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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Deus no céu

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MensagemAssunto: Deus no céu   Deus no céu EmptyQui 27 Dez 2018, 15:53

Deus no céu

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Benedict Pyre. A qual não possui narrador definido.


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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyQui 27 Dez 2018, 19:22


 

Gênese



Vergonhoso. Apenas passar o olhar pelas pessoas desta ilha, todos os criminosos em pele de cordeiro, os pecadores que se creem santos faz meu estômago se revirar com desprezo. Cada um deles, vivendo sua vida de depravação, longe das palavras de Deus, longe demais da salvação, deve ser punido. Há tempo demais a Igreja apenas fecha seus olhos, aceitando meras confissões como garantia da piedade dos piores perversos que este mundo abriga. Deus, passe a palavra a Gerion, se bem lhe aprouver: eu hei de reencontra-lo, carregando em minhas costas mil corações de ignorantes que ousaram profanar a vossa criação. Ouça-me, Senhor, e conceda forças aos meus braços, determinação ao meu espírito, e eterna purgação aos que eu lhe enviar. Agora minha missão sagrada começa, e terminará apenas com seu sucesso, ou minha morte. Oh Senhor, sagrado seja vós... tudo que faço, faço pelo santíssimo nome.

Após a breve reza, beijaria meu crucifixo, olhando para o céu em respeito ao Todo-poderoso. Um dia eu o verei, meu Senhor; mas não antes de fazer a Vossa Vontade. Eu não teria coragem de olha-lo em toda sua grandiosidade enquanto meu nome for manchado por uma tarefa não feita. Erguer-me-ia então, motivado pelas forças divinas. Esfregaria o pó de meus joelhos, que já não latejam mais, mesmo após horas de rezas. Procuraria por Sif, o escolhido, o arauto de Deus, lhe dizendo, a cabeça abaixada em humildade:

Vê, Senhor? Minha piedade apenas cresce com o tempo.

Resoluto, eu olharia minhas mãos vazias, envergonhado de minha própria inutilidade. Como posso fazer jus ao status que possuo sem nenhum utensílio para trabalhar? Sem nenhuma arma? O Diabo há de me zombar, e todos os hereges com ele, em uníssono. Não, eu preciso me armar. Um fazendeiro não pode arar sem enxada, assim como eu não posso trabalhar sem minha foice. Sentindo o punhado de dinheiro em meu bolso, eu seguiria firme para a loja de armas mais próxima, ouvindo o tilintar das moedas. Porém, eu faria meu melhor para ignorar o som: a ganância é um dos piores pecados que há; mas apenas ver o vigilante divino, Sif, andar ao meu lado me afasta de todas as tentações que Belzebu envia a mim para me afastar de minha sagrada missão. Porém, meu espírito é de ferro, e nenhum demônio, por mais perverso que seja, irá me desviar de meu caminho. Eu, Benedict Pyre, sou um humilde servo do Lorde, e nada mais.

Ao alcançar a loja, eu apenas entraria no local, apontando para uma foice, enquanto dissesse, a voz tão pomposa quanto eu pudesse torna-la; infelizmente, meu talento oratório não chega nem perto do de Gerion. Se apenas eu pudesse espalhar a palavra do Senhor como ele faz...

Saudações, filho de Deus. Por favor, me procure uma daquelas armas. Eu pagarei por ela, obviamente. Mas lembre-se, meu caro, quando estas moedas chegarem ao seu bolso: "De nada servem riquezas no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte." - Provérbios, 11:4.

Aguardaria ter a foice em minhas mãos antes de dar a quantia ao vendedor, então tirando meu chapéu e lhe perguntando, humildemente:

Como Deus transpôs um senhor tão virtuoso a minha frente, diga-me, meu caro; há algum pecador por aqui que anda corrompendo a ordem da criação do Senhor? Ou, bem, como vocês mais comumente chamam, algum criminoso?

Aguardaria por sua resposta, afagando a pelugem de Sif, que deveria estar ao meu lado. Apenas encostar nele me faz sentir diretamente conectado com o Todo-poderoso, e me preenche de uma resolução inabalável. Não se preocupe, meu Senhor: o dia de Julgamento Final há de vir, e todo pecador há de sofrer a vossa ira por minhas mãos.



Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyTer 01 Jan 2019, 20:35


NARRAÇÃO
Deus no Céu

Os ventos gelados do inverno traziam consigo o resquício de o que um dia já foram folhas verdes de árvores, que assim como os pecadores da terra, secavam, definhavam e caíam ao chão no final de suas vidas medíocres. Em meio as pequenas casas gélidas, o dia amanhecia como um arauto de uma nova tragédia. os cães não latiram nas ruas, os pássaros não cantavam, e apenas o murmúrio de um homem e seus lamentos enquanto rezava era a única coisa que quebrava o gelo daquele amanhecer. As roupas sujas com a terra e a neve grudada em seu joelho calejado com os anos que carregava sobre eles, se desdobraram após o término de sua prece.

