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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Deus no céu

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MensagemAssunto: Deus no céu   Deus no céu - Página 2 EmptyQui 27 Dez 2018, 15:53

Relembrando a primeira mensagem :

Deus no céu

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Benedict Pyre. A qual não possui narrador definido.


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Buggy
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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu - Página 2 EmptyDom 24 Fev 2019, 12:14


No rastro

Marinheiros



Ilustres guerreiros, formidáveis defensores da fé e da palavra do Senhor! Finalmente, após tanto esbarrar com demônios e bruxas, finalmente encontro homens dignos deste nome! Senhores virtuosos, que honram a bondosa mão divina que os trouxe neste mundo, eu acreditei por alguns breves momentos que vocês tinham sumido desta ilha apodrecida pelo pecado! Meus olhos se enchem de esperança ao ver este oásis de acatamento, e ouço com atenção e deleite as palavras do ruivo, que parecia ser o mais aberto dos quatro; que grandioso serviço eles prestam a esta ilha, a um ponto que eu até me pergunto se ela o merece. Não, mas o que estou dizendo? Toda criança que nasce aqui merece uma chance de crescer aos lados de Deus, e é meu dever sagrado lhes dar um mundo sem pecadores onde viver! E, primeiro, eu preciso encontrar esta Succubus horripilante, que corrompe tudo e todos que toca. E, para isso... eu devo encontra-la.

Mas uma palavra do marinheiro atraiu minha atenção. Os trombadinhas... eles pegaram um. E se ele é viciado em drogas, esta pode ser minha chance de ouro. Hah, é um caminho perfeito até o topo! Apenas preciso fazer ele desembuchar, e ele abrirá os portões do inferno para mim. Afinal, ele não deve passar de um lacaio daquela bruxa, e ele tem que receber suas ordens de algum lugar. Assim que ouço sobre a conversão extremamente nobre e honorável, sinto que é hora de intervir. Deus iluminou o caminho em direção desta alma perdida, e quem sou eu, além de um mero mortal, para negar a proposta do Santíssimo? Curvar-me-ia sobre a mesa, lentamente, acariciando minha barba rala, e diria, o tom de voz interessado.

Uma conversão, é? Muito nobre, senhores. Mas quem sabe a palavra de Deus ajude-o a fazer sua escolha... entendam, é minha especialidade. Além disso, há algumas perguntas que eu gostaria de fazer a um jovem daqueles.

Então, vejo a prostituta se aproximando e interagindo com os marinheiros, e sinto meu cérebro fumegar de raiva, mas eu consigo me controlar antes que meu rosto inteiro ficasse vermelho e fumaça começasse a sair de minhas orelhas. A ira é um pecado capital, e não deixarei que esta meretriz qualquer me faça ser consumido por ela. Sei que este é o seu objetivo cruel, assim como ela tenta seduzir os bravos marinheiros a abandonarem suas missões sagradas. Se dependesse apenas de mim, ela já estaria crucificada aqui mesmo, mas, infelizmente, eu devo me controlar. Deus me confiou uma tarefa clara, e eu não irei deixa-la de lado por uma mera prostituta. Além disso, quem sabe ela não seja um caso especial, como Maria Madalena. Quando meu trabalho foi encerrado, talvez eu a encontre, arrependida, em uma capela a pedir santuário para a Santa Madalena. Um homem pode sonhar. Eu acariciaria Sif, como se eu estivesse a pedir este milagre a Deus, antes de me encostar novamente no dorso da cadeira.

Bem, acredito que eu não precise esconder nada de homens bravos, corajosos e virtuosos como vocês, senhores. Eu estou à procura de uma certa pecadora, uma abominação aos reinos divinos, e acredito que os senhores podem me auxiliar nesta cruzada. Ela se chama... - Agarraria meu crucifixo com força, para me proteger de qualquer feitiçaria que a menção de um home tão amaldiçoado pudesse trazer - Amy Whiney Mouse. Uma vil criatura.

