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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Unchain Utopia

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MensagemAssunto: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptySeg 17 Jun 2019, 18:54

Relembrando a primeira mensagem :

Unchain Utopia

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Élise Damenoir, Wilhelm Saladin Read Rackham, Reinhard von Lohengramm e Shieda Yusuke. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptySab 13 Jul 2019, 03:20


Como já imaginara, Élise dificilmente conseguiria achar algum civil disposto a dar-lhe informações. Fruto de sua infâmia, todos os civis se afastariam da Herdeira das Trevas, restando-lhe apenas a opção de andar até finalmente encontrar algo que se pareça com uma ferraria. Tal estabelecimento seria encontrado após cerca de duas horas de caminhada, finalmente estando diante da jovem mulher de olhos lilás.

Adentrando tal estabelecimento nomeado “borboleta carmesim”, Élise não deixaria de notar que o nome e a atmosfera do local não se pareceriam com uma ferraria. Todavia, essa série de peculiaridades fariam um gancho em sua mente, recordando-se do ferreiro afeminado que avistara antes de iniciar um diálogo com Shieda e Reinhard. Ao detectar tantas anormalidades, ela não deixaria de ligar os pontos, imaginando que essa ferraria pertenceria ao ferreiro afeminado que avistara algum tempo atrás.

“Sim, sim. As chances disso ser uma mera coincidências são como um raio caindo três vezes no mesmo lugar. Devo adentrar esse local, haja vista a excentricidade do possível fornecedor de metais desse estabelecimento.”

Andando vagarosamente dentro da ferraria, ela não deixaria de reparar nas vestes um tanto extravagantes que o ferreiro trajava. Algumas pessoas sentiriam repúdio, outras até mesmo excitação, todavia, a calculista Élise continuaria com seu tradicional semblante gélido. Encarando aquela situação com uma assustadora naturalidade, as frias expressões da garota permaneceriam inalteradas, a fazendo mais parecer-se com uma boneca viva do que com uma pessoa comum. Totalmente inalterada, finalmente abordaria o ferreiro logo após analisar a situação rapidamente.

“Certo, certo. Os dois rapazes de antes, um ferreiro afeminado com vestes indecentes e um pacote. Não creio que tenha sido um sexo coletivo, haja vista a inexistência de desgaste físico, logo posso supor que eles estejam prestes a realizar um serviço não-sexual para o ferreiro.”

– Olá. Estou em busca de botas voltadas para o combate, todavia, haja vista o fato de eu ter queimado uma parte do meu capital com alguns “custos de trabalho”, me sobrou uma limitada quantia de dinheiro para que eu possa investir em armamentos. – Diria enquanto colocaria todo o seu dinheiro em algum balcão ou mesa por perto, mostrando a veracidade de suas falas.

Todavia, caso o dinheiro restante fosse insuficiente para a transação, ela mencionaria que estaria para receber uma quantidade de dinheiro suficiente para pagar o que sobrava, buscando quitar a dívida após a conclusão de sua missão. E falando em missão, um de seus companheiros, que por alguma ironia do destino (também conhecido como Alencar), estava nesse estabelecimento. Com seu jeito galanteador, ele abordaria a jovem de olhos Lilás, mostrando um sorriso convencido e uma cantada nem um pouco sutil.

“Esse homem me encara como uma fera faminta após encontrar carniça. Por mais que ele tente disfarçar, não consigo deixar de perceber intenções secundárias em suas abordagens. Ele pode até tentar se esconder, mas por trás dessa aparência acima da média existe um tarado de mão cheia sedento por sexo selvagem.”

Ponderaria sobre seu companheiro com a habitual inexpressividade gélida que seu rosto transmite. Ela focaria no que seria importante naquele momento, sendo tal percepção algo que ela não se importaria nesse momento, escutando o que ele teria a dizer. Após ele anunciar brevemente a proposta, Élise não encontraria motivos para rejeitar a oferta, tendo em vista que não encontraria muitas coisas para fazer, afinal, seus objetivos mais urgentes já haviam acabado. Todavia, algo ainda deixaria a jovem de cabelos negros com uma certa cautela, afinal, tal oferta era boa demais para algo tão fácil.

– Hm? Tal quantia realmente é algo chamativo, todavia… –
Fitaria diretamente os olhos do ferreiro enquanto continuaria sua fala – … Meus instintos dizem que há uma certa tensão nessa ilha, estou enganada? – Faria uma pergunta retórica, retomando sua fala, que apesar de sua seriedade, seria feita numa entonação quase robótica – Enfim. Estou interessada nesse serviço, porém creio que tenhamos mais informações sobre o quão perigoso é o trajeto de entrega. Duvido que você seja uma pessoa tão amigável ao ponto de fornecer armamentos para totais desconhecidos sem hesitar, além de oferecer uma quantia tão elevada por um serviço em teoria simples.

Perspicaz e calculista como de costume, a jovem não mediria palavras para compreender as adversidades que poderia encontrar nesse caminho. Tendo uma noção básica sobre aquela situação, buscaria ao máximo analisar tudo de forma sucinta. Acreditava fielmente que se deixasse qualquer elemento caótico sem sua devida análise, poderia comprometer o sucesso de uma tarefa, independente de sua grandiosidade.

– Bem, por obséquio poderia fornecer-me os armamentos que necessito para a conclusão de tal tarefa?

Élise procuraria algum lugar dentro daquela ferraria em que pudesse se sentar para colocar suas botas de metal, que ao contrário de armas mais práticas como espadas e adagas, necessitariam de um maior tempo para se equipar. A jovem de cabelos negros tiraria seus calçados atuais com seus próprios pés, esfregando-os uns contra os outros. Após remover seus calçados, anteriormente pertencentes ao conjunto do vestido, mexeria os dedos de seus pés esquerdos, cruzando as pernas enquanto aguardaria a chegada de sua arma. Equipando seus novos itens, aguardaria a resposta do questionamento feito por Reinhard, voltando a dialogar com seus companheiros após isso.

– Então, vamos?

Diria enquanto levantaria lentamente. Sua feição continuaria como a face de uma boneca, porém, seria possível notar que seu olhar estaria levemente mais intenso, mostrando que ao receber suas ordens, seu foco já elevado aumentaria ainda mais. Fruto de seu treinamento como revolucionária, foi ensinada a pensar de forma calculista e fria, e mesmo após deixar de agir em nome dos cavaleiros negros, manteria sua visão pragmática sobre as missões, e acima de tudo, seu assustador foco em terminar o que lhe foi dado.

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Alê
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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyTer 16 Jul 2019, 01:14




Toda aquela situação exigia uma ação rápida do rapaz. Ao ver a jovem dama ferida, o protagonista não pensou duas vezes, recebendo-a de bom grado o mesmo passou-lhe instruções de como partir em segurança consigo e rumou. Optando por aproximar-se do grupo de cultivadores e pescadores, o rapaz não pensou duas vezes e bradou com total histeria sobre o risco que todos corriam. Sem pensar duas vezes os homens sacaram suas machadinhas e facões e voltaram-se para a direção que o rapaz indicara a vinda do perigo, entretanto, nada dali surgiu. Sábia decisão tomada. Optando por escolher o maior números de pessoas, o rapaz havia impedido seja lá o que viesse da floresta, talvez até intimidado, porém, agora tinha de se explicar com os homens que não haviam gostado de nada disso, encarando tudo como uma brincadeira de mal gosto, pelo menos até encontrar a garota. — Você não deveria tá com brincadeiras com isso, garoto! — afirmou um dos homens, coçando a cabeça com o lado nada afiado da arma. Um segundo homem, guardando seu armamento notou que de fato não era brincadeira ao se aproximar do casal e ver que a garota estava ferida. — Não Jão — pausou colocando a palma da mão na testa da garota — Ele tá brincando não. Essa menina foi atacada por alguma coisa!

