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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 A Caça e o Caçador

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MensagemAssunto: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyQui 27 Dez 2018, 15:53

Relembrando a primeira mensagem :

A Caça e o Caçador

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Gian Claude Strauss. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyQua 09 Jan 2019, 18:30


A Caça e o Caçador 
Só um gole?


Não entendia muito bem todo aquele acontecimento, era até de certa forma constrangedor, tão constrangedor ao ponto de minhas bochechas corassem, indagaria tentando responder o homem que apagava o fogo em suas vestimentas, ele estava apavorado e eu completamente confuso — É... — Mais uma vez indagaria e me perderia em minhas próprias falas, com a língua embolada e os olhos cerrados observando a ação do rapaz.

Meu foco de visão só se prendeu o como ele conseguia fazer toda aquela algazarra sem derramar uma gota da bebida que estava na caneca, eu me considero um beberrão mas aquele jovem rapaz se superava, nem sentindo o fogo das profundezas o cara não largava a bebida, e claro, eu vou ter que pegar e beber só para ele aprender como um homem viril trata sua bebida.

Estaria deitado de lado, com meu rosto apoiado sobre a palma da mão sobre a neve, observava aquela situação deitado e calmo, até por quê independente das minhas ações de fato não conseguiria ajudá-lo. Ao vê-lo direcionando a palavra a mim, que aliás o garoto estava absurdamente puto da vida, me sentiria completamente constrangido e sem jeito, ainda deitado e com um semblante sem graça na face sorrindo envergonhado — Ahm.... É... E-e-ntão... É.... — Gaguejaria e franziria a testa levando meus olhos para outra posição.

Tomaria uma postura e uma pose, levantaria e antes de enfim ajudar o rapaz chamuscado olharia a selvagem andando sobre a neve indo embora, o quê era engraçado, já que ela aproveitou a deixa para sair de fininho e deixar os homens resolvendo aquela situação — A miserável... — Sussurraria — ... E quem diria que ela iria fazer isso, quem me dera eu ter essa oportunidade, pois bem, nós tratamos nosso assunto inacabado futuramente — Olharia mais um pouco agora perplexo e um tanto triste — É um pesar uma donzela tão linda dessas ir embora sem me contar seu nome, ah que pena.... Agora voltaria a atenção ao rapaz, de uma vez, com as mãos na cabeça e estaria assutado — AH É! TEM VOCÊ!

Correria para ajudar o sujeito, mesmo com o sentido de perigo que cintilaria no meu ouvido pegaria um ramo de neve e jogaria no sujeito, jogaria sem intervalo, até que o fogo nas vestes da figura cessassem.

Caso o fogo não apagasse empurraria o homem na neve e faria um bolo de neve sobre o mesmo, em uma atitude desesperada e nada sútil, já que, a culpa dele estar pegando fogo realmente era minha.

Meu caro é... — Diria meio sem jeito e acanhado —... Eu não sei como dizer, mas... — Colocaria uma das mãos atrás da cabeça coçando a nuca, mas sem tirar o contato visual do rapaz — Eu meio que ateei fogo em você... Mas não foi de propósito! NÃO! — Sorriria ainda sem jeito — A intenção era sair do meio do fogo cruzado, acho que você deve ter assuntos inacabados com aquela moça que tá indo embora ali, ó! — Apontaria para mulher — Mas qualquer tipo de punição é aceitável para mim, sou um homem viril e não corro do perigo, pode dizer!

Olharia confiante para o menor, com um semblante confiante e emponderador, mesmo que aquilo pudesse me trazer problemas era inevitável bater de frente com eles, até porque não teria para onde fugir, e o homem estaria armado, então não há muitas opções.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptySex 11 Jan 2019, 12:23




Narração

Despedidas


Gian tentava explicar o seu lado da história após perceber que a dama que havia lhe conquistado pelo seu charme selvagem havia partido. Aquela história de ataque, tiroteio contra a mulher deixava uma interrogação na cabeça do recém-conhecido loiro. — Tiroteio? Assunto inacabado? Está maluco, barbudo? Eu atirei para baixo, só queria esquenta o cano da minha pistola e assim esquentar minha bebida... — falou ele tomando mais um gole de sua caneca. Conseguindo apagar o fogo que havia colocado na roupa do rapaz a sua frente, mais uma vez, o mesmo desconfiava daquele papo arrependido de Strauss. Olhando curioso para o homem, ele tentava entender o motivo daquela atitude amedrontada. — Cara você é muito estranho! Mas sempre digo, um homem com uma caneca de café não quer guerra com ninguém! Então, muito prazer! Meu nome é Rinaldi Van Honrard! — falou ele, sinalizando com sua caneca — E esse é o meu café!

Repentinamente enquanto Claude falasse, o rapaz subitamente olhava para seu relógio, que agora estava a mostra. — Minha nossa! Estou quase me atrasando! — falou ele juntando suas coisas — Tenho que partir para Lvneel o quanto antes! — afirmou, recolhendo o resto de suas coisas e correndo na mesma direção que a mulher de antes havia ido. — É um prazer te conhecer, barbudo, mas o meu café está acabando e essa ilha não tem nada mais a fazer. Tenho que ir pra capital! Até mais ver! — despediu-se, correndo naquela densa neve, que prejudicava sua velocidade. Strauss voltava a ficar só. Consigo só a fogueira que logo se apagaria. Ao longe a figura do loiro ainda era perceptível. O barbudo sabia que retornando, iria na direção que os homens de antes haviam passado. A sua esquerda, o rapaz provavelmente iria na direção dos iglus vistos anteriormente. A direita, o homem voltaria a subir no amontoado de neve, que era elevado em comparação ao restante da planície.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptySab 12 Jan 2019, 11:50


A Caça e o Caçador 
Rinaldi Van Honrard e seu café


Ao ouvir tais palavras do loiro ficaria um pouco incomodado, aquele atirador jovem era um tanto quanto esquisito, primeiro que ele estava naquele lugar gelado, segundo que estava pegando fogo, e terceiro que ele ATIROU para esquentar seu café.

Enquanto o rapaz continuaria sua oratória observava-o com os olhos semicerrados, com uma expressão analítica, deduzindo sobre a índole do sujeito — Hm... Gostei de você! - Falaria para mim mesmo.

ESQUENTAR O CAFÉ?! — Diria surpreso abaixando a cabeça e colocando a palma da mão sobre a face em sinal de desaprovação — Garoto, eu quase morri do coração achando que era um tiroteio para você esquentar seu café?! — Levantaria a face e olharia no fundo dos olhos do menor — Você não conhece a nova invenção não, não é?! — Diria com um tom irônico — Se chama isqueiro!

Olharia assentindo com a cabeça enquanto o rapaz se apresentava, porém, não tiraria os olhos da caneca com uma sede tremenda — Desculpe o incômodo, muito prazer! Gian Claude Strauss... — Diria desviando o olhar para o horizonte rapidamente em sinal de confusão mental — ...Eu acho... — Sussurraria.