Mas, por incrível que pareça, dizer isto em voz alta me encheu de uma determinação de ferro. Sinto a luz de Deus iluminando meus dedos quando eles tocam no crucifixo dourado, e a aura santa de Sif me protegendo de todo mal que pudesse vir a me atacar. Então eu me ergueria, tomado de um brusco ímpeto e descarga de adrenalina, e afirmaria, brandamente, para toda alma que se atrevesse a ouvir:

Pois esta é a minha missão sagrada! Deus me confiou, com suas próprias mãos, a tarefa de limpar este mundo, de transforma-lo no paraíso que ele tanto almeja, antes que Adão e Eva o tenham jogado nas presas do pecado! E, para isso, eu preciso primeiro purgar esta ilha da calamidade que a assola, todas estas drogas que a maldita bruxa fornece para corromper a população ingênua! Eu sou um soldado de Deus, e é meu dever defender seu reino. Agora digam-me, leais seguidores da fé, vocês estão comigo? Para dar um fim a esta peste?

Ficaria de pé, meus olhos vermelhos tão grande era a emoção que eu transporia no discurso, e olharia para os quatro marinheiros, quase implorando com o olhar que eles se juntassem à minha causa. Agora... agora veremos. Se eu consigo imitar os discursos grandiosos Gerion, ou se sou ainda um servo ruim demais para o Senhor.





Histórico:
 

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Pippos
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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu - Página 2 EmptyDom 10 Mar 2019, 12:03



Narração - Post 01


O clima daquela densa região, mantinha-se gélido, uma temperatura um tanto quanto arrepiante. Nada muito fora do comum nesta ilha cujo clima predominante é o inverno. Dentro do estabelecimento uma espécie de espécie de leve brisa acabava por atormentar as pernas do temente a Deus. E diante da primeira vociferação do padre para com os marinheiros, um dos homens gargalhava levemente, tratava-se do loiro de madeixas não tão longas. - Ué?! Perdoe-me de minha intromissão em suas palavras, ó senhor, mas os civis tem a vida inteira para aprender e obedecer as regras da sociedade. Sim. Tentamos conversar para fazê-lo unir-se a nós, mas não creio que vossas palavras o fariam desistir de seus ideais. Eu cresci com a filosofia de que se está cometendo delitos, não pensa em deixar de cometê-los e não deseja melhorar, perdão, mas cria-se na base da violência ou com a prisão. - Respondia em um bom tom para o clérico, almejando mostrar todo a sua ideologia para com os civis.

- Calma, Jeff. Sabemos da sua bruta história de vida onde você apanhou muito para ser um bom homem hoje. Mas temos que respeitar a opinião desse senhor, qual seria o problema de deixá-lo conversar com o garoto? - Respondia ao seu amigo em um tom cordial sem muito pestanejar, afinal, não custaria nada deixar que um bom civil fizesse algumas perguntas a um jovem adolescente. - Bem, sobre a Amy, estamos sim à procura desta criminosa, mas como já é fácil de se dizer aqui na cidade, ela possui muitos contatos, ou seja, quando você acha que está chegando nela, ela já sabe. Parece ser algo bem problemático, mas quanto à sua missão sagrada, você já pensou em fazer parte da marinha para continuar pregando suas palavras? Mas agora dentro de um grupo que se une, que trabalha, que se esforça para fazer a justiça. O que acha? - O astuto homem de cabelos cor de fogo parecia ascender em um espírito cordial de tentar fazer o temente a Deus unir suas forças ao grupo.

Não sabia-se ao certo a opinião do ceifador, mas era evidente que, agora, depois de terminarem de saciar seu café da manhã em uma região fora do comum para eventuais marinheiros, agora logo começavam a se levantar. Todos eram mais baixos do que o alto Benedict e, sem muito demorar, ele ainda pôde ver a Mega cochichar algo no ouvido do marinheiro loiro, mas este descontraia e sorria deixando de lado as palavras daquela amedrontada prostituta. Depois de pagar para todos, o ruivo logo sorria e caminhava até a porta do estabelecimento e, abrindo-a, aquela leve brisa de antes agora era muito mais intensificada, algo que chegava até a dar um leve calafrio no corpo do padre. Sim, esta cidade tinha um inverno bem intenso, mas Benedict já estava acostumado com o clima de sua cidade natal onde vivera desde que nasceu.

