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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 O Exumo do Cilício

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyDom 02 Jun 2019, 19:02

O Exumo do Cilício

Aqui ocorrerá a aventura do(a) revolucionário Hisoka Kurayami. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyDom 02 Jun 2019, 21:11



O Exumo do Cilício

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#Post 01


Yasuo... O nome atingiu-lhe a mente como facadas à penumbra, despertando-lhe da espreita tão subitamente quanto o esgazear dos olhos e a fauce que sorveu em seco; somente agonia amalgamada junto ao pesar da vingança despencaram glote abaixo, arrefecendo-lhe o estômago tal como quando vira o cadáver de sua mãe no estabelecimento em que trabalhava há quinze anos. Uma quinzena e o martírio ainda aperta-lhe o peito diariamente antes de adormecer. Todavia, ao escutar o epíteto do assassino naquele momento, o suplício tornou-se desforra; era hora do escarmento.

O resfolegar do historiador guiaria a sinfonia do epílogo crepuscular junto ao farfalhar das folhas cindidas pelo seu corpo umbrífero, que marchava a passos longos e céleres em direção da ligação que ouvira há pouco. Neste ponto, sequer ligava se Rin o seguira pântano adentro ou se o perdera em razão da meia-luz lunar; não viraria para trás. Os olhos cetrinos, rutilantes ao ambiente notívago, focariam em orientá-lo concomitantemente aos pavilhões auditivos que, embora nem tão afiados quanto os do companheiro meio-mink, talvez bastassem para norteá-lo ao escopo, tendo em vista a clareza da chamada telefônica que escutara.

Assim que o localizasse, o corpo irromperia as folhas, espargindo penca e esgalhos a torto e a direito, para que, num vulto umbroso, permeasse a região de mata e pudesse adentrar na área aberta na qual o grandalhão estava caminhando. Seu chicote, então, estalaria no ar, desbobinado com a destra átimo antes, zunindo ao cruzar na retaguarda do agente e abalroar contra o chão num estalido. Seu objetivo era arrancar-lhe uma informação afinal, e não matá-lo de surpresa, portanto requisitaria sua atenção em primeiro lugar.

– O pântano não está tão inabitado assim. – Enunciaria de cenho ríspido, sobrolhos unidos à glabela, maxila tesa e lábios franzidos. – Não gostaria de tirar meu tédio nesta ilha monótona? Que tal me contar um pouco mais sobre esse... Yasuo? – À espera de uma resposta, inclinaria a cabeça de leve ao passo que suas madeixas oscilariam à aragem junto a sua indumentária negra. O nome citado, por sua vez, causava-lhe certa ojeriza, a qual seria sutilmente expressa no cenho ao mencioná-lo.

Se porventura a ira tomasse conta do homenzarrão e ele decidisse arremeter sem antes conversar, Hisoka manteria a longa distância, tal como de início – cerca de cinco metros. Desta forma, daria passos à retaguarda em mímica aos de avanço do adversário. Para ataques a longa distância, buscaria fazer a leitura da ofensiva no intuito de esquivar da maneira mais fácil, sem muito esforço por ora, quer seja com saltos, quer seja com rolamentos opostos às acometidas. Por outro lado, se ele encurtasse a distância rapidamente – usufruindo da técnica de velocidade dos agentes, por exemplo, o historiador estaria atento para evasivas de corpo; pescoço jogado para os lados contrários contra ataques altos, tronco para ataques médios e troca de base de perna para ataques baixos. Posteriormente voltaria a aumentar a distância com saltos em recuo.

– Vamos lá... – Negativaria com a cabeça enquanto daria de ombros, insinuando desapontamento em virtude da agressividade do ignoto. – Você poderia ser um pouco mais... Compreensível... – Volutearia o crânio delicadamente, fitando-o através de uma perspectiva lateral, como num debico. Contudo, logo suspiraria e tornaria a cravar-lhe os olhos de frente, hasteando o mento graciosamente. – Quem é Yasuo? Onde ele está? – Estreitaria a voz durante a interpelação, buscando transmitir maior rispidez. Hisoka gostaria que fosse visto com extrema importância naquele momento e que as atenções do grandalhão estivessem nele por completas.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyQui 06 Jun 2019, 00:39


Primeiro Ato: A chegada na Pior Ilha do Mundo
Cena I: Conhecendo a Ilha

Seguindo pela lamacenta ilha, o revolucionário protagonista carregava consigo todo um cartel de sentimentos, estes que eram revividos ao ouvir a palavra que agia como estopim de sua fúria. Seguindo pela abafada ilha, quanto mais adentrava na densa floresta, mais calor o mesmo sentiria. Quando se deu conta, já estava perdido. Voltar para o ponto de partida seria impossível. Já seria difícil para alguém que morasse anos naquele inferno, para um novato tendia ao infinito as possibilidades de falha em tal ideia. Seguindo o encalço do estranho, Hisoka notou que em determinado momento seu pé não conseguia seguir o ritmo de sua mente. Sua vontade agora era a única que se movia, enquanto o mesmo afundava em uma poça de areia movediça.

