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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 I - The Cat with no Hat

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MensagemAssunto: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptySex 01 Mar 2019, 18:43

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Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Blair L'Aubespine. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptySex 01 Mar 2019, 23:06

I - The Cat with no Hat
Micqueot Island era o mais novo destino de Blair, a gata que não havia nada de borralheira. Era não só a sua primeira vez naquela ilha, como também a primeira vez em que não estava na sua ilha de criação, desse modo, aproveitaria o momento para analisar tudo ao seu redor. Clima. Habitantes. Estabelecimentos. Sons. Cheiros... não, nada de cheiros. Aproveitaria para fazer tudo que não havia feito em sua ilha natal nos últimos anos, conhecer coisas novas.

A pequena Mink estava de bom humor, afinal, finalmente estava mais próxima de seu objetivo - se juntar ao Governo Mundial - e tudo que precisava era descobrir onde ir para se juntar a eles, como se juntar a eles, quem são eles, de onde eles vem, como vivem e do que se alimentam, e também como viajar para os 170 países afiliados. Mas para resolver tudo isso a Mink já havia bolado um grande plano, este que traria a resposta para todas as suas dúvidas.

Procurando pelo lugar com maior número de movimento que conseguisse encontrar, Blair se dirigiria para o meio de toda a movimentação e, puxando todo o ar que pudesse, proferiria com todas as suas forças – OOIIII!! ONDE FICA O GOVERNO MUNDIAL? SHISHISHISHI – em meio as suas risadas e com um grande sorriso no rosto. Assim esperaria pela reação de quem estivesse por perto, esperando que ao menos alguém lhe dissesse o que fazer, nem que fosse para ficar quieta, ou então algum cochicho que pudesse lhe servir para algo.

Se conseguisse alguma informação útil, tentaria segui-la, se assim fosse possível. Caso contrário, aproveitaria para continuar explorando a ilha e todas as novidades que cruzassem seu caminho. Não estava com pressa, e sem dúvidas alguma hora encontraria alguém que pudesse ajudar de alguma forma.

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Última edição por War em Sab 16 Mar 2019, 00:00, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptyQui 07 Mar 2019, 15:42


A Cat for my Hat: 01

Narração


Fora tão rápido quanto um susto, em um piscar de olhos o Sol que antes batia meio dia estava apagado em uma penumbra que bloqueava completamente a visão de Blair, embora estivesse um pouco mais quentinho e aconchegante se comparado ao inverno de Miqueot; o barulho antes ambiente, que ecoava em suas orelhas em alto e bom som se tornava abafado, seus movimentos? Restringidos, estava presa? Não, talvez só em um lugar muito apertado, até mesmo os cheiros de ant… Não pera, isso daí nunca teve desde o princípio; em sua frente, uma leve e quente respiração, acelerada, como se fosse uma pessoa empolgada, e então que subitamente uma voz se erguia da escuridão.

- ONDE FICA O GOVERNO MUNDIAL VOCÊ ME PERGUNTA? - Gritava a figura em frente da felina. - Cento… Cem? Sim sim… Cento e setenta países afiliados, mas você acha que é só isso? - Quem quer que seja o dono da voz se agitava de um lado para o outro por algumas vezes esbarrando nos bigodes de gato da mink. - Errado! - Subitamente uma luz se acendia, tão repentina que chegava a machucar as retinas de Blair, se tratava de um isqueiro, e rapidamente o calor se propagava, a pupilas da felina se ajustaram a coisa que agora podia ver em sua frente era um… Olho? - Eles estão de olho em tudo! em você, em mim, até mesmo nas crianças brincando lá fora, sim sim, nada escapa de sua vigilância. - Aos pouco o fogo que quase já começava a chamuscar os pelos de Blair ia se afastando, assim como a figura que falava, agora cada vez mais visível.

Se tratava de um mink lontra com cheiro de ameixas, que dizer, sem cheiro algum, vestia roupas mal acabadas, um tapa olho improvisado de folhas de bananeira de sabe-se de onde diabos ele arranjou e dentes tortos, que a mostra combinavam perfeitamente com o olhar maluco do cidadão.

- Meu nome é Rudy! E estou aqui para expandir sua mente. Fufufufufu. Sinta-se grata.

Bom, neste momento você deve estar pensando algo como “mas o que diabos tá rolando aqui?”; ou então um “Será que eu pulei algum post ou parágrafo?”. Calma, não precisa dessa confusão toda, para não prejudicar aqueles que não prestaram atenção ao lance, vamos mostrá-lo novamente com a magia do replay imediato.

Cerca de 20 minutos mais cedo…

Blair deixava o porto em direção a cidade, uma nova ilha, uma nova rotina, uma nova vida, tudo era novidade naquele lugar estranho porém aconchegante, como havia parado ali? Talvez os “pais” a tivessem dado uma carona, quem sabe se escondeu no barco de um velho pescador, ou talvez algo ainda mais extraordinário como ter saído de um pêssego que seguiu a correnteza rio abaixo, ou neste caso, maré a fora; mas deixemos esses detalhes para depois, ou melhor, deixo para sua imaginação até que a própria felina explique, mas voltando ao ponto principal aqui, era a primeira vez que Blair pisava em Miqueot, e ela podia estar ou não acostumada, mas se tinha algo que não faltava naquele lugar eram humanos, velhos, jovens, mulheres, crianças, seres de gênero indefinido, tinha de tudo naquele lugar, desde simples trabalhadores descarregando suas mercadoria pelo dinheiro suado até turistas e nobres que aportavam na ilha a passeio.

Do porto até a cidade em si, existia um pequeno caminho de pedras que subia um pouco do nível do mar; Miqueot tem a fama de ser uma ilha gélida, mas se encontrava extremamente agradável no dia em questão, sem nenhuma chuva ou neve, embora mantivesse o céu nublado, e por isso os postes de iluminação, que apresentavam em uma forma mais colonial, continuavam bem acesos com eletricidade mesmo. Uma vegetação rasa acompanhava o caminho, com pequenas árvores e arbustos cobertos de neve por alguma geada anterior, dado o clima, as roupas dos habitantes locais não podia ser menos do que vestes de frio, elegantes e volumosas chamavam bastante atenção; não só nas pessoas como também nas vitrines que Blair avistava assim que chegava na cidade em si, esta que por sua vez não decepciona no visual, com a rua asfaltada com pedras e bonitas casas de madeira escura juntamente de suas paredes pintadas em branco, mesmo as pequenas lojas e boutiques tinham seu próprio charme.

Um pouco distante, por detrás das casas, lojas e construções, uma grande e irregular montanha que se destacava, prestando atenção não só no visual mas para com informações, a boa audição da felina conseguia captar nada mais do que elogios com relação a aquela região, algo sobre uma ótima adega e bom vinho; erguendo-se no céu além de tal montanha, Blair observava também uma máquina voadora, e caso conhecesse esta em questão saberia que em algum lugar da cidade se encontra uma estação de zepelins a jato.

A caminhada pelas ruas urbanas foi agradável e sem muitos problemas, ao fim de seu percurso momentâneo, a mink se deparou com uma praça de tamanho médio com uma fonte em funcionamento bem no centro do local que fazia forma circular com as lojas que iam abrindo espaço até se fecharem novamente em outras duas ruas. Dos locais que mais chamavam atenção, vale citar um café muito bem conceituado pelos elogios que vinham de dentro do estabelecimento; uma pequena loja de jóias e até mesmo um mercadinho que recebia - de uma carroça - o carregamento de produtos da semana, onde dois rapazes, um loiro e outro moreno com casacos pretos e calças azuis entravam e saiam do lugar levando caixas pesadas.

Já no ambiente externo em si, fora as pessoas que apenas estavam de passagem é claro, podia-se dizer que o local era bem movimentado, um grupo de quatro crianças corriam pela praça em brincadeiras diversas, suas mães, sentadas ao redor da fonte conversando ao lado de uma idosa de pele azul e enrugada que alimentava e falava com os peixes; do outro lado da fonte, um mendigo sentado em um piso de papelão com uma grande caixa do mesmo material em seu lado no qual provavelmente usava de abrigo, este no entanto não pedia por dinheiro, apenas segurava uma placa com hieróglifos (leia-se letras comuns) e o desenho de um olho; e talvez a coisa que mais chamasse atenção, uma pequena tenda roxa, completamente fechada mas com duas pessoas do lado de fora esperando para serem atendidas, a placa preta e grande que ficava de pé na rua, bom… Blair não conseguia lê-la nem se quisesse, mas dada a forma que fora escrita junta de símbolos poderia remeter alguma coisa relacionada a misticismo.

