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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.

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MensagemAssunto: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySeg 1 Jul 2019 - 14:20

Nome: Lucinda Castiel.
Idade: 21 Anos.
Sexo: Feminino.
Raça: Humana.
Tamanho: Normal.
Estilo de Combate: Atirador.
Localização: North Blue - Micqueot.
Grupo: Civil.
Vantagens: Ambidestro.
Desvantagens: Insano - Paranoico.
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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySeg 1 Jul 2019 - 17:05

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: https://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySex 5 Jul 2019 - 21:58


 CORRA... ─ A voz feminina gritava do fundo de seu amago de forma desesperadora, a escuridão que me cercava não permitia que enxergasse qualquer coisa a minha volta. Conseguia ouvir perfeitamente o bater acelerado de meu coração, em um ritmo forte e angustiante algo que nunca havia sentido antes, o medo começava a dominar meu ser por completo. Minhas pernas tremiam e eu não conseguia sair do lugar, o forte odor de sangue e carne queimada embrulhou meu estomago, senti uma enorme vontade de vomitar, entretanto, quando menos esperei, uma pequena mão negra logo se materializou da escuridão agarrando meu pulso da mão direita com firmeza, me jogando com força contra o que seria o chão.

 Se por acaso acordasse na cama que dormira na noite passada, acordaria em súbito susto desesperador, ao que abriria os olhos subitamente em agonia. Seu corpo estaria coberto por uma grossa camada de suor, sentia o coração em seu peito bater mais rápido que o normal enquanto tentaria acalmar sua respiração extremamente ofegante. Levantaria com certa dificuldade e desanimo da cama, sua visão estaria meio turva o que a faria levar ambas as mãos até seu cenho e então coçaria seus olhos, e os limparia para que pudesse enxergar melhor, seus pensamentos estariam confusos e turbulentos por conta da noite passada, e pensaria “Aquele maldito pesadelo de novo...” Se estivesse supostamente em sua humilde casa, caminharia até a pequena janela que a mesma teria e a abriria, o que faria a claridade adentrar o pequeno cômodo, caso tenha uma banheira ali cogitaria a ideia de tomar um banho para remover o suor de seu corpo, e assim o faria, tomaria seu banho após terminar se trocaria. Caminharia em passos calmos e curtos para fora da casa, então, seguiria para cidade em seguida.
Entretanto, caso acordasse em outro lugar além de minha casa, seja um beco ou em um local semelhante, tomaria às ruas mesmo assim.
 
 Caminharia entre as ruas da cidade enquanto observaria distraída algumas vitrines de lojas caso ali existissem, estaria perdida em seus pensamentos e, principalmente estaria pensando no pesadelo que haveria tido na noite passada, acharia muito estranho o mesmo sonho lhe assombrar várias noites seguidas, estaria aflita e angustiada com aquela situação e demonstraria isso em sua feição, porém, decidiria que não deixaria aquele pesadelos lhe tomar o dia inteiro, e consideraria que aquilo seria nada além de que um pesadelo bobo. Assim, organizaria seus pensamentos e obrigações, logo optaria por procurar a loja de armas da cidade, como moraria a algum tempo ali saberia mais ou menos onde ficaria. Contudo, caso não encontre a loja de arma, perguntaria para algum morador mais velho pois esse provavelmente saberia onde encontrar a loja e seria devidamente educada com o mesmo, falaria, se pudesse encontrar alguém naquele perfil “─ Bom dia, você poderia me informar onde encontro a loja de armas daqui? ”, se por algum motivo o morador não soubesse a localização da loja voltaria a procurar sozinha a loja, até que a encontrasse.