Caso saísse do estabelecimento junto aos marinheiros, logo poderia fitar que o grupo em questão parecia ser bem popular na cidade, comunicavam-se com os civis na maior tranquilidade possível, e a reciprocidade dos cidadãos deixava um clima sempre confortável. Mas que logo estariam à frente de um enorme Quartel general da marinha cujo tamanho realmente era de se impressionar. Sem muito se questionar, logo estariam diante de uma bela entrada, portão grande, cujo parecia não haver nenhum porteiro. Talvez não fosse muito comum ter pessoas entrando por ali para querer praticar delitos. Dentro já haveria uma sala de porte bem acentuado, cujo logo caminhariam para dentro de uma espécie de prisão. E, em uma destas celas, havia um adolescente magro, pele clara, cabelos negros e sem camisa. - Ali está o jovem. - Apontou para a cela em questão e o garoto rapidamente olhava para o grupo ficando brevemente assustado ao ver Pyre com uma foice em suas costas. - Por favor, não me matem, o que eu tenho que fazer?

Caso o padre continuasse no interior daquele âmbito, logo poderia ver a suposta Meg a cochichar um pouco com àquela dama no qual havia levemente agredido antes de entrar àquela densa e inapropriada localidade. E mais uma vez a mulher antes empurrada continuaria a encarar a face do senhor de barba rala e sem delongas logo caminharia para sussurrar algumas palavras no ouvido de um homem negro de porte físico acentuado que parecia estar sentado bebendo alguma bebida de leve por ali no bar. Mas logo se levantava e começaria a encarar o ceifador, era um homem alto, mas ainda era menor do que Benedict.

Histórico Benedict:
 

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Citação :
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Buggy
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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu - Página 2 EmptyTer 11 Jun 2019, 17:40


No rastro

Larápio



Minha nossa, mas este homem... este marinheiro deve ser um santo. Finalmente encontro alguém de sensato, que conhece o real caminho para a salvação! Todos estes charlatões, que se dizem padres e pregam amor e perdão a pecadores são tão ruins quanto demônios! Agora, este bravo marinheiro compreende e aplica a palavra do Senhor. Sinto vontade de me curvar, me ajoelhar perante a ele, mas meus joelho travam antes que eu pudesse fazer o mínimo movimento. Eu estava realmente prestes a me curvar perante a um mortal, que, apesar de bom índole, não passa de um ser humano qualquer? Isto é loucura, loucura! Perdoe-me, Deus, eu não sei o que me veio a mente. Cultuar algo outro que o Senhor seria um pecado que eu nunca ousaria cometer! Eu apenas... aprecio um homem que tenha a ideologia correta. E este aqui... me parece ter sido enviado pelo Senhor pessoalmente. Um aliado para ajudar-me a resplandecer luz no abismo que aquela criatura criou em minha terra natal.

O outro porém, não me parece tão iluminado quanto seu amigo. Se bem que... pobres ignorantes, eles acreditam que eu sou um religioso tolo e doutrinado que prega a paz, o perdão, a absolvição? Pois bem, nosso amigo loiro terá uma bela surpresa. Abro um pequeno sorriso contendo um misto de orgulho, felicidade e alivio por ter encontrado estes cavaleiros sagrados, e continuo a ouvir, quase em êxtase. O senhor não teria me deixado só na escuridão, para tornar-me presa dos demônios que jurei trancar no inferno a sete chaves. Sempre há uma luz, um anjo guardião, um espírito amigo em minha árdua jornada. Após o segundo marinheiro terminar seu discurso, eu levo minha mão à minha barba cinza, coçando-a lentamente. Juntar-me à marinha, é? Não, não, não é uma boa ideia. Eu tenho uma missão maior a alcançar além da ordem e da paz; pois é na grama calma e passiva que se esconde a cobra do pecado.

