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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Capítulo 1.5: Uma nova tentativa

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ADM.Tidus
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MensagemAssunto: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyQua 06 Fev 2019, 14:32

Relembrando a primeira mensagem :

Capítulo 1.5: Uma nova tentativa

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Baltazar Vincent Encausse. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyQui 28 Fev 2019, 00:14

Baltazar Vincent Encausse
O Mestre dos Disfarces

Baltazar desabafava por um segundo sedendo a um lado que não lhe era comum, assim que terminou de falar parava pra refletir sobre cada palavra que havia dito e cada sentimento que havia experienciado. Aquela pessoa que sedia fácil a raiva e falava a primeira coisa que vinha a mente, aquele não era ele e ele sabia disso.

Você precisa recuperar o controle, Baltazar, este não é você.

Ele olhava para frente notando a cara fechada do marinheiro e em seguida olhava pra baixo. Iniciando uma respiração controlada, tentava ignorar a vergonha que sentia, ele sabia que Willy ainda era uma ferida recente, mas não fazia a menor ideia do quão aberta ela estava.

Sem ter o tempo necessário para organizar as ideias e quem sabe se indignar com as ações que havia acabado de tomar, seus olhos paravam sobre o marinheiro enquanto observava cada ação que ele realizava.

Aquilo é um relógio? Parece quebrado.

Quando finalmente percebia a foto da mulher e da criança, era inevitável, o garoto já sabia o que viria pela frente. Em um universo como aquele cheio de histórias trágicas, mediante ao que havia acabado de dizer, tudo o que poderia fazer era ouvir em silêncio e assim o fez.

Baltazar observava o homem desmontar na sua frente enquanto contava o ocorrido com sua família e de fato era uma história triste, sabendo o quanto seu pai o amava, imaginava o que seria de seu velho caso o perdesse de uma forma tão traumática como aquela. Com uma expressão serena, apenas observava em completa calma e seriedade, para Baltazar, aquilo era um sinal de respeito, entretanto, seus pensamentos não paravam nem por um segundo.

Quem fez isso com esse cara com certeza não é boa gente, eu ainda não simpatizo com ele e nem nada, mas entendo o tipo de dor que ele sente, perder alguém não é fácil...

Por um segundo sua mente vagava enquanto lembrava-se de Willy, com tanta clareza como se lembrava com detalhes de todo o seu dia.

Você provavelmente condenaria esse tipo de atitude também, não condenaria? Eu lembro sobre como você se posiciona contra as atitudes de alguns membros do exército revolucionário. Dignidade não está escrita na patente e que bom que eu aprendi isso com você...

Ainda com uma expressão apática, ia terminando de ouvir o discurso daquele marinheiro.

Isso serve para o que fala sobre você ou sobre Dórian, talvez... Mas também fala sobre mim, talvez eu tenha o julgado erroneamente, talvez ele seja só um fruto de suas experiências de vida... Talvez.

Quando o homem o encarava, ele encarava de volta mantendo a mesma expressão. Aquele homem transbordava raiva e Baltazar sabia mais do que ninguém como era estar naquele lugar, não olhava para o lado nem por um segundo. Enquanto ele desabafava, ficava claro finalmente o motivo daquele homem ter seguido aquela carreira, talvez também explicasse seus métodos e todo o resto.

É compreensível. Pensava consigo mesmo. Mesmo que isso significasse blasfemar contra a memória de seu amado ou contra a de seus novos "amigos".

Não.

Uma experiência terrível não molda a personalidade de alguém terrível. Alguém terrível já o é por natureza. Uma experiência terrível apenas acorda isso e serve como desculpa para ser alguém ruim. Eu não sou assim, conheci outras pessoas que também não foram... Ser brutal ou não é uma escolha. Com certeza, está decidido, eu não gosto desse cara.

O acesso de raiva que mais lembrava um surto era assistido por Baltazar com pena, ele não negava toda a experiência ruim vivida por aquele homem, mas também não media a por b. Naquele ponto ficou claro que suas habilidades não lhe seriam de serventia nenhuma, aquele homem havia perdido a sanidade, havia perdido sua humanidade. Ele havia acordado um monstro e agora não tinha outra saída a não ser esperar pelo seu destino ser decretado.

Finalmente alcançavam o final da história, Baltazar continuava do jeito que estava quando começavam. Poderia sentir dó daquele homem, mas provavelmente ele se sentiria ofendido, poderia caçoar, poderia fingir que não ouviu, poderia debochar, mas preferiu ater-se a encara-lo de rosto erguido, em completo orgulho e respeito. Apesar de tudo, mesmo alguém como aquele homem que provavelmente agora era um inimigo, não merecia ter vivido aquilo.

Os marinheiros traziam uma nova pessoa para a sala de interrogatória e isso foi a primeira coisa que desviou a atenção de Baltazar. Um sentimento de ansiedade e temor começavam a brotar no menino que não sabia o que esperar daquela situação, principalmente com o discurso feito pelo marinheiro. Não demorou até retirassem o capuz e revelassem quem era.

RUIVO? — Exclamava exaltado. Mesmo naquela situação, fingia não saber o nome de Dórian. Ainda não sabia de seu futuro e qualquer coisa que alimentasse sua história serviria.

A visão do rapaz ensanguentado era feia, o inchaço no seu rosto fazia Baltazar desviar a face e as marcas só evidenciavam o quanto ferrada era aquela situação. Seus pensamentos sobre o marinheiro eram mais evidenciados a cada segundo, principalmente quando este apontava uma arma para a cabeça de Dórian.

Ele estar aqui e eu estar aqui significa que eles ainda não descobriram ainda onde estava Dianne. Baltazar abria um levíssimo e quase não perceptível sorriso. Esse senso de lealdade... Incrível.

O sorriso sumia numa fração de segundo, logo naquele momento que havia feito uma nova suposta amizade, a perderia novamente? Estava cansado de perder as coisas, sentindo o pino que o prendiam na mesa enfraquecer, decidiu que agiria.

Da primeira vez eu deixei Willy morrer sozinho, dessa vez, se for pra cair, eu vou cair defendendo o que eu acredito... Dórian, você não vai morrer hoje, não se depender de mim.

Determinado, desenha um rápido e impensado plano para tirar-lhes daquela situação, só esperava que fosse o suficiente.

EU SEI ONDE A DIANNE ESTÁ, EU TE LEVO ATÉ ELA, MAS DEIXE-O EM PAZ. — Contava que dar o que marinheiro queria seria o suficiente para impedi-lo de pressionar o gatilho, afinal, só "ajudaria" caso poupassem Dórian. Achando que não precisaria novamente de suas habilidades artísticas, ainda fez o uso mais uma vez, entregando uma atuação que demandava certo esforço. Gesticularia seu corpo pra frente como se estivesse tentando se soltar e impedir o terrível destino de Dórian. Enquanto gesticulava seu corpo pra frente, tentava usar as suas mãos que estariam cobertas pela sua camisa, para livrar-se do pino que prendia sua algema naquela mesa mesa.

Caso não conseguisse se soltar, continuaria sua atuação.

Talvez você não acredite nisso, mas eu não sou uma má pessoa, eu não sou um pirata, nem um revolucionário, mas eu respeito quem me respeita. A sua história...— Olhava para o lado, tentava forçar um choro. — Ninguém deveria passar por isso. Se os piratas estão realmente fazendo coisas do tipo, eu quero colaborar da melhor maneira que eu puder. Só deixem esse fora disso, ele foi legal comigo, pelo menos esse favor eu quero retribuir...

Fazia o melhor para soar sincero e ganhar as graças do homem, torcendo para que fosse o suficiente.

Caso conseguisse se soltar, sem pensaria duas vezes apoiaria suas mãos na mesa, dando uma pirueta para cima, assim como havia treinado com os "PirArts". Em seguida, enquanto estava em cima da mesa, giraria no eixo do próprio corpo enquanto tentaria desferir um poderoso chute no rosto do marinheiro.