Ao seu lado, o cão que era seu único e fiel companheiro e também seu vigia de Deus se encontrava faminto e ao ver seu dono se levantar, foi ao seu encontro pedindo algum consolo em suas orelhas gélidas. As mãos vazias que acariciavam o cão lembravam a si mesmo de sua miséria. Um servo de Deus estava sem cumprir sua mais alta tarefa, mas para isso, precisava de uma boa arma e somente as moedas que tinha em seus bolsos talvez pudesse ajudar um pouco. Com o dinheiro em mãos e com passos cautelosos, Benedict andava por entre as ruas da ilha, sentindo o cheiro da lama que se formava junto aquela pouca neve. O cão estava ao seu lado, farejando por algo para comer enquanto seu dono seguia pleno para a loja de armas mais próxima.

No caminho, pôde ver vários homens jogados em sarjetas entre as ruas. Bêbados da pior espécie. O vício podia não ser um dos pecados capitais, mas fazia tão mal quanto qualquer outro. Ver os homens ali, jovens e cheios de vigor ainda e com uma longa vida frente ainda, era um desperdício humano de potencial, um desperdício de almas para o Criador. Carrancudo e com um pouco de frio, seguiu até a loja que estava começando a abrir. Avistou uma bela moça, jovem e ingênua em torno de seus vinte anos de idade. ela estava terminando de abrir a loja quando avistou a figura magra e estranha de Benedict. Ela logo o viu apontar para as foices e sorrindo pegou uma delas e entregou nas mãos do homem, que a analisou.

- Essa é muito boa, foi afiada recentemente. Custa B$30.000. - Ela disse antes de receber o dinheiro do homem, sorrindo ela abriu o caixa e logo depositou o dinheiro ali. Ela arqueou uma das sobrancelhas ao ouvir suas palavras estranhas, mas como era um velho e possivelmente louco, a garota apontou para uma das paredes a onde havia vários cartazes de procurados pela ilha. - Todos aqueles ali são pessoas que cometeram algum crime, alguns maior, outros menores… - Ela disse antes de se voltar a arrumar as armas no mostruário da loja.

Benedict poderia ir até em frente ao mural dos procurados, havia vários cartazes ali, mas apenas 2 deles correspondiam a possíveis criminosos que atuavam na ilha e não em todo o mundo como os outros. Ao observar bem, encontraria:

Amy Whiney Mouse:
 

Laura Crossfit:
 

Histórico Benedict:
 







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Última edição por Luizatomita em Qui 03 Jan 2019, 23:08, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyQua 02 Jan 2019, 17:05


 

Alvo



Não creio que conseguirei segurar minhas lágrimas... não, é impossível. Apenas passar o olhar, sentir o cheiro destas almas perdidas, corroidas pelo vicio, pelas drogas me enche de uma tristeza sem precedentes. Olhe só para esta desgraça, esta tragédia... uma parte tão vital da criação do Senhor tratada desta forma, tornando-se uma humilhação para Seu glorioso Nome. Isto não é aceitável, é um ultraje! Como eles ousam deformar de maneira tão perversa o nosso santíssimo corpo, que Deus criou à sua imagem com tanto amor e paixão! Como eles ousam ridicularizar a forma que Jesus Cristo em pessoa tomou para nos agraciar com Sua presença! Inevitavelmente, uma lágrima solitária escorre pelo meu rosto, mas eu logo a enxugo com minha manga, mordendo o lábio de raiva. Eu deveria mandar todos estes destroços, estes restos de humanos para o andar mais fundo dos infernos... mas isto seria em vão. Não, matar viciados de nada vai servir: eu estaria apenas tapando os buracos com fita adesiva. Eu preciso cortar a raiz de todo este pecado, cortar a cabeça da serpente que está a corromper as ovelhas do Grande Pastor. E eu juro, nesta lágrima que acaba de deixar meu olho, que isto será feito, e eu não descansarei até eu salvar todas estas almas da eterna danação. Amém.

Com estas palavras, meu choro de pena e ódio já tendo passado, eu adentro a loja, e sou tratado como se deve por uma filha de Deus. Negócios como sempre são feitos, e eu me livro das tentações douradas que pesavam em meu bolso e minha consciência, mas o que mais me atrai são aqueles cartazes espalhados pelo muro, cada um exibindo um Judas pior que o outro, e apenas ficar fitando a mascara portada por todos estes demônios, estas incarnações do próprio pecado faz minha cruz queimar meu peito como ferro quente, e meus olhos encherem-se de sangue? Se somente eu pudesse lançar uma praga como Moisés o fez contra o faraó, o mundo seria um lugar melhor, e o Todo-Poderoso poderia descansar tranquilamente, sabendo que sua Criação está em boas mãos. Mas como sou tolo! Como posso ser tão cego! Deus lançou sim uma praga contra todos estes monstros! Esta praga... sou eu.

