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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Falência declarada

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MensagemAssunto: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptySex 1 Fev - 23:40

Relembrando a primeira mensagem :

Falência declarada

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Karelina Lawford. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptySeg 18 Fev - 19:19





- Na verdade minha intenção era perseguir apenas o pirata conhecido como Henry, mas depois descobri que existem dois acima dele, e não posso simplesmente deixá-los impunes por seus atos. - Diria esboçando um sorriso de contentamento, mesmo Rohan ainda pensando apenas no dinheiro das recompensas, mas não seria ruim manter essa visão que o aprendiz de ferreiro tem por mim.

- Eu jamais me juntaria com piratas de tão baixo nível, principalmente quando eles possuem recompensas por suas cabeças. Falaria despretensiosamente como se aquilo não passasse de uma diversão, sem me ofender pelas palavras, aqueles piratas não passavam de pequeno um degrau para mim, alem da recompensa que esta apenas aguardando para ser recebida.

Assim que o guarda ameaçasse a desembainhar a espada eu colocaria minha mão na bochecha e fecharia meus olhos sorrindo de forma despreocupada e diria para o homem que me questionou. - Ara ara.. Você é sempre agressivo assim? - Deixaria um sorriso um tanto quanto perverso e malicioso se formar em meus lábios enquanto meus olhos ficam semi abertos.  - Apenas ouvi falar de um homem poderoso que tem negócios aqui no porto e isso fez meu interesse despertar, estava precisando de alguém como o Henry para fazer uma troca vantajosa, mas aparentemente vocês não querem saber sobre nada disso e muito menos devem saber aonde Henry esta, desculpe se tive expectativas altas de mais sobre ele, nesse caso irei atrás de outro homem que possa me satisfazer. - Diria me sentindo um pouco decepcionada com a atitude do espadachim, mas fazendo uma expressão de conformação já esperando uma resposta não satisfatória por parte do guarda e sem fazer questão de me despedir educadamente.

Nesse momento daria de ombros para o guarda enquanto me viro de costas e começo a caminhar na direção de Roham, mas caso o espadachim se manifestasse pedindo para que eu voltasse ou algo do tipo, então eu o olharia por cima dos ombros agora mantendo um sorriso debochado e confiante. – Vejo que mudou de idéia Sr. Guarda, o que tem para me oferecer depois de tal atitude deselegante? -
Mas caso o chefe dos guardas tentasse me atacar pelas costas eu puxaria meu braço para trás visando acertar o rosto do espadachim com a base da lança antes de sofrer algum dano, se eu o acertasse ou não giraria meu corpo usando o impulso para bater com a lâmina da lança na espada do guarda para deixá-lo com a guarda baixa e então segurando a lança com as duas mãos o acertaria na lateral do joelho com o cabo da minha arma e colocaria a lamina da lança na região de seu pescoço para cortá-lo na diagonal. - Sr. Guarda, se você educadamente pedir para seus subordinados largarem as armas podemos ter uma conversa equilibrada, o que acha? - Sorriria simpaticamente para o espadachim mantendo minha voz calma aguardando ele ordenar os outros. Mas se ele não obedecesse, tentasse algo contra mim ou fizesse alguma atitude brusca então eu o cortaria, e caso isso ocorresse eu logo avançaria contra os outros guardas estocando o que estivesse mais próximo, se acertasse eu giraria a lança e a puxaria lateralmente para cortá-lo, e observaria o restante dos guardas. - O líder de vocês acabou de cair, tem certeza que querem continuar? - Se eles recuassem, eu os deixaria em paz, mas caso continuassem me focaria em desviar dos possíveis ataques com saltos para trás em caso de ataques horizontais e verticais, em caso de atirarem algo ou golpes verticais eu daria passos largos lateralmente e tentaria revidar os perfurando e logo em seguida o acertando com o cabo da lança para que se afastassem, mantendo eles uma distancia segura.  

Mas caso o guarda não fizesse nada eu voltaria até Rohan sem esboçar felicidade ou tristeza afinal não havia sido a melhor idéia, mas teve seus benefícios. - O grande pirata Henry tem ótimos capachos, são excelentes jogadores de carteado e ótimos “dormidores”, com certeza explodir aquele galpão será impossível. Diria ironicamente para Rohan me segurando para não gargalhar cobrindo meus lábios com a mão. Porem uma certa irritação começaria a me afetar. - Aqueles idiotas nem prestaram atenção em mim... - Cruzaria meus braços enquanto reclamo ficando de cara fechada, apenas aguardando receber mais mimos e elogios do meu escravinho aliado.

- Mas o chefe deles sabe seguir regras, apesar de não parecer muito forte, enfim Roh não vi nenhum comerciante por aqui, parece que vai ser ainda mais chato encontrar alguém para nos ajudar com os explosivos, não existe ninguém em sua mente que possa ter algum ódio de Henry que more ou trabalhe por essas docas? Se conhecer alguém assim posso facilmente persuadi-los a nos ajudar... - Diria sendo manhosa e acariciando o rosto do garoto apaixonado. - Por favorzinho Roh. -


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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyQui 28 Fev - 16:12

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Encostado sob um monte de caixas de uva repousava Bron, um patife local, era este um dos nomes no cartaz que pegou na manhã e junto a outros mergulhou nos seios, sua recompensa fraca fazia bem juz a sua aparência desgastada, este era um gordo sovina, regado à vinho e café logo pela manhã, sua banha soberba saltava para fora da camisa longa que vestia por baixo de um casaco apertado, parecia não ter sido nem de perto feito com suas medidas, os braços largos mal cabiam nas mangas curtas que cobriam até a metade do antebraço. Ele era careca, o rosto coberto por pelos de barba que estavam trançados na altura do pescoço, ele era um dos que estava metido no meio da jogatina, não muito ali e a presença da senhorita lhe era incômoda - HAhaha! - Gargalhou ele com desdém ouvindo as explicações de Kare, o rapaz de amarelo descontente com a intromissão naquela conversa delicada, eram todos mercenários fajutos, moribundos da vida velha que levaram no mar e sequer tinham algum senso de companheirismo, a única hora em que se juntavam para alguma coisa era para embebedar-se e jogar uma partida na mesa de apostas.

- Outra para o Henry? O que há, é isso que os grandes nomes do Norte fazem? Tomam meretrizes à cama? - Esbravejou dando aquele olhar que era repugnante a qualquer mulher, era de desejo vindo de um homem baixo e sujo, subiu as calças e levemente mordeu o lábio inferior passando os olhos em Kare - Satisfazer? está na frente de Bron o Perdigueiro, acho que ele não vai ligar se eu… - A voz rouca daquele interrompida pela lâmina do homem de amarelo, a espada passava rente ao rosto de Bron tornando aquele riso de escárnio um grito de apavoro - Desgraçado! Quase acertou o meu rosto! Quem você pensa que é? - Sua fala passava longe de ser intimidadora, estava mais para um Perdigueiro assustado, mas quem verdadeiramente dava um olhar sério era aquele de amarelo, sua raiva contida o fez relutar em tirar a vida do próprio companheiro incômodo - Olha garota… Não é a primeira que chega aqui e tenta sacanear a gente com esse papinho ralé, já matei soldados azuis como você antes por tentarem me sacanear… Acha que eu tenho cara de vadia? - Os outros encostados em seus próprios assentos passaram a ficar em alerta, mesmo que o olhar fosse de desinteresse, os cães da velha guarda tinham um dever a cumprir, e a ordem que fosse de matar qualquer invasor ou incômodo deveria ser cumprida, o de amarelo não demorou muito para que, usando a mão livre, acalmasse os outros - Pois bem, não vai achar o Henry, nem sonhe com essa ideia, na próxima não vai haver qualquer misericórdia eu lhe garanto - O tom ameaçador só fazia mais sereno com o apontar da espada, agora direcionado diretamente para o rosto de Kare a uma distância segura.

- Vai deixar ela sair assim? Não vamos nem nos… divertir? - Perguntou o perdigueiro, ainda com as mãos para cima como um sinal de rendição, seu rosto demonstrava pavor, mesmo que menor ao de antes. O homem de amarelo dava um golpe rápido na genitália do gordo, com a parte não cortante da arma, mas era o suficiente para fazê-lo curvar-se e cair no chão gélido se contorcendo de dor cuspindo ameaças e maldições - Estamos em serviço, você é pago para vigiar as uvas e não a bunda e os peitos de mulheres que passam por aqui, quando acabar o serviço pode se divertir com a puta que quiser, mas enquanto estiver aqui vai vigiar uvas - Saltando do ponto em que estava sentado, ele calmamente caminhou em direção a jarra de café, guardou a espada na bainha, tomou a mão um caneco de plástico velho e encheu com aquele líquido negro para aquecer o corpo.

Os outros só assistiam, alguns davam risadas abafadas quando o gordo caiu se contorcendo no chão, voltavam para as jogatinas ou para as conversas despreocupadas de batalhas perdidas no tempo, como qualquer homem, falavam de mulheres por quem se apaixonaram ou tomaram a cama, de porcos grandes que abateram na floresta ou caçadas marcantes da vida jovem. Daquele ponto amargo, saia da mesma forma como havia entrado, Kare sem nenhum progresso em seu próprio plano precisava entender a seriedade dos assuntos em questão, embora homens fossem atraídos pelas necessidades fisiológicas, estavam em serviço juramentado e supervisionado, quem sabe o dinheiro fosse mais atraente para aqueles ou um encontro na sala disciplinar de Henry os mantivessem na linha.

Rohnan estava do mesmo jeito sentado, como o havia deixado lá, abraçado a si tremendo em meio a flocos leves de neve que beijavam sua pele e cobria o local com um grande lençol, seu olhar esperançoso gratificou a volta sã e salva de sua paixão, ele se levantou rápido sacudindo todos aqueles grãos brancos de cima do corpo se aproximando da garota, passou os olhos por todo seu corpo tentando encontrar feridas ou hematomas, na esperança de não encontrar nenhum, sentiu-se aliviado quando não o fez - E então?... - Perguntou de prontidão ouvindo as queixas daquela. Observando o modo suave como ela falava, as expressões faciais, trejeito nas mãos grossas e carnudas, seu olhar maravilhado com a beleza, mas também preocupado com a continuidade da missão - A maioria ali são cães sarnentos das ruas, mercenários da velha era, Henry não faz menção ao cuidado daquelas caixas de vinho e uva, ele só coloca alguém lá que seja capaz de defender as mercadorias de bêbados e mendigos, afinal se o lote vai pro saco quem perde dinheiro não é ele, mas sim os barões - Disse apontando para a rua que vieram, lá onde no horizonte se perdiam em meio as montanhas os casarões das famílias exportadoras - Eles trabalham juntos, mas quase não é lucro algum para as famílias, ele taxa impostos para exportar esse produto para algumas áreas de difícil acesso, como na Grand Line, mas eles não podem acabar com o Henry… Quem iria exportar o vinho até essas ilhas? Eles não se arriscam, não é impossível, algumas outras redes tentaram prosperar, mas isso aqui é um monopólio, para primeiro derrubar o Henry e chamar a atenção dele acho que deveríamos acabar com o negócio - Rohnan falava tudo o que sabia sobre a rede de distribuição local, embora não fosse muito mistério para quem já ali viviam, as fofocas passam de boca em boca principalmente na cidade operária, na ausência da mídia digital, a novela da antiga era se baseava em contos locais, fofocas e até mesmo lendas, era com isso que se divertiam.

- Não tenho certeza, muitos exportadores odeiam o Henry, mas precisam dele, quem sabe possamos achar alguém que nos ajude por aqui, mas mais fácil ainda vai ser achar alguém ligado ao esquema dele pronto para nos denunciar ou coisa do tipo, falhar nosso plano. Tem certeza de que quer explodi-los? Talvez pudéssemos sabotar a carga. - Ele olhou para Kare fazendo menção novamente aos campos de vinho - Destruir as carroças do Henry, ele virá rapidinho, mas precisamos de cobertura e informações, sei de alguém que pode nos ajudar com isso o que acha? -



Cartaz:
 

Legenda:
 

Dicas:
 



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptySab 2 Mar - 2:08



Voltaria minha atenção para o homem que se apresentou como Bron, mas não por sua aparência ou comportamento grosseiro, para não dizer coisa pior, mas sim por me recordar que ele estava em um dos cartazes antes, por alguns instantes até mesmo esqueceria de que havia o homem vestido de laranja praticamente com a espada empunhada em minha direção, meu olhar permanece em Bron analisando seu comportamento. ”Então é assim que se parece um criminoso pessoalmente, não posso dizer que estou desapontada, mas.... acho que Roh não vai dar conta de carregá-lo sozinho, talvez seja melhor apenas ignorar esse daí, seria apenas um esforço muito grande para uma recompensa pequena.” Não me importando com Bron caindo no chão após ser golpeado, apenas me faria pensar que ele realmente me parece alguém fraco e que pode ser enganado/pego de surpresa facilmente.

Só voltaria minha atenção para o espadachim quando ele apontasse a espada para mim, como se lembrasse da existência dele, olhando para ele com desinteresse sem me sentir ameaçada com a espada apontada para o meu rosto, daria um pequeno sorriso de canto, sentindo certa pena por ele tentar me ameaçar, mas para mim aquele rapaz era completamente desinteressante eu não teria interesse algum nele. “Então ele não sabe aonde o Henry esta.” Concluiria comigo mesma, apesar de que posso estar terrivelmente enganada sobre isso. Só me sentiria um pouco confusa quando ele falou sobre derrotar soldados azuis como eu. “Soldado azul? Existe esse tipo de coisa nessa ilha? O que eu tenho de parecida com algo assim?” Eu realmente imaginaria um soldado de pele azul, enquanto coloco minha mão no queixo. Quando aquele homem disse algo sobre ser uma vadia eu teria que me conter para não respondê-lo por mais que a vontade de irritá-lo fosse grande, eu não ganharia nada mesmo se o derrotasse então apenas permaneço calada e rindo mentalmente da minha resposta imaginaria.

No meu caminho de volta eu olharia um pouco para o céu tentando repensar no que acabou de acontecer e filtrar as informações importantes, ou que pelo menos eu julgo ser importante. “Os guardas dali não me parecem eficientes em proteger, se não fosse aquele sujeito com a espada eu poderia ter enganado os outros, o estranho é que não me lembro dele nos cartazes, me pareceu o mais disciplinado e o mais diferente daquele Bron que possui uma recompensa mas tem um comportamento patético. Aproveitaria que estou de costas para olhar os três cartazes, para ver se reconheço a imagem do homem que me ameaçou vagamente, e então os guardaria de volta independente de o reconhecer ou não.

