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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Exumo do Cilício

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyDom 02 Jun 2019, 19:02

Relembrando a primeira mensagem :

O Exumo do Cilício

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyDom 30 Jun 2019, 01:01



O Exumo do Cilício

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#Post 10


A parca luz do sol pouco a pouco desvanecia às íris cetrinas, amoradas pelas videiras que ganhavam força cada vez mais, impondo-se sobre o corpo do arqueólogo. Ele lutava bravamente, usufruindo do pouco tônus muscular que ainda lhe restava, mas era inútil; os ramos e esgalhos engoliam sua pele por toda parte, de todas as direções e, em pouco menos de um minuto, já encontrava-se completamente imobilizado. Os miócitos ainda contraíam, de tal modo que as veias saltavam à epiderme; grunhidos exauriam aos lábios mirrados, mas debalde. Havia sido derrotado por Berlinque.

– N-Não... Não... – Ao semblante, o pavor esculpido tão quanto a raiva por aquele lugar. Não conseguia acreditar que aquele seria seu fim; após tanta luta e persistência, principalmente por parte de sua mãe, morreria para uma mera planta... Não... Não! De dentes cerrados e canto dos olhos marejados, gradualmente viu a visão sucumbir em virtude da inconsciência que batia à porta. A audição foi preenchida por um zumbido quase sempiterno, senão pela captação da própria respiração pesada e dos batimentos tão fulminantes quanto tambores em orquestra.

Sob as pálpebras cerradas, um clarão então assomou, oriundo do astro celeste radiante que enfim invadiu o tapume vegetal. Os olhos em vertigem identificaram Rin pouco antes de sucumbir de joelhos ao chão, sem equilíbrio; suas palavras pareciam querer motivá-lo, mas era impossível continuar de pé; era impossível lutar. Por mais que sua alma quisesse, mente e carne não respondiam. Desculpe, Rin... Desculpe... Pensava, embora sequer fosse capaz de trocar olhares com o meio-mink. Foi, neste momento, que outra voz conhecida ecoou pelo recinto, trazendo consigo o rio de esperança que assolou a seca.

– H-Hele... Helena...? – Os lábios balbuciaram; queriam formar um sorriso, mas apenas tremiam, em titubeio, em virtude da energia às mínguas. Então, de esguelha, vislumbrou as madeixas negrumes de Milla, tal como aventou seu típico bálsamo adocicado. – O-Obriga...do... – Agradeceu de olhar distante, passando seu braço sobre o ombro da enfermeira. Sua companhia, de certa forma, tranquilizava-o, retirando muito da tensão que sofrera. Então, como um anjo-da-guarda, a menina acanhada o levou para o encontro de Oni junto aos demais Revolucionários.

O que Hisoka não esperava era que o processo de concepção do antídoto fosse tão nojento. O sapo literalmente mastigou a mistura que fizera, arrancando um cenho de completa ojeriza por parte do historiador. Somente de imaginar que teria de engolir aquilo já o fazia ter náuseas. Para piorar, o líquido exalava um hircismo horrível, tamanho que fez o arqueólogo cogitar não ingeri-lo, porém os sintomas provindos do veneno da serpente realmente estavam atormentando-o. Não havia outro jeito; teria de passar por esse suplício.

– Ugh!! Que nojo... – Botou a língua para fora, de carranca em esgar, recolhendo o recipiente da mão de Milla. Seus olhos fitavam os da enfermeira como se solicitassem por socorro, mas ela certamente não saberia como ajudá-lo; Oni era o único. – Certo... É agora ou nunca. – Tapou o nariz com a mão oposta, de dedos em pinça, virou a cabeça e desceu o antídoto fauce abaixo sem pestanejar. Sentiu o estômago revirar e o esôfago praticamente rechaçar a substância, como se ela estivesse travada, ameaçando golfar. Que horrível!!

Sua horrenda ânsia de regurgito, no entanto, cessou junto ao controle de seus movimentos. Um frêmito ascendeu à espinha e, pouco a pouco, seus dedos começaram a tremer por conta própria, gradualmente tomando proporções que subjugaram todo o corpo. Em segundos, o mundo ao seu redor girou e, num baque surdo, foi ao chão, onde continuou sua espécie de epilepsia. Ainda estava consciente, o que tornava tudo muito estranho; os músculos doíam por inteiro devido as contrações, e o desespero passou a tomar conta ao ver que o efeito colateral simplesmente não se extinguia.

– M-M a-aj-dem... – As palavras praticamente não foram pronunciadas em razão dos dentes cerrados enquanto que, de queixo rente ao chão, também não conseguia vislumbrar seus companheiros para lhes passar a mensagem através dos olhos.

Quando achou que estava a sós no averno, todavia, a convulsão parou, de uma hora pra outra. Suas íris tateavam o ambiente, rentes ao assoalho, até que a cabeça hasteou, e logo depois todo o corpo, mirando os demais Revolucionários com as íris rubras inundadas de sanha. Seu rosto estava ríspido como nunca, de músculos tesos e ossos realçados; era quase como se estivesse encarando desconhecidos. O tenso silêncio, então, seria irrompido pela sua voz sisuda, grave e penetrante:

– Por que não ajudaram, seus merdas!? – As pupilas entremeariam a todos ali, buscando atingi-los. – EIN!? – Bateria o pé direito contra o chão subitamente, num passo em avanço, tal como ergueria a entonação, se ninguém o respondesse. Por algum motivo, existia uma cólera gigantesca acumulada em seu âmago; à têmpora saltava uma veia, o ar exauria às narinas dilatadas impetuosamente e os punhos cerravam com tamanha força que podia sentir as palmas feridas. – Você, seu merda! Por que fez aquilo! – Apontaria para Jovi, diretamente em seu rosto, agora alvejando apenas ele com seu semblante repleto de zanga; o motivo do questionamento? Ele certamente sabia. Mas valia a pena ratificar. – Que merda de Revolucionário você é!? Querendo matar inocentes? EIN!? – Outro passo arrebatado em direção do músico; expectava ficar face a face com ele, tão próximo que poderia sentir sua respiração, pressionando-o a respondê-lo.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

Rin/Furry:
 

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Última edição por Hisoka Kurayami em Qua 10 Jul 2019, 17:39, editado 1 vez(es) (Razão : Erro gramatical.)
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyTer 02 Jul 2019, 05:13

Hisoka estava nervoso em efeito reativo à medicação, no entanto tinha sua razão.  Uma decisão do passado que culminou em uma insubordinação ainda o incomodava até hoje, e precisava agora lavar a roupa suja.  Levantou e tirou satisfações com Jovi, que o encarou sem medo. - Eu não tenho que te dar satisfações mas, já que insiste...  Sim, eu mataria quantos inocentes fossem necessários para que o Exército Revolucionário possa chegar a seus objetivos.  Não importa o que possa pensar, mas eu acabaria cada um de vocês se a ordem viesse de cima.  Suas ambições, seus objetivos pessoais, seus conceitos de ética... Nada disso importa. - Seu olhar destemido diante da exibição feita a seu grupo mostrava que não estava intimidado.  Muito pelo contráriio. -  O que importa é que o Exército Revolucionário consiga destruir o Governo Mundial, e sim, eu vou passar por cima de quem quer que seja para isso se torne realidade.  Então rapaz, não me venha com discurso de moral em um momento impróprio.  Salvamos seu rabo lá atrás, e um pouco de gratidão seria bem vindo. - O revolucionário olhava sério para o chicoteador, sem medo do que viria pela frente.

O tempo estava esfriando, e se sentia a brisa vinda do mar causando calafrios em todos.  A tensão estava alta, quando Helena tentou quebrar o gelo. - Tudo bem... Todos estamos cansados, foi um dia longo.  Precisamos dormir e esquecer o que aconteceu para podermos seguir em fren... - Ela então foi interrompida por Jovi, que tinha um sorriso sarcástico estampado na cara. - Não...  Vamos ouvir o que o nosso nakama tem a me dizer... Está incomodado Kurayami?  Vou te dizer o que acontece... Você e esse palhaço desacordado não têm culhões para pertencerem ao Exército Revolucionário.  Aqui precisam estar preparados para acatar as ordens recebidas como homens de verdade, que tem amor ao que tudo isso significa.

