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One Piece RPG : A GRANDE ERA DOS PIRATAS
 
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 Caminhos revelados

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MensagemAssunto: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyQui 15 Nov 2018, 23:44

Relembrando a primeira mensagem :

Caminhos revelados

Aqui ocorrerá a aventura do(a) civil Shaanti Mochan. A qual não possui narrador definido.


____________________________________________________

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptySab 01 Dez 2018, 19:27




Formando uma família.

5


Shaanti sorria ao ver Emily caindo deitada ao seu lado na pilha de ouro e.esqueletos.

- Não é a mais macia das camas, mas dá uma ótima sensação.   - pensava ao ouvir a garota. Teria coisas para lhe dizer, poderia sim ficar ali conversando, mas já havia partido nesta pequena aventura a várias horas, e não haviam comido ou bebido suficientemente desde então, era dada a hora de voltar, mas Shaanti gravou bem às falar da pequena, pois sabia que seria importante enfrentar aquele assunto mais tarde.

Teria naquele momento dado espaço para Emily ler a carta, não tendo se metido ou bisbilhotado, lhe dando algum tempo de privacidade. Talvez não fosse o que a garota desejasse, mas era o que Shaanti conseguiu fazer, não sabendo se estaria pronto para aguentar mais uma carga emocional. Chorar uma vez por dia já era demais para a trita.

Todavia, ninguém se importava com os planos dela, pois Emily acabará de lhe convencer do contrário.

-Obrigada! Eu… Ainda mais que a aventura ou tesouro eu…. Obrigada por me guiar até aqui!

Shaanti que estava virada de costas indo procurar a saída teria destacado nesse momento. O agradecimento para ela, justo aquele, era-lhe como uma espada de dois gumes, um lhe agraciou e outro lhe magoou.

Parada em meio a um passo aceitou a dor, fechou os olhos, respirou profundamente, mas não tinha respostas para dar, não tinha também a coragem para tal. Depois que havia conhecido Emily, sido perdoada por ela, depois disso, das conversas, depois, ou seja, no agora, era difícil para ela se perdoar, por mais que a pequenina dissesse o contrário. A tritã ainda não se via perdoada, mudada, ou merecedora daquele amor. Aceitar o ódio de Emily ser-lhe-ia mais fácil do que aquele amor profundo e grato que a pequena demonstrava.

Eu te amo, mas … é difícil me amar. - Shaanti estava mais uma vez se deparando com aquele dilema, de não ser necessária ali se não tivesse ela mesma matado os pais de Emily.

- Temos que ir. Vamos? - disse por fim, sem se virar e com a voz um pouco seca. Não era uma mentira, mas também não era a verdade que Shaanti gostaria de dizer, e por isso a evitou.

- Ainda serei. - refletia a respeito de tornar-se digna de amor e admiração.

>>><<<

- HAHAHAHAHAHA, é claro que vou ficar aqui velho. Porque eu procuraria outro lugar? Hahaha.

Deixando Emily dentro da cabana a tritã saia então com seu petisco, era uma refeição mal comportado, meio barulhenta, mas serviria para saciar a fome da ruiva. A fome de maltratar alguém.

Shaanti estaria se dirigindo para o lago, a passos calmos enquanto apertava bem o rapazote no ombro para impedi-lo de se livrar, ao chegar lá colocaria-o delicadamente no chão, arremessando-o para perto do lago.

Seu olhar assassino brilhava, aproveitando-se da sua posição elevada, já que provavelmente Gutinho estaria sentado na grama.

- Hnmmm. Comer você? Hnm, hahaha, hoje não, hoje não. Temos ensopado, mas… - começaria a caminhar na direção dele de forma lenta, apreciando o provável pavor que o mesmo estaria demonstrando, agachar-se-ia de modo a deixar suas faces bem próximas e segura-lo-ia pelos ombros para impedi-lo de se afastar.

- Você vai viajar comigo. - soltaria de forma seca, como se a decisão já estivesse tomada e a opinião dele não importasse. - Emily pode acabar se machucando, vai ser bom ter alguém pra cuidar dela. - olhava nos olhos dele, observando a confusão se formar.

Levantar-se-ia, caminhando para trás dele, poria seu olhar nas águas do lago e permitindo que imagens do amanhecer do dia anterior passassem por sua mente. Sorriu ao lembrar-se do garoto lhe servindo de isca para tubarão.

Estaria provavelmente ouvindo algum balbuciar, reclamações, choros, e similares, mas ignoraria a todos.

- Em troca. - iniciou a fala e aguardou pelo silêncio, esperaria até que este o fizesse para continuar. - Em troca, vou te ajudar. - virar-se-ia novamente para ele. - Caçarei seus pais e os colocarei em frente a você, não deixarei nada lhe fazer mal….. - Exceto eu, hehehehehe. E você poderá me chamar de Ane-san, ou Aneue se preferir.

Shaanti voltaria a caminhar para a cabana, deixando-o ali sem esperar resposta, afinal, ela não aceitaria qualquer outra resposta que não fosse a que queria.

- É isso ai, vamos lá jantar Gutinho, vou avisar o seu avô que você vai viajar comigo a partir de agora, assim o velho pode morrer em paz, sabendo que eu cuidarei bem de você. - com essa afirmação a tritã deixaria o provavelmente chocado Gutinho para trás.

Todavia, havia uma chance, que o choque fosse tão forte que fizesse a segunda personalidade dele aparecer.

- Agora é a hora, hehehe. - Shaanti se viraria com um olhar duro para a segunda personalidade.

- Então você voltou pirralho! Aceitei que um humano inferior que nem você me chamar de Ane-san... - diria em tom desafiador, sabendo que o diálogo com esse não seria tão facilitado. (Ficaria ali fora no caso da segunda personalidade surgir)

>>><<<

Caso, no entanto, não tivesse surgido a segunda personalidade a tritã apenas voltaria para a cabana, deixando para trás o desiludido, ou quem sabe, grato Gutinho.

- Voltei. - anunciaria ao entrar, puxando uma cadeira e sentando-se junto à mesa, tiraria dos bolsos algumas moedas de ouro largando-as sobre o tampo. - Pagamento pela estadia. - Não que ela achasse que devia pagar, mas suspeitava que era uma atitude que Emily aprovaria.

Se o velho falasse que não queria o dinheiro e sim que ela fosse procurar um lugar para ficar a tritã responderia.

- OK. - pegaria o dinheiro de volta. - Mas vou continuar aqui. - sorriria pouco depois desatou a rir. - HAHAHAHAHAHAHAHA.

Jantaria, durante o mesmo narraria a épica saga que ela e Emily haviam travado. Sim, estaria contando que havia um tesouro, mas acabou confiando no velho por ele ter tratado de Emily, esse fato havia feito com que Shaanti baixasse as barreiras que geralmente tinha ao seu redor, ao menos ali, naquela mesa de jantar.

Contaria com a ajuda da garota para sua narrativa, deixando que a mesma falasse sempre que quiser e concordando com a mesma sempre que necessário.

Durante a janta, sentiria falta de bebida, e acabaria por pedir, mesmo achando pouco provável que houvesse.

- O velho.. não tem nada mais forte pra acompanhar a janta? - torcia para que sim.

- AHHHHHHHH. - bateria com o punho na mesa ao se lembrar que não havia contado as novidades. - O Gutinho vai viajar com a gente. - diria olhando para Emily e em seguir para o velho, demorando nele apenas um momento antes de virar a cabeça para o garoto com um sorriso cheio de dentes. - Ele não pode recusar o meu gentil convite. - era verdade, ela não lhe havia dado outra opção. - Então você já pode morrer sossegado velho, seu neto está em boas mãos. - ao se traduzir para o conceito de uma pessoa normal seria possível perceber que o que Shaanti estava dizendo era: “Você pode viver sua vida em paz, pois cuidarei do seu neto e ajudarei ele a realizar os próprios sonhos.” Todavia o Velho, Emily e Gutinho teriam que interpretar por si mesmos a gentil frase da tritã.

Permaneceria a mesa durante algum tempo após o jantar, pensando sobre o dia seguinte e o que deveria fazer.

- Acho que vou deixar os pirralhos passeando pela cidade e vou terminar de trazer o tesouro.... Não devo ter problemas em achar o lugar de novo.... não, não vou ter problemas, tenho certeza, hun hun. - balançava a cabeça concordando com seus próprios pensamentos.


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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyDom 02 Dez 2018, 14:54





Caminhos revelados - 2

A gratidão de Emily era algo que agia de forma que tanto lhe trazia alegria, como também lhe trazia dor, pela culpa que agora poderia parecer tomar forma e querer por inteiro lhe consumir, afinal, seria errado pensar que Emily, se tivesse os pais poderia ter um futuro diferente e talvez mais feliz caso ela não tivesse matado seus pais? Era um tipo de pensamento problemático, pelas infinitas possibilidades que poderiam apresentar-se para cada pequeno detalhe, qualquer que fosse a resposta para essa pergunta, para a sua realidade, Emily certamente representava hoje, seu caminho e a sua redenção.