Todos nós temos histórias tristes, isso não te dá o direito de agir como quiser e manchar a memória dos outros. Há piratas ruins no mundo e também há revolucionários piores, mas a marinha também não está livre. No final das contas, o que te define é o seu caráter e não a bandeira que você levanta.

Sabia que não tinha como escapar sozinho dali, não sem Dórian, talvez só estivesse adiando o inevitável para o amigo, mas continuaria a lutar, fosse com quantos precisasse. Caso conseguisse derrubar ou afastar o marinheiro, daria uma nova pirueta no chão, dessa vez tentando terminar os outros com seus chutes laterais.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyQui 28 Fev 2019, 12:24



Narração;
Capítulo 1.5: Uma nova tentativa
     
Ao que tudo parecia, o marinheiro havia de fato sofrido uma experiência traumática durante sua vida, ter sua filha pequena e esposa mortas na sua frente enquanto tudo está em chamas não é algo bom de se passar. Entretanto, o menino não achava aquilo justificável para decidir suas atitudes futuras, afinal o passado sempre será manchado, mas o futuro é uma página nova a ser escrita, sem tinta alguma no papel. Para o homem, aquilo já era o suficiente, e assim havia traçado seu caminho pela marinha, com remorso imenso da pirataria. Mesmo sentindo uma certa pena da situação que o homem tinha passado, Baltazar permaneceu olhando diretamente ao tenente, e definitivamente não gostava dele. Talvez Vincent tenha visto somente o lado ruim da marinha, mas já estava decidido que este não era o caminho que queria seguir. Agora, todas as palavras que o marinheiro falou ecoariam em suas ações e talvez ele pudesse se lembrar delas no futuro, ou até se arrepender, já que qualquer rumo que seguisse teriam suas consequências.

      Até o momento nada demais parecia que iria acontecer, até a entrada de Dórian no cômodo. Os olhos de Encausse foram fisgados na hora, ao mesmo tempo que ele mesmo exclamava - RUIVO? - quando lhe retiravam o capuz. Evitando olhar para o pirata, que estava bem ferido, o protagonista somente agravou mais seus pensamentos sobre o marinheiro e sobre a lealdade dos piratas. Talvez um pouco precipitado, os mesmos questionamentos que serviam aos marinheiros também serviam aos piratas, revolucionários, e afins. Naquele momento, o capitão, depois de suas últimas palavras, olharia com um sorriso de deboche para o rapaz. - Então era verdade? Você conhece esse rapaz. Que pena, diga adeus ao seu “amigo”. - e quando estava prestes a executá-lo, em uma atitude desesperada de salvar seu recém “companheiro”, Baltazar revelava, ou melhor, mentia que sabia da localização de Dianne, e que iria levá-los até lá.

     - Agora sim, está ficando mais esperto garoto. Sabe, se quiser ser um pirata pode ser louco, mas não pode ser burro. - parando por alguns segundos sua ação, o homem abaixou a arma enquanto voltava a olhar para a situação de Baltazar. - Pena que eu não estou mais interessado em vocês dois. - Agora, mirando diretamente na face de Dórian, novamente, estava decretado, ele iria matar os dois ali e agora.

      Em um flash, toda aquela situação era a mais tensa possível, todavia Encausse parecia permanecer sereno e calmo, ele não era uma pessoa que se desesperaria agora, onde qualquer ação poderia piorar o cenário. O menino estava começando a se sentir um pouco mais fraco por não ter comido nada nem descansado desde o momento que encontrou os “PirArts”, mas não o suficiente ainda para causar algum mal a suas ações. Contudo, aquela cena do tenente, seria o suficiente para que o rapaz conseguisse se soltar da mesa em que estava restrito, fazendo-o poder se movimentar novamente pelo quarto. Apesar de ainda estar com as algemas nos pulsos, ele não precisava de muito, já que a forma que utilizava para resolver seus “problemas” era com as pernas e não os punhos. Com um movimento rápido, o garoto se apoiou na mesa com uma pirueta, pronunciando palavras bonitas, enquanto rodopiava para acertar um chute certeiro no marinheiro. Entretanto, virando levemente seu corpo e seu braço, o tenente apontava agora a arma na direção do quase artista, Baltazar, para disparar imediatamente. Por sorte, enquanto fazia seu ataque, ele foi o suficiente para acertar o revólver da mão do marinheiro, que, subestimando o moleque, acabou sendo o necessário para desviar a mira da arma, que disparou em uma das paredes laterais da sala.

     - Maldição! Seus ideais são bonitos, mas se quiser levantar a bandeira da covardia e bandidagem, a escolha é sua! - e com a outra mão, a esquerda, o marinheiro revelava uma soqueira de prata, que brilhava com a luz refletida pela lâmpada do topo do cômodo.

     Os marinheiros atrás do tenente não tiveram nem tempo de reagir, na verdade parecia que nem iriam fazer o mesmo, sua confiança em seu líder os transpassava uma sensação de calma e de que tudo ainda estava sobre controle. Com mais uma pirueta, desta vez no chão, o garoto tentava dar mais um golpe em cima do marinheiro, talvez para que fosse o suficiente para pegar Dórian e fugir. Porém, a pessoa a sua frente não era alguém comum, ele era um tenente da marinha, e não é tão fácil chegar a onde ele estava. Devido a isso, Baltazar recebeu um bloqueio forte e seco, vindo da mão direita do homem, que havia liberado o revólver de suas mãos, caindo no chão. Segurando a perna do menino, o marinheiro à apertou firme, causando uma certa dor, e disse - Não subestime seus adversários, filho! - imediatamente após, golpeou a perna de Baltazar verticalmente, que não expressou nenhuma esquiva, causando uma dor tremenda na junta entre o joelho e a perna. Depois disso, avançou para cima do rapaz e o golpeou no peito, empurrando-o para o fim da sala, fazendo-o voar e rolar por cima da mesa e dando-o uma sensação de sufocamento no momento, fazendo-o perder o fôlego enquanto batia na parede.

     - Eu sou um tenente, garoto! Se quiser me superar, vai ter que treinar MUITO até chegar no meu nível.  - E assim, Encausse sentiria muita dor nas regiões acertadas, deixando-o em bastante desvantagem durante aqueles segundos. Os outros marinheiros olhavam agora para seu comandante com um certo medo, sua força realmente era um nível acima dos de todos dali. Agora, retornando ao lugar onde havia caído a arma, o tenente a recuperava do chão e voltava a caminhar para Dórian, que passava a gemer de dor e raiva, mas sem poder pronunciar uma sentença. - Vamos terminar logo isso aqui, Dianne ainda está a solta e eu cansei do papo furado desses dois. - Mirando mais uma vez no rosto do menino, o homem não expressava piedade no seu olhar, da mesma forma que o foi feito quando piratas tiraram o que ele mais amava. - Este é, definitivamente, um adeus a sua vida de pirata. - O desespero era enorme a qualquer um na sala, parecia que não havia como reverter aquela situação, a morte era iminente. Baltazar era resistente a esse tipo de estresse, e poderia tentar ainda levantar e lutar, mas seus ferimentos não iriam colaborar com outros ataques bem feitos e precisos. Naquele momento, somente um milagre poderia salvá-los das mãos da prisão e execução da marinha.
Falas:
#Baltazar
#Capitão(nome desconhecido)
#Dórian
#NPCs Gerais

Ilustração esquemática do cenário final:
 

Off:
 

Histórico:
 

Clima 24ºC | Horário: indeterminado

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Fala / Pensamento

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyQui 28 Fev 2019, 14:18

Baltazar Vincent Encausse
O Mestre dos Disfarces

No último segundo Baltazar conseguia, a vida de Dórian era poupada, se ele possuísse o tempo necessário com certeza respiraria fundo, mas não tinha o tempo necessário para aquilo. Cada palavra dita por aquele marinheiro soava como um veneno corrosivo que causava um sentimento de revolta no rapaz.