Observo os nomes e rostos de cada um daqueles pecadores desprezíveis, porém, infelizmente, apenas dois estão ao meu alcance neste momento; pior ainda, apenas poderei cuidar de um neste instante. Pois bem, uma escolha há de ser feita, e que o Senhor guie minha decisão com sua infinita sabedoria. Analisaria ambos os cafajestes com atenção, a duvida semeada em minha mente; como poderia eu, um mero servo, decidir qual pecado é pior que o outro? Todo pecado é merecedor de punição carnal, porém... uma hierarquia deles existiria? Bem, não que isso importe: afinal, eu irei acabar com cada um deles, então pouco importa a ordem. Mesmo assim, todavia, eu devo fazer uma escolha agora. Vejamos... uma traficante de drogas, ou uma ladra? Heh, parece que tudo ficou mais claro! Meu dilema desapareceu antes mesmo que ele me causasse sofrimento! Deve ter sido obra do Senhor, que, onisciente, soube me fazer passar por aquelas sarjetas infestadas de viciados, que arruinaram o mais sagrado presente que Deus lhes deu, e me fazer jurar vingança contra o causador de toda esta depravação e falta de respeito imensa. Sim, sim, só pode parte de seu grande plano divino, e eu não ousaria nem em dez milênios duvidar de sua obra! Eu hei de caçar esta Amy, esta cria de Satã que veio para corromper a humanidade! E ela há de sofrer a pena máxima.

Resoluto, e reconfortado pelo fato que Deus ainda está a me guiar, uma presença sempre bem-vinda ao meu lado, eu arrancaria o cartaz do muro, para manter o rosto da próxima vitima de minha expurgação sempre ao meu lado; afinal, eu não posso permitir a um demônio destes escapar por entre meus dedos, livre para aterrorizar e profanar o mundo, por causa de um erro ignorante meu. Eu mostraria o cartaz a Sif, curvando-me e dizendo-lhe, o tom elogioso:

Compreendi a Vossa mensagem, Senhor. Quanta sabedoria o Senhor possui para me guiar tão brilhantemente! Não preocupai-vos: eu farei jus ao Vosso Nome, e o pecador pagará como se deve.

Giraria sobre meus calcanhares rapidamente, em um movimento fluido e seguiria até a vendedora, o passo nunca trêmulo. Eu bateria na mesa com força, virando o rosto da maldita Amy para cima, e olhando a vendedora fixamente nos olhos.

Diga-me, obre criatura, filha de Deus; eu e tu seguimos o mesmo caminho, o caminho que Deus nos formou. "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. " Gálatas 6:2. Ajude-me, irmã, para que eu possa eu mesmo ajudar o mundo. Diga-me tudo que sabe sobre esta perversa pecadora, e eu hei de dar um fim ao seu reinado de terror.

Terminaria então meu pedido retirando o chapéu e curvando minha cabeça, em um sinal de humildade. Ouviria sua resposta então, tentando perceber com o canto de meu olho o que Sif estaria a morder desta vez. Assim que ela dissesse tudo que soubesse, eu agradeceria com um amplo movimento, lhe dizendo antes de sair da loja:

Você tem toda minha gratidão. Siga seu caminho, e lembre-se de não deixar Deus de lado; pois ele é tudo que temos. Tenha um santo dia.

Eu seguiria até a porta, sentindo novamente o frio em minha pele; mas para mim isto não importa. Deus há de aquecer meu coração e me preencher de vigor para que nenhuma tempestade ou nevasca possa me afrouxar. Pois minha tarefa sagrada é Sua Vontade; e Amy, este diabo em pele de mulher, há de ser o primeiro alvo de minha Inquisição. Que Deus tenha piedade de sua alma.



Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptySex 04 Jan 2019, 11:53


NARRAÇÃO
Deus no Céu


Os rostos de todos aqueles pecadores traziam uma certa melancolia aos olhos do padre, haviam mais pessoas ruins no mundo que boas e essas pessoas mereciam a punição divina. Com o cartaz da traficante de drogas o homem santo se aproximou novamente ao balcão a onde a vendedora de armas estava. Ela olhou para o homem que a encarava nos olhos e ficou meio sem graça por toda aquela fixação dele até que se voltou para o cartas sobre a mesa.

- Ahh essa daí… Ela é uma traficante de drogas famosa na ilha, todos dizem que ela tem muitos capangas que fazem seu trabalho sujo de venda e distribuição, quase como um cartel de drogas… Sei que alguns batedores de carteira servem a ela também… Infelizmente essa cidade é rodeada pro bebidas e drogas e nas noites fica tudo muito pior. - Ela dizia com um pesar em sua voz enquanto coçava a cabeça de maneira descontraída. - Mas se eu fosse você, tomaria cuidado, eles são um grupo muito forte em números. - Ela disse com um pequeno sorriso nos lábios enquanto o homem tirava seu chapéu em agradecimento pelo serviço da moça antes de se retirar da loja.

Do lado de fora o vento frio soprava calmamente, trazendo consigo pouca neve e mais pessoas para as ruas, os comércios estavam abrindo aos poucos e o que não podia faltar era a famosa taverna que desde cedo servia bebidas. na rua que Benedict estava, podia ver a taverna em questão chamada ‘’Arco-íris de vinho’’. Mais a frente uma loja de roupas e uma espécie de armazém fora as casas ao seu redor. dentro da taverna era possível ouvir algumas risadas femininas, provavelmente prostitutas que haviam terminado seu trabalho.

