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Capítulo I - O cavaleiro XwqZD3u


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 Capítulo I - O cavaleiro

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MensagemAssunto: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptySex 07 Jun 2019, 12:03

Capítulo I - O cavaleiro

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Arthur Pendragon. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptySex 07 Jun 2019, 14:02

Arthur Pendragon
O Cavaleiro Dourado
Na Bretanha, como era conhecida popularmente o reino antigo da Grã-Bretanha e primeiro lar de Arthur Pendragon, todos viviam harmoniosamente consigo mesmos. Era um reino de justos, que valorizava seus guerreiros e defensores da paz e acima de tudo seu rei, um homem de nobreza incomensurável. Em meio ao reino vivia Arthur, um rapaz de descendência nobre, loiro e atlético com olhos de esmeralda, uma perfeição física que atraía olhares, mas o rapaz focava-se inteiramente em sua missão pessoal de tornar-se um guarda real à serviço de seu rei. Era um aspirante à espadachim, mas isso não significava uma falta de habilidades com espadas, mas que Arthur não atingira a idade certa para ocupar um cargo tão importante.

Em combates, Pedragon sobressaía sobre todos os outros de sua idade e até um pouco mais velhos, combinando seu dom com a espada e sua esperteza e malandragem utilizando manobras ousadas com socos e chutes para obter vantagem. Quando questionado sobre a falta de honra nisso, Arthur respondia sempre a mesma coisa. Não é falta de honra usar a inteligência! Sempre rindo em seguida. A vida era leve ali, e o loiro tinha um futuro promissor. Mas as guerras chegaram aos portões da Bretanha mais rápido do que o previsto pelo rei, que em seu último ato nobre lutou ao lado de seus soldados para garantir a fuga da maior quantidade possível dos seus súditos. Arthur fugiu junto ao resto, mas sua família ficou para lutar por sua honra, e Arthur nunca mais os viu.

Fazia tempo desde esses acontecimentos no passado de Arthur, acontecimentos esses que o rapaz sequer lembrava-se graças a uma amnésia adquirida no trauma de perder todos que amava. Tudo que sabia era sobre quem era, seu nome e seu modo de agir, nada mais. Passou a viver em Micqueot desde então, sobrevivendo ao fazer bicos de carpinteiro e aprendendo um pouco sobre o trabalho, mas Arthur queria mais do que uma vida medíocre, ele almejava a grandeza e o reconhecimento, queria ser nobre como seu rei um dia foi.

[...]

Arthur acordaria de seu sonho, tendo uma impressão nostálgica sem saber a origem ou os acontecimentos sonhados, apenas abriria um sorrisinho leve e ergueria-se da cama. Depois de levantar-se buscaria uma conjunto de roupas, uma camisa vermelha com uma jaqueta por cima e mais um par de botas e uma calça, todos da cor preta. Aaaaaaa! O loiro contorcia-se esticado, num bocejo sonolento, galgando à pia para lavar seu rosto e despertar. Faria sua higiene básica: escovar os dentes, lavar o rosto e pentear minimamente o cabelo, mesmo que seus fios áureos ainda permanecessem bagunçados por natureza. Acho que está na hora de procurar trabalho. Desempregado e com pouco dinheiro em mãos, o loiro precisava urgentemente de alguma fonte de renda, então deixaria o lugar para caminhar pela ilha.

Com o olhar decidido, o Pendragon vaguearia pelas ruas de Micqueot em busca do Quartel General da Marinha, uma construção memorável para os moradores caso de fato existisse, perguntando para alguém sobre a localização do edifício até que obtivesse seu endereço. Oi! Há um Quartel General da Marinha aqui, não? Sabe onde fica? Sempre com um sorriso espontâneo no rosto e um modo educado de conversar, gesticulando com as mãos durante as falas. A marinha era uma ótima empregadora, e faria bom uso das habilidades em combate de Arthur, talvez ele até conseguisse colocar em prática seus dons de carpinteiro para melhorar os navios da frota. Arthur sonhava alto, imaginava um futuro promissor, mas tinha mente o quão difícil seria começar de baixo.

Com o endereço da base da marinha, o rapaz galgaria em sua direção com o vento a balançar seus cabelos flavos e com suas íris esmeraldinas percorrendo pelas construções da ilha em busca do edifício que procurava. Depois de achá-lo, adentraria ao prédio e procuraria por um(a) atendente antes de aproximar-se de mansinho para perguntar. Olá... Eu gostaria de me alistar! Diria, transparecendo animação em seu semblante sorridente e suave enquanto afagava os cabelos flavos da parte traseira da cabeça. Se o(a) atendente aceitasse seu pedido, Arthur indagaria: Há algum formulário para preencher, dados para fornecer, talvez? Aguardaria então que lhe fosse entregue algum pedaço de papel com campos à preencher, fornecendo todos os dados que precisasse após uma leitura rápida do suposto "contrato". Se somente fosse preciso informações orais, informaria-as assim que requisitado, adaptando seu tom de voz para que somente seu/sua atendente ouvisse.

