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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Ato III: O Miasma da Quimera

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySeg Mar 11, 2019 2:20 am

Ato III: O Miasma da Quimera

Aqui ocorrerá a aventura do(a) pirata Edmure de Rivia . A qual não possui narrador definido.


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Wing
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Wing

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptyQua Mar 13, 2019 12:45 am



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Os ventos frios da Grand Line uivavam, conforme os cortávamos em nossa empreitada. Quando Pierre acatou as ordens e pôs-se ao manejo do cisne-navio, eu dei ao mundo um trago do meu regozijo. O seu intérprete era a risota que esbocei nos lábios. Meu falatório e a abordagem liderante nos trouxeram o resultado esperado: o companheiro do homem-gato com as mãos no entorno do leme, e todo o resto da tripulação aos seus encargos. "O aparato do poder." Eu auferi num canto escuro da cabeça; um que agora os meus bons ânimos iluminavam. Projetei a destra de punho fechado à frente da égide, elevada de antemão. A espinha dorsal da embarcação já cruzava os mares, rente ao cais deste dito farol, e a cada corcoveada que o cisne dava sobre as ondas era uma porrada contra a superfície externa do escudo, e outra da bota contra o assoalho. Um baque grave e tão pesado aos ouvidos quanto os de um tambor. Meus olhos cruzaram de leste a oeste, e nos dos marinheiros o que vi foi medo; medo do avanço feito em moldes camicases que executávamos, e da carranca alvinegra que não desvanece. É a conta disso que a mão apunhalava ao escudo e o metal trovejava em selvageria; era o meu "haka" para os desgraçados.

No outro baque, entretanto, havia mais da imponência que eu buscava. Este ruiu suas armadas e os canhões, e bem sabia que faria o mesmo com as almas. Com Ciri sob a minha asa e a égide servindo de ombreira foi que tratei de proteger-me dos flagelos que uma queda nua e crua nos traria; ossos quebrados e os membros retorcidos não teriam valia alguma àquela altura. Mas trataria de trazer compensação ao destino que logramos, na batalha iminente que estava por vir. "Eu te darei os teus ossos quebrados e as vísceras expostas. O que vier com esta sobrevida é meu." Ainda que o caos se instaurasse naquele cenário, nós navegávamos conforme o planejado. O meu destino quem maneja é eu, e os seus confins são paralelos aos da minha cruzada por poder. Eu verteria o peso das pernas sobre os calcanhares, e o dos ombros à égide, cuja extremidade inferior encontraria o chão. Uma vez que o navio estivesse prensado ao cais, pôr-me-ia de pé num movimento sólido tal qual minha vontade. E esta última, dos incidentes de Ilusia em diante, era tão pouco maleável quanto o ferro. Em contraponto os marinheiros certamente não trariam nos culhões tanto da gana quanto eu; é bem por isto que, mais tarde, eu lhes daria um trago farto do escárnio. Envolveria o antebraço da ratinha através dos nós dos dedos, e a canhota eu trataria de enganchar em torno do ombro que me desse. — Pé no chão, meninota. — Projetaria minha força ascendentemente, e que o resto ficasse ao seu encargo.

Enquanto Ciri se pusesse sobre os calcanhares e os homens do tenente se esgoelassem, em seu corre-corre por entre o farol, avançaria às amuradas que estivessem rentes aos canhões abalroados. Meus pés munidos em celeridade, e a carranca em um arreganho enriquecido por dentes à mostra. — Pois vejam bem, vós e os seus olhos peçonhentos, cafajestes! — Goela áspera e tão dura quanto o possível. — Borrem as botas e se atentem ao regalo que demos ao cais! — Hastearia a canhota pelos ares, e dois dos dedos apontando o sítio mencionado. — A vossa frota há de ser a próxima. — Sentenciaria ao encapuzando, lhe alvejando o manto esmeralda com a mão já soerguida. Era ao cabeça de todos esses canalhas que me referia, sim, e era ele quem os olhos alvejavam, afiados como lâminas. Mas as palavras, proferi foi para a hoste de soldados. Acometer contra o farol como fizemos certamente os abalara; eu trataria de ruir o que restasse das suas morais.

Vão dando adeus a este navio; nós trataremos de desembarcar. Pierre, Cirilla e os demais, às minhas costas e às de Henri. — Olhos correndo até meia-nau, e o tom de voz suavizado momentaneamente. — Sigam-me os bons. — O nosso cisne estava aos frangalhos, e mesmo um cego o constataria; o aroma amargo que os canhões trouxeram, bem como o bando de destroços, eram o bastante. Me apoiando sobre a destra, eu saltaria através das amuradas com a égide a sobrepor-me o peito, já pressuposta a transpor ataques que antecedessem a batalha em si. Joelhos semi-arqueados e a sola da bota pronta para receber o choque, uma vez que encontrassem com o que restou do cais. Viajaria os olhos sobre o horizonte, de uma extremidade do farol à outra, caçando silhuetas marinheiras à imagem de como um predador anseia pela presa. Eu já estava farto do azul-ciano que eles carregavam, e da petulância que traziam por detrás das suas cascas absentes de poder. Matarem Elsa havia sido a gota d'água. Se o tenente quer-me o couro, ele que o tire em pessoa; a sua hoste de vermes quebrados eu hei de tornar numa trilha de corpos.

ESCUTEM BEM, SEUS PÁRIAS! — Alvejaria a audição da duzia que avançava contra o cisne. — Sargento Tom já se prostrou ante a Quimera, e as três cabeças agora assombram ao Tenente! — Os olhos bordejados pela raiva, e um riso de canto ilustrando o desprezo que carregava na voz. — Vocês não valem por um terço dele. — Perpetuaria, tornando a atacar suas morais e as vontades frágeis que eles carregavam. Era um insulto nada doce, mas que ainda carregava a verdade; não que esta última o tornasse mais fácil de engolir. — Não se hasteia a bandeira branca marinheira no farol! — Soergueria ambos os braços no horizonte, como se evidenciasse o fim de mundo em que estavam. — Por estas bandas o poder é meu. É das bandeiras negras. Eu tratarei de ser solene com os que largarem as espadas! — Não o seria. Certamente não. — O mesmo vale para tu. — Já puxaria pela espada, apontando o aço gélido da gládio para o rapazola e o seu lobo branco. Nesta altura ainda me era enigmático, mas trataria de lhe sepultar na mesma cova da marinha, se porventura ele tomasse o seu partido.

Pois bem. — E que Cirilla e os demais já estivessem à minha cola, uma vez que eu cessasse o falatório. Pois o que vinha em diante, da matraca cor de piche, seria música aos ouvidos da tripulação. — Vê os seis da direita, homem-gato?! — Lhe apontaria através da espada a meia duzia que citei. — São todos teus. Age como entender e senta as garras sobre eles; os faróis são teus holofotes. — Eu já munia o pederasta com confiança o bastante para que o dissesse sem rodeios. Também sabia que almejava a glória quase tanto quanto eu. — Pierre e Tobias, vós que fiquem na retaguarda com Cirilla. E que ela saia deste cu de mundo sem mesmo um arranhão. — Pouco provável e bem sei, não me toma por tolo. Nesta vida à que eu a trouxe, há sempre um bando de flagelos. — Avante. — E ainda não era habitual ser a cabeça por detrás das diretrizes. Mas o estandarte em que me tornei, até então, os inspirara a brandir armas e desmedir os esforços em prol da minha vontade. Esgoelar-me e apontar dedos eram ossos do ofício; e o meu ofício era o poder.

Tronco arqueado, o queixo rente ao meu destino e a força já fluindo pelas pernas; eu trataria de canalizá-la na altura das coxas, e que escorresse às panturrilhas. Sobre a sola da bota, os calcanhares chutariam o solo inóspito sobre o qual desembarcamos. Quando os soldados dessem suas caras, eu avançaria. Passadas longas e que mais se assemelhavam aos saltos de uma onça me projetariam adiante, munindo os pés em toda a capacidade acelerativa de que eu dispusesse. Gladius desencapada, e já pendendo pela destra na altura da canela em paralelo à mão. Na minha canhota a face côncava do escudo varrendo o caminho. Seu corpo me cercearia da altura do pescoço às pernas. No feixe do meu rosto que escapasse ao topo da égide estariam ambos os olhos, centrados no horizonte e iluminando o caminho. Uma vez que cobrisse a terça parte do trajeto, ainda ombro-a-ombro com o pederasta, eu correria ao flanco dos marinheiros que me era devido: os seis canalhas à esquerda.

Conforme me aproximasse do coitado com que dividisse mais proximidade, a espada seguiria, cortando os ares até que chegasse à altura da cintura. Recuaria a bichana à linha dos ombros no que seguiria do seu re-avanço imediato, e deste último eu projetaria uma estocada retilínea contra o abdome do rato em questão. Sem mais delongas, eu tornaria a recuá-la como a um punhal de prontidão para se arremeter em outras estocadas. E estes bastardos certamente esperavam mais do mesmo, mas desta vez o que faria era uma finta: o movimento de estocada conseguinte eu cessaria no primeiro terço, e a canhota sorrateira avançando por detrás da alça com que sustentava o escudo. Cai-se a máscara numa porrada com sua superfície externa, através da qual eu canalizaria o peso do ombro adjacente.

