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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 A Little Piece Of Heaven

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MensagemAssunto: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQui 18 Jul 2019, 17:13

Relembrando a primeira mensagem :

A Little Piece Of Heaven

Aqui ocorrerá a aventura do(a) Caçador de Recompensas Akira Suzuki. A qual não possui narrador definido.


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Ceji
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQui 15 Ago 2019, 12:58

Stranger In Paradise - Parte V

Finalmente havia conseguido recuperar todos os suprimentos que me faziam falta desde o naufrágio de alguns dias atrás, e, por mais estranho que pareça, me sentia um pouco vazio agora. Desde o dia anterior eu havia me esforçado tanto naquelas aquisições que agora não sabia o que fazer agora que havia terminado-o. Quer dizer, não era como de realmente eu não tivesse nada pra fazer; procurar mais por Tetsu, tomar um café, ler o jornal... Eu tinha coisas pra fazer, mas eram objetivos inconclusivos, apenas ações momentâneas que ou durariam pouco ou me fariam perder meu tempo sem muitos resultados. Feliz ou infelizmente ficar parado não era do meu feitio, então decidi seguir onde a fome me pedia pra ir: alguma padaria para tomar café da manhã. Mesmo com fome, não pude resistir ao meu olhar e faro que instantaneamente recaia sobre as chicaras de café que os outros clientes bebiam. Aquele ambiente logo me lembrava o quanto tempo estava sem tomar café, e a necessidade de cafeína logo batia com tudo - "Será que era por isso que estava começando a ficar letárgico, sem saber o que fazer? Ah, tanto faz, eu só preciso beber um pouco" - Pensava, enquanto fazia meu pedido.

Sentado em uma mesinha daquela lojinha, com o café em uma mão, jornal na outra e sanduíche na mesa, demorou um pouco a perceber como eu parecia um velho ali. Logo a figura do meu pai veio a minha mente, enquanto me lembrava dele naquele tipo de situação por tantas e tantas manhãs antes do seu falecimento. Um suspeito triste saia de minha boca enquanto baixava o jornal e café para dar uma mordida no sanduíche, ainda intocado graças ao meu impulso de beber o café o quanto antes - "Porque essas memórias tinham que voltar logo agora?" - Pensava, um tanto melancólico, antes de balançar a cabeça para poder me focar, agora de fora mais fácil pela cafeína agora presente no meu organismo - "Ok, ok, vamos lá, o jornal" - Dizia mentalmente, lendo mais uma vez as notícias. Cadeirudo degenerado a parte, o fato de só haver um suposto crime sendo noticiado apenas reforçava minha teoria, que ainda era confirmada por alguns homens conversando alto próximo a mim. Com as notícias e comentários, ficava claro que eu não teria muitas oportunidades naquela ilha, mas isso não significava que eu não teria nenhuma, ao menos se eu agissr rápido.

Após comer e sutilmente preencher minha garrafa térmica, segui meu caminho. Eu havia pensado em questionar os homens que fizeram o comentário, mas não consegui reunir coragem para tal, então teria que prosseguir apenas com as informações que possuía - Vila dos trabalhadores... - Falava baixo, para mim mesmo. Como antes, Tetsu ainda estava sumido, mas eu não iria tentar o procurar denovo, não depois da busca fracassada de antes. Ele provavelmente deveria estar cuidando de assuntos pessoais assim como eu fiz na noite anterior, provavelmente me procuraria depois de acabar, e com o fato dele me achar não seria problema, então não havia porque continuar me preocupando com ele. Eu precisava apenas me ocupar com algo produtivo enquanto isso, e a única coisa a se fazer agora era tentar juntar mais recursos, o que significava capturar algum criminoso. Por mais que supostamente não houvessem provas concretas do incidente que li ter sido um assassinato, o próprio fato de cogitarem isso indicava que as circunstâncias eram atípicas demais para ter sido uma morte natural, e isso por si só já valia a pena ser investigado.

Mesmo querendo ir dar uma olhada no local, porém, era melhor antes ter uma noção do contexto geral, é isso eu conseguiria no QG da marinha. Baseado no que os homens haviam dito, A marinha dificilmente ficaria parada diante daquilo, tentariam resolver o problema o mais rápido possível, o que, em teoria, incluiria em juntar o máximo de esforços para eliminar a ameaça. Eu iria ao QG da marinha na esperança de haver lá algum mural ou algo semelhante oferecendo recompensas por informações sobre o incidente, ou até mais. Dado que o jornal não tinha divulgado informações concretas, eu sabia que podiam não ter dado recompensas para um culpado que ainda só existia na teoria, mas justamente essa falta de pistas me faziam acreditar que deveriam estar oferecendo recompensas sobre pistas e informações do incidente. Porém, dado i pouquíssimo tempo que havia se passado desde a morte, eu sabia que existia a possibilidade de nem isso terem posto ainda, mesmo com a suposta eficiência da marinha local, e, nesse caso, não teria muito o que fazer lá. Eu não iria tentar questionar os marinheiros do QG sobre isso, obviamente, uma vez que chamar atenções e olhares era a última coisa que eu queria, mesmo estando com o corpo bem coberto, principalmente por saber que só minha presença lá já se destacava. Achando comunicados ou não sobre o suposto assassinato, logo me afastaria do local.

Independente do resultado da minha ida ao QG, meu destino em seguida seria a tal vila dos trabalhadores, uma vez que eu precisava ver com meus próprios olhos o que causava aquela dúvida sobre a possibilidade de ter sido ou não um assassinato. Primeiro, entretanto, eu precisava saber como chegar lá, senão nem isso eu conseguiria. Eu tentaria dar mais uma olhada no jornal para ver se havia algum endereço que eu pudesse usar como guia, além de buscar placas turísticas ao redor pra saber onde estava e se havia indicativos dessa tal vila lá. Caso nada disso desse certo, só sobraria a opção de perguntar a alguém, a opção que eu preferia evitar. Por algum tempo ficaria olhando as pessoas passando pela rua enquanto reunia coragem pra falar com algum desconhecido; procuraria alguém de aparecia simpática e que parecesse saber aonde ia, e então me aproximará Com l-licença? - Chamaria sua atenção, enquanto resistia ao impulso de esticar minhas mangas, para isso não acabar se tornando um hábito ruim - V-você saberia me dizer onde fica essa tal vila dos trabalhadores? - Perguntaria, me esforçando pra não quebrar contato visual. O olhar da pessoa diretamente a mim era um tanto incômodo, me fazia temer que fosse olhado com cuidado de cima a baixo, mas eu sabia que precisava me acostumar com esse sentimento, não fugir dele. Caso a pessoa me avisasse sobre o tal incidente, eu me pronunciaria - Eu s-sei, é que tenho um assunto a tratar lá, então... - Encerraria de forma não tão completa, como que esperando uma resposta sobre minha pergunta. Caso a pessoa se recusasse a responder ou não soubesse, suspiraria - Tudo bem, obrigado de qualquer forma - E iria em busca de outra pessoa, repetindo o processo.

