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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Falência declarada

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ADM.Tidus
Duque Azul
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MensagemAssunto: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptySab 02 Fev 2019, 00:40

Relembrando a primeira mensagem :

Falência declarada

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Karelina Lawford. A qual não possui narrador definido.


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AutorMensagem
Johnny Bear
Pirata
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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyQua 20 Mar 2019, 16:04

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Os Oito - O Aroma da Morte

Das ruas e vielas à costa e o centro, de lojas glamurosas, expondo letreiros coloridos e desenhados para fora pendendo sob alguma plaqueta de mármore ou madeira escura, até bares de becos no ribamar, oferecendo cervejas pretas e torta mofada, uma armadilha para navegadores noviços na região, eles atraíam o público com a divulgação de rameiras, ofereciam cortiços para a tripulação e com alguns punhados de berries a mais conseguiam algumas camas de penas ou um café da manhã com pão de cevada preto e uma jarra de vinho seco da adega. A ilha, como um todo, oferecia diversos serviços de hospedagem e consumo, para um homem como Henry, com holofotes virados para a cara, recompensa recheada como um leitão de banquete, não seria difícil encontrar inimigos, poderia encontrá-los nos botequins de esquina, casarões de vinhedos, ou até mesmo nas logos/enfiteutas daquela cidade que passou com Rohnan três vezes, escondido em cada pé de feijão uma mágoa, perdido em cada lábio carnudo ou rachado uma fofoca; Karelina não se preocupou muito em procurar, o rapaz ainda cabisbaixo arrastava os pés pela neve deixando pegadas fundas para trás, mas nunca deixando de seguir sua paixão, um sentimento puro outrossim incompreensível, não sabia ao certo as ambições dela, só queria estar ali por uma paixão passageira.

Decidida a enfrentar pouco mais que meia dúzia de guardas pouco treinados, mas ainda homens com juízo o bastante para se manterem na linha sob as ordens d’um procurado famoso, a falta de preparo pode ser então um ponto alto do combate, embora vaga e remota chance fosse a de Karelina de conseguir eliminar todos os homens em apenas um momento, faltou-lhe caber a palavra, pois com tamanho derramamento de rubro visco quem sobraria para lhe dar informações? Mortos não costumam falar, só para aqueles proclamados médiuns e despertos, mas se lidar com homens porcos vivos já era um problema, imagine então tentar arrancar informações de espíritos vingativos, sujeitos carrancudos na pós vida, tirar-lhes o direito ao desfrutar de um bom vinho ou do conforto de um par de coxas aquecendo as orelhas na cama.

Rasnak Von Rasnaar era diferente dos outros mercenários do galpão, embora características físicas dentre eles fossem distintas, homens como Bron ou Emílio Ditore - um homem de estatura e olhar austero, tinha grandes olheiras roxas por baixo dos olhos e ostentava verrugas e um bigode esbranquiçado longo - arruaceiros e baderneiros locais cujo nome nunca passou das terras Nortenhas adiante, conhecidos pouco por Micqueot por trabalhos sujos, crimes menores, mas a atenção da marinha os animava, ter a cabeça a prêmio posta em um pedaço de papel dá a eles uma falsa sensação de superioridade. Mas para Rasnak, a definição de um bom mercenário passava longe de ter renome. Apesar de não ser fã de títulos, os homens com quem frequentemente trabalha se referem a ele como “O Homem Vidro” por seus métodos de trabalho. Não deixava para trás vítimas, muito menos levantava suspeitas por onde passava, era como um vidro, transparentes, silencioso, quase invisível; os muitos reconheciam ele apenas pelo olhar malicioso, a setas negras abaixo dos olhos que tinha tatuado, costumava sempre andar com roupas escuras, em especial, para se camuflar naquela cidade de baixo contraste, onde as casas ostentavam um carvalho tratado escuro, poucas cores vívidas nas extremidades, embora o centro quebrasse essa regularidade, sob a luz do luar e o céu banhado em estrelas, Rasnak era tão branco e pálido quanto a neve no chão em que pisava, cobria-se de couro batido e linho escuro. A fama subiu até um ponto alarmante, começou a receber vistorias frequentes, agora era parado nas ruas, checavam seus bolsos e os trabalhos como mercenário começavam a requisitar maior cuidado e discrição, por isso, naquela manhã decidiu que era hora de mudar, trocar de identidade tal como uma cobra muda de peles, colocou roupas extravagantes, uma jaqueta e calções amarelos, colocou um boné na cabeça, tirou os dreads e raspou a barba.

Vindo pela mesma ruela de antes, dando acesso à avenida na sua extremidade, conseguia ver de lá, além de milhares de passageiros corriqueiros, tendas e vendinhas à beira de praças frente ao mar, barcos postos no porto, aquele pouco tempo que tomou de ida até o casarão do Barão Boras foi suficiente para dar vida e contorno a todo aquele lugar. Ao lado do galpão que estampava a bandeira da pirata de cabelos azuis pousava uma pequena escuna carregada com caixotes lacrados, não era possível definir o que havia lá, mas eram pesados, pouco mais de duas dúzias deles, carregavam o carimbo vermelho de “frágil” por todo o contorno lateral, todavia não estampava qualquer vela ou bandeira que dava marca à sua origem, a pintura no casco já era velha, uma madeira de pinheiro com uma tinta branca já descascada e desgastada pelo tempo. Dois galeões estavam parados mais a frente, um ao lado do outro, estavam descarregando especiarias vindas do Sul, mas também recrutavam homens para a tripulação, contratavam mercenários para ir a alto mar e embarcar em expedições para terras não mapeadas do Norte, canhões projetavam do casco, duas longas fileiras de uma dezena, provavelmente para lidar com monstros do mar ou piratas. Um Nau estava içado no porto interno de Micqueot, um lugar guardado por enormes portões de ferro, muros que passavam por cima formando um arco pouco íngreme cuja passagem era total formada por escadarias até o centro, toda a extensão dele tinha aproximadamente um quilômetro com uma torre de vigia posta a cada cem metros. Homens espreitavam para fora, portando lanças e armas de fogo protegendo o local. Apesar dos enormes muros guardando as docas e fechando a passagens para as demais embarcações, durante o tempo em que ficou aberto os portões, Kare poderia ver aquele Nau, içava em seu convés uma fragata média, ao redor do Nau estruturas feitas de ferro e madeira para que os homens pudessem trabalhar na manutenção da Fragata.

Kare seguiu para a viga Leste, passando por entre as pessoas que compravam maçãs caramelizadas, amêndoas, castanhas torradas e afins em choupanas e barracas por ali. Era Bron quem estava lá cuidando da vigia Leste, dessa vez escorado sobre a estrutura exterior do galpão mastigando algumas uvas e atirando as sementes na cabeça de pessoas mais adiante, em outras ocasiões ele e outros mercenários costumavam ficar fazendo isso no fim do expediente, mas alguns homens carregavam as caixas vindas da escuna para dentro do galpão, diferente das muitas outras com parreiras expostas para que as moscas pudessem pousar ou os dedos gordurosos de algum guarda franzino alcançasse, essas novas estavam sendo colocadas na sala no fundo, cujo acesso era restrito. Correndo os olhos pela multidão, não foi difícil encontrá-la ainda na metade da avenida, Bron animou-se percebendo a aproximação de um rosto conhecido “Ela por aqui?” pensou sorrindo enquanto tirava a mão do colarinho para ajeitar a calça pelas alças do cinto. Passou a língua pelo lábio inferior rachado e ferido, aos poucos seu olhar contente e malicioso fora dando espaço para um mais preocupado, tecendo a garota de cima a baixo podia ver, mais reluzente do que nunca, sua lança que pendia com a ponta para baixo de modo suave, de tempos beijando levemente alguns montes de neve ou flocos que caíam - Pessoal… - Ele levantou a voz, olhou para o lado tentando encontrar cobertura de algum aliado, a mão passou pelo corpo encontrando o punho da arma dentro da bainha, mas no contratempo de virar o rosto, a brecha perfeita para o golpe. Com o rápido disparo, a ponta da lança enfincou num amontoado de gordura, sentiu-a atravessar o couro, o linho e a lã dos trajes para o frio, pode ouvir o som da pele rasgando quase que em um estouro, mas a arma acabava com a ponta perdida e presa no meio de tripas enormes, restos de comida e muito sangue ralo. Bron caia para trás com o golpe atingindo-o de surpresa, a arma enfim desprendia do corpo, puxando pedaços do intestino, sangue e detritos; a pele havia sido cortada, exalava o odor, mas as camadas de roupa, apesar de não conseguirem segurar o sangue que escorria, mantinham os órgãos ainda dentro do corpo sem que estourassem para fora. Derrubando caixas e uvas por cima do corpo, Bron também estragava alguns caixotes de mercadoria, as que caiam em seu corpo fedorento e manchado, e aqueles que esmagou caindo por cima - Aaaah! A vadia me acertou! Minha barriga! - Bradou ele, não demorando muito para que os outros, aqueles que estavam conversando e carregando caixas, percebessem a confusão e visse de relance o ataque.

Sem dar muito mais tempo de vida e dor para Bron, o golpe seguinte vinha cortando o tronco agravando a situação já importa no primeiro movimento, mas agora, com o traje instável e os órgãos mais soltos, o movimento subsequente fora então inevitável, toda aquela massa acumulada de banhas e gases saltando para fora como um todo, as camadas de pele e tecido não resistiram à forte pressão imposta e então sucumbiam, o resultado? Uma explosão de tripas, sangue e bosta pelo galpão, não necessariamente uma chuva destes, mas por todo o canto o cheiro exalado de vala, o fígado estava para fora, o estômago tão grande quanto um antebraço pulsava e encolhia aos poucos quando exposto aos suspiros gélidos do exterior, o intestino grosso caia para o lado de fora se contorcendo como uma serpente abatida. O fedor em conjunto com a visão deteriorante fez com que as pessoas nas proximidades tivessem o desprazer de contemplar aquela obra, descontentes e desesperadas, algumas mais com nojo e náuseas, correram todos para longe dali, os vendedores de alimentícios desacreditados começavam a cobrir os alimentos para que não ficassem intoxicados ou coisa parecida, o fluxo era grande e o tumulto também, as roupas limpas de Kare agora estavam sujas com enormes manchas de sangue e também fediam bastante.