Seu caminho havia lhe guiado novamente a casa do avô de Gutinho, onde havia feito ali o seu “ sequestro” ao rapaz que estava em pleno desespero, enquanto a garota o levava, onde a idéia de que ele seria devorado era tão intensa, que o rapaz sobre seus ombros só não teria provavelmente se urinado por algo em sua cabeça que lhe alertava algo como “ Se você fizer isso, você vai estar tornando certa a sua morte”, ou talvez só estivesse de bexiga vazia, era difícil pensar que com tanto medo houvesse algum instinto que o protegesse de si mesmo naquele momento. Quando aproximaram-se do lago, onde o clima estava mais ameno e havia uma brisa que estava mais gostosa poderia ser sentida, o rapaz foi jogado próximo do lago, onde agarrou-se com ambas as mãos a grama, enquanto olhava para o que para ele parecia ser sua algoz.

O medo no rapaz se pudesse tomar uma forma física, provavelmente teria duas ou três vezes o seu próprio tamanho mas, uma frase da tritã havia lhe trazido um conforto… Momentâneo.

-Hoje não… Ufa… COMO ASSIM HOJE NÃO?

O alívio, logo tornou-se em desespero pela boca do rapaz que realmente enxergava um destino ao qual eventualmente teria de encarar, talvez não fosse naquele momento mas, seria no dia seguinte? A resposta que ele esperava, mostrava-se pela tritã, pela expectativa de que ele pudesse cuidar de Emily, em futuras aventuras, pois ela poderia se ferir, a dualidade apresentava-se em sua mente, pois ao mesmo tempo em que isso lhe garantiria estar vivo… Quem iria cuidar dele? E como se pensasse alto, seu pensamento seria alto o suficiente para se traduzir em palavras.

- Mas, quem que vai cuidar de mim?

Era notável o desespero em seu tom de voz, enquanto o rapaz começou a ajeitar a própria postura no gramado onde seus olhos naquele momento dirigiam-se aos de Shaanti, havia ali o princípio de algo que talvez pudesse ser chamado de coragem covarde? Seus olhos estavam úmidos e seus lábios tremiam, mas o rapaz recusava-se a desviar o olhar, por mais medo que tivesse naquele momento, teria a ruiva despertado algo no rapaz? Mas seria a sua resposta que então o atingiria como uma flecha no peito, o rapaz que parecia até então tão bravo ao olhá-la, fechou seus olhos que antes úmidos deixavam com que pelo seu rosto corressem algumas lágrimas e onde havia em sua boca a feição do desespero,aos poucos se deu lugar a um sorriso. O rapaz teria ficado quieto por alguns momentos,a emoção claramente havia o atingido de forma intensa, afinal quando é que o rapaz, mesmo em seu mais insano devaneio, poderia pensar que haveria alguém que poderia guiá-lo pelo seu sonho? Ele mesmo, ainda que sonhasse, poderia pela própria covardia antes ter “ desistido” de perseguí-lo por contra própria pelo menos um milhão de vezes mas, aquilo que a moça havia instigado, pelo seu próprio jeito bruto era algo que poderia ser chamado de determinação.

O rapaz levantou-se apoiando-se sobre ambas as mãos, onde seus olhos teriam se aberto e o rapaz tentava respirar fundo para que pudesse falar algo, mas ainda que pudesse ser a cena onde normalmente se afirma a determinação de forma brava e estilosa, Gutinho quase parecia quase hiperventilar em sua tentativa de manter-se firme, sua mão teria se levantado na direção de Shaanti, como se propulse-se um aperto de mãos, e se sua oferta fosse aceita, poderia notar a tritã que lhe faltaria a força e estabilidade, mas que para o menino tomar essa atitude sem mostrar o seu lado mais intenso, seria sua influência capaz de causar tanto impacto?

-E-Eu estou contando com você ane-san!


Sua voz era o mais firme que o rapaz conseguia naquela situação, havia força ainda que envolta por toda a fraqueza que o medo poderia trazer, havia ali firmado com o rapaz um laço, maior do que o medo poderia forjar, ser capaz de fazer isso teria sido fruto do que Emily havia lhe feito tornar-se também? Era uma questão que poderia visitar ou mesmo revisitar sua cabeça fosse nesse momento ou em algum futuro, fosse ele próximo ou não. Uma vez que o pacto estivesse firmado o rapaz parecia ter deixado de carregar um peso enorme em suas costas e ele teria caminhado junto a tritã de volta para casa, fosse ao seu lado ou atrás dela, não seria necessário que ela o carregasse, ele estava a seguindo pela própria vontade.

Quando novamente havia chegado ao lar, poderia ver Emily organizando a mesa colocando os últimos talheres , enquanto o idoso trazia uma panela grande contendo ensopado o colocando ao centro da mesa, a forma como o aroma se espalhava e até mesmo o modo como as coisas estavam ocorrendo ali, ainda que não fosse uma real família, poderia a muito passar esse clima naquele momento e era um sentimento que poderia ser muito bom para que a ruiva pudesse sentir. Na mesa,coberta por uma toalha quadriculada, junto aos pratos e os talheres que haviam já organizados, estava também a disposição um pequeno cesto de pão, para caso quisesse como acompanhamento para o ensopado, que uma vez aberto, poderia ser visto que tratava-se de um ensopado de carne com alguns vegetais, bem encorpado e com um sabor que seria ainda melhor do que o cheiro. O velho arqueou a sobrancelha pela oferta da tritã em oferecer-lhe aquilo como um pagamento pela estadia, o homem simplesmente sentou-se e se serviu da sopa, ignorando a tritã naquele momento, parecia quase como se ele pudesse sentir-se ofendido com a oferta, mas fosse educado demais para falar no momento.

- Onde vocês estavam? Eu estava aqui ajudando, enquanto vocês sairam, eu disse que não teria o que se preocupar, mas ainda assim ele estava muito preocupado com o neto!

Havia a curiosidade infantil da garota que também sentou-se a mesa, dando espaço para que Gutinho também o fizesse, após servir o prato que estava a frente da ruiva e da pequena, o sorriso em seu rosto, tornava o inchaço dos olhos devido ao choro bem mais ignorável naquele momento. O momento do jantar era mágico para todas as partes, onde eventualmente a tritã e sua parceira contavam sobre a história e poderia-se ver como em muitos momentos em gestos, expressões empolgava-se Emily, em especial quando ela fazia com gestos do corpo imitando Shaanti, a descrevendo de forma muito mais épica do que talvez tivesse acontecido, o que talvez refletisse a forma como a criança lhe enxergava, de forma infantil e heróica a ver daquela forma, poderia fazer com que o peso que havia sentido mais cedo em algum momento se intensificasse ou mesmo que ali ela fosse capaz de aproveitar toda aquela situação da forma mais gostosa possível.

Eventualmente o jantar teria levado a ruiva a falar sobre a sua nova “ aquisição”, ou o seu novo companheiro para viagens e enquanto o velho quase engasgou com a notícia, tossindo de forma alta, enquanto batia com o punho fechado contra o próprio peito para se desengasgar, Emily que estava próxima o suficiente da cadeira de gutinho, levaria a sua mão ao ombro do rapaz, com um sorriso de animação no rosto.

- Você vai vir conosco? Isso é ótimo! Assim terá alguém que possa cuidar dos ferimentos da Shaanti!

Era engraçado, como a situação vista pelo ponto de vista da garota era a inversa, já que bem… A ruiva era a linha de frente, então que ela se machucasse era o mais fácil de se pensar naquela situação, talvez ainda estivesse meio fora de si ou o clima havia o permitido a fazer isso mas, gutinho naquele momento tinha o tom vermelho a lhe pintar as bochechas e ele apenas concordava balançando a cabeça de cima para baixo ao que Emily havia falado, antes que ela mesma pudesse voltar a sua postura. O velho nesse meio tempo, pareceu ter retomado o ar em uma respiração forte, que lembrava a se um quase afogado ao tomar o ar após um tempo sem respirar.

-Você… Cuide bem do meu neto...Ele é um bom rapaz.

Diria o homem, olhando para o neto com um olhar que havia uma ternura presente, e um sorriso bobo no rosto, quase que aliviado, onde a postura de seus ombros relaxava, e ambos por um momento se entre olharam como se pelo olhar, pudesse ali haver o maior dos diálogos, sem que uma só palavra pudesse ser dita. O senhor então era o primeiro a se levantar da mesa, segurando o prato já vazio, antes que pudesse ir, olhou novamente para a moeda de ouro que havia lhe sido oferecida como pagamento.

- Use o que você conquistou para que vocês possam se cuidar, você não é a convidada mais agradável, mas eu não cobraria por algo do tipo… Tomem um banho, descansem...O dia de vocês foi cheio.

Teria dito o homem antes de virar as costas e ir em direção a pia, o sentimento carregado através de sua voz era algo positivo de sentir, ao menos pela maior parte das pessoas, a menos que lhe fosse pedido para que fizesse diferente, gutinho seria o responsável por reunir os demais pratos, talheres e a própria panela ao fim da refeição para que pudesse levar também a pia, onde provavelmente se ocuparia ali a lavando. As sensações que poderia ali viver graças a Emily, bem como o ambiente eram completamente únicos,seus planos no entanto dependeriam dela mesma para que pudesse realizar.