Jovi então colocou o dedo na cara do chicoteador, aumentando o tom de voz. - Você não merece estar aqui, seu moleque! - Todos observavam atenciosos em qual seria o próximo passo de Kurayami em relação ao imediato desaforado.
off:
 

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyQua 03 Jul 2019, 03:36



O Exumo do Cilício

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#Post 11


Jovi não titubeou, mostrando sua verdadeira face sem escrúpulos. Seu feitio recatado, metido a músico e mulherengo, afinal, tratava-se somente de uma máscara. Hisoka sabia disso; sempre soube. Ainda assim, suas palavras vieram como baionetas adustas terebrando-lhe a pele. Ele não ficaria tão irritado em situações normais, porém, por algum motivo, elas incendiaram seu espírito como nunca. Seus olhos apertaram, fixos no loiro, os zigomáticos realçaram e às têmporas saltaram veias, pulsantes ao coração fortemente acelerado.

– Retire o que disse, desgraçado! – Esputo vazaria aos beiços, talvez espirrando no maldito. – Como você-!? Esse povo... Esse povo era para ser sua família! – Faria uma pausa, inspirando fundo, e, quando continuasse, esbravejaria, socando a própria coxa. – Como você pode dizer que os mataria, desgraçado!? Como um filho mata a própria mãe!? Os próprios irmãos!? – Enalteceria os dentes cerrados, vislumbrando Helena de esguelha ao mencionar a palavra materna.

Ele não conseguia controlar; simplesmente não conseguia. Toda a cólera acumulada assimilava-se a um vulcão em erupção; indômita e minaz. Embora o professor não fosse um perfeito monge insensível, ao menos era capaz de manter as rédeas de suas emoções, majoritariamente as impulsivas, que pouquíssimas vezes extravasaram, e, mesmo nessas exceções, sequer chegaram aos pés de agora. Era para estar se sentindo envergonhado por transbordar tanta raiva na frente dos companheiros, principalmente Milla, mas não sentia-se assim; pelo contrário, queria sobrepujar Jovi. Queria mostrá-lo que ele estava errado. Que ele era um monstro.

– De que forma você se difere deles passando por cima de inocentes pra conseguir o que quer, ein!? Diga lá, imbecil! – Exporia as palmas das mãos à frente do tórax, exigindo uma resposta. – "Eu mataria quantos inocentes fossem necessários para que o Exército Revolucionário possa chegar a seus objetivos"... – Imitaria-o em escárnio, de lábio superior proeminente, num cenho de antipatia. – Ora se não parece o próprio Governo Mundial falando!! Quem você acha que é!? Que merda de direito você acha que tem sobre eles!? O que te faz pensar que a porra do teu objetivo é superior ao objetivo dos pobres inocentes!? – Aumentaria o tom de voz a cada questionamento, gesticulando com o indicador veementemente. – Você deveria PROTEGÊ-LOS! É essa a MERDA do nosso papel, DESGRAÇADO! – Vociferaria junto a um bramido, como se estivesse estilando a raiva afora. A respiração estaria pesada, de peito saltitante, e nem mesmo o zéfiro álgido que corria sobre sua pele parecia conseguir acalmar seus ânimos.

O silêncio inquietante, então, foi suspenso pela voz de Helena. Sua abordagem fora estranha, ao menos quando comparada à natureza ferina da Comandante. Talvez fossem suas feridas, que praticamente cobriam-lhe todo o corpo ou, como ela mesmo mencionara, o cansaço, mas, ainda assim, era como se algo tivesse acontecido na surdida. Ela deveria ser a líder ali, não Jovi. Vê-la aceitando ser interrompida daquela maneira o fez estreitar a glabela. Não parecia ser a Helena que ele conhecia. O que está faltando para você calar a boca desse energúmeno com um tapa? Refletiria com Izzy contemplada de soslaio.

– Pare de falar como se fôssemos agentes do governo, MERDA! – Cerraria os punhos ao lado do quadril, tão fortemente que sentiria os fios de sangue vertendo entre os dedos. – Porra de ordem! A gente faz o que é certo! Se um imbecil lá de cima nos ordena a fazer algo injusto, a gente recusa e manda ele ir tomar naquele lugar! Somos Revolucionários, caramba. Que merda de Revolução é essa que faremos se agirmos tal como a merda do governo que juramos derrubar!? – Volvendo o pescoço aos arredores, buscaria passar a mensagem para todos. Ainda havia hostilidade em seu tom, mas, acima de tudo, uma tentativa de persuasão com requintes de sua liderança. Queria atingir o âmago de seus companheiros. Fazê-los perceberem que Jovi, e todos aqueles dentro do Exército que pensam como ele, estão errados. Não pode ser essa a conduta dos Revolucionários. E, se porventura ela for assim atualmente, não será mais, pois ele mudará esse sistema.

O loiro, claro, não deu pra trás, o que já era esperado. Continuava cheio de prepotência, marra e petulância, de peito estufado. Talvez, para ele, tudo aquilo não passasse de um show. Evidentemente não como aqueles com os quais ele está acostumado, com guitarra, bateria e alto vocal. Ele queria colocar todos contra o historiador; fazer com que eles pensem que aqueles que agem como o arqueólogo não tem voz dentro do Exército. Que eles não merecem fazer parte da Revolução. Ledo engano. E, tal como o professor falara, é preciso tratar essa corja com ainda mais desplante. São eles que não devem ter voz.

– Cara... – Suspiraria, rechaçando-o com seus olhos cetrinos, sem demonstrar incômodo algum com o indicador à frente de seu rosto. A cabeça, então, balançaria suavemente em negação e, de canto de boca entesada em completo desprezo, retrucaria, alçando as sobrancelhas: – Vai tomar no cu. – Tão seco quanto a aridez do deserto. Um estalido sucederia o vitupério, oriundo de um tapa que seria desferido com o dorso da mão contra a do músico, retirando-a de sua vanguarda. Junto à injúria, sentiria como se a tensão tivesse sido retirada de suas costas, quase como se a aura pesada tivesse desgarrado de seu corpo e dissipado atmosfera afora. Estaria mais plácido, como o Hisoka de antes, mas agora de consciência limpa.

Na vicissitude do loiro ousar atacá-lo, o chicoteador nunca abaixaria a guarda. Sabia que o rapaz é um combatente de curto alcance, corpo-a-corpo, com fortes punhos. Portanto, suas pupilas não deixariam de fitá-los sequer por um segundo, pois uma única piscada no momento errado e poderia ser nocauteado com um potente soco no rosto. Tendo em vista isso, o arqueólogo levaria o tronco, junto à cabeça, para a lateral oposta a da mão atacante de Jovi em caso de ofensivas altas; as costas de sua mão correspondente acompanhariam o movimento, fomentando a evasiva, para que o membro deslizasse sobre ela sem acarretar-lhe danos. A mão contrária, por sua vez, concomitantemente iria de encontro ao tórax do músico, de palma aberta, no intuito de rechaçá-lo e deixá-lo sem ar, momento em que os demais Revolucionários, como Helena, talvez entrassem em cena. Na hipótese dele intentar uma ofensiva baixa, como um gancho em seu estômago, Hisoka libertaria os calcanhares para que pudesse recuar dois passos, suficientes para sair de seu alcance; se ele avançasse com a acometida, saltaria para trás ao invés de apenas retroceder em marcha ré.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptySex 05 Jul 2019, 01:11

Um “vai tomar no cu” cheio de satisfação imediatamente causou uma reação de fúria em Jovi.  Iniciou com um gancho mirando o maxilar de Hisoka, que por pouco conseguiu evitar um golpe que certamente lhe nocautearia.  As agressões então foram interrompidas pelos presentes, que contiveram Jovi e o afastaram de Hisoka para que pudesse esfriar a cabeça. - ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM, PROFESSORZINHO DE MERDA. - E se isolou por ali.  Aquele homem não parecia ser do tipo que levaria desaforo para casa.  

Enquanto Helena conversava algo inaudível com o boxeador, Milla se aproximava cautelosa. - Você está bem?  Me desculpe, eu... - A garota foi interrompida por uma reação instantânea de Kurayami, que virou bruscamente o rosto como se tivesse recebido um tapa. - Oh.  O que está fazendo? - Então outro tapa invisível o atingiu, antes de outro e outro.



