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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte

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MensagemAssunto: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQua 05 Jun 2019, 13:56

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte

Aqui ocorrerá a aventura da revolucionária Crisbella Rhode. A qual não possui narrador definido.


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Luizatomita
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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQua 19 Jun 2019, 11:58

PRINCESS
Capítulo III.I: Rumo ao Horizonte


Recebendo a bandeja de sopa junto às tigelas adicionais, soltei um belo sorriso a Shizuo. - Obrigada! Huuum o cheiro parece delicioso! - Diria dando uma inalada no vapor da sopa, absorvendo os aromas dos temperos que poderiam ter ali dentro. Estava feliz por comer a comida do cozinheiro novamente, após o curry que ele havia preparado para mim quando cheguei ao navio, fraca e com tonturas, consegui perceber o quão bom chefe de cozinha ele era. Fiquei com a bandeja mais pesada, minhas mãos ainda doiam um pouquinho por conta das queimaduras, mas eu sentia que podia fazer aquilo sem precisar me esforçar tanto. - Espero que tenha sobremesa! - Diria ao cozinheiro antes de sair da cozinha, dando pequenas risadinhas animadas.

Caminhando por entre os corredores do Paradise, pude ver os estragos e reparos feitos, o navio nunca mais seria o mesmo depois daquele ataque… Assim como provavelmente a vida de todos dentro da embarcação. Meus passos curtos me levaram a enfermaria sem problemas. Lá encontrei as pacientes sobre suas macas e as enfermeiras. As mulheres logo receberam a sopa e começaram a distribuir entre os pacientes. Movendo meus olhos, me dei conta da posição de Klaus. Ele estava deitado sobre uma das macas, com a perna enfaixada no local aonde o caranguejo o havia apanhado. Me aproximaria dele com duas tigelas, uma em cada mão, observando do outro lado, Gear reclamando da sopa, dizendo que queria bolo. Daria um sorriso sem graça para a mulher que agora agia como criança e a enfermeira que tentava convencê-la a comer.

- Aqui. - Entregaria a sopa as mãos do rapaz. - C-Como está sua perna? - Perguntaria de maneira serena, mas com um tom de voz um tanto preocupado. Ouviria a resposta dele e logo após saber que estava tudo bem, ficaria aliviada. Sentaria junto a Klaus, seja em uma cadeira próxima a sua cama ou até mesmo na beirada da mesma. Olharia para o rapaz com um sorriso antes de levar a primeira colherada à boca, saboreando o tempero simples e agradável da sopa de Shizuo. Comeria apenas metade do conteúdo na tigela, de algum modo, não estava me sentindo bem o suficiente para encher a barriga de comida. -E-Eu estou satisfeita… Quer a minha? - perguntaria ao rapaz, se ele aceitasse, entregaria nas mãos dele a tigela com o delicioso caldo. Caso não, deixaria o objeto com a comida de lado antes de me levantar da onde eu estivesse sentada.

Observaria a dificuldade da enfermeira de convencer Gear a comer todos os legumes da sopa. De fato, crianças às vezes eram bem difíceis de lidar quando o assunto era os vegetais, mas sabia que isso podia ser facilmente contornado com a bajulação certa. Embora a figura adulta e grande de Gear estar à nossa frente, suas atitudes de uma menininha eram um tanto engraçadas. Sabia que aquilo não era algo bom, por ser um problema, mas era curioso ver a garota parruda, forte agir daquela maneira.

Deixaria Klaus por um momento. - Vou ajudar as enfermeiras um pouco… Gear ainda está se comportando daquela maneira...- Diria ao rapaz de cabelos brancos e olhos azuis como o oceano. Caso ele respondesse, daria um sorriso a ele antes de me direcionar a Gear. Observaria o comportamento da garota e logo chegaria próxima a enfermeira. - Hey mocinha, o que está fazendo? - Perguntaria a Gear com um belo sorriso no rosto. Esperaria a garota dizer o que se passava ali antes de me voltar para a enfermeira. - Tudo bem, eu cuido dela. - Diria com um sorriso, estendendo a minha mão para ela, pedindo para que me entregasse a sopa. Se ela o fizesse, seguraria a tigela em minhas mãos enquanto me sentava na borda da cama a onde a garota estava.

- Saaabe… O senhor Bigodes fez essa sopa especialmente para nós, ele está trabalhando muito duro lá na cozinha! - Diria separando uma colherada do caldo. - Ele disse: ‘’ Essa sopa vai fazer a minha garotinha ficar forte como um leão!’’ - Diria fazendo a voz do coelho que eu havia inventado horas atrás enquanto assoprava a colher de sopa para entregar a Gear. - Todos nós comemos essa sopa e olha, estamos nos sentindo bem mais fortes! Não é mesmo Klaus? - Viraria o pescoço, procurando olhar para o rapaz, esperando alguma reação positiva dele, caso ele não fizesse nada sobre, arregalaria os olhos, fuzilando o rapaz para que dissesse algo positivo. Me voltaria a Gear em seguida. - Então, você quer deixar o senhor Bigodes feliz e ser forte como uma Leoa? - Perguntaria a pequena grande mulher.

Se ela fosse positiva, levaria a colher até a sua boca, dando-lhe a sopa da maneira mais delicada possível. - Viu só! Não está ruim não é mesmo? - Diria a ela com um grande sorriso, caso ela recusasse a sopa, pegaria somente o caldo com os pedacinhos de frango. - Ahhh se eu entregar essa tigela sem ter sumido tudo daqui o senhor Bigodes vai ficar tããão triste comigo… - Faria uma expressão de mágoa, mostrando um ‘’bico’’ com a boca enquanto piscava os olhos rapidamente.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQua 19 Jun 2019, 19:20



Rumo ao Horizonte





Post 5 - A vingança



- Oh, eu aceito. Obrigado, Bella, mas tem certeza que comeu o suficiente? - Agradeceu o espadachim quando a ruiva ofereceu o resto da sua tigela de sopa, pois não iria comer ela toda.

Crisbella não estava se sentindo tão bem assim para encher o bucho de comida depois dessas últimas 48 horas de extremo stress físico e psicológico, portanto dando sua tigela para Klaus ela além de agradá-lo, também evitava o desperdício da refeição. De todo modo, a intenção de Cris após terminar de comer era ir ao encontro da cama onde Gear estava fazendo pirraça se recusando a provar da sopa e dando uma bela de uma dor de cabeça para as enfermeiras que sequer tiveram a chance de colocar uma colherada do alimento na boca. Com a chegada da ruiva assumindo o controle da situação, Hiramoto e Miyazaki puderam se afastar para se deleitar da saborosa comida de Shizuo.

- O Sr. Bigodes que fez? Não sabia que ele sabia cozinhar… Hum. - Comentou a “grande garota” duvidando um pouco das palavras de Crisbella para fingir que era mais esperta do que aparentava. A ruiva pegou uma colherada da sopa de Gine para dar na boca dela, mas antes disso tentou convencê-la de que se comesse ela iria ficar mais forte, usando inclusive Klaus como exemplo.

- Hm? Que? - Sem entender o que estava acontecendo, pois não estava prestando atenção na conversa de Cris com Gine, Klaus olhou para o lado com o caldo da sopa escorrendo pelo canto da boca, mas quando os olhos verdes de sua companheira lhe encararam de uma maneira que pareciam uma metralhadora de gelo, o rapaz logo sacou que deveria concordar… Seja lá com o que. - Éhhhhh...É verdade sim. Depois de comer a sopa eu… Consigo… Viajar pelo arco-íris…

- MENTIRA! É SÉRIO? COMO VOCÊ FAZ ISSO? - Exclamou em uma grande surpresa ao ouvir o que Klaus disse saber fazer por causa da sopa… Uma clara mentira que ela era incapaz de sacar por conta da ingenuidade que sua perda de memória lhe trouxe. - Não quero ser forte como uma leoa, quero viajar pelo arco-íris! Me dá a sopa! - E graças a ajuda acidental do espadachim, Gear se sentiu afim de experimentar a comida do chef do navio, deixando com que Crisbella colocasse na boca dela a primeira colherada do caldo. - NOSSA! Mas é bom! - Expressou surpresa outra vez, agora por conta do delicioso sabor que a sopa de Shizuo lhe trouxe. - Parece familiar, como se eu já tivesse comido antes. Eu amei!

