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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptySeg 18 Mar 2019, 05:23

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptySeg 18 Mar 2019, 20:43

~Mini-Aventura APROVADA~


Olá, seja bem-vindo ao OPRPG!!

Eu sou um Orientador, minha função é lhe ajudar a se adaptar neste universo do OPRPG.

Sendo assim irei lhe orientar de todas as formas possíveis, a partir de dicas no decorrer desta Mini-Aventura. Como esse fórum é bem complexo em suas regras, também irei tentar responder suas dúvidas, por isso, no menu de navegação (parte superior do site) existe um link M.P. O mesmo corresponde às mensagens privadas. Lá você poderá, em qualquer momento que achar necessário, me enviar dúvidas de como prosseguir no jogo; ou pode entrar no seguinte link: https://www.onepiecerpg.com/f3-duvidas-criticas-e-sugestoes , e criar um tópico para algum membro da Staff responder; mas caso tenha dúvidas durante a Mini, pode colocar em "off" no próprio post.

Sim... Vamos ao que importa?

Abaixo seguirão algumas dicas para que leia antes de criar seu primeiro post.

DICAS:


  • Lembre-se que você apenas narra as ações de seu personagem, seu personagem nunca FAZ ele sempre TENTA e também demonstre desde o 1º post qual o seu objetivo na aventura.
  • O ambiente que você se encontra, NPC's e todo o resto que compõe sua aventura, quem cuidará disso sera seu narrador.
  • As mini-aventuras servem para corrigir seus erros na narração durante a aventura e também formas melhores de deixar sua narração mais interessante.
  • Caso a Mini-Aventura fique sem post durante 5 dias por parte do player, a mesma será cancelada.


O 1º post é seu e eu serei o seu Orientador.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptyTer 19 Mar 2019, 05:12

Sonhos




Ao encarar o céu, na tentativa de prever o clima que está por vir, me encontro novamente vagando em devaneios a respeito dos sonhos e desejos com os quais tentei, sem sucesso, não me importar. As mais variadas reflexões têm feito parte do meu dia a dia, a maioria sobre o que e como eu deveria fazer para dar fim ao vazio que tenho sentido, sabendo que a minha descrença nas minhas próprias capacidades e o medo de falhar são responsáveis por ele. Sussurro para mim mesmo:

- Este mundo é excessivamente grande.

Essa é a frase com a maior frequência de aparições dentro do turbilhão ininterrupto de pensamentos com qual eu tenho convivido durante os últimos anos, e a união entre ela e a quantidade de interesses completamente opostos aos meus objetivos compõem um exército imponente e determinado com o único objetivo de destruir cada resquício da minha produtividade, e pensar nisso acaba tornando a convivência com minha própria consciência ainda mais fatigante.

- Olhe para as árvores Last, olhe para árvores!

Sempre admirei os piratas em função da coragem e habilidade que os mesmos adquirem ao desbravar os mares em busca daquilo que desejam, não permitindo que o governo e nem mesmo os calças azuis os impeçam. Porém, não acredito ser o tipo de pessoa ideal para me juntar a eles. Costumo levar o dobro do tempo necessário para chegar ao porto na maior parte das vezes que vou até o local, devido ao vício que tenho em me interessar por quase tudo ao meu redor: O som dos navios atracando no porto; os zeppelins que se despedem do reino e partem para seu destino elevados a alturas espantosas; o canto dos pássaros, entre outros. Tal característica torna decisões como "qual barco seria mais adequado? Para qual das muitas olhas devo me dirigir? Deveria buscar companheiros ou seguir meu caminho sozinho?" uma verdadeira tortura.

Continue olhando para as árvores.

Normalmente, fitar o céu , o horizonte e os mares é uma prática que provoca calma e admiração naqueles que o fazem, mas a situação era completamente diferente comigo. Sempre tive uma aversão irracional à grandeza, seja do mar ou do mundo como um todo. As infinitas possibilidades e caminhos que podem ser percorridos tornaram-se torturantes quando me dei conta de que, mesmo que passe cada segundo da minha existência tentando, irei apenas ser capaz de poder explorar uma parcela ínfima de todas as coisas e experiências proporcionada, e é provável que eu eventualmente irei optar pelos objetivos errados, o que destruirá meu espírito e vontade de persistir. Nos momentos em que me encontro nervoso e ansioso devido essa conclusão, gosto de encarar as árvores. Elas possuem incontáveis folhas, flores e frutas, e mesmo após a queda de cada uma delas, outras irão nascer e fazer a árvore que antes parecia vazia e irrelevante se encher de beleza e vida novamente. A lição que aprendi com essa reflexão me motivou o suficiente pra tomar uma decisão e romper o estado de inércia no qual me encontro nos últimos anos. Mesmo que eu falhee, terei esperança e esforço em minhas mãos e, com eles, irei reconstruir minha determinação para partir em busca dos meus objetivos novamente. Apesar das dificuldades e torturantes decisões que encontrarei pelo caminho, eu vou conquistar, vou viver e me cercar de tudo que desejo!
Tento me dirigir em direção ao porto, sem um plano, pois me distraí com as reflexões, mas armado de uma ambição e vontade inestimáveis, tudo em prol de um único desejo.

