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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Exumo do Cilício

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyDom 02 Jun 2019, 19:02

Relembrando a primeira mensagem :

O Exumo do Cilício

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptySex 14 Jun 2019, 19:40



O Exumo do Cilício

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#Post 05


Ainda que com requintes de insegurança, Rin acatou com a decisão de Hisoka, o que preencheu seu âmago com uma dose de regozijo. Saber que estava conseguindo ganhar, mesmo que pouco a pouco, a confiança de seus companheiros era de um imenso aprazimento. Finalmente o arqueólogo havia começado a se enxergar como alguém que não um mero soldado cuja função é somente compor o Exército; receber ordens e cumpri-las de boca fechada? Definitivamente não. Não foi por isso que ele aceitara se unir aos Revolucionários; e enfim as primeiras evidências de que fizera a escolha certa chegaram.

Logo que cruzou a fenda que delimitava os trajetos, Hisoka vislumbrou um ambiente mais ameno; as narinas sorviam uma atmosfera mais delicada, num completo contraste ao ar bochornoso oriundo do charco de outrora, ao passo que as pupilas enfim não mais dilatavam em sua plenitude em virtude da melhor iluminação, que inclusive o permitiu enxergar uma morada ao longe. A figura fotografada pelas retinas foi um alvo imediato de dubiez, ao ponto de fazê-lo estreitar os olhos sob a glabela franzida.

– Como pode alguém morar num ambiente assim? – Perguntou perplexo ao companheiro, mirando-o de cenho crispado. Parecia impossível a sua vista; um local como esse, em que criaturas assombrosas surgem como mosquitos? Realmente impossível.

Mas Berlinque estava ali para judiar dessa palavra; o inconcebível era, por via de regra, o cotidiano dali. Logo nos primeiros passos naquela localidade que aparentava ser a mais plácida dentre os outros caminhos, Hisoka sentiu uma viscosidade extra em seus pés, similar àquela de mais cedo, embora com menos resistência. Não pensou duas vezes antes de se agarrar a uma árvore e evitar o pior. Rin, entretanto, não teve a mesma sorte.

– Droga... Calma, Rin! – A mão destra já deslizava tronco abaixo quando uma voz próxima fez sua barriga arrefecer e sua respiração cessar subitamente. Os olhos espantados içaram de imediato junto ao corpo, mas logo aquietaram ao notar a figura de... um sapo? – Q-Quem é você...? – Titubeou, ainda bem desnorteado. Ele parecia como uma das criaturas de antes, porém não o assustava como elas. Trazia-lhe curiosidade, aliás, principalmente pelo fato de ter a capacidade de falar. Contudo, o sapo não o respondeu, ao contrário, continuava a fitar o vazio enquanto disseminava suas palavras pessimistas.

Apesar do interesse no sujeito ignoto, Rin ainda continuava preso no substrato, portanto, Hisoka tratou de estalar a língua no céu da boca e dar de ombros, voltando a atenção para o meio-mink. Sua situação, no entanto, era pior do que ele esperava, pois, em suas costas, uma besta desvelou-se da tocaia, emergindo por completo. Esta sim, ao contrário do sapo, fazia seu coração acelerar a cadência. Havia uma real preocupação com a saúde de seu companheiro e, claro, o historiador não podia deixá-lo na mão.

Se Rin estivesse no alcance de seu chicote, Hisoka liberaria seu flagelo e rotacionaria a espádua, de punho acima da cabeça, instantes antes de fazê-lo ir de encontro ao pulso do espadachim, para que ele o agarrasse. Por conseguinte, perpassaria os antebraços pelo azorrague e enrolaria-o pelo carpo, enlaçando os dedos calejados no corpo do equipamento para aumentar o atrito e facilitar o resgate do meio-mink. Na eventualidade do meio-felídeo se situar fora da distância que seu chicote pode atingir, o arqueólogo caminharia pelas raízes emersas até que conquistasse o raio de ação de seu látego, sempre com cuidado para não escorregar e cair no lamaçal – se perdesse o equilíbrio, almejaria ser rápido, buscando se agarrar à estrutura com as mãos para erguer o corpo.

– Pegue! – Alertaria-o de semblante cerrado, de beiços vincados, para que ele apanhasse o chicote.

Na hipótese da criatura se aproximar de Rin muito rapidamente, Hisoka começaria a suar frio e o alento tornaria-se pesado, difícil mesmo sob a atmosfera amena. Pensar em perder o companheiro numa circunstância tão idiota atiçava seu trauma, mas ele sabia que tinha de manter a calma para que pudesse ajudá-lo. O ínterim seria curto e as opções parcas, porém não desistiria; faria o azorrague rodopiar sobre as madeixas negras e esticaria o braço à frente em seguida, intentando atingir uma região frágil do animal com a ponta do açoite impetuosamente, como olhos ou narinas.

– Se abaixe! – Bradaria se a besta ousasse um ataque superficial, visando apenas a cabeça do meio-mink. – Para a direita! – Vociferaria se fosse uma ofensiva a todo vapor, de cima para baixo, capaz até mesmo de engolir todo seu corpo, para que ele pudesse esquivar por completo. – Embaixo de você! – Enfim enunciaria se o peixe mergulhasse repentinamente, o que, logicamente, sugeriria uma investida a partir do fundo do lago. Posteriormente, ajudaria-o com o seu chicote assim que atingisse o alcance necessário e retornaria para a área segura.

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Ryoma
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyQui 20 Jun 2019, 23:39


O sapo permanecia no mesmo lugar, não ligando nem um pouco para alguém prestes a morrer na sua frente. – Eu? – questionou sem mover-se, já sabendo que o fim daquele meio-mink estava definido. – Sou o idiota que resolveu escolher essa ilha como casa, me chamo Oni. – o olhar vazio continuava ali. Oni não tinha interesse na dupla, esperando que o fim fosse rápido para o companheiro de His. Nadar tão rápido quanto um peixe seria impossível para a raça dele, precisando de muito mais para escapar sozinho. Exatamente por isso Hisoka precisou fazer algo, buscando lançar o chicote nas mãos do companheiro, mas acabando por encontrar o pescoço do mesmo por conta da demora em fazer tal movimento. – Tanto esforço... No fim vão acabar morrendo em outro lugar desse inferno, fujam enquanto dá tempo. – com o impulso do chicote se tornou um pouco mais fácil escapar da mordida do peixe, recebendo apenas parte dos ferimentos que poderiam ter o atingido. – O maior problema não será os monstros... – comentou, mas dessa vez ele andava e saltava da árvore, caindo no chão de verdade para caminhar até a cabana do outro lado. Ao tentar chegar mais perto de Rin e His, infelizmente o peixe parecia encontrar uma barreira que inevitavelmente o fazia recuar e afastar-se daquele local.