Sozinho, o rapaz afundava tão rapidamente quanto tentava encontrar o inimigo. Era incrível imaginar como o revolucionário havia caído em tal armadilha natural e sua caça não. Talvez fosse proposital a escolha do caminho, todavia, voltando para ver onde o revolucionário havia caído, o estranho se aproximava com um largo sorriso. — É um tanto quanto chato ser seguido, não acha? Talvez você tenha bastante tempo para pensar no que andou fazendo, garoto! — referindo-se ao fato do mesmo estar afundando em uma poça de areia movediça, o homem se mostrava confiante, pelo menos até ouvir um certo barulho de árvore sendo destruída, vindo de certo local indefinido na mata. — Na verdade, acho que você não terá muito tempo. Ouvi dizer que as criaturas daqui são um pouco “estressadas”, enfim, boa sorte! — sarcástico, acenou se despedindo daquele que havia o seguido até ali.

O paradeiro de Rin ainda era um mistério. Talvez o animalesco amigo tivesse se perdido devido a entrada descuidada dos mesmos em uma mata densa e muito propícia para tal coisa, porém, a situação estava complicada por demasiado para o chicoteador pensar aonde seu aliado havia ido. Quanto mais o tempo passava, mais o historiador afundava em seu próprio ódio. Seria essa até uma metáfora do quão possessa e descuidada havia sido a investida anterior, análises poderiam ser as mais variáveis, mas o que era única era a vontade de escapar dali. A lama densa, escura camuflava algumas aparentes pedras que tinham ao redor e que seguiam para fora do local. As pedras tinham quase o mesmo tamanho e textura, exceto duas, maiores, na verdade, em comparação com as mesmas, que tinham por volta dez centímetros quadrados, as maiores tinham o dobro, não, facilmente o triplo e eram mais arredondadas e de texturas diferentes.

Além disso, alguns aparentes cipós se encontravam ali, jogados dentro da lama. Talvez tivessem sido usados por outras criaturas que tiveram o azar de cair ali, mas a verdade era que, no alcance do rapaz, estavam três aparentes cipós, cobertos de lama, podendo ver mais facilmente apenas a ponta que estava próxima. O que estava em melhor estado, ou seja, com cores mais vivas que os outros era o do meio, os restantes, sujos e desgastados, estavam mais mergulhados que o normal.

Como a situação estava difícil e podia piorar, o barulho de galhos se quebrando cada vez mais se aproximava do local onde o protagonista estava preso. Era uma corrida contra o relógio para Hisoka, ficar e morrer soterrado, afundando a cada segundo, ou demorar para escapar e enfrentar uma possível criatura selvagem? A escolha final seria criada e escolhida pelo historiador, que além de HIStudar o passado, tinha o poder de criar seu futuro não tão distante.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyQui 06 Jun 2019, 02:52



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#Post 02


Por um breve ínterim, seu trauma associado ao anelo de vingança pelo episódio que culminou na morte de sua mãe sobrepujou sua típica quietude. O momento fora crucial para que o historiador deixasse por completo sua minuciosa atenção. Foram questão de milésimos para que seu corpo perdesse o equilíbrio; as tripas pareceram revirar no peritônio, e nem mesmo o suspiro de agonia ao sentir parte das pernas sendo engolidas subitamente serviu de algo. Não importava o quanto ele relutava, aquela massa gosmenta que penetrava o mais profundo âmago de suas vestes simplesmente resistia a sua ascensão.

– Argh... Droga... – Resmungou de carranca cerrada, numa amálgama de ojeriza e aflição. Precisava se acalmar, e sabia disso, mas seu corpo respondia apenas aos instintos; para piorar, o coração cadenciou ainda mais rápido e a respiração pesou ao vislumbrar o inimigo que há pouco seguia. Droga, ele vai me matar aqui!? Tudo isso para morrer por estar preso num monte de terra!?

Não tinha opção; era uma questão de vida ou morte. Ou situava a mente e a subjugava com seu temperamento calmo, ou pereceria ali, tão estupidamente quanto sua queda na armadilha natural. Para sua sorte, o ignoto decidiu por não matá-lo, ao contrário, disse que "a natureza faria o serviço". Seu comentário acerca das criaturas que habitam a ilha suscitou um semblante confuso por parte do arqueólogo; um dos sobrolhos hasteou desigual enquanto a cabeça inclinou sutilmente. De fato Hisoka pouco havia explorado a ilha, pois passou a maior parte de seu tempo no local guerreando, porém que tipo de bestas tão estressadas – nas palavras dele – podiam existir ali? Talvez o ribombo captado do interior da mata o respondesse.

– Que...? – Os olhos correram pelas órbitas em direção do atroo e o cenho crispou desnorteado, ainda bem atarantado com o parecer do grandalhão. No entanto, sem responder-lhe nada, ele virou e saiu, deixando o historiador a sós.

Cada estrugido souto adentro parecia harmonizar perfeitamente com seus batimentos cardíacos, fazendo seu corpo reverberar internamente junto a um frêmito de ansiedade que percorreu a espinha. Contudo, não era momento para sucumbir ao medo; cabeça no lugar, mente tranquilizada e lógica posta à prova. Era o que precisava o arqueólogo naquele instante de apreensão. Então, assim que uma gota de suor proeminente verteu pela têmpora já bastante rorejada, as íris cetrinas rutilaram ao fulgor lunar, lobrigando alguns materiais naturais que poderiam vir a serem úteis na aflitiva situação. De certa forma, eles até pareciam resplandecer à noite, como se uma luz esperançosa sugerisse o caminho a ser seguido.