 Se por ventura viesse a encontrar a loja, sentiria um breve alivio em meu peito que passaria por todo o corpo. Viria a precisar de algum armamento caso se metesse em alguma confusão, então, levaria sua destra calmamente até a porta do estabelecimento e abriria sua porta. No entanto, caso a loja esteja fechada esperaria ansiosamente a mesma ser aberta. Com muita cautela adentraria a loja de armas e, caminharia em passos lentos até o balcão a sua frente, caso tenha um no local, seus olhos curiosos observariam milimetricamente os armamentos espalhados por todo o lugar, se em hipótese estivessem ali. Se aproximaria do vendedor com um sorriso em seus lábios carnudos, e perguntaria ao mesmo “─ Olá, bom dia. Eu gostaria de alguns de seus armamentos, teria como? ” Caso ele olhasse com um olhar preconceituoso, não se importaria, porém, caso o homem permitisse que a mesma olhasse pela loja, olharia meticulosamente a procura de algo que lhe interessasse, e se caso acabasse encontrando um magnifico par de garruchas que chamaria sua atenção e, perguntaria seu preço, se por algum acaso estivessem ali “Essas armas... São lindas, quanto elas estão custando? ” Contudo, aceitaria qualquer outro tipo de pistola, caso não houvesse as garruchas ali. Entretanto, caso o homem tenha a expulsado da loja, sairia vagarosamente entristecida do estabelecimento, no entanto, não iria desistir facilmente de conseguir alguma arma.
Entretanto, se o homem decidisse vender o par de garruchas para ela, vasculharia os bolsos a procura de algum dinheiro, caso tenha, pagaria o homem e aproveitaria, se sobrasse algum dinheiro, e compraria munições também “Você poderia me dar algumas munições também, por favor? ”
 Contudo, se em caso não tivesse o dinheiro necessário para efetuar a compra, ofereceria seus serviços na loja como faxineira em troca das armas “Eu... Eu posso trabalhar para o senhor, como faxineira. Eu limparei a loja toda para o senhor, em troca você poderia me dar as pistolas. ”

Legenda:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptyDom 7 Jul 2019 - 1:59



Mini-Aventura

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Seu tronco se ergueu num despertar súbito, espargindo o suor do rosto aos ares. O quarto cheirava a um leve hircismo, provavelmente oriundo do colchão encharcado do líquido salino. Suas pupilas ainda adequavam-se à parca luz, cuja fonte provinha de um breve filete que escapava à fenestra deixada pelo espaço entre a porta e o batente do cômodo. Supostamente, uma situação comum em meio à noite. Talvez Lucinda tivesse esquecido de apagá-la antes de dormir. Entretanto, a faixa de luz esvaneceu repentinamente de maneira sibilina, sendo entregue à penumbra, como se alguém a tivesse cruzado.

Ela não estava só. E, quem quer que estivesse em sua residência, não queria despertá-la – ou não a notara. Seus passos eram cuidadosos, extremamente silenciosos, como se tateasse o assoalho caprichosamente somente com a ponta dos dedos. Lucinda também não ouvia nenhum alento, senão o próprio, quente e pesado, aquentando os próprios lábios de filtro orvalhado. Não havia como esconder a ansiedade e a frustração, que já percorriam sua espinha e arrepiavam os pelos do corpo. Naquele instante, provavelmente à mente lampejaria a gaveta da escrivaninha de seu quarto, local onde poderia encontrar seu revólver de tambor – já envelhecido, sem muito brilho, embora ornasse um belíssimo fulgor prata em seu auge. Ao lado, no mesmíssimo compartimento, os quatro projéteis derradeiros, calibre 28, dispostos numa caixinha de papelão improvisada.

Havia pouco tempo para tomar uma atitude, e as consequências de sua decisão poderiam ser aterradoras.

Dicas e Orientações:
 


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySex 12 Jul 2019 - 12:22

“─ Eu... Não apaguei a luz?” Sua fala sairia baixa, seus pensamentos estariam confusos naquele momento, se lembraria perfeitamente de ter apagado à luz antes de ir se deitar, sua memória não seria tão falha a esse ponto, seus olhos ainda semicerrados tentariam se acostumar com escuridão de seu quarto, o forte fedor de suor incomodaria suas narinas; causando uma leve repulsa na jovem. Contudo, sua atenção logo fora voltada para o fino feixe de luz que desvaneceu, mesmo que por um breve momento, Lucinda esquecia completamente do sono que sentira, sentiria calafrios percorrendo por todo seu corpo ─ não estava sozinha e isso a assustava. Sentia seu coração palpitar com ferocidade em seu peito, suas mãos estavam tremulas e frias, não podia negar a ansiedade que sentia naquele momento, alguém havia adentrado sua casa e provavelmente estaria lhe roubando, “Maldito seja! ” Pensaria. Lucinda se concentrou por alguns instantes para poder ouvir qualquer tipo de barulho, porém, sem êxito algum em seu feito; apenas conseguia ouvir o próprio som de sua respiração pesada.

Logo lembraria de seu revolver guardado na gaveta da escrivaninha, levantaria da cama calmamente, e, na ponta de seus dedos caminharia cuidadosamente até a escrivaninha, tateando o assoalho cuidadosamente para que não rangesse ao tocá-lo. Abriria vagarosamente a gaveta, já podendo ver seu velho revolver ali lhe esperando, sua destra aproximaria ainda estando bastante tremula, o tocaria levemente sentindo os detalhes perfeitamente desenhados por ele, poderia estar velho, mas havia a salvado diversas vezes. Por um breve momento, se lembraria da primeira vez que o pegou em suas mãos, seu falecido havia lhe dado como herança junto a pequena caixa de munição; era o que ele tinha para dar, não era muito, porém protegeu Lucinda de maus feitores e rapazes com más intenções. Entretanto, como havia treinado tiro ao alvo algumas vezes, acabara ficando sem muitas munições, sobrando apenas quatro projeteis ─ sairia na manhã seguinte para comprar mais.