Hisoka abriu os olhos, e estava rodeado pelo senhor Oni, Rin e uma figura feminina desconhecida. - Oh, finalmente acordou.  Você tomou uma surra daquelas… - Rin lhe recebia com um sorriso no rosto, acompanhado de um suspiro e cara de deboche por parte de Oni.  - Você vai sentir enjoos de vez em quando, mas é normal.  O remédio vai te deixar perfeitamente recuperado logo logo.  - Ele então se dirigiu a seu barriu, para voltar a seu hobby favorito.  Quanto à garota, esta parecia feliz.  - Então o Doutrinador sobreviveu ao Charco da Insânia!  Muito bom!

Rin sorriu e tratou logo de apresentar sua nova acompanhante naquela ilha maldita. - Esta é a Major Haruko, a mando da célula Courant. - A moça tinha a pele clara, cabelos igualmente claros e um sorriso psicopata… Mais parecia um fantasma. - Muito prazer.  Sabe eu perdi um amigo muito próximo aqui nessa floresta.  Ele também sobreviveu ao Charco, mas infelizmente teve conjuntivite.  Morreu ao ser acertado por um bode! - Havia nela uma tranquilidade aterrorizante.

- Err… Sabe, depois de cairmos você simplesmente apagou.  Por sorte recuperei a consciência, consegui te arrastar pra fora de lá e ainda pegar uma folha para o remédio.  Pode me agradecer! - Sorria Rin, cheio de orgulho por ter sido tão corajoso e eficiente. - Seu amigo é um grande soldado, senhor Doutrinador!  Sabe eu gostei desse nome, Doutrinador Doutrinador Doutrinador! - A desgraçada parecia ter comido açúcar. - Eu também tenho um nome famoso sabe… Me chamam por aí de Madre. - Ela então segurou um pingente em seu pescoço, enquanto olhava para o chão.  Parecia que mil idéias passavam pela sua cabeça.

- Ah! Eu já ia me esquecendo!  Vou precisar da ajuda de vocês já que a minha tripulação está perdida.  Alguns estão mortos e outros foram presos pela marinha, o que é uma pena… - Ela então observou o sapo que pescava, cansado de toda aquela ladainha. - Já que estão presos nessa ilha, pensei em lhes dar uma carona depois que terminarmos por aqui… - Rin então sorriu, discordando prontamente. - Nananão… Não estamos sozinhos.  Nossa tripulação está no aguardo de nosso retorno, e já devem estar preocupados.

Acintosamente Haruko discordou, pressionando o dedo indicador nos lábios de Rin ao fazê-lo calar e o imitando porcamente. - Nononononono… Sua tripulação partiu deixando-os para trás.  Fang viu tudo.  Ele sempre vê tudo, aquele idiota haha. - Ela então foi até o rio e molhou as mãos, antes de erguê-las e observar a água escorrer por elas. Rin olhou para Hisoka, e inconformado fechou os punhos. - Jovi… - A garota então levantou e encarou os dois com seu sorriso mais otimista. - Mas não tem problema! Tenho duas pequenas missões pra vocês, coisa fácil!  Precisamos descobrir o que a Marinha quer fazer na ilha, e resgatar o que sobrou da minha tripulação! Vocês não tem escolha mesmo, isso é uma ordem! - Coisinha linda.
Haruko:
 

Off:
 

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Última edição por Shogo em Dom 07 Jul 2019, 23:59, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptySex 05 Jul 2019, 22:09



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#Post 12


As pálpebras descerraram pouco a pouco, permitindo a captação da luz ambiente. Suas pupilas dilataram e contraíram, gerando uma breve vertigem após o brusco despertar, até enfim assimilarem a iluminação. Sua cabeça doía, pesada como se tivesse sido chacoalhada por horas. Um gemido de dor, então, acompanhou o içar de seu tronco, de cenho apertado em esgar. Instantes atrás estava numa discussão com Jovi, mas tudo não passara de um mero sonho. As parcas lembranças que restavam desvaneciam a cada segundo que passava acordado, como se estivessem sendo despedaçadas como vidro e levadas pelo vento.

– Arrghhh... – Grunhiu em lamúria, levando a mão à testa. – E-Eu... Estava com... – Tornou a abrir os olhos, titubeando enquanto buscava as palavras em meio à confusão causada pelo desadormecer. – Esquece... – Negativou com a cabeça suavemente e balançou a mão oposta, deixando o assunto de lado.

Suas íris carmesins tatearam o recinto, inicialmente guiadas pelas vozes dos companheiros. Primeiro Rin; o meio-mink parecia ferido, embora nem tão abatido quanto o próprio arqueólogo. Devia muito a ele. Talvez não estivesse vivo para contar história se não fosse sua garra e determinação. À mente viriam lampejos de suas palavras indômitas – e seu semblante valente – instantes antes do professor desmaiar. O que aconteceu depois disso? Somente o espadachim sabia.

– Obrigado... – Sussurrou, hasteando o olhar até Rin junto às sobrancelhas. Um pouco acanhado, escondeu os lábios, aproveitando para umedecê-los e sentir sua textura com a língua; esperava que não estivessem mais rachados.

Depois volveu as íris até o pequeno Oni. Já de relance, notou a garota ignota, trocando olhares rapidamente. Sentiu uma certa inquietação, talvez uma ansiedade. Todavia, pensou que, para ela estar tão plena com todos, não devia ser uma inimiga, mas sua feição ainda trazia um estranho sentimento de aflição. O sapo realmente o ajudou bastante, afinal de nada adiantaria o esforço de Rin se não houvesse como construir um antídoto. Para ele, entretanto, não agradeceu verbalmente. Somente meneou com a cabeça positivamente e esticou os cantos da boca num sorriso sutil. Enfim voltou a mirar a mulher novamente, agora de olhos apertados, suspeitosos, mas, para sua surpresa, foi ela quem tomou a iniciativa, ainda que seu comentário tenha feito Hisoka bordar um quê de dubiez no cenho.

– Doutrinador? – Estranhou o epíteto. Ninguém nunca havia se referido a ele daquela maneira. Tinha sido um engano? – Bem, eu contei com ajuda. – Ergueu um dos sobrolhos, fitando o meio-mink com um sorriso de gratidão. Ele tratou de apresentá-la. Era um Revolucionária, como ele. A palavra o remeteu ao sonho de outrora. Alguns flashes da discussão com Jovi vieram à tona. Parecia tão real; aliás, ele queria que fosse. Precisava extravasar aquelas palavras com o músico. – Prazer... – Ergueu-se do chão, guiando cada dor nos músculos e articulações com queixumes. – Hisoka... Como já deve conhecer. – Disse, agora no mesmo nível da garota. Vê-la de tão perto, cara a cara, fazia-lhe sentir o sangue esvaindo da periferia, contemplando a ponta dos dedos e a superfície da pele com algidez. Aquele sorriso, mesmo ao semear os martírios de sua vida, era assustador. Sua pele, de tão branca, trazia a sensação que Hisoka estava falando com um cadáver; tinha até medo de tocá-la e sentir o frio da morte. – Eu... Sinto muito. – Comentou, franzindo o cenho desnorteado. Talvez sua entonação não tenha repassado a melancolia que o momento merecia, mas, a julgar pela forma como ela havia mencionado a morte do companheiro, o professor ainda se saiu bem. Espera! Um bode!? Preferiu nem questionar; Berlinque provavelmente seria a resposta para tamanho desvario.

Doutrinador... O nome mais uma vez vinha à tona e, tal como antes, proferido pela sibilina. Por que estava sendo chamado dessa maneira afinal? É o codinome que está rodando pelas dependências do Exército Revolucionário? Por que não manter o habitual "professor"? Não haveria outro jeito; para sanar essa dúvida tenaz, teria de perguntá-la, e assim o fez.

– Ei... – Expôs as palmas da mão à frente do corpo, pedindo um pouco de silêncio e atenção. – Por que está me chamando assim? – Virou as mãos e as espaçou lateralmente, fazendo um trejeito com a cabeça, como quem estivesse requestando uma explicação. – Sério? – Suspiraria, entesando os cantos dos lábios em decepção caso ela revelasse que o epíteto proveio do governo. – Doutrinador o cacete... São aqueles desgraçados quem doutrinam o povo... – Resmungaria de cabeça baixa, reclamando aos ares a audácia do governo. Ele era um professor; trazia a verdade à população, nada ínfero a isso.

