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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 A Little Piece Of Heaven

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MensagemAssunto: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQui 18 Jul 2019, 17:13

Relembrando a primeira mensagem :

A Little Piece Of Heaven

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Caçador de Recompensas Akira Suzuki. A qual não possui narrador definido.


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Ceji
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQua 16 Out 2019, 15:27

Victorious - Parte I

Finalmente aquele inferno havia acabado. Um suspiro involuntário escapava de minha boca enquanto via os marinheiros chegando, em um misto de alívio e pouca paciência - "E eles chegam só quando o culpado já fugiu... Bom, antes tarde do que nunca, Yohan ainda precisa de ajuda" - Pensava comigo mesmo. Eu havia me intromerido naquela confusão toda em busca de recursos, mas aquela altura nem sabia porque continuava tão empenhado no caso. Talvez para salvar a vida do prefeito daquela ilha? Talvez, sabia que se não fosse pela minha ajuda ele teria corrido um risco bem maior, mas ainda era frustrante ver como no final meus esforços foram infrutíferos. Por mais nobre que fosse, eu sabia que dar preferência ao bem estar do prefeito era, financeiramente, a opção menos rentável; eu havia aberto mão de capturar o desgraçado do Formantis para tentar tratar seu ferimento, aberto tão da captura de um criminoso, mas no fundo eu sabia que não conseguiria fazer de outro modo. Eu não me perdoaria se Yohan acabasse morrendo por culpa de ganância minha, e sabia bem que uma vida humana não valia um punhado de berries - "É... Acho que vou acabar tendo que seguir viajem sem um tostão a mais. Ainda bem que não torrei tudo com os suprimentos."

Mas, mais do que as questões financeiras, o veneno era um problema que me incomodava fortemente. Antes eu não sabia do que se tratava, apenas sabia que ele havia deixado Yohan naquele estado, e mesmo assim não conseguia ficar calmo quanto a ele; agora que sabia, então, deixar se me preocupar era impossível. Quer dizer, o senhor havia dito que era um veneno majoritariamente paralisante, mas eu não precisava ser expert em medicina pra saber que necrose não era algo sequer remotamente bom, ainda mais para quem foi atingido no pescoço como eu. Mesmo tendo sido uma dose muito pequena, que sequer conseguiu me paralisar, venenos não podiam ser subestimados, ainda mais se tivessem risco de causar danos permanentes ao meu pescoço - Err... S-senhor, o quão c-comum é essa tal necrose causada pelo veneno? Eu meio que fui atingido no p-pescoço também. Não foi nada demais, só um arranhão, nem chegou a me paralisar, só deixou meu corpo um pouco mais pesado, mas isso não me parece nada b-bom - Dizia, meio retraído, com o medo do veneno superando qualquer outro sentimento que pudesse ter naquela situação. A última coisa que queria era correr o risco de sofrer esse tipo de consequência por uma ação aparentemente sem retorno, então não recusaria um pouco do antídoto do médico caso este oferecesse.

Após aquilo resolvido, sabia que Yohan estava em mãos melhores. O que o prefeito realmente precisava naquele momento eram médicos e marinheiros experientes, não um garoto com algumas lâminas. Por mais experiência que eu tivesse, sabia que não havia mais o que eu pudesse fazer naquela situação, então logo prosseguiria pra pegar de volta meu cinto, agora que já havia um médico ali, e minha mochila. Os comentários do sargento me deixavam um pouco desconfortável e levemente ruborizado, mas sabia que não àquela altura eu até entendia parte daquele entusiasmo - S-senhor, agradeço a oferta e os elogios, m-mas não acho que eu tenha feito nada demais. Acabei deixando Formantis escapar, tenho certeza que vocês teriam conseguido ajudar o prefeito e ainda captura-lo - Diria, segurando minha calça com uma mão e ajeitando a jaqueta com a outra, pra ter certeza de que minhas roupas não estavam deslocadas depois do combate - Mas, de qualquer forma, tenho que recusar. Eu tenho minhas ambições também, e a marinha seria desviar muito disso. Peço desculpas - Terminaria, abaixando um pouco a cabeça como cumprimento, para sinalizar as desculpas pela recusa. Mesmo que eu gostasse da marinha, o que minhas experiências passadas tornavam difícil para mim, um ambiente militar e coletivo seria um tanro complicado para mim, especialmente por causa do meu... Probleminha.

Agora que finalmente o prefeito estava a salvo e eu havia descoberto quem havia matado o antigo líder, eu sinceramente não sabia bem o que fazer. Não parecia haver muito mais que aquilo, ao menos não que eu pudesse fazer, então eu me sentia de volta à estaca zero. Enquanto via os marinheiros se mobilizando, logo um detalhe retornava a minha mente, quase sendo possível ver o ponto de exclamação metafórico surgindo acima de minha cabeça - Aliás, senhor! Eu quase esqueci de falar, mas Formantis confessou antes de vocês chegarem aqui, antes de fugir. Ele disse ter sido o responsável pela morte do antigo líder dos trabalhadores, além de ter forjado para parecer obra de Yohan. Possivelmente fez isso para enganar e manipular os trabalhadores, afim de instigar_ - De repente parava subitamente, levando a mão direita ao queixo, parando pra pesar por um instante - ...Acho melhor eu fazer um depoimento formal, né? - Suspirava, um pouco cansado - Bom, acho que é melhor eu seguir os senhores até o QG, então - E então seguiria com eles. Era um pouco cansativo chamar os marinheiros sempre de "senhores" e essas formalidades, mas a última coisa que queria era faltar com respeito, mesmo depois da abordagem amigável dos marinheiros daquela ilha. Assim, permaneceria com eles e ajudaria no que fosse possível até que chegássemos no QG, quando eu seguiria para onde precisássemos ir. Caso fosse levado para fazer o depoimento, contaria tudo o que aconteceu, tentando evitar ao máximo deixar detalhes passar, para que eles pudessem ter uma boa ideia da situação. Faria, porém, meu melhor pra não fazer os trabalhadores comuns parecerem culpados demais, afinal, eles foram manipulados por Formantis. Havia Geraldine, claro, que não havia se lutado a multidão, mas eu não sabia muito sobre os motivos dela fora saber mais por algum motivo, então dizer que haviam mais como ela era um pouco arriscado. De qualquer forma, daria meu depoimento e, caso não houvesse mais o que fazer lá, não ficaria mais que o necessário no QG - Bom... E agora?
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQui 17 Out 2019, 19:07


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Logo o médico falava sobre o veneno, Akira rememorava que havia sido acertada pela adaga no pescoço. Mesmo que em uma quantia mínima, ainda era uma preocupação que não conseguia afastar com tanta simplicidade. Havendo a possibilidade de que cortasse o problema pela raiz, a caçadora informou o doutor a respeito da sua situação e foi devidamente tratada com um antídoto aplicado ao local. A leve ferida ardeu um pouco ao momento, mas nada além disso — Ainda bem que você avisou. Não chegaria a te dar grandes problemas, mas dependendo da quantidade que se concentrou no lugar, os efeitos poderiam ser piores em relação à necrose, ainda que não houvesse entrado muito na corrente sanguínea - explicava, logo guardando os materiais utilizados para a assepsia e afins — Quer dizer que você prestou um grande serviço à cidade? Ohoh... deixe-me ao menos lhe dar alguma coisa em gratidão. Afinal, sou um antigo cidadão daqui - dizia, entregando à Akira um kit de primeiros socorros básico — Para alguém que salva outras pessoas, posso ajudar contribuindo com isso. Assim, você terá algum amparo mesmo não sabendo fazer muita coisa - oferecia-lhe um sorriso amistoso e os materiais.


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A recusa já parecia ser esperado pelo Sargento, o qual apenas expressou um leve desapontamento no canto de sua boca — Uma pena... com um espírito altruísta, tenho certeza de que teria uma carreira brilhante. E sim, seria melhor que prestasse o depoimento oficialmente, para que possamos autuar, essas coisas. Um dos meus homens a acompanhará - se despedia, deixando que um de seus soldados na companhiaSuzuki até o Quartel General. Junto ao homem, o prisioneiro algemado era conduzido, de cabeça baixa e a passos lentos, vez ou outra precisando de um empurrão do marinheiro para prosseguir — Foi realmente um ótimo trabalho... achei que não íamos sair dali - comentava o soldado, tentando puxar conversa com Akira, de forma respeitosa e expressando certa admiração. Logo estavam no centro da cidade, ingressando as dependências do quartel — Obrigado - o soldado fez uma curta reverência com a cabeça, sumindo corredores adentro.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No quartel, era evidente que o local estava sendo restruturado, ainda que a maiores obras já aparentavam terem sido conclusas; algumas escadas, blocos de concreto empilhados, toras de madeira podiam ser vistos nos cantos. Entre esse cenário, a caçadora foi guiada até uma sala, onde estava na presença de dois soldados, tendo um dele participado da ocorrência e um escrivão. Lá, o caso foi indagado a ela e devidamente registrado, levando um bom tempo devido aos mínimos detalhes que Akira lembrava aqui e ali, retomando-os e completando a narrativa. Quando acabou, sua boca estava seca e, oferecido-lhe água, era dispensada.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Logo em seguida, um outro marinheiro abria a porta do local após batê-la, entrando e olhando para os lados, até depositar o olhar em Akira — Sr. Akira, você está sendo convocado para a sala do Capitão Troy. O Capitão possui alguns informes para lhe dar pessoalmente e requisita, com a devida vênia, a sua presença para falar sobre assuntos importantes e que talvez sejam do seu interesse - completava o repasse, aguardando uma resposta de Suzuki para que pudesse levá-la até a próxima sala.