Quando começo? Haha! Exprimiria contente caso fosse aceito na ordem militar da marinha. Aguardaria alguma ordem ou convite para conhecer as instalações do Quartel General, acompanhando aquele(a) que se denominasse seu superior, não antes de apresentar-se educadamente. Arthur Pendragon, é um prazer conhecê-lo, senhor(a)! Seu linguajar simples e ao mesmo tempo polido evidenciariam-se no tom de voz manso do rapaz, que apressaria-se em formular uma continência rígida com os pés unidos e uma das mãos colada ao corpo, enquanto a outra erguia-se a altura da testa. Reitera-se que a palavra "senhor" variaria para "senhora", dependendo do gênero da pessoa que se apresentasse a ele.

Mas talvez não houvesse um Quartel General da Marinha em Micqueot, e Arthur teria de lidar com a dura realidade. Nesse caso, procuraria pelo porto da ilha e uma oportunidade de trabalho para carpinteiros, trabalho com construção ou conserto de barcos. No porto, galgaria lentamente pelo pavimento com os olhos a buscarem letreiros de loja de carpinteiros ou oficinas de barcos, preferindo sempre pelo último se tivesse escolha. Adentraria em uma qualquer se estivesse aberta e disponível, rodando a maçaneta ou simplesmente empurrando a porta para dar os primeiros passos no recinto. Olá... Estou procurando trabalho, estão precisando de ajuda? Diria em um misto de nervosismo e animação, procurando pela pessoa que se assemelhasse ao dono da loja, provavelmente com algo que identificasse-o.

Histórico:
 

Objetivos:
 
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptyTer 11 Jun 2019, 22:51

Takamoto Lisandro Sei de nada



A melhor forma de um desempregado inútil e sem nada para fazer além de desperdiçar seus dias com alto piedade arranjar um trabalho seria de fato procurar um, porém não é qualquer tipo de emprego que aceita qualquer um, tudo precisa de requisitos e a marinha não era diferente não é mesmo. Força, determinação e honra eram as principais características de um bom marinheiro, e isto era tudo que Arthur havia aprendido em sua vida o que o tornava um candidato perfeito. Já tinha certo conhecimento das redondezas da ilha, Miqueot, a ilha da neve onde seus cidadãos procuravam calor nas taças de vinho produzidas por Muller. Caminhando pelas ruas manchadas de neve e deixando pegadas no tapete branco das calçadas, o lanceiro já tinha uma direção a seguir, sua vida mudaria por escolher este lado, não demorava muito para avistar o grandioso QG da marinha. O portão era aberto ao público e uma sala de atendimento era prestada para ouvir as ocorrências e duvidas do povo, uma área especifica se destinava a recrutar novos cadetes, geralmente mulheres bonitas são usadas como isca para atrair clientes, porém, a justiça não usa trapaças, e naquele pequeno espaço existia um homem sentado à espera das pessoas certas.

A iniciativa do jovem era amigável e simpática, porém seu receptor não estava de bom humor, com sua cara fechada e sua careca reluzente apesar das nuvens cobrirem a maioria dos raios solares disparados naquela calvície. – Um novato? ... – Sua voz não era rude, mas sim firme como se fosse um homem casca grossa. Seus olhos tinham um tom esverdeado e sua pele era bronzeada, ele cruzava os braços, e se levantava de sua cadeira. – Preencha os devidos dados neste questionário. – Apontava seu indicador para a mesa que estava à frente de ambos, o lanceiro tinha uma caneta em suas mãos e respondia a pequena lista de perguntas com êxito, as perguntas variavam de nome, idade até a cor favorita, não era nada de se estranhar, mas de todavia, ele estava inscrito. – Arthur.. Pendragon.. Vinte anos de idade.. E um espadachim.. – O marinheiro olhava para a face do jovem coçando seu queixo e desdenhado sua cara. - Me siga! – Era como uma ordem, os braços e pernas do jovem foram atingidos por um choque causado por aquela voz, o susto fez seu corpo agir por reflexo e ficar em pose ereta. O careca começava a andar calmamente, entrava no alojamento daquela base e após caminhar por alguns corredores, e chamar um marinheiro avulso naquele momento lhe dando algumas ordens para dispor de instrumentos para limpeza, finalmente alcançavam seu destino. – Aqui será seu primeiro trabalho como recruta, sinta-se livre para desistir se quiser, apenas homens de verdade enfrentariam tal desafio e continuariam intactos. – Ele abria a porta devagar e uma luz sufocava a visão do jovem, suas pupilas se acostumavam com aquela distribuição luminosa do recinto e via com seus próprios olhos o terror.

Um banheiro extremamente sujo, os chãos estavam quase negros, as paredes meladas de algum tipo de sujeito marrom, as pias e os urinóis sebosos, existia 3 cabines, não se sabia ao certo o que havia dentro delas, mas não estava mais vivo. O fedor permeava as narinas do novato, o marinheiro de antes chegava com os equipamentos e produtos necessários para uma limpeza pesada, desde esfregão até luvas e mascaras. Batendo no ombro do jovem, o careca sorria e lhe dava um positivo com sua mão. – Boa sorte.