Os homens então se aproximavam para conferir e de fato tinham a comprovação necessária para que a história contada anteriormente não fosse encarada como uma brincadeira de mal gosto. — O pior é que o nosso curandeiro foi para a cidade hoje pela manhã. Menino, você tem que encontrar logo um medico para sua namorada! Ela está quente! — alertou um dos homens, porém, antes que desse tempo de o homem dizer a última palavra que fosse, eles partiram em direção aos portões. Vendo tudo aquilo, o garoto que estava lá teve sua curiosidade atiçada. Aproximando-se do protagonista, o mesmo tentou ver rapidamente o que havia acontecido e dava de cara com uma moça lesionada. — Foi ele, não é? Tenho certeza! Foi ele! — seguindo o cozinheiro de viagem, o garoto prosseguiu tagarelando — Não se preocupe com sua namorada! Eu já consegui um grupo e vou colocar um fim nele! Vamos caçá-lo hoje mesmo! — concluiu deixando o casal seguir — Estarei no portão caso queria vingança! — gritando, encerrou suas palavras.

Na Borboleta Carmesim, as negociações aparentavam ir como de conforme. O encontro de Élise com os demais era algo oportuno para o momento. — Entendo meu bem, pelo visto temos uma bela e interessante coincidência aqui. Mas vejo que vocês são garotos bem astutos, se aproxime meu bem — indicou para a protagonista — Tensão, não é? Tensão... — se aproximando de uma pequena cabine de vidro, o robusto okama retirava uma garrava de whisky, algumas taças e colocava sobre o balcão enquanto ia para o lado de “dentro” — Tensão é uma palavra que cai bem. Essa ilha vive em um contraste populacional que pessoas lindas como eu sofrer demais. Por um lado, tenho meus admiradores brutos e fedorentos, chamados de “selvagens”. Por outro, tenho as minhas paqueras plantadores e pescadores da Vila Frushin, adoro os presentes alimentícios. E aqui temos os riquinhos burgueses de Porto Branco, que não fazem muito meu tipo, mas não sou de recusar. Acredito que imaginar um setor mais rico e intelectual perante os demais deixa um desequilíbrio populacional, certo? Temos de um lado os excluídos, os oprimidos e os que comandam a ilha. Por aí, você tem sua tensão... — colocando um par das botas de metal no balcão, o ferreiro advinha o armamento que Elise utiliza — Sim, desde que chegou aqui notei que suas passadas não são comuns igual as demais garotas. Acertei o que almeja?

Abastecendo mais uma vez sua taça da bebida que havia digerido ao logo da explicação, a Borboleta entendia o ponto que um dos rapazes queria chegar. — Muito bem, chegamos em um ponto interessante. Aquele que vocês entregarão a encomenda... Muito bem, na floresta dos arredores desta ilha tem uma criatura mais perigosa que qualquer bárbaro, mais inteligente que qualquer morador de Porto Branco, mais autossuficiente que qualquer plantador da ilha Frushin. O Exército de um Homem Só, Rossveld Van Hauss. Quando o encontrarem, vocês saberão logo de quem estou falando. Ele não costuma ser amigável. No mais é isso. Se ajudar mais vocês, eu mesmo entregaria o que almejo. Então, até mais! — bradou despedindo-se dos protagonistas. Não tendo mais muito o que resolver ali mesmo, após conseguir o que haviam almejado, o horário de encontro já se aproximava. Os mesmos saindo do estabelecimento “enxotados” pelo dono, acabavam por se chocarem com um casal que passava na viela. O homem que carregava a dama em seu colo havia perdido o equilíbrio e notava que a mesma tinha destino até o solo, ao menos até antes da intervenção do robusto okama que, usando apenas uma das mãos, havia agarrado as vestes da garota e a segurado com tremenda facilidade. — Alguém por favor cuide de suas mulheres. Não podem deixá-las por aí, machucadas e febris. Deem alimentos, água e carinho para as mesmas... — com tremenda ironia o homem apontava com a outra mão para alguém que pegasse a garota.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyTer 16 Jul 2019, 08:08

Sua percepção rápida e elevado perfeccionismo ocasionariam em questionamentos sobre a situação na ilha, que seriam logo respondidas pelo ferreiro, saciando tais dúvidas que permeavam a mente de Élise. Não restando mais questionamentos em sua mente, veria Lucius colocando um par de botas de metal. O ferreiro, que notaria a tendência da garota pálida utilizar tal equipamento, acertaria em cheio o equipamento que ela procurava, demonstrando ser de fato um profissional experiente.

“Esse homem afeminado me explicou bem a situação dessa ilha. Ignorando seu discurso envolvendo sua beleza messiânica, possuo um bom parâmetro para compreender essa situação. Há três grupos predominantes, e possivelmente enfrentaremos futuramente aqueles que ele denominou como excluídos.”

Assentindo com a cabeça enquanto apanharia os equipamentos, Élise rapidamente os vestiria, estando finalmente pronta para uma situação conflituosa, que certamente chegaria cedo ou tarde. Enquanto isso, o ferreiro explicaria sobre o cliente, um sagaz homem que possivelmente viveria de forma praticamente eremítica e autossuficiente.

“Rossveld Van Hauss. De acordo com as características proferidas pelo ferreiro, acredito que se trate de um homem bem vivido. Possuindo uma idade entre cinquenta e setenta anos, certamente possui um estilo de vida similar a um ermitão, isolando-se por opção dos três grandes grupos sociais dessa ilha. Certamente é um homem cauteloso, mesmo que tal cautela transmita uma sensação de hostilidade.”

Após tantas explicações, finalmente o grupo sairia daquele local, no entanto, um jovem que carregava uma garota acabaria por tropeçar e cair junto com a jovem ferida, que só não se colidiria com o chão graças à interferência do ferreiro. Portadora de uma assustadora noção do transcorrer do tempo, não deixaria de notar que estaria quase na hora de sua missão, todavia, aquele problema seria a prioridade na mente de Élise.

Ao deparar-se com a dama ferida, seu coração abruptamente dispararia. Sentiria uma intensidade em seus batimentos, além de uma anormal sensação de ardência. Ignoraria isso no momento, cumprindo o pedido de Lucius e carregando a garota em seus braços, olhando para os arredores e dirigindo uma fala aos seus companheiros. Por ser uma portadora de uma infâmia, raciocinaria que ao abordar um civil com uma garota machucada, certamente seria mal interpretada.

