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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Unchain Utopia

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MensagemAssunto: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySeg 17 Jun 2019, 18:54

Relembrando a primeira mensagem :

Unchain Utopia

Aqui ocorrerá a aventura dos(as) civis Élise Damenoir, Wilhelm Saladin Read Rackham, Reinhard von Lohengramm e Shieda Yusuke. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptyQua 26 Jun 2019, 16:07


Antes mesmo que tomasse noção da situação em que estava, Yusuke acabou ficando entre um emaranhado de pessoas bastante peculiares. E mais do que isso, até mesmo uma oportunidade de entrar na carreira de caçador de recompensas havia sido lhe dada de bandeja por um civil das redondezas. Certamente Shieda não estava acostumado à receber trabalho tão facilmente assim, já que geralmente ele mesmo furtava os usufrutos do trabalho dos outros, porém não seria isso que faria ele deixar tão chance passar em branco. Se tudo desse errado, ele ainda teria a oportunidade de descontar seu desconforto pela falta de nicotina em um bando de bárbaros medíocres, o que já serviria como um pequeno alívio para o seu corpo.

Contudo, antes que pudesse fazer qualquer coisa à respeito, uma das pessoas que estava ao seu redor, acabou chamando sua atenção em especial, primeiramente por sua admirável aparência, apesar da aura desagradável que ela emanava. Para ser bem sincero, por ser novo na ilha, Yusuke não fazia ideia do que poderia estar gerando tantos "mal-olhados" em direção à Herdeira, porém isso pouco lhe incomodava. Não era como se ele nunca tivesse convivido com algum "indesejado pela sociedade" no passado, afinal, Shieda passou a maior parte da sua infância trabalhando com um bando de bandidos maltrapilhos. Enfim, tendo em vista que o loiro que estava perto dele havia optado por ignorar a garota e o moreno que anunciou o serviço já havia ido embora, não lhe restaram muitas alternativas, senão responder Élise.

"Como esperado, parece que nossa amiguinha é bem requintada nas palavras. Talvez ela seja uma prostituta ? Confesso que não me surpreenderia caso essa hipótese se tornasse verdade, tendo em vista que os nobres da região provavelmente devem adorar mulheres de classe" - Enquanto um pensamento errôneo atravessava a mente de Yusuke, ele se virava para responder a pergunta de Élise enquanto á cada segundo que se passava seu corpo se sentia ainda mais desconfortável pela falta de um cigarro na ponta de seus lábios.

- Olá senhorita. - Diria tais palavras enquanto cumprimentava a ex-revolucionária com um caloroso aperto de mãos. - Acho que coincidentemente, eu estou na mesma situação financeira que você, se é que me entende. - Como forma de demonstrar sua falta de recursos monetários, Yusuke tiraria seus bolsos para fora, comprovando que pelo menos em suas calças, não havia nenhum dinheiro. - Parece que tivemos a mesma ideia, apesar de você não ter a aparência de uma lutadora. Para falar a verdade, nem mesmo eu tenho o perfil de um guerreiro, então não posso falar muito sobre isso, hahahaha. - Utilizando de seu bom humor, ele tentava criar alguma intimidade com ela antes de dar uma resposta conclusiva para o questionamento dela. -  Eu aceito sua proposta. Espero que eu possa atender suas expectativas, cara Élise. Aliás, me chamo Shieda Yusuke. É um prazer conhecê-la. - Adiantando-se enquanto caía na tentadora vontade de encostar mais uma vez no corpo de sua nova companheira, Yusuke beijaria uma de suas mãos como forma de "selar" o acordo entre os dois. - Sobre a loja de roupas, sinto informar que não sei muita coisa sobre essa ilha. Eu ainda tenho alguns assuntos para resolver, então acho que já vou indo. Nos encontraremos na floresta no horário marcado, conforme foi combinado.

Após encerrar seu assunto com Élise, Yusuke ficou livre para se focar em outro de seus problemas : a sua falta de armamento para combater os bárbaros. Em situações normais, a primeira ideia que viria em sua mente seria a de furtar os pertences de algum idiota nas redondezas, mas tendo em vista que não poderia sujar seu nome logo de cara, e um okama parecia ser capaz de disponibilizar tais recursos para ele, optou por não seguir tal caminho tortuoso. Assim, tendo em vista que havia escutado de relance o diálogo do belo loiro com o ferreiro, Shieda escolheu por seguir os dois, se possível. Caso tivesse a oportunidade de se intrometer no assunto, ele prosseguiria da seguinte forma :

- Bem, assim como nosso bonitão aqui, eu também estou interessado em comprar algumas armas. - Aproximando-se de maneira sutil, ele colocaria a mão no ombro do ferreiro, buscando captar sua atenção. - Eu tenho a mais absoluta certeza que podemos fazer um bom negócio aqui, tendo em vista que você parece ser um homem bem sensato com relação ao seu trabalho. - Utilizando do seu papo-mole, Shieda elogiava de maneira fútil algumas qualidades que o okama supostamente poderia ter. - Aliás, me desculpe a falta de educação, mas saberia me dizer se você tem algum cigarro ou charuto guardado nos bolsos ou algo assim ? Eu meio que estou sentindo falta da fumaça nas minhas narinas, e estou disposto à lhe fazer alguns "favores" para aliviar esse meu desconforto. - Mais uma vez utilizaria da sua excepcional lábia e de algumas mentiras para tentar conseguir sua estimada nicotina.

Independentemente da chance de dialogar com o ferreiro surgir, Shieda apenas aguardaria para abordar a outa parte daquele diálogo, o loiro, no momento mais oportunidade da seguinte forma :

- Olá, eu escutei aquela conversa de alguns instantes atrás por engano e acabei me interessando no trabalho que aquele homem estava oferecendo. Estaria interessado em se unir comigo e com mais uma pessoa para realizar esse serviço ? Você parece estar interessado em conseguir dinheiro. - Educadamente Yusuke requisitaria o auxílio do civil bem aparentado.
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Alê
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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptyTer 02 Jul 2019, 01:51



O comentário do senhor havia chamado a atenção do Wil. Em sua mente, realmente era perigoso para aquela pequena família encontrar os aclamados “selvagens” aos quais o velho havia se referido. Por sua vez, sorrindo como reação ao comentário do rapaz, o experiente pescador apenas transpareceu sua segurança ao continuar a pescar. — Não precisa se preocupar, garoto, está tudo sob controle... Tudo sob controle... — lentamente as palavras soavam como uma brisa gélida que atingia a espinha dorsal do rapaz, fazendo-o arrepiar-se por completo. Toda aquela situação começava a ficar estranha e tentando mudar isso, o rapaz mudou rapidamente o assunto. Na tentativa de mostrar serviço para o recém-conhecido pescador, o rapaz buscou tratar do peixe, na verdade, dos peixes que haviam sido pescados.

— Você está nos tirando? O vovô prepara o melhor peixe dessa ilha! Ele nunca deixaria você... — antes mesmo que a criança pudesse terminar sua frase, o experiente homem colocava sua mão acima da cabeça de seu neto, acariciando-a como normalmente fazia, só que ali era usado como interrupção ao que era dito. — Vamos deixar o moço preparar o peixe para nós. Como ele falou, a intenção é apenas retribuir toda essa situação, não é? — com um estranho sorriso, calmo até demais, o homem olhava, alegre, para o protagonista — Nossa cabana não fica muito longe daqui. Vamos! —erguendo-se, o homem reunia todas as suas coisas. Sem pedido algum, sua neta aparentava já saber o que fazer e reunia certa parte, focando na cesta com os mantimentos. Seu semblante não era nada bom, o que antes inferia vergonha, agora demonstrava preocupação. O netinho, por sua vez, animado, pegava a vara de pesca do seu avô, porém, de birra, talvez, ou apenas desconfiança, olhava feio para Wil.

Em Porto Branco, o destino (vulgo narrador) unia três pessoas que tinham caminhos trilhados até então diferentes, mas com objetivos convergentes. Shieda não cansava de imaginar que ali, falando a sua frente, estava uma mulher da vida. Talvez não tanto acostumado com uma formalidade quase que amigável, fazia com que tais pensamentos surgissem. Desejando a garota tanto quanto ele, estava Reinhardt. Segurando suas emoções mais afloradas por conhecer a história da garota, o rapaz pensava em como se portar perto da mesma enquanto se apresentava.

Tão meiga quanto formal, Élise tentava formar uma aliança com os recém-conhecidos aliados, talvez. Com certa dificuldade em colocar seus pensamentos em palavras, normalmente, a garoa ali conseguia ser a mais direta e suscinta possível. Talvez dissociando a imagem infame do que a garota aparentava ser, Rein respondia com certa demora, porém, aceitava a proposta da furtiva garota que, mesmo infame, tinha uma certa habilidade de passar despercebida. Shieda, por sua vez, abordava a semelhança entre ele e a fêmea a sua frente: ambos não aparentavam ser guerreiros. E estavam certos.