Segurou firmemente no cabo do revolver, sentindo o quão frio ele estava, o retirava de dentro da gaveta com cuidado, podia sentir o quão pesado ele parecia naquele momento, talvez seria por estar com medo, nunca a havia usado antes em alguém de verdade, apenas a usava para ameaçar as pessoas que tentassem lhe fazer algum mau. Lucinda sentia um forte desconforto em seu estomago, um frio que dominava toda a região de seu abdômen, sua ansiedade parecia estar aumentando cada vez mais, não sabia o que fazer naquela situação tão intensa, sua mente estava em pura agonia. Poderia ser qualquer pessoa, um ladrão, talvez apenas um mendigo procurando por comida; provavelmente poderia nem ser um homem e sim uma mulher ─ Ou na pior das hipóteses, uma criança. Mesmo sem saber o que faria, apertou o dedal serrilhado soltando o tambor do revolver, o fazendo pender para o lado, calmamente pegou uma das munições dentro da gaveta, sua mão parecia estar mais tremula do que antes. Sua apreensão só aumentou ao cogitar a ideia de que a qualquer momento, o suposto estranho poderia entrar em seu quarto, o que a fez desviar o olhar assustado diversas vezes para a porta, sentia sua respiração ficar mais ofegante a cada segundo que passava, tentaria a acalmá-la sempre.

Precisava ser rápida, mas o medo e a ansiedade estaria lhe impedindo.

Após colocar todos os quatros projeteis no tambor do revolver, com todo o cuidado o fechava para que não fizesse nenhum barulho muito alto, levaria seu polegar até o cão o puxando lentamente para trás; estava pronta para o que fosse acontecer ali. Fecharia seus olhos por um breve momento, suplicando aos deuses para que não fosse nada demais, e sim apenas um fruto de sua imaginação paranoica. Caminharia lentamente até a parede próxima a porta, encostaria seu corpo sobre a gélida parede, espreitando pela pequena fresta da porta, observaria de canto de olho ao cômodo ao lado de forma bem atenta, que seria a cozinha da casa.

Caso conseguisse ver a suposta pessoa pela fresta, abriria a porta lentamente para não ter nenhuma surpresa, seus passos seriam cautelosos e lentos e sairia do quarto já com o revolver apontado para a pessoa, sua cabeça viraria cautelosamente para os lados apenas para averiguar se não haveria mais alguém na casa além do suposto indivíduo. Se em alguma hipótese estivesse sozinha com a pessoa, evitaria uma aproximação muito brusca naquele momento, olharia atentamente para a pessoa vendo se a mesma carregaria alguma arma “─ Que... Quem é vo... você?” Sua voz estaria falha e baixa, quase inexistente, como se sua voz nem tivesse saído de sua boca, a angustia em sentira em seu âmago estava lhe impedindo de ter alguma coragem. Respiraria fundo e novamente tentaria uma abordagem melhor, colocaria mais firmeza em sua voz “─ Quem é você? O que está fazendo na minha casa? Saia da minha casa, AGORA, antes que atire em você! ”
Se por acaso a pessoa estivesse armada, saberia no exato momento que a pessoa não estaria ali por um simples engano. Então, em um pequeno surto de ansiedade, avançaria rapidamente na pessoa a empurrando com violência contra algum móvel da cozinha.
Porém, se na eventualidade, a pessoa estivesse acompanhada de mais uma pessoa e ambos estivessem distraídos e desarmados, tentaria se acalmar de alguma forma e sorrateiramente se aproximaria do que estivesse mais próximo de si, e o faria de refém, colocaria a ponta do cano do revólver sobre a nuca da pessoa “─ Nem mais um passo, ou os miolos dele irão voar pelas paredes! Quero saber quem são vocês e o que querem na minha casa? ” Sua voz sairia autoritária e ameaçadora, entretanto, em sua cabeça estaria pedindo aos deuses para que não tentassem reagir.

Se ambos estivessem armados, tentaria pensar em alguma estratégia mais elaborada para que pudesse se aproximar sem que as pessoas percebessem sua presença, e assim poderia tentar fazer uma delas de refém.
Se em alguma hipótese, fosse uma criança que apresentasse ser inofensiva e que não demonstrasse perigo algum, abaixaria sua arma e respiraria fundo na tentativa de acalmar seu coração, que estaria pulsando rapidamente por causa do susto que acabara de levar. Tentaria não se aproximar muito da criança por medo e desconfiança, pois não saberia se aquela criança estava realmente desarmada, todo cuidado era pouco naquele momento. “─ O que está fazendo aqui, criança? Saia imediatamente da minha casa, pestinha. ” Não desejaria fazer nenhum mal a aquela criança.