Off

Não interfere muito, mas acho interessante pontuar que deixou passar batido a parte que o assassino que você lutou anteriormente foi pego e arrastado até o quartel. Ainda dá tempo de tecer comentários sobre!

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyTer 22 Out 2019, 11:10

Victorious - Parte II

- "A-algo do meu interesse??" - O pagamento cruzava minha cabeça ao ouvir o chamado. Eu mal havia chegado na ilha a dois dias, que informações e assuntos poderiam ser do meu interesse? Ou melhor, quais informações que eles sabiam que poderia ser do meu interesse? Não podia deixar de sentir um calafrio subir por minha coluna ao cogitar que eles soubessem mais de mim do que eu esperava que soubessem. Eu havia me esforçado para deixar meu passado oculto, não deixar que ninguém soubesse do ataque para não terem a mínima chance de descobrirem sobre o que aconteceu comigo, e mesmo quando mencionei bravamente para Formantis eu havia me dado ao trabalho de não dar nenhum detalhe decisivo. Não havia chances de eles terem descoberto meu segredo... Né? - "Por favor, que eu esteja pensando demais, que eu esteja pensando demais, que eu esteja pensando demais" - Eu repetia mentalmente - "Se meu segredo fosse descoberto e fosse para os registros da marinha, minha vida esteja acabada...!" - Minha inseguranças logo me dominavam, mas eu sabia que não podia me deixar levar por suposições. Logo respirava fundo, tentando me acalmar - T-tudo bem, pode me mostrar aonde é a sala? - Pedia, me levantando. Era impossível evitar segurar e esticar minhas roupas, especialmente dado a situação, com o medo crescente de ter meu segredo descoberto - "Vamos lá, Akira! Ele falou que queriam dar informações, não, sei lá, questionar assuntos. Não deixe o receio te dominar denovo...!"

Enquanto caminhava pelos corredores do QG, seguindo o marinheiro ou ao menos as direções que ele houvesse indicado, não podia deixar de pensar o que eles achavam que podia ser do meu interesse. Considerando que eu era um caçador de recompensas e que havia salvado o prefeito da ilha, só conseguia imaginar que o tal Troy quisesse me falar de criminosos nas redondezas, ou sobre uma possível prisão de Formantis, mas ainda assim não pareciam notícias tão valiosas a ponto do próprio capitão me chamar a sua sala. Sério, o próprio capitão da ilha se dando ao trabalho de me chamar a sua sala, isso não era algo que se via todo dia, especialmente pra um "civil" e para falar algo fútil. Mesmo que eu houvesse ajudado o prefeito, ainda assim era difícil pensar que que fosse algo sobre minha ajuda a ilha, especialmente porque eu havia acabado de dar meu testemunho para os responsáveis, o capitão não teria tido acesso tão rápido, né? Bom, teve os soldados que ajudei no ataque da vila, mas eles não deveriam ter muito mais a dizer do que sobre eu ter ajudado eles, e ajudar soldados não parecia um feito digo de uma convocação do capitão. Minhas mãos tremiam em expectativa e medo, enquanto asapertava com força para não parecer nervoso; eu claramente não sabia lidar bem com coisas desconhecidas, ainda mais quando diziam respeito diretamente à mim, mas sabia que mostrar fraqueza era o primeiro passo para realmente ser alguém fraco, por isso logo me esforcei para engolir minha ansiedade, junto da saliva que se esvazia da minha boca seca - "O-o que quer que seja, eu só preciso ouvir e, se for algo problemático como meu passado, apenas esclarecer ao meu modo"

Finalmente na frente da sala do tão Troy, era hora da verdade. Ficar parado em frente à porta não iria trazer benefício nenhum, então logo forçaria minha mão a se mover e bater na porta - Senhor Troy? A-aqui é o Akira - Anunciaria minha presença, esperando uma resposta e abrindo suave e lentamente a porta - Fiquei sabendo que queria falar algo comigo - Dizia, enquanto tentava distrair parte da mina atenção para minha mão direita ao estalar os dedos usando o polegar, para me impedir de o nervosismo acabar me fazendo gaguejar - Então...? - Questionaria com certo receio, entrando completamente na sala após algum sinal do capitão. Aquela seria minha primeira vez na sala de um capitão da marinha, então, além do nervosismo, é claro que estava um tanto curioso, e acabaria olhando o local com o canto dos olhos enquanto ouviria Troy falar. Eu sequer sabia o que ele queria ao certo comigo, então me limitaria a apenas ouvir o que o capitão possuía a dizer, para após tirar minhas conclusões ou coisa parecida. Se ele quisesse falar sobre informações do caso do prefeiro que eu ja sabia, coçaria a nuca e diria - Bem, eu ja sei disso. Agora a pouco fiz um depoimento sobre tudo o que vi e descobri enquanto estava envolvido, talvez queira dar uma olhada depois - Mas caso ele quisesse falar sobre algo sequer remotamente parecido com meu passado ou minha ilha natal, a adrenalina subiria e minha educação daria uma pequena falha - Eu não vim aqui falar sobre mim ou meu passado, senhor. Se era só isso, posso ir? - Diria sem o nervosismo de antes, de forma um pouco mais dura. Caso, porém, ele quisesse me dar uma recompensa em dinheiro, item ou serviço pelo trabalho feito, sabe-se lá por qual motivo, meus olhos brilhariam - S-s-serio?! Ah, eu já estava achando que iria sair daqui de mãos vazias após dar prioridades em tratar o prefeito do que capturar o criminoso, hahaha... - Diria, um bocado desconfortável, mas também aliviado de ter algum tipo de recompensa pelo que fiz.
OFF:
 

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyTer 22 Out 2019, 17:24


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Apesar do receio, Akira não deixava a oportunidade de encontrar-se com o Capitão da ilha escapar. Ainda que tímida e evidentemente nervosa, a caçadora entrou na sala, conduzida pelo soldado. Dentro do recinto, visualizou o Capitão Troy, a maior autoridade da marinha de Baterilla. Era um rapaz jovem, não muito mais velho que ela, mas muito mais alto, com cerca de vinte anos e um metro e oitenta de altura, dono de um corpo atlético e de uma espada com um belo punhal dourado de um gato selvagem, a qual pendia ao lado esquerdo de seu corpo. Logo a garota entrou, o rapaz respondeu — Sim, caçador Akira, eu requisitei a sua presença. Fico contente que tenha vindo ao meu encontro - a sua voz era suave e melódica.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A sala era razoavelmente espaçosa, ornamentada com uma estante de livro e outra de documentos, além de algumas pinturas e o típico quadro da marinha, no qual estava estampado o kanji da justiça. Troy arrodeava a escrivaninha que o separava da caçadora, aproximando-se com algo nas mãos — Queria dar-lhe isso pessoalmente, pelos bons trabalhos prestados. Soube brevemente do que aconteceu, mas foi o suficiente para entender a situação - logo as estendeu, entregou um envelope para Suzuki — O homem que capturamos, com a sua ajuda, era um criminoso procurado. Ele atende pelo nome de Blamba. Pelo que descobri interrogando-o, ele é de Centaurea. Entretanto, há algo a mais nisso. Antes, sua vida pregressa já era dedicada ao crime, razão pela qual obteve a sua recompensa. Agora, ao que parece, ele filiou-se a uma organização estrangeira, chamada Honchkrow, a qual possui a sua base um tanto longe daqui... lá para a Grande Rota - limpava a garganta, com a mão à frente da boca, antes de prosseguir — Parece que eles estão se infiltrando aqui pelos Blues, o que vai nos dar algum trabalho... - virava-se, procurando pela jarra de água e seu copo, umedecendo a boca — Bem, era isso que queria compartilhar. Fique em alerta, pois agora você pode estar nos olhos deles. Ainda não sei muito mais sobre a organização, pois ainda preciso interrogá-lo mais, mas podemos trocar informações caso seja viável. Você possui algum contato? - indagava, referindo-se aos Den Den Mushi — Entendo... pois não há mais o que dizer. Agradeço novamente pela ajuda, qualquer coisa pode nos procurar - o próprio marinheiro fazia uma breve reverência respeitosa à Akira, gesticulando sutilmente a cabeça — O Soldado Ori pode lhe acompanhar até a saída, mas sinta-se à vontade - despedia-se.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Dito isso, tão logo Akira abrisse o envelope, encontraria a quantia de 9.250.000¹ (nove milhões, duzentos e cinquenta mil berries). Uma quantia farta pelos seus serviços prestados. De alguma forma, podia até mesmo crer que a partilha não havia sido feita por igual. Dessa forma, a caçadora chegava a um total de recompensa acumulada de 17.250.000, quantia que a enquadrava como uma Mercenária, título que a dava alguns benefícios a mais².

