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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyTer 04 Jun 2019, 17:24

Nome: Bolin Inavar
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Vantagens: Adaptador
Desvantagens: Timidez
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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyQua 05 Jun 2019, 04:05

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG. Sugiro que me adicione no discord (Ivinha#4206) para uma orientação mais direta e dinâmica e para que eu possa sanar suas dúvidas em tempo real.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: https://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyQua 05 Jun 2019, 19:59

Era sempre difícil iniciar o dia, pensamentos se misturavam com a melancolia do vazio e turbilhonavam a mente do jovem Bolin. Afinal, o que era ele? Humano ou não humano? Ora, que asas são essas? Num mundo de sim e não, Bolin era o talvez. "Está na hora de tomar um rumo" - pensaria ao suavemente passar repetidamente uma mão em sua pequena asa contralateral da base ao ponto mais distal.

O sentimento de não pertencimento àquela terra e àquele povo se fazia sempre que pensava nos cidadãos inseridos nas suas respectivas rotinas. Uma avó que todos os dias ficava com os netos para que os pais trabalhassem. Um padeiro que acordava cedo para preparar o pão, vendê-lo e dar um fim ao lucro no final do dia. Enfim, todos aparentemente tinham um passado, viviam um presente e vislumbravam um futuro. Mas não ele. Por estar sempre envolto de perguntas sobre seu próprio passado, era impossível viver o hoje, tampouco o amanhã. A única certeza que possuía era o desejo de saber mais sobre seu passado e a história do mundo a fim de encontrar seu papel. Por conseguinte, imaginou que a melhor maneira de atingir seu objetivo seria aliar-se àqueles que ditam e conhecem o mundo: o governo mundial.

Ajeitar-se-ia e sairia às ruas de Las Camp sempre cabisbaixo para evitar trocar olhares com os outros, pois odiava não saber como reagir nesses casos. É, ser sociável com certeza não era uma de suas vantagens. Preferia ficar em casa lendo livros ou apenas curtindo um bom momento de ócio. Entretanto, era possível que não encontrasse o caminho ao QG da marinha para se alistar no governo. Portanto, cutucaria levemente o braço de alguém para então perguntar:

-Ér, desculpa te interromper.. - engoliria seco a timidez e continuaria falando agora tentando manter um mínimo de contato visual - poderia me dizer onde fica o QG da marinha? - esboçando se possível um sorriso mesmo que suas marcas de expressão denunciassem o desconforto da socialização.

Em caso de resposta negativa, repetiria o mesmo processo até que alguém pudesse acompanha-lo ou indica-lo até seu objetivo. Caminharia então para o local enquanto os sentimentos se misturariam em sua mente. A ansiedade tomaria lugar da melancolia matinal, afinal agora era possível ter expectativas de um futuro sobre o que o aguardaria naquele QG. A tensão tomaria lugar da reflexão, não havia mais espaços para dúvidas em sua cabeça... pelo menos não por ora.
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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyDom 09 Jun 2019, 19:43

Era pouco mais tarde que sete da manhã quando saiu de casa, e as ruas da cidade se enchiam gradualmente de comerciantes, trabalhadores comuns e servidores públicos. O barulho da cidade em seu início de dia útil mascarava e poluía as vozes amontoadas dos cidadãos, tornando difícil compreender o que era dito.

Em seu caminho, avistara, sim, tavernas; entretanto, dado o horário, pouco público. Alguns civis comuns tomavam seu café da manhã, quebrando o jejum. Nada demais; prosseguira. Sua busca era, inicialmente, por oficiais da Marinha, mas sem necessidade de interagir com nenhum dos que patrulhavam o centro, pôde encontrar o imponente QG da cidade, que se erguia como um bloco alvo e cerúleo, com o letreiro e o símbolo famoso.

Seguiu até ele, e no portão, sorriu para um dos oficiais que guarnecia a passagem. Ele estranhou, e sorriu de volta de um jeito menos sugestivo. Os dois estiam-se uniformemente e seus rostos não pareciam nada memoráveis; pessoas comuns. — Siga em frente, vai ver a recepção, fale com o Sr. Barcells, ele irá te ajudar no processo de alistamento. Seja bem vindo, jovem. — Um deles disse, e no fim, ambos sorriram amigavelmente.