– Eu agradeceria se vocês se movessem. Por eu não possuir um grande afeto das camadas populares, o máximo que eu posso fazer é carregá-la enquanto vocês conseguem informações sobre algum médico que possa a auxiliar. Nossa missão está próxima, no entanto, sinto que devo ajudar essa garota. – Diria enquanto envolveria seus braços na coxa da garota ferida, sentindo um prazer indescritível, soltando tal parte em um susto, o que seria aquela sensação?

“O que está acontecendo comigo? Sinto que apesar de jovem, estou sentindo problemas no coração, possivelmente alguma consequência da minha alimentação. Médicos modernos dizem que problemas cardíacos podem acontecer num contexto de má alimentação, certamente é algo assim.”

Caso obtivesse informações sobre a localização de um médico, iria sem hesitar. Todavia, se seus aliados não conseguissem informações, procuraria por anúncios, cartazes e locais que possuíssem o tema primeiros socorros. Élise entraria no local que fornecesse serviços médicos, falando com a primeira pessoa que surgisse em sua frente para falar sobre a moça em seus braços. Agindo com seu coração, e não com sua mente pela primeira vez, aquela sensação seria algo inédito em sua vida.

– Com licença, preciso de ajuda com essa ferida. Pagarei o dinheiro que for necessário, no entanto, só peço que a ajudem. – Falaria num tom mediano, mostrando uma certa preocupação ao abandonar sua recorrente voz baixa.

Élise se certificaria de mostrar seu dinheiro sutilmente e de forma furtiva, com o objetivo de parecer um movimento intencional, com o objetivo de mostrar para o atendente que ela realmente conseguiria financiar os primeiros socorros. A Herdeira das Trevas era sinônimo de problemas, todavia, se certificaria de garantir um pagamento generoso para não atrapalhar a vida da garota ferida. Aquela experimentação de novos sentimentos faria a garota refletir, corando levemente.

“Por que alguém de nível tão baixo quanto eu está se preocupando em ajudar uma pessoa que mal conheceu? Depois que meu coração desregulou, pensei irracionalmente, mas se pararmos para pensar, eu poderia deixar isso nas mãos de quem estava a ajudando, ignorando essa situação. Devo tratar logo esse problema, pois ao ter meu julgamento afetado, minha efetividade cairá drasticamente.”

Refletindo sobre seu afeto por uma jovem totalmente desconhecida, chegaria a uma conclusão equivocada sobre um problema cardíaco. Totalmente afastada de uma vida normal, não conheceria os sentimentos que passou anteriormente, como a luxúria e o afeto, pensando numa explicação lógica para os sentimentos que nunca havia presenciado. Ela buscaria ignorar isso em nome de seus objetivos, no entanto, ficaria até o último instante para interrogar a garota, afinal, em sua perspectiva, toda a informação sobre aquela ilha seria de suma utilidade.

Todavia, utilizando sua anormal percepção do tempo ao seu redor, calcularia o tempo para se chegar no portão pontualmente, com o objetivo de chegar pontualmente ao local. Apesar de preocupada com a garota, seus genes revolucionários prezavam acima de tudo a pontualidade. Caso a hora chegasse, se certificaria de pagar antecipadamente o tratamento, e se deslocaria até o portão, aumentando ou diminuindo a frequência de seus passos para chegar exatamente na hora marcada.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyQua 17 Jul 2019, 19:40




Por um instante fiquei preocupado com quais seriam as consequências de tentar levar o pânico a outras pessoas, mas as suas reações foram o que quase me levaram ao pânico. Todos estavam armados e prontos para lutar quando eu mencionei a palavra "selvagens". Lembrei de algo que uma vez meu mestre me falou vendo isso: "Até um coelho morde se for acuado" - "Eles devem ter cansado de fugir, e pelo oque aquele velho falou sobre eles, fugir também não seria eficiente já que eles parecem ser o tipo de gente que gosta de machucar terceiros..." - Seja oque fosse o porque, a ação de se armar impediu oque quer que estivesse vindo de sair da floresta, e vendo como agiu de forma inteligente, agora só posso acreditar que aquilo se tratava de um ser humano, mas o problema agora era exatamente por isso, como nada apareceu, essas pessoas elevando a sua sede de sangue estão encarando a mim, apenas desculpas não seriam o bastante para ser perdoado. Porém ao ver Lianji sendo carregada por mim eles puderam presumir que não se tratava de alguma brincadeira de mal gosto, o outro rapaz que perambulava a entrada de Porto branco enquanto caminhávamos para a cidade e ao nos ver começou a tagarelar algo sobre alguém ter sido o responsável por isso, e que ele já estava montando um grupo para caça-lo, além disso ele me convidou para participar deste grupo no caso de eu querer vingar a minha namorada... -"Existem muitas retóricas que eu gostaria de fazer sobre tudo isso mas como aqueles fazendeiros disseram, a minha prioridade é encontrar um médico para Lianji, não só pela ferida mas porque ela parece estar ficando com febre." - Tendo decidido a minha prioridade, corri para dentro da cidade enquanto ainda a carregava, procurando por um médico ou um clínica para tratá-la e enquanto fazia isso um pequeno pensamento assustador apareceu na minha cabeça. - "A coincidência seria ainda maior se a pessoa que aquele cara do portão quer atacar fosse o avô de Lianji... Não pode ser, não é?"

Dentro da cidade o cansaço começou a aparecer e quando tropecei quase derrubei Lianji junto, coisa que não ocorreu pois um bom samaritano a pegou no ar com apenas uma mão e com certa facilidade. Seu corpo era muito bem treinado, me deixando bastante admirado. - Incrível... - Acabei por falar um de meus pensamentos sem querer enquanto olhava para aquele homem, até que aquela voz irritante apareceu mais uma vez falando coisas que não faziam o menor sentido. - "Permita-me explicar! O pequeno Wil cresceu isolado da maior parte da sociedade e nunca conheceu pessoas com idade próximas a dele, sua adolescência era somente com o mestre e alguns homens do mar que paravam na taverna. Todos eram homens másculos e bastante fortes, como Wil sempre teve esse rostinho bonito, além de cozinhar bem, alguns bêbados não só o confundiam como uma garota como também o pediam em casamento... Resultado... Seu senso de estética para beleza masculina é exatamente esse homem que parece meio afeminado mas tem um rosto másculo e um corpo forte! Ele pode parecer uma donzela apaixonada olhando tão intensamente para esse Okamão aí mas não há qualquer desejo nesse olhar! Re-pi-to! Não há desejo nesse olhar!" - Escutando toda essa balela dentro da minha mente parei de encarar o homem e agradeci por sua ajuda. - Tem minha gratidão. - Enquanto me levantava-me agradeci ao grande homem que como a voz em minha mente disse, age de forma um pouco afeminada enquanto perguntava ao mesmo sobre o que queria saber por agora sem esquecer de explicar direito as minhas circunstâncias. - Me chamo Wilhelm, sinto muito pela pressa mas gostaria de saber se por aqui há algum lugar onde esta garota possa receber um tratamento médico já que além de ferida ela parece com febre. Eu a encontrei na floresta enquanto seguia para esta cidade e ao que parece ela estava sendo perseguida por alguém. - Estranhamente, enquanto conversava com aquele homem, uma moça com um rosto bastante chamativo e um corpo avantajado apareceu, mostrando um nível de preocupação um pouco elevado para com Lianji, imaginei que a voz de minha cabeça faria algum comentário sobre esta moça exagerada em diversas formas mas ela estava estranhamente quieta, e aproveitando que paz reinava em minha mente, continuei com minha explicação. - A propósito, esta moça não me é uma estranha, ela se chama Lianji, a conheci mais cedo enquanto pescava com o seu avó e irmão.