- Eu, Last Dernier, vou me tornar um pirata!

Afinal, sonhos estão aí para serem vividos!


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptyQua 20 Mar 2019, 01:56



Mini-Aventura

[Mini - Last] - O Mini-aventureiro  Dmitriy-eremenkov-vaalorport



Numa rua comercial qualquer do reino de Ilusia, um rapaz caminhava a passos lentos e erradios, sem destino algum, somente desnorteado com os próprios pensamentos. De cabeça erguida, os olhos fotografaram um céu de grandes nuvens negras, tão densas que pareciam estar caindo em cima da cidade. Com poucos raios solares capazes de penetrar as mastodônticas barreiras meteorológicas, o burgo encontrava-se em penumbra, desvirtuando aquele meio de tarde como se já fosse noite. A aragem estava potente, ora ou outra às lufadas, transportando o ar frio e lúgubre que carregava folhas e pulverulência por onde percorria.

A maior parte do citadinos acelerava as passadas, temendo a iminente chuva que já explanava os sinais de sua vinda. Algumas mulheres corriam com o antebraço sobre o busto, ao passo que uns homens atarraxavam seus chapéus com as mãos, evitando que fossem roubados de suas cabeças pelas golfadas larápias. Last, por sua vez, mantinha seu andar errante, embora agora com um objetivo em mente. Desejava ir ao porto da cidade, ainda que não soubesse exatamente para o quê.

A proporção que o aspirante a pirata chegava próximo do porto, a cidade tornava-se mais despovoada. As casas de outrora, quase sempre muito propínquas umas das outras, agora eram raras. Nos flancos do menino, apenas grandes rochas e pedregulhos ornamentavam a paisagem, os quais dispunham das mais variadas cores em virtude dos diferentes tipos de minerais que os compõem. No horizonte aberto, havia três navios atracados, dos quais destacava-se o da direita, dotado de um porte ciclópico. Duas bandeiras oscilavam na dupla de mastros principais, ambas tingidas de branco e com uma Jolly Roger pintada com tinta preta em cada, simbolizada por um crânio com duas espingardas cruzando-o diagonalmente. Era notável um grande fluxo de pessoas próximos a ele, formando uma fila para ter acesso ao seu convés a partir de uma enorme escada na beira do cais, uma extensa plataforma de madeira. Cada uma carregava um caixote, os quais detinham tamanhos e formatos variados. Ao que parece, tratava-se de um bando pirata, provavelmente fazendo um último abastecimento antes de partirem para a temível Grand Line.

– Oh não... Vai chover... – Comentou um deles com os olhos voltados para o céu. Enquanto o antebraço direito segurava a caixa contra o tronco, a mão esquerda mirava contra a abóbada celeste, recebendo os primeiros pingos da bátega na palma calejada.

– Vamos, vamos! Temos que sair antes dessa chuva apertar! – Brandou uma voz que facilmente ganharia a atenção do menino. Ela provinha de um homem vestido com uma camisa com estampa floral, abotoada até o início do tórax, o que deixava seus pentelhos do peito à mostra. Seu ombro direito amparava um rifle de precisão, ao passo que a esquerda repousava na cintura, equilibrando o corpo cujas pernas estavam cruzadas. Suas íris cerúleas seguiam atentamente a movimentação dos tripulantes na fileira e as sobrancelhas estreitas rente à glabela crispada denotavam sua influência somente pelo olhar, sugerindo que fosse o mandante do grupo.

– Sim, capitão! – Clamaram em uníssono como bravos guerreiros defronte a uma guerra, tornando a carregar as caixas para a embarcação.

Dicas e Instruções:
 


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptyQua 20 Mar 2019, 05:16


Impulsos e Devaneios



No caminho em direção ao porto, ao agourar a iminente tempestade que já causava alvoroço entre os habitantes, me pergunto se esta seria um sinal de que a inércia que sentia a alguns instantes atrás era a calmaria que antecede a tormenta causada pela transposição dos desejos do plano das ideias para o mundo real, ou apenas um fenômeno meteorológico comum ao qual estaria prestando mais atenção que o necessário por consequência do meu apreço pelo simbolismo.