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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptyQua 12 Jun 2019, 01:57

Arthur Pendragon
O Faxineiro Dourado
Tendo algum conhecimento acerca da geografia e mapa de Micqueot, Arthur soube de imediato a direção do Quartel General da Marinha e pôs-se a andar pelas calçadas cobertas de neve da cidade, friccionando os palmos e bafejando um hálito quente na tentativa de aquecer minimamente as mãos. Que frio! Resmungou quase a tremer os queixos, prosseguindo até o QG. Um enorme edifício se ergueu em sua visão, abrindo-lhe um sorriso largo no semblante. A marinha...! Contemplou por alguns momentos a grandiosa estrutura, perdido em seus próprios devaneios até que enfim atravessou os seus portões, seguindo para uma área específica para o recrutamento de novos soldados.

Aproximando-se do recepcionista, um homem de pele bronzeada e olhos verdes que destacavam-se graças a sua careca reluzente, Arthur tentou uma abordagem simpática que foi brutalmente cortada pela atitude antipática do sujeito. ”Eu ein, parece que não tomou café da manhã!” Pensou consigo mesmo enquanto expressava um repentino desinteresse. O careca se ergueu da cadeira onde estava sentado, cruzando os braços e depois apontando um questionário em uma mesa próxima a ambos, pedindo que o Pendragon preenchesse o formulário. OK... Acercou a mesa e recolheu o papel, manuseando a caneta que lhe foi dada para responder as perguntas. ”Por que diabos querem saber minha cor favorita?” Franziu o cenho e inclinou levemente a cabeça para trás, confuso, mas respondeu assim mesmo como fizera com todas as outras perguntas antes de devolver a folha ao seu alistador, que releu algumas de suas informações e disparou uma feição de desdém para Arthur, que retrucou arqueando uma das sobrancelhas, incomodado. ”O que esse cara tá’ olhando?!” A ordem proferida pelo careca lhe pôs em prontidão de súbito, seguindo o marinheiro pelo alojamento e pelos corredores e observando seu curto diálogo com outro indivíduo até que chegou ao destino, em que ambos pararam.

Após alguns dizeres, o careca abriu uma porta e Arthur inclinou-se para espiar o que havia dentro da sala, mas rapidamente forçou um recuo para trás, como se houvesse levado um tapa. Se tratava do fedor enorme que impregnou as narinas do rapaz antes mesmo de seus olhos se adaptarem ao cenário à sua frente, que deixou-o perplexo e desesperado para puxar ar limpo para seus pulmões, o que o forçou a tomar certa distância antes de respirar outra vez. Não brinca! O que raios é isso?! Esse banheiro não deve ser limpo desde o século passado! Vociferou, ciente de que seria inútil. O marinheiro que avistou antes conversando com o careca retornou, trazendo consigo os equipamentos para limpeza. Foi aí que a ficha caiu, e Arthur viu-se como um rato atraído para uma armadilha, enganado por um mísero pedaço de queijo. Ficou paralisado por mais alguns momentos, chocado, mesmo quando seu superior bateu em seu ombro, desejando-lhe boa sorte de polegar erguido.

Piscou os olhos e suspirou fundo, aceitando seu destino. Fazer o quê... Não será a primeira vez que lavo um banheiro... Resmungou, caminhando em direção do aglomerado de materiais de limpeza. Vestiria todos os equipamentos disponíveis: máscara, luvas, botas, até avental se houvesse. Depois de trajado, vasculharia por um esfregão e um balde, se o balde não estivesse cheio, buscaria por um meio de enchê-lo, misturando água e produtos de limpeza no processo. Mãos à obra! Apertaria os punhos ao redor do esfregão e da haste metálica do balde, adentrando ao banheiro como um soldado corre em direção à guerra. Mergulharia o esfregão no balde cheio e, com movimentos de vai e vem, perpassaria a extremidade macia do utensílio no chão ofuscado pela sujeira, sempre renovando a limpeza do esfregão ao afundá-lo no balde outra vez, repetindo isso inúmeras vezes. Tsc! Isso vai levar anos! E se eu não morrer com esse cheiro antes! Proferiria indignado enquanto manter-se-ia a limpar o chão do banheiro.

Terminaria de lavar o chão e passaria para as paredes da latrina, mergulhando mais uma vez o esfregão e friccionando-o na superfície coberta por dejetos marrons. Por que algum faria isso? Esses caras não receberam educação da mãe não?! Praguejaria, notando que estava na hora de trocar a água do balde. Deslocar-se-ia até a torneira mais próxima, onde pudesse encher o balde outra vez para novamente adicionar os produtos de limpeza – sabão, detergente, aromatizantes. Posteriormente, retornaria ao serviço de limpar as paredes, insistindo em movimentos circulares com o esfregão. Que cansaço! Suspiraria, limpando o suor da testa com o antebraço antes de retornar a atividade, permanecendo nela até que satisfizesse-se. Depois das paredes, limparia as pias e os urinóis com o mesmo pique.