Assim que chegasse na recepção, veria um homem que sequer o havia visto chegar, e ele chorava de alegria até notar Inavar, enfim, cobriu seu rosto e o limpou, com vergonha. Na bancada que interpunha-se entre o jovem aspirante e o senhor, copos e garrafas de suco de guaraná e água, ele poderia se servir, se quisesse.
Considerações:
 

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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptySeg 10 Jun 2019, 02:03

O imponente QG da marinha cumpria seu papel e impressionava o jovem Inavar, dando-lhe a certeza de estar no lugar certo. Se havia alguma instituição no mundo capaz de entendê-lo, certamente era o Governo Mundial. "Ó, mas isso aqui deve ter sido muito caro, a Marinha realmente deve ser bem poderosa". Seguiu então até encontrar dois oficiais guardando a entrada. Após uma curta interação foi instruído a procurar um "sr. Barcells". Assim o fez, na recepção, encontrando um homem a um emocionante pranto feliz. "Eita. Por que eu tive que chegar logo agora? É provável que algo de bom tenha acontecido com ele.. fico feliz, mas se conversar com alguém pacato já é difícil, imagine um agitado...eu pergunto ou não o porquê dele estar assim? Não quero parecer enxerido nem apático.. aaaaaahhh só vai de uma vez!". Caminhou então para a direção do homem, aproveitaria para dar uma espiadinha ao redor olhando de relance, contudo, sem se desviar do seu caminho. É claro, estava curioso para saber o que agentes e marinheiros faziam dentro de um QG e como este era por dentro.

Notara ao chegar na recepção que o homem enxugou as lágrimas de maneira envergonhada. Este gesto ajudou um pouco a baixar a tensão do jovem. Inavar tinha medo de passar uma impressão ruim, mas o simples gesto de se emocionar, chorar e envergonhar-se lembrou-lhe de que todos são frágeis no fim, cada qual com sua particularidade.

Entretanto, lá estavam eles. Copos e garrafas. Para muitos, simples adendos numa mesa que passariam despercebidos, mas Inavar inconscientemente sempre achava um jeito de dramatizar tudo que envolvesse interação social, até a menor das coisas. Desviaria o olhar do senhor à jarra, apoiando fortemente as mãos na bancada e tensionando levemente o lábio inferior, enquanto pensa."Seria rude da minha parte já ir metendo a mão e servindo as coisas? CLARO QUE SERIA, aff.. Não vou tocar este copo, eu sou novo aqui, aliás nem isso eu sou.. literalmente acabei de chegar! Vou apenas seguir o ritmo, isso, deixa a iniciativa pra ele.. pera, eu esqueci de falar com ele!! merda, foco foco foco!". Após um rápido e curto suspiro, diria esboçando um sorriso desconcertado e olho no olho:

-Ér, o senhor está bem? Eu vim aqui me alistar para o governo, mas posso voltar outra hora se você assim preferir. - tentaria dizer rápida e integralmente a frase, a fim de deixar claro seu propósito e ainda assim mostrar empatia pelo senhor.

Continuaria a conversa com genuíno interesse, ouvindo ao recepcionista enquanto balança a cabeça no plano sagital à tradicional expressão de quem está prestando atenção no que é dito. Se o senhor mostrasse vontade de contar o motivo, prosseguiria com uma simples frase que aprendera no seu passado, a qual permitiria até o maior tímido dos tímidos estimular um diálogo: "como o senhor se sente quanto à isso? Por quê?". Aceitaria também um copo de água se oferecido, afinal nunca é uma má ideia estar hidratado. Em uma eventual inquirição para se apresentar, Inavar prosseguiria:

-Sou Bolin Inavar, tenho 23 anos, sei usar uma arma de fogo e quero prestar meus serviços ao governo! - Diria em claro e bom som, se a ansiedade e timidez lhe permitissem.

Obedeceria à risca tudo que lhe fosse pedido quanto a procedimentos para o alistamento. Obviamente se negaria a cumprir ordens absurdas como automutilação ou auto humilhação.

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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyQui 13 Jun 2019, 11:35

Oh, olá, Sr. Inavar; eu sou o Sr. Barcells, recepcionista do QG. Não se preocupe com meu choro, não há nem sequer um ser vivo capaz de me tirar a alegria explosiva que senti há pouco... Minha filha acabou de nascer, eu finalmente sou um pai! — E sorriu veemente. Se apossou de um copo de suco e bebeu normalmente, indicando as jarras para o recém-chegado, que se serve com uma água e exclama suas intenções.