Porém, não toma ao meu escudo por um carniceiro; eu estaria de olhos abertos e de mala pronta para executar um giro sobre os calcanhares e estender o braço da canhota, no intento de transpor ataques com que me alvejassem ao flanco ou as costas. Se porventura o fizesse, eu tomaria da energia cinética do movimento para completar o giro e varrer os arredores: numa das mãos, o escudo avançando em desfavor dos que me cerceassem, e na oposta gládio soerguida na altura do peito e repelindo ataques que me escapassem do alcance da égide na rotatória.

Uma abordagem repentina e desgovernada, como tal, tinha lá seus reveses. Mas Henri e eu estávamos contra a maré, e da algazarra que fizéssemos, nos tiraríamos nosso melhor. É a conta disso que o havia destinado ao flanco oposto, com o encargo da outra meia duzia: divide e conquista. Sabia bem que a outra metade dos marmanjos não me cercearia. E se o fizessem? Se empilhariam numa dúzia e o fogo amigo comeria solto; isto se as garras do homem gato não agissem antes. Também julgava ser pouco provável um cerco fechado nos meus arredores, com os soldados que restassem. Mas numa hipótese onde esta conjuntura se concretizasse, projetaria o escudo da linha do ombro às canelas, como uma chapa de metal enorme me cobrindo integralmente ao flanco esquerdo. E por detrás desta armadura eu avançaria: um touro célere e brutal em sua debandada lateral contra um dos seis componentes do cerco inimigo; todo o peso da parte superior do corpo verteria através do escudo, e se houvesse um encontrão de forças, faria uso da sola da bota para projetar a força ascendentemente: dos calcanhares às pernas que estreitaria, gerando força no encontro com o solo e explodindo em desfavor da face interna do escudo, enquanto a externa recebesse a pancada e a canalizasse contra o adversário.

Na destra gládio, e o antebraço hasteado na linha do ombro. Defletiria as ofensivas vindas do flanco oposto ao qual eu avançava, brandindo a lâmina em um avanço contra o instrumento de combate do oponente, e seguindo no arremate através de um corte que eu angularia em acordo com minha defesa prévia, talhando a fuça do ofensor. Avançaria sobre os calcanhares, deixaria o cerco e recuaria em marcha ré; passadas bem cadenciadas e enriquecidas numa dose farta de cautela. Não haveria a margem de erro para tropeções ou desencontros. Abalaríamos suas estruturas, e a formação esdrúxula com que contassem haveria de cair por terra.



Avaliador — resumo até agora:
 

Observações Referentes ao Turno:
 

Objetivos, Ficha, NPC & Histórico:
 

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Última edição por Wing em Qua Abr 03, 2019 3:01 am, editado 1 vez(es) (Razão : Corrigir formatação.)
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySeg Mar 18, 2019 2:52 am

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FAROL - 01



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... o peso da agua puxava o barco para o fundo do mar

As ondas do mar da grande rota chocava contra a encosta de pedra rosada, espumando a agua que saltava sobre o barco rosa, que agora era um cisne abatido, a agua entrava pelo interior e rapidamente inundava tudo, o peso da agua puxava o barco para o fundo do mar, os estalos da madeira eram altos e incomodavam, era uma vez um barco ..., agora se tratava de lixo, ninguém ali se importava e como chorando e agonizando, chegou ao seu fim, o cisne rosa chegava ao fim da linha, levanto consigo os canhões dos marinheiros.

A frente dele se encontrava o bando da Quimera, liderado por Edmure que tomava a frente como um líder deve fazer, sua postura era ereta, sua cabeça erguida, usando sua voz num tom mais alto alertava seus inimigos sobre o que aconteceria se eles continuassem, alguns olhavam para os lados buscando coragem para sair dali, o medo deles não eram tanto pelo Pirata a sua frente, mas sim por estarem no Farol, Edmure estava certo, nenhum Marinheiro hasteava a bandeira da gaivota com a ferramenta naquela terra sem dono, quer dizer, tinha um faroleiro que ali vivia, mas não se sabe onde ele estaria, talvez bêbado em alguma caverna.

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... um garoto montando num grande lobo branco, que sorria ao ver aquela cena

- Por honras homens! – gritava o encapuzado que parecia ser o único que não demonstrava medo, ele ia na frente dos demais, o capuz saia do seu rosto, mostrando sua verdadeira face, era um sujeito comum, cabelo bem penteado para o lado, loiro e sem barba, não parecia ter nenhuma habilidade, mas pelo visto era o que tinha maior cargo entre os demais. A poeira ia ficando para trás conforme o pequeno batalha avançava, mas ainda era visível a figura alguns metros acima, um garoto montando num grande lobo branco, que sorria ao ver aquela cena, ainda mais quando o sujeito com a pele estranha lhe apontava a espada, nesse momento ele virou seu rosto para trás e dizia algo que não era possível escutar e assim ele sumiu de vista.

Edmure agora ordenava seus homens, sua ordem era para Cirilla e os demais ficarem atrás, dando apoio, não precisava cuidar da retaguarda, porque atrás deles eram o precipício e daria no mar, recuar não era uma opção. Edmure iria pegar os da esquerda, enquanto Henri ficaria com a direita, era um plano de fácil entendimento, não tinha nada complicado. Ao ordenar que Pierre e Tobias cuidassem da bela Ciri, eles esticavam a mão e faziam o sinal de ok Ato III: O Miasma da Quimera 3997999705 .

Com tudo “organizado” o capitão da quimera avançava com elegância, passos largos e orgulhoso com sua gladio reluzindo a luz do sol, seu escudo erguido a sua frente, cobrindo do seu queixo ate seu pé, sua velocidade era prejudicada pelo movimento, mas nada que o deixasse lento. E foi assim que mudou levemente para a esquerda deixando os demais para Henri, contudo para sua surpresa o homem não avançou, talvez ele tenha ficado petrificado pela presença do lobo pensando ser um grande cão branco, ou no salto do barco ele possa ter machucado seu pé, ou seja, o pirata tinha avançado sozinho.

Doravante, ouvia-se tiros passando próximo a sua orelha, era a retaguarda, Cirilla e Tobias sacavam suas pistolas e atiravam, o vento era forte ali, mas era fácil atirar, tinham 12 alvos descobertos, e foi assim, dois tiros, dois feridos, os marinheiros atingidos caiam no solo, aparentemente estavam vivos, pois gritavam de dor. Agora era recarregar a arma e atirar novamente. Edmure por sua vez estava a frente de três homens, os mais rápidos e que chegavam primeiro. Recuando sua gladio efetuava uma estocada no abdômen do homem a sua frente, e assim o primeiro homem era ferido a gladio havia entrado cerca de cinco centímetros e seu peito, assim que retirou a lâmina o sangue jorrou e caiu no rosto de Edmure, e cobrindo seu escudo com o liquido vermelho.

Rapidamente o cheiro de sangue subiu, o suor escorria pela testa do pirata, que sem perceber recebeu um golpe forte na lateral do seu escudo impedindo sua próxima estocada, e foi assim que uma brecha foi aberta e um dos marinheiros davam um corte vertical de cima para baixo atingindo o braço direito do capitão da quimera, logo o sangue escorria pelo seu braço, o corte foi superficial, mas foi o bastante para o marinheiro rugir de animação. Outros dois tiros foram ouvidos e novamente, dois homens caiam, agora eram sete contra Edmure, que se encontrava em apuros contra apenas dois.

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... passando rapidamente pelo flanco do espadachim

O homem encapuzado passava direto por Edmure – Cuidem dele, vou matar a mulher, ele parece se interessar por ela – passando rapidamente pelo flanco do espadachim que se encontrava encurralado por seis homens, que o cercavam. Assim sendo, erguendo seu escudo o homem girava em seus calcanhares e erguia sua gladio pronta para golpear qualquer um que se aproximasse, todos davam um passo para trás, quer dizer, quase todos, um novato não previu o ataque e foi atingido com um corte um pouco acima do nariz, o golpe foi certeiro e logo a ponta do nariz do sujeito caia no chão, o sangue escorria e entrava na sua boca, que estava aberta pela dor, o sujeito agoniava e caia no chão cobrindo o local, mas ainda vivo.

Ao fundo de tudo isso, o estranho montado no lobo agora estava no mesmo nível de onde tudo estava acontecendo, seu lobo mostrava os dentes, assim como seu montador que erguia um dos braços e fazia o movimento para frente, e então, da escuridão apareceram quatro sujeitos todos vestidos de preto, em seu peito havia um lobo branco com duas espadas cruzadas, eles avançavam rápido, mas o lobo abaixava o focinho e acelerava com seu dono segurando firme em seu pelo branco, a distancia era cerca de 150 metros, mas logo eles alcançariam a roda de homens onde Edmure estava cercado.

O encapuzado mesmo em desvantagem não recuava, Ciri e Tobias atiraram, mas em vão, ambos erraram e em segundos estariam com o loiro sobre eles, o sujeito segurava a espada em sua mão e sorria diabolicamente. Henri estava parado, não parecia acreditar na cena, Pierre recuava para trás de Tobias, seus punhos estavam fechados, sabia que logo teria que lutar por sua vida.