Mas o grande desafio batia em sua porta: os boxes. As cabines dos banheiros públicos eram, de fato, os maiores alvos da imundice humana, e mesmo em âmbito militar isso não parecia ser diferente. Agora a prova de fogo, ein... Cerraria os punhos ao redor do cabo do esfregão e compeliria a sola do pé contra a porta da primeira cabine com força para abri-la mas não para quebrá-la, preparado para a onda de fedor ou qualquer imagem horripilante que pudesse ver. Destemido, enfiou o esfregão cabine a dentro para começar sua lavagem, roçando a extremidade da peça para limpar as paredes da cabine, seu chão e seu vaso sanitário. Reiteraria o ato nas cabines uma a uma, até que sua missão fosse completa.

Almejava deixar o toalete digno de um QG da Marinha, um símbolo e um exemplo a seguir mesmo em uma questão tão banal, com um chão lustroso e paredes reluzentes, com cabines limpas e próprias para uso, perfeito em todos os aspectos. Ao término, escoraria o esfregão em uma parede do sanitário e despejaria a água restante do balde na pia, calmamente para não transbordar e sujar seu trabalho recém acabado. Finalmente! Abriu um sorriso no semblante contente e satisfeito. Buscaria pelo careca de antes, apresentando-se para relatar que havia enfim acabado. Terminei de limpar o banheiro... Posso tomar um banho? E será que tem algum uniforme pra mim? Indagaria, transparecendo incômodo pela sujeira impregnada em suas roupas, esboçando um leve nojo. Se permitido, Arthur voltaria ao banheiro e prosseguiria com a lavagem do seu corpo, aproveitando para vestir o uniforme – se oferecido ao rapaz – e voltaria a apresentar-se ao homem de olhos verdes. Mais alguma coisa?

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptyQua 12 Jun 2019, 23:06

Takamoto Lisandro Sei de nada



Sua mente e seus braços estavam desgastados, a limpeza por si só era um desafio imenso para apenas um homem, sua força de vontade era o que lhe proporcionava seguir em frente, tanta sujeita havia sido destruída e a guerra contra o mal cheiro estava prestes a acabar. Faltava apenas os boxes, com um forte chute, a porta se abria e via nada mais, nada menos do que dois guaxinins jogando baralho em cima da tampa da privada. Seus olhos se encontravam com o do espadachim que por um momento havia sido estunado pela cena, foi em questão de um piscar de olhos que aquelas pequenas criaturas haviam sumido, seria coisa de sua mente? Havia cartas de baralho no chão do box, seria isto uma prova do que acabara de acontecer, não havia mais nenhum sinal dos animais por ali. Seus braços voltaram novamente a se mexer, lançava golpes eficazes contra a sujeira, sua espada no momento era um esfregão, batalhava o suficiente para deixar tudo nos conformes, tudo brilhava e aquele mal cheiro não existia mais, a fragrância de lavanda era leve e amistosa confortando Arthur naquele ambiente que antes não passava de um chiqueiro.

Era recebido por um assovio, o careca havia voltado e encontrava o jovem equipado e suado, sua primeira tarefa havia sido concluída com sucesso. E como Hércules e seus doze trabalhos, o garoto teria que ser forte. – Bom trabalho, tô gostando de ver. – Afirmava o marinheiro que passava o dedo na parede próxima e sorria ao ver que não havia traços de poeira ou viscosidade. - Uma mudança de roupas não posso dá, mas um banho é certo. – Pegava um dos baldes vazios e o enchia de água, segurava o balde metálico pela haste e ordenava ao novato. – Tire os equipamentos e me siga. – Novamente a mesma lógica, diferente de antes, ele não guiava o novato por dentro do QG, mas o direcionava para fora dele. Em um pátio, existia além do jovem diversos rapazes e senhoritas, alguns trajavam uniformes e estavam em pé observando a fileira de pessoas em posição. – Tire a camisa. – Ordenava o careca. – [color=#999900]Ou vai querer molhar sua camisa também?[/color] – Dava um intervalo para ele se decidi. – Aqui vai! – Jogava o balde d’agua em Arthur, o vento gélido batia em seu corpo e deixava em seu corpo um forte calafrio. – Junte-se aos outros e siga as instruções do marinheiro. Seu teste de aptidão física começa aqui. – No frio de Miqueot, ao ar livre, deveria manter seu corpo aquecido com exercícios, flexões, polichinelos entre outros. Do grupo de pessoas, ele era o único passando por esse tipo de treinamento, desisti era uma opção já que diferente dos demais, ele estava quase nu, molhado e exposto a neve. Seu corpo demoraria para esquentar e sua energia poderia lhe escapar durante este processo, era um desafio que teria que enfrentar se quisesse seguir na marinha.



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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptyQui 13 Jun 2019, 16:44

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Arthur Pendragon
O Faxineiro Dourado

A fadiga física acometia o espadachim, resultante do esforço que realizava na limpeza dos banheiros – que completou magnificamente. Embora estivesse impressionando com todo o ambiente em que estava, atônito pela capacidade do ser humano de emporcalhar um simples toalete, a cena mais bizarra que presenciou veio quando abriu a porta de uma das cabines e seus olhos se encontraram com os de dois guaxinins brincando de baralho. Chocado e sem reação cabível, Arthur permaneceu inerte por alguns momentos, de olhar fixado nas criaturas. — Quê. — Mas numa piscadela, os animais felpudos desapareceram de vista, deixando as cartas estateladas na tampa da priva. O loiro sacudiu a cabeça e retornou ao trabalho, tentando não se incomodar, ciente de que ficaria louco se tentasse compreender.