Logo depois, ela explicou sua situação, momento em que Hisoka seria mais ouvidos. Novamente, a placidez com a qual ela relatou a circunstância em que se encontrava sua tripulação era sinistra. Enquanto ela articulava, o historiador se perguntava se ela sempre fora assim ou se fora o Exército que a transformou numa criatura tão insensível. Esse cenário repleto de guerras, sacrifícios e mortes tem dessas afinal. O coração das pessoas muda; não tem como fugir disso. O próprio arqueólogo não é mais o mesmo desde que saíra de Las Camp. Todavia, ele espera que nunca chegue num ponto tão crítico.

– O que!? – Não teve como reter o comentário onusto de surpresa. Os olhos quase saltaram órbita afora. Como assim havia sido abandonado? Helena nunca permitiria isso. O aperto em seu coração, entretanto, permutou em raiva ao se lembrar que a Comandante estava em coma, o que significava que existia outro nas rédeas da célula. – Jovi... – O nome lutaria para sair entre os dentes cerrados, concomitantemente a Rin.

Realmente não havia escolha; era ajudar para ser ajudado, e, embora a albina detivesse uma aura assustadora, continuava sendo uma Revolucionária, como ele. Desta forma, após trocar olhares com Rin, voltaria as íris cetrinas à jovem e daria de ombros, com um sorriso meio sem jeito, assentindo à missão. Era realmente intrigante que a marinha estivesse numa ilha tão insólita, cujo número total de habitantes humanos, até então, tenha alcançado a incrível marca de um – isso se levar em conta que Oni é um humano. Os demais não pareciam serem moradores. O grandalhão, o homem-coruja, todos aparentavam estar de passagem, cada qual com seus imbróglios, e não seria um mal início suspeitar que eles tivessem algo a ver com tudo isso.

– Certo. O que sabe sobre a estadia da marinha aqui, até então? – Cruzaria os braços, mantendo uma postura mais analítica, de glabela crispada. Queria saber as informações que ela tinha. Ainda assim, sua idiossincrasia de liderança não o permitiria apenas ouvir e acatar ordens; queria participar ativamente. Ajudar com seu conhecimento. – Vi dois indivíduos incomuns hoje, mais cedo. – Completaria, sendo requisitado ou não, intercalando os olhos entre a menina e Rin. – Um era um grandalhão... Mas algo me diz que resolvia assuntos mais complexos... – Levaria a mão ao mento, lembrando-se de sua ligação com Yasuo, o assassino de sua mãe. Embora não estivesse clara a relação entre ambos, fora evidente que tratavam de assuntos que remetiam ao sequestro da princesa. Com a saída da nobre da ilha, provavelmente não têm mais o porquê de estarem em Berlinque. – O outro era um homem-coruja... Ele se transformava numa, de algum jeito. – Daria de ombros e enrugaria o queixo, desconhecendo o mecanismo por trás dessa peculiar habilidade. – Ele apontou para algo e nos alertou de um certo perigo... – Faria uma pequena pausa, buscando as palavras ideais. Então, estalaria os dedos à frente do meio-mink, fisgando-lhe a atenção. – Lembra daquele rastro de destruição na mata, Rin? Talvez tenha algo a ver com isso. Pode ser um bom ponto para começarmos. – Expôs a palma das mãos tal como exibiu sua ideia, entregando-a ao aval da Revolucionária esquisita. Não gostava de depender da aprovação de terceiros, mas era necessário; ela não o conhecia, dificilmente se deixaria ser liderada tão facilmente. Precisava conquistar sua confiança primeiro. – Certo. Vamos lá. – Menearia com a cabeça independentemente se ela consentisse ou não com seu ponto de vista. Prepararia-se em seguida, atando seu chicote bobinado ao cós da calça, e caminharia junto deles até o local designado, sempre atento.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyDom 07 Jul 2019, 13:58

- Ah! Então ainda não sabe... É como você é conhecido agora.  Você até ganhou um cartaz com uma recompensa... Meus parabéns, você é um homem de "valor" haha. - A garota  esfregou indicador e polegar, frisando a palavra valor.  Franziu o cenho quando o professor mostrou não gostar do nome.  Rin então se pronunciou. - E quanto a mim? Como sou conhecido agora? - Ela imediatamente desviou o olhar, tentando se lembrar mas nada veio à cabeça. - Eu não consigo me lembrar mas... Posso te chamar de Sr. Patinhas?  Sabe eu adoro gatos. - Rin então suspirou, frustrado. - Humilhante...

Sobre o que se sabia da Marinha até agora, Haruko sorriu empolgada ao passo que faria o que mais gosta.  Falar aos montes.  Deu uma profunda respirada antes de começar. - O que posso dizer... O Comando da célula Courant nos enviou em um submarino apenas para saber o motivo para uma movimentação tão grande por parte da Marinha.  Sabe, somos especialistas em extração de informações, e aqui estamos.  Saímos há alguns dias da base, e acabamos por enfrentar grandes tempestades. - Rin precisou interferir. - O quanto isso é relevante? - Ela então sorriu, olhando fixamente para o mink. - Tudo é relevante.  Continuando...  Ao chegar a mais ou menos 10 km da costa, fomos atacados por um rei dos mares que surgiu do nada.  Foi uma perseguição difícil mas por sorte meus poderes são muito bons, meus filhos me enchem de orgulho.  Conseguimos despistar aquela criatura terrível, mas infelizmente o nosso Urso Polar não aguentou e precisou de reparos.  Deixei meu carpinteiro Steve cuidando dele à sudeste daqui em uma praia cercada de bancos de corais. - Ela então tirou de um dos bolsos de seu casaco um pequeno cantil, que usou para molhar a garganta.

- Como precisávamos concluir a missão, saímos em expedição seguindo por terra à distância da frota que estava ao horizonte.  Acabamos caindo em uma emboscada próxima ao Charco da Insânia, onde grande parte dos meus homens acabaram mortos ou capturados.  Eu consegui fingir a minha morte, enquanto apenas Fang e Otonni foram levados pelo grupo de marinheiros que nos atacou. - Ela ainda sorria, otimista. - Precisamos pegá-los.

- Tenho fé que pode nos dar mais informações do que isso. - Rin parecia ansioso por mais informações, enquanto o estômago de Hisoka lhe dava um breve desconforto. - Sim senhor patinhas!  O que tem de mais preocupante é o navio que lidera a frota que segundo Fang pertence ao Capitão Berkshire, um dos mais habilidosos marinheiros com quem eu já tive o desprazer de lidar.  Fang disse não ter visto o capitão no convés, o que é estranho.  Mas todo o cuidado é pouco. - Ela então pegou um graveto, e começou a riscar uma parte do chão arenoso. - As ordens de cima são claras... Só precisamos saber o que a Marinha faz aqui... Nada de confronto direto, isso seria suicídio. - Ela então os observou sorrindo. - Percebemos dois navios se separando da frota, e indo para lados opostos de onde todos estão aportados.  Acreditamos que os Marinheiros conhecem a ilha tão bem quanto nós, então estes navios estão navegando para fazer o mapeamento do litoral.

Oni então se voltou para todos, preocupado com a situação. - Eu vou tentar me envolver o mínimo possível, mas algo precisa ser feito.  Se estão fazendo o reconhecimento do litoral, o próximo passo é o reconhecimento dos rios e terreno. - Haruko balançou a cabeça acintosamente, concordando com as palavras do sábio sapo. - Sim, isso é verdade criaturinha.  A nossa grande vantagem é que eles não sabem que estamos na ilha, pelo menos ainda.

Oni então riu pretensiosamente, pegando uma mosca que passava por ali com um rápido movimento de lingua.  Mastigou e concordou. - É verdade... Mas ao menos um desses navios mapeando o litoral vai dar de cara com o seu submarino Urso Polar.  Quando isso acontecer, vocês serão os alvos.  Querem um conselho? - Ele parecia de saco cheio de ser tão repetitivo. - Saiam da ilha... Me parece que eu já tinha dito isso antes!... A ilha vai se defender sozinha, seja qual for o objetivo da marinha por aqui.  E eu espero que vocês não estejam no caminho. - Haruko então se levantou, e riu da cara de Oni antes de tentar alcançar um inseto voador com a língua, sem sucesso. - Eu não fujo das missões, senhor sapinho :P  Além disso, meus amigos foram capturados.