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Antes que pudesse sair do quartel, um terceiro marinheiro a abordava — Sr. Akira! Sr. Akira! - gritou de longe. Tinha a impressão de tê-lo visto na embarcação que havia pego carona até Baterilla — O Capitão Isao pediu para informar-lhe que o vosso amigo partiu em uma busca. Parece que ele soube de alguns assuntos urgentes e teve que resolvê-los. De família, talvez... não entendemos ao certo, ele logo saiu pulando e perdemos metade das palavras, mas creio que ele tenha dito que está tudo bem e que espera te reencontrar. É a mensagem, peço desculpa pelos inconvenientes - transmitia a mensagem³ — Você quer deixar alguma outra mensagem, caso voltemos a encontrá-lo? - indagava.




¹ Achei esse valor o mais adequado, pois não é o total da recompensa, considerando as decisões do jogador, mas não deixando de compensá-lo pela aventura e pelos feitos, ainda que a luta entre o personagem e o procurado tenha sido breve, em observância aos parâmetros da Tabela de Criação de NPC's.

² Isso aqui deixo ao encargo do jogador decidir se a personagem sabe ou não, pois é algo básico da profissão, de conhecimento geral, mas pode ser usado como artifício narrativo em algum momento.

³ Sobre a separação da personagem com o personagem do Raizen, o qual se ausentou. Não tive muita margem de afirmar nada, mas é isso.

Off

O depoimento levou algum tempo, pois também há as perguntas do outro lado etc, não é algo corrido. Ainda assim, teve liberdade narrativa para por andamento às coisas, considere a mágica do RPG A Little Piece Of Heaven - Página 6 1439049992




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Última edição por Kekzy em Qui 24 Out 2019, 19:13, editado 2 vez(es) (Razão : Tomei ciência de um erro meu e alterei o valor da recompensa, não mudando mais nada.)
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Ceji
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQua 23 Out 2019, 18:59

Victorious - Parte III

Enquanto ouvia Troy, para minha supresa me deparava exatamente com os assuntos que havia pensando... Se é que isso sequer fazia sentido. Eu esperava que ele não fosse me convocar pra falar sobre assuntos tão "triviais", mas parecia que era exatamente isso, e eu sinceramente não sabia se ficava feliz ou triste. Quer dizer, isso significava que eles felizmente não sabiam nada demais, mas também significava que minhas expectativas foram um tanto decepcionadas - "Honchkrow? Bom, não é como se eu fosse ir os enfrentar, mas não custa nada ao menos saber sobre eles" - Pensava comigo mesmo. Meu objetivo era seguir para a Grand Line, aquela mar mais misterioso e perigoso que os blues, e saber de possíveis inimigos e perigos nunca era demais. Eu já estava me sentindo um tanto despreparado, e ter sombras ocultas tentando me matar era a última coisa que eu queria, ainda mais se não conseguisse alguns aliados no meio do caminho - "Urgh, por mais que eu não queria me aproximar demais de ninguém, a essa altura já seu que preciso achar companheiros. Nem guiar um navio eu conseguiria fazer sozinho..." - Pensaria, frustrado, me lembrando de Tetsu - "...E enquanto isso Tetsu continua sumido."

Era um tanto desconfortável saber que haviam pessoas que poderiam desejar minha morte, mas todo o desconforto acabou quando me deparei com o envelope. Meus olhos se arregalavam e minhas sobrancelhas se erguiam, demonstrando minha surpresa. No fundo eu desejava receber uma recompensa em dinheiro pelo meu trabalho, mas eu já havia abandonado a ideia fazia algum tempo; ficar nutrido expectativas irreais só seviria para me decepcionar depois, então não podia deixar de me impressionar em descobrir que minhas expectativas não eram tão irreais assim. Com o envelope em mãos, logo dei uma espiada dentro, e a quantia foi um segundo baque - V-v-você tem certeza?! Mesmo que eu tenha colaborado, não fui eu quem deu o golpe final ou o truxe aqui...! Isso daqui parece mais uma recompensa completa do que uma p-parte! - Bradava, ainda incrédulo com a quantia - Não vai me d-dizer que aquele cara tinha uma recompensa tão alta...?!? - Não... Ele não era tão forte assim, eu sozinho havia conseguido dar cabo nele, mesmo que tenha tido uma boa vantagem com golpes surpresas. Se a recompensa dele realmente era maior do que parecia, a unica explicação era que aquela tão organização, Honchkrow, era um verdadeiro problema para a marinha e governo, significaria que eu acabei fazendo um inimigo um tanto problemático. Vários pensamentos cruzavam minha cabeça, e instintivamente eu mordia a unha do meu dedão - "Droga, resta então torcer para que os outros membros da organização não fiquem sabendo. Eu sou discreto, se dar sorte nem serei notado por eles" - Pensava comigo mesmo, sem conseguir deixar a preocupação de lado dessa vez.

Sem mais o que resolver na sala de Troy, logo sai, mas não sem antes fazer uma breve reverência em respeito ao capitão. Mesmo que tivéssemos idades próximas, ele era uma figura de prestígio da marinha, um Capitão, e era de se esperar um mínimo de respeito por minha parte. O conhecimento sobre aquela organização que Troy havia me dado era um tanto problemático, mas não mudava minha vontade de seguir à Grand line, na verdade o reforçava; mesmo sendo a base do grupo, eles estavam se expandido para os blues, e ficar no mesmo local seria burrice. Além do mais, eu não podia ficar com medo de pessoais dessa laia, se eu queria ficar forte eu precisaria enfrentar esses desafios de cabeça erguida e arma em mãos, e era exatamente o que eu faria. O único problema era que eu havia combinado de seguir viajem com Tetsu e o miserável estava sumido desde que pisamos naquela maldita Baterilla. Fazia algum tempo que havia o procurado sem resultados, e estava prestes a ir buscar pelo rapaz mais uma vez quando a infeliz notícia chegou a mim - O QUE?!? Porr... -Caria! - Exclamava, quase calando um palavreado, mas logo corando pelo soldado ter visto a cena - D-d-desculpe. É que... O desgraçado fez questão de me envolver nos assuntos dele, pra depois ir embora sem nem se dar ao trabalho de dar explicações pessoalmente?! Hunf, infelizmente isso é bem a cara dele - Diria, largando o boné que estava segurando desde minha exaltada - Se o encontrarem, digam a ele que eu vou para a Grand Line com ou sem ele. Se quiser me encontrar denovo, vai ter que buscar por lá. Obrigado de qualquer forma por se darem ao trabalho de vir falar comigo - Agradecia ao final, abaixando levemente a cabeça, e finalmente saindo daquele QG.

Como eu mesmo havia dito, eu iria para a Grand Line sem Tetsu, mas sabia que não conseguiria o fazer sozinho, e talvez nem no estado que eu estava. Precisaria de um navio, de uma tripulação, nem que está fosse de outra pessoa, e de conhecimento. Desses, o mais prático e fácil de se conseguir no momento era conhecimento, então era disso que iria atras. Aquela era uma ilha relativamente desenvolvida, e ainda por cima que vivia de turismo, então era provável que houvesse um comércio desenvolvido na ilha, incluindo lojas de livros, que seriam meu foco de buscas. Por algum tempo procuraria uma livraria, tentando puxar da minha memória se havia visto alguma durante minhas idas e vindas pela ilha ontem a noite e hoje mais cedo. Uma vez que achasse, eu entraria e começaria a procurar algum livro que parecesse completo sobre Metereologia; caso estivesse com dificuldades de achar, iria até um funcionário - C-com licença, eu estou buscando algum livro sobre Metereologia, vocês possuem algum aqui? - Questionaria enquanto ajeitava e alargava minhas roupas; até hoje nenhum estranho havia percebido ou me chamado de "senhorita" nesse tipo de situação, mas eu não podia deixar de sentir receio sempre, temendo uma primeira vez. Achando o livro, o compraria, mas se não eu apenas agradeceria ao vendedor e iria procurar alguma outra livraria, onde repetiria a busca.

