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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato III: O Miasma da Quimera

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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ADM.Tidus

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MensagemAssunto: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyDom 10 Mar 2019, 22:20

Relembrando a primeira mensagem :

Ato III: O Miasma da Quimera

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Edmure de Rivia . A qual não possui narrador definido.


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Wing
Pirata
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptySeg 20 Maio 2019, 14:28



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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~ "Mas que bulhufas de obstinação é essa?!" ~ Era o que me vinha à mente enquanto investia avante, em um chute com que poria o peito de outro pária sob os calcanhares. Mas este aqui não era um qualquer. Havia visto homens com todo calibre de inspiração: alguns encrustavam nas almas o anseio por riqueza, outros queriam a soberania sobre os mares; eu ansiava pela espada amolada e um trago miscigenado no prazer e no poder. Aspirações nos mantinham nos trilhos, e o desgraçado arruinado em pele murcha e cartilagem dizia aspirar a dança? Tratei de responder-lhe na sola da bota, ciente de que uns tabefes eram língua universal. Ao menos não era outro urubu, grasnando pelos meus tesouros como havia antecipado. Que recobrasse as suas forças e varresse o pé daqui à própria conta. Havia há pouco conseguido a gládio; o aço novo eu não hei de macular no sangue de um covarde dançarino. E não houve carência disso. — Puta que o pariu. — Com uma risota debochada de incredulidade no canto do beiço, dei voz ao praguejo, vez que a perna trespassou-lhe e vi a coisa convertida em cinzas. Não cria ter tanto poder a esta altura; se assim o fosse, minha cruzada por ele seria vã. Só me restava crer que a coisa havia sido tomada por misticismo, como se a morte em si lhe desse um beijo quente, e não fosse de todo meu o feito que eu contemplava.

É, Darwin. — Já por tornar à arca do tesouro, reclamaria o tom grave competente à voz. — Te disse que este capiroto era coisa de outro mundo. — E no riso há pouco sem dentes, agora estamparia a zombaria, deslacrando o toque dos lábios enquanto a cabeça agitasse em sacudidelas com que eu mencionava negação. Resguardaria minhas posses nos alforjes; do logpose às moedas de ouro, e mesmo o casaco à deriva no baú. Com o chapéu já por servir-me como adorno fidedigno à cabeça, sobre a lambança dos cabelos molhados em água e sal, embainharia a espada para que trouxesse o meu novo berrante à destra. — Talvez em outra vida ele renasça com uma espada na mão, ao invés de ginga nos pés. — Gracejaria entre uma meia gargalhada e outra, de olhos por se cintilarem no fervor de uma conquista, e amansado pela história pitoresca e hilariante, escrita nas linhas da criatura. — De volta ao campo, cara pálida. O draconideo nos espera. — Com o peso do corno num dos ombros, e o da bolsa recheada em espólios noutro, emergiria de volta à ruptura pela qual nós adentramos, por arquejar a cada passo e vendo o riso minguar; eram as dores e a fadiga a lhe tomarem o espaço.

Quando tornasse a ouvir os urros de titã do draconideo, e visse o inferno a se ascender sobre a caverna à forma de fumaça e fogo, engoliria em seco como se tragasse, junto da saliva negra, uma dose de realidade. O que nós tínhamos não era mais que uma meia-vitória. — Se há deuses neste mundo, Darwin... — A voz roufenha pleitearia a atenção do espadachim, mas minha vista pertencia ao horizonte. — Eu acredito que os patifes nos odeiam. — Assentaria o berrante sobre a terra no que sacaria o punhal, para que trespassasse a lâmina através de toda manga esquerda do meu sobretudo, do ombro à linha do pulso. Descosturando a área emaranhada no aço do escudo, teria malas prontas para desvestir o casaco, deixando que esvoaçasse às costas e além. De adaga posta ao coldre novamente, desataria os três botões superiores do tecido vagabundo que vestia sob o couro, ansiando o toque do vento por me salpicar na pele e a desatar os nós que sentia à garganta e aos pulmões. Uma vez que varresse o suor da testa e as mechas de cabelo aguado à nuca, retomaria o corno de guerra, de olhos estudando a masmorra agora na esperança de estar afligido por menos calor. O que buscava, através dos quatro cantos, era uma solução, àquela altura descrente em forjá-la através da esgrima e do brandir de espadas. O que faltava não era vontade, mas o vigor.

E me daria conta de que a resposta residia acima, no que eu visse o tremelique das paredes em resposta aos ganidos e à dança do dragão. Só os tolos não antecediam a sentença prestes a ser-nos brandida; sua espada de carrasco eram as estalactites. — Te disse que a saída era por minha conta. — Com os dedos acariciando o bocal metálico na ponta do berrante quase que obscenamente, eu seguiria em tom devasso. — É agora que eu trato disso. — Teria estampado na carranca o mais depravado dos semblantes, como se visse a morte ao cangote do dragão e de cada um destes cafajestes no que pretendia, e nisto também o prazer; mas um dedal de hesitação recobraria a sanidade: Cirilla ainda estava lá. Desde que a arrastei do vinhedo, ainda à altura de Ilusia Kingdom, estava sob minha tutela; era também um fardo meu. — Hmph. —  Com o pesar me esmaltando aos olhos e o sorriso sepultado uma outra vez, eu trataria da garota antes de pôr minha loucura em campo. — CIRILLA! —  E seguiria, esbravejando o seu nome tão alto quanto o possível, mas não era devido que o fizesse de modos simplistas: voz gutural e enrouquecida, por arranhar-me às paredes da goela e alongando a pronúncia de cada uma das sílabas até o meu limiar; até que sentisse os pulmões resfolegando e a garganta ardendo à imagem de quem cospe chamas de dragão.  — SENTA O SEBO NAS TUAS CANELAS E DEIXA A MASMORRA AGORA! — Alvejaria o horizonte com o trejeito de dois dedos, ambos indicador e médio, como se setas a cortarem vento em sentido à saída, no que elucidariam minha ordem. O resto estava ao encargo da meninota.

Ascenderia o berrante, rente ao peito, pela destra. — Recua às costas e volta à ruptura. — Ordenaria em tom de capitania. — O draconideo saberá que também consigo rugir, e quem sabe esta porra toda desmorone de uma vez e vire em nada. — E desta vez não haveria sarro me adornando à voz. Traria as costas da canhota vacilante ao manejar seu ombro, ao invés do braço em si, para o centro do berrante, enquanto a mão direita o envolvesse pela base. Que se danasse a dor dali adiante; estava habituado a senti-la. Mas perder meus lacaios e tornar essa meia-vitória numa derrota total? Por isto não hei de passar. Aspiraria os ares até que a beira de explodir: o olhar estreito como uma navalha sob a viseira do chapéu; suor descendo aos filetes, no que me agitasse, e tomando como uma via cada fresta pedregosa de escamagris, até caírem sobre os ombros que elevaria em paralelo ao peito, avolumado à custa dos pulmões enchidos como se gaitas de fole. Com o coração se esgoelando detrás das costelas, batendo forte como julgo serem as asas da Quimera, daria ao bocal do corno o melhor beijo negro que encontrasse em meu acervo. E adiante só a morte cessaria o sopro com que eu traria  tempestade.


FFFUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMM!!!

Talvez o corno e seu berro descomunal agissem por si só, tornando as estalactites numa guilhotina. Talvez atraísse o dragão e suas ações fizessem-no por mim. Não importava, e em qualquer uma dessas conjunturas voltaria à proteção do teto sobre a ruptura, para além do alcance da fera. O que queria era vê-la empalada; ela e todos desgraçados em sua rabeta, para que nos servissem como um tapete na escapada.




Considerações:
 

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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptySeg 20 Maio 2019, 19:32



O Miasma da Quimera
Henri de Félin

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Lendas, deuses, heróis, monstros… todos têm sua fraqueza, que os afetam das mais diversas formas e, claro, eu não sou exceção a essa regra. Já escutei vários contos de origem misteriosas, que narram a história de muitos guerreiros cujas derrotas eram trazidas por terem o ponto fraco.

Alguns em específico tinham suas forças exauridas ao terem partes específicas de seu corpo, como tendões ou cabelos, afetadas, outros perdiam o bom senso por conta da ganância ou do medo. Para mim, o segundo caso seria o mais adequado, uma vez que simplesmente saio de mim quando diante de cães desde os pequenos e inocentes até os maiores e ferozes.