- Espera... Você disse que eles não sabem que estamos aqui, mas seus amigos foram capturados.  Quem garante que eles não vão abrir a boca sobre o submarino? - Ela então se movimentou rapidamente e deu um tapa no rosto do mink gato. - Me desculpe senhor Patinhas! Eu fui impulsiva... Mil perdões. - Ela agora parecia transtornada, quase chorando... Então abriu o sorriso mais uma vez. - Meus homens não falarão nada, são revolucionários experientes e cheios de lealdade.  Eu caminharia pelo fogo por eles.
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyDom 07 Jul 2019, 16:22



O Exumo do Cilício

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#Post 13


Era um homem de valor agora. Isso significa que sua cabeça tem uma recompensa, que há cartazes com seu rosto estampado espalhados por aí. Nunca mais conseguirá entrar em bares, restaurantes, lojas ou que quer que seja como uma pessoa normal. Era angustiante, não tinha como negar. Seu olhar paralisou por alguns segundos, ínterim em que engoliu em seco. Mordiscava o interior da bochecha como quem estivesse pensando em algo, mas, pra ser sincero, nunca se deparou com a mente tão límpida; vazio completo, e nem mesmo a piada que a Revolucionária fizera com seu companheiro arrancou-lhe um sorriso.

Como desafogo, o assunto da palra tornou-se a missão. Seus olhos hastearam como se tivesse despertado de um sonho profundo, agora fulgurantes, vívidos. Suspirou, buscando deixar para trás os pensamentos de outrora, e imergiu nas informações da estranha garota; e como era estranha. Hisoka podia jurar que estavam numa mesa duma taverna durante os primeiros minutos de conversa. A menina especificava tudo, extremamente prolixa. O arqueólogo já estava a espera do momento em que ela mencionaria o que almoçou no dia anterior ou se estava em seu período menstrual. Limitou-se a ouvi-la de cenho apertado, um pouco meândrico, que se contorceu por completo ao sentir suas vísceras se embrulharem. Seu esôfago foi consumido pela acidez e já estava a virar o corpo para outra golfada quando a glote trancou, salvando o dia. Por deus... Maldita seja Berlinque. Balançou a cabeça negativamente, afagando o tórax com a palma da mão na expectativa de minguar a ânsia de vômito.

– Berkshire... – Sussurrou ao ouvir o nome, praticamente inaudível. Não tinha noção de quem era, mas, por algum motivo, achou relevante repeti-lo, talvez para gravá-lo na mente. A centelha o fez lembrar de Vick, da marinha de Toroa Island. Fora a primeira vez que se deparou com um capitão em sua vida, e também a primeira surra que recebeu. A discrepância entre aquele corrupto e Hisoka era gigantesca e, embora ele tenha evoluído de lá para cá, ainda ficava uma pedra em seu sapato que o fazia imaginar que o resultado de uma luta nos tempos atuais não seria muito diferente.

Era afligente para o professor saber que precisava tomar uma atitude de liderança em meio aquele caos, mas nada aflorar à mente. Estava sentindo-se excluso. Nenhuma palavra até então, apenas ouvidos. Até o pequeno Oni havia entrado na discussão, e nada do Doutrinador. Não sabia exatamente o porquê; se era por não ter intimidade com a garota, por desconhecer a ilha em questão ou até mesmo o remédio estar destruindo seus neurônios. Fato é que sua cabeça não funcionava.

Mas isso mudou assim que o sapo voltou com seu discurso pessimista. Desta vez, porém, suas palavras derrotistas estavam imbuídas de elã e, tal como o sol da alvorada, iluminaram o cérebro do professor com um lampejo. Ele piscou, como se tivesse recebido um tranco com a ideia que desabrochou, e logo estalou o polegar e indicador de ambas as mãos, em uníssono, intentando ganhar a atenção dos companheiros:

– É isso. – Faria uma pausa, como se a percepção fosse óbvia. Os olhos entremeariam as expressões de Rin e Haruko a espera de uma reação até enfim retomar a linha de pensamento. – Podemos usar Berlinque a nosso favor. Deixar que adentrem cada vez mais no território e que se desfalquem. Percam forças minuto a minuto. Nós temos algo que eles não têm... – Outra pausa, quase como se estivesse brincando com a ansiedade da dupla. Seus lábios, então, pouco a pouco se moldariam num sorriso auspicioso. – Conhecimento. – As íris e a cabeça volveriam a Oni, fitando-o com o riso completo, onusto de confiança. Chegaria a ser irônico; a aura do arqueólogo exalaria o completo oposto do pessimismo do nativo. – Vamos lá, você deve conhecer essa ilha como a palma das mãos! – Diria em tom sugestivo. Evidentemente, antes de qualquer tomada de decisão, precisavam convencê-lo a ajudar. – Você nos daria uma vantagem enorme. Pode nos dizer onde podemos ir e onde não devemos ir de jeito nenhum. Eles não sabem disso. Vão perder homens a cada metro quadrado! – Içaria as sobrancelhas, apontando o braço a esmo, mas dedicando-o aos marinheiros. – Cara... – Se ele negasse, suplicaria de voz melancólica, deixando os ombros combalirem em desilusão. Então suspiraria, os olhos caminhando sem rumo como se procurassem alguma barganha na mente. – A gente faz qualquer coisa em troca. Precisamos disso, de verdade. Os companheiros dela estão nas mãos de gente errada, sabe-se lá o que sofrerão... – Engoliria em seco, fechando os punhos à frente do corpo. Hisoka sequer sabia quem eram, mas tomara a causa como se fosse sua. Não havia dor pior que a dor de perder um ente próximo. Por um instante, lembraria de Helena com o cadáver de Montanha em seu colo, acariciando-o nos últimos momentos antes da despedida. Sentiu um nó na fauce, como se uma pedra estivesse entalada. – Você me ajudou uma vez. Ajude ela, por favor... – Talvez nunca tivera proferido um pedido de ajuda com uma voz tão terna; estaria a mais um "não" de se ajoelhar. – Obrigado. – O aperto afrouxaria junto a um suspiro assossegado. Os músculos, até então entesados, abrandariam, da cabeça aos pés, como se o peso sobre seu corpo sumisse. Ouviria o que ele teria a dizer e depois se voltaria a Haruko. Seus olhos estariam firmes, analíticos, as mandíbulas bem cerradas. – Mencionou suas habilidades mais cedo... Então, Haruko, o que você é capaz de fazer? – Inclinaria a cabeça sutilmente, erguendo uma das sobrancelhas em curiosidade.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyDom 07 Jul 2019, 23:48

Depois de tantos pedidos de ajuda, Oni se mostrou um pouco disposto a ajudar. - Vocês não tem nada que eu possa querer, além de sua valorosa ausência. Pois bem... Vocês sabem pelo menos duas das trajetórias dos navios inimigos, e se eu fosse vocês estaria preocupado com o que se aproxima do submarino. Bom, o que posso dizer? Temos por aqui o Covil da Mandrágora, que é perto de onde você foi envenenado. - Ele apontou para Hisoka, antes de continuar sua apresentação da ilha. [color=red]- O Charco da Insânia, que todos vocês conhecem muito bem... Além da Floresta dos Esquecidos e do Vale do Enxofre, ambos lugares que eu evitaria. Pra falar a verdade, esse aqui é o lugar mais seguro em toda a ilha. Oh Hoomer! Você voltou![color] - Pela primeira vez Oni esboçou um sorriso, ao ver um peixe-pedra pular em terra firme e começar a se debater devido à decisão estúpida de sair da água. - Hoomer sempre apronta dessas haha

O Sapo saltou para perto de seu amigo e o chutou de volta para o rio. - Sempre tentando morrer, não é Hoomer? - Haruko riu da situação, achando a dupla uma fofura. - Tadinho... Tudo o que ele quer é ter uma morte horrível! Que bonitinho! - Foram interrompidos por Rin, que não teve um dia dos melhores. - Por favor! Foco! - O semblante de Oni voltou ao rabugento de sempre, antes de voltar a falar. - Está certo. O que eu estava dizendo é que não tem nenhum lugar que deveriam ir na ilha, exceto para fora dela. Seu submarino está na costa mais próxima da Floresta dos Esquecidos, que é um labirinto impossível de escapar. Tendo dito isso peço que mantenham-se distantes daqui, pois a noite estará por perto logo logo. Preciso descansar, então não me incomodem mais. - O sapo calmamente caminhou até sua casa, e entrou acendendo as luzes antes de fechar a pequena porta.

