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Cap I - A minha verdade e nada mais importa XwqZD3u
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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Cap I - A minha verdade e nada mais importa

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptySab 06 Jul 2019, 22:57

Cap I - A minha verdade e nada mais importa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Inavar Bolin. A qual não possui narrador definido.


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Bolin
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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyDom 07 Jul 2019, 03:21

~ Post 01 ~


Bolin sentia que faltava algo importante em sua memória e por mais que tentasse lembrar, não conseguia. Costumava sonhar com a sua última memória: uma prazerosa leitura na biblioteca real de Teméria ao som de chuva. Entretanto, logo as gotas se tornavam em grosseiras correrias e os ventos em ofegantes gritos. Logo o sonho se tornava um pesadelo e era interrompido por uma forte cefaleia noturna que fazia o jovem acordar agitado. O celestial sentia que havia perdido um elo importante com o seu povo e consigo próprio, era simplesmente torturante lembrar que fora dormir na sua cama e acordara em um navio qualquer no meio do mar. Seu único conforto era o recado de Gotun, o general do reino, que dizia "sobreviva, cresça e volte". Imaginem, nem sequer uma palavra de seu pai? Ele sabia e permitiu expulsar o próprio filho sem dizer nada? Enfim, Bolin já havia se perdido em seu caminho, mas foi endireitado por uma misteriosa agente do governo de cabelos brancos, olhos verdes e uma cicatriz no rosto, a qual surpreendentemente parecia conhecer a história de Bolin e o ajudou a ir até Toroa Island, além de "acobertar" o passado recente em grupos de estudantes revoltosos de Las Camp.

Devido aos conhecimentos geográficos de Bolin, esperava não ter grandes problemas para se localizar na ilha, que no imaginário do celestial era belíssima, afinal uma ilha com longos campos floridos era algo de fato marcante aos olhos. "Sempre quis conhecer as ilhas daqui de baixo.. tudo bem que poderia ser em outras circunstância, mas né.. fazer o que, acho que só me resta aproveitar o possível enquanto sigo meu caminho". Pensaria enquanto inspiraria tão fundo até que o mais distante dos alvéolos fosse preenchido com o ar insular de Toroa. Caminharia um tempo pelas ruas da cidade, totalmente despreocupado, apenas para observar como a cidade vivia. Isso sempre havia lhe interessado, adorava ler histórias de como eram outros povos como tritões, gigantes e humanos. Estar ali ao vivo era uma experiência incrível (mesmo saindo do céu há mais ou menos 3 anos, pelo que se recorda) em que podia ver, ouvir, cheirar e sentir, ou seja, expandir totalmente a possibilidade de aprendizado que é limitada quando se trata de um livro escrito. Gostava principalmente de traçar paralelos entre os humanos e celestiais, nos quais percebia cada vez mais que ambos os povos eram mais parecidos do que se imagina. Falando em povo do céu, não se pode esquecer das pequenas asas brancas do jovem. Ele preferia não chamar muita atenção e se aproveitando de um dom natural de um controle mais sensível às asas, sempre tentava mantê-las mais próximas e fechadas ao corpo.

Interromperia a caminhada antropóloga para dar espaço aos seus pensamentos mais pragmáticos, sempre presentes na cabeça do celestial. "Assim, é certo que eu preciso me aliar ao governo... é a instituição mais forte e rica intelectualmente do mundo todo! Eu não caio mais nesse papo revolucionário de bem contra o mal.. a agente tinha razão, o mundo é muito mais do que uma simples dicotomia e eu vou entendê-lo por mim mesmo..". Fecharia tensamente as mãos, lembrar do que passara em Las Camp era no mínimo desgastante, então continuaria pensando "A dúvida é: marinheiro ou agente do Governo Mundial...?".

Sinceramente, Bolin já sabia o que queria, apenas tinha um conflito de ego para aceitar se submeter ao Governo Mundial. Mesmo que agora tivesse uma concepção totalmente diferente da organização, os pensamentos revoltosos nutridos por cerca de três anos em Las Camp não cediam tão facilmente. De qualquer maneira, como agente do Governo, esperava aprender mais sobre aqueles que controlam o mundo e como eles o fazem, visto que seu antigo lar Teméria não era associada a este e um dia, quando chegasse a hora de Bolin assumir a dinastia Inavar, precisaria lidar diretamente com essas pessoas. Portanto, melhor já conhecê-los por dentro e desde cedo.

Seu primeiro destino seria procurar pelo Quartel General da Marinha para realizar seu alistamento. Arriscar-se-ia a procurar sozinho pelo QG já que gozava de conhecimentos geográficos e sabendo que a ilha era majoritariamente plana com uma única região montanhosa com cachoeira, onde estava o edifício procurado, esperava não encontrar dificuldades. Se assim não ocorrer e estiver enfrentando dificuldades para encontrar o QG, abordaria algum dono de estabelecimento ou oficiais que encontrasse, dizendo:

- Com licença, sou novo por aqui e preciso da sua ajuda, poderia me indicar onde fica o Quartel General da ilha? - Sorriria amigavelmente elevando as bochechas de encontro aos olhos enquanto cruzaria ambas as mãos à altura do peito, aguardando por uma resposta. - Entendi, obrigado.

