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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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MensagemAssunto: Eureka!   Eureka! EmptySab 29 Dez 2018, 16:43

Eureka!

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Rosemary da Vinci. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptySab 29 Dez 2018, 18:23


Para a grande maioria das pessoas, iniciar num lugar novo é sempre motivo para ficar ansioso, seja para estudo, trabalho ou moradia. Para agravar a ansiedade, o que se tratava nesse instante era o primeiro dia de aula na faculdade de Las Camp. A imponente, famosa, renomada, desejada, cobiçada e invejada faculdade de Las Camp. Pessoas do mundo todo dedicavam suas vidas para estudar e passar a estudar naquela universidade, por conta de suas oportunidades, invenções e projetos. A vida toda Rose ouviu dizer que o futuro dela estava naquele local, e, por algum tempo até acreditou que poderia mesmo ser. Estudar não era uma coisa ruim, definitivamente não era. Mas não vencia a sensação de adrenalina que os exploradores deveriam sentir quando estavam em alto mar ou confrontando saqueadores.

Era uma heresia para os da Vinci que Rose pensasse dessa maneira, formando a faísca que inicia o incêndio. Durante um bom tempo as discussões foram presentes na vida da família da Vinci. Rosemary odiava ser confundida com uma adolescente rebelde que acha que a vida não é nada além de aventura. Ela sabia o que estava dizendo e, se estavam nos livros de história, quer dizer que aconteceram mesmo. Se alguém, outrora, mergulhou mais trinta metros para entrar numa caverna submersa e lutar contra aranhas gigantes para encontrar uma pedra preciosa, por que esse alguém não poderia ser Rosemary? Era esse tipo de pensamento que mais incomodava o casal da Vinci, que suplicava pela colaboração da filha.

Tá bom! Eu vou pra droga da faculdade! — se rendeu Rosemary após bater a porta do quarto.

E foi dessa forma que os pais dela venceram a batalha. Mas a guerra... Ah, a guerra sim estava bem longe de acabar. Por dois meses a garota estudou bastante para passar no vestibular, e assim o fez, dando bastante orgulho para seus pais adotivos. Alguns meses se passaram e Rosemary finalmente estava no dia de sua primeira aula na faculdade de Las Camp. Com o ânimo de um adolescente numa aula de crochê, a caloura preparou sua mochila com objetos de sobrevivência para o primeiro dia com nerds desinteressantes. No final acabou decidindo não levar nada além de sua má vontade. Ombros para baixo, olheiras, nenhum rastro de sorriso no rosto e pés se arrastando conforme pisava, a garota estava pronta para o seu primeiro dia de aula.

E lá estava ela, sem noção alguma de que horas eram e de onde estava. A única coisa que tinha certeza era que dormiria se nada de legal acontecesse. Ela não olhou para os arredores durante os primeiros minutos de sua caminhada após sair de casa, mas agora parecia uma boa ideia saber onde estava indo. Estava em Las Camp, mas em que parte? Após viver quase sua vida toda pela ilha, talvez houvesse uma grande chance de saber onde estava. Tentaria identificar a sua localização e redefinir sua trajetória para o caminho mais longo até a universidade. Seu coração pedia por alguma distração. Um meteoro, uma tsunami, uma explosão, qualquer coisa que pudesse fazer a aula ser cancelada.

Ela não iria para a faculdade aquele dia, mas iria embora de vez daquela ilha. Era péssimo ter que abandonar seus pais daquela maneira, sem que eles sequer concordassem, mas era algo que tinha que ser feito. Não é porque eles deram uma boa vida para ela que ela deveria dar o controle da mesma para eles. Era hora de virar adulto, de tomar as próprias decisões, sair de debaixo das asas da mãe coruja. Por mais que adorasse construir coisas, não pretendia fazer isso dentro de uma salinha em prol de ajudar a cidade somente. Ela desejava tudo de bom para aquele lugar, mas queria construir coisas diferentes com objetos diferentes e raros, que só encontraria explorando e rodando pelo mundo.

Ela não ligava para dinheiro. Só existiam duas coisas que ela queria fazer: explorar o mundo e se aventurar. O primeiro passo era ir atrás de um tesouro, mas isso parecia muito mais fácil nos livros. Será que havia algum tesouro por ali, naquela ilha ou naquele lado do oceano? Rose precisava tomar uma atitude naquele instante, e com uma pisada forte no chão, ela dobraria a primeira rua que encontrasse e procuraria alguma encrenca para se meter. Mas não antes de uma boa dose de rum. Sim, ela queria experimentar. Os da Vinci nunca deixaram a mocinha tomar sequer um gole de vinho. Procuraria um bar e entraria no primeiro que encontrasse, se dirigindo até algum barman e fazendo seu pedido de revolta.