E neste dia fatídico, para meu azar, encontrei o maior que já vi. De pé, facilmente ultrapassava a minha altura ou a de Edmure, o medo consumiu minha alma, a princípio me vi catatônico, depois, fiquei fora de mim, seguindo Pierre para cima e para baixo, seguindo as ordens da trupe.

Por fim recrobaria a consciência, buscando próximo a mim qualquer ser familiar, seja ele Tobias, Edmure, Cirilla, Pierre ou quem quer que seja. — Chega de vadiar. Não posso deixar todo trabalho e fama para Edmure, não é? ~Nyahaha — perguntaria em um tom amistoso enquanto situar-me-ia do local onde estivéssemos e, não tendo indícios do paradeiro do de Rivia, perguntaria — A propósito, onde ele está mesmo? — ou, se já soubesse onde estava, apenas seguiria para sua localização, checando antes porém se todos os equipamentos estavam comigo.



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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyQua 22 Maio 2019, 10:18

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FAROL - 20



Quando as cinzas do pirata dançarino caiam ao solo quente do Farol, ambos se olhavam como que tentando entender o que havia acontecido, Darwin não mostrava reação, mas pela pequena chama que iluminava seu rosto pálido era possível ver a boca entreaberta e os dentes amarelos perfeitamente aliados. Agora a dupla pegava tudo que podia do baú, Ed sentia seu braço ficando cada vez mais fraco e mole, a rasgo na pele aumentava a cada movimento e tilintar do osso partido se chocado era como a mordida de um crocodilo girando em seu braço, a dor era imensa, mas a adrenalina ainda impedia isso de ocorrer, aquela cicatriz seria acrescentada a nova no rosto do rapaz.

A dupla então caminhava para fora da caverna, ouvindo e sentindo o rugido na pele, os pelos do pescoço eriçados como se uma meretriz estivesse ali assoprando e contando as verdades mais falsas que todo homem almeja e luta para conquistar – O Deus Afogado não tem força aqui, estamos por nós mesmo – falava Darwin respondendo o comentário do homem ao seu lado, que se ajeitava com os novos objetos.

Ambos chegavam até o local onde os caminhos serpenteavam para três lugares, e a frente o guardião negro de bafo flamejante, rugindo como se estivesse raivoso e realmente estava, a visão de Ed era as costas do animal, sua cauda balançava de um lado para o outro e todo cuidado era pouco. Mas sua visão era prejudicada, a fumaça enegrecida da chama, juntamente com a branca que saia do rio de lava ao solo atrapalhava para enxergar se seus tripulantes ali estavam.

O que se via era fogo e sangue, e o cheiro de carne queimada misturado com enxofre, era o perfume do diabo no seu cangote o tempo todo, Ed já havia tentado uma investida pela retaguarda anteriormente e o resultado não fora dos melhores, problema esse agora tinha uma solução mais simples na visão do capitão, ordenando que Darwin recuasse, pegava o corno de guerra que havia encontrado a pouco e trazia para si, usando as duas mãos colocava o objeto próximo aos seus lábios carrancudos, um filete se suor escorria pela testa, o sangue do machucado agora retornava, escorrendo no ombro e pingando como uma torneiro mal fechada no solo, evaporando assim que encostasse no solo.


... Barulho do Rugido saindo do corno

Estufando seu peito e acumulando a maior quantidade de folego possível, levava o objeto ate sua boca e soltava o ar com toda a força que conseguia. Por mais que sobrasse não saia nenhum barulho, nada, era como um sopro sufocado que parecia preso, Darwin colocava a mão na testa como se não acreditasse que aquilo estava acontecendo, mas de de repente algo começou, como um grito desesperado e parecido com um rugido – UARRRRRRRRRRRRR – não era como um som comum que se escutava nos ranchos, era um rugido animalesco e horrendo, como se fosse um animal sendo abatido, no começo o som era baixo, mas logo chegava num patamar inimaginável.

O grito do corno saia alto e se espalhava pelo local, rapidamente Darwin colocava suas mãos nos ouvidos, as pessoas vivas se assustavam ao imaginar que outro dragão havia aparecido, a fera que estava a frente da dupla rugia junto, mas seu grito era abafado, o Dragão parecia se contorcer e se agitar, suas asas se abriam, fogo saia pelas ventas, como um animal encurralado pelo predador, o animal dos infernos tentava alçar voo, mas de forma ineficaz apenas chocava seu corpo contra o teto do local, causando um leve desabamento.

Quando o barulho cessou, um silencio absoluto reinou brevemente, ate ouvir gritos dos homens que saltava sobre a fera, esfaqueando-a em todos os lugares possíveis, mas a besta não estava enjaulado, cutucar onça, ou melhor dragão com vara curta era um erro que so cometia uma vez, o animal logo se levantava mordendo e limpando as formigas em si, mas sua olhos estavam focados em duas pessoas especificas.

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Edmure terminava seu sopro sem ar nos pulmões, suas pernas bambas e uma tontura momentânea o fez cair de joelhos, o cansaço e a fraqueza davam seu golpe, Darwin estava paralisado, entre a fumaça aparecia um focinho e depois dois olhos vermelhos, até que da nevoa negra, saia a criatura, sangue escorria da sua boca, um barulho estranho era emitido, como se esperasse pela resposta de alguém da sua espécie, mas não vinha, a boca era aberta e os olhos cravados em Edmure, que de joelhos nada podia fazer, no final de tudo, o homem havia feito o máximo que podia.

Abrindo a boca já era possível ver faíscas saindo da goela negra do animal, o calor vinha das entranhas e como um canhão era atirado para fora, mas não agora, parece que os Deuses ainda tinham um plano para Edmure, pois nesse momento, algo caiu do teto acertando a cabeça do animal, era um pedregulho de tamanho modesto, apenas fez com que o Dragão olhasse para cima, e foi então que podia notar, o teto estava se despedaçando.

Outra pedaço caia perto de Darwin que se esquivava para não ser acertado – BAM – uma pedra, agora maior caia sobre o Dragão, fazendo recuar rapidamente, a visão era completamente tomada por poeira, nevoa e fumaça, respirar era dificil – Vamos – Darwin passava o braço e ajudava Ed a se levantar – Isso tudo vai ceder, temos que ir – de fato, pedaços do teto caiam por todo lugar, os estalagmites eram como presas gigantes caindo do teto, restava fugir, ou ficar para ser enterrado ali.

KENWAY

O jovem Henri parecia acordar de uma bebedeira, o que seria ainda melhor, mas agora o sujeito estava vendo as ondas bater no rochedo alguns longos metros abaixo, o pirata havia dormido do lado de fora da caverna por não ter mais lugar na caverna, para não deixa-lo sozinho, Pierre ainda cochilava ao lado com seu casaco sobre o rosto – Anh? – O homem acordava com um salto ao ser cutucado por Henri – Estamos no sopé da caverna, Edmure e os outros foram pegar um tal de Log Pose, pediu para que vigiássemos o marinheiro, ele tem um barco escondido por ai – abrindo seus braços, se alongava, um bocejo longo e preguiçoso – Ele ira voltar e iremos achar o barco para partir – O sujeito virava novamente para o lado e se punha a voltar para a soneca que estava.

A dupla estava apenas alguns metros abaixo da caverna onde o Druida e o Marinheiro prisioneiro estavam, caso subissem iriam encontrar o velho cortando as unhas dos pés com os próprios dentes e o marinheiro amarrado ao fundo, tremendo como vara verde na ventania.



