que martelava encarando a jovem animada com um sorriso brilhante a sua frente, todavia o bom ânimo de Rem não era nem de perto o suficiente para amansar a dura carranca que o ferreiro sustentava.  

A loja era uma verdadeira bagunça, peças de metal estava a vista para todos os lados, havia ali dois ajudantes um que cuidava do fole mantendo o cartão a uma temperatura constante e outro que parecia estar ajudando o seu mestre trazendo uma peça de aço quente enquanto levava a peça que o homem estava martelando novamente para aquecer.

- Já tenho serviço para um ano piveta. Ou por acaso não viu a cidade atrás de você? - Na verdade pra 2 anos… mas só se tivermos metal suficiente pra tanto. - SIM SIM, É ISSO TAMBÉM. OBRIGADO POR ME LEMBRAR SEU INÚTIL. Arrrg, como vê, é nem devo ter material suficiente para fazer o que preciso, quanto mais pra fazer panelas pra você. Então vá e tente a sorte no mercado. - o senhor continuou encarando Rem até que ela decidisse o que fazer.

>><<

Em meio a agitação os olhos da garota de repente tornaram-se brancos, sua cabeça caiu para trás e sua boca espumou, com isso ela caiu inerte nos braços de Rim que subitamente se viu com uma criança desmaiada em seus braços. Agora que estava mais perto era-lhe possível perceber que o 'cabelo engraçado' era na verdade uma touca com um pompom em cima feito de vários e vários fios e que a garota possuía a pele um pouco mais morena e grandes olhos…. Que no momento eram brancos.

Ao longe era-lhe possível ouvir o apito do guarda, parecia se aproximar de onde estava, embora felizmente para ela não houvesse mais ninguém ali no momento.



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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyQua 24 Jul 2019, 22:50

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Rim Arkman


Parece que eu fui longe demais com as brincadeiras de hoje, acabei causando a morte de um parente distante e o desmaio de uma pequena garota inocente...Meu Deus isso é tão maneiro!Acho que estou me aperfeiçoando a isso e estou pronta para níveis extremos de humor para usufruir e desfrutar com as minhas pestinhas amáveis hehehe, pois bem vamos raciocinar um pouco a situação, aos meus ouvidos a cavalaria está quase chegando para recuperar a bela adormecida se eu simplesmente deixá-la encostada a parede provavelmente tudo irá acabar tranquilamente.Mas sejamos realistas, quanto mais caótico essa situação se alastrar melhor e aproveitando que já estamos por aqui porque não evoluir meus padrões? Está na hora dessa deficiente fazer uma fuga fora de "visão".

Retiraria a touca da pequena garota e colocaria sobre minha cabeça para esconder meu rosto jogando a sobre meu ombro como se fosse um saco de batatas apoiando a com ambas as minhas mãos para garantir que não caia independente da posição ser meio desconfortável, se ela acredita ser uma refeição é justo tratá-la como uma ao menos para alimentar o desespero em suas veias,derrubaria o barril e chutaria o na direção onde escutará o apito para criar uma pequena distração e pausa para reação do perseguidor é fugiria pela esquina me precavendo a tomar as rotas menos movimentadas e alarmadas:

Pensar que eu saí em busca de uma refeição para o meu entretenimento e acabei com um banquete maior do que podia imaginar hehehehehe estamos apenas começando, ainda temos algumas horas antes do dia acabar, melhor eu reunir as garotas logo para que eu possa bem me aventurar. apalparia as costas do meu novo pertence pessoal por tempo indeterminado e a frente manteria o ritmo com o sorriso sádico de puro entusiasmo.Estava pensando em ir para uma loja comprar meus equipamentos só que a carga adicional me daria dores de cabeça e problemas para resolver, meu foco e causar e não receber complicações.

Como estabelecimentos comerciais registrados são capazes de causar transtorno melhor ir para ambientes receptivos, sempre temos essas áreas caóticas espalhadas a todo canto, até mesmo os ladrões e saqueadores tem que montar seus pontos de venda para desfazer-se dos seus adquiridos pertences novos.Arregalharia os olhos e então se ainda não estivesse em perseguição ou aparentasse estar em situações recíprocas encostaria um pouco ao canto observando os arredores e traçando uma linha de rumo procurando algo que me auxiliasse as necessidades atuais mesmo que fosse admissível por se atentar a conversas alheias ou até mesmo analisar pessoas em atividades cotidianas.Assim que tivesse informações melhores de para onde e como ir adiante mudaria a posição da garota para entre meus ombros atrás do pescoço como se fosse um cachecol ou um pedaço de carne e retornaria a me locomover com pressa.