Um rum para mim. — apoiada em alguma coisa e evitando muito contato visual. Se percebesse que estava sendo encarada por alguém, questionaria: — Que foi? Eu bebo a hora que eu quiser. E não olha pra mim não.

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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptySex 04 Jan 2019, 14:05




Las Camp tinha perdido seu brilho já fazia um tempo, com os acontecimentos do conhecido “Ataque da Deusa da Morte”. Era praticamente impossível encontrar alguém na ilha que não conhecesse sobre o ocorrido, quem sabe até mesmo se revirar em meio a tantas memórias pode ter uma fagulha das lembranças distantes do que fora o ocorrido; a morte de Daiki foi o motivo daquele cobertor negro planas sobre o local, vivenciando sobre a regência de um homem sem vida e totalmente louco. Alguns ainda insistiam em negar, mas já caia na boca do povo os feitos medíocres e medidas desesperadas de segurança, acusações e premissas de governo que evidenciaram a insanidade de Yasuhiro já havia algum tempo.

Em uma visão mais ampla do local, as pessoas de fora aos poucos perdiam o interesse em Las Camp, mesmo que sua faculdade de ponta tivesse muitos serviços a oferecer, bem como ser uma das mais acima no ranking de universidades do mundo, ela vinha perdendo pontos e aos poucos estava sendo ultrapassada por outras de posição inferior; a tecnologia estava ficando para trás, os pesquisadores por ordem do regente administravam pesquisas e usufruíam de material antigo mesmo tendo novas enciclopédias e coleções mais atualizadas e compactas pelo mundo. Embora muitas mentes brilhantes tenham saído da faculdade para tentar oportunidades em outras mais bem conservadas e dirigidas pelo mundo, muitos outros ficavam na esperança de algum dia todo aquele cenário mudar.

De manhã fria, como tantas outras, o céu coberto por uma espessa nuvem acinzentada, os poucos raios iluminados que passavam por entre os buracos dessa camada escapavam até parar no teto de edifícios antigos ou nobres - As casas mais cobiçadas, construídas em meio a um século de grande “iluminação” local, os grandes artistas se moviam contra as antigas doutrinas e expunham seus trabalhos em mármore, estudavam mais a fundo área de exatas. O que restou daquele tempo, além do legado histórico de pesquisas e evoluções na área ideológica, foram as grandes construções, como as quais se estendiam altos casarões feitos de pedra branca, em tempo já encardidas, com detalhes e estátuas - muitos dos caminhos feitos de mármore e cascalho nem tinham seu brilho ao dar de passadas.

Depois de uma breve olhada pela cidadela, se encontrando na parte mais ao Sul, um lugar com correntes frias e projeções arquitetônicas diferentes do restante, ao invés das simples construções urbanizadas, onde as casas se enchiam aos montes, a região pela qual Rose passava era notável a presença da natureza; A estação que se encontravam era a primavera, mas por conta do clima ruim do dia, poucas flores desabrocham para testemunhar os raios solares, em todas as médias casas construídas com o uso de mármore e madeira, flores e vinhas faziam parte da decoração.

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Em alguns pontos da cidade o silêncio e ausência de vida era notável, pegando o caminho mais longo diversas visões cotidianas não passavam despercebidas, vendedores abrindo suas lojas, trabalhadores indo pelas ruas cheias da cidade para algum lugar a pé ou utilizando invenções para facilitar as situações rotineiras que iam desde um descascador de frutas convencional de alguma vendinha, até bondes automatizados que passavam pelas ruas sobre trilhos que os moviam através de esteiras repletas de engrenagens. Como primeiro dia de aula, seria estranho não ver sequer um aluno da Academia, e talvez para a surpresa de Rose, muitos calouros seguiam caminho sem seus uniformes para o local, alguns iam em grupos de até três pessoas, outros seguiam sozinhos ou com a presença dos pais; já os veteranos, aqueles notáveis mais altos e uniformizados - equipados com brasão que evidenciava a classe e a formação do indivíduo dentro da academia, dentre as classes possíveis existiam cinco -