Sabendo onde a vila dos trabalhadores se localizava, me dirigiria ao local e procuraria centros de comoção ou bloqueios da marinha; caso não pudesse ver a cena ou local por algum desses aspectos, tentaria questionar alguma pessoa próxima - Alguém sabe me dizer o que exatamente aconteceu? - Diria para ninguem em especifico no caso da comoção. No caso do bloqueio da marinha, questionaria alguém em especifico - Com licença, você sabe me dizer o que exatamente houve ali? - E, independente dos casos, se respondessem com "alguém morreu" ou algo similar igual ao jornal, tentaria insistir - Mas como ele morreu? O jornal falava disso, mas não deu nenhum detalhe...
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyTer 03 Set 2019, 01:00


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Vila dos Trabalhadores. Em Baterilla, esse era um lugar de conhecimento notório, ainda que não fosse muito bem visto. Para Akira, no entanto, tornava-se um lugar de mistérios, burburinhos e rumores. Como uma boa estrangeira, a mulher estava no centro da ilha, bem distante do lugar procurado. Sua busca no Quartel General da marinha não havia rendido resultado algum. Nada havia naqueles murais, senão informações velhas e algo sobre um tal "Cadeirudo", figura da qual já havia se inteirado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A ilha de Baterilla realmente parecia um lugar pacífico; assim presumia-se ao olhar-se para o quadro alocado frente ao quartel, onde os marinheiros haviam feito questão de deixar os cartazes de procurados com um grande X vermelho, evidenciando o bom serviço que faziam. Ali era uma terra com leis, afirmavam. Nada havia sobre a tal "Vila dos Trabalhadores". Talvez, se fosse um pouco menos tímida, conseguiria angariar algumas informações dos homens fardados. Não o sendo, restava fazer as coisas à sua maneira.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Folheava o jornal, na ideia de que ali acharia algo à respeito da dita vila. Não obstante a notícia, nada mais havia. Inclusive, naquela segunda olhada, notava o engraçado fato da manchete estar em uma das últimas páginas, em um lugar recato, no qual a letra chegava a ser até um pouco menor que o restante das novidades daquela página, que coincidentemente estava em caixa alta, com as letras em evidente destaque. De certa forma, esmagavam a referida notícia.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Não tendo maiores informações, começava a incomodar-lhe não ter um ponto de partida concreto. Saindo da sua zona de conforto, decidia por abordar um transeunte, o qual a dispensava por tratar-se de um turista; e assim também aconteceu com o próximo e a próxima. Haviam turistas além da conta ali no centro da cidade. Naquele grande esforço que era abordar cada pessoa, finalmente houve algum acalento, o qual vinha de uma mulher, que a recepcionava comumente — Pois não? - parecia uma mulher comum, com uma roupa mais robusta que a sua. Diante da menção da vila, a mulher, que antes sustentava uma face compassiva, passava a olhá-la de forma um pouco mais atenta, com os olhos castanhos e azuis fixados um no outro  — É claro, todos aqui sabem... Estrangeiro? - dava um tempo entre a pergunta e prosseguia — Bem, estou indo para lá. Não me incomodaria... - havia certo receio na voz da mulher. Akira poderia perceber que, depois do seu contato bem sucedido, no entanto, a mulher havia aberto uma distância maior entre ela.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Ambas caminhariam em um silêncio até constragedor pela maioria do caminho, resolvendo a mulher quebrar o gelo — Desde quando você está aqui na ilha? - indagava. Poderia perceber que a dita nativa, ao longo do caminho, havia aberto a sua bolsa, tirando de lá alguns pregos e colocado-os no bolso — Aliás... poderia dizer que tais negócios são esses? Não é um bom momento para chegar na vila, muito menos sendo estrangeiro, ainda que não lhe neguem a hospitalidade... recentemente não aconteceram coisas boas por lá - dizia, com as palavras contidas e carregadas de alguma tristeza, esperando alguma resposta em contrapartida.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A rua era larga, levemente movimentada. Já haviam se distanciado um pouco das proximidades do QG, passado por alguns grandes resorts e agora encontravam-se em uma área comercial. Pareciam estar rumando em direção aos subúrbios, rumo onde podia-se ver as copas das árvores ao longe.


PP - civil:
 


Off


Vamos começar! Vou tentar pegar o ritmo, então vou começar com calma, certo? Me inteirei da situação, mas não quero dar mais passos do que posso para não sair tropeçando. Qualquer coisa pode mandar mensagem no Discord, que respondo mais rápido por lá.

OBS: O PP é da Mikasa, Shingeki no Kyojin. Considerar apenas o visual.


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQua 04 Set 2019, 10:39

Stranger In Paradise - Parte VI

Desde pequeno eu nunca tive uma relação muito boa com marinheiros, e infelizmente não era por motivos infundados. Nunca conseguiria esquecer do dia do ataque dos piratas à minha ilha, e de como a marinha demorou horas para se mobilizar. Minha vida se desgraçou naquele dia, algo que poderia ter sido impedido caso a marinha não estivesse "ocupada com assuntos importantes", como havia sido divulgado. Por causa daquilo, eu sempre tive uma noção inerente de que todo marinheiro era vagabundo e que confiar a segurança a eles era idiotice, mas... Quando mais via o exterior, mais achava que o problema não era na marinha, mas no QG da minha ilha natal. Eu não podia deixar de ficar estupefato ao ver o QG local; sabia que a ilha possuía uma proteção de qualidade, mas eu não esperava que houvesse um empenho tão grande - "Caramba... Eu não consigo deixar de sentir inveja, se todos os marinheiros fossem assim..." - Mas logo balançava a cabeça para afastar os pensamentos. O passado era passado, me remoer por eles seria um sofrimento sem sentido.

Sem coragem para questiona-los, logo me via mais uma vez nas ruas de Baterilla, e foi só quando comecei a buscar alguém que soubesse me indicar as direções que percebi a exorbitante quantidade de turistas ali. Todas as pessoas ao qual eu abordava sequer conheciam a ilha, o que, se eu parasse para pensar, era um problema bem grande. Se o incidente na Vila dos trabalhadores houvesse sido mesmo um assassinato, isso significava que qualquer estrangeiro podia ser um suspeito, e a grande quantidade de turistas em proporção com a população local significava que havia uma quantidade ainda mais alarmante de suspeitos. Eu achava que conseguiria reduzir o número de suspeitos retirando da equação a maioria dos moradores de Baterilla, por saberem da eficiência da marinha local, mas agora não achava mais que seria tão fácil - Sigh... - Suspirava - Nunca é fácil, né? - Falava, baixinho, para mim mesmo. Podia ser uma concepção um pouco precipitada ou adiantada, mas a essa altura eu sequer sabia se conseguiria alguma informação no local, se nem a imprensa havia conseguido. Bom, ainda assim não custava tentar, né?