Mas sua reação a isso tudo no entanto não poderia ser mais simples e característica, subindo no banco que circundava a fonte, bem ao lado do mendigo, Blair gritou aquelas palavras, e ela não chegou a perceber de imediato, mas assim que ouvira os gritos da felina, aquele mesmo mendigo removeu o sobretudo preto revelando ser também um mink, sim isso mesmo, aquela mesma lontra de olhar maluco que subitamente pegou a grande caixa ao seu lado e cobriu Blair e a si mesmo, desenrolando toda aquela situação confusa do início, não era nenhum tipo de prisão que a restringia, e sim uma simples e apertada caixa de papelão.

Bom, agora que estamos esclarecidos, considere os eventos ocorridos e vamos prosseguir de onde foi parado desde o replay.

- Mas… Espera um momento aí, e se.. Você for uma espiã para me pegar?! - Ele gritava assustado sacando um canivete e apontando para o focinho de Blair, claramente um lunático. - Não, uma criatura amável como você? - Concluiu ele recolhendo a lâmina mas ainda um pouco desconfiado. - Eles não recrutariam alguém como você. Recrutariam? Bom… Vou confiar por hora. - Um silêncio constrangedor se mantia por um momento, caso Blair nada falasse é claro, e então após reorganizar suas ideias, Rudy voltava a falar. - Bom… Mas se quiser saber mesmo o que quer saber, vamos lá se apresse, me diga seu nome, suas ambições, tudo que sabe. - Por um instante ele elevava sua voz em mais um surto. - Não vale repetir o que eu já disse! E então eu…~pausa dramática~Rudy Rudol Von Stroheim serei seu mestre, e lhe ensinarei tudo o que sei sobre esse organismo chamado…- E então ele começou a sussurrar. - Governo Mundial.

Rudy:
 
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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptySex 08 Mar 2019, 02:40

I - The Cat with no Hat
Blair já havia dado o pontapé inicial - para ser mais exato, grito - em sua mais recente aventura: entrar para o Governo Mundial. Antes disso, contudo, a pequena Mink não pôde deixar de se deleitar naquele oceano de novidades que se abria ao desembarcar em Micqueot. A felina já havia tido contato com humanos, mas de forma alguma seus pobres - em todos os sentidos da palavra - conterrâneos faziam justiça à diversidade da raça à qual Blair se deparava, e isso sem levar em conta o estilo das roupas, que parecia lhe despertar a vontade de apertar cada um que passasse em sua frente, sendo "OAAHH!!" praticamente o único pensamento que passava por sua cabeça enquanto tentava processar tudo aquilo.

Além das pessoas, o lugar em si também não deixava nada a desejar. Clima bom - embora isso fosse relativo de pessoa para pessoa -, arquitetura bonita, árvores pelo caminho - nas quais pode ou não ter planos de escalar e possivelmente ser resgatada depois -, caminho de pedras a levando para seu destino. Tudo que precisava para transformar esta história em outra complemtanete diferente era seu companheiro Totó e seus sapatos vermelhos, porém, como não tinha nenhum dos dois, continuou na história que já estava mesmo e permaneceu seguindo o caminho de pedras, onde a Mink não deixou de escutar também sobre uma adega de vinho que parecia ser boa - nessa situação uma pessoa comum pensaria que para Blair isso pouca importância teria, mas aposto que se surpreenderiam se soubessem que estavam cobertos de razão - e ainda observou uma espécie de máquina voando pelos céus da cidade "Geroo... é um pássaro? É um... deve ser um pássaro mesmo.".

Finalmente a gata chegava ao palco principal, onde eventos inesperados estavam prestes a acontecer sem que ela ao menos suspeitasse - ou seja, inesperados -. O lugar não podia ser melhor para passar o tempo e aproveitar a tarde. Uma fonte charmosa, cafés conceituados, uma joalheria esperando para ser invadida, um mercadinho com atividades suspeitas... se ao menos seu companheiro Totó estivesse junto... mas enfim, finalmente havia encontrado uma praça movimentada, com bastante pessoas cuidando de suas vidas - ou quem sabe dos outros - e crianças brincado. Blair não conseguia deixar de perceber que mesmo naquela cidade que parecia ser perfeita havia quem não pudesse compartilhar do estilo de vida, se referindo ao que parecia ser um morador de rua, considerando que estava ao lado da fonte sentado em papelão e segurando uma placa "Não da pra enteder nada... será que é um daqueles vendedores ambulantes? Estranho... geralmente não param de gritar 'vendo olho, compro olho', gero...", matutava a felina sem demorar muito para se distrair com a tenda roxa não muito longe "AH! Quem sabe se eu não descobrir nada eu passe ali... na pior das hipóteses consigo trazer meu amor em três dias, shishishi..." pensava por fim enquanto subia no banco ao redor da fonte e disparava aos quatro ventos sua já conhecida frase.

Se seu plano havia funcionado a Mink não sabia dizer, mas certamente a reação que recebia não estava nem perto daquela que esperava - KYAA!! - gritava instintivamente por conta da situação que agora se encontrava - Não é minha culpa... foi o Totó, eu juro... - disparava logo em seguida, falando a primeira besteira que passava em sua cabeça. Todos os seus sentidos pareciam ter sido bloqueados. Como isso havia acontecido era algo que Blair sequer conseguia imaginar, e mesmo que tentasse, logo alguém se revelava à sua frente. A boa notícia era que esse alguém parecia saber do que falava, ou pelo menos era bem convincente. Enquanto o breve discurso era feito, uma luz - na verdade um isqueiro - era acesso em frente aos olhos de Blair. Se isso era para causar maior drama ou adicionar um certo suspense ao discurso em si, infelizmente não deu muito certo. Assim que o isqueiro se acendeu, a ele se dirigiu a atenção da Mink, seguindo com seus olhos fielmente cada movimento. Talvez fosse algo despreocupado para alguém em sua situação - talvez não, com certeza -, mas convencionalidade não era algo que acompanhava Blair. Ainda assim a gata conseguia prestar atenção em parte do que lhe era dito, especificamente algo sobre olho "SABIA!! Ele realmente compra e vende olhos... e agora entende porque escolheu esse ramo..." pensava enquanto observava a criatura à sua frente pela primeira vez, então percebendo que também se tratava de um Mink caolho, que logo passava a se apresentar.

- Muito prazer caolho-kun - respondia com seu sorriso de sempre no rosto, aparentando até mesmo estar animada com aquela situação, como se nem lembrasse mais que aquilo tudo era estranho - o que sinceramente era o que havia acontecido -. Rudy, o caolho, continuava falando, embora dessa vez parecesse estar falando mais com ele mesmo do que com Blair, o que não era um grande problema, até ele sacar um canivete e apontar para a gata, é claro - KYAA!! - gritava novamente a felina sacudindo a cabeça para o lados e agitando as mãos, embora ainda passasse a impressão de estar se divertindo com tudo aquilo. Logo o discurso de Rudy mudava e decidia que Blair era amável, embora parecesse ter dúvidas se ela conseguisse ser recrutada. - Gero! - respondia animada à declaração de Rudy de que confiaria nela enquanto sinalizava com um "jóia".

Agora Rudy havia terminado de se apresentar - sim, só agora - e era hora de Blair fazer o mesmo - Eu sou Blair L'Aubespine... e pretendo me tornar o Rei dos Piratas... - Blair diria olhando para Rudy segurando os risos - BUAHAHHA!! Não, não... eu só quero poder viajar pelo mundo, nada demais - continuaria fazendo breves pausas entre os risos - Já quanto ao que sei... em geral sei falar com animais, sei abrir fechaduras, consigo comer uma uva em uma mordida só... acho que é isso mesmo... - faria uma breve pausa para pensar um pouco sobre o que estava falando - AH! Sobre o Governo Mundial? Bom... fora o que você falou eu sei que... hmmm... na verdade nada shishishi - diria sem vergonha alguma daquilo - Então Caolho-sensei, me diga tudo que preciso saber sobre eles e sobre o recrutamento - terminaria otimista, ainda sem ter percebido que estavam dentro da caixa de papelão.

Blair não fazia ideia de onde aquela conversa a levaria. Para ser sincero ela não tinha certeza nem se Rudy sabia do que estava falando, mas também era verdade que ela mesma não sabia o que estava falando, então não podia cobrar muito do pobre caolho, e ao menos estava se divertindo. A Mink estava preparada para seguir Rudy caso ele quisesse sair de onde quer que estivessem, ao menos por enquanto que não havia nada de melhor para fazer. Ainda assim a Mink não se descuidaria, é claro. Não havia recebido aquela ótima visão e audição apenas para bonito ou para caçar conchas na praia. Ficaria atenta para qualquer coisa estranha, ou mesmo conversa que lhe interessasse durante a caminhada - caso houvesse -, afinal, informação nunca é demais.


