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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 A Little Piece Of Heaven

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MensagemAssunto: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyQui 18 Jul 2019, 17:13

Relembrando a primeira mensagem :

A Little Piece Of Heaven

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Caçador de Recompensas Akira Suzuki. A qual não possui narrador definido.


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Ceji
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptySab 07 Set 2019, 22:55

For Whom The Bell Tolls - Parte IV

Mesmo que eu considerasse minha proposta muito vantajosa para ambos, seria mentira se eu dissesse que não estava com medo de ele recusar. Desde o início Formantis agia com bastante cautela e suspeita comigo, o que havia ajudado a construir uma atmosfera um tanto afastada entre nós dois, ainda mais por eu não ter sido direto na pergunta que fez sobre minha origem. Eu entendia que ele pudesse desconfiar de mim assim como Geraldine o fez, mas por motivos diferentes, claro; entretanto isso me fazia ver motivos o suficientes para tanta insistência. Se ele recusasse, eu perderia uma ajuda inestimável, e eu não podia deixar isso acontecer. Se o único problema fossem suspeitas, aquilo poderia se resolver naturalmente, mas se chegasse ao ponto do orgulho interno dos trabalhadores... Eu não podia chegar. Geraldine havia dito que eles eram orgulhosos e unidos internamente, que sempre cuidaram e zelaram por si próprios e uns pelos outros, se ele negasse minha ajuda por algo nessa linha de raciocínio, seria o fim. Apenas me restava torcer que minhas habilidades conversativas abaixo da média fossem o suficiente para o convencer, mas eu não estava tão confiante quanto a isso.

Felizmente meu receio mais uma vez havia se mostrado infundado, especialmente pelo senhor se demonstrar na verdade bem contente com o trato e afins. Eu sabia que cobrar deles não era uma boa ideia, eu mesmo não gostaria de ser cobrado caso estivesse em uma situação delicada, então talvez essa empatia tenha ajudado, afinal. Agora sem ter que me preocupar com o convencimento do mesmo, eu tinha um outro problema, talvez até maior, para tratar: A circunstancia do crime. Para que o meu plano desse certo, precisávamos confirmar de uma vez por todas que era um assassinato, tarefa que eu achava que não seria tão difícil, ao menos até ouvir o relato do atual líder - "Amanheceu morto? Não sabem como morreu? Céus, eles queriam agir de mãos vazias?! Não é atoa que a mídia achava que podia ser uma morte natural, se nem os próprios moradores da vila se deram ao trabalho de analisar o corpo!" - Pensava comigo mesmo, ao mesmo tempo decepcionado e compreensivo. Me pondo no pé deles, até fazia sentido querer evitar o corpo do falecido líder, deveria ser uma situação bem difícil, mas mais difícil ainda era cogitar que não houve nenhum tipo de análise no corpo do mesmo. Considerando que eles fizeram uma vistoria básica, isso significaria que haviam grandes chances da causa da morte ter sido algo mais discreto ou oculto. Assim, eu ao menos já podia retirar assassinato armado da lista, então ao menos algo dava pra tirar daquilo tudo.

Mas ainda assim, apenas isso não era nem de perto o suficiente. Eu precisava de mais detalhes, detalhes que só podiam ser vistos na cena do crime, vendo o cadáver frente à frente. Claro, eu podia instruir os homens de Formantis em vez de olhar eu mesmo, caso não se sentissem confortáveis com minha presença, mas felizmente ele, mesmo receoso quanto a aceitação, não foi contra. Um problema, porém, existia naquela situação toda - Espera, vocês irão fazer o funeral daqui a duas horas?! - A surpresa era nítida em minha voz, pois era algo que eu realmente não esperava - Ok... Isso é um problema. É pouquíssimo tempo para buscarmos a cauda da morte - Dizia, me perdendo em pensamentos, enquanto levava uma unha a boca e a mordia de leve, não para roer, mas apenas para atrita-la contra os dentes - Se passaram-se apenas dois dias desde o incidente e já estão indo fazer o sepultamento, isso quer dizer que a marinha sequer se deu ao trabalho de analisar o corpo, né? Eu não sei como são as coisas aqui, mas em situação normais isso é impensável. Em qualquer chance de assassinato, o corpo é levado para autópsia para serem analisadas a causa da morte, se nem isso foi feito quer dizer que realmente não tem interesse em analisar o caso... - Meu dedo se afastava da boca, enquanto levantar a cabeça - Isso é ruim. Muito, MUITO ruim - Dizia, mas antes que pudesse prosseguir, minha atenção foi puxada para outro lugar.

- Espera, o que? - Indagava Geraldine, confuso, após ter minha concentração destruída - "Uma comoção? Porque haveria uma comoção?!" - Aquela altura eu não sabia mais o que achar daquilo tudo, era um cenário muito diferente dos que eu estava acostumado, então não havia o que fazer a não ser ver o que estava acontecendo com meus próprios olhos e tomar minhas conclusões depois. Mas, claro, logo após o prefeito - Senhor, eu só quero que uma coisa fique clara antes de irmos. Nós precisamos de uma prova do crime. Se não conseguirmos convencer a marinha que foi um assassinato, que há um criminoso, será tudo esforços em vão. Não dá pra levar à justiça alguém que a justiça não acha que existe - Dizia, com a mão em seu ombro para chamar sua atenção - Bom, mas por enquanto parece ter outro problema. É seu trabalho averiguar esse tipo de situação, não? Tem algum problema em eu ir junto? - Perguntava, torcendo para que ele não houvesse objeções. Eu sabia que havia uma chance de awuilo ter algo a ver com o incidente, então não podia deixar passar mesmo que fosse apenas um "talvez".

Em caso positivo, logo guardaria minhas armas e me poria de prontidão para ir atrás do prefeito - Não se preocupe, vou evitar chamar atenção. Vai ser melhor assim... - Dizia, não só pra não causar problemas, mas também porque ser o centro das atenções era a última coisa que eu queria... Se alguém por um acaso notasse meu segredo, eu não sabia que conseguiria me manter ali ajudando eles como se nada houvesse acontecido... Enfim, eu não diria isso pra ele, então torcia para que ele vinculasse a nossa conversa de antes. Eu o seguiria a certa distância, calado, com o objetivo de observar a cena. Caso ele fosse fazer algum tipo de pronunciamento, garantiria estar longe o bastante dele para que não fosse visto por todos que olhassem a Formantis. Observando, me manteria bem atento para não perder nenhum detalhe do ocorrido, para poder criar algum vínculo ou ao menos poder descartar de uma vez relação com o assassinato. Se, por algum motivo, o prefeito preferisse que eu não fosse, logo suspiraria - Sigh... Tudo bem. Eu vou à cidade resolver um assunto rapido, vou retornar em cerca de vinte minutos, tudo bem? - Diria e, após pegar denovo minhas armas, partiria pelo caminho de ida a cidade. É claro que eu não deixaria passar um evento tão incomum e que pudesse estar relacionado aos acontecimentos recentes, e minha ida a cidade seria apenas uma desculpa. Eu na verdade daria a volta pelo caminho para seguir a certa distância até que Formantis e Geraldine chegassem no local do tumulto, ou se eu o visse na minha frente. Nas proximidades, tentaria me manter em um local afastado para não ser visto, e logo pegaria minha recém comprada luneta - Que sorte que eu comprei você, ein? - Sussurraria, a pondo na posição para que eu pudesse ver a cena, quando então tentaria buscar pontos de referência e pessoas de destaque pra presumir o contexto a partir desses pontos principais, assim como manteria o olho atento em Formantis, uma vez que seria possível que ele fosse direto à raiz do problema.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyDom 08 Set 2019, 01:28