Minha paciência estava quase se esgotando quando encontrei uma moradora local, o que foi um grande alívio. Eu havia questionado tantas pessoas que já estava questionando se haviam gente local naquela região, o que, por tabela, me fazia questionar quando tempo eu precisaria pra conseguir uma informação tão simples como aquela. Porém, mesmo aliviado, eu sentia algum tipo de inquietação perto da moça, inquietação essa que eu torcia que fosse por causa do olhar mais cauteloso que ela deu sobre mim, que me fez ruborizado de leve e ajeitar a gola, com medo de ela perceber algo sobre mim. Não demorou, entretanto, para que eu percebesse que não era apenas aquilo: a distância que ela mantinha de mim, os pregos que ela tirava da bolsa... Só haviam dias coisas na minha mente que podiam explicar aquele comportamento. Ou ela suspeitava de mim por causa do incidente, ou ela estava diretamente relacionada ao mesmo. É claro que eu não podia a questionar diretamente, eu precisava fazê-la revelar seus pensamentos de forma sutil, e, para minha sorte, a mesma me deu a oportunidade de bandeja - Ah, p-perdão, eu esqueci de me apresentar, não é? Eu me chamo Akira, sou um caçador de recompensas. Bom, não é como se eu fosse lá muito experiente, comecei no ramo a pouco tempo, mas quando vi a notícia, achei que não custava dar uma olhada no local, não é? Afinal, proteger a ordem também é uma responsabilidade minha, mesmo que indiretamente. E você, qual seu nome? - Diria, ainda um pouco nervoso por a ter encontrado a poucos minutos, mas me mantendo focado em a observar, gravar seu rosto, e principalmente tentando identificar suas expressões. Se ela suspeitava de mim, talvez saísse um pouco da posição defensiva, mas em outro caso, talvez se retraisse ainda mais.

Independente da sua reação, eu não poderia a seguir, seria suspeito demais. Pra isso questionaria seu nome e gravaria seu rosto, para o caso de eventuais complicações. Após chegarmos no local, eu me despediria e agradeceria - Obrigado pela ajuda - E logo me dirigiria ao local do crime/acidente. Eu esperava conseguir ter um mínimo de noção da cena onde a pessoa veio a falecer, mas tinha ciência, por tudo o que eu já havia visto daquela ilha, que na marinha possivelmente já havia feito certo no local. Caso encontrasse o local relativamente vazio, com possibilidade de ao menos visualizar os elementos presentes, tentaria observar a certa distância, tentando construí a cena na minha mente, mas, se minha falta de conhecimento prévio da natureza do ocorrido comprometesse minha linha de raciocínio, tentaria abodar uma pessoa próxima - Com licença, poderia responder uma pergunta minha?O acidente... O que exatamente houve? - E tentaria questionar outra pessoa caso a primeira não soubesse responder. Caso realmente não pudesse ver a cena ou local pela presença da marinha ou de alguma multidão, tentaria questionar alguma pessoa próxima  - Afinal, o que exatamente aconteceu ali? - Perguntaria para alguma pessoa aleatória próxima a mim. No caso do bloqueio da marinha, questionaria alguém ao meu redor que também estivesse tentando olhar a cena - Com licença, você sabe me dizer o que exatamente houve ali? - E, independente dos casos, se respondessem com "alguém morreu" ou algo similar igual ao jornal, tentaria insistir - Mas como ele morreu? O jornal falava disso, mas não deu nenhum detalhe... - Explicaria, para que a pessoa tivesse uma melhor noção do que eu estava questionando.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQua 04 Set 2019, 11:34


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]As estranhas reações da mulher não passavamd espercebidas por Akira, exigindo-a uma resposta. Afinal, poderia perder a sua guia ou, na pior das hipóteses, se meter em uma grande confusão — Um caçador de recompensas? Não vemos muitos por aqui... O meu nome é Geraldine - respondia. Se ponderasse um pouco mais sobre o assunto, Suzuki logo veria que, de fato, a sua presença naquela ilha ainda era algo a se estranhar. Os caçadores não vinham à Baterilla. De toda forma, a mulher parecia baixar a guarda, não mais estando tão na defensiva quanto antes; mas, ainda assim, atenta.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Vez ou outra a caçadora podia perceber a mulher dar uma olhadela de soslaio. À medida que caminhavam juntas, naquele silêncio constrangedor, a paisagem ia se modificando. A área comercial da ilha dava lugar à área residencial, a qual não era tão grande como as anteriores. Depois de algum tempo de caminhada, podia-se perceber que as residências eram, cada vez mais, menos pomposas. As ruas iam se estreitando, assim como as casas tornavam-se idílicas. Já se podia enxergar o limiar entre a área urbana e a floresta. Ali, um caminho de terra mostrava o caminho pela área verde.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]É por aqui - Geraldine apontava para a terra surrada.  Observando bem, era possível visualizar a trilha de carroças e as pegadas de botas pesadas. O caminho não era escura, fazia uma sombra agradável, e o ar do ambiente já era muito diferente da cidade — Não é um lugar muito bonito, como a cidade, mas as pessoas aqui são boas... - o comentário era feito em um tom de desalento — Estava com receio que você pudesse ser o tal... Cadeirudo, mas parece que me enganei. Se quiser saber mais sobre a vila, eu posso te apresentar o lugar - ofertava, sentindo-se bem mais à vontade em casa.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Saindo da floresta, finalmente chegavam até a vila. Uma modesta placa torta de madeira os recebiam, com os dizeres "Bem-vindo à Vila dos Trabalhadores!". A estrada se alongava até onde podia-se ver as tronchas casas de madeira. Havia materiais de construção por todo o lado, escorados nas paredes, barris e caixotes decoravam a rua. Aqui e acolá as cercas guiavam os caminhos. A vila até era grande, cobrindo toda a sua visão. A caçadora não sabia exatamente para onde ir. Todavia, parecia haver algum alvoroço nas ruas. Era como se quase todas as pessoas estivessem fora de casa. Algumas já a olhavam se aproximar ao longe.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]No momento em que Akira se despedia, sentia uma mão segurar o seu ombro — Como eu disse, não é um bom momento para uma pessoa de fora chegar na vila. Seria melhor se eu o acompanhasse - informava — Recentemente o nosso "líder" foi assassinado - havia um evidente pesar em sua voz — Temos certeza disso, mas não somos importantes o suficiente para que isso seja relevante, muito pelo contrário, há muitos interesses em jogo... Não estamos na posição de recusar ajuda, mas as pessoas aqui são fortes, orgulhosas, sempre dependemos de nós mesmos, e já estamos nos preparando para o pior - prosseguia.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O caso era um mistério, e haviam muitas perguntas que Akira gostaria de saber as respostas — Por ora, é melhor que me acompanhe até a nossa prefeitura... - sugeria. Entretanto, nem tudo parecia tão fácil assim. Mal havia chegado ali e os semblantes severos já pesavam sobre seus ombros. Havia uma atmosfera pesada no ar, a qual já podia ser sentida dali.



Off

Tá crashando a imagem, mas só pra dar uma ambientada da vila: Vila dos Trabalhadores

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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQua 04 Set 2019, 14:01

For Whom The Bell Tolls - Parte I

Se alguma palavra podia resumir o que senti quando vi a vila dos trabalhadores pela primeira vez, esta era "surpresa". A impressão que eu estava tendo da ilha até ali era de um lugar exuberante e pomposo, cheio de beleza, mas aquilo...? As casas de madeira velha, a falta de pavimentação e talvez até de saneamento básico indicavam que era uma área totalmente negligenciada pelo governo local, que provavelmente se importava apenas com as aparências das áreas turísticas. Mais cedo eu havia visto de relance uma outra periferia da ilha, sabia que haviam áreas mais precárias e não só áreas ricas, mas eu não esperava que a vila dos trabalhadores fosse tão abandonada assim. Por outro lado, ao menos, o local, mesmo pobre, não parecia sujo como a periferia que havia me deparado antes; o local era simples e isolado, mas parecia até bem conservado, mostrando na prática o que Geraldine havia falado, e até mesmo mostrando o apreço dos moradores locais pelo ambiente comunitário - Bom... Eu já tive que dormir em meio a uma floresta. Comparado aquilo, esse lugar é lindo - Diria, coçando a nuca, um tanto corado.