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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptySeg 11 Mar 2019, 13:25


Totó, acho que não estamos mais no Kansas: 02

Narração


Blair, completamente imersa dentro da situação e seguindo o rumo das coisas, prontamente se apresentava pra Rudy, a lontra lunática; mas por mais que sua introdução tivesse um número considerável de palavras, com todo seu carisma e jeito brincalhão, Rudy parecia ter sua atenção chamada bem no meio de tudo, aparentando ignorar completamente o resto.

- O que?!!!!! - Gritou ele com espanto, após terminar de refletir internamente e Blair concluir sua apresentação. - Comer uma uva com uma mordida só? Mas eu só consigo com no mínimo quatro… OOOH!!! Isso é incrível, você é incrível, isso precisa ser estudado, rápido! vou procurar uma uva e você pode me mostrar essa técnica incrível. - Sua empolgação era real, e talvez ele no fim fosse tão distraído quanto a felina, okay, com um pouquinho mais de maluquice. Prestes a sair da caixa, Rudy começou a levantar um dos lado do papelão com sua mão livre, e como se tivesse um espasmo na mão ele rapidamente soltou e começou a balançar o isqueiro ao seu redor.

- Opa! Eu quase esqueci, estamos sendo vigiados, ou melhor, eu estou sendo vigiado, e quando você veio me vigiar então eles começaram a vigiar você porque estão me vigiando, entendeu? É por isso que coloquei essa barreira anti-vigiadores - Disse ele todo orgulhoso dando uns tapinhas na caixa de papelão. - Dessa forma, o que fica aqui permanece aqui, eu sei eu sei, eu sou genial, mas não precisa ficar maravilhada ainda, isso não é nem trinta por cento de meu verdadeiro potencial. Fufufufu. Mas sinto lhe dizer garota não faremos o lance da uva agora, você pode me mostrar mais tarde, por hora, temos assuntos inacabados; você quer realmente saber sobre o Governo? - Dessa vez sim, ele parava sua fala momentâneamente, colocando a cabeça para fora da caixa, observando rapidamente e então retornando. - Então me siga, nem toda a tecnologia de papelão poderia nos livrar de espiões, eu conheço um lugar segura.

E no mesmo susto em que caixa surgiu anteriormente, Rudy a removeu tão rápido que era como se nem existisse, novamente em liberdade, quer dizer… Novamente no exterior, Blair notava que as crianças que brincavam do lado de fora estavam perto da caixa curiosas e observando, mas ao verem Rudy e sua aparência maluca corriam; algumas de medo, outras só pela brincadeira, mas nenhum fedelho restava ali.

- Esses malditos pombos! - Resmungava a lontra como se sua frase tivesse o total sentido do mundo. - Por aqui. - Recolhendo seus pertences, ainda que em suas patinhas pequenas, Rudy andava apressadamente e podia ser facilmente perdido de vista, Blair por sua vez não teve problemas em seguí-lo, mas suas orelhas captavam um último detalhe antes que saísse completamente da praça.

- Ei, aquele não é o animal maluco que fica rondando pela cidade assustando as crianças? - Comentou uma das mães com as outras sem nem se importar com o próprio filho.

- Eek, que nojo, aquele pelo sujo. Ei! Não é uma garota que está seguindo ele? Deve ter sido enganada de alguma forma. - Respondeu a mãe número dois.

- Será melhor chamar a Marinha? - Perguntou a mãe número três.

- Não não. - Interrompeu a primeira novamente. - Olha aquela cauda saindo das roupas dela? São estranhos do mesmo jeito, é melhor manter distância… Ei Derek! Não corra ao redor das idosas! - Essa última parte parecia mais o grito assustado e nervoso de uma mãe para com sua criança.

De qualquer forma os dois minks não iam muito longe, uma quadra de distância da praça e Rudy guiava Blair até um beco com uma enorme aparente caçamba de lixo, andando em direção a tal objeto, o mink lontra pegava uma pedra do chão e a arremessava em um rato que comia tranquilamente sua refeição.

- Norberto seu maldito! - Começou ele a reclamar com o rato. - Quantas vezes eu já disse para não roubar comida do restaurante? Estamos tentando não chamar atenção aqui, se eu tiver que mudar de base por culpa sua de novo nós vamos ter espetinho de rato pro jantar! - O rato por sua vez ignorava tudo, talvez nem mesmo entendesse, apenas corria solto pela rua deus sabe-se lá para onde.

Já de frente para a caçamba, Rudy batia duas vezes em sua lateral, como se em uma espécie de código secreto, uma portinha se abria, e só a Lontra entrava e se fechava lá dentro, dois segundos depois de algum barulho ele abria a porta novamente, colocando a cabeça para fora, já usando um bigode falso e uma cartola.

- Qual a senha? - E já respondendo a si mesmo, Rudy retirou o disfarce se movendo rapidamente para fora.

- Se um macaco olha pra montanha, ele está procurando bananas. - Dito isto, ele novamente colocava os acessórios e voltava ao papel de porteiro.

- Certo certo… Podem entrar. - Retirando o disfarce agora de forma definitiva, Rudy abria a porta por completo e só então que Blair conseguia entrar na caçamba que por dentro, não era nem um pouco de lixo.

Dentro, não havia lixo algum, na verdade possuía um teto que parecia funcionar como um fundo falso para o depósito de lixo em si, diferente da caixa, ainda que um pouco apertado, Blair conseguia adentrar ali de boa contanto que se mantivesse sentada/agachada sem bater a cabeça; nas paredes, se é que pode se chamar assim, estava tudo coberto com documentos escritos, fotos de homens vestidos de branco e azul e até mesmo alguns de terno aparentemente disfarçados, já em outra parede, se mostrava o mapa completo da ilha, com pontos de marcações e linhas vermelhas que não só levavam a uma outra parede como também apontava para fotos de cenas de crime com post-its escritos alguma baboseira que Blair não conseguia entender.

- Bem-vinda ao meu Quartel General, aqui podemos conversar sem nos preocuparmos com escutas. Então? Alguma pergunta específica? - Sentado em um banquinho e coçando a barbixa, ou melhor, o pelo sobressalente de seu queixo, Rudy iniciava seu longo monólogo.

- Sim sim, o Governo Mundial! Você deve ser alguém bem excêntrica pra querer saber a fundo sobre esses caras né? Eu já te contei o lance de todos os países né? É a maioria do mundo, por isso o tal nome “Governo Mundial”, o que acontece com as ilhas não afiliadas? Bom elas que se fodam. Fufufu. Ninguém liga para elas, são terras sem lei onde criminosos, ditadores ou cultistas podem fazer a festa. É uma organização velha, mais de quinhentos anos, por isso já tem suas raízes onde bem querem, não só no exterior mas também no submundo; O Governo controla tudo por debaixo dos panos, organizações, PESSOAS, a mídia!!! Por exemplo, nem todo pirata é mau, mas você já ouviu falar de algum bonzinho nos jornais e notícias? Não! Porque aqueles que o Governo não consegue controlar são seus maiores inimigos, isso mesmo os piratas, quer dizer, tem os tais revolucionários, mas eles são só um monte de bebês chorões que não conseguem fazer nada direito, não se preocupe com peixes pequenos.

E enquanto falava do exército revolucionário, ele não demonstrava nada menos do que desdém , limpando o nariz enquanto comentava sobre.

- Algumas ilhas são completamente controladas pelo Governo, como essa daqui, outras tem seu próprio império, guarda real e monarquia, a cada determinado período de tempo esses reis se reúnem na casa do Tenryuubitos para definir algumas mudanças importante no mundo, é a chamada Reverie.

Dando uma pausa, talvez para respirar ou para questionamentos, Rudy não tardava muito para prosseguir a fala com aquele jeito de maluco de sempre.

- Mas como eles tem tanta influência? Quem protege esse poder? Onde eles vivem? Do que se alimentam? Sim sim sim, eu sei… MUITAS PERGUNTAS!!! Mas acredite ou não a força de execução do Governo são esses caras! - Ele apontava para uma das fotos com um Marinheiro, uniformizado em branco e azul. - A Marinha! Ou como eu carinhosamente gosto de chamar, jaquetas brancas, apesar de eles não usarem jaquetas… Mas são basicamente os heróis de povo, representam exatamente o símbolo em suas costas, Justiça! Salvam civis em perigo, combatem e prendem piratas, e as vezes até matam alguns bostinhas revolucionários, sim, ficam com toda a glória.

Mais uma pequena pausa para respirar.