Incrível que ele acha que eu sou um pirata mesmo sem provas disso, ele já fez toda a sua ideia sobre mim. Que situação chata.

O suspiro momentâneo novamente voltava a se tornar apreensão, com olhos incrédulos a atitude do marinheiro de deliberadamente apagar Dórian só porque queria era a cereja no bolo para as ações futuras do menino.

Dotado de uma calma sobrenatural, analisava a situação friamente e sinceramente, era claro que as coisas trabalhavam contra ele. Estava em menor número, não era ainda um lutador muito habilidoso, não conhecia ninguém naquela cidade, estava lidando com um oponente que não era muito fã de racionalidade e ainda sentia uma fraqueza devido a fome.

Já faz quanto tempo que eu estou aqui? Se eu soubesse que isso aconteceria, com certeza não teria me acabado no treino de tarde... Acho que sou mais inconsequente do que deveria, hehe.

Mesmo estando em óbvia desvantagem, decidiu seguir em frente, estava certo de naquele momento aquele era o caminho que deveria seguir. O seu movimento tecnicamente era bem sucedido, tudo ocorria como Baltazar havia desenhado em sua mente, exceto que aquele oficial da marinha era anos luz mais forte e treinado do que ele, com um movimento simples por parte do inimigo, o alvo deixava de ser Dórian e agora era ele.

Confiante em seus movimentos, mas não em sua vida, temia pelo pior. Executava o movimento até o final porém sabendo que aquela poderia ser a última vez que mexia o seu corpo em toda a sua vida. Por sorte, sua confiança era paga com um livramento, chutando a arma, conseguia adiar sua morte por um tempo.

É... Agora ferrou.

Indo até o chão, dava sequência aos seus movimentos, não tinha mais volta, a ameaça do marinheiro deixava aquilo claro. Ao perceber a soqueira na mão esquerda no homem, não pensou em nada além de proteger o próprio rosto para evitar grandes estragos.

Eu estava tão preocupado com os outros e no fim tudo o que foi preciso, foi um. Acho que subestimei a situação mais do que deveria.

Antes que alcançasse o homem, piscou e já estava imobilizado, a mão direita do homem pressionava o seu peito dificultando sua locomoção e a pressão exercida na perna fazia com que ele soltasse um pequeno gemido de dor, entretanto, seus olhos não deixavam de encarar os do marinheiro com determinação.

Eu não es- — Antes que concluísse sua fala, recebia um golpe forte, dessa vez era difícil de se fingir de forte, deixava escapar sua agonia. — AAAAAARGH!

Indefeso, recebeu mais um golpe no peito, antes que pudesse se surpreender com o impacto, seus olhos arregalavam com a agonia que era a sensação de sufocamento. O impacto com a parede forte, mas não forte quanto o seu desejo de recuperar o ar perdido e a habilidade de respirar normalmente.

Levando a mão até a garganta, encarava o tenente com reprovação e desprezo enquanto respirava com muita dificuldade. A dor era forte e era difícil fingir que elas não existiam.

É impossível, não dá pra ganhar desse cara... Nem os subordinados dele conseguem evitar a surpresa com tamanha força. Essa seria uma ótima hora pra um milagre acontecer, droga.

Para Encausse parecia que as coisas aconteciam em câmera lenta, o homem andando até a arma, a caminhada até Dórian, suas frases clichês e a mira na cabeça de seu "amigo". Estaria tudo acabado?

Não... Não se depender... De mim.

Respirando fundo, sabia que suas chances eram nulas e com o corpo debilitado não tinha a liberdade de agir como deveria.

Tudo o que eu posso fazer é atrasa-lo, talvez nem isso. Wish me lucky, Willy.

Então tentando superar as feridas que afligiam o seu corpo, tentava levantar-se pesando o corpo sobre a perna que estava intacta e então em um impulso impensado, partiria em direção a mesa, sua intenção era tentar vira-la com as mãos em cima do tenente e comprar mais alguns segundos para os dois.

Tentava controlar a respiração para que não tivesse o movimento atrapalhado e tentava ignorar a dor que sentia na perna machucada, pelo menos por aqueles segundos.

Caso conseguisse virar a mesa em cima do tenente, enquanto ela estivesse caindo sobre ele usaria sua parte debaixo (que estaria numa vertical se chocando contra o corpo do marinheiro) como apoio para os pés, para se mover para longe dali e sair do range de qualquer contra-ataque.

OFF:
 

Histórico:
 



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Objetivos escreveu:
Primários:
( ) Aprender ilusionismo.

Longo Prazo:
( ) Comprar botas.
( ) Conseguir uma recompensa.
( ) Conseguir uma Akuma no Mi.
( ) Adquirir Vantagem: Aparência Inofensiva.
( ) Adquirir Vantagem: Adaptador.
( ) Adquirir Vantagem: Liderança.
( ) Aprender o ofício "Gatuno".
( ) Aprender a usar os Haki's.
( ) Aprender um Rokushiki.



Aventuras:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySab 09 Mar 2019, 13:49