O diálogo de estendia e Élise percebia cada vez mais que coordenada não obteria com aqueles dois. Sabida disso, a garota partia em busca de seus trajes enquanto os dois marmanjos partiam de encontro aos favores que teriam que prestar para conseguir algo com Lucius, a Borboleta Carmesim. — Oh! Lamento, mas não costumo negociar com bofes ursões! — afirmou tentando apressar o passo, porém, ao contrário de antes, Rein tinha o auxílio de Yousuke dessa vez. Ambos se apresentavam e tentavam obter algo do afeminado que, respirando fundo, desistia de evitar.

— Bebê! Agora você está falando a minha língua! Adoro bofes cafetões! — ouriçado respondeu o musculoso aos comentários do larápio que acabara de oferecer serviços, ou até “serviços” em troca da oportunidade de saciar seu vício — Me sigam! — afirmou. Puxando os dois jovens por seus trajes, Lucius encaminhava-os até sua loja de artigos de combate. A Borboleta Carmesim. A loja aparentava ser tudo, menos uma loja de armas feitas sob encomenda. Alguns minutos se passaram e logo o trio chegava no estabelecimento. A porta apresentava um certo problema. Algo emperrava ou apenas alguém havia a trancado por dentro. Alguns minutos, poucos, se passaram e o homem arrombou a mesma. — Uma beldade tem seus truques... — piscou para ambos. Entrando no mesmo, onde o dono imediatamente virava a plaquinha da porta indicando o desligamento do local por tempo indeterminado. — Muito bem, agora vocês irão me fornecer os serviços que quero... — sorrindo o homem olhava intensamente para os dois jovens.

Élise, por sua vez, caminhou pela cidade em busca de seus objetivos. Em uma das vielas que a garota passava, estava um mendigo, um homem da rua, pedindo fundos para fornecer sua comida. Tal atitude incomodava algumas pessoas, outras até o ajudavam, porém, os guardas da realeza local não eram muito fãs e por isso lutavam para tirá-lo dali. Toda essa confusão ocorria perto de uma loja de livros no qual a dona olhava tudo, apreensiva por saber que aquela costumeira confusão demoraria a se resolver, da porta de seu estabelecimento. A garota notava que os pontos de vista ali eram distintos. Muitos alegavam que o homem era um farsante, que apenas enganava a todos. Outros sentiam pena e defendiam o homem, afirmando a teoria que ele realmente tinha necessidades a pedir. Em meio a tanto caos ideológico, a garota conseguia encontrar a tão procurada loja de roupas que se localizava ao lado da livraria.

Ao adentrar no estabelecimento, a garota foi direto ao balcão onde prontamente foi atendida por uma mulher morena, que chutando tinha seus trinta e cinco anos, talvez, com um corpo mais rechonchudo que a protagonista. — Temos tudo que deseja. Temos três faixa de preço principais. Qualidade comunada, que custam duas mil berries cada peça, temos a qualidade comumédia, que custam cinco mil berries e a qualidade comumzaça, custando dez mil berries cada peça. Que tipo desejará? — calmamente questionou após mostrar as possibilidades que a garota teria ali para escolher. Uma vez pronta, a mulher iria pegar tudo que a garota queria e receberia o pagamento prontamente.

Enquanto isso, na floresta que havia na ilha, o grupo formado pela recém-conhecida família e Wil caminhavam até a cabana do velho. Algum tempo havia se passado e o protagonista não conseguia mais avistar o patriarca. Quase que subitamente, puxado pelo seu pescoço e colocado de encontro com uma das árvores, Wil sentia algo pontiagudo em seu pescoço A maneira que o rapaz tinha seu braço seguro e colocado para trás de seu corpo impedia que o mesmo pudesse reagir. Era sagaz a maneira que o mesmo havia sido abordado. Ao emitir as primeiras palavras, o rapaz podia logo notar de quem se tratava. — Muito bem, garoto. Que bela encenação, mas quais suas verdadeiras intenções? Você está com eles? — questionou o pescador conhecido recentemente. Sendo pressionado contra uma das árvores, Wil sentia-se coagido a responder as perguntas feitas de acordo com que o homem arrochava mais seu braço.

Enquanto isso, na Borboleta Carmesim, os dois recém-aliados se deparavam com uma situação que não imaginavam. O robusto homem tirava seus trajes, ficando completamente nu, mas ao contrário do que imaginavam, ele logo vestia um sobretudo rosa choque com alguns detalhes em corações e estalando o dedo, dois “lacaios” surgiam, trajando sungas minúsculas e gravatas borboletas. — James e Gerard, são meus assistentes. Tragam meus cigarretes e meu mostruário! — batendo palmas elegantemente, o okama rapidamente recebeu o que pediu. Oferecendo a Yousuke a oportunidade de saciar de seu vício, o mesmo colocou sobre o balcão o livro que tinha em mãos. — Muito bem, me conhecem como Borboleta Carmesim nessa ilha e isso é por um motivo. Eu tenho o dom de fabricar armas, porém, ao ver vocês, julgo que estão procurando algo para não ficarem desarmados, certo? Tenho essa opção de trinta mil berries. Não tem um melhor acabamento, mas é muito melhor que nada. Se interessaram por algumas? — olhando para os mesmos enquanto tragava seu cigarrete, o musculoso Lucius esperava a resposta dos protagonistas a respeito de seus armamentos.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptyQua 03 Jul 2019, 02:37


Caminhando vagarosamente pela cidade em busca de informações, Élise se depara com uma situação envolvendo um mendigo e guardas, devaneando brevemente sobre o assunto. Encontrando uma loja de roupas, a jovem de olhos lilás ainda estaria brevemente baqueada em relação a tal acontecimento, todavia, iria recompor-se, finalmente abordando a atendente. Ao obter conhecimento sobre o preço das roupas, pensaria sobre como diminuir de forma eficaz os preços, afinal, dinheiro é tudo em um mundo cada vez mais mercenário.

“Um dos objetivos primários do ser humano no decorrer do seu dia é economizar o máximo de energia, afinal, quanto menos difíceis as tarefas que executa, mais tranquilo será sua situação, haja vista o desgaste reduzido que terá com tal situação. Apesar de não parecer observando de uma perspectiva limitada, a parte das vendas é algo assim. Descontos normalmente são uma dor de cabeça, todavia, perder um cliente é um fardo ainda mais pesado. Se eu propor um desconto muito grande, ela ficará estupefata, entretanto, se eu falar em seguida um desconto menor, ela inevitavelmente ficará aliviada, aceitando mais facilmente minhas ideias. Todavia, não posso balbuciar agora, pois isso tiraria toda minha credibilidade.”

– Bom, creio que a blusa, saia e meia-calça saiam por 15 mil Berries, correto? Entretanto, gastar tal dinheiro seria um peso para mim. Que tal fecharmos com 50% do valor? – Utilizando de seu forte raciocínio estratégico, buscaria espantar inicialmente a vendedora com o risco de perder um cliente numa decisão rápida, além de falar “50%” ao invés do valor exato, buscando confundi-la ainda mais. – Ah. Creio que isso seria um peso também para você, então vamos ver… – Faria outra pausa, buscando fazer a vendedora sentir um alívio após o susto de ter que tomar uma decisão veloz.

– 75% do preço é o que posso fazer, nada mais, nada menos. Acredito que seja muito melhor 75% de 15 mil do que 6 mil, estou correta? – Faria uma pergunta retórica para fechar a barganha.

Caso tal negociação fosse bem-sucedida, Élise fecharia a transação por aproximadamente 11 mil Berries, todavia, caso fracassasse, compraria 3 peças “comunadas”. Independente disso, sairia da loja com suas roupas novas, indo em direção ao mendigo após os ânimos se acalmarem, lançando seu vestido antigo e requintado, que certamente valeria algo, na direção do homem. Haja vista a inutilidade do vestido com a compra de novas vestimentas, a dificuldade que encontraria em vendê-lo e o conflito filosófico em sua mente em relação às verdadeiras intenções do mendigo, ela resolveria matar três problemas com uma única ação, que apesar de sentimental, fora friamente calculada.

“Realmente não sei qual das perspectivas estão corretas, todavia, quero escolher acreditar na humanidade. Além disso, não seria como se eu fosse usar aquele vestido...” Realizaria uma evasiva em relação ao ato que fez, corando levemente.

A garota de cabelos negros continuaria a vagar pela cidade. Refletindo brevemente, chegaria na conclusão óbvia de que precisaria de armamentos para continuar sua jornada, além disso, gostaria debruçar sobre um assunto em particular: psicologia. Possuindo claras dificuldades em compreender corretamente as pessoas, ela buscaria mais do que nunca adquirir conhecimento sobre tal área, para talvez algum dia compreender inteiramente as pessoas que a cercam.