Sete homens, oito restantes no galpão, Rasnak via tudo de longe, sentado fumando um charuto, seu olhar de indignação e, ao mesmo tempo, de súplica, soando quase como se temesse por sua vida, mas nunca deixando de esconder as lágrimas e manhosamente escorriam pelos cantos do rosto se perdendo na fumaça e a palidez de sua pele. Um dos que carregavam caixas correu para a extremidade Oeste, apertou um enorme botão vermelho que aciona as sirenes de aviso, a luz vermelha iluminando o local correndo pelas paredes enquanto as portas começavam a descer para fechar o galpão com Kare e os sete dentro dele. Três homens correram em direção a Kare com rostos austeros, vinham para confrontá-la, os dois restantes puxavam as caixas de parreiras para longe dali, tratavam de se livrar do corpo fedorento de Bron, limpar o chão e varrer para fora as mercadorias estragadas que, por sinal, não eram poucas. A neve pouco acumulada no relento de pouco servia, ademais que todos vestiam roupas para frio já que eram encarregados de cuidar da madrugada e período matutino. Diferente do primeiro golpe, este foi longe de ser efetivo, isto posto, aquele quem empunhava a espada rapidamente em trajetória um golpe contrário, empurrando a lança para o lado e, pela empunhadura estar na outra extremidade, Kare pode sentir a ponta pender pesada para o lado contrário ao qual ela realizou o golpe. O lutador correu baixando o tronco, de quatro patas seguiu, era um Mink felino do tipo Leopardo cujo nome era originário das províncias do Mar Leste, Le Fay, seu pelo acinzentado próprio para baixas temperaturas embora o lugar de origem tivesse um clima temperado, a cor dos olhos esverdeados eram, desconsiderando a luz das sirenes, as coisas mais brilhantes dentro do galpão, tinha franzino este, mas ainda denota sua concentração e determinação frente ao inimigo, decaindo sobre o instinto e costume do lado animal. Le Fay utilizou o palmo esquerdo para segurar na haste da lança a fim de impedir que Kare realizasse outro golpe, de perto, seus movimentos de luta consistiam em chutes aéreos ou baixos, foi rápido em desferir um em diagonal vindo de baixo para cima indo de esquerda à direita em direção ao rosto da garota, mas antes de lidar com o chute, ouviu um disparo feito por McGulliver.

McGulliver era um mercenário vindo do Sul, de terras áridas e climas altos, costumeiro a vestir couro, botas pesadas e chapéu de Cowboy, o clima baixo das terras nortenhas era de longe reconfortante para ele, mas pelo dinheiro bom e fácil veio montado na sua égua malhada chamada Gadu, era uma sem raça, valiam poucos punhados de berries, mas tem a personalidade forte como a de um Morgan, boa para corrida em longos campos áridos, rica em vitalidade e fortitude como um Mustang. Gulliver continuamente gosta de considerar que sua sem raça tem o que há de melhor nos dois, além de ser dócil e cavalgar confortável. Pistoleiro desde criança, aprendeu a usar uma arma de fogo ainda na infância quando saía para caçar cervos e lebres, ganhava a vida disparando, primeiramente em animais para vender as peles e a carne, agora em pessoas que Henry não gostava.

A bala passou de raspão em Le Fay, embora habilidosos, o ponto fraco daqueles mercenários contratados de diferentes partes do mundo era, evidentemente, na química e espírito de equipe quase nulo. A explosão invadiu o joelho de KAre fazendo seu corpo pender para o lado direito, um fluxo ameno de sangue escorria da perna molhando a sapatilha nova com aquele visco rubro, ao passo que deveria se preocupar com a movimentação um pouco prejudicada, teria de lidar com o golpe que vinha logo mais, além de outros que poderiam vir por trás a qualquer momento, lidar com três homens seria sua sina.

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Piromante por Esporte - Ao som de uma música de sentido adverso

A dialética usada pelo grupo utilizava-se de cenários e ações cujos quais não dialogavam com a lógica, mas a ironia posta no mundo não podia ser melhor representada, em um mundo recheado de extremos e discussões morais, aquele grupo encarnava algo mais lúcido do que o aparente, eram a exposição sem escrúpulos, sem enfeites ou processos de polimento cultural do ser humano. Bestas vívidas, cujas causas não dialogam com a lógica ou a realidade, sendo a insanidade iluminadora, cujos mais dispersos dessa idealizada de um mundo perfeito já conhecem, não há como se encontrar salvação ou clemência, ordem racional ou princípios lógicos, é tudo uma grande piada, e os vilões os comediantes. No calor vívido quebrantara a falsa sensação de salvação, não era completa insanidade, era diferente, um modo de vida liberto das amarras do medo, Ren pouco apreço tinha pela própria vida, provou isso querendo tomar a tocha em mãos do pleno ar enquanto em rodopio; o pedaço de madeira amarrado com fibras, banhado em óleo vegetal que alimenta as chamas caiu em meio aos braços, sentiu a ardência da lambida do fogo no antebraço, a pele sucumbia expondo queimaduras de segundo grau naquela região, a tocha estava a tamborilar pelos braços desajeitados enquanto no rodopio a lançou de volta para o lugar de origem, o arremesso quase perfeito atravessou o ar gélido cortante matutino, acertou em cheio a cabeça do homem vestido em vermelho, o impacto o fez cambalear para o lado, o tecido fino e inflamável logo pegou fogo e ele, atordoado pelo golpe na cabeça em conjunto com o desespero das chamas abraçando o corpo como uma jovem nupcia, correu sem direção pelo palanque até o pé da cruz encharcada iniciando um incêndio.



O fogo tomava conta do assoalho do palanque, os outros que levantaram os punhais agora davam passos para trás, quase que saltando para fora da estrutura para escapar da ardência, a pessoas ali por volta começavam a correr da praça, muitas indo em direção a capela ali em frente, alguns outros corriam para suas casas e os mais dispersos e juvenis para a vegetação alta, os campos de cultivo das parreiras de uva verde. A estrutura ardia como um todo, logo tomada a cruz também brilhava no dia acinzentado, Ren ergueu a cruz com dificuldade, era pesada e grande o bastante para ter quase três dele de altura, mas isso não o intimidou, as amarras que a mantinham no lugar agora estavam carbonizadas no solo ao redor. Johnny percebeu a intenção suicida e, com o uso dos braços saudáveis, arremessou o corpo vegetativo para fora do palanque, alguns outros membros da associação também o fizeram quando enfim viram a luz de prelúdio da destruição cair sobre eles, a cruz tombava para frente derramando óleo e fogo para todos os lados, esmagando dois homens e uma mulher no processo, outros que estavam em fuga tiveram as roupas lambidas pelo fogo, em especial dois que corriam para os campos de parreira e, ao adentrarem na mata sem perceber o fogo, começavam a alimentar as chamas com o sabor doce das parreiras, logo o brilho não só se estendia pela praça, mas também começava crescente nos vinhedos.

Com o espetáculo iluminado, acompanhado veio a sinfonia madrigal, trouxe os gritos de pavor do público, o badalar dos sinos da capela, e é claro os olhares curiosos por entre as janelas do quarteirão, os rostos curiosos que espreitavam para fora das casas, os de coração valente iam acompanhados de armas e utensílios para ferir, mas estavam longe, Ren não poderia ver, apenas ouvir eles ao longe em protesto, questionando-se sobre a possível origem daquela confusão. Ficando ali, teceu o plano como queria, executando de forma arbitrária um massacre daqueles, mas logo viu parte das próprias roupas pegarem fogo, por ironica parte aquele que alimentou uma hora decidiu voltar-se contra o seu próprio servente. Johnny desesperadamente se arrastava até Fuscona, sua égua de raça que gritava assustada perto da entrada da ruela, com pessoas passando por ali e algumas até tentando tomá-la pelas rédeas, como um touro mecânico partiu pelo campo se unindo a madrigal, arrastou corpos presos à sua cela, alguns pegando fogo no meio do trajeto e sucumbindo, arremessou do torso dois homens que por sorte conseguiram subir, mas esta mesma sorte havia os abandonado quando caíram de face no solo arisco ou em mármore da fonte gelada - Cara, você é maluco! Vamos sair daqui antes de virar churrasco de domingo! -



~Lícia~
Tiro no Joelho Direito - Bala cravada no Corpo - Não tratado (0/8)

~Makei~
Queimaduras de Segundo Grau no Antebraço Esquerdo - Se Não tratado em 2 Posts irá formas Bolhas - Não Tratado (0/6)


Cartaz:
 

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Makei
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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyDom 24 Mar 2019, 01:06





Não importa o caminho que eu siga… Sempre haverá fantasmas e demônios se rastejando pela rota que eu faça, pobres sombras solitárias que continuam a me seguir, suplicando com suas vozes ao tentar falar comigo… Rastejando meu nome arruinado sobre fogo, clamando por atenção enquanto chama por ele, perdidos no incêndio.

Mil faces continuam olhando por mim, observando as milhares de vezes que eu caí junto das mil vozes mortas sobre meus pés… Já vendi a minha alma uma vez ao chamado daquela doce melodia que clamava pelo sangue doce e virgem das minhas vítimas, mas agora eu vou embora… Sim, eu vou embora...
...

Não podia deixar de respirar fortemente ao observar como tudo isto tinha acontecido, era algo estranho… Como se não tivesse como explicar de fato um motivo por trás além de tranquilidade naquele momento… Uma serenidade tão assustadora e acolhedora, parecido com o abraço de uma mãe, era como uma sintonia do fogo abençoando as minhas ações no meio daquela igreja ou apenas as deixando mais claras que esse não era o caminho errado… Uma coisa era certa, não importa o que eu faça a morte sempre continuará a me acompanhar independente do trajeto que eu tome, não é como se eu não gostasse da sua companhia… Mas é bom saber sentir o reconhecimento que esse ainda deve ser o local que meu coração tem de seguir, talvez isso seja a justiça dos céus ? Mas quem seria eu para aplicá-la ? Apenas mais um pecador... Não tem como responder de fato o que falar sobre isso, apenas podia admirar o cenário brilhante e caloroso a minha frente… Perdido no fogo.

Parecido à uma pequena quebra de paradigma naquele momento, um sorriso brotou sobre o meu rosto, um sorriso genuinamente feliz que apenas acarretou em uma risada concisa comigo mesmo ao balançar a cabeça de um lado para o outro… Estava satisfeito comigo mesmo, pois era esse tipo de vida que eu buscava, um lugar onde eu sigo a minha própria vontade, mesmo que isso possa dar problemas… São apenas a pequena consequência de sua virtude. - Pfft… Quem diria que a primeira coisa que me acontece ao chegar é botar fogo em algum lugar… - Falando comigo mesmo não tinha como não segurar a risada… Como se não acreditasse de fato no que estava acontecendo aquilo parecia se tornar cada vez mais hilário, como se algum tipo de deus estivesse a tirar sarro de mim, ou será que seria das outras pessoas deste lugar ?
- Pfftth… BWAHAHAHAHA ! QUEIMEM, QUEIMEM, QUEIMEM ! - Levaria a mão sobre os olhos enquanto ria, não tinha como deixá-las por ali por muito tempo antes de soltá-las junto com o corpo acompanhado das palavras de euforia e insanidade antes de respirar fortemente, finalmente me acalmando…  

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Com um pequeno passar da língua sobre os lábios estava na hora de ir embora, sim... Embora desse lugar infernal. Parecido com uma criança triste onde sua brincadeira havia chegado ao fim, seguiria em direção de Johnny calmamente e até mesmo com uma aparência um pouco cabisbaixa… Não era como se eu me importasse de fato, é apenas o vazio que preenche o nosso coração após sentir o leve gosto da tentação por um momento, são as pequenas angústias de uma pessoa que continuava a andar de passo em passo, sem pressa ou algo do gênero já que não sentia a necessidade disso, apenas aproveitando aquele pequeno momento sobre a capela em chamas no mesmo tempo que continuava a juntar cada vez mais pecados sobre as suas costas… Esse sou eu.