Quando avistasse uma bengala e jogo de cordas para minhas vítimas pelúcias não existentes na linha de tempo atual só que já julgadas pelos seus crimes a forca me direcionaria até o vendedor(a) ou até mesmo residente em mãos dos apetrechos que almejo visando me tornar seus proprietários através de uma negociação benéfica para meu lado, manteria uma mão firme para que a garota não tente de maneira alguma a escapar e então revistaria meus bolsos com calma me aproximando com gentileza e tom de voz receptivo:

Olá pois não?vejo que tem algumas coisas que me cativam o Interesse o que acha de uma boa e velha barganha entre os presentes para  ambos saímos ganhando alguma coisa hehehehehe?Diga me razoável e sem enrolação qual o seu preço suposto mercador?Esperaria pela resposta e tendo conhecimento da minha renda financeira atual aceitaria a proposta de bom grado se estivesse em torno da quantia monetária existente, entregando cada moeda ou nota necessária é assim equipando minha bengala a mão livre e enrolando a corda a minha cintura para fácil utilização. Porém a falta de dinheiro era uma possibilidade e se faltasse alguns trocados verificaria se a garota tinha algum dinheiro sobrando e usaria para pagar a diferença.Empréstimo de amigas não e nada errado não é mesmo?ela acabou bebendo todas durante nosso encontro e apagou de susto por ver uma ratazana de dentes afiados em meio aos becos, uma taxa pequena de comissão por estar a ajudando não é nada demais. Qualquer coisa eu pago ela depois mesmo é normal amigos se apoiarem mesmo que inconscientes da situação não é?

Se não houvesse complicações e adquirisse o que era objetivo a cumprir, retiraria me do local cutucando hora ou outra nas bochechas da espantada vítima.Hey você já pode acordar vamos vamos,se não se levantar acho que terei que lhe morder.Abriria a boca e fecharia rapidamente gesticulando mastigadas violentas e brincalhonas, caso ela acorde piscaria duas vezes bem perto de seu rosto com certo fascinio.Ohhh finalmente já não era sem tempo.Lamberia seu queixo até a testa de maneira lenta e relaxada colocando sua touca de volta aonde deveria estar:

-Me chamo Rim e a partir de hoje sou sua nova amiga não se preocupe não irei te devorar, você irá comigo para onde eu for e irá respeitar meus comandos como sua chefia o que acha? obviamente que não tem o direito a escolha mas digamos que respostas negativas serão recebidas com atitudes iguais. Deixaria essa pequena intimidade no ar e então daria uma leve risada de alívio.Você é muito dura hehehehehe qual é apenas brincadeira somos amigas não somos? Bom estou procurando pelas outras tenho certeza que irão se dar bem, até lá seja uma boa garota e fique quietinha nos meus braços, se gritar eu te lambo de novo.

Iniciaria uma encruzilhada em busca de Rem ou Ur pelas estradas menos populosas na trajetória entre meu ponto atual até o sobradinho onde possivelmente poderia encontrá-las, se a qualquer momento me desse ao prazer de me deparar com alguma acenaria com fervor para chamar a atenção com comandos audíveis:

-Hey a quanto tempo!Aproxime se temos muito o que fazer, quero contar um pouco sobre meu dia não vão acreditar mas foi bem divertido, trouxe uma colega nova também.Mexeria a garotinha pra cima e pra baixo sinalizando sua presença, para a situação de ser ignorada brincaria de mexer a garota para a frente e para trás como se fosse arremessa-la.E é um e e dois e…..hehehehehe pensou que eu iria te jogar?Sou cega não tenho uma mira boa, só que se tiver disposta a aceitar pode ser divertido para mim,garanto que será algo nunca antes visto hehehehehe.Talvez ela não tenha mencionado antes então perguntaria para confirmar.Aliás qual o seu nome mesmo?E porque estava escondida atrás daquele barril de maneira suspeita.Ahhhhh você deve estar naquela idade neah?tudo bem e uma resposta natural ao corpo.
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Última edição por Rimuru em Qui 25 Jul 2019, 07:47, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyQua 24 Jul 2019, 23:53


Esteban "Dezoito Meses de Aluguel Pagos" Evans






- Eu não devia ter dado café pra ela... - Se pra mim estava difícil acompanhar o ritmo daquela manhã, Rem parecia ter planejado aquele "retorno" triunfal na surdina que esteve com os braços quebrados - Talvez eu devesse quebrá-los de novo Tehehe - Pensei alto enquanto fui descendo para fora do sobradinho. Enquanto caminhava aos passos ainda sonolentos pela calçada, fiquei pensando é claro na minha cama quentinha e na decisão idiota de sair pra catar folhetins por ai - Menos mal, ao menos nem tive de ir ao QG -

A situação era favorável, não obstante também preocupante, nos últimos meses a quantidade de cartazes espalhados tinha aumentado consideravelmente fazendo parte da decoração urbana, só nos faltando emoldurá-los para colocar dentro de casa, era como observar um grande cardápio, rápido e prático, melhor do que esperar tempos na fila de atendimento, sabe como é, uma ilha com uma crescente onda de crimes acontecendo, os números de denúncias também devem ter aumentado bastante, compondo assim uma longa e interminável lista de relatórios na mesa dos oficiais.