Observaria mais uma vez, o quê estava mais acostumado a fazer enquanto estava naquela ilha congelada e naquelas circunstâncias, não me reconhecia direito, não sabia também onde estava e nem se quer o motivo de que estava fazendo ali, tudo era novidade e nada era confortável, a não ser o sentimento de estar no lugar errado, no lugar errado e na hora errada — Lvneel?— Sussurraria ao vê-lo se afastar de mim — É um prazer... Ah, eu acho... É... Sim! — Veria-o se afastar em meio a neve.

Sentiria fome, frio, cansaço, confusão e uma abstinência de nicotina do sangue tremenda, meus lábios estavam esbranquiçados e sentia o gosto amargo de tabaco na boca, saudades daquele prazer passageiro que estava longe de mim naquele momento. Minha única opção de respostas era aquele rapaz, Rinaldi, por mais que eu não conhecia direito ele parecia uma melhor ajuda do quê aquela mulher selvagem que só sabe correr de mim, vou apostar todas minhas fichas naquele café, até porquê, é minha única opção.

Correria atrás de Rinaldi, tentaria chegar até o garoto e pararia-o antes que eu pudesse perdê-lo de vista — ...Monsieur... É... Não sei como te dizer, mas preciso de sua ajuda! — Diria-o com uma expressão aclamadora — Não me lembro de quem sou, onde é que eu estou e nem o motivo de estar aqui, estou com fome, frio, sede, vontade de cagar e fumar um charuto — Até coçaria a nunca em sinal de desconforto — Sei que isso é estranho para você, como minha abordagem, mas gostaria que me tirasse desse cubo de gelo infernal, prometo que lhe pago! — Olharia mais uma vez no fundo dos olhos de Rinaldi — Duvide de tudo, mas nunca de uma palavra de um homem viril! Sivuple.

Olharia esperançoso para o rapaz esperando uma resposta positiva, ficaria parado sentindo o vento gelado subir pelas minhas pernas, pois era minha unica oportunidade até no momento, aquela linda e deliciosa moça não me ajudaria, a menos que eu oferecesse algo, eu acho, porém aquele garoto mesmo eu ateando fogo nele teve a capacidade de se apresentar a mim, então, poderia ser uma boa chance.

Caso não aceitasse, procuraria um abrigo ou lugar que oferecesse comida, não saberia de nenhum lugar para seguir já que não conhecia a ilha e muito menos o nome dela, então vagaria pela neve e gelo até encontrar outro incidente como aquele, sempre atento e esperançoso, mas nunca com medo e apreensivo, aliás, eu sou um homem viril.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyTer 15 Jan 2019, 01:44




Narração

Saída?


Correndo atrás de Rinaldi, Strauss buscava no jovem loiro algumas respsotas ou pelo menos ajuda para a sua atual situação, que realmente não era nada boa. Ouvindo tudo que o barbudo tinha a falar, porém, não cessando seus movimentos, o loiro não entendia bem o que ali era lhe dito, até estranhava, mas não deixava de ouvir o que o atirador pronunciava, nem muito menos o interrompia. — Ow, ow, ow... — falou ele, enfim parando de andar — Eu não posso te tirar daqui eu não posso nem me tirar daqui. Estou tentando sair — falou ele, cessando suas palavras para tomar um gole de café, no qual seria o último — E meu café acabou. Não tenho tempo para perder falando asneiras. Se quer sair, me siga! —afirmou ele, apressando seus passos.  

O loiro seguia pelo mesmo caminho que a garota de antes havia tomado. Um bom observador podia notar as pegadas que mesmo já a maioria tampadas pela neve que caía, podia se notar os rastros. Uma pequena marca de sangue também pode ser vista e ela prosseguia, respingando até cessar. Isso passava despercebido por Rinaldi, que só se preocupava em chegar no local que almejava logo. —Droga... Droga... — balbuciava ele, em meio a apressados passos que se prendiam na densa camada de neve. Não demorou muito, após alguns minutos, para que a dupla avistasse a borda daquela placa de neve chamada Fernand. Lá se encontrava uma escuna que se preparava para partir. Ao longe, Gian podia perceber alguns homens colocando maços de corda e alguns caixotes médios para dentro da embarcação. A marca de sangue novamente aparecia, só que dessa vez ia em direção a direita, já que o caminho até a embarcação era descendo um amontoado de neve, formando uma elevação. O rastro rubro seguia a direita, ainda andando pela porção mais elevada de água no seu estado sólido.

— Estão quase zarpando. Não podemos perdê-los! — afirmava ele, partindo, sem nem ao menos notar se o atirador barbudo estava o seguindo ou não. Sua pressa era tremenda que tropeçando em uma pequena pedra que estava coberta pela neve, o loiro rolava descida a baixo. A esquerda, Strauss podia notar que algumas personalidades já conhecidas por ele se aproximavam, lá embaixo. Eram as figuras que o atirador havia visto inicialmente, agora mais claramente ele podia notar que aparentemente faziam parte do grupo no qual Rinaldi tinha conhecimento. O primeiro a se mostrar ao retirar todos os panos que o cobriam era um rapaz, moreno, com aparência jovem, com um cachecol que cobria sua boca. Seu olhar sereno e frio olhavam a queda de Rinaldi e não detinham reação alguma, apenas preparava-se para adentrar na embarcação.

Spoiler:
 

A segunda personalidade era uma garota, que assim como o rapaz de antes, mal esboçava reação com a queda do loiro. Retirando seu fone de ouvido, ela olhava para o moreno e questionava algo.

Spoiler:
 

Por fim, a terceira personalidade era também uma mulher, só que essa se aproximava de Rinaldi. Eles começavam a discutir e parte dessa discussão podia ser ouvida por Strauss, de onde estava.

Spoiler:
 

— O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA?! — questionava ela, irada.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyQua 16 Jan 2019, 10:52


A Caça e o Caçador 
A escuna


Mesmo caminhando junto ao loiro, pude ver que o mesmo não cessava seus passos para que eu pudesse acompanhá-lo, porém, aquilo não abafaria minha vontade de sair daquele cubículo de gelo no qual estava saturado. Enquanto o rapaz respondia minha oratória mantinha meu semblante sério, não demonstrava nenhum tipo de expressão, a não ser quê, de vez enquanto perder o olhar naquele copo de café poderia ser considerado uma expressão, que ainda tinha em mim uma vontade tremenda de bebê-lo.

Enquanto caminhávamos pude ver um rastro de sangue no local por onde passávamos, junto a eles também tinham pegadas quase forradas pela neve, aquilo realmente me deixaria um pouco confuso, perdendo um pouco a atenção a tudo ao redor e me fazendo me perder entre meus pensamentos.

Onde será que aquela garota das neves se meteu? — Ecoaria minha voz em minha cabeça — Ela poderia fazer parte do grupo de Rinaldi? Ou ao menos, isso tudo poderia ser um complô para... Para... — Semicerraria os olhos e franzeria a testa — ... Me vender no mercado negro? Sei lá, tudo é suposição!

Voltaria minha atenção a trajetória, as vezes, intercalando meu olhar no horizonte e no loiro, que por incrível que pareça ainda me passava um ar de desconfiança, aliás, eu não o conhecia totalmente e não sei o motivo de ele estar ali, porém, nem ele sabe o meu... Que aliás, nem eu sei.