Uma coisa que eu não conseguia tirar da cabeça, porem, era como Geraldine havia desconfiado de eu ser o tal Cadeirudo. De início eu havia me espantado diante de tais suspeitas, mas sinceramente eu não sabia se era bom ou ruim. Por um lado, isso significava que ela nao havia percebido meu segredo mesmo me encarando tanto, uma vez que dificilmente acharia que o assediador era uma garota - "Urgh... Doi admitir isso involuntariamente..." - Por outro lado, porém, significava que achava que eu tinha cara de assediador? Isso era uma ofensa indireta que chegava a doer. Meu rosto era intimidante? Suspeito? Depravado? Só de cogitar que ela achou que eu tinha cara de um criminoso pervertido eu já ficava um pouco cabisbaixo - "Eu achava que tinha um rosto simpático..." - Pensava, ofendido. Talvez aquilo me atendesse ainda mais graças ao tempo que passei como garota, já que percebi o qual mais delicado aquilo era, mas... Preferia não seguir essa linha de raciocínio, senão ia voltar a ter crises de identidade iguais às do dia anterior.

Eu estava prestes a ir em direção à comoção quando surpreendentemente fui impedido pela moça que havia me guiado. Quer dizer, não realmente impedido, mas a ação dela, deixava claro que ela não queria que eu me precipitasse indo até lá, e eu não iria ignorar isso. Conforme escutava suas palavras, mais uma vez as memórias da minha ilha natal iam retornando, me fazendo sentir mais sentimentos com aquelas palavras do que deveria - "Eu havia a pouco me sentido mal pelo preconceito com a marinha dessa ilha, mas... Será que eles estão evitando esse caso de propósito, como Geraldine disse? Se sim, eles realmente não são nada melhores que os da minha ilha natal, sempre preferência a interesses do que à segurança da população" - Refletia, parado, antes de me virar de volta a ela e responder - Tudo bem. Você parece conhece a região e as pessoas, deve saber do que está falando - Diria, e acenando positivamente, mas já ficando ciente de quais consequências haveriam se minha linha de raciocínio estivesse correta - "É possível, nesse caso, que sequer ponham uma recompensa pelo assassino, mas a essa altura não posso mais abandonar eles. Resta torcer para que não sejam tão descarados a ponto de negar contribuição na captura do assassino."

Logo me veria seguindo Geraldine mais uma vez, dessa vez à prefeitura. Eu não sabia o que exatamente ela queria lá, mas dessa vez confiaria em suas decisões. Ela havia tido uma reação normal quando havia falado que era um caçador e havia até mesmo explicado o porque das suas ações de antes, então não queria me manter suspeitando dela, se ela mesma havia parado de suspeitar de mim. No caminho, assim como antes, me manteria atento nas direções para poder gravar os caminhos e assim poder me locomover por conta própria caso houvesse a necessidade no futuro. No meio do caminho, tanto por causa da conversa de antes como pra evitar um silêncio constrangedor, me pronunciaria - Geraldine, você saberia me dar mais detalhes sobre o que houve? Eu vim ajudar, mas não posso fazer isso de olhos vendados - Se ela insistisse em deixar isso para depois ou algo do gênero, suspiraria - Sigh... Tudo bem, não não vejo porque ficar escondendo isso. Você me explicando talvez fosse mais eficiente do que se eu apenas visse a cena - Diria, tentando suavemente a convencer. Caso ela me explicasse, ouviria com atenção, uma vez que os eventos poderiam indicar alguma pista do que realmente houve; e prestaria ainda mais atenção em possíveis suspeitas dela e dos outros moradores, por conhecerem o tal líder e as possíveis pessoas que pudessem querer mal a ele. Uma vez que chegássemos a prefeitura, comentaria - Então, a Prefeitura. O que viemos fazer aqui, mesmo? - Pediria uma explicação, já que eu não via porque se ir até ali, até porque temia chamar a atenção e olhares naquele local... De qualquer forma, seguiria com ela, para poder tratar o que tivesse que tratar naquele lugar.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQua 04 Set 2019, 18:50


Narração


[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Aceitada a proposta de Geraldine, a mulher dava o primeiro passo à frente — Me siga - dizia, continuando em frente — Não tenha medo do pessoal daqui, estamos de luto, mas também bastante irritados. Hoje, ninguém está feliz - completava, à medida que iam passando de casa em casa. Nas paredes, não apenas materiais de construção eram deixados escorados, mas também diversas ferramentas, como picaretas, enxadas, ancinhos, entre outros.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Akira podia perceber que, apesar de ter atraído olhares, não era como se o intento por trás deles fossem hostis. Estavam apenas sérios, cautelosos; não era de se impressionar que o clima fosse aquele. Algumas das pessoas estavam na varanda, próximas à porta ou sentadas nas escadas; outras sentavam-se encima dos caixotes, enquanto outras escoravam-se na cerca. Todos ali pareciam estar imersos em seus próprios pensamentos.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Estão todos sérios... eu gostaria de falar mais sobre, já que você quer ajudar, mas é melhor que falemos com o nosso líder provisório antes, para não causar nenhum mal entendido - expunha, enquanto trilhavam o caminho até o maior casebre que havia ali. Ficava ao topo da colina, na qual pelo caminho acentuado havia um espantalho, com dois corvos repousando em seu braço — Está aí desde o dia das bruxas, desde então ninguém quis tocar nele. Há uns rumores e outros, mas apenas ignore - de tarde, não parecia nada demais, salvo por ser verdadeiramente feio.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Finalmente chegavam ao topo da colina, frente à porta da dita prefeitura. A porta estava entreaberta e, assim, Geraldine manifestou-se para que se aproximassem — Sr. Fomantis? - bateu três vezes na porta, pondo a cabeça entre a brecha e dando uma olhada dentro. Virou-se de volta para Akira, falando — Nós somos uma comunidade autônoma, de certa forma. O prefeito de Baterilla nos ignora, então criamos a nossa própria prefeitura. É apenas algo simbólico, mas nos mantém unidos. Nossos interesses são sempre atropelados e por muitas vezes somos esquecidos, o líder é aquele responsável por nos representar. Desde que nos unimos, dessa forma, conseguimos algumas melhorias de vida, alguns direitos... mas isso também aumentou a perseguição que sofremos, e acabou que... - Geraldine engoliu em seco, cabisbaixa, evitando continuar o assunto — Bem, entre, lá dentro você pode se inteirar melhor - convidava Suzuki — Ah, calma! - se apressava para frente de Akira, impedindo-o de entrar — Aqui não permitimos a entrada de armas. Como somos todos trabalhadores, não é habitual, por isso esqueci... Mas peço que deixe sua arma aí na entrada. Na volta você pode pegá-la. Seria um desrespeito entrar armado em um ambiente como esse, muito mais na situação em que estamos, é melhor evitar qualquer problema - dizia, esperando por sua resposta — E, ao entrar, seria bom que fosse gentil com o líder, já que é um forasteiro, mesmo que não cobremos essas coisas por aqui - completava.