Entendo, entendo. É sempre empolgante quando chega um novo rapaz ou moça aqui com essa avidez que você tem. Acabamos de abrir uma turma de recrutas, eles estão lá no pátio. Se você preencher o formulário a tempo, poderá ir se juntar a eles tão logo. — Ergueu para a bancada uma folha, frente e verso, onde Inavar deveria assinar algumas cláusulas de responsabilidade e comprometimento, nada demais.

Quando terminasse, seria indicado pelo Barcells o caminho para o pátio, a porta à direita da recepção. — Dê tudo de si! — Além da porta, num pátio gramado, uma turma de cadetes se preparava para um exercício de tiro ao alvo em formação de esquadrão; a Sargenta encarregada era uma mulher negra, cabelo black power e uma beleza estonteante – muito embora seu semblante não transparecesse sequer uma gota de ternura, e sim ira. Ela comandava as ações coordenadas do que seria um pelotão, sendo que enquanto metade dele deveria se erguer, mirar e disparar, a outra metade deveria se cobrir atrás das barricadas em perfeito timing; o que não parecia estar ocorrendo.

Que que eu fiz pra merecer um bando de cadetes incompetentes como vocês hein?! — Falou tão alto que nenhum dos oficiais que passavam próximos ao pátio de treino deixou de virar o rosto para ela e prestar atenção, assim como os cadetes.
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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyDom 16 Jun 2019, 02:11

Era sempre emocionante descobrir que uma nova vida estaria por vir. Mesmo que não houvesse intimidade alguma com o senhor Barcells, Inavar ficou contente pelo homem. Afinal, tão mágico quanto Akumas no Mi é o nascimento de um ser, uma alma. Enfim, não tinha tempo a perder e se pôs a preencher e assinar uma folha de inscrição. Terminado a papelada, fora indicado pelo senhor aonde deveria seguir para se juntar a uma nova turma de recrutas. "Dê tudo de si" foram as palavras de Barcells para o jovem. Afastar-se-ia da bancada pressionando suas digitais contra a palma de ambas as mãos, com uma curta flexão de coluna e braços justapostos ao corpo diria em bom tom:

-Eu darei!! Obrigado e parabéns pela sua neta!  

Caminharia então para um grande pátio gramado e muito movimentado, cheio de cadetes se preparando para um exercício, oficiais e alguém em particular que atraia toda a atenção de Inavar. Era uma mulher de beleza rara, a qual transparecia ao mesmo tempo firmeza e beleza. Pararia ali na porta por alguns instantes enquanto observava o local e a mulher linda que ali estava. "Nossa! Eu não sei por que mas esse cabelo black power realmente me cativa!! Não sei, o cabelo crescendo contra a gravidade só realça ainda mais a força e beleza feminina.. incrível!".

Estava começando a ficar animado quando a mulher estrondejou um sermão contra os cadetes que aparentemente não conseguiam cumprir o exercício passado. Inavar que já tinha dificuldade de interagir sabia que agora sim teria um desafio de fato. Ora, era um ambiente onde a autoridade e cobrança são elevadas a patamares superiores, ainda mais tratando-se de uma oficial - a representação viva da instituição Marinha ou Governo Mundial. Portanto era esperado encontrar pessoas firmes e com ego difíceis de lidar como provavelmente era o caso desta. Ademais, Inavar já estava atrasado e agora contava também com a atenção de outros oficiais que tiveram sua atenção tomada pelo comportamento da oficial. "Ela não vai dar mole... ela pode até ser uma fofura por dentro, mas aqui não está para amigos... Como eu costumo pensar, todos na sociedade tem um papel - ainda quero descobrir o meu - e ela está cumprindo o dela aqui: ser firme com os novatos. Certo, não vou desafia-la e seguirei o script".

Caminharia em um ritmo moderado à oficial e falaria com um volume de voz que só ela pudesse ouvir, a fim de evitar a exposição da conversa tanto para a turma de cadetes quanto para os oficiais que os observavam:

-Desculpa atrapalhar a senhora... - diria enquanto colocaria os braços para trás em posição de sentido e com as mãos cruzando-se uma sob as outras seguraria as pontas de suas pequenas asas. Aquilo costumava a o jovem em situações estressantes. Então prosseguiria - Fui mandado aqui pelo senhor Barcells e gostaria da sua permissão para me juntar ao exercício - terminaria olhando diretamente à oficial.