Encerraria a conversa da mesma maneira independente da resposta ser negativa ou positiva, mas caso fosse o primeiro, perguntaria à próxima pessoa e então seguiria as instruções que lhe fossem dadas. Contando que encontrasse o QG, dirigir-se-ia até a recepção ou alguém que parecesse segurar uma prancheta de alistamento e seguiria dizendo brandamente, sem a maneira amigável de antes, sem contudo parecer arrogante:

- Olá senhor(a), com licença, sou Inavar Bolin e gostaria de me inscrever para uma seleção de agente do Governo. O que eu devo fazer?. Aguardaria por maiores instruções.
Considerações:
 

Aventura:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptySeg 08 Jul 2019, 14:55


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A Minha Verdade
Narrador
Inavar caminhava pela ilha de Toroa, analisando as construções da cidade primaveril. Era dia, por volta dos 25º, um clima razoável para as atividades diárias. Em busca do Quartel General da Marinha, Bolin encontra certa dificuldade para achá-lo, decidindo perguntar à um oficial da marinha que estava de passagem com um rifle nas costas. — Com licença, sou novo por aqui e preciso da sua ajuda, poderia me indicar onde fica o Quartel General da ilha? — O oficial imediatamente para sua caminhada, olhando para Inavar e respondendo: — Hm? Ah, sim, estou indo para lá agora, me siga. — Falou de forma rápida, não dando muita atenção ou se importando com os motivos do homem, Bolin agradeceu.

Assim seguiram ambos rumo ao QG, não demorando muito para chegarem. O celestial atraía algumas atenções dos civis, que olhavam suas asas com certa confusão, não entendiam se era uma fantasia ou outra coisa, mas o marinheiro sequer reparou nisso. De toda forma, Inavar dirigiu-se à recepção e perguntou: — Olá senhor(a), com licença, sou Inavar Bolin e gostaria de me inscrever para uma seleção de agente do Governo. O que eu devo fazer? — O homem que o atenderia era de um porte físico normal, não aparentava ser do tipo de marinheiro que ia para as linhas de frente. — Ah, sim. Escreva seus dados nesse formulário e aguarde enquanto chamo um superior, sim? Tem uns bancos ali para sentar se quiser. — O marinheiro apontou para alguns sofás atrás de Inavar e saiu, deixando Inavar com um formulário e uma caneta para responder.

O formulário não tinha nada muito complicado, pedia nome e sobrenome, idade, raça, local de nascença e as medidas de roupa para um uniforme (se o rapaz passasse na seleção). Não muito depois o marinheiro de antes volta acompanhado de outro homem, este que possuía um cabelo espetado na frente e um rabo de cavalo atrás, vestindo um terno preto. — Heeeeh, é esse o novato? — Apontou para Inavar com o indicador, esperando a confirmação do marinheiro que só acenou com a cabeça.

Legenda escreveu:
Agente
Marinheiro 2
Marinheiro 1
Inavar Bolin

Agente:
 

Histórico:
 

OFF:
 

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Bolin
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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptySeg 08 Jul 2019, 23:07

~ Post 02 ~


O dia estava muito agradável e envolvente, o que animava o jovem celestial para realizar logo sua inscrição como um agente. Não que ele fosse supersticioso, mas um clima agradável possui aquela boa energia que levanta o dia e quase como um empurrão na costas diz: vá se mexer. Assim o fez. Procurou o Quartel General, mas surpreendentemente teve dificuldade de encontrá-lo, o que o fez recorrer à ajuda de um marinheiro. Ambos então partiram para região montanhosa de Toroa Island onde se encontrava o QG. Durante o caminho, pode perceber que era muito notado pelas suas asas. "Não os culpo de ficarem tão curiosos.. celestiais não são comuns por essas bandas, acho que pra eles é como se eu fosse uma personagem de livro que ganhasse vida" sorria timidamente enquanto acompanhava o marinheiro até o seu objetivo.

Chegando no Quartel, foi instruído a preencher um formulário enquanto podia e sentaria em um banco indicado pelo marinheiro. Bolin estava acostumado com papeladas como esta, suas vidas palaciana e universitária passadas já haviam lhe apresentado diversos documentos desses. Preencheria então tranquila e honestamente tudo o que fora solicitado, apoiando o formulário em sua coxa esquerda e escrevendo com sua mão dominante. Nome, sobrenome, idade, medidas de roupa e naturalidade. Riria consigo deste último tópico. "Huhu duvido que reconheçam o lugar de onde eu venho, mas aqui vai". Preencheria "Teméria - Uma ilha no céu".

Pouco tempo depois, retornou o recepcionista junto a um homem de terno com um cabelo memorável. Este então perguntou se o celestial era o "novato", o que foi confirmado pelo marinheiro. "Esse cara deve ser o chefe por aqui, ainda mais por esse jeito debochado de falar... já vi Gotun fazendo muito isso quando treinava os jovens temerianos... chega a ser engraçado essa espécie de teatro, cada um assume seu papel sem questionar: o instrutor rígido e o aspirante estabanado.. bom, posso estar enganado e ele ser diferente, mas de qualquer forma vou assumir meu "papel".

Levantaria prontamente do banco com ambos os relatório e caneta na mão esquerda. Entrega-los-ia assim que fosse requisitado. Mas antes disso apresentar-se-ia da maneira mais cordial possível, levando a mão esquerda para às costas e estendendo a direita supinada para cumprimentar o homem. Começaria a se apresentar assim que o agente o cumprimentasse em resposta. Caso tivesse o gesto cordial ignorado, apenas retoria a mão destra para junto da canhota atrás das costas e enfim diria:

- Com licença, senhor. Como pode ver no formulário... - Esticando o membro esquerdo mostraria e entregaria o relatório para o agente - ... sou Inavar Bolin e anseio por uma chance de prestar serviços a Cipher Pol do Governo Mundial.