Tendo me explicado, seguiria o fluxo e iria para onde levassem Lianji, afinal ela ainda me devia uma explicação. Haviam outras pessoas, como um loiro bonito, um rapaz de cabelos brancos também de boa aparência, e alguns homens usando tão pouca roupa que em outras circunstâncias me faria pergunta-los se não estão com frio naquele local, mas dada a minha pressa apenas os cumprimentei balançando a cabeça enquanto seguia em frente. Também havia aquela moça que continuava nos seguindo, por um instante acreditei que elas fossem amigas ou algo assim dado o tamanho de sua preocupação, mas por alguma razão parecia ser algo diferente. - "Então, o que você acha dela?" - perguntei para meus devaneios começando um pequeno diálogo, sua resposta porém foi algo muito além de minha imaginação. - "Eu acho que é mais de oito mil." "??" - fiquei atônito com a falta de senso daquele comentário mas consegui segurar mantendo a cara de paisagem no exterior, coisa que não conseguiria manter depois que ele completasse a sua frase. - "O poder de destruição desses peitos são MAIS DE OITO MIIIIIL!" - Vendo que minha expressão estava quase de desfazendo, parei de andar por uns instante, escondendo minha face com a mão direita enquanto de cabeça baixa, depois de respirar fundo duas vezes comecei com a retórica mental. - "MORRA! APENAS MORRA!! Eu juro que se você não vivesse na minha mente eu te empalaria agora mesmo! Como você consegue me tirar do sério desse jeito? É suposto de que a temperança deveria ser a minha melhor qualidade! Sinceramente sua habilidade de me tirar do sério que é mais de oito mil! Aliás o que diabos quer dizer esse "mais de oito mil"? Fora isso, o que foi aquela narração logo no começo? Com quem diabos você estava falando? Você só existe na minha cabeça! Quem mais fora eu iria te escutar???" - A paciência que perdi naquele instante retornou como mágica e depois de fizer tudo oque queria mentalmente, continuei a seguir Lianji enquanto a voz da minha mente respondia rapidamente. - "Calma, calma ~ Perdi o controle quando botei os olhos naquela deusa, aquelas montanhas são um bom embate com a mãe Ann você não acha? E sobre a minha narrativa, é verdade que somente você me escuta mais você sabia? Deus escuta até pensamento!" - Me senti um pouco mais idiota por questiona-lo sabendo que sua resposta seria algo sem sentido novamente, por isso desta vez o ignorei por completo.

Se fossemos a alguma clínica, esperaria até que a mesma fosse tratada e depois que ela acordasse, a questionaria sobre o acontecido como planejava fazer desde o momento que a trouxe paras a cidade. - Senhorita Lianji, acho que sabe meu nome mas mesmo assim me apresentarei novamente, me chamo Wilhelm Read. Existem muitas coisas que eu queria saber como oque a senhorita estava fazendo tão longe de casa mas acredito que isso pode esperar. Primeiramente, o que exatamente aconteceu com você? - Mas no caso de não conseguirmos e ter que trata-la eu mesmo pediria por ajuda e um abrigo fechado, priorizaria a limpeza do ferimento sangrando enquanto o queimava com álcool que pediria educadamente para o senhor musculoso. - Senhor, você teria consigo alguma bebida alcoólica para queimarmos a ferida, Sinto muito pelo incomodo novamente. - Obviamente beberia um gole antes de derrama-lo com a desculpa de ver se é forte o bastante. E depois de verificar se o sangramento parou, se o mesmo estivesse parado, tentaria enfaixa-lo com oque estivesse a disposição. Se não fosse o caso repararia no ferimento pensando no que fazer em seguida, para depois tentar manter a sua temperatura mais fresca com fazendo uma compressa do qualquer pano disponível no local e água. Sem esquecer-me é claro de me apresentar a todos no local e agradecer a moça que foi a primeira a mostrar preocupação e tentar ajudar Lianji. - Muito obrigado por sua assistência, me chamo Wilhelm Read, essa garota e eu não somos exatamente íntimos mas seria um problema de várias maneiras se Lianji morresse. - Imaginando o pior, a figura daquele velho saindo matando as pessoas furtivamente e indiscriminadamente como vingança apareceu em minha cabeça, sem falar que se ele souber que entrei em contato com ela as suas laminas com toda a certeza buscariam o meu pescoço. Imaginando isso acabei por pensar alto enquanto olhava para minha mão direita. - Preciso de uma espada... - Percebendo a minha pequena falha, tentaria saber mais sobre as pessoas naquele lugar. - Então... Como devo chama-los?


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptySex 19 Jul 2019, 12:53

Enquanto Élise dialogava com Lucius, Shieda optou por desviar seu olhar dela por algum tempo, atitude essa que se repetiu quando ela também decidiu vestir o "presente" da Borboleta por ali mesmo. Ela provavelmente já estava acostumada á ter todo tipo de olhares sobre si, sejam eles sedentos por desejo ou por desprezo, contudo, Yusuke não pretendia fazer parte desse grupo de pessoas. Até mesmo para uma meretriz, deveria ser desagradável ter alguém lhe admirando o tempo todo. Assim, o ceifador decidiu por apenas pegar sua arma em silêncio para logo após isso ser guiado para fora do estabelecimento por Lucius.

"Hauss...com um perfil desses, duvido muito que esse cara não tenha vários inimigos na ilha. Provavelmente vai ser um pé no saco entregar essa coisa para ele, mas pelo menos a recompensa vale o esforço." - Já do lado de fora, Shieda tomava novas conclusões enquanto apalpava o objeto que estava protegendo.

No entanto, antes que o trio pudesse dar prosseguimento á tarefa que foi conferida para o grupo, um novo problema surgiu na frente da loja : Um homem carregando uma mulher enferma havia se chocado havia se chocado com os aventureiros. Em um primeiro momento, Shieda apenas pensou em ignorar aqueles dois e continuar com a missão, mas após ouvir as falas tanto de Élise quanto de Lucius, acabou se deixando levar pela benevolência dos dois, apesar de não estar nem um pouco inclinado em gastar seus recursos para auxiliar a bela moça.

- Bem, eu não sou nativo dessa ilha, então não sei de nenhum lugar que tenha os recursos necessários para ajudar Lianji, sem contar que eu mesmo não tenho talento nenhum na medicina. Por mais que a ideia de perder tempo aqui não me agrade, acho que vou tentar ajudar vocês dois na busca por um médico, já que uma certa mocinha parece estar bem determinada em ver o corpo de Lianji saudável e viril, se é que vocês me entendem. - Aceitando a proposta de Élise com uma piada bastante sugestiva, antes de iniciar sua busca por alguma clínica ou hospital. - Aliás Wilhelm, meu nome é Yusuke. É um prazer conhecê-lo. - Assim, terminado sua apresentação, Shieda começava á procurar por algum estabelecimento pelo menos parecido com os descritos anteriormente.