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]As mãos do prefeito estavam apoiadas em sua cintura. O homem deixava sair um estalo com a boca, demonstrando estar aborrecido. Já começava a descer o monte com os passos rápidos, sem verdadeiramente esperar Akira — Venha, não haverão problemas! Discutimos no caminho - se apressava, tomando a frente. A caçadora se atrasava, guardando suas armas e seguindo em sua cola. Ao alcançá-lo, ele continuava — Será difícil obter provas... pelo menos, eu não consegui nada definitivo, mas estou certo de que foi um assassinato. Você irá entender quando ver - complementava. Geraldine seguia logo atrás, trotando, até ficar do lado de Suzuki. Desapressando o ritmo, Akira ficava apenas ao lado da outra mulher, enquanto o prefeito ia de encontro à multidão.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Assim como planejava, escorou-se perto de um dos postes, na companhia de Geraldine, que oportunamente naturalizava a situação. De lá, era possível escutar — Alguém pode me explicar por que o filho mais novo do Bob está chorando e estão todos em volta dele?! - exclamava. A pequena multidão se agitava um tanto, até que um senhor mais velho falava — O pivete invadiu a casa do prefeito pela segunda vez! - relatava em tom acusatório, o que só agravava ainda mais o choro do garoto. Formantis dava uma profunda e lenta respirada, sonoramente falando — E por que vocês estão aqui, pressionando uma criança? Deixem que eu resolvo a situação, vão para as suas casas, ou para onde tiverem que ir... dispersem, dispersem - com isso, podia-se ver um pouco da autoridade exercida pelo prefeito e, também, o constante fato de ainda referirem-se ao morto com tal título¹.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Dentre as pessoas que resolviam se retirar do local, Akira podia escutar alguns murmúrios — Esse pivete acha que só por ser o sobrinho do prefeito e por estar no cargo tem alguma moral! Eu que não aguentar esse aí, nunca foi homem bom - o discurso, em bom tom rabugento, não passava despercebido. Escutando-o, Geraldine ficava visivelmente incomodada, remexendo-se em seu lugar e olhando para as pessoas que haviam passado, com um semblante misto entre frustração e raiva. Havia muito ali que Akira ainda desconhecia entre as relações de cada figura envolvida nesta macabra trama.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto isso, o filho mais novo do Bob continuava a chorar. Formantis se aproximava do rapaz, trocando algumas palavras e levantando-o — Você entende que é errado fazer isso? - o garoto com os olhos marejados assentia timidamente com a cabeça — Bem, agora vá para casa e fale com seu pai. Diga a ele que mandei os meus cumprimentos, e não volte a fazer isso, certo? - tratava da situação com extrema delicadeza, batendo mão com mão, em cumprimento infantil, de forma que a criança assentia uma última vez, limpando as lágrimas e correndo em direção à sua casa. Nesse momento, a multidão olhava para a cena, apreciando o ato e dando as vênias pelo simples solucionar da situação. Outras pessoas se mostravam indignadas, no entanto, alegando que aquilo era uma profanação e que palavras delicadas seriam apenas remediar o problema. Entre as acusações, dizia-se que o garoto havia ali entrado para roubar algo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No momento em que todas as atenções estavam direcionadas à algo, Akira pôde ver de relance o prefeito colocar algo em seu bolso. Havia sido apenas uma leve impressão, mas, de toda forma, uma impressão — Parece que houve um pequeno mal entendido aqui. A família do garoto não passa por boas condições... que nem muitas aqui. Sabendo disso, a criança quis trazer algo para casa, achando que estaria fazendo algo bom se ajudasse nas despesas, mas acabou por fazer algo errado, ingenuamente - o atual prefeito se dirigia à Akira e Geraldine — Iamos entrar na casa, não é mesmo? Bem, agora temos um pretexto - gesticulava, chamando Akira para que o acompanhasse.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ali na frente estava uma casa que nem as demais outras. Paredes de madeira, pilares e telhados tronchos. Logo de cara, a janela frontal estava fechada, mas a porta encontrava-se entreaberta, convidativa.





¹ Isso aqui é só para deixar claro que é proposital. Se causar alguma confusão é por ser confuso mesmo. O ex-prefeito que morreu ainda é chamado de prefeito, uma vez que foi fato recente a sua morte, ainda não aceita popularmente.


Off

Falei ontem de noite, mas as horas voam, mas aí está!

Ao avaliador, a parte editada foi:

Citação :
No momento em que todas as atenções estavam direcionadas à algo, Akira pôde ver de relance o prefeito colocar algo em seu bolso.

Essa frase, anteriormente, não havia deixado claro que era o próprio prefeito pondo algo em seu bolso. Foi realmente um equívoco meu.



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Última edição por Kekzy em Dom 08 Set 2019, 19:33, editado 2 vez(es) (Razão : Uma frase minha não ficou clara e acabou prejudicando o post do jogador. Avisei-o discord e também editei aqui.)
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Ceji
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyDom 08 Set 2019, 19:16

For Whom The Bell Tolls - Parte V

Quanto mais ouvia Formantis falar sobre a tal situação do cadáver, mais e mais eu ia via minha curiosidade aumentar. Ele havia dito por mais de uma vez que não haviam achado nada no cadáver que fosse uma prova real de um assassinato, então como tinha tanta certeza e convicção de que fora um? Se ele estivesse com fortes suspeitas eu entenderia, eles viviam com a vítima e sabiam do contexto geral, afinal, mas aquela convicção era no mínimo estranha. De acordo com ele, eu "veria o que ele queria dizer" quando visse a cena, mas realmente está era tão anormal? Minha mente custava a crer - "Se isso for realmente como ele diz, então existem detalhes do caso que eu ainda não sei... Eu não posso ficar alheio assim, senão vai ser um esforço perdido - Pensava comigo mesmo. Claro, aquilo estava no início, eu sequer havia visto a cena, era normal eu não ter todas as informações, mas não significava que não pudesse ficar incomodado com isso.

Chegando finalmente no local, foi um tanto decepcionante ver que a algazarra toda havia sido feita por causa de um pivete. Eu sabia que as chances eram poucas, mas eu tinha esperanças de que fosse algo que ajudasse a dar luz aos eventos do crime; talvez eu tive expectativas demais? Não sabia ao certo, mas, bom, não é como se o garoto não tivesse absolutamente nenhuma relação com o crime. De acordo com a multidão, o rapazinho havia sido pego após entrar na casa do falecido para pegar algo; por mais suspeito que fosse, ele era apenas um moleque, desconfiar dele não seria saudável para a investigação, mas não me impedia de me questionar o que ele havia ido pegar - "Ele obviamente não me responderia caso eu perguntasse, apenas o prefeito conseguiria fazer ele falar, mas agora temos outros focos" - Em valores relativos, eu mal tinha uma hora para ver a cena, o que era pouco tempo para alguém que não era lá um especialista naquilo. Não podia ficar gastando meu tempo com os assuntos do garoto, não agora. Talvez mais tarde valesse a pena dar uma olhada naquilo, mas não demorou para que minha mente deixasse aquilo de lado.

Uma coisa que eu não consegui deixar de lado, porém, foi como chamavam o falecido de Prefeito também. Sinceramente, já havia o prefeito da cidade e o prefeito da vila para me preocupar e distinguir, e agora teria que me preocupar com um terceiro?! Eu entendia que podia ser difícil aceitar que ele havia morrido, mas ninguém parou pra pensar o qual confuso aquilo podia ser para alguém de fora?!? Ah, claro que eles não pensaram, se pensassem não teriam posto o nome do cargo de prefeito, de toda a forma. Era óbvio que eu não iria reclamar em voz alta, não saberia lidar com os olhares e críticas se o fizesse, mas era sinceramente frustrante ter que me esforçar para sempre juntar o contexto para saber de qual prefeito estavam falando. Algumas vezes era até fácil, mas em outras... - "Sigh, é melhor aceitar e lidar com isso de qualquer forma. Com o tempo devo me acostumar, só espero que não me atrapalhe até lá, especialmente já que um dos três é justamente a vítima..." - Refletia, já me sentindo um reclamão por me incomodar tanto com isso, mas ignorando esse fato.