Caverna:
 

Situação encontrada ao sair:
 

Ferimentos:
 

Dicas e Observações:
 


Darwin:
 
Robb "O Lobo Branco:
 
Tobias:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyQua 22 Maio 2019, 19:54



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Ao que eu via, o calabouço se tornava numa verdadeira orquestra; uma composta pelos mais vastos dos sons. Havia o fogo, e este eu via como se bandeiras pintadas na brasa à oscilarem nos meus circundantes, uivando conforme acresciam-se na sua empreitada. Havia a dor e os seus ganidos estridentes, pois desde que pusemos os nossos pés por cá, não vimos a morte cessar. Também os brados de convicção, no que a vista repousou sobre o campo de batalha e vi os homens, embebidos em coragem vã, indo abraçar seu fim bem como noutras vezes antes. E o dragão, por imperar-se no topo de tudo. Mas de que é que me importavam estes sons, a mim e ao meu berrante, vez que o pus a trabalhar? Não tiveram valor algum. Quando senti os pulmões por se esvaziarem como se bexigas murchas, garganta seca e os olhos arregalados na vermelhidão, já via o bocal do corno escarrado em saliva e a audição tornada num zunido. Eu ri de canto, sem mesmo um dente aparente, e afastei o negro dos meus beiços, de forma que se atrelaram ao berrante por não mais que um filete da saliva cor de piche; tornei meu mundo naquele momento, e nele só. Tudo porque soube que mesmo em meio àqueles sons nefastos, o soberano dentre eles era o meu. É isto o que conheço por poder.

Mas a fadiga escreveu o fim de tudo isso. Eu recobrei ciência do inferno em que estávamos, e no que empinei a fuça, de malas prontas para ver os corolários do meu brado de dragão, topei com a goela do bicho em si. E bem sabia que ver fogo e entranhas de um draconideo era presságio para morte, mas te enganas se crê que a receberia nos bons modos, como fizeram os cãeszinhos ao nosso redor. A destra já se preparava para o saque da espada; e talvez eu investiria amargamente contra a fera, quiçá batendo as botas enquanto desse ao seu crânio uma dose de poder, no que colhi os frutos da escolha feita de antemão: ainda prostrado, o corpo se sobressaltou às costas, como se instintivamente me afastasse do rochedo convergindo na cabeça do dragão. O vislumbrei de olhos cintilantes, com certo orgulho por desabrochar no peito, como se fossem meus próprios punhos de pedra a arremeterem contra aquela cuca de dragão, e só então é que o zunido dantes sumiu das orelhas; eu tomei nota de que Darwin ainda existia.

Não era devido que tornasse àquela bolha de egocentrismo, ainda que encaminhasse, pouco a pouco, minha meia-vitória à uma por completo. Pois trataria de seguir o sugerido pelo espadachim. Retomaria o berrante pelo braço destro, através de um abraço firme e possessivo com que lhe envolveria sob a axila, como se já nutrisse por aquela coisa algum calibre de amor. Quando tratasse de fixar meu tesouro no ninho que a posição do braço proveria, eu me poria sobre os calcanhares; semblante intrépido e de linhas impassivas, e a vista contemplando o horizonte à que avançaríamos. — Tu me corrija se estiver errado, mas não parece que precisemos dos deuses. — Sentenciaria em tom trocista e com deboche arreganhando os lábios, em paralelo aos meus primeiros passos adiante. E doravante seguiria aos tropeções, por estirar parte do corpo sobre os ombros do branquela e lacrando as minhas dores, peito adentro, a sete chaves. E o inferno para elas, se as sete não fossem o bastante; em meio àquela algazarra, homem algum se atentaria aos rugidos que daria a cada santa vez que sentisse o braço a fisgar, ou a canseira me exigisse esforço em demasia. Tinha a vitória nos meus bolsos, na forma de ouro e bugigangas, e também sob o arco do braço; não precisava desfilar com galanteio numa marcha de saída.     

Conforme o sangue efervescesse, e por contar com Darwin ao meu flanco à imagem de um cão pastor, poria o sebo nas canelas, tornando a marcha desastrada num trote horripilante e inconstante, intervalada pelos ditos roncos e bramidos que a dor latente haveria de causar, e os tropeços que quem sabe, afligissem-nos. É o melhor que a carcaça deste aqui faria, naquele estado lastimável em que estava; o importante era não cessar. Desviaria, por lançar meu peso sobre o corpo do homem no intento de que moldasse o caminho em meu favor, dos empecilhos na estrada até a saída, desde o fogo aos defuntos sobre os quais eu auferi minha vitória. Nós já havíamos montado o bastante sobre o bando de coitados no trajeto até o tesouro, e manejado as suas inconsequências em prol da minha vitória. Dali adiante eram só grude na sola da bota.

Havia visto a morte vir de cima; tudo acontecia às custas do meu corno, afinal. E trataria disto durante a empreitada, mantendo o queixo soerguido e o teto à frente no meu campo de visão, para que visse a centelha de qualquer novo desmoronar. Ainda que meu feito rendesse o maior dos falatórios, preservaria o silêncio — à parte de um ou outro manifesto de dor. Não cria que em meio àquele festim de destruição algum dizer nos passaria percebido, e é bem por isto que o corpo assumiria o posto competente à língua. Nosso trajeto, eu haveria de adaptar sempre aos empurrões, ainda tomando ao espadachim como minha própria bengala, e usando do balanço dos meus ombros para que alternasse o eixo dos dele; e seguiria no seu flanco aos cambaleios. Se a desgraça recaísse diretamente de cima, fosse qual fosse a sua forma, projetaria o corpo às laterais através de um sobressalto, buscando em última hipótese o uso instintivo da canhota, junto do escudo emaranhado à ela, postos sobre minha cabeça; por vez ou outra ossos quebrados ainda hão de responder, e nesta altura era cara ou coroa.

Hora ou outra, nós veríamos a fresta de entrada, e é por cá que apertaria o passo. Pouco importava se os demais canalhas convergissem às multidões; havia antes decidido que eram meus carneirinhos, e os desgraçados agiriam como tal. Eu cortaria o meu caminho às ombradas e braçadas, buscando bater terra sob as botas e avançar, ainda que em tempo gradativo, até o alcance do destino. Quando cruzássemos aquela ruptura de volta à luz poente, eu, meu corno e também o cara pálida, já seguiria por fazer trajeto de volta à distância, para os cabos gêmeos, nonde o povo dali pouco se aglomerasse. Os olhos cairiam novamente sobre o sepulcro da masmorra por colapsar, e é nisto que me alembraria da bandeira que trazia. — Vê bem tudo o que fizemos, Darwin. —  Eu cortaria o hiato de palavras, ainda por resfolegar a cada trecho da sentença. — Este é o bater de asas da Quimera. —  E com outra das minhas risotas dando charme à carranca com certa beleza negra e cadavérica, mesmo a par da avalanche de defeitos que a tornava em ruína, eu cairia de traseiro sobre a terra, reivindicando o repouso que me era de direito.




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Kenway
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptySex 24 Maio 2019, 16:15



O Miasma da Quimera
Henri de Félin

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Bem que eu imaginei, fui otimista demais em pensar que poderia me juntar ao ato principal estando tão atrasado, mas azar o deles se acham que vou ficar de guarda, de braços cruzados esperando voltarem para sairmos de mãos dadas atrás do barcos como amigos de infância brincando de pirata ou algo do tipo. Com a mão esquerda recolheria o uniforme que consegui mais cedo, enquanto levaria a destra até o ombro de Pierre segurando firmemente para chamar-lhe a atenção — Você não pretende ficar aqui parado, não é? — o questionaria em um tom provocativo, como se o instigasse a vir comigo — Venha, acho que não consigo fazer o que tenho em mente sem você. — gesticularia para que o navegador me acompanhasse enquanto caminharia caverna a dentro — Guarde a entrada, por favor. — pediria, logo antes de ir mais ao fundo onde o marinheiro se encontrava.

No interior da construção, andaria a passos lentos e singelos, a princípio ignorando o druida, cujo qual apenas receberia um aceno por minha parte, meu trajeto seria direto em direção ao marinheiro amedrontado, sorrindo para o mesmo. Agachar-me-ia para por meus olhos no nível dos dele e levaria a palma da mão até seu rosto, agarrando-o suavemente — Shhh shhh não precisa ficar tão nervoso, eu não vou fazer nada de ruim contanto que colabore. O que eu quero que faça nem vai ser tão difícil, para ser honesto. — levantar-me-ia assim que terminasse a frase, levando ambas as mãos até o centro da minha camisa, desabotoando-a, terminando, arremessaria a peça de roupa no refém e o desamarraria. — Vista. — ordenaria e continuaria o processo, aremessando para ele o uniforme por completo, tendo vestido apenas a blusa que uso por debaixo e a roupa íntima.