Ao finalmente chegar ao meu destino, minha atenção é tomada por uma das três embarcações atracadas ao porto, dotada de proporções colossais e bandeiras que indicavam que a caminhada errante possivelmente acabaria melhor do que qualquer plano que poderia ter elaborado. Podia sentir a determinação tomando conta do meu semblante, determinação esta que foi posta à prova ao passo em que escuto as seguintes palavras:

– Vamos, vamos! Temos que sair antes dessa chuva apertar!

Elas vinham de um homem de presença imponente que portava um rifle em uma de suas mãos, mais um indício de eu, por sorte, teria encontrado aquilo que procurava. O tom autoritário com a qual a ordem foi brandada sugeria que aquele era o mandante do micro-exército de homens que carregavam o navio com diversas caixas, provavelmente mantimentos para a próxima viagem.

– Sim, capitão!

A declaração uníssona e decidida do grupo de carregadores confirmou a suspeita de que o homem que havia notado anteriormente era aquele que detinha o poder de tornar meu objetivo uma realidade.

– Pois bem, o melhor a se fazer agora para não desperdiçar essa oportunidade é planejar cada palavra que irei dirigir a ele, assim como cada gesto precisa ser bem pensado. Sim, sim... acho que devo começar por...
– Murmurava para mim mesmo, sem notar que já estava inconscientemente caminhando em passos largos em direção ao navio, procurando uma forma de estar próximo o suficiente do capitão sem obstruir o fluxo de marujos.

O hábito de me perder em devaneios e deixar meu corpo agir em uma espécie de piloto-automático muito provavelmente me roubaria o tempo para tramar minhas ações pois me conduziria a estar em frente ao provável pirata antes mesmo que tivesse tempo para tal. Quando percebesse que estava com a cabeça nas nuvens, independentemente de onde estivesse, o nervosismo, como sempre, provocaria em mim uma brusca mudança de atitude. Apontaria o dedo em direção ao capitão e gritaria, num misto de bravura e receio:


- Olhe aqui, capitão deste barco! O destino te abençoou me colocando no seu caminho minutos antes da partida! Sou Last Dernier, seu mais novo tripulante! Posso carregar, limpar, brigar e, especialmente, cortar como ninguém! Enfrento qualquer um e qualquer coisa a qualquer momento! Por onde começo?!


Quando finalizasse o pequeno discurso, perceberia aquilo que acabara de dizer, o que resultaria na dominância da ansiedade sobre as minhas ações. O desejo de virar as costas e correr de volta pra casa passaria à cabeça, mas não aceitaria dar o primeiro passo e retroceder logo em seguida. Se for pra me molhar, me atiro direto no oceano!
Com receio, mas determinação, iria estar em alerta e prontidão para enfrentar quaisquer provações que o homem exija para atender ao meu "pedido". Caso tivesse uma simples e direta negação, daria um longo suspiro e, mascarando toda minha relutância, cerraria os punhos.


- Seja com uma espada ou de mãos vazias. Derrubo qualquer um que precise pra sair desse maldito país como membro dessa tripulação!




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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptyQua 20 Mar 2019, 17:40



Mini-Aventura

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Last viu naquela tripulação a chance perfeita para começar a trilhar sua jornada como um pirata. Não tardou a se aproximar dos homens, mesmo que, de início, inconscientemente, como se estivesse sendo guiado meramente pela devoção enquanto a mente perdia-se ao ser subjugada pela imaginação. As palavras corriam muito rapidamente pela massa cinzenta, atropelando umas as outras numa falha tentativa de formar a frase perfeita para a situação. Por isso, deixou-se levar pela espontaneidade, ganhando a atenção de todos com um comentário berrante.

– Que!? – De sulco nasolabiais e lábios proeminentes, o capitão semicerrou os olhos e inclinou o tronco na tentativa de reconhecer o garoto, ainda com extrema estranheza com toda aquela cena.

Os piratas na fila cessaram os passos imediatamente e volutearam os pescoços, quase como numa dança harmoniosamente sincronizada, fitando isocronicamente Last durante seu discurso, porém mesmo todos aqueles olhares que o julgavam de cabo a rabo não o impediram em momento algum de concluir sua arenga. Um silêncio inquietante, então, dominou a atmosfera do porto por conseguinte, parcamente quebrado pelos pingos da borrasca cada vez mais intensos, ascendendo o característico eflúvio de terra molhada ao passo que encharcava os presentes.

Os tripulantes trocavam olhares uns com os outros paralisados, completamente desnorteados com o episódio. O capitão, por sua vez, moldava cada vez mais um sorriso nos lábios rodeados pela barba por fazer, até finalmente escancarar a boca numa gargalhada, prontamente seguida pelos seus súditos numa sinfonia que poderia ser desconcertante para Last, afinal pareciam estar escarneando de seu sonho naquele instante.