Dicas e Observações:
 

Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySeg Mar 18, 2019 10:30 pm



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Segui avante e de malas prontas a valsar noutra batalha, mas nesta dança não houve um dueto à que recorrer. O homem-gato parecia torpe, senão fora dos seus próprios miolos, e o dizê-lo nestes moldes era ser cortês. O que havia, em verdade, ocupando a silhueta outrora que outrora eu vi temperada por requintes sodomitas era uma estátua. Ao que via de canto, durante o avanço, era a casca de um homem vazio. O pederasta haveria se desmiolado, ao decorrer de toda a desgraça que os mares de Ilusia nos trouxeram? Seria o beijo e a abordagem calorosa com que consolou-me nas sombras do cisne a precedência de uma insânia? Não. Naquela altura ainda era o homem que eu conheci nas cercanias de Yakira Town. Mas o rapaz que eu deixei às costas, tremelicando como gato quando um lince o seria devido? Este não era Henri de Félin. "Não me importa." Era o consolo com que eu tentava me nutrir, ainda que os dentes me rangissem como descontentamento. Cuspi o piche em que se tornava a saliva e deixei estar, cerrando os olhos sobre o horizonte. Não importava. Não enquanto a destra abraçasse ao cabo da espada; não enquanto a canhota se amarrasse em torno da alça com que sustentava o escudo; não enquanto a guerra me corresse pelas veias e almejasse o poder.

Aço rasgando do bucho às canelas e mesmo o nariz, e o furor que a peleja traz consigo já me consumia ao peito, com o ardor das doses fartas de uísque ou destilado goela abaixo. Ouvi o baque que trouxeram os revólveres; por debaixo do peito os pulmões se estufavam, já nauseados no fedor que eu inalava com todo o gosto. Eram os prazeres que trazia a guerra. Era a fragrância de sangue, suor e pólvora que lhe invade às narinas toda vez que encontra uma via nova na dita cruzada por poder. E ainda que fossem controversos, estes tais prazeres, os abraçava aprazerado à imagem de uma dama que se anestesia no aroma de um buquê. Tão cedo quanto avancei contra a meia dúzia, minhas suspeitas se reafirmaram; estavam todos marcados pelo amadorismo, e as suas vontades estavam para a firmeza como o cisne estava para o mar. Ainda que tudo discorresse no compasso acelerado da batalha, me houve tempo para as nuances. Senti o sangue salpicando-me nos lábios, e trespassei a língua de alcatrão pelas fendas de Escamagris com que a boca era bordejada; é o mesmo gosto que tu encontra num lingote, mas agradável, ao meu paladar. Tão agradável quanto o vinho tinto. Sobressair-se era sempre doce, afinal; um corpo a mais abraçando a terra batida e o meu ainda em pé. Deixei que o rubro que escorria do meu braço marcasse ao couro do casaco; eu trataria disto noutra hora. Que me sangrassem e regojizassem num golpe de sorte. O que importava era a alma, e esta aqui eles não talhariam. Seria um com o aço que carregava e daria um passo a mais no trajeto maldito com que me fardei.

Mas o rapaz que se delineava sob o manto esmeralda almejava escrever o fim de tudo isso. Levei os olhos até ele e engatei-o no canto da vista, ainda que fosse inalcançável. Tornei a engolir em seco, franzi o cenho e funguei. Os lábios já curvados num sorriso sinuoso como o ziguezaguear de uma serpente. O que buscava no seu golpe sujo e frio como o fio de uma adaga era mirar minha fraqueza. E eu certamente faria o mesmo. — Que comovente. — Naquela altura o cerco marinheiro já se projetava ao meu entorno. Ciri não era uma opção; por hora não. Estava certo de que o pederasta e os dois rapazes guardariam-na devidamente, e do contrário eu lhes daria uma passagem de expresso para o inferno. — OLHOS EM CIRI, Ô RETAGUARDA! — Seu maquinista? O capitão. — E o pastor abandona o seu rebanho à mercê do algoz. — Os meus rapazes tinham mais vigor em corpo e alma que os dele, e disto eu bem sabia. Havia posto cartas venenosas sobre a mesa, o rapazola de esmeralda, mas no meu sangue eu trazia era peçonha. — Ponham a vista sobre a minha lâmina, canalhas. O que demando é um instante de atenção. — O escudo a postos sobre o flanco esquerdo, e em minha destra a ponta da gládio encarando o solo para descender impetuosa contra a lateral do tronco de um dos marinheiros moribundos. Não haveria de escolher ou ser criterioso; eu ceifaria a vida do caído com que dividisse mais proximidade, e sem rodeios a espada voltaria à linha da minha cintura. Guarda fechada e outro avanço de ariete contra a convicção daqueles homens. — Este é o destino dos que persistirem. — O tom lascivo e quase obsceno, como se visse o prazer na morte deles. E eu o via.

Eu haveria de me sujeitar ao cerco, temporariamente. Com uma breve extensão do cotovelo esquerdo, avançaria o alcance da égide até certo ponto, e a espada espelhada na empunhadura destra que a hastearia, retilínea, em direção aos desgraçados. O que buscava era cobrir, com a extensão dos utensílios de batalha, um espaço maior cerco adentro sobre o terreno em que nos assentávamos. Se avançassem, facejariam o escudo e entrariam ao alcance do fio da lâmina — nesta hipótese os talharia em cortes horizontais feitos entre a testa e o pescoço, em acordo como suas alturas se alinhassem ao meu ombro; e do contrário eu teria o intervalo de que precisava entre a minha silhueta e a deles.

De grau em grau, eu giraria comedidamente em torno dos calcanhares para que, ainda que encurralado, fosse um alvo móvel, e desta forma a vista captasse todas as afrontas com que me acometessem, fossem à frente, contra os flancos ou mesmo às costas. Então a guarda se ascenderia, e elevaria uma muralha em torno dos meus trezentos e sessenta graus: nos 180 da canhota, a face externa do escudo facejando os ataques desferidos contra a lateral esquerda. Via de regra, eu não teria de angulá-lo; era uma chapa de metal cuja circunferência me cobria um flanco inteiro, então ataques ascendentes e horizontais mais me soavam como ratos arranhando ao concreto. Se alvejassem-no em talhos verticais e descendentes, elevaria o escudo em uma porrada ascendente contra a lâmina, a repelindo ainda no entremeio do ataque no que seguiria por voltar a égide à posição convencional. 

No braço oposto e tratando dos 180º remanescentes, eu penderia gládio pelos ares, deitada em horizontal e predisposta a interceptar ataques que lhe estivessem ao alcance: ao meu comando, cortaria os ares em um encontrão contra a lâmina do pária que a afrontasse; persistiria no bloqueio e deixaria que a força me fluísse dos ombros ao antebraço, canalizada até a espada. Estava cônscio de que a minha força sobrepujaria a deles, e quando o fizesse, retalharia deslizando a lâmina de gládio através da empunhadura inimiga e lhes talhando ao punho. Sangue escorrendo como água em um fontanário, e a sua arma caindo por terra. Eu seguiria nestes moldes; os pés ralhando contra o terreno como os de um leão encurralado por hienas. Não era tolo e bem sabia que nos sobrepunham quando o mérito era a quantidade, mas nestas bandas o leão ainda é rei.

Com um movimento feito à imagem de uma cotovelada descendente, despencaria a extremidade inferior da égide sobre a cabeça do soldado morto-vivo que a espada não tivesse abatido. Crack. Quando ouvisse o rachar do crânio em contato com as bordas de metal do escudo, o elevaria à linha do ombro novamente. — Próximo?! — O aço de gládio tinindo em encontrões contra a égide, e o estridente som que produzisse lhes chamando para a batalha. Que a fúria deles se tornasse em inconsequência e brandissem o fio cego das espadas, pois do ataque em conseguinte é que viria a reviravolta. O que o escudo desejava era o beijo de uma lâmina. Olhos rolando de um canto ao outro e ansiosos pela próxima afronta que a égide pudesse interceptar. E eu sorrindo, com os meus lábios cor de piche já lustrosos à conta dos perdigotos que escorressem-me pela carranca. Tu se engana se os toma por mero suor; a mim parece maresia. Então o dito golpe encontraria a face externa do escudo. A guarda oposta ainda elevada, sob a tutela da espada, e as defesas planejadas de antemão postas à mesa.

Receberia o corte ainda acuado, me protegendo por detrás do arco que formava o escudo até que eu sentisse o baque ressoar por sua superfície. É nesta altura que eu reagiria. Revidaria, com o escudo, através de uma porrada célere alvejando as lâminas que eu julgava instáveis, graças à afronta e ao revide executados. O meu intento era ricocheteá-las e abrir alas para um avanço. Na mesma deixa da porrada ainda comedida, uma segunda seguiria; mas desta vez faria uso de todo o corpo: os meus joelhos se semi-flexionando e os pés chutando o terreno por detrás da égide, enquanto os ombros avançassem superfície interna adentro repetidas vezes, tornando o escudo em um ariete. É através dele que eu atropelaria o soldado que tivesse revidado, lançando o peso do meu corpo pelo escudo e este último contra o fardado em questão. Aninharia a cabeça à sombra da couraça em que tornasse a égide, e a espada avançando em estocadas circulares em torno de sua lateral direita, com que buscava esfaquear os flancos do abdome.