Logo a multidão começou a se dispersar e nos vimos em frente à casa do falecido. Mesmo tendo pedido para entrar, eu não podia deixar de sentir um certo nervosismo. Eu nunca havia mexido em um cadáver, mesmo já tendo visto alguns, então podia apenas torcer para que não tivesse nenhuma reação adversa. Antes de entrar, porém, não conseguia deixar de olhar de relance ao bolso de Formantis. Durante o tumulto ele havia mexido em alguma coisa lá, talvez guardado algo, mas o grande problema era... O que? Estávamos no meio de uma multidão, resolvendo o problema de um garoto que havia invadido a casa do falecido, como ele havia pego algo para guardar, e o que isso era? Aquilo era suspeito, mas eu sabia muito bem que podia ser apenas uma paranoia minha, uma vez que havia sido algo muito rápido. Talvez eu tivesse visto errado, ou talvez fosse algo completamente inofensivo e comum. Quem sabe ele não tinha um relógio de bolso ou alguma outra coisa que foi apenas dar uma verificada enquanto eu não estava olhando? Sim, podia ser isso, mas eu não podia me deixar convencer por "talvez" e desculpas. Meu papel ali era achar o culpado, e pra isso eu precisava levar todos os mínimos detalhes em conta, mesmo que pra isso precisasse desconfiar de todos.

Após resolvida a questão dos bolsos, era a hora da verdade, a hora de entrar na casa. Eu não estava lá tão preparado, mas comparado a falar na frente de uma multidão atenta aquilo até que parecia moleza. Infelizmente, comparar com algo pior não deixava aquela situação mais fácil, e eu sabia disso. Mesmo tendo sido ideia minha, não era como se eu tivesse lá muitos conhecimentos sobre como analisar um cadáver, uma vez que eu nunca tinha o feito ou visto alguém fazer. Por causa desse infortúnio e por eu não ter tempo de fazer pesquisas sobre o assunto, não restava o que fazer além de confiar na minha capacidade de raciocínio convencional, coisa que, por mais que eu me achasse bem inteligente, talvez não fosse o bastante - Bom, podemos começar com você me contando o que já acharam e que fazem vocês afirmarem com convicção ser um assassinato - Dizia, esperando que essas informações dessem uma luz à situação. Após o ouvir, eu analisaria o ambiente em busca de objetos fora de lugar, como copos, objetos caídos, coisas quebradas, ou até itens que normalmente não seriam encontrados no cômodo onde a cena de localizava. Além disso, também daria uma olhada no corpo, caso este ainda não tivesse sido removido por causa do funeral. Eu buscaria contusões, vermelhidões, cortes, arranhões, perfurações... Qualquer mínima coisa que pudesse indicar algum combate ou algum golpe desferido contra ele, até mesmo um golpe na cabeça que pudesse ficar escondido pelo couro cabeludo. Caso nada disso desse resultados, se nem mesmo houvesse marca de agulha em algum ponto de seu corpo, as possibilidades cairiam consideravelmente - Olha... Eu não achei nada. No caso de assassinato mesmo, a última coisa que consigo pensar que tenha o matado é veneno, mas não passa de uma hipótese. Para confirmar ou descartar isso, precisaríamos analisar uma amostra do sangue dele, mas eu sequer sei onde poderíamos fazer isso... - Falaria, um pouco frustrado, coçando a cabeça com a mão esquerda.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyDom 08 Set 2019, 23:07


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A madeira rangia ao subir os pequenos degraus. A pequena varanda dava apenas para alocar duas ou três cadeiras e passar o dia conversando. Formantis colou na entrada da casa, esperando Akira — A energia foi cortada. Está de tarde, então não há problema, mas como pode ver, não funciona - o prefeito empurrava a porta, deixando-a completamente aberta; ligava o interruptor do lado de dentro, que apesar dos clicks, nada fazia — Eu chequei brevemente a fiação que estava à vista. Parece ter sido cortada mesmo lá em cima - apontava para o lado da rua, em direção a um dos postes. Lá, o poste torto estava emaranhado de fios que seguiam para as demais casas; o que alimentava a dita residência pendia ao lado da haste.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Formantis dava o primeiro passo para dentro — Aqui é a sala de estar - apresentava. Na sala, havia uma mesa e quatro cadeiras, dentre as quais duas estavam desarrumadas; uma janela fechada; um raque, com três gavetas; dois vasos acima do referido móvel e um tapete de boas-vindas dobrado, do qual o prefeito havia desviado — Procurei deixar tudo como estava. Tivemos aquele pequeno incidente, só espero que o garoto não tenha mexido em nada essencial... porém, creio que não, ele estava procurando algo que pudesse vender na feira - dizia — Aqui não há muito a se ver, de toda forma - o prefeito seguia em frente, passando para o próximo cômodo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Os espaços era interligados por um corredor. Aquele recinto era repartido por uma divisória. Do lado que eles encontravam-se, ficava a cozinha; do outro lado, o quarto. Na cozinha, havia um móvel com cinco gavetas, com pia acoplada e uma faca jogada na superfície; um fogão, com um panelão em cima; uma prateleira, com outras panelas e itens de cozinha e um armário — Bem, aqui... - gesticulou, dispensando as palavras. Continuando percurso para o quarto, Formantis fazia uma breve pausa — Este é o quarto em que ele dormia. Não é muito grande, ele nunca foi de passar muito tempo em casa, sequer... mas é aqui que acredito que tudo aconteceu - dizia, com certo pesar na voz, permitindo a entrada.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Lá, não havia senão uma cama, do lado contrário da janela; um pequeno móvel, com uma gaveta, o qual servia de suporte para o abajur — Ali - o homem apontava para a janela, a qual estava escancarada — Ela foi arrombada, de alguma forma - mostrava, aproximando-se e mostrando que o dispositivo que mantinha ela fechada estava quebrado. Era grande o suficiente para uma passar, ainda que fosse necessário tempo e alguns cuidados, se a finalidade fosse ser sorrateiro. Do outro lado do cômodo, a cama estava completamente desarrumada, com o travesseiro ainda afundado com o formato da cabeça do indivíduo que havia dormido ali. Por fim, no canto da parede.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Como Akira esperava, o corpo já não estava mais ali. Ainda que desejasse que estivesse, seria inocente de sua parte acreditar que ali ficaria. Ademais, a cena já havia sido violada pelas pessoas que foram responsáveis por erguer o seu corpo da cama e levá-lo alhures. Todavia, Formantis sabia da importância do corpo para o caso — Se você precisar ver o corpo, que eu acredito que precise, posso arranjar um tempo, mas temos que ser ainda mais rápidos... - informava — Há algo que você queira ver por aqui, ainda? - indagava.

Off

Busquei detalhar bem o cenário, deixando algumas possibilidades de interpretações e também de lugares que você queira ou não olhar. Considerando o tempo disponível in-game, existem detalhes na casa que eu não narrei, mas que serão narrados caso você opte por uma investigação mais intensiva. Todavia, isso vai retirar parte do tempo disponível para investigar o corpo. Então, aqui estou te dando escolhas que podem afetar a narrativa, seja pelo sucesso da empreitada, seja por um bônus a mais que o normal, gosto de programar algo nesse sentido.

Sobre as possibilidades de interpretação que deixei em aberto, é que eu poderia narrar que você perceberia que aquilo foi deslocado do lugar por X motivo, mas vou deixar todo o raciocínio para você. As coisas já estão definidas desde um primeiro momento, eu não vou mudar mesmo você acertando o plot de primeira, pois vejo como uma forma de recompensa, mesmo que dê a impressão de que foi fácil, etc, o que até me dói porque significaria que eu não me empenhei o suficiente, mas é isso, não sou o Oda, mas espero que aproveite!