“Certo. Agora me restam dois objetivos. Entender as pessoas pode ser encarado como um objetivo de longo prazo no qual posso deixar para depois, já adquirir armas… é um objetivo que deve ser concluído em poucas horas. Aproveitando que estou menos travada na interação com pessoas após tantos diálogos que fui forçada a realizar, vou questionar uma pessoa em meu entorno.”


Aproximando-se do primeiro candidato que parecesse ter um entendimento maior sobre aquela localidade rapidamente, Élise não hesitaria em abordá-lo. Mirando principalmente guardas, idosos ou pessoas com pressa que pouco se importariam com sua identidade, a Herdeira das Trevas se lembraria brevemente sobre o Okama que abordara Reinhard numa conotação claramente devassa. Ela buscaria incluí-lo na pergunta, afinal, seria mais fácil alguém lembrar-se de um local com armas que possui como ferreiro uma pessoa com tantas peculiaridades.

– Olá. Eu obtive conhecimento sobre uma ferraria que possui como forjador um homem de aparência bruta, no entanto, com um jeito deveras afeminado. Você possui o conhecimento da localização de tal estabelecimento?

Caso obtivesse as respostas desejadas, agradeceria de forma solene. Todavia, caso não adquirisse as respostas desejadas, buscaria perguntar para mais pessoas, e em última instância, recorreria ao método anterior, andar até encontrar um estabelecimento que ofereça ferro. Mesmo levemente cansada após ser forçada em tantas interações, a Herdeira das Trevas não descansaria, pois o tempo ainda sim era escasso, partindo em direção à ferraria.

Após chegar em tal local, Élise possivelmente observaria que o lugar estaria fechado por um tempo indeterminado. Pessoas comuns ficariam desesperadas com tal situação, todavia, a Herdeira das Trevas claramente não era uma pessoa com um temperamento comum. Calma em níveis estratosféricos e igualmente calculista, utilizaria um pensamento pragmático, optando por aguardar na porta do local até o mesmo abrir, afinal, em pleno horário de movimento, certamente um estabelecimento não se fecharia por tanto tempo.

“Bem, realmente não há muito o que fazer. Me resta apenas aguardar pacientemente como uma boa garota, afinal, será realmente muito difícil lutar contra adversários temíveis utilizando apenas meus calçados extremamente casuais.”

Olharia para seus sapatos refinados, que não foram livrados pela personagem para se economizar dinheiro, que ao contrário do que pensaria, não eram nem um pouco de uso cotidiano. Ela se agacharia e em seguida se sentaria, se aproveitando da mobilidade extra adquirida com suas novas roupas. Aguardando o tempo que fosse necessário, ela apenas se levantaria caso observasse que estaria quase na hora do contrato, pensando de forma calculista sobre como deveria prosseguir numa situação relativamente alarmante, sem desesperar-se, todavia, haja vista que tal semblante não era da natureza da garota de pele pálida.

Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptyQua 03 Jul 2019, 05:38



Para a resposta excessivamente confiante dada pelo senhor, o que normalmente levaria como um comportamento descuidado na verdade soou como um fato, um fato de que realmente "nada de mal acontecerá com a minha família". Tais palavras normalmente passariam um ar de confiança, mas tudo o que pude sentir naquele momento foram calafrios. E como se também reagisse a isso, a voz de meus devaneios mais uma vez ecoou em minha cabeça, soando de forma mais agressiva do que o normal. - "Tch... Esse velho é algo... Ei Wil, é bom que você tenha entendido a mensagem dele!" - Naturalmente havia lido as entrelinhas, com aquelas poucas palavras o que o velho quis dizer foi que "A minha família esta segura." Sim, somente a sua família, eu não estava incluso nisso.

Por um instante achei que seria melhor me separar deles e manter o status quo, mas era um fato que nessa ilha nova eu não saberia nem para onde fica a esquerda e a direita e provavelmente levaria muito tempo para encontrar outras pessoas, sem falar que os tais "selvagens" ainda eram algo para se preocupar, e como já havia me oferecido para preparar-lhes uma refeição, recuar agora deixaria uma péssima impressão. - "Por enquanto deve ficar tudo bem contanto que eu me comporte, para começo de conversa não tenho intenções malignas comigo, não acredito que um chefe de família como esse senhor faria algum mal para um transeunte aleatório que acabou de conhecer, seria um mal exemplo para seus netos... Sim, sim... Vou apenas acompanhá-los até a sua casa." -Naquele momento enquanto me decidia não pude deixar de reparar na expressão apreensiva da neta daquele senhor, mas julguei novamente como sendo sua timidez, um grave erro da minha parte pois mal sabia eu que minhas expectativas seriam traídas de forma exuberante.

Enquanto os seguia, em um momento depois de caminharmos um pouco pela floresta percebi que já não podia mais ver a figura do velho senhor que me guiava, mas antes mesmo que pudesse tentar chamá-lo senti um aperto forte no meu pescoço que empurrava para fora do caminho e me pressionou contra uma árvore, no momento seguinte um de meus braços foi segurado nas minhas costas imobilizado enquanto algo pontiagudo era colocado contra o meu pescoço, por um momento pensei que fosse algum dos falados "selvagens" mas para a minha surpresa, a voz da pessoa que me pressionava era a do velho pescador que me questionava enquanto mostrava uma considerável quantidade de intenção assassina. Depois daquilo escutei mais uma vez as voz de meus devaneios e por algum motivo que nem eu mesmo entendi comecei uma discussão mental com ele.

"Fufu... Mas que bela brisa temos aqui! Eu avisei para você, não avisei, pequeno Will?"

"Vai ficar se gabando agora? Para algo que nasceu das minhas desilusões você é bem cheio de si não acha?"
"Tão cruel ~ Maaa, deixando isso de lado, para sumir assim de vista e aparecer nas nossas costas em um instante, e sem fazer nenhum som. Esse velho deve ser um ótimo assassino."
"Muito obrigado por me dizer o óbvio, e não tem isso de "nossas costas", as costas são somente minhas."
"Como preferir pequeno Will, mas tem certeza que esta tudo bem ficar tanto tempo calado? Desse jeito ele vai acabar te espetando, sabe?"

Apesar de não gostar da ideia de escutar conselhos desse ser que vive na minha mente não pude deixar de concordar com o que ele disse, dito isso, somente acatar aos seus pedidos não me faria sentir completamente seguro. Um senhor com habilidades como aquela não era uma pessoa comum, mas isso não queria dizer que ele era necessariamente uma pessoa de má índole. - "Por enquanto irei provocá-lo um pouco com uma acusação infundada para ver como ele reage, o mesmo esta fazendo varias acusações contra mim, então não devo ofende-lo com isso, pelo menos não muito."

- Entendi, bem que achei estranho como o senhor estar tão relaxado enquanto pescava em um local aonde o senhor mesmo disse ser perigoso. Então é assim que o senhor garante a segurança da sua família, matando indiscriminadamente qualquer pessoa que não conheça independentemente de ser bom ou mal, um método bastante cruel eu diria, mas também igualmente eficiente. O senhor também leciona a arte do assassinato furtivo para seus netos como os ensina a pescar? - Enquanto o atacava com um série de acusações infundadas e até mesmo um pouco excessivas, virei levemente o meu rosto para o lado para ver exatamente que expressão o mesmo faria, depois de analisá-la e esperar por sua resposta responderia honestamente aos seus questionamentos quanto dava um pequeno suspiro e tentava suavizar a minha expressão.

- Senhor, não sei exatamente quem pensa que sou mas o que disse quando os conheci era a verdade, não sou uma pessoa dessa ilha então não sei a quem exatamente se refere quando pergunta com quem estou então tudo o que posso dizer é que pelo menos não conheço os selvagens a quem o senhor se referiu. - Ainda em discurso, posicionava um pé lentamente para frente na direção da árvore enquanto prestava atenção para a sua arma que poderia a qualquer momento ser encravada em meu pescoço. - Se minha presença lhe trouxe algum incomodo me desculpo. Mas como pode ver sou um homem desarmado, que mal exatamente alguém poderia fazer a três pessoas com as mãos nuas, não estou dizendo que seria impossível fazer algo como por exemplo um assalto com as mãos nuas, mas seria trabalhoso e pouco eficiente. Sei que não me conhece mas não sou o tipo de pessoa que corre riscos desnecessários, não sou um bandido e nem recorreria ao crime para viver, pois além de imoral, é pouco rentável! - Tentaria passar o máximo possível de seriedade nas minhas palavras para convencê-lo de que não sou seu inimigo.