”Histórico”:
 

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyDom 02 Dez 2018, 15:55




Caminhos Revelados

6


Não havia esperado aquela reação, em nenhum momento havia lhe passado pela cabeça aquela concepção do garoto. Imaginava que o mesmo iria protestar, recusar, espernear, ou qualquer outra coisa, se mijar ou mesmo pular no lago para nadar para longe, mas em momento algum Shaanti teria sido capaz de imaginar aquela reação.

A pouca fé que tinha na coragem do garota era só parte dos motivos que a levavam a descrença daquela situação.

- Ele...Ele... Aceitou? Feliz? - este lhe era o maior choque, a felicidade que o pirralho demonstrava pelas palavras dela, afinal, este lhe era um conceito totalmente novo, pois estava acostumada ao terror, medo e ódio…. Somente Emily havia se mostrado feliz em sua companhia, feliz em seguir com ela, mas agora…. A sua frente estava um garoto medroso, que a poucos segundos atrás chorava desesperado para se livrar dela, mas…

- Ele… quer vir comigo? - no fim havia sido a própria tritã a ficar confusa e atordoada sendo ela incapaz de compreender o quanto Emily já a havia mudado.

- Sim, pode contar com sua Ane-san. - por fim aceitou o sentimento com orgulho evidente, erguendo também a sua mão para firmar este laço.

>>><<<

Lembranças eram revividas na mente da tritã naquele momento, pois nunca havia tido uma família de sangue e aquela cena, ali naquela mesa a lembrava muito das refeições que tinha com sua antiga tripulação, a família que havia ganho e perdido por sua própria irresponsabilidade e arrogância.

Olhava com afeto para Emily no momento que jurou.

- Nunca mais vou me permitir perder a minha família. - sorria sem perceber enquanto assistia Emily em suas performances. - Você também não pirralha. - não sabia de onde tinha vindo isso, mas naquele momento sentia algo se fortalecer dentro de si com esta nova resolução de vida. - Nenhuma de nós vai lamentar perder a família de novo.

Havia sido os sentimentos de Emily que lhes haviam guiado até ali, até aquela nova família e embora fosse-lhe difícil admitir ela estava começando a gostar dos humanos, ao menos daqueles três.

O jantar prosseguiu animado e embora tenha sentido falta da bebida a alegria não lhe faltou. Momentos depois achou que teria realmente mandado o velho para o além.

- OIOIOIOIOI, ESPERA A GENTE IR EMBORA ANTES DE BATER AS BOTAS SEU VELHO DE MERDA. - empurrou a cadeira quando se levantou. - VAI BABAR A COMIDA TODA, DROGA. - Não, ela não tinha levantado para acudir o velho se era isso que você pensou, só estava tentando evitar ser atingida pela saliva.

>--<

- Ei, ei, como assim cuidar de mim? ATÉ PARECE QUE SOU EU QUE CHEGO EM UMA ILHA E CAIU DESMAIADA. Hnnff, pirralha. - era uma falsa mágoa, tão falta que ao virar o rosto para o outro lado a fim de fingir indignação um sorriso lhe estampava a face, um sorriso de alegria ao sentir que Emily preocupava-se consigo.

- EU...EU NÃO TO SORRINDO, NÃO...isso, isso, isso… isso bem…. isso é minha cara de irritada tá bom? - reclamaria se insinuassem que ela estava sorrindo que nem boba, todavia demorando para conseguir formular a ‘mentira’.

- Pode ficar tranquilo velho. - responderia após algum tempo o velho. - Não há lugar mais seguro do que com a GRANDE SHAANTI, pode perguntar pra qualquer um, tenho certeza que a resposta vai ser a mesma. - soava certa disso, como se não existisses qualquer possibilidade de alguém discordar da sua visão de si mesma.

E assim, antes que tivesses percebido o tempo voou e o jantar acabou. Seu pagamento era recusado e ela mais uma vez embolsou o valor.

- Justo, você nem ia ter tempo de gastar mesmo. - falou enquanto palitava os dentes, referindo-se a pouca expectativa de vida do senhor, isso na sua humilde opinião.


O velho por fim tinha dado uma deixa sutil para que ambas saíssem, banho e descanso eram bastante convidativos, mas Shaanti ainda tinha pingos nos I’s para colocar.

Levantando-se faria um sinal com a cabeça para Emily a acompanhar.



Não estaria indo para o quarto e sim para o lago, já que as águas lhe acalmavam. Em silêncio olharia o espelho d’água que se estendia à frente apreciando a tranquila fluidez, esperando que o sentimento pudesse alcançá-la.

- No jantar… Acho que finalmente percebi. - estaria evitando olhar a pequena, mantendo o olhar longe no horizonte enquanto ainda lutava para dar voz aos seus sentimentos e expor, o que para ela era, o seu lado frágil. . - Percebi o que tenho que fazer. - lembrou-se do momento em que deixavam a mina. - Antes eu não pude te responder…. eu … - suspirou de forma pesada. ...foi difícil entender, ou seria aceitar !? Essa dor, eu não posso bater nela. - fechou as mãos com força desejando poder socar suas dúvidas até que elas deixassem de existir. Por um tempo, depois dessas palavras a tritã se calou, deixando o sentimento assentar.

- mas.. - moveu a mão pra altura do coração. - Agora eu sei, o que fiz e o que tenho que fazer. - virar-se-ia para Emily e também abaixaria para ficar na mesma altura, olha-lá-ia agora nos olhos, não escondendo o que sentia, sendo ela mesma e finalmente se conformando a mostrar os fortes sentimentos e contradições que existiam dentro de si.

- Nunca mais perderemos nossa família. - daria finalmente voz a sua resolução, e mesmo que este já tivesse sido um assunto discutido por ambas, dizê-lo agora com está nova convicção, dava uma importância diferente as palavras.

Sem perceber teria abraçado Emily.

- Vamos viver. - os sonhos, os amores, as aventuras… Naquela única palavra conhecida por vida a tritã tentava transmitir todos estes desejos.




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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyTer 04 Dez 2018, 19:05





Caminhos revelados - 3

Viver aquele ambiente, da forma como ele se apresentava, despertava na tritã memórias de tempos em que suas decisões, junto ao próprio destino acabaram por tirar dela a família que ela mesma havia construído, sua tripulação e todo o ambiente mais descontraído, livre de sentimentos ruins, onde todos que sentavam-se naquela mesa pareciam partilhar de um mesmo ideal, estimulava em sua cabeça o sentimento de que ela havia novamente encontrado o seu lugar no mundo e Emily, mesmo que não tivesse planejado para que as coisas seguissem aquele rumo, era sem dúvidas a responsável por Shaanti ter seguido hoje, o caminho que a permitiu estar ali e definitivamente, não queria enfrentar novamente o sentimento de perda, não poderia falhar mais e não iria.

O ambiente abria espaço para o riso que era contagiante por parte de Emily que divertia-se com a forma como Shaanti sempre colocava-se como forte e durona, mesmo que no fundo a pequena pudesse talvez enxergar um pouco do lado mais amável e menos abrasivo da ruiva, talvez fosse esse o real segredo para que a relação das duas pudesse funcionar tão bem? A capacidade de uma poder ver ou pelo menos esperar o melhor da outra? A chama da confiança de cada um ali presente ali na sala, poderia fazê-la inflamar ainda mais, pois agora elas teriam um médico para que pudesse tratar de seus ferimentos. Poderia não ser o mais bravo, tão pouco o mais experiente, mas, não mais iriam temer os males que ferimentos ou doenças poderiam lhe causar, desde que tivessem o espaço e o equipamento necessário para que o rapaz trabalhasse.

Com a deixa, havia se dirigido ao lago e a pequena criança, havia decidido a acompanhar, ainda que não fosse de fato convidada, sentia que precisava estar lá, algo estava diferente em sua amiga e em seu pequeno coraçãozinho, foi motivo o suficient para arriscar-se a ir. Não que a tritã pudesse lhe oferecer alguma ameaça, mas talvez não reagisse bem ao instinto que havia ocorrido a ela, onde talvez pudesse passar a idéia de intrometida. Pensamentos em vão, eram estes, já que Shaanti a tinha como muito mais que bem vinda, ela precisava falar algumas coisas que talvez a muito estivessem presas em seu peito, a cada palavra que era dita com Shaanti naquele lago, era possível ver mais e mais os olhos de Emily se dilatarem, moostrando-se extremamente atenta ao que a garota teria a dizer. Por alguns momentos era possível ver seus lábios tremendo levemente, quase como se as palavras quisessem escapar a força da sua boca, mas a garota sempre que sentiu que poderia tê-la interrompido a fala da ruiva, apertava levemente a ponta dos dedos, contra o centro de suas pequenas mãozinhas, fechando em algo que se assimilava muito a um punho. Era claro para Shaanti que a garota parecia uma panela de pressão quase a beira de explodir para que pudesse esperar a sua vez de falar, se pudesse ver inclusive que daria mais coragem para a garota falar, teria segurado a mão que lhe tivesse mais próxima para que por fim a idéia fosse expressada.