O jovem esperava que o homem estranhasse a origem do celestial. Se assim fosse questionado, abriria suas pequenas asas de modo que pudessem ser vistas acima dos ombros. Flexionaria o membro direito e em um sinal de "joinha" apontaria com o dedão destro para as asas, enquanto esboça um tímido sorriso.

- Eu venho de um lugar muito longe daqui. Venho desta ilha do céu, Teméria - Retomaria então sua posição anterior, de braços relaxados e asas justapostas ao corpo - Antes que me pergunte como eu vim parar aqui, sinto em dizer que eu não sei... um dia simplesmente acordei em West Blue e desde então tento viver por aqui. - Desviaria o olhar ao chão em um sincero sinal de melancolia.

Se fosse questionado sobre como o celestial fazia para se manter aqui nos Blues, ele diria:

- Eu vivo sozinho por aqui, fiz um curso em Las Camp, que já havia sido pago por um antigo amigo celestial, quando concluído eu parti para Toroa Island em busca de novas oportunidades.

Surgindo a oportunidade, aproveitaria para tentar enaltecer a imagem do celestial, a fim de ajudar no ingresso ao Governo. Dessa forma, diria:

-Eu imagino que possa ser útil a vocês. Eu tenho vasto conhecimento geográfico e de criptografia, além de enxergar muito bem no escuro. - Se conseguisse avistar algum rifle, apontaria para este com o indicador direito e seguiria dizendo - Eu também me viro bem com qualquer arma e estilo de combate, mas dê-me um rifle e mostrarei o ápice do meu valor.

Se fosse eleito para participar do processo de recrutamento, obedeceria ao comando que lhe fosse dado, evidentemente não seguiria ordens absurdas como automutilação ou auto humilhação.

Considerações:
 

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Mad
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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyTer 09 Jul 2019, 09:33


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A Minha Verdade
Narrador
Inavar fez uma espécie de continência para o Agente, que recuou um pouco a cabeça em surpresa. — Hoh... Descansar! Vejo que talvez você tenha alguma fibra. — Respondeu o homem de terno. Bolin estendeu o formulário para o homem, que tomou-o em mãos e começou a ler enquanto o rapaz falava. — Sim, sim... — Ele não leu muito e logo tomou sua decisão. — Bem, o lance do formulário é mais pra questão de protocolo, não é muito útil. Veremos se você serve ou não agora. — Disse em um tom amistoso, embora não fossem palavras exatamente gentis. — Espera, você tem asas? — O agente notou a presença das pequenas asas brancas nas costas do celestial, que começou seu discurso sobre sua origem. — Nunca ouvi falar... Bem, acredito em você. Bem, siga-me! — Assim o homem deu as costas, esperando que o rapaz o seguisse adentrando o quartel.

Assim seguiram em um corredor, passando por algumas salas. Inavar falava sobre suas habilidades, inclusive apontando para um rifle em seu caminhar e dizendo sobre sua destreza com as armas de fogo. — Então é um atirador? Bom, sendo assim as coisas serão mais fáceis. — Pararam em uma sala com uma placa dizendo “sala de equipamentos”, a porta estava trancada até que o homem girou uma chave na maçaneta e a empurrou. O ambiente que se revelou a frente era escuro, sujo e empoeirado, as lâmpadas não funcionavam e as prateleiras acumulavam poeira e teias de aranha. — Bom, recentemente chegou os materiais necessários pra arrumar essa sala mas ninguém o fizera ainda, então é a oportunidade perfeita pra você mostrar sua “fibra” e quebrar esse galho pra nós, não acha? — O agente parou um homem que passava pelo corredor e disse algumas coisas para ele. — Limpe tudo até ficar brilhando, inclusive as armas, e troque as lâmpadas também. Depois disso, me procure na recepção outra vez. — A sala estava cheia de armas, pistolas e rifles, e possuía ao todo quatro lâmpadas sem funcionamento. A única fonte de luz era uns poucos buracos na parede que traziam raios de luz pelas brechas, mas não eram suficientes para que um homem comum enxergasse bem naquele cômodo. O homem de antes voltou ali, trazendo um carrinho com todos os equipamentos que Inavar pudesse precisar, inclusive as lâmpadas para serem trocadas. — Qualquer dúvida, sabe onde me encontrar — O agente deixou o novato e seu carrinho ali, assim como o homem que o trouxera.

Legenda escreveu:
Agente
Inavar Bolin

Agente:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyQua 10 Jul 2019, 02:36

~ Post 03 ~


A conversa fluiu bem entre o celestial e o agente. Assim como o esperado, este estranhou as asas do jovem que prontamente explicou parcialmente o seu passado e o convenceu daquilo, pelo menos era o que o homem dizia. Havia medo por parte de Bolin devido ao seu passado recente de envolvimento com estudantes revoltosos, mas aparentemente a agente que o ajudara fez um serviço direito a acobertá-lo. Enfim, o primeiro passo aparentemente havia sido dado sem problemas, senão o homem não faria sinal para que o jovem o seguisse.

Acompanhou o oficial até uma sala definitivamente esquecida por Deus. Aproveitando de sua boa visão, notou abundante poeira, sujeira e até teias de aranha naquele ambiente escuro. "Eu nunca vi tamanha espelunca e olha que eu convivi com universitários...". Não conseguiria esconder a natural reação facial de asco àquele lugar, enrugando o nariz contra a testa. Bolin sempre frequentou lugares extremamente limpos e cheirosos, os seus antigos empregados faziam questão de deixar o palácio tão limpo a ponto de ser possível comer no chão. Em um tom que soou um pouco irônico, foi pedido para o celestial limpar todo aquele lugar. O problema era: apesar de frequentar lugares limpos, ele não sabia os deixar limpos.

