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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato III: O Miasma da Quimera

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AutorMensagem
ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyDom 10 Mar 2019, 22:20

Relembrando a primeira mensagem :

Ato III: O Miasma da Quimera

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Edmure de Rivia . A qual não possui narrador definido.


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Wing
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptySeg 08 Abr 2019, 15:48



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Pus-me a mercê da enciclopédia que era doutor Merlineo, e juntos nós destilamos conhecimento. O velho não trouxe delongas antes de me apresentar o seu acervo. Noite correndo e a sabedoria lhe tomando o lugar, na forma de babosas, sálvias e de dentes-de-leão. De camomilas, boldos e de quebra-pedras, e também das misturas que em última instância formariam suas pastas; aquelas mesmos com que o druida tirou-me a vida da reta. Mas o que mais interessava ao toque dos punhos de pedra e ao meu ego eram as peçonhentas. Trazia veneno na língua, afinal; que mal há de tê-lo nas mãos? Eu esperava pela vida, mas na botânica também havia morte. Mamonas e jequiritis, que levariam-te a um fim regado pela asfixia ou a coagulação, entre outras plantas que fariam-te cagar as tripas e perder a luz dos olhos enquanto tu soa frio. Foram com estas que Merlineo arrancou-me o esboço de um sorriso. Os druidas eram antiquados, mas parecia haver muito nos estranhos dotes da sua medicina que a academia não me ensinou. Outro vislumbre de que o poder não reside só na espada, ainda que o carrasco permaneça sendo eu.  

Tanto nós navegamos no mar da sabedoria que, em certo ponto, os dizeres porta-chifres me soaram como canções de ninar. Ainda que tivesse repousado por toda uma tarde, sentia o meu corpo torpe e as dores rastejando como vermes pelas frestas de escamagris. Estava exausto, e dei-me por inconsciente tão cedo quanto o possível. Desta vez não houve Ilusia e nem Las Camp. Não houve abismo, nem Quimera e tampouco os meus homens se agonizando em espigões. Estava estreitando a cabeça. O que havia era um véu de negritude, e o eco duma palavra se reverberando de um ouvido ao outro: — Poder. —  Mas desta vez a voz detrás do sonho era familiar, e era meu o adágio que ela trazia. Recobraria minha vista, tomando nota de que o dia havia chegado, e de quebra deixando a luz solar banhar-me às pupilas em dourado. Pôr-me-ia sobre os calcanhares. Os movimentos ainda bem calculados e regados em cautela, à conta das feridas que tinha ciência de que levariam certo tempo até sarar. Todo esforço só para ver solitude, pois era o único homem de pé.

Pouco importava se os rapazes ainda estavam aninhados no seu leito. Minha vontade era matutina, e antes que fosse à caça dessa dita besta haviam coisas que acertar. Andejaria até a cama de Cirilla, recuperando minhas botas no que seguiria por calçar as meias que havia lá deixado. Engataria os canos de couro da botina em torno das panturrilhas e agitaria os dedos, certificando-me de que estavam bem calçadas e alinhadas. Eu correria minha destra até o sobretudo, também deixado sobre a cabeceira desta mesma cama, e o vestiria, estendendo o couro do ombro à cintura sobre o trapo de tecido vagabundo emaranhado em sangue e suor, em que a guerra havia tornado a camisa. Seu toque não trouxe conforto algum, mas era o bastante para que as pastas do velho Merlineo não se emaranhassem nas paredes do meu sobretudo.

Por conseguinte, afivelaria o cinturão em torno dos quadris; é nesta altura que eu me daria conta de gládio e do escudo. A égide não descansava às costas, como antes era de praxe, e a espada não se pendurava ao coldre. Nonde é que havia as deixado? Eu rolaria os olhos bordejados por impaciência através da gruta. Alvejaria Ciri e os seus pertences, seguindo até o Lobo Branco e à cinta de cada um dos rapazes que marchavam sob a sua bandeira. Seguiria fitando o cafundó onde Tobias descansava há meia era, e qualquer outro canto escuro que a caverna tivesse a apresentar. Nonde quer que estivesse o alforje, recobraria minhas armas e atrelaria ambas ao coldre ou à bainha, seguindo por atar o escudo na alça de couro que trazia nas dorsais.

O corpo estava uma geringonça, mas minha alma ainda anseia por batalha e na cabeça a pressa já matutava: não há tempo a se perder. Talvez pudesse sugar mais conhecimento do druida Merlineo, mas noutra hora; agora o velho já estava no sétimo sono. Eu molharia a garganta com qualquer desgraça que encontrasse através da caverna. Vinho servia e muito bem, mas pouco cria que haveria deste; então que fosse um pouco de água, ou mesmo outra tigela do ensopado esfriado da noite passada. Que me lavasse o seco nas paredes da goela, e o seria o bastante. Em meio à guerra o prazer era escasso, ainda que nela houvesse certo prazer. Teria de me contentar com o que a sorte me trouxesse.

Que nesta altura os beberrões já tivessem se levantado, e do contrário eu retumbaria encontrões do aço da espada com o escudo para arrancar-lhes o maldito véu do sonho; acordariam com o vislumbre de um sorriso cínico e descarado, um que eu viria estampar sobre a carranca alvinegra. — Pois bem, princesas! — E seguiria entre um bocejo e outro; a voz falhando e arrastada, mas eu retomaria o grave e o tom imponente conforme a aquecesse e espreguiçasse. — Que tal tirarmos o rabo da cama e nos pormos ao preparo da maldita caça que Robb propôs?! — Goela alta e trovejante, e os olhos firmes; tudo como era devido ao homem detrás das ordens. Aos poucos sê-lo se tornava habitual, na ausência de outro que se engajasse. Numa hipótese onde alguns dos cães sarnentos se negassem a acatar, eu seguiria aos seus encalços, estapeando-lhe às coxas e tornando a esbravejar a metade inicial da última sentença. — Estreitem vossos cinturões, tratem de vosso desjejum e atendam ao chamado da natureza. Então empunhem vossas armas e nós partiremos. — Sentenciaria, de olho nu sobre cada um dos rapazes e trazendo mais solenidade que descortesia, pois esta última fazia com que as ordens descessem pela garganta ainda mais facilmente; isto eu já havia notado.

Certificado de que os meus já estavam de pé, tendo seguido individualmente até Ciri e Tobias, eu voltaria ao encontro do outro capitão. Partilharia do seu desjejum, se houvesse um a se compartilhar, e seguiria por tomar as rédeas da situação. — Então, Lobo Branco. — Abordaria o rapazola entre a glutonaria; dentes mordiscando iguarias, e o líquido as escorrendo goela abaixo. Ou Ed lambendo os dedos de pedra enquanto o bucho range ao fundo, como os acordes de um violino enferrujado. — Temo que tu não possa domar essa besta como fez com tua criatura. — Descenderia a vista até o bichano que aparentava ter-lhe rendido a alcunha. Era invejável que tivesse um bicho daqueles na sua cola; lobos não eram tão ferozes quanto os leões, mas ainda eram animais selvagens. Selvageria é poder. — Quero que façamos as malas e arredemos nosso pé daqui tão cedo quanto o possível. Os cabos gêmeos fedem à desgraça e a morte, ainda que a última parte esteja na nossa conta. — Eu fungaria e torceria o nariz, elucidando o que dizia enquanto arreganhasse os dentes numa amostra de orgulho sádico. — Espero a ti e aos teus rapazes na entrada da caverna. Pode nos pôr a par de tudo no caminho até a besta, se assim te aprouver. — E lhe daria a vista das minhas costas, uma vez que verbalizasse a réplica. 

Meio caminho andado até a entrada, eu cessaria a caminhada e chamaria pelos meus. — Ciri e Tobias! — O homem-gato e Pierre ainda não retornaram; Cirilla e o saltimbanco haveriam de servir. — Sigam comigo. — Trotearia até o marinheiro feito de refém e o cercearia: meu braço destro em torno dos seus ombros, como um leão que intimida sua presa com rugido e bafo quente. — Mantém-te na minha coleira. — Sentenciaria com a voz profunda e o tom tornado num sussurro ameaçador. — Não tenho razão para te matar. Um marinheiro a mais ou a menos, pouco importa, contanto que nos leve até tua embarcação quando isso tudo acabar. — Traria a adaga à canhota e poria o aço gelado em contato com o pescoço do rapaz, me soerguendo sobre ele na vantagem de estatura que julgava ter, e o pondo à sombra do semblante pouco humorado. — Mas se tentares uma fuga antes de te libertar, os dois ali porão balas nas tuas costas antes que tu dê dez passos. — Voz venenosa, olhos estreitos e um sorriso com os lábios na forma de meia-lua. Recuaria o punhal ao coldre e dividiria mais proximidade com Ciri e também Tobias, pondo a diretriz à mesa. — Quero que tratem deste marinheiro no caminho. Que fiquem sempre à sua cola, lado a lado, e que lhe deem o gosto da pólvora às pernocas, se porventura ousar fugir. Ele será a passagem da Quimera para fora daqui. — Ordenaria com clareza, trazendo ênfase em cada santa sílaba. E que o lobo nos guiasse até os ermos cavernosos do farol, comigo e a dupla seguindo no seu cangote.




Observações Referentes ao Turno:
 

Objetivos, Ficha, NPC & Histórico:
 
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West
Caçador de Recompensas
Caçador de Recompensas
West

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyQua 10 Abr 2019, 11:32

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FAROL - 10




O sol nascia e junto com ele um novo dia, dentro da caverna estavam dois bandos piratas que sentiram na pele a força da Grand Line e agora estavam em apuros. O primeiro a se levantar era Edmure, seu corpo estralava conforme o sujeito se mexia, os ferimentos pareciam melhores e não havia indícios de que iriam infeccionar, o trabalho do Druida tinha sido perfeito. Calçando sua bota o pirata notou algo, onde estava seu escudo e sua gladio? Não era difícil de encontrar, Tobias estava deitado sobre o escudo e a gladio estava em sua cintura.

Caminhando até o sujeito, com cuidado para não pisar no lobo e seu líder no chão, Edmure acordava e pegava suas armas, colocando-as em seus devidos lugares. Cirilla acordava sem parecer entender o que estava acontecendo, seu cabelo antes perfeitamente arrumado, agora já se encontrava com alguns fios rebeldes que a moça não parecia se importar, era nítido que estava exausta e tudo isso no primeiro dia nos Cabos Gêmeos.