Nenhum dedal de hesitação até que avançasse e tomasse o posto do soldado atropelado. Gládio me seguiria, e fazendo bom uso do ímpeto e do abalo com que acometeria ao oponente, lhe alvejaria em um ataque ascendente e diagonal rasgando as pernas, o abdome e findando na altura do peito. Todo o crédito era competente ao gume da espada, e o poder que decorresse da conquista era meu. — O eixo da maré agora é outro. — Auferiria a minha sentença de vitória, na qual o riso era o troféu. Sinistro como a primeira fábula medonha de que ouviram, ainda infantes. Negro tal qual um abismo que se nega a receber a luz. Frio como os ventos que vêm do inverno. Era este o arreganho que os homens restantes presenciariam; um de escárnio, zombaria e de ódio. Um de terror. Sem mais me ver cerceado por hienas, elevaria o ombro esquerdo tirando o escudo da reta e abrindo uma cova por debaixo do sovaco. É ali que a espada se aninharia. A mão direita rente ao dorso esquerdo e a bichana descansando na horizontal. Com o volume de duas sanfonas, os meus pulmões recolheriam todo o ar que eu pudesse inalar numa só baforada. Olhos cerrados e os ouvidos absentes de tudo que não viesse da batalha, mas bem atentos ao tilintar de espadas, ao avanço de passadas e aos disparos às minhas costas. O caos corria solto, sim. Ainda assim o que buscava era a calmaria. Sola da bota cantando sobre o terreno e recuando o pé direito em marcha ré. Já a esquerda avante, e sustentada as custas do joelho semi-flexionado. Então o tronco avançaria, e o braço avolumado como um saco de carne sobre a musculatura rija que o seguisse, brandindo o gume em um corte/porrada horizontal e circular contra os meus 180º frontais, nonde estavam os marinheiros. — Meia-Lua. — Era o tiro de uma carabina cortando o silêncio, ou o disparo de um trabuco contra uma fortaleza já em ruínas. Eu não buscava lhes ceifar ou meramente talhar-lhes ao bucho. O que queria era destruí-los.




Técnica — Meia-Lua:
 

Observações Referentes ao Turno:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptyQua Mar 20, 2019 4:10 am

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FAROL - 02



O pirata estava cercado pelos marinheiros, estes tinham a vantagem numérica e seu líder avançava para ceifar a vida dos cordeiros mais fracos, os homens da lei mostravam os dentes e apertavam suas mandíbulas, eram novatos e provavelmente nunca tinham ido tão longe, sabiam da fama do Farol e de que ali formava aquela famosa frase “Onde pirata navega, marinheiro não veleja”.

Edmure salientava para seus homens protegerem sua irmã, sua voz era alta e grosa, de modo que Tobias inconscientemente concordava com um aceno, passava seu corpo a frente da mulher e apontava as pistolas para o loiro que vinha com sangue fervendo em suas veias, seus passos eram rápidos, seu olhos furioso, diferentes dos demais, tinha uma áurea sombria em seu redor. Firmando sua mão na parte interna do escudo e segurando com firmeza no cabo da gladio, o espadachim cuspia palavras para atormentar seus inimigos, uma boa jogada, sua aparência acompanhada da cena era o suficiente para que as pernas dos novatos tremessem, não por medo, mas sim receio de tocaram naquela pele cheia de rachadura.

O homem sem nariz agonizava ao chão, e num golpe rápido Edmure acabava com sua vida, o sangue saia do pescoço e espirrava na camisa branca de um dos rapazes, que recuava dois passos e ameaçava correr, mas algo o impedia. Dentro do cerco de 6 homens, no centro dele estava o capitão da Quimera, erguia seu escudo que reluzia o sol, alinhando sua espada com o braço esticado, cobrindo e delimitando sua área, não era muito, mas já impedia um avanço desengonçado dos demais.

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... "o aço da espada se chocou contra o escuto"

Girando em seu eixo, Edmure estava atento a sua volta, um leão jamais se intimida com um bando de hiena, e foi assim, que o primeiro corajoso avançou, um golpe de cima para baixo, um grito alto para trazer a coragem para os músculos e assim o primeiro impacto acontecia, o aço da espada se chocou contra o escudo, o fio da espada tremeu na mão do garoto que recuou um passo para não ser atingido, girando seu corpo um pouco para se defender, outro marinheiro viu uma abertura, e via a chance de matar seu algoz, dando um passo a frente, sentiu a lamina de Edmure cortar pele, musculo e cartilagem, acertando o pescoço próximo a orelha, o marinheiro caia no chão desacordado, um a menos.

Quando o primeiro caiu, os demais se olhavam, buscando coragem para atacar o doente a frente, um deles gritava com a voz tremula – Somos em mais homens, sem medo de morrer, sem medo de arriscar - AHH!!! – gritava com um avanço estupido que so serviu para que seu golpe fosse devidamente bloqueado pelo capitão, mas desta vez sentiu o impacto, suas pernas não estavam tão bem posicionadas e seu eixo estava pequeno, um passos para o lado foi o bastante para que uma abertura aparecesse em sua retaguarda, ali um golpe horizontal foi dado com perfeição, rapidamente a dor foi sentida e o sangue escorreu, um corte com cerca de 8 centímetros e com 2cm de profundidade em suas costas, não era um ferimento qualquer.

O golpe o jogou para frente, mas não foi de todo ruim, com a parte de baixo do escudo conseguiu dar um golpe na cabeça do sujeito, esmagando seu crânio e acabando com seus gritos. A situação não havia melhorado muito, ainda eram cinco marinheiros, nenhum deles estavam com ferimentos, nenhum aparente pelo menos. Os homens sentiam que atacar um de cada vez não seria a melhor forma, então agora dois deles sem combinar verbalmente, analisaram bem o campo de batalha e avançaram juntos, era dois cortes horizontais.

Um dos cortes acertou em cheio do escudo, que tremia pela força do golpe, o segundo, todavia passou como uma faca na manteiga, um corte foi feito na parte posterior da coxa do pirata, que sentia seu peso aumentar na perna direita, e logo o liquido descia pela sua canela, entrando na sua bota. Como o marinheiro teve que entrar na área de ataque de Edmure, recebeu usou seu escudo para ricochetear o ataque, mesmo sentido o corte, sua adrenalina era tanto que ele mal sentiu, pois no mesmo ato flexionou seu joelho e usando a força do impulso com o escudo a sua frente, como um touro atropelou o marinheiro que caia no chão sendo pisoteado pelo espadachim que saia do circulo de marines bem no momento que um deles dava uma estocada, que por inabilidade acertou o joelho do aliado, que gritava de dor.

Durante seu avanço, Edmure tentava efetuar um corte com sua gladio, mas sua visão era prejudica e o corte acertou o solo do Farol, levantando uma grande quantidade de poeira em sua volta. O marinheiro no chão tentava se levantar, parecia tudo normal, até ele olhar para os dedos da sua mão direita, três deles estavam quebrados, Edmure ao passar pisou com tamanha força no avanço, que causou um dano não preterido.

Agora os quatro estavam enfileirados a frente do capitão da Quimera, que tinha dois cortes em seu corpo, os marines do meio, estavam ilesos, o da ponta esquerda tinha três dedos quebrados, mas aparentemente ele usava a mão contraria para segurar a espada, o da ponta direita tinha um corte no joelho.



Dicas e Observações:
 

Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptyQui Mar 21, 2019 1:12 am



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Chapa do escudo retinindo nas defesas e a espada dando o bote no calor de carne e vísceras. Os pés cantaram no terreno da terra sem dono, e os gumes que carregávamos também; mas minha canção era uma orquestra redigida por um bom maestro, e a dos soldados era o ressoar desafinado das cordas arrebentadas de um violoncelo. Os seus ataques vãos me trouxeram a brisa nonde os desgraçados almejavam talhos, mas os certeiros me tiraram sangue. Olhos estatelados e os dentes estreitados por detrás do lábio negro. Fechei a destra em torno da empunhadura e tornei os nós dos dedos em amarras, rijos e impetuosos, como os dentes nas suas ganas por morder a língua uma vez que a dor me trespassou. Primeiro veio o baque ao pé das costas; lâmina fria como estalactites congeladas me rasgando a pele. Mas é sabido que o gelo, hora ou outra, acaba por queimar. E assim o fez, quando senti o sangue quente escorrendo talho afora e me afogando em realidade. Este flagelo me doeu ao corpo, e o conseguinte, às costas da perna, foi como um baque na couraça com que protegia a alma. — O leão e as hienas. — Eu matutei mais uma vez, me recordando de que o primeiro é o que nutre mais poder. Neste cenário o leão sou eu - assim seria.