Caso não conseguisse encontrar nenhum, optaria por questionar os civis que encontrasse pela rua educadamente :

- Com licença, saberia me dizer se existe alguma clínica ou médico na região ? - Enquanto questionava um cidadão qualquer, continuaria com sua fala para tentar comover alguém que fosse eventualmente mais ranzinza á ceder as informações desejadas. - Eu e meus amigos estamos cuidando de uma moça que está bastante ferida e que precisa urgentemente de ajuda. Qualquer pessoa de bem não poderia ignorar alguém machucado e desemparado, não é mesmo ?

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptySex 19 Jul 2019, 19:19


A situação tinha mudado, já não estava mais servindo o empregador de antes. Portanto, até aquele momento, não tinha motivos para trabalhar com a garota infame. Todavia, de acordo com alguns de seus princípios, também não tinha porque ter algo contra ela. Era até então, no máximo, neutro quanto à pessoa dela. Porém, não colocaria a mão no fogo, arriscando perder os itens que tanto precisava. A sorte era que a Borboleta parecia ser alguém bastante generosa, algo que Reinhard observou em um misto de confusão e fascínio. Ele mesmo era racional demais, as vezes e, sinceramente, não sabia se conseguia ser assim. De qualquer forma, o empregador tinha mais um ponto positivo para com Lohengramm.

“Bom, se a Borboleta não vê problemas...” - pensaria consigo, depois de observar a conversa de Élise com lucius, enquanto embainhava seu presente próximo à sua cintura.

Por alguns segundos, após o som de encaixe da lâmina, voltou a refletir sobre os problemas da ilha. Costumava passar muitas horas em discussões consigo mesmo sobre o assunto. Tinha esse costume - bastante cansativo, diga-se de passagem - de tentar argumentar contra e a favor de si mesmo para testar a consistência de suas ideias. Ao seu ver, seu entendimento sobre o assunto ainda era meramente amador. Mas sabia que, na maioria das vezes, quando presenciasse discussões sobre “problemas sociais” ouviria muitas besteiras. Muitas pessoas, até mesmo as auto-intituladas entendidas no assunto, conseguiam proferir absurdos homéricos, citando, geralmente, literaturas extremamente antiquadas e sabidamente incorretas que, por algum motivo, pareciam nutrir certa afeição.

“Aqueles tolos são sempre assim…” - repetiria para si mesmo, apenas de ouvinte na conversa, coçando a nuca e olhando para o chão com certo desagrado no rosto.

Tendo que intervir em seus próprios pensamentos, do contrário apenas ficaria estressado, Lohengramm forçou-se a entrar em outra linha de raciocínio. Seu foco agora deveria ser a missão e somente esta. Estava receoso quanto ao território que entrariam, contudo, a Borboleta só parecia poder ajudar com informações até certo ponto. Se ela dizia que seria fácil identificar quem era Rossveld, então Lohengramm se contentaria com o fato de que teria que reunir dados em campo.

Realmente, Reinhard tinha perdido a noção do tempo. Conseguia entender o fato de estarem sendo enxotados para que partissem logo em direção ao destinatário. Estava um tanto constrangido e, assim apenas retirou-se agradecendo ao homem pelo excelente negócio que tinham fechado. Todavia, por estar alheio aos arredores, fora surpreendido pelo jovem casal. Como já esperava, o okama era de fato bastante forte. Uma característica que valorizava bastante quando se tratava “daquele assunto”. Todavia, como já bem tinha pensado quando se encontravam, por dentro ele era praticamente uma fada, algo que o fazia imediatamente perder o interesse.

Não estava nem um pouco interessado naquela distração em que tinham esbarrado: tinham uma missão para completar. Sinceramente, queria ignorar o casal em questão, porém os bons costumes e o seu apreço por sua imagem praticamente o obrigavam a agir de forma diferente. Virou-se para os dois e, depois de observá-los de cima abaixo naquela situação, faria uma breve reverência para cumprimentá-los:

- Ah... sem problemas. Chamo-me Reinhard von Lohengramm - diria, cruzando o braço à frente do tórax junto à reverência - Lianji-san… - prosseguiria, então, olhando para a garota e também cumprimentando-a com um acenar de cabeça vertical. - Infelizmente, desconheço qualquer local na região que possa oferecer cuidado médico - finalizaria de forma séria, voltando a ser apenas um observador como de costume.

Apesar da cara de paisagem, estava um pouco ansioso e desagradado com o tempo que aquilo ia levar para se resolver. Afinal, os colegas de trabalho de fato pareciam querer entrar de cabeça para ajudar os desconhecidos. Ele, por sua vez, pelo mesmo motivo de ter se apresentado, sentiu-se obrigado a entrar na brincadeira. Conforme virou a cabeça em diversas direções e começou a procurar algum local ou pessoa que aparentasse ser capaz de fornecer serviços médicos, brevemente revirou os olhos. Assim que avistasse algo ou alguém que parecesse ser capaz de ajudar - já que os aliados pareciam focados em resolver aquilo de uma forma mais aleatória - avançaria até o local para pesquisar sobre o assunto.

- Olá, tudo bem? - abordaria a pessoa na rua ou dentro do estabelecimento em questão da forma mais simpática possível - Você por acaso saberia me informar se conhece alguém ou algum lugar onde poderíamos conseguir algum cuidado médico? - indagaria, completamente atento ao interlocutor, tentando ser o mais cortês possível.

Assim que obtivesse a informação, rapidamente retornaria para onde os outros estavam e, então, repassaria o que tinha descoberto, levando-os até o local indicado. Contudo, se outra pessoa encontrasse algo primeiro, imediatamente desistiria de sua pesquisa e, portanto, apenas seguiria o grupo até o local. Chegando lá, sem dizer muito, apenas recostaria-se em alguma parede, esperando que o dilema fosse resolvido. Àquela altura, estaria procurando ser bastante paciente com a situação.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyDom 21 Jul 2019, 03:33

O destino reunia todos os protagonistas de uma comédia nada engraçada. Wil, impressionado com a força do até então desconhecido Borboleta Carmesim, boquiaberto ficou com tremenda a força daquele humano. Frio como sempre, Shieda ignorou toda aquela espalhafatosa cena. Para o rapaz, tudo aquilo não fazia diferença em sua vida, exceto a missão que lhe foi dada, além da aceita anteriormente. Por sua vez, Élise foi a mais astuta dos presentes. Não perdendo tempo, a garota que constantemente se perdia em seus próprios pensamentos foi proativa e pegou a garota em seus braços. Certa dificuldade foi sentida pela garota ao carregar a dama, talvez isso ficasse até claro em seu semblante, porém, tal coisa almejada foi realizada.

Em meio a todo aquele caos de menor escala, proporção dada por quem esteve desde o início alheio a tanta preocupação, Rein temia que tal acontecimento fosse responsável pela perda do foco da missão por parte dos demais. Ouvindo as explicações daquele estranho rapaz chamado Wilhelm, além de sua apresentação, o rapaz tentou ao máximo ser cortês com os recém-conhecidos humanos. Vendo tudo aquilo, o robusto afeminado não conseguia entender a falta de conciliação de todos ali. Shieda não sabia de lugar algum que pudesse tratar a garota de nome Lianjin, assim como seu aliado, porém, diferente do mesmo, ele estava disponível para procurar um local que viesse a calhar, assim como Élise.