Ao final da tarefa, tudo estava como Arthur desejou, brilhante e harmonioso. Não demorou muito para um apito ecoar pelas paredes do QG e alertar o rapazote da chegada do careca bronzeado de antes, que avaliou o serviço realizado e elogiou-o. Infelizmente, a muda de roupas que o Pendragon requisitou foi negada, mas o direito ao banho foi cedido. — Opa, melhor que nada! — Afirmou, moldando um sorriso largo enquanto apressava-se para remover todos a “armadura” de lava-banheiros que estava vestindo, devolvendo-a para seu devido lugar para outra pobre alma usá-la quando chegasse a hora. Seguiu o marinheiro QG a fora, e quando percebeu aonde estavam, pensou em voz alta. — Ué, cadê o banho? Que frio! — Via somente outros homens e mulheres, alguns enfileirados, e a resposta para sua retórica veio com as palavras afiadas do marinheiro careca. Arthur girou rápido a cabeça em direção do superior, sua expressão exprimia o que seus lábios não queriam dizer. “Faz isso não” Mas sabia que seria inútil e retirou o casaco preto e a camisa vermelha, jogando-as no chão. Os ventos gélidos abraçaram o corpo moderadamente musculoso do espadachim, trazendo uma sensação congelante ao rapaz, que se abraçou na esperança de conseguir um mínimo calor que o reconfortasse, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, o balde de água entornou e toda a água voou em sua direção, molhando todo seu corpo. — Grrrrr! — Grunhiu, rangendo os dentes e apertando os olhos enquanto o líquido envolvia-o. Seus cabelos áureos voaram para trás com o jato d’água, e no rebote voltaram para frente do seu rosto e cobriram seus olhos esmeraldinos. Com uma puxada de mão, Arthur retirou os fios flavos que tampavam sua visão, concomitantemente cuspindo um esguicho de água dos lábios. Outra corrente aérea fisgou o corpo do rapaz, bastando um reles toque para lhe causar calafrio e tremedeira por quase todo o corpo, forçando-o a atritar as mãos pelo corpo enquanto se encolhia para preservar o máximo de calor possível. — É psicológico! Sim, sim, é psicológico! Todo o frio é fruto da sua imaginação! — Proferiu sem pausas, querendo convencer sua própria mente.

As instruções do marinheiro calvo eram bem claras: juntar-me aos outros e realizar o treinamento, servindo como teste de aptidão física. Não era uma má ideia, vide que o exercício física faria o corpo do espadachim gerar mais calor e com isso talvez evitar uma hipotermia. — Beleza, vamos lá! — Decidindo-se, Arthur caminhou em passos largos pelo tapete de neve até alinhar-se com a fileira de pessoas. O frio acometia o loiro de forma cruel, mas sua forte determinação o mantinha de pé, tentando ao máximo esconder o tremelique com dentes cerrados e movimentos de alongamento e aquecimento até que o marinheiro que comandava o treino desse as ordens. — Eu consigo, eu consigo. Não é nada, não é nada! — Repetia em baixo tom, somente para si, verbalizar era a forma de auto-convencimento que o rapazote usava constantemente para afastar os pensamentos de desistência. Com o sinal do marinheiro, Arthur inclinou o tronco para frente e jogou, uma de cada vez, os pés para trás, estabelecendo uma posição quase paralela com o chão, apoiando-se nas mãos bem separadas e fixamente abertas no chão gelado e nos pés rígidos e bem unidos. Todos os outros assumiam a mesma pose, e um apito indicava a hora de subir e descer. Era um exercício primitivo, mas que exigia demasiado do corpo de qualquer pessoa, e embora Arthur fosse desde sua juventude um espadachim, o frio de Micqueot acentuado pelo corpo úmido do rapaz dificultavam sua execução da atividade.

Mas embora os fatores apontassem para sua derrota, Arthur abaixaria e subiria, apito após apito, trancando os dentes e fazendo saltar vasos sanguíneos calibrosos por seu corpo, atribuindo uma coloração avermelhada à pele branca do jovem pelo aumento da circulação sanguínea, resultante do esforço físico. — Grrrrr! — Quanto mais faria, mais difícil ficaria, até que enfim uma pausa efêmera seria dada, retornando para outro exercício. Após as flexões, vinham as abdominais. Arthur deitar-se-ia de costas, com as joelhos levemente flexionados e bem unidos – assim como seus pés. Novamente o apito notificava da execução, e o rapaz flexionaria seu abdômen para trazer sua cabeça um pouco acima dos joelhos, trazendo máxima amplitude do movimento. Focado e convicto de que terminaria, Arthur mantinha uma expressão séria e de olhos fixos nos próprios joelhos, inspirando e expirando nos momentos oportunos. Nervos à flor da pele, o rapaz completaria as abdominais, sentindo-se consumido pelas dores no tórax e abdômen. — Não é nada! — Afirmaria, batendo no próprio peito como se quisesse provar para si mesmo que aguentava. O último exercício era na barra, consistindo somente de erguer o corpo usando os braços em uma barra elevada e bem presa, e haviam para todos os participantes. — Nem a pau que eu vou pedir outro banho depois daqui! — Proferia, franzindo o cenho e apertando os lábios, levemente traumatizado com o que acontecera da última vez que pediu um banho.