Para o jovem a melhor maneira de abordagem seria valorizar o papel de força da mulher, submetendo-se a ela naquela situação. Literalmente aceitaria a posição dela num "pedestal". Como diria um velho dito popular "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Tentaria evitar muito contato direto com a turma de cadete, a ideia de ser encarado por um grupo de pessoas o aterrorizava. Pensando que fosse autorizado a participar do exercício, agradeceria imediatamente a oficial, contudo não falaria jargões e nem faria promessas vazias como "vou provar o meu valor", sabia que palavras como essas apenas serviriam para ser advertido. Ali era um local de ações, e apenas estas seriam ouvidas:

-Muito obrigado senhora! - Se a sargenta perguntasse ao jovem em qual grupo preferira se juntar (o que atirava ou se protegia), optaria pelo primeiro, uma vez que sempre preferiu participar das lutas de longe. Apesar de saber se virar com um pouco de todos os tipos de combate, sua preferência e foco sempre seriam pelas armas de fogo. Outrossim, seja qual grupo for indicado, Inavar apenas confirmaria a ordem flexionando e estendendo em seguida o pescoço no clássico gesto de confirmação.

Seguiria então as instruções da mulher. Caso fosse-lhe indicado uma arma de fogo, pegaria-a segurando firmemente com ambas as mãos (com a direita abaixo da esquerda e mais próxima ao gatilho) e se juntaria ao grupo de tiro, evitando o máximo possível de contatos visuais. Prestaria atenção somente nos sinais da oficial e em seu alvo. "Calma.. eu já estou familiarizado com isso, o rifle é meu amigo e ele está comigo. É isto. Eu, ele e a oficial. Vai dar tudo certo". Faria este curto exercício mental para manter a calma. Ergueria-se, miraria controlando o ritmo da sua respiração. Longas inspirações e expirações sucessivas até que fosse sinalizado para atirar. Então prenderia por um segundo a respiração, tensionando todos seus músculos faciais frontais e orbitários para fechar o olho esquerdo e ter foco total no direito. Com o dedo indicador direito acionaria o gatilho e esperaria ter feito um bom serviço. Após o disparo voltaria a respirar normalmente e relaxaria os músculos, abaixando e apontando a arma ao chão. Olharia então para a feição da oficial para aguardar novos procedimentos.

Se, infelizmente, ele precisasse seguir para as barricadas, assim o faria. "Puta merda, não acredito que não vou conseguir mostrar minhas habilidades... E AINDA VOU CORRER O RISCO DE TOMAR UM TIRO!!". Rangeria os dentes quase como num bruxismo - olhando para o chão - enquanto caminhava até a barricada. Agora uma dúvida pairava a sua mente. Pelo que havia entendido, ele deveria se proteger apenas no momento exato. Entretanto, se o atirador respectivo a ele errasse, era possível que Inavar não saísse ileso dali. "Cara, sendo bem sincero eu não vim aqui pra tomar tiro não". Riria consigo mesmo enquanto esboçaria um pequeno sorriso de canto de boca. "Se bem que não seria tão ruim ser ferido aqui.. pensa bem, ela veria que eu obedeço as ordens mesmo em uma situação perigosa o que provavelmente contaria pra minha aprovação... além disso eu seria cuidado aqui ou em algum hospital... uhm, cama, comida e cuidados não soam tão mal assim". A partir do pensamento, esqueceria da presença do atirador e focaria apenas no sinal da mulher para se esconder atrás da barricada e assim o faria, utilizando seus músculos posteriores para impulsioná-lo ao chão. Após o tiro, levantaria e esperaria por novas ordens.

Na pior das hipóteses em que ele fosse negado de participar do exercício, olharia para o chão em um curto e reflexivo momento. "Não desafie-a! Aceite a sua posição e bajule-a". Voltaria, então, o olhar para a oficial e diria também de maneira que fosse a única a ouvir:

-Eu entendo, estou errado por atrasar, desculpe. Vou esperar minha oportunidade. - Afastaria-se então do pátio e observaria o treino de longe, tentando absorver o máximo de informações que lhe fossem útil, como observar a maneira com que os atiradores atiravam e o restante se protegiam. Aguardaria finalmente ser chamado e seguiria os mesmos procedimentos já descritos (no caso de se proteger ou pegar a arma para atirar).


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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyDom 16 Jun 2019, 13:04

Os olhos da Sargento caíram sobre ele como uma avalanche; de um azul acinzentado tão claro e neutro quanto neve, simplesmente exibiam o mais puro blasé. Ignorou sua formalidade — com uma pitada de desaprovação, um estalo rápido de língua, e um silencioso aceno de queixo rumo ao fundo da turma de cadetes. — Mais um incompetente. — Murmurou por baixo dos lábios desdenhosos. Uma vez que Inavar tomasse seu lugar, ela prosseguiria.