Rápido o suficiente para que eu poderia perceber, havíamos chegado a uma escuna atracada, o quê para mim era um alívio ver um barco depois de tanto gelo, era minha passagem para fora daquele inferno congelado, e Van Honrad era minha carta na manga para eu pudesse embarcar. Ficaria um pouco surpreso em ver tantos homens trabalhando em prol daquela embarcação, e o que me deixava mais curioso também, além da escuna e da sua tripulação, era aquele rastro de sangue que tomava uma direção contrária de onde estávamos. Aquilo me deixaria extremamente confuso, quase que com uma pulga atrás da orelha, meu nível de confiança e conforto naquele local era mínimo, porém maior do que está naquele congelador em forma de ilha, não demonstraria isso em meus atos e em minha face, porém, sempre estaria em alerta, quase como um sino mental que me alertaria de qualquer tipo de atividade suspeita, aliás, um homem deve se virar sozinho em inapropriadas situações, não é mesmo?

Para não parecer muito inconveniente, procuraria um caixote próximo a mim e o levantaria apoiando sobre o ombro, levaria-o até dentro da embarcação e colocaria-o no chão, entraria de cabeça baixa e manteria pouco contato visual. Já dentro, tranquilo, observaria as figuras — Vocês me são familiares... — Pensaria comigo mesmo ao observar o garoto moreno e a menina de fone de ouvidos — Possivelmente devem estar aqui por um motivo comum, ou se não, tantos homens assim poderiam estar sendo liderados por alguém... Mas quem? — Pensaria enquanto fingiria estar ajeitando o caixote para não parecer estar fazendo nada — Rinaldi? Não... não... Ele não está tomando pose de quem está na liderança, o moreno? Muito quieto. A de fones? Acho que ela já teria tomado uma atitude em relação a mim, um desconhecido — Caso não conseguisse pegar um caixote, apenas subiria e ficaria quieto dentro do barco.

Estaria deduzindo tudo ao meu redor até que, pude ver uma moça aparentemente tomar a dianteira das coisas, ela brigava com Van Honrad, que de fato era até cômico, se não fosse trágico. Aquilo me deixaria um pouco inquieto, será ela que lidera esse barco? Se for, eu não posso me deixar invisível diante aquela situação, a melhor forma seria me apresentar. Iria calmamente diante a eles, e abaixaria a cabeça assentindo em sinal de respeito a mulher, estenderia a mão logo em seguida — Ah... Pardon, me chamo Gian Claude Strauss, estou na embarcação já que Rinaldi Van Honrad fez um contrato comigo no qual vocês me ajudam a ira próxima ilha e eu pago vocês ao chegar lá, vou ficar quieto, não atrapalharei vocês em nenhum momento e estou disposto a trabalhar enquanto estiver aqui — Diria com a voz firme e emponderadora, logo após, levantaria e olharia no fundo dos olhos da mulher — Eu sou um homem viril, não tenho intenções de atrapalhar a tripulação nem ao menos ser um incômodo, aliás, você é a capitã?

Esperaria um ultimato da mulher, esperaria também ser uma figura conhecida naquele barco, odiaria ser alguém que estava no local para ser um estorvo, até por quê, ninguém merece carregar alguém, aliás, de graça! Tudo nesse mundo na qual eu vi com meus próprios olhos rodeava em berries, isso talvez me motivaria um pouco a seguir em frente, tamparia um pouco o buraco que tenho onde minha memória deixou, mas, também alimentaria o sentimento de ganância.


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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyDom 20 Jan 2019, 17:10




Narração

Mais um...


Tentando não ser um visitante indesejado, Gian pegou loco um caixote com os ombros e sentindo o tremendo peso, levou o mesmo para dentro da embarcação. Os homens olharam meio curiosos de quem era aquele homem que ali começava a ajuda-los, porém, lembrando-se que isso não era de suas contas, continuaram a fazer e com a ajuda de Strauss logo terminaram. Ao encerrar sua ajuda, o atirador começava a ser observado melhor pelas pessoas que haviam chegado posteriormente. — Eu acho que já vi aquele home antes... — comentou o rapaz, apontando em direção a Gian. Todos que estava no ciclo de conversa olhavam ao mesmo tempo, quase que ensaiado, comicamente, para o barbudo, que via todos os olhares vindo em sua direção. — Nós os vimos no campo de neve, há algumas horas... — comentou a garota, falando em um tom compassado e quase não audível, talvez devido o seu fone. Os três logo olharam para Rinaldi, que sem graça, chamou o barbudo protagonista. — Ei! — acenou para Strauss — Vem cá!

— Muito bem pessoal! Este é... — pensou ele, esperando a ajuda do atirador — Isso! Esse é o nome dele, nos conhecemos lá na neve, ele tentou colocar fogo em mim, mas por sorte não perdi meu café... — pausou ele, subitamente — MEU CAFÉ! Tenho que beber café! Estão apresentados! Tchau! — afirmou, correndo para o interior da escuna. Prosseguindo nas apresentações, Gian prosseguia, enquanto todos ouviam, alguns mais interessados, outro nem tanto, mas quem tomava a dianteira para conversar com ele era a mulher que antes havia bronqueado com Rinaldi. — E-Eu? Capitã? Não, aqui não temos capitão! Aqui temos nosso chefe. Ele não está no momento, mas você não irá viajar conosco enquanto ele não aprovar. Ele havia ido resolver alguns assuntos, mas logo voltará... — comentou ela. Os outros dois que estavam com ela logo voltavam para a escuna, já que o interesse naquela conversa era zero.

O tempo passou, o frio esfriava os corpos ali. Não havia mais ninguém ali fora, apenas Strauss. Rinaldi tentava ajudar o atirador, porém, era impedido pela sua tripulação, que alertava o loiro a esperar o chefe. Após mais um certo e indeterminado tempo, uma figura se aproximava. Lentamente ele caminhava em direção a escuna e vinha da direção onde Strauss havia visto o rastro de sangue. — O chefe chegou! — afirmou Rinaldi, saltando para fora da escuna e caindo de cara na neve — Eu estou bem! E o café também! — falou ele, mostrando que o café novamente não havia caído da caneca. Retirando o capuz, o atirador podia enxergar um homem, jovem, moreno, com um olhar sério que ia logo em direção a Strauss.

Imagem Ilustrativa:
 

— Quem é? — questionava ele, sério, olhando para Rinaldi. O loiro se intimidava por alguns segundos, porém, logo voltava a falar normalmente. — E-Esse é um cara que conheci na neve. Ele parece ser muito gente boa, então eu... Eu ofereci uma carona a ele... — falou, um pouco intimidado. O homem analisando a situação por alguns segundos, logo caminhou em direção ao interior. — Chame-o para dentro, vamos partir! — falou o homem, indo em direção ao interior da embarcação. Rinaldi, surpreendido e animado, logo bradou segurando sua caneca de café. —EEEEEI! PODE VIR! — falou ele.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyTer 22 Jan 2019, 17:30


A Caça e o Caçador 
Poderoso Chefão


Chefe?! — Indagaria refutando comigo mesmo.