O cão ao lado de Benedict logo começou a andar em direção a aquela Taverna, farejando o ar ao se aproximar ele logo começou a choramingar como se pedisse por comida ali do lado de fora. Uma das moças que estava ali dentro começava a sair pela porta rústica de madeira da taverna. Suas roupas indicavam que ela não era uma dama comum e ao avaliar pelas suas risadas eufóricas ela não estava em seu estado ‘’normal’’. ela olhou para o cão sentado ali e passou a mão sobre a cabeça dele com carinho e ele apenas lambeu sua mão em agradecimento. - Está perdido fofuxo? -Ela perguntou ao animal enquanto sorria para ele.

Spoiler:
 

Histórico Benedict:
 





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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptySex 04 Jan 2019, 20:49


 

Promiscuidade



Ora, mas esta mulher é mais vil e perversa do que eu poderia ter imaginado! Me parece até que ela, com suas garras imorais, está a rasgar todo o bem desta terra em pedaços, enroscando-se e sufocando todo sopro de acatamento que este povo tenta emitir, como a serpente de Belzebu. Apenas ouvir as palavras da vendedora enchem meu coração de raiva, e sinto chamas vingativas acenderem-se dentro de mim, o punho segurando a foice com força, deixando minha mão completamente rubra. Todas estas almas desviadas do santíssimo caminho de Deus têm um culpado com uma desonra e crueldade sem precedentes; é minha missão, minha inquisição mais sagrada, como filho e escolhido de Deus, de por um fim a este reinado das trevas. Não, não posso apenas entrega-la às autoridades. Ela irá no máximo ir à prisão, passar alguns anos sentada, sem sofrer a devida penitência, para depois retornar à sua perfídia. Não, isto é inaceitável: ela deve morrer, ou, se Deus me inspirar clemência, apenas ser torturada. Ela deve pagar o preço carnal.

Grandes números, é? Sem problemas. Eles estarão ainda mais apertados na barca do inferno.

Fora da loja, minha mente trabalha, buscando algum sinal divino, ou faisca genial que pudesse me dar alguma pista sobre o paradeiro desta Succubus. Olho para Sif, a procura de um conselho, mas ele nada faz. Bem, eu não posso depender de Deus para tudo, não é? Ele possui afazeres mais importantes que se ocupar de um mero servo como eu. Aproveito o breve momento de pausa para olhar a minha volta: argh, como eu me arrependo disto. Meus olhos apenas encontram depravação, promiscuidade, libertinagem, vicio e pecado. Sinto estar preso em um dos sete infernos: mas não, isto é a horrenda realidade que esta vilã trouxe à ilha. Tsc, me nego até de me referir a ela pelo nome; isto lhe traria muito mais humanidade do que ela merece. Por mais que eu tenha vontade de exercer a vontade do Senhor e purgar tudo e todos nesta rua apodrecida, de recriar o grande Diluvio de Noé, eu me contenho. Não, apenas massacrar almas perdidas de nada servirá: apenas virão mais crianças arruinadas para serem corrompidas pela bruxa. Eu tenho que encontrar que cortar o mal pela raiz. Mas como?

Vejo, com curiosidade, Sif andar lentamente até a taverna, e começo a ficar alarmado. Como assim?! O enviado de Deus direcionando-se a uma taverna repleta de prostitutas, crimes e pecados do pior tipo? Inaceitável! A bruxa deve ter lançado algum feitiço de encantamento sobre ele, para ele deixar meu lado sob o efeito de sua magia maligna! Não, isto é impossível. O poder de Deus o compele, e nenhum truque sórdido há de engana-lo. Isto só pode querer dizer que... Céus, como pude duvidar de Sif! Ele quer me guiar a uma pista do paradeiro da Succubus; preciso descobri-lo por meio de seus capangas, subindo lentamente o corpo até alcançar a cabeça. Porém... como é que eu tive a audácia de questionar as ações do vigia do Senhor? Apenas conceber o pensamento dele virar suas costas a mim, ao bem divino, é um pecado horrendo. E eu reconheço meu erro. Eu devo ser punido. Sim, sim, apenas assim serei expurgado dos terríveis pensamentos que atravessaram minha mente.

Em penitência, a cabeça baixa de vergonha, eu seguraria a foice pela lâmina e, com força, bateria em minhas costas com o cabo, pagando por meus pecados; sentiria a dor excruciante espalhar-se pelo meu corpo, e abriria minha boca para deixar todo o mal escapar, recebendo o tão ansiado perdão divino. Porém, ao terminar aquilo... eu viraria meu olhar e veria, para meu mais profundo horror, uma diaba sedutora tentando apropriar-se de Sif, tentando separa-lo de mim! Que ultraje! Não há limites para a imoralidade destes monstros? Sem hesitar um segundo sequer, eu andaria, os passos pesados e motivados por um ímpeto protetor e vingativo incontrolável e, com força, eu agarraria o braço da prostituta, prendendo-a e soltando quase um rosnado:

Não toque nele.