– HAHAHAHAHA!!! – Com a mão livre no tórax vergado para trás, o capitão ria aos céus, deixando escapar um fio de saliva pelo canto do beiço que não tardou a se misturar com a chuva. – O... O destino... HAHAHAHAHA! – Sempre que tentava pronunciar alguma frase, perdia-se na própria gaitada, que já era tamanha ao ponto de lágrimas escorrerem pelas arestas dos olhos marejados. – Huhuhu... Ok, ok... – Em meio a fungadas e risos abafados, o homem tentava recompor o fôlego, ainda que em arquejos. – Certo... Devo revelar que esta foi a primeira vez que alguém chegou a mim desta forma. – Comentou com um sorriso sem dentes, secando os olhos com o dorso do indicador esquerdo. Pouco a pouco, sua entonação parecia mais serena, sem o timbre zombeteiro de outrora. – Podemos conversar sobre isso. Já vocês, voltem ao trabalho! – Aumentou o tom de voz, direcionando o olhar para os tripulantes na fila, ao mesmo tempo que indicou com um meneio com a mão livre alçada.

O capitão começou a se apropinquar de Last com passos fleumáticos. Seus cabelos havana estavam caídos sobre a face molhados. A camisa estampada, de malha fina, encontrava-se colada ao corpo nem tão definido, o que sugeria que não era um bom combatente físico. Situava-se a poucos passos do menino quando um grito chamou sua atenção, provindo da escadaria que dava acesso ao convés da embarcação. Logo que seus tripulantes retomaram o trabalho, um dos homens acabou tropeçando e esbarrando no companheiro da frente, promovendo o seu desequilíbrio na prancha inclinada.

– AHH!! NÃO!! – Interjecionou ele enquanto tentava futilmente se firmar na plataforma, contudo, sem sucesso, seu corpo verteu para o lado esquerdo ao passo que a caixa saltou para o direito, ambos em direção do mar que ondulava próximo da borda do cais. Last veria tudo praticamente em câmera lenta e, com sua aceleração, poderia fazer algo a respeito, porém só poderia escolher um escopo: o tripulante ou a caixa.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptyQui 21 Mar 2019, 16:57


Jogos de...



Se existisse um deus da sorte, iria adorá-lo por toda a eternidade. Em uma caminhada de poucos minutos em direção ao porto, sem ter absolutamente nenhuma ideia do que encontraria por lá, acabara me proporcionando uma oportunidade que almejei durante boa parte dos meus dias.

A medida que o capitão se aproximava, pude ver sua silhueta com maior quantidade de detalhes. Seu porte físico não era invejável, tornando evidente o motivo pelo qual carregava aquele rifle apoiado, porém, ainda se tratava do capitão de um bando pirata, a escassez de músculos era presumivelmente compensada por sua inteligência e habilidade com a arma, talvez até mesmo algum outro tipo de habilidade que possa ter desenvolvido ao longo de suas jornadas. Sua resposta, surpreendentemente positiva, fez com que meu corpo transbordasse determinação.

– Não vai se arrepender disso! Não mesmo! Tenho muito a oferecer ao seu bando, há milhares de maneiras as quais posso auxiliá-lo! Apesar de ser apaixonado pelos livros, reflexões e o romance, sou um guerreiro nato! Quando me preparo para o combate, não deixo que nada me atrapalhe, permanecendo sempre em ale...– Sou temporariamente interrompido por uma voz brandando algo que, em um primeiro momento, foram completamente ofuscadas pela presença, aos meus olhos , cintilante do cabeça do bando. –  Como dizia, permanecendo sempre em alerta, até mesmo nos momentos de...

Subitamente as palavras, antes indecifráveis, foram finalmente processadas e compreendidas pela psique. Pela primeira vez, uma vida fora ameaçada pela minha distração. Corpo e mente irremissivelmente regidos pelo reflexo tentavam bruscamente disparar na maior velocidade possível em direção à escadaria de onde partira o brado, com passos firmes, buscando manter o equilíbrio a despeito da ventania ao passo que intenta desviar de todos os homens e caixotes obstruindo o caminho. Uma vez que conseguisse me aproximar com sucesso, não perderia nem mesmo um instante cogitando escolher a caixa e partiria direto para o marujo antes que este despencasse nas águas, tentando agarrar um de seus braços com a mão direita enquanto a mão direita esquerda buscaria apoio segurando com força a borda da plataforma. Se obtivesse sucesso, puxaria o homem para cima para que o mesmo pudesse segurar na borda para que pudéssemos subir com ou sem o auxílio do resto dos piratas.
Caso o retardo causado pela minha falta de atenção me impedisse de chegar antes que o homem caísse ao mar, me atiraria nas águas, tentando envolver e segurar seu corpo com um dos braços, preferencialmente pelas costas, ao passo que usava o braço restante e ambas as penas para nadar em direção à terra firme. Com a correnteza ao nosso favor, teríamos uma chance, porém, uma vez que o plano original se provasse impossível, tentaria nadar para baixo do rapaz, envolvendo sua cintura com os dois braços enquanto bato as pernas o mais rápido possível, visando ergue-lo o máximo possível para pudéssemos ser agarrado por seus companheiros. Se caísse da plataforma durante a corrida, nadaria em sua direção e tentaria seguir o plano novamente. Nadaria em direção a plataforma tentando agarrar em um de seus suportes e tentaria escalar até a superfície se, por algum motivo, caísse sozinho no mar.
Tendo sucesso através de qualquer uma dessas estratégias. Fitaria o céu durante alguns breves instantes.