O loiro se aproximaria da barra, esperando o apito para saltar e fixar seus palmos na haste metálica. Com o sinal do marinheiro, faria uma aproximação dos tríceps às dorsais enquanto flexionava os cotovelos, trazendo seu corpo para cima e contrariando a força de seu próprio peso e da gravidade, que queriam jogá-lo para baixo. Vez após vez, subindo e descendo, lidando com a fadiga e o lactato nos músculos que tornava o exercício mais difícil a cada movimento, o rapaz completou todas as execuções, ouvindo sobre o término da atividade. — Consegui! — Desprenderia as mãos da barra, fixando outra vez os pés no pavimento coberto por neve. Olhou para as próprias mãos, com os calos – presentes desde seus primeiros treinos como espadachim – inchados pelo esforço, orgulhoso da superação. Seu corpo aquecido pela atividade o fez ignorar o frio, mas assim que terminou a todas, uma açoitada gélida zapeou suas costas e o fez relembrar a sensação de imediato. — Aaaaaatchiu! — O espirro foi involuntário, talvez mais alguns minutos ali fora e adquirira um resfriado na certa. Vestiria sua camisa e casaco outra vez, que foram jogados no chão antes de iniciar o teste físico, na busca por proteger-se do frio. — Cadê o cara? — Giraria a cabeça com os olhos inquietos em busca do marinheiro careca de antes.




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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptySex 14 Jun 2019, 22:54

Takamoto Lisandro Hora do combate



Um marinheiro se aproximava do careca. – Aqui está o que o senhor pediu.. Esse é o garoto que você escolheu? Sargento Fang. – O calvo olhava para o marinheiro e dando um tapa no peito do rapaz e pegando o presente, sorria de maneira confiante. – Obrigado. Sim, ele passou do banheiro e agora não parece querer desistir, olhe só. – Os dois viravam seus corpos na direção daquelas pessoas e focavam no loiro que quebrava seus limites ali e agora, seu corpo utilizava se seu próprio calor na batalha ardente contra o frio, seus músculos antes rígidos passavam a ter uma coloração avermelhada mostrando que o sangue corria em alta velocidade proporcionando uma força latente. - Ele está se esforçando. – Afirmou o marinheiro. – Vai fazer o mesmo de sempre, quer que eu o teste? – Ainda prestando atenção no garoto, o sargento apenas negava com o balançar de sua mão. – Não, eu mesmo cuido dele. – O marinheiro se espantava. – Han?! O que o senhor viu nele? – Com um sorriso de uma fera, Fang estremeceu sua expressão de fascínio. – Ele tem o mesmo olhar que dele. – O marinheiro olhava para o garoto e assentia balançando sua cabeça positivamente. – Eu entendo, só espero que o senhor não o mate. – O calvo dava apenas uma risada concluindo. – Se ele morrer é porque não valia nada.

Voltando o cenário para um pouco mais perto do garoto, lá estava ele se esforçando e suprimindo toda a dor e frio que sentia ao dá seu máximo. Ao finalizar todas as tarefas dadas pelo instrutor, finalmente estava livre, seu corpo estava suado e cansado, olhava para as mãos assumindo sua culpa pelos calos que habitavam na pele de sua palma. Um forte vento sobrava e um leve calafrio lhe subia a espinha, soltando um espirro seu rosto foi coberto por uma capa branca. – Bom trabalho garoto! – Ao tirar aquele manto de sua face, o marinheiro jogava uma espada de madeira para o espadachim. Ele segurava uma lança de madeira e estava sem camisa assim como o novato. – Antes que seu corpo esfrie, vamos para o último teste para provar que pode se tornar um marinheiro. – Girava aquele bastão de madeira com eximia habilidade, e o colocando sob seu ombro chamava Arthur para um duelo. – Venha pra cima antes do seu sangue esfriar. – Ao redor dos dois uma área aberta. – Saiam de perto, o sargento Fang irá demonstrar o que é um verdadeiro teste de batalha. – A instrutora ordenava que os recrutas abrissem espaço e o duelo do espadachim se tornava um show com plateia. – Venha com tudo!