"Olha, eu não sei que rumo minha vida está tomando, mas sair de um majestoso palácio no céu para um lugar escuro e sujo na terra... eu diria que em algum ponto as coisas começaram a desandar e eu não percebi!". Pensaria enquanto cerraria os punhos e olharia ao teto em sinal de protesto após o agente ter ido embora.

De qualquer forma, aquilo havia que ser feito, não era tempo para lamentos e reclamações. Arregaçaria as mangas e procuraria por equipamentos de proteção individual no carrinho que o marinheiro lhe trouxera. Buscaria por luvas, um avental ou roupão que pudesse sujar, máscara para evitar aspirar poeira e um pano que pudesse cobrir as asas. "Posso sair daqui com sujeira até no dente, mas sujar minha asa é sacanagem.. pra limpar isso depois é um saco!".

Apesar de não ter aptidão alguma para a limpeza e zelo, tentaria imitar o pouco que lembrava de como os empregados palacianos agiam. Começar pelo começo, repetia para si mesmo. Tentaria colocar tudo que não fosse mobília para fora da sala, deixando o material encostado na parede adjacente à porta, a fim de não travar a movimentação do corredor e esvaziar o máximo possível da sala. O próximo passo seria iluminar aquele local, mesmo que Bolin naturalmente pudesse enxergar relativamente no escuro, limpar uma sala cuja a única iluminação era a luz que passava por pequenos orifícios na parede seria no mínimo desafiador.

Procuraria no carrinho ou na sala por uma escada, banco ou caixa que permitisse o jovem alcançar a lâmpada no teto. Para testar a firmeza da base em que subiria, primeiramente pressionaria esta, com a perna direita, fortemente contra o chão. Se percebesse firmeza, seguraria o apoio com ambas as mãos e subiria na escada, banco ou caixa primeiro com a perna direita e depois a esquerda. Caso o item de apoio que pegasse se mostrasse frágil, partiria para o próximo até encontrar algo que elevasse sua altura. No pior dos casos, no qual não encontrasse nada, recorreria ao marinheiro que ali ficou:

- Licença, preciso trocar essas lâmpadas, mas eu não alcanço o teto. Poderia arrumar alguma escada ou algo do tipo pra mim? Pode ser até mesmo aquele banco da recepção.

Enfim, conseguindo algo em que subir, realizaria o mesmo movimento para trocar todas as lâmpadas, mas uma de cada vez. Inicialmente subiria no apoio sem a lâmpada nova e com a mão direita supinada, segurando apenas na parte de vidro, desroscaria a quebrada, enquanto que faria uma firme base com as pernas afastadas para estabilizar o corpo e seguraria o apoio da escada com a mão esquerda, caso estivesse em uma. "Bom, não deve ser muito difícil, desroscar e rosquear e tá pronto, faça-se a luz". Após retirar a lâmpada, a seguraria na mão destra enquanto desceria e a descartaria no carrinho, algum saco de lixo que encontrasse ou no canto ao lado de fora da porta, nesta ordem de preferência. Pegaria uma lâmpada nova e a rosquearia no lugar da antiga também do mesmo jeito, mão destra rosqueando, esquerda de apoio e pernas sendo uma base.

Sendo sucedido, contrairia as costas e os braços no clássico sinal de despreguiçar, enquanto bocejaria baixinho. "Isso aqui é um saco", murmuraria esperando que ninguém ouvisse. Acenderia a luz pressionando algum interruptor na sala e partiria para a próxima etapa. Procuraria por um pano no carrinho e o umedeceria em água ou álcool que ali houvesse. Começaria passando o pano nas mobílias, do ponto mais alto para o mais baixo. Esticaria o pano até que tomasse o formato de um "retângulo" e o passaria de um lado ao outro, sempre apenas em um sentido, nunca em ambos os sentidos para evitar apenas mudar a sujeira de lugar. Iria trocando as faces pretas de sujeira do pano por aquelas ainda limpas. Quando o pano ficasse completamente imundo, o trocaria por um novo e repetiria o processo até que todos os móveis estivessem limpos por fora e por dentro. Para finalizar, pegaria uma vassoura no carrinho, segurando-a com ambas as mãos, estando a esquerda mais próxima à ponta que usaria para varrer. Então faria movimentos de puxar toda a poeira para o centro da sala, a fim de fazer um montinho de sujeira. Quando completasse a tarefa, pegaria uma pá para recolher aquele montinho de pó e o descartaria no mesmo lugar que as lâmpadas quebradas. "Vá e nunca mais volte" amaldiçoaria aquele pó que se mostrava como o maior adversário do jovem em toda a sua vida. Por fim, pegaria um esfregão ou um rodo e pano úmido no carrinho para esfregá-los no chão em movimentos rotatórios a fim de retirar a sujeira fina resquicial.