Então, com minha determinação mais sólida do que nunca, eu me ergueria, deixando a cadeira atrás de mim tombar; eu poria as duas mãos na mesa, e abriria um sorriso ansioso, deixando meu crucifixo pender no ar, balançando de um lado para o outro, como um pêndulo. Começaria a dizer, a voz não muito forte para não chamar tanta atenção, mas firme o suficiente para que os marinheiros percebessem que eu não brinco com minhas palavras.

Ora, meus bons senhores, vocês não me conhecem nem um pouco, não é? Talvez vocês saibam quem sou, sou o bispo desta cidade, ou pelo menos era. O aprendiz do santíssimo Gerion, se este nome lhes diz algo. Enfim, eu acredito que o senhor - apontaria para o loiro, acenando da cabeça de maneira aprovadora- tem absoluta razão. O caminho até o senhor não pode ter desvios, ou um pagamento carnal deve ser realizado. Apenas a dor é prova de uma real absolvição. Então, meu caro... espero que não leve isto mal, mas eu sou um expert neste tipo de perdão. Se vocês me permitirem, eu gostaria de mostrar a este garoto a palavra do Senhor. De meu jeito, obviamente.

Terminaria minha proposta tocando o cabo de minha foice, passando o dedão sobre ela lentamente. A insinuação seria bem clara. Então, eu continuaria falando, desta vez para responder à proposta do outro marinheiro:

Marinha, é? Talvez não seja uma ideia ruim... mas eu devo recusar desta vez. Eu sigo apenas um senhor, e este é Deus. Obedecer ordens de um superior que não está no clérigo, e que poderia muito bem ser um ateu, ou um pecador seria blasfêmia a um nível muito maior do que o que eu poderia me permitir de fazer. Porém, eu farei meu melhor para auxiliar guerreiros bravos e virtuosos como os senhores. Afinal, esta minha santíssima missão.

Após terminar meu discurso, eu veria os marinheiros se levantando, prontos para pegar suas armas, preparando-se para o combate contra os portões do inferno que abriram, deixando escapar as criaturas das mais hediondas, como aquela vil Succubus. Eu terei sua cabeça, bruxa, antes que o sol se ponha. Eu hei de trazer um fim ao seu reinado de sombras e pecado, custe o que custar. Olharia para Sif, vendo as chamas de Deus queimarem em seus olhos, como para realizar um juramento ao senhor; eu não falharei nesta missão. Olharia então para cima, contemplando meus mais novos aliados, os soldados de Deus que lutarão comigo nas linhas de frente do Armagedom, porém... vejo aquela prostituta maldita, a rapariga pecadora que tenta desesperadamente de corromper o coração destes homens. Pois que ela faça os esforços que queira! Sob a luz do Senhor, não há nenhum demônio que não queime, independente de quanto ele espernear!

Seguiria então os marinheiros para fora do estabelecimento, abandonando este covil de perfídia e excessos de uma vez por todas. Argh, me sinto impuro apenas tendo passado por aqui. Se bem que eu tenho que sujar minhas mãos se eu quiser expurgar todos os pecados; eu sempre soube que isto não seria fácil, e que eu teria que entrar no inferno para erradica-lo. Sentido o frio acolhedor do exterior, longe daqueles pecadores, eu andaria até o QG da gloriosa Marinha, observando com uma certa admiração o amor que o povo mostrava aos marinheiros. Porém... eu tenho certeza que a maioria não passa de pecadores, monstros que se escondem da espada do Senhor para atacar pelas sombras. Eis uma das razões pela qual eu não poderia ser marinheiro: se coubesse apenas a mim, cada um deles passaria por um julgamento, e receberia um castigo de acordo com seus pecados. Futuramente, em um dia melhor, eu poderei fazê-lo. por enquanto, porém, eu devo fazer pequenos passos. Uma igreja não é construida em apenas um dia.