– Vamos... Vamos... – Suplicaria aos céus entre dentes cerrados enquanto esticaria ao máximo o braço mais próximo do cipó medial; ele parecia o mais íntegro dentre a trinca e, por mais que o historiador não detivesse um exímio conhecimento biológico, aquela cor esmeraldina vibrante, em contraste com a palidez dos demais, seria suficiente para fazê-lo tomar sua decisão.

O esforço era evidente na face em esgar, que enfim cederia a um suspiro de sossego no átimo que seus dedos tocassem o material vegetal. Em virtude de sua ambidestria, qualquer que fosse a mão ali seria a dominante, e com ela buscaria puxar o corpo na direção do caminho de pedras, evidentemente pela mais propínqua. Na eventualidade do cipó escolhido ruir, não teria outra escolha senão optar pelos outros dois, na ordem daquele que conseguisse alcançar primeiro, partindo para o próximo se o destino o punisse com outra falha. Na hipótese de nenhum sarmento auxiliá-lo a se aproximar das rochas, teria de tentar fazê-lo com seu chicote, opção esta que ele não decidiu por primeiro, pois exigiria muita movimentação, que o substrato dificulta.

– Que merda! – Xingaria afoito em virtude da falta de sorte. Em seguida, sua destra deslizaria pelo corpo até que vedasse os dedos no cabo do açoite e, intentando quebrar a tensão superficial da lama, hastearia-o ao nível atmosférico impetuosamente, onde desbobinaria e lançaria seu flagelo contra uma das pedras grandes – a mais acessível. Se ambas ruíssem, os olhos perscrutariam por uma árvore de caule grosso em seu alcance, a qual teria seu tronco abraçado pelo azorre num estalido. Garantida a firmeza, retiraria seu corpo com a ajuda da arma ao alçá-lo da areia movediça.

Se num dos cenários as circunstâncias se tornassem críticas e Hisoka afundasse por completo, ele inspiraria a maior quantidade de ar possível antes de ser coberto, porém sem desistir de tentar todas as variáveis que estiverem ao seu alcance. Por outro lado, caso o cipó não ceda, ele seguirá até o caminho de pedras e almejará usá-lo como apoio para escalar a armadilha, fixando dedos e unhas pedregulho a pedregulho até que estivesse a salvo.

Ainda assim, sair da areia movediça era apenas o primeiro de seus problemas. Logo que estivesse de volta à superfície, seus sentidos imediatamente seriam voltados à localidade de onde vinham os barulhos de outrora. Adrenalina correndo solta pelos vasos sanguíneos, inflaria o peito corajosamente no instante que o autor das atroadas estivesse próximo. Se fosse algo que trouxesse perigo, recuaria alguns passos em primeira instância, agora de olhos bem atentos aos perigos que o solo de Berlinque guarda, pois cair em outra armadilha como aquela seria um martírio. Caso atacado, estudaria o adversário durante sua ofensiva ao mesmo tempo em que intentaria uma ação defensiva; para arremates de longa distância, focaria na trajetória dos projéteis e faria movimentos singelos de corpo, guardando sua energia. Isto é, deixaria que o objeto atravessasse o vazio ao deslocar as regiões alvejadas para a direção oposta, quer seja cabeça, quer seja tronco, quer seja pernas; se o projétil tiver grandes proporções, não haveria outro jeito, teria de fazer um rolamento fugaz com suas capacidades acrobáticas, sempre laterais e cuidadosos com a natureza.

Por outro lado, na vicissitude de ser almejado com golpes de curto alcance, primeiramente manteria o máximo de distância possível, com passos em recuo em mímica aos de avanço inimigo, ou saltos se preciso; alternaria os meros recuos à retiradas diagonais se necessário, indo em direção contrária aos ataques. Também não pouparia fintas de corpo em concomitância com o afastamento, movendo o pescoço, ombro e/ou tronco lateralmente e inversamente aos golpes. Na hipótese do assalto ser intermitente, esperto, Hisoka ousaria guiar o oponente para a areia movediça que ele caíra há pouco, esquivando para lá, contudo, assim que estivesse próximo, faria um salto alto e longo, com uma pirueta no ar, atravessando a região lamacenta e intentando que o adversário fosse engolido por ela.

– Criaturas estressadas... Entendi agora... – De cantos de boca entesados, balançaria a cabeça negativamente caso se deparasse com uma besta estrambótica, sugestivamente dando a entender que havia compreendido onde o grandalhão queria chegar com seu comentário.

– Oh, é só você, Rin... – Arfaria ameno, friccionando o dedo num dos sobrolhos se o responsável pelos barulhos fosse somente seu companheiro. Também aproveitaria a situação para limpar as vestes dos eventuais substratos derradeiros da armadilha com as mãos.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptySab 08 Jun 2019, 02:04




Jogado em meio aquela armadilha natural que lentamente o absorvia, Hisoka lamentou o fato daquele trágico ocorrido. Vagueando em seus pensamentos acerca do que faria a seguir, o historiador cogitou a possibilidade de padecer ali mesmo, mas, não se dando o braço a torcer, o mesmo optou por lutar por sua vida. Arqueando seu braço, o homem se dirigiu a um dos aparentes cipós, o menos desgastado e aparentemente firme para ser utilizado. Erro do revolucionário.