E com isso a side quest “faça Gear comer a sopa” era concluída. Nem seria necessário que a ruiva permanecesse dando colherada por colherada na boca de Gine, já que ela mesma pegou a tigela e começou a comer sozinha. Alguns minutos depois todos que estavam acordados na enfermaria já teriam terminado suas refeições e as tigelas poderiam ser devolvidas a cozinha, onde quem sabe já estivesse sendo preparada a tal sobremesa que Cris havia desejado antes de vir para cá.

- Hey, você pode pedir pro Sr. Bigodes contar uma história para mim antes de dormir? Minha mãe cantava para mim todas as noites… E eu tenho medo do Shukula vir me pegar. - Pediria Gear antes que Crisbella resolvesse sair da ala hospitalar para devolver a louça suja. Ela não sabia contar histórias e muito menos quem era esse monstro Shukula que Gine temia quando era mais nova, mas ao menos ela sabia cantar.

Bem, talvez agora não fosse o melhor momento para tentar fazer Gear dormir, afinal ela acabou de comer e isso pode fazer mal para a digestão… Mas mesmo que quisessem fazer isso agora, seus planos seriam interrompidos com uma forte chacoalhada que o Paradise Star sofreu fazendo todos a bordo tomarem um bom susto. Poderia ser outra tempestade ou até mesmo outro ataque inimigo, de qualquer forma ambos as situações eram aterrorizantes e ninguém queria passar por isso de novo em um intervalo tão curto… E o pior de tudo, é que o tripulante capaz de tirá-los rápido dessa situação está desacordado agora mesmo na enfermaria.

- É O SHUKULA, ELE VEIO ME PEGAR PORQUE EU FALEI O NOME DELE! - Gritou Gine se escondendo debaixo dos lençóis da sua cama. Katherine, que estava na cama ao lado, sequer esboçou reação… Para ela tanto faz o que pode acontecer.

- Mas que merda é essa… Bella, olha só! - Falou Klaus olhando pela janelinha da enfermaria. Dali era possível ver a costa de Berlinque e para a surpresa deles… Um grande grupo de caranguejos gigantes estava avançando na direção da embarcação para atacá-la com suas garras enormes. No meio desse bando de crustáceos havia um que era ainda menor, estava sem uma de suas garras e também sem um dos seus olhos… Perto dos seus companheiros ele mais parecia um filhote. - Acho que o nosso velho amigo trouxe visita… Tsc, ótimo, tudo que estávamos precisando agora era sofrer um ataque de caranguejos gigantes que estão querendo vingança porque o filhote mimadinho tomou uma surra.

“Atenção, aqui quem fala é o comandante Sir Jovi! Estamos sendo atacados nesse momento pelo que parece ser os… Caranguejos gigantes da ilha de Berlinque…” - Assim como antes já havia acontecido, uma voz era projetada através de caixas de som por todos os cômodos e corredores do Paradise Star. - “É, é difícil de acreditar, mas é a verdade. No momento nosso navio encontra-se com grandes baixas, entre elas o nosso principal navegador, portanto, se houver alguém a bordo que tenha o mínimo de conhecimento em pilotagem, por favor compareça imediatamente na cabine de navegação, pois precisamos urgentemente da sua ajuda. Agora todos aqueles que souberem e estiverem em condições de lutar… Venham imediatamente ao convés do navio, pois se esses bichos conseguirem subi-... SAI DAQUI DESGRAÇADO!” - E foi possível ouvir o barulho de um soco atingindo algo duro. - “Não podemos deixar essas coisas subirem no navio, portanto quem puder ajudar venha!”

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptySeg 22 Jul 2019, 14:10

PRINCESS
Capítulo III.I: Rumo ao Horizonte


- Tudo bem Klaus, pode comer. - Diria de maneira gentil enquanto observava o rapaz com o canto dos olhos. Estava feliz por pelo menos alguém estar tão animado para comer após tantas dores e mágoas que havíamos passado naquele navio. Sentia meu corpo satisfeito com a refeição, o que de fato era bom, mesmo que não a tivesse completado.

Logo minha ajuda para com as enfermeiras se mostrava produtiva. De algum modo peculiar, sempre me lidei muito bem com crianças, talvez por ter um cuidado e paciência mais fora do comum ou por me ver muito nelas. De qualquer forma, minhas palavras surtiram mais efeito quando Klaus entrou na brincadeira. Viajar na maionese era uma expressão que eu já tinha ouvido falar, agora, no arco-íris era uma completa novidade para mim. Sorriria de maneira cômica para o rapaz após ouvir suas palavras, esperava que ele concordasse comigo e não inventasse uma nova história, mas estava tudo bem pois no final, Gear havia pego a tigela de minha mão e começado a devorar a sopa.

Abri um largo sorriso e a sensação de alívio vinha até meu peito com um longo suspiro. Olharia para Klaus novamente, mas dessa vez o agradeceria com um simples e baixo sussurro de - Obrigada.- Enquanto observava a garota crescida comer sua sopa. Não demorou muito para todos da enfermaria estarem bem alimentados e revigorados, de fato a comida de Shizuo era incrível! Não demorou muito para Gear terminar de comer a sua sopa. Com um sorriso doce, pegaria a tijela suja de sua mão e logo começaria a recolher as sujas dos outros integrantes da enfermaria. Precisava entregar a louça de volta a Shizuo e… Quem sabe não desfrutar da sobremesa que ele podia ter feito? Tal pensamento abriria um belo sorriso em minha face, mas antes que eu pudesse sair da ala hospitalar com a louça, ouvi a voz de Gear por detrás de meus ombros, virei-me para ela, escutando sua voz.
- Claro! Aposto que ele tem muitas histórias divertidas sobre grandes piratas e monstros marinhos! - Diria de maneira animada, entonando a voz para que a mesma parecesse interessante enquanto refletia brevemente a respeito de qual monstro a garota se referia. Nunca havia ouvido falar em tal criatura ou coisa, seja lá o que fosse. Entretanto em breves pensamentos veio a tempestade e logo senti uma forte chacoalhada se abater na madeira do navio. Talvez as tigelas em minhas mãos se recusassem a ficar ali por conta do impacto, sendo assim, as seguraria mais firme, tentando evitar ao máximo que fossem para o chão.- Oopa! - Diria me encostando no primeiro lugar que eu visse antes de ouvir Gear gritar aterrorizada. - C-Calma Gear, aposto que é só a maré! - Diria com um pequeno sorriso, esperando que fosse apenas isso antes de notar a Klaus chamando meu nome.

Com passos um pouco apressados, deixaria as tigelas em cima de algum balcão por ali antes de me juntar a ele em uma das janelinhas. Com um olhar curioso e preocupado, abriria um espaço para poder enxergar a lama de Berlique e ver o que estava havendo. Ao ver a horda de caranguejos se aproximando, mordi o lábio inferior do lado direito, marcando o mesmo com preocupação. - Droga… Justo em um momento como esse… - Diria antes de ouvir a voz de Jovi ressoar através dos auto falantes do navio. Suspirei fundo ao final da transmissão, olharia para Klaus com um pequeno sorriso em meus lábios, um sorriso confiante. - P-Parece que teremos que lidar com a mamãe. - Daria uma leve risadinha para ele antes de seguir em direção a porta da enfermaria. - Eu já volto Gear! - Diria a menina antes de esperar Klaus se juntar a mim para irmos ao convés juntos.

Caso o rapaz recusasse, iria sozinha, até o convés com passos rápidos para alcançar Jovi. Chegando ao local caso não houvesse nada no caminho, levaria os punhos para frente de meu corpo, protegendo-me e preparando-me para um possível ataque de um dos caranguejos. Caso nada me impedisse, correria até Jovi se ele estivesse por ali, se não, apenas escolheria um caranguejo para ser o primeiro a levar uma surra. Flexionando as pernas, correria com o corpo mais ereto e logo prepararia um belo soco capaz de derrubar o animal para fora do navio. Sabia que a carapaça deles era quase indestrutível, sendo assim, a força que eu deveria exercer era apenas o suficiente para empurrar o animal para fora do navio e não quebrá-lo em si. - Quem sabe mais algumas garras e não teremos caranguejo ensopado por alguns longos dias heim Klaus! - Diria ao rapaz com um sorriso nos lábios.




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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQui 25 Jul 2019, 18:38



Rumo ao Horizonte





Post 6 - Deixando para trás



Mais uma vez Crisbella conseguiu cuidar de Gine melhor do que as enfermeiras, que pelo visto não estavam acostumadas a lidar muito bem com crianças… Ok, Gear não era uma criança, fisicamente, mas sua mente que foi afetada pela perda de memórias a fazia acreditar que havia voltado a sua velha infância. Depois que a ruiva deu o restinho da sua sopa para Klaus e fez Gine comer o jantar, um ataque de caranguejos gigante chegou ao Paradise Star e Jovi alertou a tripulação através das caixas de som que estavam espalhadas pela embarcação.