Com os cartazes dos premiados de Las Camp nas mãos, antes sem dar muita atenção a suas imagens e recompensas sem que estivessem todos recolhidos, mas agora com toda a coleta realizada, me restava decidir qual dentre eles teria a honra de ser morto por mim - Angélica Naiko, tentador, mas por esse precinho ai você vai pro fim da fila - Com um olhar sínico, passeia-a para o fundo da lista desejando que a próxima opção fosse um pouco mais salgada - Anitta, vale mais que a outra, o que essa garotinha fez? Matou os outros de fofura? - Sorri passando o cartaz para trás, mas deixando-o por cima do de Angélica - Vivian Velask, uh lálá - Essa tinha conseguido tomar minha atenção, parecia forte e sua recompensa não era nada ruim - Olá razão dos meus aluguéis pagos por um ano! - Bradei feliz e exaltada, como uma criança que acaba de descobrir o pote de doces, singelamente pressionei a foto do cartaz contra meu rosto corado, quase que por alguns instantes esquecendo os outros últimos dois. Madame Antares foi uma que também conseguiu arrancar um sorriso do meu rosto, além da premiação generosa a sua aparência conseguia me intimidar um pouco, eu estava contente com essas duas, até ver o homem que tirou meu fôlego.

Recuando um pouco ainda com o choque, respirava pesado, tentei encontrar alguém que estivesse por ali nas andanças matutinas para me apoiar, caindo sobre seu corpo agarrando-o pelos braços - Arf arf! tá vendo isso aqui?! - Para o desconhecido iria mostrar o cartaz de Esteban, o homem que ostentava o valor de dezoito mil berries pela cabeça, era como estar diante de um banquete - OLHA, OLHA AQUI! VIU VIU? - Continuaria aproximando ainda mais o valor impresso no cartaz dos olhos de quem quer que tivesse parado ou passando por ali, levando algum tempo para recompor a compostura, depois de alguns segundos tentando ficar novamente de pé, ainda conseguia sentir o mundo a minha volta girando sem parar estranho já que a terra é plana - Esteban e Vivian, a gente da conta, eu também deveria levar um pra Rim? - Pensei um pouco revirando as folhas, a melhor escolha sem duvidas era a Madame, mas com toda a confusão na cabeça eu só conseguia pensar em correr até o bar pra mostrar isso as meninas, algo na minha manhã que me fez verdadeiramente ficar animada. De impulso, dobraria as folhas nas mãos para colocá-las entre os seios dentro do casaco, seguiria até o bar que combinamos de nos encontrar.

A velha taverna onde Rem e eu ficamos por um tempo depois de eu achá-la jogada no beco, naquele dia me lembro dela ter me pagado uma boa rodada, não havia lugar mais icônico naquela ilha para nós do que lá. Os passos até lá seriam uma mistura alternada entre uma caminhada e uma corrida, tentando não esbarrar com ninguém pelas ruas caso estivessem cheias.

Assim que chegasse por lá, passaria pela porta da frente, esgueirando para dentro olhando pelos cantos se Rem já não havia chego, do contrário minha opção seria sentar e esperar por aquela maluca com nossas armas, torcendo para que ela não tivesse me comprado um arco de plástico ou coisa parecida - Faz tempo que não te vejo meu amigo! - Diria esboçando um sorriso forçado ao meu amigo taverneiro, se fosse o mesmo de sempre, iria me reconhecer, já tinha feito muitas dívidas com ele, todas já bem pagas, mas eu sinto que ele sempre me olhara com desconfiança quanto a isso. Já querendo cobrar a minha rodada prometida, não perderia temo em bater o palmo na mesa iniciando minha pedida elevando a voz - MANDA UMA RODADA PRA TRÊS E COLOCA NA CONTA DA MINHA AMIGA REM! - Se eu estava considerando beber tudo sozinha antes delas chegarem? É claro que eu estava, Rem me prometeu uma rodada e eu beberia por elas como a boa amiga que sou.

- Meu amigo taverneiro, espero que possa me ajudar com uma coisa - Indagaria após o primeiro gole no copo de cerveja, sentir aquele precioso sabor depois de tanto tempo só tomando café era mesmo revigorante, não pude nem ao menos conter o olhar impressionado com aquela qualidade - Hmm, isso aqui é sempre muito bom, que marca é essa que você compra heim? Sempre saborosa e geladinha - Faria uma pausa na bajulação - O que você sabe sobre Esteban Evans e Vivian Velask? - Me apoiando com os cotovelos no balcão tentaria ficar ainda mais próxima para fitá-lo no fundo dos olhos, muito longe de querer parecer intimidadora.