– Se existisse um deus do azar, iria execrá-lo por toda e eternidade. – Murmuraria para mim mesmo e, em seguida, virando em direção ao meu mais novo parceiro de quase-morte e sorrindo desajeitadamente, antecipando uma tempestade de insultos ainda maior do que a verdadeira tempestade que estava cada vez mais próxima. – Um banho não faz mal a ninguém, não é?

Voltaria novamente minha atenção ao capitão sem qualquer tipo de nervosismo uma vez que minhas chances de ser recrutado já haviam sido quase que completamente aniquiladas com o meu saldo de um tripulante aliado em risco antes mesmo de um segundo dentro do barco.

– Bom, digamos que nem sempre em alerta. – disse, segundos antes de cair na gargalhada. – Depois desse pequeno desastre, acho minhas chances não são as melhores. Desculpe pela caixa, mas não conseguiria, por mais que tentasse, deixar um aliado morrer pra salvar objetos, por mais valiosos que sejam. Digo, apesar de não sermos aliados, talvez esse cara não teria caído se eu não tivesse interrompido suas atividades, então era o mínimo que devia fazer por ele.


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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptySab 23 Mar 2019, 00:35



Mini-Aventura

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A assídua distração de Last quase custou a vida de um homem, se não fosse pela sua incrível agilidade. Como um míssil, o garoto debandou em direção da vítima que havia tropeçado, deixando para trás apenas um rastro de poeira e um capitão com um meio sorriso embevecido. Próximo à borda do cais, as solas de suas sandálias derraparam pelo assoalho até que foram amparadas pelo relevo da fímbria. Numa movimentação extremamente coordenada, então, segurou a mão do homem, sentindo um forte tranco no ombro direito ao ponto de ouvir um estralo, ao passo que os dedos sinistros sustentaram-no ao agarrarem o cairel. Ainda que metade do corpo do tripulante tivesse sido engolido pelo mar, graças ao auxílio de Last ele foi capaz de arrastar seus pés pelo tablado e finalmente se jogar por inteiro na plataforma.

– Pelas barbas de Odin! Santo Kraken! Muito obrigado! – Exclamou o homem de quatro no chão, bastante ofegante em detrimento do susto. Quase que concomitantemente, o caixote afundou no mar, levantando um véu de água antes de ser carregado por uma violenta onda que arrebentou no cais, espargindo gotículas do oceano junto à maresia.

– Trodos, tome cuidado, homem! – Comentou o capitão com a palma da mão na testa, reprovando o estrambelhamento de seu tripulante. Não demorou para que os demais marujos se aproximassem para averiguar o estado do companheiro, ajudando-o a se erguer. – Fez bem, garoto. Não se preocupe com a caixa. Eram apenas algumas roupas para trocarmos no caminho. – Abanou repetidamente a mão livre, buscando relaxar Last sobre o pesar de ter deixado o caixote ser levado. – Bem, sobre o que estávamos falan- – Com a mão no ombro do rapaz, estava prestes a retomar o assunto quando um berro irrompeu o cais, vindo das costas da dupla.

– EII! V-VOCÊS SÃO PI-PIRATAS!? – Interpelou um marinheiro nem tão distante do grupo. Ele estava com os punhos cerrados ao lado da cintura e ombros elevados, no entanto, o corpo raquítico revelado pela roupa molhada unida ao corpo e seu semblante pávido sequer pareciam ser capazes de assustar um macróbio.

– Céus... Será que nunca conseguiremos continuar nossa conversa? – Com um suspiro, o capitão abaixou a cabeça e fechou os olhos, revelando certa insatisfação, tal como despreocupação com aquele marinheiro.

– E-E-EI! O-OLHE PARA M-MIM Q-QUANDO EU FALAR C-COM VOCÊ! – Numa malograda intenção de intimidação, o homem ergueu seu braço com uma espada em punhos, todavia, o membro tremia tanto que parecia estar tentando desviar a lâmina das gotas da bátega. – S-SABE QUE O Q-QUARTEL F-FICA AQUI NO L-LADO, N-NÉ!? – Tartamudeou com o polegar sobre o ombro, indicando o QG da marinha em suas costas. Com a chuva, no entanto, suas portas e janelas estavam fechadas, o que sugeria que aquele marinheiro estava a sós. Podia ser um homem de aparência covarde, mas certamente dotado de um âmago repleto de bravura.