Realmente era incomum aquela história de chefe, ainda mais em uma escuna, onde várias pessoas possivelmente trabalhariam para ele. Se não são marujos em prol de um objetivo apenas, o quê são? Uma mafia? Uma cúpula? Ou mercenários? Apenas um título foi o suficiente para que pudesse ficar inquieto e com uma pulga atrás da orelha, confiança e conforto não reinariam naquele ambiente.

Pardon, senhorita... — Responderia baixo, um pouco acanhado, sem interromper a fala da garota, ou falsa capitã, e que bela capitã — Realmente ficou a parecer que você era a capitã...

Logo após de toda as explicações poderia ver todos voltando ao seus postos, apenas sobrando eu e meu conhecido loiro, Van Honrard, na qual eu poderia deduzir que estávamos nos relacionando bem, ele depositar um voto de confiança em mim para me ajudar a entrar na tripulação temporariamente, sem conhecer meus precedentes e nem ao menos perguntar quem eu realmente sou me faria pensar que ele era um cara de gestos nobres, ou talvez, inteligentes demais. Aliás, eu quase o queimei vivo. Não foi minha culpa... — Hohoho... — Riria baixinho enquanto ajudava a Rinaldi.

Perderia minha atenção quando o loiro do café deu grito avisando que o tal intitulado "chefe" havia chegado, expressei um semblante confuso e constrangido ao ver meu único conhecido caindo de cara na neve e mostrando seu glorioso café em mãos — Ele é o cúmulo, sivupleSussurraria envergonhado.

Observaria de longe aquele sujeito, ele me passaria um sentimento intimidador, seu olhar, seu jeito de se vestir, o jeito que o mesmo gesticula, ele era empoderador ao meu ver, sem dar satisfações e sem dar respeito a ninguém e agora, era concreto, meu palpite realmente era certo agora, de fato esse era o chefe daqueles marujos — Hmmm — Murmuraria apreensivo ao vê-lo.

Era impressão minha? Não... Não poderia ser uma leve impressão idiota, o cara realmente havia vindo da direção da poça de sangue, mas porquê? Sem nexo nenhum. Eu não estou em posição de tirar informações ou se quer demonstrar duvidas do caráter de nenhum deles ali, estou refém naquela escuna, sem lugar para ir, ao menos que queira voltar ao bloco de gelo nessas águas geladas, certo? Mas uma coisa é fato, eu não vou tirar os olhos do chefe, ele demonstrava também ser um homem viril e isso me deixa intrigado.

Ficaria de longe olhando a oratória dos dois, de fato não me aproximaria de uma vez, queria ver qual era a opinião do "chefe" em relação a mim com seus companheiros, e pela voz de Rinaldi me chamando ele aprovava eu estar naquele barco, assenti sua ideia. Iria ao encontro dos homens, quieto e brandaria assentindo com cabeça ao ver a alegria do loiro, sorriria rapidamente e voltaria minha atenção ao líder dos marujos.

Caminharia lentamente ao encontro do moreno, manteria meus sentimentos contidos e confiante, de fato não perderia minha calma em nenhum momento, se fosse pra morrer eu já teria morrido de frio. Me aproximaria do chefe demonstrando confiança e sem ser um infortúnio, sem desafiá-lo e mantendo uma distância respeitável — Ah... — Levantaria o dedo indicador chamando atenção do mesmo — Sou Gian Claude Strauss, muito prazer, não vou ser um estorvo na sua escuna, senhor, pretendo contribuir para tripulação e fico agradecido de me levarem até a ilha mais próxima, porém... — Desviaria a atenção e ajeitaria o bigode — Aparentemente eu perdi as memórias, não lembro de minha origem e nem se quer qual é o meu ofício nessas terras, aliás, eu não sei nem que terras são essas — Voltaria atenção ao homem rindo para quebrar o gelo — Ficaria agradecido se pudesse me ajudar com alimento, roupas quentes, charutos... Porra eu preciso muito de charutos! Não aguento mais ficar sem fumar! — Diria engolindo seco e cerrando os punhos em sinal de desconforto — Também preciso de algumas informações de onde nós estamos, para onde estamos indo... E qual é a função que o senhor quer que eu siga nesse barco, e quem são vocês afinal — Faria um turbilhão de duvidas, praticamente jogaria todas minhas duvidas no rapaz, já que ele quem mandava ali seria sensato expor a ele meus interesses, por mais que aquilo me deixasse frágil e vulnerável, era urgente que eu precisaria de ajuda, então, procuraria a quem mandasse.

Caso o chefe não fosse me responder, ou, não quisesse me dar atenção, perguntaria a Rinaldi quem poderia me responder as tais dúvidas, e seria esperançoso enquanto aos meus objetivos.


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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyQui 24 Jan 2019, 17:56




Narração

Viagem Part 1


A embarcação zarpava e Strauss não perdia tempo. Se apresentando, o homem ficava sob os holofotes, além da atenção de todos que ali estavam. Ouvindo atentamente e novamente, as atenções eram das mais variadas. Alguns mal se importavam com que o homem falava, outros ouviam tudo animados, vulgo Rinaldi, e os demais apenas analisavam tudo que dali era informado. — Você não acha que está pedindo muito?! — questionava enquanto bradava a mulher que tinha óculos em sua face. Ela não estava nada satisfeita com o que o atirador solicitava, porém, os demais ou não se importavam, ou não achavam nada demais. Erguendo-se, com um copo de chá, assoprando para o excesso de vapor exalar, o chefe da embarcação caminhava até a proa. Rinaldi se aproximava de Gian com uma caneca. Dentro, o vapor logo não ficava tão destacado, já que o frio da ilha anterior não se fazia tão presente.

— Bem, estávamos em Fernand, a ilha do gelo do North Blue. Você não sabia disso? — questionava o loiro oferecendo café para o protagonista — Bem, estamos indo para Lvneel, a capital deste blue... — comentou tomando um gole do seu café — E somos piratas — falou ele, calmo — Navegamos pelos mares trabalhando para pessoas importantes. Estávamos em um trabalho de investigação de área e caça de uma mulher, mas acho que o chefe já deu cabo dela! — afirmou ele, sorrindo. Tomando mais um gole de café, ele olhava para o grande mar que os rodeava. Os demais também estavam na embarcação. Na ala superior, estava a mulher que havia implicado com o barbudo antes. Ela não tirava os olhos dele, o encarando seriamente, porém, se visse que ele estava olhando para ela, ficaria nervosa. Os demais, o garoto estava lendo em um dos cantos da escuna. A garota, treinava seu arremesso de facas em um alvo pregado na parede a saleta.