Se na possibilidade não fosse ninguém, andaria pelos cômodos da casa estando bastante aflita e desconfiada, entraria com cautela nos poucos cômodos que tinha e procuraria debaixo de alguns moveis, que fossem possíveis de se esconder. Logo perceberia quão sozinha estava em sua casa, o que a faria sentir um enorme alivio em seu peito por mais que ainda se sentisse ansiosa “─ Não era ninguém, era apenas a minha imaginação brincando comigo. ” Abriria um sorriso um tanto quanto forçado, vindo de uma risada baixa ao terminar de falar, não conseguia acreditar quão tola foi ao se desesperar daquele jeito, imaginaria se de fato alguém invadisse sua casa, provavelmente teria sido morta. Contudo, caminharia até a sala e se sentaria em uma poltrona, caso ali tivesse uma, como teria perdido seu sono mesmo, não se importaria em ficar acordada o resto da noite, enquanto observaria cuidadosamente o revolver em sua mão. Contudo, estaria bastante pensativa sobre a luz estar acessa, será que realmente teria esquecido de apagá-la ou alguém realmente haveria entrado em sua casa e saído rapidamente? Ambas as dúvidas lhe perturbaria até o amanhecer.

Legenda:
 


Off:
 

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptyDom 14 Jul 2019 - 4:11



Mini-Aventura

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Lucinda tateou o assoalho delicadamente como se a planta dos pés fossem escudadas com coxins. Uma gota de suor verteu de seu rosto e gotejou no pavimento, mas sem ruído notório. Sua mão, então, foi de encontro ao cobiçado revólver. Assim que seus dermatóglifos sentiram-no, à mente surgiu um lampejo de quando o recebera de seu falecido. Seu coração palpitou intensamente, aflito com a hipótese de precisar usá-lo em alguém. Foi quando cometera seu erro fatal. O polegar deslizou sobre o dedal, que rangeu num súbito click. O ruído rechinou tão agudo quanto o chirriar de uma coruja, provocando um estrídulo que irrompeu a calada.

Dali em diante, tudo acontecera muito rapidamente. Um ribombo sucedeu o tilintar do revólver, provavelmente acarretado por uma súbita movimentação do invasor. O feixe de luz tremeu novamente. Onusta de ansiedade, Lucinda apertou os passos em direção à saída de seu quarto, porém, bastou que colocasse um pé fora do cômodo para que um disparo impedisse seu deslocamento. O projétil colidiu contra o batente de sua porta, destroçando a madeira que compunha a estrutura. Farpas e escombros espargiram rente à bochecha da jovem, assim como um choque de ar culminado pelo abalroamento.

– P-Pra trás! – Ordenou uma voz oriunda da cozinha, o aposento de onde provinha a luz. Era um pouco aguda, sugerindo nervosismo, e parecia pertencer a uma mulher; uma jovem, pra ser mais específico. Lucinda não se acanhou e retrucou em seguida, o que pareceu não ter deixado a ratoneira nada contente. Outro disparo, agora contra o teto. Uma chuva de poeira despencou, como um aviso. – Não! Seu marido! Ele... Arghh! Que droga! – Sua entonação expressava bem mais desespero que outrora, com requintes de amargura. O que quer que tenha motivado-a a invadir a residência de Lucinda, tinha relação com seu falecido.

De sua posição, a paranoica pouco conseguia enxergar. De esguelha, as retinas fotografavam o corredor principal logo após a saída de seu quarto, que realizava a conexão entre a sala e a cozinha de sua residência. Esta última dependência não era tão ampla – vinte e cinco metros quadrados, separada em dois lotes por um balcão de madeira com seus oitenta centímetros de altura. Ao fundo, um fogão adjacente a uma geladeira, ambos de modelos simples. No teto, o lustre que clareava o recinto oscilando em virtude do disparo de outrora. Ao que aparentava, o invasor estava de tocaia detrás da bancada.

Dicas e Orientações:
 


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySex 19 Jul 2019 - 20:12

Mini-Aventura CANCELADA...


Mini-aventura cancelada por inatividade. Caso queira reabrir sua mini mande PM para algum orientador, GM ou ADM.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySab 20 Jul 2019 - 18:24

Mini-Aventura Reaberta!