Em um bar local, até um pouco perto da faculdade, da fachada daquele lugar hospedeiro podia se ver ao longe a silhueta dos enormes muros e torres, bem como a ponte que permitia a travessia para aquele outro mundo, é nesse ponto da estrada que os alunos são muito mais visíveis, poucos trabalhadores passavam por ali. Na “Caverna do Bode”, o pequeno bar que parou para experimentar sua primeira bebida alcoólica, não era muito diferente dos lugares anteriores visto de fora. Relembrava um sobrado, com dois andares e uma escada para se chegar até a entrada principal, no caminho até a escadaria, passava por um pequeno jardim onde o vendedor colhia as sementes para fazer seus produtos. Um chafariz estava ao lado da porta dupla de madeira. Ao entrar, pode ver o assoalho vem conservado, o teto tinha aproximadamente três metros de altura e ainda sim o cara por detrás do balcão tinha de ficar um pouco inclinado para não raspar a cabeça, algumas luminárias penduradas aqui e ali, mesas trabalhadas em madeira e mármore com mecanismos que as permitiam abrir e fechar como forma de regular seu tamanho de acordo com a necessidade - sendo ajustável, poderia ficar menor para atender duas pessoas, de tamanho média para atender até quatro e um tamanho grande que abrigava até oito pessoas - e bem ao lado da entrada, um aro de pedras com uma escada que levava ao segundo andar. Bem perto do balcão, uma porta entreaberta deixava escapar uma ligeira fumaça que, se notado com mais cuidado, poderia perceber que aquela porta dava caminho para uma fonte termal que tinha nos fundos do bar.

Ao chegar no balcão, o homem - barbudo e cabeludo, corpulento com uma barriga saliente de cerveja, o nariz era grande e os olhos pequenos, vestia roupas simples de um camponês apesar de seu estabelecimento ser muito bonito e arrumado - quebrava todas as expectativas de um estalageiro, apesar da sua aparência que relembrava os anões, seu tamanho maior do que três metros era uma quebra de clima e da regra mundial e incontestável dos RPG’s.

- Você já tem idade para beber? Não deveria estar na escola a essa hora do dia? - Perguntou aquele em um tom amigável, não tentando repreendê-la, mas sim curioso pelo motivo dela estar ali, enxugava o copo e então o colocava junto de uma garrafa de Rum. A caneca entregue era enorme que para segurá-la seria necessário o uso de duas mãos para não perder o equilíbrio, só com um recipiente daquele tamanho que seria possível do balconista conseguir limpá-las usando aquelas enormes mãos do tamanho de tampas de uma lata de lixo.

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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptySab 05 Jan 2019, 14:40

Mais um dia sem graça em Las Camp e meus pais esperavam mesmo que eu fosse para a faculdade ficar trancada numa sala aprendendo coisas que eu já sabia. Eu ficava surpresa com a falta de ambição das pessoas quando se deparavam com um mundo cheio de mistérios e de riquezas jamais encontradas antes. Eu tinha certeza que, se eu vasculhasse em alguma entrada subterrânea daquela ilha eu encontraria algo valioso e histórico, talvez algum pertence do antigo regente da ilha, que fora assassinado a sangue frio. Era uma história cabulosa, e seus resultados refletem no que Las Camp era hoje em dia, me dando um motivo a mais para não querer ficar naquele lugar que estava, aos poucos, parando no tempo. Por algum motivo aquilo me deixava brava... Mulheres e seus ciclos mensais.

Batendo perna pela cidade, admirando a rara presença de verde ao lado sul da ilha e procurando algum bar para eu encher a cara, acabei me deparando com o ilustre "Caverna do Bode". Dei de ombros, afinal, eu não queria demorar muito ali e acabar encontrando alguém conhecido. Apesar de estar me rebelando contra os ideais dos da Vinci, eu ainda tinha receio de magoá-los, e talvez fosse esse o motivo pelo qual eu olhei ao arredor checando se tinha alguém me observando. Não era hora de mostrar para eles que eu não tinha vontade alguma de ir para a faculdade e, de fato, eu não iria. Cruzei um pequenino jardim onde um homem pegava sementes, não parei para cumprimentá-lo e entrei direto na taverna.

A tecnologia retrofuturista de Las Camp estava presente ali também, com mesas retráteis que se moldavam conforme o tamanho do grupo que vinha para um Happy Hour. Achei interessante a ideia, talvez pudesse fazer isso com meu braço mecânico que, um dia, eu teria. De cara fechada, tentando fazer como eu imaginava que as pessoas seriam num bar, rumei até o balcão. Estava cedo, talvez não fosse esperado alguém a fim de encher a cara. Mas mesmo assim eu continuei, com passos ríspidos e 70% de determinação. Fiz o meu pedido para a pessoa mais estranha do local: o barman. Com seus aproximadamente três metros de altura, largura e barba, ele me atendeu e me trouxe um caneco tão grande quanto minha cabeça.

Ele era pesado, talvez fosse feito para um grandalhão daqueles beber, afinal, sua mão era até maior que a minha cabeça. Ele tentou puxar assunto, perguntando se eu realmente deveria estar ali. Eu percebi que ele não queria me cobrar, apenas saber o que me afastava de meus deveres. Senti vontade de desabafar, não estava totalmente segura do que eu estava fazendo. Procurar tesouros era mais fácil em livros, definitivamente. — Eu sou uma caçadora de tesouros. Cof cof. — o gosto da bebida não era tão bom quanto se diziam. Se ele perguntasse que tesouro eu estava procurando, tentaria inventar alguma coisa, mas isso era muito difícil para mim — Aquele lá, que tá escondido por aqui, sabe, com muito dinheiro... Ok, quem eu estou tentando enganar. Eu não faço ideia de como começar. Queria tanto ter uma aventura procurando tesouros... Será que você nunca ouviu uma boa história de riquezas escondidas por aqui?