Tudo o que era necessário dizer para apelar foi dito então tudo o que faltava era a resolução do senhor, e com isso em mente minhas próximas palavras foram ditas para fazê-lo se decidir - Se assim preferir, posso me despedir de sua família aqui mesmo, não faço ideia de onde estou mas se continuar andando é provável que chegarei a algum lugar. Se acredita em minhas palavras também estou disposto a esquecer o que aconteceu aqui e lhes preparar uma refeição como havia prometido, afinal não tenho intenções de guardar rancor de um homem que esta apenas preocupado com a sua família. Mas se tudo o que falei ainda for insuficiente e o senhor ainda quiser tirar a minha vida, infelizmente terei que lutar para protegê-la, mesmo que tenha que tirar a sua vida durante o processo. - Nos meus olhos que encaravam o rosto do velho senhor não haviam malícia e nem mesmo sede de sangue, tudo o que havia era seriedade. Tirar uma vida que não é necessariamente má era algo que me incomodava um pouco mas tão pouco estava disposto a entregar a minha vida de mão beijada sem tentar reagir. E infelizmente para este senhor, assim como ele, eu não sou o tipo que hesitaria quando chegasse o momento de tirar a sua vida. - Apenas para observação, um braço quebrado é um preço pequeno a se pagar em troca de sobreviver.- No momento de minha ultima conotação, deixei escapar uma pequena quantidade de sede da sangue em meu olhar, mesmo sem me ver, podia sentir que minha expressão estava ficando cada vez mais gelada, não queria mostrar qualquer coisa que causaria a sua inimizade, mas minha resolução também já estava definida. - "Qualquer ameaça deve ser eliminada antes que seja tarde, se ele se tornar meu inimigo, devo matá-lo aqui mesmo!"

Como dito antes, se esse senhor me manda-se seguir o meu caminho, iria embora daquele lugar mas mantendo minha atenção focada no mesmo para não ser atacado pelas costa no caso do mesmo mudar de ideia. No caso dele acreditar em minhas palavras e decidi que ainda posso acompanhá-los o seguiria para sua casa, mas não antes de me desculpar do fundo do meu coração com um... - Sinto muito pelas palavras rudes e ofensivas que lhe disse mais cedo. - Mas se a pior das possibilidades acontecesse e o senhor tentasse tirar a minha vida, tentaria sair de seu aperto rapidamente, dando uma pisada forte na árvore a frente para jogar meu corpo para trás buscando cair por cima dele para livrar o meu braço preso enquanto afastava o meu pescoço do objeto pontiagudo momento meu corpo junto com a cabeça para a direção oposta da arma e segurando o pulso do senhor com o meu braço livre enquanto o entorto na intenção de fazê-lo derrubar a arma. Tendo sucesso nisso, tentaria tomar a sua arma derrubada para finalizá-lo com uma estocada no pescoço enquanto o mesmo estivesse no chão, sem ter sucesso em tomá-la se ela caísse, tentaria chutá-la para longe. No caso de não consegui fazê-lo derrubar a arma apenas me afastaria depois de livre e rapidamente ficaria em posição para lutar desarmado enquanto esperaria por seu movimento. Enquanto que no caso de não conseguir me livrar do seu aperto no meu braço continuaria a forçar o seu pulso até que quebrasse, pois pelo menos dessa forma estaríamos em iguais condições se o mesmo conseguisse quebrar o meu braço.


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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySex 05 Jul 2019, 11:06


Definitivamente esperava que Lucius caísse na sua "isca", porém esse fato por si só não foi o suficiente para conter o choque mental que teve ao notar que a Borboleta era extremamente forte. Para ser sincero consigo mesmo, Shieda nem mesmo havia cogitado a possibilidade de ter realmente que cumprir com os "serviços" citados antes, dentro das situações possíveis que ele imaginou em sua cabeça, provavelmente seria possível fugir disso, contudo, suas opções estavam mais escassas agora que o ferreiro demonstrava ser capaz de conseguir o que ele queria pela força, se é que o narrador me entende.

Enfim, ainda espantado com o vigor físico do homem, o civil adentra no estabelecimento, já esperando encontrar algo extremamente colorido e afeminado lá dentro, possibilidade essa que acabou se tornando real quando Lucius e seus funcionários mostraram os seus "uniformes de trabalho". Não que ele realmente tivesse algo contra aquela forma de vestir, claro, porém tais comportamentos não eram tão comuns no lugar onde ele vivia, muito pelo contrário. Seres humanos costumam ficar apreensivos quando estão fora da sua zona de conforto, e isso não era diferente para Shieda. Felizmente, para compensar os recentes acontecimentos, fora oferecido para Shieda e seu companheiro cigarros, oportunidade essa que o ceifador não deixaria passar. Assim, imediatamente após receber o seu prazeroso punhado de nicotina, Yusuke requisitaria educadamente que um dos dois lhe fornecesse um isqueiro enquanto continuava a conversa com Lucius da seguinte forma :

- Mas que belo lugar você tem aqui, estou impressionado. Esse estabelecimento definitivamente faz a sua cara ! - Utilizando da sua famosa técnica chamada "puxar-saco" em conjunto com a sua experiente lábia, Shieda iniciava o seu diálogo novamente com a reluzente Borboleta enquanto expressava um misterioso sorriso. - Caros cavalheiros, será que os senhores poderiam, por obséquio, me emprestar um isqueiro ? É vergonhoso admitir isso sendo um fumante, mas eu não tenho nenhum comigo no momento. - Após cordialmente realizar seu pedido para os dois funcionários, novamente Shieda tornaria á conversar com Lucius. - Trinta mil ? Não posso dizer que é um preço ruim, mas será que não poderíamos negociar esse preço ? Como eu disse antes, eu estou disposto a lhe fazer um ou dois favores se você abaixar um pouco o valor dessa foice-longa. - Apontando para a arma que desejava, novamente Yusuke tentava apelar para o lado libidinoso de Lucius enquanto negociava, novamente usando da sua lábia e de sua voz encantadora para tentar convencer o homem. - Se o desconto não for possível, será que você poderia incluir alguns cigarros e um isqueiro no conjunto da compra ?

Obviamente ele provavelmente não iria gostar da contra-proposta da Borboleta Carmesim, mas não era como se esse fosse um sacrifício tão grande que ele não pudesse fazer para economizar alguns berries. Ele não estava disposto à sacrificar a sacralidade de algum de seus órgãos para ter o desconto, contudo ainda poderia ele ainda confiava na sua força de vontade para realizar alguns "favores" de menor escala. Provavelmente o loiro que estava ao seu lado não estava disposto á fazer tais "serviços" para conseguir seu desconto, já que sua aparência demonstrava certa "nobreza", mas isso não importava para Shieda. Tudo que lhe interessa naquele momento era garantir que poderia saciar seu vício no futuro ao mesmo que conseguia recursos para realizar seu trabalho.

O resto era secundário.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySex 05 Jul 2019, 16:39


Foi pouco antes de responder a garota misteriosa que pode perceber que o outro indivíduo que tinha se aproximado não simplesmente fizera isso meramente para escutar o assunto. Elevou as sobrancelhas assim que pode ouvir os primeiros tons saírem de sua boca. Tinha uma voz bastante sexy, ao ver do loiro. No entanto, ao que pode significar os sons, simplesmente contraiu o cenho em uma expressão de estranheza. Ele aparentava ser alguém bastante audaz de abordar pessoas daquela jeito tão… informal. Surpreso com o comportamento, a princípio manteve-se apenas como um espectador das interações que ocorriam diante de si. Contanto que não fosse envolvido naquele…. esquema, estava tudo bem. Afinal, só queria comprar uma espada, mesmo.

Quando Shieda abordou-o de forma mais direta, porém, pode entender melhor do que tudo aquilo se tratava. Ele também parecia estar atrás de dinheiro e Reinhard, por sua vez, não estava achando ruim que candidatos caíssem assim, bem no seu colo. Pessoalmente, ele achava que era algo bastante difícil recrutar pessoas para tomar conta de bárbaros. Sendo assim, faria certo esforço para manter uma boa relação de trabalho com aqueles candidatos excêntricos.

- Ah, sim… tudo bem - voltaria a expressão ao normal conforme se virou para responder o rapaz - Contanto que essa pessoa apareça no local combinado, não deve haver problemas  - sorriu brevemente, também com os olhos de forma simpática.

Conforme seguiam para o tal estabelecimento de de forja, Lohengramm até conseguiu se distrair. Perdeu-se em seus pensamentos a respeito de qual estilo de lâmina escolheria. Tentava criar critérios para determinar qual seria a melhor escolha para o seu estilo de combate. Até então, tinha apenas sido reativo a eventuais sorrisos que recebesse, por motivos de polidez, claro. Entretanto, realmente se deu conta do que se tratava quando o olhar penetrante do okama o fez despertar de seus pensamentos.

- Ééé… - balbuciaria, tentando iniciar uma frase, perplexo com o fato do musculoso estar se despindo.

No entanto, não conseguiu fazê-lo, afinal muitas coisas aconteciam de uma vez. Traquilizaria-se logo, porém, ao ver que o homem estava apenas trocando de roupa. De um jeito bastante excêntrico, claro, mas parecia ser só isso mesmo. Colocaria a mão no peito discretamente, puxando o ar e expirando-o em alívio. Àquela altura, nem se surpreendeu com as vestimentas dos ajudantes do ferreiro. Diga-se de passagem, até agradecia que estivessem tão vestidos, levando em conta o ambiente em que estavam agora. Contudo, conforme ouvia Shieda, que havia se pronunciado primeiro, sua calma recém obtida começava a se esvair.