Em seguida, sentaria ao lado de toda a tralha que colocou pra fora para descansar um pouco as costas, pernas e braços, que a este momento provavelmente já estariam "chorando". "Meu.. isso aqui é dureza viu, quando eu voltar pra Teméria, agradecerei pessoalmente cada um dos empregados" inspiraria e expiraria rítmica e profundamente enquanto levava os olhos ao teto, relaxava os braços e flexionava as pernas. Após o curto período de retomada de fôlego, levantaria e umidificaria novamente um pano para que um a um limpasse tanto os objetos que haveria movido pra fora quanto aqueles que eventualmente tiveram de ficar dentro da sala. Para limpá-los, faria movimentos repetitivos de esfregar até que toda a sujidade fosse eliminada. Para sujeiras mais persistentes, se encontrasse, usaria álcool e usaria uma força maior ao esfregar. Se mesmo isso não fosse o suficiente, apenas torceria para que o agente não notasse ou implicasse. Teria um cuidado especial quando fosse limpar os rifles, afinal era um atirador e tinha muito apreço por seus "colegas" de trabalho. "Até hoje nunca o precisei utilizar de verdade.. apenas contra alvos inanimados, espero não travar quando for atirar em alguém, afinal um tiro é muito diferente de um soco ou chute, após disparado não há mais volta..".

Agora seria a hora de colocar tudo pra dentro, mas primeiro faria uma espécie de seleção. À medida que fosse limpando os objetos, aqueles que estivessem quebrados ou precisando de uma fixação, seriam colocados nas mobílias e prateleiras mais elevadas, preenchendo o móvel por completo antes de partir para o próximo. O restante dos equipamentos em estado funcional seriam agrupados na mobília segundo às classes: armas de fogo e munições, armas de curto alcance (facas, luvas de combate, entre outros) e armas de médio-longo alcance (lanças, espadas, arcos, flechas, entre outros). Para dar o "toque final", jogaria alguma fragrância no ar da sala, isto é se tivesse alguma no carrinho.

Assim que realizasse todo o serviço, despiria os equipamentos de proteção individual que pudesse ter encontrado e os guardaria no mesmo carrinho que lhe foi disponibilizado. Tocaria no ombro do homem que trouxera o carrinho com a mão mais próxima a ele - evidentemente só tocaria se conseguisse achar uma luva para que a mão não ficasse suja - e diria:

- Olha.. - Pausaria a fala para limpar a testa com a parte posterior da mão e seguiria dizendo - ... devo dizer que não nasci para isso, mas acho que fiz um bom serviço. - Seguiria sorrindo discretamente a fim de tentar criar um clima agradável e recuando a mão do ombro do homem. - Enfim, aqui está o carrinho, vou procurar aquele homem de antes, sabe por onde ele pode estar? - Abaixaria a cabeça em um sinal de respeito e partiria ao local indicado, mas se não fosse lhe instruído nada, voltaria à recepção onde esperava encontrar o agente.

Se Bolin fosse questionado sobre como haveria limpado a sala, tanto pelo agente quanto pelo homem do carrinho, responderia a cada eventual pergunta:

- Bom, além de colocar os equipamentos que precisam de reparo nas mobílias mais altas, eu os separei aqui e aqui por classes de armas de fogo, curto e médio-longo alcance - Apontaria para onde os equipamentos estariam. - Troquei as lâmpadas - Se tivesse conseguido realizar a troca - Varri e passei pano em toda a sala, mobília e equipamentos, só não consegui tapar aqueles buracos, porque infelizmente não sei como fazer argamassa ou cimento... - indicaria os buracos.

Considerando que encontrasse o agente, pararia diante deste com peito inflado, mãos unidas à frente da pelve e pernas levemente afastadas - uma postura de fino equilíbrio para não se mostrar fraco nem prepotente. Lembrava sempre das palavras de seu pai, "parecer por vezes é mais importante que ser".

- Serviço concluído senhor, estou à disposição para a próxima tarefa! - "Rapaz, tomara que ele não me mande limpar mais nada, que exaustivo!".



Aventura:
 

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyQua 10 Jul 2019, 11:56


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A Minha Verdade
Narrador
Bolin começava com o básico, protegendo-se com roupas apropriadas para limpezas como aquela, encontrando aventais e tudo aquilo que ele procurou para se proteger. Primeiro, ele tentou colocar a mobília para fora, mas a maioria das coisas dentro da sala estavam em caixas muito pesadas para um único homem comum transportar, então ficaram por ali mesmo. Agora, optava por iluminar o lugar antes de iniciar de fato sua limpeza, uma escolha sábia visto que a escuridão poderia guardar muitas armadilhas para o celestial. Procurou por uma escada e encontrou uma pequena escada articulada, perfeita para a ocasião, colocando-a abaixo de uma das lâmpadas quebradas e testando sua firmeza. Facilmente trocou todas as lâmpadas queimadas por novas, descartando as antigas em sacos de lixo que vieram com o carrinho do marinheiro.

Todas as lâmpadas funcionavam, agora era hora da próxima fase, em que o celestial procurou por um pano e o molhou com água em um balde no carrinho, passando nas mobílias existentes na sala. O celestial varreu, limpou, molhou, fez tudo que precisava para deixar a sala como ordenado pelo seu até então superior. Era uma tarefa exaustiva que requeria muito esforço de qualquer pessoa, ainda mais sendo uma única para realiza-la, então era justificável o cansaço de Inavar. Tendo terminado seu serviço, o aspirante a agente despiu-se dos equipamentos que pegou emprestado e procurou pelo marinheiro que lhe trouxera o carrinho, que felizmente estava próximo de onde o rapaz estava, tendo sido ordenado que vigiasse o recruta. Inavar perguntou sobre o agente de antes. — Ah, sim, bom trabalho. Ele está na recepção. — Disse o marinheiro, indo guardar o carrinho.