— Até que enfim vocês se resolveram! Menina, vou te contar, você tem do lado uns marmanjos que não tem um... Pauzão — olhando para os lados, o marmanjo tentou ao máximo abafar tal palavra para que ela ficasse apenas naquela conversa — Igual o meu. E olha que nem sou do tipo machão! Agora, cuidem! — rodando a baiana, literalmente, o marmanjo pegou a garota dos braços de Élise e a levou consigo — Não se preocupem com a garota, eu cuidarei dela. Sou A — deu ênfase nessa parte — Borboleta Carmesim! Eu faço de tudo! E garoto — olhou para Wil — Os tratamentos dessa garota é a sua participação no meu trabalhinho. Fale com eles... Tchau! — despediu-se com a garota nos braços. O musculoso estava disposto a ajudar, porém, seu serviço não seria grátis e além disso, eles teriam que procurar por um inimigo que nem mesmo eles sabem.

Quase que instantaneamente, o rapaz que havia reunido os protagonistas da cidade, anteriormente, surge. — Aquele cara é muito estranho e agora está com uma garota nos braços, que era a que estava com você... — quase completando sua frase de acordo com seus pensamentos —Enfim, espero que tenham conseguido o que almejam, pois nossa empreitada irá começar. Todos prontos ou falta mais alguma coisa? — questionou o rapaz, olhando para os quatro jovens que ali estavam. — Uma espada? Ok. Agora me sigam, vamos a um certo local! — afirmou.

Sem titubear o rapaz então levou os quatro jovens consigo em uma direção contrária a tomada pelo robusto okama, que rumou ao Borboleta Carmesim. O local que os mesmos tinham como destino era uma cabana, próximo a floresta. A mesma era desgastada e pequena, porém, cabia todos tranquilamente. — Muito bem. Aqui será a nossa última parada antes de partirmos. Há relatos de que um monstro que assola a floresta dessa ilha está atacando os caçadores e pescadores locais que se aventuram e um certo ponto da floresta. E um desses que está sumido é o meu irmão. Então convoquei vocês para nos unirmos e determos essa criatura. Não temos que trazê-la viva, nada disso, temos que acabar com essa onda de mortes, sumiços e terror! — sério, quase atravessando o limiar da sanidade,  homem afirmou olhando para todos com um olhar totalmente cego.

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Última edição por ZnorLAX em Seg 22 Jul 2019, 12:45, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyDom 21 Jul 2019, 21:40



Foi um encontro bastante casual, cada uma das pessoas naquele local era assim por dizer... Única, aquele que se apresentou como Shieda parecia ser um homem nem um pouco refinado mas apesar de ser um pouco agressivo na sua abordagem com estranhos, ele mostrava boa flexibilidade e lábia, sem deixar brechas para argumentos. - "Um sujeito bastante confiável..." - Apenas de observá-lo um pouco já tinha uma boa avaliação sobre o mesmo, e o outro cara que vive na minha cabeça, apesar de ser de uma maneira um pouco diferente, pareceu concordar com isso. - "Huhuhu... Parece até que estou me vendo ali de pé! Vou me dar bem com esse cara!" - O outro homem chamado Reinhard me chamou a atenção pelo seu nome que parecia ser o mesmo que o de meu desconhecido irmão mas a pronuncia era um pouco diferente, fora isso ele era bastante educado mas... - "Não sei o porque mas algo nele parece falso..." - Dito isto, não era o insensível que comentaria isso em voz alta, então deixei por assim mesmo. A propósito, a minha avaliação daquela outra garota que ainda não havia se apresentado estava entre insociável e levemente estranha.

Lianji parecia estar sobre bons cuidados com o Senhor Borboleta que afirmava saber um pouco de medicina. Não havia como confirmar se aquilo era verdade ou não mas a minha cota de ajuda a um desconhecido já estava estourada a muito tempo, havia feito mais do que o suficiente somente a tirando da floresta. Ainda estava preocupado com o seu avô mas pensar em alguém que nem sei se virá era uma perda de tempo. Sobre o Senhor borboleta, antes de levar Lianji, ele comentou algo sobre eu ter que participar de um trabalho dele com os outros três que estavam ali, pensei em perguntar sobre este trabalho o quanto antes mas o rapaz que estava no portão apareceu, e depois de falar um pouco sozinho se virou para o nosso grupo e praticamente nos ordenou a segui-lo como se já estivesse implícito fazê-lo. - "Hm... Entendi."  - Não precisei de muito tempo para entender do que se tratava aquilo tudo mas parecia que alguém não havia entendido. - "hum? O que diabos você entendeu dessa confusão toda?" - Eu realmente não queria explicar pois levaria um tempo mas o fiz por duas razões, primeira, enquanto seguia esse grupo, parecia que ainda andaríamos bastante, por isso tínhamos tempo, e segunda, tinha o leve sentimento de que se não o fizesse essa voz ficaria gritando na minha mente e isso seria insuportável.

"Preste atenção." - Enquanto seguíamos permaneci atrás do grupo para ter uma visão melhor de todos. - "Você se lembra daquele jovem no portão, certo?" - apontei para ele com meus olhos para que ficasse mais implícito para o meu delírio. - "Sim, o carinha que achava que Lianji era sua namorada." - Lembrando daquele mal entendido, ele parecia se lembrar de quem ele era. - "Você então lembra do que ele nos falou correto?" - Poderia explicar tudo sozinho mas tinha a sensação de que ele não entenderia dessa forma, por isso estava o induzindo a pensar sobre este problema enquanto o apresentava as respostas. - "Yeah... Algo sobre ele ta montando um grupo pra caçar alguma coisa, mas o que tem isso?" - Como ele chegou na parte interessante comecei a real explicação a partir daí. - "Exatamente, esse rapaz provavelmente deve ter entrado em contato com um daqueles três para montar este grupo, e vendo como fui incluso nisso a condição para caçar este alvo era ter pelo menos mais quatro pessoas com ele." - Tive a sensação de que uma lanterna foi acesa em cima da cabeça dele, ou como se uma peça de quebra-cabeça tivesse se encaixado, enfim... Ele parecia estar começando a entender. - "Pra resumir, fomos meio que colocados sem querer pra um trabalho estilo caçador de recompensas?" - Parecia impressão minha mas a sua voz soava um pouco feliz enquanto falava isso. - "Exatamente, Não parece ruim, somente espero que esse não seja um serviço comunitário, quero receber um bom dinheiro por isso se não, não vale nem a pena arriscar o meu pescoço." - Ele parecia concordar comigo mas parecia ter uma outra duvida consigo, algo que já estava esperando que perguntasse. - "Mas Pequeno Wil, e sobre aquele Okama? É impressão minha ou o trabalho que ele falou e este aqui são completamente diferentes?" - Honestamente falando não esperava que ele percebesse tanto. - "Isso! Reparou bem, lembra de quando o rapaz chegou? Ele não parecia conhecer o senhor Borboleta, dito isso eles não devem trabalhar juntos. Qual a conclusão? Esses três aceitaram dois trabalhos diferentes e por sorte ou não, fomos escalados para fazê-los junto com eles" - Tendo entendido tudo a voz que vive em minha cabeça e não paga aluguel perguntou sobre como prosseguir mas como já sabia exatamente o que fazer apenas disse... - "Deixe o resto comigo"