Tentaria, com muito esforço, secar aquele caneco. Com força física e de vontade, terminaria aquela bebida e, certamente, seria a última vez que eu tomaria aquilo. Como as pessoas gostam disso? Talvez nunca fosse encontrar sentido nesse vício. Talvez cigarros fossem melhores. — Você tem um cigarro aí? — diria após terminar minha bebida enquanto ouvia a resposta da minha pergunta anterior.



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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptyDom 06 Jan 2019, 16:54




Com um olhar apreensivo, talvez muito diferente do que se era esperado, sonhadores em seus começos de aventura eram tratados com muito desdém, mas para aquele atendente os sonhos de uma jovem não eram motivo de piada, podia sentir uma determinação, e até mesmo uma certa coragem ao dividi-los com um cara que secava canecas e vendia bebidas, a pergunta abria aquele sorriso no rosto, apreensivo e um tanto confuso, quando se deu conta de que a resposta não era tão fácil assim, o homem usou o pano para secar a testa, puxou um dos canecos que havia acabado de limpar e se virou para o barril de chopp que tinha logo atrás, apertou a alavanca para soltar a bebida, encheu o caneco, voltou-se para Rose com um olhar perdido, pensativo sobre aquela pergunta, tomou metade da caneca com um gole e então a bateu na mesa com sonoro - Eureka! - derramando espuma para os lados.

- O Tesouro de Minerva! É isso! - Concluiu, tomou o resto da bebida no caneco e ficou olhando para a espuma que restava no fundo, limpou da barba a cerveja que acabou escorrendo e demorou alguns segundos para explicar o que havia acabado de dizer - Essa mulher, Minerva Martell, era uma estudiosa brilhante da universidade, todos adoravam ela, ainda o adoram aqueles que… bem, você sabe, não seguem muito as regras da marinha. Foi uma das únicas alunas que tinha o símbolo dos cinco brasão no peito, aqueles do uniforme, Arquitetura, Matemática, Pintora, Inventora e Engenheira. Ela era brilhante, mas ai começou a estudar alguns livros proibidos atrás do tesouro daquele pirata famosão - Nesse instante, para falar o nome do pirata, ele baixaria a voz e sussurraria no ouvido de Rose - Will D. Chris - Assim que pronunciou, sorriu animado e acenou com a cabeça positivamente - Os grandes da universidade não gostaram muito disso, não não, nadinha. Ela passou a guardar suas pesquisas em um antigo caderno, inventou um sistema para criptografar o que encontrava, mas mesmo assim não impediu sua expulsão da escola, ela só ficava mais e mais obcecada por outros gênios que  seguiram o mesmo caminho, como Da Vinci, Dan Brown, Tesla e etc. A coitada estava ficando sem controle, parecia estar perto de algo grande a ser descoberto aqui mesmo nesta ilha, mas então… - O estalageiro fazia uma pausa, duas lágrimas escorriam de seus olhos, era notável sua expressão de tristeza - Foi presa e expulsa da faculdade, levada daqui, tirada de nós. Eles boa parte do legado que ela deixou, algumas poucas coisas escaparam, como essas mesas que tenho aqui, foi Minerva que as projetou - Ele então apontou para as mesas, e quem lá sabe mais o que ela teria feito para ajudar na ilha.

- Mas todo gênio esconde muito bem seus segredos, foi dito que ela guardou um exemplar do diário nas ruínas da universidade, está lá em algum lugar, perdido, só pode ser encontrado por um verdadeiro caçador de tesouros, alguém com o gênio brilhante como ela tinha - Após acabar a história, ele iria recolher os copos, caso Rose já tivesse tomado tudo, quando perguntado sobre o cigarro, ele iria acenar a cabeça de forma negativa - Não vendo isso aqui, aquela fumaça é tóxica para o meu nariz -


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Estalageiro:
 


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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptyTer 08 Jan 2019, 21:41


O grito de descoberta do estalageiro ecoou por toda Caverna do Bode e gotículas de chopp pingaram em mim quando seu caneco batia com força na mesa, espalhando toda a espuma para os lados. Após quase engasgar com o meu rum, comecei a prestar atenção no que ele falava — O Tesouro de Minerva! É isso! — um momento de expectativa foi criado pelo grandalhão que virava a sua bebida com entusiasmo, e depois encarava o fundo de seu copo. Eu balançava as mãos pedindo o desenrolar da história, e ela veio. Ele contou sobre Minerva Martell, o orgulho da universidade de Las Camp; pelo menos antes de se interessar pelo tesouro deixado por Will D. Chris, o rei dos piratas. Como eu não havia pensado nesse tesouro antes? O pirata lendário escondeu o maior tesouro de todo o mundo, e eu sequer havia lembrado de sua existência.