De volta para Roh, eu me sentiria um pouco incomodada com a neve o cobrindo e ajudaria a removê-la com minha mão dando leves tapinhas para derrubá-la. - Nossa Roh, você vai pegar um resfriado se continuar coberto de neve assim. - Diria como se me importasse com a saúde dele de fato, mas na verdade era apenas como uma medida preventiva, por que afinal se ele ficasse doente não poderia me ajudar com os prisioneiros.

Quando ele começou a falar muito sobre Henry e o comercio que o pirata tem na ilha, tentaria não cochilar de pé, ele usou muitas palavras para explicar, era realmente difícil prestar atenção em todas, então me focaria em apenas absorver algumas palavras chave e depois me virar, afinal era assim que sempre vivi até o momento. - Então não podemos contar com esses nobres.... Eles podem tentar acobertar o Henry, já que precisam dele para o comercio fluir, e se o quisessem preso, provavelmente já teriam tomado alguma atitude. -

- Foi você quem deu a idéia de explodir o galpão, apenas preciso encontrá-lo, a como isso vai acontecer não é muito importante, mas prefiro que seja de uma maneira rápida, mas devo admitir que atraí-lo me parece mais simples e efetivo do que ficar correndo atrás dele, buscando por pistas, meus parabéns pela idéia. - Diria com um sorriso animado, e acariciaria o rosto de Roh como se quisesse dar a ele uma recompensa pela idéia. - Então vamos atras desse seu conhecido. - Falaria determinada e com pressa. - Você precisa de um lugar para se aquecer. - Novamente diria mostrando minha falsa preocupação com ele.

E então deixaria que Henry me guiasse até a tal pessoa que ele conhece, e caso encontrássemos a pessoa e ela estivesse sozinha, eu me aproximaria dela fazendo uma breve reverência juntando as mãos próximas ao quadril e inclinando meu corpo levemente para frente. - Eu me chamo Karelina Lawford é um prazer te conhecer, eu gostaria de conversar com vossa pessoa sobre um criminoso peculiar que assola esta ilha. - Mas se caso estivesse com outra pessoa eu olharia para Roh, e esperaria que ele nos apresentasse e poder ter certeza de que o acompanhante do conhecido de Roh era confiável para então poder falar com ambos abertamente. Mas caso o conhecido de Roh estivesse com outra pessoa e ela me parecesse hostil e/ou grosseira, eu me aproximaria da pessoa que o ajudante de ferreiro conhece e sussurraria, mas não sem antes me apresentar dizendo meu nome, mas sem citar que estou procurando um criminoso. - Como posso atrair o Henry? Fico muito grata se puder contar com sua ajuda, se o problema for medo, não se preocupe pode deixar toda a responsabilidade publica comigo. E então afastaria meu rosto com um sorriso simpático e gentil para ele.



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptySab 2 Mar - 5:18




Às vezes as pessoas se perguntam como é a sensação de morrer, esperando que apareça alguém que a responda de forma clara e feliz… Única resposta que eu tenho para essas pessoas é que elas são idiotas, afinal… A Morte é apenas uma fase de nossas vidas… É impossível tentar entendê-la.

Raiva, incerteza, tristeza, angústia, desamparo… Solidão… Nunca imaginei que a escuridão um dia se tornaria tão desconfortável de se estar, havia aprendido a viver sobre ela, conversar com ela e chorar ao seu lado… A vida às vezes é um pouco estranha e ultrajante certo ? Pelo menos essas são as sensações que eu podia ter apenas para mim ao pensar sobre toda a minha vida, era a única forma de eu conseguir de fato continuar a viver dia após dia, seguindo cada passo como se nunca fosse encontrar o próximo, me forçando a tentar extrair o máximo que eu poderia daquele pequeno vislumbre de luz que muitos conhecem por… Liberdade. Essas eram os sentimentos que eu continuava a suprimir e guardar, as prendendo lá no fundo do pequeno ser que conhecemos como “Coração”, uma pequena e pobre caixinha suja que um dia apenas pediu para ser aberta…

Lapsos de uma vida nunca são fáceis de lidar, o que um dia possa ter sido um garoto triste e carente, hoje em dia me vejo confuso de minhas próprias memórias por um borrão sobre boa parte daquilo que um dia chamei de passado, dessa forma se torna difícil de decifrar boa parte das coisas… Junto dessa dor de cabeça infernal, apenas a sensação vazia de ter perdido algo importante era o que me deixava cada vez mais inseguro da forma que eu deveria de seguir. Vidas haviam sido perdidas, uma pobre criatura tinha sido escolhida para ser sacrificada durante o tempo em que apenas um destino parecia cair sobre os meus ombros, contudo eu não podia continuar aqui, eu tenho que lutar… A minha história não está para acabar aqui, por isso eu tenho que levantar denovo, denovo e denovo !  Enquanto existir um motivo para continuar a lutar contra aqueles que querem a minha cabeça eu seguirei levantando diante da morte, pois apenas assim eu poderei superá-la !
...

Nunca imaginei que apenas a vontade de abrir os olhos seria tão difícil de se ter em minha vida, não sabia quanto tempo havia simplesmente desmaiado por um chão qualquer, o máximo que eu conseguia nesse momento de fraqueza era clamar pelo pequeno animal que havia seguido por esse caminho ao meu lado, apenas esperando que pudesse ouvir a resposta de seus grunhidos. - Blackie… - Chamaria por seu nome que eu havia dado de forma sutil enquanto continuaria a tentar abrir meus olhos em busca de avistá-la… A sensação de um tempo atrás em não poder vê-la havia colocado um pequeno peso desconfortável de que tudo poderia ter sido em vão, todavia, ainda precisava averiguar onde de fato estava. Com a possibilidade de ter caído com o rosto sobre o chão, viria por forçar um pouco de meu corpo a se virar do chão que eu provavelmente estava, não lembrava muito das redondezas ou de onde diabos estava e quem sabe poderia parecer um pouco maluco em simplesmente continuar deitado sobre onde estava, apenas queria continuar a olhar para cima de onde estivesse, a dor de meu corpo era algo real quando tentei me mover como pequenos espasmos de dor, isso era o maior motivo de que ainda estava vivo e quem sabe poderia ser abençoado pelos lindos flocos de neve que o clima frio de Micqueot tinham a oferecer ?

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“ Parece que não é hoje que experimentar a morte… Acredito que consegui superá-la mais uma vez ” Pensei comigo mesmo ao abrir um pequeno sorriso sobre o rosto de forma satisfeita, como se aquilo pudesse limpar todos os problemas que eu havia tido até então com o pequeno sentimento de reconforto. Agora apenas restaria seguir o meu caminho e a primeira coisa que deveria fazer era de me levantar independente de onde diabos eu poderia estar, já sabia sobre a situação que eu estava e ela de fato não era nem um pouco próximo das melhores, por isso o objetivo inicial era encontrar algum tipo de Médico que pudesse me ajudar a tratar estes ferimentos, ou pelo menos me ajudar a explicar o motivo de minhas memórias estarem tão confusas… Tentando me levantar e ficar de pé, finalmente observaria onde estava em Micqueot, não que isso fizesse alguma diferença por não conhecer a cidade, mas a única coisa que me restava era andar por aí sem uma rota fixa até onde o meu destino me levasse, por isso colocaria as minhas pernas para funcionar, apenas a deriva da sorte.

Seguir por aí sem um pingo de informação podia ser uma tarefa e tanto, principalmente para um fudido como eu… Por isso não faria questão de tentar me aproximar de alguma beldade em busca de um pouco de informação, claro que do meu jeito descolado. - Eai meu bem, por acaso eu poderia conseguir dois favores seus ? - Comentaria com um pequeno piscar do olho direito em sua direção, quem sabe isso poderia fazê-la se interessar por algo. - Primeiro eu preciso sabe se tem algum médico por aqui… E segundo se eu posso roubar um beijo de seus lábios. - Falaria com um sorriso confiante no canto confiante do rosto, quem sabe conseguindo um pequeno agrado além das informações.

Contudo, isso apenas se tratava para garotas bonitas, para as que claramente podiam ser consideradas feias ou estranhas, apenas o repúdio era algo claro, mesmo que eu fosse um puto de um galinha, pelo menos precisamos ter padrões altos nessa vida, não é mesmo ? Então se algum tribufu se aproximasse de mim, não esconderia meu nojo por elas ao virar para elas com um olhar de nojo antes de respondê-las. - Sai daqui, Ooooh desgraça ! Se o diabo não te quer, não espere que eu vá fazer milagre ! - É claro que esse tipo de resposta seria feita apenas para mulheres feias… Para Homens sequer mostraria um pingo de interesse, apenas mostrando o dedo do meio enquanto seguiria meu caminho o ignorando. “ Pelo menos se vista como uma mulher seu puto ! ”

Independente se tivesse conseguido a informação ou simplesmente achado por sorte algum médico ou pelo menos um lugar que parecia ser de algo do gênero, geralmente tendo alguma placa com uma cruz vermelha que eu espero que não seja nenhum tipo de seita satânica, adentraria do local procurando por uma cadeira mais próxima daquele que possa ser o “Médico” para me sentar, não me importando se havia uma fila ou algo do gênero. - Então… Eu gostaria de um pouco de ajuda pois eu acho que estou um pouco na merda… - Mesmo que por fora poderia parecer como um garoto alegre e sem muitos problemas, a realidade era totalmente a inversa pela parte de dentro, principalmente pelos danos internos que havia tido a alguns dias atrás além do problema da perda de memória, provavelmente ocasionada por algum impacto na cabeça... Para a sua infelicidade, o único tipo de tratamento que havia recebido era os primeiros socorros do Pescador e provavelmente isso estaria mais claro quanto o dia para os olhos do possível médico(a) que eu apenas responderia após isso com um sorriso desgastado no rosto, dando a entender que colaboraria com a sua “Revisão”. - Não... Tipo, é sério... Eu preciso que você me remende. - Comentaria com um tom de voz ingênuo e vago, não deixando de olhar diretamente em seus olhos de forma confusa se fosse possível enquanto me perguntava se esse retardado realmente sabia do que estava falando ou fazendo ao ouvir alguma resposta negativa ou não confiante, no final, nem eu entendia que porra eu tava fazendo ali... Por isso ignoraria qualquer outro tipo de resposta junto da mesma ação confusa anterior.

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...

Não sabia como explicar aquilo, mas aquela pequena caixinha que um dia havia sido guardada com seus sentimentos mais sinceros parecia que estava se abrindo vagarosamente… Essa era a sensação de Liberdade que tanto queria e agora ninguém podia me falar como eu deveria ser.


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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptySeg 4 Mar - 16:20

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Senhor Feudal - Vinhedo de Matinhos

As mãos de Karelina tocaram aquele corpo gélido e maciço, era como encostar em uma parede, a pele era áspera e rígida como tal, afagou suave a neve que caia em migalhas quebradiças para o lado, a respiração de Rohnan subia pesada, trazendo também, além do hálito de pão de cevada amanteigado com vinho que comeu de manhã, o sopro gélido. Do conjunto de papéis que guardou entre os seios, nenhum dos mais, além de Henry e Bron, lhe eram familiares, talvez fosse do gosto dos outros, até então, esconder a verdadeira identidade, atrair atenção demais seria dificultoso não só para os mercenários, mas também para Henry, agrupar um emaranhado de criminosos num só local poderia chamar atenção, quer corresse na boca do povo, mas enquanto sem cartazes, os criminosos seriam como fantasmas para o governo.

Colocou os documentos de volta no quimono em meio aos bustos, Roh deu um sorriso corado, embora a cor rosada de suas bochechas pudessem ser mais pelo frio aquebrantante, os lábios estavam ficando roxos na brisa que carregava, em rachadas menores, a bruma d’uma nevasca que surgiria pelo fim da tarde. No seio da manhã, por volta das dez ou onze, seria mais fácil se guiar pelo sol, mas o brilho fraco parte de trás de algumas nuvens que cobriam a estrela de hidrogênio. Apesar da preocupação para explicar, em detalhes, a situação recorrente da ilha, Karelina pelo contrário demonstrava indícios de d’outras preocupações, na verdade, seu estilo estava mais para se livrar de todas elas - A… - Comentou Rohnan envergonhado quando Kare o lembrou de que a explosão havia sido proeza dele  - É verdade senhorita… Mas eu só… Aqui é um lugar muito aberto - Comentou tentando se aproximar para falar mais baixo, em particular, enquanto os dois andavam rumo ao novo objetivo.

Abraçado em si, Rohnan cinge o corpo com os largos braços que conseguiu com anos de forja, novamente o riso fraco se deu em meio ao rosto franzino por decorrência das rajadas de bruma, os grãos congelados que acabavam por cair tímidos por Micqueot entravam por suas narinas provocando uma ligeira irritação, além dos muitos outros que como beijos suaves ou o toque de Kare, batiam-lhe ao rosto, pequenos demais para se tornar um incômodo. O rapaz novamente ficava aquecido com os sentimentos em alta, enquanto seguiam por uma avenida larga, voltando para os grandes casarões e vinhedos, passaram outra vez pela cidade dos empregados, agora naquela hora da manhã alguns rostos curiosos espiaram pela janela, na varanda dos sobrados pendiam jovens de núpcias, outras quais trajavam roupas brancas de linho ou algodão. As mais velhas estavam à porta, escolhendo grãos de feijão, atirando aqueles mais estragados nos campinhos de gramado baixo que havia ao redor de cada casa, eram destas manhãs rotineiras que de tempos em tempos brotava um pequeno pé de feijão. Outras senhoras também estavam a coser alguma roupa ou tapeçaria.