Mini-aventura reaberta a pedido do player, caso não possua mais um Orientador, deverá refazer uma MEP e aguardar para voltar a ser orientado.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada.   [Mini - Kyoki] Uma Jornada Inesperada. EmptySab 20 Jul 2019 - 21:29


Seus olhos se fechariam por um breve momento, não podia acreditar que mesmo tomando todo o cuidado do mundo, ao deslizar seu dedo sobre o dedal o mesmo faria barulho “Merda...”, sabia que o seu tempo que já era curto, estaria bem menor agora com o click que ressoou pelo quarto ─ precisaria ser ágil naquele momento. Suas mãos ainda tremulas, pegariam os quatros projeteis na gaveta e os colocaria no tambor, já não se importava se faria ou não barulho, daria um leve tapa sobre o tambor o fazendo fechar de forma rápida, e logo puxaria o cão para trás, apesar do medo que sentira, precisaria ser corajosa o suficiente para enfrentar a pessoa que invadira sua residência, respiraria fundo e a soltaria calmamente, reunindo toda a sua coragem. Em passos largos e apressados, caminharia até a porta de seu quarto e a abriria, contudo, ao pisar para fora do cômodo ouviu o barulho do gatilho sendo apertado, e o tiro sendo disparado. Mas por sorte, o mesmo haveria pegado na porta do quarto, fazendo estilhaços de madeira baterem contra seu rosto. O corpo de Lucinda ficava completamente paralisado com a situação, não imaginaria que a pessoa iria lhe atacar assim de cara, seu olhar seria de completo espanto e medo.

Seu movimento havia sido tão rápido que mal pudera ver a pessoa, porém, ao ouvir a voz feminina estremecida ecoar pelo cômodo da cozinha, saberia que a mesma estaria tão assustada quanto Lucinda. Rapidamente, se esconderia atrás da parede para se proteger, moveria sua cabeça lentamente para fora do batente da porta, e olharia de canto de olho, apenas para ver se conseguia localizar aonde a suposta mulher estaria escondida. Seus olhos varreriam por todo o cômodo, associando o lugar que o tiro teria sido acertado a da onde ele poderia ter vindo, assim presumiria que a mulher estaria escondida atrás do balcão da cozinha, contudo, Lucinda precisaria confirmar se sua teoria estaria realmente certa. Calmamente, giraria seu corpo um pouco para o lado, ficando com metade dele para fora de seu esconderijo, apontaria meticulosamente seu revolver para frente, sua mão que antes tremula parecia ter ganhado mais firmeza, como se seu medo tivera passado de uma hora para outra.

Suas paranoias martelariam em sua cabeça, o que transformaria todo o seu medo e angustia em raiva “Quem essa merdinha pensa que é, para entrar em minha casa e atirar em mim?”, os olhos de Lucinda procurariam rapidamente por algo em que pudesse acertar, logo avistaria um copo de vidro bem em cima do balcão, se por acaso tivesse um ali, levaria sua mão livre até a que segurava o revolver e a apoiaria logo abaixo, como se fosse um apoio para sua mão. Lucinda, miraria de forma cautelosa o copo no balcão, sua respiração estaria calma e seus olhos vidrados, seu dedo indicador logo deslizaria vagarosamente pelo gatilho do revolver, dispararia um dos projéteis que provavelmente acertaria o copo, o estilhaçando por completos, os cacos de vidro voariam para todos os lados do cômodo. Rapidamente, voltaria se esconder atrás da parede e ficaria em sua posição anterior, e aguardaria ansiosamente por alguma reação da invasora, logo poderia ver, caso ela erguesse, um braço sendo levantado atrás do balcão, a mão feminina que segurava o revolver dispararia outro tiro, só que dessa vez contra o teto ─ o que deixaria Lucinda, ainda mais irritada.
Caso não houvesse nenhum copo em cima do balcão, cautelosamente tentaria mirar o revolver na torneira da pia da cozinha, logo não demoraria para disparar o projetil contra a torneira; e se por acaso o tiro fosse certeiro, a torneira começaria a esguichar água para todos os lados, molharia os balcões, os eletrodomésticos, e principalmente o chão. Contudo, caso não acertasse o tiro, o mesmo pegaria ao lado da torneiro, acertaria o tiro na parede da cozinha.