Narração;
Capítulo 1.5: Uma nova tentativa

     Mesmo com todo o cenário em colapso, com as esperanças do menino no desconhecido, este não deixou nem um segundo abalá-lo. Com ferimentos um tanto leves para a opinião do tenente, mas pesados e dolorosos, na visão do garoto, ele sentia que sua decisão talvez não tivesse sido a mais inteligente, já que o marinheiro era consideravelmente mais experiente do que ele, tanto em combate quanto com confrontos diretos. Por alguns segundos tudo pareceu ficar em câmera lenta ao rapaz, que pensava em seu querido amante, que se estivesse com ele, talvez poderia estar ganhando a situação. Com o barulho da arma sendo engatilhada pelo marinheiro, com um "clack" ecoando pela sala, enquanto ele lentamente apontava a arma na cabeça de Dórian, o menino aspirava o ar do que poderia ser seu último suspiro antes de que o destino o cortasse da consciência e se levantava, transmitindo aos marinheiros ajudantes do tenente um ar de força e segurança.
     - Não é todo dia que alguém se levanta depois daquilo. Esse menino tem mesmo potencial, como disse Strauss. - falou um dos homens, que não interferiu nem se mexeu, parecia querer observar o que aquilo iria desenrolar. Ao mesmo tempo que soltava um sorriso empolgado, o outro homem não demonstrou emoção, em respeito a força do rapaz que teria sido julgado tão severamente, pensando - Pode não ser pirata, mas do jeito que disse parecia como um. - e assim o garoto se posicionava, ofegante em cima de sua perna direita, apoiando todo o seu peso nela. Dórian, agora quase fechando os olhos, castigado por tudo que tinham feito com ele, tentava em uma última opção se mexer até o menino. Caindo de lateral no chão, o rapaz deu um gemido ao impacto e tentou rastejar.
     - Vejo que ainda está de pé, se eu fosse você nem tentaria se mexer. A ferida que fiz na sua perna pode piorar. - olhava para Baltazar, em sua perna e depois rosto, que permanecia de cabeça baixa enquanto reunia forças. - Pelo menos os piratas têm algo em comum, eles nunca parecem desistir. Não que você seja um, mas parece ter isso em comum com eles. Esses marginais, mesmo estando totalmente errados ou matando pessoas inocentes, seguem em frente e dormem sem culpa… Psicopatas! - dizia o capitão enquanto abaixava a arma tendo que realinhar seu tiro. - Eu sou Strauss, Tenente da marinha, e não permitirei que os culpados passem impunes por essa vida! - e pisando em cima do tronco do ruivo, fazendo-o parar de se mexer e lhe permitindo um último gemido de dor e angústia, ele finalmente havia desmaiado.
     Dando uma respirada profunda, mesmo sendo bastante resiliente a esse tipo de estresse, Baltazar formulava um plano improvisado e o executava sem pensar muito. Com um impulso, o menino se posicionou para a mesa, com certo desequilíbrio, e a segurava rapidamente, virando-a com a máxima de força e empurrando contra o marinheiro. Devido a velocidade do movimento e os ferimentos do rapaz, o menino não conseguia se segurar muito bem, mesmo que se apoiando na perna que estava saudável. Ao momento do golpe, que apesar de rápido, ainda estava um pouco debilitado, o tenente teve o tempo necessário para virar um pouco o seu corpo e se posicionar para bloquear o ataque, fazendo a mesa que vinha um pouco acima do chão, não mais do que 30cm, cair ao solo. Fazendo força e segurando a mesa enquanto usava do seu corpo para tentar derrubar Strauss, Baltazar se viu novamente sendo parado pelo tenente. Em um movimento precipitado, o menino que estava em outro choque de forças, tentou se apoiar com as pernas embaixo da mesa, que estava na vertical, para que pudesse ganhar forças e sair do alcance do homem. Apesar das tentativas, somente uma perna não era lá grande coisa para joga-lo com tanta precisão. Além disso, o homem havia esperado a oportunidade para realizar outro contra-golpe, empurrar o objeto de volta ao rapaz. Como Encausse estava com pouco equilíbrio, e para se mexer teria que apoiar todo o seu peso na perna direita, o golpe do tenente foi bem sucedido, o que fez o menino se desequilibrar e cair em cima da perna machucada, afligindo-lhe mais dor e piorando a situação.
     - JÁ CHEGA! CANSEI DESSA PALHAÇADA! - e com Baltazar no chão e a mesa virada perto de seu corpo o tenente mirou a arma na cabeça do pirata e disse - É O FIM PARA O IMEDIATO DOS “PIRARTS”! - aparentemente demonstrando algum passado com os mesmos. Os homens que estavam atrás deles somente observavam a execução, enquanto permaneciam perplexos com a cena.
     Mesmo com a maior calma que um homem poderia ter, o menino se encontrava no fim, não havia nada que ele pudesse mais fazer para evitar aquele acontecimento. A vida de Dórian estava lançada pelo destino, assim como a dele. Nas garras de um tenente amargurado pela vida, o cenário diminui sua velocidade novamente, enquanto a arma se redirecionava para a cabeça do ruivo, no momento em que Strauss se posicionou de costas para a porta e de frente ao homem. Às vezes as coisas não ocorrem como o planejado, as vezes o mundo te surpreende para o melhor ou pior, às vezes você só precisa de um pouco de sorte. Esse seria o fim para os dois… ou não?
Em um flash, a luz do quarto se apagou, o tenente surpreso não poderia entender direito o que estava acontecendo, mas tudo que ele realmente precisava era pressionar o gatilho. Contudo, antes que ele pudesse fazer, uma bomba de gás entrou pela porta e explodiu em uma fração de segundos. Logo após, o disparo do revólver, ecoando pela sala de interrogatório. - MAS O QUE?! SOLDADOS FORMAÇÃO DE EMBOSCADA D-4! - de repente, apenas alguns sons de empurrões e socos poderiam ser percebidos. Antes que Baltazar pudesse fazer alguma coisa, uma pessoa mascarada foi até ele, segurando-o pelos braços e o erguendo-o, quase como se o estivesse escoltando. Caso ele tentasse falar qualquer coisa, nenhuma resposta seria dada, somente direções para seguir. Com bastante gás dentro do cômodo, era impossível distinguir qualquer corpo ou pessoa, nem mesmo o próprio mascarado poderia ser visto direito. O lugar era pequeno e o gás potente, se espalhando por cada fresta do local.
     Saindo da porta com o seu possível “resgate”, um milagre parecia realmente estar acontecendo por ali. Ao se chegar do lado de fora, a noite estaria mais cintilante do que nunca, com a lua refletindo a luz pelos caminhos do que parecia ser as montanhas. Ao que parecia, ele estava em um cômodo perto do QG da marinha, e talvez não demoraria muito tempo para que reforços chegassem. Com um caminho para baixo da montanha, Baltazar não estava muito alto da construção natural rochosa, bastando alguns passos para que chegasse a cidade novamente. A distância, poderia ver que, na verdade, a cidade era bem espaçosa e possuía um lindo tapete de flores entre os espaços das casas. Pelos becos que haviam passados, não eram nada além de um pequeno conglomerado de uma propriedade que estava perto do porto.


Falas:
#Baltazar
#Tenente Strauss
#Dórian
#NPCs Gerais

Pensamentos
#NPCs Gerais



Off:
 

Histórico:
 

Clima 24ºC | Horário: indeterminado

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Fala / Pensamento

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Última edição por MoonFlower em Ter 12 Mar 2019, 00:57, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySeg 11 Mar 2019, 23:42

Baltazar Vincent Encausse
O Mestre dos Disfarces

Baltazar percebia os comentários ao seu redor, ter a moral levantada fazia bem, se não estivesse em uma situação difícil provavelmente responderia com bom humor ou só daria um de seus sorrisos casuais daqueles que contagiam, mas o que poderia realmente fazer naquela situação?

A certeza que o rapaz tinha naquele momento era a de que a marinha era suja, afinal, Strauss poderia ter motivo para ser podre daquele jeito, mesmo que suas ações fossem injustificáveis, mas e os outros? Os marinheiros assistiam aquele homem fazer o que bem entendia e não faziam nada. Se aquilo era o certo e ele eles representavam a justiça, com certeza Encausse queria estar errado. Baltazar também percebia que outros observavam com um olhar julgador, mas aquilo já não era importante. Seu movimento era feito demandando um grande esforço, julgando ser uma boa ideia apoiava o peso na perna direita e esperava que fosse o suficiente. Dórian também parecia estar disposto a lutar o que era incrível já que ele estava bem machucado, quando ele caiu no chão e começou a se arrastar, os olhos se Baltazar se arregalavam.

RUIVOOOO! — Gritava em desespero. — Nós vamos sair dessa, resista!

Sua atenção então era roubada pelo provocante Strauss que parecia mais dedicado a tentar tirar-lhe a paciência do que em terminar logo o serviço. Baltazar o encarava com seriedade, mas não cedia a raiva.

Eu me sinto conversando com a minha mãe, fala o que quer, ouve o que quer... É por isso que não posso ser o maior fã de pessoas de idade e ainda guiadas pelo ódio. E ele ainda quer falar de justiça mas logo vai me matar, eu que não fiz nada, esse ambiente é todo errado.

Então, percebendo que o homem preparava-se para atirar e que Dórian tinha finalmente perdido a consciência, finalmente executou seu plano que começava do jeito que havia acontecido na sua cabeça, mas logo saia dos trilhos, Baltazar não contava que o ferimento fosse debilitar tanto a sua velocidade a ponto do "golpe" ser impedido com tanta facilidade pelo tenente e ainda ter uma evasiva má sucedida.

Droga.

Antes que pudesse acontecer, Baltazar já sabia o que viria em seguida, a mesa virava em cima do seu corpo fazendo com que ele tentasse segurar a bendita e evitar o estrago claro que viria em seguida, mas não era bem sucedido. Pra piorar, caía em cima da perna machucada.

AAAAAAAAAAAAAAH! — Ainda sentindo o impacto do machucado com a perna, apenas via seus esforços irem por água abaixo quando o tiro estava prestes a ser dado. — NÃO!

Seus olhos passavam incrédulos novamente pelos marinheiros que assistiam aquilo sem fazer nada, tentava levantar de novo mas não conseguia, não acreditava que ia perder alguém, de novo... Será que estava fadado a reviver a mesma experiência por vezes e vezes?
Não, quando as luzes se apagavam sua atenção redobrava, ele olhava pro lado tentando descobrir o que tinha acontecido, seus olhos demoravam pra se acostumar com o escuro o que era um saco.