Crianças rondavam pelas calçadas, com o vívido brilho no olhar, algumas brincavam quase despidas - A maioria das pessoas aqui não tem dinheiro para comprar roupas, então acabam se acostumando com o frio, até as crianças… - Comentou Rohnan consigo mesmo, mas num tom alto para que Karelina pudesse ouvir, na esperando necessariamente uma reação desta. Agora traçando a entrada, o caminho desembocava em uma ladeira de terra, seguiam pelo caminho do primeiro vinhedo que viam ao sair da humilde cidade. O cheiro fresco de uvas é quase um clichê dentro daquele enorme campo, as safras tão vivas e suculentas que a vontade de puxar um cacho quase que um desejo de luxúria. Do hálito umedecido, gotas dispersas riscavam as parreiras se cristalizando ao chegar no solo ou nas raízes. A dupla caminhava pelo meio de alguns responsáveis pela colheita, lá no meio da plantação onde as frutas já estavam mais maduras, o trio era supervisionado por um quarto portando uma espingarda, também encarregado de afastar invasores e impedir o trabalhadores de cometer ladroagens e afins. Lá, Seu Cícero era encarregado pelo grupo que tomou com Karelina e Rohnan, conhecido pelo ferreiro, o vaqueiro baixou o chapéu em cumprimento ao conhecido - Rohn - Comentou ele puxando a espingarda para perto do corpo - E essa ai… O que te traz por essas bandas? Achei que tivesse abandonado o trabalho no campo pra viver com aqueles da cidade - Cícero puxou uma uva do cacho e pôs na boca - Bom dia Cícero, sim, me mudei pra cidade, mas tem um assunto que eu gostaria de tratar com o Barão - Explicou Rohnan olhando para os lados como se estivesse procurando por algo, Cícero arqueou as sobrancelhas e então fitou Karelina - Ah, essa aqui é a Karelina, é sobre ela quem veio falar com o barão - O vaqueiro ainda franzino, não compreendia a natureza da conversa - Ei seus mulato véio, é feio ficar ouvindo a conversa duzoto! Vão trabalhar - Bradou de prontidão para dar um tiro de sal com a espingarda nos olhos e ouvidos curiosos do trio de trabalhadores que parava de colher as uvas para admirar Karelina - Ora Roh, se você trouxe essa ai da cidade pra pedir a benção do seu Boras eu acho que não é necessário… - Rohnan corou e logo acenou as mãos querendo corrigir a ideia de Cícero sobre a situação - Ahn, não não não! Você entendeu errado, ela veio aqui para falar com o Barão sobre o Henry - Cícero, ao ouvir o nome do procurado, destituiu o sorriso malicioso que tinha no rosto em alguns segundos, entregou a espingarda para um mulato com pinta de sertanejo que tinha por ali trabalhando - Cuida desses dois ai Benedito, vou levar o casal pra falar com o Boras -

Na marcha calma até o casarão, passaram por algumas fontes que irrigavam a terra, poços que abasteciam as providências e suprimentos diários dos mulatos encarregados da colheita, estes usavam para a preparação do café, lavar as mãos e afins; um grupo por ali de senhores esguios, descansavam à luz de uma fogueira improvisada, feita para esquentar o café, aquecer a carne de lebre que haviam caçado e dividiam em pleno serviço, o encarregado pelo quinteto, um senhor de idade cujos cabelos brancos encaracolados saltavam para fora do gorro preto, ele afiava o facão em uma pedra encostado no poço. A entrada era pela lateral do Casarão, pela frente havia uma grande porta dupla de carvalho negro, mas a entrada dos funcionários era mais escondida, embora, não deixasse de caprichar nos garbos e luxos, a escada de marfim subia pela lateral até uma porta branca com a maçaneta dourada, de lá, olhando para cima podiam ver uma varanda cuja qual dava acesso ao quarto da filha do barão. Três batidas à porta e vinha lhes recepcionar uma senhora empregada, a mulher rechonchuda usava um avental branco e bordado, suas roupas de trabalho, pretas, estavam apertadas, notável ser um número menor do que o corpo dela pedia.

- Os dois vieram falar com o barão - Disse Cícero acenando com a cabeça para Rohnan e Karelina, a garota que até então, mantinha apenas a cabeça para o lado de fora, terminou de abrir a porta e deu passagem para que os três pudessem entrar, Cícero bateu as botas de couro fervido no tapete para limpar a terra, sugerindo que a dupla também o fizesse ao entrar para não sujar o assoalho de mármore cinza malhado. Passando por um arco de gesso, algumas estatuetas que figuravam deuses do mundo antigo e a mobília luxuosa trabalhada em madeira avermelhada e ouro; chegavam ao escritório do barão no fim do corredor, era a primeira porta e, para chegar lá, desceram alguns degraus. A entrada principal do escritório era nada mais do que a grande porta dupla que viram antes de subirem os degraus da ala de funcionários, estes eram encarregados de entrar pelos fundidos para que o Barão não precisasse recepcioná-los na presença d’outros renomados senhorios ou durante o preenchimento de alguma papelada remetente a sua propriedade.

O Barão Boras F. é um homem soberbo, vive de suas riquezas e se orgulha do nome da família que ergueu do nada, sendo o primeiro de seu nome e aguarda herdeiros saudáveis para o reinado de seu império da linha de vinhos secos e suaves da Ambrósio, o nome da marca vinha de uma crença antiga de seu povo vindo dos mares do Oeste, acreditava-se que o fruto vindo da árvore divina, concebida pelos deuses, teria o poder de cura e adocicado sabor cujo cunho era divino, dai, surgiu a ideia de nomear seu próprio vinho como tal, tomando para si a denominação de seu produto como o próprio manjar dos Deuses. Vestido com uma calça de veludo vermelho escuro, uma roupa de lã preta por baixo do gibão de couro amarronzado, tinha o cabelo grande lambido para trás com gel que chegava até a altura do pescoço, usava um bigode mustache, era grande, ombros largos e gordo. Seu pescoço estava quase se unindo completamente ao queixo, a ponto de torná-lo quase imperceptível, o peitoral enorme e apertado forçava a banha a ficar rígida e alta, alguns pontos de costura do gibão estavam arrebentados, mas parecia que periodicamente era remendado com um grande esforço para mantê-lo inteiro. Assinando algumas papeladas, Boras demorou um minuto para dar atenção aos convidados, sendo um deles um ex empregado, largou a pena que usava para escrever ao lado do papel, tossiu e caminhou cambaleante até o outro lado da sala, onde pousava uma jarra de vidro com uma boa quantia de vinho, algumas taças de prata e um pedaço de queijo mofado, nota-se que seu peso havia se tornado um incômodo tamanho para fazer-lhe mal ao próprio andar.

- Rohnan… - Balbuciou ele servindo quatro taças, colocou três a mesa em frente aos convidados - A última vez que esteve aqui… Me mandou ir a merda e se demitiu alegando nunca mais voltar aqui, me dê um bom motivo para não jogá-los ao porcos, ainda mais hoje que eles estão tendo algum tipo de reação com a lavagem nova que deram a eles ontem - Assim que encostou na poltrona de couro, dirigindo ao antigo empregado um olhar desconfiado, até mesmo sádico se prestasse bastante atenção ao movimento dos lábios e o sorriso amarelado que surgia por baixo das longas goladas no vinho. Cícero percebeu o pesar no ambiente, tomou a taça a mão e travou a língua nos longos goles. Karelina quebrara o silêncio mortal, Rohnan havia ficado de cabeça baixa constrangido pela volta, mesmo jurando nunca mais aparecer ali, teve de voltar outra vez e confrontar o chefe - Hm… Então foi por isso que voltou Rohnan? Ela te seduziu até aqui? Bwahahahaha - Gargalhou aquele, perdeu-se em respingos de vinho sobre a mesa, colocou a taça sobre a coxa e voltou a enchê-la - Deixe-me deixar uma coisa bem clara então mocinha - O olhar cansado deixava mais do que evidente a falta de paciência do homem para assuntos como aquele, mais provável que Karelina não fosse a primeira a estar ali com aquela mesma premissa.

- Sou velho e casado, ergui esse meu império do Vinho do nada, competi com outros Barões, ganhei o seu respeito depois de muitos anos de sabotagem, vivemos todos em harmonia agora, sabe por que? Henry nos uniu, todos nós odiamos aquele homem, de fato, surgiu como um nada nessa ilha e sem mérito algum tomou trinta por cento de nossos lucros, cinquenta se exportamos para a Grand Line, mas quer saber de uma coisa? Você não é a primeira que vem aqui com esse mesmo papo, marinheiros já nos prometeram isso antes, acabar com o crime organizado, capturar Henry e blá blá blá… Sabe o que eu espero de vocês benfeitores? Vão para o inferno! Que nos deixem em paz, sendo cúmplice dessa merda toda eu não coloco só o meu império em risco, coloco minha família e minhas amizades com os outros senhorios, eles vem aqui tem tempos em tempos checar minhas economias, sobrevivo do pão e vinho que eu mesmo produzo e assim espero continuar ao longo de muitas gerações - Ele fez uma pausa, molhando a garganta com um pouco de vinho que descia doce, mas suave, era o calor matutino, seus olhos estavam cansados e os adornos de prata e ouro começavam a pesar no corpo, tanto é, que aos poucos retirava os anéis e pulseiras - Eu não ligo se quiserem fazer a merda de vocês, mas não contem com o meu apoio para isso, tudo o que posso fazer é dar uma informação ou outra e pedir que saiam daqui! - Depois do olhar furioso, o encontro de interesses parecia longe de estar havendo ali, Boras não tinha nenhuma intenção de ajudar, apenas considerou responder a eles coisas simples sobre o império do mercado negro de Henry, mas nunca ceder-lhes informação confidencial - Henry tem homens para resolver as coisas por ele, não cai em joguinhos de gato e rato, se querem a atenção dele vai ter que ser uma ameaça para a economia que ele banca, uma ameaça que nem os guardas que ele tem espalhado por todo canto consigam deter, agora se isso é tudo, saiam daqui! Não quero ver seu rosto nunca mais Rohnan! - Exaltado, ele pulava do assento e apontava o dedo para os convidados enquanto falava, Cícero calmamente bebia seu vinho certo de que no final, o problema não recairia sobre ele.

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O Infiltrado na Klan


A brisa de longe era suave, sustenido, carregava os flocos congelados pelas ruas vazias da ruela, o som quebradiço da neve se arrastando era a única companhia do rapaz largado no chão, os grãos esfarelam juntando nas bordas do corpo, o rosto para cima vinha contemplar aquela céu acinzentado, embora, feixes de luz amarelados escapasse por entre os buracos nas nuvens mais altas. Placas batiam, aquelas colocadas na frente de restaurantes carregando o nome, algumas portas de madeira mal encaixadas tremulavam junto a corrente de ar que escapava para dentro dos salões, a manhã era fúnebre, tal como os sentimentos, o gosto amargo do inverno vinha aos moradores locais, alguma luz escapava de algumas das janelas de residências locais, mas as sombras por trás da persiana não revelavam algo mais do que a rotina comum.

O beijo daquela neve ao rosto, os flocos se tornavam gotas umedecidas lavando-o, tirando as marcas e sujeiras do passado. Eram por volta das dez da manhã quando Elizabeth saltou para fora de casa, tinha acabado de tomar o café na mesa da pousada, como fazia em todas as manhãs de inverno, havia sempre requentados, frutas e vinho branco quente; o café era farto, e justamente naquela manhã ela havia se servido com uma tigela de cereais ao leite, mel, morangos e amoras. Colocou um manto branco por cima do seu suéter de lã vermelho, usava um cachecol tricotado pela avó para afastar o frio do pescoço, perdido no meio de tantas peles. Seu rosto era magistral, como se tivesse sido esculpido em mármore nas mãos de um renomado artesão, o nariz era fino e pequeno, pouco arrebitado, seus olhos eram grandes e de cor azul, queixo fino, bem desenhado, as maçãs do rosto rosadas devido ao frio; a pele era branca e macia como a própria neve, o cabelo dourado caía em cachos em suas costas. Carregava embrulhado no punho um pedaço de tecido, pontiagudo na parte superior, não muito bem talhado, mais como um improviso, um estranho medalhão estava incrustado também no manto, relativo ser de algum grupo, talvez religioso, já que uma cruz vermelha estava talhada no tecido.

O riso esbranquiçado, expondo os perfeitos e alinhados dentes da moça, denotavam seu olhar confuso e tímido com o segundo pedido inesperado, ela não era tão alta, mas ainda um pouco maior do que Ren, olhava para baixo para fitar o garoto nos olhos, e com a pressa que estava para seguir, concordou rápido sem muitos caprichos - Claro vá em frente - Ainda um pouco desacreditada, tirou com o indicador da mecha do cabelo que caía na frente do rosto, abaixou levemente o tronco esperando o movimento daquele, para que então, assim que fosse dado o toque de lábios doces, sentindo o gosto de morango em seus lábios. Após o beijo ela iria para trás, abrindo os olhos e cobrindo a boca com os dedos, sorria abertamente, mas logo balançou a cabeça para dispersar os pensamentos libidinosos - Procura por uma cura? Conheço um lugar, estou indo para lá agora, se quiser me seguir… - Se assim fosse, caminhariam pela descida, encontrando no fim dela uma rua, à esquerda, uma grande praça.

Outrora aquele terreno havia sido parte dos vinhedos da família Ruspolini, agora servindo como um grande local onde, ao invés de parreiras, se cultivava a amizade e os namoros. O fim do império de vinho branco da família que há muito tempo tem seu nome esquecido, enterrado por baixo das terras adubadas da praça, coberta por tijolinhos de concreto acinzentados, se deu ainda no começo do cultivo dos Muller nos tempos de exploração da terra. Ainda naquele tempo existia um questionamento acirrado acerca do vinho mais saboroso devido a uva utilizada no processo de fabricação, foi logo que se estabeleceu-se a hegemonia da família Muller, mas isto por trás de longos anos de conflitos apagados da história, onde a imagem e a história que corre pelas ruas algentes de Micqueot divergem, uns reconhecem os donos da Adega One verdadeiros compatriotas benevolentes, já aqueles que moram mais para o Sul da ilha, local onde a praça está localizada, possuem uma visão diferente da história, o que se conta por lá é que os Ruspolini’s haviam sido vítimas de pragas e um assassinato a mando dos próprios Muller, se é verdade ou não, boatos são apenas boatos e os fatos são que esta pequena ilha, apesar da convivência sutil e a simplicidade nos campos frígidos, tem arraigado em sua história e na cultura um grande conflito de gostos.

Não é por pura coincidência que naquela terra fosse tradicional servir-se de vinho branco ao invés do avermelhado, o que se tem como legado hoje do antigo território dos Ruspolini é apenas um pequeno décimo do que fora antes seus largos campos, a praça construída sobre a mansão da família foi o pouco que conseguiu se livrar de não ser dividido entre outros barões de vinhedos. É de se imaginar que a história também conta com diversos anos de sabotagem de mercadorias até a chegada da marinha, no decorrer dos dias modernos e divisão territorial se tornou quase que natural, aqueles que se refugiavam no Sul constituíam famílias tomando costume do gosto do bom e velho vinho branco agora muito cultivado na região costeira, e no Norte lá se iam os adoradores do vinho comum e tradicional. A praça ficava ao pé d’um campo de parreiras, à esquerda dele, no centro havia uma fonte de tamanho mediano, feita de mármore com detalhes em pedra ônix e jade, retratava um bom cultivador em madrigal ao punhado de uvas esverdeadas; os bancos eram de ferro fundido, distribuídos em seis pares por todo o local, algumas flores decoram pequenos espaços gramados as arestas das imediações, a esquerda da praça um pequeno, recluso e tímido bispado com paredes amareladas, porta dupla de carvalho e maçanetas douradas.