— Strauss, certo? — questionou calmamente o chefe — Pode vir aqui um instante? — questionou ele. Esperando a chegada do atirador, o homem se mantinha olhando para a direção que o barco seguia. — Acho que você já estava na ilha quando chegamos lá. Eu tenho duas perguntas. A primeira é: qual seu objetivo enquanto vivo? A segunda é simples e essencial para sua estadia nessa embarcação — pausou ele, tomando um gole de chá — Você avistou alguma mulher, brava, calada, que tinha uma aparência bárbara? — questionou, olhando para os olhos do protagonista.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptySex 25 Jan 2019, 10:50


A Caça e o Caçador 
Ossos Cruzados


Agora era concreto, de fato haviamos zarpados e eu poderia dar adeus aquele bloco de gelo e neve congelante e aterrorizante, foram os dias... Ou horas... Mais rápidos e tenebrosos da minha vida, não posso fazer uma contagem porquê eu realmente não sei por quanto tempo eu passei naquele lugar, mas, não tinha visão de futuro continuando lá, a menos quê, virar um picolé gigante e barbudo seja futuro... Eu acho.

A garota de óculos havia me retrucado diante ao meus pedidos, para mim foi um infortúnio incomum, eu não esperava que dentre aqueles todos semi-conhecidos ela teria alguma espécie de desavença comigo, eu esperava mais do caladão ou até da garota de fone de ouvidos, mas justo essa de óculos na qual achei que era a capitã... Talvez eu tivesse exagerado mesmo no pedido, já que sou carne nova no navio, no qual também não estava acostumado a velejar. Então, apenas ficaria calado e não voltaria atrás com meu pedido, até por quê vai que eles me entregam o quê eu quero, não é mesmo?

Ilha de gelo, Fernand? — Diria com o tom calado próximo ao loiro, no qual eu aceitava de bom grado o gole de café, assoprando-o e depois tomando um generoso gole — Péssimo nome para uma ilha... Quem caralhos é Fernand?! Diria no fim da oratória de Rinaldi — Eu realmente não sabia isso, e nem que estávamos no North Blue, algo me diz que eu estou bem longe de casa... Bem longe mesmo... Responderia enquanto continuava ouvindo suas explicações — Lvneel? A capital? — Diria realmente surpreso com essa informação.

Quando Van Honrard havia dito "piratas" algo em minha mente fluoresceria, como um flash de memórias, eu não conseguiria discernir ao certo que porra era aquela, mas o choque de memória seria tão grande que me faria perder a atenção momentaneamente na fala do rapaz e ficar com um olhar morto na face, como se eu estivesse olhando para frente porém pensando no nada.

[...]

VOCÊ ACHA QUE PODE SEGURAR TODOS NÓS? VOCÊ NÃO É HOMEM SUFICIENTE BARBUDÃO, VOCÊ É UM BOSTA!... — Gritaria de forma agressiva e grosseira na rua um homem desconhecido, com uma silhueta de um homem alto com barba longas e chapéu de pirata — VEM RONCAR DE MACHÃO AGORA, VEM TENTAR IMPEDIR A GENTE DE ROUBAR ALGO, VOCÊ NÃO AGUENTA CONOSCO, NÃO É RAPAZES?!

Eu estaria sentado encostado as costas na parede em baixo da janela, que por sinal era alta devido meu tamanho, eu estava com uma espingarda a ferrolho na mão, engatilhando-a a mesma e extremamente calmo, como se aquilo fosse normal do dia-a-dia, ou... Alguma coisa que não conseguiria explicar, um alívio? Se aquele ato que eu estivesse fazendo fosse resultado de uma coisa boa que eu fiz? Mas eu não sei, eu não lembro o porquê, eu não consegui entender.

VEM BARBUDO, VAMOS TROCAR CHUMBO! — Podia se ouvir som de engatilhar armas distância, vários homens rindo e outros rugindo de ódio, como se eu tivesse feito algo de ruim para eles — NADA IMPEDE OS PIRATAS!

Nesse momento eu levantei apontando minha arma para fora, pude ouvir apenas um disparo e os homens gritando de ódio como se fosse o frenesi daquele impasse, a hora perfeita para....


[...]

Vocês são piratas então?... — Diria um pouco confuso após receber esse tornado de memórias estranhas, desconexas e embaralhadas que não faziam sentido algum, tentaria acompanhar a conversa fingindo que não havia acontecido nada — Ah sim... O chefe deu cabo... Caça... Entendi... Entendi

Era nítido meu desconforto e o jeito que estaria estranho, engoliria seco a saliva na garganta e colocaria as mãos na cintura respirando fundo para tentar dispersar aquele turbilhão de sentimentos, porém uma angústia enorme vinha em meu coração de relance, assim como um mal estar e uma dor de cabeça, me forçando a ficar extremamente dependente de nicotina, quase como se fosse um remédio para estabilizar meus sentimentos. Meu coração bateria acelerado demais, minha respiração começaria a ficar descontrolada e eu começaria também a suar mais que o normal. Observaria aquela mulher, de canto de olho, que agora me olhava com desdem, o quê não era comum para mim já que eu não faria ideia do que eu fiz para ela me tratar assim, mas isso não importava já que eu não me sentia nada bem. Faria questão de não falar o que estava acontecendo, porém, olharia para Rinaldi como um olhar de quem estaria passando mal, pediria ajuda, mas não com palavras e apenas em um momento deixaria aquilo claro, por quê um homem viril não demonstrava fraquezas.

S-sim... — Responderia ao ouvir o pedido do capitão, por mais que eu estaria naquela situação atual — C-claro — Me direcionaria ao encontro do capitão da escuna, com um pouco de receio já que qualquer encontro de nós dois poderia significar um avanço na minha interação com a tripulação, ou, a qualquer momento ele poderia me prender em correntes e me vender no mercado negro, não sei, minha mente é fértil demais.

Ouviria o assunto do capitão, tentando controlar minha situação atual já que de fato não estaria me sentindo nada bem, tremeria minha mão segurando a caneca de café que estava com o líquido até a metade, ainda quente por sinal — Meu objetivo enquanto vivo? — Responderia meio confuso, olhando para o capitão e fazendo uma força para não desmoronar e responder suas pergutnas — Eu acho que poderia resumir em descobrir quem eu sou, eu não sei quem sou de fato. Não sei até onde posso ir, o quê sou capaz de fazer, de onde eu vim e para onde quero ir, sivuple Diria tomando mais um gole do café — Eu acho que poderia resumir em descobrir quem eu sou, eu não sei quem sou de fato. Não sei até onde posso ir, o quê sou capaz de fazer, de onde eu vim e para onde quero ir, sivuple Pararia meu corpo, estático, e olharia friamente nos olhos do chefe da escuna — Mas de uma coisa eu sei, independente de eu não saber quem eu sou, o mar me chama... Algo no mar me é familiar, eu sinto que estou longe de casa e sinto meu corpo pedindo para lutar, eu não estou aqui para ser um civil e muito menos alguém qualquer, eu quero ser livre, ter dinheiro e poder para poder navegar todo esse mar até encontrar o meu lugar de origem e acertar as contas, piratas até agora é a única coisa familiar que eu conheço, algo que desperta minhas memórias, não sei se são coisas boas ou ruins, mas vou me agarrar nessa ideia já que eu não tenho nada — Faria uma pausa respirando fundo — Eu sou um homem, capitão, e eu não temo a morte, é isso que você precisa saber sobre mim. E sobre a mulher? Sim, uma ruiva, grande e forte, bem bárbara mesmo para aguentar aquele frio intenso, porém... — Olharia para os punhos dele e logo após para sua face — Ouso dizer que ela não é mais um problema para sua embarcação, certo? E aliás, não tenho vínculos com ela, um homem viril não se intromete no assunto de outro, cada qual com seu problema, sivuple Diria agora fraquejando, cambaleando um pouco para trás e entornando na garganta todo o café que restaria, me afastaria do capitão e procuraria um lugar perto das paredes na qual eu pudesse sentar e reconfortar minhas costas — Com todo respeito capitão, mas não me sinto bem, eu preciso urgente de fumar um charuto e de um casaco, eu sei que isso pode parecer abuso demais, mas eu não posso evitar... — Mostraria as mãos trêmulas para o mesmo em sinal de abstinência.