A garota respirou fundo, talvez fosse possível ver seus olhos umedecidos, pela emoção que carregavam as palavras que lhe eram proferidas, tentando olhar nos olhos da garota, teria reunido a coragem para que pudesse falar com ela.

- Eu não entendi bem a sua pergunta… Difícil de aceitar? Você diz… Perder alguém? Eu… Eu… Não sei se o que eu fiz foi aceitar, que eles se foram… Ou como se foram...Mas, eu sei que hoje eu não posso fazer algo para mudar o que aconteceu no passado e… Mesmo lá eu acho que eu não poderia fazer muito para impedir...Talvez se fizesse toda a história poderia ser diferente mas… Bem… Eu não me sinto só, ainda que sinta muito a falta, sei que eles ainda estão vivos dentro do meu peito… Enquanto eu puder procurar por eles, e viver uma vida mais próxima do que sonhei, eles nunca irão partir de verdade… Eu sou grata por você hoje, ter conseguido me aproximar mais das memórias do que um dia vivi… Do que talvez fosse viver… É bom ver que eles tinham planos ou a esperança de que no futuro eu pudesse conquistar essa mina…. E até mesmo falaram sobre um lugar chamado Mawakun e uma cidade dourada… Então eu… Mesmo com tudo que aconteceu, ainda tenho sonhos e quero realiza-los.


Diria a garota levando uma das mãos fechadas ao rosto de modo a com o antebraço esfregar e remover lágrimas que naquele momento, já eram esperadas de cair. Sua voz era doce e carregada de emoção, havia uma delicadeza no tremer de seus lábios e em seu pequeno corpo que por um momento, poderia pensar-se que a garota quebraria.. O abraço de Shaanti, então viria como uma bênção, onde um pequeno arfar de respiração mais intenso poderia ser sentido, antes que a garota, pudesse retribuir o gesto e a abraçar intensamente. A tritã onde ambas poderiam sentir ali que o tempo para elas corria de forma diferente, parecia durar muito mais, como se o abraço fosse capaz de naquele momento, afastar todas as dores, toda preocupação, todos os problemas. A garota, de forma que tentou parar os próprios soluços que agora aconteciam, em meio ao choro, respirar fundo.

-Nós…. Temos uma nova família agora eu… Você… E agora temos o Gutinho… Sei que eu disse que ele poderia cuidar de seus ferimentos… Dos meus também mas… ele também vai precisar dos seus braços e… Da minha cabeça! Para que ele também possa realizar os sonhos


Completaria a garota, com a voz carregada de emoção, dali ela poderia partir para onde Shaanti a levasse, estava determinada a seguí-la naquele momento.

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyQua 05 Dez 2018, 12:30




Caminhos Revelados

7


Mesmo que não fossem capaz de compreender completamente o coração uma da outra, as duas garotas pareciam conseguir sentir o sentimento que aumentava com o início das suas aventuras.

O peito de Shaanti se aquecia com aquela concepção, pois muito embora, a muito tempo, já tivesse prometido a si mesmo que iria proteger Emily com todas as suas forças era só nesse momento que percebia o quão intenso esse sentimento havia se tornado e o quão profundo suas raízes haviam galgado, mas o que mais acalentava seus sentimentos era sentir que Emily tinha igual profundo sentimento.

- Deu, deu, deu… Parecemos duas choronas. - dizia ao passar a mão no cabelo da criança enquanto se abraçavam. Após mais alguns momentos Shaanti se inclinaria deitando na grama para olhar as estrelas.

- O tesouro era do seus pais mesmo então? - com a aceitação dos sentimentos havia vindo também a coragem para encarar o assunto, pois até então lhe havia sido difícil falar sobre os pais de Emily.

Permanecia relaxada contemplando o céu noturno enquanto mantinha a conversa com a pirralha.

- Andei pensando nisso….. Sabe? Em como vamos viajar. - a menção de uma nova ilha, por parte de Emily, havia feito Shaanti começar o assunto. - A Grand Line não é muito amigável. Quando eu era pirata, eu e meus companheiros…. - moveu a mão para coçar o nariz, virando a cabeça para o lado oposto de Emily e afinando a voz, características claras de que inventava uma história. … Eramos incríveis, todos tritões fortes e sagazes, nunca tivemos dificuldades em navegar. HEHEHEHE, ÉRAMOS OS MELHORES. - embora toda a parte sobre não ter dificuldades fosse mentira, o final era verdade, ao menos na cabeça e nas crenças de Shaanti. - Mas eu, você e o mijão… Sabe? Eu sou incrível, mas levar dois pesos mortos que nem vocês? - esperaria ouvir a reclamação de Emily para desatar a rir. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. É brincadeira, brincadeira, hahahahahahahahaha - rolaria se defendendo das investidas de Emily se necessário, mas cuidando para não machucá-la.


Se Emily tivesse mesmo investido contra Shaanti a tritã contra-atacaria com cócegas até que a pirralha se rendesse.

- Hehe, você se rende? - Estava sorrindo ao dizer isso. - Então… - voltaria a rolar e deitar na grama. - Com dois inúteis - viraria para Emily dando-lhe uma piscada. - Vamos precisar de mais pessoas. Humanos não são tão bons quanto tritões. - daria um dar de ombros. - Mas vão ter que servir.


Shaanti havia pensado nas possibilidades algumas vezes, o que poderiam ser? Quem poderiam chamar para viajar junto? Talvez não fosse necessário uma grande tripulação, de 10 a 20 membros deveria ser mais que o suficiente, mas as alternativas não eram muitas.

Pirata? Nunca poderia voltar a ser, e já não mais desejava.
Caçadora? Era uma alternativa, mas sempre odiou os caçadores.
Marinheira? Errr.. Claro porque não?


Poucas seriam as pessoas que topariam sair por aí navegando na Grand Line que não fossem de algum desses grupos. Foi então, que dos livros de Emily, a ideia lhe surgiu.


- Foi então que pensei.. Que tal sermos que nem o Norland?

Levou algum tempo, mas Shaanti havia conseguido bolar uma estratégia, que na cabeça dela, seria super fácil. Afinal, quão difícil poderia ser entrar como expedicionária real? Ela era forte, esperta, sabia navegar, ou achava que sabia, modéstia nunca havia sido exatamente uma de suas qualidades.

- Tritões não são exatamente bem vindos em todos os lugares, mas…. Quem sabe a serviço de algum rei, a história seja diferente… Eu poderia ser navegadora, você aprendiz de alguma coisa?

Ouviria o que Emily tinha a dizer antes de sugerir o plano B.

- A outra opção seria convencer gentilmente pessoas diversas a nos acompanhar, igual fiz com o Gutinho. - Mas na verdade Shaanti preferiria o plano A, não que lhe agradasse totalmente estar a serviço de humanos, mas esse serviço poderia lhe dar a chance de esfregar na cara de outros humanos o quão importante ela era e bem, já que não podia mais matar eles, talvez pudesse ter sua satisfação de outras formas, velhos hábitos não somem completamente, velhos vícios podem sempre voltar se não forem substituídos por outra fonte de satisfação.

- HEHEHEHE, vai ser ótimo ver os humanos tendo que me engolir, HEHEHE… - olharia para Emily. - Eu falei isso alto?



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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyQui 06 Dez 2018, 10:03





Caminhos revelados - 4

Dentro daquele momento em que a emoção falava mais alto, mesmo o lado mais tsun tsun de Shaanti, dava espaço para seu dere-dere, um lado mais fofo das duas era mostrado, ainda que não durasse muito. Como se precisasse se reafirmar como durona, a ruiva passou a mão sobre a cabeça da pequena enquanto tentou recobrar-se, afinal se expor por muito tempo não era uma tarefa fácil a quem há muito já havia se ferido ou a quem muito fácilmente pensou que poderia ferir. O abraço havia terminado no momento em que a pequena vendo que precisava dar mais espaço para a tritã havia a soltado, a olhando, com muita atenção, enquanto ela guiaria o rumo da conversa, onde seria possível ver a garota suspirar, por um momento fechar os olhos e desviar o olhar, antes que pudesse encarar a tritã novamente. Seria possível ver a suas mãos aos poucos serem levadas para próximas uma da outra, onde seus próprios dedos se entrelaçariam e seus polegares faziam um movimento circular um sobre o outro, em um claro sinal de nervosismo. Sua voz naquela frase, iria sair de forma doce e amável, ainda que não passasse tanta segurança assim.

- Sim...  Parece que meus pais, esperavam que eu levasse a minha paixão de hoje pela vida… E assim que eu fosse mais velha, eu pudesse conservar um pouco do que sou hoje e caçar tesouros que eles deixaram pelo mundo, ao invés de me deixar uma herança normalmente… É um gesto de carinho muito grande deles, apesar de que eu talvez… Na verdade, sozinha eu não estaria preparada para encarar o que eles esperam de mim...Mas por isso eu sou grata por ter você… Assim eu posso não só viver aventuras, como também… Também me conectar a eles.