Naquele momento, comecei uma aproximação dos meus novos colegas de trabalho, Reinhard, Shieda e moça estranha dando um leva toque no ombro de cada um e os chamando para se aproximar de mim com um pequeno movimento de mão enquanto sorrindo inocentemente. - Senhor Reinhard, senhor Shieda e senhorita, parece que estaremos trabalhando juntos por um tempo, como não houve tempo para uma  explicação apropriada gostaria de saber se poderiam me explicar o que exatamente caçaremos e sobre de quando será a recompensa? - Esperei por suar respostas em silencio e prestando atenção em tudo o que me falassem, e depois da resposta dada, seguiria para a próxima pergunta em um tom mais baixo para ter certeza de que o nosso empregador não nos ouvisse. - A propósito... E sobre o nosso segundo trabalho? Se importariam de me passar os detalhes? - Sem qualquer sinal de sorriso, falaria com uma expressão mais séria e esperando por suas respostas e depois de ouvi-los falaria sobre o pagamento do segundo trabalho. - Sei que o senhor borboleta falou algo sobre meu pagamento ser o tratamento daquela garota Lianji, mas pra falar a verdade ela não passa de uma estranha para mim, somente a salvei porque ela esta relacionada a um senhor um pouco problemático e nada simpático que vive recluso na floresta, naquele momento considerei que ter algo para negociar com ele se necessário for não seria ruim. - Tendo explicado as minhas circunstância entraria no que realmente importa. - Não sou do tipo de pessoa que se coloca em perigo por nada, se não puder ganhar nada com isso eu tento pelo menos não perder nada. Dito isso, como o trabalho de caça parece algo que serei pago pretendo ajudá-los no que for necessário, mas sobre o segundo trabalho, gostaria que pelo menos me ajudassem a negociar com o senhor borboleta para que possa receber algum pagamento por meus esforços, se não puderem me prometer isso, infelizmente terei que deixá-los assim que o primeiro trabalho for concluído. - Para ser sincero, não parecia que eles tinham algo a ganhar me incluindo no segundo trabalho, por isso foi direto e sem rodeios com meus termos, por isso que também aceitaria a decisão deste grupo sem questionar.

Conversa vai, conversa vem, chegamos em uma cabana na floresta aonde o nosso empregador começou a falar um pouco mais sobre o trabalho de caça, ao que parece o nosso trabalho era eliminar um monstro que estava atacando pessoas nessa floresta, e o nosso empregador parecia ter motivos pessoais para querer este monstro morto, afinal o seu irmão foi uma das vítimas deste monstro. Seu olhos estavam claramente transmitindo um forte desejo de vingança que não parecia são. - "sinto muito por ele mas o estado mental do empregador não será um problema contanto que não interfira no trabalho em si." - Escutando a sua explicação, levantei a mão e esperei que ele me desse permissão para falar. - Senhor empregador, não tenho problemas com o trabalho em si, ou melhor, busca e extermínio é bem mais simples do que captura por isso sou até grato mas ainda tenho algumas perguntas. - Começaria pelo mais urgente, a minha arma. - Como o senhor já sabe, preciso de uma espada para trabalhar, sem uma o que posso fazer é limitado, o modelo em si não importa no momento contanto que seja afiada. - Para falar a verdade a minha estética preferia espadas como backswords, sideswords, sabres e cutlass swords, mas agora não era hora nem momento de ser exigente. - Sobre as minhas outras dúvidas, o senhor tem a descrição deste tal monstro? Como vamos a uma floresta o que mais encontraremos são animais selvagens, se matarmos algum animal grande por engano achando ser o monstro o senhor nos pagará por um serviço que falhou. - Era um fato quase óbvio que informações são extremamente necessárias tanto para empregados quanto para empregadores nesse ramo de trabalho, mas dado como o nosso empregador não parecia estar no seu melhor estado mental pensei em questioná-lo sobre apenas por segurança já que não estava disposto a sair matando tudo o que parecesse com um monstro pois seria perda de tempo, perigoso e sem sentido. - Por ultimo, haverá algum bônus no pagamento para aquele que conseguir matar o monstro? - era a ultima pergunta, mas não a menos importante afinal estávamos em quatro, e o monstro era supostamente só um. Se houvesse um bônus seria apenas natural pensar nos meus companheiros de trabalho também como rivais. Queria olhar para as suas expressões naquele momento mas não queria entregar meus pensamentos, por isso continuei olhando para o nosso empregador até que finalizasse suas respostas.    

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Corretor de tabacarias na fronteira com a Venezuela

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptySeg 22 Jul 2019, 22:53


Apesar da falta de conciliação na execução de suas ações em coletivo, Lucius interviria, demonstrando em auxiliá-la, entretanto, em troca de capital. Não é segredo algum dizer que o dinheiro move esse mundo, por isso tal condição não surpreenderia Élise, que apesar de nova, entendia o funcionamento do mundo. Todavia, após o ferreiro pegar a garota, notaria que o Borboleta Carmesim destacaria o tamanho avantajado de seu aparelho reprodutor, parando para refletir alguns segundos depois de sua fala. Seja tal fala uma metáfora ou não, Élise levaria ao significado literal da frase, sendo a única coisa naquela situação que talvez a chocaria.

“ Estou surpresa. Não sabia que homens afeminados que se portam e vestem como mulher destacavam o tamanho de seus “frutos do demônio”, entretanto, sinto dizer que sou incapaz de julgá-lo. O mundo tem mudado bastante, e talvez seja isso que chamam atualmente de “mulher moderna”. “

O homem que recrutou os protagonistas daquela aventura acabou por reuni-los, fazendo breves comentários sobre Lucius, voltando em seguida para o que realmente importava, a missão. Sua natureza não permitia que ela falasse coisas desnecessárias, logo ficaria calada como de costume. Élise se cala enquanto todos falam, por isso acabou por acostumar-se em analisar profundamente as pessoas ao seu redor, e aquilo não seria uma exceção.

“Sinto uma aura de medo nesse homem, entretanto, não posso levar tal impressão como um fato, haja vista a falta de sinais mais fortes que mostrem que minha opinião acerca desse homem esteja correta.”

Suas impressões se tornariam ainda mais fortes conforme aquele homem continuaria sua fala. Com um tom de voz exclamativo e um olhar totalmente cego, foi fácil notar um certo nervosismo, que possivelmente seria uma faca de dois gumes. Na mente de Élise desenvolviam-se uma série de possibilidades e desfechos, entretanto, todos eles levavam para um fim fúnebre e caliginoso. Atentando-se a tais possibilidades, se aproximaria de Reinhard, o companheiro que julgaria mais sensato, e que poderia administrar melhor a situação. Puxando-o levemente pela manga como um gesto para ele se atentar, esperaria o movimento oportuno para aproximar do seu ouvindo, sussurrando.

– O jeito de agir e pensar desse homem não é nem um pouco lúcido. Ele claramente não está cumprindo essa missão de forma calculista, e pode demonstrar sérias instabilidades.