Fora do lago, sem mais problemas com o peixe, a dupla se via do lado de uma árvore enquanto a sua direita estaria a casa para onde Oni estava indo. Na esquerda existiam mais árvores e coisas estranhas se movendo, além de ser possível notar rastros de destruição mais ao fundo, parecendo que algo havia ocorrido por ali. O restante dos lados era a mesma coisa, apenas a vegetação e nada de tão chamativo visível. – Como isso foi acontecer? – Rin estava com fermentos nos braços, tinha um pouco de sangue escorrendo, mas parecia bem no geral. Sem problemas o mink conseguiu levantar-se para observar os arredores sem necessitar de cuidados imediatos nos braços. – Aquela deve ser a casa do sapo, acha que devemos ir lá? – por um instante o olhar do mesmo partiu para onde existia a tal destruição, ficando intrigado com aquilo em uma ilha até então deserta. – Isso é algo feito por pessoas. Seria muito estranho dizer que estou interessado na destruição? – sem saber se era um lugar bom para ir, Rin apenas sorria sem jeito, pois aquela destruição provavelmente não resultaria em algo bom. – Vocês deviam correr. – uma voz surgindo do nada chamava a atenção completa dos dois, que ao olharem para cima viam uma animal completamente diferente dos vistos na ilha até o momento.

Uma coruja preta estava sobre o galho de uma árvore, apenas observando a dupla e a voz obviamente estava vindo dela. – Sabe... O medo é bom nesses momentos, pois vocês vão não querer encontrar o meu chefe. – comentava enquanto uma de suas asas apontava na direção da destruição. – Recomendo que não sigam esse caminho, ele é mais perigoso do que essas florestas. – a coruja saia da árvore, abrindo as asas e começando a desfazer-se, tomando a forma de um garoto de madeixas escuras que tinha as mesmas asas. Lentamente ele planava até chegar próximo dos revolucionários, deixando as asas desaparecerem por completo. O olhar dele era fixo, sem demonstrar qualquer sentimento ao falar sobre fugir. – Corram. – diferente das outras vezes a voz dele assumia uma forma mais sombria, sendo quase possível enxergar uma aura escura ao redor do corpo dele que exalava o terror. Não era força que o garoto estava mostrando, mas sim a realidade que provavelmente os esperava do lado proibido. Rin via os braços tremerem sem entender a real razão, algo que aconteceria com His da mesma forma. A vida dos dois parecia estar em risco mesmo que apenas uma pessoa estivesse ali, observando a alma deles sem piscar.

NPCs/Falas:
 

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Hisoka
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptySex 21 Jun 2019, 14:06



O Exumo do Cilício

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#Post 06


Embora seu chicote tenha ido de encontro ao pescoço de Rin, em vez de seu punho, Hisoka conseguiu salvá-lo a tempo de ser engolido pelo aterrorizante peixe-pedra. O animal até tentou segui-los, porém refreou seu avanço repentinamente, como se algo o impedisse de ir além. O fenômeno contemplado pelo arqueólogo arrancou-lhe um cenho franzido, de olhos semicerrados; graças a sua lógica, ele notaria um quê de suspeição no ocorrido.

– Que estranho... É como se algo estivesse repulsando-o... – Murmuraria, pensando alto, porém com poucas evidências para chegar numa conclusão concreta.

A salvo dos perigos locais, ao menos por ora, Hisoka enfim pôde vislumbrar o ambiente ao seu redor. Além da cabana avistada de antemão, o arqueólogo também observou um amontoado de árvores a sua esquerda. As silhuetas recônditas não o permitiam compreender o que havia por lá, porém o cenário parecia em ruínas, como se tivesse sido assolado há pouco tempo. De pescoço suavemente flexionado à frente, ele buscou captar alguma informação a mais do local, mas debalde. Quando questionado pelo companheiro, succionou os lábios, ruminante, antes de umedecê-los com a língua e respondê-lo:

– Não sei... Mas não me assustaria saber que uma das criaturas da ilha fez isso. – Volveu os olhos ao meio-mink, deixando escapar um suspiro sutil pelas narinas. – Precisamos de informações antes de prosseguir... E aquele sapo parece saber bastante sobre aqui. Além disso, ele não nos atacou, embora também não tenha nos ajudado. – Deu de ombros ao fim do comentário, contemplando-o junto a um riso jocoso que escapuliu entre os dentes, agraciando o semblante ríspido quase sempiterno que Berlinque marcara ao rosto. – Pra ser sincero, também tem outra coisa que está me intrigando... – Disse de maneira sibilina e, ainda que fosse alvo de questionamentos por parte de Rin, não falaria mais nada.

O que acontecera mais cedo com o peixe-pedra havia chamado-lhe a atenção. Só de pensar que esse homem-sapo more num local tão inóspito chega a ser irracional, pois, independentemente do quão forte ele seja, Berlinque parece dispor de armadilhas que vão além da capacidade de qualquer um; não apenas pelas criaturas que aqui residem, como também pela própria natureza, que parece ter vida própria, quase como se estivesse sempre intentando expulsar os invasores. Deve ter algo a mais... Algo que o permita viver em "paz"...