Klaus e Cris sabiam bem o motivo para esse ataque ocorrer, pois tratava-se de uma vingança daquele caranguejo que enfrentaram no pântano de Berlinque, que por sinal era apenas um filhote e a família que ele chamou para ajudá-lo tinham mais que o dobro do seu tamanho. O atual comandante do navio pedia a ajuda daqueles que fossem capaz de lutar para proteger a embarcação de ser danificada, por isso Klaus e Cris já se preparavam para sair dali e ir dar apoio ao músico.

- Nada disso! Você fica aqui, sua perna ainda precisa se recuperar, não nos faça desperdiçar nossos recursos a toa. - Disse a enfermeira Miyazaki antes do espadachim conseguir sair da cama e colocar os pés no chão. Rapidamente ela se aproximou dele para fazê-lo voltar a ficar deitado de repouso.

- Tsc, droga… Ok, Cris, vou ter que deixar essa pra você. - Falou ele um pouco emburrado e chateado, mas a enfermeira estava certa e ele sabia admitir isso, portanto a ruiva teria que seguir sozinha para o convés.

- Tome cuidado, moça, o Shukula é muito perigoso! - Alertou Gine assustada debaixo dos lençois realmente acreditando que o tal monstro de conto de fadas era real.

Assim que chegou ao convés, Crisbella se deparou com um verdadeiro caos, diversos refugiados usando de seus estilos de combate, que em grande maioria não foram muito bem treinados, todos tentando deter os caranguejos gigantes que tentavam subir no Paradise Star que mal se recuperou dos danos sofridos pelo ataque dos agentes. Com praticamente todos os guerreiros dessa célula revolucionária feridos, apenas Sir Jovi e Pepper - que não deveria estar fazendo tanto esforço - eram poderosos o bastante para afugentar com eficiência as criaturas do pântano.

Dentre os refugiados que se destacavam estava Nocha, que já havia mostrado ter um soco poderoso e estava conseguindo ajudar a salvar o navio das garras daqueles enormes crustáceos. Outro desse grupo que se destacava era o navegador temporário, aparentemente um senhor de idade, mas que sabia muito bem como manusear o leme e parecia saber muito bem como pilotar o navio para longe de Berlinque, ao perceber que estavam indo para longe da ilha, algo talvez incomodasse a mente da ruiva… Onde estão Rin e Hisoka?

Eles deveriam estar ali ajudando a proteger a embarcação desse ataque selvagem, eles não estavam feridos, pois não estavam na enfermaria, então provavelmente ainda estavam dentro do pântano que ia cada vez ficando mais distante. Obviamente, Crisbella sabia que Jovi não teria lhes matado, mas abandoná-los ali poderia ser praticamente uma sentença de morte. Iria a jovem revolucionária desafiar seu comandante a respeito do paradeiro de seus companheiros, ou ela iria por enquanto se preocupar em ajudar a combater os caranguejos?

Os canhões do Paradise Star foram de grande ajuda para parar os crustáceos, mesmo aqueles que não eram bons atiradores foram perfeitamente capaz de dispará-los e aos poucos os monstros agressivos iam sendo derrotados, caindo no mar ao soltarem as garras do navio. Cris não era uma guerreira com habilidades de combate poderosas, suas mãos inclusive ainda estavam um pouco danificadas e ela talvez preferisse não voltar a causar problemas para elas, entretanto, poderia usá-las para fazer aquilo que tinha talento… Tratar os que foram de alguma forma feridos pelos caranguejos. Claro, ela só faria isso se fosse sua prioridade, uma vez que questionar o Jovi sobre Rin e His uma hora ou outra provavelmente iria acontecer.

E se esse momento chegasse, o comandante responderia da seguinte forma:

- Cris… Não temos tempo para pensar nisso agora, o mais seguro para todos é sairmos daqui o mais rápido possível! - Diria ele em meio aos socos que estaria dando nos caranguejos caso a ruiva viesse falar com ele no meio do confronto. - Eles são fortes e possuem mentes brilhantes, irão sobreviver e conseguir nos encontrar.

Mas se por acaso, Cris optasse por falar com Jovi apenas quando o perigo dos caranguejos já tivesse passado, então ele responderia de outra jeito:

- Desculpa, não tínhamos opção, ou saíamos de lá imediatamente, ou o Paradise Star teria sido completamente destruído por aqueles bichos. Sinto muito, mas Rin e Hisoka não são crianças, eles vão conseguir se virar e darão um jeito de nos alcançar. - Falaria com tranquilidade limpando as mãos que poderiam estar suja com sangue de caranguejo.

Independente da situação, ambas as respostas de Jovi seriam semelhantes e por isso significavam a mesma coisa, para o bem do navio e de todos que estavam a bordo, abandonar Berlinque o mais rápido possível era a melhor solução, mesmo que isso significasse deixar dois companheiros para trás, ele acreditava que ambos eram competentes o bastante para conseguir lidar com esse fato… Mas, nos dois casos, Crisbella notaria que Jovi sequer mencionou sobre a possibilidade de retornar para buscá-los. Se viesse a questioná-lo sobre isso, pedir ou implorar para voltar e ajudá-los, o comandante seguiria andando de volta ao interior do navio, ignorando-a… Se tivesse coragem de dizer que ele só estava fazendo isso por vingança já que Rin e His deixaram Marin escapar, Jovi ao ouvir isso iria parar de andar por um instante, talvez fosse responder alguma coisa, mas preferiu continuar calado e voltou a andar.

- Ah, merda, meus pontos abriram de novo… - Diria Shizuo colocando uma das mãos no seu ferimento na barriga. Mesmo com a dor ele sorriu e deu uns tapinhas na carapaça do enorme caranguejo morto que estava caído no convés. - Mas pelo menos teremos comida garantida pro resto da semana.

Se olhasse para o horizonte, Cris poderia ver Berlinque ficando cada vez menor, até que a escuridão da noite a ocultaria por completo. E por mais otimista que ela quisesse ser, aquela sensação ruim não saía do seu peito… A sensação de que Hisoka não iria mais voltar.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQui 17 Out 2019, 14:57

PRINCESS
Capítulo III.I: Rumo ao Horizonte


Infelizmente, eu estava sozinha novamente. Klaus ainda estava muito ferido para me ajudar contra os caranguejos gigantes que assolavam aquela maldita ilha. ’’ - Meu Deus quando teremos paz nesse lamaçal -’’ Era o único pensamento que se passava em sua mente. - E-Ela está certa K-Klaus, você precisa descansar… E-Está tudo bem, t-terei cuidado. - Diria ao garoto de maneira branda, com uma voz suave e acolhedora. As bochechas rosadas e quentes como sempre estariam presentes. Sentia meu coração bater forte, mas acreditava que era por conta da adrenalina da pré batalha que eu teria de enfrentar.

Olharia em volta da enfermaria para ver se estavam todos bem após o impacto, levando meus olhos até a ‘’pequena’’ grande Gine. - Está tudo bem Gine, irei acabar com eles! - Diria erguendo meu braço direito enquanto ‘’mostrava o muque’’ para a garota em um sinal de força. Embora meus braços fossem bem finos e delicados, eu podia sentir em uma apalpada em minha pele que os mesmos estavam um pouco mais torneados do que já foram. ‘’ - Quando foi que...Ah deixa pra lá. -’’ pensei antes de seguir pelos corredores em direção ao convés.

Ao chegar ao convés me deparei com vários rostos familiares, porém meus olhos procuraram dois em específicos que não estavam ali. Senti uma pontada em meu coração e o ar faltou-me as narinas por um breve segundo. Jovi não teria matado Hisoka e Rin… Ele não poderia ter feito algo como aquilo e eu sabia que ambos não estavam feridos pois vim da enfermaria. Olhei para trás por um breve instante para ver a ilha se distanciando um pouco mais de sua costa. A vegetação fechada não permitia muita visão, mas em meu coração eu sentia uma agonia tremenda, Hisoka e Rin… Teriam ficado para trás? Era o que minha cabeça dizia, mas meu coração se negava a aceitar que algo como aquilo estivesse acontecendo. Ser abandonado naquela ilha… Era sentença de morte.