- Cof cof - tossiria discretamente, colocando o punho à frente da boca,  logo após o fim das falas do gigolô ao seu lado. Queria ter certeza que seria o próximo a falar - Eu, no entanto, estou somente atrás de uma arma - diria, afirmando sua postura para algo que deixasse sua coluna mais ereta -  Os 30.000 berries me parecem um valor justo - prosseguiria, tentando manter o ar de elegância para disfarçar o quase-desespero de acabar sendo incluso naqueles “favores” - Gostaria de levar uma Ninjaken nessa faixa de preço, sim? - diria, voltando o olhar para o dono daquela loja, querendo confirmar que ele tinha entendido ser apenas “aquilo”.

Assim que ele lhe trouxesse a lâmina, daria uma bela olhada na peça e, então a voltaria para sua bainha. Tendo a acomodado junto de si, alcançaria o dinheiro em suas vestes e pagaria o homem em questão. Subitamente, então, lembraria-se também de mais uma coisa que tinha lhe chamado a atenção naquela loja. Havia ocorrido muitas coisas para que Reinhard processasse tudo tão rápido e, por isso, tinha até se esquecido. Porém, naquele momento lembraria de um interesse que tinha desde mais novo. Ao observar a lâmina de sua nova espada tinha bem visto isso. Durante o tempo em que estudou física, os materiais e suas propriedades eram um dos ramos que tinham chamado atenção do loiro. Principalmente os metais. Era interessante a forma como os ferreiros tratavam o ferro, misturando outras substâncias em sua composição para obter propriedades diversas. Naquele momento, talvez, o que mais queria era poder catalogar as informações e criar um modelo que explicasse com perfeita precisão quais seriam os efeitos adquiridos ao se misturar todos os metais conhecidos. Por mais estranhos que fossem as propriedades encontradas, sabia que em algum momento poderiam ser úteis mesmo para a construção de ferramentas em seus experimentos.

Naquele instante, porém não teria certeza sobre qual deveria ser o nome do ramo o qual deveria pesquisar. Por isso, julgou que um ferreiro talvez fosse a melhor pessoa para se perguntar a respeito disso. Admitiria para si mesmo que, em algum momento, imaginou que o okama poderia ser seu professor. Entretanto, tendo em vista os acontecimentos, achou que isso poderia ser… problemático demais. Se é que me entende. Sendo assim, por ora achou que seria melhor estudar sozinho sobre o assunto. Com certeza seria mais difícil, porém sabia que conseguiria eventualmente chegar no patamar desejado.

- Sr. Borboleta, gostaria de lhe perguntar sobre mais um assunto - pronunciaria-se, conforme guardasse a carteira de onde recém havia saído os berries - Ando bastante interessado na forja e manuseio de metais em geral - prosseguiria, contraíndo o cenho em uma expressão de confusão, mas que por sua vez também denotaria uma curiosidade em resolver o enigma que tinha proposto a si mesmo - Será que, por gentileza, poderia me indicar alguma leitura pela qual começar a estudar sobre o assunto? - indagaria ao musculoso, tombando a cabeça ligeiramente para o lado, visivelmente intrigado com o assunto.

Se Shieda estivesse disposto a ir tão longe para economizar berries, por ele tudo bem. No entanto, o mesmo não valia para o rapaz loiro. Valorizava-se muito mais do que aquilo e, diferentemente de Shieda, Reinhard estava guardando a sacralidade de seu órgão para algum candidato bem mais especial. Ou talvez... nem tanto. Enfim. Só estava ali para obter informações e a arma de que precisava. Feito isso, agradeceria à Borboleta Carmesim e, acenando, dirigiria-se para o lado de fora do estabelecimento. Ou, pelo menos assim planejava. Lá, tentaria obter informações perguntando para os transeuntes se conheciam boas bibliotecas em Porto Branco. Não sabia se em sua casa haveria livros do tipo. E, já que ainda tinha algumas horas, queria reunir mais informações a respeito de seu próximo passo em busca de seus objetivos.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySeg 08 Jul 2019, 23:19


Recebendo uma chuva de ironias como resposta, o rapaz podia ter seu sonho de formar um grupo de caçadores encerrado ali mesmo. — Fracos como você vão morrer de um jeito ou de outro, mas um bom caçado sabe quando deve esmagar um filhote para que no futuro não tenha trabalho de tratar uma fera. Será a última vez que pergunto, então serei indiscriminado como você insinuou. Você está com eles? — ressoando o final da frase de maneira mais lenta e separada das demais, o velho se mostrava frio e certo do que fazer. Brechas ali não existiam, aparentemente, e notando isso, não havia outra opção para o rapaz, ele tinha de responder de um jeito ou de outro.

Ouvindo as palavras que Wil tinha para explicar-se ali, o velho não demonstrava nenhuma reação que aparentasse ser uma boa para o rapaz. Sério e direto, ele ouvia tudo que o protagonista tinha a falar enquanto não abrandava em momento alguma sua arma.  — Não confio no que diz, mas você não me parece ser perigoso. Se tentasse alguma brincadeira, conseguiria acabar com você o mais lentamente possível, te fazendo sofrer lentamente. Saia dessa floresta, Porto Branco é naquela direção! — largando o rapaz ao jogá-lo, segurando suas vestes, longe, o velho indicou com seu punho a direção em que o rapaz tinha de seguir até chegar ao local onde havia comentado anteriormente.  — Se eu te vir nessa floresta novamente, você não terá uma segunda chance. Sorte sua que não sou um deles. Nem primeira chance você teria se tivesse dado de cara com um daqueles monstros. Vá! — afirmou, sério. Voltando-se para a direção de sua cabana, o velho então retornava ao trajeto que seus netos haviam feito, pelo menos aparentemente.

Na referida aglomeração de casebres de melhor qualidade daquela ilha, estava Élise. A garota, após conseguir os trajes que almejava e até talvez os vestir, o que ficava ao gosto da mesma, A garota, astuta, havia tentado barganhar sobre o preço das peças de roupa, mas não conseguindo ter a lábia necessária para tal coisa, a garota havia falhado. Nem tudo se resolvia com uma boa estratégia. Em conflito com seus próprios pensamentos, a garota mergulhava em um denso devaneio em relação ao contraste que havia com a população daquela ilha. — Me larguem! Essas coisas são as únicas coisas que tenho. Não as levem! Por favor! — implorando por seus trapos, como era comumente chamado, o homem esperneava pela chance de ao menos recolher seus poucos pertences e sair dali, porém, era duramente afastado pelos guardas — Por favor! Esse é o meu tesouro! Alguém me ajude! — mesmo bradando e olhando para todos que passavam por ali, inclusive Élise, nenhuma ajuda foi dada ao homem, que acabou socado e preso pela guarda real.

Preocupada em conseguir um armamento, a garota segui em seus devaneios ao buscar alguma personalidade que pudesse a ajudar, mas sua má fama não ajudava nisso. Todos que a viam, se afastavam rapidamente, deixando a garota sozinha sempre. Certo tempo se passou. Para a infame mulher, tudo parecia ser calculado. Duas horas, vinte três minutos, quarenta segundos e alguns centésimos haviam se passado até que, juntamente com os calos e as dores que seus pés podiam sentir, a garota encontrasse uma ferraria. Por mais que inicialmente o local não aparentasse ser uma forja, talvez pelo nome Borboleta Carmesim, a garota mesmo assim entrou no local.

No mesmo estabelecimento, Shieda tentava barganhar alguns descontos com o brutamonte afeminado. O mesmo tentando ser galante, talvez, ou direto o bastante para que o mesmo achasse curiosa tal resposta, o rapaz tentava conseguir seu objetivo. — Bebê, isqueiro aqui não falta e não vou ser miserável o bastante para negar isso a você. Entreguem um isqueiro a este homem! — rodando a baiana, o ferreiro presente presenteava o fumante protagonista com um isqueiro cor de rosa, com detalhes amarelos e rosas verdes. Bem a cara do dono. Enquanto isso, Rein, incomodado com as possíveis intenções do okama a sua frente, deixava claro que aceitava o preço estipulado pelo menos, tentando ao máximo não recorrer aos favores ditos pelo ferreiro. Notando isso, o mesmo erguia e arqueava sua sobrancelha direita ao ouvir a proposta fria do rapaz. — Nossa que falta de emoção na fala de vocês. Até parece que vocês não gostaram do material aqui... — mostrando seu esbelto corpo, o brutamonte então se dirigiu até o balcão. Com o indicador, o mesmo sinalizou para que os dois rapazes se aproximassem de lá.