O Bando do Lobo Branco não mexia nenhum músculo, até mesmo a fera branca roncava, os sujeitos não tinham o habito de acordar ao raiar do sol e preferiam dormir até mais tarde, deixando os piratas da quimera esperando um tempo na caverna. Não havia bebida nenhuma sem ser água em uma garrafa pela metade próxima a fogueira da noite anterior, até mesmo o marinheiro sem-dedos cochilava, o sujeito deveria estar vivendo o inferno, mas enquanto tinha o trunfo de mostrar a escuna que chegaram até ali, viveria.

Após um tempo Robb começava a acordar, assim como Merlineo, este por sua vez já cutucava os outros quatro membros com seu cajado – Peguem pão e carne seca, hoje precisaram de força – dizia o velho limpando a remela dos olhos. A fera já levantava e lambia o rosto do seu dono – Já acordei, calma ... Fantasma – dizia o jovem se pondo de pé, notando que Edmure já estava vestido e pronto, o garoto dava um riso – Você levanta cedo hein cara, vamos comer alguma coisa e vou te levar onde a diversão acontece – falava como se fosse algo bom, mesmo sabendo que não era.

Com o pão e carne seca sendo passado de mão em mão todos se colocavam a encher a barriga com algo bom e seco, uma caneca de água para cada. Ainda saboreando aquela excelente comida, Edmure questionava sobre a fera que iriam enfrentar – Eu não domei o Fantasma, ele me segue por conta própria, somos melhores amigos – dizia Robb jogando um pedaço de carne para o animal – A besta que protege o Log Pose, nunca vi algo parecido, mas vou deixar a surpresa para você meu amigo ... – falava dando uma risada de canto, como se fosse uma zombaria.

O capitão da quimera dava a ideia de fazer as malas para saírem, mas Robb balançava a cabeça negativamente – Vai querer enfrentar a besta com pesos nas costas? As coisas ficaram aqui, se levarmos seremos roubados no mínimo – dizia com a voz um pouco alta – Acha que só nos iremos até a fera? Tem muitos outros, Homens dos quatro mares desembarcam aqui cara – Robb mostrava ser um rapaz sem muita inteligência, mas era esperto em certas estratégias, não podia notar qual a fraqueza do rapaz.

Edmure após terminar de se alimentar, informava que esperaria Robb e os demais fora da caverna, o seguindo estava Cirilla e Tobias, o vento matinal batia em seu rosto, agora com uma nova cicatriz, o sol brilhava no céu azul da Grand Line, não se via nenhum barco ancorado ou algo novo, apenas rochas vermelhas e um grande paredão que separava o mundo em duas partes.

Robb então finalizava a refeição, falava algo no ouvido do seu curandeiro e saia da caverna – Hoje promete! – afirmava esticando os braços para cima – Auuuuuuuuuuu – uivava seu lobo no exato momento – A caverna fica passando pelo grande farol, fiquem atento as suas coisas, lá tem o pior tipo de gente que podem imaginar – alertava Robb, e então seguiam caminho pelos rochas tortuosas dos Cabos Gêmeos.

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Caminhando por cerca de 20 minutos, já podiam ver um grande farol branco, era uma construção faraônica – Nossa – exclamava Cirilla, que já havia arrumado seu cabelo e estava com sua beleza no auge da sua idade. Caminhando mais um pouco finalmente chegavam no local onde agora era um grande mercado, vendiam de tudo, armas, escravos, capitães falidos e prostitutas. Estava movimentado como Robb disse que seria, vendedores e ladrões, virgens e prostitutas, todas no mesmo local, o cheio de podridão se misturava com iguarias sendo fritas, garotos gritavam boas novas enquanto bebês choravam nos colos das mães.


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- A caverna fica depois disso aqui – dizia Robb que andava com as mãos no bolsos, sua fera sempre ao seu lado, mas os olhares não eram para o animal, e sim para Cirilla – Oi delicia; Que bela bunda; - eram coisas que podiam ser ouvidas pelos cantos, a menina erguia a cabeça e continuava a andar, mas seu rosto estava um pouco vermelho pelos olhares.




Dicas e Observações:
 

Ferimentos:
 

Robb "O Lobo Branco:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyQua 10 Abr 2019, 18:22



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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O alicerce da Reverse Mountain se acrescia à nossa volta, conforme deixamos a gruta para trás. Com ela se esvoaçava o descanso, a calmaria e a sombra de uma noite em que o mundo não pôde cobrir-nos de porrada. Mas isto pouco importava. Havia entrado na caverna em frangalhos e na base do empurrão, com as tripas beirando a luz, o sangue quente se esvaindo e a cabeça atormentada. Agora emergia mais forte e vigoroso; feridas saram e calejam, e o portador detrás de todas dá a cara ainda mais sábio, graças à assistência de Merlineo. Sábio e rosnando por poder. Há pouco o cisne-navio nos mareava entre o rochedo rubro que se projetava pela Red Line, só para pôr-nos à mercê da ruidosa frota marinheira e dos soldados sem culhões. Seja homem ou natureza, pusemos ambos sob a sola da bota e, ainda que aos tropeções, nos mantivemos com o pé no chão. Que esta besta há de fazer quando encarar-me ao aço da espada? — era o que eu matutava conforme corcoveava pela caminhada. Tão cedo quanto, uma sentença vinha em resposta: não mais que qualquer outro tenha feito até então.

Tanto andejamos e tanto eu divaguei, que agora o cenário nos entornos era outro. Ergui a vista sobre a dita construção arquitetônica em que se assentava o farol, e perscrutei tijolo por tijolo, ascendendo até as chamas que dançavam contra o vento à sua forma. Talvez noutra vida fosse arquiteto; numa em que eu nascesse na mediocridade e não ansiasse poder. Olhos negando a se estreitarem, mesmo que a luz e o calor lhes trespassassem; o que queriam, à mesma imagem de Cirilla, era o vislumbre da magnitude no horizonte. Ela os reverberava em prazer. — É uma beleza. Não, meninota?! — Foi o primeiro sinal de grandeza nestes cafundós, desde que pus os pés nos cabos gêmeos. Ri em mesura e cortesia à vista que se projetava, e segui deixando estar.

Se há de haver a coisa bela, também há de haver ruim. Sem delongas a humanidade cerceava-nos mais uma vez, bem como em Ilusia Kingdom. Não era má a ideia de trazer Cirilla de volta à civilização, mas os homens que compunham toda a paisagem do mercado me fediam a escória. Piratas que pouco almejavam além dum baú de ouro e de doses de rum; salteadores que nos larapiariam na primeira oportunidade, como o Lobo Branco havia sugerido — e é bem por isto que estreitaria a pegada em torno da alça do alforje, enquanto a mão remanescente descansasse sobre o cabo de gládio. Também vendedores medíocres aos seus montes, se pareados com os das grandes cidades, e bocas que reverberavam podridão sobre os ouvidos de Ciri. Podia bem me esbravejar ou pô-la sob minhas asas, quando a visse corar as bochechas e se estreitar detrás do seu vestido, mas já era uma moça feita e neste mundo a descortesia era recorrente. — Segue em frente, Cirilla. Dá teus ouvidos ao que importa e empina este nariz. — Ordenaria em um tom ríspido, mas de rosto suave. Havia trazido-a ao meu lado, para que partilhasse da cruzada, então teria de descer do salto e crescer.

Serpentearia por entre as multidões, guiando Ciri e Tobias com trejeitos para que não se desvincilhassem da minha sombra. O peito aberto e estufado, e os ombros largos abrindo caminho aos esbarrões. Soergueria o queixo e rolaria os olhos, avantajado pela altura e me habituando ao cenário. Já havia ouvido o alerta de Robb, e quando dei-me conta de que estava perto do destino, um eco do uivo que seu lobo havia dado soou-me à cabeça, como o sopro de um berrante anunciando a guerra. O que queria era adotar a ideia: que mal faria ter o meu? Também haviam outras provisões que angariar; minha merreca não estava tão escassa e o empório à nossa volta tinha muitas iguarias para se abordar. — Robb! — Proferiria o seu nome no rompante, seguindo uma vez que lhe fisgasse a atenção. — Dá-me um minuto, se dizeis que estamos tão perto assim. Há algumas coisas que comprar. — E os olhos se alternariam de um canto ao outro, já procurando pelo paradeiro de cada estabelecimento que me concernia, enquanto listasse cabeça adentro o mundaréu de aleatoriedades que viria a obter.

Primeiro fitaria gládio, fazendo uso da proximidade prévia para desembainhá-la até o primeiro terço. Já esperava ver o cabo emporcalhado em sangue, tripas e suor, bem como o fio da lâmina um tanto cego, e sua ponta desgastada pela falta de amolar. Dava ao escudo e à espada o mesmo valor das mãos; era devido que os priorizasse e empunhasse sempre o melhor. Abordaria um vendedor de armas, contrabandistas ou qualquer outro sujeito desta estirpe; os olhos firmes, a cara tesa e o pleiteio em conseguinte escapando como um sopo grave entre os dentes. — Dá-me uma espada do melhor calibre que tiveres. — Se o pedisse numa forjaria de respeito, teria de dar meio mundo em troca, mas bem sabia que aqui o seu melhor não passaria de decente. — Quero nos mesmos moldes desta aqui. — Apontaria para gládio, à qual já estava habituado. Trocava o aço, mas não sua essência. Quando o dito cujo me amostrasse a arma, estenderia minha destra ao seu alcance e buscaria empunhá-la. — Deixa-me vê-la. —  E seguiria por examinar todo o corpo da espada, do fio à sua empunhadura. Com tudo dentro dos conformes, eu lhe daria minha oferta. — Te ofereço setecentos e cinquenta mil. Nem um centavo além, mas também nada a menos. Num cu de mundo como este aqui, deves ser grato por eu não surrupiá-la. — Bateria o martelo e correria uma das mãos casaco adentro, trazendo em berries a quantia antecipada e lhe entregando em troca. Penduraria a bichana num dos coldres na cintura, atando o seu cabo na respectiva alça, e voltaria a navegar por entre o comércio. 