– Unh? – Resmungou enleado ao ouvir uma voz acima de sua cabeça, hasteando o pescoço para mirar o responsável com os olhos. Piscou atarantado assim que as retinas fotografaram uma coruja falante que, de certa forma, remetia-lhe ao sapo; não somente era cônscio, como também extremamente pessimista. – Chefe...? – Perguntou retoricamente, voluteando o crânio sobre o ombro para que pudesse observar o rastro de destruição de outrora de soslaio. As íris encontrariam as de Rin em seguida, de beiços tesos, como quem quisesse passar-lhe uma mensagem apenas com o olhar. Se antes já não queria ir averiguar aquele local, agora mesmo é que as chances extinguiram-se. Não sabia quem era aquela coruja, mas acatar seu alerta parecia ser o mais sensato a se fazer. – Certo, nós- – Estaria prestes a assentir com o aviso do estrigiforme quando suas penas umbríferas adejaram em sua direção, gradualmente transmutando-se num humano. Por instinto, os punhos içaram à frente do tórax à medida que os calcanhares hastearam em recuo, almejando garantir sua segurança. O olhar imoto do jovem misterioso trazia, de certa forma, uma atmosfera tensa ao recinto; um frêmito de agonia subiu à espinha e a fauce engoliu em seco, de cenho extasiado. Estava sentindo um medo lídimo pela sua vida, tamanho que mãos e pés tremiam, mesmo que sutilmente. – Vamos. Rin. – Os lábios enfim descerrariam, carregando fios de esputo entre os sulcos da epiderme. De expressão fixa no homem-coruja, moveria o corpo lateralmente, arrastando consigo, com o antebraço, o companheiro em direção da cabana do sapo.

Ainda era bastante desconexo para o Revolucionário a capacidade que alguns humanos tinham de se transformarem em animais – ou seriam animais que se transformam em humanos? De esguelha, não conseguiria deixar de refletir acerca de seu companheiro, que carregava traços animalescos. Assim, antes que alcançassem a porta da morada, indagaria-o, de sobrolho unilateralmente erguido, insinuando dubiez:

– Você também é assim? Digo... Como eles? – Estreitaria as pálpebras, murmurando a última palavra. – Entendo... – Ciciaria, de mão ao mento, para qualquer que fosse a resposta. Na entrada da cabana, cerraria o punho e o abalroaria contra a porta em triplicata, sem muita força. – Oni? ... Oni? – Evocaria o sapo, cujo nome soube minutos atrás. Caso ele abrisse a residência, ou se ela já estivesse aberta, perguntaria: – Podemos entrar? – Sua voz estaria mais plácida, com seu temperamento calmo tomando as rédeas de seu consciente após o terror de outrora. De sobrancelhas arqueadas, tentava ser cordial, principalmente por imaginar que pudesse ser rechaçado. – Por favor... Tenho algumas dúvidas sobre Berlinque. – Insistiria na eventualidade de sua estadia ser negada, acentuando os sobrolhos em abóbada em súplica. Se Oni permitisse a estância, agradeceria com um meneio positivo de sua cabeça, adentrando casa adentro. Sentaria confortavelmente em algum local, se possível, ou simplesmente manteria-se de pé. – Sobre o que o coruja estava falando? Que chefe é esse que ele mencionou? – Ouviria sua resposta, de cotovelos sobre as coxas, ou de braços cruzados se estivesse ereto. – Há quanto tempo vive aqui? Por quê? – Uniria os sobrecenhos à glabela crispada com certa curiosidade. – Sabe... É muito estranho para mim sua casa ser intocável em meio a esse inferno... O peixe-pedra simplesmente recuou, mesmo que segundos antes estivesse sedento por comida. Eles respeitam você? Você é como um líder aqui? – Inclinaria a cabeça lateralmente, novamente atento a sua resposta. Cada informação seria extremamente valiosa para a sobrevivência de Hisoka e Rin em Berlinque; e ninguém melhor para cedê-las que um experiente citadino.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyTer 25 Jun 2019, 12:39

A cabana que antes Hisoka havia pensado ser de tamanho normal, na verdade não passava de uma pequena palafita em um rio, proporcional a seu dono de 35 cm.  Quando o rapaz bateu à porta pedindo que pudesse entrar no lugar, recebeu um olhar incrédulo por parte de Rin. - Como é que é? - O arqueólogo parecia estar louco.  Ouviram então um bater de asas a suas costas, e era o homem-coruja levantando voo para possivelmente nunca mais voltar. - Corram! - Era sua última mensagem para os aventureiros perdidos na ilha selvagem.

O sapo então atendeu a porta, resmungando a passos pesados. - Você quer entrar? Está louco?  Se bater outra vez dessa forma na porta da minha casa vou te deixar em pedaços. - Rin balançou as mãos tentando desfazer o mau entendido, possivelmente envergonhado pelo amigo. - Perdão senhor Oni.  Meu amigo aqui tem passado momentos difíc... - Rin foi interrompido com uma movimentação instintiva de Hisoka, se curvando para o lado para vomitar. - Rapaz... Você está bem? - Era a reação do senhor sapo, após se afastar um passo.  Kurayami parecia ainda ser forte, e independentemente de sua situação continuou com suas perguntas para o habitante da ilha. - Eu não sei quem é aquele cara de coruja, e nem me importo.  E eu também não tenho que dar satisfação alguma pra vocês.  Apenas fujam da ilha antes que ela os coma vivos.  Podem acreditar, esse é o melhor conselho do dia.

Ele então mergulhou no rio e reapareceu em um barril parcialmente submerso, de onde começou a lançar uma linha fina com um anzol e isca na ponta para pescar. - Seus lábios estão estranhos rapaz... Não encontrou nenhuma serpente lamaçal pelo caminho, não é mesmo? - Oni fez sua observação para a dupla, mesmo estando de costas pescando.  Rin prontamente olhou para Hisoka, com olhar de preocupação. - Cara... Seus lábios estão cinzentos e rachados.  Mas que droga tá acontecendo?
off:
 

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Última edição por Shogo em Sex 28 Jun 2019, 04:38, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyTer 25 Jun 2019, 23:22



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#Post 07


À medida que se apropinquava da cabana de outrora, Hisoka notava que havia algo de errado; sua cabeça estava pesada, os olhos em vertigem e os ouvidos sob audição bochornosa. Os toques em triplicata sequer precisaram serem completados para que o burburinho do meio-mink o chamasse a atenção. Assim que volveu o pescoço ao companheiro, sentiu como se o mundo estivesse girando ao avesso; seu labirinto parecia ter ido para o saco. Cambaleante, meneou com a cabeça, questionando Rin com um trejeito simples, como quem estivesse sem entender o que estava por acontecer.