Minerva Martell era basicamente o gênio por trás das mesas retráteis que eu havia me interessado. Ela era a mulher que eu precisava para me ensinar aquele mecanismo. Aparentemente ela estava presa em um lugar distante, mas seus estudos ainda estavam nessa ilha. Esse é o grande tesouro de Minerva Martell. — Parece que não vou escapar da faculdade, pelo menos não por hoje... — batendo o copo na mesa e limpando a boca com o braço, me despediria com um sorriso grato no rosto — Gratidão! Eu venho aqui antes de sair da ilha. Pode por na minha conta o rum. Rosemary da Vinci. Anota aí! — abanando as mãos e balbuciando com pressa, me dirigiria para fora da Caverna do Bode, agora com um novo destino: a universidade de Las Camp.

No final das contas eu estava indo mesmo para a faculdade, do jeito que meus pais nada ambiciosos pediram. Eu era uma boa filha afinal, e eles não poderiam me cobrar por falta de gratidão. Bem, eles nunca fariam isso. Eu não concordava com eles sobre os estudos mas eu tinha que ser justa: eles eram ótimos pais. Enquanto procurava chegar na faculdade, pensava sobre o que o estalageiro havia me dito. Minerva Martell, Will D. Chris, os tesouros, essas pessoas tratadas como criminosos pela Marinha. Será que o jeito era eu me entregar para a pirataria também em busca do grande tesouro lendário? Não era problema para mim, desde que fosse o meu principal objetivo da vida. Minerva não deveria estar na prisão, mas sim atrás do tesouro. Eu iria atrás daquela mulher, onde quer que ela estivesse.

A primeira coisa que eu faria quando chegasse no meu objetivo seria evitar qualquer conversa a toa. Eu não conhecia ninguém, então uma cara fechada e passos acelerados deveria afastar a maioria das pessoas. Se isso não funcionasse... bem... tanto faz, eu apenas continuaria andando até que sentisse a necessidade de perguntar para alguém sobre a parte da universidade onde os acadêmicos de Engenharia ficavam reunidos. Se Minerva foi uma lendária estudante, talvez alguns alunos mais antigos soubesse sobre ela, pelo menos alguma coisinha. Assim que encontrasse algum aluno com aparência de veterano (ou seja, sem estar nervoso ou ansioso demais), o abordaria. — Oi, sou caloura em engenharia. Será que pode fazer um touro comigo? — tentaria abrir uma brecha para a minha pergunta, e assim que pudesse fazê-la, não tardaria — Minerva Martell existiu mesmo? Ou ela é só uma lenda para ensinar bons engenheiros a ficarem longe da pirataria?

Se em qualquer momento ele tivesse que ir para a aula, me despediria brevemente e procuraria uma biblioteca para que pudesse matar o tempo e encontrar alunos dispostos a me contar sobre Minerva Martell, e, quem sabe, encontrar um livro de história contemporânea para que eu aprendesse mais sobre o rei dos piratas e sobre tesouros escondidos no fim do mundo. Afinal, esse era o meu objetivo a partir de agora.
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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptyQua 09 Jan 2019, 17:49




- Vou anotar - Disse o estalageiro sorrindo enquanto via a garota partir, ao passar correndo pela porta acabava por assustar o vendedor que passava carregando o que havia acabado de colher para produzir mais bebidas, o reflexo foi bastante para fazê-lo saltar para trás quase derrubando as coisas - Ow, calma, quem era aquela Thorgg? - Perguntou o rapaz enquanto fazia um olhar de confuso e ao mesmo tempo curioso pelo motivo de tanta pressa e descuido, o estalageiro voltava a sorrir - O futuro - dizia ele rapidamente, vendo Rose desaparecer no meio de tantos outros alunos que seguiam em direção a grande ponte da Universidade de Las Camp.