Restavam outras bugigangas e me reabastecer com provisões. Em acordo, eu buscaria estabelecimentos competentes à venda de cada um dos objetos. Negociaria aos mesmos moldes da espada: valores justos por produtos funcionais, averiguando-os e entregando a quantia uma vez que os tivesse à vista, senão em mãos. E trataria de tirar notas do maço vagarosamente, retrocedendo-o até o casaco ao fim de cada uma das negociações. Evitaria os maus olhares e as mãos lisas, não era hora de ter que sacar a espada. Vinte mil berries para um estojo com isqueiros, fósforos e ademais, vinte e cinco para um segundo kit medicinal e outros vinte para a obtenção de um lampião. Com o montante que restasse, que julgava estar à casa dos cento e quarenta e cinco mil, eu trataria de encontrar o meu corno de guerra. Este aqui faria questão de ouvir soar, fosse meu sopro ou do comerciante, e só então apertaríamos as mãos e fecharíamos negócio. Eu seguiria buscando uma tocha com pavio, e por esta não pagaria nada além do que dispus ao lampião. Também poria os pés de encontro a uma costuraria, buscando um metro de couro escuro e o mesmo em tecido branco, bem como botões e fivelas, além de outros adornos para casaco que encontrasse. Linha e agulha de sutura não seriam exceção. O que queria era que Ciri refizesse-me os farrapos, pois dada a última peleja, tanto a camisa quanto o meu sobretudo estavam em frangalhos. Por isto eu pediria noutra hora. Há muito havia abandonado os meus costumes de almofadinhas, como os do resto dos de Rivia, mas este aqui ainda imperava e queria andar nos trinques.

Tudo guardado nos alforjes, miscigenando os itens do novo estojo medicinal com o que havia obtido de antemão. O lampião, penduraria pela alça numa das fivelas do meu cinturão; a primeira que encontrasse disponível na parte traseira. Restava apenas um item da lista, e este aqui mais um desejo que necessidade: a última das edições do Seagull Newspaper. Mãe me havia apontado nos cartazes marinheiros, ainda em Ilusia Kingdom, e eu torcia o beiço num sorriso vil toda vez em que me alembrava. Talvez houvessem mais notícias da baderna que trouxemos para o West Blue; talvez soubesse, através dele, o paradeiro de Ahab e de Aigle, ou de qualquer outro que tenha escrito linhas na minha história. Talvez mais fragmentos do nosso poder. Fosse o que fosse, obteria minha edição, dobrando as folhas até que tomassem a forma de um tubo e as guardando, como a todo o resto, alforje adentro. Sua leitura me apetecia, e em obstância a postergaria. "Quando reinares o sossego." — Não bestas e pirataria.

Disso tratemos por agora.

Eu retrocederia sobre os meus calcanhares, viajando por entre as frestas da multidão de transeuntes até que deixasse o varejo às costas. Retornaria um tanto empobrecido, e com mais peso na bagagem do que já trazia antes, mas isto lá me importava? Minha riqueza não morava só no ouro; morava também na ponta da espada. E é com ela que eu seguiria por findar a besta, para que déssemos o fora do farol e hasteasse a Quimera pela Grand Line adiante. — Lobo Branco. — Abordaria o rapazola, trazendo na voz o meu charme e intriga no olhar. — O que havia de ser feito já o foi. É hora de testar o aço da bichana. — Riso aberto e os dedos a tamborilarem sobre o cabo reluzente da recém comprada espada. — Dita o caminho. — Concluiria. Os olhos procurando os meus flancos, para que encarasse Ciri e Tobias, e o pescoço se torcendo num trejeito predisposto a dizer-lhes que marchassem adiante. Pois agiria de acordo, seguindo Robb com os meus.

Quando estivéssemos à beira do covil da besta, eu trataria de acelerar minhas passadas até que tomasse um posto na vanguarda, ombro-a-ombro com o Lobo Branco. — Pois bem. — Demandaria atenção, pigarreando repetidas vezes se o fosse necessário, para que o som desconfortável atraísse-lhes a audição. — Cirilla, toma isto aqui. — Minha canhota correndo até a traseira da cinta, e de lá eu desataria a alça do lampião, seguindo por lhe acender e entregar-lhe às mãos de Ciri. — Mantém-te às minhas costas e soergue o lampião para que não nos falte luz. — Talvez a caverna em questão não fosse feita em moldes semelhantes à gruta em que estivemos, e o breu passasse a nos envolver; mas não com o que havia planejado posto à mesa. — Tobias. — Enquanto chamasse o saltimbanco, traria à destra a tocha que obtive e investiria um uso do meu isqueiro para acender-lhe ao pavio. E seguiria por passá-la à canhota, nonde eu manteria o fogo crepitando à altura dos ombros. — Prepara a tua pistola e vê-te pronto para usá-la. O mesmo serve a ti, Cirilla, se conseguires manejá-la com o lampião na outra. Mas tu prioriza a luz. — Por fim, eu levaria a destra até os alforjes para que sacasse o engradado antigo de álcool isopropílico; daria este e uma das cinco caixas de fósforo para Tobias. — Sem porquês, por enquanto. Só mantem isto contigo e nutre alguma confiança no teu capitão. — Os olhos firmes sobre a dupla. Num deles toda a confiança, e noutro a sede de sangue. Que eles bebessem um pouco dos dois. 

O olho sedento pelo sangue é o com que encararia Robb "Lobo Branco". — Não quer mesmo dizer-me o que nos espera?! — Indagaria, de beiço negro arreganhado e esclarecendo a ironia numa piscadela. A questão era um gracejo, antes que fossemos adiante. Eu bem sabia que pouco lhe interessava delongar, e a bruma que traz o mistério também vinha me agradando. — Avante. — E andejaria caverna adentro, dividindo a vanguarda com o rapazola e hasteando minha tocha alguns palmos à frente do ombro. Éramos nós que ditaríamos o ritmo da marcha, portanto andaria com cautela, certificando-me de que não toparíamos com pedras ou qualquer outro empecilho, uma vez que a escuridão nos envolvesse. Alinharia o eixo da minha tocha vez ou outra, a balançando em linha horizontal e buscando iluminar tanto da área quanto o possível. Enquanto pudesse seguir adiante, eu o faria desta forma. Já em caminhos bifurcados, iria na cola de Robb, pois o rapaz havia dito já ter vindo à estas bandas. Uma lufada do seu bafo quente; o aroma podre de cadáver; gemidos de um moribundo ou o som forte de suspiro ou de rugidos; qualquer que fosse o sinal que a besta nos concedesse. No primeiro que captasse, eu trataria de cessar a caminhada, já exigindo o mesmo dos demais. — Sssshh. —  Alertaria num sibilo, e a tocha crepitando à frente em busca de uma fera que iluminar.




Observações & Lista de Itens Obtidos:
 

Objetivos, Ficha, NPC & Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyQui 11 Abr 2019, 16:33

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FAROL - 11



Caminhando entre o céu e o inferno, os aventureiros agora estavam cercados por gritos de mercadores enlouquecidos por uma moeda de ouro, claro, Cirilla mesmo ficando vermelha, não deixava transpor o incomodo que sentia, como seu irmão era orgulhosa e não esquecia o berço de ouro, seus olhos em momento algum olhava para outro há não ser o caminho a sua frente. Tobias parecia perdido entre os decotes das prostitutas que como sereis iriam arrasta-los até um beco escuro e mata-lo sem ao menos um pingo de remorso.

Robb não parecia se importar com todo o cenário, caminhava tranquilo com seus homens ao lado, o garoto ainda não tinha demonstrado seu poder de luta, mas era confiante em sua força. Edmure por outro lado estava preocupado com suas ferramentas de trabalho, ou seja: Espada e Escudo. Ao avisar Robb que iria comprar algumas coisas, o Jovem Lobo dava de ombros – Estou esperando alí – apontava um caminho mais a frente – Não demora cara, temos que entrar junto com o primeiro grupo – dizia antes de dar as costas e seguir com os demais.

Cirilla e Tobias ficavam com seu capitão e o seguiam até uma barraca onde um senhor com mais dedos que dentes os atendias – Oh meu Senhor Capitão, tenho o que precisa haha – dizia o velho colocando varias espadas na mesa, todas estavam sujas de sangue e de poeira, como esperado, outrora deviam pertencer a homens corajosos suficientes para pisarem no Farol, agora eram apenas historias – Ohhhh, essa aqui deve dar certo – com grande esforço, tirava uma espada de dentro de um caixote ao fundo, onde podia ver outras tantas espadas – Elas são parecidas né? Haha – de fato, a espada era uma gladio, mesmo estando empoeirada, podia notar um fio perfeito, um encaixe de mão de couro de qualidade – Esse valor está perfeito meu senhor, passe o dinheiro – os olhos do velho brilhavam, assim como sua careca naquele sol – Se for entrar na caverna, pegue o caminho do meio, dizem ser o mais fácil haha – falava o velho contando os berries que Edmure havia lhe dado.

Passando em outras barracas, atraindo olhares assustados, outros cuspiam no chão ao ver a pele rachada do homem que se seguia, comprou tudo que desejava: Couro, panos, botões, Kit Medicinal, Kit de utilidades, Jornal e o lampião, contudo não se via um corno de guerra por ali, tudo lhe custou um boa grana, mas seria bem utilizado.

Com tudo pronto, eles partiram pelo caminho indicado por Robb e não era difícil de seguir, era possível ver vários sujeitos indo por aquele caminho, como já havia sido dito anteriormente, piratas dos quatro cantos estavam ali em busca do Log Pose. Caminhando entre os transeuntes, logo que o Lobo viu Edmure, uivou para seu dono, que levantou a mão para melhor visualiza-lo. Rapidamente a aliança estava junto novamente, todos próximos a entrada da caverna.

O capitão da quimera distribuía alguns itens comprados entre seus subordinados, dando a alça do lampião, acendo-o e entregando para Cirilla, para Tobias restava o alerta o alerta para preparar as pistolas, o homem apenas acenava com a cabeça. Edmure então perguntava aquilo que os esperaria na caverna, então Robb olhava para os lados e começava a explicar – Pelo que sei, são tem caminhos possíveis, cada um possui um terreno diferente e um guardião diferente – erguia sua mão e levantava três dedos – Eu entrei no caminho da esquerda, e era um animal voador, não sei o que espera nos outros dois – Robb então apontava para uma placa na entrada – O dono do Farol deixou os Log Pose em pequenos baús, mas alguns estão vazios, outros já foram abertos, temos que ter sorte – dizia o Lobo Branco enquanto acariciava sua fera.