Terminado o processo, vestiria o uniforme de marinheiro, tendo certeza de que não deixei nada passar e que estava convincente o bastante para enganar qualquer um, tendo como único defeito no disfarce o fato de ser um tanto quanto apertado. Vestiria por último as Neko-te e olharia para o prisionerio — Agora… me diga tudo. Onde posso encontrar o navio, se o seu pessoal possui algum tipo de código, o nome do seu capitão e qualquer informação que me possa ser útil. Faça isso, e não lhe farei mal. — esperaria pacientemente pelas respostas do homem e, a cada vez que hesitasse, aproximaria as garras de seu rosto, para que tivesse certeza que dizia a verdade.

Terminado o interrogatório, caçaria nos pertences do homem e ao redor da caverna algemas, pondo-as em seu pulso se achasse, se não, amarraria da forma que estava antes, também caçaria algo que pudesse servir de mordaça para ele, cuja qual seria posta de forma a esconder parte de seu rosto para que assim dificultasse sua identificação de imediato. Bagunçaria também seus cabelos e teria certeza que não tinha desleixo na forma que vestiu seu uniforme. Por fim, fecharia com chave de ouro; fincaria a garra do dedo médio em sua perna esquerda, e apenas ela, fazendo uma ferida que dificilmente seria identificada como algo feito por uma neko-te. Rasgaria também a região de seu peitoral, contudo superficialmente, causando danos apenas no uniforme, sem o ferir.

De conseguinte, checaria uma última vez se não possuía no uniforme que vestia a unidade a qual o outro marinheiro pertencia, bem como caçaria algo que pudesse identificar a patente ou local de onde veio, em ambos os casos, rasgaria essas identificações de forma a parecer que foi causado por uma batalha, sempre usando apenas uma garra por vez para evitar criar um padrão que se assemelha-se a minha arma. Por fim, levaria a lâmina até o braço esquerdo, fazendo um corte superficial ao longo desse, de forma que me fizesse sangrar e parecer ferido, voltaria por fim o meu olhar ao marinheiro — Esplêndido, não concorda? ~Nyahaha — perguntaria ao sujeito amordaçado, encarando-o nos olhos e inclinando a cabeça levemente para a lateral para expressar a curiosidade

Minhas púpilas a essa altura estariam tal qual ao de um predador prestes a abater sua caça, o frenêsi que sentia era insano fazia com que inconscientemente ronronasse feito louco. Escoltaria por fim o refém até a saída, onde encontraria Pierre. — Me siga. Mantenha uma distância segura para que não percebam sua presença, mas próximo o suficiente para dar cobertura… se eu precisar de sua ajuda, sinalizarei com um “três” usando as mãos. — pediria ao homem conforme levaria o marinheiro ao local desejado. Escoltando-o como se fosse meu prisioneiro até o barco que ele havia citado mais cedo.



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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptySab 25 Maio 2019, 22:20

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FAROL - 21 (Dupla:2)



Se o inferno fosse pintado num quadro, certamente a imagem que estava a frente de Edmure estaria estampado, o teto da caverna começava a desmoronar como um castelo de cartas, aos poucos as presas iam caindo e pedaços maiores de rocha iam se soltando, o barulho ao se chocar no solo era ensurdecedor. A poeira incomodava os olhos que lacrimejavam com as partículas que rangiam sobre o glóbulo ocular, a nevoa branca parecia aumentar e entre isso tudo, ainda havia um clarão repentino e um rugido familiar: O Dragão.

O animal ainda estava vivo, mas parecia lutar para sair por algum lugar, seu corpo grande outrora favorável agora seria seu calcanhar de Aquiles. Darwin pegava o sujeito no chão e passava seu braço em seu ombro, Ed estava fraco e seus joelhos pareciam não aguentar o peso do seu corpo, o sujeito estava mais do outro lado do que desse. A dupla começava a caminhar as cegas, pedaços de rochas caiam aos montes em cada lado, a poeira impedia uma visão mais clara da situação, homens em chamas atravessavam a frente, outros presos entre as rochas, desmembrados.

Mal podia ver para onde deviam seguir, se para Edmure os Deuses não estavam ali, Darwin pensava diferente, o sujeito repetia uma frase sempre que via a morte – O que está morto, não pode morrer – com seu punho livre agarrado no cabo da sua longsword, sentia que não sairiam dali com vida, o que provavelmente era verdade, ainda mais com o que viria a acontecer.

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Um barulho de rachadura era escutado, olhando para o céu podia ver um enorme estalactite se soltando do dedo, era como o dedo do diabo, enorme e pontiagudo, Darwin parava sua caminhada ao sentir o chão tremer, a poeira so aumentava e uma ventania varria o cabelo branco do sujeito, que segurava Ed com força para não cair, mas o pirata ainda estava firme, mesmo fraco, conseguia ver tudo que acontecia. Após o solo tremer, no local onde dedo do diabo havia caído, abriu-se um enorme buraco, onde de lá a lava que passava pelo local irrompeu numa grande erupção.

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A lava saia do local como o jato de água das costas da baleia e caia sobre pobres desaviados que passavam ao lado, a lava começava a se espalhar pelo chão, queimando tudo pelo caminho, uma nevoa branca saia e o cheiro de enxofre era forte demais para ser respirado. Os poucos que estavam vivos, corriam o mais rápido que podiam, mas havia pedaços de rocha por todo o percurso, a visão quase nula e o cansaço dominava seus corpos, a morte afiava sua foice, e logo iria usa-la.

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Darwin acelerava o passo e fazia com que Edmure o acompanhasse, a dupla sabia que devia seguir a qualquer custo, conseguiam ver o clarão da lava a poucos metros de onde estavam, o que fazia o calor ser quase insuportável, a desidratação atacava as pobres almas, que após correrem por algum tempo, conseguia ver o que parecia ser a saída, uma luz a frente, na entrada do túnel.

La fora da caverna, estavam Cirilla e seu amigo de pequeno porte, ambos completamente sujos de poeira, a garota que sempre bem vestida, agora estava suja, empoeirada e com os cabelos bagunçados e sua blusa desabotoada, um fio de lagrima escorria do seu olho direito se encontrando com o suor que vinha da sua testa. Ambos por estarem mais afastados conseguiram sair sem muitos problemas, mas depois deles apenas quatro saíram, e nenhum deles eram quem Ciri estava esperando.

Dentro da caverna a sensação era que iriam morrer, a luz estava próxima e longe ao mesmo tempo, sentiam o calor da lava em suas costas, o solo estava quebradiço e a cada pisada ele cedia levemente e a sola da bota de ambos já começava a soltar e ficava pingos da sola de borracha pelo caminho, que também se misturava com o sangue de Edmure que voltava a sangrar da ferida em seu braço, com toda certeza ali ficaria um grande cicatriz. Os dois iam aos trancos e barrancos, como dois bêbados saindo do boteco, agora Darwin já apoiava seu corpo em sua espada – O que está morto não pode morrer – repetia o espadachim passando a mão pela testa, tirando o cabelo do rosto, seu queixo trincado e uma careta em seu rosto, seus dentes rangiam de tanta força que estava sendo exercida, ambos agarravam suas vidas como um jovem agarra na primeira amante.

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De repente uma brisa batia no rosto dos rapazes, sim, o cheiro do mar agora já era palpável, tudo que podia havia ficado para trás, o maior desafio e as boas-vindas no maior oceano do mundo havia sido bem dada, enquanto se arrastavam para sair, a lava se encorpava cada vez mais e ficava no encalço de Ed, que naquele momento já via tudo borrado, só uma luz, era tudo que o pirata conseguia ver, o que fazia o homem não cair era a vontade de vencer, o que parecia ser impossível.

- Ali – Apontava o homem cabeçudo de pernas curtas, entre a poeira e a fumaça, dois sujeitos cambaleando saiam do inferno, sujos e maltrapilhos, mas vivos. Cirilla colocava uma das mãos sobre a boca e limpava suas lagrimas com a manga da sua camisa, não queria que seu irmão mais velho a visse naquele estado, mas colocava a correr para ajudá-lo. Edmure conseguia ver um rosto familiar – Você ... seu maldito – As palavras eram da mulher que ele tinha prometido proteger, mas no fim, era sempre socorrido por ela. Darwin estava esgotado e caia no chão, desmaiado e respirando com dificuldade, Edmure não estava diferente, o sujeito caia no chão, quase morto, mal respirava, mas havia vencido as dificuldades, deixando para trás uma besta soterrada e o inferno a sola de seus pés.