Após comprar o livro, que eu não me importava de ser caro graças a grande quantidade de dinheiro que tinha atualmente, passaria a buscar então uma praça, que também achava difícil não haver em uma ilha turística, onde pudesse ler o livro sossegado. Caso a praça não estivesse muito lotada, buscaria algum bando vazio onde pudesse sentar e ler o livro em paz. Caso parecesse uma opção difícil, seja por falta de bancos, praça lotada, chuva, escurecendo ou o que fosse, iria então procurar algum café onde pudesse ler o livro, ou caso houvesse saído pela claridade e já estivesse lendo, onde pudesse continuar a leitura. No café eu pediria, bom, um café, e o beberia com cuidado enquanto lesse. Caso passasse muito tempo lá ainda sem acabar a leitura, pediria uma segunda xícara de café, esperando que a cafeína me desse um gás. Conseguindo terminar o livro, me espreguicaria - Uhhhnnn, finalmente - Falaria comigo mesmo, antes de revisar pontos chaves do que havia lido, só para garantir que havia entendido bem. Caso não estivesse muito escuro, tentaria inclusive ir para o lado de fora olhar o céu, pra ver se conseguia fazer alguma constatação, talvez até usando algum dos instrumentos que havia comprado mais cedo, já que a essa altura já deveria conseguir usar alguns deles.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQua 23 Out 2019, 23:10


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ainda nos aposentos do Capitão Troy, o marinheiro dava suas últimas palavras — A recompensa dele realmente não era essa, mas depois de apreciados novos fatos tivemos que fazer uma reavaliação do preço da sua cabeça... ah, mas não se engane, ele não parece forte mesmo, isso pude constatar, mas há vários procurados que não são fortes, mas por serem um risco maior à sociedade acabam valores mais altos - informava, por fim despedindo-se da caçadora, olhando-a profundamente nos olhos antes de sair, como se intentasse ver através dela.

[...]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Já ciente do paradeiro de Tetsu e dispensado o marinheiro que havia dado-a a notícia, Akira descobria que estava sozinha e via-se obrigada a dar aquele primeiro passo. Reconhecendo as dificuldades que enfrentaria, aproveitando da calmaria após a tempestade, aproveitava o ensejo para angariar novos conhecimentos. Assim, a garota comprava um livro sobre Metereologia, assunto o qual havia se interessado e desejava passar algum tempo analisando a referida área. Não olvide-se a sua forte aptidão em aprender coisas novas, a qual provinha de seu intelecto avantajado. Porém, não sem antes passar pela provação que a esperava — Aqui está, garotinha - dizia a boa senhora, mãe de três filhos e avó de seis, como não pudera deixar de atormentar os ouvidos da caçadora. Só após o evidente momento de choque, ela voltava a falar — Ah, me desculpe, me desculpe, você é um garoto! Um garoto! Confundi até mesmo com uma vizinha... Meus olhos já não conseguem enxergar bem... - desculpava-se, vendendo o livro por 35.000 berries.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Com ele em mãos, Akira dirigia-se a uma praça, só para tomar ciência que tais ambientes eram muito frequentados pelos turistas e horríveis para se ler. Optando, então, por um café, encontrou um na mesma rua e, naquele clima apaziguador, à meia-luz, deu-se a ler o seu livro enquanto sorvia a sua bebida predileta. Algumas horas se passaram, as pernas trocavam de posição vez ou outra e o sol descia, ao passo que a lua ascendia. Com mais uma xícara de café para impulsionar os ânimos, totalizando 10.000 berries, Suzuki dava o último gás e folheava tudo que havia para ser folheado; página por página, estava tudo em sua cabeça.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Tão logo terminou a leitura, após uma breve revisão mental, foi para o lado externo, de volta à rua, onde descobria as utilidades das coisas as quais havia comprado, fazendo interessantes descobertas: os próximos dias seriam limpos e ensolarados, senão pelo quarto dia, o qual provavelmente choveria - esse, já mais distante, era mais incerto. Com a noite caindo e a premonição da Grande Rota caindo sobre seus ombros, com certeza haviam muitas coisas pendentes a se resolver. Dali, podia ver um diminuto ponto brilhando, sendo o farol do porto que se acendia.



Off

Atualizar o ponto com os ganhos e perdas desse tópico. Não precisa acrescentar o livro, pois as recentes avaliações tem negado esses itens de caráter transitório. Mas se quiser, pode por.


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQui 24 Out 2019, 12:54

A Strange In Paradise 2 - Parte II

Minhas pupilas reduziram e minha respiração ficava pesada, como se eu houvesse acabado de sair de uma maratona. Um desconforto atravessou todo o meu corpo como uma gigantesca onda, apenas por uma única palavra, "garotinha". Eu normalmente não ia ter uma reação tão adversa naquele tipo de situação, mas aquela palavra havia me pegado tão de surpresa que eu me sentia quase como um animal acuado, tudo por uma simples senhorinha. Eu sabia o que aquela respiração rápida e pesada, junto da sensação de sufocamento, significavam: eu estava hiperventilando, a temperatura do corpo aumentando, e a única forma de me estabilizar seria fugindo daquela situação. Sem pensar duas vezes, logo minha boca se abria - T-t-t-tudo b-bem, erros a-a-acontecem! - Dizia, tentando não parecer suspeito mas falhando miseravelmente. Ela felizmente havia "reconhecido" como uma confusão causada pela sua visão falha, mas só isso não iria parar a sensação de ataque causava pela hiperventilação. Pegando o livro com intensidade e pondo o dinheiro no balcão, sequer me dava ao trabalho de tirar a mochila dos ombros para guardar o livro - C-com sua licença - E, com passos largos e rápidos, meu corpo disparava em direção à saida do estabelecimento sem olhar para trás. Eu tinha um pouco de medo de a senhorinha achar que eu agia daquele jeito por ter me sentido ofendido com a confusão, mas aquilo com certeza não era minha prioridade ele uma situação daquelas.

Para meu alívio, não demorou para que eu me acalmasse após sair daquela livraria. Aquilo era um bom sinal, eu precisava de calma e tranquilidade para ler o livro, e tentar aprender algo teórico com o coração batendo a mil seria uma tarefa que nem eu tomaria como algo fácil. Foram necessários algumas horas e xicaras de cafe ate que eu finalmente conseguisse terminar o livro, e, sinceramente, senti um grande alivio; não via a hora de finalmente terminar de ler aquilo. Livros de história eram uma coisa, imersão da ficção ajudavam a se distrair e não ver o tempo passar, mas livros técnicos para aprender coisas eram outro nível. Era necessário um esforço grande para se assimilar tudo, e isso os tornava extremamente cansativos de ler, de tal forma que eu duvidava que teria conseguido o ler de uma vez se não fosse pelas xícaras de café me dando ânimo. Ainda assim, finalmente terminar a leitura me fez sentir uma sensação de conquista, que se intensificou ainda mais quando consegui por o conhecimento recém adquirido em prática - "Hmmm, alguns dias de sol e depois chuva. Isso significa que o quando antes sair para a viajem a Grand Line, melhor, senão vou ter que esperar mais algum tempo para evitar a possibilidade de tempestades oceânicas. Nossa, isso realmente valeu a pena, conseguir prever o clima, especialmente com os equipamentos, vai ser uma ajuda valiosa quando for navegar, especialmente em meio a Grand Line" - Pensava, animado, comigo mesmo. Em pouco tempo eu havia juntado bastante conhecimento sobre navegação, e agora já estava até mesmo confiante para comandar uma expedição náutica. Era definitivamente um sentimento bom, apenas esperava que tivesse realmente aprendido certo, e não ter errado nas previsões recém feitas.

Com os olhos vidrados no céu após as medições, meu olhar recaia sobre o sol, já se escondendo no horizonte enquanto o céu se escrevia para dar boas vindas ao abraço da noite. Por mais que quisesse zarpar o quanto antes, sabia que naquela situação era impossível. Eu precisaria encontrar algum navio que fosse ir à Grand Line, e isso significava achar uma tripulação, possivelmente marcante, que aceitasse mais gente e me deixasse embarcar junto, e sabia que não acharia esse tipo de coisa durante a noite. Navios zarparam em viajem pela manhã cedo, então dificilmente haveria alguém no porto ao qual eu pudesse negociar. Eu precisaria acordar cedo amanhã para ir lá e tentar conseguir uma vaga de última hora, possívelmente para trabalhar sem receber, então não me preocupados com isso agora. Não receber alguns mil não era problema pra mim, afinal. Havia, porém, algo que eu podia fazer no momento, embora não tivesse relação com minha viagem à Grand Line, ver como estava Yohan - "O prefeito estava um bocado mal quando os marinheiros o levaram, mas já passou várias horas desde o incidente, será que ele já recobrou a consciência?" - Mesmo com as histórias de negligência que me foram contadas, não podia deixar de ter certa preocupação com ele, visto tudo o que passou. Assim, logo me dirigiria mais uma vez ao QG da marinha.