Ao chegar em frente à cela do larápio, eu não pude deixar de sentir uma ponta de pena por aquela pobre alma perdida. Distanciada  do caminho correto por aquela mil vezes maldita bruxa, este... garoto não tem culpa do que virou. Sinto que é meu dever como agente do Senhor de repô-lo no caminho de Deus. E eu começarei com uma pequeno seção de perdão... então, ele irá me ajudar de volta, como pagamento pelos serviços santos que lhe concederei. Sim, é o que deve ser feito. Apenas ouvir sua voz trêmula me preenche de raiva por aquela Succubus; ela transformou este jovem, que poderia ter virado um guerreiro divino e destemido, em nada mais que uma barata que se esconde frente à Luz. Resoluto, eu acenaria com a cabeça para os marinheiros ao meu lado, assinalando que eu estaria pronto para entrar. Então, eu começaria minha sessão, o grande crucifixo dourado brilhando cada vez mais forte aos meus olhos, ao ponto de preencher a peça. Eu o veria luzir como mil sois, sentindo a presença do Senhor comigo. Sif, normalmente, seguiria meus passos, e me curvaria sobre o garoto, analisando-o dos pés à cabeça. Então eu bradaria, repentinamente, minha voz tomada de um vigor poderoso:

Garoto! Olhe como você deixou seu coração se escurecer, sua consciência apodrecer, suas forças emagrecerem! Olhe para si mesmo, e olhe para o céu! Você não vê? Não vê que virou suas costas a Deus, abandonou tudo que é santo, o que é sagrado, para tornar-se um ladrão, um pecador, um exilado do Céu? Vale tanto a pena de trair a confiança do Criador, aquele que tudo te deu? Não, claro que não! Nenhum prazer carnal pode triunfar sobre a virtuosidade e a luz que o Senhor traz às almas. Você foi corrompido, e pecou. O que tem a dizer sobre isso?

Deixaria o garoto falar, meu rosto colando cada vez mais no dele, e eu faria sinal para Sif se aproximar do garoto, para intimida-lo. A presença divina que ele contém seria suficiente para atordoar até o mais perdido dos pecadores. Então, a resposta do garoto poderia seguir três padrões: ou ele imploraria por perdão, ou ele daria uma desculpa fajuta, ou ele se manteria obtuso em sua decisão. Se bem que eu acredito que a terceira opção seja bem improvável: nenhum humano normal, muito menos uma criança, é imune a luz que Deus traz. Porém, se este for o caso, minhas sobrancelhas começariam a franzir-se, veias começando a saltar em minha testa, e eu poria meus dentes a mostra, deixando uma pequena fumaça sair por entre eles, antes de, em um movimento brusco, plantar a ponta de minha foice na palma de sua mão, e eu grunhiria, a ira divina começando a tomar conta de mim:

Pois é assim que você trata a palavra de Deus, é? Eu te ensinarei uma lição, moleque, em sangue e dor. Vou expurgar seus pecados com esta lâmina aqui, até que você decida seguir o caminho até o Céu, ou que você caia no inferno. A escolha é sua, pequeno diabo: você prefere a salvação, ou a morte?

Se ele começasse a se justificar, eu poria minha mão sobre sua boca, silenciando-o e tomando minha foice em mão. Eu gritaria então, a voz firme e sem hesitação, para dar um susto no garoto:

NÃO! Não ha desculpas para se desviar do caminho de Deus! E ele não quer ouvir suas mentiras, ou suas desculpas esfarrapadas! O que ele quer, é que você se arrependa, pague pelos seus pecados, e haja com virtuosidade no futuro.-

Eu bateria com o cabo em minha própria mão repetidamente, deixando vários baques ecoarem pela cela antes de continuar. Então, que ele tenha tentado se justificar, ou que ele tenha implorado por perdão, eu começaria a dizer, pondo um pé sobre seu ombro, prendendo-o contra o muro.

Agora, eu tenho um ótima proposta para você, talvez ainda melhor do que o que você merece. Escute me bem, garoto. Após o arrependimento, vem o pagamento. Você receberá exatamente sete golpes do cabo de minha foice, um para cada pecado capital. Então, você me dirá onde está aquela bruxa, Amy Whiney Mouse, ou como eu posso encontra-la. Depois disso, você irá jurar que nunca mais irá contra a lei do Senhor. Então, e somente então, a luz de Deus poderá te guiar. O que me diz, alma perdida? Você pegará minha mão, ou cairá para sempre no abismo?