Suas palavras naquele momento poderiam pesar mais do que um lutador de sumô sobre as costas da garota naquele momento, a doçura poderia transformar-se em um gosto de cinzas sobre a sua boca, afinal era ela aquela que havia mudado a vida de Emily por completo assim como também, poderia ter dito a si mesma, ainda que não fosse tão agradável pelo seu próprio orgulho que também havia há muito mudado por causa da criança que estava a sua frente. Enquanto gabou-se pelo seu sucesso na Grand Line, junto a outros companheiros tritões que uma vez havia tido ao seu lado, era notável no olhar da garota que havia certa apreensão, como uma amante de histórias mais lúdicas, sabia tanto que havia a promessa de várias maravilhas, capazes de preencher seus sonhos, como também lá havia os monstros mais assustadores que poderia imaginar, para que pudessem enfrentar. No fim, ela queria confiar que seriam capazes de explorar mais e mais pelo caminho que iriam trilhar e isso era quase transcrito em sua face, onde logo quebrou-se o clima, quando cedendo a provocação, em um tom agudo e com uma moderada emoção a mais, sua voz iria sair.

- Hey!  Eu fui tão útil quanto você lá dentro, nós conseguimos passar os desafios, porque estavamos juntas, não tome todo o crédito! Hunf!

Sua feição não demonstrava uma real raiva, mas era claro que a provocação havia tido um efeito, quando  a pequena tentou dar um soquinho na ruiva junto as palavras, “golpe” este que era não só desviado com total sucesso pelo rolamento da garota, como teria o contra-ataque mais eficaz, mortal e sujo que poderia usar contra uma criança, sim, a tritã recorria a técnica suprema do ataque de cócegas, que como todos sabem, era tiro e queda, pois a garota logo perderia as forças e cairia a rir, perante o poder da ruiva.

- Para, Para, eu me rendo!

Sua voz poderia  sair meio esbaforida, pois havia perdido um pouco do ar, enquanto ria, mas logo que o ataque terminava, a  frase da tritã havia a incomodado, sabia que era comum que a agressividade e a não aceitação pudessem ser refletidas, por quem mais sofre, mas acreditava que, se ela não fosse a mudança o mundo também não seria gentil e com isso, quase como se recuperasse a pompa a garota, tivesse se levantado sozinha ou mesmo que tivesse ajuda para tal, se colocaria a frente ali e em um tom de bronca, que pelo seu tamanho e voz e bem… Até mesmo por ter se rendido a pouco, não tivessem tanta força, mas suas palavras talvez compensassem.

- Não é legal que você diga essas coisas… Digo, não acho legal quando falam mal dos tritões… Assim como não é legal que você faça a mesma coisa que eles… Você é melhor que isso!

Talvez houvesse mais esperança sobre como Shaanti poderia ser por parte da garota, do que ela mesma poderia esperar de si mesmo e como uma benção, também era uma maldição estar sobre a expectativa de alguém, a depender da pessoa e do momento. A conversa seguiria e com isso, a tritã apontou um plano que havia de agir sobre o nome de um reino, em uma posição que pudesse ser aceita e assim viveram como Norland e quanto a idéia, não poderia ter animado mais a pequena do que ela mesma poderia sugerir.

- Bem… A idéia de um reino parece incrível! Você diz, tornar-se uma guerreira, ou melhor, uma cavaleira para um reino de verdade?  Eu gosto desse modo de pensar, acho que isso poderia trazer muita coisa boa pra gente, como aventuras, talvez até mesmo conhecer reis, rainhas, príncipes e princesas!

Era notável o brilho no olhar da garota enquanto ela juntou as mãos em pleno ânimo ao ponto que mesmo a pequena farpada de Shaanti com os humanos não teria sido dada outra bronca pela garota, o que talvez indicasse que ela estava indo a um caminho tão certo a esse ponto. O clima começou a esfriar um pouquinho mais, e a brisa leve logo tornou-se um pouco mais gélida, não havia tanto tempo desde que haviam saido para conversar no lago e ainda havia a ela a opção, tanto de permanecer e conversar mais um pouco, como também de voltar e aceitar a proposta do velho, de poder banhar-se e deitarem de modo que pudessem descansar para começar o próximo dia cedo… Ou ao menos que pudessem se enrolar em alguma coberta em um lugar confortável, para escapar do frio. O rumo, cabia a ela decidir.

”Histórico”:
 

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyQui 06 Dez 2018, 17:17




Cavaleira?

8


Shaanti torcia a boca ao ouvir a repreensão de Emily. Sabia que era uma bronca justa, mas de alguma forma era desconfortável, pois falar daquele jeito era algo habitual a ela, parte quase fundamental da sua essência, já que não se era de duvidar que esta teria sido quase uma das primeiras lições que teve na vida.

Eram antigas as memórias que a levavam a falar daquele modo dos humanos, o preconceito havia sido, muito precocemente enraizado em sua essência e mesmo que Emily tenha sido capaz de abrir o coração da tritã este era um hábito difícil de perder. Então, por mais que estivesse disposta a ceder e a concordar com Emily, por mais sensato que fosse aquelas palavras ela tinha certeza que aceitar plenamente os humanos, de forma verbal e mesmo elogiá los deixar-lhe-ia um gosto horrível na boca.


- Não prometo nada, mas vou tentar fingir que os humanos não…. Vou tentar aceitar que os humanos não são inferiores. - diria já se levantando e batendo as mãos na bunda e costas para tirar a sujeira. - Vamos entrar?

Começaria o caminho de volta para a cabana.

- Amanhã vou voltar a mina. Você pode ir passear pela ilha, leve o pirralho junto.

Seguiria para o banho, não se importando em que Emily viesse junto, pelo contrário até gostaria, pois poderiam continuar conversando.

- Acho que… Uns dois dias devo trazer tudo. Se conseguir um carrinho. - Esfregava a cabeça de Emily para ensaboá-la. - Depois tenho que arrumar um barco, comida, um mapa? - perguntava-se se havia necessidade de um, afinal, poderia só fazer como sempre fez.

>>><<<

Teria com sorte dormido o sono dos justos, afinal estava hoje, com a consciência mais tranquilo do que esteve em meses. Sentar-se-ia na cama, buscando fazer pouco barulho, esticando os membros a seguir para espantar a moleza.

- Ouro, ouro, ouro,vou buscar muito ouro. Hehehe. - nunca antes havia encontrado um tesouro, sendo que o dinheiro da sua campanha pirata havia quase que exclusivamente vindo de saques a pequenas vilas, e então essa era de fato a primeira vez que seria possuidora de alguma riqueza.

- Obrigada. - diria no momento que olhasse para Emily.

- EU NÃO TAVA AGRADECENDO NADA PIRRALHA. VAI DORMIR, VOCÊ TS OUVINDO COISAS. - gritaria em resposta no caso de ser apanhada no meio da gentileza e apresar-se-ia em sair do quarto para evitar ficar ainda mais constrangida.

Na porta pararia, teria sido um impulso, algo tão inesperado que ela própria teria demorado para compreender.

- Divirta-se. - disse por fim, embora não fosse tudo que tinha sentido vontade de dizer. -Eu te amo baixinha. - apenas pensou e deu-se por satisfeita.

>>><<<

Sentada a espreita, a trita observava sua presa. Ter-se-ia posicionado próxima o mais silencioso que conseguisse.

Buscou ouvir a suave respiração da sua vítima, enquanto observava o vadio do Gutinho dormindo.

Na verdade, Shaanti teria se esforçado para levantar sedo naquele dia, somente para este maravilhoso propósito.

- LEVANTA PIRRALHO, MECHE ESSE CORPO, ANDA, ANDA, ANDA. - gritaria gentilmente ao pé do ouvido do garoto.

- OHHOHH, não esperava encontrar você acordado tão cedo, isso é ótimo. - o profundo sarcasmo deixaria mais do que óbvio que a intenção dela tinha sido justamente o contrário.

- HEHEHEHE, agora que acordou… - com absolutamente nenhuma gentileza a tritã ergueria o colchão para atirar o pirralho ao chão. - 5 minutos. Te espero lá fora. Hehehe, mas se preferir volto pra te buscar. HAHAHAHAHAHAHAHA. - deixaria o quarto espera só ter deixado um Gutinho desesperado para trás. - Isso sim é vida.


Shaanti após isso seguiria para fora da cabana em direção ao lago. Havia convidado o pirralho para seguir com elas, havia prometido capturar os pais dele e cuidar dele, mas nunca prometeu que lhe deixaria ter uma vida fácil.

- HORA DO TREINAMENTO PIRRALHO. QUANDO EU TERMINAR COM VOCE, NAO VAI TER NENHUMA PARTE DE TI QUE NÃO DOA. - Shaanti estaria sustentando um sorriso maldoso no rosto. Três voltas correndo ao redor do lado, VAI, VAI, VAI. SE DEMORER VAI FICAR SEM CAFE DA MANHÃ. com uma voz.mais baixa, mas de intensidade comentária. - Até lá, também não vou comer. Você não quer me deixar com fome, quer?


Esperava que com esse último incentivo o moleque começasse a correr. O lago era grande, e provavelmente três voltas seriam pesadas até mesmo para ela.