No QG, eu buscaria algum marinheiro de maior patente ou algum que eu houvesse conhecido da ação que tive na Vila dos trabalhadores, e me aprocimaria - Com licença, você saberia me dizer aonde o prefeito Yohan está sendo tratado? Depois de tudo o que houve, queria confirmar se ele estava bem - Caso me fosse dada a informação, agradeceria e seguiria ao local. Caso o marinheiro não soubesse, tentaria perguntar a outro. Caso o marinheiro fosse algum desconhecido que não soubesse que eu havia o salvado, tossiria para limpar a garganta e então me explicaria - Desculpe não me apresentar, eu sou o caçador de recompensas que protegeu o prefeito. Se for possível, eu queria verificar como ele está - Na esperança de que mudasse de ideia. Caso não conseguisse a informação, fosse por ninguém saber ou por se negarem a dizer, eu iria buscar no primeiro lugar que cogitaria, a mansão do mesmo. Achando onde ele estivesse, tentaria entrar no local, me apresentado, explicando que queria verificar o estado do prefeito, deixando minhas armas para faz ou o que quer que fosse, a não ser que me fosse informação que ele ainda não havia recuperado a consciência ou coisa pior. Caso conseguisse ter um tempo com ele, desperto, entraria no local - Prefeito? Desculpe aparecer se repente, eu vim verificar como estava seu estado - Diria, e, uma vez que tivesse sua atenção - Você não teria chegado no estado que chegou se eu fosse mais competente ou mais forte, peço desculpas por isso... Sequer consegui capturar Formantis, mas só te ver vivo já me faz sentir que valeu a pena o trabalho - Então desviaria o olhar e coçaria a nuca - Não consigo nem imaginar o caos que a ilha ficaria se ele houvesse conseguido te matar, ainda mais depois de manipular tantas pessoas para acharem que o senhor era o responsável pelo crime dele... - Diria, discretamente, na esperança de poder saber o que Yohan pensava daquilo tudo, e, especialmente, o que faria a respeito.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQui 24 Out 2019, 18:53


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Decidindo qual era o seu próximo passo na ilha, Akira voltava em busca do quartel general, em busca de informações a respeito do prefeito Yohan, o homem ao qual ela havia salvo. Preocupada com a sua saúde e curiosa quanto ao seu estado, vê-lo era uma necessidade após toda a confusão pela qual haviam passado. Dessa forma, chegando ao quartel, era recebida pelos marinheiros, os quais contataram seus superiores, para logo informar que o prefeito Yohan encontrava-se em sua casa, a qual estava sendo guardada pelos homens da justiça — O Capitão Troy alertou que, com o prefeito dormindo, sua entrada não será liberada, apesar de ter ajudado - um soldado repassava a informação.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Mesmo assim, Akira foi em direção à mansão, após tomar ciência de onde ficava localizada. De toda forma, não era difícil de ser encontrada, visto que era uma construção muito distinta das demais, configurando uma verdadeira mansão, com enormes pátios. Ali podia-se ter um vislumbre maior a respeito do poder financeiro do homem. A residência era imponente, alastrando-se por todo o campo de visão, quando vista de próximo do portão. Na entrada, dois marinheiros guardavam o seu posto, bloqueando a passagem de Akira com as armas — Aqui fica a mansão do prefeito da ilha. A entrada de estranhos não é permitida. Identifique-se! - advertia. Ademais, já eram umas boas sete a oito horas da noite, horário que não favorecia a caçadora.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Mesmo expondo suas razões, os marinheiros não a deixavam entrar, até mesmo por não terem permissão nem para competência para fazê-lo. Só depois de alguns bons minutos que uma silhueta apareceu caminhando da entrada da casa até o portão, andando por todo o pátio até lá. Quando entrou ao alcance da luz, era visivelmente um mordomo do local — O Mestre Yohan diz que é para deixarem o garoto entrar - informava-os. Os marinheiros se olharam e logo recuaram as armas, deixando-as rente ao corpo — Pedimos desculpa pelo incômodo, Sr. - abriam alas. Logo Akira era acompanhado pelo mordomo até o domicílio — Sou grato pelo que fez ao mestre, Sr. Akira. Posso adiantar que o prefeito encontra-se repousando, devido aos ferimentos. Está um um sono profundo, mas me deixou alguns deveres. Creio que ele deseje recompensá-lo de alguma forma. De antemão, há alguma coisa que você precise agora? Posso começar a providenciar imediatamente o que esteja precisando - abria a porta, conduzindo Akira até uma sala e servindo-lhe a bebida e lanchinhos que desejasse.

Off

Ceji, vou deixar aqui e mandar pelo Discord, também, que essa recompensa deve ser algo que não dinheiro, em atenção aos limites impostos pelo Plano de Jogo nos Blues. Fale comigo no privado para acertamos, já que tem que ser algo ponderado. Assim que resolvermos, mando para avaliação!

Esse post e o próximo serão um pouco menores mesmo, já que estamos acabando.


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptySeg 28 Out 2019, 13:38

A Strange In Paradise 2 - Parte III

- "Um... Presente?" - Eu havia ido ali naquela mansão ver a situação em que Yohan estava, mas aquele papo de presente realmente era uma surpresa. Só a recompensa em dinheiro que havia conseguido da marinha já havia sido o suficiente pra valer o esforço que havia tido no caso, e realmente estava esperando que ficasse só por ali mesmo. Quer dizer, não era como se eu não entendesse o lado de Yohan; ele estava em uma situação muito delicada em em risco de vida, e, se não fosse por minha intervenção, provavelmente teria morrido. Eu o protegi com garras e dentes mesmo sem ter a obrigação como os marinheiros tinham, e talvez houvesse sido isso que lhe fez querer me recompensar - "Bom, eu tinha de qualquer modo interesses na sobrevivência do prefeito, não foi uma ação 100% altruísta, mas também eu havia dado prioridade a o proteger do que perseguir o criminoso, que poderia me dar um bom dinheiro com a recompensa" - Um sutil e discreto suspeito saia de minha narina. Não custava nada aceitar o presente, se ele queria me recompensar e eu poderia receber uma ajuda, porque recusaria? Aquela era uma chance que eu não teria denovo, então recusar por boa vontade não parecia uma boa decisão, especialmente considerando a situação em que eu me encontrava.

Só havia um problema. Um pequenino probleminha, que me impedir de dar uma resposta imediata. Eu não sabia o que pedir. Eu nunca havia recebido uma recompensa de alguém influente e importante com o Yohan, então sequer sabia que o que estava dentro do alcance e restrições dele e o que não estava. Além disso, minha família nunca havia tido muito dinheiro, ambos meus pais eram trabalhadores comuns, então até para presentes comuns eu não sabia bem como proceder, quanto mais para algo que mais parecia uma condecoração em miniatura. Querendo ou não, Yohan parecia alguém com grandes capacidades, especialmente considerando a dificuldade que tive que adentrar na sua casa e a escolta que teve anteriormente, então eu ficava com certo receio de pedir algo muito simples, mas também tinha medo de pedir algo fora dos limites... - "Sigh, bem que Yohan podia ter apenas escolhido algo pra me dar, ao invés de me fazer escolher algo sem opções... - Reclamava mentalmente. As vezes o poder da escolha era nem agonizante, mas, não podia reclamar de prato cheio.

Por algum tempo ponderava, tentando buscar do fundo da minha mente algo que pudesse querer, mas, sinceramente, eu já havia percebido que ficar refletindo sobre isso seria infrutífero. Se eu não possuia nenhum desejo material que houvesse vindo rapidamente a minha mente quando a oferta foi dada, apenas significava realmente não havia nada que que eu precisasse ou quisesse... Ao menos no âmbito físico - Hmm... Precisa ser algo físico? Eu estava pensando se um favor - Dizia, pensativo, com a mão no queixo. Na situação em que eu me encontrava, a ajuda do prefeito era mais do que bem vinda, e um pequeno apoio de uma figura poderosa podia valer bem mais do que um objeto - Eu estava pensando em seguir viajem para a Grand Line, mas minha falta de companheiros é uma barreira bem inconveniente - Suspiraria - Mesmo com meus conhecimentos de navegação, é impossível controlar um navio inteiro sozinho, especialmente em uma rota complicada como a da Reverse Mountain - Explicava um pouco melhor minha situação, uma vez que ele precisaria saber bem daquilo para passar a mensagem certa a Yohan - Como Baterilla é uma ilha turística, suponho que muitos navios, de viajem e mercantes, vem e vão, certo? Se seu mestre, o prefeito, puder mexer nos pauzinhos para conseguir me por em algum navio com destino à Grand Line, eu seria profundamente grato. Não precisa nem ser como passageiro, eu posso entrar como funcionário. Em uma viajem como essa, ter mais navegadores deve ser um apoio bom - Dizia ao final. A mensagem que havia recebido de Tetsu havia feito inflamar em mim uma vontade de ir logo para a Grand Line, de deixa-lo para traz só de birra por ter me abandonado sem sequer se despedir pessoalmente, mas esse obviamente não era o único motivo... - Se forem ajudar, peço que vejam o quanto antes. Quero fazer a viajem enquanto o tempo ainda estiver limpo, chuvas mesmo fracas podem piorar o mar já agitado da travessia, e problemas são a última coisa que eu quero. Mas... Se não tiverem jurisdição pata isso eu entenderia - Tentaria, ao final, não nutrir esperanças.