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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptySab 15 Jun 2019, 12:15

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O espirrar de Arthur pareceu ter sido audível o suficiente para atrair alguma atenção, pois por conseguinte uma capa branca foi atirada e cobriu a face do loiro, pouco antes das palavras de reconhecimento de uma voz conhecida, a voz do careca. ━ Hm?! Obrigado! ━ Em princípio o rapaz se assustou, removendo a peça por reflexo a tempo de ver a arma de madeira sendo lançada para si, apanhando-a no ar com a mão direita. Volvendo a atenção para o homem a sua frente, Arthur notou que este empunhava uma lança de madeira e removeu a blusa para igualar-se com Arthur. "Um homem honrado..." Pensou, analisando a situação e as falas proferidas pelo careca, compreendendo que o último teste tratava-se de um desafio de combate. ━ Agora falou a minha língua! ━ Nem mesmo o frio impediu a empolgação de Arthur, cujos níveis de adrenalina subiram só de pensar na possibilidade que se prostrava em sua frente, há tempos não vivenciava um combate digno.

Arthur girou o punho com a espada, movimentando-a pelo ar da sua lateral esquerda até a direita, passando por sua frente antes de retornar para sua esquerda outra vez, testando um corte com o equipamento amadeirado na tentativa de acostumar-se com o peso do objeto. ━ OK, tudo certo... ━ A expressão empolgada de Arthur enquanto encarava fixamente sua espada mudou drasticamente quando seu olhar caiu sobre Fang, tornando-se séria e compenetrada, testa franzida e lábios selados. Um espaço era aberto para que o duelo acontecesse e uma plateia se formou para presenciar o embate. Provavelmente todos só queriam ver o marinheiro veterano dando uma surra no novato para darem boas risadas, e Arthur sabia disso, mas esse era só mais um motivo para que desse mais que seu máximo e adquirisse algum respeito ali. Era a oportunidade perfeita, só precisava aproveitá-la. Seria ele capaz?

Envolveria o punho da espada com as duas mãos, adotando uma dupla empunhadura do objeto. Pés habilmente deslizariam no pavimento, criando uma distância moderada entre eles, com o canhoto à frente. Flexionaria levemente os cotovelos e os joelhos, mantendo sua espada em riste e completando sua postura ortodoxa de espadachim. ━ Aí vou! ━ Vociferaria, avançando na direção de Fang de forma que quando estivesse à uma distância favorável para atacá-lo, seu pé esquerdo estaria à frente e seu direito atrás, formando sua postura de combate outra vez. Bloquearia qualquer ataque desferido pelo marinheiro durante seu avanço, contrapondo a espada de madeira em sentido contrário ao golpe com um movimento rápido, recompondo sua pose em seguida.

Flexionaria levemente o tronco para a direita, acompanhando o movimento com o pé do mesmo lado. Brandiria a espada na diagonal em um movimento ascendente, visando atingir a costela do marinheiro e conectar esse movimento com um rebote, onde moveria a espada na mesma linha anterior porém em sentido contrário para atingir a clavícula ou pescoço do homem. Cerrando os dentes, Arthur retrocederia a espada e tentaria uma estocada direta na barriga de seu opositor para então recuar.

Durante seu ataque, o loiro atentaria-se aos movimentos de seu inimigo, percorrendo seu olhar analítico com um semblante focado. Mediante qualquer ataque, seja da lança de madeira ou provindo do corpo de Fang, Arthur buscaria bloquear utilizando da espada em suas mãos, abalroando o gume de madeira em sentido contrário ao golpes, fossem horizontais ou verticais, ou utilizando do punho da arma em uma pancada oca para desviar o ataque de sua rota, sempre mantendo um jogo de pés hábil e uma locomoção corporal ativa para facilitar qualquer ataque e defesa provindas do espadachim, movendo-se em círculos ao redor de seu rival.

Se sua arma fosse segurada pelas mãos do marinheiro, o Pendragon compeliria seu corpo e mãos para um ângulo em que a extremidade do gume da arma apontasse para o corpo do sargente enquanto manteria suas mãos fixas ao cabo do objeto. Com isso, estocaria o gládio contra seu opoente usando o peso de seu próprio corpo como força, atingindo qualquer parte possível na busca para livrar sua arma e completar seus golpes antes citados e então recuar.

Se o Sargento tentasse uma estocada com a lança, Arthur chocaria levemente sua espada à haste de madeira, com força suficiente para desviar a arma de seu corpo, usando a mão esquerda para segurar o cabo do bastão e à direita - empunhando a espada - para colidir um golpe contra as mãos do homem, tentando desarmá-lo.

Ao fim do combate, se ele fosse de forma positiva para o rapaz, Arthur diria com um sorriso animado: ━ E aí?! Como fui?! ━ Empolgado pela luta, como se seu semblante sério de antes fosse somente uma ilusão. Mas se acabasse de forma negativa, diria com um semblante triste e lábios murchos: ━ Droga, tô enferrujado. Acho que reprovei. ━ Esperaria alguma avaliação, positiva ou negativa, olhando para Fang.