Começa agora o intensivo para recruta. Blábláblá, burocracia. Vamos ao que interessa; vanguarda, tomem suas armas corpo a corpo nos arsenais à minha esquerda, atiradores, à direita. — Nesse momento, a turma se dividiria rumo as suas armas de escolha. Inavar podia notar algumas figuras mais chamativas na turma; uma moça de maria chiquinha, pele morena e cabelos negros e cacheados, segurando um martelo. Um ruivinho esmirradinho segurando um rifle maior que ele. E o que parecia ser o monstro da turma; um homenzarrão de uns 25 anos, com uma alabarda de madeira maciça. Inavar poderia escolher entre uma pistola ou um rifle. Ambos disparando madeira e usando um sistema semelhante ao de espingardas de pressão e airsofts.

Vanguarda, em posição! — Um comando e os aspirantes a guerreiros corpo-a-corpo se juntavam em duas linhas de cinco pessoas em paralelo. Dividindo um pelotão em dois e cobrindo mais área. Seguindo o padrão, Inavar e a artilharia deveriam se posicionar — e rápido, em poucos segundos de inatividade, a mulher (que nem se apresentou) poderia explodir em represálias. — ARTILHARIA! — E JÁ!

Uma vez em posição, ela puxaria para cima uma alavanca de aço e madeira coberta pela grama, ao lado de um pequeno poste de luz, apagado. Vários dummies de treino e barricadas, além de reféns, feitos de alumínio e revestidos em papelão, pintados como pessoas e até indicando pontos por área, sendo;

1. A cabeça dos dummies "piratas"; 30 pontos.
2. O peito, ombros e região do biceps e triceps, além da região da clavicula nas costas; 20 pontos.
3. Barriga aos pés, 10 pontos;
Cada refém salvo ileso (por tiro na cabeça nos dummies piratas) duplica os pontos atuais do salvador.

Avante! — A vanguarda começaria a se ocupar de outros tipos de dummies; do mesmo material, mas que moviam os braços e pernas como porretes, e serviam para afiar e testar, principalmente, os reflexos dos aspiras. A artilharia deveria se preocupar em eliminar dummies com tiros na cabeça; os dois com as pontuações mais altas passariam para a seguinte fase. Os outros, só semana que vem.


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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyQua 19 Jun 2019, 00:32

Ufa. Inavar ficou aliviado de não ter que passar por um vexame ou sermão público ao conversar com a sargento, não queria ficar marcado para ninguém. Não seja visto e não será lembrado. Esta reflexão servia de cerne para toda ação do jovem. Ele gostaria, sim, de entender e ter um papel na construção do mundo, sem, contudo, protagonizá-lo. Não se trata de uma falta de ambição, trata-se da sabedoria de não precisar do reconhecimento alheio, o que torna o homem imprevisível e perigoso. Ou não, pode ser apenas a timidez falando mesmo.

Após se juntar à turma e uma explicação cuspida pela sargento, Inavar seguiria para um arsenal onde poderia escolher uma arma de fogo, que não poderia ser diferente de um bom rifle mesmo que de fosse de pressão. "Disso eu entendo, sabia que os tiros aos alvos no bar após a faculdade não seriam inúteis!  E aparentemente minha concorrência aqui não está em um bom nível". Pensaria, transparecendo um breve sorriso refreado, após visualizar e desviar o olhar de um cadete ruivo e franzino segurando um rifle que comicamente era maior do que ele. Tomaria seu lugar ao lado dos atiradores, quando então a mulher acionaria uma alavanca que ativaria vários bonecos de treino, barricadas e até mesmo reféns revestidos de papelão. Os bonecos eram pintados com pontuações referentes a determinadas partes do corpo, numa espécie de jogo regrado. Sinceramente, entendera o seguinte: acerte a cabeça deles, ainda mais que provavelmente os dummies não se mexiam. Justo. Não havia espaços para erros no Governo Mundial.