– Aiai... É cada uma... – Zombou o capitão segurando o riso entre os dentes e negativando com a cabeça. – Sabe usar uma espada, garoto? – Mal esperou que Last respondesse sua dúvida e já virou o tronco, desembainhando a katana de um tripulante propínquo. Ainda que a lâmina não tardasse a ser preenchida pelos pingos que estilavam das nuvens, continuava com seu fúlgido lustroso, terminando num guarda-mão com detalhes que entremeiam o prata e o carmesim. – Aqui. Esta será minha primeira ordem como seu capitão, rapaz. Derrote aquele homem! – Após entregar a espada na mão de Last, o pirata moldou os lábios num sorriso sórdido, exibindo algumas peças de dentes de ouro, e bofetou suavemente o ombro do menino, que embora estivesse dolorido, não o deixaria na mão num momento como aquele.

– O-O QUE? V-VAI D-DESAFIAR UM A-AGENTE DA JUSTIÇA!? – Perguntou o marinheiro com os olhos arregalados, espaçando as pernas e posicionando a espada a frente do corpo, segurando seu cabo com ambas as mãos que não paravam de tiritar.

Tal como antes, Last era o centro da atenções dos tripulantes, no entanto, ao invés de gargalharem pela sua presença, eles o fitavam com um semblante confiante, como se concentrassem suas convicções no sucesso do garoto. Um tapa um pouco mais forte em suas costas, então, o empurraria para a frente involuntariamente, proveniente do capitão que o mirava com uma das sobrancelhas alçadas.

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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptySab 23 Mar 2019, 12:49


Lembranças



Com batimentos acelerados e frenéticos no miocárdio, partira com sucesso a toda velocidade em direção ao homem e, apesar dos instantes de distração, fui capaz de agarrar o marujo e trazê-lo de volta a plataforma antes que este despencasse por completo nas águas, o que tornaria o resgate uma tarefa dezenas de vezes mais dura de ser realizada. O alívio, ainda que discreto, invadiu meu coração pela primeira vez em um bom tempo

Minhas expectativas com a reação do bando com o ocorrido foram estratosfericamente divergentes da realidade. Por alguma razão, apesar de todo o alvoroço que causei, o capitão manteve o interesse em conversar comigo e, por razões que eu simplesmente não conseguia conceber, até mesmo recebi agradecimentos do homem cuja vida fora ameaçada devido a um dos traços negativos mais notórios da minha personalidade. Senti, por um momento, um leve impulso acompanhado de algumas gotas que percorriam minhas glândulas lacrimais em busca de uma saída. Funguei rapidamente na tentativa de impedir a fuga, mas não obtive sucesso. Torcer para que a chuva ocultasse a prova do meu sentimentalismo era a única coisa que me restava.

Quando tudo voltara a um certo nível de normalidade, logo após a tentativa do capitão de retomar a conversa, fomos interrompidos pela figura, no mínimo inusitada, de um único marinheiro de porte físico não tão invejável que, um tanto relutante, apontava sua espada em direção ao bando ao passo que brandava palavras de ordens e ameaças, que aparentemente não surtiram efeito algum nenhum dos piratas. Em seguida, o capitão indagou se eu sabia como usar uma espada, entregando-me uma antes mesmo que pudesse responder. A resplandecência da lâmina era um forte indício de boa qualidade, mal podia acreditar que alguém realmente entregaria algo assim em minhas mãos. Essa surpresa, porém, fora completamente ofuscada no momento em que escutei as palavras nas quais me recusei a acreditar por um momento. Em um único dia, havia encontrado tudo aquilo que eu me limitei somente a imaginar durante os últimos anos. Quando finalmente processei a informação, não pude evitar mostrar os dentes em um sorriso de orelha a orelha, enquanto meus olhos transbordavam determinação.


– Eu, neste momento, sou um pirata, – murmurei para mim mesmo, sorridente.

O sorriso, porém, abandonara por completo meu rosto no instante em que meus olhos fitaram a silhueta do marinheiro. Os pensamentos começaram serem processados em alta velocidade.