Kenway

Após ouvir o Pierre havia dito, uma inquietação tomava conta de Henry, que sabendo que seu amigo parecia estar resolvendo tudo sozinho, se levantava recolhendo o uniforme, sua pergunta retorica só fazia Pierre revirar os olhos, já sabia que aquilo significava problema. Quando Henry começava a subir a pequena encosta rumando a caverna, o jovem fechava os olhos e sentia a brisa tranquila do mar pela ultima vez, depois seguia o jovem de olhos rosa. A caverna estava como antes, tranquila, o Druida comia as unhas enquanto fervia umas ervas com algum tipo de broto que so ele sabia o que seria. Henry entrava sem dizer nada para o velho, deixava seu navegador na entrada com os braços cruzados ainda com a preguiça lhe dominando.

O sujeito caminhava até o fundo da caverna, onde la estava o prisioneiro que olhava assustado para o Druida, ignorando o pirata, quando esse colocou a mão em sua boca, ele balançava a cabeça de um lado para o outro de forma ineficiente, quando Henry começou a tirar a camisa, o marinheiro arregalou os olhos pensando que possivelmente perderia sua honra, mas isso não iria acontecer, pelo menos não agora. O homem então fazia o que lhe era pedido, vestia a roupa do pirata e o pirata vestia o uniforme da marinha.

Como esperado, tinha um plano por trás daquilo tudo, ao perguntar sobre o que queria entender, fazia com que o marinheiro fizesse uma cara estranha, como se não entendesse o que estava acontecendo – Não tem pessoal, não tem capitão, seu capitão matou todo mundo – o homem olhava para o lado, desviando dos olhos estranhos do homem a sua frente – O barco está numa encosta, escondido numa caverna – O sujeito não parecia intimidado pela presença do homem, mas respondia as perguntas que lhe eram feitas.

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... Dojiro

Terminando o interrogatório, Henry procurava algo para prender as mãos do prisioneiro, mas não havia nada, tudo que ele tinha havia sido pego, sua mão estava amarrada com uma corda grossa o suficiente. O homem então usava toda sua perícia em disfarce para ficar idêntico a um belo marinheiro, vendo que no peito havia um nome, “Dojiro”, parecia ser o nome do marinheiro que alo estava agora com uma ferida na perna esquerda, arrancando um grito abafado  de Dojiro, que ao ver o seu uniforme ser rasgado no peito pelo inimigo, fazia uma cara de desprezo total.

Com quase tudo pronto, faltava o toque final, um corte era feito do braço de Henry por ele próprio, dali um fio de sangue começava a escorrer pelo seu braço, indo até o cotovelo, a imagem estava perfeita, parecia que os dois tinham entrado em combate, e que Henry era um honrado marinheiro e Dojiro um pirata derrotado. Tudo parecia pronto, de modo que o trio saia da caverna, o Druida via a cena e balançava a cabeça negativamente, como se desprezasse o que via.

Henry saia da caverna e dava as ordens para Pierre, que acenava positivamente com a cabeça, então o Marinheiro explicava o caminho – Temos que descer por aqui, e caminhar uns bons metros pela encosta, que com sorte chegaremos na caverna – E assim, a dupla ia na frente, com Henry “escoltando” sua captura e o pobre Pierre seguindo-os, de forma tranquila, com as duas mãos nos bolsos.



Mapa pro Ken:
 

Ferimentos:
 

Dicas e Observações:
 


Darwin:
 
Robb "O Lobo Branco:
 
Tobias:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyDom 26 Maio 2019, 15:09



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Tropeção aqui e acolá, e os pés vacilantes por me marearem através da desventura, no que sentia a lava por me devorar à sola de ambas botas. Calor também era um flagelo, e mesmo à par da vontade que ainda permeava, uma certa insegurança se velava adentro ao peito. Mas houve certa sapiência no que ouvi Darwin rugir por vez ou outra; o que está morto não deve morrer, e àquela altura já estava por meio-morto. Troquei meia-vitória por uma completa, e a moeda fora meia vida. ~ E o faria novamente. ~ Eu resmungava em tom roufenho e ao arraste, rumo ao portão com que intentava deixar todo aquele inferno às costas. Não houve então mais dor, tampouco anseio, só devoção. Tornei-me numa casca absinta de vida ou humanidade; um jarro feito em argila quebradiça e rudemente talhada, assim como as feições que trazia na cara, cuja função era servir como recipiente ao poder, e deleitar-se enquanto este escorria dela. Havia tanta rocha às minhas costas quanto a que marcava a pele, pelo que o resto de audição denunciava, mas logo o trote desorientado pareceu nos separar do fim, no que vi luz por trespassar a fresta de entrada. Nada mais importava.

Talvez houvesse outra legião de homens prestes a nos esmagar em sua marcha de escapada; talvez o fogo já me consumisse dos pés à cabeça no que abraçaria o tinhoso; talvez nadássemos no estômago da fera, e afinal o circundante não fosse a masmorra em si, mas as águas que lhe lavavam às entranhas. Te enganaria se dissesse saber discernir. Tudo o que concernia a mim eram a voz e as lamúrias de donzela, que eu ouvi por ecoarem das portas de entrada adiante; havia nisto certa familiaridade. Eram de mãe? Alguma outra meretriz da juventude que nutria em mim sua complacência? E havia nisto diferença? ~ Talvez Cirilla. ~ E ponderei, sem saber que ali recobrava certa sanidade. ~ Espero que seja a meninota. ~ Eu cairia com um riso pedregoso e amargo por me florear aos lábios se assim fosse, pois era tudo de que carecia para declarar vitória unânime. Senti o baque das costas contra o terreno, e abracei o sono nos bons grados, à imagem dum amigo de longa viagem, porque sabia que às costas a Quimera já havia alastrado a terra em seu bater de asas; e quem montou-a fora eu.

E ainda que trouxesse em cada bolso um adágio, e na cabeça mil e um anseios de poder, agora o véu do sono se desinspirava e não trazia em seu tecido sonho algum. De volta ao esconderijo de onde afora havíamos marchado, ainda junto dos homens de Lobo Branco, sobressaltei para longe do ninho. Corpo pesado e por baquear-se, como se estivesse oco por inteiro. Desta vez não havia homens à que recorrer. Sem caridades ou tigelas de ensopado; sem a presença do druida Merlíneo à minha assistência, como dantes; não existia vida ali. À minha volta, o fogo de mil archotes e do dobro em fogueiras era tudo o que dançava, como se flanqueado por dois inimigos numa empreitada só: o draconideo e a enorme frota de Tenente John, por investirem com fogo e sangue aos maremotos. Às fungadelas, um tênue aroma de putrefação me subiu à cabeça; impregnava a caverna com a presença de perfume de mulher. E que donzela fétida era aquela. Antes que eu me desse conta, já estava por marchar adiante, em sentido aos vãos em pedra que possibilitariam escapar aos cabos gêmeos, como se afrescalhado pelo odor. Não era meu feitio fazer daquelas; talvez não fosse mesmo minha ação. O corpo se movia por si só, e a dor de há pouco só me renascia às vezes que tentava reagir, nos moldes do flagelo de um chicote, por estalar-se às omoplatas do insubordinado servo. Eu é que brando os chicotes; não era mesmo meu feitio. 

Dobrado pelas dores quando resistia, bem como o aço frio e pouco maleável por sofrer nas mãos da forja, eu vi-me logo ao sopé da gruta. Mas não me alembrava de ter visto nestas bandas, noutras vezes antes, sopé algum. Vez que prestes a deslacrar os beiços e trovejar minhas praguejadas de incompreensão, como se cônscio de que pouco havia de real naquilo, o laço daquele chicote voltou a arremeter. Eu anuí e segui até os externos da caverna. Nonde esperava ascenderem os mares e o farol, a vista deu de cara com a projeção duma cidade formada em moldes orientais. Cresciam ao entorno cerejeiras e bonsais; lótus e ramos de crisântemos; orquídeas e lírios-brancos e outras dezenas de espécies, entre as quais o druida havia tutelado-me a discernir. Eu senti certo orgulho em tomá-las pelo nome, enquanto os palácios e praças se acresciam ao centro deste jardim, trazendo à luz uma metrópole estonteante. Planícies a agraciavam, e vestia a primavera. A coisa era bela demais para existir. ~ Mas seria um desperdício se fosse fruto dos sonhos. ~ Eu consenti em um tom fúnebre, aprazerado pelo aroma renovado e o vislumbre de ter tudo aquilo em minhas mãos. Foi nesta altura, quando corri a vista à baía, que eu tomei nota do navio monumental por emergir à minha frente. 