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Última edição por Arthur Pendragon em Seg 17 Jun 2019, 17:35, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptyDom 16 Jun 2019, 23:55

Takamoto Lisandro Gostei



O garoto estava aposto com sua espada de madeira, a examinava e se acostumava com o peso daquele pedaço de madeira, seria este a chave para entrar no caminho da justiça. O sargento sem camisa, observou a postura do garoto e a mudança de sua expressão. – Muito bom. – Sentia que o garoto finalmente entrava no curso da batalha, muitos lutadores são pessoas bem diferentes quando colocam seu coração nas chamas da luta, a pose do espadachim era estudada pelo lanceiro, mas não abriu espaço para ele terminar suas análises e o loiro bradou sua espada contra o sargento que com uma leve batida entre as madeiras jogou o pulso de Arthur para cima defendendo o golpe. – Isso mesmo garoto, quando não se tem vantagem de alcance o que você precisa fazer é atacar antes. – Ele falava enquanto recuava da estocada do espadachim, os dois ataques não foram fortes e nem tão rápidos o suficiente para desestabilizar o marinheiro que girava seu bastão de madeira em volta do seu torso.

Era vez de Fang atacar, não assumia uma postura formada, apenas se aproximava com passos longos e com um curto jogo de pés lançou uma estocada na direção do peito do espadachim, ele já tinha retornado a sua postura de combate e a estocada foi parada, porém a defesa já tinha sido planejada e jogando a lança para o lado, ele esticava sua mão para pegar a arma de Fang, mas o bastão era recolhido rapidamente e sua palma só sentiu a áspera madeira passar e deixar uma pequena farpa em seu dedo. – Não se precipite, o golpe não foi tão forte para valer um bom balanço, uma segunda estocada poderia lhe acertar facilmente. – Dava conselhos para seu oponente, e colocava o bastão inclinado em seu ombro. – Acho que é hora das coisas pegarem fogo. – Como em uma dança, ele dava pequenos passos e girava o bastão ao redor do seu corpo demonstrando toda a habilidade e experiência que tinha, finalizava o espetáculo colocando seu pé direito afrente do esquerdo e com seus braços esticados e uma postula inclinada mirava o bastão na direção dos olhos do espadachim.



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MensagemAssunto: Re: Capítulo I - O cavaleiro   Capítulo I - O cavaleiro EmptySeg 17 Jun 2019, 17:33

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Mediante os elogios do seu "professor" no duelo, Arthur retrucou firme: ━ Obrigado! ━ Com uma voz pesada devido ao esforço que fazia. Mas a satisfação que obteve foi rapidamente substituída por frustração que se estampou em seu semblante, uma vez que sua ideia de contra-ataque ao segurar a lança de Fang foi evitada e seguida por um ensinamento do experiente combatente. ━ Tsc! Na próxima vai... ━ As palavras não saíram em tom audível suficiente para que o sargente ouvisse, pareceu mais que Arthur conversava consigo mesmo. Sentiu a dor da farpa penetrar em seu dedo, e com isso recuou dois passos para trás, buscando recompor-se.

Ergueu a mão esquerda até a boca e arrancou a farpa usando os dentes como pinça, sempre com os olhos vidrados no marinheiro que precisava derrotar. Assistia sua demonstração malabarista com o bastão, que finalizou o convidando para o embate ao apontar sua arma em sua direção. ━ Desafio aceito! ━ Vociferou, avançando contra o Sargento. Diminuiria o ritmo do avanço pouco antes de chegar ao raio de alcance de seu opoente, para que tivesse tempo de reação contra um ataque, onde bloquearia-o com a espada ao mesmo tempo que repeliria o golpe para a direção contrário de onde viera. Deslizaria o solado destro para a direita, inclinando seu corpo e rugindo em frenesi. ━ Ooooooaaaar! ━ Moveria o gume de madeira em um corte duplo formando um "X" em direção do tórax de seu rival e daria um pequeno salto para seu flanco, sem tirar os pés do chão por tempo demais e sempre mantendo um fixo no solo, abalroaria outro golpe oco vindo pela horizontal da esquerda para a direita mirando suas costelas. Seus golpes visavam sobrecarregar a defesa do homem, golpes firmes mas com balanços não muito acentuados para que evitasse um desarme, sempre recolhendo a arma no tempo certo.

Atentaria-se para defender qualquer contra-ataque do indivíduo, rebatendo-o de qualquer direção para fora do curso de seu corpo, de preferência para cima, balançando junto seu corpo e deslizando os pés no chão para acompanhar seus movimentos. Após o balanço horizontal de sua arma, mesmo que ele não fosse bem sucedido, buscaria uma distância favóravel para que suas pernas alcançassem o homem e abaixaria seu centro de gravidade deslizando a perna esquerda (que estaria atrás) para atingir a dobra do joelho do marinheiro, aproveitando o balanço do corpo feito no golpe de espada para realizar a rasteira. Se seu golpe passasse em branco, realizaria um rápido giro para não dar as costas ao seu adversário por muito tempo, conectando outro corte horizontal visando o crânio de Fang logo em seguida. Se a rasteira fosse barrada, recuaria a perna e compeliria as costas da mão esquerda em direção do rosto do homem, fazendo-o com o punho fechado, e realizaria um salto para trás em seguida, recompondo a guarda defensiva pronto para defender-se outra vez se necessário. ━ O que achou agora?! ━ Diria, se ao menos um ataque seu atingisse. Do contrário, diria: ━ Tu não tem aberturas não?!

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Capítulo I - O cavaleiro
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