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Outros piratas estavam prontos para entrar, alguns gritos ecoavam pelo local, alguns mais corajosos iam sozinhos, outros em grupos como Edmure e Robb, mas não se via ninguém voltando com vida ou Log Pose. Homens e mulheres se reuniam para criar coragem e adentrar a caverna que continha três caminhos possíveis, cada um com um destino diferente, agora restava a Edmure escolher.



Caverna:
 

Dicas e Observações:
 

Gasto nas compras:
 

Ferimentos:
 

Robb "O Lobo Branco:
 
Tobias:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptySex 12 Abr 2019, 03:49



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Acreditava que pôr as mãos sobre a besta e revogar minha viagem afora dos cabos gêmeos teria um desfecho breve como simples. Tão cedo quanto nós marchamos para os ermos indicados, eu tomei nota de que estava errado. Que fanfarra é que era aquela e por que é que Lobo Branco não teria posto à mesa que haveria concorrência? O que restava concluir era que o dito Log Pose carregava mais valia do que Robb indicou, pois o cenário já se ilustrava em acordo: a escória convergia às nossas cercanias, como se nos acompanhasse do varejo até acá por conta própria. A atmosfera que aqueles salteadores projetavam, já formigando por entre os meus, era mais a de uma desordem que de uma infantaria. Só brucutus, buscando as suas migalhas donde eu e os meus rapazes conquistássemos além. — Hmph. — Que se danassem todos eles, e roncaria em acordo. O que teriam da carranca era desprezo; bordejaria os meus olhos enquanto erguesse o queixo rente ao que vinha em frente.

Havia outro ponto e virgula na história do rapaz: a caverna era disposta em uma trifurcação. Já havia antes estranhado o conselho dado pelo mercador, mas as peças se encaixavam através do empirismo e também do que explicava o alcunhado Lobo Branco. — Tua história vem construindo sentido. Não nos chamaste só por mera cortesia, certo, pulguento? O desafio parece ser maior do que tu transparece. — Replicaria, de olhos semicerrados e ralhando com palavras espinhentas. Não era só a besta em si, também havia o nevoeiro de mistério, detrás de todas as três rotas com que a caverna dispunha sua entrada. À parte disso, os vermes predispostos a nos atrasarem, partilhando de um dos alvos em comum; mas estes eu poria na sola da bota. — Pois bem. — Bater malhetes e auferir a sentença vinha se tornando recorrente, e mal algum havia nisto. Pelo contrário, a influência era uma amostra de poder. Com um sorriso germinando na carranca, avançaria três passadas. Eu toparia com a entrada, mas cessaria antes que fosse além, varrendo minha silhueta até os cantos e abrindo alas para os demais.  
Venham por cá. — Esperaria até que os meus se aprochegassem, todos um tanto afastados da escória remanescente; tanto quanto o fosse possível. — Dá-me um instante até que averigue as coisas e porei-nos no caminho certo. — Dois dedos e o polegar ralando sobre queixo, empoleirados um no outro em formato de concha. Era um trejeito com que eu mencionava matutar, pois era isto o que faria em conseguinte.  — O caminho que segue ao meio parece senso comum. Há um velhote que o disse ser mais fácil. — E para o inferno com este aqui. Pigarrearia, dançando a língua e precedendo uma cusparada com que eu macularia a terra à frente em saliva negra. Escuro como o azeviche também era o desprezo que nutria pelo caminho em questão. — No meio, o gado certamente já pôs os seus pés. Escolhem o caminho fácil e a pilhagem garantida; já devem ter passado as mãos por cada um dos baús que Robb veio a mencionar. — Quero distância da mediocridade, e é bem por isto que o centro estava fora de questão. Escolheria o que provesse, à figura de quem conquista, a maior aura de poder. Mas eu os elucidaria com fatos e a verdade, não com a lente pela qual eu via o mundo; esta aqui era só minha. — Quanto à direita... — A segunda das opções se destacava pela nebulosidade: havia tido referência das demais, primeiro nas palavras do mercante quanto ao centro, e o relato que Robb nos dera quanto a ter-se desafortunado no caminho à esquerda. Mas a entrada à direita era uma nuvem negra que, quem sabe, esconda sua tempestade, e não se aposta alto na escuridão. — Só mais do mesmo. Não sabemos merda alguma quanto a este caminho aqui. Que é que garante que já não pilharam-no um todo? Não hei de pôr-me às cegas e arriscar mediocridade, quando há outra opção em que parece haver mais lucidez. — Apontaria com certa incisividade, abreviando as decisões e esclarecendo, aos perspicazes, o caminho que sugeria abordar.

É à esquerda que nós vamos. — Eu seguiria, consolidando minha ordem na esperança de que, com o apontamento feito de antemão, já tivesse afivelado esta ideia às suas cabeças. — Julgo que não seja um caminho fácil, e passar uma besta alada pela espada terá lá suas dificuldades. Mas não ousem tremer na base ou borrar as botas. É tolice achar que do que é fácil virá algo bom. — O rosto teso e carrancudo, e detrás dele eu estampando imponência, de voz amarga tal qual a mensagem que as palavras buscavam passar. — Neste aqui também há o fato de que Robb já fez parte do caminho. Quero que ponha-te à frente e siga ao meu lado, usando os pés como um mapa enquanto o terreno seja familiar a ti. — E nisto esperava ter sido assertivo, pois já havia adotado a vontade de conquista, uma vez que o desafio foi posto à mesa e vi que outros também tentariam o angariar; talvez o prêmio detrás daquelas cavernas nos trouxesse ainda mais que o esperado. Se há vestígio de poder na linha, haverá também eu à sua cola, trazendo os punhos de pedra em torno dele e lhe agarrando veementemente.

Antes que seguisse avante, eu tinha algo mais em mente. — Espera. — Exigiria, se porventura alguém se visse com as malas prontas a seguir. O que queria era postergar-nos partida em alguns instantes, até que a plebe fosse adiante e ao menos parte do aglomerado de piratas já tivesse sido dissipado. Não haveriam patifes à nossa sombra, e se fizessem o trabalho de antemão, o tomaríamos de assalto desta forma. Quando se trata de conquista, astúcia é meu segundo nome.

Com o joio à parte do trigo, marchemos caverna adentro. — Pastoreamos as ovelhas, agora sigam detrás delas. — Daria eu a primeira passada, uma alinhada à fissura da esquerda. — Ciri às minhas costas, ela e o seu lampião, e Tobias na retaguarda, com os rapazes do outro capitão. É assim que nós seguiremos se o caminho nos afunilar. — Estreitaria as suas rédeas uma última vez, e em diante o que teriam é a língua sepultada. Que o fogo parindo a luz e os pés batendo terra sob os calcanhares falassem mais alto. Vez que imergíssemos nas profundezas, eu puxaria pela espada e a deixaria pronta para o manejo, segura sob a pegada firme dos dedos da destra. Os que restassem na canhota, já calejada e por hora livre do escudo, eu roçaria nas rochas à minha esquerda, tomando-as como referência para seguir adiante sem que fosse envolvido pelo breu e me perdesse. Teria por prioridade as rotas que o rapaz-lobo visse como familiares, recorrendo a seguir o ângulo em que se estendem as paredes se, em última instância, nós estivéssemos andando à deriva. Avante sempre, até que topasse com feras, esbarrasse em silhuetas ou enxergasse o vislumbre promissor de um espólio ainda por se saquear.




Observações & Caminho Ilustrado:
 

Objetivos, Ficha, NPC & Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptySeg 15 Abr 2019, 09:28

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FAROL - 12



A frente da caverna a aglomeração ia apenas aumentando, ao que parece era de senso comum que o certo era todos entrarem juntos, já que os isolados jamais voltavam, de fato, quanto mais gente, melhor, doravante, poderia não ter Log Pose para todos ali e isso era um fato que parecia não preocupar ninguém. Pois bem, o sol já estava no centro do céu, era possível ouvir murmúrios pelos cantos, alguns comentavam que era a quarta vez que ali estavam, outros eram a primeira e os novatos era fácil de identificar, eram todos corajosos e bravos.

Edmure comentava observando que o desafio era maior daquele descrito por Robb, o garoto deu de ombros e sorriu – Eu não falei que era fácil, caso contrario eu iria sozinho cara – falava o rapaz enquanto se alongava, se preparando para o combate. O pirata chamava sua trupe para uma pequena reunião e explicava seu pensamento para pegar o caminho desejado: O esquerdo. Robb não demonstrava preocupação, mas já que conhecia um pouco do caminho, explicava aquilo que sabia – Eu não fui tão fundo, mas de fato a esquerda e mais vazia, tirando que lá o calor e insuportável – falava enquanto era possível notar alguns olhos estranhos sobre o grupo com um lobo enorme.

O grupo então começava a entrar na caverna quando Ed mandou pararem, todo o grupo olhava para o rapaz tentando entender o que ele estava pensando, mas após alguns segundos ele respondia essa pergunta, deixava os afobados a frente, e de fato, havia muitos, pela esquerda foi cerca de quarenta pessoas, homens, mulheres, todo tipo de pessoa, alguns armados, outros confiantes, mas no momento em que entrassem na caverna, o jogo começaria.

Agora sim, adentrando na caverna podia facilmente notar as três bifurcações, e como escolhido de antemão, pegaram a da esquerda. Robb ia a frente, guiado pelo seu lobo que usava seu nariz para guiar, tendo em vista que após alguns passos adiante já podia sentir um calor advindo das paredes e do chão. A caverna era larga, dez homens andavam lado a lado ali com facilidade, tinha uma altura boa também, cerca de 8-10 metros, um gigante andaria ali sem grandes dificuldades.

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... Ignora o bicho, a foto e pra representar o chão.

O solo do local era coberto por uma fumaça branca que dificultava a respiração, ao que parece o solo tinha algumas rachaduras onde mais embaixo percorria um “rio” de lava, assim, havia alguma iluminação no local, e dessas rachaduras subia a fumaça e um vapor ardente que deixava o ar quente o bastante para que rapidamente seus corpos começassem a suar cachoeiras de suor.

Era possível ouvir algumas vozes a frente, mas pelo eco da caverna não podia dizer se estavam próximas ou distante, mas ainda não havia sinal de fera alada, o que era um bom sinal. Com Cirilla as costas e Robb e Ed a frente, o grupo seguia pela esquerda, nesse momento já sentiam o calor e a dificuldade para respirar, mas o caminho não estava totalmente escuro, o que facilitava a caminhada.