Pelo caminho iria retirando calmamente as minhas roupas que havia sido pega pelas labaredas, sem parar o passo no meio dessa ação quem sabe até mesmo tinha piorado um pouco os machucados pelo breve vislumbre de um sentimento sumido, já que havia ignorado-as por um tempo.

- O que achou ? - Comentaria ao abrir um sorriso no canto do rosto, não escondendo nem um pouco a malícia e o lado sádico por trás daqueles dentes para Johnny, estava confiante e feliz, mesmo que lá no fundo ainda pudesse sentir os resquícios de uma solidão eterna ao lado de meus demônios. - Por sinal, como está as pernas ?... Acho que precisamos ir atrás de alguem médico ou coisa do gênero… Conhece alguém ? - Não era como se eu genuinamente me preocupasse com ele… Apenas precisava de um motivo para demonstrar um pouco de amizade, sabe… Eu havia salvado a vida dele e tals… E muitas vezes um guia nesses problemas nunca é ruim ! Além disso, esse era o meu objetivo desde o início… Por sinal, eu não estou esquecendo de algo ?... Me perguntaria sozinho enquanto seguiria o caminho atrás de Johnny, me esquecendo totalmente até que ponto eu havia retirado as roupas... Provavelmente totalmente pelado. - Vai ficar falando pra caralho ou vai andar ? Vamos ? - Responderia, deixando de lado todos os problemas atuais que haviam sido acumulados em minha cabeça nesse breve momento… O que havia sido feito não se pode mais ser desfeito, a vida continua e por isso a minha intenção fosse de dar a entender para que Jhonny tivesse a iniciativa do caminho em mais uma nova página dessa história.
“No final, alguns costumes nunca tendem a ir embora... Não é mesmo ?”



off¹:
 

Histórico:
 


Objetivos:
 



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~> Pensamento <~


Medalhas:
 



Última edição por Makei em Seg 25 Mar 2019, 14:38, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptySeg 25 Mar 2019, 00:16




Fico confusa ao sentir que a lamina da lança ficou presa na barriga de Bron me fazendo arquear uma sobrancelha. “Isso deveria acontecer?” Era uma sensação estranha, achei que não teria problemas ao cortar uma pessoa, mas parece que me enganei, aparentemente pessoas são difíceis de se lidar até mesmo em uma situação assim. Porem assim que Bron caiu morto não graças ao segundo golpe, eu me sinto ainda mais surpreendida, jamais imaginei que alguém poderia fazer tanta lambança ao ser cortado, mas felizmente ele pode me ser útil enquanto faleceu, arruinando parte das mercadorias com seu grande, me fazendo sorrir de satisfação. “Acredito que isso deve ser suficiente para fazer o piratinha vir até mim, e agora Ron o peregrino, acho que era esse o nome dele... ficou mais leve para carregá-lo até o QG, aparentemente foi um sucesso duplo.”  Talvez pelo calor do momento somado ao fato da luz avermelhada das sirenas tornar o vermelho do sangue invisível, ou apenas porque acabei me entretendo de mais com a situação, acabo não percebendo que o sangue de Bron espirrou em minhas vestes, o odor fétido imagino ser por causa das entranhas e sangue que espalhou pelo galpão, sem me tocar de que estou podre, apenas mantenho o riso esnobe e confiante.

Assim que meu joelho fosse atingido pelo disparo permaneceria parada o encarando tentando move-lo minimamente e parando toda vez que ele doesse muito, aceno de forma positiva com a cabeça. “Então é isso o que chamam sentir dor? É de fato algo interessante, mas não deixa de ser um incomodo.” Sorriria gentilmente para  McGulliver fechando os olhos brevemente. - Muitíssimo obrigada Sr. Atirador, realmente estava pensando em trocar as sapatilhas por outras com cores que combinem mais comigo, porem você me poupou dessa chatice. -

Manteria-me equilibrada em um pé, o que não estivesse com o joelho ferrado de preferência, e apenas tocaria minimamente o pé com o joelho lesionado, sem apoiar meu peso sob ele, permaneceria parada por um tempo esperando que Le Fay continuasse a me atacar, então esperaria que ele se aproximasse o suficiente para caso o mink tente se afastar, eu ainda tenha alcance para acertá-lo com a extremidade da lança, assim que ele estivesse nessa distancia iria me agachar apoiando todo o peso do corpo sob a perna com o joelho bom, estando pronta para avançar, e segurando a lança com a mão direita faria um corte na horizontal usando a ponta da lança mirando na altura das duas coxas dele, se acertasse continuaria a atacá-lo dessa vez refazendo o corte na mesma direção porém, em sentido oposto e dessa vez mirando na altura da barriga do felino, assim que a haste dela estivesse passando sob a região abdominal do leopardo, eu usaria a palma da mão esquerda para empurrar a base de minha arma e tornar o corte mais profundo, também forçando minha mão direita para frente enquanto  tento girar o cabo da lança depois de tê-lo perfurado. Entretanto se Le fay saltasse por cima de mim ou do golpe, eu usaria essa brecha para saltar por baixo dele liberando todo o peso do corpo sob a perna boa como impulso, se fosse necessário usaria a lança para fazer um corte na horizontal porem mirando no felino para que ele não me atrapalhe enquanto passo por debaixo dele, tentaria cair apoiando novamente o peso na perna boa se eu sentisse necessidade usaria o cabo da lança como apoio no lugar da perna lesionada, e então seguiria na direção de McGuilliver continuando a pular com apenas uma perna, ficaria posicionada de forma que se formasse uma linha entre mim, o atirador e o leopardo, se McGuilliver atirasse em mim, eu usaria minha lança como suporte, apoiando a haste dela no chão e usando o impulso para saltar na direção do atirador e desviando por cima do projétil esperando que ele acertasse o mink dessa vez, e se eu me aproximar o suficiente do atirador, o perfuraria deixando a lança deslizar sobre minha mão enquanto a faço girar, mirando em qualquer lugar que fosse fácil de acertar, seguraria a lança apenas quando ela estivesse quase escapando de minha mão ou assim que acertasse o mercenário, se o acertasse seguraria a lança firme para deixá-lo imobilizado e cairia com todo o peso do meu corpo em cima dele, me aproveitando também para usar meu peso para aprofundar ainda mais o golpe, apenas tomando cuidado com o joelho machucado -Sr. Atirador, permita-me recompensá-lo pelo seu ótimo serviço como tintureiro.- digo sendo o mais debochada possível e com um sorriso irônico estampado no rosto e continuaria a perfurá-lo diversas vezes usando as duas mãos enquanto ainda permaneço em cima do atirado para que seja mais difícil dele desviar ou bloquar, porem se McGuilliver não atirasse e o homem-leopardo alcançasse antes eu saltaria dando uma cambalhota para trás esperando que o felino passasse direto para então perfurar as costas dele o máximo de vezes que fosse possível antes de aterrissar  em segurança. -Nessa cidade realmente existem muitas pessoas que gostam de se fantasiar de felinos diferentes...- Diria me sentindo um pouco confusa, enquanto olho para Le Fay e lembro do outro mink que trabalha no QG.

Se por ventura o homem de vestes laranja viesse se reunir ao meu show, e eu percebesse as lagrimas em seu olhar, começaria rir de maneira bem pejorativa cobrindo a boca com os dedos. - Ara..Ara..Eu não sabia que o Ron era seu namorado, mas se for culpar alguém, culpe a si mesmo, deveria apenas ter me levado até Henry quando teve a chance, assim você poderia aproveitar a vida de casal com seu amado. - Diria erroneamente o nome do homem gordo demonstrando todo o meu descaso por ele, afinal já nem me lembrava mais qual era o nome certo, então esperando que ele estivesse irritado o suficiente para me atacar sem pensar em alguma estratégia ou seguindo seus instintos, talvez o fato de eu não conseguir me mover direito também ajude nisso, então esperaria que ele desse alguma brecha durante a realização de seu ataque, talvez abrindo a guarda mais do que deveria, então me aproveitaria dessa brecha para estocá-lo rapidamente de preferência a uma distancia em que ele não possa me acertar com a espada, então saltaria continuamente para frente empurrando-o junto com minha arma para empalá-lo, porem se ele não desse nenhuma brecha, eu tento criar uma batendo com o cabo da lança na lateral da lamina da katana dele, para que eu consiga perfura-lo. Caso ele tente arremessar a espada em mim, eu desviraria me abaixando ou saltando dependendo da altura que ela fosse jogada.

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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyQui 25 Abr 2019, 15:40

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Os Oito - Investida Tripla

Mesmo em uma situação encurralada como aquela, cercada por oito homens e tendo apenas sua haste para se apoiar… Opa, um momento aí, não ousem entender errado! Deixa eu reformular esse negócio direito.



Karelina podia até não estar nos melhores de seus momentos, homens e leopardos armados até os dentes lhe cercavam atrás de sua cabeça, e ela até podia estar ferida na perna tendo de se apoiar em sua única lança, mas o senso de humor sarcástico e confiança não poderiam sumir de forma alguma. Diante do deboche da bela jovem, McGulliver - ainda em seu corcel - sorria para ela enquanto retirava seu chapéu como se estivesse agradecendo uma salva de palmas.

- Ora, não há de que. Apesar de estar serem sapatilhas, fazer os outros baterem as botas é meio que meu trabalho. - Ele vestia novamente seu chapéu de cowboy e com a outra mão apontava o revólver para Karelina. - É bom um pouco de reconhecimento.

Como tiveram tempo para uma conversa em meio a luta você me pergunta? Oras, falar é uma ação livre, quer dizer, Lei Fei estava um tanto atônito por quase ter sido acertado, mostrava as presas para McGulliver em resposta mas apenas parecia ser ignorado.

Encerrando as explicações e tornando ao combate, o gatilho antes apontado para a lanceira era disparado, apoiada em sua lança Karelina conseguiu se impulsionar para fora da linha de tiro que quase acertava os pés de Lei Fei, atrasando seu avanço. O salto da lanceira era o bastante para deixar o atirador à seu alcance, com a aproximação de Karelina no entanto, o cavalo de McGulliiver se assustava, o homem puxava sua rédeas deixando o animal de pé apenas das duas patas traseiras quase pisoteando Lawford, mas corria para longe de último momento enquanto seu dono disparava mais uma vez, novamente esquivado pela valquíria que, sem ter de enfrentar o elemento surpresa, não tinha dificuldades em esquivar dos tiros.

Mas havia alguém que ela não havia considerado ou prestado atenção, alguém que mesmo já inserido no combate, conseguia utilizar-se muito bem do tal “elemento surpresa”, este em questão era o espadachim que bloqueara o primeiro golpe de Kare; que dessa vez avançava pela retaguarda desatenta da moça que recebia um corte diagonal em suas costas, por sorte um tanto superficial. Lei Fei não perdia tempo e avançado correndo de quatro pronto para dar um bote, já atenta no entanto Karelina girava sua lança que não só afastava o espadachim como também virava uma estocada contra o leopardo.