Off

Aqui vou aproveitar para pontuar que, como pode ver, eu não narro o que está passando sua cabeça, etc, salvo alguns casos bem rapidamente, mas não foco muito nisso. Não quer dizer que estou ignorando, no entanto, é muito bom isso, para dar profundidade ao personagem, então não deixe de lado apenas porque eu não retomo isso. Prefiro focar nas ações e no ponto que o post passado parou, ao invés de ficar um vai e vem.

Vou passar umas instruções pelo Discord.



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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQui 05 Set 2019, 10:39

For Whom The Bell Tolls - Parte II

Enquanto caminhávamos em direção à prefeitura, cada vez mais era tomado pela dúvida; eu sinceramente não via motivo algum para irmos até a prefeitura, especialmente depois de tudo o que Geraldine havia dito. Ela havia deixado bem claro que o governo da ilha hipocritamente os ignorava e até desgostava da população da vila dos trabalhadores, então porque tentar conseguir qualquer tipo de apoio deles? Eu não via sentido. Ainda mais do que isso, eu sinceramente não havia ido com a cara do prefeito desde que o vi pela manhã, regorjiando-se pelas ruas da cidade como uma espécie de astro, quase que como pra plantar sementes de idolatria e apoio pela população. Ele era um tipo de pessoa que eu simplesmente não gostava, e que eu duvidava que fosse gastar seu tempo para nós ajudar. Até tentei convencer Geraldine a me inteirar ela mesma, mas a moça parecia impossível após decidida, então logo desisti; não havia motivos para gastar saliva sabendo que não iria adiantar. Assim, me restringi a a seguir, torcendo pra eu estar errado dessa vez.

Foi só quando chegamos ao local que eu percebi. De fato, eu estava errado, só não do jeito que eu imaginava que pudesse estar - ".......AH!" - Exclamava mentalmente ao me deparar com a tal prefeitura. Durante o caminho todo eu achei que estávamos indo até o prefeito de Baterilla, mas estávamos indo até o prefeito local. Eu não nego que estava estranhando o caminho que estávamos seguindo, uma vez que achava que a prefeitura fosse ficar na cidade alta, mas havia me convencido de que provavelmente estávamos tomando um atalho; nunca se passou pela minha cabeça que fosse haver um prefeito local dos trabalhadores ou algo do gênero. Sinceramente, eu fiquei um pouco frustrado com aquilo, a culpa da condição nem havia sido só minha, já que o jeito que Geraldine havia dito realmente havia ficado ambíguo - "Caramba, bem que ela podia ter sido mais clara. Qual a necessidade de chamar dois cargos de liderança totalmente diferentes pelo mesmo nome? Tsk" - Reclamava comigo mesmo, sem coragem de falar em voz alta e parecer um idiota ou reclamão. No fim, acabei decidindo guardar minha confusão para mim mesmo, não queria passar uma má impressão e, sinceramente, preferia que esse tipo de vergonha não se espalhasse. Nessas horas só pude agradecer que não insisti que ela me falasse doa eventos durante o percurso, senão provavelmente acabaria falando em voz alta sobre minha confusão.

Conforme ouvia os avisos e explicações antes de entrarmos no edifício, não conseguia deixar de sentir certo nervosismo e ansiedade. Geraldine estava gerando muitas expectativas quanto à instabilidade do encontro, e isso não era lá muito reconfortante. Eu não era um das pessoas mais confiantes quanto às minhas capacidades de discussão, então todos aqueles cuidados excessivos que a moça pedia estava chegando a me fazer sofrer por antecedencia. Não que eu não fosse tomar cuidado antes, mas com ela pedindo o medo de falar algo ruim ou insensível começava a aflorar, o que não era uma sensação muito agradável. O pior é que justamente esse nervosismo podia acabar me fazendo "tropeçar", eu sabia disso, então precisava me acalmar - "Akira, se acalme. Se esse tal Formantis foi escolhido pra substituir o líder, ele é alguém de confiança da população e que sabe se comportar. Se falar algo errado, é só pedir desculpas" - Dizia a mim mesmo, enquanto minhas mãos iam até a bolsa de shurikens e à bainha do Katar, despreendendo-os das minhas roupas - T-tudo bem, não é como se fosse precisar de a-armas lá, não é? Fazer algo q-que o ofenda é a última coisa que quero nesse momento - E então deixava ambos posicionados juntos em alguma superfície onde pudesse os por. Tentaria deixá-los em um canto para não ficarem completamente a vista e, após certificar que estava tudo certo, entraria com Geraldine.

Mesmo tendo me acalmado um pouco, eu não podia dizer que estava pronto para dialogar com calma, e isso me incomodava. Essas preocupações logo fizeram meus pensamentos de direcionarem para a garrafa térmica em minha mochila, onde o café estava - "Tsk, eu preciso de um pouco de café" - Pensava, enquanto pegava a garrafa para beber um pouco. A ansiedade havia trazido o desejo por cafeína, e eu sabia que não iria me concentrar enquanto não bebesse um pouco. Após guardar novamente a garrafa e seguir até onde o tal prefeito estava, me introduziria assim que o pudesse - P-peço perdão pelo surgimento repetido, senhor F-fomantis. Eu me chamo Akira, sou um caçador de recompensas de passagem pela ilha. Eu v-vim aqui com o intuito de oferecer ajuda quanto ao... Evento infortúnio que ocorreu. Eu posso não saber o que todos vocês estão sentindo diante disso tudo, mas sei como é sofrer pela negligência daqueles que deveriam proteger a população - Começava um tanto nervoso, travando em algumas palavras, mas verbalização com mais convicção na última parte - Então, se tiver seu consenso, eu gostaria de saber... O que exatamente ocorreu? As circunstâncias são importantes pra chegarmos em algum lugar, e eu não acho que haja alguém mais qualificado a explicar do que vocês, que vivem aqui - Encerrava, engolindo seco, quase sentindo uma gota de suor escorrendo por minha testa, na expectativa de não ter dito nada ofensivo. Caso ele aceitasse a ajuda e respondesse minha pergunta, faria uma segunda - Existe alguém ou algum grupo que vocês suspeitam der responsável pelo incidente. Me foi dito que vários interesses estavam relacionados ao evento, então suponho que já tenham alguma ideia, certo? - Faria a única outra pergunta que conseguia pensar em fazer a ele. Caso ele recusasse minha ajuda, suspiraria - Sigh... Não há nada que eu possa fazer pra ajudar? - Perguntaria, como último recurso. Caso a reunião se encerrasse, fosse com a recusa dele ou a resposta de todas as minas perguntas, pediria licença - Obrigado pelo seu tempo, senhor - E me retiraria assim que visse nas expressões dele é de Geraldine que não havia problema para tal. Na saida, caso minha ajuda fosse aceita e minhas perguntas respondidas, além de Geraldine ter sai do comigo, falaria a ela - Bom... Isso vai precisar de um pouco de investigação. Alguma ideia? É você quem mora aqui, afinal.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptyQui 05 Set 2019, 11:33