Minha respiração começou a ficar ofegante até eu ouvir o tiro de um dos canhões apontados para os caranguejos. O susto que tomei me fez dar um pequeno pulinho e dar um gritinho agudo mas não muito alto. Olhei ao redor para perceber novamente a onde eu estava e não cair novamente nas armadilhas do meu pensamento. - Eles estão bem… Vai ficar tudo bem… - Diria a mim mesma em função de acalmar meus nervos por hora, mais para frente se tivesse a oportunidade, falaria com Jovi. Minhas mãos ainda pulsavam um pouco por conta de toda a luta na lama com o agente das chamas… vendo minha situação e o estado das pessoas do navio e da própria embarcação, correria para perto de algum ferido, examinando-o primeiramente seu estado de saúde.

Se a pessoa estivesse apenas tonta ou conseguisse se levantar, colocaria seu braço em minhas costas, dando apoio para que o mesmo se levanta-se. Caso a ferida fosse mais grave, tentaria de usar de meus recursos médicos disponíveis em meu kit de primeiros socorros para talvez estancar algum sangramento. Levaria a pessoa ferida para mais perto das escadas, não deixando-a exposta a todo o caos que havia ali. Se tivesse remédios disponíveis ou mesmo água, daria a pessoa para ajudá-la a se recuperar.

Ao ver que a pessoa estivesse fora de risco mortal, procuraria outra pessoa para atender e repetiria os métodos, buscando-a, levado-a para um lugar seguro e tratando da melhor maneira que eu pudesse com meus recursos. Ao final, caso a crise passa-se, pediria para alguém mais forte e capaz do que eu para levar os feridos atendidos a enfermaria. - Eu não aguento carregá-los… P-Poderia levá-los às enfermeiras para mim p-por favor? - Diria a quem pudesse me ajudar no momento. Vendo que os atendidos estavam em segurança, iria me dirigir a Jovi.

Meus passos seriam calmos mas ao mesmo tempo, temerosos, estava com medo do que ele iria me contar caso eu o confronta-se. Com os olhos cansados e pouco marejados, me aproximava dele a uma distância próxima. - O-Onde...Onde eles estão? - Minha voz seria de um tom suave, quase como um lamento pesado e melancólico. Esperaria a resposta de Jovi, e a mesma veio de uma maneira suave e gentil, quase como se quisesse acalmar minha preocupação. As emoções estavam agarradas em minha garganta, sentia como se o ar estivesse me arranhando a cada respiração que eu dava. - Eles são… M-Mas e se algo acontecer com eles… É culpa m-minha… Eu insisti em salvar o agente… E-Ele me odeia eu tenho certeza… P-Porque ele n-nos deixou? - A voz falha soava com amargura perante meus lábios, estava triste, desapontada e com muito medo de apenas imaginar as dificuldades e o risco que os dois estavam correndo. O professor era uma boa pessoa, embora tivesse seus momentos.

Segurando minhas mãos uma na outra com firmeza. Me aproximaria mais de Jovi, cabisbaixa, encostaria minha testa em seu braço, deixando as gotas salgadas, prisioneiras de meus olhos finalmente se libertarem. - Precisamos voltar… Jovi… Por favor…- Diria como em um sussurro em meio a um suspiro agonizante. ao contrário do que eu esperava ele se calou e tão logo, me deixou para trás sem dizer nada. As lágrimas começaram a escorrer de maneira mais violenta ao ver que ele iria ignorar meu pedido. Chorei por um certo tempo ali e após me acalmar um pouco, levaria a mão direita enfaixada até meu rosto, esfregando-o gentilmente no mesmo para enxugar a água. Nesse momento, pude ouvir Shizuo murmurando a respeito de seu ferimento.

Me aproximaria do cozinheiro com a face fechada. - Parece que não adianta a gente falar, vocês não sossegam!! - A voz em um tom mais forte e ríspido que o normal podia ser notada. Chegaria perto do cozinheiro o suficiente para levantar a sua blusa, sem pedir permissão para ver o ferimento. Caso ele tentasse me impedir, daria um tapa em sua mão.  - SHHHH - Diria como alguém que repreende um animal de estimação. - Que bom que não passaremos fome. - Diria com um leve sorriso caso ele me permitisse tocá-lo sem fazer tanto escândalo. Terminaria de checar os pontos dele e caso necessário, limparia o ferimento e lhe daria mais alguns pontos. Ao terminar, olharia para ele com um pequeno sorriso singelo enquanto juntava minhas coisas. O sorriso doce tinha por trás um olhar de melancolia e olhos marejados de lágrimas. Olharia ao meu redor e atenderia quem mais estivesse ferido por ali caso o cozinheiro não tentasse conversar comigo.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptySeg 21 Out 2019, 18:46



Rumo ao Horizonte





Post 7 - Frio



Por mais perigosos que os caranguejos gigantes pareciam ser, os homens e mulheres a bordo do Paradise Star, ainda que em grande maioria fossem meros refugiados, não temeram enfrentá-los com as armas que tinham a disposição. Canhões, pistolas, espingardas, armas brancas e até os punhos foram utilizados por eles para afastar os crustáceos de destruir o navio, e no fim o resultado foi positivo, pois nenhum dos animais conseguiu causar danos suficientes na estrutura da embarcação a ponto de impedi-la de continuar navegando em direção a próxima ilha.

Como não era uma combatente, ainda que estivesse sentindo que seus músculos estavam mais fortes agora do que quando ainda vivia em Shells Town, Crisbella optou por ajudar as pessoas da maneira que se sentia mais útil que é tratando seus ferimentos. No geral ninguém se feriu ao ponto de ser necessário uma emergência, portanto tudo que a ruiva precisou fazer foram curativos para pancadas recebidas e dar a pessoa alguns analgésicos. Cris estava focada no seu trabalho, mas era impossível para ela se livrar dos pensamentos a respeito de Hisoka e Rin, que não haviam retornado para o navio a tempo e agora eles estão ficando cada vez mais longe de Berlinque.

Quando a situação ficou um pouco mais calma e os animais da ilha pantanosa não eram mais um problema, Crisbella questionou o Comandante Jovi a respeito dos companheiros deixados para trás, e a resposta do loiro não foi agradável aos ouvidos da garota, que precisaria aceitar que não há mais como eles voltarem. Com lágrimas nos olhos, a menina apoiou a cabeça no braço do seu superior e implorou junto ao choro para que eles voltassem por His e Rin. Ele a ignorou e estaria prestes a ir embora sem dizer uma palavra, porém antes de adentrar para o interior do navio, Jovi parou e disse para Cris:

- Pedirei para a equipe revolucionária que estiver mais próxima que vá até Berlinque resgatá-los. - E então caminhou até desaparecer pelos corredores da embarcação.

Mesmo com essa resposta, poderia ser difícil para Crisbella parar de chorar, estava ainda muito abalada com o fato de que dois companheiros foram deixados para trás e sente como se parte disso fosse sua culpa. Sem contar que é bastante difícil ser otimista num momento como esse, Berlinque não era uma ilha agradável para se passar a noite e não se sabe quanto tempo levará para que um navio aliado apareça para tirá-los de lá. Talvez isso atormente a cabeça da garota até que ela tenha alguma notícia dos dois, mas diante de tantos tormentos que passou desde que entrou nesse navio, esse ainda era mais fácil de lidar.

Quando Shizuo apareceu para buscar o “drop” da comida, Cris conseguiu ouvi-lo reclamar que seu ferimento se abriu novamente, portanto acabou usando isso como motivação para sair de onde estava parada e ir até o cozinheiro para dar mais uma olhada no machucado dele. Reclamando com o ruivo, Crisbella já foi metendo a mão nele sem a sua permissão, dando início ao tratamento que ela esperava que dessa vez fosse o último.

- Hey, o que você está… Tsc. - Falou ele incomodado com a ação da garota, mas na verdade era apenas cena, já que ele não relutou em deixá-la fazer um novo curativo, ficando apenas de cara feia enquanto ela fazia o seu trabalho. - Obrigado… Mas na próxima vez que for passando a mão em mim assim sem me perguntar eu vou te dar um chute na bunda! Hunf... - Disse ele tentando ser ameaçador para Crisbella. Em seguida ele olhou para os lados para procurar alguém forte e com mãos livres, então ao achar o que queria, apontou o dedo indicador para o tal homem. - Hey, você! Leve isso para cozinha. - E dando as costas para o convés, Shizuo foi andando para a parte interna do navio.