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptySeg 09 Set 2019, 12:12

For Whom The Bell Tolls - Parte VI

Assim como eu já esperava, aquela era uma baita situação complicada. Quem quer que tivesse feito o crime havia se dado ao trabalho de sumir com todas as provas mais imediatas e claras, o que me forçava a ter que prestar muito mais atenção nos pequenos detalhes, em busca de coisas que o culpado não houvesse percebido. Isso não era uma tarefa nada fácil, mas eu preciava tentar. Além do mais, o fato de muitas pessoas já terem entrado e saido, especialmente pra mover o corpo, deixava qualquer detalhe pouco confiável, uma vez que poderia ter sido mexido já após a morte da vítima... Era óbvio que só com aquilo seria impossível dar uma prova concreta de assassinato ou até mesmo rastrear o culpado, mas ao menos alguma direcionamento deveria ser possível de de extrair dali - "Droga, se eu ao menos tivesse estudado um pouco sobre rastreio, tenho certeza que seria útil. No momento eu sou basicamente um leigo bancando detetive apenas por ter inteligente... Espero que dê minimamente certo..." - Refletia comigo mesmo, chateado não só com o pouco tempo que tinha, mas com meu próprio despreparo para aquele tipo de situação.

Bom, já que eu não tinha nenhum conhecimento especializado na área, só significava que eu precisava trabalhar o dobro, não, o triplo nos raciocínios e deduções. Não podia deixar nada passar. Conforme vagavamos pela pequena casa, meus olhos iram frenéticos de um lado para o outro, tentando observar cada canto do edifício, tentando achar casa mínimo detalhe fora do normal, tentando encaixar cada uma das poucas informações que tinha sobre a vítima para conseguir montar um perfil e poder saber o que estava fora do mesmo. Era uma tarefa difícil, talvez mais difícil do que qualquer coisa que eu já havia feito, mas não era impossível. Sempre que via algo minimamente estranho, logo "anotava" mentalmente, e logo que chegamos ao quarto, já possuía uma lista de detalhes suspeitos - "Tudo bem, preciso rever o que já achei até agora. Pista um: Fios cortados. Por algum motivo, alguém, possivelmente o culpado, não queria que houvesse energia na casa. Pista dois: Duas cadeiras deslocadas na mesa. Se o antigo prefeito morava sozinho, porque haviam dias cadeiras puxadas? A única explicação era que ele havia tido uma visita pouco antes de ser assassinado, e possivelmente haviam jantado juntos, dado a panela fora da prateleira e a faça na pia. Pista três: A janela escancarada. Dificilmente alguém normal iria arrombar a janela, o que só podia sognificar que foi feito pelo culpado, para entrar, para sair... Ou para despistar o foco de quem fosse investigar" - Terminava a linha de raciocínio com as três maiores pistas que havia achado.

Por algum tempo pensando, nenhuma das postas parecia se encaixar. Eu não conseguia pensar em cenário nenhum que que as três coisas conseguirem se encaixar, o que estava me deixando um tanto frustrado. Foi só quando decidi analisar as pistas individualmente, cogitando que o culpado tenha posto pistas falsas, que algumas coisas passaram pela minha mente. A morte que pareceu natural, sem marcas de golpe, a visita jantando com a vítima... Talvez a teoria sobre envenenamento não fosse não maluca assim. Isso explicaria algumas coisas, mas ainda deixava a janela arrombada e os fios cortados um tanto deslocados. Sabia que podiam ser pistas falsas, mas os largar assim seria ingenuidade - Um instante - Diria, indo até a janela. Não iria mexer muito nela por medo de fazer alguma peça soltar, mas analisaria ela em busca de um simples fator, de que lado a trança havia sido quebrada. Se houvesse sido por fora, teria sido feita ou quebrado a janela e enfiando as mãos para dentro, mas teria feito muito barulho, ou arrancando a janela da posição, fazendo a trança se partir. Se houvesse sido até arrombada por dentro, apenas a trança estaria danificada, e de uma forma muito mais cuidadosa. Se fosse esse segundo caso, significaria que aquilo ou havia sido quebrado para que o culpado saísse, ou havia sido feito como posta falsa, e em ambos os casos só uma pessoa pareceria plausível de fazer aquilo, a pessoa que visitou a vítima.

Minha mente estaria a mil enquanto analisaria a trava da janela, mas mesmo assim demoraria alguns instantes para eu me recordar de uma informação um tanto deslocada que eu havia me deparado a não tanto tempo: O garoto que havia entrado na casa da vítima mais cedo pegar algo. Formantis havia sido bem leviano com ele e logo o liberara, mais ou menos no mesmo instante que guardava algo no próprio bolso. Antes eu havia deixado essas coisas passar, mas será que eram mais relevantes do que eu imaginava? Eu não queria ter que suspeitar de Formantis, mas esse tipo de coisa não me deixava escolhas. Ele era influente na vila, provavelmente conseguiria facilmente um jantar com o prefeito, ainda mais aparentemente tendo sido sobrinho do mesmo. Em um jantar seria fácil envenenar a comida, e depois ter deixado algo relacionado a isso na cena e pedido ao garoto recuperar para ele, mas... Nesse caso, porque arrombaria a janela? Para dizer que alguém entrou para assassinar ex-prefeito e poder usar isso como forma de despistar qualquer tipo de pistas de si? Talvez, mas era estranho. No final, isso não passava de uma teoria, uma de muitas, e eu não podia me apoiar demais em uma teoria. E, é claro, não diria isso para ele. Eu não tinha provas o suficiente para fazer uma acusação dessas, e não queria passar vergonha caso estivesse completamente errado.

- Tudo bem, você tem razão, não tem muito mais o que vermos aqui - Diria, me virando mais uma vez para ele - Mas antes, uma última coisa. Sabe se alguém veio aqui na casa do ex-prefeiro no dia anterior ao que acharam o corpo? Você disse que ele não passava muito tempo aqui, então talvez seja difícil que venham o visitar aqui, mas... - Questionaria, na esperança de uma resposta positiva, o que seria uma pista sobre o culpado. Se ele falasse que ele mesmo havia vindo ali, minha suspeita sobre ele só cresceria. De qualquer forma, iria com o atual prefeito ver o cadáver. No local, estaria analisar o corpo em busca de marcas que pudessem indicar golpes, como cortes, perfurações, marcas na pele... As vezes não haviam achado nada por não terem buscado direito, mas buscar com mais afinco não significaria que seria desrespeitoso com o cadáver no processo. Procuraria qualquer mínima marca, até mesmo pequenas marcas de agulhadas, uma vez que eu não podia deixar passar coisa que outros deixaram passar. Se nada desse resultados, mais uma vez a teoria do envenenamento retornaria a minha mente, e me pronunciaria para Formantis, prestando muita atenção em sua expressão para poder notar caso ele tivesse alguma reação suspeita - É, não achei nada relevante. Considerando a falta de marcas no corpo, a única coisa que consigo pensar que poderia o matar, fora alguns doença ou processo natural, seria envenenamento - Diria a última parte, buscando ver se ele se surpreendia ou se sentia repentinamente desconfortável - Infelizmente não é tão simples conformar isso. Precisaria de uma amostra do sangue dele e procurar algum local dispostos fazer a análise, que é normalmente feita pela marinha. Fora isso, não sei o que mais teria para verificar nas cenas...