Eram aproximadamente vinte metros de altura suspensos por enormes colunas largas e grossas, empilhadas a base de cimento e tijolos cor de mel. Toda a estrada que passava no meio da ponte fazia uma curva para cima levando seus passageiros para um pequeno vilarejo que existia dentro da própria universidade, este era demarcado pela presença de pequenas vendas, lá onde anunciavam tudo o que os estudantes precisavam, desde tabuadas e utensílios básicos de estudo até ferramentas precisas de engenharia e afins, tudo podia ser encontrado por lá e as lojas não tentavam manter a discrição quando o assunto era variedade, muitas até mesmo deixavam expostas trabalhos geniosos feitos com base nas suas vendas, eram itens de utilidade com engrenagens como maquinários que produziam música e afins, outros transformavam itens básicos em outros, como uma máquina de fogos de artifício que lançava alguns ao céu iluminando-o com explosões avermelhadas. Muitos alunos passavam por aquelas ruas, alguns seguiam a pé, outros utilizavam suas próprias invenções para cruzar todo o caminho até a universidade, como enormes tênis com mola, bicicletas automáticas, patins e outros não poluentes; muitos passavam por ali conversando, comprando alguma coisa no meio do caminho - os que faziam isso tinham um papel em mãos, aquele contendo a lista de materiais para as aulas em determinada área -

A rua não era nem um pouco estreita, as lojas eram bem espaçadas, tinham tetos pontiagudos em formato de triângulo, as chaminés eram pequenas, circulares e faziam um grande percurso até eliminarem a fumaça, tinham cerca de dois andares cada, sendo sempre o segundo um pouco maior que o primeiro, o que fazia com que parte dos cômodos saltasse para fora da cobertura do primeiro antes, mas todos seguiram esse mesmo padrão, chegando até três andares no máximo, mas sempre feitos com os mesmos tijolos com cores diferentes, uma aparência rústica que lembrava um mundo de fantasia. Depois de seguir alguns outros calouros, que não possuíam uniforme, mas mesmo assim caminhavam com uma carta em mãos, provavelmente a de admissão na academia, até o enorme castelo que havia no fim da rua, era enorme, com tamanho equivalente ao de no mínimo vinte campos de futebol, tinha um total de onze torre cujo teto era pontiagudo, mas de tamanhos diferentes, umas maiores que as outras, umas de bases redondas, outras de bases quadradas. Toda aquela área de comércio cobria apenas a uma parte da grande universidade. Caminhando em direção a entrada principal, um enorme arco dava as boas vindas aos estudantes, uma torre estava localizada de cada lado desse arco, medindo aproximadamente cinco metros cada, no topo uma ponte ligava elas e de lá alguns guardas e alunos passavam.

O falatório era imenso, ainda mais dentro da universidade, assim que passava pelo arco Rose podia ver que o caminho de paralelepipedos a levava até um grande salão com portas enormes de madeira, elas eram de aproximadamente cinco metros de altura também, mas tinha quatro metros de espaço pela qual os estudantes poderiam passar, mesmo que grande, ainda ocorriam alguns esbarrões entre os que saiam e os que entravam. Dentro do local, Rose podia ver o interior do castelo sendo iluminado por tochas, o teto era alto, quase sete metros, por lá muitas escadas rodavam através de engrenagens, ajustavam as rotas de acordo com a vontade dos passageiros e para onde gostariam de seguir, as portas estavam distribuídas pelas paredes do salão levando para diferentes lugares que só seria acessível depois. Apesar da altura enorme do teto, o grande salão tinha uma grande importância, era lá onde muitas mesas estavam distribuídas e muitas pessoas se sentavam juntas, o lugar era grande o bastante para acoplar um total de quase cinco dezenas daquelas mesas que se ajustavam com relação ao tamanho do grupo. Muitos alunos recém chegados estavam sentados, os que chegavam também buscavam um lugar para ocupar nas mesas, uma única senhora era responsável por ir verificando o nome dos alunos um pouco depois da porta, para se chegar aos bancos era necessário primeiro passar por um pequeno corredor onde passavam apenas duas pessoas por vez, para entrar, eles tinham que falar com a mulher.

A velha tinha o rosto enrugado, mas parecia armazenar em seu olhar muito conhecimento, a voz fina, nariz pontiagudo, olhos grandes e cansados, vestia um uniforme da mesma cor que os alunos, porém seu brasão era de um professor, um grão alto naquela escola, tinha três estrelas acima do símbolo, no qual ela pertencia aos azuis da Engenharia. Após chegar a vez de Rose, ela levantava o papel com cerca de cinquenta páginas, mas parecia conseguir se organizar com todas aquelas folhas e anotava os nomes que estavam presentes. Ao ouvir o nome de Minerva a senhora fechou a cara, olhou para os lados e então a primeira repreensão dentro da faculdade - Escute aqui garota, não usamos esse nome por aqui, ela trouxe vergonha e desonra para nossa universidade, agora se puder facilitar meu trabalho, diga-me seu nome e classe! - Caso insistisse no assunto, a senhora iria empurrar Rose para dentro do salão, acelerando a fila e interrompendo de vez a conversa - Sem mais blasfêmia, vá logo, a cerimônia já vai começar -