A ponta da arma atravessava a lateral do tronco do mink que em frenesi continuava, seu avanço se tornava um pouco para o lado o que fazia com que a lâmina saísse de seu corpo pela lateral esquerda enquanto sua pata do mesmo lado já vinha com a garra em direção da lanceira. Mais uma vez uma esquiva perfeita, Karelina saía da frente do golpe com com um rolamento já pronta para punir seu oponente pelas costas, o espadachim no entanto novamente surgia na vista da moça, eram um total de cinco estocadas de lança, quatro eram bloqueadas habilmente pela espada do homem enquanto que o último perfurava seu ombro; ainda assim salvando Lei Fei que já aproveitava a brecha para - em um golpe giratório e se esticando - acertar com ambas as palmas da mão no estômago de Kare que sentia neste momento seu café da manhã se revirando.

Apesar de muitos acontecimentos, fora uma sequência rápida, poucos segundos haviam se passado e terminava com a lanceira ainda cercada, Lei Fei, ajoelhado e segurando o sangue que saia de seu abdômen estava agora a uma distância de cinco metros de Kare, o espadachim - com o ombro ferido - se mantinha ao lado do mink, esses dois ao menos pareciam ter algum trabalho em equipe, McGulliver continuava a seu cavalo, dez metros a esquerda esquerda, enquanto na direita - sentado em cima de vários caixotes frágeis - Rasnak permanecia com as lágrimas, ao mesmo tempo tinha uma tremedeira, seu olhar no entanto mudava de indignação para interessado. Karelina até falava com ele, tentando tirá-lo do sério, mas o homem apenas cuspia o charuto, olhando fixamente para a bela moça com um sorriso meio excêntrico.

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Piromante por Esporte - Uma fuga magistral

Quase que dançando em meio às chamas, Ren dava as costas para todo o caos como em uma daquelas saídas fodonas alá Kamen Rider, e quando eu digo dançando falo literalmente, ora pois, notem que previamente ele estava usando líquidos inflamáveis, e mais ainda, seu casaco começou a se incendiar, a medida que tirava uma peça de roupa a outra se incendiava, enquanto ainda andava lá ia o casaco, depois a calça jeans em que ele saltava com um único pé para não parar a movimentação, sim sim, não vamos nos esquecer que o casaco em chamas estava em contato com a camisa, que em chamas também fora retirada; no final, Ren estava vestindo apenas seu brinco, a corrente, uma cuequinha samba canção que até começou a pegar fogo também mas após algumas palmadinhas se apagou ficando só com uma metade de nádega para fora. E sim! Não pense que eu me esqueci, o rapaz ainda vestia seu All Star todo orgulhoso.

Observando aquela cena de cima da Fuscona, Jhonny olhava para Ren com estranheza, algo como: “Dude… WTF? This shit is so wrong in so mutherfucking levels...” De forma que até hesitava em oferecer a mão para subir no cavalo, mas o fazia mesmo assim e a galope, os dois começaram a se distanciar da cidade; ao longe, ainda se escutava gritos, tanto os furiosos quando os carbonizados, ainda era possível ver alguns objetos sendo jogados na direção do cavalo, por mais que não alcançassem, eram coisas completamente aleatórias, garrafas, tomates, forcados, tochas, brinquedos adultos, dentre outros.

- Eu não sei não cara! - Respondeu o equitador enquanto guiava a Fuscona em direção ao norte de Micqueot. - É tanta emoção que eu não sinto nada, mas pelo menos não tá doendo. Pode ficar tranquilo que eu vou levar a gente pra um bom médico… Oe, não fica roçando em mim assim não!

E assim galoparam por um bom tempo, quanto mais se distanciaram mais a fumaça negra do incêndio alastrado ia sumindo no céu cinzento, uma hora a dupla cruzava toda uma floresta - e já no norte da ilha - chegavam em uma nova cidade completamente diferente, não só no tipo de população como também em sua estética. Eu poderia até descrever ela por 1000 palavras como um viadinho (palavras do próprio narrador anterior a mim), falando que tudo era muito delicado em um estilo de rococó e coisas do tipo, mas vamos dizer que era um local bonito e ponto.

A Fuscona parava em frente de uma grande casa de paredes pintadas em branco com detalhes de carvalho, o letreiro indicava ser uma clínica hospitalar, e o silêncio quebrado por pessoas agonizando de dor até que comprovavam isso.

- É aqui, o pessoal lá dentro vai cuidar da gente. - Dizia Jhonny dando um sinal de “joinha”. - Hmmm…  Como falar isso? - Complementava o rapaz meio constrangido. - Eu acho que ainda não to conseguindo me mexer direito, me ajuda a descer do cavalo?



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Última edição por GM.Remenuf em Sex 04 Out 2019, 18:44, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptySab 07 Set 2019, 03:12


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Observar o cavalo de McGulliver ficar equilibrado em apenas duas patas e logo em seguida se afastar me deixaria com vontade de rir tendo que cobrir os lábios com as costas da mão.
- Ara Ara... Não passa de um animalzinho assustado! Pensando alto em tom de deboche e pena. - Isso porque ainda nem comentei a respeito do equino bailarino. Continuando minhas provocações em tom de piedade, mantendo o semblante de superioridade.

Durante a pequena calmaria eu tento olhar para o corte em minhas costas e em seguida volto meu olhar para o espadachim colocando o dedo indicador sob o lábio inferior fazendo um semblante de dúvida.
-Você sempre esteve aqui? Que estranho... Sua presença é tão fraca que nem reparei, mas não se sinta culpado pela própria insignificância .- Depois de demonstrar minha compaixão, ou pelo menos tentar esboçaria um sorriso perverso.

Ainda mantendo pose de imponência mesmo com o abdome doendo manteria o pensamento positivo. ”Acho que uma das vantagens da pobreza e não ter condição nem de comprar algo para comer, é não precisar se importar em expurgar o café da manhã depois de ser acertada dessa forma.” Após o pensamento positivo ou pelo menos a tentativa de ter algum eu não me aguentaria com a cena de Le Fei ajoelhado ao lado do espadachim sem presença, e mantendo o jeito provocativo eu digo.
- Que adorável o gatinho indefeso sendo protegido por seu dono.-

Sem aguardar uma resposta por parte de minhas vitimas eu me abaixo flexionando o joelho intacto e salto para frente colocando força na perna boa, para avançar contra o mink e seu dono, eu deslizaria a cabo da lança  pela palma de minha mão mirando Le Fei que estava ferido com a intenção de estoca-lo utilizando a distancia do pulo e o comprimento da lança para poder alcança-lo.
- Não gosto de atacar animais feridos porem abrirei uma exceção especial para ti, sinta-se honrado felino.-

E enquanto estivesse no ar eu esperaria que o mink tentasse evitar o golpe de alguma forma ou que o espadachim tentasse protege-lo, então eu seguraria a lança e mudaria a trajetória do ataque para conseguir surpreender o espadachim e perfura-lo na altura do abdome e faria um movimento horizontal para corta-lo caso acertasse e também acertar a cabeça do mink ajoelhado ao lado dele com o cabo da lança.
Eu tomaria mais cuidado com o atirador tentando sempre me posicionar de forma que o mink e o espadachim ficassem na frente do cavaleiro, mas como o atirador não parece se importar com os próprios aliados eu ainda sim não me sentiria segura apenas por usa-los como escudo de carne e ainda ficaria atenta pronta para me esquivar dos disparos feito por ele, tentando prever a trajetória do ataque e desviar para o lado com um pequeno passo enquanto inclino o corpo sutilmente.

Novamente ignoraria completamente o espadachim e me focaria em Le Fey apenas utilizando o alcance da lança para realizar estocadas rápidas e causar pequenos ferimentos pelo corpo dele sem me importar muito com a precisão de onde os golpes acertariam eles seriam apenas para fazer o mink se mover na expectativa do sangramento piorar e também para que ele ficasse irritado e perdendo a cautela, e acabasse se movimentando de forma mais brusca, caso o mink tente se aproximar eu também abusaria do alcance de minha arma para mantê-lo distante realizando golpes horizontais para corta-lo caso se aproxime descuidadamente e também cobrindo uma área maior mas a verdadeira intenção seria faze-lo recuar para continuar o perfurando de forma rápida e segura, se Le Fey se esquivasse por baixo de meus ataques eu recuaria dando um passo para trás e o acertaria utilizando a parte inferior do cabo da lança, , mas se o mink salte e tente me atacar por cima eu faria o mesmo porem pularia para trás e esperaria para atacar quando ele estivesse próximo ao chão o perfurando quando estivesse mais desfavorecido.

Se em algum momento eu ficasse na mira de McGulliver ou Rasnak também sacasse uma arma de longo alcance eu tentaria achar cobertura entre as caixas do armazém saltando e realizando um rolamento para trás de uma delas e sumindo temporariamente da vista de ambos, se alguém me seguisse eu faria um corte lateral para tras para acertar o perseguidor ou pelo menos quebrar algumas caixas de madeira e desperdiçar mais do vinho de Henry.
Mas se Raznak viesse me atacar corpo-a-corpo eu o acertaria com a base da lança puxando-a para trás mirando meio do tórax dele para evitar que se aproxime, porem se o golpe fosse evitado eu giraria meu na direção dele fazendo um corte diagonal e logo em seguida tento acertar a lateral do joelho dele com a parte inferior do cabo de minha arma, e o acertaria na cabeça com um golpe horizontal da lança para afasta-lo, caso Raznak conseguisse se aproximar a ponto de me golpear eu utilizaria a haste da lança para aparar os possíveis golpes e o contra-atacaria com cortes rápidos enquanto ele estivesse com a guarda aberta entre o intervalo dos ataques.

Durante todo o tempo eu estaria aguardando que o espadachim viesse me atacar novamente acreditando que eu o estivesse ignorando novamente, porem desta vez seria diferente eu esperaria que ele me atacasse e ficasse bem próximo de mim, para poder rapidamente ir contra ele em um movimento arriscado esperando o ultimo instante possível para me esquivar inclinando meu corpo na horizontal para que a lâmina passasse a poucos centímetros de mim enquanto me aproximo e o perfuro, empurrando a lança para frente e a girando para infligir mais dano então puxaria minha lança para lado com a intenção de corta-lo, mas antes de puxar a lança eu aproximo meu rosto ao dele e o encararia diretamente nos olhos, esboço um sorriso arrogante enquanto cerro meus olhos e sussurro sedutoramente com meus lábios bem próximos a ele. -Não desta vez rapaz...-
Se o espadachim me atacasse horizontalmente eu utilizaria o cabo da minha arma para aparar o golpe antes de tentar perfura-lo.
E se por ventura o mesmo morresse, eu começaria a rir cobrindo minha boca com as costas da mão e então tocaria o canto de meus lábios com os dedos e deslizo minha mão sob meu corpo, passando pelo queixo e lentamente por meu pescoço até para na altura da clavícula e então olharia para quem estivesse mais próximo com o mais belo de meus sorriso e diria com uma doce voz como se quisesse faze-lo se apaixonar. -Antes de falecer o honrado espadachim sorrateiro teve a visão mais linda de sua vida, não concorda? Mas não precisa ficar com ciúmes, o destino de vocês será compartilhado. -

Caso a belíssima cena anterior seja concretizada eu imagino que os rapazes fiquem muito enérgicos com a minha pessoa, então penso que eles virão de encontro a mim com atitudes muito hostis principalmente por parte de Le Fei já que ele demonstrou ser o mais próximo do espadachim, mas eu não demonstraria qualquer preocupação com eles ou interesse de revidar, apenas manteria o sorriso sarcástico em meu rosto e desviaria de seus ataques de forma um tanto quanto inconsequente e arriscada, aguardando o momento de quase ser acertada para poder desviar movendo meu corpo dessa forma escapando de seus golpes, deixaria escapar um pequeno riso toda vez que conseguisse desviar apenas para deixa-los ainda mais irritados, e me atacassem de forma imprudente enquanto eu os faria dançar minha musica, dando pequenos passinhos para trás e para os lados mantendo a base da lança no chão para usa-la como apoio, moveria meu quadril no mesmo ritmo que os ataques para me evita-los com uma distancia mínima, depois de me divertir um pouco com Raznak e Le Fei eu aguardaria pelo momento em que pelo menos um deles estivesse irritado o suficiente para me atacar com menos cautela e então colocaria o cabo da lança entre as pernas de um dos dois enquanto estivessem se movendo mais apressadamente para derruba-los.
-Finalmente pode descobrir o local no qual pertence.- Obviamente não perderia a oportunidade de fazer essa piada com quem estivesse caído, dizendo tal provocação de forma debochada.