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O nervosismo da situação era superado com uns bole de café, o remédio para todos as doenças de Akira. Revigorada e com um novo lampejo de coragem, já tendo se desfeito de seu Katar, a caçadora entrava na prefeitura — Pode deixar que eu cuide delas para você. Será tranquilo, boa sorte - Geraldine a incentivava, tratando de guardar suas armas. Cabeça à dentro do recinto, podia-se ver do que tratava a tal prefeitura.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]O interior do local não era lá muita coisa. De toda forma, o que importava não era a pomposidade, mas sim a utilidade e simbologia representada ali. Ali não havia muito que não o necessário. O hall era espaçoso e, logo à frente, podia-se ver uma sala com uma mesa redonda. Não havia porta e sentado à mesa estava um homem de aparência jovial — Entre e sente-se, por favor - chamava Akira. Em cima da tábua haviam muitos papeis, assim como algumas notas de dinheiro, envolvidos em uma liga, que não chegavam a ser muitas. A face era um pouco séria, mas mais pelo evidente desgaste que se podia ver em alguém que não tinha tido uma boa noite de sono.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Suzuki logo se apresentava, de sua forma tímida e contida, a qual o homem não deu muita importância. Se estivesse na outra prefeitura, com certeza faria-se menção ao seu jeito; aqui, interessava a ele apenas os fatos — Um caçador de recompensas... - o homem a olhou de cima à baixo, por todo o seu corpo — E você pretende nos cobrar pelos seus serviços? - indagava. Ao mesmo tempo que falava com a caçadora, seus mãos folheavam alguns papéis, até que por fim os deixou de lado  — Se deseja nos oferecer ajuda, primeiro preciso saber sobre você. Posso responder a maioria das suas perguntas. Mas, primeiro, creio que você seja de fora, certo? De onde? Onde você sofreu a negligência daqueles que deveriam proteger a população? - sua voz era carregada; não de uma forma nociva diante de Akira, mas cheia de indignação.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Era uma questão de estabelecer uma relação de confiança. O homem não estava em posição de não aceitar ajuda, mas também não poderia aceitar a ajuda de qualquer pessoa. E, se tratando de uma estranha, Akira precisaria de algum empenho para ganhar o direito de saber das respostas às perguntas que possuía — Akira, certo? - o homem jogava suas costas contra o respaldar da cadeira, deixando transparecer sua exaustão — Você pode mostrar suas mãos? - fazia aquele estranho pedido. Assim que o fizesse, Formantis mostraria as suas. Eram mãos grossas, cheias de pequenas cicatrizes e grandes cicatrizes, robusta, áspera e repleta de calos. Em uma delas, faltavam-lhe dois dedos — Por aqui quase todo mundo tem um problema. Quem não tem, irá ter - havia certo pesar em sua voz, misturada com um tanto de conformismo.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A maioria das pessoas que vivem aqui trabalham como lenhadores, mineradores, camponeses, artesão, ou com alguma tarefa manual. Trabalhamos muito, é difícil acompanhar o ritmo que essa rede turística de Baterilla exige de nó, mas todos são cientes de que é necessário para sobreviver, são todos muito fortes. É assim que as coisas são... mas há, entre nós, aqueles que são submetidos às situações degradantes, como passar horas e horas realizando trabalhosos perigosos sem a proteção adequada, ou sem os equipamentos adequados... é sempre um desgaste. Tudo que exigimos são condições melhores nas fábricas, nas minas e até na floresta, não são muitas coisa. Quando algo absurdo acontece nos revoltamos, vez ou outra, vamos até a cidade reclamar, os marinheiros nos rechaçam e fica por isso. Quando incomodamos muito, conseguimos conquistar algo... um capacete, uma lanterna que preste... É assim que as coisas são por aqui. O nosso antigo prefeito era o responsável por nos dar voz. Algumas vezes ele era chamado até a prefeitura, onde fingiam que ele importava. Nunca tiveram olhos para nós. Todavia, recentemente, algumas coisas aconteceram e o nosso líder... - engoliu em seco. A tragédia ainda era recente, de forma que era compreensível ser difícil falar sobre — Ele era muito querido por nós... Mas não por outras pessoas. Eu lhe pergunto, você pretende nos ajudar apenas pelo dinheiro? Eu acredito que esse tipo de situação não seja para quem tem estômago fraco, por isso deixo avisado... É uma confusão das grandes, por isso está todo mundo tenso. Todos tem que fazer uma decisão... mas não temos certeza, mas também não queremos ficar calados... - os cotovelos batiam na mesa, enquanto as mãos tentavam renovar a expressão em sua face — Quais são os seus termos? - por fim, questionava.


Off

O diálogo ficou beem grande. Ainda tem muita mais coisa pra falar, mas aí vocês precisam se acertar para entrar a fundo nos detalhes. Vamos tentar manter o ritmo!


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptySex 06 Set 2019, 11:31

For Whom The Bell Tolls - Parte III

Quando fui levado aquela prefeitura por Geraldine, eu esperava conseguir informações fáceis; esperava apenas chegar, perguntar e ir embora. Agora, após ouvir as perguntas do prefeito, uma parte de mim já estava se arrependendo do vir. Eu me lembrava da moça ter dito que as pessoas estavam receosas e essas coisas, mas caramba, aquele tanto de questionamentos eram realmente necessários a alguém que queria ajudar? Uma pergunta ou outra tudo bem, mas aquele senhor já estava ultrapassando os limites, questionando até mesmo sobre a minha história de negligência. Naquele momento, minha vontade era se me levantar e ir embora, mas eu sabia que se o fizesse seria um caminho sem volta; eu nunca teria a confiança ou colaboração dele, e isso seria uma desvantagem enorme naquele caso, uma vez que a falta de confiança do líder faria com que também não tivesse a confiança da população local. Eu não podia me precipitar, teria que pensar muito bem no que iria fazer ou falar dali em diante.

Com o rosto voltando a se ruborizar, por algum tempo refletia se deveria responder suas perguntas ou não. Mesmo que fosse improvável, eu sentia medo que, com o local e informações do ocorrido, ele conseguisse rastrear minha origem e o que aconteceu naquele dia. Não é como se ele tivesse arquivos do governo ou algo do gênero, mas menor possibilidade de isso acontecer me deixava um tanto inquieto. Além do mais, os eventos daquele dia eram um tanto traumáticos para mim. Não só meu problema ocorreu naquele ataque, como meus pais e conhecidos morreram naquele dia... Por culpa minha. Eu não tinha tanta força de vontade a ponto de falar daquilo abertamente... Não ainda. Um pesado suspiro saia de minha boca, e meus olhos, melancólicos e cabisbaixo, se desviavam ao chão - Eu... - Minha boca se abria por impulso, quase que me obrigando a falar algo, só não sabia o que - ... Peço desculpas, mas isso é um assunto delicado pra mim - Outro suspiro escapava de minha boca, dessa vez quase como demonstrando minha pena de mim mesmo - É algo que eu ainda não consegui superar... Prefiro não me estender muito sobre isso... O que eu posso dizer é que vim do North Blue, e que minha historia é um pouco mais cruel que a morte de um representante. Muitas famílias morreram... Inclusive a minha - Ao final, decidido a ao menos essa parte consegui dizer, ergui minha cabeça novamente ao representante dos trabalhadores.