Pousando os olhos pelo local, Ren poderia ver uma comunhão deturpada, eram muitos que trajavam o branco como aquela jovem que seguia, ao invés dos rostos ele poderia apenas ver os olhos de cada um, ou o cabelo daqueles que escapavam por baixo da máscara, mas em círculos grandes ele poderia notar diversos tipos de olhos, eram desde castanhos até esverdeadas órbitas grandes e pequenas, muitos se dividiam em trios ou quartetos conversando por ali, regados a vinho branco na boa manhã, pães e castanhas torradas corriam em algumas bandejas colocadas em uma mesa perto do palanque para que pudessem se servir. A conversa de modo geral não trazia falso testemunho sobre aqueles, na verdade, comentavam sobre as safras ricas daquela temporada, dos ventos nobres que sopravam da última sessão em seus campos rudimentares, mas muitos conversavam sobre o espetáculo que estava por acontecer, da boca de alguns saltavam nomes como Júnior Boras F; Sammuel D; Henry M e Caterina Madrazzo J.

Elizabeth caminharia junto a Ren até uma fila que, a princípios, servia para inscrição ou qualquer coisa do gênero, não teve muito tempo para pensar uma vez que atravessou caminho por entre os outros dois que estavam ali também à espera. Percebendo uma tal força de vontade incontida, aquele que segurava a caderneta, anotava os nomes e dirigia os rapazes na lista até o pináculo do palanque se surpreendeu - Uau! Você deve ser mais prestigiado que aparece aqui e assim em anos que atuo aqui, você tem razão, está tudo uma merda, mas a sessão de hoje vai fazê-lo sentir-se mais puro eu tenho certeza - Comentou assim lhe entregando um punhal, a lâmina era de prata, o punho da arma de couro batido com detalhes de ferro fundido formando um símbolo exótico - um círculo vermelho de bordas negras, uma cruz branca no meio e um quadrado branco, bordas pretas no meio da cruz com uma chama vermelha no interior -

O rapaz seria acompanhado até um outro da comunhão, só que este tendo posição de destaque, visto ser o único que tinha o roupão preto e portava uma espécie de livro com a capa de couro, uma quantia de quatro a cinco passo os dividiam - Olá iniciado, as instruções já lhe foram passadas? - Perguntou querendo saber se Ren já estava ciente dos procedimentos a serem tomados no decorrer daquele evento - É bem simples - diria o anfitrião - Com o punhal você o degola, pegue seu sangue com a tigela e despeje sobre a plantação, ou se preferir beba-o, este lhe concederá grandes e prósperas sementes, até mesmo as dai de baixo - Não era possível ver, mas era certo de que o homem sorria por baixo do gorro assim que falava, numa mão carregava uma tocha acesa perto do rosto - Quando terminar, queime-o para que as plantações dos concorrentes sejam amaldiçoadas -

Apontando para a frente, virando-se Ren veria um crucifixo banhado em álcool, no assoalho, ajoelhado, estava um homem de estatura média, seu corpo e rosto estavam cobertos por um manto negro, só podia se ver os olhos por um buraco e os pés que eram projetados para fora dos tecidos, ele se sacudia e esperneava tentando se libertar das amarras e correntes que o mantinham preso no crucifixo, com um baque surdo, o solavanco o alçava para cima, esticando seu corpo para o alto até que sua cabeça ficasse a um metro do chão, era colocado de cabeça para baixo, pendurado e preso sobre o símbolo de madeira - Irmãos! Hoje será o dia da purificação! Nessa mesma terra eles derramaram o sangue dos Ruspolini! E desde então temos regado nossas plantações com o sangue deles, sobrevivemos às pragas e agora eles nos temem, eles temem o que não conhecem e assim será até que todos eles estejam exterminados e essa boa terra, conquistada com o sangue de nossos ancestrais e profanada por eles, volte a ser completamente nossa! - O anfitrião erguia a voz, o brado caloroso trazia a atenção de todos, acompanhado do coro de assobios e bonificações ao homem, ele então apontava para Ren, esperando que o garoto pudesse realizar a execução, caso não tivesse feito algo até então.

Se o Moonlight decidisse dar para trás em qualquer momento, poderia seguir para fora dali usando o caminho que viera, ou então escapar no meio das grandes parreiras que cercavam o lado direito da praça, do lado esquerdo não havia saída. Optando por encontrar outro alojamento para se tratas, tomando o caminho da direita ele voltaria a subir a rua pela qual viera, já pela esquerda iria caminhar por um beco estreito onde poderia sair e se encontrar na fachada de um consultório comum, a ser atendido por uma recepcionista que não portava nada além de um chapéu de enfermeira convencional, além de que, as portas do consultório levariam a um lugar que houvessem instrumentos para tratamento e afins.


Cartaz:
 

O Barão:
 

Legenda:
 

Dicas:
 



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Caminhando pela parte menos desfavorecida da cidade aonde os empregados residem eu voltaria minha atenção para as crianças que brincavam na rua, com sentimentos mistos de alegria e tristeza, era divertido vê-las se divertindo sem parecer ter alguma preocupação apesar de lembrar-me de uma infância que não tive tempo de aproveitar, então respondendo o comentário de Rohnan. - Hm... Elas deveriam se orgulhar desse feito, o frio não é mais um problema depois que se acostuma com ele. - Usaria um tom de voz mais calmo e melancólico, ainda olhando as crianças com um sorriso discreto formado nos lábios.

Percebendo que Rohnan havia corado com o comentário de Cícero, uma idéia malvada se formaria em mente em minha mente, e decido implicar com ele um pouco mais, virando meu rosto para o lado e o cobrindo com as mãos para fingir estar em envergonhada, mas na verdade seria para cobrir a minha risada. - Ara..Ara.. Então é para isso que você me trouxe aqui Roh, veio pedir a benção do barão para me levar ao matrimonio, não sabia que os cavalheiros de Micqueot eram tão ousados e diretos. - Tentaria dizer de forma que parecesse estar bem envergonhada, mesmo sendo difícil de segurar o riso naquela situação de implicar um pouco com ele.

Então seguiria Cícero junto a Rohnan sem me impressionar com o tamanho do casarão ou de seus campos de uvas, apenas iria atrás demonstrando apenas meu total desinteresse sobre aquele lugar, mas sorriria e acenaria para alguns empregados se olhassem para mim para causar uma boa impressão, pelo menos certificaria de limpar as sapatilhas arrastando-as no tapete como Cícero sugeriu. E minha primeira impressão com o Barão não seria muito diferente, para mim ele é apenas mais um homem rico qualquer, e assim que ele começou a discursar sobre a própria vida eu bocejaria de desanimo enquanto cubro minha boca com uma das mãos, após escutar toda aquela conversa tediosa eu pressiono minhas têmporas com o polegar e o dedo indicador para evitar ficar com dor de cabeça depois de tanta chatice.
Olhando para borás com desinteresse, eu o responderia, apesar de sempre tentar ser uma pessoa educada, o desgastante discurso sobre não ser a primeira a tentar prender Henry já estava se tornando repetitivo e insuportável de aturar, o que me faz responder a ele de forma grosseira. -Então toda essa palestra sobre sua vida e lealdade ao piratinha, foi pra dizer que não vai ser útil para mim, ao menos deveria ter sido direto, me pouparia tempo. - Dizendo de forma arrogante e empinando meu queixo para parecer ainda mais esnobe, e no fim suspiraria tentando me conformar com outra decepção.

Apesar da primeira impressão ruim talvez ainda desse para conseguir algo de útil com o barão, já que ele me pareceu ser tão orgulhoso dos próprios feitos, talvez se eu ferir o ego dele possa dar algum resultado favorável para mim, viraria minhas costas para ele dando a impressão que me retiraria daquele lugar, mas o olho por cima dos ombros com um sorriso presunçoso. - Eu não te culpo por se aliar a alguém como Henry, se eu fosse dona de todas essas terras e de uma bela plantação de vinho da qual tenho enorme estima por manter, com certeza adoraria que um pirata viesse e me roubasse uma parte dos lucros das plantações que eu criei com tanto esforço, mas claro é um ótimo negocio já que ele exporta as mercadorias para a grand line, com certeza é uma tarefa muito difícil e apenas O GRANDE HENRY pode realizar. Falaria de forma extremamente irônica e debochada para  provocar o barão e deixá-lo com muita raiva, mas não de mim ou de Henry, mas sim de si mesmo por ser tão fraco e aceitar que um pirata tomasse parte dos bens deles.

E continuando com as provocações eu manteria a mesma expressão e a tonalidade da voz. - Mas o que uma simples dona de terras poderia fazer contra um pirata? Talvez por medo fosse difícil enfrentá-lo, e caso alguém disposto a arriscar a própria vida para me ajudar a recuperar os ganhos das plantações roubadas por um mero pirata, a atitude mais esperta com certeza seria expulsa-la. A todo o momento permaneceria com meu comportamento esnobe e debochado, apenas para deixar Boras ainda mais irritado. E então sorriria para ele de maneira mais afetuosa. - Então... Ainda quer expulsar a sua chance de recuperar os ganhos? Se eu falhar as consequências vão cair apenas sobre minha pessoa, e seu “acordo” com Henry ainda continua, mas se eu derrubá-lo seu nome ainda permanecera oculto e eles virão atrás de mim apenas, e você recupera todo o lucro das suas uvas, alem de poder ocupar o lugar dele na exportação para a grand line, um homem com seus recursos deve ser muito mais eficiente do que um reles pirata para esses serviço, de todas as formas o Barão Boras não perde nada, mas pode ganhar muita coisa se fizer a escolha certa. Tentaria ser o mais persuasiva e gentil nesse momento, até mesmo inflando o ego dele, para que o barão acredite ser melhor do que Henry.

Se nesse instante ele demonstrasse estar interessado na minha proposta eu sorriria satisfeita e caminharia até me aproximar de Boras. - Temos um acordo barão? Eu apenas preciso das suas informações para subjugar o pirata que rouba vossa pessoa. - E então apenas nesse momento eu me permitiria pegar a taça de vinho para brindar com ele em uma forma de “selar o trato” entre nós e após isso tomaria um pequeno gole apenas para molhar os lábios e sentir o gosto do vinho. Mas caso a atitude do barão se mantivesse hostil e agressiva eu continuaria meu caminho apenas dando um aceno de mão por cima dos ombros e com a expressão debochada e forma irônica de falar eu diria. - Diga adeus a sua melhor oportunidade - Então me viro de costas e sigo caminhando para fora da mansão sem olhar para trás, ainda demonstrando toda minha arrogância.

Caso o pior me acontecesse sairia da mansão com passos rápidos e pesados, cerrando meu punho em volta da lança para descontar minha raiva e frustração de mais uma decepção, não esperaria por Rohnan, estaria brava o suficiente para seguir caminhando mesmo se ele não me seguisse, seguiria de volta para o galpão, já que aquilo era minha melhor informação sobre a localização da recompensa que me aguarda, mas dessa vez sem joguinhos ou persuasão eu iria até o galpão com a intenção de derramar sangue, mesmo se Rohnan ou qualquer outra pessoa tentasse me impedir dizendo algo eu permaneceria em meu caminho, a menos que fosse algo sobre a localização de Henry ou das carroças dele nesse caso eu pararia para escutar, esse método é realmente desgostoso mas eu me vejo sem outra alternativa nesse momento desconsideraria pedir ajuda a algum dos funcionários pois deduziria que são leais ao barão seja por respeito ou medo, a menos que algum deles viesse até mim demonstrando algum desgosto pelo barão nesse caso acho que seria válido dar minha atenção a tal funcionário, não me aproximaria totalmente do galpão tentaria ficar numa posição que eu pudesse ver os guardas sem que eles me vejam, e os observaria esperando por alguma oportunidade ou momento de distração já que não é tão difícil distrair a maioria deles.

E também no caso de haver algum comerciante ou alguém próximo ao local do galpão eu me aproximaria da pessoa me fazendo de desentendida, afinal antes não havia ninguém apenas os guardas, talvez uma outra fonte pudesse ser útil, eu realmente tentaria adiar ao máximo ter que combater os guardas diretamente. - Com licença, de quem é aquele local maior? - Diria apontando para o galpão com a bandeira da pirata de cabelos azuis, esperando pela resposta e reação da pessoa que perguntei.

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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyQui 7 Mar - 1:29





As vezes chega a ser engraçado como o Humano pode nos surpreender com o passar dos tempos, uma coisa que muitos se perguntam é o motivo que eles buscam tanto se manterem unidos diante dos problemas de suas vidas, mesmo quando o objetivo não se tenha nada a ver com os seus feitos, a vida humana tende a nos unir sem que percebêssemos… Muita gente acredita que o motivo disso seja idiotice, outras que as pessoas são fracas demais para se manterem sozinhas enquanto outros apenas acreditam que é uma forma de Manipulação em massa para tirar proveito. A realidade é que todas não estão erradas, o ser humano é um pedaço de lixo e talvez seja por isso que nesse momento eu estou com a porra de um punhal na mão no tempo em que apenas me pergunto “O QUE PORRA TA ACONTECENDO NESSA CARALHA !” Quanto mais eu olhava para os lados, menos aquilo continuava a fazer sentido… “Mas em que desgraça que eu fui me meter ?...” Essas eram as únicas palavras que conseguiam sair da minha cabeça quando eu olhava para os lados de forma confusa e com a famigerada “Cara de cu”.

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- Você tá dizendo que se eu furar esse puto, tirar o sangue dele e beber ele eu vou ser curado, é isso ? - Não tinha como aguentar a curiosidade daquelas palavras, eu precisava reafirmar o que estava ouvindo, por isso perguntaria antes de tomar uma atitude de fato, precisava ouvir que aquilo não era uma piada de mal gosto… Apesar que… “Eu era um Assassino antes disso, então matar os outros é algo normal certo ? Porra, eu sou burro pra caralho, por que eu nunca pensei que poderia me curar com o sangue dos outros ? Esses caras são uns gênios !”