Aproveitei a ocasião de estar em um bar para fazer uma coleta de dados um tanto supérflua enquanto as outras duas não chegavam, só desejando que elas não tenham se encontrado em algum beco por ai pra namorar.

Off:
 

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyQui 25 Jul 2019, 01:25


Taxistas não passarão!

Sim! Como eu sentia falta disso. Meu corpo se movendo a toda velocidade enquanto meus cachos se jogavam para trás em oposição ao vento. Finalmente me sentia leve de novo, consegui pular, deslizar, e o mais importante, não tropecei e caí em ninguém.

- Desculpa aí! - Gritei em resposta aos primeiros dois trabalhadores, correndo de costas por um instante e me virando para olhá-los. - To passando. - Brincava enquanto encarava um dos trabalhadores através do vidro. Dessa vez sem me virar e acenando com um dos braços para eles. - Bom dia pra vocês também!

Não, eu não sou sempre assim se é o que você quer saber. Mas dadas as circunstâncias, não tem pra que ficar acanhada agora. Ainda mais com o clima mórbido da cidade. Mesmo eu podia notar a discrepância de energia entre mim e os cidadãos, distribuir um pouco de alegria por aí não vai fazer mal a ninguém, no máximo eles só vão me odiar um pouquinho.

”E por falar em odiar...”

Um pequeno tique se engatilhava em meu olho esquerdo ao ouvir as palavras do velho. O canto de minha boca se abria mostrando um dos caninos, e com ambas as mãos o escutei em uma pose apoiada na cintura, incrédula por seu comentário completamente enganado.

”Que disse MAXISTA?!”

Velho senil! Ferindo meu orgulho assim no primeiro momento em que me vê. Quem ele pensa que é? E o que diabos quis dizer com panelas?! Não é claro só ao ver meu corpo exposto e definido que treinei fervorosamente como um cavaleira? Calma Rem, ele agora é sua melhor chance de conseguir o que quer. Meu rosto quase rosnando se abriria em um sorriso, e ainda na mesma pose ergueria a cabeça ao teto gargalhando para ele.

- Ahahahaha! Muito boa a piada velhote, mas vamos cortar as brincadeiras. Você com essa fornalha já é muito mais propenso a um fogão do que eu. - Retrucava com um ânimo pela brincadeira, não me deixando cair nas provocações. O fitando de forma neutra ao final. - Falando sério, eu preciso de equipamentos de combate, três armas e uma armadura. - Daria uma pequena pausa, já sabendo o motivo que ele me negou antes, complementaria com toda minha confiança. - Vamos lá não seja mesquinho, nem deve precisar de tanto material assim, eu pago um adicional pela urgência. Se a sua preocupação é com a segurança da cidade então pode ficar tranquilo, vou usar as armas que o senhor forjar pra mim pra acabar com todos os caras maus por aqui. Assim não vai ter que se preocupar com encomendas atrasadas ou carregamento de metal saqueados.

Bandidos roubando os estoques é tudo o que eu consigo imaginar como provável causa da falta de material. E sinceramente, se o problema for algo tão simples como dinheiro, quem sabe um trabalho bonificado não lhe chamasse mais a atenção. Finalizava a fala orgulhosa, convicta de que consigo cumprir as ações de que disse. Passando o polegar por cima dos lábios enquanto sorria, fechei tudo com um sinal de “beleza”. Caso ele fizesse pouco de mim novamente, quem sabe duvidando da minha capacidade física, fecharia o cenho. Dessa vez realmente ofendida.

- Não diga besteiras homem! - Cerraria o punho direito, batendo forte a área de baixo contra meu ombro esquerdo, causando um certo impacto. - É claro que eu sou forte! Nunca ouviu falar no nome Evergarden? Você pode me chamar de louca ou amaldiçoada mas isso não muda o fato de que sou uma exemplar cavaleira!

- Então não precisa ser você! Passe o trabalho pra um dos seus ajudantes. Eu até mesmo ajudo se necessário. - Retrucaria caso ele continue com a desculpa de estar com muito trabalho. Não pretendo largar o osso tão fácil. No entanto caso ele apenas largue a razão e me enxote do lugar, ficaria um pouco emburrada, tentando permanecer no local o mair quantidade de tempo possível. - Ei! Pelo menos me indique um lugar pra conseguir o equipamento… Ei! - Bateria duas vezes na porta caso me jogassem para o lado de fora.

”Mal educado.”

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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptyQui 25 Jul 2019, 18:45




De alguma forma aquela jovem havia sentido-se grata pelos resultados que havia alcançado… Bom, talvez grata não fosse a palavra adequada aqui, mas de toda forma ela havia realmente se animado com o novo nível que havia alcançado. Todavia aquela tritã ainda não estava pronta para parar e o gostinho que havia sentido até agora não havia passado de um aperitivo ante sua fome de travessuras…. Não, pois além de tudo havia decidido que aquela garota medrosa seria sua mais nova amiga.