O maior dos empecilhos ainda estaria intacto, o simpático cavaleiro atirador ainda poderia me causar problemas, por tal motivo eu tentaria mover-me de forma que sempre houvesse algo entre mim e McGulliver, de preferencia um de seus “aliados” para que caso ele atire tenha a chance de cometer fogo amigo, mas caso tal possibilidade não fosse acessível eu me contentaria com ficar detrás dos caixotes de madeira ou de algum outro objeto grande o suficiente para utilizar como escudo, mesmo tal estratégia não causando nenhum dano ao atirador, pelo menos me manteria minimamente segura contra seus disparos, e talvez ele até se aproximasse para tentar me atingir o que tornaria mais fácil o trabalho de acerta-lo futuramente.


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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyDom 29 Set 2019, 07:30




As lágrimas na face de Rasnak aos poucos secaram, não era certo afirmar qual motivo o havia levado a tal demonstração.. Seria aquele um mercenário com coração que chorava pela morte de um companheiro? Fosse qual fosse a verdade o momento havia passado e ele apenas agora sorria com satisfação olhando para a cena que se desenrolava.

Kare no entanto possuía apenas uma pequena noção daquele sorriso de satisfação visto que haviam coisas mais prementes com as quais devia se preocupar. Seu plano suicida ainda transcorria e por incrível que pareça ainda não havia culminado na sua morte.

Fei mostrou os dentes a provocação feita pela jovem e parecia prestes a se erguer para avançar, mas um movimento de mão do espadachim o interrompeu. - Calmo. - disse seu companheiro detendo-o em seu ímpeto.

Os outros três capangas restantes estavam terminando de limpar a bagunça antes criada e aos poucos começavam a dirigir olhares para o confronto, mas um momento de mão de Rasnak os manteve onde estavam. Afinal, quais seriam as intenções daquele sujeito?

Kare aproveitou deste pequeno momento de hesitação para avançar contra a dupla, a força imposta na corrida forçava seu joelho que sangue era bombeado por seu ferimento. Sua perna nesse ponto já podia ser tida como sendo desta mesma cor. O salto foi realizado, o gatinho que tentou se mover acabou tendo seu movimento atrasado por seu ferimento e vacilou em sua movimentação, felizmente para ele seu amigo estava ao seu lado para auxiliá-lo movendo a espada em um arco ascendente que visava confrontar a lança de Kare forçando-a a passar acima da posição do mink.

A "princesa"  no entanto havia-os lido bem de modo que realmente tinha imaginado que algo desta natureza pudesse acontecer, talvez as descobertas do mundo finalmente estivessem fazendo com que sua cabeça começasse a acompanhar as coisas em suas verdadeiras naturezas. Fosse o que fosse seu corpo estava pronto para mover a lança para o lado visando também acertar o tronco daquele homem que devido a sua tentativa de proteger seu amigo encontrava-se exposto.

- Merda. - disse o espadachim ao ver a morte em riste.

O golpe o acertava rasgando a lateral do seu abdome o qual devido a direção traçada também pegava parte do quadril transmitindo pela haste da arma da jovem a vibração gerada ao contato com o osso da bacia de seu oponente. O sangue fluiu do corte, primeiro lentamente, mas… então os pés da jovem se firmaram seu corpo torcendo-se foi capaz de rasgar a pele do homem em um arco lateral que tentava acertar o mink que olhava diretamente para seu companheiro com os olhos arregalados de surpresa. Kare teria-o visto esbranquiçar não fosse a pelagem acinzentada que cobria-lhe o corpo, mas por fim nem mesmo essa cor durou e rapidamente o que se via era apenas o rubro. O sangue alcançava as sapatilhas rosas da garota quando por fim o esforço lhe cobrou o seu preço. A dor que antes havia sido aplacada pela surpresa começava por fim a despontar e ela começava a se aproximar do real entendimento deste sentimento… Mas talvez lhe fosse possível conviver com ele por mais alguns momentos… afinal… falava pouco não faltava? Quase metade, sim. Estava quase na metade da sua missão.

A vibração não lhe durou muito, pois enquanto sua lâmina terminava o arco quase em suas costas um disparo lhe rompia o ombro esquerdo.

- EHAA, você devia prestar mais atenção nos outros garota. AHAHA. - o tiro havia-a pego sem qualquer chance de percepção e não parecia ser o único disparo que Gulliver pretendia aplicar, pois agora que olhava-o já via a necessidade de movimento.

Bang, Bang. Saltou para o lado deixando que o tiro passasse onde estava a milésimos atrás. Lascas de madeira de caixotes voaram quando os disparos acertaram-los próximo a tampa. - Merda, para de saltar que nem uma macaca. - cuspia o homem em um tom revoltado.

As costas da jovem apoiavam-se contra uma caixa, Gulliver mantinha a arma em riste naquela direção, o espadachim fazia pressão na garganta do felino enquanto pedia ajuda aos outros 3 para acabar com a garota, mas ester não demonstraram intenção de se mover, ou quem sabe haviam sido novamente impedidos por algum gesto de Rasnak.

- VADIA. - gritou o espadachim, provavelmente indicando que o felino havia morrido com o corte na garganta. - Hahaha, então a bixinha morreu? - Kate ouviu Gulliver zombando da morte do felino. - Vá se ferrar! - retrucou o espadachim com ódio na voz. - Depois da vadia e você.

Foi então, que com uma das mãos segurando o abdome o espadachim começou a correr para circular a pilha de caixas onde Kare se ocultava, ele vinha pelo lado direito da pilha enquanto a jovem encontrava-se ao lado esquerdo.

- Idiota. [ - Comentava Gulliver a distancia.

Kare desencostava-se das caixas ficando voltada de frente para o espadachim. Aguardando que o mesmo se aproximasse. - Você vai pagar sua Puta. Depois de acabar com você eu vou foder o teu cadáver. - o que convenhamos é algo bastante incomodo de se imaginar.

O espadachim atacou, mas diferente do que a jovem imaginava seu movimento não era um corte horizontal e sim rápidas estocadas, estas que começaram a força-lá para trás em um recuo constante devido a falta de brecha para realizar o movimento que pretendia, saia então da proteção das caixas ficando novamente a mercê da pontaria de Gulliver, mas nesse momento o espadachim, que parecia estar começando a chegar no limite de suas forças se precipitou em o que deve ter achado ser uma brecha e atacou com um corte amplo horizontal

- MORRE LOGO VADIA.

Kare consegui aparar esse golpe, mas ao preço de ouvir o cabo de sua arma rachar, ainda assim o bloqueio lhe foi tempo suficiente para mover sua lança em um giro vertical erguendo a ponta que antes estava voltada para baixo de encontro ao ventre do lutador.

- Vadi...dia. o homem cuspiu sangue na face de Karelina, acertando-lhe proximo a seus lábios antes de tombar aos seus pés.

Sua roupa era uma profusão fétida de sangue e vísceras, sua perna banhava-se em seu próprio sangue e agora até mesmo seu rosto estava tingido por aquela cor rubra, mas tal qual uma succubus sanguinária a jovem não parecia se afetar, não ao menos em seu exterior.

Voltava-se de frente para McGulliver, um sorriso parte sexy, parte cruel estampava-se em seu rosto.

-Antes de falecer o honrado espadachim sorrateiro - sua mão erguia-se até sua boca, onde seu dedo pousou sobre o sangue em seu rosto - ... teve a visão mais linda de sua vida, não concorda? - delicadamente seu braço traçava seu percurso deslizando suavemente sobre sua pele sedosa. -  Mas não precisa ficar com ciúmes, o destino de vocês será compartilhado.

McGulliver ergueu uma de suas sobrancelhas e com a outra mão deu uma arrumada em seu garoto como se aquela cena, por mais macabra que pudesse ser o tivesse realmente afetado, embora em um outro aspecto que não o terror.

- Hahaha. Isso ainda veremos. - ele descia do cavalo nesse momento. Livre o animal corria alguns metros de seu dono. Gulliver então com as pernas afastadas sacava outra pistola ficando agora com ambas na altura da cintura apontadas para Kare.

Rasnak por sua vez permanecia sentado, agora no entanto tirava um charuto grosso do interior das suas roupas e começava a se preparar para fumar.









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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyDom 29 Set 2019, 22:27

Fale bem ou fale mal, mas fale de mim.
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Ignorando totalmente Mc. Gulliver olho para meu corpo e roupas vestimentas imundos, até coçaria meus cabelos com a mão esquerda se não fosse pela dor no ombro limitando o movimento do braço, com um semblante de desapontamento eu começo a falar sozinha.
-Quanta sujeira eles fizeram, despejando tanto fluido corporal em mim, realmente deve ser difícil para conterem a  própria natureza diante de mim.- Uma breve tonalidade de desolação podia ser sentida  em minha voz, mas logo seria interrompida por um sorriso confiante graças a minha grandiosidade.
Apesar de estar demonstrando desinteresse no atirador, eu ainda estaria atenta nele o observando discretamente, esperando qualquer mudança comportamental ou alguma reclamação neste momento eu saltaria para o lado colocando força na perna com o joelho bom, prevendo que Mc. Guilliver atiraria tentando para na frente de Rasnak ou o mais próximo possível, segurando a lança na mão direita e caindo de pé após girar meu corpo cento e oitenta graus no ar, apoiando o peso do corpo na perna boa e sentindo um forte desconforto no joelho lesionado quando tocasse meu pé no chão, parando propositalmente mantendo o a coluna inclinada para frente e o quadril empinando voltado para o homem de casaco amarelo.