Caso o capitão me negasse o que eu pedisse procuraria pelo barco como um louco, como se fosse a única coisa que me sentisse bem, já que no meu caso estava chegando a sentir náuseas naquele momento.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptySeg 28 Jan 2019, 12:45




Narração

Viagem Pt 2


Vendo as respostas do homem, o chefe se mostrava tranquilo e aceitava o que o homem dizia. Tomando um gole de seu chá, ele pegava em seu bolso um pacote com cigarros e um isqueiro. — Por muito tempo eu fui viciado nesse tipo de coisa, mas meus pulmões nasceram com uma pequena debilitação, então, tive que abandonar esse vício. Por isso tomo chá, cada vez que me dá vontade de fumar. Mas se te faz feliz, tome... —falou ele entregando a Strauss — Se está se perguntando porque eu guardo comigo isso? Pra mostrar que posso ter algo que me mata ao meu lado e controla-lo. Isso funciona com as pessoas... — concluiu, voltando-se para seus aposentos.

A embarcação então fluía, os dias começaram a se passar. O atirador havia conseguido os objetos necessários para se saciar. Era lhe dado por Rinaldi cobertas e café, sua especialidade. — O pessoal daquela ilha de antes é muito inocente. Eles não sabem a magia de se criar projéteis. Isso é mágico. Pena que só usam maneiras arcaicas de bárbaros... — comentou ele, olhando a locomoção da embarcação pelo mar. Dia e noite. Noite e dia. A mulher que antes implicava com o homem, agora já havia aceitado mais a carona. Lendo um livro intitulado “A Magia pro trás do Tóxico”, ela tentava ocupar a mente. Enquanto isso, a garota que passava a maior parte do tempo até então ouvindo música, ainda ouvia, isso não havia mudado, mas ela armava espécie de armadilhas para animais de grande porte, olhando alguns manuais. O garoto? Apenas lia um livro sobre contos do mar.

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MensagemAssunto: Re: A Caça e o Caçador   A Caça e o Caçador - Página 2 EmptyTer 29 Jan 2019, 20:19


A Caça e o Caçador 
Para cada gole, um trago!


Entendo... — Diria com um tom desconfortável na voz, tênue, e com um tema melancólico.

Pegaria o maço de cigarros e o isqueiro sem perder tempo, ainda durante a oratória do capitão, retiraria um dos cigarros de dentro do maço e logo-o ascenderia, tragando um pouco nos pulmões e logo pintando o ambiente e névoa branca.

Muito obrigado, sivuple, chá não faz muito meu forte, acho que sou calmo de natureza — Responderia aliviado segurando o cigarro aceso em uma mão e o maço e o isqueiro em outra, ainda sentado no chão observando o rapaz se retirar o local.

Um homem sensato, curiosamente sensato, porém me pareceu ser um sujeito gente boa, cada homem tem seus meios para se tranquilizar, eu? Prefiro minha nicotina, ela fode meu pulmão mas cai bem pro cérebro, alivia na hora, é uma beleza que só. Após deliciar do meu primeiro cigarro que eu me lembre, por esses tempos, procuraria algo para comer e logo após descansar um pouco.

Era nítido que o tempo havia passado desde que zarpamos da ilha de Fernand, completamente cheia de gelo e na qual não vou sentir um pingo de saudade, eu já estava a dias com esses piratas na qual eu não conheço completamente, mas foram um alívio já que me tiraram do sufoco, eu sou muito agradecido, principalmente a Rinaldi. Me levantaria do lugar onde me repousaria, e iria até o convés até a borda, para poder ascender mais um cigarro, resplandecer o horizonte e me sentir confortável em relação ao local, já que mesmo depois de tudo ainda me sentia um estorvo. Mais uma vez retiraria um cigarro e ascenderia, tragando e jogando no ar, coberto pela manta que Van Honrard havia me dado, e agora perceberia que estaria ao encontro dele, que me oferecia uma caneca de café.

Mais uma vez, obrigado... — Tomaria um gole merecido logo após puxaria um trago — Inocente? Pra ser sincero, eu não sabia nem que eles tinham ideia do que era uma arma... Que eu me lembre, vocês e a mulher bárbara são as únicas pessoas na quais eu encontrei naquele cubículo de gelo.

Perderia a atenção um pouco e olharia ao redor para observar o que a embarcação estaria fazendo, e o que eu vi me deixaria um pouco confuso e perplexo, pelo visto cada um deles tem uma função diferente aqui no navio, ou, cada um deles se foca para poder ter uma força de batalha diferente. Aquela mulher que antes havia tido desavenças comigo parece que é focada em toxicologia, o quê me interessava, a de fones não largava as músicas mas estava mexendo com... Com... Eu não sei muito bem o quê era aquilo, até semicerraria os olhos para ver direito, seriam armadilhas para animais, mas pra quê? Eu não saberia e nem fazia ideia. E por fim, o caladão... Ainda era caladão, na dele.


Inicio do Aprendizado de Perícia: Criação de Projéteis


Então você sabe como fazer projéteis? — Responderia intrigado com as palavras do rapaz, enquanto jogava um pouco de névoa para o ar — O julguei mal, monsiuer, eu não esperava que você soubesse esse tipo de coisa.

Existem várias coisas que você não sabe sobre mim — Diria Rinaldi, sorrindo mas de uma maneira diferente dessa vez, com um certo tom de maldade no ar — Strauss.

Ah.. É... Monsiuer.. — Sairia da borda do barco confuso levantando as mãos e até deixando a manta cair no chão — ... Não é bem assim, eu não gosto de... É que... Olha sério, eu prefiro moças jovens, sabe? É meu estilo, desculpe.

O QUÊ?! — O loiro se assutava, também levantaria as mãos e se afastaria de mim não me dando as costas — NÃO É BEM ASSIM, TÁ MALUCO!

Nós dois estávamos andando para trás até o que o loiro caiu no chão, de costas, com as pernas para o ar e sem derrubar um pingo de café no chão, eu apertei as sombrancelhas e franzi o bigode apreensivo se ele havia se machucado, mas como era comum, logo após ele se levantava, tirando a poeira das suas vestes e tomando um gole.

TÁ TUDO BEM! — Rinaldi dizia — TÔ LEGAL! — Ele voltava a tomar um gole de café, pela terceira vez, mas eu sugeria que era para disfarçar o constrangimento — Olha, se nossa conversa acabou e você está confortável aqui, eu já vou indo!