Logo poderia ouvir a voz feminina falar novamente, recheada de desespero e angustia, Lucinda não conseguia compreender o que a aquela pessoa realmente queria, ainda mais com seu falecido “─ O que você quer aqui? Você chegou um pouco tarde, querida. Meu marido está morto.” O seu tom de voz sairia alto, com um resquício de tristeza, encostaria sua cabeça sobre a parede, enquanto as lembranças de seu falecido passariam por sua mente por um breve momento, o que faria uma pequena lagrima rolar de seu olho esquerdo, uma fria e solitária lagrima. Porém, não podia deixar aquelas lembranças lhe atrapalharem naquele momento, levaria sua destra até próxima de seu rosto e secaria a lagrima com seu polegar. Logo, voltaria a olhar de canto de olho, daquele momento em diante precisaria ser rápida e estratégica em seus feitos, Lucinda conhecia cada canto de sua casa e saberia perfeitamente quais pontos seriam estratégicos para fazer um avanço brusco e se proteger ao mesmo tempo.

Em caso do lustre ainda estar oscilando, Lucinda esperaria o momento certo em que o lustre penderia para o lado do balcão, e tentaria acertar um tiro no fio que o prendia para pode-lo derrubá-lo, então, apontaria sua arma para o lustre e no momento certo apertaria o gatilho do revolver, saberia que tanto o tiro quanto a queda do lustre, assustariam a jovem que provavelmente não esperaria por isso. Enquanto o lustre cairia, o escuro logo predominaria por todo o cômodo, a única luz que adentraria pela janela do cômodo, caso houvesse uma ali, provavelmente seria o da lua. Lucinda, então, se aproveitaria de seu autoconhecimento pela sua casa, e de forma rápida e silenciosa sairia de seu esconderijo, ao ver que estaria próxima do balcão, impulsaria seu corpo para frente, e o jogaria sobre a bancada o que faria o mesmo deslizar um pouco para frente, supondo que a mulher esteja ali. Seu torço ficaria pendurado enquanto o resto de seu corpo estaria apoiado sobre o balcão, rapidamente envolveria o pescoço da gatuna com seu braço fortemente, na tentativa de lhe dar um mata leão, a mão que seguraria o revolver, já estaria apontado para a cabeça da jovem  “─ Qualquer gracinha e eu estouro sua cabeça. Agora, desembucha logo, o que você quer?” Contudo, se a jovem em alguma hipótese não estivesse no local em que a jovem haveria pulado, e se a mesma mirasse sua arma para Lucinda. Apoiaria suas mãos sobre o balcão e tentaria erguer seu torço rapidamente e o jogaria para trás bruscamente, em uma tentativa de esquiva, e sairia de cima do balcão e se esconderia atrás do mesmo. Não poderia acreditar que havia perdido uma chance tão boa, saberia que agora a coisa seria mais difíceis, pois estava mais perto da invasora e aquilo não seria nada bom ─ precisaria de uma nova estratégia.
Caso a larápia tentasse desviar ou reagir ao mata leão, Lucinda não hesitaria em lhe dar um tiro em sua perna direita, para tentativa imobilizar de vez a jovem, o que faria sobrar apenas uma bala no tambor do revolver. Se por algum motivo a jovem ainda tentasse revidar, apontando sua arma para Lucinda, em um súbito pensamento de sobrevivência, colocaria certa de força em seus quadris e pernas, e assim rolaria seu corpo para o lado direito em uma tentativa de uma esquiva, e se por caso o revolver estivesse em sua destra, aproveitaria para mirar o revolver na cabeça da larápia “─ Você é esperta. Quase que me pegou, hahaha. Agora, fale o que você quer aqui, ou serei obrigada a atirar nessa sua cabecinha linda.”

Se na hipótese de ter errado o tiro contra o lustre, Lucinda colocaria ambas as mãos sobre a cabeça, não poderia acreditar que sua mira seria tão ruim, agora, mais do que nunca precisaria ser estratégica, pois apenas teria restado duas balas no tambor de seu revolver. Sabia que provavelmente a jovem já teria sacado sua estratégia de deixar tudo escuro. Lucinda, então, não se importaria mais com que pudera acontecer naquele momento, em um súbito impulso de ansiedade sairia do local onde estaria provavelmente escondida, seus pés tocavam o assoalho bruscamente e já nem se importaria com o barulho que o mesmo fizera. Se aproximaria rapidamente do balcão da cozinha, e logo pularia em cima do mesmo. Sem pensar duas vezes, Lucinda deslizaria seu dedo indicador pelo gatilho do revolver, no intuito de efetuar os dois tiros restantes em sua cabeça. Porém, caso a jovem já estivesse de pé e esperando por Lucinda, em um grande impulso, jogaria seu corpo para frente na tentativa de dar uma cambalhota, e mesmo que a mulher chegasse a acertar algum tiro certeiro ou de raspão em Lucinda, tentaria rolar pelo assoalho, e assim efetuaria os dois restante na direção da cabeça da jovem. Se na possibilidade errasse ambos os tiros, tentaria correr em direção ao corredor principal da casa, na tentativa de se esconder atrás da parede. "─ Tudo bem. Você quer conversar? Vamos conversar. Mas, primeiro, solte sua arma no chão. Se fizer isso, farei o mesmo também."