- Mas uns caras tão bonzinhos não poderiam manipular tudo das sombras né? É aí que entra os agentes do governo, divididos em vários esquadrões representados por números, esses caras são como agentes secretos, fazendo espionagem, se livrando de ameaças e inimigos do governo, manipulando informações. - Neste momento ele puxava um [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] e todo censurado para mostrar de exemplo, embora Blair só entendesse a figura com o rosto meio censurado de um rapaz de terno e cabelo branco. - Esses caras salvam o mundo muitas vezes, mas ninguém fica sabendo de seus feitos, as vezes só rumores, mas nunca são agradecidos em si.

Se levantando de sua cadeirinha, Rudy guardou novamente o documento e começou a andar pensativo de um lado pro outro.

- O recrutamento? Sim sim… Isso me traz velhas memórias. Nos meu tempos de soldado na Marinha eu era um dos auxiliares com o recrutamento. Para entrar nos jaquetas azuis é fácil, basta ir até o QG da Marinha e se voluntariar, eles vão fazer testes simples, combate, competência, treinamentos, nada com que se preocupar, uma vez que te aprovem você se torna um soldado e então é só seguir as instruções. Para se tornar um agente, poucas vezes eu vi isso acontecer em meu anos de serviço, o candidato normalmente estava junto dos outros caomuns, eles sempre se destacavam dos demais, um homem de preto aparecia e o levava embora, eu nunca mais vi esses; anos depois fiquei sabendo do que se tratava, no alistamento na marinha, quando perguntado o motivo de seu ingresso, eles sempre respondiam com duas palavras sem acrescentar mais nada… Cipher Pol.

Rudy terminava sua fala, dando um gole dramático em sua xícara de café que Blair nem mesmo conseguiu perceber como, de onde e quando ele tirou aquilo, mas estava lá.

- OOOOH Sim! Tem muito mais coisas que eu poderia lhe ensinar, mas não é muito mais divertido se você investigar sozinha? Fufufufu. E então? Miss L’Aubespine… Alguma pergunta?
Rudy:
 
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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptySeg 11 Mar 2019, 22:00

I - The Cat with no Hat


A lontra caolha parecia ser tão impressionável quanto Blair - algo não tão fácil de se alcançar - e logo demonstrava isso em sua frenética busca por nada mais, nada menos que uma uva. Busca que terminou tão rápida quanto começou, mas ao menos serviu para fazer Blair, finalmente, perceber que estavam dentro de uma caixa de papelão. Lhe advirto, porém, que não era uma mera caixa de papelão, ao menos não para Rudy, que orgulhosamente contava sobre seu dispositivo "anti-vigiadores", - Fiuuu - assoviava a gata com uma expressão impressionada.

Assim como havia sido surpreendida ao ser aprisionada naquele equipamento de ponta, era pega de surpresa ao se ver livre do mesmo em um piscar de olhos. Seus sentidos finalmente voltavam a funcionar a todo vapor. Os sons, as luzes... e seria este o cheiro de crepe que a felina agora sentia? Não, infelizmente não. Com sua volta ao mundo dos vivos Blair percebia a presença de algumas crianças ao redor, que não demoravam muito a sair em disparada ao avistar a gata - ou assim ela pensava - "Geroo... eu nem fiz nada...", enquanto Rudy esbravejava sobre alguns pombos que Blair não parecia encontrar em lugar algum. E assim a dupla saiu ruma ao próximo ponto desta aventura, que parece ser tão clichê quanto uma baleia cachalote e um vaso de petúnias caindo em queda livre.

Antes que se afastassem muito da praça Blair ainda pôde escutar uma conversa entre três mães xeretas. Não falavam nada de interessante, na verdade apenas faziam comentários maldosos, principalmente sobre Rudy. Chamá-lo de sujo? Onde já se viu. Ele nem cheirava mal. Então, antes que saíssem da praça, Blair se virou para as mães e, sem perder o sorriso, fez uma careta mostrando a língua para as três, apenas para demonstrar que sabia o que estavam falando, se divertindo enquanto fazia isso.

Não demorava muito para que os dois chegassem no “lugar seguro” de Rudy, e de fato, as chances de haver alguém espionando eram mínimas. Fora o Pequeno Norberto, o rato comilão, que logo era expulso por Rudy, não parecia haver outra viva alma naquele lugar. Talvez o fato de estarem em frente a uma caçamba de lixo e dentro de um beco fosse determinante para isso, - Que lugar mais descontraído, gero. - cochichava a Mink para si, curiosa sobre o local escolhido pelo caolho, enquanto o mesmo entrava na caçamba por uma portinha lateral que se abria após algumas batidas "Oh, e tecnológico também..." complementava observando aquela cena. Entretanto, a próxima cena era a que merecía atenção - senão um prêmio -, com Rudy entregando o papel de sua vida interpretando não um, não três, mas dois personagens ao mesmo tempo - Shishishishi - gargalhava a gata diante daquilo tudo, soltando aplausos para a atuação de Rudy - Bravo, bravíssimo… - falava por fim, se arrumando para se juntar a lontra no interior da caçamba.

- OAHHH!! - expressava a jovem gata, admirada com o interior da caçamba de lixo, que parecia um hotel cinco estrelas quando comparado ao caixote anti-vigiadores "Caolho-sensei é um artista e tanto..." pensava enquanto se sentava e observava as colagens montadas nas paredes, com linhas de enfeite e tudo mais - Pergunta?...- respondia ainda observando as imagens na parede - Já pensou em vender arte na praia?... - falava de um modo que sua mente parecia não estar presente com seu corpo naquele hotel, até que, com uma sequência de piscar de olhos e uma sacudida de cabeça, voltava sua atenção a Rudy - Ah sim… Governo Mun-... - tratava de retificar sua linha de pensamento, mas logo era interrompida pela lontra que não se demorava a iniciar um monólogo que deixaria até mesmo Tony Montana e seu discurso The Bad Guy com inveja.

O Mink caolho demonstrava que não era somente um artista. Hmm hmm no no no. A lontra - ou o lontra? O lontro, talvez? Enfim... - tinha tantas informações que não seria estranho se alguém suspeitasse dele - alguém… não Blair, é claro -. Ao contrário de suspeitar, a felina estava ao ponto de um colapso, recebendo tantas informações ao mesmo tempo e sem muito tempo para absorver tudo - ou mesmo para se distrair com uma besteirinha que fosse -. A felina em apuros se agarrava às falas da lontra que conseguia acompanhar, como o Governo estar na terceira idade, controlar panos por debaixo dos tudo, e revolucionários serem bebês chorões, "EWW!! Já não gosto deles… eca...", pensava absortamente, de certo modo espelhando o desdém de Rudy, ainda que sequer houvesse o percebido, e aproveitando o breve momento de pausa.

A próxima linha de pensamento da lontra era completamente desconhecida por Blair, não lhe servindo para nada senão para confundi-la ainda mais, "Casa dos tenros Beatles? Mas metade já morreu e o resto ta velho... e nem lembro deles morarem em Rivera, gero... " matutava a gata que sequer sabia por onde começar uma pergunta sobre isso, deixando que a lontra continuasse seu discurso. Dessa vez pelo menos Blair sabia do que estava falando. Apesar do pouco contato com a marinha, não era completamente estranha aos mesmos. Dos marinhos, por sua vez, o assunto agora pulava para agentes do governo, sendo esta a parte que mais interessava a Blair, fazendo a Mink se focar mais no que lhe era dito, "Agentes secretos… espionagem… shishishishi… tá pra mim... " refletia enquanto olhava o arquivo que Rudy lhe entregava e se imaginava usando um terninho legal daqueles - e sim, essa foi a única coisa que a Mink extraiu daquele documento -.

Por último, mas não menos importante, ficava o mais importante. O recrutamento. Além disso, uma das informações mais inesperadas - ao menos para Blair - era revelada: caolho-sensei havia sido um marinheiro. - EHHHHH?!?!?!? Ouch!! - gritava a gata diante daquela revelação, dando um ligeiro salto de espanto e batendo a cabeça no “teto”, sem conseguir falar mais nada. "Agora ta explicado como ele tem acesso a equipamentos tão sofisticados..." ponderava por fim tentando voltar sua atenção ao resto das informações passadas. Para a surpresa de Blair, o método para se juntar ao recrutamento não havia nada de complicado, bastava se apresentar ao QG da Marinha e se voluntariar. Nem era preciso saber um aperto de mão secreto, o que de certo modo até frustrava a jovem.

Finalmente as explicações acabavam e Blair finalmente respirava aliviada por não precisar mais se concentrar tanto - mesmo que, para um terceiro, ela parecesse tão alheia quanto se poderia estar - e poder relaxar um pouco. - Pergunta, gero? Hmm… várias, mas só uma importa…- comentaria de modo pensativo, observando Rudy apreciando seu café sorrateiro, "Se entendi bem, o mais importante parece ser que os agentes usam ternos… isso só deixa uma questão... gero" refletia enquanto voltava a falar - O terno é padrão ou será que tem modelo feminino?... Ah sim… onde encontro o QG da Marinha? Shishishi...- diria por fim e voltaria a observar os detalhes da sala, procurando por algo pudesse ter deixado passar durante seu choque de conhecimento.