Caso o mordomo entendesse meu ponto é dissesse que informaria Yohan, deixando implícito que tentariam fazer o possível, agradeceria curvando meu tórax levemente para a frente, enquanto segurava meu chapéu. Esperaria ali o que quer que tivesse que resolver, e guardaria qualquer coisa que me fosse dada, como uma carta e/ou papel com informações. Após tudo resolvido, iria pacificamente até a saída - Obrigado pela ajuda, senhor. Mande minhas saudações ao prefeito - Diria, com um leve sorriso, antes de sair. Caso, porém, aquilo fosse um pedido complicado para o prefeito, tentaria esconder ao máximo minha expressão de decepção - T-tudo bem, eu posso dar meu jeito. Fora isso acho que não há nada em específico que eu queria, então não acho que possa dar uma resposta melhor que está, peço perdão - Um sorriso amargo surgia em minha boca, pela decepção de não conseguir aproveitar melhor aquela oportunidade - Apenas repasse um recado ao prefeito. Diga a ele que eu pedi para não ser muito duro com os trabalhadores pelo ocorrido. Nem todos estavam no grupo que retaliou, houveram os que tentaram o defender - Dizia, lembrando de Geraldine - E os que foram agressivos estavam sendo alienados e manipulados por Formantis, o verdadeiro culpado, que já está sendo perseguido pela marinha - Uma breve pausa se faria, mas continuaria antes que ele achasse que eu já havia acabado - Retaliar o ocorrido poderia gerar inimigos, e outros inimigos fazem esse tipo de evento ser mais frequente. Se ele conseguir apresentar provas da ação de Formantis e do pirata capturado no caso do assassinato do antigo representante dos trabalhadores, o prefeito pode virar a situação ao seu favor. Pessoas arrependida são melhores que inimigos... Apenas repasse isso a ele, tudo bem? - Diria, na esperança de que os trabalhadores não sofressem mais pelo que foram feitos fazerem. Diria isso também se o mordomo me perguntasse se eu queria deixar algum recado antes de ir embora.

Falando em Geraldine, ainda havia uma coisa que eu precisava fazer. Eu possuía um promessa com Formantis, e, mesmo que a situação houvesse mudado completamente ao final, quebrar promessas ainda não era algo que eu gostava de fazer. Eu havia dito a ele que dividiria parte da recompensa do criminoso para que os trabalhadores pudessem comprar equipamentos melhores, e não o fazer apenas por descobrir que Formantis era o culpado e por ter conseguido o dinheiro de outro procurado pareciam mais desculpas para mim. Eu havia visto a situação em que os trabalhadores estavam, eu sabia que podiam vir tempos piores para eles, e não me solidarizar era algo impossível para mim, uma vez que sabia como era estar no fundo do poço, ou ao menos próximo disso. Eu queria retornar lá e falar com Geraldine sobre isso, mas possuía um certo medo de ser reconhecido pelos trabalhadores como a pessoa que ajudou Yohan na fuga. É claro que eu sabia que era difícil lembrarem meu rosto, ainda mais por estarem em frenesi e pensando apenas em se vingar do prefeito, mas deixar de temer também era algo difícil de separar do meu ser. Saindo da mansão de Yohan, eu iria até o caminho que havia ido pela primeira vez para chegar na vila dos trabalhadores, mas pararia antes de chegar no local - "Por mais que seja difícil lembrarem do meu resto, é possível que se lembrem das minhas roupas, já que se destacam por essas bandas. Eu preciso..." - Ate meu pensamento estava relutante, mas sabia que não havia outra opção. Primeiro tiraria o boné e o poria na mochila, essa era a parte tranquila. Porém, eu sabia que precisaria ao menos tirar minha jaqueta também, pois ainda parecia o suficiente pra me reconhecerem - "Akira, relaxe, não vai dar em nada. Você está com uma camisa de mangá longa por baixo, não tem muitas curvas, e ainda está de noite. Você consegue - Diria a mim mesmo como motivador enquanto tirava minha jaqueta e também a botava na mochila. Naquele momento eu estava apenas vestindo minhas calças e a camisa longa por cima do binder, e seria mentira dizer que não me sentia desconfortável. A falta de peso sob meu corpo era estranha, e não de uma maneira boa, era como se eu estivesse exposto, mesmo que minha racionalidade dissesse o contrário.

Preparado, logo adentrei assim na vila, naquele horário noturno. Não estava tão tarde, então torcia para as pessoas não estarem dormindo, e assim ia em busca de Geraldine. Com os braços sempre cruzadas em frente ao tórax como proteção instintiva, seguia pelo local buscando aquela figura conhecida, mas sabendo que acha-la não seria tão fácil. Caso não a encontrasse após algum tempo de buscas, procuraria por alguma pessoa que parecesse de boa índole, e me aprocimaria - C-com licença, sabe aonde posso encontrar Geraldine? - Perguntaria, ainda desconfortável pela "falta de roupa". O medo de ser descoberto era mais alto do que nunca, mas o sentimento de querer resolver logo aquilo para sair de lá também era bem expressivo. Caso a pessoa soubesse, eu iria até onde foi indicado, mas questionaria outra pessoa caso fosse necessario. Caso chegasse na casa da mulher, bateria na porta, a chamando. Encontrando Geraldine, fosse em sua casa, no meio da vila, fora da vila caso a achasse antes de entrar, ou onde fosse, me garantiria que ninguém estivesse de olho, me afastando caso fosse necessário, e falaria - Geraldine, aqui é o Akira. Preciso falar com você sobre uma coisa - A falta do boné era estranha, e instintivamente coçava meu couro cabeludo - Mesmo com tudo o que aconteceu, eu havia feito uma promessa com Formantis, e não a cumprir só por ele ter tentado me matar me faria sentir dando uma desculpa... Sei que parece zoado, mas... Enfim - Minha mão logo ia ao bolso, pegando 4 milhões de berries, mas deixando-os ainda ocultos na palma - Eu havia prometido que daria uma parte da recompensa que conseguisse à vila, para ajudar na compra de equipamentos e afins. Claro que não posso dar para ele, nao a essa altura depois do que ele fez, mas eu queria ajudar depois de tudo o que vi acontecendo aqui - Diria, finalmente mostrando o dinheiro a ela, mas sem a dar ainda - Você é a única que eu confio daqui. Não sei como ficará a liderança local depois desse tumulto, mas sei que vão precisar de mais ajuda que nunca. Sei que quatro milhões não é nem de perto o ideal, mas deve ser uma boa ajuda - E, por último, olharia diretamente nos olhos de Geraldine - Só tem um porém. Eu quero que me prometa que usará o dinheiro para o bem da comunidade. Tudo bem? - E, caso ela concordasse com firmeza, acenaria positivamente com a cabeça. Caso ela quesrionasse como explicaria o surgimento do dinheiro para as outras pessoas, eu responderia - Pode dizer que foi uma doação se quiser. Eu sinceramente não sou tão bom em inventar desculpas, peço perdão - E, caso ela comentasse que eu estava mais feminino, mais magro ou coisa do gênero, meu rosto ficaria vermelho que nem um pimentão - É i-i-i-impressão sua...! - Diria, desviando o olhar e tentando fugir daquele tópico. Após terminar o que tinha que resolver o assunto com Geraldine, me despediria - Eu vou embora da ilha em pouco tempo, então não sei se teria outra chance de falar contigo, então desejo toda a sorte do mundo para a comunidade... Até algum dia - E, caso ela não tivesse nada para falar, partiria noite adentro, para fora da vila onde finalmente pudesse por a jaqueta e boné denovo, e, assim como no dia anterior, buscar um hotel para passar a noite dentro os inúmeros edifícios da ilha, sempre buscando um relativamente barato e com boa estrutura.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyQui 31 Out 2019, 22:30