Era um balcão alto para os padrões dos dois rapazes. Talvez pelo vendedor ser alto, não vinha ao caso, mas lá, o homem espalhava algumas coisas. — Muito bem, bebês. Notei que a tensão em seus corpinhos está a mil, não os culpo, sei que elevo o tesão de vocês ao máximo, porém, a vinda de vocês até aqui não se dá a tais desejos que vocês estão sentindo, ok? Hello, boy, c’mon! Vamos, atenção. Eu tenho um trabalho para vocês, okay? Eu tenho esta caixa, lacrada e embrulhada. Vocês têm que entregar elas a um monstro que habita aquela floresta... — comentando sobre a missão, o homem arrastava a caixa pelo balcão. Seu tamanho era mediano, cabendo facilmente em uma bolsa lateral que já era dada também pelo okama. — Como pagamento adiantado, eu lhes empresto estas armas. Elas estão em qualidade mediana, mas para o trabalho acredito que valha a pena. Vocês entregam meu pacote e ao voltarem, eu lhes dou duas recompensas para cada um: uma arma do desejo de vocês, de ótima qualidade, além de 500.000 berries a cada um. O que me dizem? Ah, e no seu caso posso dar um livro também, como você deseja. O que acham? — sereno ao olhar para os garotos, a Borboleta Carmesim então ofereceu a proposta aos dois rapazes.

Nesse instante, Élise adentrava na forjaria. Surpreso com tal intromissão, o brutamonte não se intimidava e com tais vestes, que usava exclusivamente para atender homens jovens em atendimentos particulares, e então atendeu a garota. — Então queridos, vocês só têm que entregar este pacote aquele maldito monstrinho da floresta, projeto de Rei das Terras! Ah, olá meu bem! O que deseja? — de maneira fofa, o homem questionou o que a garota desejava em seu estabelecimento, mudando totalmente a maneira com que falava com os garotos.

Na floresta, o protagonista havia seguido o rumo após ser quase que mandado embora pelo velho. Em certo momento, após ouvir um certo barulho na mata, a espreita do mesmo, Wil avistou uma certa criatura saltando em sua direção. Sua boa visão foi perfeita para identificação de quem o seguia ali. —S-Socorro... — afirmou uma conhecida dama ao cair nos braços do rapaz. Ferida, a mesma apresentava hematomas pelo corpo e resquício de sangue que era proveniente de alguma parte de seu corpo. A garota estava ofegante e sem conseguir proferir mais nenhuma palavra. Um forte barulho podia ser ouvido pelo rapaz. Ao contrário do anterior, totalmente aloprado, alguma coisa se aproximava de onde o rapaz estava. De um lado, uma criatura desconhecida, do outro a entrada de Porto Branco. A divisa entre o vilarejo e a burguesia. Nos portões principais, estavam alguns guardas apostos e além disso, um garoto andando de um lado a outro. Por sua vez, voltando para o vilarejo estavam três homens com cestas em suas costas, segurando algumas bolsas de moedas.

Recadinho:
 

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptyQua 10 Jul 2019, 22:55



O diálogo com o velho não parecia se desenvolver favoravelmente para mim, na verdade ele deixou bem claro o quão incomodo eu era. Por isso houve vários momentos em que eu realmente acreditei que seria obrigado a lutar. Mas para a minha surpresa ele era uma pessoa mais compreensiva do que o esperado e me mandou embora enquanto me indicava o caminha para a cidade de Porto Branco, obviamente, enquanto deixava uma algumas ameaças e um pequeno aviso disfarçado. Sobre as ameaças, traduzindo-as em uma forma fácil de compreender ele disse: - "Eu não te conheço, por isso não posso confiar em você! Se vê-lo outra vez o matarei por isso nunca mais apareça aqui." "PS: Sou sadista, por isso farei lentamente~Yo~."

- Ei... Não coloque frases estranhas no meu monólogo!
- "Tehee~"

Hoje meus devaneios parecem mais ativos do que o normal, e como estava sozinho acabei gritando em voz alta sem querer. - "Mau meu... Devo tomar cuidado para não fazer isso na frente de outras pessoas..." - Voltando a onde parei, sobre o seu aviso era que aqueles que o velho considera como inimigos que ao meu ver devem ser os tais "selvagens", são gente que não daria brechas para diálogo, tentariam me matar assim que me vissem. De uma certa forma posso dizer que dei sorte. Apesar do seu comportamento rude, aquele senhor me ouviu atentamente e confiou em mim, sem falar que ele ainda me ajudou indicando o caminho que deveria seguir. - Meu mestre dizia que pessoas assim são chamadas de o que mesmo? Tsu...Tse.. Tsuntun? - Enquanto seguia pelo caminho indicado para chegar a Porto Branco tentava me lembrar de uma expressão que meu mestre disse uma vez que descrevia pessoas com aquele tipo de personalidade. Como foi algo de muito tempo atrás não conseguia me lembrar com clareza mas a resposta apareceu na minha mente vinda de alguém inesperado.

- "É tsundere, não é?"
- Isso mesmo! Tsundere... geh! Como você sabia?
- "As palavras de Edward nunca estão erradas. Guardei tudo oque aquele mestre cachaceiro disse na cuca!"
- hmm... Então você também gosta do mestre hein... Bem, obrigado por me lembrar da expressão.
- "Não foi nada~"

Tendo essa estranha conversa comigo mesmo segui caminhando até que a cidade Porto Branco finalmente ficou a vista. Achei que esse seria um novo começo tranquilo mas minhas expectativas tem o prazer de me trair. No momento seguinte acabei escutando um barulho que parecia com algo se movendo rapidamente atrás de mim, mas não rápido o suficiente para ser uma fera, era provavelmente um humano, fiquei preparado esperando para ver quem seria e quais eram as suas intenções mas quando meus olhos encontraram a pessoa não pude deixar de esconder a surpresa. Uma moça cheia de hematomas por toda a parte do corpo, sangrando e claramente esgotada de tanto correr que parecia usar as suas ultimas forçar para me pedir ajuda enquanto caía sobre mim, mas ela também não era uma moça qualquer, e sim um rosto conhecido. - Ela é a neta daquele senhor... Se eu não me engano, Lianji. - Enquanto a segurava tentando entender a situação, a voz em minha cabeça amaldiçoava aquele senhor com um... - "Oque aquele maldito velho esta fazendo!" - Não tinha tempo para retrucar, por isso deixei assim enquanto pensava em perguntar para ela sobre oque aconteceu, mas infelizmente para mim, não havia esse tempo disponível, logo um barulho de algo muito mais alto e que soava muito mais rápido do que quando Lianji apareceu, que era muito provavelmente o responsável por tudo isso.

Com um barulho desconhecido nas minhas costas e a entrada de Porto Branco visível a frente, oque fazer já estava óbvio. - "devo correr até a cidade" - Mas o problema era que eu deveria correr até a cidade enquanto carregava outra pessoa, se estivesse sozinho não seria um problemas, mas este não era o caso agora. Enfrentar oque quer que aparecesse estava fora de questão, pois apesar de saber como lutar sem armas isso era apenas no nível básico, e quanto aos meus movimentos acrobáticos, eu poderia usá-los para me esquivar ou fugir mas fazer isso enquanto protejo outra pessoa seria impossível. Fosse isso uma fera ou os infames "selvagens" que estivessem para aparecer minha única opção estando desarmado e com carga extra seria fugir. - Senhorita Lianji. trance seus braços em volta do meu pescoço e não fale, se não morderá a sua língua! - Falei rapidamente enquanto a erguia com os braços apoiando as suas pernas e cintura enquanto começava a correr a toda a velocidade que me era permitida.

Enquanto fugia pude analisar melhor os arredores, e apesar do barulho ainda não havia sinais de oque quer que fosse aparecer, mas isso não queria dizer que esse algo não apareceria a qualquer momento, por isso pensamento rápido era necessário. No caminho haviam algumas pessoas seguindo para fora de Porto Branco, eles estavam em três, com cestas nas costas e carregando algo que parecia com bolsas de dinheiro. - "Se eu passar por eles sem avisar nada, eles podem servir como retardatários para oque aparecer..." - Foi oque pensei mas logo abandonei a ideia pois guardas estavam na frente do portão de entrada. - "Seria um problema se esses guardas também fossem pegos desavisados, se for um animal ou bandidos, no momento em que conseguissem entrar na cidade os danos seriam enormes, e se me culpassem por isso... Não quero nem pensar." - Sem falar que causaria uma péssima impressão se eu não avisar ninguém do perigo.