Sem mais feridos para tratar com urgência e o povo se espalhando cada vez mais, se continuasse ali, Crisbella seria a única a restar na parte externa com exceção do navegador. O frio da noite já cobria por completo o mar onde estavam e os calafrios gerados pela baixa temperatura eram suficientes para a ruiva ter vontade de sair dali o mais rápido possível para buscar um lugar para se aquecer. Ela poderia voltar para a enfermaria onde Gine, Katherine e Klaus estavam, quem sabe que tipo de dificuldade a engenheira que teve a memória danificada poderia estar causando às enfermeiras no momento. Porém, se já estivesse cansada o suficiente poderia também ir direto para o seu quarto e dormir um pouco, afinal foi um dia bastante cansativo. Contudo, se algo fizesse Crisbella continuar no convés mesmo com o frio que estava fazendo, então seria nesse momento que Shizuo retornaria ao local.

- Ainda está aqui? Vai acabar ficando doente desse jeito… E tudo que não precisamos agora é mais uma pessoa incapacitada a bordo. - Falou o ruivo retirando o casaco preto que quase sempre está usando, e então caminhou até as costas de Cris e colocou o agasalho nela. - Não precisa me agradecer, estou te devendo bastante favores... Só me devolva depois. - E da mesma maneira silenciosa que ele chegou, o cozinheiro começou a se afastar, parando apenas para dizer: - E é bom você não estragar esse casaco, ouviu?!! - E por mais frio e durão Shizuo estivesse sempre tentando parecer ser, após essa atitude, Crisbella veria que por baixo dessa personalidade, existe um rapaz de bom coração.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQui 24 Out 2019, 14:44

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Capítulo III.I: Rumo ao Horizonte


As lágrimas frias que escorreram pelo meu rosto deixavam um traço amargo em minha pele branca como a neve. Jovi não era insensível de todo, ele tinha seus momentos como uma pessoa mais dura e controlada, mas eu sabia que sua calmaria era abalável, especialmente quando se tratava das pessoas daquele navio. Seu jeito seco e insensível para com minha dor logo foi quebrado pelas breves palavras advindas de seus lábios. Um novo navio para buscar Rin e Hisoka… Era algo estranho a se pensar já que estávamos tão perto da ilha a onde poderíamos nós mesmos resgatá-los.

Cruzei meus braços, tentando me proteger um pouco do vento gélido que batia em meu corpo. Eu não estava aliviada só com aquilo, uma informação daquelas ainda não me era o suficiente, a preocupação e ansiedade abatiam meu rosto em prantos. Respirava fundo, buscando mais ar frio para meus pulmões quentes. Estralei os pulsos antes de me acalmar, buscando entender e aceitar que eu agora, só poderia manter His e Rin em minhas orações e pensamentos.

Infelizmente a vida não é feita apenas de desejos mas sim de ações. Foi com esse pensamento que consegui me restabelecer depois daquela dura realidade a qual eu me encontrava. Não importava o quanto eu lutasse ou mesmo desejasse contra os desígnios de Jovi, eu estava sozinha em um desejo egoísta que… Precisava ser exilado de meu coração. ’’ - Eles vão ficar bem… Hisoka é forte… Rin é forte… Eles vão ficar bem, nos veremos de novo um dia…-’’ meus pensamentos envoltos na esperança do reencontro logo se voltaram aos feridos daquela embarcação. Precisava trabalhar para esfriar a cabeça.

Shizuo não gostou muito de me ver lascando-lhe a mão em seu ferimento para fechá-lo. Mas como lidar com aquele ruivo teimoso? Sabia que a abordagem meiga nem sempre funcionava contra ele, então talvez, a mais impositiva talvez funcionasse. Ele estava reclamando a respeito de como eu o estava tratando, mas no fundo eu sabia que era apenas uma cena, Shizuo me parecia o tipo de homem que tinha uma máscara sobre sua face, escondendo seus reais sentimentos e ações. Seu olhar ameaçador não me impôs medo, já havia visto homens piores que ele, maiores e mais fortes me ameaçando… Nunca me esquecerei dos olhos ardentes de Sam, sua vontade de fogo de me matar ao mesmo tempo que desejava me tomar para si.

Corei um pouco ao me lembrar daquele beijo falso mas que ainda sim havia sido quente o suficiente para me fazer desejar um pouco mais daquela sensação. Me peguei pensando se aquela sensação era única com todas as pessoas ou… Se podia haver quem o fizesse melhor. Tussi forte ao me pegar imersa nesses pensamentos não condizentes com o momento. Após terminar com Shizuo e o mesmo se voltar aos marinheiros para carregar os caranguejos abatidos para a cozinha, me voltei a observar o convés.

Com a chegada do frio, muitos começaram a se abrigar dentro da embarcação. Somente o navegador estava por ali no convés. A monotonia sonora me incomodava. O barulho das ondas sendo quebradas na madeira rija do navio, o assobio do vento que tocava meu rosto e os estalos da embarcação que um dia fora uma das mais imponentes que os mares já havia visto e agora, restava-lhe apenas o orgulho de uma época de ouro. Me aproximei da borda da ponta mais fina da proa. Sentei-me ali, olhando o oceano a ser rasgado pelo navio. Estava frio, sim, mas eu tentava me aquecer em meu próprio corpo, mantendo as mãos bem juntas ao meu peitoral. Pouco tempo se passou quando ouvi novamente a voz de Shizuo. Ele estava me dando uma bronca de maneira até que gentil vinda dele. Quando notei que o mesmo estava retirando seu casaco negro como a noite encoberta e colocando-o em minhas costas.

Sorriria de maneira gentil para ele após ouvir suas palavras. - N-Não se preocupe… Ele é m-muito grande para mim mesmo! - As palavras vindas de minha boca eram suaves e gentis assim como a expressão de meu rosto, bem diferente do que ele havia visto anteriormente. Me aconchegaria dentro do grande casaco negro, deixando o mesmo esquentar meu corpo aos poucos enquanto observava Shizuo voltar para dentro do navio. Com uma respiração mais profunda, sentiria a essência do cheiro do tecido. Como cozinheiro, deduziria que o casaco teria o cheiro de algum tempero específico, tentaria identificar qual era e caso não soubesse, apenas me contentaria com outro cheiro dali, seja de Shizuo ou de seu perfume. Abriria um largo sorriso se sentisse a essência dele. Minha mente se voltaria a Hisoka novamente, qual era mesmo o cheiro dele…? Olharia para o casaco, tentando trazer na memória todos os cheiros que eu sentira ao seu lado. O primeiro havia sido um típico cheiro de livros e papéis velhos empoeirados, o segundo o de sua própria pele, um cheiro doce, suave, o terceiro era de seu sangue, puxado a um tom de ferro forte, ácido e o quarto era do shampoo de seus longos cabelos negros cacheados. As lágrimas que antes escorreram perto de Jovi já não estavam presentes. Minha respiração profunda me trazia mais paz e tranquilidade. Assim como Mirana… Eu o veria de novo, então tudo estava bem...

Debruçada sobre a madeira rústica e já não tão bem polida como antes, sentia o vento passar pelos fios vermelhos de meus cabelos, fazendo os mesmos dançarem sem ritmo, sem música... Porquê? Levantando a cabeça e olhando para o profundo e escuro oceano, respirei forte e deixei soar de meus lábios palavras que vinham de maneira calma e suave. Uma canção.


- A água te deixa com sede. A luz do sol te cega, até que eu seja sua e você é meu…- Esperava estar sozinha naquele lugar, cantando para mim mesma, de olhos fechados e entoando palavras ao lembrar-me do porque eu ainda estava ali… Porque eu era uma revolucionária. Eu queria mudar o mundo… E em minha pequena insignificância eu acreditava que podia. - O dinheiro não consegue comprar o céu, e os diamantes não vão sustentar sorrisos...A felicidade é mais do que você pode comprar - A cabeça se erguendo um pouco mais enquanto os olhos fitaram os céus, observando as nuvens que cobriam as estrelas. O mesmo céu que estava sobre as cabeças de todos que eu amava. - De algum jeito eu vou ser sua e você vai será meu… - Com os olhos fechados, levantando-me, firmando as pernas enquanto minhas mãos se apoiaram na proa. - Nós poderíamos fazer do mundo um lugar mais doce! - Soava como um chamado a todos que pudessem ouvir e o repeti duas vezes, deixando claro o que deveria ser feito. - Nós poderíamos fazer do mundo um lugar mais doce! - Respirando fundo após o agudo mais alto, sentindo o vento me abraçar em um sopro frio.