Ao tirar a touca da mesma um cabelo de cor acinzentado foi revelado, Rim então fez-se uso de tal acessório para da mesma forma que ladrões baratos ocultar se rosto esticando a peça sobre sua face por cima do óculos escuros.

Bom… Aquele não havia sido certamente o melhor dos planos… A touca preta sobre o rosto no qual habitava um óculos escuro há havia transformado praticamente naquilo que fingia ser… Uma cega funcional. A visão limitada era-lhe ainda suficiente para pegar a garota como se toma-se em mãos uma saca de arroz.

A jovem, por falar nela não tinha mais de 1,4m de altura pesando algo em torno dos 30kg, sua pele era achocolatada e seu cabelo como dito cinza, mas era um tom mais escuro, quase chocolate em pontos próximos às raízes. Seus olhos eram grandes, mas por enquanto de cor indistinta já que a mesma encontrava-se desmaiada. Vestia uma jaquetinha de couro pequena, uma camisa branca e calças pretas… Porém estava descalça. Por fim havia um único acessório, um anel de osso amarrado ao final de uma das tranças da jovem.

Agora que imortalizamos nossa vítima nessa cuidadosa descrição podemos prosseguir com os absurdos de nossa heroína… Ainda devo chamá-la assim? O apito estava próximo ainda que parecesse mais fraco que antes… Talvez o gordo estivesse ficando sem fôlego, mas não estaria agora a mais de 10m da esquina que ocultava Rim e a jovenzinha sem nome vitima de sequestro relâmpago.

O barril foi derrubado, coisa que arrancou um grito surpreso do guarda que chegava a esquina.

- MASOQ? - antes que pudesse falar algo mais a jovem tritã chutava o objeto fazendo-o rolar na direção do guarda, o qual era realmente gordo, branco e com um grande bigode amarelado.

Sem nem mesmo ver o resultado das suas ações Rim partiu correndo com a jovem desacordada sacudindo sem jeito em cima do seu ombro direito… Porém…. Para onde ir? Seu plano era seguir por vias menos movimentadas em busca de um local escuso onde pudesse realizar uma pequena e talvez não muito licita negociação….. Mas? De onde ela havia tirado a ideia que locais desse gênero seriam assim tão fáceis de se achar? Ela esperava que tivessem uma vitrine e talvez um letreiro escrito: " Amigo ilegal, se aproxime aqui seu furto é o tesouro de outro " ? NÃO CLARO QUE NÃO, ONDE JÁ SE VIU AS COISAS SEREM ASSIM?  

Quase cega a tritã se viu correndo com certa dificuldade, o apito havia ficado para trás, mas não as ruas movimentadas.

- EII, O QUE É AQUILO - gritou uma mulher a uns 15m de Rim… Bom, você não poderia culpá-la afinal qual seria a reação adequada para quem vê uma pessoa alta de 1,8m carregando no ombro uma garotinha frágil como se fosse uma saca de trigo e essa pessoa ainda mantivesse o rosto completamente encoberto por um capuz puxado?

- AHHHHHHHHHH, ELA SEQUESTROU A MENINA. - gritou outra mulher mais a frente o que fez vários rostos se virarem imediatamente na direção de Rim.


>><<

Frente a um sortido tesouro a jovem quase não podia conter-se. Arrancou com avidez todos os cartazes dos procurados que a indicação mascava como Las Camp. Em meio aquela fabuloso sortido acabou por se interessar mais por alguns do que por outros ainda que um houvesse roubado completamente o seu fôlego. A resolução dos problemas estava agora em sua mão… Bom… Depende de pra quem você pergunte, já que aquela poderia ser na verdade o começo de todos os problemas.

- EIEIEI. - gritou o sujeito que agora tinha um cartaz sendo esfregado em seu rosto. - QUE MERDA É ESSA.   - ele conseguiu se afastar brevemente dando de frente com uma figura assustadora. Sim, a figura do cartaz, não Ur. Ur é uma gracinha.

- Você é maluc…. - esse foi o momento em que o cérebro dele processou o que via. - Nossa! - todavia os olhos dele não estavam no cartaz e sim na pele exposta da jovem, nos seios e na bela cor das maçãs do rosto da mesma.

Ur que encontrava-se exultante em alegria não teria percebido e logo partirá como um vendaval em direção ao bar sem ter talvez ouvido o: - Ei ei, me diz seu nome? Não quer sair pra beber? - o sujeito como era? Bom, Ur estava tão animada que nem sequer o teria percebido e por isso sua descrição não se faz necessária em nosso momento atual.

>><<

Rem embora estivesse muito incomodada com a atitude do velho tentou ainda manter-se em seu centro e negociar o que lhe havia levado até ali. Ainda que suas palavras não parecessem ser capaz de dissuadir o velho da sua opinião misógina.