Como ela ousa encostar sua mão apodrecida pelo pecado em uma criatura sagrada como Sif? Seria isto uma piada de mal gosto de Satã? Ainda controlado pelo frenesi do momento, eu a empurraria para longe, meus dedos curvando-se como garras. Porém, logo sentiria um latejo em minhas costas, prova de minha expurgação; e esta dor seria o lembrete perfeito para eu parar de agredir esta prostituta. Eu preciso dela para alcançar a cabeça. Deus me deu esta missão e esta dica, e eu não posso desperdiça-la agora. Recuperando meus sentidos, eu piscaria algumas vezes antes de me desculpar, afagando a pelugem de Sif.

Desculpe-me, mas é... que ele morde quem ele não conhece. E deixa cicatrizes que não saem facilmente. - assim como as manchas que seu serviço carnal traz - Por favor, aceite minhas desculpas.

Eu então suspiraria, controlando minha pulsão de apenas lhe dizer o que penso dela: "Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo." , Coríntios 6:18. Mas eu tenho um objetivo maior em mente, algo que pode matar uma centena de pecadores em uma cajadada só. E, para isso, eu preciso encontrar a bruxa responsável por tudo isso, ou seja, devo encontrar alguma pista. Olhando para ela, uma ideia me vem em mente: eu poderia fingir que peço por seus serviços, enquanto na realidade apenas quero atrai-la em um local privado onde eu possa força-la a dizer tudo que sabe. Não, isto é loucura! Eu nunca poderia nem fingir de requisitar os serviços de uma meretriz destas, pois como já dizia Corintios: "Vocês não sabem que os seus corpos são membros de Cristo? Tomarei eu os membros de Cristo e os unirei a uma prostituta? De maneira nenhuma! Vocês não sabem que aquele que se une a uma prostituta é um corpo com ela? Pois como está escrito: "Os dois serão uma só carne". Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. " Não, deve haver outro jeito.

Sim, eu creio ter uma ideia; vejamos agora se ela irá dar certo. Bem, mesmo se der errado, eu não tenho nada a temer; pois Deus está ao meu lado, e nenhum mal há de me alcançar. Eu sou suas mãos, e Sif seus olhos, e ninguém pode tocar nas ferramentas de Deus.

Bem, aproveitando que encontrei a senhora... estou procurando por... ah, por... - fingiria uma tosse, quando na realidade estaria reunindo coragem para pronunciar o nome da serpente diabólica - Amy Whiney. Quero falar com ela sobre as circunstâncias de pagamento do próximo... carregamento. Bem, não que lhe importe. Apenas traga-a mim, ou diga-me onde ela está. Meu chefe não anda muito satisfeito com os negócios por aqui, e é bom ela trazer bons argumentos para continuar vendendo a ela.

Eu agarraria então minha coxa com força, quase rasgando um teco de carne por pura angústia. Não mencionar o nome, grandeza e virtuosidade de Deus por tanto tempo, e não poder dar um sermão a esta prostituta coberta de promiscuidade e pecado me aflige a um ponto inimaginável, e eu sinto que vou em breve estourar se esta tortura não cessar. Será que estou sendo castigado por duvidar das intenções de Deus? Se este for o caso... eu aceito a dor como uma convidada à minha casa. Tal como Jesus sofreu na cruz, eu também hei de sofrer para o bem maior.



Histórico:
 


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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyDom 06 Jan 2019, 02:12


NARRAÇÃO
Deus no Céu


Os olhos da vendedora da loja se arregalaram com tamanha reação enfurecida de Benedict antes dele deixar a loja. Realmente o homem já de idade um tanto avançada era rude e fanático e talvez isso trouxesse problemas para si e para outros caso ele não aprendesse a se controlar, o que lhe causava também dor como a do cabo da foice que tocava suas costas de maneira rude e bruta. Sif ao contrário de seu dono, não tinha noção de divindades e muito menos de crenças, era só um cachorro faminto junto a seu dono e qualquer que lhe oferecesse comida era um possível aliado, com esse pensamento o cão se aproximou daquela jovem moça da qual Benedict empurrou com força.

A garota bateu as costas na parede de madeira da taverna e logo em seguida olhou para o homem enquanto ele se explicava que o cão era perigoso. - Que rude! Como ousa agir assim com uma dama como eu? - Ela se afastou de Benedict, obviamente com medo que ele a atacasse de novo. Ela o ouviu pedir desculpas, mas ai já era tarde demais, a garota não demonstrava nenhuma empatia por ele e pior, agora estava receosa de que o cão pudesse atacá-la também. Se afastando um pouco mais, só parou quando Benedict começou a falar a respeito de Amy. A garota olhou para ele com uma cara intrigada. - Amy? Carregamento? Eu não sei do que você está falando e mesmo que soubesse jamais diria algo a um bruto como você. - Ela cuspiu no chão próximo a ele, aborrecida a garota se retirou para o interior da taverna novamente. Caso Benedict entrasse no local, veria alguns homens que provavelmente passaram a noite jogando e bebendo na companhia das prostitutas.