Inavar seguiu em direção do Agente, encontrando-o na recepção como ele havia dito anteriormente e avisando-o da conclusão de sua tarefa. — Bom trabalho, aspira! — Parabenizou, indo averiguar o serviço de seu recruta. Adentrando a sala, ele deslizou o dedo pelas estantes e pelas armas, sem encontrar qualquer vestígio de pó. — Hmmmm... Realmente bom, o trabalho aqui está feito. Vamos para o próximo passo. — Avisou, fechando a sala outra vez e caminhando para outro lugar do QG. Chegaram a um espaço a céu aberto, um quadrado perfeito e razoavelmente grande, com marinheiros treinando em equipamentos improvisados usando somente o peso de seus corpos e alguns objetos de grande peso. — Vamos ver se você tem fibra, rapaz. Quero que dê cem voltas nessa pista em menos de dez minutos! Depois, quero que faça ainda mais cem flexões e mais duzentos abdominais! — Bradou o homem, puxando de seu bolso um cronômetro para marcar o tempo da corrida. — Pronto? VAI! — Anunciou, apertando o dedo no cronômetro e sentando-se num banco qualquer. O local era cercado pela tal pista que tinha um tamanho adequado para corridas como aquela.

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyQua 10 Jul 2019, 16:39

~ Post 04 ~


Bolin conseguira fazer uma limpeza não a nível de nobres palacianos, contudo não restou um pó sequer da antiga sala escura e suja. Era um motivo para se alegrar pois não saberia se aguentaria limpar um talher a mais sequer. Talvez sua educação palaciana tenha falhado nesse quesito: educá-lo a pelo menos lidar com afazeres domésticos básicos. Enfim, era hora de dar o próximo passo.

Após se encontrar com o agente na recepção, ambos partiram para um pátio ao céu aberto em formato de quadrado. Havia ali vários marinheiros treinando cada qual a sua maneira. Deduziu rapidamente o que viria a ser confirmado pelo agente: estava na hora de uma prova para aptidão física. "Agora é moleza, pratico exercícios físicos desde os doze anos de idade". A "missão" passada foi a seguinte: cem voltas na pista em menos de dez minutos, cem flexões e mais duzentos abdominais. Antes de começar, perguntaria timidamente ao agente:

- Posso ficar sem camiseta? Para não encharcar a roupa.. - Independentemente da resposta faria os exercícios da mesma maneira e se fosse lhe permitido retira-la, deixaria a camiseta ao lado do banco onde estava sentado o agente.

"Bom, vou gastar mais energia nas voltas já que há um tempo limite, depois vou para as abdominais, já que eu ficarei deitado é o tempo para retomar o fôlego da corrida e partir para as flexões que é o pior exercício de todos..". Seguiria, portanto, este plano. Correria, se possível, na circunferência mais interna da pista para que cobrisse uma menor distância de corrida, afinal ele pediu por cem voltas e não uma quilometragem específica. Manter-se-ia em um ritmo estável para não cansar rápido demais nem estourar o tempo limite, com passadas mais longas possíveis e braços flexionados em um movimento de vai e vem para o equilíbrio. Sempre inspirando o ar pelo nariz e soltando pela boca. Para manter o controle do tempo, com o polegar direito pressionaria ritmicamente, não rápido e não devagar, uma a uma das três falanges dos respectivos dedos restantes da mão destra. Assim que pressionasse todas, estenderia um dos dedos da mão canhota e repetiria o processo até que todos os dedos canhotos estivessem estendidos, então os abaixaria novamente e recomeçaria o ciclo. Havia aprendido essa técnica em um dos livros de história na biblioteca de Teméria. A técnica é muito simples: são doze falanges direitas para cada dedo esquerdo estendido, portanto, doze vezes cinco resulta em sessenta que é exatamente quantos segundos há em um minuto. Ou seja, a cada mão canhota com os dedos completamente estendidos, pretendia pelo menos ter realizado 10 voltas e controlaria o ritmo da corrida a partir dessa correlação.

Assim que terminasse de correr, com a canhota em garra jogaria seus finos cabelos castanhos para trás enquanto enxugaria o suor da testa com a parte posterior da outra mão. Controlaria o ritmo respiratório que provavelmente estaria taquipneico, inspirando e expirando prolongadamente. Quando estivesse preparado, repousaria as costas no chão, flexionaria e juntaria ambas as pernas, faria um "x" com os braços acima do tronco e manteria as asas estendidas para não atrapalharem no movimento. Realizaria as duzentos abdominais curtinhas, flexionando o tórax em um ângulo entre trinta e quarenta graus que mantivesse a lombar no chão. Tentaria ao máximo não mexer as pernas, contraindo-as uma contra a outra. Focaria também nessa parte em recuperar o fôlego para o desafio que viria a seguir.

Seria chegado a hora das temíveis flexões. Gotun, general de Teméria, costuma dizer que movimentos de ampla amplitude eram os mais cansativos e anabólicos. Pensando nisso, faria exatamente o oposto, tentaria fazer a flexão com uma curta amplitude, a fim de preservar o corpo para uma possível próxima etapa. Assim sendo, esticaria as pernas justapostas uma às outras. Juntaria os braços ao corpo, deixando os cotovelos próximos à base do pulmão, e abriria as palmas das mãos mantendo os dedos unidos, direcionando-os para frente. Por fim iniciaria o movimento até onde o corpo permitisse. Diminuiria a amplitude do movimento conforme fosse cansando, o que queria era apenas evitar de fadigar completamente e cair no chão. Manteria a respiração sincronizada ao exercício, inspirando na fase de estender os braços e expirando quando flexionados.