- Quando eu terminar, você mesmo vai capturar o seus pais. - isso havia sido compaixão?

>>><<<

Shaanti permaneceria o tempo todo em pé no mesmo lugar, não gritaria mais nada, apenas olharia para o pirralho toda vez que ele passasse e esfregaria a barriga. Somente se o visse muito cansado e a ponto de desistir que iria se pronunciar.

Hnmmm, que fome. - acreditava ser suficiente incentivo.

>>>><<<<

HAHAHAHAHAHAHAHA, MUITO BEM GUTINHO. - caminhava até ele ao final da corrida. - Ja tava difícil aguentar a fome, hahaha. Você não decepcionou sua Ane-san. - pondo o braço em volta do moleque começaria a andar novamente para a cabana. - Mereceu viver, continue assim e não vou precisar devorar você, hehehe.

Era provável que a manhã já tivesse avançado naquele momento e com isso os demais já tivessem levantado.

Tomaria um café reforçado, pois era provável que não comeria nada no restante do dia.

- Vou voltar na mina pra pegar o resto do tesouro. Se tem algum carrinho de mão, velho? O carrinho pode ser novo, o velho é você. - explicou-se para não causar mal entendido.- Uma mochila também ajudaria. completaria.


- Você pode levar Emily passear, mostra a ilha pra ela. E acho bom cuidar bem dela, ou vou te deixar em pedaços moleque. - o aviso era.tao casual quanto alguém tomando café, sejamos justos, Shaanti estava tomando café. Ou ao menos pretendia estar.

>>><<<


Já teria provavelmente passado do meio da manhã quando Shaanti finalmente partisse. Teria deixado dinheiro para Emily e ouro para que o velho trocasse por dinheiro para os pirralhos. Teria também pego a mochila ou o carrinho de mão. Teria dado preferência a mochila, visto que o carinho poderia não ser a.melhor das ideias em uma floresta. Teria também reabastecido a garrafa de água antes de partir.


Esperava ser capaz de refazer o caminho para a mina, mesmo sem a ajuda de Emily e o mapa e assim, confiantr seguiria na direção que seus instintos a guiassem.






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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptySex 07 Dez 2018, 20:08





Caminhos revelados - 5


Ainda que estivesse encontrando e seguindo no caminho para tornar-se  alguém que pela imagem de Emily esta pudesse orgulhar-se ou admirar-se, não era exatamente o caminho mais fácil quando durante toda uma vida a violência e até mesmo a discriminação lhe pareciam ser apresentadas com muito mais facilidade do que a gentileza e ainda que não fosse a linha de seu raciocínio, para muitos incluindo Emily, o preconceito era uma forma de fraqueza, das maiores possíveis e seria visível que a bronca que ela havia dado, era justamente para afastar a ruiva daquele caminho que ela considerava tão ruim de que ela pudesse seguir. No fim a garota levantou levemente os ombros enquanto suspirou e levantou ambas as mãos com as palmas para cima, e sua voz, sairia de forma não muito alta, dando a impressão de algo que daria a ela ainda muito trabalho.

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- É um começo…

A  conversa seguiu mais um pouco, onde a tritã revelou um pouco mais de seus planos para a pequena e ela achou bem divertida a idéia de terem uma embarcação própria, assim como o próprio plano de passear com o rapaz pudesse ser bem legal na sua cabeça e na forma como ela concordava, era notável pelos seus gestos que estava animada, talvez pudesse ser mais fácil para o trio se ela pudesse fazer algo para que Gutinho tivesse menos medo de Shaanti? Seria aquilo o melhor a se fazer? Bem, eram muitas perguntas que colocaram-se sobre a sua cabeça, por uma perspectiva de caminho que poderiam trilhar. No fim, enquanto caminhavam de volta, talvez até mesmo depois de um bom tempo quieta, em um momento que parecia que o assunto já havia morrido há algum tempo, a garota concluiria de forma verbal o que a tanto havia pensado, como se tivesse um pequeno atraso ali, onde ela olharia na direção de sua parceira e com um tom simpático, acompanhado de um sorriso teria dito:


- Eu gosto desse plano, bastante na verdade!

As garotas então seguiram até que pudessem chegar em casa novamente o velho logo apontaria a direção do chuveiro para ambas, quando demonstrassem indício que gostariam de ir pra lá e não demorou para que elas pudessem logo estar no banheiro, que não era muito grande, tinha um piso branco quadriculado, uma pia com um armariozinho de espelho de uma coloração mais próxima do bege, que um dia já teria sido branco e  mais ao fim do banheiro, havia um chuveiro grande, junto a um box de vidro, que teria um bom espaço para ambas. Havia alguns frascos identificados como Shampoo, condicionador e sabonete liquido, que poderiam ter usado para que tomassem banho e ao lado da porta de entrada, havia um banquinho com algumas toalhas limpas que poderiam usar.

Emily ao fechar a porta direitinho, havia após se despir apropriadamente ido na direção do chuveiro, era notável a alegria que ela tinha em poder tomar um bom banho após tudo aquilo, o que talvez indicasse que ter um chuveiro em seu barco, de boa qualidade talvez fosse um belo jeito de agradar a sua parceira. Enquanto tomavam banho, a água quente que caia sobre seus corpos teria um efeito relaxante imenso, onde até mesmo uma certa “ moleza” poderia ser sentida, como se seus músculos pudessem enfim relaxar e encontrar com isso o conforto a elas muito merecido. Enquanto tinha sua cabeça esfregada pela tritã, tinha seus olhos fechados, onde poderia a ruiva ali sentir a vulnerabilidade que a pequena se colocava, ao deixar-se levar pelo gesto carinhoso onde até mesmo demorou para responder um pouco, em um tom que mostraria o pleno sono e relaxar em sua voz.

-  Gosto da idéia… Apesar de não ter idéia que tipo de mapa nós procurariamos… Parece legal.

Ao terminarem de se secar e de se vestir o lembrete de que talvez terem roupas extras limpas parecia apitar em algum momento, como algo que seria muito bom para que pudesse manter-se totalmente limpas após tomarem um banho e agora, teriam os recursos para tal. Seguiram para o quarto de convidados, onde havia duas camas de solteiro, próximas uma da outra, com um colchão que  era um pouco mais duro que o normal, parecendo ser algo ortopédico. Cada uma das camas tinha sobre ela três travesseiros, cobertos por uma fronha azulada, que combinava com o lençol de cama da mesma cor e um cobertor de coloração vermelha. Ao lado de cada cama, havia um pequeno criado mudo, com uma pequena jarra de água e um copo limpo, para caso sentissem sede durante a noite, era algo que talvez não descobrissem ali na hora, mas havia sido um cuidado que Gutinho havia tido a mais com as duas.Para além das camas, não havia muito que se chamasse atenção, o piso era de uma madeira ao qual andar descalça não era desagradável e mais ao canto havia uma prateleira com alguns livros diversos sobre os mais variados temas.


Emily tomou a dianteira e quase como se caísse na cama, por ali mesmo ficou, onde só teria puxado o cobertor para si e dormido de forma bem rápida, estava cansada. Se Shaanti em algum momento a pudesse vir dormindo, poderia ter a imagem de um sono tranquilo onde a garota tinha um sorriso no rosto  em uma visão que agradava  muito os olhos. Logo haviam dormido e descansado bastante mas, pareceria que a garota quando tivesse acordado, precisava de mais um tempo descansando, sendo possível ver ela apenas mover-se levemente frente ao que a tritã fazia, com seus olhos ainda fechados. Seguindo o seu rumo, procurou o quarto de gutinho, que a muito parecia o de hospedes, com a exceção de que havia apenas uma cama. E no momento em que a tritã tentou assustá-lo, seria possível vê-lo saltar caindo diretamente ao chão, em seu rosto era notável o pavor de alguém que não esperava aquilo e uma das suas mãos estava no peito, enquanto ele muito tentava recuperar o fòlego, como se tivesse saído de uma maratona. Pelo seu semblante assustado demoro para que ele pudesse perceber o que havia acontecido e pudesse se levantar para que pudesse seguir Shaanti, naquela parte da manhã.

O rapaz enquanto a acompanhava, ainda tremia ao ponto que parecia que  a qualquer momento o rapaz fragilizado, poderia cair diante do peso do próprio susto que havia levado, ainda sem entender, ele teria concordado com a tritã com a cabeça sobre dar as voltas e bem.... Alguém correndo usando pés de pato teriam um desempenho menos feio de se assistir que o rapaz correndo, que ainda que fosse veloz, atropelava os passos e andava de forma irregular, onde poderia jurar que ele cairia a qualquer momento, porém não caiu. Ao termino das voltas o rapaz se apoiaria com as mãos sobre os joelhos enquanto tentou respirar e só teria dito frente ao “incentivo”

-O Obrigado.. Ane-san…

Ainda que da sua própria forma meio patética, o rapaz tinha um sorriso no rosto, seria treiná-lo daquela forma o seu jeito de cuidar dele? Para muitos parecia que a tritã apenas divertia-se as custas do rapaz, mas isso algum dia se provaria como algo muito mais bonito do que a primeira vista poderia se ver.Já havia passado uma parte da manhã e quando voltaram a casa, Shaanti poderia sentir um cheiro bom vir da mesa, que continha vários tipos de pães, um bolo que pelo cheiro poderia identificar como feito de milho, assim como havia uma jarra bem grande de suco ao centro, a um dos cantos da mesa sentava-se já o velho e no outro Emily, que ainda estava acordando e era notável por como ela comia os eu pãozinho recheado com algum tipo de queijo de olhos ainda fechados. O velho? Parecia mais desperto que todos ali e quando perguntado sobre um possível carrinho de mão,  coçou a parte inferior do queixo pensativo, apesar da brincadeira, não pareceu que ele se importou tanto com isso.