O que...? O que está acontecendo aqui?

Ouvia o tiro e percebia o gás, não sabia se o tiro havia pegado Dórian, esperava que não, ainda tentando enxergar algo, olhava em volta, mas não via nada.


DÓRIAAAAN!

O caos se instaurava e Baltazar se perguntou se eram os PirArts que vieram ao resgate, torcia para que fosse. Erguido por uma nova personalidade que ainda não conhecia, tentava descobrir quem era aquele enquanto ainda olhava para trás procurando pelo companheiro.

Quem... É você? Argh, Dórian ainda está preso lá dentro.

Sem obter respostas, encarava o silêncio como um "cuidaremos de tudo", precisava acreditar que cuidariam, afinal, se não estavam ali para salvar ele e Dórian, qual seria o motivo para um ataque como aquele? Ao sair, inevitavelmente seus olhos iam em direção ao seu.

Já é noite... — Pelo ambiente percebia que estavam perto de um QG. — Quem é você? Eles vão trazer reforços... Argh.

A dor não havia sumido apesar da adrenalina, agora entendendo a melhor a geografia da cidade, ainda se perguntava: Aonde estão me levando? O que está acontecendo?



OFF:
 

Histórico:
 



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Objetivos escreveu:
Primários:
( ) Aprender ilusionismo.

Longo Prazo:
( ) Comprar botas.
( ) Conseguir uma recompensa.
( ) Conseguir uma Akuma no Mi.
( ) Adquirir Vantagem: Aparência Inofensiva.
( ) Adquirir Vantagem: Adaptador.
( ) Adquirir Vantagem: Liderança.
( ) Aprender o ofício "Gatuno".
( ) Aprender a usar os Haki's.
( ) Aprender um Rokushiki.



Aventuras:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyTer 12 Mar 2019, 22:11







Kana Nobushi

Idade: 22 anos



Naquele dia a jovem estava se arrumando para sair de onde estava, se possível iria vestir seu kimono tradicional e prenderia os longos cabelos verdes num coque, deixando apenas algumas mexas soltas pelo ombro, depois de estar devidamente trajada, pretendia ir de encontro ao tio Takashi, provavelmente deveria ter algum doente para tratar ou algum medicamento fitoterápico para ser preparado. Mas antes de sair do recinto, poderia encontrar seu leque, que estaria guardado em algum canto e isso lhe daria uma sensação de nostalgia ao lembrar de onde veio.

Kana Nobushi, nascida e criada em Las Camp num clã tradicional de ninja, aprendeu desde cedo a arte do Ninjutsu e a lutar com a Kurasigama, uma foice com uma corrente no cabo, assim como outras armas ninjas.  Ela teve uma infância bem rigorosa, principalmente por influência de sua mãe, tinha que estudar por horas a fio, além de treinar diariamente seu estilo de luta, com isso a jovem tem uma facilidade em aprender habilidades novas. No Dojo, seu avô Hatori era o líder, um ninja muito experiente e astuto. Seu pai Hideo e o irmão Kyo, são os próximos na linha de sucessão, assim seria seu destino também.


Mas quando tinha 11 anos, escutou uma conversa secreta entre o pai e um importante cidadão de Las Camp e descobriu que todo o prestigio e dinheiro que sua família possuía vinha de trabalhos realizado entre seu clã e um grupo seleto de pessoas, mas o que mais incomodou a criança foi saber que sua família era contratada para assassinar pessoas. Era como um ritual de passagem e ao fazer 18 anos os ninjas teriam sua primeira missão especial, naquela época era a vez de seu irmão Kyo cumprir com essa obrigação. Kana tentou conversar com sua mãe Akane sobre o ocorrido, no passado ela tinha sido uma famosa cientista, então a menina acreditou que Akane entenderia sua repulsa pelo clã agir desta maneira, mas aquela conversa demonstrou o quanto a mãe apoiava e tinha orgulho, nas próprias palavras dela....sua família tinha a honra de manter as tradições vivas mesmo depois de tantas gerações. Essa revelação fez a relação mãe e filha ficar abalada e com o passar do tempo Kana se distanciou da matriarca, onde apenas mantém uma relação cordial

Apesar de se sentir presa a um destino que não escolheu para si, a jovem continuava os treinos para agradar seus pais e principalmente seu avô, por quem tinha um carinho especial. Quando seu aniversário de 18 anos estava próximo, ela foi chamada para o Dojo, seu avô queria preparar a neta para o grande dia e propôs um treino mortal. Kana foi ferida por um descuido, mas aprendeu com o erro e deu tudo de si para vencê-lo, pois apenas assim mostrando o seu real valor, poderia ter a chance de decidir sobre os caminhos que iria trilhar. Com custo conseguiu golpear o velho Hatori, este saiu ileso, mas se espantou com a veracidade da neta e num momento mais emotivo entre os dois, Kana pode desabafar e dizer tudo que afligia seu coração durante anos, o qual não foi nenhuma surpresa para o ninja, já que Kana nunca demonstrou ter um instinto assassino. Felizmente ele entendeu os sentimentos da jovem, e talvez, tenha sido o único que a apoiou na decisão de renegar a tradição e ainda afirmou que o clã sempre estaria de portas abertas para ela.


Não demorou muito para a jovem entrar em contato com o irmão de sua mãe Takashi ,que é um curandeiro e vive em Toroa Island e ele aceitou de bom grado acolher a jovem com então 18 anos e lhe ensinou a ser uma curandeira. Ao longo desses 4 anos Kana aprendeu sobre a anatomia humana, primeiros socorros e botânica, através desses conhecimentos, conseguiria manusear plantas medicinais, saber o que é venenoso ou não e preparar chás e emplasto, além de ter acesso a uma medicina milenar, que utiliza como ferramenta agulhas de acupuntura, ervas e outras terapias orientais.

Agora com 22 anos se sentia mais confiante em seu oficio e até conseguiria tratar doenças simples e fáceis, esperava que seu tio um dia lhe ensinasse novas habilidades como a diagnose e talvez farmácia, mas no momento se sentia feliz e grata por todo o conhecimento adquirido,  hoje entendia que sua verdadeira vocação era salvar as pessoas invés de matá-las. Mas ainda queria crescer mais profissionalmente e sabia que Toroa Island não era o local ideal, Takashi poderia ser um excelente curandeiro, mas havia um mundo além do horizonte, tantas coisas para descobrir e um dia prometeu a si mesma, seria a melhor curandeira que poderia existir.



- Fala
“Pensamento”

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptyTer 12 Mar 2019, 23:43

Um ano, um longo ano desde a última vez que eu pisei em Toroa Island. Lembro daquela noite quase como se eu a recém tivesse vivido. Fora o momento de maior ápice da minha trajetória, desde que saíra da casa de minhas tias. Desde então as coisas foram muito mais calmas do que gostaria.

Havia conhecido aquele homem, que até hoje não sei o nome, apenas que era um Capitão. Ele havia me excitado de muitas maneiras, tanto que aquela noite havia sido selvagem. Invadimos a festa de alguns ricos, causamos o caos ali acabando com a celebração. Destruímos a sacada da taverna em que a festa acontecia. Lutamos com guardas que vieram nos enfrentar, e isso tudo foi apenas o começo. A noite acabou numa cama de uma pequena estalagem, tão ativa quanto iniciou. Quando saí de manhã do quarto, deixando o pobre homem sozinho, não imaginava o quanto eu sentiria falta de tudo aquilo.