Diante de uma resposta positiva sobre a pergunta, não tinha como esconder a felicidade dos meus olhos e daquele lindo sorriso que abriria em meu rosto, com o pequeno gingado de uma dança concisa, me aproximaria do infeliz crucificado de forma lenta e vagarosa, como se estivesse aproveitando o momento que estava tendo, não podia deixar de levar a cabeça de um lado para o outro como a pequena batida de um som musical que apenas podia ser ouvida em minha cabeça, estava adorando aquele breve momento de felicidade ao dar leves paradas após alguns passos, talvez isso alegra-se o povo assistindo a me ver agir de tal forma motivada e determinada, o pequeno toque de cada batida com o pé era acompanhada do movimento contrário do tronco, seguindo de um lado para o outro… Não tinha como mentir, estava para fazer a primeira decisão por mim mesmo em minha vida e estava adorando tudo aquilo !

De pouco em pouco estava chegando o momento em que poderiam finalmente vislumbrar de minhas ações, talvez fosse um novo começo para aquele povo ao me ver agir dessa forma, a cada momento que se passava a agitação de meu corpo parecia se tornar mais contagiante estava na hora. - GÊNIOS É A MINHA GIROMBA !! Vocês são retardados ?!? Filhos da puta !! - Bradaria de forma explosiva ao me virar agora de forma séria, fazendo uma pequena pose ao contorcer o meu corpo levemente sobre mim mesmo e elevando a minha mão livre sobre o rosto, colocando o indicador e do meio próximos de meu olho.

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- ESSE É O MUNDO REAL ! - Gritaria ao me virar rapidamente em direção do sacrificio, usaria dessa vez do punhal para tentar libertar pelo menos das amarras que podiam ser feitas de cordas sobre o infeliz crucificado, me esquecendo totalmente que havia mais um problema a ser visto ali… Ele estava acorrentado… Foda-se também. “Beleza… Agora fudeu…” Percebendo a provável merda que havia feito, afinal… Agora não tinha mais volta, mas nem a pau que eu iria simplesmente matar alguém por matar, isso geralmente eu faço quando tô puto, tipo agora ! O que não é o caso desse desgraçado, então como resolver isso… ? - AHHHH ! PORRA ! - Berraria comigo mesmo durante o tempo em que esfregaria minhas mãos sobre a cabeça de forma desesperada, estava com problemas e tinha que pensar rápido ! Na verdade nem faz sentido e em estar fazendo isso, eu só queria resolver meus problemas da vida, só isso. Mas não, vamos colocar a porra de um preto pra matar, claro, me refiro a cor do capuz. “Foda-se, agora é tudo ou nada !”

Inspirando e expirando rapidamente, era a forma que eu tentava para tentar manter a calma nesse momento, talvez tudo isso possa ter parecido um tempo gigantesco, contudo a realidade sempre não é tão rápida assim, por isso me viraria novamente, agora apontado o meu punhal para as outras pessoas daquele lugar, me colocaria da mesma forma ao lado do encapuzado, tentando agarrá-lo sobre a parte do pescoço sobre o tecido, se ele continuasse a se debater, não pensaria duas vezes antes de meter um tapão no suposto lugar que acreditava ser o ouvido dele. - PARA DE SE MEXER O FILHO DA PUTA ! - Falaria no calor do momento na tentativa de quem sabe acalmá-lo, se as palavras não funcionavam, pelo menos o tapa quem sabe ajuda-se. Com a atenção direcionada para os outros membros, precisava resolver o meu maior problema ali do momento que era em mantê-los distante de mim, não que fosse um problema em simplesmente sair matando todo mundo, só não era a minha intenção nesse momento, por isso apontaria o punhal na direção de quem tentasse se aproximar e do infeliz preso. - Seguinte, fica longe de mim se não eu furo o bucho desse arrombado, talkei ? -

Ação um tanto quanto estranha, já que o objetivo do inicio era de fazer exatamente isto… Não tinha bem uma resposta para essa pergunta e pouco me importava para ser verdade, apenas o caos era a resposta de minhas ações e pouco me importava o que estaria para acontecer daqui para frente, por isso as únicas palavras que sairiam de minha boca para esse quesito era… - Não sei que merda vocês andam fumando, mas essa brisa não ta certa ! - Se continuassem a questionar as minhas ações em querer ao mesmo tempo falar que eu estava errado e que no final eu estava ameaçando de matar o suposto sacrifício, o que de fato era para ter feito desde o início. - Vai tomar no teu cu, você não manda em mim ! - Era o que eu responderia.

Claro que tais ações que eu estava a tomar aqui trariam a desavença e desconforto das pessoas do local e ser sincero ? To cagando pra eles, vim aqui na moralzinha para me curar enquanto a adrenalina apenas continuava a se acomular, me fazendo esquecer um pouco daquelas dores musculares e quem sabe o que podia ter por ali, no final, não deixaria limpo que ninguém viesse falar mal de mim, mesmo em uma situação como essa. - HUH ? Que porra tu ta falando seu bosta ?!? - Indagaria sobre quem falasse mal de mim alto o suficiente para que eu pudesse ouvir, não deixando de demonstrar meu descontentamento sobre a atitude do indivíduo. - Seguinte, você ! Sim, você mesmo, chega mais aí - Falaria quando escolhesse alguém de forma randômica apontando com a adaga para o encapuzado, após isso, o questionaria rapidamente com um tom sutil e calmo, deixando totalmente de lado o lado agressivo que estava demonstrando até o momento, custava nada conhecê-lo, certo…? - Eae amiguinho, qual o seu nome ? Seguinte, você pode cuidar do meu refém ? É rapidão, fica de boa que eu já volto. - Finalmente me distanciaria um pouco, deixando o meu refém sobre os cuidados do meu novo amiguinho para vociferar dessa vez na direção que teria ouvido a afronta de antes. - Vem aqui falar na minha cara agora seu retardado, te quebro na porrada agora mesmo ! -

Bom… Se a pergunta lá do início fosse respondida como uma pequena brincadeira, apenas me viraria de lado e seguindo meu caminho para fora daquele lugar, precisava colocar as coisas em ordem primeiro antes de tomar uma atitude, talvez até mesmo tomar um ar e ver as coisas em volta para me acalmar.


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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyDom 10 Mar - 15:23

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Presente e Pretérito

Ainda escorado sobre a mesa, os dedos grossos do homem que mãos pareciam grandes salsichas contornando a taça, sua tensão estava perceptível, mas não tanto quanto seu olhar de surpresa, não como um sentimento bom, daqueles que se surpreende com a atitude de alguém de forma positiva, aquilo que esboçava estava longe de demonstrar algum sentimento de fraternidade. Tomou fôlego acariciando suave aquela enorme banha guardada por trás de alguns botões de linha de reuso, o gibão quase se abriu quando o fizera, acompanhado do levante calmo, pousou a taça sobre a bandeja com agressividade, derramando vinho sobre alguns papéis na mesa e o chão. Passou o mindinho da canhota sobre os cabelos que caiam por detrás da orelha, os ajeitou junto ao restante das mechas e então deu a volta na mesa balbuciando enquanto mancava sobre o próprio peso.

- Faça o que quiser mulher! Eu estou pouco me fodendo para o que vocês marinheiros ou seja lá o que você for querem fazer, mas não contem comigo para isso, eu tenho mais merdas para resolver, merdas que vocês não conseguem lidar, como aqueles camaradas do Sul que vivem nos ameaçando e queimando as parreiras do meu território, as de Sammuel, Caterina Madrazzo… Ao menos com o Henry aqui estamos mais seguros do que quando com vocês “nos protegendo”. Cícero, leve-os daqui! - Ordenou o Barão, sendo este o último momento antes de voltar a sentar na poltrona acolchoada, tomou às mãos uma pilha de papéis e os atirou ao escrínio ali ao lado, afagou o anel que tinha na direita, este trazia uma espécie de simbologia sutil, perdido em meio a prata polida estava talhado pão e uma taça do que se acreditava ser vinho, já que a bebida era feita d’uma pedra negra, jaspe negro ou talvez turmalina, assim como algumas uvas que estavam espalhadas ao pé da taça.

Cícero estava, ao passo da conversa, tomando aquela taça de vinho percorrendo com os olhos pelo escritório só o dinheiro desse lugar me paga um ano de salário eram todos detalhes minuciosos, operados por mãos talentosas vindas de outros mares, desde o mármore importado até o trabalho na madeira feito em oficinas especializada, contavam histórias, tinham um aroma agradável, mas nada tão agradável e nostálgico quanto aos livros infantis colocados em uma escrivaninha no canto da sala, menor que o barão, a cadeira tão pequena que só caberia uma das pernas dele ali, talvez fosse para um de seus filhos. Quando ordenado, esvaiu-se aquele devaneio melancólico, sua hipnose centrada naquela gama de páginas para colorir, contos de fada e letreiros para aprendizagem, voltou ao barão com um olhar ainda perdido regado de lágrimas que fustigavam as pálpebras, eram de felicidade, mas ele se esforçava para não fazê-las cair sobre as olheiras roxas embaixo dos olhos - Sim seu Boras, vou levá-los daqui - Deu alguns passos, esticou-se para repousar a taça no lugar habitual, ajeitou o cinto e então abriu a porta para que Rohnan e Kare pudessem sair.

Rohnan era quase como uma alma perdida, podia se chegar tão profundo em seu olhar como se estivesse mergulhando no oceano, sempre tácito, insípido, se sentia um completo medíocre por estar ali, mesmo que tivesse esperanças em conseguir alguma coisa com o Barão, as palavras da senhorita que o acompanhava havia sido o estopim, já sabia ele que não conseguiriam mais nada, nobres soberbos como Boras possuem, de fato, um ego frágil, mas não é cutucando-os que se consegue convencê-los do contrário, não é de se esperar menos de um homem que chegou até ali com tanto esforço, dadas as experiências vividas é quase óbvio de se imaginar que poliu-se a imagem de um homem convicto nas próprias crenças e decisões. “Não vai funcionar” queria ter dito, mas falhou, principalmente em não tê-la alertado sobre a personalidade difícil de se lidar do homem, recordou-se da vez em que foi até lá solicitar que o transporte das uvas fossem do dever de Asdontes, mas ele se recusou em gastar recursos para manter animais para fazer o serviço que seus homens poderiam fazer, foram longas horas de discussão para convencê-lo a fazer o mesmo que Caterina em seus campos de vinhedo ao pé das montanhas, lá onde a neve é mais constante, seus funcionários com continuidade adoeciam por exposição exacerbada ao frio, tanto é que por conta de terem de ficar catando uvas nas parreiras por longos tempos suas mãos ficavam tão gélidas que foram apelidados de Os Mãos Negras. A solução da mulher foi de eleger um mavórcio para cuidar do transporte, anexou, nas costas de uma dupla de Asdontes, uma liteira para afastar o frio do funcionário, os animais então percorriam toda a estrada recolhendo os caixotes de madeira com as uvas, empilhados na carroça logo atrás da liteira.

Os Asdontes são espécimes da ordem dos Bovinos, mas embora se especule que seus antepassados foram, na verdade, pertencentes aos Proboscidea graças ao seu enorme tamanho. Ao longo de muitos anos de evolução e adaptação, os Asdontes foram adquirindo características que os permitiam viver nas regiões mais costeiras, no passado acredita-se que a predominância dos animais era no Sul da ilha, mas com as constantes enchentes ocasionadas pela formação do território, os grupos foram, cada vez mais, subindo na densa mata. Alguns Astodontes desenvolveram uma pelugem mais cheia, aos poucos se dirigindo mais e mais para o Norte, a linhagem que não desenvolvia pelos acabou voltando para o Sul onde o frio não se tornou tão constante, mesmo que ainda gerações tenham sido dizimadas pelo ambiente, alguns conseguiram sobreviver chegando ao que se conhece hoje como Antilodontes. O que difere os Asdontes de seus familiares do sul é a presença de uma pelagem densa e esbranquiçada, um par de presas de marfim de um metro, orelhas grandes e uma cauda de meio metro de comprimento, larga como as de um castor.

Tornando ao decorrer linear do conto, Rohnan e outros funcionários, inclusive Cícero que na época era apenas um colhedor e não um coordenador de equipe, conseguiram no fim da tarde convencer o Barão de que os gastos iniciais, apesar de altos, eram supérfluos a longo prazo, fazendo-o economizar com tratamento e contratação de novos funcionários sempre que um ficava enfermo. Depois que os dois já estivessem fora do escritório, um pouco antes de fechar o escritório Cícero faria uma pausa na marcha - ‘Senhor Barão - indagou relutante, quase como um gemido temendo a cólera, mas para sua surpresa, Boras o fitou com um olhar apreensivo - Diga - foi apenas o que saiu da boca daquele, Cícero caminhou um pouco mais para dentro da sala encostando a porta atrás de si deixando que Rohnan e Kare siga pelo corredor por conta própria por enquanto.

- E-e-eu estive pensando...Eu e minha senhoras nós… Nós vamos ter uma criança pra cuidar e eu gostaria de saber se o senhor me deixaria tirar uma semaninha de folga pra ajudar minha senhora e curtir o meu menino - Afagando o chapéu, outrora na cabeça, agora entre as mãos conotando seu nervosismo, era um pedido ousado, até mesmo para alguém próximo ao Barão como Cícero era, os dois são conhecidos de longa data, quando ainda o grande Barão Boras era um nome que ninguém conhecia por todas as extensões do Norte, quando os vinhedos pertencentes ao seu atual império ainda eram formações rochosas erosivas, o solo era arisco e infértil, dois quintos pertencentes à família dos Matarazzi e dos Muller. Cícero tinha outro nome, não era vaqueiro, sim um mercenário vindo de mares longínquos, conhecido pelos marinheiros como O Mastim, mas agora estava em seu fim de carreira, foi-se o tempo do auge, tempo em que teve de livrar-se de subordinados dos Matarazzi e de Henry para livrar as costas do próprio Boras, vezes em que afastou a ameaça dos sulistas extremistas queimando hectares de vinhedos em nome dos Ruspolini, não, agora era um homem aposentado, de outro nome, casado com uma mulher de boa fé, um filho a espera e dava valor a sua família mais do que tudo nesse mundo. Descontente, seu Boras teve de remanejar o mercenário para uma função de menor luminescência, quis fazê-lo sua mão direita, mas O Mastim negou o título, disse querer ser apenas um funcionário e se misturar no meio da gente, viver como um deles agora que a redenção do senhor o havia fisgado.

- Mas é claro… Claro que pode meu amigo, pelos velhos tempos, te devo minha vida! Se quiser fique até um mês com seu menino e sua senhora - Boras levantou-se do assento, caminhou cambaleante até Cícero para abraçá-lo, o mirrado retribuiu o gesto.