Sem o devido conhecimento dos animais que viviam naquela ilha, lentamente o protagonista descobria o motivo da mesma ser chamada de inferno. Ao tatear o corpo do que pensava ser um cipó, o chicoteador surpreendeu-se com jorradas de um líquido que saía pelos poros da criatura que havia segurado. A Serpente Lamaçal, espécime venenoso, acertava seu veneno e meio de capturar presas enquanto sorrateiramente voltava para a lama. O líquido havia atingido o rosto do homem, porém, nada havia sido sentido pelo mesmo, que certamente nem podia imaginar que aquilo era venenoso devido a ausência de aparentes reações.

Não cessando suas tentativas por ali, o pesquisador novamente tentou alçar seu braço em direção a um real cipó, que devido a diferença de texturas agora se tinha uma certeza, e conseguindo pegá-lo, o revolucionário se alçou o bastante para conseguir ter o porte adequado de seu chicote. Lançando sua arma, o mesmo conseguiu agarrar em uma das grandes pedras, as mais fáceis de acordo com sua habilidade. Ao realizar tal ação, o empuxo no cabo da arma foi dado de maneira que, revelando-se, a aparente pedra se mostrava ser uma criatura.

O que antes parecia uma rocha estranha, se mostrava ser uma “parte” do casco de uma criatura, era a Tartaruga de Lamaçal. A criatura se ergueu e maneira que ao se mostrar, sua mandíbula facilmente poderia devorar ambas as pernas do chicoteador. Imóvel, a onda de lama acabou por fazer com que o mesmo escorregasse para fora, todo sujo e com trajes pesados, o que certamente dificultaria sua locomoção. Vivendo em um dilema, o rapaz tinha de optar por fugir com a densa lama em suas vestes inferiores, dificultando sua locomoção, ou tentar limpá-las e arriscar ser atingido pela patada da criatura que emergia ali.

Os perigos não cessavam ali. Vendo que a gigantesca criatura, com seus quase cinco metros de altura, havia surgido ali do lamaçal, o barulho nas matas ao redor ficava cada vez maiores. — YUKIYUKIYUUUUUUUUUUHHHHHHHH!!!!!!!!!!! — bradava em meio a floresta, balançando as matas mais próximas. Saltando em direção sua direção, o revolucionário avistou uma criatura, uma espécie de lobo, quadrúpede, de pelugem avermelhada com detalhes estranhos. Quase que em um movimento espelho, o chicoteador recuou quase que da mesma maneira, porém, tentando guiar o bichão para a lamacenta área, o mesmo foi surpreendido por uma patada da gigante tartaruga de lamaçal.

O impacto havia feito o corpo do chicoteador rotacionar em pleno ar antes de cair a cerca de três metros de distância. Mesmo atingido, a ideia inicial do chicoteador havia sido concluída, a criatura quadrúpede havia saltado, mas atingia a outra, que começava um gladio entre ambas, abrindo a brecha necessária para que Hisoka pensasse no que fazer. Entre fugir e procurar aliados, o revolucionário aparentemente estava a salvo, porém, em um descuido, por trás, uma sombra se aproximou e, ao estar próximo o bastante para um ataque, ela se mostrou. — Viu um fantasma? — questionou Rin, sério, aproximando-se do local — Estava brincando na lama com seus novos amigos? Acho que temos que ir antes que eles terminem de se conhecer... —concluiu ele, olhando para o totalmente sujo historiador.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptySab 08 Jun 2019, 05:13



O Exumo do Cilício

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#Post 03


No átimo que seus dermatóglifos tocaram aquilo que Hisoka pensava ser sua salvação diante do averno, suas emoções foram do céu ao inferno em milésimos; o ansioso suspiro, que já atravessava o parco espaço entre os dentes numa leiga sensação de sossego, abriu alas a um grunhido de agonia, de boca entreaberta e pálpebras arreganhadas. O sarmento moveu-se só, como se tivesse vida própria – e de fato tinha, e dentre aquele mar lamacento, um espirro fluidal jorrou contra sua face. Teria tempo apenas para lacrar os olhos e lábios num reflexo involuntário, mas não de desviar toda a cabeça; sentiria o líquido vertendo pelas pregas faciais da carranca em esgar, a este ponto em completa ojeriza ao estranhar a procedência do humor ignoto. Que diabos!?

Mesmo de rosto lambuzado, lutou pela vida que ainda estava em risco; as mãos tatearam quase que cegamente um dos outros cipós surrados que restavam, ironicamente os de verdadeiro material vegetal e, apoiando-se num, conseguiu tirar parte do corpo daquele buraco negro viscoso. Sentiria de imediato a pressão nos pulmões esvaindo, o que permitiu-lhe uma vívida sorvida do precioso oxigênio com os beiços nodoados de lodo. O inestimável gás atmosférico pareceu revitalizar suas energias, permitindo-o que hasteasse seu chicote aos ares e o amarrotasse numa das grandes rochas que vira; outro ledo engano. Assim que o flagelo enlaçou no pedregulho, ele se mexeu tal como o cipó, no entanto, desta vez emergindo por completo da lama, revelando seu corpo testudíneo.