A emoção, a excitação, a adrenalina, as lutas, a correria, os gritos, o sexo, tudo havia sido maravilhoso. Ok que meu objetivo inicial de conseguir dinheiro não fora alcançado, quando entrara naquela taverna naquela noite, só queria aumentar os Berries da minha carteira (?) e acabei agindo como uma verdadeira arruaceira. Por pouco a Marinha não nos pegou, uma recompensa sobre minha cabeça naquele momento não seria muito boa. Mas tudo que é bom dura pouco.

Quando fugi de Toroa apressada, com medo que alguém me reconhecesse dos eventos da noite anterior, não imaginava como tudo iria acalmar. Verdade que tentei ser mais ativa, procurando piratas para caçar, ou me divertir com eles. Procurando homens capazes de me dar prazer acima de tudo. Procurando ricos com quem pudesse causar. Mas nada se comparava aquela noite épica e conclui que somente havia um motivo para isso: eu não estava sozinha. O Capitão e seus homens me acompanharam durante todo o momento e isso fez a diferença. O caos que um grupo poderia causar era muito maior que uma pessoa somente conseguiria. Então cheguei à conclusão óbvia: precisava de uma tripulação.

Contudo como poderia arranjar uma? Pesquisando em tavernas alguém que estivesse procurando por uma navegadora? Era uma possibilidade, mas não acreditava que conseguiria um grupo legal dessa forma. Talvez no porto eu visse algum barco pirata ancorado. Daria para investigar como eles eram antes de tentar qualquer coisa. Poderia ainda ir para o QG da Marinha e seguir algum marinheiro ou caçador de recompensas na busca de algum criminoso. Ajudá-lo a escapar e talvez poderia se juntar a mim. Ou talvez esse fosse um plano bem ruim. Poderia ir atrás de pessoas aleatórias, é verdade, e formar um bando do zero, mas isso parecia mais difícil ainda. Ou poderia ir atrás do Capitão e seu bando. Duvidaria demais que se encontrassem na ilha ainda, mas precisava começar por algum lugar.

Com isso me dirigiria até a taverna dos acontecimentos daquela noite memorável. Talvez fosse um erro enorme aparecer ali depois do que aconteceu. E se me reconhecessem? Ai eu teria que improvisar. Ou sair correndo. Lembro que um dos seguranças fora desacordado com um só golpe, e parando para pensar agora, se ele tivesse morrido? Não pesava na minha consciência, até porque fora o Capitão que aplicara o golpe, mas isso faria com que meu rosto estivesse marcado no local. Pensando bem, o próprio Capitão estaria marcado ali. Era burrice voltar a taverna. Mesmo assim por maiores que fossem as razões de não ir até o local, minhas pernas continuavam andando. A necessidade de emoção na minha vida estava tão grande que estava me atirando na boca do leão quase sem pensar duas vezes. É claro, poderia acontecer de ninguém me reconhecer, talvez ninguém mais trabalhasse lá. Mas admito que seria um pouco decepcionante.

Se encontrasse o lugar não chegaria chamando atenção, não precisava ser expulsa ou pior logo de cara. Primeiro analisaria o ambiente, quem estaria ali, se o barman que me atendeu da outra vez continuava trabalhando, se o próprio segurança estava vivo e ainda ativo.... Precisava ir com calma. Para aí sim colocar fogo em tudo.

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySex 15 Mar 2019, 12:00

Narração

Baltazar Vincent Encausse

     Apesar de todo o desespero, toda a falação e todo o momento desesperador que o jovem Baltazar havia passado, finalmente parecia que alguma trégua seria dada ao seu corpo, enquanto ele parecia estar sendo resgatado. Mesmo com esse “milagre”, a angústia ainda não deixava seu coração, Dórian ainda poderia estar em apuros, que era um risco que ele não estava disposto a pagar, e quase sacrificou sua vida por isso. Talvez suas ações tivessem sido as responsáveis por piorar a situação com a marinha, naquele momento era melhor ter aceitado colaborar mais e ser mais passivo, mas esse não era o espírito do menino, ele seguia com o fogo que batia em seu coração, impedindo que qualquer mar gelado o esfriasse e o fizesse se dobrar, mesmo que com severas consequências. Para a sorte do rapaz, ou não, aquele cenário estava se despedaçando, e já se encontrava fora dos limites do quarto, em campo aberto. Ao que parecia, era um quarto secreto em uma as faces da montanha que cobria a ilha.
     — Quem... É você? Argh, Dórian ainda está preso lá dentro. - dizia aflito, como se esperasse que o fossem resgatar também. No maior de seus sonhos, ou desejos, eles poderiam ter sido os membros valentes e corajosos dos “PirArts”, mas a vida nem sempre é assim, e ela quase nunca vai ser da forma que se espera. Retirando um capacete e máscara, uma linda mulher morena revelava seu rosto, de uma forma mais humana e talvez querendo amenizar mais a inquietude do rapaz. - Não importa agora. Não fique preocupado, não sairemos sem nosso objetivo. Confie em mim, se quiser sobreviver com ele, não lhe farei mal. - Ao que parecia, seu rosto indicava sinceridade, mas qualquer um pode mentir, cabia ao rapaz confiar ou não na mulher, que possuía mais ou menos o seu tamanho. Enquanto ela o ajudava a seguir em frente, na direção a descida da montanha, outra pessoa poderia ser vista saindo da fumaça de dentro do quarto, enquanto mais disparos jogavam seus sons ao ar. Junto a ele estava Dórian, ou talvez seu corpo sem vida, mas impossível de se saber naquela situação, e mais um mascarado - Victória, não podemos ficar aqui nesse ritmo, apague ele e vamos seguir! - com uma pausa ele olhava para seu rosto - Por que tirou sua máscara, está maluca?! - dizia o mesmo homem, que carregava o ruivo na garupa. Ao mesmo tempo, Encausse proferia sobre reforços e questionava mais uma vez a origem da menina. - A noite vai ser nossa aliada hoje. O QG está com menos atividade agora, os reforços ainda vão demorar um pouco. - Olhando aflita para dentro da câmara que resgataram os meninos - O problema é o cara que está lá dentro.
     Seguindo um pouco devagar pelas montanhas, a menina sabia que seu companheiro tinha razão, e antes que o garoto pudesse fazer alguma coisa, ela se posicionou a sua frente e se ajoelhou, indicando como se fosse para ele subir em suas costas, dizendo - Não posso falar muito, mas somos aqueles que se opõem diretamente ao governo mundial, somos os revolucionários. Somos aqueles que não aceitam a forma que eles querem reger o mundo, e estamos espalhados por todo o planeta.