De lá, acompanhados agora por Cícero, a dupla seguiu para fora, descontentes, sem muito mais do que foram ali para buscar, Rohnan ainda mantinha a mesma expressão de antes, o olhar vazio e vidrado nos grãos de terra que se estendiam pelo caminho. Kare seguiu bufando, sem esperar pelo companheiro, redefiniu a trajetória e passou pela mesma cidade, não mais tomada por seu tamanho toque de simplicidade, mas algumas pessoas perdidas na rua ainda davam o aspecto de comunidade para a ocupação. Outra vez em frente ao galpão, a garota pode vê-los de longe, o número de guardas ainda era o mesmo, mas agora estavam realizando seu trabalho com mais maestria, ao menos boa parte deles, alguns percorriam as imediações, olhando para os lados e sempre atentos com quem passava pela avenida agora mais movimentada pelo toque vespertino.

Rohnan a acompanhava, mas muito mais atrás no passo, quase desmotivado e culpado pelo incômodo causado, Cícero havia os acompanhado boa parte do caminho, mas parou para entrar em sua Chalé para passar um tempo com a esposa e o bebê ainda em seu ventre.

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Medidas Modernas para Tempos Modernos - O Infiltrado na Klan

Nos galopes perdidos da jovem Fuscona, uma égua Frísia vinda de ilhas baixas no Leste, o dócil animal trotava perdido no meio de todo o lençol branco estendido pela planície, nas costas do animal repousava o tronco de John, um garoto que não passava dos vinte anos de idade, vigoroso como outros, nascido nas terras nortenses é originário mestiço, mas a pele de cor branca, olhos castanhos como os de seu falecido pai, cabelos louros e longos; como em outras manhã de inverno ele vestia o habitual casaco de bordas azuladas, feitas com pelo de tigre maltês, vestia também a lã por baixo, uma calça de couro batido e o tradicional boné branco com a inicial de seu nome, um enorme “J” dourado no meio do acessório. Vivia enxotado de jóias e bens materiais pagos pelo seu amante, Sor Cabaggero um numulário do centro que acumulava imóveis e os vendia a preços mais altos por estarem localizados perto da rede de comércio de seus companheiros, ele nunca foi muito noviço para entender as atrações que sentia por homens, mas John escolheu bem seu primeiro companheiro, apesar de ser casado, Cabaggero preferia esconder suas relações pessoais com um garoto vinte anos mais velho que ele, outro fato importante também é por estar casado com uma senhora importante na rede de negócios, não bem importante, mas sim seu pai o homem por trás da rede de tabernas Del’ux.

Para recompensar o tempo que não passavam juntos, ele presenteava o noviço boa parte do tempo, o último tinha sido uma semana de aulas para cavalgar, Johnny sempre tive o sonho de praticar Hipismo, mas dada a natureza pobre da família e a falência do pai nunca teve a oportunidade de entrar e ter um cavalo. Fuscona foi o primeiro presente que recebeu, quando a viu pela primeira vez, ainda cambaleando nas pernas trêmulas d’uma potrinha, soube que ela se tornaria uma égua forte para a prática de esportes, resistente às condições climáticas mesmo que vinda de lugares onde o sopro gélido da manhã não fosse tamanho. Seria mais um dia comum, aquecer as pernas no animal, levá-lo até o estábulo, alimentar, escovar e depois seguir até a cafeteria Três Rosas, uma conhecida no centro por seu expresso com creme e açúcar. Mas...

- Eia! Segura o passo Fuscona! - Bradou quando na estrada viu dois marinheiros carregando as espingardas no braço, aqueles impediam a passagem, fitando diretamente Johnny como se quisessem abordá-lo - Algum problema oficial? - Contornou ele, olhando para os campos completamente vazios ao redor, apenas fumaça fugia das chaminés distantes de alguma choupana - Vamos ter que pedir que nos acompanhe senhor… Johnny é isso? - Lendo o nome no papel, o primeiro apontava para o companheiro que, com relutância, desviava por alguns segundos o olhar penetrante no rapaz para conferir se o nome pronunciado estava correto - Sim, isso mesmo, Johnny, amigo pessoal de Castellan Cabaggero, temos que fazer-lhe algumas perguntas - Quando pronunciado o nome do amante, o rapaz arregalou os olhos, inutilmente tentando depois esconder sua expressão de surpresa e constrangimento - Claro… Claro senhor, como quiser - Comentou saltando da égua, o primeiro marinheiro guardou os papéis e puxou dois pares de correntes para algemá-lo - Qual é… Precisa mesmo disso? - Tentou protestar contra as amarras desconfortantes, mas o cabo da espingarda o atingia em cheio na testa para desmaiá-lo.

Era tudo aquilo uma situação confusa, não para os organizadores daquele evento de caráter duvidoso, até malicioso, conquanto o que devia passar na cabeça tanto de Johnny quanto a de Ren parecia mais parte de uma peça satírica envolvendo muito sadismo e fanatismo. Com o punhal vagaroso, cortou as amarras que prendiam o rapaz no crucifixo de madeira, o homem trajado que se esforçava para puxar o peso e manter o corpo suspenso acabou caindo de costas do palanque tendo seu rosto brevemente revelado, até recompor-se e ficar assoprando as mãos para afastar a ardência. Johnny caiu rápido, mas seu baque foi mais silencioso do que o estrago, evidente apenas o estalo de seu pescoço ao chocar da cabeça com o chão, os músculos inferiores rapidamente desligados como puxar um eletrodoméstico da tomada, os braços ainda eram funcionais, mas por mais que espetões, queimaduras e afins fossem feitos em suas pernas, ele não poderia mais senti-la, por conseguinte não conseguia mexê-las.

- Hmmfmfmfm - Tentou murmurar, mas as amarras na boca o impediam, queria clamar por piedade, misericórdia talvez, percebendo o olhar confuso daquele outro rapaz, talvez fosse certo que se ajudassem, mas Ren estava longe de discursos garbosos ou apresentações formais, o golpe oriundo certeiro atingia a cabeça já desnorteada de Johnny, a náusea acoplada com o cheiro exacerbado do álcool o fez vomitar por baixo do manto escuro liberando as amarras da fita, mas não sem antes fazê-lo se engasgar na própria secreção - Gasp Gasp, Porra… - Tentou falar, mas continuou a tossir e se contorcer tentando desesperadamente mover as pernas. Os olhares da multidão se dividiam, enquanto por um lado se tinha o pavor, surpresa e o desespero cravados nas órbitas de algumas mulheres, senhores de renome, cujo qual exerciam algum cargo executivo importante para o desenvolvimento mercantil, por outro se tinha os olhares gananciosos, frenesi e o furor daqueles, profundamente insultados, pela profanação do espaço segregado, ainda mais por parte de um iniciado que não tampouco havia sido aceito como um membro, era um intruso, invasor, radical a ser combatido com ferro e fogo, e foi da manga de meia dúzia destes que um punhal foi puxado, todos idênticos, carregando o mesmo símbolo, provavelmente forjados por encomenda e dados a todos os membros da equipe.

Deus nos ajude, isso é um sacrilégio; Profanos libidinosos, queimem esses porcos; Senhor salve a verdadeira Micqueot, esses Nortenhos estão acabando com os bons costumes e a velha terra Sulista; Malditos radicais extremistas, vieram queimar nossos campos e abusar da nossa pureza, queimem! Queimem! Queimem! Os comentários escapavam de pontos distintos, era quase impossível saber quem exatamente dizia, por baixo das máscaras, escondido os lábios e a identidade dos homens e mulheres, mas o coro formado clamando pela eliminação imediata da figura invasora e do sacrifício.

Ren aos passos lentos se afastava, mas a multidão em um coro avançava, nem todos empunhavam armas, mas aqueles mais relutantes ao fundo ainda sim se movimentavam com a massa, os mais a frente, aquela mesma meia dúzia, armados de punhais, caminhavam com calma, abrindo espaço e rodeando aos poucos o alvo, com troncos abaixados, olhar penetrante transmitindo aquela sensação verdadeira, a de pura repugnância. O anfitrião não tomou conhecimento da situação, atirou sem muito mistério a tocha que tinha na mão em direção ao manto negro banhado de álcool, caso Ren escolhesse salvar o rapaz de ser engolido e completamente tomado pelo calor infernal, Johnny, nu e desesperado, iria agarrar em seu corpo o puxando para perto - T-te-temos que sair daqui! Fuscona! Mas vai ter que me carregar até a égua pra cavalgar... Não sinto minhas pernas! - O brado ecoara clamando pela égua, ela viria por uma rua lateral, a mesma que Ren poderia fugir caso não salvasse Johnny das chamas, mas teria de escolher entre montar ou não no animal e para onde iria.


Cartaz:
 

O Barão:
 

Legenda:
 

Dicas:
 



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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyTer 12 Mar - 21:15





Senti como se meu cérebro simplesmente desligasse na hora que Boras começou a discursar novamente de forma grosseira e mal educada após recusar minha bela proposta, era como se ele não existisse mais para mim, afinal já que o barão não iria me ajudar, não tinha necessidade de lembrar-me do mesmo, e antes mesmo de ser “convidada a me retirar” do casarão eu já teria lhe dado as costas e saído sem a necessidade de Cícero me guiar, afinal eu me lembrava muito bem do caminho de volta.

Permaneceria inerte em relação ao Rohnan, aquilo não tinha sido culpa dele, ele apenas tentou ajudar, mas o Barão era desagradável a ponto de receber meu comportamento indelicado, mas ainda sim não voltaria meu olhar para trás para saber do aprendiz de ferreiro.

Ficaria mais alguns instantes observando o comportamento dos guardas, me sentindo apreensiva e receosa de ter que atacá-los, ter que derrotá-los a troco de nada não me parece a mais animada das idéias, respiro fundo aceitando a realidade de precisar fazer o trabalho pesado pela primeira vez na vida, é uma sensação estranha saber quem em poucos instantes eu começaria minha primeira batalha real, tal situação me deixa ansiosa e empolgada, me focaria em esquecer as decepções desse dia, voltando minha atenção e pensamentos apenas para os guardas, apesar de não gostar da idéia, eu não consigo pensar em outra forma de encontrar minha tão estimada recompensa agora, então já que era para iniciar um combate, me certificaria de torná-lo um belo espetáculo. “É hora do show!” Esboçaria mais um de meus sorrisos com excesso de confiança, segurando firma no cabo da lança para conter os ânimos e tentar não fazer nada de maneira imperfeita.

Assim como todo herói possui uma entrada triunfal em uma cena de luta, comigo não poderia ser diferente, a principio caminharia em meio as pessoas tentando me aproximar por alguma das laterais do galpão, de preferência escolheria um lado em que os guardas não estivessem prestando atenção nos civis caminhando talvez por estarem distraídos com algum passatempo ou vigiando as uvas no interior do recinto, caso eles me notem mesmo assim, o que deve ser bem óbvio de acontecer, afinal eu não sou do tipo que passa despercebida tão facilmente, os encararia de volta sentindo um pouco de decepção e orgulho ao mesmo tempo (se é que tem como se sentir assim shaushaus) “Parece que minha entrada triunfal foi arruinada...” Mas caso eu conseguisse me aproximar sem que eles me notem, apenas esboçaria um sorriso discreto de satisfação.

A partir daqui minhas ações seriam bem parecidas para as duas situações, caso eu ainda não tivesse sido notada, seguraria a lança com a mão direita a mantendo a haste dela apontada para baixo estando um pouco à cima do solo para que a mesma não encostasse á neve e começaria a correr o mais rápido que me fosse possível em direção ao guarda mais próximo, e o estocaria utilizando a mão direita para por força e a esquerda apenas para direcionar melhor o golpe, mirando na região torácica/abdominal do vigia. Mas caso ele percebesse minha aproximação acelerada ou já tivesse me visto antes, eu desaceleraria, mas ainda mantendo a postura para aplicar meu golpe no guarda, e esperaria que ele tivesse alguma reação, caso tentasse se desviar para os lados ou para cima eu aumentaria minha velocidade novamente, mas mudaria a trajetória da lança para acertá-lo. Caso tentasse se esquivar movendo-se para trás ou diagonalmente se afastando, eu daria um pequeno salto em sua direção me aproximar rapidamente e o perfuraria, mudando a trajetória da lança para onde ele tentasse se esquivar. Mas caso o guarda tente bloquear o golpe ou apará-lo, eu mudaria minha mira e o para acertá-lo em alguma região desprotegida utilizando toda minha velocidade durante a execução do golpe, talvez em uma de suas pernas ou algum braço, enfim no que estivesse mais próximo/fácil de acertar. Porem se ele tentasse disparar algum tipo de projétil em mim eu me focaria em desviar antes de tentar acertá-lo, acelerando novamente eu desviaria do que me fosse atirado ou arremessado fazendo um rápido e pequeno giro lateral com meu corpo, para tentar não perder velocidade enquanto desvio, e então prosseguir com a estocada no guarda. Se eu o acertasse me certificaria de girar a haste da lança e a empurrá-la para o lado, assim aumentando os prejuízos do meu golpe, utilizando o impulso de empurrar lateralmente a lança eu giraria meu corpo acompanhando minha lança como se estivesse dançando com ela e utilizaria desse movimento para chutar o guarda mirando no ferimento que acabei de causar.

Independente da situação ou se minha tentativa de goleá-lo foi bem sucedida ou não, eu apenas sorriria para o guarda maneira arrogante enquanto comento de forma bem implicante. - Surpresa! Eu voltei... -

E para não dar tempo do vigia reagir eu conectaria outro golpe, um corte diagonal de cima para baixo mirando no tronco dele utilizando a ponta da lança, após a tentativa de cortá-lo eu o acertaria na lateral do joelho com a base de minha arma, e o chutaria verticalmente de baixo para cima mirando no rosto do guarda, colocaria a base da lança no meio da região torácica do guarda e o empurraria para trás, tentando fazer com que ele esbarre em quem tivesse vindo atrás, ou apenas para empurrá-lo mesmo se não houvesse ninguém.

Nesse instante se outros guardas estivessem se aproximando de mim eu tentaria distraí-los jogando neve neles, colocando a ponta da lança no solo e empurrando de baixo para cima, para que um pouco de neve seja arremessada na direção dos guardas, fazendo com que a superfície gelada em contato com a pele deles fosse o suficiente para fazer com que percam o foco por um instante.