Assim que dissesse, a passagem seria dada, Rose seguiria pelo corredor até parar no grande salão onde muitos outros alunos estariam juntos e conversando, mas bem no fundo, onde enormes janelas detalhadas davam vista para o lado de fora. Alguns professores estavam reunidos,quatro deles Arquitetura: O brasão amarelo, era um homem pequeno, bigode que lhe cobria boa parte do buço e escondia seus lábios, tinha um cabelo cortado no estilo “tigelinha” e usava óculos do tipo fundo de garrafa, as lentes eram grossas, como se o grau fosse mais do que cinco, as roupas eram comuns e igual a de todos os outros professores. Pintura: O brasão vermelho, era o homem mais velho dentre todos, tinha longos cabelos e barba brancos, também usava óculos, tinha olhos pequenos e o nariz grande. Inventor: o brasão era roxo, uma mulher ocupava a cadeira, era jovem, os olhos grandes e puxados, cabelo curto e castanho claro, a era pele branca e bem cuidada. Matemática: brasão verde, era um homem loiro - cabelos longos e barba bem cuidada - que postava sob sua cadeira com um olhar de desdém, tinha os olhos verdes, nariz empinado e maxilar quadrado, musculatura bem acentuada, pele clara e permanecia sentado com a mão sobre a cabeça.

- Muito bem alunos! A cerimônia de abertura está para começar, por favor, sentem-se! - Disse aquele da pintura, bateu calmamente os palmos para obter a atenção de todos e rapidamente os alunos que estavam de pé começavam a procurar suas respectivas cadeiras e mesas.



Off:
 
Arquétipo das Lojas:
 
Inventor:
 
Matemático:
 
Engenharia:
 
Pintura:
 


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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptySex 11 Jan 2019, 22:35

A universidade era como um subdistrito de Las Camp. Era praticamente autossustentável com os inúmeros comércios que davam as boas vindas, antes de uma pontezinha que levava para o salão principal. Após apreciar tudo aquilo sem nutrir muito desejo, fui para onde eu deveria ir para continuar a missão que eu mesmo havia me dado. Seguindo a multidão, fomos parar em um salão tão colossal quanto o restante do castelo. Atravessando a porta de cinco metros, me encontrei em um salão com um teto alto, diversas escadas que se moviam de acordo com a vontade dos transeuntes, mesas retráteis como aquelas do bar. — Minerva passou mesmo por aqui. — conclui enquanto me aproximava de uma senhora que era responsável por uma espécie de lista de presença. Ao ouvir a minha frase, ela mudou completamente sua postura e adotou uma posição defensiva, como se quisesse proteger os outros ouvidos da minha fala.

Rosemary da Vinci. Engenharia. — falei encarando a mulher de cima a baixo. Ela tinha o uniforme igual aos dos veteranos, porém com uma espécie de distintivo que a delegava como alguém de alta patente ali dentro. Suas marcas de expressão e rugas discriminavam a avançada idade, mas, apesar disso tudo, eu não havia ido com sua cara justamente pelo modo que me abordou. Primeira bronca: check. — Pega leve, todo mundo aqui já deve ter ouvido sobre ela. — eu brincava com fogo. A mulher parecia uma criança escondendo da mãe o jarro de vidro que quebrara a pouco, e como se eu fosse os cacos largados ao chão, fui varrida para dentro do salão onde a multidão abafaria as minhas ideias e ninguém poderia prestar atenção em mim.

Vi de longe alguns professores entrando. Do jeito que entravam, pareciam entidades religiosas, e eram bastante respeitados. Dei uma olhada por cima na aparência de cada um e acabei me focando em procurar um lugar. Tentaria sentar no lugar mais próximo dos professores o possível, e a tarefa ficava um pouco mais difícil quando um deles anunciava que a cerimônia começaria em breve. Eu queria estar lá para presenciar aquilo e, logicamente, tentaria não chamar mais atenção, visto que a professora do meu curso já devia ter um olho em mim. Sentada em algum lugar qualquer, prestaria atenção no que fosse falado e mostrado, controlando minha língua ao máximo para não soltar um comentário inoportuno. Acredite, isso era uma tarefa e tanto para mim. Eu estava esperando a hora em que nos deixassem livres para explorar aquela universidade, e ficar falando muito não ajudaria o momento a chegar mais rápido.

Ei. — chamaria preferencialmente alguém que estivesse uniformizado — Será que isso vai demorar muito? Eu queria... procurar uns tesouros por aí. — se alguém perguntasse que tipo de tesouro eu estava procurando, olharia para os lados para ter certeza que a professora ruiva não estava na minha cola e então contaria — É um livro criptografado de uma mulher que frequentou essa universidade. Ele com certeza nos levará para o maior tesouro do mundo. O tesouro de Will D. Chris, o Rei dos Piratas! — apesar da minha curiosidade para com a cerimônia, eu não recusaria um convite de fugir dali e começar a explorar o castelo por conta própria, mas caso não surgisse a oportunidade, eu tentaria assim que a cerimônia acabasse.