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyTer 10 Set 2019, 07:53


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]As hipóteses começavam a se formular na sagaz mente de Akira. Haviam muitas coisas as quais gostaria de dedicar mais atenção, mas o tempo era escasso. Chamava-lhe mais atenção, no momento, a janela. A lógica era precisa e, observando o mecanismo da janela, pôde observar que bastava o ferro da trança ser puxado para que ela pudesse ser aberta. O tempo despendido ali era frutífero. Os maiores indícios conduziam a crer que a janela havia sido arrombada pelo lado de dentro, uma vez que a trança estava quebrada, mas o corpo de madeira não parecia ter sofrido violência alguma, senão os desgastes do tempo. Se aquilo era resultado de uma pista falsa ou para que o culpado saísse, ou até uma terceira coisa, ainda cabia à Akira decidir.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Haviam diversas fatos que incomodavam Suzuki, entre eles, a impressão que ainda restava em sua cabeça. Sem conseguir  afastar aquela imagem, a garota tinha uma hipótese se macabra a considerar — Sei sim... um dos representantes de Yohan, o prefeito da cidade, veio ao encontro do prefeito. Não sei dizer, porém, se eles vieram até a sua residência - informava. Akira considerava a residência já havia ofertado o que ela poderia oferecer. Dessa forma, junto a Formantis, retiravam-se da casa, deixando para trás a casa do finado. Do lado de fora, já não podiam mais encontram Geraldine.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Não fica muito longe daqui - o homem apontava a direção, tomando a frente no caminho. Caminhavam vila adentro e agora era inevitável ser vista pela população. Estando ao lado do prefeito, Akira já começava a levantar alguns murmúrios — É melhor eu esclarecer as coisas primeiro. Assim que estiver liberado para você entrar, chamarei - já em frente ao local, o qual não se distinguia muito das demais casas, Formantis entrava na funerária e, só alguns minutos depois, voltava para convocar Akira. Durante aquele tempo, várias pessoas já se reuniam prlas redondezas.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Permitida a sua entrada, Akira fora guiada até a sala onde encontrava-se o desejado corpo repousando em cima de uma cama — Pedi para que eles o deixassem aí, assim você pode trabalhar melhor - dizia. O corpo estava coberto por um fino lençol. Na sala, estavam apenas Akira e Formantis. Assim, o cadáver do ex-prefeito era perquirido. Com um olhar cuidadoso, Suzuki procurava por indícios que pudessem revelar a natureza da morte. Não era fácil, no entanto. Apesar do seu esforço, não era como se tivesse a experiência necessária para tal. O homem era robusto, gordo, barbudo, tinha a aparência de um minerador aposentado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O finado, sem dúvidas, havia sido periciado, respeitadas as poucas condições que o local podia oferecer. Todavia, algo havia passado despercebido pelo olhar dos demais; mas, para os da caçadora, não. Abaixo das banhas de gordura, na altura entre o cóccix e a cintura, uma pequena marca podia ser vista. Lembrava em muito a marca de uma agulha. Podia ser algo. Também não podia ser nada, visto que haviam outras marcas estranhas de alergia pelo corpo. De toda forma, naquele pequeno buraco, havia uma ínfima casca de sangue seco.


Off

Postei no celular logo, esperando a aula começar, já que parte estava feito. Porém, admito que deva ter mais erros que no computador. Irei revisar assim que possível. Qualquer coisa, avisa!

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyQua 11 Set 2019, 09:54

For Whom The Bell Tolls - Parte VII

Assim como eu esperava, achar alguma pista no cadáver não seria nem um pouco fácil. Formantis havia dado um jeito de me por na dentro e ainda de deixar o corpo em um local apto para a analise, mas não demorou para que eu percebesse porque não havia sido achado nada antes nele. Era provável que outros houvesse ido analisar o cadáver, visto que eles sabiam como o deixar quando Formantis o avisou da minha ida, mas aquele ex-prefeito era um cara bem complicado de se analisar. Um tanto gordo e peludo, procurar marcas em seu corpo era uma tarefa não tão fácil, e ficava ainda pior procurar por marcas pequenas, uma vez que nenhum ferimento claro existia ali. Além do mais, mecher na pele nua naquele cara não era algo nada confortável, o que prejudicava mais um pouco minha performance. Mesmo com tudo isso, até eu me surpreendi por achar algo: Uma sutil marca de sangue seco perto da cintura, indicando uma clara perfuração de agulha. Aquilo talvez não houvesse sido visto pelas pessoas que analisaram o corpo antes, e eu certamente só havia visto por estar procurando aquele tipo de coisa ativamente.

A marca de agulha era um achado importante, mas se fosse realmente o método de assassinato, descartava completamente minha teoria sobre o veneno na comida. Bom, uma pista era uma pista. Mas mais do que isso, eu precisava ter em mente que aquilo podia não ser nada, ser apenas uma ação rotineira do ex-prefeito. Talvez ele tivesse algum problema de saúde que exigisse injeções, e ter tomado uma logo antes de ser assassinado, mas algo nessa explicação ainda me soava estranho. Pelo que eu havia falado e visto, a vila dos trabalhadores era um lugar bem pobre, como ele teria tido condições de conseguir remédios para um problema de saúde, mesmo sendo prefeito? Era óbvio que eu precisava de mais informações sobre para poder afirmar qualquer coisa, então logo me viraria a Formantis. Eu não confiava 100% nele, mas era o único que eu podia fazer esse tipo de questionamento, fora o fato de ele ser parente do falecido, o que aumentava as chances de ele saber de algo - Err... Senhor, uma pergunta. O ex-prefeiro, ele possuía alguma doença que exigisse medicamento ou injeções? - Perguntaria, após dar um passo para tras, me afastando do corpo. Caso a resposta fosse positiva, prosseguiria - Eu agradeceria se pudesse me falar mais um pouco sobre. Qual problema era? O que ele usava para controlar? Como conseguia esses materiais? - Farias perguntas tentando fazer não parecer um bombardeamento. Caso a resposta fosse negativa ou de dúvida, porém, minha mão iria ao queixo, pensativo - Bom, então eu acho que tenho uma pista.

Virado agora para Formantis, meus olhos cruzavam os dele, quase como se dissessem que eu ainda não havia acabado. Era estranho como eu não tinha mais tanto nervosismo perto dele, talvez por ele não ter dado nenhum indício de suspeitar do meu segredo durante esse meio tempo? Podia até ser, mas meu foco no caso talvez estivesse contribuindo - Antes de seguirmos, na verdade, eu preciso te perguntar uma coisa, e é melhor que seja aqui, onde estamos sozinhos. Já que estamos trabalhando juntos, temos que confiar um no outro, e eu gostaria de esclarecer qualquer mau entendido que possa ter, então... - Dizia, de forma a ficar fortemente implícito em minhas palavras que eu não desconfiava dele, embora eu desconfiasse um pouco sim - Quando houve aquele problema com o garoto, durante a dispersão da multidão, eu vi você guardando algo discretamente no bolso. O que era? - Meu tom não era de pressão e sim de dúvida. Não queria fazer ele se sentir em um interrogatório, pois, caso eu estivesse errado, ser agressivo poderia fragilizar a confiança dele. Eu, é claro, discretamente manteria atenção na sua face, para ver se ele se sentiria tenso com aquela pergunta ou se expressasse algum sentimento não usual diante daquilo. Independente da resposta que desse, mesmo que fosse uma mentira esfarrapada, suspiraria - Tudo bem, perdão pela intromissão. Vamos para fora, lá eu te falo as pistas que já consegui - Mas, caso ele se recusasse a responder, insistiria - Senhor, tem certeza sobre isso? Antes eu perguntava pela possibilidade de ter sido o recolhimento do que quer que o garoto houvesse pego na casa, mas agindo desse jeito você realmente fica suspeito - Tentava por uma última vez fazer ele falar, mas logo desistiria caso ele se mantivesse impassível, mas dessa vez com ainda mais suspeitas.

Do lado de fora, buscado um local com não tanta gente, começaria a falar, independente de como houvesse agido quanto as minhas perguntas no lado de dentro do edifício - Bom, eu achei duas coisas principais. A primeira foi uma marca de agulha na cintura do corpo do ex-prefeiro. Podem ser muitas coisas, então não posso afirmar desde já o que é, mas existe uma possibilidade de ter sido usado pelo responsável para forjar a situação, mata-lo de forma discreta - Diria, estalando os dedos da mão direita antes de prosseguir - E a segunda coisa... Alguém esteve na casa do ex-prefeiro logo antes da morte. Não invadindo, mas como convidado. Haviam duas cadeiras puxadas e uma panela na pia, o que é estranho para alguém que supostamente morava sozinho e não passava tanto tempo em casa. Voce falou sobre o representante de Yohan, então entende onde eu quero chegar? - Meu olhar de desviava dele, olhando à minha frente. É claro que eu desconfiava do representante do prefeito da cidade, mas eu também desconfiava de Formantis, só não diria isso em voz alta - Não podemos pular para conclusões, mas seria ideal se pudéssemos achar algumas testemunhas do encontro dos dois. Desde o horário da vida, local e saída do mesmo. Acha que pode ter alguém que saiba dessas coisas? - Jogaria a "bola" para ele, já que ele quem conhecia o pessoal ali é saberia resolver isso melhor que eu. Caso ele dissesse que ele era uma testemunha, eu estranharia - "Ele não havia dito antes que não sabia sobre o local de encontro dos dois?" - Mas, sem querer deixar a suspeita transparecer, acenaria positivamente - Tudo bem, mas o ideal seria ao menos três testemunhas, para termos uma melhor exatidão.