– U-Ué...? – Tamanha era a ebriez que sequer ligou para o ultimato do homem-coruja, no entanto, a abertura da porta por parte do sapo fisgou-lhe o foco ao lobrigá-la de esgalho. – M-Mas que diabos!? – Carregou o pescoço para trás e esgazeou os olhos, incrédulo com a dimensão da morada. Céptico como é, não conseguia entender o que o fizera achar que poderia ter algum tipo de acesso àquela casa de anão. – E-Eu q-queria entrar aqui? Argh... – Questionou repleto de dubiez, gemendo em seguida, levando a mão direita à testa, de carranca em esgar.

O charco rodopiou ainda mais, agora acompanhado de uma horrível queimação na boca do estômago; mal tivera tempo de reagir, somente jogou o corpo para o lado contrário à dupla que o acompanhava e arreganhou a boca. Sentiu o ácido rasgar-lhe o esôfago com todas as forças, rompendo a glote e descendo lábios afora. Expressava um semblante de ojeriza, principalmente após captar o péssimo saibo deixado pelo vômito, que agora dominava suas papilas gustativas.

– Urgh... Q-Que droga... – Suor estilava da testa como nunca e o fôlego parecia sempre insuficiente, não importando o quanto arquejasse. – D-Desculpem... Não estou b-bem. – Abanou a mão direita, sem virar o rosto, buscando pretextar seu comportamento que, claro, não fazia parte de seus planos. Então, flexionou os joelhos e manteve-se de cócaras, intentando recuperar o equilíbrio. Enquanto isso, ouvia as palavras do sapo ranzinza, as quais gradualmente resgataram memórias em seu hipocampo. – Nã- S-Serpente...? Oh... Droga... – Levou a palma da mão à face, arrastando-a da testa ao queixo frustrado. – S-Sim... Vi um bicho que parecia uma cobra mais cedo... Jogou uma coisa na minha cara. Pra ser sincero... Pensei que tinha urinado em mim... – Respondeu ao vetusto, exsudando e defesso. – Deve ser por isso que eu... Unh? – Pensou alto, referindo-se ao fato de ter visto a casa do sapo bem maior do que realmente era. Sua ruminação, contudo, foi interrompida pelo comentário de Rin, que o preocupou de imediato. Lábios pretos? Instintivamente levaria os dedos da sinistra ao beiço inferior, buscando captar os sulcos com seus dermatóglifos. – Q-Que droga... – Resmonearia caso sentisse as eivas, curvando os sobrolhos consternado. – E-Ei, Oni... Não sabe algo sobre isso? A-Algo que possa me ajudar? – Levaria a mesma mão à frente do tórax, em direção do macróbio, suplicando por seu auxílio. Ele mora no local há anos, o que fez Hisoka imaginar que detém algum conhecimento acerca das chagas que a ilha traz. – P-Por favor... Eu... – Obsecraria, entristecendo ainda mais o cenho, de entonação alquebrada. Na hipótese de Oni ajudá-lo, o arqueólogo seguiria suas instruções e faria o que ele solicitasse. – O-Obrigado... – Agradeceria num suspiro, já sem forças. – R-Rin, solicite ajuda no navio... – Pediria ao companheiro se Oni não o amparasse, pouco a pouco sucumbindo à relva, deitando-se ofegante.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyQua 26 Jun 2019, 21:06

Após ouvir as súplicas daquele que não se sentia tão bem assim, Oni suspirou. - Muito bem homem, se recomponha. - O baixinho olhava para o horizonte, como se esperasse por algo que nunca chegaria. - A noroeste daqui vocês encontrarão um lugar que eu chamo de Charco da Insânia.  Preciso que tragam pra mim uma folha alongada, roxa por baixo e esverdeada por cima.  Com ela farei um chá que lhe deixará melhor.  Mas aqui vai um aviso.  Cuidados com as plantas por lá. - O sapo então quase se desequilibra, puxando sua linha de dentro do rio com um sorriso no rosto - Haha... Hoje é meu dia de sorte!

Foi quando seu sorriso se desfez, ao perceber 7 pontos negros distantes no horizonte.  A linha escorregou por suas mãos, acompanhando o peixe rio acima. - Então os boatos são verdadeiros.  Desgraçados. - Oni então se virou para os visitantes, com certa pressa e um tom de seriedade. - Sejam rápidos.  Temos mais visitantes em nossa ilha. E dessa vez são muitos. - Ele então saltou para o telhado de sua casa, e entrou por uma janelinha.

- Parece que temos uma missão, achar essa maldita planta.  Quer mesmo fazer isso? - Rin estava preocupado com seu colega, apesar de não demonstrar.  À este ponto o sol raiava no meio do céu, indicando um início de tarde.  Ainda teriam a companhia da luz do dia por mais algumas horas, mas precisariam ter pressa.

Se fizessem o que o sapo anão havia mandado, encontrariam após alguns bons metros de caminhada uma estátua repleta de plantas trepadeiras enroladas.  A peça era nada mais que uma mulher chorando enquanto segura um tipo estranho de planta, com uma base onde o nome "Insânia" está entalhado.  Por um instante Hisoka pensou ter ouvido um grito masculino ao longe, em meio à todas aquelas plantas.  Poderia ter sido coisa da sua cabeça?

- Que ótimo.  Aquela planta alí ta comendo um tipo de bode do inferno. - Indicou Rin, em um canto mais escuro.  E era verdade.  A erva parecia regurgitar, abrindo e fechando folhas que pareciam uma boca cheia de dentes afiados, fazendo o animal já morto sangrar e espalhar seu líquido vital por toda parte.  - Melhor manter as armas em mãos...