Quebrei-lhes ao cerco em um avanço trovejante por detrás do escudo. O som dos homens me rasgando a carne não agradável, mas o dos ossos remoídos e o baque oco dos seus corpos sob a égide era recompensador. Quando tornei à consciência e me despi do sangue quente de batalha, a dor fisgou-me como a um peixe no anzol. Estremeci num tremelique da perna tomada por flagelos marinheiros; dentes rangendo e os olhos se estreitando sobre os homens como a mira de um revólver alinhada ao seu alvo. Nesta altura, dei-me conta do banho de sangue escorrendo sobre a região sacral. E a matraca fedorenta como o alcatrão já se encontrava carregada; o que restava era puxar pelo gatilho. — Seus desgraçados. — Eu enxergava a centelha de esperança que nascia nos seus âmagos de merda, uma vez que o rubro do sangue me pintava o alvinegro. — Dei-lhes três chances de arredarem vossos pés deste inferno... — Mas também via o medo crescente que os assombrava desde que atracamos. Era uma sombra que se se levantava sobre os seus cangotes, conforme minha espada reluzia em seus avanços. Quanto maior a sua luz, maior também era a sombra. — ... a tu, e a tu, e a tu. — Sentenciaria-os através do indicador. Conforme a voz lhes apontasse, a minha destra seguiria. — E me agradecem pelo aço?! — O queixo baixo e rente ao terreno para que cuspisse em suas honras. — Pois olhem bem enquanto sangro, e se alimentem nesta esperança vã. — Já puxaria pela espada, a hasteando pelos ares com o ombro adjacente. Corcovearia ambos os lábios, e o espaço entre os dois olhos, unido quase que numa coisa só. Ódio vertia pelas frestas de escamagris, me bordejando à cada canto da carranca em que houvesse sombra. — Vã porque a espada também sangra. — Chacoalharia o punho da destra em um corte descendente. A seiva marinha que escorresse através da chapa laminosa do gume de gládio. — E este aqui é de vocês. — Retumbaria a minha maldição.

Que rendam Ciri e os rapazes. Que de Félin haja nos moldes de um gato de madame. Não há mais deixa para a hesitação; a minha espada é que faz companhia e sangra ao meu lado, e com os dedos calejados no entorno do seu cabo, eu seguiria exercendo o meu poder. — Eu vou sangrá-los como às partes baixas de uma donzela. — Já sustentado através da canhota, alinharia o meu escudo com o centro do corpo, de maneira a cobri-lo integralmente por detrás da enorme chapa de metal. Encarariam a camada de madeira côncava na parte anterior da égide, enquanto eu me encouraçasse por detrás do aço que blindava a parte interna. Estava certo de que a visão de cada um dos lados refletia do que eram feitas as nossas vontades; podem dobrar o aço, como haviam feito. Mas não irão cortá-lo ao meio. O antebraço da canhota, retilíneo em vertical e envolvido pela alça do escudo, eu trataria de elevar um palmo ou dois, até que a borda inferior da égide chegasse na altura dos joelhos. O meu intento era impedir que o escudo topasse com as canelas no avanço ainda por vir, e que estivesse de fato coberto da altura das coxas às maças do rosto. Cautela se serve nos moldes de vinho tinto, peru e mirtilo e dos seios fartos de uma meretriz: demais ainda é pouco.

Avançaria.

Os cabelos ao vento e a napa fungando maresia a cada passada. Eu trataria de cadenciá-las bem, pondo mais peso na perna perfeita e aliviando o fardo sobre a ruim; ainda assim ambos os calcanhares bateriam terra. Eu bem sabia que as passadas me seriam tortuosas, mas os molares e os caninos que se encontrassem, matraca adentro, e pelejassem na mordida estreitada que daria até a dor se dissipar. Olhos centrados no meu norte e viajando em horizontal. A formação dos desgraçados continuava a ruir, mas trataria de lhes perscrutar de cabo a rabo, e dos pés à cabeça, em busca de brechas a que recorrer posteriormente. Conforme me acomodasse ao desconforto, reduziria o intervalo entre um passo e outro até me aligeirar. Era o trote de um cavalo manco, mas, manco ou não, ainda eram os cascos calejados e imponentes de cavalo. Não precisava mais do ímpeto ou de surpresas. A minha força já havia lhes sobrepujado, e cairia sobre eles novamente, sem mais rodeios e artimanhas. Só força bruta e poder.

No último terço do avanço, quando seis pés fossem o intervalo entre a carranca alvinegra e os rapazes meio-mortos, projetaria o escudo em linha descendente e à direita, deixando parte do meu flanco esquerdo vulnerável e o braço a sustentar a égide integralmente estendido. Eu chutaria o calcanhar direito num último avanço, o explodindo pela ação panturrilha e projetando o corpo à frente numa espécie de mergulho frontal (dash). Alinharia a ponta do pé de forma a planar na brecha entre o soldado à direita, cujo joelho estava em frangalhos, e o coitado à sua esquerda.

Quando estreitasse ambos os pés no chão e sentisse a dor fisgar-me pela perna flagelada, elevaria o escudo diagonalmente — da direita à esquerda, dando vida a uma porrada ascendente a partir da altura à que havia alinhado o escudo de antemão, até que o ombro se alevantasse por completo (parry). O seu trajeto se alinharia com os três soldados à esquerda, lhes defletindo as possíveis afrontas com a parte externa da égide enquanto ela cortasse os ares. Mas este golpe era suposto a matar mais de um coelho numa cajadada: daria continuidade à porrada mesmo após o choque inicial. No que se segue, eu miraria - com a chapa externa do escudo, a lateral do peito do trio de soldados, em simultâneo ao bloqueio das suas espadas. O meu poder neutralizando o dos canalhas, e lhes quebrando as costelas no processo. Todo o resto era história. 

Por conseguinte, trataria da enorme brecha no flanco direito. Com o escudo tratando do trio à esquerda, o que restava para com o desvairado à direita era a espada. Mas de que mais eu precisava? Enquanto a égide avançasse na canhota, a minha gládio correria com a destra: como de praxe, já teria alinhado a bichana em paralelo às dorsais, e nos primeiros trinta graus do avanço diagonal do escudo, estocaria o soldado remanescente na altura do joelho. Que a análise durante o avanço desse frutos, e a espada lhe beijasse o ponto exato em que julgava estar o talho. Pisada firme e o joelho frontal semi-flexionado, enquanto o direito se alongava em marcha ré para poupar-me a perna ferida. Desta postura eu faria uso novamente, cedo ou tarde. Eram os últimos acordes da minha valsa de batalha, e eu trataria de dançar com primazia. Quando a gládio remoesse os ossos do alvo vigente e lhe partisse o joelho ao meio, recuaria, talhando carne e trazendo o sangue à luz no caminho de volta.

Que neste ponto a porrada com o escudo já findasse, e o colaria ao ombro esquerdo afim de transpor ataques com que os outros três acometessem; o mesmo vale para o quarto soldado, que nesta altura brandia sua espada na canhota. Mas o meu gume ainda quer mais; sem brechas para o soldado isolado. Tão cedo quanto a espada recuasse, eu tornaria a avançá-la noutra outra estocada retilínea, agora contra o abdome. Repetiria o processo três ou quatro vezes, até que a vida sumisse dos olhos; o antebraço avolumado, mordaz e acelerando os ataques tanto quanto o possível. Cortes não eram de valor algum; estávamos no corpo-a-corpo e eu bem sabia que as suas espadas eram das convencionais. Com gumes longos e estreitos, eles teriam de realizar recuos para que canalizassem um dos seus ataques. Mas a bichana gládio era uma espada anã, e esfaqueava em curto alcance tão bem quanto qualquer faca ou adaga; era disto que as estocadas se aproveitariam.  

Se dá a hora de tratar do trio restante. Escudo em punho e se alinhando às afrontas; o choque que elas trouxessem, revidaria com avanços do ombro esquerdo contra a parte interna da égide. A minha perna paralela avolumada pelos músculos do vasto, e pondo peso sobre o calcanhar esquerdo para que o estabilizasse sem escorregões. Então a gládio cruzaria em um corte horizontal feito às sombras — da direita à esquerda, por debaixo do escudo que eu pendia sobre os joelhos. Que a ponta da lâmina talhasse as canelas e afrouxasse suas guardas, amaciando a pele rosada que lhes atava aos ossos, e esquentando o sangue de ovelha para a sentença que há de vir. Não se avança sem preliminares; tanto em bordéis quanto na guerra.

Engataria então a marcha ré. Uma ou duas céleres passadas, me arrastando sobre os calcanhares e findando o recuo com o mesmo posicionamento corporal com que iniciei. Só o bastante para que criasse um intervalo equivalente ao avanço da espada em sua extensão total. Naquela altura abriria mão do escudo. Não me toma por louco, ainda estava nos meus nervos e mais são que dez de Félin's. É minha égide que não convém no ataque conseguinte. Eu soltaria os nós dos dedos, lhe libertando sobre o terreno e livrando a canhota que se ergueria para que a espada se aninhasse abaixo do braço soerguido, na altura do dorso.

É nessa altura que faria uso da postura acertada ainda mais cedo: um pé à frente e o outro correndo às costas, coluna semi-arqueada e a espada alinhada com o meu eixo frontal. — Meia-Lua — Então eu arremeteria noutro corte circular, corrido contra os meus 180º frontais; sua nascente se daria no dorso esquerdo, talhando o peito do primeiro marinheiro alinhado à canhota, e findaria quando a destra, brandindo a espada, se alinhasse novamente com o seu respectivo ombro, ceifando a vida dos dois que remanescessem no trajeto. Que se danasse a integridade naquela altura; a minha gládio lhes repeliria as ofensivas no entremeio do ataque, e sentiriam a pancada antes que a lâmina tornasse a correr-lhes contra o peito.