Se acaso Lucinda não atirasse no lustre, cogitaria por outra estratégia. Lucinda, sabia onde cada coisa ficava em sua casa, principalmente em sua cozinha, sua mente em um súbito momento, lampejaria o bujão de gás que ficara ao lado do fogão, caso tivesse um ali. Suas ideias começariam a fluir naquele momento, precisava pensar em como faria para acertar o bujão sem que estivesse perto da explosão. Minutos se passariam, e então, Lucinda decidiria o que fazer naquele momento. Lucinda, lentamente iria se afastando da parede até pegar certa distância da mesma, sua respiração estaria pesada e ansiosa, não sabia se o seu plano daria realmente dar certo, porém, precisaria tentar a qualquer custo. Rapidamente, Lucinda começaria a correr em direção a saída de seu quarto, logo passaria em certa velocidade pela cozinha, ao chegar perto do corredor principal, ergueria seu braço e já apontando sua arma para onde o bujão estaria, no intuito de acertá-lo, seu dedo deslizaria rapidamente pelo gatilho do revolver e assim dispararia um projetil contra o bujão, colocaria forças em suas pernas e impulsionaria seu corpo para frente, o que a faria dar várias cambalhotas.
Caso acertasse o bujão de gás com o tiro, seu corpo seria impulsionado ainda mais para frente por conta da explosão, o jogaria para o cômodo ao lado, que seria a sala de sua casa. Isso a faria ficar desacordada por alguns minutos, porém, logo que abriria seus olhos tentaria se levantar, caso estivesse machucada por causa da explosão, tentaria se levantar mesmo estando com certa dificuldade, caminharia lentamente até onde provavelmente seria sua cozinha anteriormente, sua visão estaria turva e seus pensamentos confusos, sentiria uma forte dor em sua cabeça. A fumaça que pairava sobre o ar traria consigo um mau cheiro terrível, uma mistura de gás, sangue e o pior de todos os odores que já sentira em sua vida, o fedor de carne humana queimada, seu estomago embrulharia na mesma hora que sentira todos aqueles cheiros juntos, logo o vomito viria amargamente em sua boca e expeliria o liquido espesso, o mesmo teria restos de sua refeição da noite passada, todo sobre o assoalho chamuscado.
Contudo, logo limparia sua boca e levantaria seus olhos, que olhariam meticulosamente ao seu redor, poderia notar o grande estrago que teria feito ali, o que encheria seu coração de sofrimento, pois se lembraria que seu falecido havia construído aquela casa para ela, e além daquela arma que carregara antes em sua mão, que fora jogada longe de sua mão na hora da explosão, seriam os últimos presentes que ganhara de seu falecido. Seus olhos entristecidos observariam aquele cômodo que antes fora sua cozinha, uma súbita vontade chorar fariam com que os olhos esverdeados de Lucinda se enchessem de lagrimas, tal essas que rolariam pelo seus rosto que estaria sujo de fuligem e poeira, então, ainda com certa dificuldade para caminhar, se moveria lentamente entre os escombros espalhados pelo cômodo recém destruído. Caminharia até onde deveria ser o balcão da cozinha, não podia evitar as fortes tosses que tinha ao chegar mais perto da cena do crime, observaria atentamente os restos do corpo da jovem espalhados pelo chão "Não sei quem você era, ou o que queria comigo nessa noite. Porém, infelizmente, você não teve a chance de falar. Antes você, do que eu." Não conseguia sentir nenhum tipo de remorso por aquela pobre alma que acabara de matar, apenas pensaria que talvez tivesse sido melhor assim.

Caso errasse o tiro no bujão de gás, como ainda estaria no chão por causa das cambalhotas, deitaria sobre o assoalho gélido e se rastejaria para mais perto da beirada da parede, Lucinda agora mais do tudo em sua vida, precisaria ser cautelosa e boa de mira, e aquilo só aumentaria sua angustia e ansiedade, pois supostamente, todos outros disparos que teria feito haviam sidos em vão. Assim então, Lucinda decidia se arriscar no tudo ou nada, logo se levantaria vagarosamente do chão, inalaria o máximo de ar possível para dentro de seus pulmões, e tentaria acalmar seus nervos, e logo caminharia tranquilamente para fora de seu esconderijo. Caso a mulher estivesse de pé esperando por Lucinda, ergueria rapidamente seu braço e sem perder seu tempo, deslizaria seu indicador rapidamente pelo gatilho, fazia assim seu último projetil disparar pelo cano de seu revolver, e mesmo se a mulher atirasse primeiro em Lucinda e o tiro acertasse, tentaria retrucar o tiro mesmo se estivesse sentindo muita dor. Logo após utilizar de sua última bala, Lucinda jogaria seu revolver no chão e com muita infelicidade abriria seus braços em sinal de rendimento, não se importaria com o que aquela jovem faria com ela agora, apenas queria terminar logo com aquela palhaçada. "─ Certo, você ganhou. Faça o que bem desejar comigo, ou fale o que quer de uma vez, caralho."