Independente do sucesso de jogar neve neles, eu cortaria horizontalmente da esquerda para a direita na altura do quadril quem estivesse próximo fazendo um longo movimento lateral com o braço direito segurando no cabo da lança próximo a base para aumentar a distancia que pode ser atingida assim como a amplitude do corte, então me aproximaria com um passo pequeno na direção dos guardas deixando a lança deslizar entre meus dedos e segurar nela com a mão direita no meio do cabo para fazer outro corte largo horizontal dessa vez da direita para a esquerda na altura dos ombros deles. Seguraria a lança firme agora com as duas mãos mirando um chute na região lateral do adversário que estivesse mais próximo e logo em seguida tento acertá-lo na bochecha com um golpe na diagonal usando a base da lança.

Continuaria a atacar os guardas que estivesse mais próximos com breves estocadas mirando na região torácica/abdominal,  os mantendo distante o suficiente para que não consigam me atacar sem mas os deixando no alcance da minha lança, se algum deles tentasse se aproximar pelas minhas costas eu o acertaria utilizando a base de minha arma a puxando para trás mirando no meio de seu rosto, ou se o inimigo fosse alto o acertaria no meio do peitoral, com o intuito apenas de afastá-lo, então saltaria para trás girando meu corpo para o lado enquanto estou no ar mirando um corte alto na região acima dos ombros da pessoa que tentou se aproximar pelas costas.

Caso eles tentassem me atacar com golpes verticais eu desviaria com passos rápidos para o lado, porem se não fosse possível desviar eu usaria a lança para bloquear, colocando o cabo dela na horizontal entre mim e o ataque realizado por um dos guardas, e então o chutaria com a sola da sapatilha para afastá-lo. Se me atacasse horizontalmente eu saltaria por cima ou me abaixaria para desviar do golpe dependendo da altura em que ele fosse me acertar e tentaria acertar o atacante o perfurando com a lança. Porem se tentassem me atacar com um golpe perfurante seja pelas costas ou frente a frente eu giraria meu corpo enquanto me movo um passo para o lado, segurando no cabo da lança próximo a haste, usaria o a rotação para me aproximar do atacante fazendo com que o golpe passasse bem próximo a mim e perfuraria o guarda na região do abdome. Caso algo fosse disparado ou atirado em mim, tentaria me colocar entre o atirador e os outros guardas para que fosse mais difícil ser acertada correndo o risco de outro guarda ser atingido também, mas se não fosse possível eu desviaria saltando diagonalmente enquanto me aproximo do inimigo atacando a distancia, até que ele estivesse em meu alcance mirando uma estocada no corpo do mesmo, se acertasse giraria a lança e a empurro para que o ferimento fique ainda mais fundo e aumente o prejuízo causado em meu alvo.

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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyQua 13 Mar - 15:23




Engraçado em pensar que esta é uma capela e essas palavras são a sua religião, exigindo o louvor e agradecimento a todos pelo Santo Graal que continuam a beber. Pedindo para que eu liberte minha mente, contudo, eu sei que na verdade isso é apenas um tipo de prisão sobre a minha mente… Eu deveria realmente estar na igreja, sinto até mesmo vontade de me confessar em um momento desses mas, foda-se, me preocupo com isso outro dia, pois agora estou para ser batizado em uma multidão que parecem estar de fato muito sedentos… De qualquer forma, não tenho muito tempo e é melhor eu gastar o dom que me foi dado. “ Salve-me de mim mesmo e leve-me para a terra prometida. Pelo menos é assim que eu acho que essas pessoas pensam ”

Não posso mentir que as vezes passa em minha cabeça sobre esse vazio que parece continuar a me preencher por dentro… Será que eu costumava manter a calma ? Costumava ser um tolo ? Seguia tudo com orgulho em meus passos, se eu me olhasse nessa situação, o que eu faria ? Eu poderia simplesmente recomeçar e esquecer o que um dia eu já fui… Eu realmente deveria manter a calma ? Esperança ? Ou até mesmo ficar fora dessa luta ?... Desse jeito ninguém poderia me ouvir, talvez eu devesse escrever uma canção falando sobre o que está errado, todavia, me deixariam de fato cantar ?... “ Isso está certo ?”

Eu costumava deixar pra lá, simplesmente abaixar a minha cabeça e morder a minha linguá aceitando o que viesse para mim no tempo em que andava com um estranho qualquer por aí para ter a merda feita mas, agora eu escuto muito bem, só estava servindo mentiras quando tinha algo para esconder, tudo era bom demais para ser verdade enquanto agora me encontro em uma sala cheia de animadores e ladrões que antigamente eu deixava pra lá… Todos eles vão queimar.
...


Observando a tocha vindo, não podia simplesmente deixar ela seguir o seu percurso acertando Johnny, por isso não pensei duas vezes em tentar salvá-lo, era a minha escolha… Um pequeno início da minha forma de pensar que viria a fazer uma grande diferença em minha vida, por isso tentaria pegar a tocha no ar mesmo com um movimento circular em 360°, aproveitando o embalo para jogar novamente a tocha na direção da multidão que estava por vir, quem sabe até mesmo acertando a cabeça de alguém com isso. “ Sair ? Fuscuna ? Égua e minhas pernas ? Que porra esse cara ta falando. “ Não fazia sentido as palavras do rapaz que havia se grudado sobre as minhas pernas enquanto eu apenas tive uma breve confusão ao olhá-lo antes de ser preenchido com um sorriso sádico e sombrio, a confiança apenas continuava a se aglomerar sobre o meu corpo que continuava a se aquecer cada vez mais com o calor do momento, as dores musculares que eu sentia a um tempo atrás ao chegar em Micqueot pareciam terem sumido por um tempo, ou pelo menos eu não a estava sentindo o suficiente para saber que estava em meu limite. - Não vamos fugir, nós vamos queimar essa porra toda !! - Era a minha resposta para as palavras dele, não me importava o impacto que isso iria gerar na cabeça do jovem, apenas queria que ele soltasse de minha perna, se não fosse possível o ignoraria enquanto viraria em direção da Cruz… Estava na hora de colocar um pouco mais de euforia nesse lugar. - Se você quiser tentar fugir sozinho se sinta a vontade, não irei te atrapalhar, mas primeiro acho melhor se soltar de mim, pois tenho que me divertir um pouco. - Comentaria com um leve tom de ironia ao tentar retirar a cruz do lugar, o sorriso continuava sobre o meu rosto enquanto a minha mente distorcida apenas via aquilo como uma boa opção a ser feita.

A minha ideia era de tentar movê-la usando do seu próprio peso enquanto eu focaria em me balancear com uma postura baixa, tendo a chance de cambalear por causa do peso, deixaria o pedaço de madeira se apoiar um pouco sobre o meu corpo o sujando com o seu líquido inflamável por esse caminho, diante dessa situação apenas estava cagando para as coisas que poderiam acontecer, afinal… Perigo parecia ter se tornado o meu nome do meio se é que não fosse o principal, já que suicida era uma boa opção para ela. Quando estivesse a uma distância aceitável, colocaria toda a minha força sobre a base que estava usando para segurá-la na tentativa de lançá-la sobre a multidão, por sorte quem sabe acertando alguém com alguma tocha ou até mesmo na antiga que eu havia jogado um tempo atrás, se eu estivesse com sorte a cruz rapidamente pegaria fogo e esse seria o início do novo caos sobre o lugar se tudo desse certo.

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- HAE-HO ! KAWARIMI NO JUTSU ~ VERSÃO CRUZ DE JUDEU !! - Bradaria ao lançar o pedaço de madeira nas pessoas que estivessem vindo, esperando que o plano dê certo para seguir para a próxima parte enquanto observaria o caos brevemente junto das chamas se tivesse pegado fogo, acenando com a cabeça de forma positiva como se estivesse satisfeito com o resultado. - Uhum ! É assim que tem que ser. - Comentei comigo mesmo antes de me virar para Johnny, pedindo a sua opinião também caso estivesse por perto. - O que você acha ? - Deixando o papo de lado, agora era a parte que teria que colocar a mão na massa, já que uma simples cruz provavelmente não seria o suficiente para resolver isso e como um bom suicida, a gente não espera eles te cercarem, você entra no meio deles ! Por isso forçaria a minha entrada no meio da bagunça saltando diretamente em direção de um inimigo qualquer com o punhal em mãos, a ideia era de enfiar essa porra logo na cabeça dele mesmo para não perder tempo por ali no mesmo tempo em que tomaria cuidado para não deixar que me aglomerassem tão facilmente, por isso sempre tentando ter a iniciativa ao usar de chutes sobre o joelho quando tentassem avançar sobre mim e finalizando com um cruzado em seguida. Me vendo sem opção e com um combate muito de perto, tentaria pegar pela gola de algum deles e forçar o caminho a frente, a ideia era de obter o máximo de informações possíveis do cenário no meio desse caos que realmente me desse uma boa vantagem nesse ambiente, uma arma fogo ou algum outro tipo de arma branca maior seria o ideal ! Se conseguisse avistar alguém com uma pistola próximo de mim, já que provavelmente no meio dessa multidão seria loucura tentar atirar de longe, eu faria um leve gingado para o lado antes de tentar me jogar em cima do braço dele, encaixando uma cotovelada sobre o braço que segurava a arma, isso possivelmente o atrapalharia de mirar corretamente e encaixaria rapidamente com um soco sobre a sua face na tentativa de logo após isso roubar sua pistola.

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Agora, se a cruz fosse leve o suficiente para segurar sem muitos problemas, me aproximaria o suficiente que desse para ter a minha pequena preparação, já que é aqui que as coisas ficariam realmente interessantes, afinal, agora eu tinha uma baita de uma arma para ser usada ! tomaria uma postura parecida com um batedor de beisebol ao deixar os pés alinhados, dobrando levemente os joelhos e assim seguindo em diante para a parte do taco, quero dizer, cruz ! Tentaria segurar ela o mais firme possível com as duas mãos, já que estaria provavelmente um pouco complicada de se manusear, assim a elevando-o próximo da cabeça, não esquecendo de levar junto o cotovelo para manter uma postura limpa e em linha reta, assim a inclinando suavemente para trás da cabeça e finalmente a balançando na hora da rebatida que os inimigos estivessem próximos o suficiente para serem acertados ao fazer um movimento rápido de distribuir o peso para o pé da frente, o levantando suavemente ao dobrar o joelho como se estivesse dando um pequeno passo a frente, assim criando mais potência ao fazer o movimento do balanço, fazendo todo o corpo acompanhar tal ação. - HOME RUN, CARALHOOOOO ! - Gritaria com o maior entusiamos do mundo ao acertar quem sabe quantas pessoas com isso, tendo a chance de até mesmo acabar soltando a Cruz no meio dessa ação levando pra sei lá onde Jesus quer, só esperava que isso ajudasse em algo.

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MensagemAssunto: Re: Falência declarada   Falência declarada - Página 2 EmptyQua 20 Mar - 16:04

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Os Oito - O Aroma da Morte

Das ruas e vielas à costa e o centro, de lojas glamurosas, expondo letreiros coloridos e desenhados para fora pendendo sob alguma plaqueta de mármore ou madeira escura, até bares de becos no ribamar, oferecendo cervejas pretas e torta mofada, uma armadilha para navegadores noviços na região, eles atraíam o público com a divulgação de rameiras, ofereciam cortiços para a tripulação e com alguns punhados de berries a mais conseguiam algumas camas de penas ou um café da manhã com pão de cevada preto e uma jarra de vinho seco da adega. A ilha, como um todo, oferecia diversos serviços de hospedagem e consumo, para um homem como Henry, com holofotes virados para a cara, recompensa recheada como um leitão de banquete, não seria difícil encontrar inimigos, poderia encontrá-los nos botequins de esquina, casarões de vinhedos, ou até mesmo nas logos/enfiteutas daquela cidade que passou com Rohnan três vezes, escondido em cada pé de feijão uma mágoa, perdido em cada lábio carnudo ou rachado uma fofoca; Karelina não se preocupou muito em procurar, o rapaz ainda cabisbaixo arrastava os pés pela neve deixando pegadas fundas para trás, mas nunca deixando de seguir sua paixão, um sentimento puro outrossim incompreensível, não sabia ao certo as ambições dela, só queria estar ali por uma paixão passageira.

Decidida a enfrentar pouco mais que meia dúzia de guardas pouco treinados, mas ainda homens com juízo o bastante para se manterem na linha sob as ordens d’um procurado famoso, a falta de preparo pode ser então um ponto alto do combate, embora vaga e remota chance fosse a de Karelina de conseguir eliminar todos os homens em apenas um momento, faltou-lhe caber a palavra, pois com tamanho derramamento de rubro visco quem sobraria para lhe dar informações? Mortos não costumam falar, só para aqueles proclamados médiuns e despertos, mas se lidar com homens porcos vivos já era um problema, imagine então tentar arrancar informações de espíritos vingativos, sujeitos carrancudos na pós vida, tirar-lhes o direito ao desfrutar de um bom vinho ou do conforto de um par de coxas aquecendo as orelhas na cama.

Rasnak Von Rasnaar era diferente dos outros mercenários do galpão, embora características físicas dentre eles fossem distintas, homens como Bron ou Emílio Ditore - um homem de estatura e olhar austero, tinha grandes olheiras roxas por baixo dos olhos e ostentava verrugas e um bigode esbranquiçado longo - arruaceiros e baderneiros locais cujo nome nunca passou das terras Nortenhas adiante, conhecidos pouco por Micqueot por trabalhos sujos, crimes menores, mas a atenção da marinha os animava, ter a cabeça a prêmio posta em um pedaço de papel dá a eles uma falsa sensação de superioridade. Mas para Rasnak, a definição de um bom mercenário passava longe de ter renome. Apesar de não ser fã de títulos, os homens com quem frequentemente trabalha se referem a ele como “O Homem Vidro” por seus métodos de trabalho. Não deixava para trás vítimas, muito menos levantava suspeitas por onde passava, era como um vidro, transparentes, silencioso, quase invisível; os muitos reconheciam ele apenas pelo olhar malicioso, a setas negras abaixo dos olhos que tinha tatuado, costumava sempre andar com roupas escuras, em especial, para se camuflar naquela cidade de baixo contraste, onde as casas ostentavam um carvalho tratado escuro, poucas cores vívidas nas extremidades, embora o centro quebrasse essa regularidade, sob a luz do luar e o céu banhado em estrelas, Rasnak era tão branco e pálido quanto a neve no chão em que pisava, cobria-se de couro batido e linho escuro. A fama subiu até um ponto alarmante, começou a receber vistorias frequentes, agora era parado nas ruas, checavam seus bolsos e os trabalhos como mercenário começavam a requisitar maior cuidado e discrição, por isso, naquela manhã decidiu que era hora de mudar, trocar de identidade tal como uma cobra muda de peles, colocou roupas extravagantes, uma jaqueta e calções amarelos, colocou um boné na cabeça, tirou os dreads e raspou a barba.