Técnica — Meia-Lua:
 

Observações Referentes ao Turno:
 

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Última edição por Wing em Sex Mar 22, 2019 3:46 am, editado 1 vez(es) (Razão : Correção ortográfica.)
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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySex Mar 22, 2019 2:07 am

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FAROL - 03



O sangue pingava da mão no solo seco e rochoso dos cabos gêmeos, quatro inimigos a frente de Edmure, sua visão focada no que fazer, o vento passava por suas orelhas e refrescava o calor, o sangue fazia suas roupas grudarem em sua costa. Seus inimigos apenas dois continham ferimentos, nada sério, um deles já estava amarelo, o sangue jorrava do lugar onde outro tinha dedos, teria que cuidar logo do sangramento, ou desmaiaria com certeza.

Pisando com firmeza, avançava o capitão sem medo algum em seus olhos, sua pele, sua aparência era algo que acrescentava em sua imponência. Ao ver o pirata avançando os marinheiros ficavam em posição defensiva, pareciam não acreditar que aquele sujeito ainda tinha força para lutar, mas ele tinha. Quando estava próximo o suficiente, erguia seu escudo com o braço direito, um pouco acima do seu nariz, protegendo por completo aquele lado. Pelo modo como se posiciono ficou claro sua atenção, abater o animal ferido primeiro.

Ao fixar seus dois pés no solo, e se preparar para o golpe, sentia uma fisgada advindo da perna direita, o sangue escorria ali também e pelo esforço ele poderia ter abeto mais. Com seu escudo erguido, usava de sua habilidade para avançar de modo efetivo contra os três marinheiros, doravante, apenas um deles foi acertado, os dois que estavam mais longes deram um passo para trás e esquivaram, o que foi acertado rapidamente colocava sua mão no rosto e sentia o melado descendo, o escudo tinha acertado em cheio seu queixo e feito um corte em sua boca.

Com sua gladio empunhada na direita, o pirata já a deslocava em paralelo para que uma estocada fosse feito no joelho já machucado – Ahhhh! – gritava o pobre coitado ao sentir o aço adentrando em pele, músculo e cartilagem, rapidamente perdia a força e caia no chão, colocando suas duas mãos no local, não acreditando no que via, soltava sua espada sem pestanejar, tudo que importava era viver, ensinavam no QG a gloria e fama da Marinha, mas esqueciam da parte em que tinham que colocar suas vidas em riscos e para o azar daqueles recrutas, eles estavam aprendendo na pratica.

Não dava tempo de um recuo, e no lado esquerdo sentia dois poderosos golpes de espadas acertando o escudo, jogando Edmure para o lado com força, o impacto fazia seu ombro sair levemente do lugar, mas nada que o atrapalhasse, mas um roxo apareceria no local. O soldado ferido se arrastava para fora daquele campo da morte, seu colega cobria seu espaço e os três ficavam a frente – Maldito Pirata! – exclamava um deles mostrando os dentes de raiva.

O cansaço já tomava conta de todos ali, suor e sangue haviam sido derramados pela gloria e honra, cada um buscava algo e apenas a dor era glorificada. Edmure colocava seu peso na perna esquerda e protegia seu flanco com seu escudo, que já cumulava vários amassados pelos golpes. E foi assim que sentia outro ataque vindo por cima, mas foi devidamente bloqueado, os marinheiros sentiam que era hora de por mais pressão naquele que se denominava capitão.

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... Local do corte

O espadachim usava seu escudo para bloquear e sua gladio para fatiar, de baixo vinha a lamina fina da gladio para ceifar canelas, entretanto a lamina curta da espada não era feita para tal corte, para acertar as canelas o pirata teve que se agachar levemente e foi assim que acertou a canela de um dos novatos, - crack – era o som do osso se partindo e uma fratura exposta era feita, no exato momento do golpe, o sujeito sem três dedos dava um passo e efetuava uma estocada do alto para baixo que passava sobre o escudo, a ponta da espada acertava a parte lateral do rosto de Edmure, um corte que começava próximo do olho e terminava no começo do pescoço.

Pelo esforço do corte o marinheiro batia no escudo e voltava, mas sua espada havia ficado e caído próximo ao pé do pirata que sentia o corte que recebia, provavelmente uma cicatriz ficaria ali. Recuando um passo, via agora apenas dois inimigos a sua frente, um desarmado e sem dedos e outro em perfeito estado, mas apavorado por estar ali. Um pouco atrás tinha dois moribundos que não conseguiam mais andar, um sem joelho e outro sem canela.

Edmure recuava um pouco, sentia a força já esvaindo do seu corpo, seu sangue pingava no solo deixando um rasto por onde andava. O trio de entreolhava, esperando pelo próximo movimento e foi o espadachim que começava soltando seu escudo de forma surpreendente, o mesmo caia no solo levantando a poeira vermelha do local. Ficando em posição, o soltado que tinha a espada via a oportunidade e avançava sem medo, era o ultimo o golpe e a gloria de derrotar o homem que o Tenente havia pedido, ele já imagina seu rosto nos jornais locais, a historia que contaria para sua namorada e sua mãe, ah, sua mãe ficaria orgulhosa do filho dela, mas a vida não e justa, e foi assim que sentia o corte em seu abdômen, era o fim.

O capitão cortava a barriga do jovem sonhador que caia de joelhos a frente do pirata, ao tentar falar, cuspia sangue – Eu quero minha mãe – uma lagrima escorria em seu olho – Por favor – seu corpo tremia, mas era tarde demais, o corte foi profundo o bastante para que homem nenhum ficasse vivo. O soldado desarmado erguia os braços em sinal de rendição e aguentava a dor de perder seus dedos, seu olhar era firme em Edmure, sabendo que seu destino dependia do sujeito.

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Foi nesse instante que um uivo era escutado e um lobo branco aparecia, montado em seu lombo um garoto de cabelo espetado que sorria ao ver a cena, sem nada dizer a fera mordia o rosto do marinheiro com fratura exposta, seu montador saltava e já caia sobre o que tinha um ferimento no joelho, sem nada dizer enforcava o sujeito, que revirava os olhos, em pouco tempo, estava morto – Você luta bem cara estranho, quer ajuda com esses Marinheiros? – dizia mostrando seus caninos sobressalentes, seu animal já encostava ao seu lado com o focinho vermelho.

Ao fundo, o homem loiro demonstrava porque era o superior, Tobias e Henri estavam caídos, ambos machucados, mas nos braços do marinheiro estava Cirilla, que nada podia fazer. O sujeito olhava para Edmure – Fique quieto ou ela morre seu pirata imundo – a voz do homem era alta e forte, como se quisesse passar que o que ele estava dizendo iria acontecer. O garoto novo adiantava até ficar ao lado de Edmure – Maldito marinheiro, odeio essa raça – o capitão da quimera sentia seu corpo fraco, o suor escorria por seu rosto pingava no solo, assim como seu sangue, o ferimento em sua costa havia piorada e o sangramento aumentado, mas ele ainda tinha um problema para resolver.




Dicas e Observações:
 

Ferimentos:
 

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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySab Mar 23, 2019 1:23 am



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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O mundo rodava ao meu entorno e o desfecho projetava-se nos moldes duma espada; de sangue e vísceras, vidas findadas, rosnidos graves e urros de dor. No canto dos olhos, o que via eram presas. Mergulhavam nos cangotes marinheiros sob a pelugem cor de neve de um cão. Mal o prazer do trago doce de outra vitória me descia pela goela, quando a dor me afligiu e estremeci.

Esta parcela da peleja chegara ao seu fim; ainda me via, entretanto, vulnerável à postura referente a Meia-Lua: os calcanhares separados por três pés, tronco avançando e a espada hasteada sobre os ares. A estátua agora era eu. Mas uma rubra, efervescente e cheia de vida, ainda que a vida se esvaísse pelo sangue a cada cloque do relógio. Me esgoelei entre os dentes, uma vez que senti o vácuo nos pulmões, e os enchi até que o peito se estufasse além do imaginável. Mas a fadiga não abria espaço para alivio. Quando o ar revigorasse, ainda havia o meio mundo de flagelos espalhado a esmo pelo corpo. Sangue me umedecia aos lábios, escorrendo pelo filete que corria afora do talho feito à minha cara, entre as frestas de escamagris. Pouco importava este aqui. Era só outra marca no casco rochoso com que a doença me tecia o rosto. Não era ali que morava o perigo. O que escrevia linhas de preocupação na minha história, era o corte que se aprofundava às costas. Eu já sentia o calor crescendo conforme a seiva vermelha vertia ainda mais rápido. Também sentia a vertigem me tomando aos olhos, e a nascente de um mal-estar. Eu trataria de agir enquanto houvesse tempo, e seguiria num trajeto oposto àquele das vidas que tomei.