O garoto logo tomava a dianteira caminhando para os interiores da embarcação até que eu não consegui me conter, agi por impulso — ESPERA! — Gritei enquanto ele parava instantaneamente — Hm? — Van Honrard virava a atenção para mim, dessa vez, definitiva.

— Para ser sincero, eu nem tenho certeza se eu sou um atirador, porém eu tenho memórias corporais de armas em minhas mãos, eu sinto a sensação... Eu ainda não tive a oportunidade de testar, mas se for verdade, acho que vou precisar aprender como produzir minha própria munição, certo? — Eu diria confiante, mesmo não sabendo muito o que eu estava fazendo.

Sério? Por essa eu não esperava — O fã de café virava para mim, coçando o couro cabeludo com o fundo da caneca, milagrosamente ainda sem derrubar uma gota — Olha, eu meio que me sinto responsável por você, mesmo você sendo mais velho, até por quê eu que tirei você de Fernand, fiz você entrar na embarcação temporariamente, e se eu deixasse você ir sem uma forma de se proteger, acho que me sentiria culpado pelo resto da minha vida.

— Como eu imaginei, você é um bom rapaz... — Eu respondi assentindo com a cabeça e mostrando respeito — Quando começamos?

Agora! — Respondia Rinaldi, feliz — Na verdade, as coisas que eu ia fazer não eram tãaao importantes assim, e sei lá, eu gosto de bancar uma de professor, vamos?

Eu não havia perdido tempo e logo acompanhei o rapaz, nós fomos até uma espécie de sala no interior do navio, eu acho que deveria ser os aposentos do garoto já que existiam coisas jogadas pelas paredes e pelos móveis típicas dele, tipo garrafas de café, roupões e livros, diversos livros, eu acho que vi também uma espécie de mesa de trabalho para construir várias coisas, com algumas matérias primas em vidros e um baú aberto com umas maquinarias estranha e pedaços de coisas, eu acho que vi uma pistola  ali.

Então Strauss pode sentar onde achar melhor, até no chão se preferir — Ele dizia sem perder tempo puxando uma mesa grande para o nosso encontro — Como você pode ver, eu sou muito fã de café e isso me torna hiperativo demais, então, durante a aula se eu atropelar as palavras peço que me avise.

Ah... Eu... — Gaguejaria sentando em uma espécie de caixote que estava atrás de mim.

O.K! Já que você entendeu, se liga nisso... — Ele pegava um dos livros jogados pela cama dele e colocava em cima da mesa — Esse é um livro que eu achei no West Blue, ele é rico em informações de armamento, foi o inicio da minha curiosidade sobre munições e pode forrar o espaço para nossa aula.

Eu logo peguei aquele livro, observei logo a capa que tinha um título engraçado "O quê matam são as pessoas, não as armas vol.2" com várias armas e munições jogadas em cima da mesa, uma capa com um tema coerente com seu conteúdo e parecia que foi escrita por um tal de "Richard, o Cruel".

Que nome engraçado, sivuple Franzia a testa ao ler o título — Quem é esse Richard?

Eu sei lá — Ele respondia, puxando um caixote e sentando no outro lado da mesa — Vamos ser o mais rápido possíveis com essa aula, não quero que o capitão sinta muito nossa falta. Então, foca na página 37, capítulo 2.

Logo eu abri a tal página e fiquei curioso com seu conteúdo, não era algo comum em qualquer livro, porém, era um livro incomum de um sujeito incomum.

O quê matam são as pessoas, não as armas vol.2:
 

Monsieur, você está me ensinando sobre balas para arma de fogo?— Perguntei na intenção de deixar concreto o quê estávamos fazendo.

Bom... A principio é o inicio padrão do ensinamento de munições, armas de fogo, o quê é mais comum entre os atiradores, você usa esse tipo de munição, correto? — Ele me perguntava.

É... Sim, vamos continuar, certo — Afirmei.

Strauss, entendeu os princípios básicos? A diferença do cartucho, do projétil, como ele é disparado e quais os fatos que realizam isso?  — Agora professor, me perguntava com um tom mais sério do que antes.

Eu sei diferenciar o cartucho que serve para guardar os projéteis da munição da arma, dos então, projéteis que são disparados pela própria arma... Mas, fatores que realizam isso? como ele é disparado? Mesmo lendo ainda não é tão fácil assim... — Afirmei novamente.

Olha, me empresta o livro, por favor  — Agora em mãos do professor — Na segunda estrofe fica bem claro... O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada à frente quando da detonação da espoleta e consequente queima do propelente. É a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo....

Acho que eu entendi, o pino da arma? — Respondi.

De fato... Sim, mas estamos falando de termos técnicos, olha  — O loiro então se levantava e ia até o baú, logo retirava um revolver e voltava a mesa, tirava o tambor e puxava o ferrolho para trás — Tá vendo? Aqui que o projetil fica, e essa é a espoleta que faz a detonação no chumbo, saca?

Ah sim... Ficou melhor agora — Respondi novamente — E os motivos para isso acontecerem?

Olha... Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar, produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente para expelir o projétil — Ele colocava a arma na mesa e indicava no livro, ressaltando as estrofes — Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está contido dentro da espoleta...

Puxou o gatilho, queimou a polvora, explodiu e lançou o projétil para frente? — Respondi novamente — É isso?

O princípio? — Ele perguntava olhando para mim — Sim! Mas se quiser fazer algo customizado com isso precisa dominar melhor seu entendimento em relação a partes diversas

Pega leve monsiuer Respondi — O perito aqui é você...

Pula para página 42 — Ele dizia tomando um ar — Por favor, vamos encurtar um pouco as coisas.

Não vai me fazer falta não? — Respondi retirando um dos cigarros do meu maço, no bolso, acendendo e jogando fumaça para o ar — Nas páginas que pulamos, claro...

Não, relaxa — Rinaldi dizia balançando o ar para dispersar a fumaça — No fim dessa aula você só vai pegar a base, se aperfeiçoar fica com suas tentativas.

O quê matam são as pessoas, não as armas vol.2:
 

É tanta coisa escrita... Tanta informação que eu fico até vesgo de tanto ler — Respondia com a visão um pouco cansada de tanto ler e memorizar.

Está cansado? — Rinaldi dizia prendendo a risada — Companheiro, eu tive que ler isso tudo umas 8 vezes, seguidas, para hoje poder estar te ensinando, não é fácil mesmo.

Imaginei... sivuple Respondia puxando um tanto considerável de fumaça para os pulmões e me sentindo mentalmente cansado.

Straus... — Rinaldi dizia pegando um projétil dentro do baú também — Sabe me responder quais são as três partes de um projétil?

Corpo... Ponta... E... — Respondi ameaçando olhar no livro.

Logo o loiro colocava a mão em cima de onde estava explicado as separações.

Não... Tenta aprender sendo intuitivo, não memorizando, se você aprender vai ser melhor do que memorizar — Ele me mostrava bala, segurando entre seus dedos  — Tá vendo? As três partes são denominadas Ponta, Base e Corpo. São partes fundamentais para você diferenciar na hora de criar sua própria munição, se você confundir elas talvez pode até criar uma bomba se colocar pólvora demais... Cuidado!