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... possuía uma espada longa e tinha um cabelo branco

Virando a esquerda, e seguindo um pouco mais a frente, chegavam até um lugar sem saída, mas para surpresa, havia alguns baús pelos cantos, mas todos abertos, ao que parece aquele era o local mais acessível da caverna e já haviam passado ali. Voltando de mãos abanando, o grupo pegava o caminho principal novamente. Enquanto seguiam, trombavam com outro grupo, este havia sujeitos esquisitos, um deles possuía uma espada longa e tinha um cabelo branco que lhe caia as costas, sua pele era pálida e seus olhos frios, junto com ele havia outras pessoas, mas nenhum parecia se conhecer, so seguiam para o mesmo rumo.

Agora estavam no corredor novamente, e seguiam para o fundo da caverna onde os prêmios maiores deviam estar e foi nesse momento que um rugido ensurdecedor foi escutado – WHOOAAARRR!! – era um grito horrendo que arrepiaria o braço de qualquer um, logo depois foi ouvido gritos humanos, mas não de gloria, e sim de desespero, vindo do fundo da caverna, dois sujeitos em chamas – ahhhhh socorro, me ajudem – passavam correndo pelos grupos, devia haver facilmente 15 pessoas ali no corredor.


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E foi então que a besta parecia sair dos confins do inferno, a luz das rachaduras esboçava sua sombra na parede, parecia ser grande e com asas largas, tinha quatro patas (além das asas), pela sombra tinha dentes afiados como adagas e foi então que da penumbra uma criatura aparecia – WHOARRR! – gritava e de sua boca, uma rajada de fogo acertava a parede. Era um dragão negro, devia ter certa de 6 metros de largura, e 3 metros de altura, sua envergadura era de 8 metros (de uma asa até a outra), seus olhos eram amarelos. O bicho estava a 10 metros de onde os grupos estavam, ele estava cercando seis pessoas que haviam indo a frente.



Caverna:
 

Dicas e Observações:
 


Ferimentos:
 

Robb "O Lobo Branco:
 
Tobias:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyTer 16 Abr 2019, 03:35



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Os carneirinhos convergiam à caverna em sua marcha; era devido que os pastores seguissem na retaguarda. Assim fizemos, e em diante pouco houve de fidedigno. Só comoção, baús vazios e um semblante pintado em tom albino, que à distância pareceu-me ser flagelo de escamagris. Mas nisto pouco havia de provável; esta doença era minha própria maldição. Passei-lhe os olhos pela espada e então fiz-me vigilante, pois em meio a mediocridade o espadachim da cara alva pareceu se destacar. Ele, seu aço e a couraça de metal que lhe vestia.  

Mas tomariam-me por louco, se insistisse em me atentar ao que era humano quando um cenário de fábula fez encher-me os olhos. Fogo riscava o horizonte, tornando os homens no que via como tochas humanas. O coração se esgoelando peito adentro, e por de cima dos seus palpitares ouvi o resfolegar da criatura de outro mundo. Primeiro veio o áureo dos seus olhos por entre a penumbra, e nisto tive de firmar os dedos em torno da empunhadura. Então deixou as sombras em que se aninhava, mas vi que as sombras se negaram a deixá-lo; ainda trazia em sua couraça o negro delas. Meus olhos se arregalaram para fora de suas caves, como se descobrissem outro mundo. As mãos tremiam na incerteza de acuarem-se ou agir, e as pernas tesas como pedra imóvel sobre a terra. Havia me atrelado à mentalidade de que não se escreve linhas numa fantasia, mas o destino pregou-nos a sua peça e pareceu fazê-lo. O que eu via era um draconídeo — e matutei-o na cabeça, até então custosa em crer. O corpo ilustrava medo, mas o sorriso que nascia na carranca era prazer. O bicho era imponente por si só, e certamente resguardava o item que almejávamos; nós e a plebe sobre a qual eu decidi sobressair.

Tu podias ter sido claro, Robb. — Apontaria. A voz aguda e entoada ao arrasto, carente do típico grave que eu trazia no tom, como se ainda pouco crente do que via. — Ter sido claro e dito logo que a tal besta era uma porra dum dragão. — Os olhos destacados em fascínio; dois relicários de que ainda havia vida na ruína em que tornou-se o meu semblante. — Mas eu sou grato a ti por não fazê-lo. — Traria a reviravolta nas palavras, regando-as com uma risota que traria à luz os dentes, detrás do beiço cor de piche. — Nisto eu só creria vendo. —  Concluiria às gargalhadas, nos moldes de um glutão obeso ao ver a mesa farta defronte de si.

Desataria a fivela fixando o escudo às costas, e fecharia a canhota em torno da alça de riste, já por trazer-lhe rente ao meu ombro esquerdo. — Avante vamos. Eu passarei pela espada quem disser-me o contrário. — E o porquê? Havia mesmo de dizê-lo? Por que é que aqueles outros tolos encaravam a besta de peito aberto? Queriam glória? Canções que os homenageassem? Se enxergavam como heróis? Que o inferno abarcasse todos eles. O que queria era o topo do meu mundo. Queria as mãos avolumadas sobre enormes maços de poder. Este era só outro degrau; outro capítulo da história à que tanto era devoto. — Ciri e Tobias, façam bom uso das pistolas e roubem a atenção do draconídeo. Seja um minuto, um terço disso; seja um instante. Mas que o façam, como se a vida dependesse disto. Porque de fato ela depende. — Poria os meus olhos sobre o deles, erguendo a voz como o coro de um homem só, e soerguendo o estandarte que era minha vontade. — Se por acaso virem brechas, tratem de atravessar a reta e busquem logo o outro lado, deixando a criatura às costas. Nosso tesouro deve estar por lá, e resguardá-lo é vossa prioridade. — Retumbaria minha procedência, de voz tomada por um grave quase gutural, mas tentaria seguir com a dicção em dia. E os olhos também falariam tanto quanto a própria língua, pois rolaria-os entre os meus homens e os de Robb, esclarecendo que contava com a força dos demais. — Quanto a nós... — Espreitaria o "Lobo Branco" de soslaio, já arreganhando o canto dos lábios. — Os capitães, que ponham seu rabo na reta. — Indicaria o flanco direito do dragão, através da ponta da espada. — Espera até que a fera avance para as cobaias, e então o canto direito é teu. Eu tratarei do lado oposto. — A vista firme e alinhada ao horizonte, e o tronco já se envergando para preceder o meu avanço.

Como havia sugerido ao rapaz, aguardaria até que houvesse uma brecha: os olhos tesos sobre a criatura, tronco arqueado e os joelhos quase que flexionados. Em consequência, os calcanhares elevados, e as pernas prontas para projetarem força contra o solo, vertendo-a pela panturrilha até a ponta dos meus pés. É desta forma que avançaria, mais como um salto, a priori, que uma corrida, quando eu visse o draconídeo investir contra o grupo que agora o confrontava. Vez que pousasse sobre os calcanhares, faria uso da dinâmica pré-estabelecida para que seguisse avançante, e que este avanço contemplasse o meu ápice de agilidade. Cada passada envolvendo tanto do terreno quanto o possível; o que almejava eram trotes largos como os de um cavalo, e os braços se sacolejando em sincronia. Manejaria os meus passos de forma a correr num arco parabólico em torno do flanco esquerdo do dragão, no intento de manter-me longe das suas garras do início ao meio do avanço, graças ao formato do arco em que percorreria o trajeto — já que no centro ainda haveria uma grande distância em relação a fera.

Quando estimasse ter coberto já metade do caminho, o escudo que até então eu alinhava ao ombro esquerdo encararia o eixo traseiro do dragão. Com ele é que buscava bloquear, em conjunturas onde o bicho me alvejasse com o avanço lateral da sua cauda: avançaria a égide contra seu rabo, o contrapondo antes que pudesse alcançar-me, e esfolando-o com um golpe vertical e descendente da espada manejada à mão oposta. O objetivo era que o escudo mitigasse o impacto, e detrás dele eu rebatendo com os ombros e a ponta dos meus pés, para evitar o flagelo de empurrões. E quanto ao corte, não buscaria aprofundá-lo. Eu trataria de executar-lhe rápido como possível, sem mesmo vir a interromper o meu avanço. Era um lembrete para o monstro; um de que esse oponente saberia revidar.

Chegando ao lado oposto do arco supracitado, ver-me-ia rente, em vertical, à lateral esquerda à que inicialmente eu almejava convergir. Dali em diante, estudaria todo santo movimento esboçado pela criatura. Não era tolo e bem sabia que, mesmo a par do avanço parabólico que havia planejado — e este feito justamente para enganar seu campo de visão —, talvez o bicho já tivesse me notado. Ajustaria o eixo da égide até que chegasse ao peito, cobrindo do queixo às canelas com a enorme placa de metal, mas mantendo um certo intervalo entre ela e as pernas, para evitar que a extremidade inferior se esbarrasse com as canelas conforme eu avançasse.

Repeliria o eventual avanço das suas pernas de maneira semelhante à cauda: o escudo avançando em uma porrada contra o membro, uma vez que visse a fera esboçar o seu ataque, para que o aço confrontasse-lhe as patas e então eu persistisse no bloqueio. Com a distância previamente estabelecida do escudo em relação ao corpo, evitaria que suas garras me talhassem, se porventura elas cortassem através do aço. Antes que a força magistral do draconideo imperasse contra meu bloqueio, revidaria numa estocada lateral, feita em torno do escudo, em desfavor do membro que me ameaçasse. E desta forma pô-lo logo a recuar.

Quanto à matraca abissal que projetava-se sob o focinho? Tão cedo quanto visse-o arremeter com os dentes, avançaria a gládio numa estocada contra o céu da sua boca, seguindo por ascender a ponta da espada mesmo após tê-lo atingido, para evitar que a fera estreitasse os dentes e findasse sua mordida. Enquanto recuasse a espada boca afora, eu teceria um corte retilíneo da base à ponta da lâmina através da sua língua; faria-o pagar a conta na saída. Sabia que da goela também vinha o fogo, e quando visse sua centelha eu também veria a morte. Em um reflexo, assentaria o escudo em vertical sobre o terreno, seguindo por me agachar e aninhar todo o corpo detrás dele, na esperança de que o aço defletisse-lhe as chamas e tornando a correr, de égide em punho, só quando a luz da brasa fulgurasse.