Mas se em hipótese, a mulher não estivesse de pé esperando por Lucinda, caminharia até onde a larapia estaria escondida, e apontaria seu revolver na direção da cabeça da mulher “─ Morra, vadia.” E sem piedade alguma, Lucinda dispararia seu último projetil contra a cabeça da mulher, o que faria pedaços carne e partes de seu cérebro espirrarem por quase toda a parede. Porém, caso a jovem mulher conseguisse desviar e Lucinda errasse o tiro, avançaria em direção a mulher, aplicando certa força nos pés para que me movimentasse em zigue-zague, evitando assim receber quaisquer tiros dela. Contudo, mesmo se viesse a receber tiros certeiros ou de raspão, rapidamente jogaria seu corpo sobre o a da jovem mulher, não se importaria nem um pouco se levaria um tirou ou não, firmava suas pernas em volta dos quadris da jovem para prendê-la no chão. A mão que seguraria firmemente seu revolver, e mesmo estando com seu tambor completamente vazio, Lucinda o usaria para agredir a jovem mulher em toda a região de sua cabeça, de forma absolutamente violenta, enquanto, com a sua outra mão livre tentaria agarrar a mão da jovem mulher que segurava a arma, Lucinda sempre se permaneceria com a cabeça baixa para evitar receber um tiro. “─ QUEM VOCÊ PENSA QUE É, SUA FILHA DA PUTA? EU VOU ACABAR COM A SUA RAÇA, DESGRAÇADA”

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Lucinda conseguia ouvir seu pesado alento diante do fúnebre silêncio que havia sido instaurado após o disparo inimigo. Ela suspeitava que a invasora estivesse detrás do balcão, mas precisava confirmar sua hipótese antes de tomar qualquer decisão. Seus olhos, então, miraram num copo de vidro que estava sobre a estrutura. O revólver berrou, antecedendo o grito do copo que foi estraçalhado em inúmeros pedaços. A água que o preenchia pela metade espargiu aos quatro cantos, respingando por toda a cozinha. Um grunhido acanhado surgiu quase que concomitantemente à bulha, abafado posteriormente pela mão da própria garota, que quis esconder seu paradeiro até o último instante.

– S-Seu marido... Ele... Eu estou... Grá-... Eu... – Era claro que ela tinha algo a falar, mas sua voz entremeava com arquejos, extremamente ansiosa.

Enquanto esperava por uma resposta, as retinas de Lucinda fotografavam o oscilar do lustre no teto. Ele estava mais calmo, balouçava bem menos que outrora, o que seria um facilitador para sua estratégia. O revólver em suas mãos hasteou, inclinando-se de modo a ter o lampadário à mira. Outro estouro; restavam-lhe apenas duas balas. A estrutura despencou lá de cima, desta vez culminando num berro sem timidez por parte da invasora, que uniu-se ao trincar das lâmpadas.

Escuridão completa. As janelas cortinadas não permitiam a passagem de um único feixe do fulgor lunar. Mais uma vez o silêncio caliginoso. Sua arfagem carregada, então, tratou de acompanhar o ritmo dos passos pelo assoalho pouco antes de saltar sobre o balcão. Todavia, assim que pousou do outro lado num baque surdo... Nada. Não havia nada ali.

Os ouvidos foram dominados por um zumbido, daqueles típicos de quando há um silêncio súbito, como se não gostassem da quietude. As gotas de suor que vertiam pelo rosto enfim começaram a gotejar, tais como os pingos que ruíam na pia a sua frente. Aproximando-se, lobrigou que estilavam num copo exatamente como aquele que quebrara há pouco. Assim que descortinasse uma das janelas, os raios provindos do sol da aurora a permitiriam notar o lustre acima de sua cabeça pendulando vagarosamente à aragem sutil; estava completamente íntegro. Já em suas mãos, uma régua de plástico, ao contrário do revólver que acreditava empunhar.

Tudo fora uma alucinação. Mero delírio; aliás, apenas mais um de tantos outros orquestrados pela sua paranoia.

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