– Tudo aqui é um monstro disfarçado afinal? – Gozaria do destino de sobrancelhas meândricas; era sua única saída ali, pois de lástima já estava defesso.

Para sua sorte – se é que pode chamar assim, um montante de lama o transportou para longe do alcance da tartaruga, ainda que isso tenha custado toneladas de substrato no interior de suas vestes; o atrito da substância entre suas pernas culminava numa sensação insólita e agoniante, embora a maior dificuldade residisse na locomoção estafante, mas pouco importava ao professor que tentava abusar de sua aceleração e corrida para desarvorar, mesmo com um bolo de massa entremeado nas partes íntimas.

A adrenalina não deu trégua, pois logo uma criatura canídea saltou sob a nitescência lunar, revelando-se como o responsável pelos bulícios de outrora. Ainda assim, contemplado com habilidades acrobáticas e conveniente celeridade, Hisoka conseguiu um recuo suficiente para se safar das garras da besta num primeiro momento, mas ela não desistiu, e o perseguiu até o fim. Entre trancos e barrancos, aflitivamente sentindo a massa uliginosa penetrando os locais mais inóspitos de seu corpo a cada galgada, o professor guiou o lobo para a região movediça, apesar de não ter sido ágil suficiente para evitar a patada do testudíneo em meio a sua acrobacia; mal viu de onde veio, apenas sentiu o impacto que o fez espargir esputo aos ares.

– Aiaiaiai... – Gemeria de cenho pregueado, num claro incômodo à dor, massageando a região atingida com a palma da mão mais próxima. Logo que seus cristalinos se readaptaram ao ambiente, as retinas fotografaram as criaturas pelejando uma contra a outra, o que arrancou um semblante tranquilo do arqueólogo.

O corpo já movia-se instintivamente em recuo, passo a passo para trás, apesar dos olhos vidrados nas bestas numa seguridade que não o atacariam outra vez, quando seus pelos eriçaram repentinamente numa centelha do sexto sentido, que parecia captar uma aproximação em sua retaguarda. O pescoço voluteou de imediato junto ao tronco, mas os olhos esgazeados num sobressalto logo despencaram concomitantemente aos cantos dos lábios esticados, desapontados ao notar que era somente Rin.

– Ei! Não me assuste assim. – Empurraria o meio-mink de leve com o lado externo do antebraço, expressando uma pitada de aborrecimento em razão da abordagem súbita do companheiro. – Cara... Que diabos de lugar é esse... – Negativaria com a cabeça de beiço inferior atado aos incisivos em resposta ao motejo de Rin. Em seguida, levaria ambas as mãos à face e as esfregaria de cima a baixo, como se quisesse levar embora todo o terror que sofrera nos últimos minutos junto à lama derradeira. – Tudo aqui parece vivo... Estou começando a achar que estou pisando num ser gigante que daqui a pouco vai sair andando por aí... – Tamborilaria o pé direito no solo de bico proeminente ao queixo, carregando certo receio no trejeito; por favor, que estivesse errado. – Enfim... Vamos voltar, só me deixe... – Abaixaria o tom de voz no fim da frase, momento em que viraria o corpo e buscaria se livrar daquele acúmulo de substrato em suas vestes, agora que não estava mais lutando por sua vida.

– Me pergunto como o Jovi irá reagir ao nosso retorno... – Indagaria durante a volta ao navio, levando a mão ao mento e hasteando as íris ao topo da cabeça, pensativo.

Desta vez sabendo dos perigos que a ilha guarda, Hisoka caminharia com atenção redobrada, sempre intentando trabalhar em conjunto com a visão periférica para evitar ataques repentinos e armadilhas pelo caminho. O pescoço também rotaria sobre o tronco, para que pudesse dispor de uma ampla vista dos flancos. Sua feição, no entanto, não estava tão austera; ela carregava certo pesar, com requintes de angústia. Deixara escapar entre os dedos a chance de se aproximar do assassino de sua mãe. Ainda assim, teve uma pista; ele está por aí.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyTer 11 Jun 2019, 23:02




Toda a chegada de Hisoka até aquela ilha havia sido bem catastrófica, de maneira franca. O melhor que podia acontecer com o historiador era encontrar seu aliado, animalesco, que aparentava não ter tido o azar do humano até então. — Literalmente tudo está vivo, mas se andares por aí descuidado, certamente irás sofrer com a ilha. Isso é fato! — afirmou o peludo, seguindo por um caminho o qual o historiador relutara por alguns instantes, mas que acabava por seguir seu conhecido.

Vagando por seus pensamentos, Hisoka dialogou com seu aliado a respeito de como seriam as coisas ao retornar, porém, o mesmo aliado sabia que a preocupação dos mesmos não deveria ser essa. — Eu acredito que temos que tentar ao máximo voltar para a embarcação, se não meu sentido auxiliar estará falando a verdade... — comentou o mesmo, sério, afastando algumas vegetações que atrapalhavam o prosseguimento da caminhada.