Assim que terminasse todo o circuito, ajoelhar-se-ia repousando os braços sobre suas coxas e deixando a cabeça "cair" em direção ao chão. Então levantaria, pegaria a camiseta para se vestir (caso tenha tirado) e dirigir-se-ia ofegante ao agente:

- Essa foi puxada hehe - Sorriria deixando escapar uma curta risada. Diria isto se conseguisse ser sucedido na tarefa, caso contrário faria tudo o que foi descrito, mas trocaria a fala por: desculpa decepcionar, senhor, esse circuito e limpar a sala realmente me cansaram... - Então seguiria dizendo independente da situação - O que vem agora?

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyQui 11 Jul 2019, 10:25


O celestial perguntava se poderia remover a camisa, e para isso o agente respondeu rápido. — Claro. — E assim o rapaz começou o circuito que lhe era imposto. Assim que o rapaz se afastou, o agente sussurrou mantendo um sorriso gentil. — Vamos ver até onde ele aguenta... — Nessa hora outro soldado aproximou-se do homem de terno e sentou-se ao seu lado. — Outro recruta? — O segundo homem perguntou, e o agente respondeu. — Ainda não sei. Não são todos que têm o que é necessário para fazer o que eu faço. — Ele retrucou.

Na pista de corrida, Bolin mantinha uma estratégia para contar exatamente quanto tempo estava a correr, talvez para massagear seu ego com frase motivacionais como “falta pouco” ou “já foi metade do tempo”. A parte da corrida era relativamente fácil, não era necessário ser um humano extraordinário para completa-la, mas sua real finalidade era esgotar o praticante para os próximos exercícios.

Diferente do que Inavar pensava, as abdominais não eram um “descanso” de maneira alguma. E como eram para serem realizadas logo após um longo trabalho aeróbico, sua respiração estaria tão debilitada quanto acelerada. O celestial deitou-se no chão com as asas estendidas para não atrapalhá-lo e iniciou as duzentas abdominais. De longe, o agente dizia para o homem ao seu lado. — Agora separamos os homens dos garotos. — Seu sorriso gentil contrariava totalmente suas intenções quase diabólicas de forçar seus futuros recrutas ao seu extremo.

As abdominais não eram um exercício difícil de se realizar, se fossem somente elas, mas graças à corrida que a precedia se tornava algo quase impossível para alguém “normal”. Quanto mais o número de abdominais que Inavar fazia aumentava, menor era a amplitude que ele as executava, cada vez mais difícil de respirar e com o seu diafragma quase entrando em colapso.

Chegou ao ponto em que o rapaz simplesmente não conseguiu erguer-se do pavimento, exausto. Neste momento, o agente ergueu-se do banco com os braços para trás e uma expressão ao mesmo tempo sorridente e diabólica. — O que foi? Não consegue mais? — O celestial se ajoelhou com os braços nas coxas e a cabeça para baixo, em seguida se erguendo e pegando sua camiseta para vesti-la. Em seguida, o rapaz retornou para o agente e pediu desculpas por sua falha. — E então, irá desistir? — Perguntou o agente, mas Inavar retrucou com outra pergunta. — Hm... Acompanhe-me. — Assim ele se dirigiu para um dojô e retirou os sapatos antes de adentrar, esperando que o rapaz o fizesse também. — Agora você irá tentar me atingir, se conseguir se tornará um agente. — Disse o homem, tomando uma distância de três metros do rapaz.

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MensagemAssunto: Re: Cap I - A minha verdade e nada mais importa   Cap I - A minha verdade e nada mais importa EmptyQui 11 Jul 2019, 16:25

~ Post 05 ~


Frustração. Não havia outra palavra que melhor explicasse o sentimento do celestial frente ao fracasso que foi a sua prática de exercício. Sua cabeça estava vazia, apenas o receio de ser eliminado do processo seletivo martelava seu coração e um frio descia-lhe pelo corpo. Segurou, entretanto, toda essa sensação dentro do seu corpo, exteriormente apenas houve um gesto de derrota e a consequente pergunta "o que vem agora?".

O agente que há pouco conversara com um soldado, levou Bolin para um dojo e após tirar os calçados convidou o celestial para que fizesse o mesmo. O jovem não entendeu ao certo o que aquilo significava: o agente já esperava a falha no exercício passado a fim de causar um desequilíbrio emocional no jovem para essa fase ou esta fase seria a última chance de entrar em uma Cipher Pol? "Argh! Não é hora para pensar nisso, apenas tente dar o seu melhor", pensaria balançando a cabeça.

O desafio agora aparentemente seria o mais difícil de todos. Era necessário atingir o agente para concluir o teste. Estranhou o convite para uma luta corpo a corpo mesmo avisando que em essência era um atirador. "Talvez ele queira testar minha criatividade para sair de situações adversas... justo". Bolin, portanto, sem dizer uma palavra sequer, tiraria os calçados para entrar no tatame. Deixaria que o olhar determinado do celestial falasse por ele, enrugando a testa e pressionando os lábios. "Acho que vai ser impossível vencê-lo, mas um golpe pelo menos eu tenho de conseguir!". Posicionar-se-ia flexionando levemente os joelhos com a perna esquerda na frente, a fim de formar uma base firme. Flexionaria igualmente os braços na mesma disposição que às pernas, deixando ambas as mãos serradas e na altura da boca.