A garota se aproximou de um homem alto que estava jogando dardos, como se quisesse se esconder de Benedict e de seu cão. Seria em vão tentar se aproximar dela novamente, ainda mais depois de machucá-la, poderia tentar uma abordagem as pessoas da taverna, o taverneiro estava enxugando alguns copos enquanto um homem dormia em cima do balcão. Longe dali, nas mesas, haviam alguns marinheiros conversando e tomando o que poderia ser visto como um café da manhã, um lembrete para Benedict que nem ele e nem seu cão haviam comido ainda.

Se decidisse continuar suas buscas pelas ruas, encontraria duas senhoras já de idade com cestas grandes em suas mãos elas riam de maneira descontraída e comentavam sobre seus filhos problemáticos enquanto iam em direção a feira popular da ilha.



Histórico Benedict:
 






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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyDom 13 Jan 2019, 17:00


No rastro

No Rastro



Esta... mulher pecadora, repulsiva, depois de todo o esforço que eu fiz para mantê-la do meu lado, para conseguir algo de útil de uma alma tão distanciada de Deus, e ela cospe em mim! Cospe em mim! Cuspir em mim é como cuspir em Deus, e isto é algo que eu não posso tolerar! Estou fumegante, fumegante! Que o Diabo a carregue para os confins do inferno, para queimar em eterna agonia! Minha mão já começava a deslizar para minha foice, afim de acelerar o processo de punição divina, mas ela já havia fugido, ido se refugiar naquele covil de pecados e afrontas ao Lorde. Encaro a porta com um olhar mortal, minhas bochechas vermelhas de fúria, mas eu logo me forço a me acalmar. Não, eu não posso deixar meus sentimentos interferirem com minha sagrada missão. A ira é um dos pecados capitais, e eu não permitirei que as lacaias do Demônio me emaranhem nesta desgraça com seus truques diabólicos.

De volta ao normal, eu solto um suspiro; de volta a estaca zero. Esta Succubus se esconde por detrás de todas suas camadas de criminosos, de fachadas que não hão de enganar um servo fiel de Deus. Mas suas farsas e maldades serão levadas à luz do sol, e ela há de sofrer o castigo divino; isto eu prometo, pelo meu titulo de arcebispo. Porém... antes que eu pudesse ao menos começar a bolar um novo plano para seguir o rastro desta serpente, meu estômago ronca, emitindo um som talvez alto demais para a dignidade que eu devo portar. Apenas ignoro o fato, porém; a fome pode esperar pelo fim de minha missão, pois desejos físicos não são nada, se comparados à gloria espiritual que eu almejo. Uma sensação mundana como esta não pode interferir com meu julgamento!

Mas, mesmo assim... entrar nesta taverna não seria uma ideia ruim. Afinal, se você quer caçar a fera, você deve adentrar seu covil, por mais hediondo que ele seja. Neste caso... ele é extremamente hediondo. Um ninho de vícios e adultérios. A existência de algo assim por si só é um ultraje ao nome do Senhor. Mas eu preciso reunir coragem o suficiente para combater este mal. Além disso, Sif me parece faminto, o que deve ser um sinal de Deus, me guiando neste duro caminho. Sim, eu devo entrar neste local. Respirando fundo, eu empurro a porta com ambas as mãos, deixando minha foice bem a vista para todos os hereges curiosos que ousassem tentar me julgar. Andando pela taverna, meu olhar varre a sala, e eu penso em minha cabeça, repetitivamente:

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estas comigo; a tua vara e teu cajado me consolam”.

Tentaria conter a ânsia de vômito que tomava conta de meu corpo quando visse toda aquela depravação: homens que deram seu livre-arbítrio, o maior presente de Deus, ao pecado do álcool, deitando-se com prostitutas do nível mais baixo, que abandonaram todo respeito pelo corpo que o Senhor lhes ofereceu. Estas almas estão para sempre perdidas, e além de todo Salvamento. Mas, em meio a todos estes horrores, um oásis se apresentaria aos meus olhos: marinheiros, servos da justiça, fieis guerreiros de Deus, tomando um café da manhã isento de álcool. Com estas pessoas eu posso cooperar. Virando o rosto, eu tentaria manter os bebuns e prostitutas longe de meu campo de visão, e eu seguiria até os soldados, sentando-me na mesa e dizendo-lhes, o tom respeitoso e amigável, como se diria a irmãos de batalha:

Bom-dia, senhores. Que Deus esteja com vocês. Como vocês estão neste sagrado dia?

Eu ouviria suas respostas, enquanto ao mesmo tempo pediria um prato de comida ao taverneiro, ou seja lá quem tomasse conta deste buraco fedorento. Então voltaria minha atenção completamente a eles, mas sem antes pensar: eles são marinheiros, e não membros do clérigo. Eles não fizeram julgamento algum, e eu nem posso ter certeza que eles sejam realmente seguidores fervorosos de Deus. Sendo assim... algum deles, se não todos, poderia ter sido corrompido pela bruxa, tendo sucumbido à tentação de dinheiro, ou luxuria. Sendo assim, eu devo ser prudente. Não posso abrir meu jogo assim tão facilmente.