Pensando em conseguir pontuar bons projéteis na cabeça dos dummies, começaria segurando o rifle, apontado para o chão, com a mão direita paralela a este e apoiada no gatilho enquanto espalha também paralelamente o antebraço na coronha. Puxaria para cima o membro superior até que a soleira do rifle apoiasse anteriormente à articulação glenoumeral, formando um triângulo entre braço, antebraço e coronha. Deslizaria, então, próximo-distalmente a mão esquerda supinada pelo guarda-mão da arma a fim de equilibrar ou se aproximar de uma situação de equilíbrio, na qual pudesse confortavelmente segurar o rifle à altura do deltoide direito, deixando o membro superior transverso ao corpo. Por fim inclinaria o pescoço até que o olho direito ficasse no mesmo nível do cano da arma.

"Agora vem a parte fácil!". Guiaria a arma até o alvo e prenderia o fôlego antes de cada disparo para estabilizar mais a arma, retornando a deixar o ar entrar nas vias aéreas logo em seguida. Respiraria sem descolar o rosto da arma e voltaria, ciclicamente, com curtos momentos de apneia anterior ao disparo. Em necessidade de recarregar, apontaria o rifle ao chão enquanto  coloca novos cartuchos com a canhota. Após concluído o procedimento, recomeçaria os disparos a partir da mesma posição inicial.

Começaria mirando no peito dos dummies para se acostumar com o recuo da arma, após duas “experiências” destas, seguiria para seu plano inicial de endereçar os projéteis para o maior número de cabeças possíveis. Entretanto, é evidente que nem todos são dias bons podendo fazer o projétil se perder em meio à ansiedade e desatenção. Assim sendo, não conseguindo acertar as cabeças, miraria centralmente ao peito por ser uma área maior e aumentar a chance de acerto.
“UHUUUUL!! É disso que eu tô falando!” – Esbanjaria um incontrolável sorriso de dente a dente fechando firmemente as mãos enquanto vibrava. Isto é, obviamente, se houvesse êxito na tarefa e fosse selecionado para uma próxima fase. Assim sendo, não tomaria a iniciativa de perguntar para a sargento o que fazer, esperaria que alguém da turma o fizesse. O que na cabeça do jovem era muito provável, ainda mais com o monstrengo da alabarda que avistara mais cedo, ele certamente aparentava ter uma personalidade forte.

Não tendo conseguido atirar como outrora, com os membros justapostos ao corpo, flexionar-se-ia em sinal de respeito à sargento enquanto seguraria sinais de tristeza e fraqueza:

-Desculpe..

Sairia do pátio frustrado de fato, mas ainda determinado. Ainda dentro do QG, procuraria por Barcells para pedir orientações do que fazer. Caso não o encontrasse, ou não houvesse mais o que fazer a não ser voltar daqui uma semana, voltaria para a cidade em busca de algo para ocupar a mente, talvez arrumar algum serviço ou parar em um bar para beber. Mas contando com a ajuda do recepcionista, continuaria:

-Por favor, ajuda! O que eu posso fazer para ter uma segunda chance? Eu falhei com a moça lá dentro.. – Aguardaria por instruções.

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MensagemAssunto: Re: [MINI- Bolin] A busca do eu   [MINI- Bolin] A busca do eu EmptyDom 23 Jun 2019, 22:55

Aos mais inexperientes, o exercício poderia parecer um caos; Inavar se focou em acertar seus alvos, e depositou todo seu esforço e concentração nessa tarefa. Em meio ao som das armas corpo a corpo — sem gumes — chocando-se contra o alumínio na vanguarda, outras agudas manifestações sonoras de impacto também surgiam, um pouco mais longe, em testas, ombros e peitorais de dummies representando bandidos. Alguns aspiras acertavam reféns, vez ou outra, e suas reações exibiam com exatidão o quão frustrante é ter seus pontos zerados.

Ao final do exercício, monitorado minuciosamente pela carrancuda mulher, Inavar acumulara quase 150 pontos, ficando em segundo no ranking total. Acima dele, um único nome, Arturo Addielo; o garoto franzino que mal conseguia segurar seu rifle que superava o tamanho de seu corpo. Aquele, seria, por fim, o adverário de Inavar. — MUITO BEM! Os dois atiradores, andem, andem! Sem perder tempo, vão para o pátio de treino de guerrilha! — Era o pátio bem ao lado do aglomerado de aspirantes; nele, haviam algumas barricadas separadas em dois grupos, um azul e um vermelho, dispostas a cerca de vinte metros de distância um grupo do outro. Cada um deveria se posicionar e a batalha começaria;

As regras são simples! Um tiro na cabeça garante a vitória, três no peito, garante a vitória, abaixo da cintura, sem valor. COMECEM!


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