"Vamos aos fatos, ele provavelmente é mais forte, mais experiente e veloz do que eu... vai ser uma luta divertida heh.. Gotun dizia que eu tenho uma esquiva habilidosa, realmente acima da média. Então vou abusar disso, meu conhecimento de briga de rua e de todas as artes marciais que eu aprendi no céu". Não esperaria o agente se mexer e tomaria a iniciativa do combate, correria retilineamente para cima dele desferindo um jab seguido de um direto com a destra. Nessa primeira investida, manteria as asas contraídas para trás a fim de evitar serem puxadas pelo adversário. Era esperado que o agente respondesse esse básico ataque de boxe, a pergunta seria como?

Se os golpes fossem bloqueados com o braço esquerdo então levaria a canela destra à lateral esquerda do tronco do agente, que provavelmente estaria desprotegido. Na hipótese de bloqueio com o braço direito, traria o joelho esquerdo mais ou menos na altura da base pulmonar e atacaria com um "pisão" reto mirando o tronco exposto do agente. Se o agente esquivasse dessa primeira sessão de golpes, não tentaria bloquear um eventual contra-ataque, Bolin apenas esquivaria saltando para trás a fim de ganhar distância e propositalmente "convidar" o homem a avançar para atacá-lo. Falhando na esquiva e sendo atingido por um golpe, tentaria agarrar, com o braço ipsilateral, o membro do agente utilizado para o ataque e empurrar o peito do mesmo com a mão contralateral para abrir uma brecha de saltar para trás. Na pior das hipóteses em que nada funcionasse, protegeria o rosto com as mão para não ser nocauteado e esperaria por um momento de correr para trás e firmar a base novamente.

"Acho muito difícil eu conseguir uma abertura a partir de uma sequência de golpes... Ele tem muito mais experiência que eu, mas preciso encontrar algo para abusar... É ISTO! Ele mostrou surpresa com as minhas quando nos conhecemos, provavelmente ele não sabe muito lidar com celestiais e asas, vou aproveitar disso". Em um segundo momento do combate, esperaria o agente vir atacá-lo. Se ele não viesse, Bolin o faria então. Independentemente da maneira, quando se "encontrassem" novamente, o celestial gritaria furiosamente enquanto chutaria horizontalmente com a perna esquerda na altura da cintura, rodando o corpo para que a asa esquerda ficasse esticada de frente ao agente e o celestial perpendicular a ele, mas com o pescoço virado de maneira que não perdesse o adversário do campo de visão. A ideia era "seduzir" o homem a puxar a asa que estaria exposta. Se isso acontecesse, o jovem sorriria mostrando os dentes e agarraria no braço como um tigre que crava ambas as garras em meio a árvores, o plano tinha esse requisito para funcionar: travar um único braço do agente com ambos os membros superiores do celestial. Partiria em seguida para um golpe baixo de morder o pulso do inimigo até que este mostrasse um sinal de dor, para enfim tentar uma cabeçada final mirando o queixo. "Duvido que esperava por um golpe baixo de quem se mostrou tão nobre até então".

Cogitando que a cabeçada fosse defendida com o outro braço ou o agente esquivasse, não desistiria tão fácil, pois dificilmente teria uma chance melhor de acertá-lo. Pensando assim, estariam com os corpos muito próximos, logo tentaria acertar uma joelhada direita rápida na barriga do homem que eventualmente estaria ocupado esquivando ou defendendo a cabeçada. "Por favor dê certo" seria o único pensamento que passaria pela cabeça do celestial.

Havia a possibilidade de nada funcionar, então o celestial esquivaria para trás em golpes horizontais, deslocaria e giraria o corpo para o mesmo lado do membro utilizado pelo agente em ataques verticais e "estocadas". Durante esse meio tempo entre uma esquiva e outra, tentaria observar o jeito de luta do adversário para pensar em uma estratégia melhor.

Entretanto, se conseguisse obter a "vitória" a partir do plano que havia pensado, sorriria desconcertadamente enquanto coça os fios de cabelo na nuca e contrai as asas para baixo.

- Desculpa-me por isso... eu costumo lutar honestamente, mas fiquei assustado de não conseguir atingi-lo e acabei "apelando" - terminaria fazendo sinais de reticências com o dedo indicador e médio da mão canhota quando dissesse "apelando". Se, surpreendentemente, conseguisse ter acertado um golpe sem a "baixaria", apenas sorriria orgulhoso fazendo um sinal de "joinha" com a mão direita e aguardaria a aprovação do agente.

Sendo parabenizado e/ou finalmente admitido como agente do Governo, Bolin soltaria os braços e cairia de joelhos no chão, aliviado de ter concluído seu primeiro desafio. Seria inevitável controlar lágrimas de alegria ao pensar em como seu pai e Gotun estariam orgulhosos, mesmo que ainda guardasse ressentimento de ambos. Se fosse questionado pelo motivo de suas lágrimas, apenas enxugaria os olhos com as mãos e diria:

- São lágrimas de orgulho... - Omitiria a parte de que também eram lágrimas de redenção e agradecimento à mulher misteriosa que o salvara tempos atrás. Pensava também que sendo um agente poderia encontrá-la mais facilmente e saciar a curiosidade patológica que o corroía por dentro.

Por fim, olharia ao homem que fez a sua seleção e questionaria:

- Desculpe, senhor, percebi que ainda não sei seu nome - Finalizaria com um sorriso amigável e levantando para acompanhar o membro do Governo Mundial ou ir aonde fosse indicado.


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