Não demorou muito para os mesmos se depararem com uma situação bem estranha, para não dizer difícil. O caminho até então havia sido mais cauteloso, talvez pelo que o protagonista havia sofrido, ou apenas pela presença do mink, que auxiliava com seus sentidos mais aguçados, mas em certo momento, tudo parecia normal, exceto pela lama, dificuldade de caminhar, clima peado, abafado e escuro. Era tudo normal, se podia nomear assim. — Espere aí! Ouvi alguns barulhos... Passadas! — indicou o mink, referindo-se a diagonal esquerda, em direção a noroeste.

A dupla se encontrava em uma situação em que haviam três caminhos claros e possíveis de seguir. — Temos que escolher um dos caminhos. A noroeste eu ouvi alguns barulhos, temos certeza que há seres que se locomovem de lá. Indo pelo Norte, senti um aroma mais, como posso dizer... “Azedo”, me lembra muito o mar, mas definitivamente não é o mar. E a nordeste, não consigo sentir nenhum odor diferente, nem ouvir nada, mas sente? Lá parece correr mais vento do que os outros, na verdade, do que aqui mesmo! O que faremos? — questionou seriamente o mink, voltado para o protagonista.

O caminho a noroeste era com uma vegetação pantanosa que era um pouco mais elevada, até os joelhos. Demonstrava ser um caminho mais lento de seguir. O do Norte não tinha vegetação a vista, porém, o barulho de algo líquido ressonava ao fundo, distante, quase que imperceptível. E o restante, de fato tinha algumas correntes de ar que vinham saindo. Vegetação nada diferente de antes, mas nada tão abafado, aparentemente, quanto o que já havia sido visto ali. Era um real labirinto.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyQua 12 Jun 2019, 00:53



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#Post 04


Minutos de caminhada depois, o cenário de Berlinque havia retornado aos moldes habituais; era apenas mais um charco comum, de solo uliginoso – e nojento, olência pútrida e atmosfera bochornosa. O calor é realmente inquietante, não à toa obriga o historiador a amenizar o suor à face rorejada com o antebraço de ora em ora. Seu rosto rutila enrubescido, como se estivesse em chamas, as narinas estão onustas de muco e a pele, pegajosa, tão grudenta que a camisa rente ao tronco de músculos proeminentes aparenta estar fundida ao corpo.

– Que inferno de lugar... – Reclamou, soltando a antipatia afora através do nariz como um touro. Sentia a boca seca implorar por água sempre que a língua atravessava toda a extensão dos lábios captando sulcos mirrados e pele morta.

Em meio à representação do báratro, ao menos detinha os sentidos privilegiados do meio-mink ao seu favor. Desde que se juntara a ele, as cruéis armadilhas que o recinto guarda nunca mais deram as caras, de forma que, até então, apenas a climatização local o infortunava, embora a situação pudesse mudar a qualquer instante; e ela mudou.

Quase como num prenúncio do retorno do tártaro, Rin parou sua caminhada subitamente, preocupando-se em alertar o arqueólogo que, de imediato, acatou o aviso. Seu corpo cessaria como numa brincadeira de estátua; braços suavemente flexionados às laterais do tronco, abdômen e pescoço tesos e olhos estáticos, tiritantes em busca de uma luz à agnose. Embora tudo parecesse normal a sua visão e audição, Hisoka sabia que, para seu companheiro expressar tamanha preocupação, algo havia sido detectado.

– Onde? – Indagou atarantado. A cabeça até tentou inclinar vagarosamente ao passo que as pálpebras cerraram sob a glabela crispada, mas, mesmo após receber a localização do bulício, nada ouvia. – Não... Não consigo... – O cenho estreitou ainda mais e o crânio balançou negativamente, atestando os sentidos nem tão acurados como os de Rin. Em seguida, as íris cetrinas volveram em sua direção e sua atenção voltou-se por completo ao seu parecer. Três caminhos... Parecia o prelúdio de um filme de terror, e cabia a Hisoka a escolha do trágico destino da dupla revolucionária.

O professor tem desenvolvido um aspecto de liderança desde que se juntou ao Exército, e provavelmente petições como a de Furry tenham correlação com o progresso dessa idiossincrasia, afinal, mesmo sendo de uma patente superior a sua, ele ainda mostrou certa solicitude. Poderia ter simplesmente decretado o trajeto a ser seguido que Hisoka não negaria, já que não teria outra opção, mas preferiu ouvir a voz do companheiro. Ele não podia falhar ali; titubeios, gaguejo e delongas não seriam aceitas. Tinha de agarrar a oportunidade e fazer jus à confiança depositada pelo meio-mink.