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyQui 27 Jun 2019, 12:57



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#Post 08


Um suspiro escapou entre os lábios negros como tição, salientando seu sossego ao ouvir as palavras de consentimento do sapo; ele iria ajudá-lo. Todavia, ao que parecia, a solução para o seu problema não encontrava-se ali. Teria de ir a um outro recinto, conhecido como Charco da Insânia. O nome, extremamente sugestivo, aparentava estar diretamente interligado com o alerta para com as plantas locais, como atinaria o arqueólogo com o auxílio de sua lógica.

– Charco da Insônia... Talvez as plantas sejam capazes de induzir o delírio ou algo do gênero. – Pensaria alto, buscando ganhar a atenção Rin. O sabor amalgamado de ácido e bile ainda o incomodava. Era como se estivesse impregnado na mucosa; e de fato estava. – Hum!? – Murmurou de glabela crispada, desconfiando do parecer de Oni. Seus olhos, então, volveriam até a região que ele fitava, buscando vislumbrar os invasores. – Tsc... – Estalaria a língua no céu da boca se visse algo, um pouco preocupado. Será que são eles os responsáveis por aquela destruição toda? Por isso o coruja queria que fôssemos embora? – Agh... Se já não bastasse lidar com essa ilha maldita, ainda têm humanos também? – Queixar-se-ia frustrado, de bucinador unilateralmente entesado. Quanto mais tempo habita em Berlinque, mais o historiador passa a concordar com Oni; esse lugar é realmente um inferno. – Nossa única chance é confiar no sapo... Estou indo de mal a pior. – Frisou abatido. Assim que se ergueu, a cabeça pareceu ter sido enfiada num caldeirão de magma, obrigando-o a levar a palma à têmpora e fechar os olhos, de cenho vincado, para recompor a homeostase.

A caminhada seria marcada pelo seu cálido arquejo, que ascendia à fauce sem dó algum, afogueando os lábios sulcados ao exaurir à atmosfera. Minutos depois, viu uma estátua em destaque ao longe, na qual, aproximando-se, contemplou uma planta sobre o termo "Insânia" cinzelado. Embora tudo indicasse se tratar do escopo, o historiador iria além, intentando reconhecê-la a partir das características mencionadas por Oni.

– Folha alongada... Roxa por baixo... Verde por c- – Estava listando os atributos um a um enquanto a tateava com as íris quando um grunhido fisgou-lhe a atenção. Parou de imediato, esboçando um semblante confuso, almejando identificar, com movimentos da cabeça, a origem do som. Pareceu ter sido o grito de um homem, o que fez seu estômago arrefecer, contudo, Rin rapidamente tirou seu foco para outra cena. Talvez seja efeito do veneno... Inferiu céptico. – Mas que diabos... – A expressão já estava se tornando corriqueira; praticamente parte de sua rotina na ilha, mas não era para menos. À frente, uma planta mastigava um animal, o que arrancou um esgar de ojeriza por parte do professor. – Sabe... Minha mãe havia me ensinado o contrário... – Caçoou da situação, coçando a têmpora com o indicador, de feição meândrica. Berlinque literalmente parece desafiar as leis da natureza; aqui são as plantas quem predam os animais. – É... Agora entendi o porquê de tomar cuidado com as plantas. – Deixou escapulir um riso abafado à glote, de lábios franzidos. Sua mão destra deslizaria pelo tronco, apanhando o azorrague de dedos firmes, embora sem desbobiná-lo por ora. – Só temos que pegar aquilo ali e voltar. Cof! Cof! – Apontaria para a planta amparada pela estátua caso ela coincidisse com as características descritas pelo sapo. Assim que tossisse, sentiria a cabeça latejar intensamente, mas tentaria manter a concentração, ainda que seu rosto encorrilhado sugerisse o completo contrário. – Procure por uma planta de folha alongada, roxa por baixo e verde em cima. – Volveria os olhos a Rin, comentando a morfologia da planta correta na possibilidade do exemplar seguro pela escultura não se encaixar nos aspectos relatados. Seria horrível fazer uma viagem perdida à toa, e o inteligente Hisoka manteria-se atento para evitar isso.

Cada passo em direção da estátua faria seu coração palpitar e a respiração cadenciar cada vez mais; ainda assim, seu temperamento calmo o ajudaria a manter o foco mesmo sob a pressão que a ansiedade lhe causava. A marcha seria lenta, propiciando tempo para que as íris captassem cada nuance do ambiente; as plantas assassinas não sairiam de seu campo de visão sequer por um segundo, tampouco o solo, que poderia guardar alguma armadilha, como a areia movediça de outrora.

Na hipótese de conseguir alcançar a estátua sem imbróglios, Hisoka recolheria uma única folha da planta; faria sem movimentos bruscos, arrancando a única parte do verticilo com os dedos em forma de pinça. Retornaria, então, com a mesmíssima atenção, até que estivesse seguro o suficiente para virar as costas e voltar à cabana. Por outro lado, na eventualidade de sofrer alguma investida surpresa, por qualquer que seja o agressor – plantas carnívoras, animais, cipós etc, buscaria agir celeremente, agachando para ofensivas altas e saltando para ofensivas baixas, imediatamente depois recuando do perigo para o ponto inicial num pulo; nesse meio tempo, entretanto, aproveitaria a mão rente ao chicote para tentar liberar seu flagelo e, junto ao movimento defensivo, flexionar o braço e tesar o pulso destro de modo que o açoite avançasse contra a planta e se enlaçasse em sua estrutura; enfim puxaria o membro superior na direção do próprio corpo, para que o vegetal viesse ao seu encontro, onde seria pego e conservado em suas vestes.

– Ufa. Vamos! – Diria após uma forte expiração de alívio, voltando à barraca de Oni. Chegando a salvo, hastearia a planta, ou a folha, na altura da cabeça, realçando-a ao sapo. – C-Conseguimos. – Forçaria um sorriso de canto de rosto com os resquícios de energia que tivesse, finalmente entregando-a ao único habitante de Berlinque. Por conseguinte, esperaria o que quer que ele fosse realizar, seguindo suas instruções em seguida.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyQui 27 Jun 2019, 19:34

Procuraram com o olhar por alguns instantes, antes de avistarem a planta descrita por Oni ao pé de uma árvore a aproximadamente 10 metros de distância logo à frente.  - Muito bem.  Essa vai ser fácil. - Rin estava apreensivo no fim das contas, quando ambos iniciaram sua caminhada em direção à estátua.  Ainda assim, Hisoka pegou um pedaço de trepadeira da estátua e virou as costas (efeito do veneno?), antes de ser interrompido pelo colega revolucionário. - O que você tá fazendo?  Essa não é a plan...WOOOOOOAAAAAAA!!! - Hisoka viu os pés do mink serem puxados para o alto, levando-o para cima das árvores e consequentemente fazendo-o se perder de vista.