Rolei os olhos da popa à proa, reconhecendo Darwin em seu leme, junto de Ciri, Pierre e o nanico, nos seus risos e piadelas ao encosto da amurada do navio. O que fez a vista se arregalar, trouxe descrença ao peito e me torceu aos lábios negros em desconfiança, foi a figura roseada e de linhas afeminadas me encarando à meia-nau. Que me tomassem por um tolo se aquele não fosse Henri de Félin. Eu investi esforços em tomar-lhe pelo nome, e o que recebi em troca fora outra chibata; minha matraca ainda não me respondia. Mas a de Henri parecia o fazer. Tanto a do pederasta quanto a de Cirilla, bem como a do navegador e todo o mais. "Eutanásia", é o que diziam as cinco línguas, com o seu eco por tornar-se em um couro. E retumbavam pela terra de bonsais e cerejeiras, as poucas vozes, agora por beirarem mil e uma: "Eutanasia"; "Eutanásia"; "Eutanásia". Pois replicavam a sentença, como se numa espécie de oração. De olhos grudados sobre a silhueta do homem-gato, eu deslacrei os lábios e assenti: — Eutanásia. — Aqui não houve açoite algum.

Soube que houve sim um sonho, e também que despertaria aos sobressaltos, banhando em vento os pulmões ocos e tomado pelo déjà-vu. — Henri?! — É o nome do pederasta que pronunciaria num rugido de libertação; aquele que antes não pude dizer.




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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyTer 28 Maio 2019, 16:43



O Miasma da Quimera
Henri de Félin

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O plano corria exatamente como o esperado, cada etapa me excitando um pouco mais conforme era executada. A troca dos uniformes enchia meus olhos de alegria pela engenhosidade por trás de tal façanha, as feridas na minha própria carne fazia o êxtase e a emoção correr pelo meu corpo; não seria um bom plano se não corresse nenhum risco pelo sucesso, afinal.

Havia apenas uma única coisa estranha naquilo tudo. Dojiro declarou que Ed havia derrotado todos os marinheiros daquela ilha, não que eu não confie nas habilidades do capitão, ele certamente é bom no que faz mas… um batalhão inteiro é meio improvável até para nós dois juntos. Algo parecia suspeito naquilo tudo, mas não demonstraria ou suspeita medo ao marinheiro por hora, deixaria que pensasse que acreditei no que disse, afinal, ainda tinha Pierre para me dar cobertura se houvessem emboscadas.

Seguiria o trajeto, escoltando o careca para onde havia indicado, utilizando tudo que tinha em meu arsenal para detectar armadilhas; desde minha visão excepcional para detectar anomalias no cenário ou sombras suspeitas afim de identificar sujeitos escondidos, até meu olfato incrível para tentar rastrear cheiros inóspitos como o de sangue, suor, perfumes ou colônias que inimigos nas proximidades pudessem estar vestindo. Ademais, sempre que pudesse deixaria Dojiro sob a guarda de Leblanc e me poria em um ponto estratégico, escalando qualquer estrutura segura tomando cuidado para não me expôr demais, meramente com a intenção de ter uma vista melhor do lugar. Também investigaria minuciosamente o trajeto que tomássemos, procurando pegadas ou qualquer rastro que evidenciasse ação de terceiros que ocorrera há não muito tempo.



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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptySex 31 Maio 2019, 16:08

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FAROL - 22 (Dupla:3)




WING

A tenda estava fresca pela grande abertura que havia, o vento trazia o odor salgado do mar – DA MELHOR QUALIDADE, VENHAM, VENHAM, PROMOÇÃO SO HOJE – uma voz escandalosa gritava preços para objetos, a voz era desconhecida, mas entrava pelo ouvido como um alfinete. Abrindo os olhos, o pirata maltrapilho já via seu braço completamente enfaixado, vestia apenas uma cirola e uma camisa de linho branca, colada ao seu peito pelo suor. A língua seca e inchada, seus olhos pesados e cansados, aliás, seu corpo inteiro estava dolorido, a sola dos seus pés continha bolhas do tamanha de uma almondega media, caminhar seria difícil.


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... Tenda

O pirata estava deitado numa cama improvisada, era um colchão sobre caixotes de madeira, não havia ninguém ao seu lado na tenda. Do lado de fora, Cirilla tirava as mechas negras do seu cabelo da frente dos seus olhos, sua camisa costumeira abotoado, agora deixava seu pescoço livre e seus seios mais volumosos, a menina estava sob o sol das 17 horas, segurava uma bacia de verdura e sorria da melhor forma que podia, claramente desconfortável por esta ali, ao seu lado, o homem pequeno, segurando uma a corda que amarrava uma cabra pelo pescoço, o sujeito que gritava era magro, e tinha o pescoço longo, uma tatuagem no seu braço em forma de um corvo, usava uma camisa regata e gritava para todos sobre os produtos na mesa, havia de tudo, comida, bugigangas, coisas quem nem sabia o que era.

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... Mercado

Olhando mais em volta, podia notar que estava no mercado pelo qual haviam passado, o movimento era frenético, e um burburinho era ouvido, parece que havia um marinheiro andando pelo Farol, um erro cometido por poucos homens, os últimos tinham sido mortos por um homem de pele branca e sangue negro, eram o que se dizia, o homem que derrotara o fera celestial com o berrante que derruba pedras e trás o inferno para os inimigos. Quando os olhos do pirata se abrissem, a cada vez que ele piscasse, uma imagem de começo borrada apareceria, um homem usando uma mascara branca, ele sumia e voltava conforme os olhos fechavam e abriam, ate que por fim sumia.

KENWAY

O trio saia da caverna seguindo o rumo dado por Dojiro, que andava olhando para os lados a todo momento, seu corpo tremia a cada barulho, o homem havia passado por poucas e boas, se saísse vivo dessa, teria uma boa história para contar a sua família. O Sol já estava se recolhendo para dar lugar a lua, o céu alaranjado era uma bela vista, para quem estava ali de turismo, o que não era o caso de Henry, que andava usando todas suas habilidades para detectar armadilhas ou qualquer coisa do tipo.

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... Trilha

A trilha passava perto do mar, era possível sentir o cheiro salgado, e vez ou outra os respingos das ondas caiam perto dos pés dos sujeitos. Acima da trilha, Henri conseguia sentir uma mistura de cheiro, aromas indecifráveis, comida, fezes, suor, tudo se misturava num único local, era possível ainda ouvir gritos de mercadores, Dojiro sequer olhava para cima, o atirador que vinha atrás não tinha esse problema, olhava constantemente procurando por inimigos, mas não havia nada que indicava isso.

Assim, o trio passava pelo mercado da montanha e seguia, tranquilamente. Mas algo de errado nas estava certo, Henri podia ter sentido vários odores, mas não podia dizer se estavam próximos ou longes, por isso, após passarem, alguma cabeças apontavam entre as pedras, quatro sujeitos, com poucos dentes na boca – Vamos atrás deles Jojias – falava um deles, o mais baixo, e então o que parecia ser o líder se levantava – Esta sendo comum Marinheiros no Farol, eles devem ter um barco – Jojias era um homem alto e forte, diferente dos seus três subordinados, seu cabelo era longo e trançado batendo no meio de suas costas, seu braços e seu peito era tatuado por círculos azuis que pareciam não ser um desenho decifrável.

Henri e Dojiro seguiam ate que o careca alertava – Logo ali – apontava rapidamente para o fim da trilha, que dava num grande poço, sem se aproximar podia notar o barulho de ondas batendo la embaixo. Se aproximando de forma furtiva do buraco, podiam ver as velas brancas da escuna escrito “Marinha”, o barco era verde e possuía alguns “machucados”, a lateral estava raspada, e possivelmente havia outros defeitos que so se veria mais de perto, mas o problema não era esse, e sim os três sujeitos que estavam no convés, dois homens e um tritão, pareciam conversar tranquilamente, sem perceber o trio que o observava de cima.