Eu tiraria o pé de seu ombro, reerguendo-me e esticando minhas costas completamente, aguardando solenemente a escolha deste pequeno pecador. Que o Senhor ilumine sua mente, pois não creio que ele pode ilumina-la por si só.




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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu - Página 2 EmptyQui 13 Jun 2019, 18:53


O caminho da senhor é tortuoso e Pyre tinha ciência disso, ao encarar a criança o padre não o culpava por suas ações. Benedict sabia que o menino havia sido desviado do  caminho correto por uma alma maligna, e tinha convicção de que o jovem podia se redmir. Ao indagar ao prisioneiro sobre suas ações obtinha uma resposta chorosa -Perdão senhor, a fome era grande e a carne era fraca- Lagrimas corriam pelo rosto do menino -Me deram comida e formas para viver, eu não tinha escolha- Aos prantos o menino relatava seus motivos, Benedict ja se encontrava  sobre o mesmo. A presença do cervo de Deus certamente amedrontava o jovem, e como se não bastasse seu companheiro canino também se aproximava. O terror sentido pela criança era visível, ele temia por sua vida. Antes que pudesse continuar com suas desculpas o ceifador o calava, o jovem por sua vez cessava com suas pobres argumentações, porem não com suas lagrimas. O ceifador então começava a bater a foice contra sua mão, parecia estar impaciente. A cada batida era possível ver o corpo da criança se contraindo o medo tomara seu corpo e o fizera de morada.

Insatisfeito com a reação da pequena e ingênua figura o padre partia para agressão. Com sua perna pressionava o menino contra a parede, o jovem sem forças para se opor a grande figura chocava-se contra o concreto e emitia grunhidos de dor. As lagrimas da criança formavam uma cachoeira cristalina sobre seu rosto, a junção de medo e dor intensificava seu sofrimento. Os oficias que observavam tal cena ficavam atônitos para com a situação, a violência exercida pelo clérigo era chocante. Antes que pudessem tomar qualquer ação Benedict brandia seus termos ao jovem, que arregalava seus olhos encarando o homem e sua foice. Os sete golpes soavam como sua morte e temendo por seu destino o jovem gritava - NÃO SENHOR! POR FAVOR! EU ME ARREPENDO DO QUE FIZ E JURO MELHORAR E ABANDONAR ESSA VIDA.- O grito ecoava pela cela.-EU NÂO SEI COMO ENCONTRA ELA, MAS TODOS OS DIAS CARREGAMENTOS CHEGAM PELO PORTO ELA PROVAVELMENTE DEVE ESTAR POR LÀ.- A criança soluçava em meio a suas palavras, com os olhos grudados em Benedict ela suplicava - EU NÂO VOU AGUENTAR SENHOR! AO FINAL DA TARDE...- sua suplica era cortada por uma tosse forte, causada pela pressão da perna sobre seu corpo.-ao final da tarde os navios chegam senhor- Terminava o menino com uma voz baixa e quase inaudível e cobria sua cbeça com seu braço como se quisesse se proteger.

Antes que o padre pudesse realizar qualquer outra ação, os marinheiros intervinham -Perdão a intromissão padre, mas parece que o jovem já falou tudo o que sabe.- O oficial que havia ganhado a afeição de Benedic dizia e botava a mão sobre seu ombro - E não podemos deixar que senhor machuque o prisioneiro sobre nossa supervisão, mas garanto que ele será punido de forma justa sobre os olhos de Deus aqui dentro.- Concluía retirando calmamente o clérigo de cima do menino.- Nos devemos despachar um grupo para averiguar a pista, se for de seu agrado acho que é possível que nos acompanhe- Dizia o segundo oficial. No caso de Benedict resolver acompanhar os marinheiros, encontraria em outro estabelecimento do QG mais dois integrantes de seu grupo e junto com os dois oficiais de antes rumariam em direção ao porto. Se opôs-se seria escoltado para forá do QG pela dupla, recebendo novamente desculpas dos mesmos e estaria livre para realizar qualquer que fossem seus desejos. Uma coisa era certa, Pyre não teria a chance de punir o menino com suas próprias mãos.

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