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptySab 14 Set 2019, 01:02


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Apesar dos óbices, Akira lougrava em obter novas pistas com a perícia do cadáver. Todavia, algumas hipóteses deveriam ser afastadas para que pudesse ter certeza de que a marca era obra de um assassinato. Apesar das suspeitas, Formantis ainda era uma boa fonte de informações, de forma que a caçadora não abria mão de questioná-lo — Medicamentos, sim, sim, ele tinha algo... nos pulmões, se bem me lembro, mas injeções, não, não que eu saiba - respondia, ponderando bem — Por quê? Encontrou alguma coisa? - o homem se aproximava, querendo ver o corpo também. Sua voz havia oscilado sutilmente — Vamos, diga! O que achou?! - não poderia distinguir se estava nervoso ou excitado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ainda assim, Akira continuava a perquirir o prefeito. O assunto mostrava-se sensível. Diante da pergunta, Formantis não respondia, fazendo-se de desentendido — Eu não sei do que está falando - já um pouco nervoso, sua voz dava um breve vacilada. Não satisfeita, Akira o presionava, deixando-o evidentemente desconfortável — Não houve algo assim! O horário do funeral já está chegando, é melhor irmos, o corpo precisa ser preparado para o velório. Você demorou muito vendo o corpo, temos que ir! - apressava, expulsando sutilmente a caçadora do lugar ao desviar o assunto. Soava até diferentemente rude no momento.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Era de uma grande frieza o que Akira estava fazendo. Mantinha o suspeito próximo a ela, mas também o usava para conseguir o máximo de informações possíveis. Era uma tarefa difícil, com um limiar tênue, na pior das hipóteses — Entendo... - o prefeito encontrava-se bastante pensativo após terem saído do local, estando de volta às ruas — Se precisa de testemunhas, creio que os vizinhos mais próximos são a solução ideal... mas não posso garantir que eles sabem de algo. Não é como se as pessoas aqui passassem seus dias em casa, a jornada de trabalho é de, no mínimo, oito horas, para a maioria delas - dizia.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Naquele momento, Geraldine vinha correndo em direção a Formantis e Akira, do final da rua até onde estavam — Prefeito! Prefeito! Yohan está vindo para cá! Ele vai participar do funeral! A comitiva já está a caminho! - dizia, apressada. Naquele momento, era como se Formantis travasse — Como assim?! - redarguia. Até mesmo ele estava supreendido pela visita inesperada — O que ele quer aqui? - indagava. Geraldine gesticulava de forma a entender que não sabia, olhando para Akira e acrescentando — A-acho que estão atrás de você... - complementava. A informação até mesmo surpreendia o prefeito. Pela expressão de ambos, era algo que nenhum dos dois compreendia.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ao longe, saindo da floresta, podia-se ver dois cavalos galopando na estrada. Era a dita comitiva. Ao lado dela, dois marinheiros fardados corriam ao lado. Na boa intenção em sua voz, Geraldine dizia — É melhor você sair daqui... Não acho que eles vem com boas intenções. Foi o que soube! - alertava, aproximando-se de Akira e tocando-lhe os ombros — Vá! Nós daremos uma desculpa! - alertava. Em contrapartida, Formantis era contrário, falando com firmeza — NÃO! Fique! Correr só nos dará problemas! - o real prefeito estava a caminho e, com ele, com certeza inevitáveisproblemas.


Off

Deu uma folga aqui naquela situação. Por agora retomamos ao ritmo normal!



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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyTer 17 Set 2019, 21:45

Hell Bells - Parte I

Eu não podia negar, quanto mais aquele caso avançava, mais minhas suspeitas recaia sobre Formantis. Ao mesmo tempo, porém, mais vontade eu tinha que deixar minha intuição de lado e acreditar nele. Eu não havia nenhum tipo de prova concreta contra o prefeito local, mas suas ações e reações eram mais do que suficiente para me fazer saber que havia algo de errado. Acreditar ou não nele era um dilema um tanto complicado, e eu não podia me dar ao luxo de descartar sua participação - "Mas..." - Eu sabia que podia estar pensando demais. Sabia como era ter parentes assassinados, Formantis podia estar estranho daquele jeito por ainda estar frustrado com o ocorrido, mesmo que, bom, essa linha de raciocínio não encaixasse com todos os ocorridos. Na verdade, o fato de ele ser familiar da vítima era justamente o que me fazia custar a acreditar que ele pudesse ter participação no crime, não por lógica, mas por eu não conseguir conceber como alguém poderia ter coragem de matar um ente. Aquilo um ponto bem complicado, especialmente pra mim, e por isso sabia que se eu estivesse certo, não haveria chances de eu deixar aquilo passar.

Deixando mais uma vez minhas suspeitas de lado, ainda havia uma coisa a se verificar, e era buscar por testemunhas. Não sobre o assassinato, claro, depois daquilo tudo seria um verdadeiro milagre se houvesse, mas sim sobre a vinda do suposto representante de Yohan. Eu havia perguntado antes para Formantis sobre isso pra ouvir algo da boca dele, e saber se isso havia ocorrido mesmo poderia por as suspeitas tanto em um quando em outro. Caso fosse uma mentira, o prefeito podia ter falado aquilo para se proteger, mas se fosse verdade haveria um novo suspeito. Pra dar um passo a mais na resolução do incidente, era essencial achar alguém que estivesse na área, mas... Eu sozinho com certeza não conseguiria. Perguntar para uma pessoa ou outra tudo bem, mas eu não me sentia confortável o suficiente pra sair por aí abordando a vila inteira até achar alguém, então isso seria uma baita complicação - "Droga... Cada vez mais tendo que depender do prefeito. Se ao menos eu conseguisse ter mais iniciativa sozinho..." - Pensava, um tanto irritado comigo mesmo. Se eu tivesse um pouco mais de conhecimento, se eu conseguisse me aproximar das pessoas sozinho, provavelmente não estaria atado ali. Eu poderia terminar a investigação muito mais fácil. Infelizmente nada é perfeito, e eu teria que me virar com o que tinha.

Eu estava a ponto de perguntar ao prefeito onde encontrar pessoas que pudessem ser testemunhas em potencial, quando, quase por intermédio do destino, uma voz atraiu toda a minha atenção - Geraldine? - Indagava comigo mesmo, supreso. Parecia que a moça só surgia para dar alguma notícia inesperada, e dessa vez não era diferente - Espera aí, como assim o Yohan vai vir pra cá? Que interesse ele teria vindo? Eu pensei que ele tivesse noção que as pessoas da vila suspeita_ - Minha análise era cortada na metade pela aparente explicação de Geraldine. Por cinco segundos meu corpo ficou travado, tensionado na posição em que estava quando fui interrompido, com uma vermelhidão rapidamente se expandido pelo meu rosto - ...EU?!?!? M-m-mas porque?!? - Apontava para mim mesmo com o indicador da mão direita, e começando a gaguejar. Alguém querer falar comigo normalmente não seria o suficiente pra me deixar tão nervoso, mas o próprio prefeito da ilha vir até o subúrbio apenas para me encontrar... Isso era outro nível. Com certeza aquilo iria se espalhar, e a última coisa que eu queria era ser reconhecido e observado a cada esquina que passasse. Pior que isso, pra falar a verdade, era apenas o tal rumor de que ele não tinha com boas intenções. O que eu havia feito para algo assim? Nada, eu não havia feito nada de errado. Engolia seco só de pensar o que poderia ser - "S-será que o assassinato foi realmente a mando dele? E agora ele se enfuteceu por eu estar indo atrás do culpado?! Se for isso, eu talvez tenha mais que um simples problema..." - Pensava tentando me acalmar e racionalizar aquilo, por mais difícil que fosse.