- Nós só duramos um instante...Meu coração bate apenas uma vida, mas olhe, os que acreditam nunca morrem! - As palavras remetiam a lembrança do abraço carinhoso de His… Sua descrença que o mundo poderia mudar sem a guerra que enfrentávamos. - De algum jeito eu vou ser sua e você vai será meu… - Disse mais incisivamente encarando o oceano, com um sorriso de canto direito em meus lábios antes de puxar o ar mais uma vez. - Nós poderíamos fazer do mundo um lugar mais doce! - Repetindo a frase quatro vezes, entoando cada uma mais forte que a outra em uma escala crescente que descia suavemente para a última que era mais gentil.

-Diamantes e ouro… Nós mantemos nossas posses enquanto a água está rolando debaixo da ponte - Levando as mãos para cima, entrelaçando os dedos finos e gelados perto do próprio peito.-  Não é o que nós temos, é como vamos amar e o que nós deixamos para trás terá todas as cinzas… - Digerindo as palavras vindas de meu coração, logo tomei um último fôlego para encerrar a música que mais parecia um clamor a paz.  - Nós poderíamos fazer do mundo um lugar mais doce! - Abrindo os braços quase que como chamando todo o oceano a se juntar a minha causa. Sabia o que tinha de fazer e às vezes sofria por quase ninguém próximo a mim entender ou apreciar minha ideologia e meus métodos. Dando um longo suspiro, abaixaria os braços e continuaria a encarar a solidão do oceano, mantendo os que eu amava em minha mente...

-x-


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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptySeg 28 Out 2019, 22:10



Rumo ao Horizonte





Post 8 - Canção



Receber o casaco de Shizuo para protegê-la desse frio noturno era algo que trazia um bom sentimento para Crisbella. O cheiro masculino presente no agasalho lembrava a garota o aroma dos temperos de uma cozinha, mais especificamente os de pimenta, irônico, já que é esse o codinome do ruivo dentro desse navio. Apesar da atitude do rapaz ter agradado Cris, não foi nele que ela pensou por mais tempo, pois seus pensamentos acabaram se desvirtuando para os momentos que tivera com Hisoka, e o cheiro dos temperos foram agora ofuscados em sua imaginação pelo aroma de livros.

Sozinha no convés enquanto observava as águas escuras do oceano, Crisbella sentiu uma forte inspiração para começar a cantar. Soltando toda a sua voz e talento que há muito não fazia, era quase como se ela estivesse também liberando os fantasmas que a assombram, seus mais profundos sentimentos estavam sendo depositados nos versos dessa canção que pelo visto estava sendo feito para uma pessoa específica, na esperança de que talvez, sua voz fosse forte o bastante para atravessar as águas da Grand Line e alcançá-lo.

Quando terminou de cantar, mesmo que tivesse quase certeza de que não tinha qualquer plateia observando-a, palmas ecoaram pelo convés fazendo-a se assustar e quem sabe até se envergonhar. Jovi estava aplaudindo a performance vocal da garota e se aproximava dela com passos curtos e um sorriso no rosto. Cris sabia que o loiro era um cantor famoso e provavelmente seu talento e conhecimento musical estavam além da sua compreensão, o que poderia ser um pouco assustador para a jovem saber que poderia estar sendo julgada pelo astro de rock.

- Uau, Cris, não sabia que tinha esse talento escondido dentro de você. Sua voz é incrível, tem certeza de que está seguindo a carreira certa? Hahaha. - Elogiou ele ao mesmo tempo que tentava ser um pouco descontraído para não constranger demais a menina. - Estava te procurando para fazer uma outra proposta, mas agora, depois de ouvi-la cantar, não posso deixar essa oportunidade passar. - Comentou o loiro ao se aproximar o suficiente de Cris. - Estamos indo para Tuntz Tuntz, então acredito que é o momento perfeito para você mostrar essa habilidade para o mundo… Farei um show lá, se quiser, posso deixá-la se apresentar comigo. - O que Jovi estava dizendo era bastante simples de entender, mas talvez fosse difícil para Crisbella aceitar, afinal o público dele era enorme e a responsabilidade que existe em se apresentar para tanta gente pode assustar um pouco a garota que até então nunca pensou em levar a sério essa carreira musical. Independente do que Cris respondesse, o Comandante Revolucionário daria sequência ao que queria de fato falar com ela. - Enfim, Cris, não é sobre isso que vim falar com você. Depois de analisarmos seu papel nas últimas missões, checamos também que você ainda não possui uma recompensa, o que te coloca nas condições perfeitas para entrar no ramo da espionagem. Com missões mais táticas e focadas em invasões, você evitaria ao máximo os combates e poderia tentar ter uma vida longe dos perigos das nossas batalhas, me parece algo interessante para você, não acha?

Se Cris responder de forma positiva a proposta musical: - Haha! Que ótimo, Cris, tenho certeza de que será incrível, consigo reconhecer um talento quando vejo um. Assim que chegarmos em Tuntz Tuntz falamos mais sobre isso, acredito que você vai precisar se preparar para uma apresentação.

Se Cris responder de forma negativa a proposta musical: - Tudo bem, entendo você ficar um pouco nervosa com a ideia, mas se possível gostaria que pensasse um pouco mais sobre o assunto. Estarei a disposição para ajudá-la no que for preciso, inclusive posso prepará-la para lidar com a ansiedade de estreia. Enfim, qualquer coisa sabe onde me encontrar.

Se Cris responder de forma positiva a proposta de espiã: - Ótimo! Sabia que iria gostar da ideia. Irei avisar aos superiores sobre a sua nova patente e em breve poderá atuar como uma vigilante… Bem, para ser oficialmente uma espiã você ainda precisará de algumas missões de teste, mas tenho certeza de que você tem capacidade para isso. E ah, aqui está, essa é a sua condecoração por concluir cinco missões.

Se Cris responder de forma negativa a proposta de espiã: - Hmmm, sério? Tinha certeza de que você iria aceitar. Ok, então acredito que você prefere seguir como uma Major, certo? Aqui está, essa é a sua condecoração por concluir cinco missões. Se por acaso mudar de ideia sabe onde me encontrar.

Nos 2 últimos casos, Jovi entregará para Crisbella a condecoração Aspiration.

Com a madrugada se aproximando, o cansaço e o sono de Cris iam ficando cada vez mais difíceis de controlar. Sir Jovi já havia se retirado do convés e deixado a ruiva sozinha, portanto a menos que ela quisesse continuar cantando, não havia mais nada que ela pudesse fazer ali. Se tivesse a intenção de passar na enfermaria antes de ir para o seu quarto, Cris encontraria o local com as luzes completamente apagadas, portanto seria melhor não abrir a porta e correr o risco de atrapalhar o sono de alguém. Poderia no entanto tomar mais um banho antes de ir para cama, de qualquer forma isso não mudaria os eventos a seguir.

No seu quarto, Cris poderia vestir um pijama, dormir com suas vestes habituais ou até pelada se assim preferir, pois no momento suas companheiras de quarto não estavam presentes por algum motivo. No momento que deitasse em seu colchão, alguém bateria na porta do quarto alguns segundos depois, forçando-a a ir até ela para ver quem estava lhe procurando a essa hora. Era Klaus quem estava do outro lado quando a porta foi aberta, ele olhava para os olhos de Crisbella de uma maneira diferente.

- Bella… Eu não consigo dormir. - Disse ele se aproximando um pouco mais dela. - Depois de tudo que aconteceu nas últimas horas, não consigo… Não consigo tirar você da cabeça. Eu tenho medo de que algo aconteça conosco, Bella, e é por isso que me incomoda demais a ideia de que talvez eu nunca consiga fazer isso. - E ao final de suas palavras, Klaus encurtou toda a distância entre ele e Cris, segurando-a à cintura com a mão esquerda, enquanto a direita foi de encontro a sua nuca para aproximar sua face da dele e permitir que assim dessem um beijo.