Só nesta altura é que os olhos mordazes se ergueriam no horizonte, para ver Ciri emaranhada ao manto esmeralda do rapaz. Tobias e o pederasta também se emaranhavam; estes aqui, em maus lençóis. Restava eu e a bandeira. No fim das contas, éramos um só. Com a Quimera ao meu lado, eu bem sabia que os meus tripulantes tornariam a subir a bordo. Só tinham ao seu capitão, mas é na palma dos punhos de pedra que reside o poder.  — Que sejas firme e não um tolo. — Segredaria num cochicho entre mim e a terra. Eles veriam os lábios retorcendo na sentença, mas quem ouvia este mantra era eu. Sim, o poder é uma das faces de um homem aprazerado. E assim é sobressair-se. O meu adágio era meu norte e a razão por superar as minhas noites mal dormidas, por pôr-me às ruas no céu matutino ao meio-dia, e por brandir a espada antes que o sol se ponha. Ainda assim era um fardo. Era uma cruz que carregava às costas com todo o prazer, enquanto o rastro da conquista estivesse sob a sola da bota, e eu seguisse sentindo o aroma forte que traz o poder. Não pretendia me desvirtuar deste caminho às custas de terceiros, mas Ciri era parte dele, naquela altura. Ela também fora o meu norte noutros tempos.

Afrouxaria a pegada, desvincilhando os nós dos dedos do cabo de gládio. Que a bichana batesse poeira e ficasse rente aos homens que ceifou; de cara no chão. — Tu. — Sentenciaria no rompante, alevantando ambas as palmas, vazias e entreabertas, fronte ao peito. O meu trejeito mencionava rendição. Abanaria a canhota, mas agora era em censura ao monta-cães que já rosnava por batalha. — Tua assistência é bem-vinda, rapazola. Mas por agora, deixe estar. Será de ajuda se manteres a fuça do teu mascote no cangote do rendido; eu trato dele noutra hora. — Lhe encararia no canto do olho e ralharia, cortando a fala antecedente ao meio. Queria o lobo marchando comigo à guerra, mas o desfecho que almejava ainda mais era um no qual Ciri e os rapazes deixassem os cabos gêmeos vivos. Tê-los comigo era prazer.

Quanto a tu. —  E outra vez eu centraria os olhos no horizonte, ainda estreitos contra o manto esmeralda e tipicamente bordejados pelo negro, por conta de escamagris. O meu olhar envenenava. — Tens o controle. Agora afrouxa este teu dedo e afasta a espada da menina. — Eu ousaria um primeiro passo. Lento, pesado e antecipável. — Larga por terra a tua loucura e te atenta às marés da batalha. — As mãos inertes nonde as deixei. Pés seguiriam no avanço adentro, mas cautelosos e anunciando cada uma das pisadas, sem que acuassem ao marinheiro. — Tu não tem homens à que recorrer aqui. Os teus agora são em grande maioria só sacos de carne morta. Os que ainda vivem também o serão, se tu seguires por esse caminho. — No último terço da sentença, curvaria os lábios num sorriso vil, à companhia da ameaça. — Olha ao redor e vê a terra nonde marinheiro não há de pisar. Vê todo o sangue sobre os teus. Vê a derrota que tragaram e deixa cair a ficha... — E seguiria nas minhas passadas, munido apenas pela língua e tomando da realidade como escudo. Não era mais sobre a espada ou nossos lacaios. Estavam todos em frangalhos, e o mesmo serve à de Félin, Cirilla e os demais. — ... tua batalha acabou. — Era sobre os nossos culhões, e o quão longe a devoção que carregávamos nos levaria.

O nome é Edmure de Rivia. — Anunciaria, uma vez que dividíssemos o mesmo espaço. O tom ainda arrastado à conta da respiração pesada e das feridas que se acentuavam a cada segundo. Mas quando o desse o gosto do meu nome, seria com austeridade. — Este é o carrasco dos teus homens. Não a menina, nem os rapazes. Quem deu cabo das suas vidas e pôs os seus corpos na sola da bota no caminho até aqui fui eu. — Chacoalharia ambas as mãos numa torção do pulso, elucidando a sentença por vir. — E as minhas mãos estão vazias. — O rosto estampado por uma risota negra; lábios fechados e à sombra deles o negro dos dentes, ocultos como a confiança que eu carregava. — Mas tu que ouse levantar um dedo contra a meninota, e tão logo eu peço a este monta-cães para que dê ao lobo o gosto do teu rabo. — Se diferindo do tom que trazia nos primórdios do monólogo, neste aqui havia ferro. Olhos estreitos como os lábios, no arreganho que os tecia. Nariz fungando como se a farejar o medo, as sobrancelhas se encontrando conforme franzia o cenho, e a carranca cada vez mais cadavérica; talvez por conta do sangue que me escorria por quase uma meia dúzia de feridas diferentes.

Se queres viver, tu tens agora não mais que duas escolhas. — Abaixaria os dedos da destra, exceto pelo médio e o indicador. Que outra vez os meus trejeitos me ilustrassem, e desta forma o falatório fosse elusivo. — Larga a espada e investe contra mim. Tenta a sorte e termina o dia como herói, se conseguires escapar deste inferno de piratas ainda com vida. Não sou o único que tens de derrotar, no fim das contas. — E os meus braços, soerguidos, tratariam de apontar-lhe os cafundós que o cercavam.  — Ou... — Os lábios se separariam, lubrificados na saliva negra e abrindo alas para a dentição estreita com que eu formaria um arreganho tão macabro quanto o possível. — Te rende agora. — Poria à mesa a única escolha plausível; se é que o homem quer a vida tanto quanto anseio por poder. — Te rende agora e vos dou o luxo de viver. A tu e ao último dos homens que trouxe contigo; o que a espada ainda não tomou. — Os antebraços desceriam, vagarosamente, até a linha da cintura. Eu não estava mais rendido. Se nós chegássemos a esta altura, quem dava as cartas era eu. — Para que conte a história. — A curvatura dos meus lábios se encontrando com a das bochechas, e as desta última com a cova dos olhos, sob os sobrolhos também arqueados. Todo o meu rosto era um sorriso. Um gargolítico e sinistro; um em que havia toda a perversidade que as bandeiras negras devem carregar. Assim também era a voz. — Para que espalhe o que fizeram as três cabeças da Quimera. — Concluiria, em voz oscilante e que tropicava a cada sílaba, como se prestes a cair em gargalhadas. "Para que mostre ao mundo o meu poder." É o que pensava, detrás das cortinas. Palavras são tão afiadas quanto o gume duma espada.

E em diante a destra descansaria nonde a repousei. Por essas bandas, eu tinha acesso fácil à parte interna do meu sobretudo. Ainda que gládio e o escudo já não me servissem, não ousaria avançar sem mais cartas na manga. Havia uma, entretanto: minha adaga. Se porventura o marinheiro do manto esmeralda preferisse seguir na loucura, a mão direita correria até o coldre com que sustentava a faca, atado à parte traseira do cinturão. Tão cedo quanto a empunhasse, eu sacaria a bichana e faria o seu devido uso: estocaria com a ponta da lâmina, projetando um riposte contra a chapa lateral do gume de sua espada.

O meu intento era interromper a arma; isto se a visse avançar na direção de um dos pontos vitais de Ciri — e do contrário, sendo um ataque inconsequente e que visivelmente não a abateria, minha estocada passaria a visar era o pescoço do soldado. Eu trataria de estabilizar o punho para que, no ato do choque — assumindo que o ripostasse, não houvesse uma torção ou desmunhecamentos, e o meu avanço bloqueasse o dele. Se persistisse contra o bloqueio, a minha força imperaria em desfavor da sua, e por debaixo da pele de pedra que cobria ao braço, toda a musculatura se enrijeceria, num outro esforço por dar cabo ao bote da sua lâmina e seguir com a adaga no golpe supracitado, talhando-lhe a jugular. Tudo munido nos meus dotes acelerativos.

Tratando dele, avançaria até os meus; eu checaria as suas integridades no que seguiria pela abordagem do aparente aliado: o monta-cães.

Caso o dito soldado escolhesse a morte e avançasse, eu puxaria pela adaga aos mesmos moldes, mas desta vez a ascendendo, impetuosamente, em diagonal; a sua ponta encarando o terreno e a pegada invertida, para que a lâmina estivesse sob o cabo, e o meu punho torcido em acordo. O que buscava era chocá-la contra a afronta marinheira, transpondo brevemente os ataques e evitando a disputa de forças. Só tempo o bastante para que pudesse projetar-me em marcha ré, por intermédio de um trio de passadas com que eu buscava manobrar por entre os cadáveres. Que escapasse da linha de alcance e, com a maré ao meu favor, os pés corressem até minha espada.




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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptySeg Mar 25, 2019 1:53 am

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FAROL - 04



O fim parecia próximo, o vento espalhava o cheiro de morte por aquela terra árida do Farol, onde apenas os fortes sobrevivem, era assim a chegada de Edmure no grande mar, com ferro e fogo estabelecia sua superioridade, novatos não era mais capaz de sobrepor sobre o capitão da Quimera. Ao seu lado um rapaz jovem e forte, não sabia nada sobre o sujeito é o porque dele querer ajudar o espadachim, mas o que chamava atenção era a besta ao seu lado, seu pelo era branco como a neve, mas agora estava manchado pelo sangue dos inimigos, seu olhar refletia a morte e a morte apenas.