Faziam anos desde a última vez que eu havia falado em voz alta sobre o ataque a Micqueot, e mesmo depois desse tempo todo ainda não conseguia deixar de me sentir inquieto. Eu havia falado pouco sobre, mas mesmo só com isso meu rosto estava levemente ruborizado. Falar em voz alta coisas que nunca havia tido coragem de falar não era algo fácil, mas eu sabia que precisava caso quisesse a colaboração de Formantis. Quando ele pediu para que eu mostrasse minhas mãos, porém, um sentimento diferente se passou por mim: a desconfiança. Quando eu falei que era caçador, o senhor havia dado uma desconfortável olhada dos meus pés a cabeça, será que ele havia percebido algo? Para minha sorte, os anos de treinamento socando sacos de areia haviam feito minhas mãos se celeijarem, tomando um aspecto felizmente pouco feminino, então não tive muito receio em as mostrar, e sim no comportamento dele. Para meu alívio, seu objetivo eram outro, e eu não posso negar que me surpreendi ao ver seus dedos faltando - Deve ser difícil... - Dizia, coçando a nuca com a mão, tentando evitar imaginar o que poderia ter causado aqueles ferimentos.

Após ouvir o monólogo de Formantis, feliz ou infelizmente eu via minha teoria sobre o prefeito oficial sendo confirmada. Eu não havia ido com a sua cara desde que o havia visto na cidade, mas não imaginava que ele fosse um babaca tão grande. Aquela altura eu já deveria saber que ligares bonitos sempre tem um plano de fundo não tão belo, o que era sinceramente triste - Agora entendo porque estão convictos sobre ter sido um assassinato. Infelizmente lideranças populares são sempre vistas com desprezo e inimizade pelas elites... Bem que eu não havia ido com a cara do prefeito quando o vi de manhã, parecia convencido demais para ser algo bom - Mas, após refletir o que havia dito, logo completava - O o-outro prefeito, digo. Óbvio que não estou falando de você - E logo em seguida, após outro suspiro, parava por um instante, organizando meus pensamentos e poder dar uma resposta sincera - Senhor, serei sincero. Eu havia vindo sim atrás do dinheiro, viagens por esses mares não se bancam sozinhas. Porém, cobrar de vocês nunca foi minha intenção, seria um abuso exigir esse tipo de coisa na situação em que se encontram. Não, minha única exigência é poder coletar a recompensa pelo culpado, caso está venha a existir - Dizia, mesmo sabendo que não havia nem sinal de isso acontecer.

Sabia que meus motivos ali provavelmente ainda não estavam claros, então logo me pus a explicar minhas palavras de a pouco - Mesmo que o incidente tenha sido mesmo um assassinato orquestrado pelas elites, agora que a mídia o divulgou eles não podem virar os olhos. As notícias se espalham e criam alvoroço, especialmente em uma ilha supostamente segura como essa. Caso conseguíssemos achar provas concretas de um assassinato, a marinha se veria obrigada a dar uma recompensa pelo responsável, senão a população correria o risco de se revoltar, com medo de existir um assassino a solta. Se o tal Cadeirudo, um mero assediador, causou esse tumulto todo, imagine um assassino? - Daria então uma pausa para que minhas palavras fossem assimiladas - Com isso, caso conseguíssemos apanhar o responsável, as elites não conseguiriam usar sua influência pra abafar o ocorrido e solta-lo graças à pressão popular, além de podermos garantir uma recompensa em dinheiro pela ação. Claro, eu não pretenderia ficar com todo o dinheiro, seria injusto durante da colaboração de vocês, então poderíamos dividir. Assim ao menos poderiam conseguir recursos para equipamentos bons para a comunidade. O que acha? Pra mim parece bom para ambos - Diria, oferecendo assim oficialmente um trato.

Caso ele aceitasse, um pequeno sorriso se abririam em meu rosto, e apertando sua mão caso ele a entendesse - Ótimo. Agora eu realmente preciso saber, o que exatamente houve naquela noite? - Mas, caso ele estivesse indeciso ou recusasse, suspiraria - Sigh... Tudo bem, tem seu direito de recusar, caso queria. Mas saiba que eu ainda estarei aberto a negociações caso queria mais tarde - E então, após me despedir, me dirigiria a saida - Não foi a melhor das conversas, infelizmente. Mas eu ainda pretendo ir atrás do responsável, mesmo que tenha que ir sozinho - Diria a Geraldine no segundo caso, antes de pegar minhas armas e sair do prédio. Caso ele aceitasse o trato e me desse as informações, porém, eu agradeceria e em seguida faria outro questionamento - Eu... Poderia ver a cena? Entendo caso não, é algo delicado, mas talvez ajudasse a dar alguns esclarecimentos.
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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptySab 07 Set 2019, 12:17


Narração



[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Formantis mantinha uma expressão pensativa, diante das razões expostas por Akira. Era de se esperar que um caçador de recompensas estivesse em busca de dinheiro, mas a notícia de que eles não arcariam com os custos e, na verdade, poderiam até ganhar algo com aquilo, eram bem recebidas. Ademais, o homem parecia simpatizar com o breve relato do passado — Tudo bem, tudo bem, acho que fui um pouco longe demais... Deixei o lado pessoal assumir. Como prefeito interino dessa vila, tenho que decidir pelo melhor dela, de toda forma - expunha, olhando nos olhos de Suzuki — Se for do jeito que você falou, eu estou de acordo - pegava uma folha e uma caneta, batendo-o duas vezes no papel, só para decidir deixá-los de lado.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]É melhor que deixemos isso entre nós e que não fique registrado em lugar algum. Para a segurança de ambos - concluía. O assunto ainda aparentava incomodá-lo. Só depois de alguns momentos de silêncio que voltara a abrir a boca — Bem... por onde começar? - suspirava — Há dois atrás... o nosso prefeito amanheceu morto... nós não temos certeza de como, mas sabemos que alguém o matou. Ele amanheceu morto em sua cama, dando a parecer que foi algo natural, mas nós não somos tolos... sabíamos que as tensões estavam em alta e encontramos alguns vestígios que invadiram a sua casa, ainda assim, não sabemos como... - explicava.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Era visível a perturbação do homem diante da questão. Havia até certa vergonha em sua fala, ao falar que não tinham ideia de como ele havia morrido. Akira ainda vinha com um pedido mais ousado, do qual pôde perceber a relutância em ser aceito — É uma questão complicada... - mais uma vez, suspirava fundo — Mas acho que não há como escapar... só não fiquemos muito tempo, o pessoal da vila não deve gostar tanto da ideia, mas eu assumo a responsabilidade por tudo - levantava-se da cadeira, empurrando-a de volta para o lugar e caminhando até a porta — De quanto tempo você precisa lá? Não podemos demorar muito, pois marcamos o funeral para daqui a menos de duas horas... - indagava, sugerindo com as mãos que se retirassem do lugar e fossem até o local do crime.

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Do lado de fora, Geraldine olhava para os dois, segurando as armas de Akira, pronta para devolvê-las — Prefeito! Parece que há uma comoção lá por baixo! - a mulher avisava, em tom de alerta. Quando saíssem do lugar, poderiam ver uma pequena multidão se juntar em uma das ruas da vila.


Off

Não deu para fazer muita coisa, senão expor as informações, já que não havia a possibilidade de ir até o local, mas tá tranquilo, no próximo chegamos lá!