- Caolho-sensei… não sei como agradecer, gero… - Blair diria já em tom de despedida, se preparando para sair do hotel sem agradecer - ela avisou que não sabia como… - mesmo que não tivesse conseguido a informação sobre o QG - Espero te encontrar de novo, sensei… até lá, pratique comer uma uva em uma única mordida, shishishishi… parece que o aluno superou o mestre, BUAHAHAHA! - terminaria sua despedida e seguiria pelo caminho indicado, se assim pudesse, cantarolando uma música qualquer.

Se conseguisse chegar até o QG da Marinha sem problemas, procuraria uma espécie de balcão para se identificar, ou em último caso algum marinheiro com quem pudesse conversar, - Muito bem, como está? - diria começando a conversa já animada, sorridente como sempre - Eu vim me alistar… na Marinha você pergunta? Hmm hmm no no no… eu vim para entrar na… - falaria encaixando as mãos no quadril e preparando sua pose - Cyber Pool BUAHaha… ha… - seus risos logo se abafavam enquanto uma expressão de confusão surgia em seu rosto - Não… isso não soa certo… Cidra Bowl?... AH! Cipher Pol, agora sim, BUAHAHAHA!! - e assim daria fim a sua parte naquela conversa super normal sem nada de atípica.

Caso Rudy não lhe desse a localização do QG da Marinha, Blair só poderia fazer uma coisa - e você já sabe o que é… -. Retornaria à praça e novamente, naquele mesmo dia, naquele mesmo canal, porém agora em horário diferente, repetiria a cena que havia feito mais cedo, gritando - OOIIII!! ONDE FICA O QG DA MARINHA? SHISHISHISHI - e soltando a mesma risada de sempre, como uma espécie de falha na Matrix. E assim, se conseguisse a informação, seguiria para o QG e faria a mesma coisa já descrita no parágrafo acima - melhor nos poupar tempo e energia sem descrever a mesma coisa duas vezes, não? -.

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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptyQua 10 Abr 2019, 15:15


Totó, acho que não estamos mais no Kansas: 03




Narração



- O que?!!!!! TERNO?!!!! - Impetuosamente, perplexo e horrificado com tal questionamento óbvio, a sir Rudy ergueu-se pasmado, como raios poderia ela perguntar tal obscenidade?! - Sim! E só te dão um, se sujar vai ter que andar igual eu. . – Serenamente calmo, ditador de uma tranquilidade sem igual, o lontro respondia retomando a postura. Ondulados e leves, afagos delicados e carinhosos, sentado na poltrona luxuosa de três pernas, sentindo-se a ausência de uma quarta, vulgarmente encontrada em esplanadas de cafés e tabernas, Rudy fazia movimentos de carícia em um pequeno gato preto de rua e de bigodes estrambelhados e amassados que, magicamente surgira no seu colo enquanto começava a discursar seriamente. - Nós nos conhecemos há muitos minutos e essa é a primeira vez que você me pergunta sobre um QG. Nem mesmo me lembro da última vez que me convidou para ir tomar um café. Embora eu seja o teu mestre… E agora, você vem até mim e pede: “Rudy Rudol Von Stroheim, me mostre onde fica o QG.” Mas não pede com respeito. Não oferece respeito. Nem mesmo pensa em me chamar de Padrinho. Vem a minha casa e me pede por informações e localização do QG. Muito bem! Saia daqui, volte para a praça e de lá siga à primeira esquerda, depois à direita, frente, direita, esquerda, ziguezagueie pela rua de cima, pegue à terceira rua do cruzamento, lá você verá uma dúzia de garotos pintando uma cerca de branco da loja de vinhos. O QG ficará à sua frente. - Louco?! Quiçá. O zarolho era uma daquelas personalidades fictícias onde residia incongruências narrativas, senhor de mais de um ego, detentor de múltiplas distopias. - E cuidado com o lenhador! . –

O caminho que a jovem tinha à frente era de média duração, no entanto, confuso e labiríntico. Não só havia uma imensa falta de pragmatismo no itinerário que Rudy lhe ofertara, como distrações talvez várias. Acabada de chegar à ilha, o que para os habitantes e locais não constituía aparato ou novidade, para a manceba era uma estreia. O trajecto inicial era redecorado de luxo exótico franqueando tudo em seu redor. Mas no momento em que se iniciara a parte da caminhada pelos becos e ruelas, estreitas e vagabundas, algumas com escombros de lixo, espalhados por animais esfomeados e vadios, outras com lama mesmo não havendo chuva.

Totalmente desinteressante, cabelos de um loiro torrado e encaracolados, um recruta de seus dezanove anos, redondo e amarelo, a recebia. – Preencha esse formulário e… - Miúdos, marretados em um rosto rechonchudo, onde as sardas alaranjadas dominavam as bochechas gordas e lustrosas, as orbes oculares de um verde pequenino que até um segundo atrás analisava-a dos pés à cabeça, e da cabeça aos pés, de enorme desdém e cara de quem não se empolgava com nossa Dorothy, esbugalhados, berravam boquiabertos em um gritante silêncio mudo, lívido e petrificado, quase gago. – T-T-Tin s-s-sir?! – Pulando da cadeira por de trás do balcão e se mantendo erecto, numa figura só, saudava o vulto que, de metro e oitenta, surgira fantasmagoricamente por de trás da moça, esta só o percebendo ao ter o ombro esquerdo tocado. – R u d y t e e n v i o u ? – Congelante, morta, com um falar bem delongado, quase pausado, bem robótico, a voz grossa e grave vociferava. - I r e i t e t e s t a r . – Assim como sua voz, a mão no ombro da mink era pesada e fria, totalmente sem vida e toda em latão. – S e p a s s a r n o m e u t e s t e , d e i x o – t e f a z e r o s r e q u i s i t os p a r a a g e n t e. - Em movimentos bruscos, mecânicos e rígidos, além de exagerados, a mão saia de cima da garota e o estranho adentrava para dentro do QG. – S i g a – m e.

Cada passo que a máquina executava era como que se escutasse o barulho do vapor d’água sendo expelido dentro dele. Suas juntas rangiam e parafusos enferrujados tremelicavam. Blair podia jurar sentir todo o chão perto dela tremer sempre que Tin dava um passo. Com seus movimentos lentos, o que lhes levaria apenas meros segundos acabou se tornando em dois minutos, mas lá conseguiram chegar à uma salinha ao fundo do corredor, toda ela de paredes e chão cinzento, todo em pedra polida e com unicamente uma mesa em alumínio, bem resistente, com duas cadeiras, uma normal e outra também em metal. O homem lata sentou-se na de metal, deixando a cadeira do outro lado da mesa vaga para a mink.

- F a r e i d u a s p e r g u n t a s b e m s i m p l e s . M e d e f i n a o v e n t o. – Naquele rosto totalmente inexpressivo, Blair enxergaria nas luzinhas vermelhas, que lhe serviam como olhos, o quão meticulosamente a estudavam o rosto, quase como que saboreando a definição que ela desse. Era óbvio que ele não ansiava por uma definição científica, afinal, um robô poderia fazê-lo. Mas se ela pensasse, se ela se imaginasse no lugar dele, sem a possibilidade de ter nervos na pele, de poder sentir o calor humano ou o frio das gotas de chuva… - A g o r a m e d i g a. C o m o é t e r u m c o r a ç ã o ? - Poderia?! Claro que não! Era impossível, porém, a felina poderia, se estivesse focada a sua audição, ouvir algo saindo de dentro dele ao falar aquilo. Uma espécie de suspiro bem profundo, ou seria alguma peça dentro dele com mal funcionamento?!

Um mero nanossegundo após a menina dar sua resposta final ao homem-de-lata, de rompante a mesma porta por onde havia entrado abria. – O QUE Raios você pensa estar fazendo, Tin? – Puro pelo selvagem, de um dourado brilhante e quase raro, dois metros e musculado, um mink leão fardado, bruto e impotente, chutara a porta. Todavia, mal deixara seu pé cair no interior da sala algo na sua bravura sumira. Seu olhar ficara possuído por um amedrontamento tal incomum que até mesmo sua voz, grave e heroica virara uma vozinha bem infantil e fina. – você, vem comigo… - Não fosse sua audição aguçada, Blair sequer o ouviria. Saindo da sala, a garota veria Tin imóvel na cadeira, quase que melancólico, ou estariam suas juntas a precisarem de óleo?! - O Sawyer me disse que você quer ingressar como agente… peço desculpa pelo Tin, ele sempre faz isso com pessoas novas… ele acha que um dia conseguirá sentir-se como um humano de verdade… - Murmurava fininho andando até uma área comum entre marinheiros e agentes. – sua primeira tarefa será limpar essa área, lavar os pratos, limpar as mesas e o chão, regar e podar as plantas… não esqueça de limpar os banheiros também… boa sorte… - Terminava, saindo com os ombros juntos ao corpo.