Com os cabelos soltos cobrindo meu rosto começo a respirar fundo e calmamente. ”É como se estivesse queimando dentro de mim, não consigo me mover direito, não para de latejar, é um incomodo quase que insuportável, essa sensação parece que ficou mais forte no meio da minha perna, é onde eu sinto aquela coisa dentro de mim arder mais, minha visão... esta ficando embaçada, eu sinto meus olhos molhados, são lagrimas? Não me lembro de algo assim acontecendo antes, é tudo tão novo, será que era sobre isso que o Sr. Stuart falava sobre sentir empatia? Talvez assim eu possa entender melhor os outros, e também a mim mesma, eu não gosto dessa sensação, quero que ela pare, mas apesar disso...”

Muitos pensamentos percorriam minha mente e sensações queimavam no meu e latejavam no meu interior, não é algo que eu chamaria de prazeroso e com o tempo se torna cada vez pior e mais difícil suportar, mas não deixa de ser algo novo, eu não sei dizer qual expressão estaria fazendo por debaixo dos belos e sedosos cabelos que cobrem minha face, mas com certeza não seria nada belo, algo digno de minha pessoa revelar, mordendo com força meus dentes para não conter os gemidos que praticamente imploram para sair de meus lábios, cerrando os olhos na tentativa de prender as lagrimas que anseiam por escorrer, até que essa sensação se torne suportável o suficiente para minha face poder ser exposta novamente com toda a beleza que possui, durante essa luta interna que ocorro dentro de meu ser eu olho de relance para a haste da lança "Parece que não sou a unica quebrada por aqui.", uma tentativa falha de piada surge em minha mente mas era o suficiente para esboçar um riso mínimo que não abafa a decepção por estar certa mais uma vez sobre meu modo de pensar. "Nunca se deve confiar em algo barato... Francamente não durou nem um combate para rachar tão facilmente, a qualidade de fato vale o preço pago, as vezes eu gostaria de estar enganada, apenas para ter a oportunidade de vivenciar uma surpresa.".  

Claro que não esperaria pela paciência do Sr. Atirador até ter tempo de me recompor totalmente eu o observo atentamente por baixo dos cabelos e continuaria a me esquivar dos disparos dele com pequenos saltos em direções irregulares para não criar um padrão que pudesse ser lido por Mc. Gulliver e também não ficar tanto tempo no ar e poder pular mais vezes fazendo o atirador gastar suas munições enquanto fica brincando de tiro ao alvo comigo pois ele pareceu não gostar disso e torcendo para que o mesmo não perceba enquanto eu aos poucos me aproximaria dele enquanto o mesmo esta focado em me acertar enquanto tento desviar dos ataques porem sempre mantendo minha segurança como prioridade ser acertada novamente por aquelas armas é algo impensável minha mobilidade já esta debilitada o suficiente mesmo que signifique tendo que recuar algumas vezes, e sempre me apoiando na perna ilesa e tentando não forçar muito a perna ferida, até que essa sensação desagradável parasse ou se tornasse tolerável o suficiente para eu poder continuar a esboçar meu orgulhoso sorriso, ”....eu aprendi muitas coisas novas hoje, isso me deixa tão feliz! se eu conseguisse suportar a aquilo que chamam de dor eu apertaria com força a haste da lança e sorrio decanto. ”Certo, agora como agradecimento eu preciso ensinar algo de volta para o Sr. Atirador.” levanto meu rosto mantendo o queixo empinado e sorrindo orgulhosamente com os olhos marejados demonstrando uma felicidade genuína. -Ara..Ara.. hoje foi um dia produtivo, adqui novos conhecimentos sobre o comportamento das pessoas e também que até mesmo eu posso sentir desprazeres. Acredito que devo recompensa-lo por tais ensinamentos Sr. Atirador. -
Porem se a dor não fosse suportável o suficiente eu ficaria inclinada para os cabelos continuarem a cobrir meu rosto.

Durante minhas tentativas de esquivas e reflexões eu estaria aguardando por uma oportunidade de atacar Mc. Gulliver, se caso ele ficasse sem munições e começasse a recarregar ou continuasse a apertar o gatilho com o pente da pistola vazio e fosse possível diferencia o som eu imediatamente avançaria mirando acertar um corte horizontal no antebraço do atirador segurando a lança pela base utilizando uma mão. - Essas suas armas são um incomodo, melhor eu me livrar delas. e com esse blefe espero que Mc. Guillver seja induzido a proteger o braço para que durante o golpe eu abaixe a ponta de minha arma e o acerte um golpe cortante na diagonal para baixo mirando o joelhos dele apenas como o começo de minha vingança pessoal. -Ops.. Minha mão escorregou.- Diria debochadamente se caso o acertasse, porem como não sou a única que pode blefar também pensaria que Mc. Guillver estivesse fingindo, afinal ele atirou em mim com uma das armas logo esta ficaria sem munição primeiro, e se fosse verdade eu estaria pronta para me esquivar de mais disparo, assim que ele apontasse a pistola para mim eu evitaria ficar na trajetória dela, me abaixando caso estivesse voltada acima dos ombros, ou fazendo um pequeno salto na diagonal para frente se a mira dele estivesse apontada abaixo de meu tórax, porem se Mc. Guillver tentasse se esquivar eu avançaria com mais um pequeno para a direção dele puxando a lança para trás e logo em seguida o acertaria com uma estocada esticando todo o braço para maximizar o alcance, mirando onde fosse mais fácil de acertar apenas para impedi-lo de fugir.

Uma vez que o Sr. Atirador estivesse no meu alcance eu não o deixaria afastar-se girando meu corpo lateralmente avançando contra o mesmo, eu seguro no meio da haste e tento corta-lo horizontalmente na altura da barriga para acertar os dois antebraços dele além de claro o próprio abdome com o golpe, e então deixo a lança deslizar por meus dedos depois de empurra-la para acertar uma estocada no pescoço dele, se caso acertasse eu continuaria a pressiona-lo até que o atirador caísse no chão, e para não correr riscos eu logo bateria com a ponta da lança nas pistolas para que ele as largasse, para poder conversar com Mc. Gulliver tranquilamente. - Ara Ara. Pobre animalzinho (Mc. Guillver.) seu foi afastar-se do dono (cavalo), mas você não pode morrer ainda, tenho que agradecê-lo apropriadamente.- Digo com um sorriso angelical estampado na face e voz melodiosa, coloco a ponta da lança em cima do ombro direito dele apenas para causar desconforto igual ao de uma picada de mosquito. - Não é justo que apenas a minha pessoa sinta algo metálico dentro do ombro, permita-me mostrar-lhe como é tal sensação. - E lentamente empurraria a lança contra o ombro dele, penetrando cada vez mais enquanto torço o cabo da mesma até não ter força suficiente para empurra-la mais, e então começaria a movimentar a lança bem devagar para direções alternadas apenas para causar a Mc. Guillver uma sensação de dor cada vez pior. - Acho que o Sr. Atirador não esta gostando, tente implorar talvez eu pare. - Mesmo se ele implorasse obviamente que eu não pararia até que Mc. Guillver tivesse uma viagem repleta de sofrimento para o outro mundo ou simplesmente desmaiasse de dor, se tudo ocorresse bem tiro a lança do ombro do atirador e viro meu perfil para Rasnak o observando com os olhos cerrados e sorriso provocante. - Cavalheiro o espetáculo esta de seu agrado? Aproveite enquanto ainda não estou cobrando ingressos. - Digo usando um tom de voz bem debochado.
Mas se caso Mc. Guillver conseguisse evitar os golpes eu continuaria a incomoda-lo com estocadas rápidas acertando onde fosse mais fácil, não me importando com ferimentos graves, e sim para debilita-lo aos poucos.

Se por ventura o dono (cavalo) viesse proteger o animalzinho (Mc. Guillver) eu apontaria a lança contra a cabeça dele focando principalmente o olho para que o próprio se perfurasse e eu pudesse empurra-lo na direção do Sr. Atirador enquanto dou um pequeno pulo na direção oposta evitando a investida, ou se caso algum dos outros homens tivessem (Rasnak ou os que estão limpando o armazém) alguma atitude ofensiva eu me afastaria deles abaixando para por força na perna ilesa e dar um salto mortal para trás caindo de pé, para proteger-me ficando distante do alcance dos mesmos.

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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptySeg 30 Set 2019, 18:55




- É… - Gulliver concordava meio contrariado com a afirmação de Kare. Talvez por ter ignorado o seu real significado e ter ficado em dúvida sobre aquilo ser realmente verdade.

Gulliver parecia ter decidido ser um cavalheiro a espera de sua dama e dava alguns segundos para Kare se restabelecer. Enquanto a observava um sorriso obsceno se formava em seu rosto.

- Primeiro as damas. - disso com um sorriso torto enquanto observava a jovem que se contorcia levemente alguns metros à sua frente.

Após mais alguns instantes tudo estourou. Kare correu em um arco com algumas travadas em sua corrida, buscava se impulsionar com a perna boa, mas cada passo que precisava ser dado com a ruim forçava seu joelho em um esguicho de sangue.

- Hahahaha, assim que eu gosto. HAHAHAHA. - o pistoleiro com as mãos na altura da cintura começava a disparar na direção da jovem. Madeira quebrava e o ambiente começava a ser inundado também pelo cheiro do vinha.

- Tsk, inútil - Kare ouviu o comentaria em um ponto ao seu lado, este que vinha de Rasnak.

Caixas eram perfuradas e cada vez mais conteúdo era derramado, ainda assim esse não era o único preço. Fora de seu cavalo Gulliver havia conquistado uma mira ligeiramente melhor, mesmo que ainda parecesse mais com um pistoleiro barato que atira a torto e direito. Seu cavalo, embora Kare não soubesse, era novo. Comprado, ou melhor dizendo, roubado a menos de dois dias depois que seu último havia sido morto. Este novo pangaré não era muito bem treinado e por isso assustadiço, mexia-se sempre que Gulliver disparava e isso acabava prejudicando bastante sua pontaria…. Bom… isso depende de pra quem você pergunta, já que Rasnak afirmava o contrário, que o cavalo era tão capaz que percebia a incompetência de seu cavaleiro e tentava ajustar a mira com seus solavancos.

Ainda assim, dois dos disparos chegaram perto de ser assustadores, um deles havia acertado o lado interno da coxa direita da jovem em meio a um de seus passos graciosos, enquanto outro só não lhe havia aberto um terceiro olho devido ao vinho que a fez escorregar por alguns metros.

- Maldita escorregadia. - mas seu rosto se mostrava diferente do tom de suas palavras dada a lingua que dançava em seus lábios… Talvez estivesse imaginando lamber o vinho do corpo daquela jovem bailarina.

Por fim uma das armas dele falhou, o que o levou a uma breve pausa nos disparos, provavelmente pensando quantos tiros lhe restavam. A arma que estava usando antes, a que foi responsável pelos primeiros acertos era a qual havia terminado, seria uma conta simples de se fazer, caso é claro você tenha contado quantos tiros ele havia realizado.

Aproveitando a pequena pausa, a jovem com a face escondida e o corpo curvado começou a falar. Seu rosto estava levemente torcido, e sua respiração pesada. Sentia que chegaria no limite em algum tempo, mas não se prendia a esses pensamentos, pois o que lhe importava agora era somente matar aquele sujeito e lidaria com o futuro quando este se apresentasse a frente de seu busto orgulhoso.