- Devo ter algum, cheque na parte de trás de casa, que você deve encontrar.

E ali, meio sem entender Gutinho  havia prontamente concordado sobre cuidar de Emily enquanto a tritã faria sua busca, pela sua tensão ao concordar, não pareceu que precisaria se preocupar o rapaz cuidaria da garota de todo modo, para evitar a possível cólera da garota. Quando terminasse de tomar o café, poderia exatamente como instruído pelo velho, acharum carrinho de mão jogado na parte de trás da casa, onde poderia também encontrar uma mochila, mas diferente do carrinho, não tinha condições para uso.
Seguiria pelo caminho da floresta, levando sua nova “aquisição” e ainda que tivesse demorado mais sozinha, havia encontrado ao  horizonte da sua vista eventualmente a entrada da mina.

”Histórico”:
 

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptySab 08 Dez 2018, 16:11




Retorno

9


Havia ignorado até aquele momento o cansaço acumulado do dia, mas ali, embaixo do chuveiro com água quente deslizando por seu corpo a tritã finalmente o percebia e olhando para trás notava que os dias haviam sido bastante agitados.

- E pensar que cansava menos como pirata. - de fato lhe era surpreendente o quanto uma ‘mãe’ podia cansar.

Finalmente se vestiam novamente, com as roupas sujas, mas ao menos com o corpo limpo.

- O velho se faz de carrancudo, mas é todo atencioso, aposto que tá adorando ter finalmente alguém animando essa merda de casa. - concluía ao ver a água na cômoda e não só ela, afinal haviam tido muitas outras demonstrações de presteza, como as toalhas no banheiro, levando assim Shaanti a concluir que o velho estava gostando de tê-las ali. - E eu achando que devia pagar, HAHAHAHAHAHAHAHA, que ideia idiota, pagar, HAHAHAHAHAHAHAHA.


>>>><<<<

Gutinho se mostrará mais resiliente do que a mais otimista avaliação que Shaanti pudesse ter feito, e tal fato a deixava confusa, pois lhe fugia o que poderia estar levando ele a mostrar toda aquela dedicação.

- Esperava mais reclamações. - era a mais pura verdade, pois Shaanti esperava choro, reclamações, medo, qualquer outra coisa ao invés daquela alegria que o moleque demonstrava.

- Você tem problemas né? - não esperava resposta e nem se explicaria sobre a pergunta, era apenas uma constatação sobre as dúvidas que ela tinha sobretudo com a sanidade mental do moleque.

>>><<<

Teria comido, como dito, fartamente, pois suspeitava que teria um longo dia de atividades braçais prazerosas, afinal, como poderia reclamar de ter que carregar ouro para si mesma?

- O carrinho vai ter que servir. - Queixou-se, mas o levou pelo que foi um longo caminho até a entrada da mina.

- Essas droga ficou mais longe de ontem pra hoje, não tem outra explicação. - esperou o retruquei, mas sua única resposta foi o silêncio já que Emily não estava ali. - Será que estão se divertindo? - não haviam passado nem meio dia separadas e Shaanti já começava a sentir falta da pequena que havia se tornado grande parte da sua vida.

Haveria de ficar um tempo parada na entrada da mina com o olhar distante para o que julgava ser a direção da cidade, não gostava de admitir, mas queria poder estar passeando junto.

- Como que mudei tanto? - entrou na mina.

Havia anteriormente deixado algumas coisas guardadas nos antigos armários da entrada, dali recuperaria o lampião e os fósforos, pois o caminho até a estátua não era iluminado. Completaria o lampião com o restante do óleo que havia sobrado no galão e acenderia-o.

- Mais 6 fósforos. - havia encontrado a velha caixa com 8. Guardaria a caixa no bolso e apanharia a corda. - Que sorte que não voltamos pelo elevador.

Não havia muito mais que a preocupava na mina e portanto estaria andando despreocupada, já que agora o segredo da mesma havia sido revelado. Seguia reto, rumando em direção a estátua do que acreditava ser uma ‘divindade’ e lá, procuraria mais uma vez o local onde deveria se ajoelhar para abrir a passagem secreta.

- Como será que funciona? - A lógica daquele mecanismo fugia ao conhecimento de Shaanti, já que lhe era impossível imaginar como seu movimento de ‘penitência’ era captado para que a passagem se revelasse.

Se a passagem abrisse.

- Parece que não tem emoção com as coisas fáceis. Ainda ajoelhada retiraria a corda dos ombros e amarraria no suporte da roda do carrinho, pois a descida era por uma escada na qual não teria como transportar o carrinho.

Com o mesmo devidamente amarrado a tritã ataria a outra ponta ao redor de si e passaria o carrinho pela passagem para só depois começar a descer. Lentamente, degrau a degrau buscaria alcançar o fundo da mina, tomando o cuidado para não bater o lampião.

Uma vez lá desamarrou a corda, enrolando-a novamente para a colocar ao redor dos ombros, seguiria então para o tesouro, mas a falta de Emily lhe roubava um pouco da alegria do momento.

- Hoje não parece tão impressionante quanto ontem. - gostava de dinheiro, quando pirata sempre havia sido louco por ele, mas nos últimos tempos parecia ter descoberto outras felicidades, ainda assim, precisavam do dinheiro para viver.

- A maldita tava certa… - esbravejou assim que começou a jogar as coisas para o carrinho, referindo-se ao momento em que Emily afirmava que a caçada era o que realmente importava, que a aventura junto dos seus amigos que era o verdadeiro tesouro… Todavia, Shaanti nunca admitiria isso em voz alta para ela.

Durante o processo a tritã tomaria o cuidado de guardar a moeda que ativa o elevador em um dos seus bolsos e então terminar de carregar o carrinho de mão, lamentaria se não pudesse carregar tudo, mas sabia que se necessário poderia comprar uma mochila, pois com o carrinho teria de voltar pelo caminho mais longo da mina e assim o faria, assim que estivesse pronta.

Inria até o elevador e lá colocaria a moeda assim que estivesse acomodada junto ao carrinho no seu interior, acionou a alavanca e esperaria a subida terminar. O caminho da mina já lhe era conhecido e por tal não esperava encontrar dificuldades, estaria também carregando o lampião para fornecer iluminação nas partes mais escuras. Continuaria seguindo até sair da mina, ou melhor dizendo, parando novamente nos armários para guardar as coisas.

- Espero que aquela merda de pedra tenha parado de rolar. - diria logo que começasse o caminho de volta.

Era provável que precisasse descansar durante o retorno, pois em um dos trechos havia uma inclinação constante na qual agora teria de empurrar o ouro para cima, assim sendo, pararia sempre que necessário soltando o carinho de forma lateral para descansar antes de continuar.


- Arrff, Arrfff, porque ca...Carre..gar o tesouro. - respiraria fundo. - cansa mais que….. A...char ele. - prosseguia, pois ainda teria o árduo caminho por dentro da floresta.

- DE QUEM FOI A MERDA DESSA IDEIA DE CARRINHO? AHNNNN - zangada, gritava para as árvores, mas continuaria penosamente empurrando seu ouro para casa.

Tantas indas e vindas pela floresta tê-la-ia deixado complacente com os perigos e o esforço físico duplicaria esse efeito e portanto estaria dedicando muita pouca atenção em procurar perigos, concentrando-se exclusivamente em empurrar e não se perder.


>><<<

- ARRGGG, ARRRGG, ARRRGG. - estaria arfando se e quando chegasse de volta na cabana do velho.






”objetivos”:
 

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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptySeg 10 Dez 2018, 20:39





Caminhos revelados - 6

O velho, ainda que parecesse ranzinza, mostrou-se um excelente anfitrião, gostava de reclamar, mas talvez fosse muito mais por hábito do que por um real incômodo gerado pelas duas, se ele fosse bem honesto, poderia até dizer que a casa ficava mais viva com as duas, pareciam trazer uma vida que não havia a muito tempo lá, fosse pela decepção que os pais de Gutinho haviam trazido a casa ou até mesmo o desejo de um filho de correr atrás dos pais que haviam o abandonado para seguir um caminho que ninguém poderia se orgulhar, o medroso rapaz tinha muitos motivos para ser estranho, e a sua própria origem lhe dava embasamento para ser… Estranho?  