Preparado, Kurayami saltou para longe de modo a evitar ser puxado da mesma forma e chicoteou a planta cortando-a em um pedaço.  Precisou se abaixar logo em seguida para evitar outro ataque do vegetal, e se movimentou igualmente para chicotear outra parte daquela planta.  Então o chicoteador pôde vislumbrar raízes se movimentando em todo o chão a seu redor, assim como folhas se aproximando em uma velocidade lenta.  A estátua já estava completamente envolvida, e o revolucionário se via cercado por uma parede de plantas, como uma cerca viva.  Então no alto delas um fruto gigantesco e avermelhado surgiu e se abriu parcialmente, destilando um suco cor de mel que derramou ao chão à frente do arqueólogo.

Seu coração agora palpitava ainda mais, e precisaria agir rapidamente para fugir das armadilhas daquele lugar, com a planta medicinal e com seu amigo.  Ambos vivos, de preferência. Sentiu por um momento sua cabeça girar e a tontura lhe causou um mal estar que rapidamente passou. Agora estava pronto para mais um round contra as plantas.
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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptySex 28 Jun 2019, 00:30



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#Post 09


Extenuado pelo efeito do veneno, Hisoka não pareceu notar que havia observado a planta errada na estátua e, mesmo após sentir a estrutura da trepadeira entre seus dedos, continuou seu trajeto de volta à cabana como se nada estivesse errado. Apenas pôde retornar à realidade quando seu companheiro foi levado embora pelas videiras ao ser alçado aos céus até desvanecer dentre a penca das árvores. Num sobressalto, assustou-se com a cena, tal como tivera um momento de lampejo, o qual foi aproveitado para evitar o mesmo destino do meio-mink.

– O-O que!? Droga... Onde eu estou com a cabeça!? – Reclamou decepcionado, de olhos firmes no cipó que outrora acreditava ser a planta medicinal. Desapontado, balançou a cabeça negativamente e se livrou do sarmento, jogando-o à esquerda. Será se eu confundi a trepadeira com o chicote e por isso não percebi? Pensou inquieto, vislumbrando o látego à destra de esguelha. – Aquela serpente... Argh! Rin!? Riiiin!? – Bradou seu nome de rosto voltado para o céu, tateando o recinto com os olhos preocupados enquanto esperava por uma resposta do espadachim desaparecido.

Por outro lado, as vinhas do recinto começaram a cobrir a estátua como se tivessem vida própria, ganhando pouco a pouco mais espaço pelo santuário, requisitando a atenção do historiador. Gradualmente, ele viu a pouca iluminação que atravessava as barreiras do charco minguar, resultado do tapume formado pelo vegetal ao seu redor. Assim que ergueu o mento, observou um fruto que deixava manar uma espécie de seiva. De imediato, Hisoka seguiria o gotejamento da substância com as íris cetrinas, intentando contemplar sua ação no solo; se o substrato viesse a ser corroído, isto é, se o sumo tivesse características ácidas – ou algo similar, ele engoliria em seco, bordando um cenho de apreensão no rosto.

– Ótimo... – Murmuraria, tornando a sentir a cabeça pesada, o que lhe fez enrijecer os dedos de dor.

Não parecia ter outra saída; teria de lutar. Já sentiria a adrenalina tomando conta do corpo, dilatando os vasos sanguíneos e distendendo as pupilas, que teriam as pálpebras semicerradas, estampando sua feição focada. Iniciaria mirando no grande fruto que, a priori, remetia a uma espécie de "cérebro" da criatura. Para o arqueólogo, bastaria que destruísse aquele cerne para que toda a entidade ruísse. Portanto, elevaria a mão esquerda na altura da cabeça, de modo a liberar o ombro destro, cuja mão portava o azorrague; rotacionaria a espádua junto ao pulso em seguida, contemplando um movimento ascendente do flagelo, que se deslocaria subitamente de baixo para cima visando o "queixo" do fruto num marcante estalido. Imediatamente após, volveria o tronco no próprio eixo, almejando golpear a parede de vinhas em seu flanco com o cotovelo canhoto, abusando de sua ambidestria. Não seria tão intenso na investida; seu objetivo seria adquirir informações acerca da resistência da estrutura.

– Yokusei no... – Caso tenha inferido que o tapume possui baixa resistência, o professor canalizaria energia nos membros inferiores ao flexionar os joelhos, explodindo essa força acumulada repentinamente para lançar o corpo contra a barreira ao utilizar sua aceleração. – Wani! – Ergueria o cotovelo destro, amparando-o com a mão esquerda rente ao punho oposto, intentando golpear a cerca vegetal impetuosamente a fim de rompê-la.

Na eventualidade da estrutura possuir intensa dureza, Hisoka não investiria contra ela, pois poderia vir a se machucar. Ao invés, hastearia o pescoço para analisar a altura e o arranjo da cerca, que não aparentava ser uniforme, uma vez que é concebida a partir da disposição de galhos, vinhas e folhas. Se não posso quebrar... Vou escalar. Concluiria, dobrando as rótulas antes de realizar o primeiro salto contra a parede mais próxima; assim que a tocasse, buscaria um ponto de equilíbrio para garantir estabilidade e imediatamente pular outra vez, indo para outra região do tapume, em zigue-zague. Desta forma, com sua acrobacia, aceleração, ambidestria, lógica e conhecimento anatômico, grimparia a cerca como numa atividade de parkour.