Como? Como?! Depois de anos, quase uma década, sonhando com o dia em que eu poderia desbravar o mar ao lado de companheiros, seguindo nossas próprias regras e conquistando tudo aquilo que for de nossos desejos, eu finalmente consegui. Depois de anos me sentindo incapaz, fútil, desnecessário e irrelevante. Após toda aquela dor, toda a revolta contra o maldito governo que se acha no direito de dizer aquilo que podemos ou não fazer. O mesmo maldito governo composto pelos auto-proclamados "Agentes da Justiça" que manipularam e arrancaram "ela" de mim! Mesmo depois de tudo isso, mesmo depois de destruírem o meu passado, eles atrevem a atentar contra o meu futuro? Eles atentam contra a vida dos meus companheiros, do capitão que me estendeu a mão? Essa organização vil, suja e covarde nunca vai saciar sua sede de sangue? Não, não vai! Então ela...


– Precisa ser exterminada!! – urro, em um som gutural e extenso, tomado pelos sentimentos que reprimia durante muito tempo. Anunciado, por fim, o ataque.

Dispararia em direção ao espadachim em alta velocidade, atento a quaisquer movimentos que o mesmo poderia realizar, afinal, apesar da sua aparente relutância e inexperiência, ele se tornou uma ameaça no momento em que decidiu apontar sua espada em nossa direção. Pequena ameaça ou grande ameaça... Isso não importa, aqueles que tramarem contra qualquer um dos meus aliados serão exterminados.

Na corrida em direção ao marinheiro, manteria passos firmes e cautelosos, uma vez que a chuva poderia reduzir a fricção do solo ou umidificar a terra o suficiente para torna-la lama, dificultando a mobilização. Durante a aproximação, me manteria em alerta para possíveis disparos de arma de fogo advindas do quartel ou mediações, o que era improvável, mas ainda sim uma possibilidade, também me preparando para pistolas ou revólveres que meu adversário pudesse estar escondendo em suas costas, apesar de suas roupas coladas pela chuva não revelarem um cinto ou armas em primeiro momento, utilizando a aceleração para amplificar meus reflexos e rolando para a esquerda, na tentativa de desviar dos projéteis sem agravar os danos causados ao meu ombro direito enquanto continuaria correndo em direção ao marinheiro e, uma vez próximo o suficiente, tentaria contra-atacar a partir de suas reações: movendo rapidamente meu corpo para direita e aplicando um corte preciso e profundo em sua garganta se o mesmo tentasse aplicar uma estocada ou um corte vertical; me abaixando e perfurando seu estômago caso enfrentasse cortes horizontais pelas laterais; disparando e perfurando seu peito ou estômago o mais rápido possível se, em algum momento, erguesse a espada no alto o suficiente para deixa-lo a mostra antes de efetuar o corte; no caso de cortes cruzados, me impulsionar para baixo da direção inicial da qual o golpe partiu, na tentativa de efetuar um corte profundo em seu pescoço logo em seguida.

Na ausência de disparos, correria até estarmos a uma distância de aproximadamente 2 metros de distância e em seguida simularia um ataque vertical ao posicionar a bainha um pouco acima do ombro esquerdo na tentativa de induzir oponente a assumir uma posição defensiva para, em um movimento brusco, jogar o corpo para baixo, rotacionando-o levemente no sentido anti-horário para enfim, com toda a força realizar um corte cruzado na tentativa de decepar ambos os braços do marinheiro. Caso o mesmo não fosse induzido com sucesso, desaceleraria por um instante, e voltaria a o postura inicial com a espada, assumindo a mesma estratégia de esquiva e ataque planejada para a aproximação em caso de disparos.

Com a iminência de uma falha na esquiva, tentaria reduzir o dano recebido usando a espada como meio de defesa, segurando a bainha com a mão esquerda e apoiando a direita no shinogi da katana. Se fosse acertado superficialmente durante alguma das tentativas de ataque, continuaria com as estratégias boladas anteriormente, porém, se sofresse danos profundos antes mesmo de conseguir ferir o marinheiro, recuaria andando para trás na tentativa de abrir distância para recuperar o fôlego e reavaliar a situação, os passos seriam dados com menos velocidade para evitar a perda de equilíbrio e uma eventual queda, para evitar maiores riscos, também assumindo a mesma posição defensiva com a espada adequando-a a direção de possíveis golpes transferidos pelo adversário.

Se a relutância do marinheiro provasse ser maior que sua determinação e o mesmo permanecesse imóvel mesmo após a aproximação, posicionaria a espada horizontalmente, com a lâmina apontando para a minha direita e, a toda velocidade, aplicaria um corte em seu pescoço da direita para a esquerda, visando decepa-lo.

Caso obtivesse sucesso em alguma das ferozes tentativas de ferir mortalmente o marinheiro. A sede de sangue que tomara conta de mim esvairia lentamente, trazendo de volta os traços mais amenos e sensíveis da minha personalidade, porém, o prazer, o sentimento de auto-suficiência e a enorme satisfação permaneceriam por um bom tempo mesmo que parte de mim não os desejassem. Me dirigiria até o corpo do marinheiro, lembrando inevitavelmente que, na última vez que testemunhara uma situação tão brutal, os marinheiros foram os responsáveis. Tal lembrança apagara qualquer resquício de piedade dentro de mim. Pegaria a espada daquele com quem eu travei minha primeira batalha como pirata e, em seguida, iria em direção ao bando.