– Você viu as criaturas dessa ilha há pouco. Se você tem a certeza que há seres nessa direção, certamente não é uma boa opção para nós. Podemos demorar horas para derrotar uma única besta daquela, quem dirá várias... Não podemos desperdiçar energia, nem nos machucarmos. – Responderia resoluto, de lábios franzidos, deixando-se guiar pelo temperamento calmo que trariam à voz uma entonação fleumática, assegurando confiança. – Por outro lado... Talvez esse cheiro que está sentindo pode ser tóxico ou algo do gênero. Se ficarmos enfraquecidos ou até mesmo desmaiarmos, será nosso fim. – Explicaria quanto ao segundo caminho, oscilando a cabeça positivamente, de testa vincada. Não limitava-se a empunhar somente sua calmaria; na outra mão, escudaria-se com sua lógica para formular os argumentos. – Nos resta o terceiro então. Se precisamos seguir um, esse me parece ser o mais seguro. – Balançaria o crânio pela última vez, de cima a baixo, mas agora com veemência. Caso Rin assentisse, voltaria a tonificar os músculos inferiores para retomar a marcha, soltando retoricamente. – Vamos lá. – Por outro lado, se o meio-mink recusasse sua proposta, Hisoka ouviria seu viés de boca torcida. Ainda assim, não retrucaria, limitando-se a entender que seu momento de liderar iria chegar, não tardando a segui-lo onde quer que fosse.

No percurso, não abandonaria a atenção redobrada. Os olhos não parariam quietos nem sequer por um segundo, correndo pelo recinto de ponta a ponta em busca de quaisquer suspeitas que pudessem trazer perigo. Na eventualidade do terceiro caminho ser o escolhido e houver fortes ventos às lufadas, trataria de assegurar que não fosse carregado pela golfada, amparando o corpo numa árvore de grande porte – agarrando-se a ela ou postando-se atrás dela, em direção contrária as correntes de ar – ou, na pior das hipóteses, enlaçando seu chicote num grosso caule e mantendo-se firme através dele, de dedos firmes no flagelo enrolado ao punho. Na hipótese de ser o segundo caminho, intentaria ao máximo evitar respirar o odor acerbo em excesso, quer seja com a palma da mão resguardando o nariz, quer seja com a camisa amarrada no rosto – tapando-lhe venta e boca. Na vicissitude de irem para o primeiro caminho, almejaria manter-se longe da vista das eventuais criaturas em primeira instância, andando a passos sutis, com o mínimo de ruído, e escondendo-se atrás de árvores, arbustos e rochedos quando necessário.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptyQui 13 Jun 2019, 16:00



A escolha feita por Hisoka era bem interessante e compreensível pelo seu aliado meio animalesco. Aceitando o mesmo, ainda um pouco resoluto, ambos seguiram pelo caminho a nordeste. Ao ultrapassar o que parecia ser uma “fenda” para um dos caminhos, os dois percebera que, o local era mais claro, mas longe de ser considerado o minimamente iluminado possível. A respiração se tornava um pouco mais fácil e menos forçada ali. Talvez as altas vegetações implicassem nisso. — Acho que acertamos o local — comentou o aliado, ainda um pouco receoso em sua voz — Mas temos que achar uma saída daqui. Olhe ali, tem uma construção não tão longe! — alertou o meio mink, que com seu indicador direito apontou a direção de onde uma sofrida cabana estava.

Quase que em uma coincidência, assim que o aliado acabara de falar e se dirigia para o local, partindo do preceito diferente do seu aliado, o historiador chicoteador, o mesmo não se deu conta que uma das várias poças de lama que haviam ali era funda o bastante que o mesmo afundasse por completo. A densidade da mesma não era tão pesada quanto a anterior, a areia movediça, era quase que um lago mais denso que o normal. Se precavendo o suficiente para se defender do que havia ocorrido com seu aliado, His conseguiu evitar o mesmo destino usando uma das árvores que estavam próximas para agarrar-se.

— Vocês cometeram um erro muito grande ao entrar aqui. Deviam ter contornado e seguido direto... — comentou uma voz sem vida, desanimada. Ao procurar, o protagonista encontraria acima de si, em um galho, uma pequena criatura, uma espécie de “sapo” falante que, sentado, assistia tudo que acontecia. — Vocês devem sair o quanto antes de Berlique, ou então Berlinque não deixará vocês saírem... — sem expressão alguma, o mesmo comentou, olhando para o nada. No lago, uma movimentação estranha começava a ocorrer. Emergindo no lago, cerca de sete metros de onde o mink havia submergido, surgia uma estranha criatura que apenas pela extremidade a mostra, podia-se concluir ser uma gigantesca criatura.

Com um dom natural de caça, a mesma navega pelo lago que agora se mostrava ser maior do que a dupla imaginava. O fato de a lama seca criar uma camada que era similar a um solo, a realidade era que toda aquele local era um grande e denso lago. Rin, com certa dificuldade tentava nadar para voltar a terra “firme”, porém, o seu ritmo era bem lento em comparação a criatura que se indicava seu alvo no mink. — Seu amigo vai conhecer os perigos dos Peixes Pedras da ilha. Vocês não deveriam ter vindo para cá... — respirando fundo, lamentando, o pequeno sapo apenas encostou-se na árvore, esperando o trágico fim para o meio mink.

A vegetação local era típica de manguezal. As raízes das árvores saltavam para fora do lago, se tornando bases naturais em meio aquela piscina natural. Rin tentava se aproximar de uma dessas. O raio de diferença da distancia delas não era simétrico, mas não ultrapassavam cinco metros uma da outra.