Ainda em corrida, não pude deixar de notar um jovem andando de um lado para o outro perto da entrada de Porto Branco. - "Talvez ele seja um namoradinho de Lianji? Isso explicaria o porque de ela não estar com o seu avô e porque veio tão longe. Meu mestre me dizia que é normal jovens dessa idade terem um ou dois namoricos, nesse ponto talvez eu seja a pessoa mais anormal aqui já que não cresci com ninguém de idade aproximada por perto... Espera, isso não é hora para pensar em coisas tão triviais!" - Me repreendendo por pensar em assuntos tão frívolos mesmo naquele momento, tive a impressão de escutar a voz de meus devaneios me elogiando ironicamente por isso, mas ignorei por completo. Como estava chegando perto daquele grupo de três tinha que avisá-los do perigo, dito isso somente gritar que "algo esta vindo" seria vago demais e talvez eles nem reagissem, precisava colocar um pouco de urgência nas suas ações, por isso gritei a palavra que ficou presa na minha cabeça desde a minha primeira interação nesta ilha. - SELVAGENS! OS SELVAGENS ESTÃO VINDO! VOLTEM PARA PORTO BRANCO AGORA! - Ainda não fazia ideia do que se tratava essa expressão mas a essa altura já dava para perceber que isso era um simbolo de terror nessa ilha, com isso eles com certeza voltarão correndo para Porto Branco enquanto gritam desesperadamente, deixando os guardas alertas e mostrando a qualquer desavisado como o jovem andando na frente da entrada da cidade que algo perigoso esta acontecendo. Se oque aparecesse não fosse um selvagem diria algo como - Não sou daqui, por isso me confundi, perdão.

- "O único problema seria se..."
- "...Os guardas fechassem os portões da cidade com medo e deixassem todos para fora?"
- "isso mesmo... Você sabe de tudo não é mesmo?"
- "Só sei oque você sabe pequeno Wil, mas mesmo assim você fez~ Pensei que você não gostasse de correr riscos inúteis?"
- "Esta é uma exceção, somente dessa vez!"

Tendo avisado a todos sobre o perigo, correria ainda mais rápido até Porto Branco, desta vez sem falar uma única palavra sequer e sem mesmo olhar para trás, se conseguisse adentrar na cidade, procuraria por alguém que pudesse tratar os ferimentos de Lianji depois de regular a minha respiração, apelando para algum guarda próximo. - Com licença senhor. Essa garota esta muito ferida, e também esta sangrando. Aonde preciso leva-la para receber um tratamento de primeiros socorros? - Seguiria as suas instruções se isso me ajudasse a trata-la e no momento em que ela estivesse fora de perigo a questionaria sobre o ocorrido. - Senhorita Lianji, acho que sabe meu nome mas mesmo assim me apresentarei novamente, me chamo Wilhelm Read. Existem muitas coisas que eu queria saber como oque a senhorita estava fazendo tão longe de casa mas acredito que isso pode esperar. Primeiramente, o que exatamente aconteceu com você?

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySex 12 Jul 2019, 11:32

Ao receber uma resposta positiva da Borboleta quanto ao isqueiro, Shieda não pôde deixar de expressar sua satisfação e alegria com um extenso e sincero sorriso em seu pálido rosto. Claro, desde o princípio, aquele era seu objetivo : obter uma forma de saciar seu vício. E agora que tal tarefa estava cumprida, ele finalmente poderia se concentrar unicamente em conseguir dinheiro para se manter. E não faltavam oportunidades para que ele pudesse também adquirir seu tal desejado montante de capital.

- Você tem a minha eterna gratidão, meu caro amigo. - Como forma de expressar seu agradecimento ao icônico ferreiro que estava em sua frente, Yusuke tratou de dar um seco beijo em sua mão. Obviamente, não gostava da ideia de fazer isso, mas que mal fazia puxar saco de alguém que já havia lhe oferecido tantas oportunidades e até mesmo um cigarro ? Má pessoa a Borboleta não poderia ser - Admito que sua proposta de trabalho é bastante interessante, até mais que a proposta de um certo estranho com que me encontrei alguns minutos atrás. - Enquanto conversava com o vendedor, Shieda apagava o cigarro que lhe foi oferecido e guardava em seu bolso, ao mesmo tempo que também escondia em seu bolso traseiro o peculiar isqueiro que recebeu de presente.

De fato, o trabalho que o okama oferecia parecia ser extremamente atraente, tanto pelas recompensas que ele poderia oferecer e tanto pelo tipo de serviço que teria que ser executado. Shieda certamente estava desconfiado em relação á facilidade da tarefa e também com a sua legalidade, mas tendo em vista que a premiação era tão boa, optou por se manter calado e não questionar a Borboleta sobre tais assuntos, ainda mais tendo em vista que isso poderia lhe causar mais problemas, já que ele  havia demonstrado ter relações passadas com o mundo criminoso.

- Eu aceito sua proposta, mas não sei quanto ao meu colega aqui. Quer me ajudar nessa tarefa ou pretende continuar apenas se focando no serviço anterior ? - Enquanto guardava a caixa dentro da bolsa, Shieda questionava seu parceiro temporário de trabalho. Claro, independente da resposta dele, o fumante ainda pretendia se arriscar na tarefa sozinho, mas mesmo assim, ainda desejava contar com um aliado nessa empreitada. Afinal, uma mão poderia lavar a outra eventualmente.

Enfim, após friamente perguntar Reihardt sobre seu posicionamento, tendo em vista que ele parecia ser uma pessoa bastante séria e pouco flexível quanto aos "sacrifícios" necessários para se obter um desconto, Yusuke voltou sua atenção para a formidável moça que adentrou no recinto com suas roupas já alteradas. No primeiro momento, optou por disfarçar sua admiração pela beleza da mulher com uma toça inocente, para logo após isso iniciar um novo diálogo com o que pensava ser uma prostituta de alta classe.

- Oh, nós encontramos novamente. Não que muito tempo tenha se passado desde nosso último encontro, mas é sempre um prazer revê-la. - Com um sorriso convencido em seu rosto e com uma cantada não tão sútil, Shieda abordava sua outra aliada. - Bem, sendo bem sucinto no assunto, eu e nosso amigo aqui acabamos de receber uma interessante proposta de trabalho que envolve entregar essa caixinha que está guardada aqui comigo para um certo indivíduo que está floresta. As recompensas envolvem receber 500.000 berries do nosso elegante cavalheiro aqui e uma arma de nossa escolha. Eu acho que é um trato tentador.. - Terminando de expôr o trabalho para a moça, Yusuke suspirava enquanto novamente tinha alguns pensamentos errôneos sobre ela.

"Aposto que essa quantia em dinheiro é muito maior do que a que você recebe nos seus programas. Duvido que ela vá perder essa oportunidade."

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySex 12 Jul 2019, 19:04



Apesar de ter negado a possibilidade de trocarem “favores” por mercadorias, imaginou que tinha sido educado o suficiente para com o ferreiro. Entretanto, sua contra-resposta à Reinhard não tinha sido positiva. A princípio, questionou-se onde teria errado. Já não se lembrava exatamente dos termos que utilizou, porém supôs que talvez tivesse sido frio demais no tom. De fato tinha gostado dos produtos mostrados e, inclusive, achava o preço bastante justo. Porém, ainda assim não tinha sido capaz de transmitir o que achava. Bem, estava conformado. Era bem comum que aquilo acontecesse com ele. Apesar de obviamente também ser capaz de sentir emoções, na realidade, não entendia bem o porquê achavam tal fator tão importante. Tinha agido com toda polidez possível e, ao seu ver, aquilo deveria o suficiente para não “machucar” os outros.

“É sempre assim…” - pensou consigo, abaixando a cabeça, coçando a nuca e fazendo uma expressão de confusão. Estava ligeiramente constrangido com aquela sua desfeita.

Porém, antes que pudesse juntar coragem para se desculpar apropriadamente, o Borboleta já tinha trocado de assunto. Aproximou-se, curioso com o que seria mostrado para eles naquele balcão e, então, ouviu atentamente ao okama. A princípio, distraiu-se um pouco do que tinha ocorrido há pouco: achava os trejeitos do homem bastante divertidos. Contudo, em seguida, cerrou os olhos extremamente interessado na proposta. Àquela altura, tendo em vista o tom da situação, não tinha sequer cogitado ser algo indecente.

Conforme ouvia tudo atentamente, confirmava com a cabeça, acompanhando os itens que mostrava com os olhos. Pelo que pôde entender, o monstro projeto de rei da floresta para quem deviam fazer uma entrega só poderia ser Iúriah Brahka. Ou seja, a proposta claramente contrariava a outra feita mais cedo pelo estranho na rua. A não ser que pudessem encontrar uma forma de conciliar ambos os trabalhos. Algo que, no paradigma atual, ainda parecia ser algo praticamente impossível. Contudo, por ora a escolha de empregadores era bastante clara e fácil: o Borboleta não só era mais conhecido e um pagador mais confiável que o empregador misterioso, como também oferecia armas que, naquele instante, tinham maior valor do ponto de vista do loiro.

“Todavia, o estranho ainda pode ter sua utilidade” - concluía, conforme mantinha-se em uma postura pensativa, com um braço cruzado e uma mão no queixo, diante dos outros dois homens que esperavam sua resposta.