Então poria à mesa a ideia por detrás de todo o tramite. Com o meu peito facejando a lateral supracitada do dragão, eu seguiria aos trotes e já alinhando o avanço ao seu pescoço escamoso. Julgava já ter feito, nesta altura, todas afrontas do monstrengo caírem por terra; se é que tivesse me visto em princípio. Portanto o trote eu tornaria em corrida, e cobriria o terreno até que estivesse à sua cola. Os olhos fixos sobre a criatura, e deles eu revogaria o direito de piscar. Metade disto era prudência, e a outra metade era o fascínio. "Venha." — Matutaria repetidas vezes, conforme sentisse a terra bater sob os calcanhares ao fim de cada passada. "Venha." — Gládio hasteada pelo braço destro que soergueria à linha do ombro, visivelmente preparado para o ataque. "Venha. Dá-me." — Os lábios se desvincilhando e curvados, e um dente a mais sorriso adentro a cada passo em que pusesse-me mais próximo da fera. "Dá-me. Dá-me." — O escudo elevado na canhota, e alinhado parte ao ombro esquerdo, parte ao peito adjacente, de prontidão a reprisar as defesas já projetadas. "Dá-me um vislumbre. Dá-me o gosto. Deixa que tome teu poder." — E explodiria sobre os calcanhares, com o impulso que a corrida prévia me propiciasse, para cortar os ares em um salto contra o pescoço do dragão. — Até a Morte. — Sussurraria em voz fúnebre, quase que à minha própria intimidade. Elevaria o braço de batalha sobre a cabeça, só para que a espada despencasse em sua estocada descendente, mirando o mesmo pescoço que alvejava até então, e cravejasse-o quase que integralmente, da sua ponta até a base, beirando a própria empunhadura.

Eu tomaria do cabo da espada, emaranhado nas entranhas de monstrengo, como uma espécie de alavanca. Envolveria-o com ambas as mãos, e ao fim do salto os pés encontrariam com o corpo do dragão. Poria força nas dorsais, no antebraço e ainda mais nas panturrilhas, para que projetasse-me ascendentemente, como um penduricalho sob a espada. Ao fim do esforço montaria o draconideo, tomando do cabo da gládio — ainda enfiada nele, como uma "rédea" na canhota, se porventura chacoalhasse ou levantasse voo. Com a adaga, que nesta altura eu sacaria do meu coldre pela destra, esfaquearia: apunhaladas sobre as costas, o pescoço, a cabeça. Feitas a esmo, algumas delas, mas outras carregando certa precisão; o que importava era a velocidade sobrepondo a destreza. Uma avalanche de retalhos sobre a sua carcaça, todas regadas no gosto amargo que trazia na espada. Ou falharia no processo, seguindo por tomar distância marcha ré e às praguejadas. O escudo fronte ao peito, e ainda que frustrado, já aprontando as malas para o re-avanço.




Técnica:
 

Observações & Ilustração do Avanço:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyQua 24 Abr 2019, 10:03

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FAROL - 13



Ao contrário do esperado, ninguém procurava recuar, todos se olhavam, mas a vontade de sair daquele local era maior e por isso a opção recuar não existia para aqueles corajosos homens e mulheres. Edmure alertava seus subordinados para roubarem a atenção da criatura negra, como se fosse algo fácil de se fazer, mas nem seria necessário chamar atenção, alguns homens mais bêbados gritavam enquanto lançavam lanças contra a criatura que naquele momento cercava seis homens, quer dizer, cinco homens e um anão.

Organizando rapidamente um “plano”, Ed ficava pela esquerda e Robb ficava com a direita, mas eles tinham companhia, ninguém ficaria no meio, ninguém em pleno juízo claramente, assim o avanço era dificultado por todos se aglomerarem uns nos outros. O rugido do dragão era ensurdecedor e se perdia nos corredores na caverna, a frente do grupo, a fera mastigava um deles, enquanto os outros tentavam fugir, todos em vão.

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Alguns avançavam pelos cantos usando a escuridão para se esconder dos olhos amarelos da fera, esta que parecia matar por prazer, pois vomitava os restos dos sujeitos assim que os matava, era uma maquina de matar, que ao abrir as asas uma ventania varria o rosto de quem ali estava. Ed e Robb já haviam avançado metade do caminho, quando a fera matava todos, exceto o dragão, que olhava para o dragão e o encarava ele falava algo inaudível e erguia a mão com algo dentro que parecia espantar o Dragão que girava seu pescoço para longe da mão do anão.

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- WHOARRR – rugia o animal agora fitando a grande quantidade de pessoas a sua frente, todas querendo tocar em seus tesouros – FUSHHHHH – sem pestanejar um rajada de fogo saia da sua boca e chegava a uma distancia de 2 metros a frente, uma coluna de fogo, não acertava ninguém, mas iluminou ainda mais seu corpo, era todo escamoso com varias cicatrizes, parecia um grande galeão, não se via nenhuma falha em sua couraça. O dragão negro erguia seu peito orgulhoso e avançava contra o grupo de Rob mais a direita, um salto inimaginável e caia levantando uma nuvem de poeira e fumaça, o chão tremia e lava saltava para cima queimando os azarados.

Robb saltava sobre o lombo do seu animal e se esquivava, mas nem todos eram ligeiros e alguns foram pegos no impacto, perdendo sua vida. Um homem de cabelos longos e rbancos atacava a pata com um corte horizontal, mas sua espada bateu nas escamas do dragão e não parecia ter efeito, apenas faíscas saiam desse golpe, e então ele teve que saltar para o lado ou seria pego numa mordida do animal.

Edmure via o animal de costas, era a chance perfeita para matar aquela criatura, e foi o que ele fazia, correndo contra o dragão com sua espada em mão saltava e tentava cravar em seu pescoço, mas a tentativa era em vão, a lamina batia nas escamas e o impacto foi tão bem bloqueado que a lamina saltou da mão de Ed e caiu para o fundo, perto do anão que observava tudo com olhos arregalados.

O dragão ignorou o golpe de Ed, que caia no solo, sua visão era a parte debaixo do dragão, ali diferente da sua couraça não tinha nenhuma escama, apenas uma pele negra e enrugada, como a de um lagarto. Havia apenas uma grande cicatriz em X na sua barriga. A posição do capitão da Quimera não era boa, a qualquer momento poderia ser pisoteado pelo Dragão, que tentava morder os sujeitos a sua frente. Robb estava recuado olhando para o animal, o rapaz então saltava e segurava duas adagas, pela altura que saltara, o sujeito então girava em seu próprio eixo fazendo uma rotação rápida o bastante para formas um pequeno redemoinho que avançava contra o Dragão, acertando-o na cabeça.

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O impacto jogava o Dragão para o lado, mas novamente não havia machucado, Robb caia no solo perto de Ed, agora a fera tinha os dois em visão, sua boca abria mostrando sua garganta se acedendo, era possível ver pedaços de carne presos nos dentes da criatura, logo sairia uma raja de fogo dali e acertaria bem nos dois rapazes, ao fundo, Cirilla e Tobias sacavam suas pistolas e começavam a atirar, o mesmo fazia os homens de Robb, mas as balas ricocheteavam na pele dura do animal.




Caverna:
 

Dicas e Observações:
 



Robb "O Lobo Branco:
 
Tobias:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyQua 24 Abr 2019, 23:46



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Senti o poder que o draconideo carregava em carne e osso, e foi na ponta da espada. Havia visto outros frustrarem-se nas suas afrontas, desde o rapaz da cara alva àqueles que agora eram corpos no cenário, mas eu não cria que até a morte acabaria repelida desta forma. Era o mais fundo que podia estocar, e aos meus punhos te garanto que não faltou a vontade. Quem dera a carcaça estaladiça, em que escamagris me transformou ao corpo, também tivesse nas entranhas tanta resistência e vigor. ~ "Que me praguejem outro mar de maldições. Só quero que alguma delas me conceda toda esta porra de ferocidade." ~ E ponderei amargamente, agora aos pés da criatura, com certa inveja bordejando os olhos antes fascinados. Não era tolo e já estava cônscio: de cá adiante, não tinha chance contra a couraça do dragão; só os boçais a alvejariam novamente. Não precisava, afinal. Havia posto os olhos sobre o bucho da fera, e visto a marca que denunciava um flagelo do passado. Sua cicatriz era uma amostra de que mesmo os mitos carregavam algo de humano em si. O que é humano eu hei de passar pela espada.

Não me daria ao luxo de pestanejar. Com uma risota venenosa estampando o semblante, já que havia visto brechas e mortalidade no que antes era fantasia e só, dispararia sobre os calcanhares num avanço circular. O que queria era saltar da dianteira à lateral direita da sua fuça, deixando o trajeto das chamas que a brasa oscilante em sua boca anunciava. Poria também o escudo rente à lateral canhota do meu corpo, como um último recurso, cobrindo da testa aos joelhos e buscando desviar fogo com aço, se os meus dotes acelerativos não tirassem-me da reta de antemão. — ROBB! — Eu quebraria o silêncio, já esperando um bando de labaredas por se esvoaçarem às minhas costas. — Agora toma a esquerda e poupa o fio dos teus punhais! Deixa de lado as escamas, e põe teu foco sobre o bucho do safado! Ali é carne, e não couraça. — Procederia em tom alto e claro, para que a voz se destacasse mesmo entre os ganidos do dragão, e das lamúrias vindouras dos moribundos à sua volta. Aos berros e por encarar ao demônio com o canto esquerdo da vista, eu seguiria o contornando às passadas, e a cada uma buscaria aumentar o intervalo entre nós. Escudo em punho, agora sob a linha das maçãs do rosto, e pronto para defletir-lhe os esbarrões, se porventura se agitasse no entremeio do avanço que intentava.

A espada ricocheteara até os pés da criatura atrofiada que, por mero acaso ou feito dos deuses, pôs o dragão a recuar como se cão e adestrador. Outro bendito feito que eu invejava. Ainda que o aço competisse aos homens mais que a feitiçaria, poder ainda é poder, venha na forma de magia ou no fio duma espada. Tanto fazia, àquela altura; por hora deixaria estar. O importante era chegar à cola do anão e retomar a empunhadura da gládio nova em folha, entre bloqueios com que levaria o escudo a facejar a besta, e movimentos oscilantes em trajeto zigue-zague, tencionando evitar afrontas de menor alcance lateral. Quando eu vislumbrasse gládio, já arquearia o tronco e levaria a destra a dividir maior proximidade com o chão, para que arrastasse o toque dos meus dedos no terreno e os enganchasse no cabo da espada, sem mesmo ter de interromper o meu avance.