Esse era diferente do beijo que deu em Sam, pois havia algo a mais, um sentimento maior, mais intensidade, mais calor. Claro que Cris foi pega completamente de surpresa, jamais imaginaria que algo assim pudesse acontecer, uma atitude de Klaus que dificilmente passaria pela sua cabeça. As mãos quentes do garoto apertavam seu corpo ao dele e seus lábios se tocavam enquanto suas línguas patinavam dentro da boca um do outro. Sem cessar o beijo, o espadachim foi lentamente empurrando a ruiva para longe da porta e então com uma das mãos, empurrou o objeto para manter a privacidade dos dois, e feito isso, Klaus levantou o corpo de Cris e a levou para a cama… O que aconteceria em seguida, depende de até onde a garota vai deixar ir.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyTer 05 Nov 2019, 17:13

[Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] escreveu:
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O pequeno pulinho que dei ao ouvir as palmas e a voz de Jovi ressoarem por aquele convés não era nada comparado ao som de meu coração palpitando em meu peito. Eufórico e ansioso, observei o homem se aproximar de mim, ele parecia contente em me ver o que me deixou um pouco desconfortável afinal, ele era um astro do Rock, com milhares de fãs ao redor de todo o globo e eu uma mera garota em meio ao vasto oceano azul. Encolhi-me no casaco de Shizuo no intuíto de me esconder ali dentro.- N-Não é n-nada demais… Só gosto de cantar para ali-aliviar as coisas… Não chego n-nem pe-perto de seu talento… - Diria de maneira acanhada para ele antes de ouvir sua proposta para cantar junto a ele na próxima ilha.

Meus olhos se arregalaram de vergonha uma pitada de incredulidade. Jovi era inteligente e com certeza sabia o que estava dizendo, mas no fundo eu desejava que ele estivesse de alguma forma, bêbado e incapaz de discernir sobre algo como aquilo. - Eu… E-Eu não sei… Para falar a verdade, nunca p-pensei em ser uma cantora ou algo assim… E o t-tipo de música que você canta é b-bem diferente do meu.... - Os olhos se arregalaram e mexendo os braços de maneira confusa voltaria a falar. - N-Não que sua música seja ruim, de j-jeito nenhum… É só que.. Talvez não combine bem… - Diria dando um breve suspiro ao final, não querendo que Jovi entendesse errado suas palavras.

Ele recomendou que eu repensasse na oferta e de fato eu poderia… Afinal ele era um astro, talvez tivesse imagináveis coisas para me ensinar que eu jamais saberia. Erguendo a cabeça para observá-lo novamente, o mesmo logo começou a contar a respeito do que ele esperava para mim como uma revolucionária. Engoli em seco ao ouvir a palavra ‘’espionagem’’. Eu nunca havia pensado que tal coisa estava nas condições dos revolucionários, para ser sincera, até mesmo a ‘’guerra’’ travada era algo surreal…
- E-Espionagem? Bem… E-Eu não sei.. Na realidade e-eu queria mesmo era evitar que esse conflito todo se eu pudesse... Mas se ser uma espiã me ajudar a poupar vidas e a encontrar minha amiga… Eu o farei. - Diria de maneira serena, não tão contente com a posição que se encontrava mas tinha certeza que seria melhor do que encarar a linha de frente… Talvez ainda houvesse algo que somente eu pudesse fazer afinal.

Ele pareceu animado com meu aceite ao cargo e me entregou a minha condecoração. Segurei o objeto em minhas mãos enquanto ouvia ele terminar de falar. Eu ainda seria uma espécie de vigilante e não uma espiã como acreditava, mas qual era a real diferença entre os dois eu ainda não sabia ao certo. O loiro logo se retirou do convés e com a hora se passando acabei decidindo que o melhor a se fazer não era ficar ao relento.

Meus passos curtos e silenciosos atravessaram o corredor daquele navio. Estava quieto e eu acreditava que a maioria dos tripulantes a essa hora estariam dormindo. Sem pensar muito pela fadiga, fui em direção ao meu quarto diretamente, passando por várias outras portas de cabines diferentes. Ao abrir minha porta, notei que o quarto estava vazio, quieto. Dei de ombros, afinal aquelas duas eram problemáticas e… Sabia que uma delas costumava roncar a noite então, não ter ninguém por perto era quase um livramento.

Penduraria o casaco de Shizuo em alguma cadeira ou mesmo suporte para o mesmo e logo tiraria delicadamente o vestido de meu corpo. Livre da roupa pesada focaria em retirar a peça que cobria meus seios, o sutiã cor de pele sem graça que uma garota como eu se propunha a usar. Procuraria em minha mochila a antiga camiseta que eu usava para dormir, ela era comprida o suficiente para cobrir as minhas coxas e eu achava que ela mesmo sendo bem larga, era perfeita para dormir. Me atiraria na cama do beliche e agarraria o coelhinho de pelúcia que estava ali. - Vê se não me acorda Sr. Bigodes… - Diria com um pequeno sorriso para o animal de pelúcia antes de fechar os olhos.

Meu descanso mal havia começado quando ouvi alguém bater em minha porta. Abri os olhos e encarei a mesma, sonolenta e soltando um grande bocejo, fui até a porta, talvez fosse uma das meninas e ao abri-lá me deparei com um rapaz alto, de cabelos brancos e um olhar estranho sobre mim. Após ouvir a voz, percebi que se tratava de Klaus. Mas o que ele estava fazendo fora da enfermaria naquela hora da noite? Senti meu coração disparar. - Q-Quer algum remédio pa-para dormir? - Pergunteria enquanto ele se aproximava de mim, recuaria alguns passos para trás para evitar a proximidade invasora.

Não demorou muito para Klaus terminar de dizer o que sentia. - F-Fazer o que…?- Minha fala foi interrompida a metade pois o rapaz não demorou em agarrar minha cintura e colar-se em meu corpo. Suas mãos não tão delicadas quanto a minha tocaram meu corpo e seus lábios vieram de encontro ao meu. Meu coração parecia que ia explodir de meu peito. Sentir o calor de Klaus e sua euforia era tão diferente da de Sam… Havia mais em seus braços, em seu beijo… Sentia que seus sentimentos mais fortes eram projetados para mim. Aos poucos, fechei meus olhos e levei meus braços até o pescoço dele, abraçando-o com carinho, levando os dedos da mão direita até sua nuca e acariciando-a com carinho. O beijo eufórico e apaixonado tomou conta de nós, eu não sabia direito o que sentir e porque estava me entregando a ele daquela maneira…

Ouvi a porta bater contra seu batente e após esse gesto de privacidade, Klaus ergueu meu corpo em seus braços. Fiquei surpresa por sua força já que o mesmo estava proibido de fazer esforços a algumas horas atrás. Ele se aproximou da cama a qual eu estava deitada instantes atrás. Deixaria que o beijo se cessasse enquanto ele deitava meu corpo sobre a cama macia e quente. Olharia para ele, respirando fundo com as bochechas coradas em um tom vermelho vivo.  - Klaus…- Diria o nome dele em um suspiro, antes de me afastar um pouco sobre o colchão.- Por… que? - Olharia para ele, puxando o lençol da cama sobre minhas pernas, esperando que ele me desse alguma resposta ou se acalmasse para dizer o que ele pensava e sentia.

Meu coração queria sair de minha garganta, não sabia que tipo de sentimentos se passavam em meu coração, mas sabia o que sentia em meu corpo. Uma eletricidade percorria minha pele fazendo meus pelos se arrepiarem todos. Sentia a energia passar por todos os cantos e uma fervura se criar próxima a meu ventre. Seria por estarmos tão próximos ou porque era Klaus…? De fato o rapaz estivera comigo já a um tempo, mas não era possível que seus sentimentos tivessem se desenvolvida tanto assim por mim… Ou será que era possível?

Minha cabeça estava bagunçada, não sabia ao certo no que pensar e em como reagir a ele naquela situação. Caso ele perguntasse como eu me sentia em relação a ele diria:  - E-Eu… Não sei… Eu g-gosto de estar perto de você, me pre-preocupo com você...Mas eu… N-Não sei o que eu realmente sinto Klaus… E-Eu estou confusa… - Diria enquanto me encolhia com minhas pernas para perto de meu tronco, agarrando o Sr. Bigodes e o trazendo para perto de meu peito.Olharia para ele, com as bochechas rubras de vergonha. Sabia o que talvez ele quisesse ali, o que ele buscaria e só de vê-lo já podia perceber os sinais. Esperaria por alguma resposta dele sobre isso e esperava que ele pudesse clarear mais meus sentimentos.





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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptySex 08 Nov 2019, 13:48



Rumo ao Horizonte





Post 9 - Desejos



Pouco depois de deitar aconchegada em sua cama, chegada repentina de Klaus no quarto de Cris trouxe para ela diversas surpresas. O espadachim havia acabado de se declarar para a ruiva, palavras estas que ela jamais imaginou que ouviria ele dizer. Acontece que a declaração feita por Klaus ainda foi só o começo de tudo, pois logo em seguida ele se aproximou ainda mais de Cris e deu-lhe um beijo inesperado, tocando seu rosto delicadamente com suas mãos quentes. A garota sentiu seu corpo se revirar em sentimentos até então adormecidos ou inexistentes, um mix que misturava prazer, ansiedade e medo, criando uma grande confusão na cabeça da jovem.