Vindo pela mesma ruela de antes, dando acesso à avenida na sua extremidade, conseguia ver de lá, além de milhares de passageiros corriqueiros, tendas e vendinhas à beira de praças frente ao mar, barcos postos no porto, aquele pouco tempo que tomou de ida até o casarão do Barão Boras foi suficiente para dar vida e contorno a todo aquele lugar. Ao lado do galpão que estampava a bandeira da pirata de cabelos azuis pousava uma pequena escuna carregada com caixotes lacrados, não era possível definir o que havia lá, mas eram pesados, pouco mais de duas dúzias deles, carregavam o carimbo vermelho de “frágil” por todo o contorno lateral, todavia não estampava qualquer vela ou bandeira que dava marca à sua origem, a pintura no casco já era velha, uma madeira de pinheiro com uma tinta branca já descascada e desgastada pelo tempo. Dois galeões estavam parados mais a frente, um ao lado do outro, estavam descarregando especiarias vindas do Sul, mas também recrutavam homens para a tripulação, contratavam mercenários para ir a alto mar e embarcar em expedições para terras não mapeadas do Norte, canhões projetavam do casco, duas longas fileiras de uma dezena, provavelmente para lidar com monstros do mar ou piratas. Um Nau estava içado no porto interno de Micqueot, um lugar guardado por enormes portões de ferro, muros que passavam por cima formando um arco pouco íngreme cuja passagem era total formada por escadarias até o centro, toda a extensão dele tinha aproximadamente um quilômetro com uma torre de vigia posta a cada cem metros. Homens espreitavam para fora, portando lanças e armas de fogo protegendo o local. Apesar dos enormes muros guardando as docas e fechando a passagens para as demais embarcações, durante o tempo em que ficou aberto os portões, Kare poderia ver aquele Nau, içava em seu convés uma fragata média, ao redor do Nau estruturas feitas de ferro e madeira para que os homens pudessem trabalhar na manutenção da Fragata.

Kare seguiu para a viga Leste, passando por entre as pessoas que compravam maçãs caramelizadas, amêndoas, castanhas torradas e afins em choupanas e barracas por ali. Era Bron quem estava lá cuidando da vigia Leste, dessa vez escorado sobre a estrutura exterior do galpão mastigando algumas uvas e atirando as sementes na cabeça de pessoas mais adiante, em outras ocasiões ele e outros mercenários costumavam ficar fazendo isso no fim do expediente, mas alguns homens carregavam as caixas vindas da escuna para dentro do galpão, diferente das muitas outras com parreiras expostas para que as moscas pudessem pousar ou os dedos gordurosos de algum guarda franzino alcançasse, essas novas estavam sendo colocadas na sala no fundo, cujo acesso era restrito. Correndo os olhos pela multidão, não foi difícil encontrá-la ainda na metade da avenida, Bron animou-se percebendo a aproximação de um rosto conhecido “Ela por aqui?” pensou sorrindo enquanto tirava a mão do colarinho para ajeitar a calça pelas alças do cinto. Passou a língua pelo lábio inferior rachado e ferido, aos poucos seu olhar contente e malicioso fora dando espaço para um mais preocupado, tecendo a garota de cima a baixo podia ver, mais reluzente do que nunca, sua lança que pendia com a ponta para baixo de modo suave, de tempos beijando levemente alguns montes de neve ou flocos que caíam - Pessoal… - Ele levantou a voz, olhou para o lado tentando encontrar cobertura de algum aliado, a mão passou pelo corpo encontrando o punho da arma dentro da bainha, mas no contratempo de virar o rosto, a brecha perfeita para o golpe. Com o rápido disparo, a ponta da lança enfincou num amontoado de gordura, sentiu-a atravessar o couro, o linho e a lã dos trajes para o frio, pode ouvir o som da pele rasgando quase que em um estouro, mas a arma acabava com a ponta perdida e presa no meio de tripas enormes, restos de comida e muito sangue ralo. Bron caia para trás com o golpe atingindo-o de surpresa, a arma enfim desprendia do corpo, puxando pedaços do intestino, sangue e detritos; a pele havia sido cortada, exalava o odor, mas as camadas de roupa, apesar de não conseguirem segurar o sangue que escorria, mantinham os órgãos ainda dentro do corpo sem que estourassem para fora. Derrubando caixas e uvas por cima do corpo, Bron também estragava alguns caixotes de mercadoria, as que caiam em seu corpo fedorento e manchado, e aqueles que esmagou caindo por cima - Aaaah! A vadia me acertou! Minha barriga! - Bradou ele, não demorando muito para que os outros, aqueles que estavam conversando e carregando caixas, percebessem a confusão e visse de relance o ataque.

Sem dar muito mais tempo de vida e dor para Bron, o golpe seguinte vinha cortando o tronco agravando a situação já importa no primeiro movimento, mas agora, com o traje instável e os órgãos mais soltos, o movimento subsequente fora então inevitável, toda aquela massa acumulada de banhas e gases saltando para fora como um todo, as camadas de pele e tecido não resistiram à forte pressão imposta e então sucumbiam, o resultado? Uma explosão de tripas, sangue e bosta pelo galpão, não necessariamente uma chuva destes, mas por todo o canto o cheiro exalado de vala, o fígado estava para fora, o estômago tão grande quanto um antebraço pulsava e encolhia aos poucos quando exposto aos suspiros gélidos do exterior, o intestino grosso caia para o lado de fora se contorcendo como uma serpente abatida. O fedor em conjunto com a visão deteriorante fez com que as pessoas nas proximidades tivessem o desprazer de contemplar aquela obra, descontentes e desesperadas, algumas mais com nojo e náuseas, correram todos para longe dali, os vendedores de alimentícios desacreditados começavam a cobrir os alimentos para que não ficassem intoxicados ou coisa parecida, o fluxo era grande e o tumulto também, as roupas limpas de Kare agora estavam sujas com enormes manchas de sangue e também fediam bastante.

Sete homens, oito restantes no galpão, Rasnak via tudo de longe, sentado fumando um charuto, seu olhar de indignação e, ao mesmo tempo, de súplica, soando quase como se temesse por sua vida, mas nunca deixando de esconder as lágrimas e manhosamente escorriam pelos cantos do rosto se perdendo na fumaça e a palidez de sua pele. Um dos que carregavam caixas correu para a extremidade Oeste, apertou um enorme botão vermelho que aciona as sirenes de aviso, a luz vermelha iluminando o local correndo pelas paredes enquanto as portas começavam a descer para fechar o galpão com Kare e os sete dentro dele. Três homens correram em direção a Kare com rostos austeros, vinham para confrontá-la, os dois restantes puxavam as caixas de parreiras para longe dali, tratavam de se livrar do corpo fedorento de Bron, limpar o chão e varrer para fora as mercadorias estragadas que, por sinal, não eram poucas. A neve pouco acumulada no relento de pouco servia, ademais que todos vestiam roupas para frio já que eram encarregados de cuidar da madrugada e período matutino. Diferente do primeiro golpe, este foi longe de ser efetivo, isto posto, aquele quem empunhava a espada rapidamente em trajetória um golpe contrário, empurrando a lança para o lado e, pela empunhadura estar na outra extremidade, Kare pode sentir a ponta pender pesada para o lado contrário ao qual ela realizou o golpe. O lutador correu baixando o tronco, de quatro patas seguiu, era um Mink felino do tipo Leopardo cujo nome era originário das províncias do Mar Leste, Le Fay, seu pelo acinzentado próprio para baixas temperaturas embora o lugar de origem tivesse um clima temperado, a cor dos olhos esverdeados eram, desconsiderando a luz das sirenes, as coisas mais brilhantes dentro do galpão, tinha franzino este, mas ainda denota sua concentração e determinação frente ao inimigo, decaindo sobre o instinto e costume do lado animal. Le Fay utilizou o palmo esquerdo para segurar na haste da lança a fim de impedir que Kare realizasse outro golpe, de perto, seus movimentos de luta consistiam em chutes aéreos ou baixos, foi rápido em desferir um em diagonal vindo de baixo para cima indo de esquerda à direita em direção ao rosto da garota, mas antes de lidar com o chute, ouviu um disparo feito por McGulliver.

McGulliver era um mercenário vindo do Sul, de terras áridas e climas altos, costumeiro a vestir couro, botas pesadas e chapéu de Cowboy, o clima baixo das terras nortenhas era de longe reconfortante para ele, mas pelo dinheiro bom e fácil veio montado na sua égua malhada chamada Gadu, era uma sem raça, valiam poucos punhados de berries, mas tem a personalidade forte como a de um Morgan, boa para corrida em longos campos áridos, rica em vitalidade e fortitude como um Mustang. Gulliver continuamente gosta de considerar que sua sem raça tem o que há de melhor nos dois, além de ser dócil e cavalgar confortável. Pistoleiro desde criança, aprendeu a usar uma arma de fogo ainda na infância quando saía para caçar cervos e lebres, ganhava a vida disparando, primeiramente em animais para vender as peles e a carne, agora em pessoas que Henry não gostava.

A bala passou de raspão em Le Fay, embora habilidosos, o ponto fraco daqueles mercenários contratados de diferentes partes do mundo era, evidentemente, na química e espírito de equipe quase nulo. A explosão invadiu o joelho de KAre fazendo seu corpo pender para o lado direito, um fluxo ameno de sangue escorria da perna molhando a sapatilha nova com aquele visco rubro, ao passo que deveria se preocupar com a movimentação um pouco prejudicada, teria de lidar com o golpe que vinha logo mais, além de outros que poderiam vir por trás a qualquer momento, lidar com três homens seria sua sina.

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Piromante por Esporte - Ao som de uma música de sentido adverso

A dialética usada pelo grupo utilizava-se de cenários e ações cujos quais não dialogavam com a lógica, mas a ironia posta no mundo não podia ser melhor representada, em um mundo recheado de extremos e discussões morais, aquele grupo encarnava algo mais lúcido do que o aparente, eram a exposição sem escrúpulos, sem enfeites ou processos de polimento cultural do ser humano. Bestas vívidas, cujas causas não dialogam com a lógica ou a realidade, sendo a insanidade iluminadora, cujos mais dispersos dessa idealizada de um mundo perfeito já conhecem, não há como se encontrar salvação ou clemência, ordem racional ou princípios lógicos, é tudo uma grande piada, e os vilões os comediantes. No calor vívido quebrantara a falsa sensação de salvação, não era completa insanidade, era diferente, um modo de vida liberto das amarras do medo, Ren pouco apreço tinha pela própria vida, provou isso querendo tomar a tocha em mãos do pleno ar enquanto em rodopio; o pedaço de madeira amarrado com fibras, banhado em óleo vegetal que alimenta as chamas caiu em meio aos braços, sentiu a ardência da lambida do fogo no antebraço, a pele sucumbia expondo queimaduras de segundo grau naquela região, a tocha estava a tamborilar pelos braços desajeitados enquanto no rodopio a lançou de volta para o lugar de origem, o arremesso quase perfeito atravessou o ar gélido cortante matutino, acertou em cheio a cabeça do homem vestido em vermelho, o impacto o fez cambalear para o lado, o tecido fino e inflamável logo pegou fogo e ele, atordoado pelo golpe na cabeça em conjunto com o desespero das chamas abraçando o corpo como uma jovem nupcia, correu sem direção pelo palanque até o pé da cruz encharcada iniciando um incêndio.



O fogo tomava conta do assoalho do palanque, os outros que levantaram os punhais agora davam passos para trás, quase que saltando para fora da estrutura para escapar da ardência, a pessoas ali por volta começavam a correr da praça, muitas indo em direção a capela ali em frente, alguns outros corriam para suas casas e os mais dispersos e juvenis para a vegetação alta, os campos de cultivo das parreiras de uva verde. A estrutura ardia como um todo, logo tomada a cruz também brilhava no dia acinzentado, Ren ergueu a cruz com dificuldade, era pesada e grande o bastante para ter quase três dele de altura, mas isso não o intimidou, as amarras que a mantinham no lugar agora estavam carbonizadas no solo ao redor. Johnny percebeu a intenção suicida e, com o uso dos braços saudáveis, arremessou o corpo vegetativo para fora do palanque, alguns outros membros da associação também o fizeram quando enfim viram a luz de prelúdio da destruição cair sobre eles, a cruz tombava para frente derramando óleo e fogo para todos os lados, esmagando dois homens e uma mulher no processo, outros que estavam em fuga tiveram as roupas lambidas pelo fogo, em especial dois que corriam para os campos de parreira e, ao adentrarem na mata sem perceber o fogo, começavam a alimentar as chamas com o sabor doce das parreiras, logo o brilho não só se estendia pela praça, mas também começava crescente nos vinhedos.

Com o espetáculo iluminado, acompanhado veio a sinfonia madrigal, trouxe os gritos de pavor do público, o badalar dos sinos da capela, e é claro os olhares curiosos por entre as janelas do quarteirão, os rostos curiosos que espreitavam para fora das casas, os de coração valente iam acompanhados de armas e utensílios para ferir, mas estavam longe, Ren não poderia ver, apenas ouvir eles ao longe em protesto, questionando-se sobre a possível origem daquela confusão. Ficando ali, teceu o plano como queria, executando de forma arbitrária um massacre daqueles, mas logo viu parte das próprias roupas pegarem fogo, por ironica parte aquele que alimentou uma hora decidiu voltar-se contra o seu próprio servente. Johnny desesperadamente se arrastava até Fuscona, sua égua de raça que gritava assustada perto da entrada da ruela, com pessoas passando por ali e algumas até tentando tomá-la pelas rédeas, como um touro mecânico partiu pelo campo se unindo a madrigal, arrastou corpos presos à sua cela, alguns pegando fogo no meio do trajeto e sucumbindo, arremessou do torso dois homens que por sorte conseguiram subir, mas esta mesma sorte havia os abandonado quando caíram de face no solo arisco ou em mármore da fonte gelada - Cara, você é maluco! Vamos sair daqui antes de virar churrasco de domingo! -



~Lícia~
Tiro no Joelho Direito - Bala cravada no Corpo - Não tratado (0/8)

~Makei~
Queimaduras de Segundo Grau no Antebraço Esquerdo - Se Não tratado em 2 Posts irá formas Bolhas - Não Tratado (0/6)


Cartaz:
 

Legenda:
 

Dicas:
 



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