Supondo que houvesse tempo para tal, e o dragão não nos seguisse como um trem desgovernado, eu deixaria de lhe dar as costas para pôr-me ombro a ombro com o anão. — E que diabos foi que tu fizeste, ô meio-homem, para que o bicho te tratasse como nada?! Tu és pequeno, mas tão cedo quanto abaixo o queixo, eu logo trato de te ver. É o que falta ao dragão? — Indagaria no rompante, trazendo em voz uma dose miscigenada de escárnio e ceticismo, ainda que com seriedade no questionamento. Olhos caindo sobre o draconideo, e em obstante pouco daquele homenzinho e seu corpo de nanico à minha vista. Mas os ouvidos eram dele.

Por conseguinte e em acordo com a réplica do anão, escreveria outra linha nos meus planos. O que inspirava, era o olhar esbugalhado que lhe enfeiava ao rosto desde que havia o visto. Era o medo que lhe afligia. Eu conhecia a sensação como a palma da minha mão, e noutras vezes enxergara a feição que o nanico trazia na cara; por vezes foi nos olhos da pequena Ciri, sempre que esta, ainda jovem, me encontrava à deriva e ébrio, aninhado pelos becos e ruelas de Ilusia. O mesmo vira nos olhos de mãe e pai, estes aqui à conta do receio de que eu deixasse a carreira e não honrasse o sobrenome que os canalhas já haviam maculado por si só. Mas o do anão era doutro calibre. Era o que via no olhar já meio-morto dos soldados, nesta altura apodrecendo ao relento, quando tomei as suas vidas no cais do farol. O que temia era a morte.

Sabe o que é que fazes? Move teu rabo até lá e fica com os meus. Eu te garanto que terá mais serventia. — Sepultaria a ironia dantes, agora sendo incisivo e lhe apontando o canto onde estivessem Ciri e Tobias. — Faz uso da tua macumba ou qualquer que tenha sido a desgraça agora há pouco, e te protege junto aos dois. Diga que avancem ao tesouro se o dragão der-lhes a brecha, e que disparem contra a barriga. — Procederia, dançando a língua de forma a exprimir todas as ordens em sequência, sem que deixasse de ser claro no processo. — Escuta bem: toda esta porra de tesouro será meu. Segue conosco, protege os meus, e tu terá uma parte dele. Te quero vivo, e vejo que ainda tenho muito a te dizer, uma vez que eu dê ao bicho o toque gélido da espada. —  Eu prenderia meu olhar no horizonte, de mãos estreitas e firmando um punho em torno do cabo e da alça de riste de ambas armas. Estamparia na carranca uma expressão tão firme e indobrável quanto as palavras; tudo em prol de conquistar outro peão à minha influência. E este aqui não parecia ser qualquer.

Tratado do meu falatório, era devido que voltasse à vanguarda da batalha. Pela primeira vez em muito, dispensaria o uso do escudo em uma manobra. Eu voltaria a atá-lo às costas, tomando a espada antiga como uma substituta fidedigna à égide, na mão canhota — ou a adaga, se porventura não tivesse recuperado a espada principal, pois neste caso passaria a gládio desgastada para a mão direita; o que buscava era uma empunhadura dupla. Eu não estava bem habituado àquilo. Mas o que é que havia de habitual, naquele calabouço que mais retratava os infernos? O draconideo não era homem qualquer. Não era como os párias marinheiros, ou qualquer outro pirata de habilidades vãs. Se fosse para pô-lo na sola da bota, eu haveria de mudar também. Só então é que angariaria seu poder.

E seguiria, cortando os ventos num avance. Meus braços se sacolejando, e abanando ambas espadas conforme eu investisse através dos mesmos trotes largos como os de cavalo. Não ousaria hesitar, tampouco afrouxar minha aceleração. Sabia que o draconideo agiria à mesma forma; que tentaria chamuscar-me sem receio e piedade. Ele era fogo feito carne, mas eu portava a Quimera e a vontade de poder. Nem mesmo fantasias me seriam páreas. Como no avanço dantes, eu buscaria manter minha silhueta à cerca de oito a dez metros de distância, em relação ao corpo da besta, até a hora exata de convergir. Com a aceleração infindável, o que queria era evitar as suas chamas e as cuspideiras, mantendo-me como alvo móvel e nunca no mesmo ponto em que o dragão mirasse suas labaredas, ou qualquer outra das desgraças que escarrasse boca afora. Se investisse no corpo a corpo, provavelmente com as patas ou a enorme cauda de lagarto, eu cruzaria o par de espadas defronte ao corpo, fazendo uso dos seus gumes para bloquear a afronta, no que se segue pelos braços empregando força em repelir ao membro, e quiçá até decepá-lo, para que eu seguisse avante. Tendo a repulsão contida, desviaria enquanto abrisse, lentamente, mão do bloqueio, fazendo uso deste último apenas para alterar a direção do ataque, como uma folha de palmeira ao vento.

Uma vez que lhe encarasse às costas, alinharia minha corrida a um trajeto circular, de forma a continuar rente ao seu rabo sem que eu abdicasse da velocidade até agora posta em campo. Então um riso tomaria ao semblante, de olhos se arregalando em gana, dentes estreitos e a cara tesa, como se prestes a explodir. Eram os furores da batalha, e o prazer de um vislumbre do ataque em conseguinte, como se já tivesse o executado. Mas tê-lo em mente não me era o bastante.

Cara-a-cara com o traseiro do dragão — ou com a cabeça, se não tivesse alcançando suas costas, eu ergueria a ponta dos pés, deixando que os calcanhares se esbarrassem no terreno e causando minha própria queda. Ambas espadas alinhadas, defronte ao peito estufado à custa da adrenalina, e os seus gumes se cruzando nos moldes de um "X". Veria esta como a mais bela das letras, quando talhasse-a na barriga do dragão durante o avanço pretendido: uma vez que fosse ao chão, deslizaria sob o tronco de draconideo com o uso da energia projetada em minha corrida. Então minhas lâminas gêmeas acometeriam, rasgando o bucho do maldito, das suas partes baixas ao abdome (ou vice-versa), num golpe formatado à imagem da letra supracitada. Seria uma afronta contemplando ambas as linhas, vertical e horizontal; a primeira pelo avanço com que eu tencionava deslizar, cortando de uma extremidade à outra o longo tronco em que não havia couraça, e a segunda pelo "X", com que projetaria um maior alcance horizontal graças à posição cruzada dos meus gumes.

Retalharia o seu bucho por inteiro, e a recompensa por tamanho esforço? Era sentir o aroma forte das entranhas de dragão sobre minha fuça. Eu fungaria e lamberia os beiços, se porventura sentisse a sua seiva escorrendo corte abaixo, como um cão sedento pelo seu petisco. Como se numa crença cega de que dependesse disto para usurpar-lhe o poder. Soergueria ambos os braços, no intento de manter as lâminas acima da cabeça, e rolaria para fora da sombra do draconideo.
E desta vez vestindo o rubro do seu sangue como um véu.




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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptyDom 28 Abr 2019, 19:50

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FAROL - 14



Os dois ao chão e uma fera alada a frente, sua boca aberta abocanharia facilmente um homem inteiro, seus dentes eram afiados como facas e sua pele dura como aço, ao fundo de sua garganta o inferno – FUSHHHHH – uma rajada de fogo saia de suas entranhas, uma fumaça cobria a visão de Cirilla – EDDD!! – a mulher gritava ao seu amado irmão, saindo da sua postura calma, a menina não conseguia ver o que tinha a frente, talvez a aventura dos Piratas Quimera tenha acabado no escuro de um beco imundo.

Alguns sujeitos tentavam aproveitar que o dragão tinha sua atenção voltada aos rapazes e se esgueiravam pelas paredes tentando passar de fininho. O nanico ao fundo pegava a gladio, com dificuldade é claro. Quando a poeira abaixou, para alivio geral, havia apenas um rastro negro no chão, Edmure tinha se esquivado para o lado e Robb para o outro, o rapaz já montava em seu lobo que uivava ao pensar que tinha perdido seu dono. De Rivia alertava sobre o que ao seu ver, era o ponto fraco do animal – Entendi – acenava positivamente com a cabeça, parece que um plano estava sendo formado.

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O Dragão já sentia o cheiro de medo em suas costas, e com seu rabo prensava quatro homens na parede, estes que tentavam passar de fininho, essa era a deixa para Edmure correr até sua nova espada, entregue pelo anão. Quando se aproximou do pequeno, podia notar que ele tinha defeitos incomuns, possuía apenas metade do nariz, um olho de cada cor, sendo azul da direita e verde da esquerda, seu cabelo era loiro como ouro – Acho que é sua – falava o pequeno, que tinha não mais que 1,40 metros, mas não podia ter certeza da sua altura naquele momento.

Cirilla respirava aliviada ao ver seu irmão vivo, a menina cutucava Tobias e pedia para eles avançar, já Robb dava algumas ordens para seus homens, e parecia para flanquear o animal e mirar na cabeça, pois eles começaram a atirar no animal, mas como já era previsto, as balas ricocheteavam. Ed estava curioso sobre algo, e perguntava pro pequenino como ele tinha afastado o dragão – Mera sorte meu amigo, talvez eu fosse pequeno demais para ele – falava calmamente, metendo sua mão fechado em seu bolso, e depois tirando aberta, sem nada nela – Ou pode ser meu hálito, eu costumo beber bastante meu jovem – falava olhando para a fera, que soltava outra rajada de fogo nos azarados, todos foram reduzidos a cinzas, e na parede ficava a marca de seus corpos.

O animal então abria suas asas e começava a levantar um pequeno voo, o que era o bastante para espalhar toda a fumaça branca pelo local, encobrindo a visão de todos, so escutava o barulho das asas do dragão e por fim, o barulho do silencio. Edmure oferecia proteção para o nanico, que dava uma risada de alivio – Eu aceito sua proteção, em troca meu amigo, ajudarei no que puder – O pequeno loiro falava calmamente, mas seu corpo tremia e seu rosto escorria suor, sua respiração era ofegante, ele tentava demonstrar uma personalidade calma, mas estava aterrorizado – Para onde devo ir? – questionava, Ed não falava quais eram os seus afinal.