- É... Acho que essa é toda a ajuda que vamos ter por aqui... - Hisoka então fitou a major, em busca de informações sobre suas habilidades. Questionou-a acerca disso. - Minhas habilidades? Certo... Eu comi a Akumu Akumo no mi, a fruta do pesadelo! E vocês podem me perguntar, o que eu posso fazer com ela? - Rin então suspirou, diante de toda aquela animação. - Engraçado, era exatamente isso o que eu ia p... - Foi interrompido por Haruko antes de completar seu raciocínio. - Shhhhh! Eu posso dar vida a meus pesadelos! Animador, não é? Prestem bastante atenção, eu vou demonstrar!

A garota então pegou um pequeno caderno cor de rosa de um de seus bolsos, e o folheou algumas vezes. - Deixa ver... Aha! Eu gosto bastante desse. Vocês também vão curtir! - Ela então, segurando o livro aberto começou a se concentrar e apontar para o chão a sua frente, com a mão aberta. - AKUMU AKUMO NOOOOO... KAKASHI! - Então a terra misturada à grama começou a se remexer logo à frente de onde sua mão estava apontada, dando clima de tensão aos que observavam. Foi quando de lá, surgiu uma criatura grotesca com a pele de palha e um chapéu peculiar. Seu corpo era esguio e sua altura era quase a mesma de Rin. Seu corpo era envolto de cordas e suas roupas eram amarronzadas e sujas. Era um espantalho. - Levante-se meu filho, e diga oi para nossos amigos!

A criatura então abriu os olhos e encarou a dupla de revolucionários com sua voz gutural. - oI... - E imediatamente se movimentou tão rápido que os revolucionários mal conseguiram acompanhar com os olhos. Surgiu atrás de Rin e segurou sua cabeça. Suas mãos de palha quase envolveram toda a cabeça do mink gato, que ficou paralisado em um misto de surpresa e medo. - vAi seR BEm FacIl acABar coM eEsSes DoiS, MamÃe! ApeNaS DIgaaa! - Haruko então sinalizou um negativo com a cabeça, envergonhada. - Nãonãonão! Menino malvado! Crane, eu só disse para dar oi! - Ela então pôs as mãos na cintura, repreendendo seu filho. - mE... Mee DescULpE MamÃe! - O espantalho então soltou a cabeça do mink gato, que caiu para frente e se virou transtornado. - Mas que merda é essa meu parceiro!

- Continuando, eu posso dar vida a qualquer pesadelo que eu tenha tido... Então para não esquecer, eu anoto tudo no meu diário. Não é uma maravilha de poder?! - Ela sorriu antes de tirar o cordão com o pingente de seu pescoço e lançar no espantalho, que fincou em seu peito como uma bala. - AH NãO mAMãe! MAs jÁ? - Um feixe de luz azulada começou a crescer no peito do espantalho, que parecia agonizar em dor. - Hora de voltar pra casa, meu bebê. Nos vemos outra hora! - Então o espantalho foi completamente consumido pela luz, até restar apenas o pingente, que foi calmamente apanhado pela Major.
Crane:
 

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptySeg 08 Jul 2019, 03:54



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#Post 14


Oni relatou todos os terrenos de Berlinque aos Revolucionários, indicando seus perigos e suas localizações. Claro, pessimista como é, não deixou de fazer sua nefasta propaganda da ilha – embora seja a publicidade mais verdadeira que o arqueólogo já vira. Não havia lugar seguro. Ao menos nenhum senão sua própria cabana. Por quê? Ela já havia se perguntado isso tempos atrás, quando aquela grotesca criatura, a qual ele chamou de peixe-pedra, simplesmente desistiu de sua ofensiva contra Rin quando ele se apropinquou da morada do sapo. Agora, para atiçar ainda mais sua mente inquieta, outra daquela besta emergiu da água, praticamente lançando-se a Oni. O animal estertorava em debalde, agonizando em razão da deficiência de oxigênio, até ser chutado de volta ao charco com um pontapé do anão.

– Quê!? – Esgazeou os olhos em choque, incrédulo. Aquele sapo-pigmeu menor que uma régua simplesmente havia feito um monstro de dois metros voar pelos ares. Um desses quase matara Rin horas atrás e Oni chutou um como se fosse uma garrafa de plástico. Seria por isso que as criaturas não o atacam? Por mero respeito? Sua dúvida já estava ascendendo à fauce quando Rin exigiu foco do grupo. O questionamento acabou limitando-se a um reles grunhido que escapou entre os lábios e caiu no esquecimento depois.

Haruko mencionou sua habilidade em seguida, anunciando que comera uma Akuma no Mi. O historiador reagiu com um alçar dos sobrolhos e um breve hum provocado pelo tremor das cordas vocais. Os irmãos reais de Ilusia Kingdom já haviam lhe relatado sobre a capacidade desses frutos do diabo. Até então, já vira homem-explosivo, homem-ilusão e homem-alquimia. Não tinha como negar a curiosidade que havia tomado conta de sua cerne, de tal modo que cada página foleada naquele caderno era uma borboleta a mais digladiando em seu estômago.

Seu poder era bastante peculiar – e assustador. Ela deu vida a um espantalho que parecia ter saído diretamente de um filme de terror. A besta, no entanto, não apenas era intimidadora, como também incrivelmente rápida, sendo capaz de subjugar Rin num átimo, o que arrancou um semblante surpreso do professor. Ele estava esperando por um fruto que garantisse certa utilidade, mas não; aquilo era um guerreiro, um assassino.

– Wow. Sinistro, eu diria. – Ponderou, de mão ao queixo e olhar voltado ao chão.

O maior problema do grupo, no entanto, viria por conseguinte: a mudez. Hisoka gostaria de ser aquele tipo de líder que sempre possui as respostas na ponta da língua. Aquelas palavras que clareiam mesmo a mais densa das penumbras, que subjugam mesmo o mais caliginoso dos silêncios. A calada traz uma ansiedade horrível; todos olham um pro outro a espera da iniciativa do primeiro, mas ninguém rompe a tensão instaurada. Se Helena estivesse ali, provavelmente já estaria com o plano transcrito nos papéis. Ele queria ser assim; precisava ser assim.

– Run. Run. – Pigarrearia, de punho fechado rente aos lábios, intentando ganhar o foco de todos mais uma vez. Demoraria um pouco para falar, tempo em que inspiraria e expiraria ao menos duas vezes. Olhar fixo no charco, distante, pra ser sincero. À primeira vista, poderia até parecer que o silêncio seria retomado, mas Hisoka não deixaria. Ruminaria, buscando encaixar as palavras corretas e, enfim, hastearia o mento, meneando positivamente. – Pois bem. Podemos reunir nossos esforços em evitar que eles saibam sobre o submarino. Eles provavelmente pedirão tropas auxiliares se souberem que há muito mais que somente aqueles dois na ilha. – Usaria o tempo de resposta cedido para recuperar o fôlego. – Duvido muito que eles mandem os cabeças para essa excursão. Devem mandar meros soldados. Peões. – A frase o incomodaria um pouco. Lembraria da discussão que tivera com Jovi no sonho. A maneira como ele via os Revolucionários de baixa patente era exatamente como o historiador estava descrevendo os marinheiros. Sentiria a ânsia de vômito voltar, e não pelo remédio desta vez. – Lembram do que o Oni falou? Floresta dos Esquecidos, se não estou enganado. – Carregaria os olhos ao topo do crânio, como se buscasse resgatar a memória. – Eles certamente terão baixas lá. Sem contar nos outros desafios que encontrarão pela ilha. – Ergueria um dos indicadores sugestivamente, remetendo aos tempos em que era um professor de história. – Isso significa que... – Elevaria gradualmente as sobrancelhas, como se esperasse por um complemento explícito. – Que poderemos entrar em combate. – Abriria um sorriso audaz num dos cantos da boca. – Mas somente nessa situação específica. Marinheiros de baixa patente e em número reduzido. – Reiteraria com uma entonação mais volumosa, dando ênfase às circunstâncias. – Vamos derrotá-los e interrogá-los. Descobrir o que planejam fazer aqui e onde estão os Revolucionários que apreenderam. O que acham? – Exporia a palma da mão esquerda, lançando a pergunta no ar. Seu olhar fitaria-os com certa obstinação, quase como se quisesse guia-los a assentir somente com sua expressão.