Evidentemente não deixaria de manter a atenção sequer por um segundo no insólito fruto e sua seiva de substância desconhecida. Já fora alvo de um composto venenoso há horas e agora sofre das consequências que a toxina o impôs. Nem de longe gostaria de sofrer o martírio de algum outro elemento nocivo de Berlinque. Em vista disso, evitaria, ao máximo, contato com esse sumo, mesmo que de raspão em alguma região de sua pele; se ele tivesse algum tipo de fragrância, diminuiria o fluxo respiratório para se poupar de aspirá-lo. Por outro lado, se o pomo ousasse borrifar esse suco em sua direção, Hisoka jogaria o corpo ao chão, vergando o tronco e usufruindo dos antebraços para efetuar um rolamento pelo solo – com seu conhecimento acrobático, indo para a frente de forma que somente a região onde antes estava fosse atingida.

Se o fruto borrifasse o líquido durante sua escalada, o arqueólogo tentaria ser ágil com seu chicote, manuseando-o horizontalmente de modo a atingir a lateral do pomo, o que culminaria na modificação da direção da estrutura ejetora da substância, fazendo-a errar o Revolucionário. Entretanto, se porventura não houvesse jeito algum de evitar o contato com a seiva mesmo com todos seus esforços, protegeria o rosto com o dorso dos antebraços e virando o tronco para expor as costas – porém apenas em último caso.

Na vicissitude das vinhas ousarem agarrá-lo, Hisoka tentará mover o corpo, rotacionando sobre os próprios calcanhares de forma a sempre se manter de frente contra o alvo, que ele tentará cortar com golpes de seu chicote, tal como já fez. Se as videiras se aproximarem muito rente ao solo, ele almejará pisá-las fortemente; caso falhe com o látego e seja agarrado, usará as mãos para se livrar dos vinhedos, arrancando-os da superfície de sua pele sem piedade.

Yokusei no Wani:
 

Histórico:
 

Informações do Personagem:
 

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Rin/Furry:
 

OFF:
 


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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptySex 28 Jun 2019, 19:44

O chicote de Hisoka estalou em direção ao fruto, lhe abrindo uma fenda que fez derramar um pouco daquele suco.  No entanto, sua arma ali ficou grudada em meio à todo aquele líquido misterioso.  Imediatamente Kurayami usou sua técnica para testar a resistência da cerca viva, o que o fez ficar enrolado em toda aquela parede de ervas apesar de facilmente conseguir rompê-la.  Agora estava completamente enrascado e preso à armadilha do Charco da Insânia.  As ervas surgiam te todos os lados, se enrolando e envolvendo todo o corpo do chicoteador que não conseguia se livrar delas mesmo ao movimentar seu corpo debilitado.  Se debateu, torceu mas nada adiantava a não ser esperar pelo seu triste final.  Derrotado por plantas carnívoras.  O veneno em seu sistema circulatório parecia estar jogando junto com os vegetais assassinos, fazendo-o ter espasmos involuntários e câimbras inexplicáveis.  Sentiu seu corpo envolto em em casulo de ervas começar a ser erguido para o alto.

Quando a visão já estava quase que completamente tampada, o Arqueólogo ouviu um rasgar de folhas.  Sua vista foi desbloqueada por um Rin completamente cheio de arranhões, mostrando ter lutado com unhas e dentes contra aquela selva maldita e pronto para salvar seu companheiro. - NÓS NÃO VAMOS MORRER AQUI HOJE, VOCÊ ME ENTENDEU? - Seu olhar determinado e mãos ensanguentadas rasgavam as ervas e forçavam o corpo de Hisoka para baixo.  Ambos então caíram de uma altura de 10 metros, rolando para o lado.

Hisoka caiu ao chão e viu seu amigo mink desacordado, com várias plantas carnívoras se aproximando rapidamente para atacá-lo, mas nada podia fazer.  O chicoteador sentia seus batimentos cardíacos como se fosse um tambor em alto e bom som.  O fim estava próximo para ambos os revolucionários.

- Eu realmente não posso deixar vocês sozinhos por um instante... - Uma voz familiar se apresentou, e encheu o corpo do revolucionário de esperança.  Era Helena, acompanhada por Milla e Jovi afastando e queimando as plantas. - Muito bem, peguem o Rin e vamos voltar para a cabana do velhote.  Pega a maldita planta também.  Vamos botar ordem na casa. - Seus companheiros assentiram, enquanto livravam Hisoka das ervas daninhas.  O rapaz mal conseguia ficar de pé, mas conseguiu ficar apoiado nos ombros de Milla que guardou consigo o chicote cheio de seiva. - Vou cuidar de você e tudo ficará bem, pode ficar tranquilo. - Ela sorriu e meio envergonhada olhou para longe.  Jovi colocou o mink nos ombros, reclamando. - Esse cara é mais pesado do que parece.  Como que essas plantinhas conseguiram fazer isso com vocês?  - Seu tom irônico e debochado não era dos mais oportunos.

Chegaram ao final da tarde à cabana de Oni, que suspirou ao ver os dois revolucionários semi-mortos. - Ah, isso é bem comum.  Trouxeram a erva que pedi? - Jovi então estendeu sua mão com a folha alongada, e a entregou ao sapo logo após deixar Rin repousar ao chão.  Oni então pegou a erva e em um pequeno pilão a esmagou e misturou com água.  Colocou em sua própria boca e gargarejou aquele líquido que cheirava a algo podre.  Todos fizeram cara de nojo.  O sapo então cuspiu em um recipiente de madeira, e se aproximou de Hisoka para lhe fazer beber. - Este é um remédio impossível de ser feito por outra pessoa além de mim.  As substâncias de minha boca são extremamente importantes.