Não podia negar, fugir era tentador, e, tão logo Geraldine sugeriu, logo me deixei levar pelo medo - V-você tem certeza disso? Talvez seja melhor mesmo... - Dizia ainda assim com receio de o prefeito ver aquilo como uma fuga. Foi só quando Formantis berrou contrário àquilo que minha mente se acalmou; não pelo medo ter sumido, mas por simples e pura surpresa e desconfiança - "Ahn?" - Aquela quase imposição, por mais que eu entendesse parcialmente o motivo, era estranha. Ele parecia irritado com a simples possibilidade do prefeito não me encontrar - "Seja que ele já sabia disso? Ou eu estou pensando demais? - Só havia um jeito de saber, ficando e falando com o prefeito - Quer saber, você tem razão. Essa é a oportunidade perfeita para questionarmos ele sobre alguns assuntos. Eu não fiz nada de errado, pra que iria temer? Se for um mal entendido, preciso estar aqui para esclarecer - Dizia, me virando em direção à Formantis mais uma vez. Meu tom de voz era impassível, bem diferente do tom duvidoso e recolhido de antes. Meus olhos firmes se assemelhavam ao de um predador prestes a dar o bote; não um bote literal contra alguém, mas sim preparado para ir atrás do meu objetivo sem mais o medo e receio de outrora. Aquele era um sentimento que eu só sentia em combate, quando precisava provar minha força, mas naquele momento eu talvez estivesse em uma encruzilhada até semelhante, mas dessa vez tendo que provar minhas força de vontade e sagacidade.

Com os olhos fechados por alguns segundos, tentando retirar aquela expressão dura de minha face, logo sentia um vazio. Não era um sentimento nem nada do gênero, eu sabia bem o que aquilo era - "Droga, essa tensão toda esta me afetando. Meu corpo tá implorando por um pouco de cafeína..." - Pegar a garrafa na mochila e a guardar depois seria trabalhoso, e eu não queria tirar os olhos do prefeito ao longe por tanto tempo, então logo enfiei a mão no bolso para pegar os grãos que havia guardado anteriormente - "Vai ter que servir por enquanto" - E logo os botava na boca, triturando com os dentes. Ficaria ali esperando o prefeito se aproximar com a expressão mais amigável possível, após ajeitar minhas vestes para ter certeza que não havia nenhum botão solto ou coisa parecida. Caso ele viesse até nós e estivesse olhando diretamente a mim, falaria evitando olhar em seus olhos, para que não ficasse imaginando olhares estranhos e não falhasse na compostura - Bom dia, senhor. É comigo que quer algo? - Dizia a frase que havia repetido algumas vezes em minha cabeça para ter certeza de que saberia o que falar. Ali ao menos eu conseguiria falar sem problemas, só esperava que o desenrolar do encontro não acabasse me fazendo descarrilhar igual ocorreu quando ouvi a notícia.

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyTer 17 Set 2019, 22:58


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Exatamente como pensava, Akira encontrava-se em uma encruzilhada - literalmente. Podia fugir para qualquer lado que desejasse. Todavia, destemidamente persistia em ficar ali e assumir os riscos. A situação podia ser inesperada, mas dependendo de como as coisas se encaminhassem, bons frutos podiam ser colhidos daquele encontro; afinal, tratava-se do presidente de Baterilla. Para uma estrangeira, vê-lo pela segunda vez em um dia era um evidente traço de que o homem gostava de estar nas ruas; ou simplesmente sorte.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Sem arredar o pé dali, Suzuki assistia a carroça se aproximar rapidamente. Geraldine impressionava-se com a sua braveza, aturdindo-se por alguns segundos — Que perguntas?! Que perguntas valem a pena a sua liberdade?! Você vai ser preso, ninguém poderá te ajudar! - desesperada, fazia a caçadora balançar, instigando-a fugir — Xô! Xô! - tentava, uma última vez, vencida pela teimosia da garota. Formantis ficava um tanto apreensivo, logo mudando de ideia  — Escute Geraldine, é melhor você partir agora! Equivoquei-me, deixe o assunto para nós, veremos a intenção de Yohan primeiro. Logo depois, se possível, voltaremos a chamá-lo! - incitava.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Não muito tempo depois, a carroçava parava à frente dos três — Apresentem-se! - um dos marinheiros que montava um dos dois cavalos, identificado como um sargento, se aproximava — Vosso Prefeito pergunta por que estão inibindo o caminho? - indagava. No outro cavalo aparentava haver outro sargento,  enquanto dois soldados percorriam o caminho a pé, um de cada lado do veículo. Era uma estranha pergunta para a situação. Todavia, dentro da carroça, uma cabeça olhava para o lado de fora — Ora, se não é o pequeno Formantis! - a voz era bem postada; soava como se a todo momento o homem estivesse fazendo um beiço com a boca¹. A abordagem parecia pegar Formantis desprevinido, o qual levava algum tempo para se recompor  — É sempre bom vê-lo novamente, Prefeito. A que devo a honra? - o homem fazia uma curta reverência, assim como Geraldine.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O prefeito Yohan, então, descia da carruagem, auxiliado por um dos marinheiros — O funeral do meu precioso amigo, é claro... Eu e seu pai de criação construímos uma boa relação, depois de tantas adversidades... Oponentes na política, amigos além dela - o homem dizia com pesar, tirando a sua cartola e pondo-a na altura do peito. Seus cabelos brancos mostravam bem a idade que o seu rosto escondia — Com a sua licença, quem seria esse jovem rapaz? - de forma muito respeitosa, o real prefeito questionava e olhava para Akira — Essa velha memória ainda consegue se recordar do rostos que passam por essas ruas... lembro de tê-lo visto mais cedo - pontuava.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A situação parecia calma e muito aquém do alarmismo de Geraldine — Onde será o dito funeral? Este velho homem quer prestar as suas preces - dizia, confortavelmente ajeitando o seu terno. Durante a conversa, Akira perceberia algo sutil. Uma foice que não estava mais ali, encostada na parede da casa; algumas pessoas movimentando-se pelas ruas que ficavam ao entorno... não chegava a ser nada alarmante, mas chamava-lhe a atenção — Bem, então temos assuntos a tratar antes de começarmos o funeral... Akira, nos dê licença - dizia, dispensando a caçadora, como se não mais quisesse-a ali.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Enquanto isso, aquela estranha movimentação começava a ficar mais evidente; tomava forma. Parecia que algumas pessoas estavam se juntando ao redor de onde estavam; poucas, mas cada vez mais. Não muito tempo depois, após Formantis e o prefeito trocarem algumas formalidades e estarem prestes a entrar na carruagem — Sargento Hato, algo parece errado! - um dos soldados alertava, apontando para o final de uma rua — E ali também! - o segundo soldado apontava para outra. Várias enxadas, foices, martelos e ferramentas comuns ao campo e a outras atividades apareciam no limiar da rua com o céu. Pareciam apenas sombrar distantes, mas logo iam tomando a forma de uma multidão. Gritos indistintos podiam ser escutados ao longe, ficando mais audíveis à medida que se aproximavam — ASSASSINO! ASSASSINO! ASSASSINO! - parecia uma marcha furiosa rumo à guerra, pronta para eclodir no centro da encruzilhada onde Akira encontrava-se — TODOS A POSTOS! PROTEJAM O PREFEITO! - o Sargento se adiantou, fazendo a marinha adotar uma formação defensiva de um homem em cada lado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Em seu contato Geraldine, ao chegar na vila, Akira havia sido informada que os cidadãos da vila deveriam fazer uma decisão, razão de estarem tão apreensivos. Naquele dia, na recata Vila dos Trabalhadores, decretou a lúgubre frase: "regai a terra com o sangue dos pecadores".




¹ Faz aí, sério.


Off

Vamos tentar voltar no ritmo!