Na eventualidade de ter sua ideia aceita, Hisoka alargaria o sorriso arrojado, com requintes de orgulho; teria conseguido. Finalmente ganhara confiança suficiente para ser capaz de liderar uma missão. Seria um pequeno grupo evidentemente, mas pouco importava; era um avanço. Um último trejeito positivo com sua cabeça, de olhar rutilante, refletindo a figura dos Revolucionários às íris, e iria de encontro ao local onde estava o submarino, cuja localização Haruko detinha. Não perderia a atenção nem por um único segundo, pois já sabia dos perigos de Berlinque, principalmente quanto à Floresta dos Esquecidos mencionada por Oni – seria além de cômico cair na armadilha de seu próprio plano; seria desastroso. Portanto, assim que reconhecesse suas características, assim como sua locação – ambas descritas pelo sapo, trataria de contorná-la, até que tivesse o submarino em vista. Ficaria de tocaia, escondido, atrás de árvores ou grandes rochas, zeloso quanto a ruídos, tateando o recinto com as pupilas focadas em busca dos marinheiros. Analisaria tudo que estivesse em seu alcance. Número, armas, semblantes, conversas; o que quer que fosse possível.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 3 EmptyQua 10 Jul 2019, 20:35

- Podemos fazer isso com certeza, só tem um problema. O navio tá mapeando o litoral, então nem vão passar pela floresta dos esquecidos. - Comentou o mink gato sobre o plano do Kurayami. - Tudo o que precisamos é fazê-los entrar na floresta, ou seja, atraí-los. Essa parte pode deixar comigo. - Major Haruko se sentia confiante sobre suas habilidades. - Bom, existem três pinheiros gigantes, de onde vocês podem observar a distância toda o meu show. Vamos nos colocar em posição.

Seguindo as orientações da Major, todos chegaram a um trio de carvalhos gigantes inclinados sobre uma pequena ribanceira. Era fácil de subir devido a suas inclinações, e a vista de seu topo era suficiente para observar à distância boa parte do litoral. - Que conveniente, não é mesmo? - Haruko confirmou repetidamente com a cabeça, concordando. - É perfeito. Precisamos fazer tudo antes do amanhecer. Então agora é comigo! - Ela abriu seu pequeno livro e folheou rapidamente suas páginas, enquanto o navio inimigo surgia no litoral.

- Akumu Akumu no… Tōgō shitchō-shō![ - O tronco do carvalho se revirou, e então se quebrou mas nada pareceu sair de lá. - Oh querida! Já faz muito tempo, não é mesmo meu bem?

- Sim mamãe… Quem são essas duas delícias? Posso brincar com eles mamãe? Prometo que vou ser uma boa menina! - A voz parecia vir de algum lugar, mas não se sabe onde. Simplesmente surgia no ar. - Oh, não meu bem. Preciso que enlouqueça alguns homens maus naquele navio ali. Esses aqui são meus amigos! - Nem mesmo Haruko parecia saber de onde vinha a voz feminina e sedutora, mas parecia segura sobre tudo. - Pode se mostrar, meu pequeno pecado?

Então uma névoa negra surgiu e em alguns instantes se dissipou, mostrando uma criatura humanóide, com curvas femininas e muito sedutora. Era estranho para Hisoka, sentir atração por uma coisa não-humana. [color=pink]- Senhores, esta eu chamo de Pecado… Causou o maior frenesi em Chaos certa vez. Ela tem o que precisamos para atrair os nossos marinheiros direto para a floresta dos esquecidos. - Atrair? Você diz de um jeito bom ou ruim, mamãe? - Rin não tirava os olhos da criatura, quase hipnotizado. - Do jeito que você quiser, meu amor. O importante é que saiam do navio e se percam na floresta.- A major foi apenas respondida com um sorriso malicioso, antes da criatura desaparecer novamente. - Surreal…

...

A tarde finalmente estava chegando ao fim, e as lamparinas já estavam sendo acesas. Maldito Rogers… Me mandando fazer a droga do mapeamento… Isso é tarefa para novatos. Levantei da rede e coloquei minha prótese de metal. A noite nessa ilha é ainda mais perigosa do que o dia, então precisaria estar de pé e deixar que a tripulação descanse em turnos.

Já havia dado as ordens a meu imediato, mas como um bom líder precisaria verificar se tudo está certo como deveria. Me dirigi ao convés e pude perceber que tudo estava em ordem. Velas recolhidas, navio ancorado e metade da tripulação se preparando para descansar. Haviam jogos e bebidas para animar a noite, como sempre há. O balanço do mar é o que há de mais apaixonante e uma das vantagens de viver como um marinheiro.

- Tenente Stokes! Há algo de errado com o Michael. Eles está na proa pronto pra se jogar! - Um marujo me alertou de um problema a essa hora da noite. Poucos podem resistir à vida no mar. Pobre Michael, já mostrava estar ficando louco, e agora chegou a seu limite. Mancando como sempre, me encaminhei até a proa onde vários marujos observavam aquele miserável de pé na amurada. - MICHAEL! DESÇA DAÍ! ISSO É UMA ORDEM! - Michael me olhou de canto de olho, e seus olhos estavam estranhos. Parecia estar chorando. - Ela veio até mim, Tenente Stokes. Ela veio até mim e mostrou o paraíso. Seu corpo é a perdição, e sua boca é como seda. E… Eu farei tudo o que ela pedir Tenente, e o que ela quer é que eu a acompanhe para as profundezas do mar.

Michael falava sério, mas ali todos riram daquela besteira. - SILÊNCIO! Pare com essa besteira marujo! Você sabe muito bem que não pode nadar! - Michael então esticou seu pé para fora da amurada, pronto para deixar seu corpo cair no mar. - Ela quer… Meu doce pecado está ali, me chamando para mais um pouco de prazer… - Quando estava prestes a pular, o movimento cessou. - Ela mudou de idéia… Meu doce pecado mudou de ideia… ahahahahahaha! Agora ela quer que.... Meu Deus Tenente! Ela quer que eu mate todos vocês! ahahahahah!

Segurei meu punho cheio de temor. Michael estava louco! Preciso por um fim nisso agora mesmo! O marujo então se transformou naquela maldita criatura rinoceronte de sempre. Sempre vi nele um futuro na marinha, mas agora com isso infelizmente…

Ele então começou a atacar os amigos, com sua força descomunal e fúria desproporcional. Tudo por uma maldita sereia? Todos os que partiram pra cima dele foram facilmente derrubados, então eu tinha que fazer alguma coisa. Meus movimentos eram limitados, então o encarei e esperei que viesse. Quando ele saltou sobre mim, meu braço enrijeceu e ficou negro, antes que eu lhe desse um gancho que o faria voar através do convés. Ele urrava, ficando ainda maior. - Michael… Vou te dar só mais uma chance antes de subjugá-lo como amotinado. Acalme-se! - Não foi o que ele fez, correndo em minha direção como um animal desembestado. - Você não me dá escolha, garoto. - Outra vez deixei meu braço negro, e lhe dei um soco na direção do chifre arrebentando tudo o que fosse possível arrebentar, inclusive o convés principal. Droga, teríamos atrasos agora.

Ouviu-se uma explosão, e agora eu tinha certeza que meu querido navio seria destruído. Mais marujos estavam se amotinando, correndo e mirando os canhões para o convés. - MARUJOS! DETENHAM OS AMOTINADOS! - Ali então uma guerra interna no meu navio se instaurou, com uma batalha intensa infelizmente até a morte. Tive que matar o meu imediato, um garoto que criei como um filho. Algum tipo de mal nos atingiu, pois parecia que os revoltados não se importavam com nada além de “seu doce pecado”.

O navio começou a afundar, e eu precisei dar a ordem antes que eu perdesse mais da minha tripulação. - ABANDONAR O NAVIO! VAMOS PARA TERRA FIRME! - Rapidamente lançamos botes na água, e nos pusemos a remar enquanto quase toda a tripulação estava em guerra. Comigo, apenas cinco de alguns marujos.



A lua já se mostrava no céu quando Hisoka, Rin e Haruko viram um incêndio tomar conta do navio. Haruko parecia suada e cansada com todo aquele poder emanando de si. Talvez houvesse um limite para a poderosa revolucionária.

Puderam perceber um bote saindo do navio em direção à terra firme, com uma lamparina iluminando e dando sua localização para o trio. - Doce pecado foi eficiente… - Haruko pegou seu cordão e o segurou firme, rezando algumas palavras de desfazendo seu feitiço. - Acho que já chega. Ela só consegue fazer isso com quem tem mente fraca. Por sorte, muitos ali são bobinhos. - Haruko falava meio ofegante, enquanto aguardavam a equipe de marinheiros alcançarem a praia.