Milla pegou o recipiente, cheirou e não gostou, mas mesmo assim o deu para que Kurayami bebesse. - Eu realmente admiro a medicina natural... - Assim que o chicoteador tragasse o líquido, sentiria um calafrio pelo seu corpo seguido de uma tremedeira incontrolável que o derrubaria ao chão, se debatendo por alguns instantes.  Assim que voltasse a si, sua personalidade estaria bastante diferente. - Hisoka? Você está bem? - Todos estavam preocupados, observando a situação.
Efeitos do Remédio:
 

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício - Página 2 EmptyDom 30 Jun 2019, 01:01



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#Post 10


A parca luz do sol pouco a pouco desvanecia às íris cetrinas, amoradas pelas videiras que ganhavam força cada vez mais, impondo-se sobre o corpo do arqueólogo. Ele lutava bravamente, usufruindo do pouco tônus muscular que ainda lhe restava, mas era inútil; os ramos e esgalhos engoliam sua pele por toda parte, de todas as direções e, em pouco menos de um minuto, já encontrava-se completamente imobilizado. Os miócitos ainda contraíam, de tal modo que as veias saltavam à epiderme; grunhidos exauriam aos lábios mirrados, mas debalde. Havia sido derrotado por Berlinque.

– N-Não... Não... – Ao semblante, o pavor esculpido tão quanto a raiva por aquele lugar. Não conseguia acreditar que aquele seria seu fim; após tanta luta e persistência, principalmente por parte de sua mãe, morreria para uma mera planta... Não... Não! De dentes cerrados e canto dos olhos marejados, gradualmente viu a visão sucumbir em virtude da inconsciência que batia à porta. A audição foi preenchida por um zumbido quase sempiterno, senão pela captação da própria respiração pesada e dos batimentos tão fulminantes quanto tambores em orquestra.

Sob as pálpebras cerradas, um clarão então assomou, oriundo do astro celeste radiante que enfim invadiu o tapume vegetal. Os olhos em vertigem identificaram Rin pouco antes de sucumbir de joelhos ao chão, sem equilíbrio; suas palavras pareciam querer motivá-lo, mas era impossível continuar de pé; era impossível lutar. Por mais que sua alma quisesse, mente e carne não respondiam. Desculpe, Rin... Desculpe... Pensava, embora sequer fosse capaz de trocar olhares com o meio-mink. Foi, neste momento, que outra voz conhecida ecoou pelo recinto, trazendo consigo o rio de esperança que assolou a seca.

– H-Hele... Helena...? – Os lábios balbuciaram; queriam formar um sorriso, mas apenas tremiam, em titubeio, em virtude da energia às mínguas. Então, de esguelha, vislumbrou as madeixas negrumes de Milla, tal como aventou seu típico bálsamo adocicado. – O-Obriga...do... – Agradeceu de olhar distante, passando seu braço sobre o ombro da enfermeira. Sua companhia, de certa forma, tranquilizava-o, retirando muito da tensão que sofrera. Então, como um anjo-da-guarda, a menina acanhada o levou para o encontro de Oni junto aos demais Revolucionários.

O que Hisoka não esperava era que o processo de concepção do antídoto fosse tão nojento. O sapo literalmente mastigou a mistura que fizera, arrancando um cenho de completa ojeriza por parte do historiador. Somente de imaginar que teria de engolir aquilo já o fazia ter náuseas. Para piorar, o líquido exalava um hircismo horrível, tamanho que fez o arqueólogo cogitar não ingeri-lo, porém os sintomas provindos do veneno da serpente realmente estavam atormentando-o. Não havia outro jeito; teria de passar por esse suplício.

– Ugh!! Que nojo... – Botou a língua para fora, de carranca em esgar, recolhendo o recipiente da mão de Milla. Seus olhos fitavam os da enfermeira como se solicitassem por socorro, mas ela certamente não saberia como ajudá-lo; Oni era o único. – Certo... É agora ou nunca. – Tapou o nariz com a mão oposta, de dedos em pinça, virou a cabeça e desceu o antídoto fauce abaixo sem pestanejar. Sentiu o estômago revirar e o esôfago praticamente rechaçar a substância, como se ela estivesse travada, ameaçando golfar. Que horrível!!

Sua horrenda ânsia de regurgito, no entanto, cessou junto ao controle de seus movimentos. Um frêmito ascendeu à espinha e, pouco a pouco, seus dedos começaram a tremer por conta própria, gradualmente tomando proporções que subjugaram todo o corpo. Em segundos, o mundo ao seu redor girou e, num baque surdo, foi ao chão, onde continuou sua espécie de epilepsia. Ainda estava consciente, o que tornava tudo muito estranho; os músculos doíam por inteiro devido as contrações, e o desespero passou a tomar conta ao ver que o efeito colateral simplesmente não se extinguia.

– M-M a-aj-dem... – As palavras praticamente não foram pronunciadas em razão dos dentes cerrados enquanto que, de queixo rente ao chão, também não conseguia vislumbrar seus companheiros para lhes passar a mensagem através dos olhos.

Quando achou que estava a sós no averno, todavia, a convulsão parou, de uma hora pra outra. Suas íris tateavam o ambiente, rentes ao assoalho, até que a cabeça hasteou, e logo depois todo o corpo, mirando os demais Revolucionários com as íris rubras inundadas de sanha. Seu rosto estava ríspido como nunca, de músculos tesos e ossos realçados; era quase como se estivesse encarando desconhecidos. O tenso silêncio, então, seria irrompido pela sua voz sisuda, grave e penetrante:

– Por que não ajudaram, seus merdas!? – As pupilas entremeariam a todos ali, buscando atingi-los. – EIN!? – Bateria o pé direito contra o chão subitamente, num passo em avanço, tal como ergueria a entonação, se ninguém o respondesse. Por algum motivo, existia uma cólera gigantesca acumulada em seu âmago; à têmpora saltava uma veia, o ar exauria às narinas dilatadas impetuosamente e os punhos cerravam com tamanha força que podia sentir as palmas feridas. – Você, seu merda! Por que fez aquilo! – Apontaria para Jovi, diretamente em seu rosto, agora alvejando apenas ele com seu semblante repleto de zanga; o motivo do questionamento? Ele certamente sabia. Mas valia a pena ratificar. – Que merda de Revolucionário você é!? Querendo matar inocentes? EIN!? – Outro passo arrebatado em direção do músico; expectava ficar face a face com ele, tão próximo que poderia sentir sua respiração, pressionando-o a respondê-lo.

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Última edição por Hisoka Kurayami em Qua 10 Jul 2019, 17:39, editado 1 vez(es) (Razão : Erro gramatical.)
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