- Hahahahaha. Só se forem musculos de ariar panelas. - retrucou o velho o que acabou por arrancar risadas de seus ajudantes, embora uma observação atenta revelasse que eles apenas riam para não serem esculachados na sequência. - Bom, haha, material não deve ir muito mesmo, miúda como você é. Hahahahaha, uns dois lingotes devem bastar.   - não era possível saber se ele falava sério, ou apenas caçoava dela muito embora a segunda opção fosse a mais provável.

Ele voltava a martelar a peça que seu ajudante o havia trazido. - Você? Proteger algo? Hahahaha, você não tem mais nada pra fazer garota do que ficar por ai inventando essas historinhas?

Essa havia sido a gota d'água para o orgulho de Rem, afinal sua vida não era uma historinha, havia treinado como uma guerreira, vivido como uma guerreira e possuía o orgulho de uma guerreira e este manifestou-se nas palavras que proferiu a seguir.


GANNNNNNHHHNNN.

Os aprendizes encolheram-se atrás do velho. O som que havia surgido era alto e derivada do metal que quebrou após uma martelada excessivamente potente. E..Ve… o que?

Metade do metal que era martelado jazia agora no chão a frente da bigorna, o martelo estava pressionado sobre a bigorna junto a outra metade do lingote quebrado. O tom do velho havia mudado e era possível sentir em suas palavras o ódio profundo nutrido em seu coração. - Você disse Evengarden?..... FORA… FORA DA MINHA LOJA LIXO IMUNDO. SAIA DAQUI ANTES QUE EU MESMO A JOGUE NO LUGAR DE ONDE VOCÊ NUNCA DEVIA TER SAÍDO.

Rem no entanto ainda tentava descobrir onde poderia conseguir o que desejava, porém sua resposta não diferia muito da anterior. - PRA ALGUÉM DA TUA LAIA? NO INFERNO!

>><<

Havia andado e corrido por um bom tempo, a respiração de Rim encontrava-se inclusive pesada. Talvez a touca com óculos escuros não houvesse sido uma boa ideia, muito menos carregar por aí uma menina desacordada enquanto trajava-se como ladra. Havia porém conseguido sair razoavelmente ilesa embora agora estivesse em um local isolado com casas abandonadas e bastante longe de onde seria possível encontrar suas amigas.

Havia parado ali pelo simples motivo de ter sido perseguida… Bom… Na minha opinião nada fora do normal, já que todos temos que arcar com os pesos de nossas escolhas.

A garota ainda estava desacordada, mas Rim estava disposta a mudar este panorama. Vestiu a toca novamente na criança, cutucou-a e sacudiu um pouco, porém tudo sem sucesso e foi ai que decidiu ameaçá-la.

A boca aberta de Rim se aproximava do rosto da pequenina. - Ahnnn, onde tô? - a jovem começava a despertar nesse momento deparando-se com a boca aberta a sua frente repleta de dentes afiados. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
HHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH


E assim terminou a tentativa de Rim de acordar a garota, um zumbido no ouvido e a pequena mais uma vez desacordada.


>><<

Ur havia chego no bar a alguns minutos. Naquela hora o lugar estava vazio, mas foi bem recebida pelo taverneiro que era um conhecido já de algum tempo.  - A primeira fica por conta da casa, talvez clientes apareçam com você aqui dentro. - o homem era simpático, talvez por já conhecê-las a algum tempo. Seu nome era Jonson, coisa é claro que a jovem já sabia, mas chamá-lo de amigo taverneiro não tinha preço.

- Aha, se eu lhe disse-se a marca teria de lhe matar. - deu uma piscada para Ur antes de ouvir o restante que a jovem tinha a dizer.

- Pra que esses cartazes garota? Endoidaram? Não havia chacota no tom de Jonson e sim genuína preocupação para com as garotas que frequentavam o seu nobre estabelecimento.


Ele ouviria qualquer outra explicação de Ur antes de prosseguir de fato.

- Ahhh, que seja. Mas esses dois não são coisa boa…. Se vocês forem mesmo ser caçadoras ao menos escolham procurar essa Vivian. Bem, ela é uma golpista, uma ladra esse tipo de coisa. Parece que invade casas de nobres e rouba tudo que não estiver pregado e for de valor. Já ouvi dizer que também aplica uns golpes mais elaborados como se disfarçar e fingir ser algo que não é…. Bom, teve um cara que contou uma história.

O taverneiro então explicou um dos golpes do qual havia ouvido falar. Ele consistia em a jovem se fingir de uma frágil mulher desamparada que havia sido abandonada no altar e o noivo fugido com uma aliança que era reliquia de familia, mas ela havia então encontrado a aliança em uma loja de penhores.  Acontece que a joia valia mais de 40 milhões, mas estava a venda por apenas 4 milhões, pois certamente o noivo não sabia seu valor.