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O buraco ficava a cerca de 9 metros do chão, se pulassem direto no convés a queda era menor, de 5 metros. O barco flutuava pelas ondas que entravam na caverna, que era escura e ficaria ainda mais quando o sol se por. Os três sujeitos possuíam armas, os homens com espadas e o tritão não podia ter certeza, mas parecia vestir manoplas de metal.




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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 5 EmptyDom 02 Jun 2019, 22:54



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Ainda ébrio em sonolência e cansaço, eu separava as pestanas do mundaréu de ramela com que o sono tardio me parecia inundar aos olhos, no que recobrei meus sentidos com a delicadeza de um coice de cavalo. De sonhos bons, tu escapa aos sobressaltos; mas desejei que deste não tivesse escapado. — Henri?! — O tom suposto a rugir esgoelava-se em uma voz de fumo, e eu por me alevantar, de peito oco quanto ao ar, mas com o corpo carregando mil e tantas dores. Sentia a força de duas barras de ferro sobre os ombros, como se vestisse uma armadura cheia e o aço das ombreiras fosse peso em demasia; soube que era o flagelo de brandir espada e escudo às braçadas por tantas horas afora, mas nisto não nutria remorso algum. Caí os olhos sobre o braço da égide, tomando nota de que o haviam remendado e franzindo o sobrolho em estranheza. Talvez o druida estivesse por cá, e me poupara do trabalho de lidar com os frangalhos. Isto era bom. O que traria à minha língua o gosto amargo de um trago de rum gelado, seria a pisada que eu pretendia dar adiante, para que desse o fora do colchão. Quando sentisse as bolhas por se comprimirem contra a sola, bem como o ardor que a dor de fazê-lo traria, estava certo de que me acuaria se um cão; dentes rangendo e o olhar esbugalhado, em um lembrete desgraçado de que ainda há pouco eu pisava em lava. Que o destino desse as mãos ao meu orgulho e não pusesse olhos sobre mim naquele instante.

De olhos rolando através da tenda, perscrutaria pelo canto onde a bolsa estivesse enfiada, e ansiava também pelos meus tesouros. Quando os visse e nisto acalmasse os nervos, traria a pochete e seus utensílios ao alcance da pegada, puxando o alforje pela alça até que o pusesse no colo. Pernas cruzadas sobre o colchão, de panturrilhas por se sobreporem numa típica pose de monge, e os dedos ralhariam bolsa adentro numa voraz busca pelos meus medicinais. Traria-os à luz do dia, largando a bolsa e deixando o resto se danar no chão. Há muito não tratava meus próprios flagelos, mas praticar a medicina ainda era costumeiro e o havia comprovado ao remendar o de Félin, dada a peleja em Ilusia Kingdom. Por vezes o ofício ainda trazia algo de bom. Eu cataria um embrulho de ataduras, junto do álcool isopropílico e duma ou outra gaze. Com o engradado de líquido à destra, o agitaria sobre a sola dos pés, agora tornada em ruína, no intento de varrer as impurezas e já cônscio de que tornaria a grunhir de dor. Mas esta última que se danasse. O álcool, já entornado e agora lacrado, poria de volta à pochete para que a mão boa se encarregasse das tais gazes. Largaria uma das extremidades sobre a lateral de cada pé, tratando-os individualmente, e os contornaria até que visse toda a sola protegida. Do mesmo modo trataria as ataduras, por sobreporem cada gaze e circundarem da sola ao peito do pé. E ataria uma extremidade noutra, fixando os panos num laço sobre a parte superior do pé, e dando cabo da tarefa duma vez por todas.

Poria toda essa desgraça de volta aos meus alforjes, e é nesta altura que me tentaria por outro utensílio que trazia ali. O beiço curvaria em incerteza, e os olhos se estreitariam como se navalhas sobre o que eu via na pochete. — Vá-te pro inferno. — Resmungaria entre os dentes, nos moldes de um ermitão por discutir com suas dores, e ainda numa bolha em relação ao que os demais tratavam afora da tenda. O que importava era que a destra envolvesse uma seringa, e junto dela a ampola de morfina que há pouco teria visto. Se esvaíam as paciências e, ao me recordar de Henri, sabia que ainda havia muito a se fazer. Não deixaria a dor tornar-se num entrave a isso.

Com a agulha já cruzando o bocal da ampolha, estreitaria a seringa com o uso do indicador e médio, pondo o dedão sob o êmbolo e o erguendo para que eu preenchesse o cilindro com morfina. Daria ao êmbolo algumas dedadas, na esperança de que borrifasse uns bocados e nisto expelisse o ar. Caninos por morderem o beiço inferior, e um semblante rijo e pouco paciente na carranca, no que eu levaria a agulha e sua haste ao alcance do antebraço esquerdo. E é aqui que entra a cautela. Esgueiraria o bico da seringa por entre as frestas de escamagris, precisamente sobre a veia cubital, e nisto cessaria o movimento. Sobrolho por franzir-se e criar sombra sobre os olhos; os lábios pressionados pela dentição, e prestes a rasgarem à medida que estreitava os molares, e todo o corpo exalando a tensão. Mas tinha textura de pedra, e a destra agiria como tal: sem tremeliques e num movimento lento e pesado, a agulha cortaria seu caminho adentro da veia, e no que pressionasse o êmbolo eu sentiria o entorpecente por miscigenar-se com o sangue. Retiraria a agulha das entranhas, e só então eu tornaria a respirar. Talvez sentisse nisso algum prazer.

Sem mais rodeio ou tentação, resguardaria os medicinais na bolsa e me poria sobre os calcanhares, ainda munido em cautela e de malas prontas para sentir dor, pois bem sabia que as benesses da morfina tomariam algum tempo até transparecerem. Daria os primeiros passos tenda adentro, por deslizar os calcanhares rumo ao canto nonde o corno e todo o resto estivesse. Sobre as ceroulas que escondiam as partes baixas, eu tornaria a vestir minhas calças largas junto ao cinturão das armas, e os ombros haveriam de lidar com o peso do casaco novo em folha, pois este aqui eu vestiria duma manga à outra. Com o chapéu por abanar-se atrás da nuca e amarrado pela alça, agora em torno do pescoço, traria o corno às minhas costas, o sustentando através da amarra com que antes soerguia ao escudo, afivelada do peito às axilas, até que retornasse às costas outra vez. Recobraria os alforjes, já recheados pelo ouro e todo o resto dos espólios, e deixaria o calorão febril da tenda às minhas costas.

De pé em pé, e este aqui mais calcanhar que sola ou dedos, andejaria à imensidão dos cabos gêmeos até estar no ombro-a-ombro com Cirilla. Daria à pequena um olhar carregado, e torceria o beiço em um riso orgulhoso e tão lustroso quanto o piche que o esmaltava. — Tolice tua preocupar-te, meninota. — E cairia a destra de pedra sobre o ombro da menina em um trejeito feito em moldes fraternais, como se replicasse as lágrimas de antes, ainda que o fizesse em tempo tardio. — Eu não hei de morrer tão cedo não. — Daria procedência, mais como um gracejo que alerta; mas junto dele trazia convicção. — Que são dragões e uma caverna por desmoronar-se, perto do reboliço que faziam pai e mãe?! — Alastraria os lábios de uma maçã do rosto à outra, agora cheios pela dentição à mostra, e para culminar em todo o rosto tornado na estampa duma meia-lua, também torceria o nariz às fungadelas, e zombaria numa última piscada solitária do olho esquerdo. — Dá-me algum tempo enquanto eu trato duma e outra coisa, e neste meio tempo junta Darwin, o nanico e qualquer outro dos rapazes que tenha escapulido do que aprontei. — E seguiria às costas de Ciri, todo galante e adornado pelos novos adereços, desde o chapéu ao sobretudo e mesmo o berrante às costas. — Eu logo volto, e há muito a se dizer. — Ainda que com os pés por tropicarem sobre um par de chinelas de gaze.