Citação :
Assim, desculpa a demora e desculpa o post… Normalmente os meus post’s são mais pequenos do que o do Remenuf, além da qualidade bem inferior e sem graça xD Sorry about that! Se conseguir postar entre hoje e amanhã, eu acho que consigo postar também, pois se não só na segunda-feira…


Rudy:
 

Tin:
 

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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptyQui 11 Abr 2019, 01:54

I - The Cat with no Hat


Rudy parecia estar sentido com o desrespeito demonstrado por Blair, algo que atingia a felina como uma lança atravessando um bolinho recheado - Perdão cao… Rudi Rudolf Van kswagen-sensei... - disparava a Mink em um resoluto pedido de desculpas enquanto se questionava como aquilo havia acontecido "Como isso aconteceu… será que a minha distração tomou o melhor de mim? Nem havia percebido meu primo no colo do Rudi-sensei… isso é uma desonra não só para mim, mas também para a minha vaca… gero..." pensava a jovem gatuna, no que parecia ser uma mistura do sentimentalismo decorrente daquela situação e da zombaria que inevitavelmente exalava de sua personalidade, muitas vezes sem nem perceber.

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Apesar do enorme atrevimento de Blair, o Mink caolho não se continha em relação a localização do QG da Marinha. Localização que por sua vez aparentava ser mais complicada de se alcançar do que ordenhar um crocodilo, mas isso não era um problema para Blair, pois havia prestado atenção em tudo que Rudy havia dito, se lembrando perfeitamente do caminho, ao menos até a parte da praça, mas de qualquer forma não deveria ser tão difícil assim, bastava encontrar duas meia dúzias de garotos e uma cerca sendo pintada. Com todas as instruções que precisava, era a hora do pássaro sair do ninho, e o mesmo se aplicava à Blair, que logo se retirava do hotel lixeira - Aha, não se preocupe, sensei… estes olhos grandes servem para ouvir melhor… - respondia ao aviso do caolho, apontando com uma mão o seu nariz enquanto acenava em despedida com a outra, exibindo um sorriso caloroso no rosto.

A gata voltava para a praça de outrora e de lá tomava o caminho indicado por seu mentor. O caminho era o certo? Talvez. Isso importava para Blair? Não exatamente. A Mink seguia pelo rumo que entendia ser o correto, e assim observava tudo em seu caminho "Geroo… que lugar mais interessante… " pensava em praticamente todas as ruas em que entrava. A princípio não havia algo particularmente interessante que lhe chamava a atenção, mas para alguém que nunca havia saído da mesma ilha minúscula, como era seu caso, até mesmo a transição da paisagem extravagante para uma mais humilde era algo a ser admirado "Só espero que encontre o QG antes da novela começar..." ponderava em certa altura do caminho, imaginando se no fim Sérgio e Marimar ficariam juntos.

Se demorava ou não para Blair encontrar o QG fica a seu critério, mas a boa notícia é que de qualquer forma ela tinha êxito em sua busca e finalmente alcançava o quartel, onde finalmente faria sua entrada triunfal no Governo Mundial e na vida de Agente. Contário a seus planos, sua apresentação magistral não parecia impressionar o recepcionista, que dava pouca importância à felina, se é que lhe dava alguma, "Isso é só inveja do meu pelo lustroso… mas no fim ele vai se render, shishishi..." cismava a gatuna, pegando em patas o formulário que lhe era entregue e se preparando para desenhar vários sapinhos na folha. Não sabia nem ler e nem escrever, mas a sua habilidade com desenhos era… igualmente horrível… porém isso ainda era melhor do que deixar em branco, não? De qualquer forma, os dotes de Blair ainda não seriam postos à prova, uma vez que não só o recepcionista se espantava, como também Blair era surpreendida pelo que parecia ser um ataque surpresa de Megatron, fazendo com que a mesma olhasse em sua volta tentando encontrar o dono do golpe, soltando um breve e quase inaudível - Kyaa!!-.

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Observando a figura que havia lhe alarmado, Blair notava não se tratar de Megatron, mas provavelmente algum primo distante. Primo muito bem informado por sinal, que logo revelava estar ciente de que a Mink havia sido enviada pelo lontra "Oh… será que ele possui algum receptor de mensagens sem fio?..." matutava enquanto encarava o homem de lata e balançava a cabeça em sinal de concordância, logo sendo informada de que ele seria seu examinador e mais algumas outras coisas, que sinceramente não prestava atenção por conta do ritmo vagaroso da fala de TinTin. Na sequência seu ombro era libertado de sua prisão de ferro e Blair era ordenada a seguir o homem de ferro, o que fazia com bastante entusiasmo, algo que lhe rendia longos momentos de espera, já que o passo de TinTin parecia competir com sua fala para ver quem chegava por último - ♫ Fiu fiu fiu ♫ - assobiava a gatuna como modo de passar o tempo, havendo como única outra forma de distração daquela eternidade os sons que TinTin parecia fazer a cada passo que dava, o que sinceramente enchia Blair não só de dúvidas, como de interesse, com se cada passo fosse um pequeno show de exibição.

Três anos depois a dupla finalmente se encontrava no fim do percurso e na sala destino, onde TinTin tomava seu lugar na mesa de alumínio e em sua cadeira de ferro, de modo que Blair tomava o segundo, e único, assento disponível do local. O homem de lata não demorava em iniciar sua fala, embora o mesmo não pudesse ser dito sobre terminá-la, lembrando Blair dos bons e velhos tempos em que alguém falava duas palavras e menos de quinze minutos. O primeiro questionamento, de um total de dois, feito à gatuna era para que ela definisse o vento. Uma pergunta um tanto quanto inusitada, possivelmente até mesmo sem sentido, diriam alguns. Ainda assim, alguém poderia entender as intenções por trás da mesma, considerando aquele que dava origem ao questionamento. Por óbvio, este alguém não era Blair, que logo disparava sua resposta sem parecer ao menos pensar sobre o assunto.

- O vento, você me pergunta? Ha... pois deixe-me dizer... - dizia a felina rapidamente, como se estivesse repondo o tempo perdido por TinTin - O vento é como uma criança, só que sem corpo… veja bem, quando tudo está bem você nem o percebe, ou até mesmo consegue apreciar a sua presença, mas basta o tempo ficar ruim que o vento começa a gritar nos seus ouvidos como se fizesse birra, não deixando você seguir em paz para seu destino… e não me deixe começar a falar de quando o tempo se fecha de vez… jato d’água na sua cara, sujeira voando em toda sua roupa… hunf, um horror, confie em mim, gero… - terminava a gatuna de braços cruzados, olhos fechados e cabeça balançando como se concordasse com aquilo que ela mesmo dizia, certa de que não falava nenhuma besteira naquele momento.

Enquanto Blair auto afirmava sua própria fala, TinTin iniciava sua segunda e longa pergunta. Dessa vez a gata tomava um pouco de tempo para responder, "Gerooo… aí está algo em que nunca pensei…" ponderava sobre o assunto levando sua mão ao queixo, novamente voltando sua atenção aos sons que o homem de lata emitia, escutando… bem, não tinha certeza o que estava escutando, mas certamente não era o som de um coração - Bom… - começava a falar ainda com uma aparência pensativa - Na verdade não é nada extraordinário… nem é algo que eu preste muita atenção… sem contar que já ouvi casos de corações que explodiram ou simplesmente entupiram como uma mangueira dobrada, mas não garanto a veracidade, quem me contou foi um menino que vivia gritando lobo… se eu tiver que dizer algo, diria que corações são duvidosos… imagina se explode quando estiver prestes a comer um delicioso rabanete… gero... inaceitável, uhum, uhum... - terminava a felina ainda com a mão no queixo, como se continuasse a pensar sobre o assunto, quando na verdade apenas esquecera de mexe-lá.

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Tão logo encerrava sua fala, Blair novamente vociferava aquele que parecia ser seu novo bordão - Kyaaa!! - reagia a felina enquanto se virava em direção a porta, por onde há pouco havia cruzado, que subitamente era escancarada pelo chute de um outro Mink "Ora, ora… eu era a única na minha ilha, mas parece que aqui estamos em maioria, shishishi" pensava enquanto analisava o leão dos pés a cabeça, tentando lembrar se já havia visto alguém com todo aquele físico. Apesar de todo seu porte, Blair acabava se entretendo com a personalidade do leonino que, tão rápido quanto seu chute na porta, logo mudava seu tom de voz e a sua postura "Oh… foi de herói a zero sem pestanejar, shishishi" se divertia um pouco às custas do leão enquanto se levantava para segui-lo - TinTin-sama, espero ter ajudado… se quiser depois te falo minha opinião sobre areia, shishishi... - diria por fim antes de sair da sala, apresentando um sorriso animador e acenando em despedida ao homem de lata.