Cris estava confusa e queria entender os motivos de Klaus estar fazendo isso, porém não importava o que ela dissesse, ele parecia não ouvi-la. O espadachim levou-a para a cama, parecia que as coisas iriam ficar mais intensas a partir desse ponto e a jovem ruiva não sabia exatamente o que fazer. Ela queria entendê-lo, queria ouvi-lo, até que então, ele disse aquilo que ela gostaria de ouvir nesse momento. Se no fundo do seu subconsciente ela desejasse que ele continuasse, ele então continuaria, se ela desejasse que ele parasse, então ele pararia, e se ela estivesse assustada demais para qualquer tipo de situação… Então ela acordaria.

Ao abrir os olhos, independente de até onde essa cena tivesse ido, Cris perceberia que tudo não passara de um sonho, pois no mesmo segundo em que deitou na cama, seu corpo e mente exaustos levaram ela a dormir rapidamente. Para sua felicidade ou infelicidade, Klaus não havia batido na sua porta essa noite, sequer havia saído da enfermaria, porém uma coisa era certa, independente de como a mente de Cris concluiu este sonho, a confusão em seus sentimentos ainda permaneceria fora dele.

Voltar a dormir talvez fosse um problema agora, inclusive o tempo que passou dormindo era relativo, pois o tempo de um sonho costuma não condizer com o tempo fora dele. Independente do que Cris fizesse em seguida, ou como ela lidaria com a presença de Klaus nos próximos dias, a viagem até Tuntz Tuntz estaria completa quando a semana onde estavam estivesse chegando ao fim.

O tempo navegando foi suficiente para que Klaus se recuperasse dos seus ferimentos e saísse da enfermaria. Também deu a Cris todo o tempo necessário para ensaiar o canto da maneira que quisesse, pois a proposta de Jovi em ajudá-la com a carreira musical ainda estava de pé. As refeições de Shizuo estariam melhores do que nunca, e os demais que sofreram graves danos da batalha contra os agentes do Governo Mundial pareciam estar se recuperando também.

A Comandante Helena havia acordado, mas ainda estava de cama por conta dos graves ferimentos que precisariam de mais tempo para serem curados. Shott, o navegador, que também estava em um estado grave de saúde, também apresentou melhoras e recuperou a consciência, podendo até sair da enfermaria se estivesse acompanhado de alguém que o ajudasse com as muletas. Katherine, que havia perdido os movimentos das pernas, começou a lidar melhor com o fato e passou a usar cadeiras de rodas, apesar de ainda se recusar a ser “empurrada” por alguém, já era um grande avanço. E por fim, Gine, que havia perdido quase toda a memória da sua adolescência e vida adulta, estava agora começando a dar alguns sinais de que estava recuperando-as, perdendo sua personalidade infantil e recuperando sua genialidade.

- TERRA À VISTA! ESTAMOS CHEGANDO EM TUNTZ TUNTZ! - Gritou Jovi do convés, porém para que todos a bordo pudesse ouvir, ele repetiu isso através dos alto-falantes espalhados pela embarcação.

Uma nova ilha é sinal de uma nova aventura, e agora que estava se aproximando de uma, como Cris estaria se sentindo?

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MensagemAssunto: Re: Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte   Capítulo III.I - Rumo ao Horizonte - Página 2 EmptyQua 20 Nov 2019, 13:22

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Capítulo III.I: Rumo ao Horizonte



Embora minhas palavras receosas a respeito de Klaus e seus sentimentos fossem verdadeiras, nada do que eu dissera havia sido efetivo. Senti meu corpo ser atirado contra a cama macia e logo pressionado pelo corpo do rapaz. Um segundo beijo apaixonado veio em seguida, puxando o ar de meus pulmões quase que em um sufoco. Não importava o quanto eu me mexesse estando sob o domínio dele, ele não soltava. Não tive escolha senão permitir que ele continuasse. Lutar era inútil contra ele, ele era mais forte, mais rápido… Klaus era melhor em todos esses quesitos, mas a verdade era que eu poderia pará-lo assim como fiz com Sam… Mas dessa vez, eu desejava bem no fundo que isso não ocorresse.. Me entreguei em teus braços, receosa, mas recebi dele um carinho suave de suas mãos que deslizavam pelo meu corpo até tocarem em meu ponto mais sensível. Estremeci de imediato com a eletricidade percorrendo toda a minha pele enquanto pequenos suspiros audíveis saíam de minha boca sendo um alto o suficiente para me fazer despertar.

Abri os olhos lentamente, percebendo que o sol já estava de pé. Pisquei algumas vezes e olhei ao eu redor, procurando saber o que tinha acontecido. Klaus não estava ali… Teria sido um sonho? Limpando os meus olhos sujos pela a areia noturna, notei que a umidade em meu corpo havia aumentado, estava suada em pelo menos 3 lugares diferentes, incluindo um da qual nunca estivera daquela maneira. Fiquei assustada de início até levar meus dedos finos da mão direita até o local para verificar. O toque suave de meus dedos no mesmo local que Klaus havia tocado me fez suspirar baixinho, delicadamente os dedos deslizaram por ali, fazendo a sensação da eletricidade em meu corpo se repetir da mesma maneira que em meu sonho só que desta vez era real e muito mais intenso. Mordisquei a orelhinha do Sr. Coelho que estava ao lado de meu travesseiro para que o som de minha boca não fosse audível.

Relaxando o meu corpo, trouxe minha mão até a altura de meus olhos, observando o estranho estado daquele suor.Não era sangue como eu estava acostumada, mas tinha uma consistência parecida. Lembrei das palavras de minha mãe a respeito de que as mulheres quando estavam prontas para algo mais sério ficavam daquela maneira.

Minhas bochechas começaram a ferver em calor e quando menos percebi meu rosto branco estava vermelho como um tomate. Será que eu estava ‘’pronta’’ para algo mais sério daquela maneira? Chacoalhei a cabeça, tentando esvair da minha mente o sonho que eu tivera com Klaus.- Foi só um sonho...Só um sonho…’’ Repeti algumas vezes enquanto me levantava, pronta para deixar as coisas nos eixos. Arrumei o cabelo e troquei de roupas, deixando o pijama e a cama arrumada. Sai da cabine vazia, felizmente tive um pouco de privacidade, o que era bem difícil dentro de uma embarcação tão grande como o Paradise Star.

Os dias se seguiram e aos poucos comecei a perceber o quanto a vida na embarcação era agitada. A cozinha fervia em vida e, por incrível que parecesse, Shizuo estava melhorando suas habilidades como cozinheiro, o que me agradava e muito. Cada refeição deliciosa retirava um belo sorriso meu ao ruivo, que agora já tinha seu casaco de volta depois da noite fria em que ele me emprestara o objeto. Passei os dias auxiliando em diversas partes do navio, desde a cozinha, tentando ajudar Shizuo com meus dotes culinários não tão avançados, a enfermaria com pequenas escoriações e incidentes leves que só precisavam de curativos e em meio tempo, indo a cabine de Jovi, treinar um pouco mais a minha voz aguda de canário, evitando ainda os elogios que o loiro ainda fazia questão de insinuar.

Com Klaus, as coisas ficaram um pouco… Estranhas desde aquela noite. Passei a evitá-lo um pouco, sempre que eu o via, tentava desviar o olhar ou quando ele vinha falar comigo eu me esgueirava de alguma forma para poder evitar uma conversa direta que não fosse mais que um ‘’bom dia’’ ou ‘’como você está?’’. Minhas bochechas coravam de imediato ao vê-lo, o que não facilitava nada para mim. Tentei ao máximo não parecer rude com ele, mas até o momento ele não havia questionado minhas atitudes atípicas.

Eu estava calma, tranquila até o momento até o anúncio de Jovi ressoar por todos os corredores pelo auto falante. Senti meu coração disparar, estava agora, mais perto do que nunca da ilha que diziam ser a porta de entrada da fama e da música, porém meu coração batia forte ao pensar que, talvez eu conseguisse novas pistas de Hisoka e Mirana… Respirei fundo e abri a janela da embarcação para me deparar com o verde da ilha, um pequeno sorriso se formou em meus lábios, trazendo consigo, esperança que a muito eu já não sentia em meu coração.





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