Assim o nobre cavaleiro que a ampara costuma se oferecer para reaver a aliança já que a moça não possui o dinheiro. Todavia que nobre cavaleiro seria cavaleiro o suficiente para devolver uma jóia que vale 40 milhões a qual ele comprou por apenas 4? Assim sendo o truque consistia em combinar para se encontrar com o cavaleiro no dia seguinte para que ele devolvesse o anel, mas eles no geral nunca aparecia enquanto ela possui um acordo com o dono da loja de dividir os lucros do anel que na verdade não valia mais do que alguns mil berries.

- Já esse… - ele apontava para o cartaz do Gigante. - Fiquem longe dele. Gosto de mais de vocês para me sentir bem vendo-as ir para morte.


(Ur retrucar.)

- NÃO, NÃO, claro que não. Eu acredito que vocês são fortes, mas… Ele já matou mais de 30 pessoas e…. Não foram mortes b.. Só não vá atrás dele, não agora.

>><<

- VOCÊ ME ASSUSTOU MALDITA. - a garota gritava. Estavam ainda em ruas afastadas e ela havia finalmente acordado do seu segundo desmaio. Fato que permitiu Rim se apresentar e ser atacada por gritos de uma garota nada contente.   - TAVA QUERENDO ME MATAR?   - ela então virou a cabeça bruscamente para o lado desviando o olhar de Rim. - Eu me chamo A..An.. Anira e quem disse que quero ser sua amiga?

E pirralha estava em pé de braços cruzados e uma atitude pomposa que diferia muito dos gritos assustados que eram dados  a momentos atrás. - Só se a chefia for eu. - declarou para Rim. - Afinal eu vou ser uma grande exploradora e viajar por todos os mares conhecendo todo o tipo de pessoa. Nada mais justo que a chefa ser eu.

Rim no entanto não parecia muito de acordo e tomava novamente a garota como saco de batatas. - EI, EI, EI O QUE PENSA QUE TA FAZENDO ME LARGA.   - ela esperneava até ser ameaçada com uma lambida. - EEEECAAA QUE NOJO. VOCÊ É NOJENTA. NOJENTA!   - dizia emburrada.

Falando em lamber… se você quer saber ela tem um gosto de sujeira, como se tivesse andando correndo e se esgueirando por ai a algum tempo.

- Eu fugi de casa. - ela disse depois de algum tempo em silêncio após a pergunta de Rim.

Estavam agora se aproximando da rua principal, embora ainda se deslocando por vias menos movimentadas dos arredores da cidade. - Eu queria …. NÃO É DA SUA CONTA. - disse de repente voltando a ficar emburrada e inquieta.   - E me solta logo eu não sou nenhum saco de arroz, quero ir viver minhas aventuras e não ficar sendo carregada por ai. Você disse que éramos amigas… - disse no final em tom choroso no momento em que chegavam a casa de Rem e Ur que por sinal estava vazia. (Como você não ia tropicar nelas acabou perguntando do barril durante o caminho.)

>><<

Rem estava novamente no ponto zero de sua jornada. Seu passado, ou melhor, os passados tanto de sua família quanto daquela cidade a impediam de alcançar facilmente seus objetivo inicial. Ali foi capaz de ouvir o ferreiro bradar impróprios quanto a ela e também para o lingote quebrado.

- NÃO BASTA TODO O METAL QUE ME ROUBAM! AQUELA DESGRAÇADA ME FEZ QUEBRAR UMA PEÇA PERFEITAMENTE BOA.  

Restava a ela agora decidir o que fazer. Desistir da sua caça? Aceitar e comprar armas comuns em uma loja qualquer? Teriam armas comuns? Ou deveria ser destemida e fazer uma loucura?



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MensagemAssunto: Re: Revolução dos Bichos   Revolução dos Bichos EmptySex 26 Jul 2019, 00:15


Êh, ô, ô, vida de gado




Jonson com frequência me recebia com bom humor na bodega, aquele lugar conseguia me levantar um ânimo sem igual até mesmo nas noites em que cheguei aqui desatinada atrás de afogar algumas mágoas - Querendo me embebedar desde cedo? Você vai tomar uma comigo! - Diria batendo o caneco no balcão e empurrando uma pra ele, caso viesse com desculpinhas de que estava em horário de trabalho, iria interrompê-lo antes de terminar a frase - Blá blá blá! Eu também estou em horário de serviço, deixa de ser fresco, vira uma comigo parceiro! - Aquele cartaz realmente tinha mudado minha manhã