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MensagemAssunto: Re: O Exumo do Cilício   O Exumo do Cilício EmptySex 14 Jun 2019, 19:40



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#Post 05


Ainda que com requintes de insegurança, Rin acatou com a decisão de Hisoka, o que preencheu seu âmago com uma dose de regozijo. Saber que estava conseguindo ganhar, mesmo que pouco a pouco, a confiança de seus companheiros era de um imenso aprazimento. Finalmente o arqueólogo havia começado a se enxergar como alguém que não um mero soldado cuja função é somente compor o Exército; receber ordens e cumpri-las de boca fechada? Definitivamente não. Não foi por isso que ele aceitara se unir aos Revolucionários; e enfim as primeiras evidências de que fizera a escolha certa chegaram.

Logo que cruzou a fenda que delimitava os trajetos, Hisoka vislumbrou um ambiente mais ameno; as narinas sorviam uma atmosfera mais delicada, num completo contraste ao ar bochornoso oriundo do charco de outrora, ao passo que as pupilas enfim não mais dilatavam em sua plenitude em virtude da melhor iluminação, que inclusive o permitiu enxergar uma morada ao longe. A figura fotografada pelas retinas foi um alvo imediato de dubiez, ao ponto de fazê-lo estreitar os olhos sob a glabela franzida.

– Como pode alguém morar num ambiente assim? – Perguntou perplexo ao companheiro, mirando-o de cenho crispado. Parecia impossível a sua vista; um local como esse, em que criaturas assombrosas surgem como mosquitos? Realmente impossível.

Mas Berlinque estava ali para judiar dessa palavra; o inconcebível era, por via de regra, o cotidiano dali. Logo nos primeiros passos naquela localidade que aparentava ser a mais plácida dentre os outros caminhos, Hisoka sentiu uma viscosidade extra em seus pés, similar àquela de mais cedo, embora com menos resistência. Não pensou duas vezes antes de se agarrar a uma árvore e evitar o pior. Rin, entretanto, não teve a mesma sorte.

– Droga... Calma, Rin! – A mão destra já deslizava tronco abaixo quando uma voz próxima fez sua barriga arrefecer e sua respiração cessar subitamente. Os olhos espantados içaram de imediato junto ao corpo, mas logo aquietaram ao notar a figura de... um sapo? – Q-Quem é você...? – Titubeou, ainda bem desnorteado. Ele parecia como uma das criaturas de antes, porém não o assustava como elas. Trazia-lhe curiosidade, aliás, principalmente pelo fato de ter a capacidade de falar. Contudo, o sapo não o respondeu, ao contrário, continuava a fitar o vazio enquanto disseminava suas palavras pessimistas.

Apesar do interesse no sujeito ignoto, Rin ainda continuava preso no substrato, portanto, Hisoka tratou de estalar a língua no céu da boca e dar de ombros, voltando a atenção para o meio-mink. Sua situação, no entanto, era pior do que ele esperava, pois, em suas costas, uma besta desvelou-se da tocaia, emergindo por completo. Esta sim, ao contrário do sapo, fazia seu coração acelerar a cadência. Havia uma real preocupação com a saúde de seu companheiro e, claro, o historiador não podia deixá-lo na mão.

Se Rin estivesse no alcance de seu chicote, Hisoka liberaria seu flagelo e rotacionaria a espádua, de punho acima da cabeça, instantes antes de fazê-lo ir de encontro ao pulso do espadachim, para que ele o agarrasse. Por conseguinte, perpassaria os antebraços pelo azorrague e enrolaria-o pelo carpo, enlaçando os dedos calejados no corpo do equipamento para aumentar o atrito e facilitar o resgate do meio-mink. Na eventualidade do meio-felídeo se situar fora da distância que seu chicote pode atingir, o arqueólogo caminharia pelas raízes emersas até que conquistasse o raio de ação de seu látego, sempre com cuidado para não escorregar e cair no lamaçal – se perdesse o equilíbrio, almejaria ser rápido, buscando se agarrar à estrutura com as mãos para erguer o corpo.

– Pegue! – Alertaria-o de semblante cerrado, de beiços vincados, para que ele apanhasse o chicote.

Na hipótese da criatura se aproximar de Rin muito rapidamente, Hisoka começaria a suar frio e o alento tornaria-se pesado, difícil mesmo sob a atmosfera amena. Pensar em perder o companheiro numa circunstância tão idiota atiçava seu trauma, mas ele sabia que tinha de manter a calma para que pudesse ajudá-lo. O ínterim seria curto e as opções parcas, porém não desistiria; faria o azorrague rodopiar sobre as madeixas negras e esticaria o braço à frente em seguida, intentando atingir uma região frágil do animal com a ponta do açoite impetuosamente, como olhos ou narinas.

– Se abaixe! – Bradaria se a besta ousasse um ataque superficial, visando apenas a cabeça do meio-mink. – Para a direita! – Vociferaria se fosse uma ofensiva a todo vapor, de cima para baixo, capaz até mesmo de engolir todo seu corpo, para que ele pudesse esquivar por completo. – Embaixo de você! – Enfim enunciaria se o peixe mergulhasse repentinamente, o que, logicamente, sugeriria uma investida a partir do fundo do lago. Posteriormente, ajudaria-o com o seu chicote assim que atingisse o alcance necessário e retornaria para a área segura.

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