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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 3 EmptyQua 18 Set 2019, 14:34

Hell Bells - Parte II

O tempo parecia parado enquanto via a comitiva de Yohan de aproximar. Cara metro a menos o distanciando de nós fazia meu coração bater mais rápido, quase como uma orquestra performando a sinfonia de minha ansiedade, enquanto uma gota de suor fria escorria da minha testa. A inquietação era grande, e logo me pegava pensando do que aquilo poderia ser - "Geraldine havia falado sobre provisão, mas por qual motivo isso poderia acontecer? Eu cheguei na ilha ontem a noite, não fiz nada de errado, muito menos algo para justificar algo assim" - Sem me mover, olhava de canto de olho para Formantis - "Será que ele teria alguma relação nisso? Se ele fosse o culpado, poderia se interessar em fazer alguém se bode expiatório, mas..." - Com um movimento rápido e sutil, balançava a cabeça, com a frustração se misturando à ansiedade - "Não, se fosse assim ele não teria aceitado minha minha ajuda, ao menos eu acredito que não. Se expor tanto propositalmente mesmo sendo o culpado seria burrice, eu devo estar pensando demais denovo. Alem do mais, o proprio estava bem supreso com a vinda de Yohan, e ainda mais quanto a me procurar" - Deixava mais uma vez os pensamentos me escaparem, assim como havia feito tantas vezes antes nesse mesmo dia.

Foi só quando o prefeito finalmente se aproximou que eu consegui me acalmar. Eu esperava que ele chegasse nos abordando, vindo direto se dirigir a mim, mas a realidade foi bem diferente do que Geraldine havia vindo desesperadamente alertar - Perdão por não me apresentar. Sou Akira, um caçador se recompensas de passagem pela ilha. Cheguei ontem pela noite, então não tivemos muitas chances de nos encontramos, mas eu o vi hoje pela manhã nas ruas da cidade - Dizia, retirando o chapéu, pondo em frente ao peito e me curvando rapidamente, em uma rápida reverência, assim como o que os outros haviam feito. Me incomodava ele ter reparado tanto em mim a ponto de lembrar de meu rosto em meio àquela multidão, mas eu havia problemas maiores para me preocupar naquele momento. Logo botava o chapéu de volta na cabeça, me sentia mais confortável com ele, e me punha a olhar em volta. Ainda havia algo me incomodando mesmo após a introdução mais tranquila do que esperava de Yohan, e dessa vez tinha quase certeza que o problema não era ele.

Por mais que quisesse perguntar sobre o suposto representante do prefeito que havia vindo à vila, algo me dizia que não era uma boa hora, meus instintos pareciam querer me indicar outro detalhe. Uma coisa que havia chamado minha atenção, porém, era o quão amigavelmente ambos os prefeitos estavam conversando, a ponto de passarem a impressão de serem velhos conhecidos; na verdade Yohan até mesmo havia dito der amigo do antigo prefeito, e que havia vindo para o funeral. Por tudo o que a população da vila havia falado, eu imaginava um Yohan bem diferente, e até mesmo uma relação bem diferente da população com ele, mas eu sabia muito bem que aquilo podia ser coisa de Formantis - Tudo bem, eu acho. Até mais tarde - Dizia ao ser dispensado pelo mesmo. Não podia deixar de estranhar o quão amigáveis estavam sendo, até mesmo saindo juntos, e deixar de desconfiar de um trabalho em equipe, por mais estranho que soasse, àquela altura era impossibel - "Bom, não adianta ficar aqui parado. Se eles supostamente vão resolver coisas do funeral, segui-los está fora de cogitação, ainda mais após ser dispensado" - E estava prestes a me virar e sair por conta própria quando um brandar me impediu. Infelizmemte meus instintos estavam certos.

- O que?!? - Gritava de surpresa ao ver os civis rodeando Yohan. Eu sabia que a maioria ali jurava de pés juntos que a morte do prefeito havia sido obra dele, mas eu não esperava que fossem chegar ao ponto de tentar mata-lo por conta própria - "Urgh, justo em uma hora dessas!" - Reclamava sozinho, vendo a multidão aumentar cada vez mais, todos com "armas" em mãos. Naquele momento o desespero de Geraldine começava a fazer sentido, aquilo que ela havia falado era uma mentira para tentar nos afastar dali, para que Yohan estivesse sozinho na hora da emboscada - Geraldine. Você sabia disso? - Minha voz era dura. Não exaltada, não alta, mas impaciente e impassível - Não importa o quanto queiram Yohan morto, vocês estão o atacando apenas por suspeitas - Começava a falar, ameaçando pegar o Katar, mas logo desistindo e estalando meus dedos - Além do mais, tem noção do que acontecerá se matarem o prefeito legítimo da ilha?! Mesmo que consigam por algum milagre passar por dois sargentos, militares, sendo meros civis com bugigangas, haverá retaliação. Vocês acham que estão fazendo justiça, que estão se impondo diante do sistema, mas estão apenas cavando sua própria cova desse jeito - E, me virando novamente para frente, tentando decidir o que fazer naquele caos.

Eu sabia que a marinha possuia gente forte, mesmo que não fosse muito com a cara da instituição. Mesmo com todos os meus treinos, eu duvidava que conseguisse derrotar um sargento no mano a mano, e por isso tinha plena noção de que pra meros civis abrirem caminho seria bem difícil. O problema era que não só eram muitos civis enfurecidos, como havia boas chances de os marinheiros não poderem retaliar por risco de matar civis. Eu sabia que eles não matarem ninguém era uma coisa boa, mas tinha pela noção de que nesse caso eles não teriam condições de aguentar muito tempo contra tanta gente, por mais que houvesse uma clara diferença de nível. Eu não podia deixar que Yohan acabasse morto nas mãos daquelas pessoas, fosse ele o responsavel ou não; aquela era a hora de agir, só precisava saber como. Na verdade, infelizmente não havia muito o que pensar, não aquela altura, só restava tentar forçar o caminho para a carroça de Yohan conseguir sair dali. Rapidamente me botaria em movimento, correndo, tentando dar a volta na multidão. Se a carroça estivesse desobstruida ele com certeza sairia em disparada, mas se isso não ocorrece seria óbvio que algo ou alguém estaria bloqueando a passagem. Seria para la que eu tentaria me dirigir, por fora do cerco para evitar ser parado por algum dos civis.

Conseguindo dar a volta, tentaria trombar com as pessoas que estivessem ameaçando avançar pela frente da carroça, bloqueando o caminho dos cavalos, pondo toda a força que eu conseguia por. Eu sabia que aquele corpo feminino não tinha tanta massa muscular quanto teria se eu ainda fosse um garoto, mas todos os treinos que eu fiz antes de sair da minha ilha natal me davam confiança em minha força, ainda mais se somada com a força cinética de corrida. Caso não conseguisse empurrar todos, eu logo daria um salto para trás e me botaria em posição de ataque, desarmado, preparado para tirar a força todos os que eu não houvesse empurrado. Com punhos erguidos, tentaria manter a atenção a toda a minha volta, preparado para desviar de qualquer ataque desferido contra mim com um passo lateral ou simplesmente me abaixando; sempre que me esquivasse, tentaria contra-atacar com um soco, cotovelada ou joelhada na perna ou braco do alvo mais vulnerável a mim, com o intuito de o fazer derrubar a "arma" ou que caísse, quando então empurraria com força para fora do caminho. Caso nenhum ataque viesse, eu iria à iniciativa é tentaria ir até as pessoas no caminho e, mirando nos seus pontos de equilíbrio, empurraria eles com um braço e girando a cintura para imprimir a força do meu corpo inteiro, para que assim conseguisse projetar as pessoas de forma mais rápida e menos cansativa. Caso eu conseguisse abrir caminho para os cavalos e esses conseguissem sair, assim que percebesse isso eu rapidamente me agaixaria e daria um salto para conseguir agarrar a carroça e conseguir pegar "carona" nela, pra não ser deixado para trás. Caso não desse certo e eu percebesse que não seria possível desobstruir o caminho, tentaria saltar para fora do cerco por onde houvessem menos pessoas, para então me afastar conseguir ter uma outra visão da situação, torcendo pra não ser tarde demais ainda.
OFF:
 

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