- Droga… Eu ainda vou descobrir esse seu fornecedor - Semicerrei os olhos fazendo o típico gesto com os dedos de “estou de olho em você” voltando a dar um gole na segunda caneca - Hã!? Esses cartazes aqui a Rem me pediu pra buscar, falando nisso cadê essa… - Olhando para os cantos e, em seguida, para a porta tentei encontrá-la, para minha frustração, só pude encontrar um grande amontoado de cadeiras vazias sem sinal dela - Quer que a gente ganhe dinheiro perseguindo piratas, criminosos em geral, pra falar a verdade eu não entendi merda nenhuma do que ela quer fazer da vida! Hoje de manhã me veio falando sobre honra e restabelecer a paz, parecia papo de revolucionário - Comentei olhando para a espuma do copo descer lentamente, tomei outro gole franzindo a sobrancelha - Não sei, talvez eu esteja ficando louca mesmo, acabei aceitando essa ideia de correr por aí atrás de piratas que nem… gato e rato! Hahahahahaha! - Visto a situação a qual minha vida desandou aqueles eram risos de desespero “Help Me”.

Esvaziei o segundo copo enquanto Jonson me falava sobre os criminosos por quem eu tinha criado certo interesse, a mulher, cujo pelos relatos fazia juz ao apelido de “Trapaceira”, me pareceu uma oportunidade interessante de captura já que se tratava de uma mulher tão boa em disfarce e atuação como eu, embora não tão boa em arrebiques ou embuços. Arregalei os olhos com o término da história da noiva, homens tão fáceis de serem enganados assim, tudo isso em uma iludida e desesperadora esperança de conseguir a mão da moça? - Tehehe, tem que ser gado demais -

- O QUE?! - De solavanco subiria ao balcão com o tronco querendo ficar mais perto de Jon - ME CONTA SOBRE ELE JONSON! - Tentei insistir, com ou sem teor do drama, minhas palavras saíam naturalmente quase que em uma reação ao desespero de deixar escapar aqueles dezoito mil verdinhas - QUE MANÉ TRINTA JONSON! - De certa forma eu sabia que não adiantava insistir, se ao menos eu estivesse com meu arco quem sabe ele não estivesse tão convicto assim de que Esteban poderia me matar “Morrer… Eu?! Olha o tamanho desse cara, deve ser lento que só a porra! Eu posso dar conta dele com minhas flechas!” Balbuciei batendo com os punhos fechados na madeira e rogando pragas aos ventos.

- Certo… certo… Você venceu! FELIZ?! Eu não vou ir atrás dele agora, MAS também não vou ficar parada aqui esperando aquelas duas com tanta diversão aí a fora - Com o dedo sobre o queixo, pensei um pouco mais sobre Vivian, era uma mulher astuta cheia de truques, sem nenhuma baixa registrada, ao menos não que Jonson tenha ouvido falar, estava mais para um daqueles casos que poderíamos resolver sem derramamento de sangue com alguma dificuldade, eu poderia capturá-la sozinha, provavelmente não a tempo de Rem chegar - Já sei! -

No regozijo de uma epifania, abri um sorriso malicioso olhando bem no fundo os olhos do meu amigo taverneiro, singelamente levantei as sobrancelhas - Sabe interpretar? - Já sabendo que ele poderia não entender de imediato minha ideia, resolvi não fazer muito mistério para revelar, isso depois de duas ou três talagadas no terceiro copo de cerveja - Vamos atrás da Vivian, você vai ser nosso nobre cavalheiro - Sorridente, batia palmas agitadas já me preparando para responder qualquer retrucada - Deixa disso, você pode abrir o bar mais tarde, já não tem ninguém aqui mesmo! -

- Eu poderia capturá-la sozinha, mas como você vê eu tenho Peitos e Quadris ENORMES! - Balançá-lo-ia para dar mais ênfase ao que eu estava dizendo - Você só precisa de uma roupa mais pomposa, a gente também pode procurar esse tal cúmplice da Vivian, dar um pau nele até nos dizer onde ela está! - No calor da emoção, já não sabendo muito mais o que fazer caso Jonson continuasse a se recusar em minha cartada final para tirá-lo da taverna, iria bater forte os pés no chão antes recorrer a uma oferta do tipo irrecusável - Se você me ajudar te mostro MEUS PEITOS! -

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Caso nem assim conseguisse convencê-lo a me ajudar, teria de aceitar o grande pesar de ter que ficar ali e esperar mais um pouco pelas garotas, em contrapartida se ele aceitasse me ajudar, não havia tempo a se perder para sairmos dali, puxá-lo-ia pelo braço para fora - Então vamos, você tem uma roupa mais chique? - Não é como se ele precisasse parecer um nobre, mas convenhamos que se nem uma mulher comum se aproxima de você com roupas maltrapilhas sujas de cerveja, quiçá uma boa farsante - Sabe onde fica a loja que te contaram? Se não, acho que vamos encontrá-la na área rica da cidade, bom na verdade, você vai, eu fico de longe observando - Tentei encorajá-lo a seguir sozinho servindo como isca - Você consegue trigão! - Daria um tapa na bunda dele seguida de uma piscadela.


Off:
 

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