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Sebastian, como havia se apresentado naquele breve momento em que sentavam à cadeira juntos, sorvia sua xícara de chá, o qual também era disponibilizado para a caçadora, a qual tinha um bom e luxuoso tratamento — Algo físico, não, não há razão para lhe dar tamanha restrição. Na verdade, os favores costumam ser as coisas mais difíceis e, com certeza, mais recompensadoras - disse, pondo a chaleira e o piriz na mesa  — Do que se trata? - indagou. Logo soube, voltou o seu corpo para o respaldar da cadeira, vez que encontrava-se inclinado para escutar com mais atenção ao pedido de Akira — Interessante... muito interessante. Há algum tempo o meu senhor está com algumas ideias... a Grande Rota é um local pouco explorado, com certeza com muito potencial - cruzava as pernas, com um semblante de satisfação. Logo Akira saberia que o presente, na verdade, virava uma proposta. Afinal, um homem bem sucedido nos negócios não poderia deixar de ter um bom assistente; e, assim, o espírito empreendedor e ambicioso era passado, sempre vívido.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Tal qual seu mestre, o mordomo era alguém sagaz e não perdia a oportunidade após vislumbrá-la. Cheio de expectativas, com a voz segura de que sabe o que faz, fazia a inusitada proposta para a caçadora — Sr. Akira, você quer trabalhar para nós? Temos planos de expansão para a Grande Rota e, sem dúvidas, o seu excelente trabalho aqui mostrou que é capaz de nos dar o que queremos. Expandir para aquele mar será um tormento nessa era de pirataria, o que nos requer alguma segurança e agentes prontos para responder e lidar com ataques às nossas embarcações e instalações. Em troca, nós forneceremos a você o que precisar e estiver ao nosso alcance naquele mar tenebroso - dava um tempo para Suzuki processar as informações, voltando a tomar a sua bebida — Saiba que é um local perigoso, onde muitos homens morrem, não a toa é conhecido como Cemitério dos Piratas, mas com o nosso auxílio, tenho plena convicção de que a sua jornada será mais segura. Tudo o que você precisa fazer é nos ajudar, o que consequentemente te renderia não só a nossa ajuda, mas ainda continuaria o seu trabalho de caçar piratas. Uma chance imperdível, não? Temos um acordo? - dissertava, com a voz eloquente, gesticulando animosamente a fim de contagiar a caçadora com a ideia, por fim estendendo-a a mão para fechar o acordo verbal - o qual seria devidamente passado a escrito e assinado em momento posterior ao consentimento.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Para todos os fins, Sebastian ainda daria a última palavra — Foi ótimo te conhecer. A sua embarcação estará pronta ao amanhecer, com os melhores homens que conseguir achar. Basta chegar ao porto, terei a certeza de preparar tudo antes do sol nascer - informava, levantando-se — Permita-me acompanhá-la até a saída - com toda a cordialidade, acompanharia a sua convidada até o portão do lado de fora — Tratem bem o Sr. Akira, marinheiros, enquanto estiver na ilha, é o nosso convidado de honra - dizia, curvando o tronco e despedindo-se, voltando para a residência e deixando a garota na companhia dos soldados, os quais mantinha a sua postura de guarda — Esse é o caçador que salvou o prefeito? Estou surpreso - podia escutar os sussurros atrás de si — Queria eu cair nas graças do homem mais importante da ilha - respondia, sem saber que tudo chegava aos ouvidos da caçadora.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Deixando a mansão do prefeito da cidade e indo em direção à Vila dos Trabalhadores, onde todo o conflito havia ocorrido, Akira trilhava novamente o caminho que havia feito outrora, pisando nas mesmas pedras, na mesma terra e vendo as manchas de sangue no local onde enfrentara Formantis. Lá, não tardou para que a sua presença fosse percebida e, no que pese o horário, pois já havia se passado mais quase uma hora, a vila toda parecia estar com os olhos atentos. Pôde perceber uma pessoa apontando para ela, como se mostrasse para seus familiares que a reconhecia ou que evidentemente era uma forasteira. Ainda, sem saber onde achar Geraldine, restou perguntar à própria população, responsabilidade a qual recaiu sobre um idoso — A garota Geraldine, sim, sim... ela está na casa da mãe, após toda essa confusão... você soube o que aconteceu por aqui? - começaria a contar a história para a garota, sem estar ciente de que ela era uma das envolvidas e principais personagens do ocorrido. "Um colaborador estrangeiro de quem se tinha receio", essa era a impressão que Akira havia deixado, pelas informações que pôde coletar.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Logo saberia que quem havia desfeito a sua imagem de inimigo da vila havia sido Geraldine. Indicada a casa onde ela estava, após conversar com o bom senhor, Suzuki dirigiu-se até o aludido endereço e encontrou Geraldine. A garota a levou para o quarto, longe de sua mãe, onde conversaram privativamente. Ao mencionar do acordo e da entrega do dinheiro, Geraldine ficou pálida, trêmula e gaga, posteriormente lacrimejando, incrédula com a generosidade — Após tudo isso... - seu nariz escorria, de forma que não conseguia falar sem fazer uma pausa — A-após tudo isso você ainda se importa com um acordo feito por Formantis?! - enxugava as lágrimas — E-eu não sei como agradecer. Tenho certeza de que todos da vila ficarão muito contentes... e-esse dinheiro... e-esse dinheiro é o suficiente para... - estava sem palavras — M-mas, Sr.A-akira, eu sabia de tudo... na verdade, não de tudo... descobri por acaso, mas Formantis me manteve silente sobre... a-ainda assim, como era o meu familiar... n-não soube o que fazer, senão na hora, quando me deu coragem para gritar - esclarecia, ainda chorosa — M-mesmo a-assim, ainda quer nos ajudar? - indagava, esperando a confirmação para embolsar o dinheiro. Uma vez que houvesse o acalento, prosseguiria — É claro, é claro que esse dinheiro será usado para o bem de todos! Todos aqui compartilham do mesmo fardo, somos solidários uns com os outros - dizia, com um júbilo crescente — Obrigado, Sr. Akira, muito obrigado mesmo! O Sr. é tão generoso... desde o início foi assim... e... e... bonito, o que é estranho, já que não havia percebido antes... - dizia, logo tendo um choque e ligando-se no que havia dito, imediatamente corando e interrompendo sua fala.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Aquele era um dos últimos momentos de Akira na ilha e, naquele momento constrangedor, Geraldine segurava Akira pelo braço, puxando-o para fora do quarto e arrastando-o pela casa  — Não podemos ficar muito tempo no quarto, minha mãe pode acabar tendo a impressão errada e-e... - abriu a porta com tudo, jogando Suzuki para o lado de fora. Antes que pudesse reagir, deu-lhe um beijo caloroso na bochecha — M-muito obrigado - escorou a porta rapidamente, acabando por genuinamente expulsar a caçadora da casa. Não obstante, a ninja sabia que ela continuava do outro lado da porta, como se estivesse com as costas contra ela. Assim, com mais um prêmio, encerrava-se a noite da caçadora.


Off

Pode descontar o valor parcial, por agora, pondo-o em perdas para a avaliação! Posts pequenos nesse final uma ova, damnnn



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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 6 EmptyTer 05 Nov 2019, 12:11

A Strange In Paradise 2 - Parte Final

Eu estaria mentindo se dissesse que esperava aquela proposta que Sebastian fazia a mim. Quando decidi ir ver o estado do prefeito, era só isso que eu achava que ocorreria, mas agora não só havia recebido um favor, mas também uma proposta de trabalho? Era muito repentino para que eu pudesse dar uma resposta imediata - "Ter apoio na Grand Line definitivamente seria algo útil, especialmente pelo meu conhecimento não tão grande daqueles mares. Até a pouco tempo eu estava pensando em meios de achar aliados, recusar a colaboração de uma empresa depois daquilo não parece uma boa ideia" - Eu refletia, mas, é claro, sabia muito bem que um acordo não seria apenas vantagens para mim. De acordo com a proposta, eu precisaria estar sempre disponível para atuar junto aos navios do conglomerado sempre que necessitasse, o que poderia ser um grande empecilho caso eu tivesse que acabar mudando de localização para tal. Ainda assim, eu não estava em posição de recusar, a oferta parecia boa demais para eu recusar sem mais nem menos - Bom, eu não sei de onde vem essa confiança toda, mas quem sou eu pra discordar. Eu não vejo motivos para recusar a oferta, contato e e aliados são essenciais naqueles mares afastados. Só me permita a pergunta, como eu manteria contato? - Questionaria, esperando alguma resposta plausível antes de ter que assinar qualquer contrato, é claro, após o ler.