Kana Nobushi

     Fazia algum tempo desde que já tinha se mudado para Toroa Island com seu tio, Takashi. A cidade sempre foi um lugar calmo, com Vick, o capitão da marinha, pondo tudo em ordem, levando seu bastão de ouro nas costas e sua flauta indispensável. Os cidadãos da ilha nunca foram muitos, devido aos espaçamentos entre as casas e a falta de um centro muito aglomerado. A ilha era a segunda menos populosa do West Blue, e, às vezes, encontrar algo muito específico pode ser um pouco mais difícil que o normal.
     Encontrando-se em sua casa, que já vivia a 4 anos, do lado direito da ilha, a menina não demorou muito para se preparar para sair, colocando sua roupa tradicional, eficiente na estética, mas falha na utilidade e se aprontou para sair do lugar. O interior da residência não era muito luxuoso, apenas com o necessário, dois quartos, uma sala cozinha e dois banheiros. Antes de sair de lá, a garota procurava seu leque, uma lembrança antiga de sua vida em Las Camp, mas ao revirar por todos os possíveis cômodos e lugares da casa, ele não podia ser avistado em nenhum lugar. Ela ainda poderia tentar comprar um em alguma loja perto de sua casa, que a pudesse trazer memórias do passado, mas naquele momento não teria possibilidade de obtê-lo.
     Abrindo a porta, um lindo céu estrelado iria de encontro com seu par de olhos. Naquela noite, o cosmos estava especialmente bonito, soltando vários pontinhos brancos no céu e uma aura vermelha bem leve entre os espaçamentos das estrelas. Poderia ser um bom sinal, ou não, mas a sua beleza era de fato incrível. Seu tio não estava em sua casa, muito provavelmente já teria saído para atender à alguns pacientes ou para tratar de algum caso emergencial. A medicina, ou a arte de ser um curandeiro, era algo que requisitava dedicação e imediaticidade, e cenários como esse na madrugada poderiam ser mais comuns do que o esperado pela ninja.
     No lugar que ela estava, poderia encontrar os caminhos de pedra padrões da ilha, que levavam a diferentes construções, sem ter como se perder muito, pelo menos para os nativos era algo trivial. O ar da brisa que soprava ao seu rosto era quente e confortável, passando uma sensação de conforto a maioria das pessoas. A sua frente, o caminho de pedras se dividia em três, e ela poderia escolher se seguiria algum. As flores cobriam todo o espaço que não fosse pelas pedras, como um tapete lindo e colorido, ela também poderia escolher não seguir caminho nenhum, já que poderia ser uma escolha dela. O caminho da direita levava a uma casa antiga da ilha, que morava uma senhora bem gentil e afetuosa que sempre sorria quando via a menina. O caminho do meio a levaria mais pra parte central da cidade, que a cachoeira deságua, e o caminho da esquerda era mais desconhecido, sem se saber o que poderia se encontrar.

Tamara

     A menina certamente era alguém que gostava de uma agitação e folia, vivia da forma mais inesperada possível e buscava aproveitar cada oportunidade que tivesse para se divertir. Seus últimos acontecimentos naquela cidade já tinham passado um certo tempo, por volta de uma ou duas semanas, e as coisas já estavam mais calmas desde que tudo aconteceu, quase como se nunca tivesse ocorrido. A garota se encontrava em em campo aberto, acordando de uma de suas últimas idas ao bar e baderna com pessoas da cidade. Deitada pela parte oeste da ilha, a menina se levantava de um colchão de flores que ela havia se aconchegado, como se tivesse quase a ter dormido em uma cama de verdade, só que com um cheiro e clima agradáveis demais para algo dentro de uma casa. Amassando algumas, mas se levantando, a garota logo reconheceu que não estava muito longe do último bar que conheceu um pirata, uma de suas maiores aventuras até o momento.
     Seguindo por um caminho de pedrinhas, rodeada por um mar de plantas, que a seguiu, ela chegou no estabelecimento calmo e aparentemente reformado, com as paredes novas e sacadas limpas. Nem parecia ter sido um lugar de bebedeira e sacanagem, mas as luzes do interior estavam acesas como a brasa de uma lareira. Quando se levantara, ainda era de noite, e o céu refletia a linda luz das estrelas, que iluminavam parte de seu caminho até o bar. Algumas tropeços e batidas com o pé eram algo comum até lá, mas nada que a impedisse de chegar no seu objetivo.
     Sem pensar muito, e passando pelo guarda que jazia de costas a entrada, com um olho inchado do soco de seu último encontro, que não a reconheceu, abria a porta do estabelecimento de forma discreta, não queria confusões absurdas naquele momento, talvez estivesse procurando apenas informações. Ao adentrar na taverna, poderia inicialmente ver o mesmo barman que da última vez, polindo alguns copos na frente da mesa de bebidas. A sua direita estavam algumas pessoas jogando cartas, apostando algum dinheiro e bebendo cerveja, enquanto na mesa do bar se encontravam um cara com vários outros ao seu redor, batendo na mesa em animação e gritando - Vira! Vira! Vira! Vira! Vira! - passando a torcer pelo homem, que estava próximo de vários copinhos de shots de vodka ao seu lado. Outra mulher poderia ser vista ao lado daquele grupo, mas de forma mais discreta e também observando os indivíduos dali.


Falas:
#Baltazar
#Kana
#Tamara
#Victória
#Mascarado 1
#Tenente Strauss
#Dórian
#NPCs Gerais

Pensamentos
#NPCs Gerais

Off:
 

Histórico:
 

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySex 15 Mar 2019, 16:58

Baltazar Vincent Encausse
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Baltazar não acreditava que seus novos "raptores" eram pessoas ruins, apesar de ser o lógico a se pensar, já que estava sob custódia daqueles que deveriam servir e proteger, a experiência que havia vivido havia sido aterrorizante, ele não negava isso. Seu psicológico era forte, se fosse alguém mais frágil talvez saísse traumatizado daquilo, mas ele não era assim, a vida já havia lhe batido na cara e a cada porrada que recebia, ele perdia mais o medo.

Não saber o destino de Dórian era um incômodo, depois de tudo o que haviam passado a vida seria bem injusta se não escapassem juntos. Independente das incertezas do futuro com aquele novo grupo, sabia que tinham mais chances com eles, do que com aquele General Strauss.

A adrenalina estava a mil e ele ainda não havia parado para refletir com cautela sobre o que tinha acontecido, mas sabia que a situação havia largado de mão e talvez pudesse ter sua parcela de culpa naquilo, mas será mesmo? Strauss era um homem que duro, com muita bagagem, aquela com certeza não deve ter sido a primeira vez que ele havia feito algo do gênero, ali infelizmente estavam na hora errada com a pessoa errada, pelo menos era assim que o jovem Encausse se sentia.

Já do lado de fora respirava fundo, a dor na perna incomodava e a falta de ar, por mais que soubesse que se recuperaria com o tempo, ainda enchia o saco. Para ele a pior parte de toda aquela aventura não era ter apanhado, não era estar machucado, não era estarem brincando com a sua vida como se ele não fosse um ser independente. Não. A pior parte de todas era estar sozinho. Ser independente era diferente de ser solitário, talvez fosse por aquele motivo que se agarrou com tanta força a vida de Dórian, não queria perder mais ninguém, principalmente alguém que havia se aberto, mesmo que um pouco, com ele. Para Baltazar aquilo tinha significado.

Tendo uma melhor noção sobre o lugar em que estava, agradecia por aquela invasão ter acontecido e por ter sido fácil, se gritasse, ninguém os encontraria. Seus olhos paravam sobre a mascarada enquanto avisava sobre o companheiro.

Esses não são os "PirArts", eu não me lembro dessas presenças ou dessas roupas, isso não significa que eu não seja agradecido, senhor desconhecido.

Para a surpresa de Baltazar, aquela pessoa retirava sua máscara e revelava o seu rosto, sorria ao perceber que era uma mulher, não havia conhecido muitas mulheres valentes durante a sua vida, mas das poucas que teve a chance de ver, com certeza nutria uma grande admiração, entretanto, o que ela dizia lhe soava estranho.

Seu objetivo? — Perguntava visivelmente confuso. Constatava que pelo ritmo da conversa, ela deveria estar falando de Dórian, mas aquilo não fazia o menor sentido. Tinha perguntas, muitas delas, mas naquele momento achou mais espero simplesmente confiar naquela pessoa e ver no que aquilo ia dar. — Eu acredito em você.

Seus olhos iam para trás quando percebia que mais alguém deixava aquele caos de quarto, apenas olhava por medo de ser o incansável Strauss, se fosse, estavam perdidos.

Hey- — Chamava pela mulher, mas se interrompia ao ver que não era nenhum dos guardas e que Dórian estava seguro. Sorriu e continuou olhando pra frente.

Ao surgir a hipótese de ser apagado, olhou feio para o rapaz, mas não respondeu, pelo contrário, continuava a andar, porém calado, o objetivo era ganhar uma pista sobre o que estava acontecendo ou quem eles eram. Quando ela lhe respondeu sobre a questão dos reforços, apenas assentiu com a cabeça e deixou a ficou com uma expressão mais serena.