Isso é um fato que eu vou lembrar, com certeza — Dizia jogando as cinzas no chão e pegando a bala da mão dele — Interessante a separação de cada parte, como o corpo se desprende da ponta na impulsão... —

É legal, não é?— Ele me respondia — Mas vamos continuar... Dê uma lida nessa parte que nós vamos fazer algo diferente agora.

Estranhamente Rinaldi levantou, e mais uma vez enfiou sua cabeça no baú de bugigangas, e eu não pude fazer nada além de continuar lendo e diferenciando partes de uma bala e afins, eram realmente fatos importantes na criação de um projetil balístico, e futuramente serviria para eu modificar algumas partes dela, mas por enquanto minha criatividade não era tão grande para imaginar tais coisas, já que era difícil suficiente criar uma padrão, quanto mais uma bala modificada.

Strauss...— Rinaldi sentava na mesa comigo novamente, empurrando um pouco o livro e colocando um pano, que ao desenrolar pude ver um pote com um pó, corpos de balas e pontas ocas — Que tal irmos direto para parte prática? Com o livro na mão e com um pouco de prática eu acho que você vai ao menos conseguir fazer uma.

Não me sinto nada confiante em relação a isso, monsieur, mas já estou cansado de ler — Respondi puxando um pouco livro para mim e dando minhas últimas tragadas no cigarro, já que, fogo e pólvora não daria certo.

Aqui nós temos pólvora... Corpos, base e pontas— O fã de café indicava o quê era o que — Eu quero que você crie apenas um projétil funcional, não tenha pressa, porém consulte o livro para ter menores erros, você já tem o ensinamento suficiente, eu acho que consegue.

O.K! — Respondi colocando fim ao meu cigarro, apagando e jogando-o no chão, o quê era estranho já que Rinaldi não brigava comigo.

Comecei pegando a ponta, coloquei bastante pólvora nela, fazia pausas fazendo isso para ver a reação do loiro professor, que era como uma porta, então, eu simplesmente continuava. Logo eu peguei a base, tentando-a encaixar na ponta.

Algo de errado não está certo — Retrucou o rapaz.

O quê?! — Respondi indignado.

Olha direito no livro para ver se a ordem está certa. — Retrucou o rapaz.

Logo voltei a dar uma olhada no livro, e de fato, a ordem estava completamente errada, o quê me fez ficar constrangido de errar tão miseravelmente na frente do meu professor, que não expressava nada, e isso me fez ficar curioso em relação a quantidade de pólvora.

Base. Corpo. Ponta, quantidade de pólvora certa? — Respondi indignado mais uma vez.

O loiro apenas assentiu que sim com a cabeça, dando espaço para que eu pudesse continuar. E de fato continuei na ordem certa, colocando uma quantidade considerável de pólvora.

Acho que terminei — Respondi.

Quer testar? — Retrucou o rapaz colocando o tambor da arma no lugar e entregando em minhas mãos.

Seria bom, né — Respondi encaixando o projétil no espaço vago no tambor — Encaixou certinho, você é perspicaz em, monsieur.

Antes que eu pudesse tomar qualquer atitude, ele assentiu que precisávamos testar lá fora, já que, antes de disparar em qualquer lugar dentro da embarcação, por isso, voltamos até o convés. Eu estava confiante, engatilhei o revolver e mirei para o mar.

Torça para que tudo dê certo, O.K? — Rinaldi dizia com um sorriso maléfico, como esperasse que algo desse errado.

Eu ignorei a atitude estranha do meu professor, e me certifiquei que não havia ninguém vendo ao nosso redor, mirei nas ondas e apertei o gatilho e... Como Rinaldi esperava, ouvi apenas um estouro, vestígio de pólvora na minha mão e fumaça saindo do cano sem ter saído nada.

PORRA! — Respondi assustado jogando a arma no chão do convés e sentindo um ardor de leve, mas porém queimado.

Strauss... É sério, você realmente achou que com aquele tanto de pólvora na ponta não estouraria na fricção? — Loiro ainda dizia com o sorriso na cara, segurando o riso.

E você não me avisou? — Balancei a mão afim de dispersar o ardor e voltei a pegar a arma, para voltar a sala e tentar de novo, sem esperar meu professor, que ficou para trás.

Retornei a fazer o mesmo processo, porém, analisando minuciosamente, no auxílio da consulta ao livro, mesmo não citando a quantidade necessária de pólvora pude ter uma ideia deduzindo a quantidade anterior, novamente capsulei todas as partes da bala, coloquei no tambor e voltei ao convés, no encontro de Rinaldi que observava o mar.

Ainda quer ver? Sivuple Disse agressivamente mirando para as ondas, mais uma vez, porém agora confiante.

Claro, você que manda Strauss — Meu professor agora se mantinha calmo com uma expressão neutra.

Me preparei estralando o pescoço, movimentando para direita e para esquerda, segurei o cabo da arma forte e respirei fundo disparando contra a água... E dessa vez, tudo ocorreu bem, tirando a parte do som do disparo foi um pouco maior que o padrão, talvez devido a quantidade pouquíssimo maior do que a comum.

Parabéns, você conseguiu fazer o básico do básico — Rinaldi estava feliz, retirando a arma da minha mão com medo de dar alguma coisa de ruim — Se você treinar um pouco mais, acho que vai conseguir a perfeição, e só aí, você vai conseguir fazer munições customizadas.

Básico? — Respondi extremamente surpreso e exausto — Esse sufoco todo pelo básico? Mas você vai me entregar o livro, não é?

Claro que não! — Ele respondia sorrindo — Você aprende rápido, Strauss, mas para ser perito é bom que você tenha gravado, e não ter nada consultando vai obrigá-lo a exercitar muito mais vezes.

Desgraça... — Retruquei sentando no convés e escorando as costas na parede, cansado e retirando mais um cigarro do maço.

Exercite-se para ser um profissional! — O loiro descia novamente para o interior do barco com a arma soltando vapor em mãos, dando um "belezinha" com a outra.

Fiquei sentado observando ele voltar a sala de treinamento, mentalmente exausto puxando fumaça para o pulmão, pensando um pouco e tomando um folego para não perecer depois de tanto estudo, porém, bem aproveitado.


Fim do Aprendizado de Perícia: Criação de Projéteis




Rinaldi... — Chamaria atenção dos rapaz, enquanto ainda fumava o cigarro e tomava café — ...Você pode me dizer algumas coisas... E pode pegar um cigarro se quiser — Puxaria o maço para o rapaz deixando a ponta de um cigarro para fora, caso ele não aceitasse apenas guardaria — Na verdade, me esclareça o quê está acontecido? — Faria um tom confuso e olharia sério para o loiro — Me diga, quem são vocês... Assim, na real? Cada um de vocês, eu digo. Quem era aquela selvagem? E o quê tem em Lvneel? — Voltaria a olhar o mar e dar mais algumas tragadas — É horrível estar sem memórias, não contribuir para minha estádia aqui... Eu me sinto um recém nascido por não ter noção de nada. Mas de uma coisa é fato, eu preciso me defender, Van Honrard, como eu consigo armas?


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