Nesse momento outro rugido alto, e pelo barulho estava acontecendo uma luta, um uivo alto era escutado, um uivo familiar, doravante, pela fumaça era difícil saber de onde estava vindo, e para surpresa, algo esbarrava em Ed, era um homem gordo de cara redonda – Sai da frente, vamos irmão, o tesouro vai ser nosso – não era apenas Ed que queria o tesouro, tinha outros competidores e o caminho mais fácil não era matando o dragão, era quem chegava primeiro.

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Umas labaredas de fogos iluminavam e mostrava que a luta era a cerca de 5-6 metros da sua posição – Fique com isto, use apenas quando necessário, eu conto com você para achar o Log Pose, um acordo, me tire daqui e ficaremos com as contas acertadas – falava o nanico dando um pequeno frasco vermelho – Onde tenho que ir? – perguntava novamente, já pronto para correr, o gordão e seu irmão já estava alguns metros a frente, seguiam para uma das entradas onde parecia ficar os baús, a frente, um combate que poderia envolver Robb, a situação deveria ser decidida rápida, ou tudo poderia ir por água abaixo.




Caverna:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera - Página 3 EmptySeg 29 Abr 2019, 20:07



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Sentei o sebo nas canelas e vi caos tornar-se num borrão. Homens e sangue, aço e espadas, sonhos também. Tudo esmagado, tornado em cinzas ou nestes borrões fazendo comichão ao canto da minha vista. Tinha a gládio em mente e nada além me importava; talvez o mundo estivesse a desmoronar. Mas cedo como os dedos encontram a espada, a confiança volta para ti. E assim fora comigo também, graças ao nanico atrofiado e sua cortesia, para que só então me situasse novamente. Ainda que o intento fosse de avançar e estripar o draconideo ao meio, e me frustrasse à conta do seu reboliço e das cortinas de fumaça ascendendo no cenário, eu trouxe parte da maré de volta ao meu favor. Tê-la comigo era o bastante. Antes inerte e pouco orientado em meio a bruma, como o voo alçado pela criatura havia me deixado, que exposto à boca maculada em carne e tripas, e sujeitado ao flagelo da sua brasa de dragão.

Se escamagris me esmaltava ao rosto em branco, e dava à pele suas tantas rachaduras, qualquer que tenha sido a desgraça a afligir o pequenino também deu-lhe suas marcas. Teve de mim a atenção que era devida, e os dizeres pareceram ter lá seu valor, mas sua carranca era o que atraía. Seus olhos mistos em coloração, a fenda em que a napa havia se tornado, e os cabelos louros como um tostão de ouro. Tudo à parte da estatura de nanico. ~ "De onde é que saiu esta alegoria? Ele arredou seu pé do circo com Tobias e os saltimbancos?" ~ E talvez essa fosse a forma como os homens me enxergavam, quando o semblante alvinegro e estaladiço destacava-se num mar de outras caras vãs. Mas nos meus olhos não havia o desprezo que lhes era corriqueiro. Eu entendia o flagelo do anão. E quando prestes a pô-lo ao encalço de Ciri e Tobias, ouvi o urro do dragão tornar-lhe a goela num corno de guerra, e senti os ombros trespassados pela força de outrem. Olhos estreitos e munidos no desprezo com que homens como aquele balofo abordariam ao anão. Ele deixou de me faltar.

Pois bem. — Sucederia, torcendo o canto do lábio e rangendo os molares em revolta. Unindo o cabo da espada e a alça de riste do escudo em uma mão, só por agora, avançaria a destra para abocanhar ao frasco entregue pelo anão. — E que diabo é que há aqui? Tu és um mago ou alguma porra desta? — Questionaria, quase retoricamente, fungando a abertura do vidro no que seguiria por guardá-lo, bolso esquerdo do casaco adentro, voltando a empunhar a gládio na direita. Eu não gostava de rodeios, mas o mistério cativava, e àquela altura não havia tempo com que delongar. — Se dane isto, eu saberei à minha própria conta. Não há mais tempo para ti, nanico. É um costume passar chatos de galocha pela espada. — Com o soslaio de um dos olhos, eu buscaria a silhueta gorda do cafajeste de há pouco, sem dar-me ao luxo de perder o seu vislumbre.

Tu que te vá até os meus rapazes, e diga ser o meu novo recruta. Uma garota de vestido negro, com uma rosa rubra atada ao cabelo, e um palhaço com âncoras na gola e meio metro de cabelo sobre a testa. — Eu rolaria os olhos pelo calabouço até que encontrasse Cirilla e o saltimbanco, ou mesmo a luz da lamparina que havia lhes entregue, seguindo por apontá-lo a dupla nonde quer que estivessem. Se a fumaça dissesse o contrário, o anão teria de achá-los por si só; é para isso que havia os descrito. — Sai vivo desta e a Quimera fará um bom uso da tua beleza, grandalhão. — Traria um tom trocista nas palavras, mas era alívio e não amargura. Amarga era a sombra dos olhos, com que agora eu encararia as costas do redondo.

E avançaria canto direito adiante, ainda que às cegas e por hora a passos acuados, para tomar meu posto na extremidade oposta donde havia vindo a baforada de dragão. Sempre encarando ao gordo que de certo se destacaria, bem como ao azarado que chamava por irmão. Os desgraçados pareciam cortar seu caminho direto ao ninho da fera, e eu seguiria no que vi como uma deixa cheia de astúcia. Realizei que não havia um porquê em calçar as botas de herói nesta história. O que importava-me era o fim, e não os meios. O que importava era o poder e a conquista. Os olhos cairiam sobre o colarinho, se esgueirando ao bolso do sobretudo nonde aninhava a bandeira, tudo para que eu me desse conta: minha Quimera traz no corpo de leão uma cabeça de serpente. Era devido que hora ou outra eu tomasse essa faceta. 

Já aliado da aceleração com que o físico abençoava às pernas, dispararia sobre os meus calcanhares uma vez que o intervalo entre eles e as costas do glutão fosse de dez ou menos metros — e cobriria terreno com o avanço, se ainda não tivesse chego lá. Em simultâneo aos pés batendo terra, soergueria o escudo na canhota, o alinhando ao respectivo ombro de forma a encouraçar todo meu tronco. Olhos pintados no negro azeviche como a boca e os lábios; não por enfermidade, agora, e sim por ódio. Tanto que eu o tornaria material. ~ "Até a Morte." ~ Matutaria dentro da cabeça, sem que as palavras me escapassem pelo beiço, pois saltaria ao cangote do obeso como se vestindo sombras. Poria na espada toda a fúria que há pouco eu dera, de bom grado, à couraça do dragão, sabendo que este alvo aqui não partilhava dela. E toda essa mesma fúria invadindo as tripas do maldito, numa estocada descendente contra seu pescoço azedo e recheado em tecido gorduroso, alvejando a jugular. Eu nunca fora um fã de toicinhos; peru e mirtilo era o meu prato favorito. Talvez gostasse mais das carnes magras.

O que viria doravante, era em acordo à posição do dito irmão do barrigudo: se o felizardo estivesse à sua esquerda, já alinhado ao alcance da canhota, avançaria, ainda durante o salto, numa porrada retilínea do escudo contra sua nuca. Eu teceria o movimento quase que como uma cotovelada, já que deitava o antebraço detrás da alça da égide, para que eu a envolvesse em um punho. Mas ao invés do cotovelo, era a superfície externa do escudo que acabaria por lhe alvejar as costas da cabeça; um golpe com que eu muniria em tanta força quanto o possível, engrandecido também pelo choque que avançar num salto, em paralelo com até a morte, providenciaria. Um feito para quebrar ossos e nocautear. 

Se, do contrário, o irmão cobrisse-lhe ao flanco direito, esperaria até que os pés voltassem a tocar o chão, depois do salto feito para ceifar vida. E seguiria, retirando gládio das entranhas adiposas do porco ensanguentado e a recuando à lateral dos meus quadris. Um golpe célere, ainda que brutal, feito em trajeto retilíneo e alvejando a espinha dorsal do irmão, se estivesse a facejar-lhe às costas, ou a barriga como ponto equivalente, se o coitado encarasse seu algoz. Não importava se insistisse num bloqueio ou se esgueirasse para além do meu alcance, pois seguiria em uma porrada circular com o escudo, da linha do meu ombro esquerdo ao direito, contra a têmpora do oponente. Só então re-avançaria, lhe estocando o bucho na altura da artéria aorta e auferindo outro último suspiro em aço e sangue.

O pouco de que partilhava com o gordo era o fato de não termos pele de dragão. É bem por isso que eu trataria de manter a guarda em pé, especialmente em desfavor do irmão, cujo primeiro golpe não alvejaria. Os homens geralmente brandem suas espadas em vingança. Na minha canhota, o escudo previamente alinhado com o ombro, e moveria o seu eixo de forma a transpor ataques advindos da esquerda. Quanto à direção oposta, eu deixaria gládio a postos, do ponto em que estocasse até a morte adiante. Os olhos já se centrariam à direita, se houvessem homens neste flanco, e com o gume da espada avançando em sentido vertical/horizontal, como me fosse mais conveniente, daria cabo de qualquer afronta no bloqueio. Se persistissem e disputássemos força, não deixaria a do canalha imperar: repetiria a porrada circular feita através do escudo, lhe alvejando um safanão contra a cabeça e seguindo com o avanço retilíneo da espada a romper-lhe o abdome.  

Na esperança de que o toicinho estivesse agora a engasgar em sangue, iria avante. Avante ao extremo norte, se as pelejas no caminho não me impedissem; avante até as cavernas nonde julgasse estar toda a pilhagem e o dito logpose. Talvez o lobo branco batesse suas botas no processo, se o destino permitisse que eu lhe ultrapassasse. Vê-lo morrer não era o ideal, mas a vitória e o poder vindouro dela me importavam mais. Que se danasse. Éramos eu e a espada novamente, como havia sido ao início da jornada. E do contrário, em um cenário nonde o gordo ou qualquer outro se tornasse em entrave? Azar o dele.
Nós valsaríamos batalha, e lhe daria uma morte ainda pior.




Técnica:
 

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