Se afastaria lentamente após o aviso, pois um movimento súbito poderia chamar a atenção do homem, que em sua visão estaria inteiramente ensandecido por causa do sumiço de seu irmão. Crendo na incapacidade daquele homem de julgar de forma adequada o curso dessa missão, pensaria em como impedir o pior. Além disso, refletiria sobre seu novo companheiro, que parecia ter caído de paraquedas nessa situação, atentando-se às suas falas, não respondendo-as porque Rein e Shieda poderiam explicar de forma muito melhor sobre a situação atual.

“Aparentemente trata-se de um homem deveras pensativo. Todavia, sinto que há um conflito dentro dele, é uma dicotomia ideológica ou algo além disso? Impossível dizer com certeza. Além disso, há uma hipócrita dualidade em suas ações. Ele salva uma garota, mas outrora diz que não se coloca em perigo por nada que não lhe dê ganhos. Será que ele é um pervertido clamando pelo corpo de uma donzela salva? Ou será que ele é uma pessoa que se sente satisfeito com a satisfação das pessoas? Creio firmemente na primeira opção, haja vista a quase inexistência de pessoas assim.”

Aguardaria que as dúvidas dirigidas aos seus companheiros fossem sanadas, cruzando seus braços após a dúvida dirigida ao empregador. Realmente era uma dúvida coerente, entretanto, era claro que a fera não se assemelharia a um ser vivo comum, possuindo características que se divergiam de quaisquer seres ordinários. Seja pelo tamanho, número de cicatrizes ou por uma aura que passe uma sensação de imponência, certamente a fera teria características peculiares.

“Não creio na possibilidade de ser uma fera qualquer. Haja vista a forte demanda pela morte da fera, principalmente por pessoas que passam por rotas em sua área, creio que não seja uma criatura qualquer. Com uma capacidade cognitiva superior aos demais seres, creio em três possibilidades. Ou trata-se de uma fera cuja força equivale ao poder de um grupo de pessoas, ou é um humano que ataca de forma selvagem. Ainda por cima, há a terceira possibilidade, que parece tão irracional quanto a primeira. Será que esse ser possui uma das lendárias frutas do demônio? Só escuto boatos sobre sua existência, entretanto, não creio que seja impossível que tenhamos uma fruta que transforme o portador em um monstro.”

Concluindo de forma lúcida com seus conhecimentos sobre Akuma no Mi limitados a boatos e lendas, cogitaria uma teoria que muitas pessoas da região considerariam absurdas, entretanto, ainda sim seria uma possibilidade. Tendo em vista que eram apenas especulações sem nenhuma base, evitaria questionar os presentes na cabana acerca dos frutos, que muitos na região, são apenas lendas urbanas. Ela resolveria aguardar o fim das dúvidas de todos os membros, resolvendo abordar o homem que havia contratado-os, esperando tirar algumas dúvidas, contando com alguma lucidez de sua parte.

– Você possui informações mínimas sobre esse monstro? Características e ferimentos das vítimas, locais dos ataques, testemunhas, pistas, todo o tipo de informação auxilia na eficácia da missão.

Aproveitaria para perguntar sobre informações que possam auxiliar o grupo. Por mais que trate-se de uma pergunta comum, escondia uma intenção de compreender mais sobre aquele homem. Seria ele um benfeitor altruísta com intenções puras, um vingador? A forma que ele respondesse tal pergunta conseguiria expor claramente se há alguém por trás dele. Se submisso a ordens de superiores, terá poucas informações. Se for alguém querendo salvar o irmão, terá uma quantidade maior de informações. Tal pergunta, além de responder parcialmente tais perguntar, auxiliaria na compreensão que ele possui sobre a missão prestes a ser executada.

Lançando tal carta sobre a mesa, buscaria refletir e desenvolver mais sobre o indivíduo em sua mente, buscando calcular de forma mais exata um desfecho com base nos fragmentos de informações absorvidas. Apesar de um clima de tensão e a iniciação de uma sequência de raciocínios, não demonstraria, mantendo uma expressão facial neutra. Tal gesto demonstrava o quão calma Élise seria em situações de possível perigo. Todavia, estaria levemente tranquilizada caso avisasse Rein, pois certamente o grupo inteiro saberia em uma quantidade relativamente baixa de tempo o quão afetado o homem provavelmente estaria.

“Restam-me fragmentos para analisar esse caos. As casualidades ocasionam no desfecho final, causa e consequência. Apenas me resta não deixar nenhuma casualidade e utilizar minha percepção para o melhor desfecho possível. Se tivermos 14 milhões de finais possíveis, passarei por cima das probabilidades e atingirei o sucesso.”

Com uma mentalidade excessivamente confiante, ou até mesmo convencimento exagerado, ela buscaria planejar todas as possibilidades. Entretanto, seu convencimento raramente se concretizará, haja vista a impossibilidade humana de prever de forma precisa todas as casualidades. Por mais que as chances sejam mínimas, tentaria ao máximo atingir o melhor resultado possível, com uma abordagem exageradamente meticulosa.

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyTer 23 Jul 2019, 17:43

Shieda, ao receber uma revelação divina de um Deus maravilhoso e genuíno, deixa a caixa que recebeu da Borboleta Carmesim no chão.

Após isso ele se senta com as pernas cruzadas e com os olhos fechados, e continua a repetir incessantemente o seguinte texto, até que morra de morre ou desmaie :

- Meu nome é Yoshikage Kira. Tenho 33 anos. Minha casa fica na parte nordeste de Morioh, onde todas as casas são, e eu não sou casado. Eu trabalho como funcionário das lojas de departamentos Kame Yu, e chego em casa todos os dias às oito da noite, no máximo. Eu não fumo, mas ocasionalmente bebo. Estou na cama às 23 horas e me certifico de ter oito horas de sono, não importa o que aconteça. Depois de tomar um copo de leite morno e fazer cerca de vinte minutos de alongamentos antes de ir para a cama, geralmente não tenho problemas para dormir até de manhã. Assim como um bebê, eu acordo sem nenhum cansaço ou estresse pela manhã. Foi-me dito que não houve problemas no meu último check-up. Estou tentando explicar que sou uma pessoa que deseja viver uma vida muito tranquila. Eu cuido para não me incomodar com inimigos, como ganhar e perder, Isso me faria perder o sono à noite. É assim que eu lido com a sociedade e sei que é isso que me traz felicidade. Embora, se eu fosse lutar, não perderia para ninguém.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 3 EmptyQui 25 Jul 2019, 22:40


Em uma epifania, percebendo que talvez devesse ser uma outra pessoa em vez de quem realmente é, simplesmente começa a olhar fixamente para um horizonte imaginário. Era como se vislumbrasse algo em algum lugar incompreensível para os outros. Com uma expressão vazia e resmungando alguns sons incrompreensíveis, simplesmente sairia andando sem dar satisfação à ninguém.

Tudo aquilo era um engano: deveria voltar para onde tinha saído e jamais sair de lá. Seria muito mais fácil completar os objetivos assim. Sim, dirigiria-se para a casa de seus pais, onde voltaria a se enfurnar em seu quarto como sempre fez.

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