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O Exumo do Cilício

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#Post 15


Suas vestes umbríferas esvoaçavam à aragem noturna de Berlinque, farfalhando em ritmo similar ao das folhas do carvalho em que se apoiava. O fulgor lunar provia claridade suficiente para que seus olhos contemplassem o litoral da ilha. Havia uma embarcação da marinha lá, assim como Haruko relatara. À sua mente afloraram flashes do plano delineado há pouco e, junto das lembranças, um sentimento de satisfação. Embora não tenha saído exatamente como esboçara, o alicerce ainda era de sua autoria. Iriam capturá-los na saída da Floresta dos Esquecidos – os que restassem, pra falar a verdade. Para isso, precisavam apenas guiá-los até lá, responsabilidade que a garota alva decidira se encarregar.

– Lá vai ela de novo... – Sussurrou no ouvido de Rin enquanto Haruko recitava suas palavras bizarras. Seus olhos, entretanto, não desgrudaram da menina nem por um instante. Depois daquele espantalho assassino, sentia que todo cuidado era pouco. Podia parecer coisa da sua cabeça, mas ele não conseguia vencer a apreensiva sensação de que algum ser místico iria simplesmente decapitá-lo antes mesmo que ouvisse alguma instrução da dona.

Contudo, para sua surpresa... Nada. Suas íris tatearam o local desnorteadas, de um canto a outro, sem mexer a cabeça. Seu sobrolho ergueu-se vagarosamente e a boca vergou num arco. Sentia aquele arrepio na espinha, os pelos eretos, o calor que emanava de alguma entidade, quase como se ela estivesse tocando-o com seu espírito, porém as retinas nada fotografavam. Um galho, então, desmoronou em craquelas e Haruko chamou por alguém.

– Hum? – Engoliu em seco. Em seguida, uma névoa sibilina irrompeu a caligem notívaga, dando origem a uma mulher. Aliás, não uma mulher qualquer; mais parecia uma meretriz que acabara de fazer compras num sexshop. Hisoka, sem acreditar no que estava vendo, piscou pausadamente repetidas vezes. Sentiu o sangue efervescer seu rosto, concentrando-se no cume das bochechas. – Sabe... Acho que sua habilidade não se resume apenas a pesadelos. – Brincou despretensiosamente, lançando um olhar sugestivo à Revolucionária.

Mas a criatura fizera jus ao fruto. O que aqueles marinheiros passaram poderia facilmente ser chamado de pesadelo. Os gritos de desespero inundavam seus ouvidos, abafados pela distância e pelas explosões, cujas labaredas rutilavam às íris carmesim. Ao longe, não era capaz de ver Pecado em ação, porém conseguia inferir prontamente que ela fazia um belíssimo trabalho.

Logo que as primeiras vítimas transpusessem charco adentro, Hisoka volveu o crânio aos flancos, fitando Rin e Haruko. Meneou com a cabeça ao meio-mink sem pestanejar, porém hesitou ao ver o estado da jovem na outra árvore. Sua pele brilhava em suor e seu alento estava pesado, como se tivesse corrido por horas. Todavia, o arqueólogo sabia que ela estava ali esse tempo todo; parada. Com sua lógica, não seria difícil deduzir que os poderes de sua Akuma pareciam influenciar em sua vitalidade, de forma que, quanto mais ela a utiliza, mais debilitada fica.

– Está tudo bem? – Perguntou de cenho estreito, com certa preocupação. Quem diria. Minutos atrás, o arqueólogo poderia facilmente pagar alguém para tirar aquela insanidade bordada no rosto da garota e, agora, tudo que quer é ela de volta. – Certo. Chegou o momento. – Anunciaria após a resposta da major, enfim meneando positivamente a ela.

Com enorme cuidado, Hisoka caminharia à saída da Floresta dos Esquecidos. Os sentidos estariam atentos não somente aos perigos de Berlinque, como também aos eventuais marinheiros que pudessem escapar do labirinto. Ele não estava esperando por muitos, levando em conta que alguns já tenham sido apresentados à libitina por Pecado e que pouquíssimos deverão serem capazes de atravessar o dédalo. Talvez dois... Ou três. Pensaria, mantendo-se de tocaia detrás de algum obstáculo próximo, como uma árvore ou rochedo. Os olhos não parariam fixos na caixa ocular, sempre mirando na porta da Floresta e zelando pelos companheiros, majoritariamente Haruko. Estaria mentindo se dissesse não estar aflito com sua exaustão. Se saíssem três agentes da justiça, Rin ou ele teriam de enfrentar dois provavelmente.

Logo que o primeiro azarado evacuasse do labirinto, Hisoka intentaria agir celeremente, sem lhe dar chances de fuga. Embora tenha o fator surpresa e o pavor da vítima ao seu favor, precisaria ser perfeito; qualquer erro e todo o plano ruiria. Portanto, já de chicote em mãos, faria um movimento de extensão do braço direito, esticando o cotovelo bruscamente para que o flagelo fosse de encontro ao alvo. Almejaria a garganta, meticulosamente calculada de modo a apertar suas cordas vocais – usufruindo de seu conhecimento em anatomia-humana – para que ele não seja capaz de gritar. Logo depois, flexionaria o membro, trazendo o marinheiro de encontro ao seu corpo de forma abrupta. De imediato, o pé esquerdo do Professor afundaria no tendão de aquiles do tornozelo inimigo mais próximo, retirando-lhe a capacidade de caminhar. Concomitantemente, o braço esquerdo deslizaria horizontalmente sobre sua fauce ao passo que a mão oposta cerraria seus olhos, retirando-lhe a visão junto ao "mata-leão". Para amplificar a resistência do golpe, os membros estariam cruzados no cotovelo de forma a dificultar a soltura da vítima, mesmo que ela seja um pouco mais forte que o Doutrinador. Ele também estaria com o tronco afastado, para que o refém não ousasse revidar com os braços ou perna sadia; ainda assim, qualquer sinal de contestação seria retrucado com o intensificar da técnica de submissão.

– Ssssshhhhh... – Sibilaria em seu ouvido como uma víbora, aconselhando-o a se manter em silêncio. Praticamente uma atitude trocista, uma vez que seu antebraço estaria tão firme em suas cordas vocais que ele sequer poderia grunhir. – Qual o objetivo de vocês na ilha? Ein!? – Soltaria seu alento quente na orelha do marinheiro. Não era um mestre da intimidação, mas as circunstâncias poderiam ajudá-lo. Pouquíssimos são capazes de serem abordados de tal forma e manterem-se indômitos. – Não se importa de morrer? É isso? E acha que farei de uma maneira indolor? Está enganado. – Pressionaria-o na hipótese dele se recusar a cooperar. Cerraria os dentes à medida que o açoitasse com as ameaças, exteriorizando certa coação. Caso ele sugerisse que iria responder, afrouxaria o mata-leão levemente, suficiente para que ele pudesse falar de voz roufenha, com intenso esforço. Se porventura o historiador sentisse que ele iria gritar, não teria dó; giraria as mãos em direções opostas, intentando proporcionar uma súbita torção de seu pescoço. – E os reféns, ein!? Onde estão!? – Caso ele colaborasse, tornaria a interpelá-lo, desta vez não cedendo-lhe tempo para titubear. Seu calcanhar direito hastearia alguns centímetros do solo e despencaria no suposto único tendão sadio do marinheiro. Quem sabe a dor não afunilasse sua decisão. No mais, garantidas suas respostas, Hisoka traria a ele o mesmo destino: a morte. Súbita e indolor, numa luxação de sua cérvix com um ágil movimento das mãos. Estava longe de sentir prazer naquilo, mas os cenários de guerra o fizeram ter a ciência que seus adversários estarão sempre dispostos a fazer o mesmo contra ele. Era somente uma questão de quem agiria primeiro.

Na eventualidade de sua investida fracassar em alguma etapa, o historiador ampliaria a sua distância do(s) adversário(s), tendo em vista o seu principal instrumento de combate. Portanto, usufruindo de sua aceleração, corrida e acrobacia, realizaria saltos em recuo, em zigue-zague, com piruetas se necessário. Aterrissaria sobre uma raiz firme emersa, evitando manter-se numa área encharcada, pois perderia sua altíssima mobilidade.

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

Objetivos:
 

Rin/Furry:
 

OFF:
 


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