Se o aluno não me olhasse com um olhar esquisito, eu continuaria uma relação amigável, caso contrário, viraria os olhos amarelados para ele e tentaria, futuramente, me afastar, procurando um novo amigo. Se ele tentasse chamar a minha atenção por conta de ter presenciado a bronca que eu havia levado, cerraria os punhos e os colocaria numa posição de ataque. — Abaixa a bola, colega! — daria o aviso. Era um blefe, eu não bateria nele, mas ele não sabia disso. De qualquer modo, eu usaria a primeira oportunidade de sair dali para procurar a biblioteca mais próxima, onde alunos mais fantasiosos e intelectuais provavelmente se escondiam.

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MensagemAssunto: Re: Eureka!   Eureka! EmptyDom 13 Jan 2019, 23:02




A cerimônia tinha início não muito tempo depois do aviso dado, os alunos paravam de chegar aos poucos e junto dos outros que já estavam ali, uniam-se nas mesas ajustáveis em diferentes números, não dava para contar como se todos os alunos quisessem sentar com todos os lugares ocupados, por isso, um número maior de mesas foi projetado para caber no salão, por coincidência ou não, naquele dia sobrava quase uma dezena de mesas vazias, o falatório era grande, Rose encontrou um lugar vago na primeira fileira em uma mesa bem cheia, assim como todas as outras que estavam na frente, muitos alunos gostavam do lugar, era uma boa posição de fato. Mais alguns outros calouros estavam lá, três no total, os outros eram dois casais de veteranos - uma garota ruiva, seu irmão, a amiga loira e a namorada do irmão; eram, respectivamente, da arquitetura os dois primeiros, engenharia e por último pintora.

Havia uma dupla de amigos calouros, já a outra era uma garota em estudos, estava lendo um livro sobre cores e suas aplicações, era grosso, recheado por páginas, letras pequenas e repleto de imagens que representavam as teorias postas no papel. Com um um pequeno diário ao lado ela replicava algumas das coisas que achava interessante e necessário para sua obra ainda em esboço, um cervo rodeado de folhagens. Já os garotos não apresentavam tamanho interesse nos estudos por hora, estavam conversando uma coisa qualquer sobre planos e invenções para o futuro, mas eram coisas bem desconexas e, aos olhos comuns, improváveis.

Ergueu-se da cadeira aquele de brasão vermelho no peito, a senhora responsável pela engenharia caminhou calmamente após fechar os enormes portões da entrada, sentou-se no seu lugar, assim como quase todos os outros. Assim que tomou o cálice meio dourado na pequena mesa que tinha ao lado do trono, aquele senhor ergueu-o acima da cabeça após tomar um gole, a bebida desceu forte, fulminante em sua garganta, pigarreou e então começou a falar - Bem-Vindos… alunos, Bem-Vindos! - Ele falava com breves pausas entre cada palavra, mas logo sua frase tornou novamente ao ritmo comum - Estou muito feliz em dar as boas vindas aos novos alunos desse ano, e também aos que retornaram de anos passados… - Olhou por cima do óculos para alguns calouros perdidos no meio da multidão, aqueles que exibiam brasões com mais de uma coloração - A Universidade de Las Camp tem passado por um período de mudanças, sabem… Algumas outras tem crescido desde alguns escândalos no passado, mas nossas metas foram atingidas no último semestre, muitos alunos progrediram bastante em seus cursos e em breve estaremos disponibilizando para que os alunos acessem algumas áreas que fechamos no passado, bem como… Poderão voltar a cursar as cinco áreas da nossa universidade… - Assim que terminou, voltou ao assento e então tomou outro gole da bebida no cálice - Isso é tudo, sucesso a todos neste novo ano, os novos alunos deverão seguir com seus instrutores, eles vão apresentar-lhes os dormitórios assim que acabar nossa celebração - E então deu-se o fim do falatório, muitas pessoas chegavam das portas distribuídas no lado direito do salão, vestiam roupas brancas e pretas, eram garçons, carregavam bandejas e mais bandejas de comida, distribuem por todas as mesas: arroz, coxa de frango, batata frita, hambúrgueres, sucos, refrigerantes, salada, alguns outros pratos e frutas.

Quando perguntou sobre a cerimônia, os dois garotos conversando se entreolharam, a boca dos dois estava fechada, agora por conta da comida, o de cabelos castanhos engoliu o que tinha na boca antes de falar - Acabar? Tá brincando? O festival de cerimônia dura até de tardezinha, eles nos deixam comer bem, depois os instrutores nos levam até os dormitórios e arrumamos as coisas por lá, as aulas só começam amanhã -



Off:
 
Arquétipo das Lojas:
 
Inventor:
 
Matemático:
 
Engenharia:
 
Pintura:
 


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