– Obrigado por empresta-la. – diria para o tripulante do qual o capitão retirou a espada, atirando-a em sua direção. – Há...há razões por trás da maneira como agi agora, das quais eu não tenho forças pra dizer. Sabendo disso, ainda está disposto a me aceitar, capitão? – perguntaria, com meus olhos fitando as nuvens que se aglomeravam no céu. Por algum motivo, pela primeira vez, elas me pareceriam acolhedoras.



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MensagemAssunto: Re: [Mini - Last] - O Mini-aventureiro    [Mini - Last] - O Mini-aventureiro  EmptySeg 25 Mar 2019, 03:09



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A bátega ruía das nuvens carregadas sobre o pirata e o marinheiro incessantemente, cortando seus corpos até enfim espargirem no solo lamacento. A abóboda celeste lúgubre, por sua vez, era irrompida constantemente pelos relâmpagos que ziguezagueavam pelos céus, sempre carregando consigo seus imponentes trovões. O início do combate, então, foi marcado quando um deles despencou contra o elevado quartel general da marinha, culminando num intenso rútilo que prenunciou o primeiro movimento da batalha.

Last investiu contra seu inimigo de olhos imotos, plenamente resolutos em sua tenção. Ainda que dotado de certo ímpeto, fez questão de distribuir seus passos cautelosamente, alarmado com o chão lodoso. Quando se apropinquou suficientemente, o cais teve seu ambiente mais uma vez iluminado, agora pelos véus de centelhas provocados pelos abalroamentos das espadas dos combatentes. Surpreendentemente, o marinheiro aparentava dispor de certa habilidade em batalha, apesar dos tremores de outrora, que mais pareciam estar relacionados com sua ansiedade.

– Agh... – De semblante entesado, os olhos do agente da justiça dançavam em suas cavidades, esforçando-se em realizar a leitura dos assaltos de Last. Ele estava pressionado, sempre recuando um passo a cada corte defendido, primeiro duma finta do pirata que quase custou-lhe os braços, depois dum golpe desferido contra seu pescoço. – AHHHH!!! – Cansado de sua posição compelida, o marinheiro ousou uma súbita mudança de postura, deslocando sua espada fugazmente contra o tronco de Last na horizontal; seu gume, entretanto, lanhou apenas as gotas do salseiro, pois o pirata agachou seu corpo a tempo ao flexionar os joelhos, revidando com uma rápida estocada na barriga do jovem. – Ah- – Da garganta talhada, então, surgiu um manto de sangue que cobriu seu corpo molhado, mal dando-lhe tempo de gritar, ao passo que um fio do líquido vital inimigo escorreu pela lâmina do pirata, que sucedeu a terebrada com uma excisão na traqueia do oponente.

– Oh... Essa foi rápida. – Comentou o capitão de lábios escondidos e caídos em direção ao queixo, surpreso com o fatídico resultado do combate.

A espada do marinheiro caiu ao lado de seu corpo, que desabou no chão. Ele agonizava com ambas as mãos na garganta chagada, cujo sangue fruto das borbulhas na glote que pelejava gritos em vão manava pelos seus dedos, vertendo até o solo uliginoso, onde crescia numa poça junto a água da chuva. Seu destino era iminente, atrozmente afogado no próprio sangue até ser plenamente conduzido pela libitina.

– Oh, não... Piratas... HOMENS, PREPAREM-SE! – Brandou a voz de um homem ofuscada pela distância. Ela era oriunda de um marinheiro que observava a tudo através de uma brecha no portão do quartel general, provavelmente notificado pelo grito de ataque do falecido.

– Ops... Venha, garoto. Não é interessante para nós perder recursos numa pequena guerra. – Transbordando despreocupação em sua entonação, o capitão não parecia temer à marinha, no entanto, agia estrategicamente com seu feitio meticuloso. Então, após acenar com a cabeça para Last, ele subiu pela plataforma em direção de sua embarcação, logo depois dos tripulantes que correram freneticamente. – Que parte do "primeira ordem como seu capitão" você não entendeu, rapaz? – Com uma expressão meândrica, o homem pareceu caçoar da pergunta de Last, posteriormente agarrando a espada que emprestou em pleno ar sem dificuldade. – Venha logo. – Continuou a caminhada até o convés, de marcha bem fleumática, ao contrário dos demais piratas de seu bando. Neste momento, Last podia ouvir os tropéis ao fundo, provenientes dos soldados que estavam por vir.

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