A conversa com Geraldine, ao contrário da com Sebastian, seguiu bem da forma que eh imaginava, excerto por alguns exageros da garota. Quando ela falou que sabia sobre aquilo tudo, não nego que algumas dúvidas surgiram em meu coração, mas só pensando um pouco mais sobre tudo o que aconteceu minha mente se clareia. Ela saber era realmente relevante? Eu sabia que sozinha ela não conseguiria fazer nada, eu mesmo não havia conseguido resolver toda a situação, mas mesmo assim a garota se propôs a erguer sua voz quanto viu o resultado daquilo tudo. Eu já esperava que ela tivesse conhecimento à certo nível dos eventos, uma vez que havia declarado que havia um assassino entre eles, além de ter tido conhecimento da revolta, ter uma confirmação dela sobre seu conhecimento não era pra ser algo a me fazer recuar, especialmente naquela situação, era mais uma prova de que no fundo ela não queria que os planos de Formantis se co cluissem - G-Geraldine, se você chorar assim eu fico encabulado...! - Diria, ficando nervoso pela garota chorando ao meu lado, antes de suspirar - Olha, eu já tinha uma ideia de que você sabia que algumas coisas. Se não soubesse seria impossível saber sobre o verdadeiro assassino, afinal - Era difícil me expressar naquela situação, tentando a acalmar enquanto eu mesmo ia ficando encabulado, e logo minha mão foi instintivamente coçar minha nuca pra tentar me acalmar - Mas mesmo assim, você teve coragem de se opor no final, não seja leviana com isso - Dizia, logo antes dos meus olhos se tornarem um pouco distantes - Depois do que eu vi, não me sentiria bem comigo mesmo se não ajudasse. Mesmo que não no mesmo nível, eu sei como é vir de uma família de trabalhadores simples, e me virar de costas só por causa da atitude de uma pessoa não me parece certo. Vocês precisam desse dinheiro mais do que eu, os últimos eventos foram só uma prova disso.

Finalmente, mais aliviado, me acalmava após ter finalmente ter conseguido falar o que eu havia vindo falar com Geraldine. Falar com a garota havia me deixado um tanto nervoso, especialmente por estar com menos roupas me cobrindo graças ao medo de ser descoberto, mas mal sabia eu que meu nervosismo para falar não seria nem a ponta do iceberg - ...! - Uma expressão de espanto se gravava em minha face enquanto nenhuma palavra conseguia sair se minha boca, observando a porta fechada da casa de Geraldine a minha frente após ser quase arrastado pra fora - "O QUE FOI ISSO?!?" - Eu já havia ficado vermelho que nem um pimentão quando ela havia falando que eu era bonito, mas aquele beijo havia me deixado em choque completo. Desde que eu havia sido transformado em mulher eu não esperava ter esse tipo de contato com garotas, mas lá estava eu, chocado e sem saber como reagir a um simples beijo na bochecha. Uma parte de mim se sentia enganando Geraldine, especialmente pelo beijo ter sido depois do comentário sobre eu ser bonito; querendo ou não eu tinha que ter consciência de que possuia um corpo feminino, mas a garota claramente não sabia e nem havia percebido. É claro que eu não falaria a ela sobre isso, mesmo depois daquilo tudo eu não possuía força de vontade para tal, mas principalmente... Eu estava feliz, e não queria que a revelação fizesse ela se arrepender e destruísse minha felicidade. Aquilo significava que mesmo naquele corpo alguém gostava de mim, que mesmo sem aquelas toneladas de roupas eu ainda havia sido visto como um garoto. Naquela noite eu havia me sentido como um garoto normal de tal dorma que a muito tempo não me sentia, é isso, isso eu não esqueceria.

Com um sorriso bobo no rosto e um estranho calor no corpo, eu queria bater denovo na porta e falar com Geraldine, mas sabia que não deveria. Mesmo que aquele evento houvesse feito algum sentimento surgir em mim, eu não podia me prender aquele lugar. Não só pelo medo da felicidade sumir se ela descobrisse sobre mim, mas eu sabia que meus objetivos não permitiam. Eu iria seguir em viajem por outros mares, por outras ilhas, precisava achar um jeito de desfazer as mudanças em meu corpo, e isso significava que eu provavelmente nunca voltaria aquela ilha. Aquela seria a última vez que veria Geraldine, eu sabia disso. Se eu desse um passo adiante e batesse naquela porta, eu provavelmente não teria mais coragem de sair no dia seguinte como havia combinado com Sebastian. Um peso recaia em meus ombros enquanto me virava, e cada passo para longe daquela porta quase iluminada no ambiente noturno era doloroso, mas eu sabia que era para melhor. Enquanto me afastava, eu me perguntava, será que era assim uma vida de viajens? Sempre se despedindo de pessoas importantes com um último adeus? Primeiro Tetsu depois de sairmos de Torino, agora com Geraldine, eu sempre precisaria deixar pra trás as pessoas e viver apenas com suas memórias? Eu não sabia dizer, mas apenas esperava que não tivesse um final triste. A cada passo um misto de felicidade e tristeza me inundaram, e a cada passo era uma promessa - "Eu não sei como vai ser meu caminho daqui em diante, não sei quantas pessoas conhecerei e quantas terei que deixar pra trás, mas eu sei que nunca vou esquecer de ninguém... Ao menos no meu coração as memórias ainda viverão, e... Espero que seja isso que importe."

Mais uma vez fora da vila dos trabalhadores, eu precisava agora arranjar um local pra dormir. Minha saída da ilha seria apenas pela manhã do dia seguinte, então não era como se eu pudesse ficar acordado até lá. Me aproximando da cidade, a primeira coisa se pensei foi em por devota a jaqueta e bone, mas uma voz ecoou em minha mente na hora que toquei na jaqueta em minha mochila. "E... Bonito", eu me lembrava das palavras de Geraldine, que havia me visto como um garoto bonito quando fui falar com ela sem a jaqueta e bone, o que me fazia me perguntar, aquilo tanto se roupa era necessário? Mesmo me sentindo bem mais confortavel com todas aquelas peças, só com o binder e camisa eu já havia sido visto como um garoto bonito, eu não precisava de tantas roupas para me esconder. Claro que eu sequer cogitaria isso antes, as palavras doces da garota que tomavam minha mente serviram como um incentivo fantástico - "...Vamos lá, eu sou um garoto bonito, não preciso de tanta roupa. Já passou mais do que da hora de eu me acostumar a me vestir de forma mais leve! Eu não vou ser descoberto só por tirar a jaqueta! ...Né?" - Eu ainda tinha fortes dúvidas, mas a confiança nas palavras de Geraldine eram maiores, e assim logo enfiava de volta a jaqueta na mochila - "Você conseguiu pedir informações pros trabalhadores e falar com Geraldine desse jeito, então você consegue andar pela cidade e alugar um quarto de hotel assim também!!!" - Eu gritava a mim mesmo pra tentar aumentar a confiança e suprimir o medo, enquaneo finalmemte adentrava na cidade.

Assim como havia feito em meu primeiro dia em Baterilla, eu iria em busca de um hotel em que pudesse me hospedar, dando, claro, preferência ao que havia dormido no dia anterior, por já o conhecer minimamente. Eu sabia, porém, que haviam chances de ele não ter mais vagas, ilha turística é complicada, então não seria tão exigente quanto ao hotel em específico, mas preferindo hotéis que não fossem muito caros. A prioridade era arranjar um local pra dormir que não dias doesse no bolso, e iria verificar os hotéis tendo isso em mente. Achando um que parecesse bom, eu entraria e iria até o balconista, respirando fundo para evitar falhar minha voz pelo nervosismo, mas não conseguindo fazer muito pela gagueira - C-c-com licença, tem algum quarto individual disponível? - Diria, evitando ao máximo perder minha postura. Caso houvesse algum quarto, eu pagaria o bastante para uma noite e logo me dirigiria ao mesmo, mas em caso negativo eu procuraria em outro hotel. Após finalmente arranjar um hotel e quarto, iria o quanto antes deixar minha mochila de lado e dormir que nem uma pedra, após trancar a porta do quarto para garantir que ninguém fosse entrar e me ver semi-nu, uma vez que o medo era presente mesmo que eu sempre dormisse debaixo de cobertas. No dia seguinte, revigorado da confusão toda que havia passado, logo eu me arrumaria, pegaria a mochila, sairia do quarto, faria check-out no hotel e me dirigiria ao porto. Lá, assim como havia combinado com Sebastian, procuraria o tal navio em que embarcaria para a Grand Line. Se ele houvesse me dado alguma descrição, eu buscaria usando esses critérios, mas se não tentaria buscar algum outro ponto de referência. Achando o navio, me aprocimaria e entraria em contato com quem estivesse por lá, explicando quem eu era caso fosse necessário, até conseguir embarcar no navio certo. Na embarcação, meu olhar se voltaria para a ilha, olhando a beleza e imaginando a vila dos trabalhadores por atrás, em uma silenciosa despedida - "Minha viajem à Grand Line começa aqui" - E iria para qualquer posição que eu fosse necessário.
OFF:
 

Para o Avaliador:
 

Histórico do Ceji:
 

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R.I.P. Lars:
 
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