Não sabia bem onde o tal rei dos selvagens estaria e, por isso, acreditava que, talvez, o estranho pudesse levá-los de bom grado até lá. Contudo, até onde pode calcular, aquilo exigiria traição. Não gostava muito disso, todavia aquela quantia de fundos poderia ajudar muito suas pesquisas e, por ora, parecia compensar muito. Não querendo deixar os outros esperar muito, descruzando os braços, Reinhard começaria:

- Não, essa proposta é, sem dúvidas, bastante superior - diria, virando-se para o rapaz grisalho - Além do mais, a Borboleta com certeza é um empregador bem mais confiável - prosseguiria, pendendo a cabeça conforme ponderasse a situação, novamente, para si mesmo.

Em seguida, voltaria-se para o brutamontes:

[b]- Peço que perdoe a minha indiscrição anterior, cara Borboleta - diria, cruzando um dos braços à frente do corpo e fazendo uma reverência - Agradeço a excelente proposta. Por mim, considere tal contrato como firmado - continuaria, retornando sua postura ao normal - Tem minha garantia que a encomenda será entregue conforme o especificado - finalizaria, com um semblante bastante obstinado, assentindo com a cabeça de forma positiva e respeitosa.


Tendo ouvido os últimos dizeres da Borboleta, notara Élise adentrar o estabelecimento. Entretanto, tivera maiores prioridades até então. Afinal, a situação ali era bastante profissional e séria. Não sabia quanto a Shieda, porém, de sua parte, poderia garantir que sim. Tendo em vista que executar aquela missão com primor não só o remuneraria com dinheiro e itens, como também ajudaria a começar construir sua fama profissional, estava levando tudo aquilo muitíssimo à sério. Não à toa, o avanço de suas pesquisas estava em jogo. Então, assim que julgasse ser a hora oportuna, olharia para a moça com um sorriso ligeiramente simpático, acenando para cumprimentá-la.

Apenas observaria Shieda introduzir a garota à situação. Não estava em posição de exigir que a Borboleta Carmesim efetuasse o pagamento para mais uma pessoa. Afinal, originalmente o serviço tinha sido ofertado para os dois. Sabia que a entrega poderia não ser algo fácil, por isso, caso o contratante não pudesse bancar três, estaria disposto a dividir o montante total pago aos dois entre três. Todavia, o mesmo não valeria quanto aos itens, afinal, estes não eram divisíveis e eram algo que Reinhard necessitava muito para que pudesse iniciar seu negócio.

Assim que fosse oportuno, voltaria-se mais uma vez para o contratante:

- Borboleta-san - dirigiria-se respeitosamente ao empregador - você saberia informar localizações possíveis onde o destinatário pode ser encontrado? - indagaria, tentando manter-se sério e profissional.

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MensagemAssunto: Re: Unchain Utopia   Unchain Utopia - Página 2 EmptySab 13 Jul 2019, 03:20


Como já imaginara, Élise dificilmente conseguiria achar algum civil disposto a dar-lhe informações. Fruto de sua infâmia, todos os civis se afastariam da Herdeira das Trevas, restando-lhe apenas a opção de andar até finalmente encontrar algo que se pareça com uma ferraria. Tal estabelecimento seria encontrado após cerca de duas horas de caminhada, finalmente estando diante da jovem mulher de olhos lilás.

Adentrando tal estabelecimento nomeado “borboleta carmesim”, Élise não deixaria de notar que o nome e a atmosfera do local não se pareceriam com uma ferraria. Todavia, essa série de peculiaridades fariam um gancho em sua mente, recordando-se do ferreiro afeminado que avistara antes de iniciar um diálogo com Shieda e Reinhard. Ao detectar tantas anormalidades, ela não deixaria de ligar os pontos, imaginando que essa ferraria pertenceria ao ferreiro afeminado que avistara algum tempo atrás.

“Sim, sim. As chances disso ser uma mera coincidências são como um raio caindo três vezes no mesmo lugar. Devo adentrar esse local, haja vista a excentricidade do possível fornecedor de metais desse estabelecimento.”

Andando vagarosamente dentro da ferraria, ela não deixaria de reparar nas vestes um tanto extravagantes que o ferreiro trajava. Algumas pessoas sentiriam repúdio, outras até mesmo excitação, todavia, a calculista Élise continuaria com seu tradicional semblante gélido. Encarando aquela situação com uma assustadora naturalidade, as frias expressões da garota permaneceriam inalteradas, a fazendo mais parecer-se com uma boneca viva do que com uma pessoa comum. Totalmente inalterada, finalmente abordaria o ferreiro logo após analisar a situação rapidamente.

“Certo, certo. Os dois rapazes de antes, um ferreiro afeminado com vestes indecentes e um pacote. Não creio que tenha sido um sexo coletivo, haja vista a inexistência de desgaste físico, logo posso supor que eles estejam prestes a realizar um serviço não-sexual para o ferreiro.”

– Olá. Estou em busca de botas voltadas para o combate, todavia, haja vista o fato de eu ter queimado uma parte do meu capital com alguns “custos de trabalho”, me sobrou uma limitada quantia de dinheiro para que eu possa investir em armamentos. – Diria enquanto colocaria todo o seu dinheiro em algum balcão ou mesa por perto, mostrando a veracidade de suas falas.

Todavia, caso o dinheiro restante fosse insuficiente para a transação, ela mencionaria que estaria para receber uma quantidade de dinheiro suficiente para pagar o que sobrava, buscando quitar a dívida após a conclusão de sua missão. E falando em missão, um de seus companheiros, que por alguma ironia do destino (também conhecido como Alencar), estava nesse estabelecimento. Com seu jeito galanteador, ele abordaria a jovem de olhos Lilás, mostrando um sorriso convencido e uma cantada nem um pouco sutil.

“Esse homem me encara como uma fera faminta após encontrar carniça. Por mais que ele tente disfarçar, não consigo deixar de perceber intenções secundárias em suas abordagens. Ele pode até tentar se esconder, mas por trás dessa aparência acima da média existe um tarado de mão cheia sedento por sexo selvagem.”

Ponderaria sobre seu companheiro com a habitual inexpressividade gélida que seu rosto transmite. Ela focaria no que seria importante naquele momento, sendo tal percepção algo que ela não se importaria nesse momento, escutando o que ele teria a dizer. Após ele anunciar brevemente a proposta, Élise não encontraria motivos para rejeitar a oferta, tendo em vista que não encontraria muitas coisas para fazer, afinal, seus objetivos mais urgentes já haviam acabado. Todavia, algo ainda deixaria a jovem de cabelos negros com uma certa cautela, afinal, tal oferta era boa demais para algo tão fácil.

– Hm? Tal quantia realmente é algo chamativo, todavia… –
Fitaria diretamente os olhos do ferreiro enquanto continuaria sua fala – … Meus instintos dizem que há uma certa tensão nessa ilha, estou enganada? – Faria uma pergunta retórica, retomando sua fala, que apesar de sua seriedade, seria feita numa entonação quase robótica – Enfim. Estou interessada nesse serviço, porém creio que tenhamos mais informações sobre o quão perigoso é o trajeto de entrega. Duvido que você seja uma pessoa tão amigável ao ponto de fornecer armamentos para totais desconhecidos sem hesitar, além de oferecer uma quantia tão elevada por um serviço em teoria simples.

Perspicaz e calculista como de costume, a jovem não mediria palavras para compreender as adversidades que poderia encontrar nesse caminho. Tendo uma noção básica sobre aquela situação, buscaria ao máximo analisar tudo de forma sucinta. Acreditava fielmente que se deixasse qualquer elemento caótico sem sua devida análise, poderia comprometer o sucesso de uma tarefa, independente de sua grandiosidade.

– Bem, por obséquio poderia fornecer-me os armamentos que necessito para a conclusão de tal tarefa?

Élise procuraria algum lugar dentro daquela ferraria em que pudesse se sentar para colocar suas botas de metal, que ao contrário de armas mais práticas como espadas e adagas, necessitariam de um maior tempo para se equipar. A jovem de cabelos negros tiraria seus calçados atuais com seus próprios pés, esfregando-os uns contra os outros. Após remover seus calçados, anteriormente pertencentes ao conjunto do vestido, mexeria os dedos de seus pés esquerdos, cruzando as pernas enquanto aguardaria a chegada de sua arma. Equipando seus novos itens, aguardaria a resposta do questionamento feito por Reinhard, voltando a dialogar com seus companheiros após isso.

– Então, vamos?

Diria enquanto levantaria lentamente. Sua feição continuaria como a face de uma boneca, porém, seria possível notar que seu olhar estaria levemente mais intenso, mostrando que ao receber suas ordens, seu foco já elevado aumentaria ainda mais. Fruto de seu treinamento como revolucionária, foi ensinada a pensar de forma calculista e fria, e mesmo após deixar de agir em nome dos cavaleiros negros, manteria sua visão pragmática sobre as missões, e acima de tudo, seu assustador foco em terminar o que lhe foi dado.

Histórico:
 


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