E nestes mesmos moldes charlatões, de peito aberto, queixo soerguido, e carregando no semblante um estandarte de orgulho pelo que havia feito até então, eu seguiria, navegando entre aquela multidão como se uma corveta entre canoas; como se não calçasse aquela desgraça, e mal algum tivesse me acometido até então. A audição por eriçar-se aos burburinhos, e atentada especialmente àqueles em que porventura ouvisse a menção dos marinheiros. Se a plebe falava ou não do rapazola que havíamos feito refém, teria de saber à minha própria conta. Isto e o que diabos o bendito sonho quis dizer, dado o hiato desde que havia visto Henri pela última vez. Mas trataria destes infortúnios depois do que tinha em mente; depois que vissem o brilho dos tostões de ouro, e estivesse um cado mais empobrecido.

Tomando nota do comerciante que se esgoelava, lhe abordaria tão cedo quanto alcançasse a banca, de cara rija para sepultar as dores; isto se o drinque de morfina ainda não tivesse me subido às veias. — Hmph. — E comeria sua mesa com os olhos, por devorar cada produto amontoado até a altura em que visse o que eu pretendia. — Eu quero vinho, um cantil de água e quatro cachos de mirtilo. Também terei as botas mais lustrosas que tiveres. — Daria voz uma vez que escarrasse e limpasse a goela, para que proferisse o dito em tom alto e claro. Eu correria a destra até a pochete, e quando à voltasse ao ar livre, algumas peças de ouro brilhariam na palma da mão. — Dinheiro não me é problema, só não me abusa da boa vontade, e trata disso duma vez. — Concluiria as bocejadas, enquanto vislumbrasse de um canto ao outro no soslaio de ambos olhos; havia dado fim às minhas pelejas, mas requieto eu não estive. Não do ponto em que pisamos no farol até então.

Quando o mercador trouxesse meus requintes, lhe entregaria o equivalente; nem mesmo um berrie a mais ou a menos, ainda que os julgasse ter aos montes, mesmo que tivesse de barganhar pelo bom senso. Traria algumas peças de mirtilo à goela e seguiria, mercado avante, com todo o resto já posto adentro da bolsa e os pés agora por calçarem o par de botas. Enquanto ousasse as próximas passadas, amaciando o couro da botina, mastigaria a fruta desmedidamente, quase como se a ruminasse. Era um gosto adquirido numa história de outrora, e havia mais do que tratar então.

Eu esperava, hora ou outra, topar com forjas ou comerciantes de aço; fosse ou não um dos que havia abordado dantes. O importante era que dispusesse o seu arsenal. Uma vez próximo do dito-cujo, e tendo sacado a bolsa de ouro de antemão, lhe estrondaria a banca em um encontrão do ouro contra sua mesa. Devia ser o suficiente para que roubasse-lhe a atenção. — Eu vim torrar alguns tostões. — Afirmaria em tom trocista, julgando ter a zombaria estampada nas feições do rosto. — Dá-me um escudo; quero um dos bons. Sem amassões e num tamanho competente ao meu. Quero que a belezinha cubra, ao menos, do ombro às minhas pernas. — E enquanto visse o sujeito arranjar a égide, me alembraria outra vez do de Félin. Talvez o pederasta desse as suas caras, quando tornássemos à gruta de antes, bem como os sonhos pareciam apontar. Mesmo peões, por vez ou outra, tu deves agradar com algum regalo. Àquela altura o homem-gato era bem mais que um peão. — E também trata de arranjar-me um par de garras, das melhores que tu tiveres, e algum outro par de armas afrescalhadas que te peçam os gatunos. — Julgando que o escudo estivesse à casa dos cinquenta mil, a arma refinada em preço equivalente a que antes havia comprado, e as mais fajutas em calibre semelhante à minha égide, entregaria o equivalente e rechearia os alforjes com todas as ferramentas. Exceto pelo novo escudo; este aqui carregaria na mão boa.

E como havia pretendido, faria o trajeto em sentido oposto, tornando à tenda donde eu tinha partido. À parte de uma moeda ou de outra, mas desfilando, à par das dores, sobre o couro daquelas botas lustrosas. Escudo em punho e a vitória saboreada através de outro grão dos meus mirtilos.




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O Miasma da Quimera
Henri de Félin

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Como esperado, Dojiro não era a pessoa mais tranquila do mundo naquela situação, tremia feito vara verde e parecia assustado tal qual um filhote de cão desamparado em meio a uma tempestade. Mas seu medo era fútil, nada faria ele, nada mesmo, olharia para o careca durante o trajeto enquanto fazia uma pausa para respirar e checar os arredores, a fim de me familiarizar com o Farol que estava visitando pela primeira vez. — Relaxa cãozinho assustado, não te farei mal. Não há emoção alguma em atacar uma vítima indefesa. — diria em tom sério encarando-o com um certo ar de desprezo, pararia por alguns instantes e estamparia na face um sorriso malicioso — Na verdade, preciso de você vivo para contar a todos o terror que é a Quimera. — gargalharia baixo para mim mesmo enquanto cobriria a boca para conter a risada que sairia com a sonoridade parecida a “kikikikiki”.

A infeliz realidade era que não havia absolutamente nada de suspeito na rota que Dojiro nos indicou, nenhuma emboscada perigosa que me poria a prova e em desvantagem numérica, nenhum marinheiro forte esperando para me enfrentar de frente, nenhum batalhão que seria reforço e traria desespero para minha alma ao me deparar com o medo de morrer nas mãos daqueles fardados imundos… fui tolo em ter esperança ao menos por um segundo de que aquilo seria emocionante, que seria arriscado e desesperador. Os odores eram horríveis e o nervosismo do refém me deixavam desconfortável, nunca achei que uma única pessoa seria capaz de me decepcionar tanto assim… ou ao menos eu pensava que não teria emoção

No cais onde avistava o navio havia um trio, mas não de soldados, melhor ainda, possivelmente piratas a julgar por um único elemento que se destacava logo de cara: um tritão. O primeiro que testemunhava na vida, parecia forte, imponente e vil, certamente o Governo Mundial e a Marinha nunca iriam querer ter sua imagem associada a uma criatura dessas… mordiscaria o lábio inferior com os dentes caninos até sangrar, começaria a ronronar involuntariamente conforme as pupilas já se estreitavam diante daquele ser magnífico, imaginava as milhares possibilidades de como seria o enfrentar, talvez fosse demais até para mim… equiparia as neko-te e as arranharia contra o solo conforme agachar-me-ia, curvando as costas, observando a presa com ferocidade. Queria me jogar, queria dar o bote e enfrentar o trio… mas por mais que me doa pensar assim, talvez não fosse a melhor opção, se fossem marinheiros aí sim seria obrigado a enfrentá-los, mas não eram.

Silvaria em decepção comigo mesmo e com a situação. Encararia Pierre com o sorriso malicioso de costume, que deixaria claro a euforia que tomava conta de mim apesar da frustração de não poder batalhar ainda — Preciso que tome vantagem de terreno, Pierre. Mantenha-se em um lugar que te dê um campo de visão bom do trio lá embaixo e que não denuncie sua posição. — poria a mão nos ombros do marinheiro aprisionado agora, encarando-o firmemente nos olhos com a face tão próxima que ele seria capaz de sentir minha respiração — Mudança de planos. Você vai dar o oi primeiro aos nossos colegas ali, preciso saber se são hostis. — diria conforme livraria suas amarras com as garras — Só tente não parecer assim tão nervoso, cãozinho assustado, ou vão acabar te matando por mera pena. — e, como se já não tivesse o desesperando o suficiente, aproximaria a boca de sua bochecha e lamberia sua pele, provando do seu suor, queria sentir o gosto do seu medo da forma mais literal possível antes de mandar o pobre rapaz naquela missão suicida.

Após dar as ordens a Dojiro e garantir que ele não faria nenhuma besteira deixando-o ciente que se tentasse desobedecer Pierre o executaria, eu também procuraria algum lugar no qual pudesse ter visão da situação sem ser encontrado facilmente, manteria todos os meus sentidos apostos para qualquer imprevisto que pudesse acontecer na retaguarda ou a frente de nós. Esperaria ali, pacientemente pela minha vez de brincar, observando Dojiro ir em direção a sua possível morte, ou rumo a história mais emocionante que teria para contar nas rodas de bar se saísse vivo dali.



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