Enquanto seguia o Mink, este tecia alguns comentários sobre TinTin, e ainda que sua fala não se arrastasse igual ao do homem de lata, sua voz não passava de um mero sussurro abafado "Será que todos no QG possuem problemas de fala?... imagino se isso é um requisito..." se distraia por um momento, como se ela fosse um grande exemplo de eloquência, mas logo tratava de dar uma resposta ao Mink - Sentir-se como um humano? BUAHAHAHAHA… - gargalhava a gata, parecendo fazer um contraponto ao tom de voz minúsculo do Mink que lhe guiava - Me parece que ele está perguntando no lugar… afinal, estou tão longe de ser e saber como funciona um humano quanto ele, quem sabe até mais, shishishi... - rebatia Blair, levantando suas patas, que possuíam apenas quatro dedos em cada, e balançando suas orelhas pontudas com a ponta dos dedos.

Em meio a novos murmúrios, Blair recebia sua mais nova missão, algo que lhe fazia se sentir de volta em sua ilha natal, já que precisaria limpar a bagunça dos outros e cuidar da “casa”, "Tomara que eu encontre algumas moedas perdidas, shishishi" pensaria animada enquanto fazia um sinal de joia para o leão e se preparava para realizar seu afazeres, completamente ignorante quando o assunto era etiqueta e hierarquia militar. Iria começar limpando o chão, e para isso procuraria por algum balde com água, panos e esfregões que pudesse usar. Caso não encontrasse perguntaria a qualquer um que visse de uniforme, até que finalmente pudesse começar sua limpeza, sempre lembrando de manter as costas ereta, é claro. Assim que terminasse, e se nada de errado acontecesse, tiraria alguns minutos para descansar e então passaria para as mesas, ao menos aquelas que estavam desocupadas, até que finalizasse todas. Feito isso tomaria conta dos pratos, cuidando para que não deixasse nenhum cair ou quebrar e prestando atenção para evitar que algo ficasse grudado. Ao passo que faria todas as limpezas como se estivesse no automático, tentaria aproveitar o momento regando e podando as plantas para observar os movimentos do local, analisando como os outros se comportavam e se havia algo de interessante acontecendo, com breves pausas para ter certeza de que não estaria podando tudo errado. Por fim deixaria a pior parte: os banheiros. "Gero… só vou limpar o banheiro feminino… uma menina entrar no banheiro dos homens é feio... " pensaria, torcendo para que houvesse alguma imagem indicando qual era qual e assim não precisasse espiar pela porta para descobrir, e então sairia em busca dos aparatos para realizar a limpeza do banheiro do modo mais seguro possível, procurando deixar o mais limpo e brilhoso que conseguisse, para que ninguém reclamasse.

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Assim que finalizasse todas as suas tarefas, ou que encontrasse algum problema que não pudesse solucionar sozinha, algo não incomum para Blair, sairia em busca do Mink para informar que já havia feito tudo que lhe fora pedido - Sensei… já terminei tudinho… se quiser pode conferir, shishishi - diria animada para o Mink assim que o encontrasse, caso houvesse obtido êxito em todas as tarefas, ao passo que diria, já não tão animada, - Gero… aconteceu alguma coisinha que acho melhor o senhor dar uma olhadinha… - caso houvesse se deparado com algum inconveniente durante sua complicada missão. Por fim, se não conseguisse encontrar o leão, andaria um pouco pelo QG despreocupadamente olhando os locais até que o encontrasse, e se mesmo assim não conseguisse, tentaria retornar para a sala de TinTin, quem sabe para conversar mais um pouco até que o leão murmurante aparecesse novamente.

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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptyQua 01 Maio 2019, 00:37

Blair L'Aubespine
Receber aquela tarefa trazia a Blair um sentimento familiar, afinal não seria a primeira vez que limparia a bagunça que os outros faziam. O mink leão apenas soltou um suspiro com o sinal feito pela jovem, estava cercado de doidos que nem ao menos se preocupavam em respeitar a hierarquia militar, mas mal sabia que a felina era ignorante nesse assunto. Ele logo sumiu da vista de Blair, dando a oportunidade para ela começar a realizar o que fora pedido e assim, saiu animadamente em busca dos objetos que seriam necessários para fazer aquilo.

O QG não era um local tão grande e por isso fora fácil localizar uma porta entreaberta sendo apenas visível uma silhueta de uma mulher - Esse trabalho cansa a minha beleza aquele era um verdadeiro tom de desânimo - Eu obviamente mereço mais que isso de forma brusca, ela terminava de abrir a porta. Em suas mãos havia um esfregão, aparentemente estava pronta para joga-lo contra a parede, todavia ao notar a presença da felina um inesperado sorriso surgiu em seu rosto - Você deve querer se alistar certo? nem esperou pela resposta da mais jovem, não queria perder aquela oportunidade de se livrar da limpeza. Quando voltou Blair conseguiu perceber melhor sua aparência, uma mulher adulta de longos cabelos loiros amarrados que utilizava uma roupa azul como seus olhos e um par de luvas verdes - Está tudo aqui, qualquer problema não me chame! ela entregou tudo o que era preciso e saiu dali dando as costas para a jovem.

Com tudo em mãos, a felina então passou a iniciar a sua tarefa da forma mais rápida que conseguia e assim que terminou o chão ficará um espelho. Procurou descansar por alguns minutos antes de seguir para o refeitório lavar os pratos e também arrumar as mesas que não estavam ocupadas por marinheiros. Quando chegava ao jardim para realizar o trabalho com as plantas, Blair podia ver a loira de antes sentada sobre o gramado observando os marinheiros marchar - Olha só, você de novo... me achou bonita foi? Sinto muito em dizer, mas só tenho interesse em homens ela se virou parcialmente para visualizar a gatuna - Ah, então você vai cuidar do jardim também, as coisas estão ali apontou na direção na onde estavam uma tesoura de jardineiro e um regador - Vou poder aproveitar mesmo meu descanso disse passando a se deitar na grama, enquanto via a jovem ir até onde os equipamentos se localizavam. Diferentemente dos outros momentos Blair preferia aproveitar o tempo com as plantas, ao fundo se podia ouvir o alto som das botas dos marinheiros batendo sobre o chão e os gritos daquele que estava no comando, a sua sincronia era praticamente perfeita, o que era no mínimo belo de se ver.

Limpar os banheiros era a parte mais chata para a felina e além disso, só limparia o toalete das mulheres por achar feio uma jovem entrar no banheiro masculino. Era também a parte mais exaustiva e solitária, já que era um tanto difícil aparecer alguém para usar o toalete com uma outra pessoa ali dentro limpando. Com o fim daquilo tudo a jovem ia em busca do mink leão para relatar  o término de sua tarefa, antes acabava por encontrar mais uma vez a faxineira - Você deve me achar linda mesmo, está sempre me seguindo disse em um tom brincalhão - Acho que deve estar procurando o Khayn certo? Ele deve estar naquela direção ambas estavam próximas a saída do banheiro e ela a mulher apontou para frente, indicando também onde deveria virar quando chegasse ao fim da reta. Quando encontrou o superior, ele parecia um pouco transtornado com algo - Esses malucos só me dão problemas ele andava de um lado para o outro até perceber Blair ali - Muito bem, vamos a sua segunda tarefa fez um sinal com o dedo para que ela lhe seguisse, mesmo que agora tentasse esconder o seu rosto ainda transbordava nervosismo e o seu corpo estava muito tenso.

Não foram muitos minutos de caminhada, dessa forma os dois rapidamente chegavam até o pátio que a felina pudera visualizar marcha dos marinheiros enquanto cuidava do jardim - Agora é hora do treino físico, por isso faça flexões, abdominais, agachamentos e pule corda mostrou um colchonete para e a corda para aqueles exercícios - Corra e realize barras também continuou a explicar a tarefa - Eu quero no mínimo 20 repetições de cada e a corrida 20 minutos, podendo ser dividida em duas partes finalizou sua explicação. Após terminar de falar, o mink se afastou cedendo espaço para que Blair pudesse fazer tudo e sob a sua supervisão para caso tentasse burlar de alguma forma a tarefa - Eu estou de olho! Não perca muito tempo! bradou na direção dela e cruzou os braços para observa-la.
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MensagemAssunto: Re: I - The Cat with no Hat   I - The Cat with no Hat EmptyQua 01 Maio 2019, 16:40

I - The Cat with no Hat


Tão logo recebia sua missão, Blair partia em uma nova aventura pelo QG, agora atrás de produtos e apetrechos de limpeza. No fim a aventura se mostrava tão rápida e fácil que dava mais a impressão de ser uma sidequest do que qualquer outra coisa. Em sua busca logo encontrava uma sala com a porta entreaberta, onde havia uma figura suspeita a espreita - ou assim imaginava, para fins de entretenimento -, e obviamente não se demorava para investigar bisbilhotar. A entonação na voz daquela figura confirmava as suspeitas de Blair "Realmente… todos aqui possuem problemas de fala… essa parece precisar de um pouco de animação..." pensava enquanto tentava observar pela fresta da porta. Suas tentativas logo se mostravam desnecessárias, já que a própria mulher escancarava a porta e a surpreendia, fazendo a mink dar um salto para trás com o susto.