O resto dos homens do garoto chegava, quatro rapazes vestindo roupas comuns, dois deles estavam armados como cimitarras, ou outros tinham adagas. Eles cercavam o Marinheiro sem dedo, que já estava ajoelhado olhando para seu superior, sua vida dependia da escolha que ocorreria logo. Edmure assumia uma postura completamente diferente, soltava sua gladio ao solo, levantando um pouco de poeira no local, o sangue da ponta da espada estava na ponta de seus dedos e pingava no solo como uma chuva vermelha.

Erguia suas mãos vazias e primeiro alertava ao rapaz ao seu lado, que olhava sem entender a situação - Rapazola? – repetia a palavra dita por Edmure, como se não soubesse o significado, mas não avançava nem nada, ficava em posição, com seu lobo gigante ao lado. Agora sua voz e atenção era direcionada para o Sargento que segurava Cirilla a sua frente com a espada no pescoço da mulher. Usando sua fala em vez da espada, o pirata argumentava para que o loiro soltasse a mulher, explicava sobre a situação, dando passos lentos para frente, sua postura era ereta, mesmo com a dor em seu corpo, era possível ver a força que lhe restava.

O corte nas costas e na perna, fazia com que cada passo ficasse um rastro de pingos de sangue no chão carmim, Cirilla não demonstrava medo em momento algum, olhava firme para seu irmão e confiava em suas ações seriam as melhores. O Sargento franzia seu rosto e apertava o cabo da sua espada, podia ver a duvida em seu rosto, mas não podia dizer qual seria seu movimento. O pirata anunciava seu nome, sua postura era imponente e sua presença já era próximo da dupla, o Sargento não podia recuar ou cairia no mar.

Agora era hora da barganha, e Edmure dava dois caminhos ao seu inimigo, rendição a outra era ferro – Acha que eu irei viver se sair daqui, minhas ordens são de acabar com você e seus aliados, se eu voltar de mão abanando serei rebaixado de cargo – o homem balançava a cabeça negativamente, como soubesse que ambas escolhas seriam ruins – Quem você pensa que é para me intimidar seu cão, eu tenho uma contra proposta que você não poderá recusar – o suor era visível e a tensão em seu corpo, sua mão tremia como consequência a espada balançava e roçava no pescoço da bela morena que ficava imóvel ao ver o desenrolar da barganha.

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... o objeto caia enfincado no solo rochoso

O Sargento sacava uma adaga simples da sua cintura com a mão libre e jogava aos pés de Edmure, o objeto caia enfincado no solo rochoso – Enfie essa adaga em sua barriga, e eu largo a mulher e fugirei para longe daqui – sua voz era tremula, mesmo sendo um sargento, sabia que não tinha pra onde fugir, ate chegarem no seu barco era um longo caminho, teria que correr por cerca de 800 metros com o Lobo Gigante em seu encalço – Caso contrário, não importo em morrer aqui, levarei essa vagabunda comigo, e agora capitão, qual sua escolha? – um sorriso diabólico formava no rosto do Sargento, que esperava pela escolha de Edmure – Qual vai ser? – reforçava a terceira opção dada.

Ao fundo, O garoto observava tudo alisando seu lobo, o resto do seu bando cercava o marinheiro sem dedos, que ao ver que seria morto caso tudo desse errado, tentava negociar – Eu levo vocês até nosso barco, só me deixe viver, por favor – gritava alto o suficiente para que todos escutassem. Henri e Tobio estavam no chão, suas armas estavam cerca a poucos metros de suas mãos, caso esticassem poderiam pegar, mas correria o risco de serem visto e estragar completamente a negociação.




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MensagemAssunto: Re: Ato III: O Miasma da Quimera   Ato III: O Miasma da Quimera EmptyQua Mar 27, 2019 8:07 pm



O Miasma da Quimera
Edmure de Rivia

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Eu novamente agraciava àqueles coitados com as doses fartas da minha cortesia, ainda que as miscigenasse no veneno que escondia ao fundo da taça, e outra vez os seus narizes se empinavam; as suas línguas também retrucavam, e as sentenças mordiscavam-me à alma como o fio de um machado ou de um punhal em carne viva. Rolei os olhos cerrados em fúria sobre o comandante, enquanto os lábios lhe dançavam pelo rosto; a mim, a dança parecia ser regida por canções cujos acordes soavam loucura. Mas que seguisse em sua insânia, a minha valsa era uma outra. Era a vista, deslizando através da silhueta vacilante com que cerceava Ciri aos tremeliques. Meu corpo podia estar em frangalhos, mas com o tempo e os cuidados certos o remendaria. Quanto à vontade daquele pantomimeiro, eu bem sabia havia a quebrado no instante em que as fuças dos seus homens encontraram com o chão. O seu teatro era escrito sobre o desespero, e a insolência com que auferia a minha morte era pouco obstante aos maus lençóis em que o deixei.

Havia visto a confiança nos olhos de Ciri, e já sabia que a meninota aguentaria o tranco. Não havia bem um porquê de abreviar-me e empreitar, não com a espada deste cão encurralado a dois dedais da sua garganta. Se desse um mero passo em falso ou recorresse às minhas armas, eu a teria guiado de Ilusia para a morte. Esta não é uma terra de heróis, nem uma estória em que os tinteiros pintam feitos surreais e dignos de fantasia. Mas o poder não mora só na ponta da espada; eu o trazia sob a língua, em torno dos olhos, sob os nós de cada dedo e um punhado em cada bolso do casaco. Trazia muito com que admirar este canalha, e ainda mais a angariar em cada uma das conquistas. 

Que os pés levassem-me, quase aos tropeços, a um meio-termo entre os cadáveres às minhas costas, e ao marinheiro e sua refém. Quando estivesse afastado do miasma que traziam os defuntos, e afugentado do alcance da espada adversária, eu cairia sobre o traseiro. Os calcanhares brigariam com a terra maculada do farol, até que eu a afofasse e pudesse acomodar o rabo sobre alguns metros quadrados de terra batida. A perna esquerda dobrada em horizontal e também assentada, com as laterais da panturrilha ralando no chão. Quanto à direita, a manteria ainda em pé; o calcanhar sobre o terreno e o joelho, já semi-flexionado, aprochegado para com o tronco, trazendo a coxa em que haviam me talhado ao alcance dos dedos da destra. Reconheci que nesta aqui as coisas se agravavam.

Queres saber de uma coisa? —  Indagaria na retórica. Lábios curvados sob o negro e a vista desviando de Cirilla às minhas pernas. Não voltaria a dar ao homem o prazer de me encarar nos olhos. — Te contradisse na primeira das tuas sentenças. — Atenuaria ao sorriso com os dentes se agitando por detrás do beiço cor de piche. E o tom sereno; sereno como o ralhar de folhas sobre o gramado numa tarde de outono. Como bandeiras tremulando pela brisa; como o conselho de alguém mais sapiente. Mas escondendo o veneno que me era devido. — Não se espera que um capacho marinheiro faça festa sobre os cabos gêmeos. O que farão, como dissestes, é desonrá-lo. Terás a falha nas tuas costas, mas uma vida ainda longeva com que preencher este vazio. — Eu correria minha destra aos alforjes; de lá traria meus medicinais, e a pochete em que armazenava outros utensílios. — Tu não terás o mesmo luxo se continuar tomado por loucura e projetar sobre os teus olhos nada além do nosso fim. O que terás é um pouco dos dois: desonra e morte. — Retiraria, de um dos engradados, um quarto de todo o álcool isopropílico que ainda me restasse; metade disso sobre as mãos, lavando o sangue e as esterilizando, e a outra parcela sobre o corte que me afligia à perna. Com as mãos livres, uma vez que resguardasse o álcool, empunharia a agulha e passaria a linha de sutura sobre a fenda em sua cabeça, a fixando através de um nó.

Te interessa o porquê?! — Interessasse-o ou não, pouco importava. É minha língua quem comanda. E seguiria por tratar dos meus remendos. Se o soldado navegava pelos mares da insanidade, o alvinegro que vos fala também o fará. — Porque assim que brandires a tua espada contra a menina, eu passarei tua goela pela minha. — Perfuraria uma das extremidades da pele rompida e puxaria pela agulha, até que a linha percorresse todo o corte, e a ponta do instrumento tornasse a furar-me pele e estreitar o talho. — Remendarei qualquer desgraça que fizeres contra ela, bem como agora eu remendo os corolários de lutar contra os teus homens. Se a matasse, o que faria é tomar vida inocente; a meninota nem sequer tem recompensas por sua cabeça. — Repetiria o processo por todo o flagelo, até que visse a sutura já por feita. — Mas te garanto que Ciri de Rivia viverá. E o teu corpo, eu exporei como um troféu, sobre a carranca do navio que o teu capacho mencionaste. O teu aroma aflorará por nossa embarcação, mares adentro, até que os corvos te devorem e não reste mais que ossos. — Medicinais, linha e tudo o que visse por resto de volta à pochete; esta última eu voltaria ao conforto dos alforjes. — Desonra e Morte. — Cabeça adentro a fúria fervilhava, mas sobre as mãos e no semblante o que dispus foi calmaria. Mesmo em desgraça e com Cirilla em suas garras, estava acima do canalha e que tomasse nota disso. Toda a cena era uma amostra de desdém.

Restava ver como é que o homem teceria a sua réplica.




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Última edição por Wing em Qua Abr 10, 2019 6:33 pm, editado 3 vez(es) (Razão : Correção ortográfica.)
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