Excelente, excelente, meus filhos de Deus. Digam-me, vocês estão em meio de uma missão nos últimos dias, procurando alguém ou algo do tipo?

Eu ouviria a resposta; provavelmente, será uma das três opções seguintes: eles me dirão que estão à caça da vil serpente, eles estão fazendo algo de completamente diferente, ou eles se recusarão a responder. Se for o primeiro, eu piscaria para um deles, dizendo, o tom baixo:

Que surpresa agradável. Eu estou na mesma missão. Digam-me, bravos guerreiros da luz, como eu poderia ajuda-los?

Se a segunda opção se tornasse realidade, eu diria batendo os dedos lentamente na mesa, sem fazer muito barulho:

Ah, entendo. Muito nobre, meus caros servos da justiça. É exatamente este tipo de bravos homens que o Senhor aprecia. Mas, vocês me deixaram curioso: se permitem minha intrusão, porque estão tomando café neste estabelecimento... insalubre, digamos, quando a base da marinha oferece uma cantina em perfeitas condições?

Se fosse o terceiro caso, porém, eu tomaria a recusa ligeiramente pessoalmente, mas eu pensaria, ainda agarrando-me à virtuosidade dos homens à minha frente, que eles não podem ter certeza de minhas próprias intenções, e não sabem nada de minha sagrada de missão. Uma atitude compreensível, e até mesmo louvável: o homem que duvida de estranhos é bem mais resistente às tentações do diabo. Neste caso, eu tiraria meu chapéu, colando-o ao meu peito e abaixando a cabeça, em humildade:

Ora, perdoem-me, meus caros. Talvez nossa relação não deva ser tão áspera se eu me apresentar: eu sou o arcebispo Benedict Pyre, um prazer. E, por favor, não precisamos agir com tanta frieza ou ódio um para o outro: somos todos filhos de Deus, e tudo que eu desejo é ajudar a criação predileta do Senhor, que Ele fez a sua própria santíssima imagem.





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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyQui 17 Jan 2019, 10:33


NARRAÇÃO
Deus no Céu


Os humilhados serão exaltados.... É o que se tinha em mente, porém esse tempo talvez perdurasse mais um pouco. Benedict estava zangado, toda aquela situação, toda aquela impureza impregnada em todas as calotas da sociedade o deixavam enojado. Queria de fato procurar a criminosa, mas para isso era necessário um pouco de trabalho de campo. Abrindo a porta do estabelecimento comum com um tanto de rudeza, com a foice em sua mão passava um ar que não era nem um pouco amistosa com todos os presentes ali.

Spoiler:
 

O clima naquele bar estava um pouco caído, afinal era cedo demais para se começar a beber, mas tarde demais para se voltar para a cama. Benedict avistou alguns marinheiros que tomavam café da manhã por ali e ficou surpreso de tais homens justos e valorosos se darem ao luxo de estarem em um local tão perverso como aquele. Não delongou em se aproximar dos marinheiros e ao perceber que o velho vinha em sua direção, a garota que levará um empurrão nada delicado do mesmo, se escondeu atrás de um marinheiro, que ficou confuso com a reação dela.

Spoiler:
 

Benedict se aproximou dos rapazes, eram quatro, estavam com o uniforme tradicional da marinha, mas apenas um deles parecia ter uma patente mais alta que os outros, o rapaz ruivo sentado tomando um bom café logo observou o velho com a foice e o cachorro se aproximarem. Ele olhou para bene de canto e logo respondeu. - Bom dia senhor, está uma manhã agradável. Estou bem, e você? - Ele perguntou com um sorriso um tanto simpático enquanto tomava um gole de seu café. Independente da resposta de Benedict a respeito de quem ele era, logo ele voltaria a perguntar: - Em que posso ajudar? - ele logo olhou para baixo, vendo o cão ao lado de seu dono e arqueou uma sobrancelha para o animal em sinal de curiosidade.

Benedict não demorou a perguntar o que os homens faziam por ali e o ruivo se colocou a frente novamente para responder: - Não especificamente, lidamos mais com os civis da cidade, ajudando no que pudemos, pegando uns trombadinhas aqui e ali… Ontem mesmo conseguimos pegar um usuário de drogas que tentou roubar uma senhora, é uma pena que esses jovens estejam assim nessa cidade, tentamos convencê-lo a se juntar a marinha e a mudar de vida, mas ele ainda está meio relutante. - Ele disse enquanto tomava mais do café.

Logo Benedict teve curiosidade de perguntar o que os homens faziam ali sendo que a base da marinha era muito mais confortável e acolhedora e o rapaz de cabelos loiros respondeu: - Ahh… A moça da cantina faz um café muito doce, a gente gosta de algo mais amargo então viemos aqui saborear a bebida, esse bar é bem movimentado a noite, mas de dia é tranquilo para se comer. - Ele sorriu de maneira alegre. Benedict podia notar que todos eles eram bem jovens, não deveriam ter mais do que vinte anos e logo seus olhos se voltaram a prostituta que se escondia atrás do rapaz de cabelos brancos. - O que foi Meg? parece que viu um fantasma. - Ele perguntou a garota que apenas olhou para o velho homem de maneira desconfiada.