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A mulher da sala não demonstrava se espantar com a presença da felina, na verdade parecia ganhar certo ânimo em encontrá-la, não demorando em concluir que a gata estava ali para se alistar e, sem mesmo esperar por uma resposta, logo buscava tudo que Blair precisava para realizar suas tarefas. "Gero… isto que é agilidade..." pensava a gata enquanto recebia todos os equipamentos da mulher, que novamente se retirava sem esperar uma resposta de Blair, deixando a gata sozinha a observando ir embora, com o que parecia ser uma mistura de interesse e confusão - o que sinceramente pode ser descrito como o modo default da gata, mas enfim… -.

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Propriamente equipada a felina finalmente começava suas tarefas e, para a felicidade de todos, não encontrava problemas enquanto as realizava. Embora sem problemas, o trabalho de Blair não foi sem surpresas. Assim que se dirigia para o jardim se deparava novamente com a loira da sala entreaberta, que agora estava bem bela sentada no gramado, admirando um grupo de marinheiro que passava marchando, "Oh… ela de novo...", o pensamento de gata parecia ser o mesmo da loira, que ainda brincava com Blair por conta do reencontro - Shishishi… e eu sinto muito em ouvir isso, Blue-chan… - gracejava em resposta enquanto ia apanhar os equipamentos de jardinagem, não demorando para apelidar sua mais nova colega - pelo menos assim a imaginava -, levando em conta a cor de seus olhos. Aproveitando a calmaria daquele momento, Blair se distraía com os sons feitos pelos marinheiros, que ainda continuavam em sua marcha, e cantarolava despreocupadamente no mesmo ritmo das botas que batiam no chão "♫ Hum hum hum ♫".

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Como sempre, depois da calmaria vem a tempestade. Neste caso a tempestade era feita de privadas e pias. Não era a parte favorita de Blair, mas era algo que precisava ser feito, e assim o fez. Com tudo concluído saía em busca do mink leão, mas o destino parecia estar disposto a juntar Blair com a loira da sala entreaberta - seria este o mais novo shipp do forum QG? Veremos -, sendo ela quem a felina encontrava, e não o leão, - Yup, um chuchuzinho, Blue-chan, shishishishi - respondia sorrindo diante da nova brincadeira que a loira fazia - Gero… acho que entendi tudo… muito obrigada… - diria por fim, fazendo um breve aceno de despedida e então partindo pelo caminho indicado - Ahh, Blue-chan… como se chama? Eu sou a Blair, shishishi - falaria por fim, interrompendo brevemente sua caminhada, para que finalmente houvesse uma apresentação entre as duas, e então retomando seu rumo assim que recebesse sua resposta - ou ficasse no vácuo… -.

Seguiria despreocupadamente pelo caminho indicado pela Blue-chan, observando as coisas em seu caminho, já que portas entreabertas pareciam ser uma fonte de acontecimentos interessantes naquele QG. Finalmente encontrava seu superior - algo que a gata ainda não parecia ter compreendido -, que não parecia estar nem um pouco tranquilo, ficando claro até mesmo para a cabeça de vento que era a Blair "Geroo… será que o leito dele ficou azedo?... " pensava inocentemente, se lembrando de quando era ela naquela situação. De qualquer modo, Caim - se é que Blair havia entendido certo o nome dele - guiava a gata para sua próxima tarefa. Sua nova missão se passaria no pátio do QG, onde há pouco tempo havia avistado os marinheiros marchando - o que lhe rendera até mesmo um momento musical -, e seria um teste físico, não parecendo ser muito complexo, mas provavelmente bem desgastante "Espero que depois tenha lanche, shishishi..." divagava enquanto Caim explicava os exercícios.

Estava na hora de mostrar todo o seu porte físico, adquirido em longos anos de corrida atrás de sapo e escalada de árvore - se bem que nesse último caso sempre acabava presa e precisando de ajuda para descer -. De início farias os abdominais, ajeitando assim o colchonete que o mink havia mostrado e se deitando nele de barriga para cima. Em tese não havia muito de diferente para fazer, então somente realizaria o básico. Com as mãos cruzadas atrás da nuca e os pés apoiados no chão, tentaria fazer as vinte repetições com calma e cuidando para manter a respiração normal. Finalizando todas repetições, passaria para as flexões, apoiando as duas mãos em forma de punho no colchonete, alinhadas com os ombros, e cuidando para que a coluna ficasse reta, para então começar a baixar o corpo até aproximadamente um palmo do chão e logo em seguida voltar à posição inicial, tentando realizar este mesmo movimento até que todas as repetições estivessem completas. Feito isso, Blair se levantaria e faria um breve alongamento, seguido de uma pausa, se fosse necessário, para descansar um pouco. Agora seguiria para o agachamento, e deixando os pés afastados na largura dos ombros e os braços esticados à sua frente, desceria até que o seu quadril ultrapassasse a altura dos joelhos, e então deixaria novamente as pernas retas para que retornasse a sua posição inicial "Espero que ninguém fique encarando o meu rabo... " pensaria de forma descontraída sobre sua causa, que ficava se balançando incessantemente. Em seguida iria para a barra, provavelmente seu ponto fraco - considerando as varetas que apresentava no lugar dos braços -. Ainda assim, não demonstraria estar menos determinada e logo se posicionaria na barra, com as mãos ultrapassando um pouco a linha dos ombros e com os tornozelos cruzados, tentaria levantar o corpo até que a barra ficasse na altura do peito, e então esticaria os braços para que descesse até o final, tentando aproveitar esse breve momento com os braços esticados para relaxar um pouco, fazendo isso até completar as repetições, fazendo um pequeno intervalo se visse que não ser possível fazer tudo de uma vez só. Com exceção da corrida, somente pular corda estava faltando, e era esse exercício que faria a seguir. Com a corda que Caim havia mostrado, Blair faria as repetições necessárias, não havendo muita técnica que pudesse aplicar aqui - ou pelo menos que soubesse -, somente tomando cuidado ao girar a corda para que não acertasse sua cauda e nem para que tropeçasse, algo não incomum.

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Por fim era chegada a hora da corrida, e não havia deixado por último por acaso. Na verdade este era o momento pelo qual estava esperando, parte pela qual mais estava animada. Antes de correr realizaria mais alguns alongamentos, só para garantir. Com tudo preparado, faltava só uma coisa para que começasse a correr, mas nisso a felina logo daria um jeito - ♫ Dudu Duu Dudu Duu ♫ - a gata começaria a cantarolar, e então daria início a sua corrida, ainda sem parar sua música - que por sinal era extremamente parecida com uma outra muito famosa, mas que para fins de copyrights será chamada de Eye of the Cat - e com um sorriso no rosto, se divertindo com a cena que ela mesmo fazia, mesmo que o cansaço pudesse começar, ou já estivesse, a se manifestar. Não pretendia se desgastar muito, então se sentisse que estava começando a ficar exausta, aproveitaria que Caim havia deixado dividir em duas partes para fazer um breve descanso, retomando assim que estivesse descansada, sem deixar a música de lado, claro.

Assim que terminasse a corrida, finalmente tentaria relaxar um pouco, procurando algum lugar que pudesse tomar água - e o tão esperando lanche que havia posto na cabeça que receberia, sabe-se lá porquê -. Caso encontrasse, aproveitaria para se refrescar, se não, iria falar com Caim sobre o fim do treino, se este ainda não houvesse vindo falar com ela - Caim-sensei, terminei tudo… como que eu fui? shishishi - perguntaria para o leão, curiosa sobre o próprio desempenho, observando com cuidado as feições do leão, para ver se revelava algo, e já aproveitando para observar se havia mais alguém no pátio, possivelmente que tenha chego enquanto estava ocupada com seus exercícios - Então… passei para o próximo teste? Geroo… existe um próximo teste? shishishi - perguntaria por fim, sem saber o que vinha a seguir.

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