Como um espírito que se mostrava incansável ela se proclamou disposta a retribuir toda aquela contribuição, ah sim, de fato aquele havia sido um dia inspirador e como poderia ser diferente… tantas sensações, tantas novidades. Havia aprendido tanto sobre 'empatia' que sua 'alma' generosa não aceitaria a opção de não retribuir tão prestigioso favor.

- Haha, acho que posso aceitar uma coisinha ou outra se você pedir com jeitinho. - Ainda que parecesse despojado a jovem conseguia distinguir na voz do homem uma certa ansiedade, um nervosismo do que estava por vir.

Kare voltou a se mover e com isso o atirador voltou a acompanhá-la, porém agora seus disparos haviam diminuído. Um… Dois.. tres… Porém no quarto apenas um seco TECk foi ouvido.

A dor deixou o rosto da jovem, dela ali não havia qualquer resquício, sobrando-lhe apenas o sorriso satisfeito de uma oportunidade bem merecida. Forçou-se a uma ultima acelerada, agora direta a seu oponente.

- Merda. "- Essas suas armas são um incomodo, melhor eu me livrar delas."

A lança da jovem traçou em arco um corte na direção do joelho do atirador, cortando-lhe fazendo o mesmo girar 360 graus após ser acertado.

O barulho de metal se fazia presente quando a arma atingiu o piso de madeira, Gulliver afastava-se rodopiando desajeitadamente enquanto Kare mais uma vez 'saltava' em sua investida determinada a 'agradecê-lo.'

Foi quanto… - Você achou… - ao terminar o giro a mão boa do atirador voltava das costas trazendo uma nova arma. Mais uma vez o barulho de metal se fez presente quando a segunda pistola caiu no piso. - Chegou sua hora.

Kare que se preparava para o golpe final estava agora com uma arma apontada a curta distância para sua própria testa. Provavelmente mataria o atirador, mas morreria no processo a menos que lhe desse uma morte instantânea. Poderia tentar esquivar? Continuar seu ataque? Seria aquele o fim de sua jornada? E mesmo que não morresse… o que seria de seu rosto se fosse acertada?



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyTer 01 Out 2019, 00:03

Pacto de Sangue!
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- Chega! Essa cena já não faz mais sentido. - Digo a principio elevando o tom de voz, e dou continuidade com mais calma mas sem esconder o descontentamento por aquele momento, fecho meus olhos e suspiro decepcionada com toda a situação, meu semblante além do tédio reflete a pena que sinto pelo Sr. Atirador. - Não vejo graça em brincar com homens mortos. - Digo abaixando a lança sem demonstrar qualquer intenção de continuar o conflito inútil. Obviamente já prevendo comentários sobre minha sanidade ou estar apenas com medo e me rendendo eu solto outro suspiro e permaneço com o olhar de dó. - Pense um pouco... Olhe bem para a quantidade de caixas que estão arruinadas graças as suas armas, tantas uvas e vinhos de alta qualidade arruinados, e eu posso te garantir que sei reconhecer algo com alto valor quando apenas com um olhar, se você esta trabalhando aqui eu particularmente não acredito que possa pagar por todo esse prejuízo, mesmo que você aperte esse gatilho o máximo que vai conseguir é arruinar um belo rosto, e convenhamos que seria praticamente um sacrilégio se isso ocorresse, mesmo com minha morte o cavalheiro ali. - Nesse momento eu indico a direção de Rasnak com os olhos. - Esteve nos observando o tempo todo, a qualquer momento ele poderia ter agido, mas não o fez e além disso impediu os outros três que estão limpando de intervir também, eu diria que ele esteve testando você e os outros três durante todo esse tempo e não deve se importar caso algo aconteça a vossa pessoa, afinal toda a mercadoria aqui vem das fazendas dos barões de Micqueot, Henry com certeza terá um enorme prejuízo com tanta mercadoria, e mesmo não o conhecendo até mesmo os nobres dessa ilha o temem e nem mesmo marinheiros ousam vir até aqui, sinal de que  Henry deve ser um homem muito cruel quando algo o aborrece, e se até mesmo barões e marinheiros tem medo dele, imagina o que não aconteceria a um subordinado responsável por estragar boa parte da fonte de renda dele, claro que neste momento eu e você temos culpa igual, afinal os outros envolvidos não estão mais nesse mundo, porém acredito que se eu morrer agora, uma bala enfiada na cabeça será o seu maior desejo depois de cair nas mãos desse pirata , e com esse joelho acredito que não consiga nem mesmo chegar até a vossa montaria antes do cavalheiro sentando logo ali alcança-lo. - Após dizer todas essas coisas como tentativa de aterrorizar Mc. Guillver e deixa-lo sem esperança, minha única precaução seria manter o tom de voz baixo o suficiente para que Rasnak não escutasse, então eu me prepararia para duas situações diferentes.

A primeira seria se caso o Sr. Atirador decidisse não atirar na minha cabeça mas sim e outra parte de meu corpo para me debilitar ou até mesmo me dar uma coronhada, dessa forma ele me teria como prisioneira e toda a culpa cairia sobre a minha pessoa, então para evitar esse tipo de situação, assim que Mc. Gulliver abaixasse a arma eu puxaria a lamina da lança para cima abrindo um corte vertical no meio do corpo dele, mesmo as custas de levar um tiro, pelo menos não seria fatal e apenas por garantia eu empurraria a lança na direção dele acertando-o no meio do peitoral. - Que precoce! Nem me esperou terminar de falar. - Digo resmungando de forma mimada.

A segunda oção seria se Mc. Gulliver ficasse apreensivo e hesitasse minimante, então eu sorriria com confiança aproximando meu rosto dele. -Calma Sr. Atirador, eu posso ter sido a demônio ser a responsável por lhe retirar essa vida, mas esta mesma pessoa pode ser uma Deusa e lhe fornecer uma segunda vida repleta de prazeres, luxo, não precisar trabalhar nem mesmo um dia de sua vida. Eu diria sedutoramente com uma doce voz mais delicada e cativante que o normal, cerrando os olhos e o encarando profundamente, prevendo novamente comentários de que tudo não passava de uma mentira, eu apenas negaria balançando a cabeça de um lado para o outro. - Eu realmente posso fazer isso... Meus pais são muito ricos e moram em Lvneel, uma ilha longe de toda essa confusão, esse pirata Henry, não tem influencia alguma por la, nenhum barão ou marinheiro daqui vai lhe incomodar, e para vossa sorte eu sou a filha favorita deles, uma princesa intocável, pense em como eles ficariam agradecidos por você quando você salvou a o maior tesouro que eles tem, conhecendo o quanto eles me adoram, provavelmente fariam de tudo para agrada-lo de volta, você poderia ter uma bela casa poderia gastar todo o dinheiro que quisesse sem o menor esforço, e claro ainda nem lhe falei da melhor parte... Eu pressiono meus braços contra os seios para quase faze-los saltar para fora do kimono, - Antes de hoje nenhum homem conseguiu fazer o interior de meu corpo arder e queimar da mesma forma que vossa pessoa, existem tantas coisas desse mundo que ainda não sei, e também tantas sensações para descobrir, mas para isso eu preciso de que alguém me ensine essas coisas, mesmo não sendo uma aluna esforçada, eu aprendo muito rápido, mas até hoje nunca alguém havia despertado meus desejos íntimos e profundos, mas então o Sr. Atirador apareceu e penetrou varias vezes no meu corpo intocado, no começo doía um pouco mas pude me acostumar, mas antes de aprender todas essas coisas contigo,  nós precisamos  sair  desse lugar  todo acabado.- Se Mc. Gulliver permitisse eu me aproximaria lentamente colocando meu rosto ao lado do dele para poder sussurrar  no ouvido dele e dando a oportunidade para o Sr. Atirador sentir minha respiração quente e ofegante, faria um pequeno esforço para erguer o braço machucado e poder acariciar o queixo dele e em seguida o rosto com meus dedos macios.

- A única coisa que você precisa fazer é acertar uma bala na testa daquele sujeito estranho com gostos esquisitos para roupas, se você for rápido o suficiente ele nem vai ter tempo de reagir por continuar sentado, os outros três são apenas cães obedientes, aposto que se o líder deles cair vão ficar assustados de mais e mesmo que tentem algo você pode acabar com eles rapidamente, e eu também estou aqui, mesmo com esses arranhões ainda posso tomar conta deles, você aceita nosso pacto intimo Sr. Atirador? Uma morte sofrida e indigna ou uma vida repleta de prazeres, essa decisão esta em suas mãos, apenas mova um dedo na direção correta e lhe darei tudo que desejar- Continuando a usar uma entonação sedutoramente provocante para tentar ainda mais afetar a mente de Mc. Gulliver, depois disso eu só me veria com duas opções novamente.
A primeira era caso o Sr. Atirador não fosse atirar em Rasnak rapidamente, seja por hesitação, medo, indecisão ou simplesmente tentasse atirar em mim, então eu cortaria o pulso dele com a lança fazendo um pequeno arco com a lamina depois a cravaria no abdome dele girando-a e abrindo a barriga dele puxando a lança para cima, e diria indignada. - Francamente... Odeio homens indecisos e burros. -
A segunda opção seria se Mc. Gulliver atirasse em Rasnak no momento em que eu escutasse o disparo na direção do homem de jaqueta amarela eu rapidamente perfuraria o pescoço golpeando em forma de arco de baixo para cima, para que além de perfura-lo o cabo da lança acerte a mão dele que segura a arma, e então eu empurro a lança para a direção do Sr. Atirador tentando derruba-lo mas se não conseguisse eu cortaria o pescoço dele horizontalmente. - Pronto! Agora nosso pacto foi selado. - Digo orgulhosamente e com uma pitadinha de deboche, enquanto esboço um sorriso largo de satisfação.

Agora para não fugir da rotina penso em duas possíveis situações, se Mc. Gulliver atirasse em Rasnak, a primeira era se o Jaqueta Amarela estivesse vivo, nesse caso eu o encaro por cima do ombro jogando meus cabelos ficando com os olhos cerrados e digo com uma voz manhosa. - Não vai mesmo me convidar uma dança? Eu estou começando a ficar entediada com esses cavalheiros sem ritmo para me guiar. -
Uma variação dessa possibilidade era que Rasnak estivesse ferido a única coisa que faria de diferente seria minha fala nesse caso. - Já pode me agradecer aparentemente acabei de salvar sua vida, você deveria contratar um pessoal mais confiável, ao menos a mira horrível dele teve a serventia de mantê-lo vivo. -

Agora sim a outra hipótese seria a morte de Rasnak, se ocorresse dessa forma eu voltaria meu olhar para os outros três que estão limpando  o armazém e digo com tom de voz amigável. - Aparentemente o cãozinho líder do canil foi traído pelo companheiro de vocês e agora nenhum deles esta vivo, restam apenas nós quatro, quantos mais vão ter que morrer pelas minhas  delicadas mãos até que eu possa sair daqui? Mas antes lembrem-se de que tem uma arma de fogo caída aqui do lado, e não precisa de muito pensamento para prever que é mais rápido, eu abaixando ou vocês vindo até aqui. Bom... Eu não sei usar uma arma de fogo, mas eles não sabem disso, então é melhor guardamos segredo por enquanto, e obviamente não posso deixar de cismaticamente sorrir para eles e deixando cabo da lança apoiado no ombro fiando com a postura ereta porem um pouco relaxada.