Histórico Benedict:
 







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MensagemAssunto: Re: Deus no céu   Deus no céu EmptyDom 24 Fev 2019, 12:14


No rastro

Marinheiros



Ilustres guerreiros, formidáveis defensores da fé e da palavra do Senhor! Finalmente, após tanto esbarrar com demônios e bruxas, finalmente encontro homens dignos deste nome! Senhores virtuosos, que honram a bondosa mão divina que os trouxe neste mundo, eu acreditei por alguns breves momentos que vocês tinham sumido desta ilha apodrecida pelo pecado! Meus olhos se enchem de esperança ao ver este oásis de acatamento, e ouço com atenção e deleite as palavras do ruivo, que parecia ser o mais aberto dos quatro; que grandioso serviço eles prestam a esta ilha, a um ponto que eu até me pergunto se ela o merece. Não, mas o que estou dizendo? Toda criança que nasce aqui merece uma chance de crescer aos lados de Deus, e é meu dever sagrado lhes dar um mundo sem pecadores onde viver! E, primeiro, eu preciso encontrar esta Succubus horripilante, que corrompe tudo e todos que toca. E, para isso... eu devo encontra-la.

Mas uma palavra do marinheiro atraiu minha atenção. Os trombadinhas... eles pegaram um. E se ele é viciado em drogas, esta pode ser minha chance de ouro. Hah, é um caminho perfeito até o topo! Apenas preciso fazer ele desembuchar, e ele abrirá os portões do inferno para mim. Afinal, ele não deve passar de um lacaio daquela bruxa, e ele tem que receber suas ordens de algum lugar. Assim que ouço sobre a conversão extremamente nobre e honorável, sinto que é hora de intervir. Deus iluminou o caminho em direção desta alma perdida, e quem sou eu, além de um mero mortal, para negar a proposta do Santíssimo? Curvar-me-ia sobre a mesa, lentamente, acariciando minha barba rala, e diria, o tom de voz interessado.

Uma conversão, é? Muito nobre, senhores. Mas quem sabe a palavra de Deus ajude-o a fazer sua escolha... entendam, é minha especialidade. Além disso, há algumas perguntas que eu gostaria de fazer a um jovem daqueles.

Então, vejo a prostituta se aproximando e interagindo com os marinheiros, e sinto meu cérebro fumegar de raiva, mas eu consigo me controlar antes que meu rosto inteiro ficasse vermelho e fumaça começasse a sair de minhas orelhas. A ira é um pecado capital, e não deixarei que esta meretriz qualquer me faça ser consumido por ela. Sei que este é o seu objetivo cruel, assim como ela tenta seduzir os bravos marinheiros a abandonarem suas missões sagradas. Se dependesse apenas de mim, ela já estaria crucificada aqui mesmo, mas, infelizmente, eu devo me controlar. Deus me confiou uma tarefa clara, e eu não irei deixa-la de lado por uma mera prostituta. Além disso, quem sabe ela não seja um caso especial, como Maria Madalena. Quando meu trabalho foi encerrado, talvez eu a encontre, arrependida, em uma capela a pedir santuário para a Santa Madalena. Um homem pode sonhar. Eu acariciaria Sif, como se eu estivesse a pedir este milagre a Deus, antes de me encostar novamente no dorso da cadeira.

Bem, acredito que eu não precise esconder nada de homens bravos, corajosos e virtuosos como vocês, senhores. Eu estou à procura de uma certa pecadora, uma abominação aos reinos divinos, e acredito que os senhores podem me auxiliar nesta cruzada. Ela se chama... - Agarraria meu crucifixo com força, para me proteger de qualquer feitiçaria que a menção de um home tão amaldiçoado pudesse trazer - Amy Whiney Mouse. Uma vil criatura.

Mas, por incrível que pareça, dizer isto em voz alta me encheu de uma determinação de ferro. Sinto a luz de Deus iluminando meus dedos quando eles tocam no crucifixo dourado, e a aura santa de Sif me protegendo de todo mal que pudesse vir a me atacar. Então eu me ergueria, tomado de um brusco ímpeto e descarga de adrenalina, e afirmaria, brandamente, para toda alma que se atrevesse a ouvir:

Pois esta é a minha missão sagrada! Deus me confiou, com suas próprias mãos, a tarefa de limpar este mundo, de transforma-lo no paraíso que ele tanto almeja, antes que Adão e Eva o tenham jogado nas presas do pecado! E, para isso, eu preciso primeiro purgar esta ilha da calamidade que a assola, todas estas drogas que a maldita bruxa fornece para corromper a população ingênua! Eu sou um soldado de Deus, e é meu dever defender seu reino. Agora digam-me, leais seguidores da fé, vocês estão comigo? Para dar um fim a esta peste?

Ficaria de pé, meus olhos vermelhos tão grande era a emoção que eu transporia no discurso, e olharia para os quatro marinheiros, quase implorando com o olhar que eles se juntassem à minha causa. Agora... agora veremos. Se eu consigo imitar os discursos grandiosos Gerion, ou se sou ainda um servo ruim demais para o Senhor.





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