Strauss... Ele é uma dor de cabeça mesmo. E corrupto. — Olhava para Dórian vendo o resultado das ações daquele homem, ainda não entendia como alguém poderia ser tão afetado por traumas do seu passado.

A menina então parava na sua frente ajoelhada, Baltazar ficava surpreso e sem entender exatamente o porquê, ouviu o que ela tinha pra falar. Seus olhos arregalavam em visível surpresa, sua boca abria e então sentia seus olhos darem uma leve marejada.

Vocês... Vocês são o exército revolucionário... Willy. — Limpava os olhos enquanto acatava e subia nas costas da mulher. Pela voz era perceptível sua emoção, mas mesmo abalado pela surpresa que o havia encontrado, sorria em seguida e tentava melhorar o tom da sua voz. — Obrigado.

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Objetivos escreveu:
Primários:
( ) Aprender ilusionismo.

Longo Prazo:
( ) Comprar botas.
( ) Conseguir uma recompensa.
( ) Conseguir uma Akuma no Mi.
( ) Adquirir Vantagem: Aparência Inofensiva.
( ) Adquirir Vantagem: Adaptador.
( ) Adquirir Vantagem: Liderança.
( ) Aprender o ofício "Gatuno".
( ) Aprender a usar os Haki's.
( ) Aprender um Rokushiki.



Aventuras:
 


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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySex 15 Mar 2019, 18:08







Kana Nobushi

Idade: 22 anos



Naquele dia ao se arrumar Kana preferiu usar um kimono, mas tinha diversas opções de vestuário no guarda roupa. Enquanto estava no quarto procurou pelo leque, olhou em todos os lugares que poderia ter guardado, mas por fim deu de ombros. Quando menos esperasse o leque apareceria. A casa era modesta, mas confortável, procurou por seu tio nos quartos, banheiros e nas áreas comuns, já estava tarde, mas provavelmente ele foi chamado para alguma ocorrência. E como ela tinha cochilado no período da tarde, naquele momento ela não sentia sono algum.

Ela caminharia em direção a janela, a noite estava agradável, o clima estava quente e o céu coberto de estrelas. Por mais estranho que pudesse parecer, a noite estava convidativa para dar um passeio. Então ela iria pegar sua bolsa e colocaria alguns itens essenciais em primeiros socorros, como curandeira, deveria estar preparada para qualquer incidente que pudesse acontecer pelo caminho. Também levaria alguns pães e geleia para a idosa que morava algumas casas mais afastada, mesmo que fosse madrugada e provavelmente a senhora estivesse dormindo, daria um jeito de deixar ou entregar os alimentos para ela. Poderia deixar em algum lugar próximo a janela, como a ilha era muito calma e tranquila, duvidava que alguém pudesse roubar. Primeiro por causa da fama de Vick, o Capitão da Marinha, ele trouxe paz e ordem para o lugar. Tanto que Kana não via problema algum em fazer esse passeio noturno. E se caso alguém roubasse os alimentos, provavelmente seria alguém mais esfomeado e necessitado, mais um motivo para levar comida consigo.

Antes de sair deixaria um recado para seu tio, avisando que estava sem sono e que iria fazer um breve passeio e visitar a senhora idosa.

Ao sair de casa, uma brisa refrescante atingiu seu rosto e ela fitou novamente a imensidão de estrelas, tinha a sensação de ser um presságio bom. E enquanto caminhava por aqueles campo florido, aproveitaria para refinar seus conhecimentos de botânica. Mesmo a noite deveria ser possível diferenciar uma flor de outra e tentar lembrar seus nomes e se tinha alguma propriedade especial. Por isso caminhava sem pressa, mas mesmo com a ilha sendo pacata, Kana estaria atenta a qualquer ruído  ou sombras que poderiam surgir, afinal ainda tinha seus instintos ninjas.

Seguindo pelo caminho da direita, esperaria chegar até a casa da senhora e observar se tinha alguma luz, fumaça ou algum sinal de quem a velhinha estivesse acordada. Se não procuraria um local ideal para deixar os mantimentos. Caso não chegasse ao seu destino ou algo acontecesse ao seu redor, ficaria em estado de alerta e pronta para reagir.



- Fala
“Pensamento”

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MensagemAssunto: Re: Capítulo 1.5: Uma nova tentativa   Capítulo 1.5: Uma nova tentativa - Página 2 EmptySex 15 Mar 2019, 18:57


Enquanto andava pelos caminhos floridos de Toroa Island, minha cabeça estava a mil. A ansiedade de voltar àquele lugar era muita, não somente pela possibilidade de reencontrar o Capitão, mas também pela peraltice de retornar a um local que havia feito tanto estrago. Era algo vivo, travesso, quase maligno, como se eu quisesse ver os frutos do meu trabalho. Era isso que se sentia estar realmente vivo? Era necessária essa emoção constantemente na minha vida? Será que não conseguiria viver mais sem esse sentimento?

A chegada na taverna fora mais discreta do que eu mesmo acreditava. O guarda estava na entrada, vivo. E com um olho muito roxo. Azar o dele por ter se metido no meu caminho. Lá dentro o barman ainda estava trabalhando, esse eu tinha que falar depois. Na primeira vez que nos encontramos havia mostrado total indiferença comigo. Será que dessa vez faria o mesmo? Bem, provavelmente chamaria mais guardas ainda, mas o impulso de ir lá agora era quase insuportável. Mais do que fazer ou não fazer alguma coisa, era muito mais excitante ver os resultados depois.

E infelizmente o Capitão não estava ali, o que já era de se esperar, mas haviam outros homens ali, dessa vez estavam fazendo coisas aleatórias e ninguém prestou atenção em mim. Em um primeiro momento me deixou irritada, em um segundo talvez fosse melhor assim. Imagina um grupo de guardas furiosos querendo me pegar! HUM, essa ideia não era de todo ruim. Um sorrisinho inclusive se formou no canto de minha boca involuntariamente.

Mas de todos que estavam no local, quem mais me chamou atenção fora a mulher. Num ambiente daquele, tão masculino, ou ela era uma aventureira, pirata, caçadora, qualquer coisa do tipo, ou uma prostituta. De uma forma ou de outra, ela poderia me servir bem essa noite. Com isso andaria discretamente até ela, tentando não chamar a atenção desnecessária, sem esbarrar em nada, sem tropeçar.

Por mais que eu andasse em terra firme, em nenhum solo era tão bom e fácil de me movimentar quanto na água. Lá meus movimentos são rápidos, precisos, suaves. Aqui desengonçados, lentos, cheio de tropicões. Sirenas não foram feitas para andarem em terra firme. Invejava meus primos tritões nesse sentido, eles se davam bem tanto em terra quanto na água. Mas em compensação numa corrida subaquática jamais nos venceriam.

Meus pensamentos voltam a mulher e tento observar como estava vestida, se de forma mais escandalosa, mais formal, mais guerreira, se possuía armas e exatamente o que estava fazendo. Independentemente do que conseguisse observar, chegaria ao lado dela e flertaria.

- A senhorita me pagaria uma bebida? Ou eu deveria pagar-lhe uma? Aliás o que você faz por aqui, minha querida?

Falaria com uma voz mais delicada, sedutora, esperava que minha aparência fosse o suficiente para fazê-la se interessar por mim. E dependendo da resposta, teria já a primeira impressão se era uma mulher mais dominadora ou submissa. Ai o restante da conversa dependeria se ela fosse do tipo mais comunicativa ou não. De qualquer forma, conseguiria mais informações sobre a mesma, de um jeito ou de outro.

Agora, se ela simplesmente me ignorasse, pegaria ela pelo braço e a puxaria até mim, aproximando meu rosto o máximo possível da mesma. Se ela soubesse lutar, eu provavelmente receberia algum golpe de volta, não me importava. Caso contrário estaria a minha mercê, para que eu aproximasse meus lábios nos dela.

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