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MensagemAssunto: Re: A Little Piece Of Heaven   A Little Piece Of Heaven - Página 2 EmptySab 07 Set 2019, 22:55

For Whom The Bell Tolls - Parte IV

Mesmo que eu considerasse minha proposta muito vantajosa para ambos, seria mentira se eu dissesse que não estava com medo de ele recusar. Desde o início Formantis agia com bastante cautela e suspeita comigo, o que havia ajudado a construir uma atmosfera um tanto afastada entre nós dois, ainda mais por eu não ter sido direto na pergunta que fez sobre minha origem. Eu entendia que ele pudesse desconfiar de mim assim como Geraldine o fez, mas por motivos diferentes, claro; entretanto isso me fazia ver motivos o suficientes para tanta insistência. Se ele recusasse, eu perderia uma ajuda inestimável, e eu não podia deixar isso acontecer. Se o único problema fossem suspeitas, aquilo poderia se resolver naturalmente, mas se chegasse ao ponto do orgulho interno dos trabalhadores... Eu não podia chegar. Geraldine havia dito que eles eram orgulhosos e unidos internamente, que sempre cuidaram e zelaram por si próprios e uns pelos outros, se ele negasse minha ajuda por algo nessa linha de raciocínio, seria o fim. Apenas me restava torcer que minhas habilidades conversativas abaixo da média fossem o suficiente para o convencer, mas eu não estava tão confiante quanto a isso.

Felizmente meu receio mais uma vez havia se mostrado infundado, especialmente pelo senhor se demonstrar na verdade bem contente com o trato e afins. Eu sabia que cobrar deles não era uma boa ideia, eu mesmo não gostaria de ser cobrado caso estivesse em uma situação delicada, então talvez essa empatia tenha ajudado, afinal. Agora sem ter que me preocupar com o convencimento do mesmo, eu tinha um outro problema, talvez até maior, para tratar: A circunstancia do crime. Para que o meu plano desse certo, precisávamos confirmar de uma vez por todas que era um assassinato, tarefa que eu achava que não seria tão difícil, ao menos até ouvir o relato do atual líder - "Amanheceu morto? Não sabem como morreu? Céus, eles queriam agir de mãos vazias?! Não é atoa que a mídia achava que podia ser uma morte natural, se nem os próprios moradores da vila se deram ao trabalho de analisar o corpo!" - Pensava comigo mesmo, ao mesmo tempo decepcionado e compreensivo. Me pondo no pé deles, até fazia sentido querer evitar o corpo do falecido líder, deveria ser uma situação bem difícil, mas mais difícil ainda era cogitar que não houve nenhum tipo de análise no corpo do mesmo. Considerando que eles fizeram uma vistoria básica, isso significaria que haviam grandes chances da causa da morte ter sido algo mais discreto ou oculto. Assim, eu ao menos já podia retirar assassinato armado da lista, então ao menos algo dava pra tirar daquilo tudo.

Mas ainda assim, apenas isso não era nem de perto o suficiente. Eu precisava de mais detalhes, detalhes que só podiam ser vistos na cena do crime, vendo o cadáver frente à frente. Claro, eu podia instruir os homens de Formantis em vez de olhar eu mesmo, caso não se sentissem confortáveis com minha presença, mas felizmente ele, mesmo receoso quanto a aceitação, não foi contra. Um problema, porém, existia naquela situação toda - Espera, vocês irão fazer o funeral daqui a duas horas?! - A surpresa era nítida em minha voz, pois era algo que eu realmente não esperava - Ok... Isso é um problema. É pouquíssimo tempo para buscarmos a cauda da morte - Dizia, me perdendo em pensamentos, enquanto levava uma unha a boca e a mordia de leve, não para roer, mas apenas para atrita-la contra os dentes - Se passaram-se apenas dois dias desde o incidente e já estão indo fazer o sepultamento, isso quer dizer que a marinha sequer se deu ao trabalho de analisar o corpo, né? Eu não sei como são as coisas aqui, mas em situação normais isso é impensável. Em qualquer chance de assassinato, o corpo é levado para autópsia para serem analisadas a causa da morte, se nem isso foi feito quer dizer que realmente não tem interesse em analisar o caso... - Meu dedo se afastava da boca, enquanto levantar a cabeça - Isso é ruim. Muito, MUITO ruim - Dizia, mas antes que pudesse prosseguir, minha atenção foi puxada para outro lugar.

- Espera, o que? - Indagava Geraldine, confuso, após ter minha concentração destruída - "Uma comoção? Porque haveria uma comoção?!" - Aquela altura eu não sabia mais o que achar daquilo tudo, era um cenário muito diferente dos que eu estava acostumado, então não havia o que fazer a não ser ver o que estava acontecendo com meus próprios olhos e tomar minhas conclusões depois. Mas, claro, logo após o prefeito - Senhor, eu só quero que uma coisa fique clara antes de irmos. Nós precisamos de uma prova do crime. Se não conseguirmos convencer a marinha que foi um assassinato, que há um criminoso, será tudo esforços em vão. Não dá pra levar à justiça alguém que a justiça não acha que existe - Dizia, com a mão em seu ombro para chamar sua atenção - Bom, mas por enquanto parece ter outro problema. É seu trabalho averiguar esse tipo de situação, não? Tem algum problema em eu ir junto? - Perguntava, torcendo para que ele não houvesse objeções. Eu sabia que havia uma chance de awuilo ter algo a ver com o incidente, então não podia deixar passar mesmo que fosse apenas um "talvez".

Em caso positivo, logo guardaria minhas armas e me poria de prontidão para ir atrás do prefeito - Não se preocupe, vou evitar chamar atenção. Vai ser melhor assim... - Dizia, não só pra não causar problemas, mas também porque ser o centro das atenções era a última coisa que eu queria... Se alguém por um acaso notasse meu segredo, eu não sabia que conseguiria me manter ali ajudando eles como se nada houvesse acontecido... Enfim, eu não diria isso pra ele, então torcia para que ele vinculasse a nossa conversa de antes. Eu o seguiria a certa distância, calado, com o objetivo de observar a cena. Caso ele fosse fazer algum tipo de pronunciamento, garantiria estar longe o bastante dele para que não fosse visto por todos que olhassem a Formantis. Observando, me manteria bem atento para não perder nenhum detalhe do ocorrido, para poder criar algum vínculo ou ao menos poder descartar de uma vez relação com o assassinato. Se, por algum motivo, o prefeito preferisse que eu não fosse, logo suspiraria - Sigh... Tudo bem. Eu vou à cidade resolver um assunto rapido, vou retornar em cerca de vinte minutos, tudo bem? - Diria e, após pegar denovo minhas armas, partiria pelo caminho de ida a cidade. É claro que eu não deixaria passar um evento tão incomum e que pudesse estar relacionado aos acontecimentos recentes, e minha ida a cidade seria apenas uma desculpa. Eu na verdade daria a volta pelo caminho para seguir a certa distância até que Formantis e Geraldine chegassem no local do tumulto, ou se eu o visse na minha frente. Nas proximidades, tentaria me manter em um local afastado para não ser visto, e logo pegaria minha recém comprada luneta - Que sorte que eu comprei você, ein? - Sussurraria, a pondo na posição para que eu pudesse ver a cena, quando então tentaria buscar pontos de referência e pessoas de destaque pra presumir o contexto a partir desses pontos principais, assim como manteria o olho atento em Formantis, uma vez que seria possível que ele fosse direto à raiz do problema.
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