De toda forma, o rapaz havia surpreendido a ruiva, mesmo desajeitado mostrou-se resistente, determinado e talvez isso colocasse uma qualidade sobre o que até então parecia ser um bom em nada,  apesar que precisaria forçar muito a vista para enxergar essa qualidade no rapaz, uma vez que para ele era tão difícil o simples ato de correr sem quase tropeçar em si mesmo, em outra situação talvez até reclamasse ou chorasse, mas era difícil saber se ele não fazia por falta de força, por pura determinação ou por medo,  qualquer opção seria muito válida para que ele percorresse aquele longo trajeto sem pestanejar. E frente a pergunta o rapaz a olhou com um olhar de dúvida, como se não soubesse o que responder, deveria ele  responder algo? O rapaz focou-se em respirar naquele momento, em que apoiou-se sobre os joelhos, demonstrando cansaço.

O tempo se seguiu e após comer de maneira farta, dentre as opções que haviam a mesa que variavam entre diferentes frios  a outras frutas,  de toda forma não era um café mal para ninguém e quando seguiu, poderia sentir que deixou um pedacinho de si para trás, quando enquanto falava, esperou até mesmo retrucadas por parte de Emily que nesse momento, deveria estar com sorte se divertindo com Gutinho. Quando se é acostumado com a presença de alguém especial, para muitos a ausência era dolorosa, para outros é dada uma sensação de vazio, mas para todos, sem dúvida vem o pensamento  de como a pessoa está naquele momento e ela por mais que pudesse discordar, não era exceção.

Enquanto encarou a entrada da mina, poderia perguntar-se como havia mudado tanto, era uma pergunta que ela mesma sabia a resposta,  o amor e o perdão de Emily haviam a mudado e a salvado e continuavam a mudar e por mais que talvez fosse mais difícil para que ela pudesse ver, ela também tinha influência sobre a pequena e talvez isso pudesse pesar algum dia para ela? Exemplos não faltaram, como ela criando coragem para retrucar, para desafiar e até mesmo uma confiança excessiva as vezes da própria capacidade, mas onde mais poderia ter visto traços de si na pequena, talvez fosse quando ela havia torcido por ela, em meio ao combate, mesmo que não pudesse ver… É, pessoas são incríveis as vezes… As vezes.

Recuperou o lampião,junto aos fósforos e óleo, usando o lampião de maneira apropriada para que pudesse iluminar o seu caminho e guardando no bolso o que não fosse utilizar, felizmente havia sido prevenida no passado, seguiu até a estátua e graças ao lampião, não teria problemas no trajeto, quando ajoelhou-se a passagem secreta se abriu, revelendo espaço para que ela pudesse descer, um espaço que não era nada conveniente para o carrinho de mão que… Provaria-se útil pelo menos no caminho de volta, pois no momento só dava dor de cabeça.

Com engenhosidade, usando uma corda deu um jeito de descer o carrinho e desceu, também pela passagem aberta que logo teria se fechado pouco depois dela descer e a escada parecia ser recolhida. Estava novamente ela na sala de tesouro mas, era… Diferente? Emily talvez tivesse razão, em dizer que o trajeto e a aventura eram melhores que a recompensa ou… Justamente não ter com quem dividir a alegria a tornou mais vazia? De toda forma o dinheiro era bom e as ajudaria muito, era necessário. Seguiu pelo caminho dos elevadores de volta, com o peso do tesouro seria muito melhor aquele caminho que apesar de longo, daria menos trabalho do que subir o peso e correr o risco da corda arrebentar por aquela escada.. Seguindo  de volta, poderia ver novamente todos os detalhes em ordem cronológica inversa a que havia presenciado anteriormente e… Sim, as rochas continuaram a rolar… O que com o cansaço de Shaanti, não seria um desáfio em particular, mas seria chato de lidar do mesmo jeito.

Quando finalmente havia chegado a cabana, ao horizonte, poderia ver Gutinho e Emily, a garota carregava duas mochilas, uma vazia e outra cheia de coisas, enquanto  o rapaz carregava uma similar, mas de coloração branca e com vários aparatos médicos a mostra, de certo faziam alguns preparos para a viagem a tritã teria a oportunidade de simplesmente entrar na casa onde o velho deveria estar, ou poderia esperar os dois, a decisão era dela. De longe, o que talvez mais acalientasse o coração de Shaanti naquele momento, seria a forma carinhosa como ela ria enquanto falava orgulhosamente de sua escolha.

- Eu acho que ela vai gostar dessa mochila! Foi a melhor que eu achei, bem resistente pra ela não rasgar ou ter que ficar carregando as coisas… Obrigada Gutinho, por usar das economias para essas coisas!

O caminho que havia aberto para a moça, parecia brilhante, se assim ela quisesse.

”Histórico”:
 


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MensagemAssunto: Re: Caminhos revelados   Caminhos revelados - Página 2 EmptyTer 11 Dez 2018, 11:42




It is time

10


Arrrr, finalmente aqui.

Soltaria o carrinho frente a casa. Arfava levemente curvada apoiando-se sobre os joelhos quando começou a ouvir a voz de Emily e não por arrogância, ou mesmo orgulho a tritã se ergueria, buscando controlar a respiração. Muitos vão sim pensar que ela somente queria manter a pose de durona e implacável, mas no fundo a verdade era mais simples…. Ela apenas animou-se ao ouvir a voz da criança e revigorada ergueria-se sorrindo confiante.

- Hehehehe, quer dizer que o pirralho bancou tudo? - olharia para Emily carregando as duas mochilas e então estreitou os olhos para Gutinho. - Já tá de moleza né pirralho? - andaria em direção a dupla, cruzando rapidamente a distância que os separavam.   - Falei pra você cuidar dela e não para deixar ela carregando duas mochilas que nem uma mula, ahnn, qual tua desculpa? Ahnn? - assim que Gutinho começasse a dizer algo Shaanti o cortaria. - NÃO QUERO SABER, MAIS DUAS VOLTAS NO LAGO, VAI, VAI, VAI. OU VAMOS FICAR TODOS SEM JANTA.


Assim que ele se afastasse voltar-se-ia para Emily dando-lhe uma piscadela.

- Ele quer capturar os pais que viraram piratas. - não sabia se Emily já tinha ouvido a história, pois quando o velho lhe falou a pequena estava desacordada, todavia era possível que durante o dia Gutinho tivesse comentado. - Eu poderia fazer isso pra ele. - cruzaria o braço na frente do peito. - Mas me ensinaram que o valor está na aventura. - recordou-se das palavras de Emily e do vazio que sentiu ao só coletar o ouro. - Então? O que compraram? - ao dizer isso estaria olhando para o lago e a pequena forma atrapalhada de Gutinho correndo.

- Pra mim? - pegaria a mochila quando Emily lhe alcançasse. - HEHEHE, tava precisando mesmo de uma, encher de pedras e dar para ele carregar. HEHEHEHEHEHE. Falei isso alto? - Daria os ombros. - Talvez não pedras. - com a cabeça faria um sinal para o ouro. - Alguém vai ter que carregar e bem. Hahahahahah, não vou ser eu.

Se Emily em algum momento comentasse sobre também ter comprado roupa para ela e para si.

- Roupas? -um pequeno tremor correu a espinha de Shaanti e uma imagem logo se formou em sua cabeça…. Emily certamente ter-lhe-ia comprado um vestido, ou talvez roupas coloridas com corações e quanto mais pensava mais o frio na espinha crescia, um tão intenso que não se recordava de ter sentido, nem mesmo quando esteve à beira da morte ou lutando contra o tubarão. - Que….roupas? - não conseguiu esconder nem o medo nem a desconfiança da voz. - Na verdade… Deixa pra depois. É, sim, sim, melhor vermos mais tarde.. Hun, hun. - queria adiar o inevitável.


- A pedra ainda estava rolando. - mudaria o assunto, ou apenas começaria um se não estivessem falando de nada. - Não sei quê que fizeram, mas ainda tava lá de um lado pro outro. - chegando mais próxima de Emily a tritã colocaria uma mão sobre a cabeça da mesma e olhando para o pirralho correndo perguntaria. - O que fizeram além de compras?



>>>><<<

Mais tarde, após Gutinho terminar suas duas voltas a ruiva tentaria por a maior parte do ouro na mochila a fim de deixar mais prático levá-lo.

- Ei velho… se sabe onde dá pra tocar isso? - apontava para o ouro e joias.

Shaanti precisaria trocar, ao menos parte do dinheiro, pois pretendia comprar um barco no dia seguinte para que assim pudessem zarpar daquela ilha para prosseguir com suas aventuras.

Ali já haviam conquistado o que desejavam, não só o ouro, mas também um propósito para a jornada que viria. Emily seguiria a trilha de migalhas deixada por seus pais para assim descobrir a vida que eles tiveram e Shaanti construiria uma família para elas e para os outros, afinal, porque não?


>>><<<

Mais uma vez o ritual iria provavelmente se repetir, comer, conversar, rir, e tomar suco.

Amanhã vai ser a primeira coisa que vou fazer. Comprar Run.

E provavelmente com isso a lista de tarefas dela.estaria fechada.

Comprar rum, barco, aprender a navegar em segredo para impressionar Emily, comida e partir.

- Tem..hnmm. hnmm mastigava tentando engolir, bebendo o suco pra ajudar. - Uma loja de armaduras por aqui?



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