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyQua 02 Out 2019, 14:14




- Hahaha, finalmente percebeu quão inútil é a sua resistência decidiu ser morta pelas minhas mãos? - A arma dele estava encostada na testa da jovem, a cada respiração feita por ela era possível sentir a pressão do cano se alterando em sua pele conforme seu busto subia e descia.

Suor se misturava ao sangue e o cheiro resultante era aspirado após cada fala dita por ela. Gulliver havia começado com um sorriso confiante no rosto no momento em que supoz que sua adversária havia desistido, bom … pode-se dizer que o sorriso tinha algo de malicioso também em sua assinatura.

- Hahh. Não, hah, não. Henry nem vai ligar pra isso, o que tem aqui é só alguns trocados pra ele… - ainda assim suas palavras não pareciam tão cheias da crença que tentavam proferir. Enquanto ia articulando suas palavras seus olhos iam captando o estrago feito durante o confronto. A bem da verdade ele havia sido o responsável pela maior parte daqueles danos.

Licia então com sutileza apontava com olhos e um pequeno movimento de cabeça na direção de Rosnak, no momento que o fez percebeu a arma se afastar minimamente de sua testa e descer apenas uns poucos sentimentos tendo agora a linha apontada para seu nariz.

- Não, não… ele só ficou sentado porque confia que a gente resolve as coisa… é assim que as coisa são. - mas não parecia certo a isso e a arma desceu mais um pouco ficando quase frente a boca perversa da jovem.

Frente ao cano da arma ela teria que se segurar para não sorrir maliciosamente enquanto suas palavras deslizavam sedutoramente ao redor deles criando uma teia emaranhada, mas que na verdade não estava longe da verdade. Uma teia que buscava forjar uma ponte para uma possível saída para eles, um contrato com o diabo.

Todavia, mesmo estivesse tomado o cuidado de não ser ouvida a própria situação dizia muito sobre o que estava acontecendo, ao menos para alguém tão calejado da vida quanto Rasnak. O mesmo não precisava sequer ouvir o que era falado, tudo que precisava saber estava naquele momento estampado no rosto de Gulliver, mas diferente do que seria de se esperar isso só fez seu sorriso alargou-se ainda mais.

Enquanto isso, sem conseguir mais se segurar um sorriso se formou nos lábios daquela garota, o cano da arma insinuava-se ainda à frente dos seus lábios, mas confiante de si começou a se aproximar. Sentiu o mesmo tocar-lhe os lábios rubis, mas não deteve-se por isso forçando com seu sorriso a arma a recuar.

O braço de Gulliver flexionou-se enquanto a jovem voltava a falar.

- E… - percebeu ele engolindo, sentia daquela distância o cheiro picante de cigarro que o homem emanava. ...o que você tem a me oferecer. - no momento que terminou de falar firmou seus braços empurrando a arma para frente freando o avanço de Kare. - Você é só uma vadia sem nada.

Como se esperasse por isso a jovem continuou a "mentir" com a verdade. Contava a sua história real embora muito bem maquiada. Mas ela ainda não havia terminado, havia algo mais.. Algo mais tentador para alguns que o dinheiro. Algo proibido e mais exclusivo.

Os braços dela se fecharam um pouco mais junto ao corpo ampliando de maneira provocante os seus dotes.

- Melhor? - perguntou o homem antes dela continuar. Sua arma havia mais uma vez afrouxado e ela pode inclinar-se um pouco mais a frente, essa ação junto a oferta fez com que a arma deslizasse para a lateral do seu rosto ficando acima do seu corpo, era o momento que esperava, mas não iria parar sua conquista naquele momento e de forma diabólica continuou a seduzir o cavaleiro a sua frente. Os olhos deste haviam agora se perdido nos lábios e no busto daquele evil ser.  

O hálito morno e doce de Kare lavava palavras sussurradas com diabólica delicadeza ao ouvido do pistoleiro que mesmo com o cheiro de sangue conseguia sentir-se inebriado pelo odor exalado da pele suada da jovem.

- C.Cer.Certo… Parece.. Bom. - ele ofegava sobre o pescoço da garota que provavelmente devia estar usando todas as suas forças para aguentar aquele fedor de cavalo com cigarro que o homem emanava.

O suor escorria de sua testa, não mais pelo esforço do combate, mas pela antecipação do que estava por vir, mas acima disso pela dor que pulsava violenta por seu corpo. Seu peito subia e descia profusamente e seu coração martelava forte em seu peito. Isso junto ao cheiro do homem tornava sua respiração forçada em pequenas arfadas o que acabava distorcendo um pouco sua voz, mas ante o hipnotismo que havia alcançado aquilo já não mais parecia ter importância.

E então como uma succubus perfeita selou com aquele cavaleiro o seu pacto, e este ignorante era incapaz de perceber que o preço pago era nada menos que a sua alma.

Gulliver rodou o corpo aproximando-se de Kare e virando o braço que estiva-se a frente na direção de Rasnak disparando contra seu superior ao mesmo tempo que a lança de Kare usada como uma espada curta subia contra a garganta do homem empalando-o.

A morte foi instantânea, a lâmina perfurou a parte macia da garganta subindo em direção ao cérebro do sujeito dando-lhe um fim imediato.

Rasnak assistia a cena com um sorriso e logo bateu palmas junto a uma gargalhada.

- HAHAHAHAHAHAHA, UM SHOW E TANTO, UM SHOW E TANTO. - Nervosos os outros 3 sujeitos riam sem jeito enquanto batiam palmas completamente desconexas e sem ritmo. - Dançar? Eu, hahaha. Creio que seria uma trote bem curto com alguém como você, mas… - colocou as pernas para fora do caixote onde estava sentado e tirou o charuto da boca.

Kare havia retirado a lâmina da cabeça de Gulliver e o sangue do mesmo já ensopava-lhe os pés, bom… Ao menos agora as cores da sapatilha poderiam ser-lhe de melhor agrado.

- Eu já tava cansado mesmo desse idiota. - poz-se de pé. - E então? O que vai ser? - o sorriso dele aumentou. - Acha que consegue me iludir como fez com esse monte de estrume ao seus pés? Ou me vencer igual os inuteis com quem lutou?



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 3 EmptyQui 03 Out 2019, 01:11

Assim que o atirador cai aos meus pés suspiro de alivio por finalmente aquele fedor animalesco deixar minhas narinas sensíveis e refinadas, tendo que controlar uma iminente sensação de vômito tamanho era o nojo minha pessoa teve, além de me esforçar para não esboçar uma expressão feia de repulsa, mesmo sendo algo realmente difícil de controlar com todo aquele péssimo cheiro que se exalou e foi inalado por mim.

Não seria educado de minha parte não agradecer os aplausos recebidos mesmo que tenha sido um pequeno entretenimento era inevitável não me sentir agraciada pela aclamação do público, coloco a perna ferida atrás do tornozelo e faço uma reverencia gesticulando graciosamente as mãos deixando-as formando uma linha com minha cintura e curvo o corpo para frente noventa graus mantendo as pernas retas. - Não precisam de tanto alvoroço por um simples ensaio. - Apesar de adorar tal tipo de idolatrarão não posso deixar de fingir modéstia perante a situação apenas para ser ainda mais aclamada.

Porem minha atenção para com os rapazes se finaliza ai, assim que os aplausos terminam desvio minha atenção para uma prioridade maior ignorando totalmente Rasnak. ”Sera que quebrei uma unha depois de tanta agitação.” Penso enquanto esboço preocupação e observo minhas mãos fazendo pouco caso dos homens que ali estavam, e ainda olhando para os dedos digo demonstrando meu desinteresse. - Acredito que não sou capaz de iludi-lo afinal... Nesse momento levanto minha cabeça ficando um pouco confusa com as palavras e o gosto peculiar de Rasnak. - Já que você parece ser interessa por... pessoas daquele tipo. - E com o dedo indicador aponto na direção do cadáver de Bron.

- Eu não lhe culpo por não gostar  do Sr. Atirador Falecido, a pontaria dele não era capaz de acertar um alvo sentado, talvez eu tenha superestimado de mais as capacidades dos que estão presentes, mas não se sinta culpado, não é a primeira vez que sou decepcionada por culpa de alguém. - E dessa forma tento demonstrar minha compaixão por Rasnak afinal ele havia contratado um funcionário incapaz de acertar um alvo parado, mesmo o alvo sendo o próprio homem de jaqueta amarela, e durante esse tempo de fala observaria os outros três mais atentamente de forma que fosse possível manter a sutileza com a intenção de descobrir a forma deles de lutar principalmente se havia outro atirador no grupo.

Após averiguar a situação física das unhas volto o olhar para minhas roupas o que me deixa um tanto quanto incomodada - Eu gosto da cor vermelha, mas esse exagero arruína com toda a harmonia, e não tem nenhum empregado para limpar isso... - Digo sozinha demonstrando mais preocupação com a roupa suja do que realmente deveria, - Não é de meu interesse acabar com a vida de vossa pessoa, muito de meu tempo foi gasto com assuntos sem importância, eu vim aqui por estar interessada naquele chamado Henry, mas aparentemente não posso esperar nada de útil vindo de vocês. - Com as bochechas vermelhas e a respiração vermelha de cansaço eu não poderia deixar de agraciar os cavalheiros presentes com minha bela feição reluzindo confiança graças ao brilho do suor e sorriso gentil.

- Alem de não me parecer justo uma jovem dama com uma perna e um braço incapacitados enfrentar quatro adversários sozinhas. - Neste momento faço uma pequena pausa na fala fazendo expressão de seriedade para faze-los pensar que estou choramingando e pedindo por misericórdia, porem eu coloco a perna ilesa para frente a expondo para fora do quimono e aponto a lamina da lança na direção dela. - Talvez eu deva furar este joelho também, ou se quiserem podem trazer mais de vocês, assim talvez podemos deixar nossa disputa mais justa. - Digo com meu jeito debochado de ser, e sorrindo belamente demonstrando total confiança em minha pessoa, mesmo apesar das dores e ferimentos aqueles quatro ali não me passavam nenhuma sensação de perigo, eram apenas mais outros que terminariam jogados aos meus pés de uma forma ou outra.

Após tanto menosprezar os quatro adversários não seria surpresa alguma se um deles ficasse ofendido a ponto de querer atacar uma jovem e bela dama lesionada, afinal o que uma frágil donzela poderia fazer nessa situação? Provavelmente Rasnak não faria algo tão imaturo mas por parte dos outros três talvez fosse possível algo assim acontecer mesmo significando desobedecer as ordens do Sr. Jaqueta Amarela, então se algum dos outros três ficasse irritado o suficiente para me atacar eu tento aparar o golpe com o cabo da lança empurrando-o de forma que crie uma abertura na guarda da pessoa para em seguida realizar dois cortes diagonais na mesma direção porem em sentidos opostos mirando o tronco do atacante, faria tal ato apenas observando quem me atacasse com o canto dos olhos, mas ainda manteria o rosto virado para Rasnak e é claro sem deixar o sorriso confiante ofuscar-se.


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